BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

sábado, 26 de setembro de 2026

Você, meu filho, vá trabalhar na minha vinha!




  27 de setembro de 2026.  

  26º Domingo do Tempo Comum.  



  Evangelho  



Mt 21,28-32

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.



   Meditação.   


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Olha a história que Jesus está nos contando neste domingo! Um homem tinha dois filhos. Ele disse ao primeiro: "Filho, vai  trabalhar hoje na vinha". Esse filho disse que não ia, mas acabou indo. O outro filho disse "Sim, Senhor, eu vou", mas não foi.

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade do pai.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.





Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Que neste mês missionário, exercitemos nossa condição de filhos responsáveis pela vinha do nosso pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Encerrando o Mês da Bíblia, neste quarto domingo de setembro, recordamos com carinho o Dia da Bíblia. Esta comemoração está ligada ao dia de São Jerônimo, que ocorre na próxima quarta-feira, dia 30. Os evangélicos celebram o Dia da Bíblia no segundo domingo de dezembro. Os católicos o celebram neste último domingo de setembro. 

Comunicando

No desfecho do Mês da Bíblia deste ano, em que todos fomos convidados a estudar o Livro do Profeta Daniel, apresento amanhã uma Live de encerramento do nosso Curso Bíblico, apresentando um resumão do nosso curso. Você poderá me acompanhar pelo YouTube no meu Canal, nesta segunda-feira, às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB








sexta-feira, 25 de setembro de 2026



   26 de setembro de 2026   

Sábado da 25ª Semana do Tempo Comum 

   Evangelho.   


Lc 9,43b-45

Naquele tempo, 43b todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

   Meditação.  


O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Mas, não entendiam o que Jesus dizia. Notaram? Admirados com que ele fazia, mas nem tudo que ele dizia chegavam a compreender. E ele foi claro: “Prestem atenção às palavras que eu vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Aí é que eles não entenderam mesmo. Não pegaram o sentido dessa palavra. E até mesmo tinham medo de fazer perguntas sobre isso.

Pela insistência de Jesus, o que ele estava dizendo é muito importante para que ele seja compreendido. “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Quem é o Filho do homem? Jesus, ele mesmo. E ele gostava de se anunciar assim com essa expressão “o Filho do homem”. Essa expressão ocorre no livro do profeta Ezequiel. Era assim que o profeta era chamado por Javé, o Senhor Deus. Chamar-se a si mesmo de “Filho do homem”, com certeza, era uma forma de sublinhar a sua encarnação, a sua condição humana.

As pessoas estavam admiradas com aqueles sinais que mostravam sua ligação com Deus, sua participação no poder divino: a multiplicação dos pães no deserto, a tempestade acalmada no lago, a cura do cego de Jericó, a ressurreição de Lázaro... Esses são sinais de grandeza, de poder, reflexos de sua condição divina. Mas, ele assumiu a nossa condição humana. Encarnou-se. Nessa condição, será perseguido, condenado, executado. Agora, é claro, isso não podia passar pela cabeça dos discípulos. Pedro mesmo uma vez falou com Jesus, dando-lhe conselho para que ele não insistisse com essa conversa de ser perseguido e morto. Deus o livraria de qualquer coisa.

Veja você, isso tem repercussão no modo como compreendemos Jesus. Jesus é Deus, mas de verdade fez-se gente, humano. E quando chegasse a hora da Paixão, ele não iria fugir, evadir-se pela força do seu poder divino. Não nos esqueçamos, ao olhar para Jesus, que ele assumiu de verdade a condição humana, no seio da Virgem Maria e em nossa história.

Apliquemos também essa compreensão à nossa vida. Mesmo sendo elevados à condição de filhos de Deus, ainda continuamos humanos, sujeitos às doenças, às contrariedades e à morte. Às vezes queremos escapar de nossa precariedade humana. Há quem até cobre de Deus que o livre de um grande sofrimento, de uma doença perigosa, de uma complicação... Claro que Deus pode nos livrar, nos libertar. Mas, não podemos nos esquecer que essa nossa vida humana é o palco de nossa história de amor e fidelidade ao nosso Deus.  Pensemos bem, é aqui, na precariedade de nossa vida, que experimentamos e vivemos nossa condição de filhos de Deus. Um dia, na eternidade, nossa condição de filhos de Deus será plenamente revelada.





Guardando a mensagem

Não podia passar pela cabeça dos discípulos que Jesus passaria por tantos sofrimentos e por uma morte cruel. Jesus os preveniu, repetidas vezes, que ele seria entregue nas mãos dos homens. Mesmo sendo Deus, Jesus fez-se humano de verdade, assumindo também o sofrimento, a traição e a morte como parte do seu caminho. Nós, em nossa condição humana, às vezes somos tentados a não aceitar os sofrimentos e as contrariedades que as nossas limitações humanas nos impõem. A encarnação de Jesus foi de verdade, por opção dele e do Pai. Assim, ele santificou o nosso caminho humano. Com todos os seus limites, nossa vida humana é o nosso caminho de santificação e de realização da vontade de Deus.

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que no meio de nossas dificuldades e problemas, de nossa fragilidade diante da doença, do sofrimento, expressemos, com fidelidade, o amor ao Senhor nosso Deus e Pai. Com a tua humanidade, santificaste o nosso caminho humano. Com a tua Paixão, encheste de sentido o percurso de nossos sofrimentos. Abriste um caminho para a vida, passando pela morte. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O mês de setembro está praticamente terminando. Hora de avaliação. Neste mês dedicado ao estudo da Palavra de Deus, você conseguiu dedicar algum tempo ao estudo da Palavra? Anote a resposta no seu caderno espiritual. 

Comunicando

O curso bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel termina segunda-feira. Mesmo se você não tiver participado, sinta-se convidado(a) a participar da última aula, quando faremos uma síntese de todo o estudo feito. Salve aí na sua agenda. Segunda-feira, no meu Canal do YouTube, 20 horas, o resumão do curso do Profeta Daniel.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Um caminho santo.



   25 de setembro de 2026   

Sexta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho   


Lc 9,18-22

Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.
20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

   Meditação   


Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lucas 9, 20)

Vamos começar reparando que esse texto está na conclusão do período de atividade de Jesus na Galiléia. Essa conversa de Jesus com os discípulos equivale a uma avaliação de todo o seu trabalho feito, desde que retornou do batismo, no Jordão. A essa cena, segue-se a cena da transfiguração. E começa a grande viagem de Jesus com o seu grande grupo de discípulos a Jerusalém (Lc 9, 51). Aí já é outra etapa, em que Jesus se concentra na formação deles.

Na avaliação, Jesus indaga se o povo e eles mesmos, os discípulos, captaram bem a sua mensagem e entenderam a sua pessoa. São quatro níveis de resposta. “O Senhor é João Batista. O senhor é Elias. O Senhor é um dos profetas antigos que voltou à vida. O Senhor é o Cristo de Deus”. Todas as respostas têm certa dose de verdade, a começar pelo que o povo estava dizendo sobre ele. A ação de Jesus é uma forma de dar continuidade ao trabalho de João, interrompido pela perseguição de Herodes. Elias, que, no passado, tinha feito um trabalho de restauração da fé de Israel, era aguardado para a obra final: podiam ver isso em Jesus. E ele agia mesmo com a liberdade e a determinação dos antigos profetas. Mas, os discípulos, representados por Pedro, o tinham compreendido melhor: ele era o Cristo de Deus.

Cristo é uma palavra grega que equivale à palavra Messias, do hebraico. Cristo quer dizer “ungido”. Jesus é o ungido de Deus. De fato, na sinagoga de Nazaré, Jesus tinha lido o profeta Isaías e se identificado com suas palavras: o Espírito de Deus o tinha ungido para evangelizar os pobres e anunciar o Reino. O ungido é especialmente o rei, o escolhido, o enviado do Senhor. Mas, talvez eles não tivessem entendido tudo. O Messias, o Cristo, o ungido, na realização de sua missão, iria passar por muitas provações. Foi aí que Jesus fez o primeiro de três anúncios de sua paixão. Ele detalhou tudo também em quatro pontos. Ele iria sofrer muito, ser rejeitado pelos chefes, morrer e, então, ressuscitar. Esse seria o caminho do Messias, o servo sofredor anunciado pelo profeta Isaías. Portanto, nada de dizer ao povo que ele era o Messias, sem absorver o jeito com o qual ele realizaria sua missão.

Se esse era o caminho do Cristo, do ungido, não poderia ser outro o caminho dos seus discípulos, os cristãos. Os discípulos mais tarde começaram a ser chamados com esse título, na comunidade de Antioquia. Ficaram conhecidos como cristãos, os ungidos, como Jesus.




Guardando a mensagem

A lição de Jesus foi clara. Entender quem é ele é tomar o seu caminho. Ele é o Cristo de Deus, e vai enfrentar sofrimento e morte e ressuscitar. Quem for segui-lo, deve fazer o seu mesmo caminho: renunciar a si mesmo e tomar a própria cruz como ele e com ele, cada dia. E isso o que significa? Que você, como seguidor(a) de Jesus, vai encontrar muitas dificuldades, sofrimentos e tribulações no seu caminho. Você não deve pensar que porque está seguindo Jesus, está livre dos problemas. Pelo contrário, é nas dificuldades e nos sofrimentos que você amadurece seu amor e sua imitação de Cristo, o Ungido de Deus. Saiba que é neste caminho histórico de sua vida, marcado pelos limites de sua própria condição humana e pecadora, que o Espírito Santo vai construindo em você, a nova criatura, destinada à plena comunhão com o Pai e à ressurreição final.

Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lucas 9, 20)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
todo mundo sabe que só se conhece bem uma pessoa, quando se convive com ela, quando se caminha com ela. Nós sabemos que tu és o Cristo, como Pedro e os teus apóstolos nos ensinaram. Mas, precisamos caminhar contigo, conviver contigo, para crescermos, cada vez mais, no conhecimento de tua pessoa de filho de Deus. A tua caminhada para Jerusalém com os teus discípulos foi um grande momento de aprendizado para o teu grupo. Simbolicamente, queremos caminhar contigo, seguir contigo a Jerusalém, para estar contigo no teu sacrifício e na tua ressurreição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Responda no seu caderno espiritual: Quem é Jesus para você?

Comunicando

O nosso curso bíblico sobre o Profeta Daniel vai deixar saudades. Temos, hoje, a 9ª aula. Segunda, teremos a 10ª e última aula. Vou aproveitar a última aula para fazer um resumão de todo o curso, uma síntese em 10 pontos. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Não basta admirar, é preciso mudar.



  24 de setembro de 2026  

Quinta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

  Evangelho. 


Lc 9,7-9

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

  Meditação. 


Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

É Herodes perplexo, ouvindo falar de Jesus. Imaginou logo que poderia ser o próprio João Batista que tivesse ressuscitado. Corriam vozes que se tratava do profeta Elias que tinha voltado ou de algum antigo profeta ressuscitado. O tetrarca Herodes era um sujeito fraco e supersticioso. Para ilustrar sua fraqueza, basta lembrar que, mesmo a contragosto, mandou degolar João Batista na prisão para atender a um capricho da amante.

Herodes já vivia assustado pela sua impopularidade e pela repressão com que tratava os descontentes do seu regime. Ele era um dos monarcas sustentados pela aliança com o império romano. E comandava a Galileia, a região onde Jesus morava. Violento, cruel e inseguro, Herodes assustou-se com o que ouviu falar de Jesus.

“Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” Assim preocupado, Herodes procurava ver Jesus. Se Herodes não estivesse tão preocupado com seu poder (para não perdê-lo), poderia ter se valido desta sua perplexidade para ter um encontro verdadeiro com Jesus. Com certeza, abrindo o coração, esse encontro poderia levá-lo à conversão de sua vida de luxúria, violência e pecado.

De toda forma, a chance de encontrar-se com Jesus, Herodes teve. Na Paixão, três anos depois, Pilatos, tentando se livrar do caso, mandou Jesus como prisioneiro a Herodes. Mas, Herodes não soube aproveitar a ocasião para aproximar-se com respeito do Senhor e deixar-se interpelar pelo seu Evangelho. Cego pela vaidade, na euforia da bebida e arrotando soberba, Herodes só se ocupou de zombar de Jesus ou de querer arrancar-lhe um número de espetáculo para deleite de sua corte. Tratou Jesus como um mágico, um palhaço, humilhado pela prisão e pelos maus tratos. Jesus detido, amarrado, ficou calado. Não respondeu a nenhuma pergunta daquele monarca adúltero, violento e cruel. Mesmo ficando frente a frente com Jesus, Herodes não se deixou tocar pela graça e pelo amor de Deus.






Guardando a mensagem

A admiração de Herodes por João Batista não o impediu de mandar matar o profeta. Não basta a admiração pelo Senhor, por suas palavras ou por sua Igreja. É preciso conversão, mudança de vida, a partir do reconhecimento de sua vida errada, com o firme propósito de consertá-la. Não podemos deixar a graça passar. Jesus não é uma ameaça. Ele é a grande chance para nos libertarmos de uma vida vazia, tocada à vaidade. Herodes também teve a chance de se encontrar com Jesus. O verdadeiro encontro com o Senhor pede conversão, acolhida da graça de Deus numa vida nova. Mateus é um bom exemplo. Abandonou a mesa dos impostos para seguir Jesus. Zaqueu é um bom exemplo. Na vida nova da graça, dividiu seus bens com os pobres e reparou o prejuízo que causara às pessoas. Herodes não, Herodes é um mau exemplo.

Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como disseste, é o Pai quem nos revela quem tu és. É o Santo Espírito quem nos leva a viver em comunhão contigo e com o Pai. Que de cada encontro contigo, saiamos renovados, fortalecidos no caminho do bem e da justiça. Dá-nos, Senhor, a graça de conhecer-te sempre mais e a força para acolhermos de coração sincero a tua Palavra salvadora. Concede-nos, Senhor, perseverança nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça hoje um momento de Exame de Consciência. Pergunte a si mesmo(a) se está respondendo aos apelos de conversão que o Senhor está nos fazendo.

Comunicando

E a nossa Missa da quinta-eucarística, hoje, tem uma nota especial: a comemoração mensal de N. Senhora Auxiliadora. Uma boa oportunidade para encontrarmos associados da AMA, particularmente os aniversariantes do mês. Podemos nos encontrar, claro, presencialmente, 2pelo Rádio ou ainda pelo YouTube. Vou deixar o link da Missa de hoje no grupo em que você recebe a Meditação. A Santa Missa começa às 11 horas. Às oito da noite, o 9º e penúltimo encontro do curso bíblico sobre o Profeta Daniel. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 



INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO

pelo WhatsApp 81 8239-6686 

ou pelo 




terça-feira, 22 de setembro de 2026

Jesus está contando com você!



   23 de setembro de 2026   

Quarta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   


Lc 9,1-6

Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao saírdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.


   Meditação.   


Não levem nada para o caminho (Lc 9,3)

“Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, e os enviou a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos”.

O envio dos doze apóstolos é uma página missionária da Igreja. Os doze representam a nossa comunidade, comunidade que nasceu do trabalho missionário de Jesus. Essa referência aos doze mostra uma comunidade organizada, em continuidade com o povo do Antigo Testamento. A missão é de todo o povo de Deus, com seus líderes à frente. E o envio dos doze é para que anunciem o Reino de Deus. O Reino é o reinado de Deus em nossas vidas e em nosso mundo. O reinado de Deus supera e vence o reinado do mal, por isso os missionários recebem poder sobre o demônio e sobre a doença. A doença é a cara do sofrimento que o mal e a morte espalham.

O Reino é um dom, é a libertação da dominação do mal e da morte, para estarmos como filhos e filhas na comunhão com o Senhor nosso Deus. Não é o resultado de uma estratégia bem montada pelos missionários. Eles são simples instrumentos. É obra de Deus. Aliás, o Reino é de Deus e o que os enviados conseguem realizar é pela sua força, pelo seu poder. Por isso a recomendação: ‘Não levem nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas’.

Cajado é um sinal de defesa e segurança. Renunciem a isso. Sacola representa a confiança nos bens, nos instrumentos. O Reino não é uma estratégia. É um dom. Também não devem levar pão, que é o símbolo da sobrevivência. É preciso antes confiar na Providência. Nem levar dinheiro. É a renúncia à segurança financeira. Nem duas túnicas, duas mudas de roupa. A proteção necessária é a de Deus. Tudo isso é simbólico, para dizer: o missionário deve por sua confiança em Deus.

O evangelho de hoje, que começou com o envio dos doze e seguiu com as recomendações feitas por Jesus, termina dizendo que eles foram, anunciaram o Reino e curaram os enfermos. O envio não é apenas uma ordem de Jesus, é uma experiência concreta que os enviados vêm fazendo, desde o início. É um caminho que muitos já percorreram, em obediência ao mandato do Senhor e às suas recomendações.





Guardando a Mensagem

A missão é de todos. E a missão é comunicar que o Reino de Deus chegou com Jesus. É sugerir às pessoas que abram o seu coração, abram as portas de suas vidas para acolhê-lo. O Reino de Deus ou o seu reinado é a vitória sobre o mal no mundo e o pecado, gerando uma família de filhos livres e amados. O Reino não é o resultado de uma intensa propaganda de massa. É um segredo facilmente compreensível pelos simples e humildes. E não se implanta pela força ou pelo prestígio de alguém. Não somos um exército impondo uma nova lei. O Reino supõe a liberdade. Se não abrirem as portas, o Reino não entra. Não é uma invasão. A gente só bate à porta, não a arromba. Por isso, o missionário precisa se despojar de qualquer segurança humana.

Não levem nada para o caminho (Lc 9,3)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
demoramos a compreender que estamos sendo enviados em missão, que somos responsáveis pelo anúncio do Reino de Deus em nossa casa, no lugar onde trabalhamos, em nossos ambientes de convivência, em todos os setores da sociedade. Proclamar o Reino é testemunhar que fomos alcançados pelo amor de Deus, amor gratuito e misericordioso que se manifestou em ti, Senhor Jesus. O Reino não é um produto destinado a ser um sucesso de vendas. É uma boa notícia que muda a nossa vida, e dela, somos apenas portadores e testemunhas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, escreva uma breve oração ao Senhor Jesus. Ele está contando com você como missionário, como missionária do Reino. Diga a ele como você se sente.

Comunicando

E você acompanha hoje, no YouTube, a 7ª Aula do Curso Bíblico.  O Curso termina segunda-feira, com um resumão de tudo quanto estudamos. No caso de você ainda não estar inscrito, lembro que, ao inscrever-se, você recebe o link de todas as aulas. Quer mais informações? Entre em contato pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO

pelo WhatsApp 81 8239-6686 

ou pelo 




segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os verdadeiros parentes de Jesus.


22 de setembro de 2026

Terça-feira da 25ª Semana do Tempo Comum


Evangelho.


Lc 8,19-21

Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.



Meditação.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).

Uma vez, me aconteceu que uma família queria batizar o seu filhinho caçula de meses. Coisa muito boa. Mas, os pais não queriam fazer as reuniões de preparação para o batismo, na paróquia. E por que não? “Não, porque minha mulher é irmã do bispo tal e, assim, já se dão por descontadas essas reuniões”. ‘Que bom que ela seja irmã do bispo tal, mas precisa frequentar as reuniões de preparação’. “Por que?” ‘Com certeza, ela já ouviu muitas pregações do irmão bispo, mas as reuniões em preparação do sacramento do batismo são necessárias para a família ter entendimento do valor deste sacramento e dos compromissos que estão assumindo com a educação cristã da criança’. Ih, o homem virou uma fera e foi-se embora prometendo queixar-se ao cunhado bispo. Tudo bem.

Estou contando isso, porque no evangelho de hoje tem uma cena parecida. Os parentes de Jesus chegaram à casa onde ele estava, não puderam entrar por conta da quantidade de gente e mandaram um aviso para ele dar a atenção que eles mereciam. Aí chegou o recado: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. Jesus aproveitou a ocasião para evangelizar os seus parentes e para ensinar aos que o estavam escutavam dentro da casa. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

O que esta palavra de Jesus significa? Bom, o recado para a sua família foi claro. Não basta serem seus parentes de sangue. Não se pertence ao Reino de Deus por ser parente de Jesus. É preciso ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática. Esses são seus verdadeiros parentes: os que se tornam seus discípulos, ouvintes e praticantes da Palavra. Essa palavra de Jesus é um convite à conversão dos seus parentes. Eles estão simbolicamente do lado de fora. Precisam entrar, precisam estar do lado de dentro, na comunidade dos discípulos. O lugar dos discípulos é dentro da casa, rodeando o Mestre para aprender o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora.


Essa expressão “tua mãe e teus irmãos” é uma forma semita de falar da família. Não tem nenhum sentido negativo contra sua mãe Maria. “Tua mãe e teus irmãos” é uma forma de se referir à família dele, uma vez que não tinha mais o pai. Também não tinha irmãos. “Irmãos” aqui são seus primos ou parentes próximos.

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entendê-lo, de aceitá-lo e segui-lo. Tinham que passar também pela conversão, como nós. Por sorte, vemos depois a irmã de sua mãe também aos pés da cruz e outros parentes com a comunidade no dia de Pentecostes, quando da vinda do Espírito Santo. Um parente seu, inclusive, foi, depois, líder da comunidade de Jerusalém, Tiago. Muitos dos seus parentes, então, tornaram-se seus discípulos.

A irmã do bispo e sua família também precisam entrar na dinâmica da comunidade e frequentar as reuniões de preparação para o batismo. Não é porque se tem um irmão bispo que se vai para o céu, sem mais.





Guardando a mensagem

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entender a sua identidade de filho de Deus e a sua missão de Messias. Num certo momento, acharam até que ele tinha perdido o juízo. Nessa passagem, eles aparecem do lado de fora, chamando Jesus. Jesus os chama para a condição de discípulos, os convida a ingressar no círculo dos seus seguidores, a entrar na casa. Seus verdadeiros parentes são os que, como ele e como Maria, fazem a vontade de Deus. Uma boa lição para nós todos. Não basta pertencermos a uma congregação religiosa ou mesmo ao clero, a uma comunidade católica ou associação piedosa por mais benemérita que seja. Todos somos chamados a ser discípulos e discípulas de Jesus. Como ele, como sua santa mãe, precisamos ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua entrada no mundo já foi um gesto de obediência, como está escrito no Salmo 39: “Eis que venho, Senhor, com prazer, fazer a tua santa vontade”. Tua santa mãe acolheu a vontade de Deus com muito amor e entrega total. Disse ela, em resposta à comunicação do anjo: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E tu nos ensinaste também a acolher a vontade do Pai em nossa vida: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Queremos, Senhor, entrar na tua casa, pertencer ao círculo dos teus discípulos, ser teus parentes: queremos ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça como Jesus: evangelize seus parentes. Hoje, reze por eles. Compartilhe com eles esta Meditação. Aos poucos, o Santo Espírito vai lhe mostrando como ajudá-los a se tornarem fiéis discípulos de Jesus.

Comunicando

São Mateus foi homenageado ontem com um questionário respondido por 560 pessoas que recebem a Meditação. Pouco, mas ele até que gostou.

Hoje, temos a 6ª aula do Curso Bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel. O curso termina na próxima segunda. Quem começou, faça uma forcinha para ir até o final. Quem não começou ainda, ainda é tempo. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686. No grupo dos participantes, você encontra material exclusivo, o ebook e o link de cada aula.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO

pelo WhatsApp 81 8239-6686 

ou pelo 





domingo, 20 de setembro de 2026

Um discípulo bem parecido comigo.



   21 de setembro de 2026  

Dia de São Mateus, apóstolo e evangelista


   Evangelho.   


Mt 9,9-13

Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.
10Enquanto Jesus estava à mesa, na casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

   Meditação.   


Ele se levantou e seguiu Jesus (Mt 9, 9)

Como hoje é dia do apóstolo e evangelista São Mateus, a liturgia nos brinda com uma passagem bíblica muito especial, onde podemos meditar sobre o chamado de Jesus a Mateus e a cada um de nós.

A escolha de Jesus foi surpreendente. Ele chamou um cobrador de impostos para segui-lo, para fazer parte do seu grupo. Um cobrador de impostos? Pois é, este era o tipo de gente detestada, porque arrancava o dinheiro do povo em favor dos dominadores romanos. Estavam a serviço dos pagãos, eram, portanto, tidos como traidores e impuros. E ainda assim, Jesus o chamou. “Segue-me”. O homem vê a cara, mas Deus vê o coração. Jesus o chamou para ser seu discípulo. Ele mesmo explicou depois: “eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

A resposta de Mateus também foi surpreendente, foi imediata e generosa. Ele se levantou e seguiu Jesus. Deixou a sua posição cômoda, seu emprego de funcionário de uma rede de serviço associado ao Império e seguiu Jesus. Estava sentado na coletoria de impostos e levantou-se, acompanhando Jesus prontamente. E mais: deu um jantar em sua casa para Jesus e seus discípulos e convidou seus amigos de profissão, razão de escândalo e crítica para os fariseus. Mateus, desta forma, está homenageando seu Mestre e aproximando-o de outros pecadores como ele. Seu exemplo certamente levou outros a abraçarem o convite de Jesus, tornando-se discípulos do Reino de Deus.

Ele era um funcionário, trabalhava coletando impostos para os romanos, profissão mal vista pelo seu povo. Deixou tudo. Tudo o quê? Tudo o que representava segurança, estabilidade, ser um elo na rede de arrecadação de impostos. Largou isso. Deu outro rumo à sua vida. Zaqueu também era um cobrador de impostos, mal afamado. Ao que parece, ele não deixou a sua profissão, como Levi, mas também deu novo rumo a ela. Prometeu reparar a quem prejudicou. Vá então pensando no seu caso. Deixar tudo pode significar dar um rumo novo ao seu trabalho, à sua profissão, ao seu casamento.





Guardando a mensagem

Jesus chamou um cobrador de impostos para ser seu discípulo. Fez dele um apóstolo. Mateus, o convidado, aceitou com prontidão e generosidade o convite. E logo arrumou um jeito de colocar Jesus em contato com seus colegas de profissão. E qual é a lição que você pode tirar desse evangelho? Bom, não aja como um fariseu, se escandalizando porque Jesus continua se misturando com os pecadores e os convidando a se tornarem seus discípulos. Ele veio para chamar os pecadores. Encante-se com Jesus, que age de uma forma assim tão surpreendente. E mais: reconheça que também você é um pecador, uma pecadora que precisa se levantar de seu comodismo, de sua zona de conforto para por o pé na estrada, na companhia de Jesus. E prepare-se para enfrentar a língua dos fariseus, porque de fariseu o mundo está cheio.

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a prontidão de Mateus em largar tudo e te seguir nos encanta. Chamado, não ficou protelando a sua adesão. Entendendo que o convite para te seguir comportava largar aquele vínculo de serviço ao Império como cobrador de impostos e a segurança do seu emprego, ele soube largar tudo, sem demora, nem desculpas. É um exemplo para nós, Senhor, esse teu apóstolo e evangelista. Também nos encanta o fato de tu, Senhor, não o teres discriminado por sua condição de colaborador dos romanos, mas o teres convocado para a missão, ao teu lado. Precisamos aprender contigo, Senhor, a dar valor às pessoas. Precisamos aprender com Mateus a responder com generosidade ao teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Será uma boa homenagem ao evangelista festejado hoje. Estou lhe enviando, pelo WhatsApp, um teste de cinco perguntas sobre o Evangelho de São Mateus. É só você marcar as respostas certas. O gabarito está junto com o texto da Meditação no meu Blog. Teste aí seus conhecimentos bíblicos. 

Comunicando

E o Mês da Bíblia vai prosseguindo. O nosso curso bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel chega hoje à 5ª aula, a tempo de você ainda poder se integrar e caminhar conosco nesse estudo. Assim, vou lhe esperar às 20 horas, no meu Canal do YouTube para a aula de hoje. Para inscrever-se, entre em contato pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


 


Evangelho de São Mateus: Vida e Parábolas de Jesus (marque as respostas certas)


https://forms.gle/iQb9V


Gabarito 

  1. Resposta Correta: C (Bem-aventurados os pobres em espírito...).
  2. Resposta Correta: C (Os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra).
  3. Resposta Correta: B (Magos do Oriente; Herodes ficou alarmado...).
  4. Resposta Correta: A (Ele paga o mesmo valor a todos...).
  5. Resposta Correta: B ("Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.")                                                                                                                                                                                             

sábado, 19 de setembro de 2026

Oração e missão: convocação geral!



   20 de setembro de 2026.   

25º Domingo do Tempo Comum


   Evangelho.   



Mt 20,1-16a

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos:1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.


  Meditação.   


Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)

Os que acolheram Jesus, como Messias, reconheceram que ele era o filho unigênito de Deus. Perceberam que sua vida, suas atitudes, sua morte e ressurreição manifestavam com grande clareza quem era o Deus que havia se revelado a Israel. O filho é quem sabe quem é o Pai. E o filho revelou que o Deus único que Israel conheceu é Pai, um pai amoroso, não simplesmente um senhor poderoso e justo. Um pai de família, preocupado com os seus filhos, não um fiscal marcando o que a gente faz de bom e de ruim. Pai não só dos filhos de Israel, mas pai amoroso de cada pessoa humana, nascida à sua imagem e semelhança. Pai que é Deus junto com o Filho. E os dois nos comunicam uma terceira pessoa, o Santo Espírito, os três compondo a Trindade Santa, o único Deus. Pela obra de Jesus, o Pai dá a cada filho o seu Espírito. Assim, quem se une a Jesus, pelo batismo, recebe a adoção filial, fica filho de Deus.

A maior parte dos religiosos do tempo de Jesus irritou-se com essas coisas que Jesus revelou sobre Deus. Jesus mostrava, com suas palavras e suas atitudes, que Deus estava mais preocupado com as pessoas do que com as leis, as normas, por mais religiosas que fossem. Os fariseus viam nisso uma falta de respeito ao sábado, uma coisa tão sagrada para louvar a Deus. Jesus mostrou que o que mais agradava a Deus era amar o irmão necessitado, com atitudes e obras, como o fez o samaritano da história que ele contou. Sacerdotes e levitas - a turma do Templo - ficaram com raiva dessa história. Nela, eles é que não acudiram o pobre. Quando prenderam Jesus, a principal acusação no Sinédrio foi que Jesus se dizia filho de Deus. O que Jesus revelou sobre Deus foi o que mais escandalizou o seu povo. Isso abalava o modo deles crerem e de organizarem a vida em sociedade.

Aí é que entra a parábola dos vinhateiros contratados em várias horas do dia. Chegou o tempo da colheita da uva, a vindima. Muita gente não tinha mais sua terrinha pra trabalhar e ia trabalhar na terra dos outros. Ficava-se esperando, na praça da cidade, algum contratante. O dono de uma vinha passou às seis da manhã e contratou um grupo. Acertou a diária. E passou pela praça mais outras vezes, sempre contratando para o trabalho, mas sem marcar o preço: às 9 da manhã, ao meio dia, às três da tarde. E, de novo passou às cinco da tarde, uma hora antes de terminar o serviço. E levou mais um grupo. O pagamento era no fim do dia. Na hora de pagar, começou pelos últimos. E pagou uma diária. Ficou todo mundo surpreso. Quando chegaram os primeiros, estes receberam o combinado, uma diária. Ficaram revoltados. Revoltados com quê? Com a generosidade do patrão, com o fato de ele ter pago uma diária a quem só trabalhou uma hora.

O que Jesus revelou sobre Deus, com essa parábola? Ficou claro que Deus está preocupado com todos os seus filhos, todos precisam ganhar o pão de cada dia. Por isso, o patrão deu oportunidade a todos. Passou e chamou todo mundo para o trabalho, durante vários horários do dia. Ficou claro que Deus não nos paga segundo os nossos méritos, conforme o que a gente faz. O povo do Antigo Testamento sempre pensou, e nós continuamos pensando, que Deus nos abençoa, segundo nossas boas obras e nossa santidade. O que conta é a bondade dele, não é o nosso merecimento, ter feito mais ou ter feito menos. Como todos precisavam sustentar sua família, o patrão pagou a todos por igual, começando dos últimos. Vendo a nossa necessidade, ele nos cumula de todo bem e de toda graça. É misericordioso, bondoso, generoso. Assim é Deus.





Guardando a Mensagem

Não basta dizer que crê em Deus. Como é esse Deus que você crê? Jesus nos revela quem é esse Deus maravilhoso que fez aliança com Israel em vista das nações da terra e o enviou como nosso redentor. Na parábola dos trabalhadores contratados em vários horários do dia, aparece um Deus preocupado com todos os seus filhos, criando oportunidades para todos e provendo suas necessidades, sem levar em conta quem tem mais merecimento ou importância. Aliás, como bom pai, para ele o mais importante é o filho mais frágil, desprezado e com menos oportunidade. E por que os religiosos do seu tempo ficaram tão irritados com Jesus, a ponto de crucificá-lo? Porque conhecer e amar a esse Deus leva a pessoa a mudar suas atitudes de vida e a buscar um mundo bem diferente do que esse que temos.

Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te bendizemos por nos revelares Deus como um pai compassivo, providente, justo, misericordioso. Igualmente te agradecemos pelo fato de o Pai nos querer todos empenhados e comprometidos no seu Reino. Somos todos operários de sua vinha. Liberta-nos, Senhor, da preguiça, da inveja, do individualismo, de tudo o que nos impeça de trabalhar, com amor e em unidade, na vinha do Senhor. Possamos Senhor, com a luz da tua palavra e a força do teu Espírito, contribuir para uma sociedade que garanta oportunidades para todos, pela prioridade na educação, pela geração de emprego e por sua justa remuneração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

A piedade católica, especialmente vivida pelos consagrados e ordenados, sempre viu nos vários horários em que o patrão saiu para contratar os trabalhadores uma inspiração para a Liturgia das Horas. Além das horas canônicas guardadas fielmente na vida contemplativa, todos nos empenhamos, diariamente, pelo menos em dois momentos fortes de oração: as Laudes (ao amanhecer) e as Vésperas (ao anoitecer). Você, em sua condição de batizado leigo ou leiga, precisa praticar, pelo menos, um momento diário forte de oração.

Comunicando

Aproveite o final de semana para dar uma olhada no Livro do Profeta Daniel. Não deixe o mês da Bíblia passar em branco. Você poderia assistir a uma das aulas que está disponível no meu Canal do YouTube. Amanhã, retomamos o nosso curso bíblico, faltam, ainda seis aulas. Claro, você ainda pode se integrar ao curso. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro sdb




Postagem em destaque

Você, meu filho, vá trabalhar na minha vinha!

  27 de setembro de 2026.     26º Domingo do Tempo Comum.     Evangelho   Mt 21,28-32 Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do...

POSTAGENS MAIS VISTAS