PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA

Deus está cumprindo suas promessas.

  



18 de maio de 2024

   Sábado da 7ª Semana da Páscoa    

     Evangelho.    


Jo 21,20-25

Naquele tempo, 20Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te vai entregar?” 21Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: “Senhor, o que vai ser deste?”
22Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa isso? Tu, segue-me!” 23Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?”
24Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos.

    Meditação.    


Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos (Jo 21, 25)

Assim termina o evangelho de São João. O que foi escrito nos evangelhos é o suficiente para conhecermos Jesus, sua obra, suas palavras para nos tornarmos seus discípulos.

Na linguagem do evangelista João, Jesus veio nos comunicar a vida eterna, a vida de Deus, que enche de significado nossa existência e nos abre os horizontes da vida definitiva no seio do Pai.

Quantas coisas maravilhosas fez Jesus! Pelo evangelho, temos notícia de algumas. Já são suficientes para o reconhecermos como o enviado do Pai e nos colocarmos no seu seguimento.

Nos outros três evangelhos, chamados sinóticos, a mensagem é a mesma, com outra linguagem. Mateus, Marcos e Lucas falam do Reino de Deus. Jesus vem anunciar o Reino de Deus. O Reino de Deus é inaugurado com a sua presença entre nós.

A boa notícia, o evangelho, é o Reino de Deus acontecendo entre nós, pela presença de Jesus. Foi esse o anúncio de Jesus desde o início de sua atividade missionária: “O tempo se cumpriu, o Reino chegou, convertam-se, creiam no Evangelho, isto é, nesta boa notícia”.

A presença de Jesus salvando, libertando, restaurando é o Reino acontecendo. As ações e as palavras de Jesus instauram o reinado de Deus entre nós. Esse anúncio, essa boa nova (é o que quer dizer a palavra ‘evangelho’) é uma comunicação que muda nossa vida, que dá novo sentido à realidade.

O Reino continua sendo anunciado e atuado pela pregação e pelo testemunho dos discípulos de Jesus. Por suas palavras e suas ações, Jesus continua construindo o Reinado do Pai no mundo.




Guardando a mensagem

O Evangelho é a revelação de algo maravilhoso: o Reino está ao nosso alcance, está batendo à nossa porta, está próximo de nós, está entre nós. Deus está cumprindo sua promessa: “Eis que faço novas todas as coisas”. É por essa razão que o Evangelho, em confirmação das palavras de Jesus, narra tantos milagres, curas, exorcismos. É o Reino se instalando como luz, como saúde, como paz, como perdão.

Mesmo com tanta crise, com tanta coisa ruim acontecendo, com tanto desmantelo no mundo, experimentamos cada dia que o Reino está entre nós. Deus, por meio do seu filho Jesus, está semeando um mundo novo de comunhão, de paz, de reconciliação. Ele está conosco até a consumação dos séculos, como prometeu. Não nos abandona. O seu Santo Espírito atualiza a sua presença e a sua ação redentora.

Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos (Jo 21, 25)

Rezando a palavra

Senhor,
Disseste que quando viesse o Espírito Santo, ele nos conduziria à plena verdade, nos ajudaria a entender tudo o que disseste. Já temos a presença do teu Espírito em nossa vida, mas precisamos de uma atuação ainda maior da parte dele. Só assim poderemos acolher, entender e viver melhor o teu evangelho; e transformar nossa vivência de tua palavra em testemunho vivo do teu amor e da tua misericórdia. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Novena de Nossa Senhora Auxiliadora

Estamos no quarto dia da novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema de hoje é "Com Maria, proclamemos a misericórdia do Senhor"

No canto do Magnificat, Maria nos recorda as promessas feitas aos nossos pais e nos convida a cantar a misericórdia do Senhor. “O seu nome é santo e a sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem".

Saudemos a Virgem Auxiliadora neste quarto dia da novena:

Ó Maria, Virgem poderosa, Tu, grande e ilustre defensora da Igreja, Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos, Tu, terrível como exército ordenado em batalha, Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo: nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo; e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso. Assim seja.
Comunicação

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. 

Escreva sua cartinha a N. Senhora e mande-a pelo WhatsApp 81 3224-9284.  Nós a levaremos ao Santuário Basílica de N. Senhora Auxiliadora de Jaboatão, na peregrinação do próximo dia 24. 

24 de maio – na casa da mãe!

Comunicando

Amanhã é o domingo de Pentecostes. Nele, celebramos a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos. Olha a dica de hoje: Planeje bem a sua participação na Missa dominical, momento mais alto do seu dia. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Mesmo que você não se chame Pedro.


17 de maio de 2024

   Sexta-feira da 7ª Semana da Páscoa.  


      Evangelho.     


Jo 21,15-19

Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.
16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.

      Meditação     


Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21, 17).

Mesmo Pedro tendo sido purificado pela palavra de Jesus, caiu na tentação. Negou o Mestre, por três vezes. Acovardou-se diante do risco de ser sua testemunha. Negou conhecê-lo, ser seu discípulo, ter parte com ele. E o galo cantou duas vezes, denunciando a fraqueza do apóstolo, reprovando a covardia do profeta. E a palavra de Jesus ecoou forte no coração de Pedro: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes”. É, Pedro estava devendo uma conta a Jesus. Mas, coitado, quando Jesus preso passando o olhou, Pedro, envergonhado e decepcionado consigo mesmo, chorou amargamente. Um pecador arrependido de sua falta, precisando redimir-se.

Mas, Pedro, não fique triste! Você negou Jesus três vezes. É hora de professar que o ama, por três vezes. Pedro, é o amor que nos redime dos nossos pecados: o amor de Jesus que o levou a morrer por nós e o nosso amor por ele, que nos faz acolher a sua obra redentora, de coração aberto. Pedro, é o amor que passa a limpo a nossa vida de erros e pecados. E, mais, Pedro: Jesus é fiel no seu amor. Ele chamou você para ser pescador de gente, pois vai confirmá-lo à frente do seu rebanho. E você, Pedro, fique certo, só poderá realizar essa missão de pastor se você amar muito a Jesus, se o amar mais do que os outros.

Ressuscitado, o Mestre voltou a olhar Pedro de frente. E Pedro já não desviou o olhar. Seu coração arrependido tinha acompanhado o Mestre na descida à mansão dos mortos. Mas, subira com ele. Ressuscitara com ele. Como se fazia quando se descia às águas, na piscina batismal do início do cristianismo. Nascemos de novo. Já não tem mais vez o Adão que nos habitava. O Ressuscitado traz pela mão o Pedro renascido na sua morte redentora. Três vezes traiu. Três vezes vai declarar seu amor incondicional ao Mestre. Como um neófito, um catequizando, vai subindo degrau por degrau da piscina batismal. “Simão, tu me amas?”. “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.” “Então, cuida dos meus carneiros”. Sim, é isso, nossa fraqueza não conta mais. Conta a força da ressurreição do Senhor que nos ergue. Conta o amor com que respondemos ao seu chamado. Mais um degrau. “Simão, tu me amas?”. “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. “Então, toma conta das minhas ovelhas”.

Tantos quantos foram os degraus que descemos, tantos subimos, ressuscitando com ele. E assumindo a sua mesma missão. Identificando-nos com ele. “Já não sou eu que vivo. É Cristo que vive em mim”. “Simão, tu me amas?”. E Pedro um pouco entristecido: “Sim, Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo”. “Então, toma conta do meu rebanho”. Apóstolo é que o foi escolhido. E enviado. Não porque é o melhor, o mais santo, o mais douto, mas porque amado pelo Mestre, porque escolhido por ele. Escolhido e enviado, porque ama o Senhor, porque confia apenas na fidelidade do seu Senhor, não na sua força, no seu poder, na sua sabedoria.




Guardando a mensagem

É para você a mensagem do evangelho de hoje, mesmo que você não se chame Pedro. O pecado leva você a se esconder de Deus, a se sentir indigno de estar em sua presença, como Pedro. O amor de Jesus por você, provado na sua morte na cruz, comunica-lhe vida nova, por sua ressurreição. É o amor que passa sua vida a limpo, cancelando as manchas do pecado, e fazendo de você uma testemunha do amor de Deus, um missionário de sua misericórdia, um cuidador, uma cuidadora do seu rebanho.

Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21, 17).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
na palavra de hoje, entendemos que é o amor por ti que nos sustenta na missão. Pai e mãe, como bons pastores de sua família, receberam de ti essa missão e, apesar de sua fraqueza, são confirmados na sua missão na medida em que te amam verdadeiramente. Ao assumirmos o cuidado com os outros, nas muitas funções que a vida nos reserva, todos nos espelhamos em ti. Tu és o bom pastor que, por amor, dá a vida por suas ovelhas. Concede-nos, como Pedro, amar-te verdadeiramente e, nesse amor, cuidar daqueles que nos confias. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Novena de Nossa Senhora Auxiliadora

Estamos no terceiro dia da novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema de hoje é "Com Maria, reconheçamos a predileção do Senhor pelos pequenos".

O Papa Francisco escreveu: “O segredo de Maria é a humildade. Foi a humildade que atraiu o olhar de Deus sobre ela. O olhar humano procura sempre a grandeza e fica deslumbrado com o que é ostensivo. Deus, ao contrário, não olha para as aparências. Deus olha para o coração (cf. 1Sm 16, 7) e encanta-se com a humildade.”


Saudemos a Virgem Auxiliadora neste terceiro dia da novena:

Ó Maria, Virgem poderosa, Tu, grande e ilustre defensora da Igreja, Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos, Tu, terrível como exército ordenado em batalha, Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo: nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo; e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso. Assim seja.
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. 

Escreva sua cartinha a N. Senhora e mande-a pelo WhatsApp 81 3224-9284.  Nós a levaremos ao Santuário Basílica de N. Senhora Auxiliadora de Jaboatão, na peregrinação do próximo dia 24. 

24 de maio – na casa da mãe!

Comunicando

Amanhã, vou estar com minha Banda na cidade de Alvarães, no estado do Amazonas. Participo da grande Festa do Divino, fazendo o Show de Pentecostes. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

Que todos sejam UM.




16 de maio de 2024

   Quinta-feira da 7ª Semana da Páscoa.   

     Evangelho.    


Jo 17,20-26

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste.
26Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”

     Meditação.    


Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)

Ao aproximar-se a festa de Pentecostes, quando celebramos a vinda do Santo Espírito, a Igreja nos lê a oração sacerdotal de Jesus, em João capítulo 17. Na última ceia, com os discípulos, Jesus ora por nós. Ontem, ficamos encantados como ele pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Hoje, ele fez um pedido ainda mais especial: ‘que todos sejamos um’, isto é, que vivamos em perfeita unidade.

O que será essa ‘unidade’ que Jesus está pedindo ao Pai para nós? O que podemos pensar de ‘unidade’, nós um povo marcado por tanta divisão, nós mesmos tão egoístas e interesseiros, com tanta gente desencantada pelo desamor e até pela traição. A gente fala de unidade, mas nem sabe mesmo o que realmente seja, nem acredita que realmente ela possa existir entre nós.

Jesus pediu ao Pai que nós sejamos um, como ele e o Pai são um, isto é, como eles estão identificados no amor. Olha como ele disse: “para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”.

Então, entre Jesus e o Pai existe essa unidade perfeita. A unidade é uma expressão do amor. Jesus, entre nós, manifestou o amor do Pai. Ele nos deu a conhecer quem é o Pai. O Pai amou o mundo e enviou Jesus. O que é de um é do outro. “O que é meu é teu e o que é teu é meu”. No dizer de Jesus, o Pai lhe deu suas palavras e a sua glória. Jesus ama o Pai e realiza, com todo amor, a sua vontade. Nada do que Jesus diz ou faz, o faz por sua conta, mas porque o Pai mandou fazer ou dizer. É tanta identificação, que, mesmo sendo duas pessoas, os dois são um, estão em perfeita unidade.

Essa unidade entre o Pai e Jesus é o modelo de unidade que ele está nos apresentando. É assim que devemos viver na comunidade, em unidade, como Jesus e o Pai. O mandamento que ele nos deu foi o amor fraterno - ‘amem-se uns aos outros’ - com um finalzinho muito, muito sério: ‘como eu amei vocês’. E como foi que Jesus nos amou? Dando-se por nós, entregando-se em nosso favor, tomando o nosso lugar na morte. Esse é o amor com que ele nos amou: ‘morrendo por nós’. Então, esse é o amor que devemos aos irmãos: acolher, ser solidário, compreender, perdoar, sacrificar-se pelos outros,... A unidade é uma expressão do nosso amor.

O que Jesus pediu ao Pai, então? Que ele nos ajude a amar; a permanecer nele, nos identificando com ele; a amar os irmãos, como ele nos amou. Jesus nos deu a glória do Pai, que é o seu amor, cuja máxima expressão é o dom do seu Espírito. É o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus, que nos forma como discípulos, com os mesmos sentimentos de Jesus. É o Espírito da verdade que nos conduz para a unidade perfeita entre nós e com o Pai e o Filho.




Guardando a mensagem

Jesus pediu para os que crerem nele o dom da unidade, sermos um, vivermos em perfeita unidade entre nós e com Deus. Não somente imitemos o Pai e o Filho, mas estejamos neles, na sua própria unidade. Isso é possível, particularmente, pelo grande dom do Espírito Santo, que nos faz filhos, unidos a Cristo. A unidade é possível, porque ela já existe entre Jesus e o Pai, no Espírito Santo. E nós fomos alcançados pelo amor de Deus manifestado em Jesus, por suas palavras e suas obras e, sobretudo, pelo dom de sua vida em nosso favor.

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Tu disseste, Senhor, que a unidade é a condição para que o mundo creia. Perdoa, Senhor, nossas faltas contra a unidade do teu rebanho, pelo pouco amor que demonstramos por tua Igreja e pela distância que alimentamos dos que creem em ti, mas pertencem a outras tradições cristãs. Pelo dom do teu Espírito, estamos unidos a ti, que nos amas de verdade. Por este mesmo dom, estamos unidos a todos os que creem em ti. Que o nosso amor, vivido nas comunidades cristãs e espalhado na sociedade, seja motivo de alegria e de glória para o Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Novena de Nossa Senhora Auxiliadora

Estamos no segundo dia da novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema de hoje é "Com Maria, sejamos discípulos da Palavra". 

O Papa Bento XVI escreveu: “Maria vive da Palavra de Deus, é inundada pela Palavra do Senhor. E este estar imersa na Palavra de Deus, este ser totalmente familiar com a Palavra do Senhor, dá-lhe também a luz interior da sabedoria. Vemos isso no seu hino "Magnificat" (A minha alma engrandece o Senhor).

Saudemos a Virgem Auxiliadora neste segundo dia da novena:
 
Ó Maria, Virgem poderosa, Tu, grande e ilustre defensora da Igreja, Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos, Tu, terrível como exército ordenado em batalha, Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo: nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo; e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso. Assim seja.
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. 

Escreva sua cartinha a N. Senhora e mande-a pelo WhatsApp 81 3224-9284.  Nós a levaremos ao Santuário Basílica de N. Senhora Auxiliadora de Jaboatão, na peregrinação do próximo dia 24. 

24 de maio – na casa da mãe!

Comunicando

Nesta quinta-feira, dia eucarístico, celebramos a Santa Missa às 11 horas, rezando pelos sócios e ouvintes. Inclua a sua intenção pelo formulário ou pelo WhatsApp 81 3224-9284. Acompanhe a Santa Missa pela Rádio Amanhecer ou pelo meu Canal no Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Não somos do mundo.

 
15 de maio de 2024

   Quarta-feira da 7ª Semana da Páscoa.   


   Evangelho.  


Jo 17,11b-19

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: 11b“Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. 12Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura.
13Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. 14Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. 15Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. 16Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo.
17Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. 18Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. 19Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”



   Meditação.   


Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)

Na oração que Jesus fez ao Pai, rogando por nós, ele disse que não pedia que o Pai nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do maligno. De fato, no Pai Nosso, ele nos ensinou a pedir ao Pai que nos livre do mal. Não que nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do mal que está no mundo, foi o pedido dele.

Neste sentido, há uma outra expressão nessa oração de Jesus muito especial: “Eles não são do mundo, como eu também não sou do mundo”. Nós não somos do mundo, estamos no mundo. Jesus também não é do mundo. Mas, veio ao mundo com a missão de salvá-lo.

No evangelho de João, aparece muito clara a oposição entre Jesus e o mundo. O mundo seria a ruindade que está no nosso meio, essa parte perversa em nós e na sociedade que se opõe a Deus, o domínio do pecado. Poderíamos entender essa palavra ‘mundo’ como a humanidade decaída. E Jesus identifica que o mal desse mundo tem sua inspiração e seu comando no demônio, sendo este, no seu dizer, o pai da mentira. Este está em oposição ao Espírito da Verdade, o Santo Espírito de Deus.

O mundo é, então, esse conjunto de forças que está longe de Deus e que se opôs a Jesus, levando-o à morte. E que se opõe também aos discípulos, penalizando-os com a mesma perseguição. A rejeição e a perseguição foram muito fortes nas primeiras gerações de cristãos. O mundo que rejeitou Jesus rejeitou também a pregação e o modo de vida dos seus seguidores.

Às vezes, somos tentados a pensar numa separação completa entre o que é do mundo e o que é de Deus. E pensamos, erradamente, que de Deus são as coisas religiosas e do mundo são as coisas seculares. Engano. Tudo é de Deus, ele está em tudo e em todos. Deus se manifesta e comanda também o que nos parece secular, fora da órbita do sagrado. O que Deus criou é dele. O sonho é que tudo seja reino de Deus.

Às vezes, somos tentados também a pensar que, de um lado está o bem e do outro está o mal. Também este é um engano. As coisas podem estar misturadas, como Jesus mostrou na parábola do joio e do trigo. Não dá para arrancar logo o joio, senão prejudica o trigo que está crescendo ao seu lado. E só dá pra saber mesmo certinho quem é quem quando chega a hora de dar frutos. Quer coisa mais santa do que o grupo dos apóstolos, que Jesus pessoalmente escolheu, depois de uma noite de oração?! Pois, o traidor foi um dos doze apóstolos. As coisas, realmente, estão misturadas.

Mesmo habitado pelo mal, o mundo foi amado por Deus. E Jesus veio para convidá-lo à conversão. “Deus tanto amou o mundo que enviou o seu filho unigênito”. E o próprio Jesus explicou, para escândalo dos fariseus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.




Guardando a mensagem

Na ceia, Jesus pediu ao Pai por nós: que ele nos livrasse do maligno. Nós não somos mais do mundo, somos de Deus. Mas, estamos no mundo. Jesus também não era do mundo, mas veio ao mundo para salvá-lo. Mesmo não sendo do mundo, estamos nele e temos uma missão dentro dele. Reconhecemos que esse mundo que Deus criou está cheio de coisas boas e promissoras. Mas, experimentamos também que há muita perversidade e maldade no meio do mundo. E temos certeza, como Jesus tinha, que sem desmerecer a responsabilidade humana, por trás de tanto mal há a atuação do inimigo da humanidade e de Deus. E temos consciência que o mal não está só fora do ambiente religioso. Também entre nós, há sementes de egoísmo, de violência e desamor.

Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que a mentalidade do Reino de Deus – a fraternidade, a justiça, o amor, a paz – marque nossa vida de cristãos e nossos compromissos nesse mundo. E que a mentalidade do mundo – o individualismo, a luxúria, a exploração, o consumismo – não enfraqueça o espírito cristão que professamos. Livra-nos, Senhor, de todo o mal. Amém.

Novena de Nossa Senhora Auxiliadora

Estamos começando o primeiro dia da Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema de hoje é "Com Maria, aprendemos a oração".

A oração por excelência de Maria é o Magnificat ("A minha alma glorifica o Senhor"). Este é o cântico dos tempos messiânicos no qual confluem a exultação do antigo e do novo Israel. “A minha alma glorifica o Senhor. Exulta o meu espírito em Deus meu salvador!”.

Saudemos a Virgem Auxiliadora, neste primeiro dia de sua novena:

Ó Maria, Virgem poderosa, Tu, grande e ilustre defensora da Igreja, Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos, Tu, terrível como exército ordenado em batalha, Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo: nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo; e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso. Assim seja.

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.


Escreva sua cartinha a N. Senhora e mande-a pelo WhatsApp 81 3224-9284. Nós a levaremos ao Santuário Basílica de N. Senhora Auxiliadora de Jaboatão, na peregrinação do próximo dia 24.

24 de maio, na casa da mãe!

Comunicando

Hoje, nossa Associação Missionária Amanhecer (AMA) celebra um Dia Missionário. Todos precisamos assumir, cada vez mais, a nossa condição de testemunhas de Jesus. Somos todos missionários. Ser da AMA é uma forma concreta de participar da missão. Entre em contato conosco pelo WhatsApp 81 3224-9284. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Permanecer em Cristo.



14 de maio de 2024

   Dia de São Matias, Apóstolo.  



   Evangelho.   


Jo 15,9-17


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.



  Meditação.    


Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que deem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe. Daí a recomendação: "permaneçam no meu amor".

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estarmos inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos. Vamos nos explicar melhor.

Permanecer em Cristo é, antes de tudo, estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós.

Permanecer em Cristo é também estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Quem está unido a Cristo precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão.

Permanecer em Cristo é ainda guardar os seus mandamentos. “Se guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor”, disse ele. E apresentou o seu próprio exemplo: ele guardou os mandamentos do seu Pai e, assim, permanece no seu amor. O discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”.




Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira, que és tu. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos manter perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Sendo hoje o dia do teu apóstolo Matias, que foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes, queremos, por sua intercessão, renovar nossa comunhão contigo e com a tua Igreja, nesse momento difícil que estamos atravessando como humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Que tal você compartilhar essa mensagem com mais gente do que você habitualmente já faz? Vamos espalhar o bem, sobretudo se o bem é a Palavra de Deus.

Comunicando

Ontem, no Youtube, na Segunda Bíblica, tivemos o 10º encontro de estudo do Livro do Profeta Ezequiel. Com esse encontro, concluímos a primeira etapa dos nossos estudos. Segunda-feira, começaremos a segunda etapa. Vamos começar com um resumão dos estudos feitos até agora. Assim, mesmo quem não acompanhou até agora, vai poder se integrar facilmente na nova etapa. Todos os encontros da Segunda Bíblica esperam por você no meu Canal do Youtube.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Tenham coragem! Eu venci o mundo.


13 de maio de 2024

   Segunda-feira da 7ª Semana da Páscoa.  

Dia de N. Sra. de Fátima

Dia de Santa Maria Domingas Mazzarello



     Evangelho.     

Jo 16,29-33

Naquele tempo, 29os discípulos disseram a Jesus: “Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. 31Jesus respondeu: “Credes agora? 32Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. 33Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”

      Meditação.      


No mundo, vocês terão tribulações. Mas, tenham coragem! Eu venci o mundo (Jo 16, 33)

Estamos no final do diálogo de Jesus com os discípulos, ainda à mesa da ceia pascal, a última ceia. Embora os discípulos demonstrem adesão a Jesus e aos seus ensinamentos, a verdade é que na hora da paixão se dispersarão e Jesus vai estar sozinho. Foi o que Jesus comentou: “Eis que vem a hora – e já chegou – em que vocês se dispersarão, cada um para o seu lado, e me deixarão só”.

É nesse momento que Jesus reafirma sua total confiança no Pai que o enviou, que o sustenta, que estará sempre ao seu lado. “Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”, tinha dito em outra ocasião. E ele está certo do apoio do Pai, porque está sempre em comunicação com ele pela oração e porque está sempre fazendo a sua vontade. Ali, à mesa, ele disse uma coisa impressionante: “Mas eu não estou só; o Pai está comigo”.

Ainda assim, você pode pensar: mesmo com toda confiança em Deus, na cruz, Jesus se sentiu só e abandonado. Na cruz, pelas três da tarde, gritou em alta voz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. É uma palavra que impressiona, uma oração no meio da agonia naquela cruz. Mas também ali, ele está em oração. É uma oração que brota de suas dores físicas e de seu sentimento humano de quem se sente traído e injustiçado. Ele se sente só e abandonado. A oração de Jesus não é uma oração de revolta, mas uma oração de confiança. Reclama ao Pai, porque o sabe presente. Na verdade, essas suas palavras brotam do Salmo 21 (22). Apesar desse refrão tão forte – Meu Deus, porque me abandonaste – este salmo celebra a defesa que Deus faz do seu servo sofredor e a confiança nele. A ressurreição foi a resposta do Pai à prece do seu filho. A ressurreição é a sua vitória sobre o pecado, o mal e a morte. Jesus enfrentou tudo e venceu.

Esta confiança no Pai, Jesus quer passar para o seu rebanho. “No mundo, vocês terão tribulações. Mas, tenham coragem! Eu venci o mundo”. O discípulo, a discípula, mesmo enfrentando os dramas da vida, as crises que não faltam, olha para Jesus e se sente acompanhado, acompanhada. Ele não nos deixa sós. Ele está conosco. Sua ascensão, isto é sua condição de estar agora em Deus, lhe permite estar conosco de uma forma real e diferente de antes. O Espírito Santo é quem atualiza a sua palavra e a sua missão. Assim, ele, que passou por tanto sofrimento e venceu, nos oferece a sua experiência, a sua graça, a sua confiança em Deus. E mais: nos oferece a vitória que ele alcançou em nosso favor, o perdão, a reconciliação com Deus. Na ascensão, nós o contemplamos vitorioso. Nessa condição, ele continua nos animando a resistir nas adversidades, a lutar com esperança e a confiar em Deus.


Guardando a mensagem

Nós - seguidores de Jesus, seus irmãos e irmãs - também passamos por muitas dificuldades, problemas, fracassos, perseguições,... Nós nos encontramos, por vezes, na mesma condição dele, que foi incompreendido e perseguido. Se nossas provações forem vividas em comunhão com Deus e se estivermos de fato fazendo a sua vontade, então essa confiança de Jesus no Pai pode ser também nossa. E de onde vem essa confiança de Jesus? Jesus faz referência a Deus, o seu Pai. Ele confere o seu caminho, permanentemente, pela oração. Conhece o Pai, sabe que ele é fiel, que o ama, que sempre estará ao seu lado. Você também pode ter os mesmos sentimentos de Jesus, como São Paulo nos recomendou. Fortaleça, no seu coração, a convicção que Deus, na sua imensa misericórdia, por causa do seu filho Jesus, ama você, é eternamente fiel e não lhe abandonará nunca.

No mundo, vocês terão tribulações. Mas, tenham coragem! Eu venci o mundo (Jo 16, 33)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a tua palavra vai nos edificando como pessoas renascidas na fé e fortes nas dificuldades. Naquela tempestade no mar, tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua presença redentora. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Pensando bem, nunca nos deixaste sozinhos no meio das tormentas. Nós é que somos distraídos. É quando experimentamos, com emoção, a força de tua proteção e a grandeza do teu amor. Muito obrigado, Senhor. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Essa palavra de Jesus nos convidando a ter coragem e confiança, mesmo dentro das tribulações, ecoa neste dia dedicado a N. Sra. de Fátima. A mensagem de Fátima continua atual: conversão, penitência, oração. O mundo não pode melhorar com cristãos pela metade, sem comunhão com Deus, sem compromisso verdadeiro com o bem dos outros.

Comunicando

Neste 13 de maio, teremos dois momentos muito especiais: o Encontro dos Ouvintes e a Segunda Bíblica. O Encontro dos Ouvintes será em Abreu e Lima, área metropolitana do Recife, na Igreja Matriz da Paróquia de São João Bosco, em Caetés. Começa com o terço às 18 horas e prossegue com a Santa Missa às 19 horas. 

Na Segunda Bíblica, teremos hoje o nosso 10º encontro de estudo do Livro do Profeta Ezequiel.  A Segunda Bíblica começa às oito e meia da noite. 

Tanto o Encontro dos Ouvintes como a Segunda Bíblica poderão ser acompanhados pelo nosso Canal no Youtube. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Hora da missão.

 



12 de maio de 2024

   Domingo da Ascensão do Senhor.   

Jornada Mundial das Comunicações Sociais 

Dia das Mães 


   Evangelho   


Mc 16,15-20

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.
19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus.
20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

   Meditação.   


Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a toda criatura! (Mc 16, 15)

O risco é a gente ficar parado, olhando para o céu. Foi o que aconteceu com os discípulos na ascensão de Jesus. Jesus se despediu e disse bem clarinho: “Vocês vão pelo mundo todo, anunciem o evangelho a toda criatura”. E foi subindo, subindo, subindo... até que uma nuvem o encobriu. E eles ficaram ali, parados, olhando pro céu.

Jesus voltou para o Pai. Ele tinha vindo da parte dele. E tinha realizado a missão que recebera do Pai, com todo empenho e obediência. A cruz fora o sinal maior de sua obediência e de seu amor ao Pai e a nós. O Pai o ressuscitou, aceitando o sacrifício de sua vida em reparação dos nossos pecados. Depois da ressurreição, ele ainda tinha se demorado, por 40 dias, instruindo os discípulos. Enfim, tinha chegado a hora de voltar, de reintegrar-se no seio da Trindade.

E os discípulos ficaram ali parados, olhando p’ro céu. Como são bonitos os mistérios de Deus! Como Jesus foi amoroso e obediente! Como o Pai o colocou acima de tudo e de todos! Como ele assentou-se à direita de Deus, participando no comando de tudo, com ele! Verdades maravilhosas que contemplamos na ascensão do Senhor. 

Mas, essas verdades não são para nos desviar da realidade da terra, nos alienar de nossa vida humana. E por quê? Porque elas enchem de sentido a nossa vida humana. O caminho de Jesus é o nosso. Ele vai à nossa frente. E já está na glória, na plenitude do Pai. É para lá que estamos indo. Somos testemunhas de tudo isso.

Até aquela hora, Jesus esteve realizando pessoalmente a missão. Com sua volta, estava se encerrando uma etapa da missão, em que ele pessoalmente estava entre nós, levando adiante o anúncio do evangelho. Dali pra frente, a missão está entregue aos discípulos, a nós. Pela presença do Espírito Santo, Jesus continua presente e atuante, entre nós, no mundo, de um modo novo. Ele age, a partir daquele momento, por meio dos seus discípulos.

Então, nada de ficar parados, de braços cruzados. Foi o que os dois homens vestidos de branco disseram. Eles perguntaram: “Homens da Galileia, por que vocês estão aí parados, olhando para o céu?”. O Jesus que foi é o Jesus que vai voltar. 

Jesus foi, mas permanece presente de outra forma. Agora, é a hora da missão entregue aos discípulos, a nós. Jesus continua agindo e evangelizando. Ele age em nossa ação, fala em nossa pregação, liberta em nossos gestos de atenção e compromisso com os sofredores e injustiçados.

Nada de ficar parados, de braços cruzados. Conhecemos Jesus, ouvimos sua pregação, sabemos de sua morte redentora, de sua surpreendente ressurreição. Esse é o evangelho que anunciamos. A boa notícia é essa manifestação de Deus no seu filho Jesus Cristo, evangelizador dos pobres, amigo dos pequenos. Disto, fomos constituídos testemunhas.

Com a solenidade da ascensão de Jesus ao céu, celebramos a missão que nos faz testemunhas desse Jesus que foi e voltará. E a  missão acontece hoje num mundo marcado, particularmente, pelo desenvolvimento da comunicação social, que molda uma nova cultura. 

Guardando a mensagem

Jesus voltou para o Pai, subiu ao céu. É o que festejamos nesse dia da ascensão do Senhor. Depois de ter realizado sua vida humana como revelação do amor de Deus e ter oferecido o sacrifício de sua vida por nós pecadores, Jesus já não está entre nós, como antes. Com a vinda do Espírito Santo, inaugura-se o novo modo de Jesus estar entre nós, nos conduzindo e sendo caminho para o Pai. Ele age por meio de seus discípulos, de sua comunidade, de sua Igreja. Há sempre um risco de ficarmos paralisados, apenas contemplando o grande mistério da glorificação de Jesus. O desafio é assumirmos sua missão. Somos as suas testemunhas. A sua missão continua pelas nossas mãos, pela nossa voz, pela nossa entrega e fidelidade.

Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a toda criatura! (Mc 16, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
neste domingo, a Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações, justo nesta solenidadade da tua ascensão ao céu. E a razão é que a ascensão, a tua volta ao Pai, é a oportunidade em que nos entregaste a tua missão. E os meios de comunicação social são uma grande oportunidade para anunciarmos o teu evangelho a toda criatura, levando a missão até os confins da terra. Neste ano, a mensagem do Papa Francisco para esta comemoração reflete sobre "Inteligência artificial e sabedoria do coração". Com muita sabedoria, ele escreveu: "Somos chamados a crescer juntos, em humanidade e como humanidade. O desafio que temos diante de nós é realizar um salto de qualidade para estarmos à altura duma sociedade complexa, multiétnica, pluralista, multirreligiosa e multicultural." A tarefa que nos deixaste, Senhor Jesus, continua a mesma. Mas, o mundo mudou muito. É esse mundo que precisamos evangelizar. É nesse novo mundo tão complexo e tecnológico que somos, hoje, tuas testemunhas, Senhor Jesus. Com a assistência do teu Santo Espírito, haveremos de continuar te anunciando como caminho, verdade e vida para cada ser humano. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Em suas orações, hoje, lembre de rezar pelos comunicadores cristãos, eles e elas são verdadeiros missionários no novo continente digital. E, claro, rezemos por nossas mães, as que estão conosco e as que estão na eternidade. Elas são as primeiras testemunhas de Jesus, as melhores comunicadoras da fé no ressuscitado. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Em nome de Jesus.


11 de maio de 2024

   Sábado da 6ª Semana da Páscoa.   


  Evangelho   


Jo 16,23b-28

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
23b“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. 24Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.
25Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. 26Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, 27pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amas­tes e acre­ditastes que eu vim da parte de Deus. 28Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.


   Meditação   


Se vocês pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele lhes dará (Jo 16, 23)

Todo dia, a gente reza no Pai Nosso: “Santificado seja o vosso nome”. Este é o primeiro dos sete pedidos desta bela oração. Com esta palavra “Santificado seja o vosso nome”, estamos pedindo e nos comprometendo com a glorificação de Deus. “Nome” aqui não é um nome que Deus tenha. “Nome” é o próprio Deus, a sua santíssima pessoa, uma forma de falar dele mesmo. “Santificado seja o vosso nome” é quase como dizer “Que todos te glorifiquem, te bendigam, Senhor Deus”. Se você entendeu isso, entendeu o evangelho de hoje.

Jesus disse aos discípulos: “Se vocês pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele lhes dará”. Você entende isso, claro. Mas, se você der uma chance ao Espírito Santo, você vai ter um entendimento ainda maior. É o Espírito Santo quem nos revela os mistérios de Deus.

Quando alguém nos diz “peça isso a fulano de tal em meu nome”, entendemos que vamos pedir alguma coisa invocando o prestígio ou a autoridade daquela pessoa que nos enviou. Não é assim? ‘Em meu nome’ seria, no nosso entendimento, a mandado dele ou no lugar dele. É isso? Mesmo que isso seja verdade no nosso linguajar, não é o sentido do texto bíblico, o que Jesus quis dizer. Olhando direitinho o que está escrito (e está escrito originariamente em grego), esse “em meu nome” quer dizer “em união comigo”. Lembre-se do Pai Nosso. “Santificado seja o vosso nome”. O “nome” é a pessoa de Deus. Jesus dizendo “em meu nome” quer dizer “em mim”, “comigo”. Está seguindo? “Em nome de Jesus” não é a mando de Jesus ou no lugar dele. É ‘com’ Jesus, nele. “Em meu nome” quer dizer “em união comigo”.

Você se lembra da parábola da videira? Ele disse: “Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês”. O raminho enxertado agarra-se à videira e se identifica com ela. Só assim alimenta-se de sua seiva e realiza a vocação da videira, produz muito fruto. O cristão está de tal forma unido a Cristo, que identifica-se com ele. Paulo escreveu naquela carta: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Essa identificação com Cristo é obra do Espírito em nós.

Quando pedimos alguma coisa “em nome de Jesus”, pedimos ‘unidos a Jesus’. Não somos mais ramos periféricos, somos um com a videira. Se estivermos unidos a Jesus, então quem pede mesmo é Jesus. Sendo assim, claro que o Pai atende. Aliás, como disse Jesus, “eu nem vou dizer que vou pedir por vocês, porque o Pai ama vocês porque vocês me amam e acreditam sinceramente que saí dele”. Jesus está de tal modo unido ao Pai, que se identifica com ele. “Eu e o Pai somos um”. E nós estamos de tal forma unidos a Jesus que nos identificamos com ele. “Permaneçam em mim, eu permaneço em vocês”.




Guardando a mensagem

“Em meu nome” quer dizer “em união comigo”. “Em nome de Jesus” quer dizer “em união com ele, identificados com ele”. A comunidade recebe todos os dons por meio de Jesus. Toda a sua comunicação com o Pai se faz em Jesus. Quando pedimos ao Pai, unidos a Cristo, o Pai nos atende. Desde que acolhemos a vida nova – no nosso novo nascimento celebrado no batismo – estamos unidos a Cristo, como o ramo na videira. Nossa oração ao Pai é sempre ‘em nome de Jesus’, isto é, com ele, unidos a ele. Ele reza conosco, como no Pai Nosso. O filho número 1 é ele mesmo. Ele é o primeiro a rezar com a comunidade e a pedir ao Pai: “Santificado seja o vosso nome”. O “nome” é Deus mesmo na grandeza do seu amor.

Se vocês pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele lhes dará (Jo 16, 23)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como é bela a prece com que abrimos nossas orações. Dizemos sempre, nos persignando: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Em nome” quer dizer “Em união, em comunhão”. É como dizer: “Em comunhão com o Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo”. Estamos em comunhão com o Pai, porque estamos unidos e identificados contigo, Jesus. Tu és a escada de Jacó. Vamos ao Pai por ti. E o Pai se comunica conosco em ti. E essa unidade com o Pai, por meio do Filho, só é possível pela atuação do Espírito Santo que nos une a ti. Assim somos introduzidos na presença do Deus uno e trino, em teu nome. “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Amém.

Vivendo a Palavra

Hoje, em suas orações, preste atenção a esta palavra: "nome". Seja fazendo o sinal da cruz, seja rezando o Pai Nosso, vá lembrando... "nome" é a própria pessoa divina. Em nome de Jesus é unido a ele, com ele, inserido nele. 

Comunicando

Hoje, faço show na cidade de Paudalho, nos festejos do Divino Espírito Santo, padroeiro do município. No dia 16, será a vez da cidade de João Alfredo. E no dia 18, estaremos no estado do Amazonas, na cidade de Alvarães. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Foi para isso que nascemos.




10 de maio de 2024

  Sexta-feira da 6a. Semana da Páscoa. 



     Evangelho.    


Jo 16,20-23a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. 21A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo.
22Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. 23aNaquele dia, não me perguntareis mais nada”.



   Meditação.    

Depois que a criança nasceu, a mulher já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo (Jo 16, 21)

Essa palavra de Jesus é impressionante: uma comparação que ajudou os discípulos e as discípulas a entenderem o que estava acontecendo ou se prepararem para o que iria acontecer. A comunidade estava angustiada e sofrendo, porque chegara a hora de Jesus, a hora de sua paixão. Jesus comparou a situação da comunidade à mulher que está sentindo as contrações do parto.

No tempo de Jesus, não havia cesariana, nem anestesia. As mulheres davam à luz em casa, nem nenhuma assistência médica. As mães da idade de minha mãe, mesmo vinte séculos depois, também deram à luz em casa, apenas com a assistência de parteiras práticas. Essas mães podem dizer de que sentimentos eram tomadas na proximidade do parto: apreensão, angústia. E as dores que tinham que suportar no parto... É a essa angústia da chegada da hora que Jesus está se referindo.

Ele está falando de sua paixão e morte, da apreensão e do sofrimento que provocaram na comunidade dos discípulos. E olha que coisa incrível! Está falando de sua morte como de um parto, de um nascimento. “A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora”. Essa palavrinha ‘hora’ é usada muitas vezes por Jesus, no evangelho de João, para falar de sua paixão e morte. Por exemplo: “Pai, chegou a hora, glorifica o teu filho”. A hora é a hora de sua morte. E ele está comparando a comunidade dos discípulos com a parturiente. Quando a comunidade pressentiu que chegara a hora de Jesus, ficou triste, angustiada, sofrida.

E Jesus completou: “Mas, depois que a criança nasceu, a mulher já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo”. A alegria de um homem ter vindo ao mundo. De que Jesus está falando? Está se referindo à sua ressurreição. A ressurreição está sendo comparada com um novo nascimento. A tristeza vai se transformar em alegria. A ressurreição é a vitória sobre a morte, a morte natural e a morte eterna. Na ressurreição, nasceu o homem novo, a nova criatura. Jesus ressuscitado é a pessoa humana que realizou plenamente a sua vocação de pessoa humana. Na ressurreição, nasceu a nova humanidade: a pessoa humana em paz com Deus, vencedora sobre o pecado e a morte. Renascemos na ressurreição de Jesus. Renascemos numa nova condição, a de filhos e irmãos reconciliados. Foi para isso que nascemos.




Guardando a mensagem

Jesus comparou a sua morte com o parto. Hora de angústia e sofrimento. Mas, a ressurreição trouxe muita alegria, pois significou a chegada de um novo momento na história. Com a ressurreição, a pessoa humana chegou naquele ponto de plenitude e realização para a qual foi criada. Pela comparação com a mulher em dores de parto, a gente logo entende o que ele queria dizer. Quando nasce a criança, a mãe se esquece das dores e do sofrimento, fica tomada de alegria. A tristeza é vencida pela alegria.

O que Jesus falou no contexto de sua morte e ressurreição, também serve para as situações de crise e sofrimento nas comunidades e na vida dos seus seguidores. Em todas as situações de angústia e sofrimento, você pode contar com a vitória de Deus em sua vida. Você que está passando por um momento de dor e sofrimento, acolha essa palavra de hoje, é palavra de Jesus. Persevere no bem, na verdade, no que é justo e certo, afaste-se do mal. Aguarde com paciência a hora de Deus. Mergulhe sua dor na paixão redentora do Senhor. O justo vive pela fé. O justo triunfa por sua fidelidade e pela fidelidade do seu Senhor.

Depois que a criança nasceu, a mulher já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo (Jo 16, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te agradecemos pela tua vitória na cruz. Com ela, aprendemos que a vitória já está inscrita em nossa luta e nas horas turbulentas de nossas cruzes. Aprendemos também que a alegria da ressurreição, a alegria da vitória é sem tamanho, e que ninguém tirará essa nossa alegria. E ninguém a roubará, porque ela é vitória de Deus em nossas vidas de gente sofrida e pecadora. Apressa, Senhor, esse dia de vitória e alegria na vida de tantos irmãos e irmãs que estão vivendo dias de sofrimento e tribulação. Abençoa, Senhor Jesus, com a bênção da paciência e da fortaleza as pessoas que estão angustiadas por situações de família, de trabalho, de saúde. Dá a todos nós a tua paz e a alegria de tua ressurreição, da qual participamos desde o batismo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Inspirados no ensinamento de Jesus, aprendemos que precisamos enfrentar as situações de crise com paciência, humildade, confiança e esperança. Não perder a calma (é a paciência). Reconhecer a parte de responsabilidade que lhe cabe (é a humildade). Saber que não se está só, que se pode contar com outras pessoas e, especialmente, com Deus (é a confiança). E respirar a certeza de que vai dar certo, que a justiça vencerá, que, em Cristo, somos mais que vencedores (é a esperança).

Comunicando

No próximo mês de outubro, eu vou conduzir uma peregrinação à Itália. Vamos visitar os lugares de São Francisco de Assis e de São João Bosco. Vamos a Roma, Assis e Turim. Dez dias de imersão na história e na espiritualidade salesiana. Que tal você ir com a gente? Faça contato pelo whatsapp 81 9 9964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

É pouco tempo.


09 de maio de 2024

  Quinta-feira da 6ª Semana da Páscoa.  


   Evangelho   


Jo 16,16-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
16“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’”.
18Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: ‘Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’
20Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.

  Meditação. .


Vocês ficarão tristes, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria (Jo 16, 20).

Nós sempre enfrentamos crises, não é verdade? Crises vão e vêm. Elas podem ser momentos de crescimento, de superação. Crises são oportunidades, se bem aproveitadas. Quando se está num momento de crise, ela parece durar uma eternidade. Quando passa, nos damos conta que o tempo não era tão longo assim. A crise dá qualidade ao tempo que segue, o novo tempo, o tempo da superação.

“Pouco tempo”. Essa expressão domina o texto do evangelho de hoje. Se você contar direitinho, essa expressão se repete sete vezes no evangelho de hoje. É o tema da ausência de Jesus, de sua morte. E o tempo de sua nova presença, na condição de ressuscitado.

Vamos entender essa parte “Pouco tempo ainda e vocês já não me verão”. A paixão e morte de Jesus foi um tempo de desorientação para os discípulos, de desespero, de sofrimento. De repente, chegam os soldados, lá no Horto, e prendem Jesus e começa uma série triste de espancamento, interrogatório, julgamento e condenação; e a cruel execução de Jesus, acusado de tudo o que não presta, sem eles poderem fazer nada; e o sepultamento apressado; e o silêncio pesado daquele sábado. Um tempo de angústia, medo, desespero para os seus discípulos e discípulas. Uma crise sem precedentes. O desânimo tomou conta do grupo. Os dois de Emaús foram se embora. Judas se enforcou. O grupo se trancou, amedrontado, na casa que os acolhera para a última ceia. Esse é o pouco tempo da ausência de Jesus, um tempo que parecia uma eternidade, menos de três dias que transtornaram a vida dos discípulos. A ausência de Jesus foi uma morte para o grupo. “Pouco tempo ainda e vocês já não me verão”.

Vamos agora para a outra parte “E outra vez pouco tempo e me vocês me verão de novo”. Pode ser entendido como “Mas, um pouco mais tarde, vocês me verão”. Na madrugada do primeiro dia da semana, eis que Jesus ressuscita e começa a se encontrar com as discípulas e os discípulos. A superação do tempo ruim foi tão surpreendente que quase não acreditavam no que estavam vendo e tocando: o crucificado deu a volta por cima, ressuscitou, trazendo perdão aos pecadores. A morte não foi o fim. Pela morte, ele se apresentou em reparação dos pecados da humanidade. O novo tempo chegou: tempo de alegria, tempo de vitória, tempo de ressurreição. “E outra vez pouco tempo e me vocês me verão de novo”.

Numa de minhas canções, eu escrevi: “Não há tempestade sem bonança. Neste novo reino, em dor de parto, a esperança”. O poema traduz bem as palavras de Jesus no evangelho de hoje. Um tempo de ausência, pouco tempo, mesmo que pareça uma eternidade. E em pouco tempo, o tempo da presença, da superação, da ressurreição. Essa experiência com a morte e ressurreição de Jesus é modelo agora para toda crise que cada um de nós tenha e das crises que a comunidade cristã também passe. A comunidade também caminha por momentos de crise e de superação, de ausência ou proximidade do Senhor.




Guardando a mensagem

Jesus estava preparando os discípulos para a grande crise que seria a sua ausência, pela morte de cruz. Em pouco tempo, chegaria essa hora dolorosa. Mas, em pouco tempo ela passaria e daria lugar a outro momento, uma nova forma dele estar presente ainda mais eficaz e duradoura. Ressuscitado, ele comunicaria o Espírito Santo que atualizaria permanentemente sua presença. Momentos de crise também são vividos na vida pessoal de cada seguidor de Jesus. Você também já viveu momentos de crise e momentos de superação, tempos de tempestade e tempos de bonança. Se o seu momento atual for de angústia e sofrimento, escute o que Jesus está dizendo hoje.

Vocês ficarão tristes, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria (Jo 16, 20)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
dizia Dom Hélder Câmara: “quanto mais escura a noite, mais carrega em si a madrugada”. É que, vez por outra, passamos por noites escuras. Dá-nos, Senhor, não nos desesperarmos nesses momentos. Como disseste, é “pouco tempo”. Que não nos faltem paciência, humildade para revermos nossos erros e esperança para construirmos o novo momento que não tarda a chegar. E chegará, como bênção do alto, como madrugada depois de uma noite escura. Que tua morte e ressurreição, Senhor, seja a dinâmica a nos iluminar em nossas pequenas e grandes crises. Contigo, já somos mais que vencedores. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Vou lhe dizer uma coisa que você já sabe. Você precisa ler o evangelho de cada dia. A meditação é sobre o evangelho que você lê. Leia na sua Bíblia ou siga o link que lhe envio pelo celular. O evangelho de hoje está em Jo 16,16-20. 

Comunicando

No próximo mês de outubro, eu vou conduzir uma peregrinação à Itália. Vamos visitar os lugares de São Francisco de Assis e de São João Bosco. Vamos a Roma, Assis e Turim. Dez dias de imersão na história e na espiritualidade salesiana. Que tal você ir com a gente? Faça contato pelo whatsapp 81 9 9964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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