Em janeiro de 2026, a Igreja reza para que a Oração com a Palavra de Deus seja alimento em nossas vidas e fonte de esperança em nossas comunidades.
O amor maior de sua vida.
Você também tem uma desculpa?
Evangelho
Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.
Meditação.
Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)
Não faltam desculpas para quem não quer participar da Igreja. Não encontra tempo para ir à Missa, não encontra motivação para viver em comunidade a sua fé. “Ah, não posso, não tenho tempo, ando muito ocupado. Ou: vivo para o trabalho, quando chego em casa não tenho mais ânimo pra nada. Ou ainda: ah, quem tem família, com filhos pequenos ainda, não tem condições de participar”. Essas desculpas já eram dadas no tempo de Jesus.
E o próprio Mestre ilustrou uma história com as três desculpas que ele ouvia sempre. Alguém preparou uma bela festa e convidou um bocado de gente. Um disse que não podia ir porque tinha comprado uma terra e estava louco pra ver o novo sítio. Outro tinha adquirido cinco juntas de bois para lavrar a terra e ia começar o serviço. Um terceiro tinha se casado e, claro, mandou pedir desculpas, não podia ir à festa. Os primeiros convidados não foram, que decepção!
O que tinha comprado o campo representa bem os que têm muitos bens e não se lembram de nada mais fora deles. Pode ser uma casa, uma empresa, uma fazenda, um negócio. Se não se tomar cuidado, os bens podem virar donos da gente, serem nossos senhores. A gente é que tem que ser dono das coisas, não o contrário. Os bens materiais podem se tornar um verdadeiro deus ao qual me sacrifico ou sacrifico os outros. E Jesus disse bem claro que não se pode servir a dois senhores, a Deus e aos bens materiais, representados no dinheiro. O apego aos bens materiais leva muita gente a não frequentar a Igreja, a não se lembrar do Deus verdadeiro. Já tem seu próprio deus.
O que ia lavrar a terra com seus novos bois bem pode representar os que não acham tempo para Deus por causa do trabalho. O trabalho parece que é tudo, não dá mais tempo para mais nada. Uma boa desculpa para não pisar na Igreja. Diz que não dá tempo, que está cansado. Mas a pessoa não vive só para trabalhar. No início da Bíblia, se diz que Deus trabalhou seis dias na criação do mundo e no sétimo, descansou (Gn 1). E o livro do Êxodo comenta: “Seis dias trabalharás, no sétimo descansarás, que é o repouso do teu Deus” (Ex 10). Parar, celebrar, ir à Igreja é um modo de reconhecer o senhorio de Deus em nossa vida. Não somos escravos. Por isso, paramos, pausamos o trabalho, celebramos a liberdade dos filhos de Deus. Reconhecemos que Deus é o nosso único Deus e Senhor.
Aquele que disse que tinha se casado e por isso não podia ir à festa representa os que têm responsabilidade na família e por isso se consideram impedidos de ir à Igreja. Então, a família tomou o lugar de Deus? E Jesus tinha alertado: “Quem amar seu pai e sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem amar seu marido ou sua esposa ou seus filhos mais do que a mim, não é digno de mim”. Se Deus é o mais importante, então uma visita em casa não pode me impedir de ir à Missa. Nem uma festinha em família, ou uma criança pequena. Deus é Deus e merece o melhor de mim, do meu tempo, do meu amor. “Amar a Deus sobre todas as coisas, acima de todas as pessoas”, este é o mandamento.
Não faltam desculpas para quem não quer participar da Igreja. Os bens materiais que me prendem, o trabalho que me toma todo o tempo, a família que precisa de mim. Apesar da resposta negativa de muitos, Deus continua nos chamando para a festa, que é o Reino de Deus. E abrindo suas portas para outros mais desapegados, mais disponíveis, mais fiéis.

Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que um pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Os primeiros convidados não compareceram. Esses faltosos alegaram razões para sua ausência: a compra de um sítio, o plantio com uma junta de bois, o casamento recente. Essas três desculpas podem representar grande parte das nossa desculpas para vivermos ausentes da vida da Igreja: o apego aos bens materiais, os compromissos do trabalho, os apelos da vida em família. Mas, nada pode nos afastar de Deus ou nos impedir de participar dos atos religiosos, pelos quais, como Igreja, adoramos o Senhor nosso Deus. A mesa está pronta, nos avisa o Senhor. Não nos esquivemos deste maravilhoso convite. Nada de desculpas.
Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)
Senhor Jesus,
foram três desculpas pelas quais os primeiros convidados se disseram impedidos de participar do banquete. Um tinha comprado uma terra e queria vê-la; outro ia testar cinco juntas de bois que tinha comprado para arar a terra; e o outro, estava de lua de mel. Gente voltada para seus negócios e para o seu casamento, sem tempo para participar do banquete de Deus. Senhor, não queremos repetir isso em nossas vidas. Não queremos perder esse convite maravilhoso para participar do Reino de Deus. Queremos estar contigo, ao redor da tua mesa, participando de tua alegria. Bendito seja o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Pense um pouco... Peça a ajuda do Santo Espírito de Deus. Qual é a desculpa número um pra você não participar muito mais da vida da Igreja?

Um lugar para os mais pobres no seu coração.
Evangelho.
Meditação.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Nossa vocação à santidade.
05 de novembro de 2023.
Solenidade de Todos os Santos
Evangelho.
Mt 5,1-12a
Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
Meditação.
Alegrem-se e exultem, porque será grande a recompensa de vocês nos céus (Mt 5, 12)
Este é o domingo de todos os santos. Podemos compreendê-lo melhor, dizendo: este é o domingo de todos os filhos e filhas de Deus. Santo é Deus. Santos somos nós, pela graça que recebemos de sermos seus filhos; e também, mesmo que não seja suficiente, pelo esforço que fazemos para acolher e viver esse dom.
O apóstolo São João explicou, em sua primeira carta, que Deus nos deu um grande presente de amor. Que presente é esse? “Sermos chamados filhos de Deus. E o sermos de fato”. Ainda não se manifestou o que seremos, mas desde já somos filhos de Deus. Somos filhos porque estamos unidos a Cristo. Somos filhos e filhas porque o Espírito Santo foi derramado em nós. E São João explicou mais uma coisa: quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele.
Olha que graça tão grande, somos filhos de Deus. Temos o seu Espírito. Estamos unidos a Jesus, que é o filho unigênito. Somos filhos adotivos de um pai que nos ama sem medida. Ele foi capaz de entregar o seu filho único em nosso favor. Um pai amoroso e fiel.
Mas, nós somos pecadores. Pois é. Vivíamos afastados, de costas para Deus. Por isso, o Pai nos enviou Jesus e ele nos purificou com o seu sangue, isto é, com o sacrifício de sua cruz. No Apocalipse, São João viu uma multidão tão numerosa que não dava para contar: gente que lavou suas roupas no sangue do Cordeiro. Fomos purificados, lavados no sangue do Cordeiro.
No evangelho de hoje, Jesus vê a grande multidão que o procura, tanta gente. Sobe ao monte e senta-se para ensinar. Os discípulos se aproximam. Nessa pregação da montanha, uma das coisas que ele disse foi: “Sejam santos, como o Pai de vocês é santo”. E dá pra gente ser santo, imitando Deus? Bom, nós já fomos criados à imagem e semelhança dele. No batismo, pela fé, recebemos o dom da filiação divina. Então, se trata de a gente viver nessa graça, procurando imitar o nosso Pai no seu amor, imitando o seu filho Jesus, a quem temos como modelo e guia.
Foi nessa pregação, na Montanha, que Jesus proclamou as bem-aventuranças. Elas são o retrato do verdadeiro filho de Deus, o perfil dos filhos e filhas de Deus, no caminho da santidade. O primeiro que cabe nesse perfil é Jesus, o filho unigênito. O Papa Francisco, na Exortação Apostólica que escreveu sobre a santidade, dá uma explicação muito clara das bem-aventuranças: Bem-aventurados são os abençoados por Deus. Como diz o Salmo de hoje, Salmo 23 (24): “Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador”.
No perfil que Jesus desenhou em sua pregação na Montanha, o filho ou a filha de Deus, nesse mundo, é alguém desapegado dos bens desta terra, solidário com as dores dos seus irmãos, manso nos seus relacionamentos, comprometido com a verdade e a justiça, misericordioso com o seu semelhante, respeitoso e correto em suas intenções e artesão da paz. Na minha conta, são sete bem-aventuranças.
Quem faz assim, esforçando-se para viver e agir como Jesus, imitando a bondade e a paciência do Pai, pode encontrar muita incompreensão, oposição, perseguição. Aí Jesus arremata a sua pregação, proclamando mais uma bem-aventurança, a da perseverança nas dificuldades e nas provações.
Guardando a mensagem
Este é o domingo de todos os santos, o domingo de todos os filhos e filhas de Deus. Deus nos deu um grande presente de amor: sermos seus filhos. Pela fé e pelo batismo, somos filhos de Deus, estamos habitados pelo Espírito Santo, somos filhos no Filho, Jesus Cristo. Jesus nos convida a ser e a viver aquilo que já somos por vocação: filhos de Deus. Foi assim que ele proclamou, no monte, as bem-aventuranças, o perfil do verdadeiro filho de Deus. O pobre em espírito é quem confia em Deus, não nos bens deste mundo. Os aflitos são os que sofrem também pelos outros, são os solidários. Os mansos são os que não agem com violência, mas prezam o diálogo e o entendimento. Os que têm fome e sede de justiça são os que se empenham em favor do bem comum, da transformação da sociedade. Os misericordiosos são os que, mesmo nos desencontros, tratam o seu semelhante com compreensão e caridade. Os que promovem a paz são os que trabalham pela reconciliação e pela convivência respeitosa entre todos. Por fim, Jesus orientou como reagir à incompreensão, à perseguição de que formos alvo por vivermos assim: fidelidade e perseverança. Esse perfil traçado nas bem-aventuranças é, em primeiro lugar, uma fotografia do próprio Jesus. E, assim, um ideal de vida para todos nós, seus seguidores.
Alegrem-se e exultem, porque será grande a recompensa de vocês nos céus (Mt 5, 12)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,hoje, estamos festejando todos os santos e santas de Deus. Todos nós somos chamados à santidade. Nós que estamos por aqui, neste caminho da história, temos um ideal a seguir, ou melhor, uma pessoa a imitar: tu, Senhor Jesus, caminho, verdade e vida. Tu és o caminho traçado nas bem-aventuranças. Como diz a tradição, somos a igreja militante. De todos os batizados que já passaram por aqui, antes de nós, muitos, muitos mesmo já estão contigo, na glória. Alguns deles, a tua Igreja reconheceu a sua santidade de vida e nos deu como exemplos e intercessores. São os santos do céu, a igreja triunfante. Nós nos lembramos, hoje, também dos irmãos que se destinam ao paraíso, mas estão ainda em purificação de suas faltas, no purgatório. Eles são a igreja padecente. Todos, nós, os da terra, os do céu e os do purgatório somos os teus santos e santas. Dá-nos viver como fidelidade e perseverança nossa vocação à santidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Você não pode deixar de ler o evangelho de hoje: Mateus 5, 1-12. Lendo, sublinhe, na sua Bíblia, a bem-aventurança que mais chamou a sua atenção.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
A tentação do espírito do mundo.
Evangelho.
1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.
Meditação.
Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares (Lc 14, 7)
Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. Notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. E deu um conselho: ”você sendo convidado para uma festa de casamento, não ocupe os lugares reservados a pessoas importantes. Você pode passar uma grande vergonha. De repente, chega alguém mais importante do que você e o dono da casa vai pedir que você ceda aquele lugar... é melhor, sentando-se mais atrás, ser convidado para ocupar um lugar mais à frente, do que ser humilhado na frente de todo mundo”.
O que Jesus observou naquele jantar é o retrato do que nós vivemos hoje: a busca pelos primeiros lugares; pessoas achando-se importantes, gente procurando regalias, cobrando tratamento VIP, diferenciado. Quando alguém se sente importante, superior, especial, está, na verdade, cultivando a própria projeção, inflando o próprio egoísmo. Assim, passa a exigir a atenção dos outros, a admiração, a homenagem, a obediência... e condições diferenciadas dos outros, em seu modo de viver.
Nem sempre a imagem que se tem de si mesmo corresponde ao que de fato se é. E uma imagem inflada pelo sentimento de superioridade falseia a realidade. Além de atentar contra si mesmo, expondo-se a comportamentos e atitudes vaidosas, presunçosas, arrogantes..., essa busca de privilégios ofende as pessoas que estão ao seu redor. Quem se julga superior, tenta reduzir os outros a inferiores, servidores, capachos.
O ensinamento de Jesus é o contrário disso. Nada de arrogância, julgando-se superior por sua condição social, pela cor de sua pele, pelo bairro onde mora ou pelo dinheiro e influência que tenha. Modéstia. Humildade. Não querer ocupar os primeiros lugares, numa afirmação de superioridade sobre os outros. Sentar-se modestamente ao lado dos outros. Valorizar todo mundo, a começar dos que o mundo julga socialmente nenos importantes. Se vier algum reconhecimento, sendo chamado mais para frente, será uma honra bem-vinda. Porque, como disse o nosso Mestre, quem se eleva será humilhado; e quem se humilha, será exaltado.
Esta é uma tentação permanente em nossa vida, na sociedade e na Igreja: a busca de privilégios e de reconhecimento social. Os fariseus eram mestres nisso. O espírito do evangelho é a fraternidade, um modo de se conviver em sociedade e na Igreja em estilo de acolhimento, cooperação e valorização de cada um. O mundo ensina diferente: seja o primeiro, o mais importante, o mais sabido, o mais poderoso; tem valor quem tem mais dinheiro, quem tem mais títulos de estudo, quem tem melhor aparência. O espírito do evangelho, ensinado por Jesus, diz diferente: somos irmãos, cada um tem seu valor, dependemos uns dos outros. Humildade, nada de arrogância.
Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares (Lc 14, 7)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
naquela refeição, observaste o que simbolicamente é a busca dos primeiros lugares: as disputas de poder, a busca de privilégios. O teu evangelho é a proclamação da fraternidade, todos somos irmãos. A boa nova que pregaste é afirmação da prioridade dos pequenos, os últimos serão os primeiros. Ajuda-nos, Senhor, a fugir desse modo soberbo e vaidoso que o mundo nos ensina; que sejamos próximos, fraternos, acolhedores, irmãos e irmãs. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Não fique triste se não lhe fizerem aquela homenagem que você acha que merece. Não sinta inveja de quem parece ter se dado melhor do que você. Tome o conselho de Jesus: “não fique correndo atrás dos primeiros lugares”. Isso é loucura, vaidade, arrogância. Somos todos irmãos, estamos todos no mesmo barco.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Hoje é dia de ajudar o próximo?
Meditação.
Descanso eterno, dai-lhes, Senhor.
Evangelho.
Lc 12,35-40
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar. 39Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
Meditação.
A porta estreita.
Evangelho
Lc 13,22-30
Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.
26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.
Meditação.
Façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24).
Você quer ser feliz. Quem não quer? Não é fácil explicar o que é a felicidade. Felicidade é realização, é amar e ser correspondido, é ter solução para os seus pequenos e grandes problemas... Felicidade é o sentimento de alegria e satisfação com a vida e muito mais. E você quer ser feliz. No fundo, você sabe, a felicidade, por um lado, é um dom de Deus e, por outro lado, é também fruto do nosso esforço. Sem esforço, não pomos as bases para uma vida saudável e feliz: o cuidado com a alimentação, o estudo sério, o modo como assumo meus compromissos de família, de trabalho, como cultivo minhas amizades, como me relaciono com os outros... Deus nos abre os caminhos e nós procuramos prosseguir com seriedade e empenho. Esse é o caminho da felicidade.
Você quer a salvação. Quem não quer? Não é fácil explicar o que é a salvação. Salvação é o final feliz de nossa vida, a realização completa de nossa existência em Deus. Mas, não é só a chegada lá. É também a nossa condição agora, a nossa comunhão com Deus. Para entender um pouco dessa condição de plenitude e realização que é a salvação, Jesus falou de banquete, festa de casamento, lugar onde estão os justos, casa paterna de muitas moradas, Reino de Deus glorioso. Cada imagem dessas é uma brecha por onde já se enxerga o brilho da salvação eterna. E você quer a salvação, claro. E você sabe que a salvação é um dom de Deus, obra de sua graça. E sabe, pela evangelização, que a porta da casa de Deus nos foi aberta pela morte e ressurreição de Jesus. A salvação é um dom gratuito de Deus, sem merecimento algum de nossa parte. Ainda assim, nos lembremos, no acolhimento da salvação concorre também o nosso esforço, o nosso compromisso, uma vida segundo os mandamentos de Deus, em comunhão com ele e com os irmãos. Sem esforço de nossa parte, sem compromisso, sem conversão, a coisa fica pela metade, nos detemos no portão de entrada. Certo que a salvação é obra de Deus, mas nos cabe acolhê-la, nos deixar transformar por ela, colaborar com o seu crescimento em nós.
Se até aqui estivermos nos entendendo, já está explicado o evangelho de hoje. Perguntaram a Jesus se os que se salvam, são poucos ou são muitos? Jesus aproveitou a pergunta para estimular a conversão e o compromisso com uma vida de santidade. Falou da porta estreita. “Façam todo esforço para entrar pela porta estreita”. Isso você entende, não é verdade? Tem muita porta larga por aí: a do relaxamento, da preguiça, do egoísmo, do desregramento, dos vícios, da falta de seriedade nos compromissos consigo mesmo(a), com os outros e com Deus. Entrar pela porta estreita e, - ele também deu a entender - enquanto há tempo. Ele contou que quando o dono da casa fechar a porta, não se entra mais. Aí ele enfeitou a parábola: ‘tem gente que vai ficar batendo na porta, dizendo que é amigo do dono da casa, que já esteve com ele diversas vezes, que ouviu seus discursos...’. A resposta vai ser: “Eu não conheço vocês. Vão-se embora”. Você pegou a mensagem? Entrar pela porta estreita enquanto é tempo. Não deixe pra amanhã a sua conversão. É hoje o dia da salvação.

Guardando a mensagem
Perguntaram a Jesus sobre a salvação. Ele indicou duas coisas preciosas para o nosso caminho com Deus: entrar pela porta estreita e a tempo. ‘A tempo’ quer dizer não adiar a sua conversão, não deixar para amanhã os seus compromissos de vida nova. Amanhã, pode ser tarde e a porta pode estar já fechada. ‘Entrar pela porta estreita’ quer dizer que, mesmo sendo a salvação um dom gratuito de Deus, precisamos acolhê-la com esforço e compromisso.
Façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
a nossa caminhada para Deus se assemelha à peregrinação do teu povo de todas as nações para o monte santo de Jerusalém, como está descrito no Livro do Profeta Isaías (Is 66). Nossa vida é, de verdade, uma peregrinação, contigo, para Jerusalém. É nesse caminho, que tu vais nos ensinando, nos instruindo. Hoje, nos falaste da porta estreita. Senhor, a porta larga nos seduz. É a porta da facilidade, do relaxamento, do mais ou menos. Ajuda-nos, Senhor, a entrar pela porta estreita. Esta é a porta do compromisso, do esforço, do melhor possível. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Em um momento pessoal de oração, peça ao Senhor a graça de perseverar no caminho do bem e da salvação, sem se desviar da porta estreita.
Comunicando
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
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