BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO
Neste mês de junho, a Igreja está rezando para que o esporte seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações.
No meio da tempestade.
Eu quero seguir Jesus.
Naquele tempo, 18vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”.
20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.
Meditação.
Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos (Mt 8, 22).
Nos evangelhos, encontramos textos maravilhosos em que aparece a generosidade de pessoas que foram chamadas a seguir Jesus e largaram tudo para atender ao seu convite. É Deus quem chama. Seguir Jesus é uma expressão para indicar a condição de ser seu discípulo, sua discípula. Caminhar com ele, ao lado dele, como muitos faziam, era uma espécie de escola, de tempo de formação e um modelo para toda a vida. Mesmo não andando com Jesus o tempo todo, o discípulo ou a discípula tinha sempre em mente estar caminhando com ele, seguindo os seus passos.
Generosos foram os primeiros discípulos, como narrado nos evangelhos. Aqueles pescadores largaram o barco, o mar, a família e passaram a acompanhar Jesus em suas andanças missionárias. Levi, sentado na coletoria de impostos, deixou tudo, ao ouvir o convite ‘Segue-me’. Mas, nem sempre a resposta foi pronta e generosa por parte de quem foi chamado. É assim que lemos, no texto de hoje, casos em que os convidados se mostraram reticentes e pouco generosos diante do convite para seguir Jesus.
Outro discípulo arrumou logo uma desculpa para retardar o seu engajamento no movimento de Jesus: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Isso quer dizer que ele adiaria o seu seguimento de Jesus para depois que o seu pai se fosse. Aí, sim, pensou ele, estaria livre, desimpedido... Não, meu amigo, o chamado é pra hoje. “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos, mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Anunciar o Reino de Deus é comunicar ao povo uma boa nova, uma notícia maravilhosa. É anunciar a vitória da vida sobre a morte e o mal. O pai dele precisava exatamente desta boa notícia. Não de um coveiro.
O Reino de Deus pede prioridade e exclusividade. ‘Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus’, ensinava Jesus.
Nos evangelhos, são narrados muitos exemplos de pessoas que, sentindo-se chamadas para o seguimento de Jesus, deixaram tudo e prontamente aderiram ao convite do Senhor. O evangelho de hoje, curiosamente, traz dois exemplos de convidados que não foram generosos e prontos na resposta. O primeiro estava preocupado com a segurança e as comodidades. Precisava entender o estilo de vida de Jesus e imitá-lo. O segundo condicionava sua adesão ao convite de Jesus ao final da vida do seu pai. Precisava entender que seguir Jesus é participar da experiência e do anúncio da vida nova, com plenitude e sentido. Esse era o bem maior a fazer ao seu pai.
Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos (Mt 8, 22).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
todos os dias, podemos sentir o teu chamado. A tua palavra é um permanente 'Vem e Segue-me!". Senhor, vivemos no meio de muitas amarras, de muitas urgências, de muitos compromissos, especialmente com a sobrevivência. Em tua Palavra, nos fazes perceber que, às vezes, queremos te seguir, como se isso fosse uma fuga dos nossos compromissos de família, de trabalho, de cidadania. Ao contrário, tu nos dizes, o teu caminho, sem nos tirar de nossa realidade, apenas exige de nós uma outra postura: simplicidade de vida, confiança em Deus, solidariedade com os irmãos. Igualmente, nos orientas que o que mais nossas famílias precisam é da vida que vem de vós, do sentido da existência que emana da tua Palavra, da experiência de amor que fazemos ao viver o teu evangelho. Senhor, queremos te seguir, com prontidão e generosidade. Dá-nos o teu Santo Espírito para nos ajudar a entender e viver os teus ensinamentos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Será que alguma coisa está impedindo você de seguir Jesus com mais entusiasmo? Seria interessante você escrever alguma coisa sobre isso, no seu caderno espiritual.

Somos a Igreja de Cristo.
Mt 16,13-19
Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Meditação.
Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16, 18)
Neste domingo, estamos celebrando a solenidade de São Pedro e São Paulo. Em Pedro, vemos as comunidades cristãs nascidas da grande tradição do antigo povo de Deus. Em Paulo, vemos as comunidades nascidas da pregação do evangelho entre os pagãos, por todo o mundo. Festejá-los é festejar a graça de sermos a Igreja de Cristo, rebanho apascentado por pastores designados pelo Senhor.
Olhando para a figura dos dois apóstolos festejados hoje, três coisas chamam logo a nossa atenção: a sua fragilidade, a confiança que Deus depositou neles e a sua fidelidade.
Em São Pedro e São Paulo, vemos a fragilidade humana. Pedro é um galileu, um homem da periferia do mundo judaico, um pescador. Achava que Deus não permitiria que Jesus passasse pela paixão. Na prisão de Jesus, ele negou que o conhecesse. Paulo era fariseu, membro do grupo que mais se opôs ao trabalho de Jesus. Foi testemunha do apedrejamento de Estêvão. Perseguidor das comunidades, invadia residências e prendia cristãos. Olhando a fraqueza de Pedro e Paulo, reconhecemos a nossa mesma fragilidade humana. Nós também temos os nossos defeitos. Cometemos erros.
Vendo, por um lado, a sua fraqueza, por outro, vemos a escolha de Deus, o seu chamado. Pedro, inspirado por Deus, reconheceu que Jesus era o Messias, o filho do Deus vivo. Sobre esta pedra - Pedro proclamando a fé - Jesus edificou a sua Igreja. Deu-lhe as chaves do Reino, isto é, a autoridade. E mesmo depois da negação, Jesus só quis saber se Pedro o amava, de verdade. E o confirmou na missão: “Apascenta as minhas ovelhas”. A Paulo, Deus revelou o seu filho, como está escrito na carta aos Gálatas (Gl 1, 16) e o designou para pregá-lo entre os pagãos. No clarão da estrada de Damasco, o perseguidor, alcançado pela misericórdia de Deus, torna-se incansável pregador do evangelho.
Dando-nos conta da fraqueza dos dois apóstolos, vemos ainda mais o amor de Deus que os escolhe e os envia em missão. Por isso, hoje, estamos celebrando suas vidas de missionários, sua dedicação à missão, sua fidelidade até o martírio. Pedro é a referência das comunidades que vão surgindo no mundo judeu e nas comunidades que vão nascendo no mundo todo. É um ponto de unidade, uma voz ouvida para dirimir as dúvidas, um laço de união de todas as lideranças da Igreja. O próprio Paulo vai a Jerusalém para conhecê-lo, para prestar contas de seu trabalho, para reconhecê-lo como líder. Pedro sofre com a comunidade de Jerusalém perseguida, ele mesmo é preso. Na prisão, experimenta a proteção de Deus e o carinho das preces da comunidade. Em Roma, com o seu martírio, selará o seu serviço de amor a Cristo e à sua Igreja. Paulo viaja o mundo todo, pregando, convertendo, organizando as comunidades, em meio a perseguições e sofrimentos. Na segunda carta a Timóteo, escreve que combateu o bom combate, guardou a fé e está pronto para ser derramado em sacrifício. Foi martirizado também em Roma, no centro do império.
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| São Pedro e São Paulo, rogai por nós! |
Celebrando os apóstolos Pedro e Paulo, estamos festejando a graça der sermos a Igreja do Senhor, liderada pelos pastores que, em seu nome, anunciam a fé, celebram o culto divino e nos presidem na caridade. Em Pedro e Paulo, percebendo a sua fragilidade, nos damos conta da graça do ministério e o seu esforço de fidelidade. Cristo continua governando sua Igreja, por meio dos sucessores dos apóstolos, os bispos, e do sucessor do apóstolo Pedro, o Papa. Estes pastores que hoje apascentam o rebanho de Deus também precisam de nosso apoio e de nossas orações. Na fé, reconhecemos que eles foram escolhidos por Deus e são assistidos em seu ministério pelo Santo Espírito de Deus. Neles, vemos também, com gratidão, a entrega de suas vidas a este serviço e o seu esforço de fidelidade. Bendizemos a Deus por eles e renovamos nossa adesão ao seu ministério.
Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16, 18)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
nós te bendizemos pelos teus apóstolos Pedro e Paulo. Neles, celebramos a vocação de todos os que pastoreiam o rebanho de Deus em nossos dias: os nossos bispos à frente de suas igrejas particulares, as dioceses, ajudados pelos presbíteros e diáconos; o colégio apostólico, expressão da comunhão e corresponsabilidade dos bispos em relação ao governo de toda a Igreja de Deus; o bispo de Roma, que preside o colégio apostólico e é o centro de unidade de toda a Igreja, o Papa. Nós te pedimos em favor deles: continua a assisti-los com o teu Santo Espírito. Nós te pedimos, também, por todo o povo de Deus, para que cresça na vivência do evangelho e seja uma luz nesse mundo perturbado pelo materialismo, pela exclusão social, pela descrença, pela doença. Que sejamos testemunhas da fraternidade, da justiça, da liberdade, expressões do amor de Deus. Protege, Senhor, nossos pastores, como o fizeste na libertação de Pedro da prisão, em que se encontrava por ordem de Herodes; como o fizeste libertando Paulo da boca do leão, como ele nos contou na segunda carta a Timóteo. Abençoa o nosso Papa Leão XIV, com saúde, sabedoria e fortaleza em todas as suas iniciativas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Reze, hoje, pelo seu bispo diocesano, pela conferência episcopal do Brasil (a CNBB) e pelo Papa Leão. Nossos pastores cuidam de nós e de toda a Igreja, em nome do Senhor. Amemos, defendamos e sustentemos nossos pastores com nosso afeto e nossa oração, como expressão de nosso amor a Cristo e à sua Igreja. Na Missa de hoje, lembre da oferta em apoio às iniciativas de caridade do Papa: ofereça o óbolo de São Pedro.
A fé de um pagão.
Evangelho.
Meditação.
Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb.

O leproso é você!

26 de junho de 2026.
Sexta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum
Evangelho.
4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”.
Meditação.
Podemos olhar a história do leproso de muitos pontos de vista. Hoje, eu quero convidar você a pensar que você é o leproso da história do Evangelho. Você é o leproso dessa história, combinado? Então, vamos lá. O leproso se aproximou de Jesus, se ajoelhou aos seus pés e pediu para ser purificado. Três gestos simbólicos importantes: aproximar-se, ajoelhar-se e implorar o favor de Deus. Muita gente quer uma graça, mas não se aproxima de Deus, não se ajoelha e não pede a sua graça. Vou me explicar.
Você aproximou-se de Jesus. Aproximar-se é buscar Deus. Diz lá o texto da Escritura: “Buscai o Senhor enquanto se deixa encontrar”. Buscar a Deus é procurar encontrá-lo na oração, na meditação, na audição de sua palavra. Lê-se assim no livro do Deuteronômio: “Quando então buscares o Senhor teu Deus, o encontrarás, se o buscares de todo o teu coração e com toda a tua alma” (Dt 4, 29). Então, sua primeira atitude, como o leproso, foi aproximar-se. Vou lhe dizer uma coisa. Foi muita coragem de sua parte, porque, por causa de sua doença, não lhe era permitido aproximar-se de pessoas sadias como você fez. Você passou por cima dessa norma social, você ultrapassou a faixa amarela e foi ao encontro de Jesus. Sim, é verdade, Jesus vinha passando com a multidão. Na verdade, é ele que vem ao seu encontro. Mas, é preciso a gente se aproximar, vencendo as barreiras que pretendem impedir esse encontro.
Você aproximou-se e ajoelhou-se diante de Jesus. Ajoelhar-se é um ato de adoração, em todas as religiões. Ajoelhar-se, prostrar-se é o reconhecimento da grandeza de Deus presente em Jesus, é um reconhecimento de sua divindade. Buscar a Deus não para que Deus faça a nossa vontade, mas que a vontade de Deus se cumpra em nossa vida. Maria expressou esse sentimento ao dizer: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Ajoelhar-se é um gesto de adoração, de humildade, de reconhecimento da grandeza de Deus e da disposição de estar a seu serviço.

Guardando a mensagem
Jesus vinha com a multidão. Deus toma sempre a dianteira, dá sempre o primeiro passo. E você, superando as barreiras que o mundo criou para nos manter à distância de Deus, aproximou-se de Jesus. Com espírito de fé e de adoração, reconhecendo em Jesus o salvador que o Pai nos enviou, pediu-lhe uma coisa importante. Pediu que se realizasse, antes de tudo, a vontade dele em sua vida. Bom, se não pediu, já sabe como fazê-lo. E você sabe como terminou a história.
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
o leproso somos nós. A lepra é um sinal de nossa condição de pecadores. E é do pecado que nos purificas com tua vinda e com o teu amor. Dá-nos, Senhor, a graça de não esquecermos que a ti e à tua cruz devemos a vida nova e a comunhão que hoje temos com Deus nosso Pai. Que em todas as nossas necessidades, nós nos aproximemos de ti com espírito de fé, e peçamos o teu favor, desejosos de realizar, antes de tudo, a vontade de Deus. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
No seu diário espiritual (no seu caderno de anotações), lembrando que você é o leproso, escreva uma breve oração a Jesus.
Comunicando
Você me acompanha hoje na Rede Vida de Televisão na Missa às 19 horas e no Programa Frente à Frente às 22 horas.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Os alicerces de sua vida.
25 de junho de 2026
Quinta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum
Evangelho.
Mt 7,21-29
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? 23Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.
24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”
28Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.
Meditação
Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)
Na história de Jesus e na história de nossa vida, sabemos: a crise sempre vem. É o inverno tropical: ventos, chuva e enchente. E a crise vem e derruba a casa, se a casa for mal construída. Se a casa for edificada sobre a areia, a ruína é certa. Desmorona, não tem jeito. E por que cai? Cai, porque suas bases são frágeis, porque não tem alicerces firmes.
O que seria a casa? A casa que a gente constrói é a nossa própria vida. Pode ser a vida profissional, pode ser o casamento ou qualquer outra construção humana. Quem constrói nas carreiras e pela lei do menor esforço edifica sobre terreno duvidoso. Esse pode ter o prejuízo de ter sua casa levada pelos ventos e pela enchente da primeira crise que vier. Construir na areia é optar pelo que é mais rápido e menos trabalhoso. Alicerce é coisa que gasta tempo, envolve esforço pessoal, paciência, dedicação. Lembra o evangelho de antes de ontem? Entrar pela porta estreita. A porta larga conduz à perdição.
Sem alicerce sólido, a sua casa não aguenta o inverno tropical. Sem estudo sério e comprometido, seu exercício profissional fracassa no primeiro teste. Sem séria formação do caráter, educação para a liberdade, capacidade de renúncia, o adolescente sucumbe na segunda oferta que um colega lhe fizer de um cigarro de maconha. Sem um namoro em que as pessoas cresceram, se acertaram e se organizaram com um mínimo de estrutura, o casamento pode desabar no terceiro desencontro do casal. Casas construídas sobre a areia não resistem às intempéries do inverno.
Jesus acrescentou um detalhe muito importante. Constrói casa sobre a areia quem ouve as suas palavras e não as pratica. Por outro lado, quem ouve as suas palavras e as põe em prática constrói sua casa sobre a rocha. É por isso, que os ventos, a chuva e as enchentes não a derrubam.
Quem está com os alicerces de sua casa comprometidos, uma boa notícia: a engenharia divina pode restaurar as bases de sua casa. Deus pode ajudar a reconstruir a sua vida!

Chuva, enchentes e fortes ventanias são uma representação das crises que se abatem sobre nós, na família, no trabalho, no casamento, na sociedade. Crises, problemas, fracassos, turbulências de todo tipo é o que não faltam em nossa vida. E vem pra todos. A diferença está nos alicerces. Se eles forem bons, a casa estará de pé quando a tempestade passar. E Jesus foi claro em dizer que alicerces são esses: ouvir sua palavra e pô-la em prática.
Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)
Rezando a palavra
Senhor,
Vivendo a palavra
Identificando alguma área de sua vida que mereça um reforço nos alicerces, pela prática da Palavra de Deus, faça um propósito de tomar alguma providência nesse sentido. Podendo, aconselhe alguém a fazer o mesmo.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Um novo tempo está começando.
Evangelho.
MISSA DA VIGÍLIA
Lc 1,5-17
5 Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7 Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. 8 Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9 Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10 Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11 Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12 Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13 Mas o anjo disse: "Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14 Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15 porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16 Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17 E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto".
MISSA DO DIA
Lc 1,57-66.80
57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.
Meditação.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Tratar bem todo mundo.
Mt 7,6.12-14
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!
Jesus disse que ‘fazer aos outros aquilo que queremos que nos façam’ realiza o núcleo da Lei e dos Profetas. ‘A Lei e os Profetas’ – é uma forma de falar da própria Palavra de Deus, da Bíblia. Fazer o bem aos outros é uma forma de realizar integralmente a palavra de Deus.
"Faça aos outros aquilo que você deseja que lhe façam" é outra forma de dizer "ame o seu próximo como a si mesmo". Faço ao outro aquilo que eu quero que façam a mim. Como eu acho que sou merecedor de atenção, de respeito, de consideração, assim devo tratar os outros, com atenção, respeito, consideração, em qualquer circunstância.
Na verdade, por trás de uma pessoa que humilha, menospreza ou desdenha do seu semelhante há uma pessoa mal resolvida. Uma pessoa que age com rispidez e ignorância com os outros revela alguém com déficit de humanidade. Sua ação grosseira e ferina reflete seu estado interior depauperado.
Fazer aos outros o que nós queremos que façam conosco. Não é fazer com os outros o que fazem conosco. Fazer o queremos que façam conosco. Isso quer dizer que mesmo que alguém me maltrate, me trate com indiferença, eu preciso tratá-la(lo) como eu gostaria de ser tratado. E isso não é fácil, e nem parece muito natural. Normal seria responder com a mesma moeda, no mesmo tom de voz, jogar com as mesmas armas. Mas não é o que Jesus falou. Ele disse pra gente tratar os outros como nós merecemos ser tratados. Responder a um tratamento ríspido, descortês, grosseiro com um tratamento educado, respeitoso, cordial. É assim que gostaríamos de ser tratados. Então, é assim que temos que responder.
E por que isso? O cristão tem várias motivações para seguir esse conselho de Jesus. Primeiro, porque o outro é uma pessoa humana, merecedora de respeito e consideração em qualquer situação. Pode ser questionado, repreendido, corrigido, mas sempre com educação, com cordialidade, com o respeito que merece uma pessoa humana. Segundo, porque nele eu posso identificar a semelhança de Deus que toda pessoa humana carrega. Ele nos fez à sua imagem e semelhança. Menosprezando um irmão ou uma irmã, eu estou desonrando o próprio Deus criador. Terceiro, porque Jesus se identificou com o outro, especialmente com o mais abandonado e sofrido (o faminto, o doente, o prisioneiro,...). Ele disse: o que você fez a um desses irmãos fez a mim.
Fazer aos outros o que nós queremos que façam a nós mesmos é a regra de ouro. Humaniza nossas relações. Estende a boa imagem que faço de mim mesmo, de minha dignidade, de meus direitos aos outros. Faz-me dar o primeiro passo, como construtor de relacionamentos respeitosos e humanizadores. Fazer aos outros o que nós queremos que façam a nós mesmos é uma forma de realizar o mandamento do amor ao próximo. Agindo assim dou testemunho do meu amor a Cristo Jesus que assumiu nossa humanidade e se fez solidário com os últimos e os pecadores.
Tudo quanto vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles (Mt 7, 12).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
tratavas todo mundo bem. Não fazias acepção de pessoas. Aliás, aos que a sociedade menos considerava, a eles tu te dirigias com maior deferência e atenção. Dá-nos, Senhor, a graça de tratar a todos com o reconhecimento da grandeza de sua dignidade, vendo em cada um a imagem e semelhante do nosso Criador e Pai e honrando a tua própria presença neles, sobretudo nos mais humildes e discriminados. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Como todos os dias, hoje, você pode encontrar alguém que trate você com indiferença, desatenção ou falta de consideração. Seu esforço vai ser tratar bem, como gostaria de ser tratado.
Comunicando
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No meio da tempestade.
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