BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Querem roubar a sua semente.



   19 de setembro de 2026   

Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum



   Evangelho.   


Lc 8,4-15


Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram.
6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”.
9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: 10“A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam”.
11A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem.
13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.




   Meditação.   


A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)

Jesus contou a história da semente que foi plantada em vários terrenos. Quatro terrenos. À beira da estrada, em terra muita pedregosa, em um terreno coberto de espinhos e em uma terra boa, bem preparada. E aí, é claro, colheu somente no bom terreno. E explicou o que significam os terrenos e a semente. A semente é a palavra de Deus. E os terrenos representam o modo como nós recebemos a Palavra.

O resultado da semente que caiu na beira da estrada impressiona. “Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada e os pássaros do céu a comeram”. Às vezes, estamos tão distraídos, que não fica nada do que foi semeado. Ou então deixamos todo mundo passar por nós e pisotear tudo o que nos é caro. É por isso que Jesus falou da semente que caiu no caminho: é que nossa vida pode virar uma estrada, onde todo mundo passa, onde todo mundo pisa. A palavra semeada nem tem a chance de germinar. Como disse Jesus, vêm os pássaros e a comem. Os homens passam e a pisoteiam. A semeadura à beira da estrada não produz nada.

É de se pensar: você não tem uma área de sua vida reservada, o melhor de você mesmo para acolher o que Deus lhe diz? Você não tem um cantinho importante de sua vida, onde ninguém pisa, onde ninguém manda, um lugar reservado onde você pensa sua vida e toma suas decisões? Sabe o porquê dessa pergunta? Porque se a gente escuta todo mundo, e qualquer opinião nos influencia, no meio de tantas vozes cada um puxando para o seu lado, a voz de Deus fica apenas mais uma opinião. A gente vira um caminho onde todo mundo passa, uma passarela de opiniões, onde tudo parece ter o mesmo peso... e a voz de Deus, que seria a nossa referência maior, não é mais ouvida ou não é levada a sério.

Você conhece a ventoinha, aquela espécie de bandeira-saquinho que marca a direção do vento nos aeroportos. A ventoinha enche-se de ar e fica a favor do vento. Mostra a direção da corrente de ar. Pra onde o vento der, ela se vira. Quem manda é o vento. Uma pessoa não pode ser uma ventoinha. Muda de opinião, faz opções segundo o vento, isto é, a opinião pública, o que os outros estão valorizando ou o que a mídia define como o melhor. O cristão precisa ter um rumo certo pra seguir, valores onde afirmar a própria caminhada. Só a voz de Deus pode dar um rumo certo à minha vida. O seu Espírito, que me habita desde o batismo, é quem vai dialogando comigo, no meu íntimo, e me ajudando a andar no rumo certo. Eu não sou uma ventoinha. E a minha vida não pode ser uma estrada onde todo mundo pisa.





Guardando a mensagem

Uma parte da semente caiu à beira do caminho. As sementes foram pisadas. Os pássaros as comeram. Jesus explicou que se trata de quem ouviu a Palavra, mas o diabo a tirou do coração dele. Há pessoas recebendo a Palavra de Deus como um caminho. A Palavra é só mais uma entre tantas, não reservaram o melhor de sua atenção e do seu coração para acolhê-la. Por esse caminho todo mundo anda e pisa. E claro, não faltam passarinhos para roubar a semente. Os passarinhos são as distrações ou mesmo pequenas preocupações que nos fazem esquecer a Palavra que recebemos.

A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
às vezes, recebemos a tua Palavra como um caminho, uma estrada, por onde circula gente pisando a terra e onde a palavra fica vulnerável à investida de pássaros. Assim, a Palavra não tem a chance de germinar, brotar, crescer e frutificar. É diferente quando a gente reserva um terreno bom para receber a Palavra. E um terreno bom significa tempo que eu dedico para ouvir e meditar a Palavra, a importância e o peso que eu dou a esta Palavra e o cuidado para que nem a opinião dos outros, nem as distrações ou as preocupações da vida roubem os preciosos ensinamentos do nosso Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Diante desse alerta de Jesus sobre não recebermos a sua palavra como um caminho, você, revendo como tem recebido a Palavra, seria bom você tomar uma decisão. O que você vai fazer daqui pra frente para receber melhor a Palavra? Anote esse seu propósito no seu caderno espiritual.

Comunicando


Mês de setembro, Mês da Bíblia. Recomendação da Igreja no Brasil: estudar o Livro do Profeta Daniel. Não deixe o mês passar em branco. Participe aí na sua comunidade das atividades propostas neste sentido. Sugestão: Faça conosco, pelo YouTube, o Curso Bíblico sobre o Profeta Daniel. Informações pelo WhatsApp 81 8239-6686. Aproveite o final de semana para ficar em dia com as primeiras aulas já oferecidas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As mulheres no ministério de Jesus.



18 de setembro de 2026

Sexta-feira da 24ª Semana do Tempo Comum


Evangelho.



Lc 8,1-3


Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.


Meditação.



Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças (Lc 8, 1-2).


A situação da mulher no tempo de Jesus não era das melhores. A gente hoje conhece um pouco mais dos costumes dos povos do Oriente Médio e vê que ainda hoje a mulher vive uma condição de grande submissão e inferioridade. Na Palestina, a terra de Jesus, se vivia uma estrutura social patriarcal. O homem é que contava. Ele é quem mandava.


O evangelho é uma permanente proclamação de liberdade para os oprimidos, incluídas as mulheres. Ele foi proclamado e vivido por Jesus numa sociedade que discriminava a mulher. Jesus não estava de acordo com aquele jeito de a sociedade menosprezar a mulher e só dar valor ao homem. O evangelho o mostra conversando, no poço de Jacó, com uma mulher estrangeira, de outra religião, a samaritana. Ele hospeda-se na casa de Marta e Maria, suas amigas e discípulas. Algumas mulheres, inclusive, andavam com ele, no seu grupo de discípulos e o evangelho guarda até o nome de algumas delas. É o que nos conta o evangelho de hoje. Diz o texto: “Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças” (Lc 8, 1-2). E lista alguns nomes: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.


Para a sociedade daquele tempo, a mulher valia pela sua capacidade de gerar e criar filhos. Por isso, alguém elogiou a mãe de Jesus assim: "Feliz o ventre que te carregou e os seios que te amamentaram". Mas, Jesus não via só isso de importante na mulher. E em sua mãe via mais ainda. Por isso ele completou o elogio: "mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática" (Lc 11). Maria era mais importante ainda porque praticava a Palavra de Deus, porque realizava bem a sua vontade.


Na verdade, as mulheres são apresentadas no evangelho como as mais fiéis a Jesus. Foram elas que chegaram até o final do caminho, na cruz. Os discípulos homens, quase todos, desapareceram na hora da paixão. Restaram as mulheres, com toda fidelidade. E mais: numa cultura em que o testemunho da mulher não tinha valor, foram elas as primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo.


E nós temos que continuar trabalhando para que a novidade do evangelho que Jesus viveu e anunciou não se perca e acabemos reforçando os preconceitos que ainda persistem discriminando as mulheres. Temos que viver a grande novidade que ele nos legou. Jesus nos libertou para vivermos a igualdade e a fraternidade. Paulo escreveu em Gl 3, 28: "Não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo".






Guardando a Mensagem


No evangelho, temos notícia que, além do grupo dos doze, também um grupo de mulheres integrava o grupo de Jesus e andava com ele. A valorização das mulheres é uma nota importante do seu ministério, particularmente sublinhado pelo evangelista Lucas. A discriminação da mulher continua ainda hoje, apesar das conquistas feitas pelas mulheres e também pelos homens. O papel dos cristãos é fermentar a sociedade com o bom fermento do evangelho. E o evangelho, que foi anunciado por Jesus dentro de uma sociedade patriarcal, liberta a mulher de sua condição de inferioridade e também o homem de sua condição de desumanização ao discriminar a mulher.


Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças (Lc 8, 1-2).


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

homens e mulheres te seguimos, como teus discípulos e discípulas. Do grupo de mulheres mencionado no evangelho de hoje, está dito que tinham sido curadas e libertadas. De fato, nós que te seguimos conhecemos essa realidade. Nós, também, experimentamos a graça de Deus que nos alcançou em nossa pequenez, em nossa condição de pecadores. Sustenta-nos, Senhor, no caminho de construção da fraternidade e da justiça, vencendo toda discriminação e reconhecendo-nos mutuamente como filhos e filhas de Deus, cidadãos e cidadãs do Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Reze, hoje, por sua comunidade, para que ela seja casa onde todos, homens e mulheres, se sintam filhos e filhas amados de Deus, vivendo em fraternidade exemplar.


Comunicando


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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

O perfume do amor.




   17 de setembro de 2026  

Quinta-feira da 24ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho   


Lc 7,36-50

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.
37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume.
39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que 40tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.
Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”.
44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz”.

   Meditação.  


Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor (Lc 7,47).

Jesus estava na casa de um fariseu. Tinha aceitado o convite para uma refeição na casa dele. O nome desse fariseu: Simão. Um gesto de muita consideração desse Simão, não acha? Convidou Jesus, preparou uma refeição com muito gosto, chamou outras pessoas para estarem presentes. E Jesus, sempre admirável, aceitou o convite e está ali sentado à mesa do fariseu.

“Simão, tenho uma coisa para te falar”. “Fala, mestre”. Olha o tom cordial dessa conversa à mesa... Aí Jesus contou um caso. Um credor tinha dois devedores. Um lhe devia um dinheirão e não tinha com que lhe pagar. O outro lhe devia uma quantia pequena e também não estava em condições de quitar sua dívida. Aí, o credor perdoou os dois. Que bom coração tinha esse credor! Caso contado, aí veio a pergunta: ‘Simão, qual dos dois vai amar mais o patrão?”. Entenda a pergunta: qual dos dois vai ter mais amor, mais gratidão ao credor: o que devia muito ou o que devia pouco?

Se você fosse Simão, o que você iria responder? Quem teve sua grande dívida perdoada iria mostrar mais amor, mais gratidão, não é verdade? Foi o que Simão respondeu. Jesus concordou com a resposta. E apontou para uma mulher que estava lavando os seus pés. É o caso dela. Simão ficou surpreso. É que ele estava com uma desconfiança desde que aquela mulher tinha entrado na sala. A mulher, todo mundo conhecia, era uma pecadora, uma pessoa de má fama, coitada. E ela estava banhando os pés de Jesus com perfume. E o fariseu, no seu coração, tinha feito o seguinte julgamento: “Se Jesus fosse um profeta, ele saberia que tipo de mulher estava tocando nele”.

Quem era o grande devedor que não tinha com que pagar? Aquela mulher de má vida. Quem era o devedor de uma dívida menor, que igualmente não tinha com que pagar? Responda você! Quem era o que tinha um débito menor? Simão, o fariseu, claro. Que débito é esse? Os pecados. No final da conversa, Jesus disse à mulher que os pecados dela estavam perdoados. Claro que isso foi motivo de novas murmurações dos convidados.

Note que a pergunta de Jesus tinha sido: “Qual dos dois vai amar mais o credor?”. Percebe? O amor é a resposta de quem foi perdoado dos seus pecados. Simão mostrou pouco amor. A mulher mostrou muito amor. E como a mulher demostrou o seu muito amor? O evangelista descreveu sete ações dela. Na narração, estão contidos símbolos bíblicos do amor: o perfume, o beijo, as lágrimas. Olha as sete ações da mulher, a indicar o seu grande amor pelo Mestre que a perdoou de sua grande dívida, dos seus grandes pecados (vá fazendo a conta): trouxe um frasco de alabastro com perfume, ficou por detrás de Jesus, chorou aos seus pés, banhou os seus pés com as lágrimas, enxugou-os com os cabelos, os cobriu de beijos e os ungiu com o perfume. Mostrou muito amor.





Guardando a Mensagem

Pecadores, somos todos nós. Todos estamos em dívida com Deus. Como não temos como reparar nossos pecados, Jesus nos oferece o perdão de Deus, reparando ele mesmo nossos pecados com o sacrifício de sua vida. A resposta correta de nossa parte é ter um grande amor por Jesus e demonstrar-lhe esse nosso amor. Quem deve mais, certamente demonstrará mais sua gratidão, seu amor.

Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor (Lc 7,47).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
no Pai Nosso, na tradição de Mateus, ainda está aquela palavra que disseste: “perdoai-nos as nossas dívidas como nós perdoamos aos nossos devedores”. Nós te bendizemos, Senhor, porque és o nosso salvador e nos concedes o perdão dos nossos pecados. Nós grandes e pequenos devedores te damos graças por tua obra redentora. A palavra de hoje nos ensina a manifestar o nosso amor e nossa gratidão. Ajuda-nos a perdoar também a quem nos ofende, como somos perdoados por ti. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Quais são as suas manifestações de amor por Jesus? No seu caderno espiritual, faça uma lista de ações em que você tem demonstrado o seu amor pelo seu Senhor e Salvador.

Comunicando

Como toda quinta-feira, temos a Santa Missa, hoje, às 11 horas, com transmissão pelo Rádio e pelo YouTube.

E a gente volta a se encontrar no curso bíblico sobre o Profeta Daniel, hoje, na 4ª aula. E você já sabe: são 10 aulas, cada aula com meia hora de duração e você assiste na hora que puder. O encontro começa às oito da noite e o link vai estar no grupo de WhatsApp dos participantes. Você pode se inscrever facilmente pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




terça-feira, 15 de setembro de 2026

Você conhece alguém assim?


   16 de setembro de 2026.   

Quarta-feira da 24ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 7,31-35

Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’
33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.


   Meditação.   


Com quem hei de comparar o povo desta geração? (Lc 7, 31)

Brincadeira de criança é coisa séria. Nas brincadeiras, as crianças podem representar e reproduzir sentimentos e atitudes que estão à sua volta. A brincadeira é uma fonte de socialização para as crianças, mas também de elaboração da compreensão do mundo que as rodeia. Nas brincadeiras, na forma de brincar, vão sendo cultivadas atitudes positivas e generosas como a partilha, o perdão, a alegria pelo êxito do outro, o cuidado, a atenção ao mais frágil. Mas, também nas brincadeiras, aparecem tendências ruins para a violência, o egoísmo, a ganância, o isolamento, a discriminação.

E por que eu estou dizendo isso tudo? Para valorizar a palavra de Jesus, que partiu da observação das brincadeiras de crianças do seu tempo. Ele comparou o povo do tempo dele a uma cena que ele já tinha vivido com seus coleguinhas na infância em Nazaré ou visto nas brincadeiras das crianças nas ruas de Cafarnaum, a cidade onde ele estava morando. A cena era essa: crianças emburradas que não estavam satisfeitas com nada. Olha a palavra dele: “Com quem vou comparar essa geração? Ah, são como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vocês não dançaram. Entoamos lamentações e vocês não bateram no peito!”.

As crianças do tempo de Jesus brincavam com as situações que elas viam: festas de casamento, por exemplo; funerais celebrados em família... Podemos imaginar as brincadeiras a que Jesus está se referindo... “tocamos flauta e vocês não dançaram”: brincar de festa; “entoamos lamentações e vocês não bateram no peito”: brincar de alguma coisa triste, como enterro, exílio... As brincadeiras de criança imitam o mundo real.

Sempre acontecia nas brincadeiras, podemos supor, que um grupo emburrado se negava a participar da brincadeira. Uns começaram a brincar de festa e eles não topavam. Então, para contentá-los, tentavam brincar de uma coisa mais parada e eles também se negavam a participar. Olha, coisa chata é criança emburrada, que não quer brincar e fica pondo mau gosto na brincadeira dos outros, não é verdade?

Jesus aplicou esse impasse das brincadeiras infantis ao que estava acontecendo ao seu redor. João Batista era um pregador austero, falava do julgamento de Deus. Um grupo ficou contra e falava mal do profeta. Veio Jesus, que pregou o Reino de Deus como uma festa, frequentava a casa do povo e falava do perdão de Deus. O mesmo grupo ficou contra, emburrado. Negou-se a participar.





Guardando a Mensagem

Quem já brincou quando criança, sabe o que Jesus está dizendo. E sabe que tem gente que se comporta como criança emburrada... Se for o seu caso, trate de melhorar seu mau humor. Abra o seu coração para o anúncio do Reino de Deus, agora mesmo. Destrave o coração para acolher Jesus e seu evangelho. É hora de entrar na brincadeira...

Com quem hei de comparar o povo desta geração? (Lc 7, 31)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o Reino de Deus continua sendo pregado pelos teus missionários. A evangelização é um convite permanente para entrarmos na lógica de Deus. Infelizmente, muitos nos comportamos com desconfiança, com desinteresse, influenciando outros a não aderirem alegremente às propostas que nos fazes. Senhor, desata em nós as amarras do homem velho para nos comportarmos sempre como filhos livres, felizes e confiantes no teu amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você já fez um exame de consciência? É fácil. É um tempinho que a pessoa dedica para avaliar se sua vida está indo bem diante de Deus. Hoje, arrume um tempinho pra fazer um exame de consciência. Procure identificar se você está correspondendo com alegria e generosidade aos apelos que Deus lhe tem feito.

Comunicando

Que linda experiência estamos fazendo com o curso bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel! Só está faltando você! A live de abertura já foi vista por milhares de pessoas. E hoje, já teremos a terceira aula. Ao todo, serão 10 aulas, duas semanas de estudo, cada encontro com meia hora de duração. Estamos ainda no começo, dá tempo você se integrar em nosso estudo. Inscreva-se com facilidade pelo WhatsApp 81 8239-6686. Não deixe passar essa oportunidade. 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Uma espada te transpassará o coração.




15 de setembro de 2026


Memória de Nossa Senhora das Dores

Dia Missionário da AMA


Evangelho.


Jo 19,25-27


Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.


ou

Lc 2,33-35

Naquele tempo, 33 o pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: "Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma".


Meditação.


Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)


Hoje, estamos celebrando Nossa Senhora das Dores. Essa comemoração vem logo depois da festa da Exaltação da Santa Cruz. Na festa da Exaltação da Santa Cruz celebramos o triunfo de Cristo em sua cruz, sua vitória sobre o pecado e o mal, a salvação por sua morte redentora. Perto da cruz do Senhor, encontramos Maria, em atitude oferente, de pé, em comunhão com seu filho que se oferece pelos pecadores. Ela é a senhora das Dores, é verdade. Mas, não destruída pelas dores, mas forte nas dores, vitoriosa, com Jesus, na provação da cruz. Ela está de pé, aos pés da cruz.


Vamos prestar bem atenção ao texto de hoje. “Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”.


Então, Aos pés da cruz de Jesus, de pé, estão Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena e João evangelista. Nestes quatro, podemos sentir uma representação da comunidade que nasceu da morte redentora de Jesus. Sua mãe, os parentes que aderiram ao evangelho, representados por sua tia ou parenta de sua mãe, os discípulos libertados do mal representados em Madalena e os discípulos do seu grupo menor de apóstolos representados por João. Ali, aos pés da cruz está a Igreja. Igreja unida a Jesus, no seu sacrifício; igreja que nasce do seu sacrifício redentor; igreja de pé, em atitude oferente e vitoriosa sobre a morte. Igreja que acolhe a graça que desce da cruz de Cristo como um rio de água viva, que escorre do seu coração aberto pela lança. Igreja de ressuscitados e vitoriosos com Cristo sobre o mal, o pecado e a morte.


Aos pés da cruz, Maria torna-se mãe da comunidade gerada no sacrifício da cruz. Na anunciação, tinha se tornado mãe de Jesus. No calvário, tornou-se mãe da Igreja. “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe”. Curiosamente, Jesus não a chama de mãe, mas de ‘mulher’. Ela é a nova Eva, mãe da nova humanidade redimida na cruz.


Na apresentação do menino Jesus, no Templo, o idoso Simeão, movido pelo Espírito Santo, toma a criança nos braços e revela: ‘Ele é salvação que Deus mandou, luz para iluminar o mundo todo, a glória do seu povo santo’. Simeão abençoa o pai e a mãe do menino e revela que Maria terá parte nas dores do filho: “Uma espada te transpassará a alma”.


Todo mundo tem seus dias difíceis, talvez você esteja atravessando uma fase ruim na sua vida. O dia de hoje é um convite a contemplar nossa mãe aos pés da cruz. Como ela, participamos das dores e dos sofrimentos de Jesus, certos de que a última palavra é de Deus. Como São Paulo escreveu na Carta aos Romanos: "Em tudo isso, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Rm 8,37). E ainda: "Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8, 28).







Guardando a Mensagem


A memória de Nossa Senhora das Dores não é uma celebração do abatimento, da prostração da Mãe de Jesus ou de sua Igreja. Nada disso. Ela está aos pés da cruz, unida ao sacrifício redentor do Filho, oferecendo-se com ele, em completa obediência ao Pai, fazendo-se assim mãe da comunidade redimida pelo sangue redentor. É verdade, uma espada lhe transpassou o coração. Mas, suas dores são as dores do parto da nova humanidade que nasce aos pés da cruz. Maria e os outros três nos representam ali no Calvário. Em nossas dores, estejamos de pé, altaneiros nas tormentas, vitoriosos nas tribulações. Como disse Paulo, “em Cristo, somos mais que vencedores”.


Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

ao celebrar a exaltação da Santa Cruz, celebramos a tua vitória na obediência da cruz. Hoje, contemplamos tua Mãe aos pés da cruz. Tu a entregaste como mãe a João, o discípulo amado. Ele nos representa, nós somos os teus discípulos amados. Obrigado pela boa mãe que nos deste. Igualmente entregaste à tua mãe o teu discípulo João como seu filho. Queremos ser bons filhos de tua santa mãe. Ela nos guie, nos conforte, nos sustente no caminho de fidelidade ao teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Você ou alguém de seu conhecimento pode estar vivendo um momento difícil, um calvário. Inspirando-se em Maria, faça hoje um momento de oração em favor dessa pessoa ou dessa situação.


Comunicando


Parece que você não viu a live de abertura no YouTube do nosso Curso Bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel. A live foi ontem, mas não se preocupe, estou lhe enviando o link pra você tirar uns minutinhos e acompanhar esta primeira aula. Por essa, você já tira como será interessante e proveitoso esse curso, oferecido em 10 aulas. Hoje é a segunda aula, começando  às oito da noite. O link será postado no grupo de Whatsapp dos participantes do curso. Você pode se inscrever facilmente pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



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LIVRO DO PROFETA JEREMIAS



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domingo, 13 de setembro de 2026

Pelo sinal da Santa Cruz.


    14 de setembro de 2026.    

Festa da Exaltação da Santa Cruz


    Evangelho.    


Jo 3,13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

    Meditação.    


Assim é necessário que o filho do homem seja levantado (Jo 3, 14)

Você se lembra de Nicodemos! Foi aquele fariseu, mestre da lei, membro do Sinédrio de Jerusalém, que foi falar com Jesus, de maneira sigilosa, à noite. Ele tinha uma simpatia por Jesus. Mas, como membro do Sinédrio, o grande conselho da capital, tinha medo da reação dos seus colegas e com certeza medo de perder sua posição. Quando Jesus foi preso, ele protestou contra a decisão já tomada, sem ao menos o acusado ter sido ouvido. Quando Jesus morreu na cruz, ele ajudou José de Arimateia a cuidar do seu enterro. Nicodemos é o tipo da pessoa importante, que por causa das conveniências do poder, tem dificuldade de assumir publicamente sua adesão a Jesus e ao seu Evangelho.

A elite também precisa ser evangelizada, claro. É o que Jesus fez com Nicodemos. Jesus lhe disse que ele precisava nascer de novo. Ele era um mestre da Lei, com assento no grande conselho de Jerusalém. Isso não lhe fazia cidadão do Reino. Só renunciando a si mesmo, se pode seguir Jesus. Só fazendo-se pequeno é que se entra no Reino de Deus. Ele precisava nascer de novo. Passar por uma conversão. Renovar-se pelo batismo. Nascer de Deus.

Como Nicodemos era profundo conhecedor das Escrituras, Jesus lembrou-lhe o episódio da serpente de bronze, no deserto. Ele, como mestre da Lei, poderia perceber facilmente que Jesus foi enviado pelo Pai para salvar o seu povo.

No tempo passado, o povo estava atravessando o deserto, depois da saída da escravidão do Egito. O caminho da superação do mal exige esforço, compromisso, perseverança. O povo começou a se cansar e se revoltar contra Deus, reclamando do calor do deserto, da comida repetida que era o maná, do cansaço da caminhada. Deu uma peste de serpentes venenosas. Começou a morrer muita gente por causa de sua má vontade, do clima de murmuração e de revolta contra Deus. A haste com uma serpente de bronze foi um sinal. Deus mandou Moisés fazer essa representação. Quem fosse picado pelas serpentes, olhando para aquele sinal era salvo da morte.

Esse símbolo da haste levantada, no Antigo Testamento, preparou o sinal de Jesus na cruz. A verdadeira salvação, a verdadeira cura, a libertação do pecado é Jesus em sua cruz. Fomos salvos por sua vida oferecida naquela haste da cruz. Como o povo antigo no deserto olhando para a haste com a serpente de bronze se curava, assim também nós pecadores temos um sinal de salvação, a cruz de Cristo, isto é a morte redentora de Jesus. Crendo em Jesus que morreu e ressuscitou por nós, encontramos a vida eterna.




Guardando a mensagem

Nicodemos é o representante das pessoas importantes, chamadas à conversão. E o representante de todos os que se sentem grandes, estudados, influentes. Para tornar-se discípulo de Jesus, tem que descer do seu pedestal. Renunciar a si mesmo, tornar-se pequeno, nascer de novo. Isto é obra de Deus em nós, pelo batismo, quando abrimos as portas de nossa vida pela fé. Como no deserto, agora Deus também está nos dando um sinal de salvação. Crendo em Jesus crucificado e ressuscitado, o pecador encontra a salvação.

Assim é necessário que o filho do homem seja levantado (Jo 3, 14)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
vemos em Nicodemos, que para acolher o Reino de Deus, é preciso se desapegar de sua grandeza, de seu poder, de seus grandes conhecimentos. O filho de Deus nasce do alto, do Espírito Santo. A cruz, que é a grande humilhação que te impusemos, Senhor Jesus, longe de ser um sinal do teu fracasso, é o sinal de tua vitória e da salvação de todos os que aceitam o teu caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A cruz nos lembra o sacrifício redentor de Cristo, pelo qual somos salvos. Ao término da Meditação de hoje, trace sobre si, com calma e atenção, o Sinal da Cruz.

(†) Pelo sinal da Santa Cruz (traça a cruz na testa),
(†) livrai-nos Deus, nosso Senhor (traça a cruz na boca),
(†) dos nossos inimigos! (traça a cruz no peito).
(†) Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Comunicando

Separe logo sua bíblia e seu caderno de anotações, porque está começando hoje o Curso Bíblico sobre o LIvro do Profeta Daniel. Às oito da noite, no meu Canal do YouTube, teremos a live de abertura do nosso curso. O primeiro ebook, contendo uma boa introdução e a programação do nosso estudo, já está no grupo de WhatsApp dos participantes. No grupo, vai estar também, cada dia, o link de nossa aula. Quem não se inscreveu ainda, aproveite esta segunda-feira para fazer sua inscrição pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686. São 10 dias de estudo, de hoje até o dia 25. Inscrições pelo WhatsApp 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB



Inscrições pelo Whatsapp da AMA: 81 8239-6686.

sábado, 12 de setembro de 2026

Jesus morreu perdoando.



   13 de setembro de 2026.   

24º Domingo do Tempo Comum



   Evangelho.   


Mt 18,21-35

Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.




   Meditação.   


Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18, 21)

Há muita injustiça nesse mundo, muita maldade. Você, com certeza, já foi vítima de humilhação, de sofrimento gerados pelo egoísmo de alguém, pela difamação de uma pessoa amiga, pela traição no casamento, quem sabe. Há pessoas que convivem com grandes chagas abertas em sua memória ou mesmo no seu inconsciente. Profissionais que foram perseguidos por colegas que chegaram a perder seus postos de trabalho. Pais que tiveram um filho assassinado. Pessoas que foram violentadas, abusadas quando mais jovens. Um mar de sofrimento causado por pessoas próximas e distantes.

Diante do mal que nos fazem, a primeira reação é a indignação. A pessoa não se conforma, reage percebendo o mal que estão lhe fazendo. Não aceita, sente-se prejudicada, traída, humilhada. É uma atitude aceitável, a indignação. Uma reação justa: não
se acomodar diante da agressão, não permitir a continuação da ofensa, não permanecer na passividade diante do mal.

Agora, essa indignação pode virar ódio, desejo de vingança, desespero. Tem até quem pense no suicídio como punição contra si mesmo ou contra o agressor ou como forma de estancar essa dor na alma.
Aí, vamos com calma. Você não pode permitir que o mal que lhe fizeram crie raízes em você, se reproduza no seu ódio, em projetos de vingança e de revanche. O mal se perpetua no mal. É uma onda de violência que puxa outra, não para mais. 

Você já ouviu falar daquelas cidades, no interior de Pernambuco, em que uma família matava a outra... ‘Mataram o meu filho... vou matar o filho dele também!’ ‘Mataram meu primo, vou me vingar!”. A vida daquelas pessoas virou um inferno, uma insegurança total, a cólera fervendo no coração daquele gente antes tão pacata... Só uma coisa estancou aquela tragédia que parecia sem fim: o perdão.

Só há um remédio para se reconstruir a vida: o perdão. O ódio e a vingança não resolvem, não curam a mágoa, nem o sofrimento causado pela difamação, pela traição, pela injustiça. Só o perdão pode trazer paz ao seu coração.

Claro, perdão não quer dizer que abro mão do direito de reparação, que não recorro à justiça. Você lembra do Papa João Paulo II, que levou um tiro de um jovem turco, muçulmano, que foi assassiná-lo na Praça de São Pedro, no Vaticano?! O santo Papa ficou entre a vida e a morte, coitado, e passou o resto da vida sentindo as consequências daquela agressão. Mas, aquele homem santo foi várias vezes visitar o seu agressor na penitenciária, para oferecer-lhe o perdão e acompanha-lo no seu caminho de conversão. Não deixou que o ódio tomasse conta do seu coração. A cadeia é a oportunidade do agressor se redimir, se reencontrar, se reabilitar. Se o tratamento que o agressor receber, dentro ou fora da cadeia, for de violência e crueldade, não resultará redimido, só embrutecido.

Ensinamento do livro do Eclesiástico: "O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados?". E olha como Deus nos trata, reza o Salmo 102: "O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas".

No evangelho de hoje, Jesus conta uma parábola para responder à pergunta ‘Quantas vezes devemos perdoar’. A resposta foi ‘sempre’, setenta vezes sete vezes. Sete é um número perfeito. Sete vezes sete dá quarenta e nove. O ano 50, segundo a antiga lei de Israel, era o ano do jubileu, o ano do perdão das dívidas e da remissão dos escravos. Jesus multiplicou tudo por 10. Setenta vezes sete. Na história de Jesus, nós somos o devedor que devia ao patrão uma soma impagável. Não tendo com que pagar, ele foi perdoado. O patrão teve compaixão dele. Agora, logo ele encontrou um colega que estava lhe devendo uma pequena soma. Como o pequeno devedor não tinha com que pagar, ele o jogou na cadeia. O patrão soube do ocorrido, cancelou a anistia do seu débito e lhe cobrou até o derradeiro centavo. Aprendemos a perdoar com Deus. 





Guardando a mensagem

Claro que perdoar não é fácil. Mas, um cristão tem o exemplo e os ensinamentos de Cristo. Ele sofreu uma morte muito cruel, mas morreu perdoando. Aliás, por sua paixão e morte oferecidas a Deus como sacrifício voluntário em nosso favor, fomos perdoados de nossos pecados. Nosso débito com Deus era impagável. E ele perdoou nossa dívida. À sua imitação, não podemos ter outro comportamento, senão perdoar as dívidas dos nossos semelhantes. E perdoar sempre. Não apenas quatro vezes, como ensinavam os rabinos e mestres da Lei. Nem só as generosas sete vezes que Pedro sugeriu. Sempre, perfeitamente. Setenta vezes sete, como Jesus prescreveu.

Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18, 21)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,
aquele empregado que não tinha com que pagar uma enorme dívida foi perdoado pelo seu patrão. Seu patrão teve misericórdia dele. Ele não tinha com que pagar, sua família toda seria prejudicada. O patrão cancelou o seu débito, todinho. E aquele mesmo empregado, perdoado de sua grande dívida, não esqueceu o pequeno débito de um companheiro seu. O seu colega não tinha com que pagar naquele momento, mas ele exigiu de toda forma e o pobre homem foi parar na cadeia por causa daquela ninharia. Senhor, esse empregado somos nós. Fomos perdoados de uma dívida impagável. Deus nos perdoou dos nossos pecados. Agora, ele espera que nós também tenhamos compaixão dos nossos irmãos e irmãs que nos ofendem. Ajuda-nos, Senhor, a ser misericordiosos, como o Pai. Continua, com paciência, nos ensinando a perdoar, a curar nossas mágoas com o perdão, a libertar o nosso futuro pelo perdão.
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Alguém lhe ofendeu, lhe fez mal, lhe prejudicou? Tem mágoa, tem ódio no seu coração?  Você já sabe o que tem que fazer. E você já sabe porque precisa proceder como Jesus está nos ensinando.

Comunicando

📌 Vai começar o Curso Bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel. Serão 10 aulas. ⏰ Você vai precisar dedicar quarenta minutos por dia para acompanhar as aulas, no Youtube, com o link que nós vamos lhe enviar. 📆 O curso começa nesta segunda, dia 14. Inscrições pelo whatsapp 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



CURSO BÍBLICO - PROFETA DANIEL







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