PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA

Venham a mim.



   18 de julho de 2024.  

Quinta-feira da 15ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Mt 11,28-30

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.


   Meditação.   


Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos (Mt 11, 28)!


Que fardos são esses? Esses fardos eram, em primeiro lugar, no tempo de Jesus, as obrigações que a Lei de Moisés impunha, ou melhor, a interpretação da Lei feita pelos mestres e fariseus. Era uma carga pesada demais, oprimindo e afastando as pessoas de Deus. A religião como obrigação continua sendo um fardo pesado para muita gente, hoje. Mas, como Jesus pode aliviar esse nosso peso? O seu ensinamento nos liberta, torna leve a nossa carga. O seu maior ensinamento é que Deus nos ama como um pai. Ele compreende a nossa fraqueza. Ele enviou seu filho para nos conduzir no caminho. O Filho se revestiu de nossa humanidade e tornou-se agora o nosso guia. A fé é nossa melhor resposta. O seu ensinamento alivia o nosso peso.

Que fardos são esses? O peso do nosso pecado e de suas consequências. E Jesus alivia esse nosso peso pela reconciliação. Ele está nos sugerindo que troquemos os fardos que estamos carregando pelo seu peso que é leve, o nosso coração inquieto pelo seu coração manso e humilde. Ele nos revela que o Pai nos perdoa e nos reconcilia consigo pelo sacrifício de sua cruz. Assim, o peso do pecado nos é retirado das costas. Podemos caminhar com mais leveza e esperança. O amor de Deus nos liberta. O perdão nos tira o peso do pecado das costas.

Que fardos são esses? O peso massacrante da vida. Diante de pessoas acachapadas pelo sofrimento, pelo medo, pelo cansaço do trabalho com pouco retorno, pela falta de horizonte, Jesus se apresenta com um convite: "Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos, e eu lhes darei descanso". Ele nos tranquiliza: o Pai cuida de nós, nos sustenta, nos socorre. Não estamos sós. Não lutamos apenas com as nossas forças. Sendo assim, o peso de nossas obrigações já fica mais leve. O amor a Deus e ao próximo, ensinado por Jesus, liberta o nosso trabalho da marca da obrigação desumanizadora. Nossas responsabilidades, na lógica do amor, passam a ser serviço criativo e amoroso. O amor nos liberta do massacrante peso da obrigação.

Guardando a mensagem

Jesus encontrou o povo de Deus oprimido por muitas situações de exploração, violência e dominação. Por isso, o evangelho está cheio de doentes, leprosos, cegos, possessos, encurvados. Ele chamou a si esse povo humilhado, oferecendo-lhe a vida, a liberdade, a felicidade. Ele nos revelou o amor do Pai e o seu amor por nós. Ele carregou-se de nossas dores e nos abriu o caminho da vitória sobre toda opressão por meio de sua palavra, de suas atitudes, de sua morte na cruz, de sua ressurreição.

Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos (Mt 11, 28)!



Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é grande o peso dos nossos fardos: a condição imposta pelos limites de nossa condição biológica; as dificuldades na luta pela sobrevivência e a manutenção de nossas famílias; os desencontros, os drama da vida familiar; a doença; o clima de guerra e violência no mundo ... cansados e fatigados, sob o peso dos nossos fardos, nos aproximamos de ti, implorando a graça do teu abrigo, do teu repouso, da tua paz. Dá-nos a sabedoria que nos vem do Santo Espírito para encontrarmos as melhores soluções e a serenidade para atravessarmos com paciência as horas difíceis, na fé de que estás sempre conosco e nos conduzes como bom pastor de nossas vidas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Que tal você atender essa palavra de Jesus “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados”? Vou lhe deixar uma sugestão. Reserve, hoje, um tempinho para um momento de oração. A sós com Deus, fale de sua vida... Alguma coisa muito importante, ele tem para lhe dizer.

Comunicando

Hoje, quinta-feira, dia eucarístico, celebramos a Santa Missa na intenção de ouvintes e associados. Mande sua intenção pelo whatsapp 81 3224-9284.

No próximo dia 26, faço show em Goiana, PE, dentro dos festejos de N. Senhora do Carmo. 

No mês de agosto, teremos show em Areia Branca, RN (dia 14) e em Itambé, PE (dia 23).


Até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Os pequeninos do evangelho.




   17 de julho de 2024   

Memória do Bem-aventurado Inácio de Azevedo,
presbítero, e companheiros, mártires


   Evangelho.   

 


25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”


   Meditação.   


Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11, 25)


Jesus usa muito a palavra “pequeninos”. O tempo todo, ele está cercado por gente sem grande expressão social, pobres, doentes, mulheres, crianças, sofredores de todo tipo. Eles são os pequeninos. Quase toda a atividade de Jesus ocorreu na periferia do mundo judaico, na Galiléia, norte do país, terra de agricultores, artesãos, pescadores, moradores de vilas e pequenas cidades. Os evangelhos nem chegam a citar a capital da Galileia, Tiberíades, onde morava o rei Herodes. Em Jerusalém, capital da Judéia, Jesus ia, basicamente, nas grandes romarias.


Os grandes, os importantes, os ricos tinham mais dificuldade de acolher o Reino. Basta lembrar o episódio do encontro com o jovem rico e o comentário que Jesus fez em seguida: “Como é difícil o rico entrar no Reino de Deus”. A Nicodemos, um membro importante do Sinédrio que o procurou à noite, Jesus explicou que ele precisava nascer de novo, renascer do alto. Muitas vezes disse aos discípulos e discípulas que só dava para entrar no Reino de Deus quem fosse como as crianças, isto é, quem se tornasse como os pequeninos ou fosse solidário com eles.


No evangelho de hoje, Jesus está em oração. Ele louva o Pai porque o Reino está sendo revelado aos pequeninos. Igualmente o louva porque, revelando o Reino a uns, o Pai o esconde a outros, os sábios e entendidos. E o que é que está havendo com os sábios e entendidos, isto é, com os estudados, os professores da Lei, os que se sentiam conhecedores da Palavra de Deus? Estes fecharam o coração. Não conseguiram ver em Jesus de Nazaré a revelação do Pai amoroso e fiel que fez aliança com Israel. Encheram o peito de presunção de que já sabiam de tudo. E de inveja, sentindo-se ameaçados pela popularidade de Jesus, por seus ensinamentos e por seus milagres.


Embora Jesus pregasse pra todo mundo, a todos procurasse iniciar no Reino, via-se cercado de gente simples e pobre, pecadores, sofredores. Os grandes também se aproximavam, mas quase sempre para censurar, para tentar coibir a sua palavra, para desafiá-lo... Estes tentavam desmoralizar o seu ministério ou encontrar motivo para denúncias e perseguições. Os grandes fecharam o coração. Os pequenos abriram-se à obra de Deus. É o que Jesus está vendo. E por isso está louvando o Pai.





Guardando a mensagem


Jesus rezou, publicamente, louvando o Pai porque este estava revelando o Reino aos pequeninos. E o estava revelando por meio do Filho. Em Jesus, reconhecemos a bondade e a misericórdia do nosso Deus, atuando em favor do seu povo. Os grandes fecharam o coração. Os grupos de poder rejeitaram Jesus. Os pobres e os pecadores aproximaram-se dele, acolhendo o Reino que ele anunciava. A lógica de Jesus é a lógica do Pai. Ele escolhe os pequenos. A lógica de Jesus deve ser a nossa também. Valorizemos os pequenos. O Reino é deles. No sermão da Montanha ele disse: “Felizes os pobres porque o Reino de Deus é deles”. Tornemo-nos pequenos, sejamos solidários com eles, se quisermos ter parte no Reino.


Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11, 25)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

na oração que nos ensinaste, pedimos ao Pai: “venha a nós o vosso Reino!”. Tu nos ensinaste a rezar assim para que entendamos que o Reino é, antes de tudo, um dom que nos vem do Pai, não é uma conquista de nossas obras, de nossa inteligência ou de nossa santidade. O Reino vem a nós por pura bondade e graça de Deus, nosso Pai. E és tu, Senhor Jesus, que nos revelas o Pai, que nos comunicas o seu Reino, sua presença amorosa em nossa história. Venha a nós o vosso Reino! Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém


Vivendo a palavra


Hoje, durante o dia, reze com Jesus, mais de uma vez: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos”.


Comunicando

Quem são as duas águias e quem é o cedro?  Essa é a pergunta da semana que você vai responder, depois de ler o capítulo 17 do Profeta Ezequiel. Os grupos de estudo da Segunda Bíblica ficam abertos no dia de hoje, aguardando sua resposta.  


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Viva a Mãe de Deus e nossa, a Virgem do Carmo!



16 de julho de 2024

  Dia de Nossa Senhora do Carmo. 


  Evangelho  


Mt 12,46-50

Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

 Meditação. 


Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe (Mt 12, 50).

No evangelho de hoje, temos uma cena da vida pública de Jesus, onde está inserida sua mãe. Claro, hoje é o dia da Senhora do Carmo. Olhamos para Maria, hoje, no grupo dos parentes de Jesus, sendo testemunha ocular de um ensinamento precioso do Mestre.

Jesus está falando ao povo. Um grupo de parentes chega e fica do lado de fora, não se integra. E manda um aviso que quer falar com ele. Jesus ensina que o verdadeiro laço de parentesco com ele é a obediência à vontade do Pai. É isso que o define: ser cumpridor da vontade de Deus. Assim, ele deixa claro que o lugar dos parentes é dentro da casa ou da comunidade, como discípulos, aprendendo o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora. Então, a palavra de Jesus é um convite para eles se tornarem discípulos, para entrarem.

O recado que Jesus recebeu foi este: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. “Tua mãe e teus irmãos” é uma expressão que se repete várias vezes nesse texto. Refere-se, claro, aos parentes próximos de Jesus. Irmãos são seus primos, ao lado de quem se criara em Nazaré. A Bíblia chama primos de irmãos.

O texto nos ajuda a perceber como os parentes próximos de Jesus tiveram dificuldade para entender o que ele andava fazendo. Houve um tempo em que eles pensaram que Jesus tinha ficado louco. Só aos poucos, eles foram se integrando na grande comunidade que se formou ao redor dele. A resposta de Jesus é um convite claro a que eles se integrem, não fiquem do lado de fora. Este é o verdadeiro laço de parentesco que vai contar: fazer a vontade do Pai.

Olha a palavra de Jesus, apontando para os discípulos: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Fazer a vontade de Deus é que nos faz discípulos, parentes de Jesus.

E Maria, estava no meio daqueles parentes que não estavam entendendo Jesus? Bom, dizer “tua mãe e teus irmãos” é uma forma de falar da família dele, cujo pai não vivia mais. Se o principal é fazer a vontade de Deus, então isso é um elogio à sua mãe. De fato, Maria foi elogiada no Evangelho por ser cumpridora fiel da vontade do Pai. Izabel a bendisse porque ela acreditou na Palavra do Senhor que lhe fora comunicada. A vontade de Deus, na sua vida, estava acima de qualquer interesse ou projeto pessoal. Ela prontamente aceitou cumpri-la, quando o anjo Gabriel lhe comunicou o que Deus queria dela.

Santo Agostinho, em um de seus sermões, escreveu: “Acaso a Virgem Maria não fez a vontade do Pai, ela que creu pela fé, que pela fé concebeu, que foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação? Ela foi criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado. Ela fez totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que sua mãe”.

Guardando a mensagem

O que nos faz próximos ou parentes de Jesus é a obediência à vontade do nosso Deus e Pai, mais do que qualquer laço sanguíneo ou qualquer cargo na Igreja. Parente de Jesus é aquele que cumpre a vontade de Deus, da qual ele é o primeiro cumpridor. O discípulo fiel imita Maria, sua mãe, a Virgem obediente. Maria sempre colocou a vontade de Deus acima de tudo e de todos. A vontade de Deus é a lei que rege a vida daquele que crê. Ela é modelo para todo discípulo.

Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe (Mt 12, 50).

Rezando com quem usa o escapulário:

Ó Senhora do Carmo, 
revestido do teu escapulário,
eu te peço que ele seja para mim 
sinal de tua maternal proteção, 
em todas as necessidades,
nos perigos e nas aflições da vida.
Acompanha-me, Senhora, com tua intercessão,
para que eu possa crescer na fé,
na esperança e na caridade,
seguindo a Jesus e praticando sua Palavra.
Ajuda-me, ó mãe querida, para que,
levando com devoção o teu santo escapulário,
mereça a felicidade de morrer piedosamente com ele,
na graça de Deus, e assim, alcançar a vida eterna.
Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, dia de Nossa Senhora do Carmo, lembramo-nos do Monte Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a fé no Deus verdadeiro. Maria é este monte onde Deus se revela amoroso e fiel em seu filho Jesus Cristo. Recomende-se à Virgem do Carmo, hoje, com três ave-marias.

Comunicando

Ontem, tivemos muita gente na Segunda Bíblica. Graças a Deus. Sinal de sede de conhecimento da Palavra do Senhor. A aula ficou gravada no canal Padre João Carlos do Youtube, esperando sua visita. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Porque Jesus disse que veio trazer a espada.



   15 de julho de 2024   

Dia de São Boaventura, bispo e doutor da Igreja


     Evangelho.    


Mt 10,34-11,1

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10,34“Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra.
36E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40Quem vos recebe a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.
42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.



     Meditação.    



Não pensem que eu vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada (Mt 10, 34).

Estamos diante de um texto que nos deixa perplexos. Oi, então Jesus veio fazer guerra, fazer confusão? O que será isso? Os anjos cantaram ‘paz na terra’ no seu nascimento. E agora ele vem dizer que não veio trazer a paz. Não dá para entender....

Calma minha gente, calma. Vamos tentar entender o que Jesus está nos dizendo... Ele disse que não veio trazer a paz à terra. De que ‘paz’, ele estará falando? Disse que veio trazer a espada. De que ‘espada’, estará falando?

Bom, então vamos lá. Há “paz” e “paz”. A paz de Jesus não é a paz do mundo. A paz do mundo é aquela expectativa de uma vida sem conflitos, sem traumas. Uma paz que é não mexer com ninguém, deixar como está para não complicar pro nosso lado. Jesus tinha dito na última ceia: “Eu lhes dou a paz, eu lhes dou a minha paz. Mas, não a dou como o mundo a dá”. Então, a paz de Jesus não é a paz do mundo.

A paz de Jesus também não é a paz dos dominadores. Os dominadores do tempo de Jesus, os romanos, gabavam-se de terem conquistado a paz. Tinham imposto a paz no mundo, vencendo os povos com sangrentas guerras e reprimindo qualquer indisposição contra o seu poderio. Era a 'pax romana'. A paz de Jesus, com certeza, não é a paz dos dominadores.

A paz de Jesus é a paz alcançada na cruz. É a comunhão com Deus e com os irmãos, destravada na sua morte e ressurreição. Estava tudo bloqueado pelo pecado e Jesus nos alcançou a reconciliação com o Pai. Por isso, ele se apresenta comunicando a paz, exatamente depois de sua ressurreição. Ressuscitado, se apresentou na comunidade e comunicou-lhes: “A paz esteja com vocês”.

Então, Jesus não veio trazer a paz como o mundo a pensa ou como os romanos a impuseram. Essa paz, ele não veio trazer. A paz de Jesus é a nossa reconciliação com Deus e com os irmãos, na sua cruz.

Mas, ele disse que veio trazer a espada. Bom, há “espada” e “espada”. Na paz dos romanos, a espada, sua principal arma, era instrumento de guerra, violência e opressão. A paz de Jesus não tem nada a ver com a paz dos romanos, então, a espada dos romanos também não tem nada a ver com a espada de que Jesus está falando, não é verdade? Pode ver que, naquela madrugada de sua prisão, no Monte das Oliveiras, Pedro puxou a espada e feriu o servo do sumo-sacerdote. Lembra o que Jesus disse? “Guarda tua espada, Pedro, quem com o ferro fere, com o ferro será ferido”. Jesus não veio trazer a espada da violência, de jeito nenhum.

Espada tem também outro sentido. Ela significa conflito, sofrimento. O velho profeta Simeão, no Templo, com Jesus pequenino nos braços disse a Maria: “Por causa desse menino, uma espada transpassará o teu coração”. É a espada da dor, da incompreensão, do sofrimento, da perseguição. Certamente, é dessa espada que Jesus está falando.






Guardando a mensagem

Jesus está dizendo que quem se torna seu discípulo ou sua discípula não pode esperar que tudo aconteça certinho na sua vida, sem problemas, sem sofrimento. Essa é a paz da lógica do mundo, paz como ausência de conflito. Nossa escolha por Jesus não nos traz essa paz, pelo contrário, nos traz o enfrentamento, o conflito, o sofrimento. Traz-nos a espada. E isso é fácil de entender. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, desbancamos alguém ou alguma coisa que estava tomando o lugar de Deus na nossa vida. Quando levamos a sério o mandamento do amor ao próximo, tomamos o lado dos índios, dos trabalhadores, das mulheres, dos violentados. Claro, uma fé dessas gera conflitos dentro de casa e na sociedade. O evangelho gera pessoas comprometidas com o bem, a verdade, a fraternidade e a justiça. E isso, nem todo mundo aplaude.

Não pensem que eu vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada (Mt 10, 34).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
disseste que não vieste trazer a paz, mas a espada. De fato, seguir-te não significa que não teremos problemas e sofrimentos nessa vida. A tua paz não é a ausência de conflito, que nós tanto gostaríamos. A paz que nos trouxeste é a reconciliação com Deus e entre nós, alcançada no sacrifício de tua cruz com tanto sofrimento. A espada são as dificuldades e os sofrimentos que também nós enfrentamos pelas escolhas que fazemos contigo. Dá-nos o teu Santo Espírito para nos mantermos fiéis quando os conflitos e as dificuldades forem espada em nossa vida; firmes e perseverantes como tua santa mãe Maria, ela que foi traspassada por uma espada de dor, por tua causa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém


Vivendo a palavra

Seria bom você ler o texto desta Meditação para entender melhor a explicação. É só seguir o link que estou lhe enviando.

Comunicando

Você já sabe, mas é bom lembrar. Hoje é dia de Segunda Bíblica. O estudo bíblico de hoje é sobre o capítulo 17 do Profeta Ezequiel. Você vai entender a história das duas águias. Nosso encontro, no Youtube, começa às oito e meia da noite. Espero por você. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





O Senhor é o meu pastor.



   14 de julho de 2024.   

15º Domingo do Tempo Comum

   Evangelho.   


Mc 6,7-13

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.
9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

   Meditação.  


Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado (Mc 6, 8).

Jesus está enviando os doze em missão. Só isso, já vale uma meditação. Toda a Igreja é missionária. Bom, Jesus está enviando os doze e lhes faz algumas recomendações, sobretudo que eles partam em missão, em grande despojamento. Não levem pão, nem sacola, nem dinheiro. Só com a túnica do corpo, sandálias nos pés e um cajado. Um cajado. Por que deviam levar um cajado?

Cada evangelista, mesmo narrando a mesma cena, deixa seu toque especial. Cada pessoa, mesmo contando a mesma história, marca sua diferença num detalhe, não é assim? O evangelista Marcos diz que Jesus mandou levar um cajado. Mateus e Lucas dão outros pormenores, e incluem o cajado na lista do que Jesus disse que não levasse. E agora? Agora, é ver qual é o sentido desse cajado na história.

Bom, vamos deixar o evangelho de Marcos de molho e vamos para o livro dos Salmos. O Salmo 23, que você conhece bem, diz assim: “O Senhor é o meu pastor, nada me falta. Em verdes pastagens, me faz repousar... Ainda que eu caminhe por vale tenebroso nenhum mal temerei, pois estás junto a mim. Teu bastão e teu cajado me deixam tranquilo”. Viu que entrou o cajado nessa oração? O Senhor é o meu pastor. Deus é o nosso pastor. Nós somos as ovelhas do seu rebanho. Ele nos conduz para boas pastagens e para águas correntes. E mesmo que você esteja numa situação muito difícil, como é ele que o(a) conduz, você não tem o que temer. O bastão e o cajado dele são a sua segurança, a nossa segurança. Bom, bastão e cajado são a mesma coisa. É a vara com uma haste arredondada que o pastor tem sempre na mão. E por que o cajado de Deus, nosso pastor, é a sua segurança?

Bom, aí eu preciso lhe dizer para que servia o cajado ou bastão, na mão do pastor. Você não tem ideia como a profissão de pastor era trabalhosa, no tempo da Bíblia! O pastor tinha que levar as ovelhas, todo dia, para pastar, num lugar que tivesse também água, coisa difícil naquela terra seca (grande parte da Palestina) e complicada, se encontrasse pela frente um roçado, uma plantação. E você pode imaginar, ovelha é bicho obediente, mas em grande número, é um quebra-cabeça pra manter o rebanho junto ou no caminho certo. Aí o cajado é importante para tanger ou conter ovelhas afoitas. Já tem uma haste arredondada própria para segurar as ovelhas que estiverem se afastando, por exemplo. E mais, no campo havia muitas feras doidas pra comer uma ovelha gordinha: lobos, ienas, leões... Aí o cajado era a arma para enfrentar as feras e defender as ovelhas. E, de noite, tinha-se que ficar vigilante... não faltava ladrão querendo carregar as ovelhas. Aí o cajado era a arma do pastor. Ele partia com tudo pra cima do ladrão e o bandido saía todo machucado. Os pastores eram quase sempre jovens, fortes e briguentos. Ninguém se metesse com eles, não. Percebeu? Eram três os usos do cajado: organizar a marcha das ovelhas, afugentar as feras do campo e lutar contra os assaltantes.

Voltemos ao Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor, nada me falta. Em verdes pastagens, me faz repousar.... Ainda que eu caminhe por vale tenebroso nenhum mal temerei, pois estás junto a mim. Teu bastão e teu cajado me deixam tranquilo”. Deus defende você. Ele enfrenta o lobo ou o ladrão e não permite que lhe façam mal. O seu cajado é a sua segurança. Deus toma a sua defesa. Ele cuida de você. Jesus disse, no evangelho de João: “Eu sou o bom pastor. O mercenário, quando o lobo ataca, corre e larga as ovelhas. Eu dou a vida pelas minhas ovelhas”.




Guardando a mensagem

Jesus enviou os doze em missão. A recomendação foi que não levassem nada, a não ser um cajado. Cajado é coisa de pastor. O pastor é Jesus. Os doze participam da missão de Jesus, de cuidar do rebanho. O cajado representa a responsabilidade do pastor de cuidar das ovelhas (com o cajado, ele tange as mais lentas e segura as mais apressadas). Mas representa também o zelo que eles devem ter na defesa do rebanho (com o cajado, o pastor afugenta as feras do mato e enfrenta os larápios). Os doze são, então, os pastores do rebanho de Deus, nossos líderes religiosos. É por isso que os nossos bispos têm um báculo, imitando o cajado dos pastores. O báculo representa a responsabilidade que eles receberam de cuidar do povo de Deus como bons pastores e de defendê-lo de todas as ameaças (heresias, ideologias totalitárias, divisões, etc.).

Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado (Mc 6, 8).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
está dito no evangelho de hoje, que os doze partiram e fizeram três coisas: pregaram que todos se convertessem, expulsaram muitos demônios e curaram numerosos doentes. Realmente, tinham mesmo que levar o cajado, assim começaram a entender que são pastores do teu povo: organizam o rebanho, expulsam o mal e derrotam as doenças. Senhor, nós te bendizemos porque somos ovelhas do teu rebanho. E te pedimos que, com o teu Santo Espírito, sustentes os teus ministros em sua missão de ensino, de pastoreio e de santificação do rebanho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, hoje, pelo padre de sua comunidade. Faça uma prece pelo seu bispo, também.

Comunicando

Hoje, a família salesiana está agradecendo a Deus os 141 da presença dos salesianos no Brasil.  Amanhã, faço show na festa de N. Senhora do Carmo, no Recife. Terça-feira, Juazeiro do Norte celebra os 90 anos da morte do Padre Cícero. Quarta-feira, teremos o nosso Dia Missionário. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Vencendo o medo.



    13 de julho de 2024.     

Sábado da 14ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.     


Mt 10,24-33

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24“O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares!
26Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais.
32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

     Meditação.     


O que estou lhes dizendo ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados! (Mt 10, 27)

Estamos ainda no capítulo 10 de São Mateus, no Sermão de Jesus sobre a Missão. Neste capítulo, ele organiza a comunidade nomeando os doze apóstolos, explica em que consiste a missão, faz várias recomendações aos missionários e alerta sobre possíveis oposições ou perseguições. Na passagem de hoje, ele anima os enviados para que eles não se deixem vencer pelo medo.

Lendo todo o texto, encontramos por três vezes essa expressão de Jesus: “Não tenham medo”. Olha a exortação dele: ‘É certo que, se tentaram desqualificar o meu trabalho, claro, vão fazer o mesmo com o trabalho missionário de vocês. Mas, não tenham medo. O que está oculto um dia é descoberto. Mesmo da perseguição que pode levar à morte, tenham medo não. Temor só a Deus que tem realmente poder sobre vocês. Um pardal só é morto, com o consentimento do Pai. E vocês valem mais do que os pardais, então, não tenham medo’.

A lição, você já entendeu. O medo não pode paralisar o cristão e a sua comunidade diante das dificuldades. É preciso anunciar, evangelizar. O medo não pode nos deter. Foi o que Jesus disse: “O que lhes digo na escuridão, digam-no à luz do dia; o que vocês escutam ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados!”. Nossa missão é dar continuidade à missão de Jesus: amplificar sua palavra, alardear seus ensinamentos, proclamar em alto e bom som o seu evangelho. O receio de incompreensão, de oposição ou perseguição não nos podem deter na realização dessa sagrada missão. São Paulo chegou a escrever: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Isso vale pra gente também.

De fato, o medo é um dos elementos que logo aparece quando um cristão se dá conta que Deus o está convocando para a missão. E, ponhamos isso em nossa cabeça, nós todos estamos sendo convocados para a missão. Quando a gente começa a tomar consciência disso, aparece logo o medo de destoar no meio dos parentes e amigos, de ficar meio esquisito, de não ser mais bem visto, de ser criticado. Muito missionário em embrião já morre aí. A missão morre na sua mudez, na sua vergonha, no seu medo de ser criticado. Não é à toa que a exortação de Jesus termina hoje dizendo o seguinte: “Quem me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai”. Ih, a coisa complicou... Não tem jeito. O negócio é vencer o medo.




Guardando a mensagem

Este Capítulo 10 de São Mateus trata da missão, missão que Jesus entregou à sua comunidade e a cada membro dela, então, a nós também. Na passagem de hoje, há uma recomendação de Jesus que se repete três vezes: ‘Não tenham medo’. Não tenha medo das críticas, não tenha medo do que os outros vão achar, não tenha medo de oposição e cara feia. Dê o seu testemunho de adesão a Jesus na frente de qualquer um. Não tenha medo.

O que estou lhes dizendo ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados! (Mt 10, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos confiaste a missão, apesar de conheceres a nossa fraqueza. Confiaste em nós. Por isso, nos estimulas com esse triplo “Não tenham medo”. E por que não precisamos ter medo? Claro, porque estamos nas mãos de Deus, debaixo do seu poder e de sua proteção; porque é a verdade que nos libertará; porque tu estás conosco. Obrigado, Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você já pensou que suas palavras e suas atitudes influem na vida das pessoas que vivem ao seu lado? Claro, tanto positiva, como negativamente. O seu testemunho de fé pode levar alguém do seu convívio a viver com maior convicção a condição de cristão. Hoje, aparecendo uma oportunidade, não se omita, não se faça de indiferente, afirme sua fé em Jesus Cristo. Sem medo nenhum. Não se envergonhe de ser de Cristo.

Comunicando

Em sintonia com os festejos de N. Senhora do Carmo, eu tenho dois shows nos próximos dias. Nesta segunda-feira, dia 15, o show é no Pátio do Carmo, centro do Recife. No dia 26, o show é em Goiana, PE, em frente ao convento do Carmo. 


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Simples e espertos.


   12 de julho de 2024    

Sexta-feira da 14ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.     


Mt 10,16-23

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.
21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa de meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem.



     Meditação.     


Sejam, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas (Mt 10, 16)

Jesus começou anunciando o nome dos missionários. E prosseguiu com uma série de recomendações. Hoje, temos uma advertência sobre as dificuldades da missão. Missionários somos todos nós, discípulos do Senhor. A nós é confiada a missão, em vários graus e de várias formas. Então, as dificuldades mencionadas por Jesus, nós também vamos encontrar.

O conteúdo da missão nos foi indicado pelo Mestre: “No caminho, anunciem: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Anunciar com palavras e gestos que o Reino de Deus chegou para todos. Anúncio a ser concretizado em quatro tarefas. Curar os enfermos, isto é, restaurar a dignidade humana. Purificar os leprosos, isto é, proclamar o perdão dos pecados pela misericórdia de Deus. Ressuscitar os mortos, isto é, promover a vida. Expulsar os demônios, isto é, denunciar e vencer o mal que domina as pessoas. São essas as quatro tarefas pelas quais anunciamos a proximidade do Reino de Deus na vida das pessoas.

Essa missão comunicada aos doze apóstolos é a missão confiada a toda a Igreja, a todos os seguidores de Jesus. E a gente a realiza com nossa vida cristã, com nossas palavras e ações. E é esse ser cristão e anunciadores de Cristo no mundo que nos traz problemas, dificuldades, resistências, reações. É neste sentido que Jesus está nos dizendo: “envio vocês como ovelhas no meio de lobos”. O mundo, influenciado pelo poder do mal, não aceita facilmente a mensagem de Cristo. E podemos, como ovelhas no meio de lobos, ser presas fáceis da vaidade, do fascínio do poder e da riqueza, da pressão social, da lógica do mundo. Ou, permanecendo fiéis à nossa missão, podemos até sofrer todo tipo de incompreensão, de retaliação, de perseguição.

E Jesus completou: “Sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. A serpente do livro do Gênesis, a que levou Adão e Eva ao pecado, foi descrita como o mais astuto dos animais no Jardim do Éden. A conversa que ela teve com Eva, parecia afável e desinteressada... ela soube conduzir bem o diálogo, foi sabida. De verdade, a serpente não se apresenta de qualquer maneira, se esconde, se esquiva, parece planejar bem as suas ações. Talvez seja nesse sentido que Jesus disse: imitem a prudência da serpente ou seja a sua sabedoria. As pombas são criaturas doces, próximas, mansas... chegam pertinho pra comer o que a gente oferece. A orientação do Mestre foi, no exercício da missão que comporta sempre dificuldades, ter a prudência das serpentes e a simplicidade das pombas.




Guardando a mensagem

Jesus enviou os doze em missão. Com eles, todos nós somos enviados. A missão é proclamar a proximidade do Reino de Deus. Nós a realizamos pelo testemunho de vida, por ações e pelas palavras que proclamamos. As ações estão descritas simbolicamente em quatro tarefas: restaurar a dignidade humana, anunciar o perdão dos pecados, promover a vida e vencer o mal que domina as pessoas. Na realização desta missão, muitas dificuldades e perseguições podem nos aguardar. Assim, Jesus nos dá essa orientação: ‘tenham a mansidão das pombas e a sagacidade das serpentes’. A simplicidade e a esperteza. Ser simples, mas não ser bobo.

Sejam, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas (Mt 10, 16)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a descrição que fazes da pressão, das perseguições, dos julgamentos a que poderemos ser submetidos por causa de nossa fé nos assusta. Mas, tu nos tranquilizas de muitos modos. Sobretudo, nos garantes a assistência do Santo Espírito, que nos dará as palavras certas, que tomará a nossa defesa. Senhor, embora a missão não pareça fácil, queremos realizá-la com fidelidade e perseverança até o fim. Abençoa, Senhor, tantos irmãos e irmãos que, a serviço da missão, enfrentam oposições e dificuldades. Que eles ajam, e nós também, com a prudência das serpentes e a simplicidade das pombas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu diário espiritual (seu caderno de anotações), responda a esta pergunta: Em que eu estou precisando ser mais perseverante e fiel?

Comunicando

Em sintonia com os festejos de N. Senhora do Carmo, eu tenho dois shows nos próximos dias. Segunda-feira próxima, dia 15, o show é no Pátio do Carmo, centro do Recife. No dia 26, o show é em Goiana, PE, em frente ao convento do Carmo. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A missão depende de nossa confiança em Deus.


  11 de julho de 2024   

Dia de São Bento, abade


     Evangelho.     


Mt 10,7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!
9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.
12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14Se alguém não os receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo.


     Meditação.     


Não levem ouro nem prata, nem dinheiro nos seus cintos (Mt 10, 9)

Jesus enviou os seus discípulos em missão e lhes disse: “Em seu caminho, anunciem: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios”.

O envio dos doze apóstolos é uma página missionária da Igreja. Os doze representam a comunidade, a Igreja, comunidade que nasceu do trabalho missionário de Jesus. Essa referência aos doze mostra uma comunidade organizada, em continuidade com o povo do Antigo Testamento. A missão é de todo o povo de Deus, com seus líderes à frente. E o envio dos doze é para que anunciem o Reino de Deus. O Reino é o reinado de Deus em nossas vidas e em nosso mundo. O reinado de Deus supera e vence o reinado do mal, por isso os missionários recebem poder sobre o demônio e sobre a doença. A doença é a cara do sofrimento que o mal e a morte espalham.

O Reino é um dom, é a libertação da dominação do mal e da morte, para estarmos como filhos e filhas na comunhão com o Senhor nosso Deus. Não é o resultado de uma estratégia bem montada pelos missionários. Eles são simples instrumentos. É obra de Deus. Aliás, o Reino é de Deus e o que os enviados conseguem realizar é pela sua força, pelo seu poder. Por isso a recomendação: “Não levem ouro nem prata nem dinheiro nos seus cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão”.

Bastão ou cajado é um sinal de defesa e segurança. Devem renunciar a isso. Deus é sua segurança. Sacola representa a confiança nos bens, nos instrumentos. O Reino não é uma estratégia. É um dom. Também não devem levar ouro, nem prata, nem dinheiro. A missão não depende de dinheiro, depende do testemunho e do amor do missionário. É preciso confiar na Providência. Nem duas túnicas, duas mudas de roupa. A proteção necessária é a de Deus. Tudo isso é simbólico, para dizer: o missionário deve por sua confiança em Deus.

Toda a missão está resumida em quatro ações simbólicas: curar os doentes, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos, expulsar os demônios. São sinais da missão que Jesus compartilha conosco. Sinais que comunicam o amor de Deus que nos liberta. Curar, ressuscitar, purificar, livrar são palavras que traduzem cuidar dos mais pobres e sofridos, comunicar a vida de Deus que põe de pé os humilhados, conferir o perdão do Senhor aos pecadores, libertar as pessoas das garras do mal. A evangelização é o anúncio do Reino que chegou como vida nova, restauração, liberdade, salvação. 




Guardando a mensagem

A missão é de todos. E a missão é comunicar que o Reino de Deus chegou com Jesus. É sugerir às pessoas que abram o seu coração, abram as portas de suas vidas para acolhê-lo. O Reino de Deus ou o seu reinado é a vitória sobre o mal no mundo e o pecado, gerando uma família de filhos livres e amados. O Reino não é o resultado de uma intensa propaganda de massa. É um segredo facilmente captado pelos simples e humildes, ou melhor, revelado a eles por Deus. E não se implanta pela força ou pelo prestígio de alguém. Não somos um exército impondo uma nova ordem. O Reino supõe a liberdade. Se não abrirem as portas, o Reino não entra. Não é uma invasão. A gente só bate à porta, não a arromba. Por isso, o missionário precisa se despojar de qualquer pretensão de grandeza ou de segurança puramente humana.

Não levem ouro nem prata, nem dinheiro nos seus cintos (Mt 10, 9)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
demoramos a compreender que estamos sendo enviados em missão, que somos responsáveis pelo anúncio do Reino de Deus em nossa casa, no lugar onde trabalhamos, em nossos ambientes de convivência, em todos os setores da sociedade. Proclamar o Reino é testemunhar que fomos alcançados pelo amor de Deus, amor gratuito e misericordioso que se manifestou em ti, Senhor Jesus. Não é um produto destinado a ser um sucesso de vendas. É uma boa notícia que muda a nossa vida, e dela, somos apenas portadores e testemunhas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Em seu momento de oração, hoje, reze por todas as lideranças da Igreja: catequistas, animadores, ministros ordenados, missionários, educadores, comunicadores cristãos. Que você, eu e todos nós sejamos missionários do jeito que Jesus mandou no evangelho de hoje.

Comunicando

Sendo hoje quinta-feira, celebro a Santa Missa às 11 horas, nas suas intenções. E você pode participar conosco pelo Youtube ou pela Rádio Amanhecer. Aproveite para colocar a sua intenção no link que estou lhe enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Temos uma boa notícia para lhe dar.




   09 de julho de 2024   

Quarta-feira da 14ª Semana do Tempo Comum




     Evangelho     


Mt 10,1-7

Naquele tempo, 1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus.
5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.



     Meditação.     


No caminho, vocês anunciem: O Reino dos céus está próximo! (Mt 10, 5)

Jesus chamou os doze, deu-lhes poder sobre a doença e sobre o mal e os enviou em missão. Entre outras coisas, recomendou que avisassem ao povo que o Reino estava próximo. O evangelista Mateus, por escrever seu evangelho entre comunidades formadas por judeus, evita dizer o nome “Deus”, substituindo-o por “céus”. Reino dos céus. Doze é uma representação do povo de Deus e de sua organização, de sua liderança. O povo do Antigo Testamento era o povo das doze tribos, dos doze patriarcas. A escolha e o envio de doze líderes mostra a intenção de Jesus: ele está construindo um novo momento do povo de Deus, o povo que estará unido a Deus pela nova e eterna aliança.

Jesus dá várias instruções aos doze. De uma forma ativa, eles se associam à missão de Jesus. E a missão de Jesus está descrita um pouco antes, no final do capítulo 9: Jesus vendo as multidões, se compadeceu delas e as ensinava, pregando o Reino de Deus e curando as suas enfermidades. Compadecia-se de sua situação e lhes anunciava o Reino de Deus que chegara com ele para liberdade e salvação de todos. Eles deviam anunciar que o Reino estava próximo, isto é, aproximou-se, chegou para eles. O Reino é Deus nos salvando em Cristo. Assim, os apóstolos pelo caminho devem avisar ao povo essa novidade, com palavras, mas também com gestos e ações onde se reconheça que Deus está agindo em favor do seu povo sofredor. O Reino é Deus nos libertando. É isso que está sinalizado nas curas de enfermidades e expulsões de espíritos impuros.

Meditando o evangelho, nos damos conta do amor de Deus que vem nos encontrar, da presença de Jesus que continua nos buscando e nos encontrando nos caminho de nossa vida e de nossa história. Nossa tarefa é também avisar a todos que o Reino do amor de Deus chegou, vencendo o ódio, a dor, o pecado. Esse é a boa nova, o evangelho a ser anunciado; a grande novidade a ser comunicada.





Guardando a mensagem

A missão de Jesus é anunciar o Reino de Deus. O Reino de Deus é o próprio Jesus entre nós, nos libertando. Ele anuncia o Reino com a pregação, mas também o concretiza com ações pelas quais as pessoas estão sendo resgatadas da doença, da exclusão, da dominação do mal, do pecado. Escolhendo e enviando doze em missão, Jesus está visivelmente construindo um novo momento de organização do povo eleito em aliança com Deus. A missão dos doze, como a de Jesus, é anunciar a proximidade do Reino. O Reino, por meio de Jesus, se aproximou de nós, está bem pertinho, agora é só a gente abrir as portas para acolhê-lo; as portas do coração, de nossa vida familiar, de nossa vida em sociedade.

No caminho, vocês anunciem: O Reino dos céus está próximo! (Mt 10, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
mandaste os doze anunciar ao povo, pelo caminho, que “o Reino de Deus está próximo”, que o céu se aproximou para resgatar e sarar toda ferida. A nós que vivemos imersos em um mundo materialista, esta palavra nos consola: Deus não nos esqueceu, ele vem ao nosso encontro, com o seu Reino. Concede-nos, Senhor, que não percamos o horizonte da vida eterna, mesmo carregando os fardos de nossa existência, às voltas com as tarefas de cada dia. Que no corre-corre de nossa vida, permaneça sempre no nosso coração esse sentido do teu Reino, reino de amor e justiça que começa aqui, mas só se realiza plenamente na eternidade. Dá-nos, Senhor, viver lembrados e embalados por essa verdade do teu amor: o Reino está próximo, está pertinho de cada um. É só abrir a porta do coração e deixar-te entrar. Tu anuncias o Reino, tu fazes o Reino de Deus acontecer entre nós com tua palavra e teu poder restaurador. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Repita várias vezes, durante o dia de hoje, aquela palavrinha do Pai Nosso: “Venha a nós o vosso Reino”.

Comunicando

Quarta-feira, hoje. Dia de responder à Pergunta da Semana: O que você achou de mais interessante no capítulo 16? Estamos estudando o Profeta Ezequiel na Segunda Bíblica. A resposta você põe no grupo que está participando. Se não estiver em nenhum grupo, faça contato pelo nosso whatsapp 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 





A evangelização cura as pessoas de sua mudez.

 


 09 de julho de 2024.   

Dia de Santa Paulina

     Evangelho.    


Mt 9,32-38

Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

     Meditação.    


Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar (Mt 9, 33)

Você é um cidadão. Você é uma cidadã. Coisa muito boa, parabéns. Mas, é um cidadão que participa ou que apenas assiste o que está acontecendo? Olha que aqui vai uma grande diferença, não é verdade? Há cidadãos que acompanham o movimento da sociedade, formam sua opinião, discutem, dão palpite... de alguma forma, participam. E há cidadãos que estão por fora, estão à margem, não se sentem em condições de dar sua opinião. Estão mudos, silenciosos. Não participam. Você conhece pessoas assim?

Por que será que há pessoas assim, mudas, num país democrático e numa Igreja de comunidades? Talvez o país não seja tão democrático assim. E a Igreja não esteja assim tão comunitária. O fato é este e é grave: há pessoas deixadas à margem, sem efetiva participação, que não têm opinião para dar ou que apenas repetem a visão dos grupos econômicos detentores dos grandes veículos de comunicação.

Esse problema, com certeza, havia no tempo de Jesus. Gente calada, silenciada por uma educação autoritária ou por uma situação política repressora. Gente acostumada a viver à margem, desconsiderada, só contada para os impostos, mas sem nenhuma participação e envolvimento na vida do país. 

No evangelho de hoje, está dito que Jesus, vendo o seu povo, compadeceu-se dele, vendo, naquela gente cansada e abatida, ovelhas sem pastor. E por onde ele andasse – povoados, cidades, sinagogas – ensinava, pregava o evangelho do Reino e curava todo tipo de doença e enfermidade. As curas eram uma forma de concretização do efeito da pregação. A Palavra de Deus resgata a dignidade da pessoa, acorda a sua condição de filho de Deus, devolve sua condição de protagonista de sua própria história. Boa parte das doenças se alimenta do abatimento das pessoas, de sua permanente humilhação, de sua falta de horizonte. Jesus, com a força divina, anunciava o amor de Deus, libertando, curando, expulsando o mal da vida das pessoas.

E é aí que entra a história do homem mudo que apresentaram a Jesus. Como eles entendiam, estava mudo porque estava possuído por um demônio. Justo. Povo calado, silencioso, sem opinião sobre nada de importante só pode mesmo estar possuído por uma força maligna que o impede de se sentir e de se expressar como filho de Deus, como cidadão participante e informado, capaz de dizer sua palavra sobre o mundo. Quando o demônio foi expulso, ele começou a falar.

É isso que ocorre com a pregação do Evangelho, o amor de Deus comunicado pela presença de Jesus... os que estão à margem são chamados para o centro; aos que não estão enxergando, os cegos, é dada a luz da fé; os que estão possuídos pelo mal, pela doença, experimentam o poder libertador de Deus. O mudo começa a falar... o cidadão passivo começa a participar.




Guardando a mensagem

Apresentaram um mudo a Jesus. Quase sempre a doença era explicada pela dominação de um mau espírito. Jesus expulsou o demônio e o mudo começou a falar. Em nossa sociedade, há um grande número de cidadãos mudos, silenciosos, à margem dos processos sociais. A verdadeira evangelização liberta essas pessoas de sua mudez, fazendo delas cidadãos participantes na sociedade e na Igreja.

Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar (Mt 9, 33)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ficamos felizes quando percebemos que a pregação da Palavra de Deus está gerando cristãos conscientes, responsáveis e participativos na vida da Igreja.  Ficamos felizes quando percebemos que cidadãos antes passivos, desconsiderados, começam a ter sua opinião, a se sentir envolvidos e participantes nos processos. É assim que tu continuas curando os mudos, libertando-os das correntes da dominação do mal. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Talvez hoje se apresente uma situação em que você precise emitir sua opinião. Faça um esforço para participar. Participando, a gente contribui, esclarece, aprende, forma opinião. A evangelização cura as pessoas de sua mudez.

Comunicando

Parece que você não acompanhou o encontro bíblico de ontem. Foi um estudo precioso sobre o capítulo 15 do  livro do Profeta Ezequiel. Claro, você pode vê-lo hoje ou a qualquer momento. O encontro ficou gravado no Youtube. Quer um conselho? não perca essa oportunidade de conhecer mais a palavra de Deus. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Postagem em destaque

Venham a mim.

   18 de julho de 2024.   Quinta-feira da 15ª Semana do Tempo Comum    Evangelho.    Mt 11,28-30 Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e diss...

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