BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Não basta admirar, é preciso mudar.



  24 de setembro de 2026  

Quinta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

  Evangelho. 


Lc 9,7-9

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

  Meditação. 


Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

É Herodes perplexo, ouvindo falar de Jesus. Imaginou logo que poderia ser o próprio João Batista que tivesse ressuscitado. Corriam vozes que se tratava do profeta Elias que tinha voltado ou de algum antigo profeta ressuscitado. O tetrarca Herodes era um sujeito fraco e supersticioso. Para ilustrar sua fraqueza, basta lembrar que, mesmo a contragosto, mandou degolar João Batista na prisão para atender a um capricho da amante.

Herodes já vivia assustado pela sua impopularidade e pela repressão com que tratava os descontentes do seu regime. Ele era um dos monarcas sustentados pela aliança com o império romano. E comandava a Galileia, a região onde Jesus morava. Violento, cruel e inseguro, Herodes assustou-se com o que ouviu falar de Jesus.

“Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” Assim preocupado, Herodes procurava ver Jesus. Se Herodes não estivesse tão preocupado com seu poder (para não perdê-lo), poderia ter se valido desta sua perplexidade para ter um encontro verdadeiro com Jesus. Com certeza, abrindo o coração, esse encontro poderia levá-lo à conversão de sua vida de luxúria, violência e pecado.

De toda forma, a chance de encontrar-se com Jesus, Herodes teve. Na Paixão, três anos depois, Pilatos, tentando se livrar do caso, mandou Jesus como prisioneiro a Herodes. Mas, Herodes não soube aproveitar a ocasião para aproximar-se com respeito do Senhor e deixar-se interpelar pelo seu Evangelho. Cego pela vaidade, na euforia da bebida e arrotando soberba, Herodes só se ocupou de zombar de Jesus ou de querer arrancar-lhe um número de espetáculo para deleite de sua corte. Tratou Jesus como um mágico, um palhaço, humilhado pela prisão e pelos maus tratos. Jesus detido, amarrado, ficou calado. Não respondeu a nenhuma pergunta daquele monarca adúltero, violento e cruel. Mesmo ficando frente a frente com Jesus, Herodes não se deixou tocar pela graça e pelo amor de Deus.






Guardando a mensagem

A admiração de Herodes por João Batista não o impediu de mandar matar o profeta. Não basta a admiração pelo Senhor, por suas palavras ou por sua Igreja. É preciso conversão, mudança de vida, a partir do reconhecimento de sua vida errada, com o firme propósito de consertá-la. Não podemos deixar a graça passar. Jesus não é uma ameaça. Ele é a grande chance para nos libertarmos de uma vida vazia, tocada à vaidade. Herodes também teve a chance de se encontrar com Jesus. O verdadeiro encontro com o Senhor pede conversão, acolhida da graça de Deus numa vida nova. Mateus é um bom exemplo. Abandonou a mesa dos impostos para seguir Jesus. Zaqueu é um bom exemplo. Na vida nova da graça, dividiu seus bens com os pobres e reparou o prejuízo que causara às pessoas. Herodes não, Herodes é um mau exemplo.

Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como disseste, é o Pai quem nos revela quem tu és. É o Santo Espírito quem nos leva a viver em comunhão contigo e com o Pai. Que de cada encontro contigo, saiamos renovados, fortalecidos no caminho do bem e da justiça. Dá-nos, Senhor, a graça de conhecer-te sempre mais e a força para acolhermos de coração sincero a tua Palavra salvadora. Concede-nos, Senhor, perseverança nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça hoje um momento de Exame de Consciência. Pergunte a si mesmo(a) se está respondendo aos apelos de conversão que o Senhor está nos fazendo.

Comunicando

E a nossa Missa da quinta-eucarística, hoje, tem uma nota especial: a comemoração mensal de N. Senhora Auxiliadora. Uma boa oportunidade para encontrarmos associados da AMA, particularmente os aniversariantes do mês. Podemos nos encontrar, claro, presencialmente, 2pelo Rádio ou ainda pelo YouTube. Vou deixar o link da Missa de hoje no grupo em que você recebe a Meditação. A Santa Missa começa às 11 horas. Às oito da noite, o 9º e penúltimo encontro do curso bíblico sobre o Profeta Daniel. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 



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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Jesus está contando com você!



   23 de setembro de 2026   

Quarta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   


Lc 9,1-6

Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao saírdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.


   Meditação.   


Não levem nada para o caminho (Lc 9,3)

“Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, e os enviou a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos”.

O envio dos doze apóstolos é uma página missionária da Igreja. Os doze representam a nossa comunidade, comunidade que nasceu do trabalho missionário de Jesus. Essa referência aos doze mostra uma comunidade organizada, em continuidade com o povo do Antigo Testamento. A missão é de todo o povo de Deus, com seus líderes à frente. E o envio dos doze é para que anunciem o Reino de Deus. O Reino é o reinado de Deus em nossas vidas e em nosso mundo. O reinado de Deus supera e vence o reinado do mal, por isso os missionários recebem poder sobre o demônio e sobre a doença. A doença é a cara do sofrimento que o mal e a morte espalham.

O Reino é um dom, é a libertação da dominação do mal e da morte, para estarmos como filhos e filhas na comunhão com o Senhor nosso Deus. Não é o resultado de uma estratégia bem montada pelos missionários. Eles são simples instrumentos. É obra de Deus. Aliás, o Reino é de Deus e o que os enviados conseguem realizar é pela sua força, pelo seu poder. Por isso a recomendação: ‘Não levem nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas’.

Cajado é um sinal de defesa e segurança. Renunciem a isso. Sacola representa a confiança nos bens, nos instrumentos. O Reino não é uma estratégia. É um dom. Também não devem levar pão, que é o símbolo da sobrevivência. É preciso antes confiar na Providência. Nem levar dinheiro. É a renúncia à segurança financeira. Nem duas túnicas, duas mudas de roupa. A proteção necessária é a de Deus. Tudo isso é simbólico, para dizer: o missionário deve por sua confiança em Deus.

O evangelho de hoje, que começou com o envio dos doze e seguiu com as recomendações feitas por Jesus, termina dizendo que eles foram, anunciaram o Reino e curaram os enfermos. O envio não é apenas uma ordem de Jesus, é uma experiência concreta que os enviados vêm fazendo, desde o início. É um caminho que muitos já percorreram, em obediência ao mandato do Senhor e às suas recomendações.





Guardando a Mensagem

A missão é de todos. E a missão é comunicar que o Reino de Deus chegou com Jesus. É sugerir às pessoas que abram o seu coração, abram as portas de suas vidas para acolhê-lo. O Reino de Deus ou o seu reinado é a vitória sobre o mal no mundo e o pecado, gerando uma família de filhos livres e amados. O Reino não é o resultado de uma intensa propaganda de massa. É um segredo facilmente compreensível pelos simples e humildes. E não se implanta pela força ou pelo prestígio de alguém. Não somos um exército impondo uma nova lei. O Reino supõe a liberdade. Se não abrirem as portas, o Reino não entra. Não é uma invasão. A gente só bate à porta, não a arromba. Por isso, o missionário precisa se despojar de qualquer segurança humana.

Não levem nada para o caminho (Lc 9,3)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
demoramos a compreender que estamos sendo enviados em missão, que somos responsáveis pelo anúncio do Reino de Deus em nossa casa, no lugar onde trabalhamos, em nossos ambientes de convivência, em todos os setores da sociedade. Proclamar o Reino é testemunhar que fomos alcançados pelo amor de Deus, amor gratuito e misericordioso que se manifestou em ti, Senhor Jesus. O Reino não é um produto destinado a ser um sucesso de vendas. É uma boa notícia que muda a nossa vida, e dela, somos apenas portadores e testemunhas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, escreva uma breve oração ao Senhor Jesus. Ele está contando com você como missionário, como missionária do Reino. Diga a ele como você se sente.

Comunicando

E você acompanha hoje, no YouTube, a 7ª Aula do Curso Bíblico.  O Curso termina segunda-feira, com um resumão de tudo quanto estudamos. No caso de você ainda não estar inscrito, lembro que, ao inscrever-se, você recebe o link de todas as aulas. Quer mais informações? Entre em contato pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os verdadeiros parentes de Jesus.


22 de setembro de 2026

Terça-feira da 25ª Semana do Tempo Comum


Evangelho.


Lc 8,19-21

Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.



Meditação.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).

Uma vez, me aconteceu que uma família queria batizar o seu filhinho caçula de meses. Coisa muito boa. Mas, os pais não queriam fazer as reuniões de preparação para o batismo, na paróquia. E por que não? “Não, porque minha mulher é irmã do bispo tal e, assim, já se dão por descontadas essas reuniões”. ‘Que bom que ela seja irmã do bispo tal, mas precisa frequentar as reuniões de preparação’. “Por que?” ‘Com certeza, ela já ouviu muitas pregações do irmão bispo, mas as reuniões em preparação do sacramento do batismo são necessárias para a família ter entendimento do valor deste sacramento e dos compromissos que estão assumindo com a educação cristã da criança’. Ih, o homem virou uma fera e foi-se embora prometendo queixar-se ao cunhado bispo. Tudo bem.

Estou contando isso, porque no evangelho de hoje tem uma cena parecida. Os parentes de Jesus chegaram à casa onde ele estava, não puderam entrar por conta da quantidade de gente e mandaram um aviso para ele dar a atenção que eles mereciam. Aí chegou o recado: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. Jesus aproveitou a ocasião para evangelizar os seus parentes e para ensinar aos que o estavam escutavam dentro da casa. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

O que esta palavra de Jesus significa? Bom, o recado para a sua família foi claro. Não basta serem seus parentes de sangue. Não se pertence ao Reino de Deus por ser parente de Jesus. É preciso ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática. Esses são seus verdadeiros parentes: os que se tornam seus discípulos, ouvintes e praticantes da Palavra. Essa palavra de Jesus é um convite à conversão dos seus parentes. Eles estão simbolicamente do lado de fora. Precisam entrar, precisam estar do lado de dentro, na comunidade dos discípulos. O lugar dos discípulos é dentro da casa, rodeando o Mestre para aprender o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora.


Essa expressão “tua mãe e teus irmãos” é uma forma semita de falar da família. Não tem nenhum sentido negativo contra sua mãe Maria. “Tua mãe e teus irmãos” é uma forma de se referir à família dele, uma vez que não tinha mais o pai. Também não tinha irmãos. “Irmãos” aqui são seus primos ou parentes próximos.

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entendê-lo, de aceitá-lo e segui-lo. Tinham que passar também pela conversão, como nós. Por sorte, vemos depois a irmã de sua mãe também aos pés da cruz e outros parentes com a comunidade no dia de Pentecostes, quando da vinda do Espírito Santo. Um parente seu, inclusive, foi, depois, líder da comunidade de Jerusalém, Tiago. Muitos dos seus parentes, então, tornaram-se seus discípulos.

A irmã do bispo e sua família também precisam entrar na dinâmica da comunidade e frequentar as reuniões de preparação para o batismo. Não é porque se tem um irmão bispo que se vai para o céu, sem mais.





Guardando a mensagem

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entender a sua identidade de filho de Deus e a sua missão de Messias. Num certo momento, acharam até que ele tinha perdido o juízo. Nessa passagem, eles aparecem do lado de fora, chamando Jesus. Jesus os chama para a condição de discípulos, os convida a ingressar no círculo dos seus seguidores, a entrar na casa. Seus verdadeiros parentes são os que, como ele e como Maria, fazem a vontade de Deus. Uma boa lição para nós todos. Não basta pertencermos a uma congregação religiosa ou mesmo ao clero, a uma comunidade católica ou associação piedosa por mais benemérita que seja. Todos somos chamados a ser discípulos e discípulas de Jesus. Como ele, como sua santa mãe, precisamos ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua entrada no mundo já foi um gesto de obediência, como está escrito no Salmo 39: “Eis que venho, Senhor, com prazer, fazer a tua santa vontade”. Tua santa mãe acolheu a vontade de Deus com muito amor e entrega total. Disse ela, em resposta à comunicação do anjo: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E tu nos ensinaste também a acolher a vontade do Pai em nossa vida: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Queremos, Senhor, entrar na tua casa, pertencer ao círculo dos teus discípulos, ser teus parentes: queremos ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça como Jesus: evangelize seus parentes. Hoje, reze por eles. Compartilhe com eles esta Meditação. Aos poucos, o Santo Espírito vai lhe mostrando como ajudá-los a se tornarem fiéis discípulos de Jesus.

Comunicando

São Mateus foi homenageado ontem com um questionário respondido por 560 pessoas que recebem a Meditação. Pouco, mas ele até que gostou.

Hoje, temos a 6ª aula do Curso Bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel. O curso termina na próxima segunda. Quem começou, faça uma forcinha para ir até o final. Quem não começou ainda, ainda é tempo. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686. No grupo dos participantes, você encontra material exclusivo, o ebook e o link de cada aula.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


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domingo, 20 de setembro de 2026

Um discípulo bem parecido comigo.



   21 de setembro de 2026  

Dia de São Mateus, apóstolo e evangelista


   Evangelho.   


Mt 9,9-13

Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.
10Enquanto Jesus estava à mesa, na casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

   Meditação.   


Ele se levantou e seguiu Jesus (Mt 9, 9)

Como hoje é dia do apóstolo e evangelista São Mateus, a liturgia nos brinda com uma passagem bíblica muito especial, onde podemos meditar sobre o chamado de Jesus a Mateus e a cada um de nós.

A escolha de Jesus foi surpreendente. Ele chamou um cobrador de impostos para segui-lo, para fazer parte do seu grupo. Um cobrador de impostos? Pois é, este era o tipo de gente detestada, porque arrancava o dinheiro do povo em favor dos dominadores romanos. Estavam a serviço dos pagãos, eram, portanto, tidos como traidores e impuros. E ainda assim, Jesus o chamou. “Segue-me”. O homem vê a cara, mas Deus vê o coração. Jesus o chamou para ser seu discípulo. Ele mesmo explicou depois: “eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

A resposta de Mateus também foi surpreendente, foi imediata e generosa. Ele se levantou e seguiu Jesus. Deixou a sua posição cômoda, seu emprego de funcionário de uma rede de serviço associado ao Império e seguiu Jesus. Estava sentado na coletoria de impostos e levantou-se, acompanhando Jesus prontamente. E mais: deu um jantar em sua casa para Jesus e seus discípulos e convidou seus amigos de profissão, razão de escândalo e crítica para os fariseus. Mateus, desta forma, está homenageando seu Mestre e aproximando-o de outros pecadores como ele. Seu exemplo certamente levou outros a abraçarem o convite de Jesus, tornando-se discípulos do Reino de Deus.

Ele era um funcionário, trabalhava coletando impostos para os romanos, profissão mal vista pelo seu povo. Deixou tudo. Tudo o quê? Tudo o que representava segurança, estabilidade, ser um elo na rede de arrecadação de impostos. Largou isso. Deu outro rumo à sua vida. Zaqueu também era um cobrador de impostos, mal afamado. Ao que parece, ele não deixou a sua profissão, como Levi, mas também deu novo rumo a ela. Prometeu reparar a quem prejudicou. Vá então pensando no seu caso. Deixar tudo pode significar dar um rumo novo ao seu trabalho, à sua profissão, ao seu casamento.





Guardando a mensagem

Jesus chamou um cobrador de impostos para ser seu discípulo. Fez dele um apóstolo. Mateus, o convidado, aceitou com prontidão e generosidade o convite. E logo arrumou um jeito de colocar Jesus em contato com seus colegas de profissão. E qual é a lição que você pode tirar desse evangelho? Bom, não aja como um fariseu, se escandalizando porque Jesus continua se misturando com os pecadores e os convidando a se tornarem seus discípulos. Ele veio para chamar os pecadores. Encante-se com Jesus, que age de uma forma assim tão surpreendente. E mais: reconheça que também você é um pecador, uma pecadora que precisa se levantar de seu comodismo, de sua zona de conforto para por o pé na estrada, na companhia de Jesus. E prepare-se para enfrentar a língua dos fariseus, porque de fariseu o mundo está cheio.

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a prontidão de Mateus em largar tudo e te seguir nos encanta. Chamado, não ficou protelando a sua adesão. Entendendo que o convite para te seguir comportava largar aquele vínculo de serviço ao Império como cobrador de impostos e a segurança do seu emprego, ele soube largar tudo, sem demora, nem desculpas. É um exemplo para nós, Senhor, esse teu apóstolo e evangelista. Também nos encanta o fato de tu, Senhor, não o teres discriminado por sua condição de colaborador dos romanos, mas o teres convocado para a missão, ao teu lado. Precisamos aprender contigo, Senhor, a dar valor às pessoas. Precisamos aprender com Mateus a responder com generosidade ao teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Será uma boa homenagem ao evangelista festejado hoje. Estou lhe enviando, pelo WhatsApp, um teste de cinco perguntas sobre o Evangelho de São Mateus. É só você marcar as respostas certas. O gabarito está junto com o texto da Meditação no meu Blog. Teste aí seus conhecimentos bíblicos. 

Comunicando

E o Mês da Bíblia vai prosseguindo. O nosso curso bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel chega hoje à 5ª aula, a tempo de você ainda poder se integrar e caminhar conosco nesse estudo. Assim, vou lhe esperar às 20 horas, no meu Canal do YouTube para a aula de hoje. Para inscrever-se, entre em contato pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


 


Evangelho de São Mateus: Vida e Parábolas de Jesus (marque as respostas certas)


https://forms.gle/iQb9V


Gabarito 

  1. Resposta Correta: C (Bem-aventurados os pobres em espírito...).
  2. Resposta Correta: C (Os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra).
  3. Resposta Correta: B (Magos do Oriente; Herodes ficou alarmado...).
  4. Resposta Correta: A (Ele paga o mesmo valor a todos...).
  5. Resposta Correta: B ("Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.")                                                                                                                                                                                             

sábado, 19 de setembro de 2026

Oração e missão: convocação geral!



   20 de setembro de 2026.   

25º Domingo do Tempo Comum


   Evangelho.   



Mt 20,1-16a

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos:1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.


  Meditação.   


Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)

Os que acolheram Jesus, como Messias, reconheceram que ele era o filho unigênito de Deus. Perceberam que sua vida, suas atitudes, sua morte e ressurreição manifestavam com grande clareza quem era o Deus que havia se revelado a Israel. O filho é quem sabe quem é o Pai. E o filho revelou que o Deus único que Israel conheceu é Pai, um pai amoroso, não simplesmente um senhor poderoso e justo. Um pai de família, preocupado com os seus filhos, não um fiscal marcando o que a gente faz de bom e de ruim. Pai não só dos filhos de Israel, mas pai amoroso de cada pessoa humana, nascida à sua imagem e semelhança. Pai que é Deus junto com o Filho. E os dois nos comunicam uma terceira pessoa, o Santo Espírito, os três compondo a Trindade Santa, o único Deus. Pela obra de Jesus, o Pai dá a cada filho o seu Espírito. Assim, quem se une a Jesus, pelo batismo, recebe a adoção filial, fica filho de Deus.

A maior parte dos religiosos do tempo de Jesus irritou-se com essas coisas que Jesus revelou sobre Deus. Jesus mostrava, com suas palavras e suas atitudes, que Deus estava mais preocupado com as pessoas do que com as leis, as normas, por mais religiosas que fossem. Os fariseus viam nisso uma falta de respeito ao sábado, uma coisa tão sagrada para louvar a Deus. Jesus mostrou que o que mais agradava a Deus era amar o irmão necessitado, com atitudes e obras, como o fez o samaritano da história que ele contou. Sacerdotes e levitas - a turma do Templo - ficaram com raiva dessa história. Nela, eles é que não acudiram o pobre. Quando prenderam Jesus, a principal acusação no Sinédrio foi que Jesus se dizia filho de Deus. O que Jesus revelou sobre Deus foi o que mais escandalizou o seu povo. Isso abalava o modo deles crerem e de organizarem a vida em sociedade.

Aí é que entra a parábola dos vinhateiros contratados em várias horas do dia. Chegou o tempo da colheita da uva, a vindima. Muita gente não tinha mais sua terrinha pra trabalhar e ia trabalhar na terra dos outros. Ficava-se esperando, na praça da cidade, algum contratante. O dono de uma vinha passou às seis da manhã e contratou um grupo. Acertou a diária. E passou pela praça mais outras vezes, sempre contratando para o trabalho, mas sem marcar o preço: às 9 da manhã, ao meio dia, às três da tarde. E, de novo passou às cinco da tarde, uma hora antes de terminar o serviço. E levou mais um grupo. O pagamento era no fim do dia. Na hora de pagar, começou pelos últimos. E pagou uma diária. Ficou todo mundo surpreso. Quando chegaram os primeiros, estes receberam o combinado, uma diária. Ficaram revoltados. Revoltados com quê? Com a generosidade do patrão, com o fato de ele ter pago uma diária a quem só trabalhou uma hora.

O que Jesus revelou sobre Deus, com essa parábola? Ficou claro que Deus está preocupado com todos os seus filhos, todos precisam ganhar o pão de cada dia. Por isso, o patrão deu oportunidade a todos. Passou e chamou todo mundo para o trabalho, durante vários horários do dia. Ficou claro que Deus não nos paga segundo os nossos méritos, conforme o que a gente faz. O povo do Antigo Testamento sempre pensou, e nós continuamos pensando, que Deus nos abençoa, segundo nossas boas obras e nossa santidade. O que conta é a bondade dele, não é o nosso merecimento, ter feito mais ou ter feito menos. Como todos precisavam sustentar sua família, o patrão pagou a todos por igual, começando dos últimos. Vendo a nossa necessidade, ele nos cumula de todo bem e de toda graça. É misericordioso, bondoso, generoso. Assim é Deus.





Guardando a Mensagem

Não basta dizer que crê em Deus. Como é esse Deus que você crê? Jesus nos revela quem é esse Deus maravilhoso que fez aliança com Israel em vista das nações da terra e o enviou como nosso redentor. Na parábola dos trabalhadores contratados em vários horários do dia, aparece um Deus preocupado com todos os seus filhos, criando oportunidades para todos e provendo suas necessidades, sem levar em conta quem tem mais merecimento ou importância. Aliás, como bom pai, para ele o mais importante é o filho mais frágil, desprezado e com menos oportunidade. E por que os religiosos do seu tempo ficaram tão irritados com Jesus, a ponto de crucificá-lo? Porque conhecer e amar a esse Deus leva a pessoa a mudar suas atitudes de vida e a buscar um mundo bem diferente do que esse que temos.

Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te bendizemos por nos revelares Deus como um pai compassivo, providente, justo, misericordioso. Igualmente te agradecemos pelo fato de o Pai nos querer todos empenhados e comprometidos no seu Reino. Somos todos operários de sua vinha. Liberta-nos, Senhor, da preguiça, da inveja, do individualismo, de tudo o que nos impeça de trabalhar, com amor e em unidade, na vinha do Senhor. Possamos Senhor, com a luz da tua palavra e a força do teu Espírito, contribuir para uma sociedade que garanta oportunidades para todos, pela prioridade na educação, pela geração de emprego e por sua justa remuneração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

A piedade católica, especialmente vivida pelos consagrados e ordenados, sempre viu nos vários horários em que o patrão saiu para contratar os trabalhadores uma inspiração para a Liturgia das Horas. Além das horas canônicas guardadas fielmente na vida contemplativa, todos nos empenhamos, diariamente, pelo menos em dois momentos fortes de oração: as Laudes (ao amanhecer) e as Vésperas (ao anoitecer). Você, em sua condição de batizado leigo ou leiga, precisa praticar, pelo menos, um momento diário forte de oração.

Comunicando

Aproveite o final de semana para dar uma olhada no Livro do Profeta Daniel. Não deixe o mês da Bíblia passar em branco. Você poderia assistir a uma das aulas que está disponível no meu Canal do YouTube. Amanhã, retomamos o nosso curso bíblico, faltam, ainda seis aulas. Claro, você ainda pode se integrar ao curso. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro sdb




sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Querem roubar a sua semente.



   19 de setembro de 2026   

Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum



   Evangelho.   


Lc 8,4-15


Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram.
6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”.
9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: 10“A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam”.
11A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem.
13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.




   Meditação.   


A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)

Jesus contou a história da semente que foi plantada em vários terrenos. Quatro terrenos. À beira da estrada, em terra muita pedregosa, em um terreno coberto de espinhos e em uma terra boa, bem preparada. E aí, é claro, colheu somente no bom terreno. E explicou o que significam os terrenos e a semente. A semente é a palavra de Deus. E os terrenos representam o modo como nós recebemos a Palavra.

O resultado da semente que caiu na beira da estrada impressiona. “Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada e os pássaros do céu a comeram”. Às vezes, estamos tão distraídos, que não fica nada do que foi semeado. Ou então deixamos todo mundo passar por nós e pisotear tudo o que nos é caro. É por isso que Jesus falou da semente que caiu no caminho: é que nossa vida pode virar uma estrada, onde todo mundo passa, onde todo mundo pisa. A palavra semeada nem tem a chance de germinar. Como disse Jesus, vêm os pássaros e a comem. Os homens passam e a pisoteiam. A semeadura à beira da estrada não produz nada.

É de se pensar: você não tem uma área de sua vida reservada, o melhor de você mesmo para acolher o que Deus lhe diz? Você não tem um cantinho importante de sua vida, onde ninguém pisa, onde ninguém manda, um lugar reservado onde você pensa sua vida e toma suas decisões? Sabe o porquê dessa pergunta? Porque se a gente escuta todo mundo, e qualquer opinião nos influencia, no meio de tantas vozes cada um puxando para o seu lado, a voz de Deus fica apenas mais uma opinião. A gente vira um caminho onde todo mundo passa, uma passarela de opiniões, onde tudo parece ter o mesmo peso... e a voz de Deus, que seria a nossa referência maior, não é mais ouvida ou não é levada a sério.

Você conhece a ventoinha, aquela espécie de bandeira-saquinho que marca a direção do vento nos aeroportos. A ventoinha enche-se de ar e fica a favor do vento. Mostra a direção da corrente de ar. Pra onde o vento der, ela se vira. Quem manda é o vento. Uma pessoa não pode ser uma ventoinha. Muda de opinião, faz opções segundo o vento, isto é, a opinião pública, o que os outros estão valorizando ou o que a mídia define como o melhor. O cristão precisa ter um rumo certo pra seguir, valores onde afirmar a própria caminhada. Só a voz de Deus pode dar um rumo certo à minha vida. O seu Espírito, que me habita desde o batismo, é quem vai dialogando comigo, no meu íntimo, e me ajudando a andar no rumo certo. Eu não sou uma ventoinha. E a minha vida não pode ser uma estrada onde todo mundo pisa.





Guardando a mensagem

Uma parte da semente caiu à beira do caminho. As sementes foram pisadas. Os pássaros as comeram. Jesus explicou que se trata de quem ouviu a Palavra, mas o diabo a tirou do coração dele. Há pessoas recebendo a Palavra de Deus como um caminho. A Palavra é só mais uma entre tantas, não reservaram o melhor de sua atenção e do seu coração para acolhê-la. Por esse caminho todo mundo anda e pisa. E claro, não faltam passarinhos para roubar a semente. Os passarinhos são as distrações ou mesmo pequenas preocupações que nos fazem esquecer a Palavra que recebemos.

A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
às vezes, recebemos a tua Palavra como um caminho, uma estrada, por onde circula gente pisando a terra e onde a palavra fica vulnerável à investida de pássaros. Assim, a Palavra não tem a chance de germinar, brotar, crescer e frutificar. É diferente quando a gente reserva um terreno bom para receber a Palavra. E um terreno bom significa tempo que eu dedico para ouvir e meditar a Palavra, a importância e o peso que eu dou a esta Palavra e o cuidado para que nem a opinião dos outros, nem as distrações ou as preocupações da vida roubem os preciosos ensinamentos do nosso Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Diante desse alerta de Jesus sobre não recebermos a sua palavra como um caminho, você, revendo como tem recebido a Palavra, seria bom você tomar uma decisão. O que você vai fazer daqui pra frente para receber melhor a Palavra? Anote esse seu propósito no seu caderno espiritual.

Comunicando


Mês de setembro, Mês da Bíblia. Recomendação da Igreja no Brasil: estudar o Livro do Profeta Daniel. Não deixe o mês passar em branco. Participe aí na sua comunidade das atividades propostas neste sentido. Sugestão: Faça conosco, pelo YouTube, o Curso Bíblico sobre o Profeta Daniel. Informações pelo WhatsApp 81 8239-6686. Aproveite o final de semana para ficar em dia com as primeiras aulas já oferecidas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Ou faça contato pelo WhatsApp 81 8239-6686.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As mulheres no ministério de Jesus.



18 de setembro de 2026

Sexta-feira da 24ª Semana do Tempo Comum


Evangelho.



Lc 8,1-3


Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.


Meditação.



Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças (Lc 8, 1-2).


A situação da mulher no tempo de Jesus não era das melhores. A gente hoje conhece um pouco mais dos costumes dos povos do Oriente Médio e vê que ainda hoje a mulher vive uma condição de grande submissão e inferioridade. Na Palestina, a terra de Jesus, se vivia uma estrutura social patriarcal. O homem é que contava. Ele é quem mandava.


O evangelho é uma permanente proclamação de liberdade para os oprimidos, incluídas as mulheres. Ele foi proclamado e vivido por Jesus numa sociedade que discriminava a mulher. Jesus não estava de acordo com aquele jeito de a sociedade menosprezar a mulher e só dar valor ao homem. O evangelho o mostra conversando, no poço de Jacó, com uma mulher estrangeira, de outra religião, a samaritana. Ele hospeda-se na casa de Marta e Maria, suas amigas e discípulas. Algumas mulheres, inclusive, andavam com ele, no seu grupo de discípulos e o evangelho guarda até o nome de algumas delas. É o que nos conta o evangelho de hoje. Diz o texto: “Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças” (Lc 8, 1-2). E lista alguns nomes: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.


Para a sociedade daquele tempo, a mulher valia pela sua capacidade de gerar e criar filhos. Por isso, alguém elogiou a mãe de Jesus assim: "Feliz o ventre que te carregou e os seios que te amamentaram". Mas, Jesus não via só isso de importante na mulher. E em sua mãe via mais ainda. Por isso ele completou o elogio: "mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática" (Lc 11). Maria era mais importante ainda porque praticava a Palavra de Deus, porque realizava bem a sua vontade.


Na verdade, as mulheres são apresentadas no evangelho como as mais fiéis a Jesus. Foram elas que chegaram até o final do caminho, na cruz. Os discípulos homens, quase todos, desapareceram na hora da paixão. Restaram as mulheres, com toda fidelidade. E mais: numa cultura em que o testemunho da mulher não tinha valor, foram elas as primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo.


E nós temos que continuar trabalhando para que a novidade do evangelho que Jesus viveu e anunciou não se perca e acabemos reforçando os preconceitos que ainda persistem discriminando as mulheres. Temos que viver a grande novidade que ele nos legou. Jesus nos libertou para vivermos a igualdade e a fraternidade. Paulo escreveu em Gl 3, 28: "Não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo".






Guardando a Mensagem


No evangelho, temos notícia que, além do grupo dos doze, também um grupo de mulheres integrava o grupo de Jesus e andava com ele. A valorização das mulheres é uma nota importante do seu ministério, particularmente sublinhado pelo evangelista Lucas. A discriminação da mulher continua ainda hoje, apesar das conquistas feitas pelas mulheres e também pelos homens. O papel dos cristãos é fermentar a sociedade com o bom fermento do evangelho. E o evangelho, que foi anunciado por Jesus dentro de uma sociedade patriarcal, liberta a mulher de sua condição de inferioridade e também o homem de sua condição de desumanização ao discriminar a mulher.


Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças (Lc 8, 1-2).


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

homens e mulheres te seguimos, como teus discípulos e discípulas. Do grupo de mulheres mencionado no evangelho de hoje, está dito que tinham sido curadas e libertadas. De fato, nós que te seguimos conhecemos essa realidade. Nós, também, experimentamos a graça de Deus que nos alcançou em nossa pequenez, em nossa condição de pecadores. Sustenta-nos, Senhor, no caminho de construção da fraternidade e da justiça, vencendo toda discriminação e reconhecendo-nos mutuamente como filhos e filhas de Deus, cidadãos e cidadãs do Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Reze, hoje, por sua comunidade, para que ela seja casa onde todos, homens e mulheres, se sintam filhos e filhas amados de Deus, vivendo em fraternidade exemplar.


Comunicando


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