BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO
Neste mês de julho, a Igreja está rezando pelo respeito e proteção da vida humana em todas as suas etapas.
O melhor lugar para escutar.
Teimoso como você.
20 de julho de 2026
Meditação.

As lições do joio e do trigo.
19 de julho de 2026
Evangelho.
Mt 13,24-43
Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’
28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’
29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’”
31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”.
33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”.
36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!”
37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes.
43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.
Nós formamos famílias cristãs, zelando para que elas cresçam na unidade da fé. Organizamo-nos em comunidades cristãs, procurando trilhar os caminhos da santidade. Respiramos ainda um clima religioso em nosso país, sentindo-nos todos um povo abençoado por Deus.
Mas, sabemos que nem tudo são flores. Em nossa terra, há processos e estruturas responsáveis por desigualdade, injustiça, desemprego. Em nossas comunidades cristãs, também se abrigam pessoas preconceituosas, egoístas e violentas. Em nossa casa, também moram infidelidade e violência doméstica. Tem joio no nosso roçado.
Jesus nos conta, hoje, uma parábola super-interessante, a do joio e do trigo. Na plantação, só entrou a boa semente de trigo. Mas, o inimigo veio de noite e semeou também o joio. Quando cresceram e o trigo começou a dar espigas, notou-se que uma parte da plantação era joio. E o joio é parecido com o trigo, com a diferença de que dá um fruto venenoso. Além de difícil de distinguir, suas raízes se misturam com as do trigo.
Ao descobrirmos o mal e os seus responsáveis em nossas famílias, em nossos grupos, em nosso convívio social, achamos logo a solução: arrancá-los de nossa convivência, extirpando o mal pela raiz. Foi o que os trabalhadores quiserem fazer com o joio. Mas, o agricultor não permitiu. Iria prejudicar o trigo. O melhor era ter paciência e aguardar o tempo da colheita. Aí, sim, o trigo seria recolhido e guardado no celeiro. E o joio queimado no fogo.
O que Jesus está nos ensinando, com esta parábola?
A primeira lição é renunciarmos à presunção de sermos gente santa e pura, em contraste com os maus e pecadores. Santos, nós somos pela graça de Cristo que nos redimiu. Mas, igualmente somos pecadores. Os fariseus se julgavam justos, praticantes, separados. Assim, cometeram muita injustiça com o povo pobre ou sem conhecimento da Lei. E rejeitaram Jesus, que vivia misturado com os pecadores. Em nome da pureza da raça, cometeu-se a tragédia do holocausto, particularmente contra os judeus. Somos santos e pecadores. Não devemos ceder à tentação de querer viver separados, como um trigo santo. Há sementes de joio em nosso coração e joio crescido em nossa própria comunidade. Mais humildade.
A segunda lição é não nos arvorarmos em juízes dos outros. Só Deus julga e condena, mas só o fará no final de tudo, na colheita. Ele dá toda chance, age com grande paciência e aguarda a conversão para sanar o mal com o seu perdão e a sua misericórdia. Assim, não tomemos o lugar de Deus. Espelhemo-nos nele, em sua paciência e em sua compaixão. Devemos apontar os erros e as estratégias que nos pareçam equivocadas, mas não desrespeitemos a dignidade humana de quem quer que seja. Não coloquemos ninguém no inferno. Não julguemos para não sermos julgados.
A terceira lição é continuarmos a ser bons e cada vez mais amorosos com Deus e com o nosso próximo, apesar de estarmos rodeados de tentações e convivendo com o joio. O mal me obriga a ser bom com maior consciência, com maior responsabilidade e com sempre maior capacidade de resistência e perseverança. O mal nos obriga a assumir mais claramente a nossa condição de filhos amados e de irmãos servidores. Que o mal não nos faça maus. Ao contrário, como fermento na massa, trabalhemos para melhorar as pessoas e o mundo.
Na parábola do joio e do trigo, descobriram que havia joio junto com o trigo, que não dava para arrancar logo o joio e que o final do joio e do trigo seria bem diferente. Três lições podemos recolher desta parábola: renunciar à presunção de querermos viver no gueto dos santos; ser tolerantes, evitando julgar e condenar os outros; e reafirmar, com clareza, nossa adesão ao bem e à verdade, exatamente onde a mentira e a desonestidade querem ter a última palavra.
O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno (Mt 13, 38).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
vivemos num mundo complicado, em meio a um grande pluralismo cultural e religioso e a uma polarização política empobrecedora. Tua palavra hoje nos ajuda a nos colocarmos melhor nessa situação. Tu nos ensinas a não nos isolarmos do mundo, pensando que estaremos a salvo em nossos grupos afins nas redes sociais ou em nosso ambiente religioso exclusivo. O joio está em toda parte. Nesse contexto, precisamos ser bons e muitos bons, com frutos de solidariedade, de santidade, de amor a Deus e ao próximo; Não só não nos deixarmos contagiar pelo vírus do mal, mas sermos fermento na massa. Ensina-nos, Senhor, a ser tolerantes, sem cairmos no relativismo de que tudo está certo e no fatalismo, de que isso não tem jeito. Na colheita, terás a palavra final. Até lá, queremos ser trigo e dos bons. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Escolha um momento no seu dia para ler o evangelho de hoje, na sua Bíblia: Mt 13,24-43.
Faço show, hoje, na cidade de Manacapuru, estado do Amazonas, Prelazia de Coari. O municipio está completando 94 anos de emancipação. Presido a Santa Missa de ação de graças e, em seguida, faço o show. Na quarta-feira, o show é em União dos Palmares, Estado de Alagoas, na festa da padroeira Santa Maria Madalena.
Um plano para matar Jesus.
Evangelho.
Meditação.
Caridade em primeiro lugar.
1Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!”
3Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?
6Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.
Meditação.
Em caminhada com Jesus, em dia de sábado, os discípulos, com fome, passando no meio de uma plantação, apanharam espigas para comer. Pronto, isso foi o suficiente para escandalizar os fariseus. Acusaram os discípulos de estarem profanando o sábado.
Os judeus guardam o sábado, pensando no descanso de Deus no final da obra da criação. Nós cristãos guardamos o domingo, por causa da ressurreição de Jesus. Os muçulmanos já guardam a sexta, festejando o dia em que Deus – Alá – criou o homem. No tempo de Jesus, a interpretação que os hebreus faziam do sábado era muito rigorosa, cheio de normas e detalhes. Não se podia trabalhar, de jeito nenhum. Até os passos deviam ser contados para não se ofender a santidade do sábado, o shabat.
Jesus chamou os seus opositores à razão: a necessidade humana está acima de uma norma religiosa. Se eles estavam com fome, é justo que procurassem conseguir o alimento. Note que a reclamação não foi porque arrancaram espigas da plantação. Isto era possível. O que não se podia era fazer isso em dia de sábado. Jesus relembrou que Davi e seus soldados, voltando de uma campanha, mortos de fome, comeram os pães das oferendas do Templo, o que não era permitido. E estava tudo certo.
Religião sem caridade vira uma coisa desumana. Jesus recordou um ensinamento escrito no Profeta Oséias, no Antigo Testamento “Quero a misericórdia e não o sacrifício”. Quando você ouvir essa palavra “sacrifício” na Bíblia, lembre que ela se refere aos sacrifícios de animais que se fazia no Templo de Jerusalém (bois, carneiros, aves). O sacrifício é uma forma de culto muito comum nas religiões antigas. Então, Deus está dizendo nesta palavra do profeta que prefere a misericórdia ao sacrifício de animais. O verdadeiro culto é o da misericórdia, do amor, da caridade para com o próximo.
No livro do Profeta Isaías, também no Antigo Testamento, há uma reclamação de Deus. Deus reclama do culto que está recebendo: tantos sacrifícios de animais, ofertas, mas tanta injustiça, tanta violência no meio do povo, e nas mãos e no coração de quem está celebrando o culto! Isso sim é uma ofensa a Deus. "Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado", rezamos no Salmo 50.
Os fariseus estavam reclamando porque, em dia de sábado, os discípulos, que estavam com fome, estavam colhendo espigas para comer, durante o trajeto. O que vai agradar mais a Deus: seguir à risca a lei do sábado ou dar de comer a quem está com fome? O sacrifício ou a misericórdia?
Os fariseus do tempo de Jesus faziam uma interpretação muito rígida da lei do sábado, uma norma religiosa que visava o louvor de Deus, mas também o descanso do trabalho nesse dia. Eles viram os discípulos colhendo espigas no sábado e ficaram revoltados. Para eles, com esse trabalho, o sábado estava sendo profanado. ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’, disse o Senhor pela boca dos profetas. O amor está acima de tudo. O primeiro louvor a Deus é o amor. E não dá para mostrar amor a Deus e não amar o seu irmão. Deus não fica contente com um culto bonito ou um louvor arrebatador que não esteja comprometido com a caridade, a compaixão para com os sofredores. Ele se agrada mesmo da misericórdia, do amor pelo pequeno. É isso que dá sentido e verdade ao nosso culto, ao nosso louvor.
Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Mt 12, 7)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
às vezes, não vemos a ligação que existe entre o culto que te prestamos e a caridade que devemos ao próximo. Na misericórdia, no amor solidário pelos mais sofridos, começa o verdadeiro culto que se explicita depois nos ritos, nas celebrações religiosas. Amar os irmãos, sobretudo defendendo, protegendo os doentes, os presos, os pobres, os mais frágeis, é uma forma de louvor a Deus. Senhor, ajuda-nos a viver nossa vida cristã e nossas práticas religiosas em sintonia com o amor ao próximo. Que a nossa devoção e o culto que te dirigimos tenham sua versão concreta no serviço aos mais pobres, no respeito aos idosos, na defesa da vida, pois preferes a misericórdia ao sacrifício. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Muita coisa, podemos fazer pelos irmãos e irmãs mais sofridos. A Igreja até fala das obras de misericórdia. E a tradição colecionou sete obras de misericórdia corporais e sete obras de misericórdia espirituais. Você as conhece? No final do texto da Meditação de hoje, vou deixar a lista completa das obras de misericórdia. Dê uma olhadinha em www.padrejoaocarlos.com. Para quem recebe a Meditação pelos aplicativos, é só clicar no link que estamos enviando. Jesus nos quer misericordiosos, como ele.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

AS OBRAS DE MISERICÓRDIA
Há catorze Obras de Misericórdia: sete corporais e sete espirituais.
Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a que tem fome
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Dar pousada aos peregrinos
4) Vestir os nus
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos
Obras de misericórdia espirituais:
1) Ensinar os ignorantes
2) Dar bom conselho
3) Corrigir os que erram
4) Perdoar as injúrias
5) Consolar os tristes
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos
A lista das obras de misericórdia espirituais tirou-a a Igreja de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc.
A Senhora do Escapulário.
Evangelho
Meditação.

Tenho ainda dois shows neste mês de julho:
- em Manacapuru, AM, no aniversário da cidade, no próximo dia 19;
- em União dos Palmares, AL, na festa de Santa Maria Madalena, no próximo dia 22.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Eles fecharam o coração.
15 de julho de 2026.
Quarta-feira
Evangelho.
Mt 11,25-27
25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”
Meditação.
Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11, 25)
Jesus usa muito a palavra “pequeninos”. O tempo todo, ele está cercado por gente sem grande expressão social, pobres, doentes, mulheres, crianças, sofredores de todo tipo. Eles são os pequeninos. Quase toda a atividade de Jesus ocorreu na periferia do mundo judaico, na Galiléia, norte do país, terra de agricultores, artesãos, pescadores, moradores de vilas e pequenas cidades. Os evangelhos nem chegam a citar a capital da Galileia, Tiberíades, onde morava o rei Herodes. Em Jerusalém, capital da Judéia, Jesus ia, basicamente, nas grandes romarias.
Os grandes, os importantes, os ricos tinham mais dificuldade de acolher o Reino. Basta lembrar o episódio do encontro com o jovem rico e o comentário que Jesus fez em seguida: “Como é difícil o rico entrar no Reino de Deus”. A Nicodemos, um membro importante do Sinédrio que o procurou à noite, Jesus explicou que ele precisava nascer de novo, renascer do alto. Muitas vezes disse aos discípulos e discípulas que só dava para entrar no Reino de Deus quem fosse como as crianças, isto é, quem se tornasse como os pequeninos ou fosse solidário com eles.
No evangelho de hoje, Jesus está em oração. Ele louva o Pai porque o Reino está sendo revelado aos pequeninos. Igualmente o louva porque, revelando o Reino a uns, o Pai o esconde a outros, os sábios e entendidos. E o que é que está havendo com os sábios e entendidos, isto é, com os estudados, os professores da Lei, os que se sentiam conhecedores da Palavra de Deus? Estes fecharam o coração. Não conseguiram ver em Jesus de Nazaré a revelação do Pai amoroso e fiel que fez aliança com Israel. Encheram o peito de presunção de que já sabiam de tudo. E de inveja, sentindo-se ameaçados pela popularidade de Jesus, por seus ensinamentos e por seus milagres.
Embora Jesus pregasse pra todo mundo, a todos procurasse iniciar no Reino, via-se cercado de gente simples e pobre, pecadores, sofredores. Os grandes também se aproximavam, mas quase sempre para censurar, para tentar coibir a sua palavra, para desafiá-lo... Estes tentavam desmoralizar o seu ministério ou encontrar motivo para denúncias e perseguições. Os grandes fecharam o coração. Os pequenos abriram-se à obra de Deus. É o que Jesus está vendo. E por isso está louvando o Pai.
Guardando a mensagem
Jesus rezou, publicamente, louvando o Pai porque este estava revelando o Reino aos pequeninos. E o estava revelando por meio do Filho. Em Jesus, reconhecemos a bondade e a misericórdia do nosso Deus, atuando em favor do seu povo. Os grandes fecharam o coração. Os grupos de poder rejeitaram Jesus. Os pobres e os pecadores aproximaram-se dele, acolhendo o Reino que ele anunciava. A lógica de Jesus é a lógica do Pai. Ele escolhe os pequenos. A lógica de Jesus deve ser a nossa também. Valorizemos os pequenos. O Reino é deles. No sermão da Montanha ele disse: “Felizes os pobres porque o Reino de Deus é deles”. Tornemo-nos pequenos, sejamos solidários com eles, se quisermos ter parte no Reino.
Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11, 25)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
na oração que nos ensinaste, pedimos ao Pai: “venha a nós o vosso Reino!”. Tu nos ensinaste a rezar assim para que entendamos que o Reino é, antes de tudo, um dom que nos vem do Pai, não é uma conquista de nossas obras, de nossa inteligência ou de nossa santidade. O Reino vem a nós por pura bondade e graça de Deus, nosso Pai. E és tu, Senhor Jesus, que nos revelas o Pai, que nos comunicas o seu Reino, sua presença amorosa em nossa história. Venha a nós o vosso Reino! Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém
Vivendo a palavra
Hoje, durante o dia, reze com Jesus, mais de uma vez: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos”.
Comunicando
Com gratidão, a Inspetoria Salesiana do Nordeste comunica que concluímos com êxito a Campanha de Solidariedade em prol das vítimas dos terremotos na Venezuela. O resultado financeiro, bem superior à meta prevista, está sendo repassado aos Salesianos da Venezuela, para reforçar os seus esforços humanitários em socorro das famílias atingidas pela catástrofe. Informe detalhado da campanha, você pode conferir no portal da Inspetoria: www.salesianos.org.br/solidariedade.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
A decepção de Jesus.
Meditação.
Nosso encontro de ontem, na Segunda Bíblica, no Youtube, foi especial. Bonito ver tanta gente interessada em conhecer melhor o livro da Palavra de Deus. Foi o encontro nº 10 do nosso estudo sobre o Livro do Apocalipse. Fizemos uma live com um resumo de todo o conteúdo dado até agora. Como são 30 encontros, ainda tem muita coisa pela frente. O convite é você se integrar nessa jornada de conhecimento da Palavra de Deus. Para isso, é preciso se inscrever. Inscrevendo-se você já começa recebendo o ebook do resumão e o acesso ao grupo do Whatsapp. Inscreva-se pelo Sympla.com.br ou faça contato com a Secretaria da Segunda Bíblica pelo WhatsApp 81 8942-6406. Só está faltando você!
Será que Jesus se equivocou?
Mt 10,34-11,1
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10,34“Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra.
36E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40Quem vos recebe a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo.
42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.
Meditação.
Não pensem que eu vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada (Mt 10, 34).
Estamos diante de um texto que nos deixa perplexos. Oi, então Jesus veio fazer guerra, fazer confusão? O que será isso? Os anjos cantaram ‘paz na terra’ no seu nascimento. E agora ele vem dizer que não veio trazer a paz. Não dá para entender....
Calma minha gente, calma. Vamos tentar entender o que Jesus está nos dizendo... Ele disse que não veio trazer a paz à terra. De que ‘paz’, ele estará falando? Disse que veio trazer a espada. De que ‘espada’, estará falando?
Bom, então vamos lá. Há “paz” e “paz”. A paz de Jesus não é a paz do mundo. A paz do mundo é aquela expectativa de uma vida sem conflitos, sem traumas. Uma paz que é não mexer com ninguém, deixar como está para não complicar pro nosso lado. Jesus tinha dito na última ceia: “Eu lhes dou a paz, eu lhes dou a minha paz. Mas, não a dou como o mundo a dá”. Então, a paz de Jesus não é a paz do mundo.
A paz de Jesus também não é a paz dos dominadores. Os dominadores do tempo de Jesus, os romanos, gabavam-se de terem conquistado a paz. Tinham imposto a paz no mundo, vencendo os povos com sangrentas guerras e reprimindo qualquer indisposição contra o seu poderio. Era a 'pax romana'. A paz de Jesus, com certeza, não é a paz dos dominadores.
A paz de Jesus é a paz alcançada na cruz. É a comunhão com Deus e com os irmãos, destravada na sua morte e ressurreição. Estava tudo bloqueado pelo pecado e Jesus nos alcançou a reconciliação com o Pai. Por isso, ele se apresenta comunicando a paz, exatamente depois de sua ressurreição. Ressuscitado, se apresentou na comunidade e comunicou-lhes: “A paz esteja com vocês”.
Então, Jesus não veio trazer a paz como o mundo a pensa ou como os romanos a impuseram. Essa paz, ele não veio trazer. A paz de Jesus é a nossa reconciliação com Deus e com os irmãos, na sua cruz.
Mas, ele disse que veio trazer a espada. Bom, há “espada” e “espada”. Na paz dos romanos, a espada, sua principal arma, era instrumento de guerra, violência e opressão. A paz de Jesus não tem nada a ver com a paz dos romanos, então, a espada dos romanos também não tem nada a ver com a espada de que Jesus está falando, não é verdade? Pode ver que, naquela madrugada de sua prisão, no Monte das Oliveiras, Pedro puxou a espada e feriu o servo do sumo-sacerdote. Lembra o que Jesus disse? “Guarda tua espada, Pedro, quem com o ferro fere, com o ferro será ferido”. Jesus não veio trazer a espada da violência, de jeito nenhum.
Espada tem também outro sentido. Ela significa conflito, sofrimento. O velho profeta Simeão, no Templo, com Jesus pequenino nos braços disse a Maria: “Por causa desse menino, uma espada transpassará o teu coração”. É a espada da dor, da incompreensão, do sofrimento, da perseguição. Certamente, é dessa espada que Jesus está falando.
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Jesus está dizendo que quem se torna seu discípulo ou sua discípula não pode esperar que tudo aconteça certinho na sua vida, sem problemas, sem sofrimento. Essa é a paz da lógica do mundo, paz como ausência de conflito. Nossa escolha por Jesus não nos traz essa paz, pelo contrário, nos traz o enfrentamento, o conflito, o sofrimento. Traz-nos a espada. E isso é fácil de entender. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, desbancamos alguém ou alguma coisa que estava tomando o lugar de Deus na nossa vida. Quando levamos a sério o mandamento do amor ao próximo, tomamos o lado dos índios, dos trabalhadores, das mulheres, dos violentados. Claro, uma fé dessas gera conflitos dentro de casa e na sociedade. O evangelho gera pessoas comprometidas com o bem, a verdade, a fraternidade e a justiça. E isso, nem todo mundo aplaude.
Não pensem que eu vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada (Mt 10, 34).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
disseste que não vieste trazer a paz, mas a espada. De fato, seguir-te não significa que não teremos problemas e sofrimentos nessa vida. A tua paz não é a ausência de conflito, que nós tanto gostaríamos. A paz que nos trouxeste é a reconciliação com Deus e entre nós, alcançada no sacrifício de tua cruz com tanto sofrimento. A espada são as dificuldades e os sofrimentos que também nós enfrentamos pelas escolhas que fazemos contigo. Dá-nos o teu Santo Espírito para nos mantermos fiéis quando os conflitos e as dificuldades forem espada em nossa vida; firmes e perseverantes como tua santa mãe Maria, ela que foi traspassada por uma espada de dor, por tua causa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém
Vivendo a palavra
Seria bom você ler o texto desta Meditação para entender melhor a explicação. É só seguir o link que estou lhe enviando.
Você já sabe, mas é bom lembrar. Hoje é dia de Segunda Bíblica. Estamos estudando o livro do Apocalipse. E hoje é a aula de número 10. Por isso, vamos fazer uma live com um resumo de tudo que estudamos até agora. Assim, se você quiser, vai poder nos acompanhar a partir de agora. É importante se inscrever para receber o material de cada encontro, participar do grupo do Whatsapp e receber o Certificado no final do nosso estudo. Para se inscrever, entre no site Sympla.com.br ou faça contato com a secretaria da Segunda Bíblica pelo 81 8942-6406. Você vai nos encontrar no YouTube, Canal Padre João Carlos, às oito da noite, horário de Brasília. Em todo caso, já estou lhe enviando o link do encontro de hoje.

Postagem em destaque
O melhor lugar para escutar.
21 de julho de 2026. Terça-feira da 16ª Semana do Tempo Comum Evangelho. Mt 12,46-50 Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando ...
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