BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Um novo tempo está começando.




   24 de junho de 2026.   

Solenidade da Natividade de São João Batista


     Evangelho.     


MISSA DA VIGÍLIA

Lc 1,5-17

5 Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7 Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. 8 Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9 Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10 Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11 Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12 Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13 Mas o anjo disse: "Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14 Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15 porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16 Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17 E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto".


MISSA DO DIA


Lc 1,57-66.80

57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.

     Meditação.     


Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela (Lc 1, 58).

Por causa da rotação da terra, o sol ilumina mais ou menos tempo, deixando o dia mais curto ou mais comprido. O inverno começa quando a noite fica maior do que o dia. É o solstício de inverno, aqui no nosso hemisfério sul. Essa passagem anual de estação levou as populações nativas do continente americano a comemorarem essa data com muitas festas, segundo suas tradições. Com a chegada do cristianismo, quinhentos anos atrás, esses festejos de mudança de estação se juntaram com a memória da mudança que Deus fez na história da humanidade, preparando a vinda de Jesus. Desse casamento entre tradições nativas do continente, tradições dos portugueses e o cristianismo nasceu a festa de São João.

A festa de São João celebra os acontecimentos em torno do nascimento do profeta João Batista, que preparou a chegada do Salvador, dando início a um tempo novo. O evangelho de Lucas dá notícia da admiração e da alegria que tomaram conta de vizinhos e parentes da família de Izabel e Zacarias pelo que Deus fez em favor deles e do seu povo. Um casal maduro, eles idosos, sem filhos, ela estéril... de repente, a mulher engravida e, no meio de muitos sinais do poder de Deus, dá à luz um menino que marca o início do novo tempo, o tempo do Messias que estava chegando. O menino, nascido de Izabel, seria o mensageiro que iria preparar a chegada do Salvador.

Os sinais de Deus foram muitos. O anjo anunciou a Zacarias que sua mulher iria engravidar. O pai, sacerdote em função no Templo, achou muito difícil acontecer o que lhe fora anunciado, por isso ficou mudo. Sua mulher Izabel, idosa e estéril, engravidou. A boa notícia se espalhou pelos moradores das montanhas de Judá, onde eles moravam. Alguma coisa muito importante Deus estava preparando. A jovem Maria, prima de Izabel, chegou da Galileia e com ela uma alegria imensa inundou o coração de Izabel. Ela conheceu, pelo Espírito Santo, que Maria, sua parente, também estava grávida e que era ela a mãe do Messias. Foi quando o bebê de Izabel, no sexto mês de gestação, estremeceu de alegria no ventre de sua mãe.

A idosa senhora deu à luz um menino. Que notícia boa para aquele casal sem filhos. Não havia pré-natal naquele tempo, então ninguém sabia se seria menino ou menina. Menino era garantia de continuação da família, segundo a organização do seu povo. Foi uma boa notícia. Deus estava mudando a vida daquela família, assegurando-lhe um futuro. Na hora de circuncidar o menino, aos oito dias, rito pelo qual a criança entrava em aliança com Deus como membro do povo eleito, outra surpresa. A tradição de colocar um nome de um parente foi quebrada. Deu-se um nome diferente, um nome novo. João. Essa criança é algo novo, em ruptura com os velhos tempos. A mãe queria assim. O pai confirmou, escrevendo numa tabuinha. Essa sintonia de Zacarias com o novo de Deus na vida de sua família restaurou sua comunhão com Deus. Voltou a falar. E glorificou a Deus, de uma maneira emocionada e feliz. Disse, com o coração cheio do Espírito Santo, que o seu filho, como profeta do Altíssimo, iria à frente do Messias, o Senhor que estava chegando, como sol nascente.

Tudo isso se espalhou pela vizinhança... Maria, claro, estava presente nesses acontecimentos. Espalhou-se o sentimento que algo novo estava acontecendo. Deus estava cumprindo as promessas feitas ao seu povo. Estava começando um tempo novo. Razão de alegria e contentamento para aquela gente.




Guardando a mensagem

O nascimento de João Batista foi um momento de grande alegria para parentes, vizinhos e amigos de Izabel e Zacarias. Eles entenderam que estava começando um novo tempo, por obra de Deus. Quando os cristãos portugueses plantaram a fé católica no Brasil mesclaram essa alegria da chegada do profeta João Batista, celebrada no solstício de verão da Europa, com as comemorações que os povos da terra e os africanos faziam pela mudança na natureza. Assim, na festa de São João temos uma festa com raízes rurais e com um grande sentimento de esperança.  O clima de festa e alegria (é o começo do inverno no hemisfério sul) une-se à espernaça e à certeza de que Deus está construindo um novo tempo. 

Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela (Lc 1, 58).

Rezando a palavra

Rezemos com as palavras da oração do sacerdote Zacarias, após a circuncisão do seu filho João:

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,
anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;
pelo amor do coração de nosso Deus,
sol nascente que nos veio visitar lá do alto
como luz resplandecente a iluminar
a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados
e para dirigir os nossos passos,
guiando-nos no caminho da paz.

Vivendo a palavra

Havendo uma oportunidade, nesta semana, faça um gesto de atenção em relação a uma família pobre e suas crianças. 

Comunicação

Hoje, faço show na cidade de Mirandiba, sertão pernambucano, festa do padroeiro São João Batista.

Sexta-feira, vou a São José do Rio Preto, SP, para compromissos na Rede Vida de Televisão: Missa, às 19 horas, no Santuário da Vida e participação no Programa Frente e Frente, às 22 horas.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Tratar bem todo mundo.

 



   23 de junho de 2026.   

Terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.    


Mt 7,6.12-14

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!



     Meditação    


Tudo quanto vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles (Mt 7, 12).

Jesus disse que ‘fazer aos outros aquilo que queremos que nos façam’ realiza o núcleo da Lei e dos Profetas. ‘A Lei e os Profetas’ – é uma forma de falar da própria Palavra de Deus, da Bíblia. Fazer o bem aos outros é uma forma de realizar integralmente a palavra de Deus.

"Faça aos outros aquilo que você deseja que lhe façam" é outra forma de dizer "ame o seu próximo como a si mesmo". Faço ao outro aquilo que eu quero que façam a mim. Como eu acho que sou merecedor de atenção, de respeito, de consideração, assim devo tratar os outros, com atenção, respeito, consideração, em qualquer circunstância.

Na verdade, por trás de uma pessoa que humilha, menospreza ou desdenha do seu semelhante há uma pessoa mal resolvida. Uma pessoa que age com rispidez e ignorância com os outros revela alguém com déficit de humanidade. Sua ação grosseira e ferina reflete seu estado interior depauperado.

Fazer aos outros o que nós queremos que façam conosco. Não é fazer com os outros o que fazem conosco. Fazer o queremos que façam conosco. Isso quer dizer que mesmo que alguém me maltrate, me trate com indiferença, eu preciso tratá-la(lo) como eu gostaria de ser tratado. E isso não é fácil, e nem parece muito natural. Normal seria responder com a mesma moeda, no mesmo tom de voz, jogar com as mesmas armas. Mas não é o que Jesus falou. Ele disse pra gente tratar os outros como nós merecemos ser tratados. Responder a um tratamento ríspido, descortês, grosseiro com um tratamento educado, respeitoso, cordial. É assim que gostaríamos de ser tratados. Então, é assim que temos que responder.

E por que isso? O cristão tem várias motivações para seguir esse conselho de Jesus. Primeiro, porque o outro é uma pessoa humana, merecedora de respeito e consideração em qualquer situação. Pode ser questionado, repreendido, corrigido, mas sempre com educação, com cordialidade, com o respeito que merece uma pessoa humana. Segundo, porque nele eu posso identificar a semelhança de Deus que toda pessoa humana carrega. Ele nos fez à sua imagem e semelhança. Menosprezando um irmão ou uma irmã, eu estou desonrando o próprio Deus criador. Terceiro, porque Jesus se identificou com o outro, especialmente com o mais abandonado e sofrido (o faminto, o doente, o prisioneiro,...). Ele disse: o que você fez a um desses irmãos fez a mim.




Guardando a mensagem

Fazer aos outros o que nós queremos que façam a nós mesmos é a regra de ouro. Humaniza nossas relações. Estende a boa imagem que faço de mim mesmo, de minha dignidade, de meus direitos aos outros. Faz-me dar o primeiro passo, como construtor de relacionamentos respeitosos e humanizadores. Fazer aos outros o que nós queremos que façam a nós mesmos é uma forma de realizar o mandamento do amor ao próximo. Agindo assim dou testemunho do meu amor a Cristo Jesus que assumiu nossa humanidade e se fez solidário com os últimos e os pecadores.

Tudo quanto vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles (Mt 7, 12).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tratavas todo mundo bem. Não fazias acepção de pessoas. Aliás, aos que a sociedade menos considerava, a eles tu te dirigias com maior deferência e atenção. Dá-nos, Senhor, a graça de tratar a todos com o reconhecimento da grandeza de sua dignidade, vendo em cada um a imagem e semelhante do nosso Criador e Pai e honrando a tua própria presença neles, sobretudo nos mais humildes e discriminados. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Como todos os dias, hoje, você pode encontrar alguém que trate você com indiferença, desatenção ou falta de consideração. Seu esforço vai ser tratar bem, como gostaria de ser tratado.

Comunicando

Passados os festejos juninos, teremos o Passeio dos Ouvintes a Bezerros, a 107 km do Recife. É lá que estamos trabalhando na instalação da Rádio Amanhecer FM. 05 de julho, um dia de convivência e celebração. Informações pelo whatsapp 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


 

Um cisco no meu olho.



   22 de junho de 2026.  

Segunda-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho. 


Mt 7,1-5

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.
3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.



  Meditação.  


Tira primeiro a trave do teu próprio olho (Mt 7, 5)

A sensação de se ter um cisco no olho é uma coisa muito chata. É o tal do argueiro. E a pessoa mesma pode tirar o cisco do seu próprio olho, banhando os olhos com água na torneira, no chuveiro ou derramando água no olho com um copo, por exemplo. Mas, nada de ficar esfregando o olho. E todo cuidado com as mãos sujas: elas podem aumentar o problema, irritando os olhos ou transmitindo doenças. Normalmente, a pessoa precisa da ajuda de alguém para remover o cisco do seu olho. Mas, quem vai ajudar tem que estar com as mãos bem lavadas com sabão, e precisa identificar onde está o cisco, o argueiro. Tem que olhar bem, abaixando a pálpebra do olho e pedindo à pessoa para mover o olho para um lado e para o outro. Identificando o cisco – um cílio, um lixinho ou o que seja – precisa ajudar a pessoa a lavar os olhos com água. Não tendo jeito, tem que levar logo num posto de saúde .

Dessa experiência tão simples, a do argueiro, Jesus tira uma lição muito séria: “Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho?” Achar defeito na vida dos outros, bem que é fácil. Difícil é identificar os próprios erros e querer consertá-los. É claro que os outros precisam de nós, de nossa amizade, de nossa proximidade, de nossa correção também. Por isso, precisamos estar em condições de ajudar. Mas, ajuda a tirar o cisco do olho do outro ou da outra quem está enxergando bem, não é verdade? Você estando com a sua vista prejudicada, como se tivesse uma trave de madeira nela, não vá se meter a tirar o argueiro do olho do seu irmão!

Alguém que chega atrasado todo dia no trabalho não vai poder corrigir um colega que um dia se atrasou. Primeiro, cuide de andar no horário. Um pai que chama palavrão na vista dos filhos não tem moral para reclamar de um filho que soltou um palavrão. Primeiro, tirar a trave do seu olho para ajudar a tirar o cisco do olho do filho. E aquele outro que não pisa na Igreja, mas fica cobrando que os filhos não percam a Missa no domingo. Isso tudo fica bem claro com o que se recomenda no avião. Se houver uma despressurização, cairão as máscaras de oxigênio. Primeiro, você deve colocar a própria máscara. Só depois, ajudar quem estiver ao seu lado. É preciso estar em condições para ajudar os outros.




Guardando a mensagem

Facilmente, percebemos os erros alheios. E os repreendemos. Ajudar os outros a se consertar é uma coisa importante e necessária. Somos responsáveis uns pelos outros. Mas, para tirar o cisco do olho de alguém, preciso estar vendo bem. Acontece que, muitas vezes estamos com uma falha pior do que a que queremos consertar na vida de outrem. A hipocrisia é justamente estranhar o malfeito do outro, quando a nossa vida não é nada exemplar. Realmente, precisamos ajudar quem está ao nosso lado. Mas, primeiro consertemos a nossa vida.

Tira primeiro a trave do teu próprio olho (Mt 7, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
com certeza, em nossa vida há muito a corrigir, por isso nos convidas à conversão todos os dias. Não podemos ensinar sem viver. Não podemos cobrar dos outros o que nós mesmos não fazemos. Ajuda-nos, Senhor, a reconhecer a trave, que talvez tenhamos em nossos olhos, que nos impede de estar em condições de ajudar os outros. Como estás ensinando, um cego não pode guiar outro cego. Dá-nos, especialmente, pela presença do teu Santo Espírito, que não nos arvoremos em juízes de ninguém, que não julguemos para não sermos julgados com a mesma medida. Dá-nos, Senhor, um coração generoso e bom como o teu, para respeitar, amar e perdoar os nossos irmãos em suas faltas e em suas fraquezas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você lembra o que é Exame de Consciência? É examinar a própria vida, pra ver onde está acertando e onde está desviando-se do caminho de Deus. Hoje, arrume um tempinho pra fazer o seu Exame de Consciência.

Comunicando

Reserve já sua bíblia e seu caderno de anotações. Hoje tem Segunda Bíblico, a sétima aula sobre o Livro do Apocalipse. Claro, você ainda pode se inscrever e receber os links das aulas anteriores. Duas formas para você se inscrever: pelo Sympla.com.br ou pela Secretaria da Segunda Bíblica, através do Whatsapp 81 3229-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro , sdb

Tenha medo não.

 



   21 de junho de 2026.   

12º Domingo do Tempo Comum


     Evangelho.     


Mt 10,26-33

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 26“Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.


     Meditação.     


Não tenham medo dos homens (Mt 10, 26)

O medo está presente em nossa vida. Muito presente. Você tem medo de acharem você um patinho feio, uma pessoa que não age como os outros. É o medo de não ser aceito socialmente. Você tem medo de não poder pagar suas contas, não ter como sobreviver dignamente. É o medo do desemprego. Você morreu de medo de pegar a Covid 19 e ter que ficar em isolamento ou ir parar na UTI. É o medo da morte.

No evangelho de hoje, Jesus repete três vezes: “Não tenham medo!” Seus apóstolos e suas primeiras comunidades viram o que aconteceu com ele e com muitos dos seus seguidores: a perseguição que os levou a processos nos tribunais, morte de cruz, apedrejamento. No caminho do calvário, Jesus sussurrou para as mulheres que choravam por sua causa: “se fizeram isso com a lenha verde, o que não fazer com a lenha seca”. Isso quer dizer que os cristãos não podem esperar que a sua fé não incomode ou não atraia algum tipo de perseguição.

Muita gente vive assim acuada pelo medo da perseguição. “Não tenham medo”, disse Jesus. E deu uma primeira razão: não há nada escondido que não vá ser descoberto, isto é, os verdadeiros propósitos de quem persegue serão revelados, mais cedo ou mais tarde. A verdade do evangelho vai resplandecer e prevalecer. Não ter medo significa manter a serenidade nessas horas; cultivar a paciência que é a condição de quem resiste de pé; e ser perseverante para continuar anunciando, proclamando a verdade de Deus sobre os telhados.

Outro grande medo que nos acompanha é o medo da morte. “Não tenham medo”, disse Jesus. E deu uma razão: Deus está no comando de tudo. Até os cabelos de sua cabeça, Deus sabe quantos são e não caem sem sua permissão. E se um pardalzinho for cassado, foi porque Deus consentiu. Então, a morte não tem a última palavra sobre a nossa vida, só Deus. São Paulo explicou na carta aos romanos: A morte entrou por causa do pecado, em Adão todos pecaram. De modo superior, a graça de Deus, em Cristo, nos salva do pecado e da morte (Cf. Rm 5,15). Se estamos em Cristo, já vencemos a morte.

Uma grande lição no evangelho de hoje. Não podemos viver com medo. O medo nos paralisa, nos adoece. E ele se apodera de nós quando cresce em nós a desconfiança, a insegurança. Onde cresce o medo, perde-se a consciência da presença de Deus. Sozinhos, sem Deus, acuados, viramos vítima fácil da ansiedade, do desespero, da depressão.

Não temos porque viver com medo. O profeta Jeremias, no meio de forte oposição, pode dizer: “O Senhor está ao meu lado como forte guerreiro, por isso, os que me perseguem cairão vencidos” (Jr 20,11). Jesus está nos dizendo: ‘Não temam a quem mata o corpo. Obedeçam a Deus que tem a vida de vocês em suas mãos’ (o corpo e a alma).




Guardando a mensagem

Diante do medo que pode tomar conta de nossas vidas por causa da oposição à vivência do evangelho, por causa do medo da morte ou por outras razões, Jesus, hoje, está nos repetindo por três vezes: “Não tenham medo!”. Compreendamos que o evangelho, a mensagem de Deus proclamada e vivida num mundo de desigualdades e de pecado, vai encontrar sempre oposição. Confiemos em Deus que está presente e toma a nossa defesa, em todas as situações. Confiemos em Cristo Jesus que venceu o pecado e a morte. Continuemos a testemunhar corajosamente a nossa fé. Nada de cristãos acuados pelo medo.

Não tenham medo dos homens (Mt 10, 26)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o medo enfraquece a confiança em Deus e nos joga nos braços da ansiedade e da depressão. Mas, tu, Senhor Jesus, estás nos dizendo “não tenham medo”. Os primeiros discípulos enfrentaram tribunais, prisões, feras com grande destemor. Em sua fraqueza, apresentavam-se fortalecidos pela fé em Deus, senhor de suas vidas. Dá-nos, Senhor, a graça de testemunhar corajosamente a nossa fé no meio de todas as dificuldades. Dá-nos a coragem de crer e a perseverança para viver a tua palavra. Dá-nos vitória em todas as nossas lutas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Seria bom você parar um pouco e pensar nos seus medos. De que você tem medo? De quem você tem medo? Depois, é o caso de você ler, com calma, o evangelho de hoje. Lá, está a resposta que você está precisando.

Comunicando

E já está seguindo, pelos Correios, o Certificado de Sócio Fiel AMA 2025 em gratidão e reconhecimento aos associados que fizeram suas doações regularmente, no ano passado. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O dia de amanhã.



  20 de junho de 2026.  

  Sábado da 21ª Semana do Tempo Comum



  Evangelho   


Mt 6,24-34

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?

27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?

31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer? Que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.



  Meditação.  


Não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas próprias preocupações (Mt 6,34)

Não se preocupem com o dia de amanhã”. Como assim não se preocupar com o dia de amanhã? Foi o que Jesus disse? Foi. E ele foi uma pessoa despreocupada com o dia de amanhã? Bom, ele era conhecido por sua profissão, carpinteiro. Portanto, reconhecido por seu compromisso com o trabalho, com a sobrevivência. Não era um malandro. Nem foi um hippie. E por que ele recomendou aos discípulos que não se preocupassem com o dia de amanhã?

Bom, primeiro vamos ver o que ele disse certinho. Ele estava falando sobre o perigo de se servir a dois senhores, a Deus e às riquezas. Tendo dois senhores, você acabará sendo fiel a um e faltando com o outro, não é verdade? Se nós confiamos em Deus, então vivemos menos estressados com o futuro. Confiamos em Deus. Confiamos que é ele quem nos sustenta e garante a nossa vida. Se nós confiamos é no dinheiro, então lutamos com todas as forças para garantir o amanhã, porque ele depende só de nós. No final, Jesus disse: “Não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas próprias preocupações. Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.


Nossa confiança em Deus não nos tira a responsabilidade com o presente e com o futuro. Mas, nos tira o peso e a sensação de estarmos sozinhos, lançados à própria sorte. Jesus nos mandou observar o que acontece com os pássaros e os lírios do campo. Nosso Deus e Pai os alimenta. Ele os veste de maneira maravilhosa. Jesus disse: “Olhem os pássaros do céu”. Ele nos mandou olhar, não imitar os pássaros do céu que não trabalham, nem poupam. Olhar e ver como Deus os alimenta, apesar de não plantarem, nem colherem. “Olhem como crescem os lírios do campo”. Não mandou imitar os lírios do campo que não trabalham, nem fiam. Olhar e se dar conta que Deus os veste, que a força de seu crescimento e de sua beleza vêm da força divina. Assim, sossegue o seu coração, é Deus quem providencia o seu alimento, a sua roupa, o seu sustento. Não viva numa aflição sem fim, num estresse doentio, com a preocupação do que vai ser amanhã, de como vai ser o futuro. Confia em Deus ou não confia?


Cada dia tem o seu peso pra gente carregar. Não nos sobrecarreguemos do peso do dia de amanhã. Vamos carregar o peso de hoje. Foi o que Jesus disse: “Para cada dia, bastam os seus próprios problemas”.




Guardando a mensagem


O jeito estressado, a excessiva preocupação com o amanhã, observou Jesus, é coisa de pagãos. Eles não conhecem o Deus vivo e verdadeiro. Eles não têm em quem confiar, a não ser em si mesmos e no seu dinheiro. Então, não se trata de você despreocupar-se, de viver irresponsavelmente. Trata-se de fazer bem a sua parte, levar o peso do dia de hoje com toda a responsabilidade e viver com a confiança de que nossa vida está nas mãos de Deus; que o nosso Deus e Pai é a nossa única segurança. Ele cuida de nós. Sabe do que nós precisamos. Estamos em suas mãos.


Não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas próprias preocupações (Mt 6,34)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

que diferença faz vivermos na fé, colocarmos o Reino de Deus em primeiro lugar em nossas vidas! Estamos na luta, trabalhando, estudando, planejando, pensando no dia de amanhã. Mas, não fazemos as contas só com nossas poucas forças ou com os nossos minguados recursos. Temos um pai, temos um Deus que nos sustenta, nos fortalece e garante o nosso amanhã. Podemos, então, viver tranquilos e dormir sossegados. Muito obrigado, Jesus, por nos recordares isso. Não nos deixes por nossa confiança no dinheiro, na riqueza. Não nos permitas que ponhamos nossa segurança nos bens deste mundo. Confiamos em Deus. Confiamos em ti. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra


Dom Bosco dava um conselho. Vou dá-lo também. Antes de dormir, escreva num papelzinho sua maior preocupação e ponha o papelzinho debaixo do travesseiro. Na sua oração, diga ao Senhor o que você escreveu. E vá dormir tranquilo, tranquila. Não é mágica. É só um exercício de confiança em Deus.


Comunicando

Compartilho com você a agenda dos meus próximos compromissos:

Dia 24 de junho - Show na cidade de Mirandiba, PE, momento religioso na tradicional festa de São João.
Dia 26 de junho - Missa e Entrevista na Rede Vida de Televisão, em São José do Rio Preto, SP.

Em julho:
Dia 05 - Passeio dos Ouvintes a Bezerros, a 107 km do Recife;
Dia 08 - Partida com os jovens missionários para a missão em Macapá, AP;
Dia 15 - Show no Recife, na festa do Carmo;
Dia 19 - Show em Manacapuru, AM, no aniversário da cidade.
Dia 22 - Show em Palmeira dos Índios, AL.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O sonho da riqueza.



   19 de junho de 2026.   

Sexta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum



   Evangelho.   


Mt 6,19-23

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão.



    Meditação.     


Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6, 21)

Depois de ter ensinado o Pai Nosso, como um modelo de oração, Jesus deu outro ensinamento importante, desenvolvendo um tema já presente no Pai Nosso. Toda atenção para não se enganar com a riqueza.

Ajuntar tesouros é uma tentação permanente. No ‘Pai Nosso’, Jesus nos ensinou a pedir ao Pai “o pão nosso de cada dia”, o necessário para a nossa sobrevivência, não riqueza, fortuna. Nossa confiança está em Deus, não no dinheiro. É o Senhor quem nos sustenta, quem nos guarda. Como disse Jesus, é só olhar como ele alimenta os pardais e veste belamente as flores do campo. Com maior empenho, ele cuida dos seus filhos e de suas filhas, de sua comida, de sua roupa, de suas contas. Nossa confiança não pode estar no dinheiro, na segurança econômica. Nossa confiança só pode estar em Deus, em nosso Pai providente.

Jesus sentenciou: “Mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. Não é ter muita coisa, muito dinheiro, muitos bens que resolve. A felicidade não está em ter bens. Precisamos, é certo, ter o suficiente para viver com dignidade. Mas, o acúmulo de coisas, de dinheiro, de bens pode nos dar a falsa impressão de segurança, de independência, de autonomia, de felicidade. De falsa felicidade. O coração humano não se contenta com coisas. Pode-se até ter a impressão que ao se ter a posse daquele bem, ou chegar àquele status, vai-se encontrar um grau de satisfação que vai ser a própria felicidade. Não é verdade. A felicidade não está em ter coisas, Jesus está nos lembrando.

Toda atenção: “Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração”. Se nos deixamos seduzir pelas coisas, pelo dinheiro, pela riqueza... nosso coração fica preso a esses bens. É a eles que amamos, é por eles que nos sacrificamos. Assim, desviamos o amor que devemos a Deus e ao próximo para o amor às coisas. E nos tornamos idólatras. No lugar do Deus vivo e verdadeiro, em quem devemos confiar, coloca-se a reserva que se tem no banco ou os imóveis que parecem conferir segurança. Logo, logo aparecem justificativas para o seu próprio egoísmo, para o isolamento e a insensibilidade para com a penúria do próximo.





Guardando a mensagem

A nossa escolha de vida é o trabalho honesto, no qual, com a providência de Deus, garantimos a sobrevivência de nossa casa, vivendo com sobriedade e essencialidade. Nosso ideal não é a riqueza e o luxo. Amamos o trabalho e valorizamos a partilha. Confiamos em Deus.

Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a traça, a ferrugem e os ladrões destroem o tesouro que juntamos aqui na terra. O tesouro de boas obras, do amor a Deus, da nossa comunhão contigo, esse sim, ninguém destrói. Esse permanece. Continua, Senhor, nos ensinando a não servirmos às riquezas, nem nos sacrificarmos a elas, como novos ídolos. Baste-nos o pão de cada dia, com confiança na providência divina e compromisso com o trabalho honesto. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Hoje, deixe um comentário a esta meditação no blog www.padrejoaocarlos.com. É lá que você pode ler o evangelho do dia e a própria meditação. Todo dia, eu dou uma olhada nos muitos comentários dos leitores e ouvintes sobre cada meditação: um agradece, outro pede oração, outro comenta uma passagem do evangelho. Só está faltando você! Para acessar o blog, é só clicar no link que lhe enviamos pelo WhatsApp ou digitar no seu navegador: www.padrejoaocarlos.com. 

Comunicando

Compartilho com você a agenda dos meus próximos compromissos:

Dia 24 de junho - Show na cidade de Mirandiba, PE, momento religioso na tradicional festa de São João.
Dia 26 de junho - Missa e Entrevista na Rede Vida de Televisão, em São José do Rio Preto, SP.

Em julho:
Dia 05 - Passeio dos Ouvintes a Bezerros, a 107 km do Recife;
Dia 08 - Partida com os jovens missionários para a missão em Macapá, AP;
Dia 15 - Show no Recife, na festa do Carmo;
Dia 19 - Show em Manacapuru, AM, no aniversário da cidade.
Dia 22 - Show em Palmeira dos Índios, AL.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb  

A oração que Jesus ensinou.



   18 de junho de 2026   

Quinta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum



     Evangelho.     


Mt 6,7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.



    Meditação.    


Vocês devem rezar assim (Mt 6, 9)

O tema de hoje, para nosso crescimento, é a Oração. O Pai Nosso é mais do que uma oração. É uma escola de oração. É como um discípulo ou uma discípula deve rezar, sempre. No Pai Nosso, podemos encontrar as quatro características da oração dos discípulos do Senhor.

A primeira característica é que é feita com intimidade e confiança em Deus. Não se trata de uma audiência de um servo com seu patrão. Trata-se do diálogo amoroso entre pai e filho ou filha. Por isso, Jesus ensina a invocar a Deus como “pai”, “Pai Nosso”. Esse modo de falar com Deus era inteiramente novo na história do seu povo. Falar com Deus com intimidade e confiança. No sermão da montanha, Jesus chamou a atenção dos discípulos para não imitarem os fariseus, nem os pagãos. Em contraposição ao exibicionismo dos fariseus e mestres de lei, Jesus os orientou a proceder como um filho que conversa com seu pai ou sua mãe, a portas fechadas no seu quarto. Nunca imitar os pagãos nesse assunto da oração, recomendou Jesus. Eles recorrem à força de muitas palavras para serem ouvidos. O Pai já está sabendo de nossas necessidades antes que abramos a boca. Intimidade e Confiança em Deus. É a primeira característica.

A segunda característica da oração cristã, sublinhada no Pai Nosso, é que ela busca, em primeiro lugar, a glória de Deus. É quando a oração vira louvor, adoração. Os primeiros pedidos do Pai Nosso, no evangelho de São Mateus, referem-se a Deus, buscando a sua honra e a sua glória. “Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. São três pedidos, todos dirigidos à glória de Deus: a santificação do seu nome, a vinda do seu Reino, a realização de sua vontade. Buscar, em primeiro lugar, a Glória de Deus. É a segunda característica.

A terceira característica da oração cristã é o pedido a Deus pelo nosso bem temporal e espiritual. É o que nós precisamos para viver com dignidade e em santidade. No Pai Nosso, são quatro os pedidos em nosso favor. “O pão nosso de cada dia, nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. O pão de cada dia, o perdão dos pecados, a vitória sobre a tentação e a libertação do mal. O ‘pão de cada dia’ compreende o emprego, o trabalho, o alimento, a segurança... São as necessidades de nossa sobrevivência. Mas, nem só de pão vive o homem. Também precisamos do perdão dos pecados e da restauração da vida, a partir da conversão e do crescimento do homem novo. Igualmente, precisamos da vitória sobre a tentação e a libertação do mal. A busca do nosso bem é a terceira característica.

A quarta característica da oração cristã é o compromisso. Nos três primeiros pedidos do Pai Nosso, desejando a glória de Deus, na verdade estamos nos comprometendo em santificar o seu nome, acolher o seu Reino, realizar a sua vontade. Nos quatro pedidos em nosso favor, não estamos delegando tudo a Deus, para ficar de braços cruzados esperando ele agir. Reconhecendo a mão de Deus em nossa vida, estamos nos comprometendo a ganhar o pão de cada dia com o nosso trabalho, a nos esforçar no caminho da conversão e do perdão aos nossos agressores, a fugir das ocasiões de pecado e a lutar contra o mal. A oração nos compromete. Compromisso é a quarta característica.




Guardando a mensagem

Somos hoje instruídos por Jesus sobre a Oração. Ele ensinou o Pai Nosso, uma verdadeira escola de oração. Nele, encontramos as quatro características da oração dos discípulos do Senhor: intimidade e confiança em Deus, busca de sua glória, busca do nosso bem e o compromisso em realizar a sua vontade.

Vocês devem rezar assim (Mt 6, 9)

Rezando a palavra

Rezemos como Jesus nos ensinou:

Pai nosso que estais nos céus,
santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Amém.


Vivendo a palavra

A dica de hoje está evidente: rezar o PAI NOSSO, bem rezado. Eu sei, eu sei que você já reza bem. Mas, pode rezá-lo ainda melhor. Reze com atenção ao que está dizendo. Reze deixando espaço para o Espírito Santo rezar em você.

Comunicando

Nesta quinta, dia eucarístico, temos a Santa Missa às 11 horas, com transmissão pelo rádio e pelo Youtube. Já estou lhe enviando o link pra você participar com a gente e o formulário para você colocar a sua intenção. A Missa começa às 11 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O seu momento diário de oração.



   17 de junho de 2026   

Quarta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum 



     Evangelho.    


Mt 6,1-6.16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

     Meditação    


Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Estamos ouvindo o Sermão da Montanha. Nele, Jesus faz uma reedição da Lei, orientando os seus seguidores sobre como se conduzir em diversas situações da vida. No ensinamento de hoje, ele toca em três temas: a esmola, a oração e o jejum. ‘Quando der esmola, não toque a trombeta diante de si, não dê publicidade à sua caridade. Quando jejuar, não desfigure o rosto, ninguém precisa saber de sua penitência. Quando for rezar, não exiba sua piedade em favor de sua boa imagem’. A orientação é afastar-se do jeito dos fariseus e realizar essas práticas religiosas com um novo espírito.

Vamos prestar bem atenção à preocupação de Jesus com relação à oração. Um grande defeito da oração dos fariseus era a ostentação. Disse Jesus, com toda clareza: “Quando vocês forem rezar, não façam como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens”. Os fariseus rezavam em público, mostrando-se praticantes fieis da religião. Eles eram realmente admiráveis pelo exato cumprimento externo das normas religiosas. E o povo os tinha em muita conta. Mas, esse modo de praticar a fé, no fundo, os estimulava a buscar prestígio e poder diante do povo. A ostentação destrói a prática religiosa.

Na ostentação, procura-se o reconhecimento por parte dos outros, o elogio dos homens. A ação que seria de louvor a Deus transforma-se em louvor a si mesmo. Na ostentação, manifesta-se a vaidade. Pela vaidade, a honra que é devida a Deus eu a canalizo para a minha pessoa. Jesus via isso também nos trajes dos fariseus e seus mestres, com a desculpa de homenagear as palavras da Lei. A ostentação é também uma forma de humilhar os pobres e as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Além do mais, a ostentação é irmã do fingimento, da hipocrisia. É o culto da aparência, onde a verdade não conta, só o que fica bem na foto.

Pelo contrário, ensinou Jesus, “quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. A oração é um ato de intimidade entre Pai e filho. “Entra no teu quarto e fecha a porta”. Quarto é uma maneira simbólica de falar da própria intimidade. Esse é o primeiro templo, o nosso interior. A oração é como estar de portas fechadas, você e o seu Pai, conversando no seu quarto. É no espaço interior, longe de olhares curiosos ou das manifestações públicas de santidade, que você e Deus conversam, trocam confidências, acertam as coisas.




Guardando a mensagem

Os fariseus gostavam da oração da praça. Uma oração marcada pela ostentação, pelo jogo da aparência, pela falsidade das intenções. A oração servia para engrandecer sua imagem de homens devotos e cumpridores das obrigações religiosas. Era, afinal, uma louvação a si mesmos. Jesus aconselhou a oração do quarto. Uma oração marcada pela simplicidade, pela intimidade. Um diálogo amoroso e filial com Deus, no templo da própria interioridade.

Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o teu ensinamento de hoje é uma grande lição para nossa vida de oração. Diante de Deus, não vale a aparência. Vale a verdade. No relacionamento com ele, conta pouco a formalidade. Vale especialmente a simplicidade, a confiança e a intimidade de filho ou filha no encontro com o seu Pai. O teu ensinamento, Senhor, não desprestigia os nossos templos. Mas, fica claro, que antes do templo de pedra, a oração se faz verdadeira no meu templo interior. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Uma conquista importante em sua vida de piedade, é chegar a manter, com regularidade, o seu momento diário de oração. Não é coisa de outro mundo, é coisa simples. Nem precisa ser muito tempo, o tempo que você dispõe. Se for o caso, aos poucos, você vai aumentando esse tempo. O importante é manter o ritmo: todo dia, no mesmo horário, possivelmente. E o que fazer nesse momento: suas orações pessoais e a leitura da Bíblia (possivelmente o evangelho do dia) com a meditação da Palavra. Quem tiver mais tempo, reze também o terço mariano. Isso vai fazer muita diferença em sua vida: o seu momento diário de oração. 

Comunicando

Hoje é dia do Encontro dos Ouvintes, no Recife. Vamos nos encontrar na Paróquia da Várzea, a partir das 18 horas. Na programação: Terço Mariano, Santa Missa, Adoração Eucarística e Momento de Integração e Sorteio com os ouvintes. Acompanhe pelo rádio e pelo YouTube. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Não deixe a raiva virar ódio.







  16 de junho de 2026  

Terça-feira da 11ª Semana do Tempo Comum

  Evangelho.  


Mt 5,43-48


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!

45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?

47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.


  Meditação.  


Amem os seus inimigos e rezem por aqueles que perseguem vocês (Mt 5, 44).


Prepare o coração. Jesus nos mandou amar os inimigos. Essa atitude cristã supera o comportamento humano digamos “normal” que seria amar os amigos e odiar os inimigos. Viver na fé em Jesus Cristo nos faz superar essa posição.


Ter raiva é uma coisa natural. Deixar que a raiva tome conta da gente, aí é que não dá. Permitir que a raiva se transforme em rancor, ódio e nos cegue em nossas atitudes, aí não. Segundo o ensinamento de Jesus, o melhor caminho é acalmar o coração e tentar ver em quem nos ofende ou nos agride um irmão, uma pessoa que está equivocada, mas continua a merecer nossa consideração. Não responder-lhe na mesma medida, não desejar-lhe o mal, antes preservar sua boa imagem, querer o seu bem, rezar por ele ou por ela. É o que Jesus está nos dizendo neste evangelho.


Amar o próximo é o mandamento. Amar a Deus e amar o próximo. E quando o próximo for nosso inimigo ou a nossa inimiga, aí a coisa se complica. Amem os seus inimigos, mandou Jesus. Esse é o caminho da perfeição, amar os inimigos. E é nessa via que nós caminhamos, porque o Pai é perfeito. ‘Sejam perfeitos como o Pai do céu é perfeito’. Jesus foi claro: ‘tornem-se filhos do Pai que faz nascer o sol sobre maus e bons e manda chuva para justos e injustos’. O Pai é o modelo para o filho. O nosso Pai trata bem os maus, porque ele é pai de todos e a todos ama. Como filhos, nós o imitamos.


Olha que interessante essa palavra de Jesus: “Tornem-se filhos do seu Pai que está nos céus”. O dom da filiação divina nós o recebemos no batismo, por meio do Espírito Santo. Somos filhos de Deus. Mas, Jesus está nos dizendo “tornem-se filhos do seu Pai”. Então, mesmo tendo recebido a graça de sermos filhos de Deus, precisamos aprender a agir como ele, neste caso, amando os nossos inimigos. Na carta aos Hebreus, a esse propósito, há uma passagem interessante sobre Jesus que aprendeu a ser um filho obediente. “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.” (Hebreus 5,8). Pelo sofrimento, Jesus aprendeu a obediência de filho. Jesus é o maior exemplo. Ele falou e fez. Na cruz, humilhado, traído, torturado só pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, porque, disse ele, “eles não sabem o que fazem”. Rezou por eles. Também por eles, deu a vida.


Jesus está chamando a nossa atenção para o diferencial do cristão. Não agir como os pagãos ou pessoas reconhecidamente pecadoras desse mundo. Eles amam os seus amigos, tratam bem os seus iguais. Temos que imitar o Pai. Temos que imitar Jesus. Amar os inimigos, rezar pelos que nos perseguem, fazer o bem a quem nos maltrata.





Guardando a mensagem


Jesus nos mandou amar os inimigos, fazer-lhe o bem. E nos deu como modelo o Pai, o nosso Deus. O próprio Jesus é nosso modelo. Imitando Jesus, amamos a todos, queremos o bem de todos e, quando perseguidos, injuriados ou difamados, lutamos para não guardar mágoa, nem alimentar ódio em nosso coração. Antes, rezamos por quem nos faz o mal e queremos o bem de quem nos ofende. É nesse espírito que enfrentamos a defesa dos nossos direitos e a busca da verdade. Sem ódio no coração.


Amem os seus inimigos e rezem por aqueles que perseguem vocês (Mt 5, 44).


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

está aí uma coisa difícil: amar os inimigos. Mas, esse é o jeito certo do cristão ser, para parecer contigo, para ter os mesmos sentimentos teus, como nos aconselhou o apóstolo. Ajuda-nos, Senhor, a tirar do nosso coração todo sentimento de rancor, de ódio, de inclinação à vingança. Ajuda-nos a cultivar o amor cristão que vê no outro, mesmo no inimigo, um irmão ou uma irmã que precisa encontrar o caminho do bem. Abençoa, Senhor, os que nos fazem o mal. Eles também são irmãos que precisam encontrar a graça da conversão. Ensina-nos, Senhor, o caminho do diálogo, do respeito e da paz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Identifique, hoje, na sua história de vida, alguém que lhe tenha feito muito mal. Fale com Jesus, em sua oração, pedindo-lhe forças para perdoar esse alguém.


Comunicando


Amanhã, 17 de junho, quarta-feira, teremos Encontro dos Ouvintes aqui no Recife. O Encontro será na Paróquia da Várzea (N. Senhora do Rosário). Na programação: Terço Mariano às 18 horas, transmitido em rede de rádios; Santa Missa às 19 horas, seguida de Adoração Eucarística, com transmissão também pelo YouTube. Ouvintes do rádio e da meditação, associados, paroquianos da Várzea, você: estão todos convidados. Encontro dos Ouvintes - Amanhã, à noite, no Recife, na Paróquia da Várzea.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





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