BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Qual é a sua tentação?

   


30 de setembro de 2026


Memória de São Jerônimo,

patrono dos estudos bíblicos



Evangelho.



Lc 9,57-62


Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.



Meditação.



Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Encerrando o mês de setembro, temos hoje a memória de São Jerônimo. Jerônimo, no século IV, dedicou longos anos ao estudo, à pesquisa e à tradução dos textos bíblicos para a língua latina, língua difundida no mundo pelos romanos. A compilação dos textos e sua tradução para o latim, a chamada Vulgata, possibilitou uma enorme difusão dos textos sagrados. Por causa de São Jerônimo, dedicamos o mês de setembro ao estudo da Palavra de Deus.


Vamos ao evangelho de hoje. Jesus está a caminho de Jerusalém. Com ele, vai um grupo de discípulos e discípulas, pessoas que se sentem chamadas a caminhar com ele, a percorrer o seu mesmo caminho. Outros vão se incorporando pela estrada. Podemos pensar que todo o ministério de Jesus é como uma grande viagem, uma grande caminhada. É no caminho que os discípulos aprendem sobre o Reino de Deus.


Estamos diante de um texto sobre o nosso seguimento de Cristo. Seguir Jesus não é uma peregrinação sem consequências, uma viagem de lazer e turismo ou um intervalo de simples deleite espiritual em nossa correria. Caminhar com Jesus, seguir com Jesus a Jerusalém, é percorrer um caminho de identificação com ele e sua missão. Assim, é preciso disposição para aprender, para se corrigir, para enfrentar os desafios e tentações que estão presentes no caminho e ir com ele até o fim. Compreende-se, então, que, neste início da caminhada que vai ocupar vários capítulos do evangelho, o evangelista Lucas reuniu, simbolicamente, três tentações a serem vencidas pelos que que estão caminhando com Jesus.


A primeira tentação é o entusiasmo sem compromisso. Alguém se mostrou inteiramente disposto: “eu te seguirei por onde fores”. É preciso passar do primeiro entusiasmo para o compromisso de viver o estilo de vida de Jesus. Quando se parte em viagem, tudo parece maravilhoso. Mas, o caminho mostra-se exigente. É quando as motivações entram em crise. Não serve um seguimento de Jesus por interesse em segurança, em prosperidade, em dar-se bem. Assim, já teria começado errado. Foi o que Jesus disse: “O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça!”. Seguir Jesus é viver como ele, que, peregrinou buscando em primeiro lugar o Reino de Deus, com espírito de simplicidade e serviço.


A segunda tentação é esconder-se atrás de uma boa desculpa para não caminhar com Jesus. Muita gente fica adiando essa viagem, esse caminho com o Senhor, encontrando desculpas. No tempo de Jesus, a autoridade paterna era decisiva. Se o pai não aprovasse, dificilmente o filho ou a filha daria um passo. O peso da família era fundamental. Então, muita gente se escondia atrás dessa autoridade da família para adiar a adesão ao evangelho e à entrada na comunidade cristã. Alguém disse que seguiria Jesus, mas primeiro ia esperar que seu pai deixasse esse mundo. A gente sempre pode encontrar uma desculpa para não seguir Jesus com toda seriedade. Achamos que não temos tempo agora, por causa do trabalho, dos filhos pequenos, do marido ou da mulher, da família. Jesus foi claro e exigente: “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos. Mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. O Reino de Deus é vida para nós, nossa família, nossos amigos. É o sentido para o nosso trabalho, para nossas doenças, para nossas lutas.


A terceira tentação é desistir da caminhada. Muitos estão no caminho com Jesus, mas ficam com vontade de voltar, de não prosseguir. Ficam olhando pra trás. ‘Parece que estou perdendo isso ou aquilo’. São como o povo hebreu no deserto: livraram-se da escravidão do Egito, mas o Egito ainda estava neles. Ficavam reclamando de Moisés, com saudade das sopas de cebola do Egito. Muitos desistem, não perseveram, no meio das dificuldades ou das distrações. Olha a palavra de Jesus: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.





Guardando a mensagem


Jesus está a caminho de Jerusalém. O evangelista Lucas dedica longos capítulos a esta peregrinação. A caminhada de Jesus à cidade santa, lugar de sua paixão e de sua ressurreição, marca a história de Jesus e dos seus seguidores. Ser discípulo ou discípula é estar a caminho com Jesus para Jerusalém. No evangelho de hoje, são apresentadas três tentações que se apresentam aos seus seguidores. Alguns dispõem-se a seguir Jesus cheios de entusiasmo, mas sem perceber ou sem querer abraçar as dificuldades do caminho. Outros arrumam desculpa para adiar sua adesão de verdade ao Senhor, pondo a culpa no tempo, na família, no trabalho, na saúde. Outros ficam tentados a desistir e voltar. É o problema da perseverança.


Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Rezando a mensagem


Senhor Jesus,

Dom Hélder Câmara dizia com propriedade: “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”. Então, nós te pedimos, Senhor, essa graça das graças: não interrompermos o que começamos com tanto entusiasmo em nossa vida cristã, em nossa caminhada de batizados, mas ir contigo até o fim, como teus discípulos e missionários. Dá-nos, Senhor, passar do primeiro entusiasmo para uma fé provada e forte. Que nenhuma desculpa nos detenha na acolhida do teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Leia e releia o evangelho de hoje, procurando perceber que mensagem está lhe trazendo. Lembre do nosso compromisso, neste mês, de rezar o terço mariano, todos os dias.


Comunicando


O Papa Leão XIV convidou todos os fiéis e comunidades cristãs a rezarem o Santo Terço diariamente durante o mês de outubro deste ano, com a intenção especial pelo fim das guerras e pela paz entre os povos em conflito. O apelo foi anunciado, domingo passado, durante a recitação do Ângelus no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França. Todos os dias, às 18 horas, eu e a equipe da AMA rezamos o terço em rede com muitas emissoras de rádio. Você pode nos acompanhar pela Rádio Amanhecer online. É só baixar na lojinha de aplicativos do seu celular. Que tal você estar conosco no terço das 18 horas, durante todo o mês de outubro? Já vou contar com sua presença, amanhã, no terço mariano.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O céu aberto e os anjos mensageiros.


   29 de setembro de 2026.   

Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael


   Evangelho.   


Jo 1,47-51


Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira?’ Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.


   Meditação.   


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)


Jesus chamou Felipe para segui-lo. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe contou que tinha encontrado o Messias, Jesus de Nazaré. Mesmo cheio de preconceito contra o povo de Nazaré, Natanael acompanhou Felipe que o levou até Jesus. Na verdade, Jesus já o conhecia, para admiração de Natanael. Foi quando Jesus lhe disse que ele iria presenciar coisas muito maiores. “Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1, 51)


Para entender essa palavra de Jesus a Natanael é preciso lembrar o sonho de Jacó, contado no livro do Gênesis cap. 28. Jacó, em viagem, dormindo ao relento, teve um sonho. Viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por essa escada, os anjos de Deus subiam e desciam. Lá, no topo, da escada, lá em cima no céu, estava Deus sentado no seu trono. E ele se apresentou a Jacó. Disse que era o Deus de Abraão, seu antepassado, Deus de Isaac, seu pai. E que lhe daria toda aquela terra por onde ele e sua família peregrinavam.


Qual será o significado desse sonho de Jacó? O que seria essa escada da terra ao céu com os anjos subindo e descendo por ela? Esse sonho foi uma profunda experiência de Deus em que o Senhor revelou ao seu servo uma comunicação direta entre o céu e a terra, entre Deus e o seu povo. Estava aberto um canal de comunicação direta com o Senhor. Os anjos são seus mensageiros, vêm da parte de Deus. E levam a Deus nossas preces, os nossos rogos, nossos louvores. O céu aberto e os anjos indo e vindo pela escada é o tempo novo da comunhão entre o céu e a terra, entre Deus e os seus servos. Esse tempo sonhado por Jacó chegou plenamente com a presença de Jesus entre nós.


É o que Jesus disse a Natanael: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. Note essa parte: os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. O Filho do homem é Jesus. Jesus nos abriu as portas do céu. A escada é ele mesmo. Jesus é a comunicação perfeita com o Pai, é aquele que nos liga ao Pai, é por ele que o Pai nos fala e se comunica conosco. Note que em todas as orações da Igreja, concluímos sempre dizendo: “Por Cristo, nosso Senhor”. ‘Por Cristo’ quer dizer por meio dele. Ele é o mediador entre o céu e a terra, a escada por onde nos comunicamos com o céu e por onde o Pai se comunica conosco.





Guardando a mensagem


Quando Natanael começou a seguir Jesus, o Mestre lhe disse que ele iria ver o céu aberto e os anjos subindo e descendo. Era uma referência ao sonho de Jacó, a comunicação direta entre o céu e a terra. Com Jesus, temos agora um canal de comunicação direta com Deus, o Pai, uma escada por onde podemos ascender ao céu. Lembre o que Jesus falou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. É por ele que chegamos ao Pai. É por ele, que o Pai nos abençoa e nos conduz. Ele é o mediador entre o céu e a terra. Ele é a escada.


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

hoje festejamos os anjos Miguel, Gabriel e Rafael. Na visão que Jacó teve da escada que unia a terra ao céu, ele viu os anjos subindo e descendo por ela. Com a tua obra redentora, Senhor Jesus, chegou esse tempo de comunhão entre o céu e a terra. Agora, sim, agora os anjos mensageiros de Deus e portadores de nossas preces podem estar em plena ação. Pois agora, essa comunicação entre o céu e a terra é possível por meio de ti, mediador da humanidade junto do Pai. Obrigado, Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Jesus chamou Felipe para segui-lo. E Felipe chamou Natanael para conhecer Jesus. Se hoje, aparecer uma oportunidade para falar de Jesus a alguém... faça como Felipe. Não se deixe intimidar pelo preconceito. Fale do seu encontro com Jesus a essa pessoa.


Comunicando

Muito contentamento, ontem, no encerramento do nosso Curso sobre o Livro do Profeta Daniel. Satisfação de quem acompanhou o curso, oferecido em 10 aulas de 35 minutos. Satisfação nossa, nós que trabalhamos duro para oferecer um bom roteiro, serviço de secretaria e acompanhamento dos participantes, cenário com muitos detalhes, filmagem e transmissão de qualidade, ebooks originais e um conteúdo atualizado e dinâmico. E cito isso também para agradecer à equipe da AMA que, ao meu lado, dedicou generosamente muitas horas de trabalho a este projeto. Uma sugestão para quem não acompanhou a última aula ontem, quando apresentamos o resumão de todo o estudo: assista a esta10ª e última aula, no meu Canal do YouTube. Para você que recebe a Meditação pelo WhatsApp, já estamos reenviando o link. Vai ser um modo de você concluir bem o Mês da Bíblia deste ano.

 Pe. João Carlos Ribeiro, sdb







domingo, 27 de setembro de 2026

Acolher o Reino, como filhos.



  28 de setembro de 2026.  

Segunda-feira da 26ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.  


Lc 9,46-50

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.



  Meditação.  


Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. (Lc 9, 48)

No evangelho de hoje, os discípulos tinham discutido. O assunto fora qual deles seria o maior. Jesus colocou uma criança no meio deles e lhes deu preciosos ensinamentos. É preciso se converter e se tornar como criança. Receber o Reino como uma criança. Não se trata de chegar à elite, ser o maior. Trata-se de assumir a identidade de filho, ou como Jesus disse: fazer-se pequeno.

O Reino de Deus é lá onde o senhorio de Deus é acolhido, lá onde Deus é reconhecido e amado como pai, lá onde os filhos de Deus se reconhecem como irmãos. Não é um reino de súditos e senhores, é uma grande casa de família, onde somos todos amados como filhos. O Reino também não é fruto de nosso merecimento, é bondade de Deus, amor imenso dele por nós. Quanto mais nos reconhecemos amados e necessitados desse amor, mais nos integramos na sua casa, no seu Reino. Somos filhos amados e isso não é uma conquista nossa, mas pura misericórdia de Deus. Sendo assim, não podemos invocar grandezas ou nos imaginar acima dos outros.

Quem é o maior no Reino de Deus? Para a mentalidade do mundo, o maior é o que tem poder, dinheiro, prestígio, fama. O maior é o que manda, o aplaudido e servido pelos outros. Mas, o Reino de Deus não é uma cópia do nosso mundo, na esfera espiritual. Assim, nós anularíamos a Palavra de Deus e a ação transformadora do seu Espírito. Precisamos captar a novidade que vem da Palavra de Jesus, novidade que é um princípio de mudança em nossa sociedade.

Então, quem é o maior no Reino de Deus? Jesus falou claro: “Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. Assim, no Reino de Deus, não há lugar para a soberba, o orgulho, a presunção de ser grande e de querer mandar nos outros. Grande é só Deus. Nós só temos uma grandeza: sermos seus filhos amados.

Acolher Jesus como se acolhe uma criança é reconhecê-lo em sua humanidade, em sua fragilidade. Ele assumiu nossa condição humana, veio na carne, nasceu num estábulo, morreu numa cruz. E é aí que quer ser encontrado, amado, seguido. Com esse exemplo da criança, fica claro, que acolher Jesus é identificar-se com ele, partilhando com ele o projeto de vida que escolheu para si, o caminho do Servo Sofredor descrito pelo Profeta Isaías. Acolhê-lo é partilhar o seu sonho e o seu compromisso de serviço até à entrega da própria vida.




Guardando a mensagem

O Reino de Deus não é cópia desse nosso mundo injusto e desigual. O Evangelho do Reino é anúncio de uma novidade, fermento de transformação de nossa sociedade. O pequeno é o mais importante, ensinou Jesus. Os filhos mais frágeis e sofredores, estes, sim, são os cidadãos mais importantes do Reino. O menor é o maior. Fazer parte do Reino é renunciar à mania de querer ser mais do que os outros. Todos somos filhos amados do Pai. Somos todos irmãos. Jesus continua nos dizendo que não entraremos no Reino se não nos convertermos, nos tornando como crianças. Nas crianças, nos vemos como filhos amados de Deus e como irmãos, chamados a viver a fraternidade. Acolher Jesus como pequenino representado na criança, é abraçar o seu estilo de vida despojado da busca de poder e grandeza.

Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. (Lc 9, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o convite que hoje nos fazes é pra gente deixar de pensar ou de querer ser grande, forte, poderoso, desejando estar acima dos outros. Assim, a gente não entra no Reino de Deus, não recebe o abraço amoroso do pai. O teu convite, Senhor, é pra gente renunciar a essa pose de gente importante e independente, que não precisa de ninguém. No Reino de Deus, só tem lugar pra gente humilde, que reconhece que só Deus é grande e, nele, somos irmãos uns dos outros. Abençoa, Senhor, os que hoje se sentem desprotegidos e desorientados nessa vida, no meio de seus dramas e dificuldades. Sobre todos, seja a tua bênção e a tua paz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A pregação da Palavra de Deus nos avisa que o Reino de Deus chegou, por meio de Jesus Cristo. Essa é a boa notícia: Jesus nos aproximou de Deus, nos reconciliou com o Pai. Somos seus filhos amados, somos irmãos. Essa é uma verdade que enche a nossa existência de luz e de esperança. Essa é a boa notícia dá novo sentido à nossa vida. E nós nos damos conta que não é mérito nosso, é graça, é dom, é amor imenso por nós. Não é fruto de nossa inteligência, nem de nossas obras, nem de nossos rogos. E Jesus está nos dizendo como acolher essa boa notícia: como crianças. Como filhos amados, como irmãos amorosos.

Comunicando

E fechando o Mês da Bíblia deste ano, em que todos fomos convidados a estudar o Livro do Profeta Daniel, faço hoje a Live de encerramento do nosso Curso Bíblico, apresentando um resumão do nosso estudo. Caso não lhe tenha sido possível fazer, nesse mês, nenhum estudo do Livro do Profeta Daniel, veja que boa oportunidade. Um resumão do estudo do livro do profeta, hoje à noite, às 20 horas. E você me acompanha pelo meu Canal do YouTube, Canal Padre João Carlos.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb






sábado, 26 de setembro de 2026

Você, meu filho, vá trabalhar na minha vinha!




  27 de setembro de 2026.  

  26º Domingo do Tempo Comum.  



  Evangelho  



Mt 21,28-32

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.



   Meditação.   


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Olha a história que Jesus está nos contando neste domingo! Um homem tinha dois filhos. Ele disse ao primeiro: "Filho, vai  trabalhar hoje na vinha". Esse filho disse que não ia, mas acabou indo. O outro filho disse "Sim, Senhor, eu vou", mas não foi.

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade do pai.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.





Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Que neste mês missionário, exercitemos nossa condição de filhos responsáveis pela vinha do nosso pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Encerrando o Mês da Bíblia, neste quarto domingo de setembro, recordamos com carinho o Dia da Bíblia. Esta comemoração está ligada ao dia de São Jerônimo, que ocorre na próxima quarta-feira, dia 30. Os evangélicos celebram o Dia da Bíblia no segundo domingo de dezembro. Os católicos o celebram neste último domingo de setembro. 

Comunicando

No desfecho do Mês da Bíblia deste ano, em que todos fomos convidados a estudar o Livro do Profeta Daniel, apresento amanhã uma Live de encerramento do nosso Curso Bíblico, apresentando um resumão do nosso curso. Você poderá me acompanhar pelo YouTube no meu Canal, nesta segunda-feira, às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB








sexta-feira, 25 de setembro de 2026



   26 de setembro de 2026   

Sábado da 25ª Semana do Tempo Comum 

   Evangelho.   


Lc 9,43b-45

Naquele tempo, 43b todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

   Meditação.  


O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Mas, não entendiam o que Jesus dizia. Notaram? Admirados com que ele fazia, mas nem tudo que ele dizia chegavam a compreender. E ele foi claro: “Prestem atenção às palavras que eu vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Aí é que eles não entenderam mesmo. Não pegaram o sentido dessa palavra. E até mesmo tinham medo de fazer perguntas sobre isso.

Pela insistência de Jesus, o que ele estava dizendo é muito importante para que ele seja compreendido. “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Quem é o Filho do homem? Jesus, ele mesmo. E ele gostava de se anunciar assim com essa expressão “o Filho do homem”. Essa expressão ocorre no livro do profeta Ezequiel. Era assim que o profeta era chamado por Javé, o Senhor Deus. Chamar-se a si mesmo de “Filho do homem”, com certeza, era uma forma de sublinhar a sua encarnação, a sua condição humana.

As pessoas estavam admiradas com aqueles sinais que mostravam sua ligação com Deus, sua participação no poder divino: a multiplicação dos pães no deserto, a tempestade acalmada no lago, a cura do cego de Jericó, a ressurreição de Lázaro... Esses são sinais de grandeza, de poder, reflexos de sua condição divina. Mas, ele assumiu a nossa condição humana. Encarnou-se. Nessa condição, será perseguido, condenado, executado. Agora, é claro, isso não podia passar pela cabeça dos discípulos. Pedro mesmo uma vez falou com Jesus, dando-lhe conselho para que ele não insistisse com essa conversa de ser perseguido e morto. Deus o livraria de qualquer coisa.

Veja você, isso tem repercussão no modo como compreendemos Jesus. Jesus é Deus, mas de verdade fez-se gente, humano. E quando chegasse a hora da Paixão, ele não iria fugir, evadir-se pela força do seu poder divino. Não nos esqueçamos, ao olhar para Jesus, que ele assumiu de verdade a condição humana, no seio da Virgem Maria e em nossa história.

Apliquemos também essa compreensão à nossa vida. Mesmo sendo elevados à condição de filhos de Deus, ainda continuamos humanos, sujeitos às doenças, às contrariedades e à morte. Às vezes queremos escapar de nossa precariedade humana. Há quem até cobre de Deus que o livre de um grande sofrimento, de uma doença perigosa, de uma complicação... Claro que Deus pode nos livrar, nos libertar. Mas, não podemos nos esquecer que essa nossa vida humana é o palco de nossa história de amor e fidelidade ao nosso Deus.  Pensemos bem, é aqui, na precariedade de nossa vida, que experimentamos e vivemos nossa condição de filhos de Deus. Um dia, na eternidade, nossa condição de filhos de Deus será plenamente revelada.





Guardando a mensagem

Não podia passar pela cabeça dos discípulos que Jesus passaria por tantos sofrimentos e por uma morte cruel. Jesus os preveniu, repetidas vezes, que ele seria entregue nas mãos dos homens. Mesmo sendo Deus, Jesus fez-se humano de verdade, assumindo também o sofrimento, a traição e a morte como parte do seu caminho. Nós, em nossa condição humana, às vezes somos tentados a não aceitar os sofrimentos e as contrariedades que as nossas limitações humanas nos impõem. A encarnação de Jesus foi de verdade, por opção dele e do Pai. Assim, ele santificou o nosso caminho humano. Com todos os seus limites, nossa vida humana é o nosso caminho de santificação e de realização da vontade de Deus.

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que no meio de nossas dificuldades e problemas, de nossa fragilidade diante da doença, do sofrimento, expressemos, com fidelidade, o amor ao Senhor nosso Deus e Pai. Com a tua humanidade, santificaste o nosso caminho humano. Com a tua Paixão, encheste de sentido o percurso de nossos sofrimentos. Abriste um caminho para a vida, passando pela morte. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O mês de setembro está praticamente terminando. Hora de avaliação. Neste mês dedicado ao estudo da Palavra de Deus, você conseguiu dedicar algum tempo ao estudo da Palavra? Anote a resposta no seu caderno espiritual. 

Comunicando

O curso bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel termina segunda-feira. Mesmo se você não tiver participado, sinta-se convidado(a) a participar da última aula, quando faremos uma síntese de todo o estudo feito. Salve aí na sua agenda. Segunda-feira, no meu Canal do YouTube, 20 horas, o resumão do curso do Profeta Daniel.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Um caminho santo.



   25 de setembro de 2026   

Sexta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho   


Lc 9,18-22

Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.
20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

   Meditação   


Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lucas 9, 20)

Vamos começar reparando que esse texto está na conclusão do período de atividade de Jesus na Galiléia. Essa conversa de Jesus com os discípulos equivale a uma avaliação de todo o seu trabalho feito, desde que retornou do batismo, no Jordão. A essa cena, segue-se a cena da transfiguração. E começa a grande viagem de Jesus com o seu grande grupo de discípulos a Jerusalém (Lc 9, 51). Aí já é outra etapa, em que Jesus se concentra na formação deles.

Na avaliação, Jesus indaga se o povo e eles mesmos, os discípulos, captaram bem a sua mensagem e entenderam a sua pessoa. São quatro níveis de resposta. “O Senhor é João Batista. O senhor é Elias. O Senhor é um dos profetas antigos que voltou à vida. O Senhor é o Cristo de Deus”. Todas as respostas têm certa dose de verdade, a começar pelo que o povo estava dizendo sobre ele. A ação de Jesus é uma forma de dar continuidade ao trabalho de João, interrompido pela perseguição de Herodes. Elias, que, no passado, tinha feito um trabalho de restauração da fé de Israel, era aguardado para a obra final: podiam ver isso em Jesus. E ele agia mesmo com a liberdade e a determinação dos antigos profetas. Mas, os discípulos, representados por Pedro, o tinham compreendido melhor: ele era o Cristo de Deus.

Cristo é uma palavra grega que equivale à palavra Messias, do hebraico. Cristo quer dizer “ungido”. Jesus é o ungido de Deus. De fato, na sinagoga de Nazaré, Jesus tinha lido o profeta Isaías e se identificado com suas palavras: o Espírito de Deus o tinha ungido para evangelizar os pobres e anunciar o Reino. O ungido é especialmente o rei, o escolhido, o enviado do Senhor. Mas, talvez eles não tivessem entendido tudo. O Messias, o Cristo, o ungido, na realização de sua missão, iria passar por muitas provações. Foi aí que Jesus fez o primeiro de três anúncios de sua paixão. Ele detalhou tudo também em quatro pontos. Ele iria sofrer muito, ser rejeitado pelos chefes, morrer e, então, ressuscitar. Esse seria o caminho do Messias, o servo sofredor anunciado pelo profeta Isaías. Portanto, nada de dizer ao povo que ele era o Messias, sem absorver o jeito com o qual ele realizaria sua missão.

Se esse era o caminho do Cristo, do ungido, não poderia ser outro o caminho dos seus discípulos, os cristãos. Os discípulos mais tarde começaram a ser chamados com esse título, na comunidade de Antioquia. Ficaram conhecidos como cristãos, os ungidos, como Jesus.




Guardando a mensagem

A lição de Jesus foi clara. Entender quem é ele é tomar o seu caminho. Ele é o Cristo de Deus, e vai enfrentar sofrimento e morte e ressuscitar. Quem for segui-lo, deve fazer o seu mesmo caminho: renunciar a si mesmo e tomar a própria cruz como ele e com ele, cada dia. E isso o que significa? Que você, como seguidor(a) de Jesus, vai encontrar muitas dificuldades, sofrimentos e tribulações no seu caminho. Você não deve pensar que porque está seguindo Jesus, está livre dos problemas. Pelo contrário, é nas dificuldades e nos sofrimentos que você amadurece seu amor e sua imitação de Cristo, o Ungido de Deus. Saiba que é neste caminho histórico de sua vida, marcado pelos limites de sua própria condição humana e pecadora, que o Espírito Santo vai construindo em você, a nova criatura, destinada à plena comunhão com o Pai e à ressurreição final.

Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lucas 9, 20)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
todo mundo sabe que só se conhece bem uma pessoa, quando se convive com ela, quando se caminha com ela. Nós sabemos que tu és o Cristo, como Pedro e os teus apóstolos nos ensinaram. Mas, precisamos caminhar contigo, conviver contigo, para crescermos, cada vez mais, no conhecimento de tua pessoa de filho de Deus. A tua caminhada para Jerusalém com os teus discípulos foi um grande momento de aprendizado para o teu grupo. Simbolicamente, queremos caminhar contigo, seguir contigo a Jerusalém, para estar contigo no teu sacrifício e na tua ressurreição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Responda no seu caderno espiritual: Quem é Jesus para você?

Comunicando

O nosso curso bíblico sobre o Profeta Daniel vai deixar saudades. Temos, hoje, a 9ª aula. Segunda, teremos a 10ª e última aula. Vou aproveitar a última aula para fazer um resumão de todo o curso, uma síntese em 10 pontos. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Não basta admirar, é preciso mudar.



  24 de setembro de 2026  

Quinta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

  Evangelho. 


Lc 9,7-9

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

  Meditação. 


Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

É Herodes perplexo, ouvindo falar de Jesus. Imaginou logo que poderia ser o próprio João Batista que tivesse ressuscitado. Corriam vozes que se tratava do profeta Elias que tinha voltado ou de algum antigo profeta ressuscitado. O tetrarca Herodes era um sujeito fraco e supersticioso. Para ilustrar sua fraqueza, basta lembrar que, mesmo a contragosto, mandou degolar João Batista na prisão para atender a um capricho da amante.

Herodes já vivia assustado pela sua impopularidade e pela repressão com que tratava os descontentes do seu regime. Ele era um dos monarcas sustentados pela aliança com o império romano. E comandava a Galileia, a região onde Jesus morava. Violento, cruel e inseguro, Herodes assustou-se com o que ouviu falar de Jesus.

“Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” Assim preocupado, Herodes procurava ver Jesus. Se Herodes não estivesse tão preocupado com seu poder (para não perdê-lo), poderia ter se valido desta sua perplexidade para ter um encontro verdadeiro com Jesus. Com certeza, abrindo o coração, esse encontro poderia levá-lo à conversão de sua vida de luxúria, violência e pecado.

De toda forma, a chance de encontrar-se com Jesus, Herodes teve. Na Paixão, três anos depois, Pilatos, tentando se livrar do caso, mandou Jesus como prisioneiro a Herodes. Mas, Herodes não soube aproveitar a ocasião para aproximar-se com respeito do Senhor e deixar-se interpelar pelo seu Evangelho. Cego pela vaidade, na euforia da bebida e arrotando soberba, Herodes só se ocupou de zombar de Jesus ou de querer arrancar-lhe um número de espetáculo para deleite de sua corte. Tratou Jesus como um mágico, um palhaço, humilhado pela prisão e pelos maus tratos. Jesus detido, amarrado, ficou calado. Não respondeu a nenhuma pergunta daquele monarca adúltero, violento e cruel. Mesmo ficando frente a frente com Jesus, Herodes não se deixou tocar pela graça e pelo amor de Deus.






Guardando a mensagem

A admiração de Herodes por João Batista não o impediu de mandar matar o profeta. Não basta a admiração pelo Senhor, por suas palavras ou por sua Igreja. É preciso conversão, mudança de vida, a partir do reconhecimento de sua vida errada, com o firme propósito de consertá-la. Não podemos deixar a graça passar. Jesus não é uma ameaça. Ele é a grande chance para nos libertarmos de uma vida vazia, tocada à vaidade. Herodes também teve a chance de se encontrar com Jesus. O verdadeiro encontro com o Senhor pede conversão, acolhida da graça de Deus numa vida nova. Mateus é um bom exemplo. Abandonou a mesa dos impostos para seguir Jesus. Zaqueu é um bom exemplo. Na vida nova da graça, dividiu seus bens com os pobres e reparou o prejuízo que causara às pessoas. Herodes não, Herodes é um mau exemplo.

Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como disseste, é o Pai quem nos revela quem tu és. É o Santo Espírito quem nos leva a viver em comunhão contigo e com o Pai. Que de cada encontro contigo, saiamos renovados, fortalecidos no caminho do bem e da justiça. Dá-nos, Senhor, a graça de conhecer-te sempre mais e a força para acolhermos de coração sincero a tua Palavra salvadora. Concede-nos, Senhor, perseverança nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça hoje um momento de Exame de Consciência. Pergunte a si mesmo(a) se está respondendo aos apelos de conversão que o Senhor está nos fazendo.

Comunicando

E a nossa Missa da quinta-eucarística, hoje, tem uma nota especial: a comemoração mensal de N. Senhora Auxiliadora. Uma boa oportunidade para encontrarmos associados da AMA, particularmente os aniversariantes do mês. Podemos nos encontrar, claro, presencialmente, 2pelo Rádio ou ainda pelo YouTube. Vou deixar o link da Missa de hoje no grupo em que você recebe a Meditação. A Santa Missa começa às 11 horas. Às oito da noite, o 9º e penúltimo encontro do curso bíblico sobre o Profeta Daniel. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 



INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO

pelo WhatsApp 81 8239-6686 

ou pelo 




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