BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O elogio.



   10 de outubro de 2026.   

Sábado do 27ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   


Lc 11,27-28

Naquele tempo, 27enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. 28Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

   Meditação   


Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram (Lc 11, 27)

O elogio da mulher foi maravilhoso. Ela gritou alto no meio da multidão. “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Ela louvou a mãe daquele profeta maravilhoso, Jesus, ali presente, encantando as pessoas com sua pregação e seus milagres. Parece ser essa uma forma comum no povo do Oriente de saudar assim uma pessoa muito querida e importante. Na verdade, é sempre assim em qualquer lugar: quer homenagear o filho, honre a sua mãe, não é verdade? A mulher louvou Jesus, por meio de sua mãe que o gerou e o amamentou.

E olha que esse detalhe da amamentação é uma coisa muito especial. Hoje, se sabe que o período da amamentação de uma criança é um tempo de grande influência na vida daquele ser humano. Amamentar é um ato em continuidade com a gestação, garantindo desenvolvimento físico, social e mental da criança. Da criança e da mãe também.

Na mesma linha, Izabel tinha feito o seu elogio. Nós, inclusive, continuamos a honrar a mãe do Salvador com suas palavras: “Bendito o fruto do teu ventre”. Izabel, cheia do Espírito Santo, louvou o fruto do ventre de Maria, louvou o filho, Jesus. Mesmo louvando quem foi gerado, não esqueceu a mãe, mencionando apropriadamente o seu ventre, o seu útero.

Jesus aproveitou o elogio da mulher à maternidade de Maria, que o gerou, para elevar ainda mais a louvação à sua mãe. Mais feliz ainda é ela por “ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática”. Maria gerou o filho e o amamentou em atenção à palavra de Deus que o anjo lhe transmitira. Sua maternidade, antes de tudo, é obediência a Deus, realização de sua vontade. Nesse sentido, ela é um exemplo para todos os seguidores de Jesus. Todos podem participar de sua bem-aventurança: “ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática”.




Guardando a mensagem

O elogio que a mulher fez, no meio da multidão, a Jesus foi cheio de sensibilidade. Ela o honrou, louvando sua mãe que o gerou e o amamentou. Hoje, a ciência conhece a importância que tem os nove meses de gestação e o tempo de amamentação para a vida de um ser humano. É um tempo sagrado em que a vida desabrocha como um verdadeiro milagre. Jesus completou o elogio que a mulher fez à sua mãe. ‘Muito mais feliz é ela por ter ouvido a palavra de Deus e tê-la praticado’. De verdade, a maternidade de Maria é fruto de sua obediência à vontade de Deus. Essa é a sua verdadeira bem-aventurança. Nós também participamos dessa bem-aventurança de Maria, na medida em que também realizarmos em nossa vida a Palavra do Senhor.

Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram (Lc 11, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
estamos no mês do Rosário. Nessa oração tão simples e tão popular que é o Terço, meditamos, todos os dias, os mistérios de tua vida e de tua páscoa. E ao contemplarmos os passos de tua encarnação, pregação, paixão, morte e ressurreição, reconhecemos a presença amorosa e fiel de tua santa Mãe ao teu lado, fortalecendo tua obediência com a sua, sustentando tua missão com a sua incessante oração. E, com a tua volta ao Pai, ela continua cuidando da nova família que nasceu aos pés da tua cruz, o povo redimido pelo teu sacrifício redentor. Senhor, que nós a amemos sempre mais e a honremos como nossa mãe e modelo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O dia de hoje está cheio de estímulos para você rezar o Terço Mariano. Faça isso como uma ressonância do evangelho de hoje.

Comunicando

Você, associado da AMA, se ainda não recebeu, vai receber nos próximos dias a Cartinha do último trimestre do ano. Na comunicação, falo de dois compromissos deste final de ano: a bênção das instalações de nossa Rádio Amanhecer FM e a gravação do Musical de final de ano para a televisão. Destaco também duas atividades voltadas para os associados no início de.  2027: a Capelinha de N. Senhora Auxiliadora e o Retiro de Carnaval.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Oposição a Jesus.


   09 de outubro de 2026.   

Sexta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Lc 11,15-26

Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”.
16Outros, para tentar Jesus, pediram-lhe um sinal do céu. 17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “11 de 18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus.
21Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou.
23Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. 24Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. 25Quando ele chega encontra a casa varrida e arrumada. 26Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”.

   Meditação.   


Todo reino dividido contra si mesmo será destruído (Lc 11, 17).

Jesus está realizando a sua missão. Qual é a missão de Jesus? Anunciar o Reino de Deus entre nós, aproximar as pessoas de Deus, refazer a aliança de Deus como o seu povo, salvar a humanidade que se separou do Criador pelo pecado. Esses são modos como tentamos explicar a missão de Jesus. Nós o vemos no seu trabalho redentor: anunciando o amor de Deus, convidando as pessoas à conversão, perdoando os pecadores, libertando pessoas da dominação do mal.

Que os demônios se opusessem a Jesus, isso a gente entende. Que os grupos privilegiados de Jerusalém o odiassem, até dá para entender. Mas, que pessoas religiosas, praticantes da Lei, se indispusessem contra Jesus, a ponto de o difamarem, tentando desmoralizá-lo ou até tramando a sua prisão, isto nos deixa perplexos. Pois, foi o que aconteceu. No evangelho de hoje, vê-se como eles começaram a espalhar que Jesus expulsava demônios com a autoridade do próprio satanás. Olha que jogo baixo: espalhar que Jesus agia em nome do diabo. Haja paciência! Era gente de má vontade procurando desqualificar a vitória de Jesus sobre o mal. Agora, o pior é que se tratava de gente muito religiosa.

Jesus chamou para a lógica. Se for assim, se o mal estiver combatendo contra si mesmo, diabo contra diabo, então estão realmente perdidos, pois ‘todo reino dividido contra si mesmo será destruído’, acaba se esfacelando, se autodestruindo. Não tem a menor lógica. Mas, essa palavra de Jesus também poderia ser entendida a respeito dos seus opositores. Esse grupo de gente maldosa estava cavando o buraco para o seu próprio povo. Se eles ficassem contra Jesus, fazendo propaganda contra ele, dividindo o povo, causando desunião... qual seria o fim do seu povo? “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído”. De fato, 40 anos depois da morte de Jesus, houve uma guerra dos romanos contra os judeus e não ficou pedra sobre pedra. O povo hebreu perdeu tudo. Um reino dividido não prospera.

O que Jesus diz no evangelho de hoje nos espanta. Ele tão tolerante, um dia não quis que os discípulos proibissem alguém que pregava e curava em seu nome sem pertencer ao grupo deles. Deixa, ele disse, “quem não está contra nós, está a nosso favor”. Mas, no evangelho de hoje, ele diz, a respeito dos que o estavam difamando: “Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa”. Disse tudo.




Guardando a mensagem

Jesus, no exercício do seu ministério, encontrou muita oposição. Oposição das elites e de muitas lideranças populares, como foi o caso dos fariseus. Foi acusado de muita coisa. Uma dessas acusações dizia que ele agia em aliança com Satanás. Coisa triste, gente dividindo o povo. A difamação, as falsas acusações geram desconfiança e divisão na comunidade cristã. Hoje, com as redes sociais, é muito fácil falar mal de uma pessoa, difamá-la, destruir a sua imagem. E tem muita gente ruim interessada em desmoralizar a Igreja e sua opção pelos pobres. Não repasse acusações maldosas contra a Igreja, o Papa, os ministros sagrados.  Trabalhe pela comunhão, pela unidade.

Todo reino dividido contra si mesmo será destruído (Lc 11, 17).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos chamas a reconhecer o Reino de Deus que chegou com tua presença, com tua palavra, com tua ação. Disseste: “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vocês o Reino de Deus”. Cremos em ti, Senhor, e não queremos apenas usufruir de tua graça e de teus dons. Queremos também estar ao teu lado, tomar tua defesa, quando maldosos continuarem te difamando ou te injuriando em tua Igreja, em teus ministros, em nossas pastorais. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A unidade da Igreja não é só uma construção humana. É, sobretudo, dom do Espírito Santo que nos une a Cristo, cabeça do corpo, e a todos os membros. Hoje, reze pela unidade de todos os que estão unidos a Cristo pela fé e pelo batismo.

Comunicando

No próximo dia 20, parte a nossa peregrinação "Nos passos de Paulo apóstolo", visitando os lugares de sua evangelização na Turquia, Grécia e Itália. Um grupo parte do Recife. Outro, de Guarulhos. Hoje, à tarde, teremos reunião presencial dos peregrinos mais próximos do Recife, para a entrega do Kit da viagem. Na próxima quarta-feira, dia 14, teremos a última reunião geral on-line com todos os peregrinos. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Peçam e receberão.


  08 de outubro de 2026.  

Quinta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho  



Lc 11,5-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’,7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”



  Meditação.  


Peçam e receberão. Busquem e acharão. Batam e lhes será aberto (Lc 11, 9)

Pois, quem pede, recebe; quem procura, encontra; e para quem bate, se abrirá.


Quando rezamos, costumamos pedir muito. E nem sempre sabemos pedir bem. O ensinamento de Jesus, hoje, vem em nosso auxílio. É certo que a nossa oração não pode ser só “de pedidos”, precisa ser também de louvação, de reparação e, sobretudo, de escuta da palavra de Deus. Mas, podemos pedir também. Neste caso, é bom aprender com ele.

No “Pai nosso”, que vem um pouco antes desse texto do Evangelho que estamos meditando, Jesus ensinou que a primeira coisa a pedir, na oração, é a glorificação do nome de Deus e a realização de sua vontade: “Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino”. Depois vêm os pedidos, a começar pelo pão de cada dia, mas também o pedido de perdão pelos nossos pecados e a vitória sobre a tentação. No pedido do “pão de cada dia” está tudo o que é necessário para nossa sobrevivência com dignidade: o trabalho, a saúde, a superação dos problemas que ameaçam nossa integridade e nossa paz.

“Peçam, e receberão. Busquem, e acharão. Batam, e lhes será aberto”. É um convite a pedirmos a Deus com humildade, com confiança, com perseverança.

Peçam e receberão. Pedir é coisa de quem precisa. Quem precisa, pede. Assim, exercita a humildade. Está na condição de necessitado, reconhece que precisa do outro, que precisa de Deus. Pede, não manda. E está pedindo, não está cobrando. É um exercício de humildade.

Busquem e acharão. A gente busca, porque sabe que pode encontrar, e que pode receber. É um ato de confiança. O pedido, na oração, nos pede confiança. Pedimos a Deus porque confiamos nele, seguros que ele pode nos conceder, certos de que ele vai nos dar o que pedimos. Sabemos que não temos merecimento para alcançar o que pedimos, mas confiamos na sua misericórdia, no seu amor. Confiamos.

Batam e lhes será aberto. Na história que Jesus contou do homem que bateu à porta do amigo, tarde da noite, pedindo pão, aparece claramente a necessidade de perseverança. Se não for atendido por amizade, será por insistência, pela importunação, como no caso da história. Perseverar, insistir é uma forma de mostrar que realmente damos importância ao que estamos pedindo.





Guardando a mensagem

Jesus está nos ensinando a rezar bem. Se vamos pedir, é preciso fazê-lo com humildade (“Quem pede, recebe”), com confiança (“Quem procura, acha”), e com perseverança (“A quem bate, lhe será aberto”). Humildade, confiança, perseverança. É assim que deve ser nossa oração de pedido a Deus.

Peçam e receberão. Busquem e acharão. Batam e lhes será aberto ( Lc 11, 9)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
aprendemos contigo a louvar o Pai pelo seu imenso amor, a bendizê-lo por tudo que ele nos concede. E também pedir o pão de cada dia, o perdão dos nossos pecados e a libertação do mal. Pedir é o que nós mais sabemos fazer quando rezamos. Hoje, tu nos dás orientações importantes para nossa oração de pedido. Ajuda-nos, Senhor, com o teu Santo Espírito a pedir com humildade, com confiança e com perseverança. Sendo uma coisa boa para nós, para nosso crescimento humano e espiritual, seremos atendidos, sobretudo se pedirmos em teu nome. Obrigado, Jesus. Tu és o nosso Mestre e Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


O terço mariano, também chamado de rosário, é uma oração de louvor, de meditação e de intercessão. Todos os dias às 18 horas, rezamos o terço em rede em mais de 20 emissoras de rádio. Não havendo rádio nos transmitindo por aí, vá na lojinha de aplicativos do seu celular e baixe "Rádio Amanhecer". Você vai se surpreender!

Comunicando

Como todas as quintas-feiras, hoje, celebramos a Santa Missa nas suas intenções, às 11 horas. Estando livre nesse horário, acompanhe pelo nosso canal do Youtube ou pelo Rádio. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Com essa arma, Deus está reformando o mundo.


   07 de outubro de 2026  3

Memória de Nossa Senhora do Rosário 

   Evangelho.  


Lc 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

   Meditação.  


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28).

Hoje é o Dia de Nossa Senhora do Rosário. O grande propagador da devoção ao Santo Rosário é São Domingos de Gusmão. Em 1214, ele estava em Toulusse na França, em oração e penitência pelos pecadores, quando lhe apareceu a Virgem Maria. Ela lhe falou da importância da saudação angélica (a saudação que o anjo Gabriel lhe fez). Ela disse que com essa arma, Deus estava reformando o mundo. Nessa experiência mística, Domingos recebeu o rosário das mãos de Maria e a recomendação de divulgá-lo.

A Ave Maria é uma oração que está permanentemente em nossos lábios. E há até quem a identifique com uma oração infantil, tão simples nos parece e tão curta se apresenta. No terço, nós a repetimos pelo menos 50 vezes. É possível que a rotina acabe esvaziando o profundo significado dessa bela prece.

Uma breve oração, é verdade, mas que retoma as palavras do anjo Gabriel, de Izabel, do Concílio de Éfeso e da piedade popular. Quatro autores numa obra que foi se cristalizando ao longo dos séculos.

O que dizemos na Ave Maria? Começamos saudando a Virgem: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”. Foi o anjo Gabriel que disse isso: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. Gabriel veio da parte de Deus com uma mensagem especial. Séculos antes de Gabriel aparecer, o profeta Sofonias tinha levado uma mensagem ao povo de Deus, no meio de um grande sofrimento: “Alegra-te, filha de Sião. O Senhor está em teu meio”. A filha de Sião é a comunidade fiel que aguarda a realização das promessas de Deus, um tempo de liberdade e de paz. Maria é a filha de Sião. As promessas de Deus estão se cumprindo para o seu povo.

Gabriel a saudou como “cheia de graça”, plena da graça de Deus. São Paulo explicou, na carta aos Efésios, que Deus quis, em Cristo, nos cumular de todas as bênçãos espirituais (Cf. Ef 1, 3). E que, antes da criação do mundo, ele já nos tinha predestinado a sermos seus filhos adotivos, para o louvor de sua graça. E que isso foi possível porque Jesus remiu os nossos pecados.

Dizendo a Maria que ela estava “cheia da graça de Deus”, o anjo Gabriel estava dizendo que Deus a cumulou de toda bênção, da plenitude de sua graça. E, se por causa de Jesus, antes da criação do mundo, Deus já nos tinha predestinado a ter a sua graça em abundância como seus filhos, o mesmo fez com Maria. E o fez bem mais. Como nos explica a Igreja, no dogma da imaculada conceição, em vista dos merecimentos de Cristo, Deus a preservou da herança do pecado original, do qual todos nós participamos. E assim, sem vínculo com o pecado, ela pode conceber o santo filho do Altíssimo, que já era um com ele, desde toda a eternidade.

Saudando Maria como cheia de graça, estamos celebrando o plano de salvação de Deus, o seu imenso amor por nós que o levou a enviar o seu amado filho para assumir nossa condição humana, remir os nossos pecados e ser o nosso guia e pastor em nossa peregrinação terrena.




Guardando a mensagem

Não, a Ave Maria não é só um louvor a Maria. É, antes de mais nada, um louvor a Deus, à sua intervenção na história em nosso favor. No seu canto, Maria reconheceu isso, cantando as misericórdias de Deus em sua vida e na vida do seu povo.

Não, a Ave Maria não é uma oração infantil. É um louvor a Deus que cumulou uma mulher de toda graça, antecipando para ela os merecimentos que o Salvador conquistaria na cruz em favor de todos nós, unindo-a a si como sua filha mais querida e mãe do seu eterno filho.

Não, a Ave Maria não é uma oração enfadonha e repetitiva. É a proclamação da nossa redenção que chegou pela encarnação do Verbo no seio virginal de Maria, como iniciativa de Deus e da resposta de fé humilde e generosa de sua serva.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a cena da anunciação enche o nosso coração de alegria. Nela, nós vemos um Deus misericordioso e fiel que, pensando em nós com tanto carinho, escolheu uma mãe para ti, cumulando-a da plenitude de sua graça, em vista da reconciliação que nos alcançarias na tua entrega na cruz. Como disse um dos antigos padres da Igreja, assim ela se tornou filha do redentor, antes mesmo de ser sua mãe. Na anunciação, nós vemos, Jesus, uma jovem santificada pela graça de Deus, toda em comunhão com o Criador, que responsavelmente quis saber como seria possível ser mãe virgem e, cheia de fé, disse um “sim” generoso, com a humildade de serva do Senhor. Na anunciação, vemos, Jesus, a tua própria entrada neste mundo, na tua encarnação. E nesta tua vinda, igualmente contemplamos tua obediência filial, como nos diz a carta aos Hebreus: vieste, com alegria, fazer a vontade do nosso Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra
 
Neste dia de Nossa Senhora do Rosário, faça todo esforço para rezar o Terço, hoje meditando os mistérios gloriosos. Desejando rezar o terço com a AMA e com a rede de rádios que o transmite, baixe no seu celular o aplicativo da Rádio Amanhecer. O terço começa às 18 horas.

Comunicando

Eu já partilhei com vocês que estamos trabalhando na implantação de uma nova rádio católica, a Rádio Amanhecer FM, no município de Bezerros, a 107 km de Recife. Nesta oportunidade, quero agradecer aos associados da AMA e aos padrinhos da emissora pelo esforço de fidelidade a este nosso compromisso missionário. Comunico que está mantida a data de 15 de dezembro para a bênção das instalações da nova emissora.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Você também vai com Jesus?



  06 de outubro de 2026  

Terça-feira da 27ª Semana do Tempo Comum



  Evangelho  


Lc 10,38-42

Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra.
40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!”
41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.




  Evangelho.  


Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas (Lc 10, 41)

Um belo
dia para darmos uma volta com Jesus. Uma volta, não. Vamos acompanhá-lo na sua caminhada. Ele está indo para Jerusalém. Com ele, vão seus discípulos e um grupo de discípulas. E nós também, que já estamos caminhando com eles. Vamos devagar, pra ninguém ficar pra trás. Chegamos ao povoado de Betânia. Hora de descansar um pouco. A chegada de Jesus é motivo de alvoroço no povoado, claro. Uma família oferece hospedagem. O evangelho não diz se todo o grupo ficou hospedado ali ou se ficaram em várias casas. Mas, nós vamos ficar com ele, pra gente não perder nada, claro.

A casa é da família dos irmãos Marta, Maria e Lázaro. Pelo jeito, Jesus já é conhecido e se ainda não for amigo deles, pode contar, vão ficar muito próximos. Marta é a irmã mais velha, a dona de casa. E ela recebe Jesus, com muita alegria. Jesus entra. Nós também. Toma água. Pergunta pelo amigo Lázaro. Está em viagem. Senta-se. As coisas vão voltando ao normal. Claro, tem sempre alguém do povoado passando pra conferir. Muita gente quer ver Jesus de perto. Maria, a irmã de Marta, está ao lado de Jesus. E senta-se aos seus pés, como outros discípulos também. Esse negócio de se sentar no chão, pertinho do Mestre, era uma coisa comum. O apóstolo Paulo, por exemplo, que foi aluno de um famoso professor da Lei chamado Gamaliel, conta que se sentava aos pés do seu mestre para aprender os seus ensinamentos. Você não quer se sentar também aos pés de Jesus? Fique à vontade.

Jesus começa a conversar sobre as coisas de Deus, sobre o Reino. Fala com uma voz mansa, gostosa de se ouvir. Conta histórias, os discípulos riem... E Maria, ali, sentadinha aos pés do mestre, escutando suas palavras. Nós também. Que momento lindo! E onde anda Marta, a irmã mais velha, a dona da casa? Pela batidas das panelas, está na cozinha preparando a refeição. Ajeita uma coisa, ajeita outra. Mexe uma panela, lava um prato, tira um negócio do armário. Vai pra lá, vai pra cá, toda preocupada. Quer fazer o melhor e tem pressa. Pra Jesus, o melhor.

E Jesus contando suas histórias, conversando coisas tão simples e tão profundas... Lá vem Marta, interrompendo a conversa. Cara de aborrecida, avental azul claro, com o pano de prato na mão. Reclamou da irmã e de Jesus também, ao que parece. “Senhor, tu não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço?”. Eita! Deu aquele silêncio... Jesus respirou fundo... “Marta, Marta, tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma coisa só é necessária”. E disse mais alguma coisa como “Maria escolheu a coisa melhor. Não vamos tirar isso dela”.

Marta voltou pra cozinha, pensativa. E a conversa continuou na sala, até que chegou a hora da refeição.

Há uma grande diferença quando você se hospeda num hotel ou numa casa de amigos. No hotel, fazem tudo pra você: carregam sua mala, entregam a chave do apartamento, informam a que horas abre o restaurante. São gentis e educados. E lhe deixam só. Em casa de amigos, você é recebido com um abraço, servem logo um cafezinho, querem saber como você vai, tomam a refeição com você e mal lhe deixam descansar um pouco no quarto, pois vêm logo perguntar se está precisando de alguma coisa. Não fazem apenas coisas pra você, dão atenção a você, estão com você. É muito diferente.




Guardando a mensagem

Marta estava fazendo coisas pra Jesus, preparando a refeição, a mesa, a louça. Maria estava com Jesus, conversando com ele, ouvindo suas palavras. Discípulo não é quem faz coisas pra Jesus, mesmo que sejam coisas boas e necessárias: participar no dízimo, limpar a capela, participar da campanha para os pobres. Coisas boas, necessárias. Discípulo é quem está com Jesus, ouvindo sua palavra, conversando com ele, aprendendo a viver com ele. É isso que dá sentido a tudo o mais.

Jesus não reclamou que Marta não estivesse também sentada escutando suas palavras. Disse que ela estava preocupada, ansiosa demais, agitada por muitas coisas. A coisa mais necessária seria prestar atenção ao seu hóspede, estar com ele, não apenas fazer coisas para ele.

Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas (Lc 10, 41)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós temos alguma coisa de Marta e de Maria. Como elas, nós te acolhemos em nossa vida, em nossa casa. Às vezes, ficamos tão ocupados com coisas a fazer, que te esquecemos na sala. Andamos ansiosos, preocupados, tensos demais com as responsabilidades da vida e perdemos de estar ao teu lado, colocando-te no centro de nossa existência e aprendendo contigo o sentido de tudo o que fazemos. Tens razão. Sem darmos atenção e prioridade à escuta da Palavra e à Oração, nos perdemos no corre-corre da vida, dos afazeres da casa, em nossos empenhos profissionais. Senhor, queremos estar contigo, como Maria. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Do seu dia de 24 horas, quanto tempo você reserva para estar com o Senhor? Você tem muitas coisas pra fazer, mas uma só é fundamental. 

Comunicando

Conseguiu acompanhar a Segunda Bíblica de ontem? Sempre me encanta o interesse de tanta gente pelo livro da Palavra de Deus. 

Nos próximos dias, celebro nos Festejos de N. Senhora do Rosário ou N. Sra. Aparecida, em Camutanga (amanhã, quarta), Gravatá (Capela N. Sra. Aparecida, no sábado) e Caruaru (na terça, dia 13). 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

domingo, 4 de outubro de 2026

O bom samaritano é você!


  05 de outubro de 2026.   

Segunda-feira da 27ª Semana do Tempo Comum

Dia de São Benedito 
e Santa Faustina Kowalska


   Evangelho.   


Lc 10,25-37

Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”
28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu na mão de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.
31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.
32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.
33Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.
E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

   Meditação.  


Então Jesus lhe disse: “Vá e faça a mesma coisa” (Lc 10, 37)

O evangelho nos conta, hoje, a parábola do bom samaritano.  Na encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e a amizade social, 
o Papa Francisco dedicou um capítulo inteiro precisamente à parábola do bom samaritano. Assim, demos hoje a palavra ao nosso saudoso pontífice.

“Conta Jesus que havia um homem ferido, estendido por terra no caminho, que fora assaltado. Passaram vários ao seu lado, mas… foram-se, não pararam. Eram pessoas com funções importantes na sociedade, que não tinham no coração o amor pelo bem comum. Não foram capazes de perder uns minutos para cuidar do ferido ou, pelo menos, procurar ajuda. Um parou, ofereceu-lhe proximidade, curou-o com as próprias mãos, pôs também dinheiro do seu bolso e ocupou-se dele. Sobretudo deu-lhe algo que, neste mundo apressado, regateamos tanto: deu-lhe o seu tempo. Tinha certamente os seus planos para aproveitar aquele dia a bem das suas necessidades, compromissos ou desejos. Mas conseguiu deixar tudo de lado à vista do ferido e, sem o conhecer, considerou-o digno de lhe dedicar o seu tempo.

Com quem te identificas? É uma pergunta sem rodeios, direta e determinante: a qual deles te assemelhas? Precisamos reconhecer a tentação que nos cerca de nos desinteressar pelos outros, especialmente dos mais frágeis. Digamos que crescemos em muitos aspectos, mas somos analfabetos no acompanhar, cuidar e sustentar os mais frágeis e vulneráveis das nossas sociedades desenvolvidas. Habituamo-nos a olhar para o outro lado, passar à margem, ignorar as situações até elas nos caírem diretamente em cima.

Assaltam uma pessoa na rua, e muitos fogem como se não tivessem visto nada. Sucede muitas vezes que pessoas atropelam alguém com o seu carro e fogem. Pensam só em evitar problemas; não importa se um ser humano morre por sua culpa. Mas estes são sinais dum estilo de vida generalizado, que se manifesta de várias maneiras, porventura mais sutis. Além disso, como estamos todos muito concentrados nas nossas necessidades, ver alguém que está mal incomoda-nos, perturba-nos, porque não queremos perder tempo por culpa dos problemas alheios. São sintomas duma sociedade enferma, pois procura construir-se de costas para o sofrimento.

É melhor não cair nesta miséria. Fixemos o modelo do bom samaritano. É um texto que nos convida a fazer ressurgir a nossa vocação de cidadãos do próprio país e do mundo inteiro, construtores dum novo vínculo social. Embora esteja inscrito como lei fundamental do nosso ser, é um apelo sempre novo: que a sociedade se oriente para a prossecução do bem comum e, a partir deste objetivo, reconstrua incessantemente a sua ordem política e social, o tecido das suas relações, o seu projeto humano. Com os seus gestos, o bom samaritano fez ver que «a existência de cada um de nós está ligada à dos outros: a vida não é tempo que passa, mas tempo de encontro».

Esta parábola é um ícone iluminador, capaz de manifestar a opção fundamental que precisamos tomar para reconstruir este mundo que nos está a peito. Diante de tanta dor, à vista de tantas feridas, a única via de saída é ser como o bom samaritano. Qualquer outra opção deixa-nos ou com os salteadores ou com os que passam ao largo, sem se compadecer com o sofrimento do ferido na estrada. A parábola mostra-nos as iniciativas com que se pode refazer uma comunidade a partir de homens e mulheres que assumem como própria a fragilidade dos outros, não deixam constituir-se uma sociedade de exclusão, mas fazem-se próximos, levantam e reabilitam o caído, para que o bem seja comum".




Guardando a mensagem

É ainda a palavra do Papa Francisco: “O samaritano do caminho partiu sem esperar reconhecimentos nem obrigados. A dedicação ao serviço era a grande satisfação diante do seu Deus e na própria vida e, consequentemente, um dever. Todos temos uma responsabilidade pelo ferido que é o nosso povo e todos os povos da terra. Cuidemos da fragilidade de cada homem, cada mulher, cada criança e cada idoso, com a mesma atitude solidária e solícita, a mesma atitude de proximidade do bom samaritano”.

Então Jesus lhe disse: “Vá e faça a mesma coisa” (Lc 10, 37)

Rezando a palavra

Rezemos uma das preces com que o Papa encerra a sua bela Encíclica:

Senhor e Pai da humanidade,
que criastes todos os seres humanos 
com a mesma dignidade,
infundi nos nossos corações um espírito fraterno.
Inspirai-nos o sonho de um novo encontro, de diálogo,
de justiça e de paz.
Estimulai-nos a criar sociedades mais sadias 
e um mundo mais digno,
sem fome, sem pobreza, sem violência, sem guerras.
Amém.

Vivendo a palavra

Muita coisa chama a atenção nessa parábola do bom samaratino, contada por Jesus no evangelho de hoje. Mais do que o assalto e a violência, me chama a atenção o abandono. Aquele judeu assaltado, semi-morto foi abandonado por dois religiosos judeus que, como ele, estavam voltando do Templo ou da peregrinação. Viram, afastaram-se, passaram de longe. Abandonaram o irmão. Pense nisso, durante o dia de hoje.

Comunicando

Depois da pausa para as 10 aulas sobre o Livro de Daniel, estamos retomando, hoje, o Projeto Segunda Bíblica, com o estudo semanal do Livro do Apocalipse. Nossos encontros são no YouTube, às oito da noite das segundas-feiras. Hora de você se integrar aos mais de 1.200 irmãos e irmãs que estão fazendo esse estudo, com muita seriedade e dedicação. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

sábado, 3 de outubro de 2026

O dia de entegar os frutos



   04 de outubro de 2026.   

27º Domingo do Tempo Comum


   Evangelho.   


Mt 21,33-43

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro.
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.



   Meditação.   


Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, ​40)

A sua vida é sua, tudo bem. Sua, como assim? Bom, você dá a direção que quiser à sua vida, mas ela não lhe pertence. Você não se criou a si mesmo, já pensou nisso? E você vai prestar contas do que fizer com sua vida. Isso assusta. Não somos fruto do acaso. Não estamos aqui pra viver de qualquer jeito, nem fazer o que der e vier e tudo bem... Alguém pensou em nós e não estamos largados nesse mundão, sem rumo nem direção.

É verdade que você dá à sua vida a direção que quiser. Estou falando de direção. Pode não ter as mesmas coisas de outros, pode não chegar aonde muita gente chega, mas isso não impede de você ser uma pessoa justa, verdadeira, responsável. Para isso, você tem inteligência, vontade e liberdade, dons de Deus. Isso ninguém tira de você, nem a pobreza, nem a injustiça, nem a falta de oportunidades. Seu esforço pessoal pode levar você muito longe, superando muitos obstáculos. Mas, no pouco ou no muito, você pode sempre ser uma pessoa bondosa, honesta, solidária.

Jesus contou uma história que vem a calhar. Alguém preparou uma vinha, uma unidade de produção de vinho, montada com tudo, desde a plantação da uva, a fabricação, a segurança, tudo, até a comercialização do produto. Uma beleza de vinha. Ele entregou sua bela vinha a um grupo de agricultores para cuidarem dela. Com o tempo, os agricultores (os vinhateiros) sentiram-se donos da vinha. Maltrataram os enviados do dono que foram receber sua parte da colheita e até mataram o seu filho, para não haver herdeiro que viesse a reclamar a propriedade.

Ao contar essa história, Jesus se referia logo àqueles que se apossaram da vinha de Deus, o povo da aliança, ali representados pelos sumos-sacerdotes, mestres da Lei e anciãos. O povo santo não é propriedade das elites e de seus governantes. Não vale perseguir os profetas e matar o filho único do proprietário que fora enviado para sanar a situação. Moral da história: isso não ficaria assim.

Que grandes lições nos traz essa história de Jesus! A vinha não é sua. A família não é minha. A vida não é sua. Somos administradores, estamos responsáveis como cuidadores, não somos os proprietários. Deus é o senhor de nossa vinha, de nossa família, de nossa vida. Foi ele que teve a iniciativa de criar, de organizar, de preparar tudo para nosso bem, nossa felicidade, nossa realização. E nos deixou cuidando de tudo isso que é seu.




Guardando a mensagem

Quando nos negamos a reconhecer Deus como senhor da nossa vinha e nossa condição de cuidadores de seus maravilhosos dons, não só usurpamos os direitos de Deus, mas nos impedimos a nós mesmos de expressar a nossa própria grandeza. E a nossa grandeza está em nossa dignidade de filhos de Deus, em comunhão com ele. A beleza de nossa vida está em viver em relação amorosa e filial com Deus que nos criou, que nos redimiu por meio do seu filho, que nos habita por meio do seu Santo Espírito. E expressamos essa dependência amorosa em nossa vida pelo diálogo da oração, pelos gestos de fraternidade, pela atenção à sua palavra, pelo amor à sua Igreja, pelo compromisso em defender a vida e melhorar este mundo.

Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, 40)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
reconhecemos que és o filho enviado pelo Senhor nosso Deus para colher os frutos de sua vinha. E a vinha é tudo isto que estamos cuidando, organizando, administrando: o meio ambiente, a sociedade, a igreja, a família, nossa própria vida. Quando nos comportamos como senhores e exploradores dos bens criados, acabamos por promover queimadas, poluição, destruição das comunidades, mudanças climáticas. Dá-nos, Senhor, que nos sintamos sempre em dependência amorosa e filial com o Deus que nos criou, nos redimiu e nos conduz para a completa felicidade e realização. Dá-nos, Senhor, que cuidemos e defendamos a vida e a dignidade de todo ser humano, desde a concepção até seu fim natural. 
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste dia em que vamos às urnas para grandes decisões em nosso país, acolhamos as lições da Parábola dos Vinhateiros. Somos responsáveis pela vinha do Senhor, somos cuidadores, administradores, não proprietários dela. Se não o reconhecemos Senhor de nossas vidas e de nossa história, acabamos por usurpar o lugar dele, tratar seus enviados com violência e rejeitar Jesus seu filho, enviado para nossa salvação. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A louvação que Jesus fez ao Pai.

 



  03 de outubro de 2026.  

Santos André de Soveral
e Ambrósio Francisco Ferro,
presbíteros,
Mateus Moreira e companheiros, mártires


  Evangelho.  


Lc 10,17-24

Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”.
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.



  Meditação.  


Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Lc 10, 21).

Depois que os setenta e dois discípulos voltam da missão, eles, muito contentes, contam a Jesus todo o bem que fizeram e presenciaram. Foram bem recebidos, levaram a notícia de que Jesus iria visitar aquelas localidades, rezaram pelos doentes.. a missão fora um sucesso. Jesus também fica contente com as notícias que eles trouxeram, diz palavras de incentivo e, cheio do Espírito Santo, faz uma linda louvação a Deus:
“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”.

Ele louva o Pai porque o Reino estava sendo revelado aos pequeninos. Igualmente o louva porque, revelando o Reino a uns, o Pai o esconde a outros, os sábios e entendidos. E o que é que está havendo com os sábios e entendidos, isto é, com os estudados, os professores da Lei, os que se sentiam conhecedores da Palavra de Deus? Estes fecharam o coração. Não conseguiram ver em Jesus de Nazaré a revelação do Pai amoroso e fiel que fizera aliança com Israel. Encheram o peito de presunção de que já sabiam de tudo e de inveja, sentindo-se ameaçados pela fama de Jesus, de seus ensinamentos e de seus milagres.

Embora Jesus pregasse pra todo mundo, a todos procurasse iniciar no Reino, via-se cercado de gente simples e pobre, pecadores, sofredores de todo tipo. Os grandes também se aproximavam, mas, em geral, para censurar, para tentar coibir a sua palavra, para desafiá-lo... Estes tentavam desmoralizar o seu ministério ou encontrar motivo para denúncias e perseguições. Os grandes fecharam o coração. Os pequenos abriram-se à obra de Deus. É o que Jesus está vendo. E por isso está louvando o Pai.




Guardando a mensagem

Jesus rezou, publicamente, louvando o Pai porque este estava revelando o Reino aos pequeninos. E o estava revelando por meio do Filho. Em Jesus, reconhecemos a bondade e a misericórdia do nosso Deus, atuando em favor do seu povo. Os grandes fecharam o coração. As elites rejeitaram Jesus. Os pobres e os pecadores aproximaram-se dele, acolhendo o Reino que ele anunciava. Aprendamos com Jesus, aprendamos com o Pai. Valorizemos os pequenos. O Reino é deles. Tornemo-nos pequenos, sejamos solidários com eles, se quisermos ter parte no Reino.

Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Lc 10, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
na oração que nos ensinaste, pedimos ao Pai: “venha a nós o vosso Reino!” . Tu nos ensinaste a rezar assim para que entendamos que o Reino é um dom que nos vem do Pai, não é uma conquista de nossas ações ou de nossa santidade. O Reino vem a nós por pura bondade e graça de Deus, nosso Pai. E és tu, Senhor Jesus, que nos revelas o Pai, que nos comunicas o seu Reino, a sua presença amorosa em nossa história. Venha a nós o vosso Reino! Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Hoje, reze com Jesus, mais de uma vez: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”.

Comunicando

Que bom que você está respondendo positivamente ao convite do Papa de rezar o terço, todos os dias deste mês do rosário, em favor da Paz. Você sabe, nós estamos rezando o Terço Mariano no rádio, em rede com muitas emissoras, de segunda a sábado, às 18 horas. Querendo se unir a nós, é só baixar o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. Precisando, tem um passo-a-passo no Whatsapp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb  

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Santos Anjos da Guarda.


  02 de outubro de 2026.  

Dia dos Santos Anjos da Guarda


  Evangelho.  


Mt 18,1-5.10

Naquela hora, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”.

  Meditação.  


Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

O texto do evangelho de hoje nos traz muitas lições. De saída, podemos perceber quatro ensinamentos: 1. O maior no Reino dos Céus é quem se faz pequeno como uma criança; 2. Precisamos nos converter e nos tornar como crianças, senão não entraremos no Reino de Deus; 3. Quem acolhe uma criança, um pequenino, em nome de Jesus, acolhe ele mesmo; 4. Não se pode desprezar nenhum pequenino. Os seus anjos estão em comunicação com Deus, o tempo todo.

Como hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja lê essa palavra de Jesus atenta a este ensinamento: “os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. O nosso Deus, no seu infinito amor, colocou ao lado de cada um de nós, um dos seus anjos. Os anjos são seres espirituais criados pelo Altíssimo. Sua missão, junto a nós, é nos proteger e nos conduzir para a Pátria Celeste. Esse cuidado de Deus com os seus filhos mostra, ao mesmo tempo, nossa fragilidade (precisamos sempre de ajuda), mas também nossa grandeza (em Cristo, somos filhos de Deus). A certeza da proteção do anjo da guarda ao nosso lado nos deixa um recado muito especial: Deus cuida de nós.

É este o ensinamento da Igreja: “Desde a infância até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e pela intercessão dos anjos. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé, da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, 336).

E por que Jesus insistiu que a gente precisa se converter e se tornar como criança? É claro que Jesus não nos quer infantis. Certamente, ele nos quer com um coração de criança em nosso relacionamento com Deus nosso Pai. Criança, por exemplo, se deixa conduzir. O Pai ou a mãe a toma pela mão e a conduz. Ela segue com confiança, com docilidade. Essa virtude, o adulto nem sempre tem. Ele prefere dirigir, não aceita facilmente ser dirigido. Convém melhor para o nosso relacionamento com o Pai a atitude de docilidade e de confiança de criança que se deixa guiar por seus pais.

Nossa vida está nas mãos de Deus, nós dependemos dele. Ele é Providente e cuida de nós. Esse é o sentimento do filho, sobretudo do filho pequeno que depende inteiramente dos pais, que precisa de sua proteção. O adulto é independente, auto-suficiente, está mais para pai do que para filho. E o grande anúncio do Reino é que somos filhos e irmãos. “Se vocês não se converterem, e não se tornarem como criança, não entrarão no Reino dos Céus”.





Guardando a mensagem

A discussão era sobre quem seria o mais importante no Reino de Deus. Jesus chamou uma criança para o meio da roda e a apontou como exemplo. Na criança, vemos muito do que precisamos ser como filhos de Deus e do que não podemos perder quando adultos. Precisamos conservar a espontaneidade, a docilidade, a confiança e o amor filial, tão fortes do tempo de criança. Não podemos perder o encantamento da criança diante das surpresas de Deus. Não podemos esquecer que, nas horas difíceis e sempre, temos com quem contar: um pai amoroso que cuida de nós. O anjo da guarda é um sinal da proteção e do cuidado de Deus com cada um dos seus filhos e filhas. Jesus estava com a razão. Quem não se torna como uma criança não entra no Reino de Deus.

Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda. Nós acolhemos, com gratidão, o ensinamento da Igreja que está revelado nas Sagradas Escrituras: nós e os anjos já estamos unidos em Deus, aqui na terra. Tanto assim, que na Missa, unimos nossos louvores aos dos anjos e dos santos para proclamar que Deus é Santo, três vezes Santo. Contigo, Senhor, queremos render graças ao Pai pelo cuidado que os santos anjos têm para conosco e por tudo que fazem para nos defender e nos conduzir nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Fica bem hoje, em atenção à palavra de Deus, rezar algumas vezes, durante o dia, a oração:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém

Eu vou lhe deixar a tarefa de hoje, segundo dia do mês missionário: convidar alguém para rezar o terço mariano.

Comunicando

E você aceitou o convite do Papa? O Papa convidou todo o povo católico a rezar o terço todos os dias desse mês, pela paz. E você sabe, todos os dias, às 18 horas, eu e a equipe da AMA, rezamos o terço em uma rede de muitas emissoras de rádio. Não havendo rádio nos transmitindo por aí, você baixa o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. Precisando de apoio, tem um passo a passo no WhatsApp da AMA: 81 8239-6686. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Abrindo o Mês Missionário e do Rosário




  01 de outubro de 2026 

Memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, 
virgem e doutora da Igreja


  Evangelho.  

Lc 10,1-12

Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.
2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa.
8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’.
10Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ 12Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”.

  Meditação.  


O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois (Lc 10, 1)

Estamos iniciando o mês de outubro, mês missionário, mês do rosário. O tema da missão está fortemente presente no evangelho desta quinta-feira. Todos estamos sendo enviados. Somos todos co-responsáveis pela missão. 

O Evangelho de hoje está em Lucas capítulo 10, um texto sobre a missão e sobre as orientações que o Senhor Jesus nos deixou sobre como realizá-la. Jesus envia 72 discípulos em missão. Num primeiro envio, já tinham ido doze, os apóstolos. Neste, vão 72, que é um múltiplo de doze (12 x 6). Isso nos diz que a Igreja de Jesus, edificada sobre a fé e o testemunho dos apóstolos (os doze), toda ela foi enviada em missão. Somos um povo missionário.

Bom, Jesus escolheu e enviou setenta e dois discípulos. Ele os enviou à sua frente, pelos lugares onde ele iria passar. Eles preparariam a sua passagem, avisando ao povo a chegada do Reino de Deus. No envio, Jesus lhes fez diversas recomendações. E também lhes indicou que poderiam encontrar dificuldades, problemas, oposições.

O conteúdo da evangelização é maravilhoso. O Reino de Deus se aproximou de nós. Em Cristo, chegou a salvação e a graça para todos. É um mundo novo que se abre. Deus se abaixou para nos encontrar, nos resgatar, nos conduzir. Quem poderia ficar contra uma mensagem tão especial? Infelizmente, há quem não se agrade dessa notícia, ou não se interesse por ela e até quem a rejeite, perseguindo os enviados. “Eis que envio vocês como cordeiros para o meio de lobos”, alertou Jesus.

Em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, que ocorre no próximo 18 de outubro, o Papa Leão XIV escreveu:
"Nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. 
Estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária". 

O grande convite você já percebeu. Não é mais tempo de sermos cristãos esperando por outros e lamentando-nos do que falta ser feito. A responsabilidade da evangelização é nossa. Quem vai iluminar o mundo com a luz de Cristo, somos nós.     




Guardando a mensagem

Essa passagem bíblica do envio dos setenta e dois nos avisa que a missão é de todos os discípulos, de toda a Igreja unida em torno dos apóstolos. As recomendações que o Senhor deixou aos missionários insistiram que fossem próximos do povo e se movessem com grande despojamento e confiança em Deus. Como a messe é grande e os operários insuficientes, seguindo o que recomendou Jesus, devemos pedir ao Pai que mande missionários para o grande mutirão da evangelização do mundo. Jesus também alertou sobre as oposições e dificuldades que eles encontrariam. A rejeição pode acontecer em casa e na rua, isto é, na família e na sociedade. O alerta de Jesus é para que os discípulos, mesmo encontrando oposição, não esmoreçam e não se omitam frente aos compromissos da missão.

O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois (Lc 10, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Informaste àquela leva de missionários que eles estavam sendo enviados como ovelhas no meio de lobos. Essa imagem nos faz entender as dificuldades, os problemas, as oposições que o exercício da missão suscita. Foi assim contigo, não será diferente conosco. Sustenta-nos, Senhor, com o teu Santo Espírito, para que sejamos generosos, criativos e fiéis na missão que nos confiaste. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na abertura do mês missionário e mês do rosário, nos cabe uma resposta à convocação do Papa à oração e à missão. Na sua visita a Lourdes na semana passada, o Papa Leao XIV convocou todo o povo católico a rezar o terço mariano no mês de outubro pelo fim das guerras e conflitos entre as nações. E eu tenho uma proposta para você. Todos os dias, eu com a equipe da AMA rezamos o terço em uma rede de rádios, às 18 horas. O convite é pra você se unir a nós no terço mariano, todos os dias desse mês. Não tendo rádio nos transmitindo por aí, baixe o aplicativo da Rádio Amanhecer Online no seu celular. Para isso, siga os passos descritos no whatsapp da AMA: 81 8239-6686.

Comunicando

Como toda quinta-feira, temos a Santa Missa, às 11 horas, rezando nas suas intenções. Acompanhe pelo rádio ou pelo nosso Canal do Youtube. 

Sendo hoje o Dia de Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das missões, vou lhe dar uma sugestão: como sinal do seu compromisso com a oração e a missão da Igreja, ofereça uma flor ou uma rosa a Nossa Senhora. Deixe-a junto de sua imagem.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Postagem em destaque

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