26 de setembro de 2026
BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO
Neste mês de setembro a Igreja está rezando pelo cuidado com a água, para que todos tenham acesso a ela. Cuidemos da criação!
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
26 de setembro de 2026
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Um caminho santo.
Evangelho
Meditação
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Não basta admirar, é preciso mudar.
Evangelho.
Meditação.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Jesus está contando com você!
Evangelho.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Os verdadeiros parentes de Jesus.
22 de setembro de 2026
Terça-feira da 25ª Semana do Tempo Comum
Evangelho.
Lc 8,19-21
Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.
Meditação.
Uma vez, me aconteceu que uma família queria batizar o seu filhinho caçula de meses. Coisa muito boa. Mas, os pais não queriam fazer as reuniões de preparação para o batismo, na paróquia. E por que não? “Não, porque minha mulher é irmã do bispo tal e, assim, já se dão por descontadas essas reuniões”. ‘Que bom que ela seja irmã do bispo tal, mas precisa frequentar as reuniões de preparação’. “Por que?” ‘Com certeza, ela já ouviu muitas pregações do irmão bispo, mas as reuniões em preparação do sacramento do batismo são necessárias para a família ter entendimento do valor deste sacramento e dos compromissos que estão assumindo com a educação cristã da criança’. Ih, o homem virou uma fera e foi-se embora prometendo queixar-se ao cunhado bispo. Tudo bem.
Estou contando isso, porque no evangelho de hoje tem uma cena parecida. Os parentes de Jesus chegaram à casa onde ele estava, não puderam entrar por conta da quantidade de gente e mandaram um aviso para ele dar a atenção que eles mereciam. Aí chegou o recado: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. Jesus aproveitou a ocasião para evangelizar os seus parentes e para ensinar aos que o estavam escutavam dentro da casa. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.
O que esta palavra de Jesus significa? Bom, o recado para a sua família foi claro. Não basta serem seus parentes de sangue. Não se pertence ao Reino de Deus por ser parente de Jesus. É preciso ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática. Esses são seus verdadeiros parentes: os que se tornam seus discípulos, ouvintes e praticantes da Palavra. Essa palavra de Jesus é um convite à conversão dos seus parentes. Eles estão simbolicamente do lado de fora. Precisam entrar, precisam estar do lado de dentro, na comunidade dos discípulos. O lugar dos discípulos é dentro da casa, rodeando o Mestre para aprender o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora.
Essa expressão “tua mãe e teus irmãos” é uma forma semita de falar da família. Não tem nenhum sentido negativo contra sua mãe Maria. “Tua mãe e teus irmãos” é uma forma de se referir à família dele, uma vez que não tinha mais o pai. Também não tinha irmãos. “Irmãos” aqui são seus primos ou parentes próximos.
Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entendê-lo, de aceitá-lo e segui-lo. Tinham que passar também pela conversão, como nós. Por sorte, vemos depois a irmã de sua mãe também aos pés da cruz e outros parentes com a comunidade no dia de Pentecostes, quando da vinda do Espírito Santo. Um parente seu, inclusive, foi, depois, líder da comunidade de Jerusalém, Tiago. Muitos dos seus parentes, então, tornaram-se seus discípulos.
A irmã do bispo e sua família também precisam entrar na dinâmica da comunidade e frequentar as reuniões de preparação para o batismo. Não é porque se tem um irmão bispo que se vai para o céu, sem mais.

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entender a sua identidade de filho de Deus e a sua missão de Messias. Num certo momento, acharam até que ele tinha perdido o juízo. Nessa passagem, eles aparecem do lado de fora, chamando Jesus. Jesus os chama para a condição de discípulos, os convida a ingressar no círculo dos seus seguidores, a entrar na casa. Seus verdadeiros parentes são os que, como ele e como Maria, fazem a vontade de Deus. Uma boa lição para nós todos. Não basta pertencermos a uma congregação religiosa ou mesmo ao clero, a uma comunidade católica ou associação piedosa por mais benemérita que seja. Todos somos chamados a ser discípulos e discípulas de Jesus. Como ele, como sua santa mãe, precisamos ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática.
Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).
Rezando a palavra
tua entrada no mundo já foi um gesto de obediência, como está escrito no Salmo 39: “Eis que venho, Senhor, com prazer, fazer a tua santa vontade”. Tua santa mãe acolheu a vontade de Deus com muito amor e entrega total. Disse ela, em resposta à comunicação do anjo: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E tu nos ensinaste também a acolher a vontade do Pai em nossa vida: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Queremos, Senhor, entrar na tua casa, pertencer ao círculo dos teus discípulos, ser teus parentes: queremos ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Comunicando
Hoje, temos a 6ª aula do Curso Bíblico sobre o Livro do Profeta Daniel. O curso termina na próxima segunda. Quem começou, faça uma forcinha para ir até o final. Quem não começou ainda, ainda é tempo. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686. No grupo dos participantes, você encontra material exclusivo, o ebook e o link de cada aula.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO
domingo, 20 de setembro de 2026
Um discípulo bem parecido comigo.
Evangelho.
Meditação.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Evangelho de São Mateus: Vida e Parábolas de Jesus (marque as respostas certas)
Gabarito
- Resposta Correta: C (Bem-aventurados os pobres em espírito...).
- Resposta Correta: C (Os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra).
- Resposta Correta: B (Magos do Oriente; Herodes ficou alarmado...).
- Resposta Correta: A (Ele paga o mesmo valor a todos...).
sábado, 19 de setembro de 2026
Oração e missão: convocação geral!
Evangelho.
Mt 20,1-16a
Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos:1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.
Meditação.
Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)
Os que acolheram Jesus, como Messias, reconheceram que ele era o filho unigênito de Deus. Perceberam que sua vida, suas atitudes, sua morte e ressurreição manifestavam com grande clareza quem era o Deus que havia se revelado a Israel. O filho é quem sabe quem é o Pai. E o filho revelou que o Deus único que Israel conheceu é Pai, um pai amoroso, não simplesmente um senhor poderoso e justo. Um pai de família, preocupado com os seus filhos, não um fiscal marcando o que a gente faz de bom e de ruim. Pai não só dos filhos de Israel, mas pai amoroso de cada pessoa humana, nascida à sua imagem e semelhança. Pai que é Deus junto com o Filho. E os dois nos comunicam uma terceira pessoa, o Santo Espírito, os três compondo a Trindade Santa, o único Deus. Pela obra de Jesus, o Pai dá a cada filho o seu Espírito. Assim, quem se une a Jesus, pelo batismo, recebe a adoção filial, fica filho de Deus.
A maior parte dos religiosos do tempo de Jesus irritou-se com essas coisas que Jesus revelou sobre Deus. Jesus mostrava, com suas palavras e suas atitudes, que Deus estava mais preocupado com as pessoas do que com as leis, as normas, por mais religiosas que fossem. Os fariseus viam nisso uma falta de respeito ao sábado, uma coisa tão sagrada para louvar a Deus. Jesus mostrou que o que mais agradava a Deus era amar o irmão necessitado, com atitudes e obras, como o fez o samaritano da história que ele contou. Sacerdotes e levitas - a turma do Templo - ficaram com raiva dessa história. Nela, eles é que não acudiram o pobre. Quando prenderam Jesus, a principal acusação no Sinédrio foi que Jesus se dizia filho de Deus. O que Jesus revelou sobre Deus foi o que mais escandalizou o seu povo. Isso abalava o modo deles crerem e de organizarem a vida em sociedade.
Aí é que entra a parábola dos vinhateiros contratados em várias horas do dia. Chegou o tempo da colheita da uva, a vindima. Muita gente não tinha mais sua terrinha pra trabalhar e ia trabalhar na terra dos outros. Ficava-se esperando, na praça da cidade, algum contratante. O dono de uma vinha passou às seis da manhã e contratou um grupo. Acertou a diária. E passou pela praça mais outras vezes, sempre contratando para o trabalho, mas sem marcar o preço: às 9 da manhã, ao meio dia, às três da tarde. E, de novo passou às cinco da tarde, uma hora antes de terminar o serviço. E levou mais um grupo. O pagamento era no fim do dia. Na hora de pagar, começou pelos últimos. E pagou uma diária. Ficou todo mundo surpreso. Quando chegaram os primeiros, estes receberam o combinado, uma diária. Ficaram revoltados. Revoltados com quê? Com a generosidade do patrão, com o fato de ele ter pago uma diária a quem só trabalhou uma hora.
O que Jesus revelou sobre Deus, com essa parábola? Ficou claro que Deus está preocupado com todos os seus filhos, todos precisam ganhar o pão de cada dia. Por isso, o patrão deu oportunidade a todos. Passou e chamou todo mundo para o trabalho, durante vários horários do dia. Ficou claro que Deus não nos paga segundo os nossos méritos, conforme o que a gente faz. O povo do Antigo Testamento sempre pensou, e nós continuamos pensando, que Deus nos abençoa, segundo nossas boas obras e nossa santidade. O que conta é a bondade dele, não é o nosso merecimento, ter feito mais ou ter feito menos. Como todos precisavam sustentar sua família, o patrão pagou a todos por igual, começando dos últimos. Vendo a nossa necessidade, ele nos cumula de todo bem e de toda graça. É misericordioso, bondoso, generoso. Assim é Deus.

Guardando a Mensagem
Não basta dizer que crê em Deus. Como é esse Deus que você crê? Jesus nos revela quem é esse Deus maravilhoso que fez aliança com Israel em vista das nações da terra e o enviou como nosso redentor. Na parábola dos trabalhadores contratados em vários horários do dia, aparece um Deus preocupado com todos os seus filhos, criando oportunidades para todos e provendo suas necessidades, sem levar em conta quem tem mais merecimento ou importância. Aliás, como bom pai, para ele o mais importante é o filho mais frágil, desprezado e com menos oportunidade. E por que os religiosos do seu tempo ficaram tão irritados com Jesus, a ponto de crucificá-lo? Porque conhecer e amar a esse Deus leva a pessoa a mudar suas atitudes de vida e a buscar um mundo bem diferente do que esse que temos.
Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
nós te bendizemos por nos revelares Deus como um pai compassivo, providente, justo, misericordioso. Igualmente te agradecemos pelo fato de o Pai nos querer todos empenhados e comprometidos no seu Reino. Somos todos operários de sua vinha. Liberta-nos, Senhor, da preguiça, da inveja, do individualismo, de tudo o que nos impeça de trabalhar, com amor e em unidade, na vinha do Senhor. Possamos Senhor, com a luz da tua palavra e a força do teu Espírito, contribuir para uma sociedade que garanta oportunidades para todos, pela prioridade na educação, pela geração de emprego e por sua justa remuneração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
A piedade católica, especialmente vivida pelos consagrados e ordenados, sempre viu nos vários horários em que o patrão saiu para contratar os trabalhadores uma inspiração para a Liturgia das Horas. Além das horas canônicas guardadas fielmente na vida contemplativa, todos nos empenhamos, diariamente, pelo menos em dois momentos fortes de oração: as Laudes (ao amanhecer) e as Vésperas (ao anoitecer). Você, em sua condição de batizado leigo ou leiga, precisa praticar, pelo menos, um momento diário forte de oração.
Comunicando
Aproveite o final de semana para dar uma olhada no Livro do Profeta Daniel. Não deixe o mês da Bíblia passar em branco. Você poderia assistir a uma das aulas que está disponível no meu Canal do YouTube. Amanhã, retomamos o nosso curso bíblico, faltam, ainda seis aulas. Claro, você ainda pode se integrar ao curso. Inscreva-se pelo WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.
Pe. João Carlos Ribeiro sdb
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Querem roubar a sua semente.
Evangelho.
Lc 8,4-15
Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram.
6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”.
9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: 10“A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam”.
11A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem.
13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.
Meditação.
A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)
Jesus contou a história da semente que foi plantada em vários terrenos. Quatro terrenos. À beira da estrada, em terra muita pedregosa, em um terreno coberto de espinhos e em uma terra boa, bem preparada. E aí, é claro, colheu somente no bom terreno. E explicou o que significam os terrenos e a semente. A semente é a palavra de Deus. E os terrenos representam o modo como nós recebemos a Palavra.
O resultado da semente que caiu na beira da estrada impressiona. “Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada e os pássaros do céu a comeram”. Às vezes, estamos tão distraídos, que não fica nada do que foi semeado. Ou então deixamos todo mundo passar por nós e pisotear tudo o que nos é caro. É por isso que Jesus falou da semente que caiu no caminho: é que nossa vida pode virar uma estrada, onde todo mundo passa, onde todo mundo pisa. A palavra semeada nem tem a chance de germinar. Como disse Jesus, vêm os pássaros e a comem. Os homens passam e a pisoteiam. A semeadura à beira da estrada não produz nada.
É de se pensar: você não tem uma área de sua vida reservada, o melhor de você mesmo para acolher o que Deus lhe diz? Você não tem um cantinho importante de sua vida, onde ninguém pisa, onde ninguém manda, um lugar reservado onde você pensa sua vida e toma suas decisões? Sabe o porquê dessa pergunta? Porque se a gente escuta todo mundo, e qualquer opinião nos influencia, no meio de tantas vozes cada um puxando para o seu lado, a voz de Deus fica apenas mais uma opinião. A gente vira um caminho onde todo mundo passa, uma passarela de opiniões, onde tudo parece ter o mesmo peso... e a voz de Deus, que seria a nossa referência maior, não é mais ouvida ou não é levada a sério.
Você conhece a ventoinha, aquela espécie de bandeira-saquinho que marca a direção do vento nos aeroportos. A ventoinha enche-se de ar e fica a favor do vento. Mostra a direção da corrente de ar. Pra onde o vento der, ela se vira. Quem manda é o vento. Uma pessoa não pode ser uma ventoinha. Muda de opinião, faz opções segundo o vento, isto é, a opinião pública, o que os outros estão valorizando ou o que a mídia define como o melhor. O cristão precisa ter um rumo certo pra seguir, valores onde afirmar a própria caminhada. Só a voz de Deus pode dar um rumo certo à minha vida. O seu Espírito, que me habita desde o batismo, é quem vai dialogando comigo, no meu íntimo, e me ajudando a andar no rumo certo. Eu não sou uma ventoinha. E a minha vida não pode ser uma estrada onde todo mundo pisa.

Uma parte da semente caiu à beira do caminho. As sementes foram pisadas. Os pássaros as comeram. Jesus explicou que se trata de quem ouviu a Palavra, mas o diabo a tirou do coração dele. Há pessoas recebendo a Palavra de Deus como um caminho. A Palavra é só mais uma entre tantas, não reservaram o melhor de sua atenção e do seu coração para acolhê-la. Por esse caminho todo mundo anda e pisa. E claro, não faltam passarinhos para roubar a semente. Os passarinhos são as distrações ou mesmo pequenas preocupações que nos fazem esquecer a Palavra que recebemos.
A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
às vezes, recebemos a tua Palavra como um caminho, uma estrada, por onde circula gente pisando a terra e onde a palavra fica vulnerável à investida de pássaros. Assim, a Palavra não tem a chance de germinar, brotar, crescer e frutificar. É diferente quando a gente reserva um terreno bom para receber a Palavra. E um terreno bom significa tempo que eu dedico para ouvir e meditar a Palavra, a importância e o peso que eu dou a esta Palavra e o cuidado para que nem a opinião dos outros, nem as distrações ou as preocupações da vida roubem os preciosos ensinamentos do nosso Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Diante desse alerta de Jesus sobre não recebermos a sua palavra como um caminho, você, revendo como tem recebido a Palavra, seria bom você tomar uma decisão. O que você vai fazer daqui pra frente para receber melhor a Palavra? Anote esse seu propósito no seu caderno espiritual.
Comunicando
INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO
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