BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

sábado, 3 de outubro de 2026

O dia de entegar os frutos



   04 de outubro de 2026.   

27º Domingo do Tempo Comum


   Evangelho.   


Mt 21,33-43

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro.
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.



   Meditação.   


Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, ​40)

A sua vida é sua, tudo bem. Sua, como assim? Bom, você dá a direção que quiser à sua vida, mas ela não lhe pertence. Você não se criou a si mesmo, já pensou nisso? E você vai prestar contas do que fizer com sua vida. Isso assusta. Não somos fruto do acaso. Não estamos aqui pra viver de qualquer jeito, nem fazer o que der e vier e tudo bem... Alguém pensou em nós e não estamos largados nesse mundão, sem rumo nem direção.

É verdade que você dá à sua vida a direção que quiser. Estou falando de direção. Pode não ter as mesmas coisas de outros, pode não chegar aonde muita gente chega, mas isso não impede de você ser uma pessoa justa, verdadeira, responsável. Para isso, você tem inteligência, vontade e liberdade, dons de Deus. Isso ninguém tira de você, nem a pobreza, nem a injustiça, nem a falta de oportunidades. Seu esforço pessoal pode levar você muito longe, superando muitos obstáculos. Mas, no pouco ou no muito, você pode sempre ser uma pessoa bondosa, honesta, solidária.

Jesus contou uma história que vem a calhar. Alguém preparou uma vinha, uma unidade de produção de vinho, montada com tudo, desde a plantação da uva, a fabricação, a segurança, tudo, até a comercialização do produto. Uma beleza de vinha. Ele entregou sua bela vinha a um grupo de agricultores para cuidarem dela. Com o tempo, os agricultores (os vinhateiros) sentiram-se donos da vinha. Maltrataram os enviados do dono que foram receber sua parte da colheita e até mataram o seu filho, para não haver herdeiro que viesse a reclamar a propriedade.

Ao contar essa história, Jesus se referia logo àqueles que se apossaram da vinha de Deus, o povo da aliança, ali representados pelos sumos-sacerdotes, mestres da Lei e anciãos. O povo santo não é propriedade das elites e de seus governantes. Não vale perseguir os profetas e matar o filho único do proprietário que fora enviado para sanar a situação. Moral da história: isso não ficaria assim.

Que grandes lições nos traz essa história de Jesus! A vinha não é sua. A família não é minha. A vida não é sua. Somos administradores, estamos responsáveis como cuidadores, não somos os proprietários. Deus é o senhor de nossa vinha, de nossa família, de nossa vida. Foi ele que teve a iniciativa de criar, de organizar, de preparar tudo para nosso bem, nossa felicidade, nossa realização. E nos deixou cuidando de tudo isso que é seu.




Guardando a mensagem

Quando nos negamos a reconhecer Deus como senhor da nossa vinha e nossa condição de cuidadores de seus maravilhosos dons, não só usurpamos os direitos de Deus, mas nos impedimos a nós mesmos de expressar a nossa própria grandeza. E a nossa grandeza está em nossa dignidade de filhos de Deus, em comunhão com ele. A beleza de nossa vida está em viver em relação amorosa e filial com Deus que nos criou, que nos redimiu por meio do seu filho, que nos habita por meio do seu Santo Espírito. E expressamos essa dependência amorosa em nossa vida pelo diálogo da oração, pelos gestos de fraternidade, pela atenção à sua palavra, pelo amor à sua Igreja, pelo compromisso em defender a vida e melhorar este mundo.

Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, 40)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
reconhecemos que és o filho enviado pelo Senhor nosso Deus para colher os frutos de sua vinha. E a vinha é tudo isto que estamos cuidando, organizando, administrando: o meio ambiente, a sociedade, a igreja, a família, nossa própria vida. Quando nos comportamos como senhores e exploradores dos bens criados, acabamos por promover queimadas, poluição, destruição das comunidades, mudanças climáticas. Dá-nos, Senhor, que nos sintamos sempre em dependência amorosa e filial com o Deus que nos criou, nos redimiu e nos conduz para a completa felicidade e realização. Dá-nos, Senhor, que cuidemos e defendamos a vida e a dignidade de todo ser humano, desde a concepção até seu fim natural. 
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste dia em que vamos às urnas para grandes decisões em nosso país, acolhamos as lições da Parábola dos Vinhateiros. Somos responsáveis pela vinha do Senhor, somos cuidadores, administradores, não proprietários dela. Se não o reconhecemos Senhor de nossas vidas e de nossa história, acabamos por usurpar o lugar dele, tratar seus enviados com violência e rejeitar Jesus seu filho, enviado para nossa salvação. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A louvação que Jesus fez ao Pai.

 



  03 de outubro de 2026.  

Santos André de Soveral
e Ambrósio Francisco Ferro,
presbíteros,
Mateus Moreira e companheiros, mártires


  Evangelho.  


Lc 10,17-24

Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”.
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.



  Meditação.  


Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Lc 10, 21).

Depois que os setenta e dois discípulos voltam da missão, eles, muito contentes, contam a Jesus todo o bem que fizeram e presenciaram. Foram bem recebidos, levaram a notícia de que Jesus iria visitar aquelas localidades, rezaram pelos doentes.. a missão fora um sucesso. Jesus também fica contente com as notícias que eles trouxeram, diz palavras de incentivo e, cheio do Espírito Santo, faz uma linda louvação a Deus:
“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”.

Ele louva o Pai porque o Reino estava sendo revelado aos pequeninos. Igualmente o louva porque, revelando o Reino a uns, o Pai o esconde a outros, os sábios e entendidos. E o que é que está havendo com os sábios e entendidos, isto é, com os estudados, os professores da Lei, os que se sentiam conhecedores da Palavra de Deus? Estes fecharam o coração. Não conseguiram ver em Jesus de Nazaré a revelação do Pai amoroso e fiel que fizera aliança com Israel. Encheram o peito de presunção de que já sabiam de tudo e de inveja, sentindo-se ameaçados pela fama de Jesus, de seus ensinamentos e de seus milagres.

Embora Jesus pregasse pra todo mundo, a todos procurasse iniciar no Reino, via-se cercado de gente simples e pobre, pecadores, sofredores de todo tipo. Os grandes também se aproximavam, mas, em geral, para censurar, para tentar coibir a sua palavra, para desafiá-lo... Estes tentavam desmoralizar o seu ministério ou encontrar motivo para denúncias e perseguições. Os grandes fecharam o coração. Os pequenos abriram-se à obra de Deus. É o que Jesus está vendo. E por isso está louvando o Pai.




Guardando a mensagem

Jesus rezou, publicamente, louvando o Pai porque este estava revelando o Reino aos pequeninos. E o estava revelando por meio do Filho. Em Jesus, reconhecemos a bondade e a misericórdia do nosso Deus, atuando em favor do seu povo. Os grandes fecharam o coração. As elites rejeitaram Jesus. Os pobres e os pecadores aproximaram-se dele, acolhendo o Reino que ele anunciava. Aprendamos com Jesus, aprendamos com o Pai. Valorizemos os pequenos. O Reino é deles. Tornemo-nos pequenos, sejamos solidários com eles, se quisermos ter parte no Reino.

Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Lc 10, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
na oração que nos ensinaste, pedimos ao Pai: “venha a nós o vosso Reino!” . Tu nos ensinaste a rezar assim para que entendamos que o Reino é um dom que nos vem do Pai, não é uma conquista de nossas ações ou de nossa santidade. O Reino vem a nós por pura bondade e graça de Deus, nosso Pai. E és tu, Senhor Jesus, que nos revelas o Pai, que nos comunicas o seu Reino, a sua presença amorosa em nossa história. Venha a nós o vosso Reino! Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Hoje, reze com Jesus, mais de uma vez: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”.

Comunicando

Que bom que você está respondendo positivamente ao convite do Papa de rezar o terço, todos os dias deste mês do rosário, em favor da Paz. Você sabe, nós estamos rezando o Terço Mariano no rádio, em rede com muitas emissoras, de segunda a sábado, às 18 horas. Querendo se unir a nós, é só baixar o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. Precisando, tem um passo-a-passo no Whatsapp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb  

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Santos Anjos da Guarda.


  02 de outubro de 2026.  

Dia dos Santos Anjos da Guarda


  Evangelho.  


Mt 18,1-5.10

Naquela hora, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”.

  Meditação.  


Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

O texto do evangelho de hoje nos traz muitas lições. De saída, podemos perceber quatro ensinamentos: 1. O maior no Reino dos Céus é quem se faz pequeno como uma criança; 2. Precisamos nos converter e nos tornar como crianças, senão não entraremos no Reino de Deus; 3. Quem acolhe uma criança, um pequenino, em nome de Jesus, acolhe ele mesmo; 4. Não se pode desprezar nenhum pequenino. Os seus anjos estão em comunicação com Deus, o tempo todo.

Como hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja lê essa palavra de Jesus atenta a este ensinamento: “os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. O nosso Deus, no seu infinito amor, colocou ao lado de cada um de nós, um dos seus anjos. Os anjos são seres espirituais criados pelo Altíssimo. Sua missão, junto a nós, é nos proteger e nos conduzir para a Pátria Celeste. Esse cuidado de Deus com os seus filhos mostra, ao mesmo tempo, nossa fragilidade (precisamos sempre de ajuda), mas também nossa grandeza (em Cristo, somos filhos de Deus). A certeza da proteção do anjo da guarda ao nosso lado nos deixa um recado muito especial: Deus cuida de nós.

É este o ensinamento da Igreja: “Desde a infância até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e pela intercessão dos anjos. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé, da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, 336).

E por que Jesus insistiu que a gente precisa se converter e se tornar como criança? É claro que Jesus não nos quer infantis. Certamente, ele nos quer com um coração de criança em nosso relacionamento com Deus nosso Pai. Criança, por exemplo, se deixa conduzir. O Pai ou a mãe a toma pela mão e a conduz. Ela segue com confiança, com docilidade. Essa virtude, o adulto nem sempre tem. Ele prefere dirigir, não aceita facilmente ser dirigido. Convém melhor para o nosso relacionamento com o Pai a atitude de docilidade e de confiança de criança que se deixa guiar por seus pais.

Nossa vida está nas mãos de Deus, nós dependemos dele. Ele é Providente e cuida de nós. Esse é o sentimento do filho, sobretudo do filho pequeno que depende inteiramente dos pais, que precisa de sua proteção. O adulto é independente, auto-suficiente, está mais para pai do que para filho. E o grande anúncio do Reino é que somos filhos e irmãos. “Se vocês não se converterem, e não se tornarem como criança, não entrarão no Reino dos Céus”.





Guardando a mensagem

A discussão era sobre quem seria o mais importante no Reino de Deus. Jesus chamou uma criança para o meio da roda e a apontou como exemplo. Na criança, vemos muito do que precisamos ser como filhos de Deus e do que não podemos perder quando adultos. Precisamos conservar a espontaneidade, a docilidade, a confiança e o amor filial, tão fortes do tempo de criança. Não podemos perder o encantamento da criança diante das surpresas de Deus. Não podemos esquecer que, nas horas difíceis e sempre, temos com quem contar: um pai amoroso que cuida de nós. O anjo da guarda é um sinal da proteção e do cuidado de Deus com cada um dos seus filhos e filhas. Jesus estava com a razão. Quem não se torna como uma criança não entra no Reino de Deus.

Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda. Nós acolhemos, com gratidão, o ensinamento da Igreja que está revelado nas Sagradas Escrituras: nós e os anjos já estamos unidos em Deus, aqui na terra. Tanto assim, que na Missa, unimos nossos louvores aos dos anjos e dos santos para proclamar que Deus é Santo, três vezes Santo. Contigo, Senhor, queremos render graças ao Pai pelo cuidado que os santos anjos têm para conosco e por tudo que fazem para nos defender e nos conduzir nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Fica bem hoje, em atenção à palavra de Deus, rezar algumas vezes, durante o dia, a oração:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém

Eu vou lhe deixar a tarefa de hoje, segundo dia do mês missionário: convidar alguém para rezar o terço mariano.

Comunicando

E você aceitou o convite do Papa? O Papa convidou todo o povo católico a rezar o terço todos os dias desse mês, pela paz. E você sabe, todos os dias, às 18 horas, eu e a equipe da AMA, rezamos o terço em uma rede de muitas emissoras de rádio. Não havendo rádio nos transmitindo por aí, você baixa o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. Precisando de apoio, tem um passo a passo no WhatsApp da AMA: 81 8239-6686. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Abrindo o Mês Missionário e do Rosário




  01 de outubro de 2026 

Memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, 
virgem e doutora da Igreja


  Evangelho.  

Lc 10,1-12

Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.
2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa.
8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’.
10Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ 12Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”.

  Meditação.  


O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois (Lc 10, 1)

Estamos iniciando o mês de outubro, mês missionário, mês do rosário. O tema da missão está fortemente presente no evangelho desta quinta-feira. Todos estamos sendo enviados. Somos todos co-responsáveis pela missão. 

O Evangelho de hoje está em Lucas capítulo 10, um texto sobre a missão e sobre as orientações que o Senhor Jesus nos deixou sobre como realizá-la. Jesus envia 72 discípulos em missão. Num primeiro envio, já tinham ido doze, os apóstolos. Neste, vão 72, que é um múltiplo de doze (12 x 6). Isso nos diz que a Igreja de Jesus, edificada sobre a fé e o testemunho dos apóstolos (os doze), toda ela foi enviada em missão. Somos um povo missionário.

Bom, Jesus escolheu e enviou setenta e dois discípulos. Ele os enviou à sua frente, pelos lugares onde ele iria passar. Eles preparariam a sua passagem, avisando ao povo a chegada do Reino de Deus. No envio, Jesus lhes fez diversas recomendações. E também lhes indicou que poderiam encontrar dificuldades, problemas, oposições.

O conteúdo da evangelização é maravilhoso. O Reino de Deus se aproximou de nós. Em Cristo, chegou a salvação e a graça para todos. É um mundo novo que se abre. Deus se abaixou para nos encontrar, nos resgatar, nos conduzir. Quem poderia ficar contra uma mensagem tão especial? Infelizmente, há quem não se agrade dessa notícia, ou não se interesse por ela e até quem a rejeite, perseguindo os enviados. “Eis que envio vocês como cordeiros para o meio de lobos”, alertou Jesus.

Em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, que ocorre no próximo 18 de outubro, o Papa Leão XIV escreveu:
"Nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. 
Estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária". 

O grande convite você já percebeu. Não é mais tempo de sermos cristãos esperando por outros e lamentando-nos do que falta ser feito. A responsabilidade da evangelização é nossa. Quem vai iluminar o mundo com a luz de Cristo, somos nós.     




Guardando a mensagem

Essa passagem bíblica do envio dos setenta e dois nos avisa que a missão é de todos os discípulos, de toda a Igreja unida em torno dos apóstolos. As recomendações que o Senhor deixou aos missionários insistiram que fossem próximos do povo e se movessem com grande despojamento e confiança em Deus. Como a messe é grande e os operários insuficientes, seguindo o que recomendou Jesus, devemos pedir ao Pai que mande missionários para o grande mutirão da evangelização do mundo. Jesus também alertou sobre as oposições e dificuldades que eles encontrariam. A rejeição pode acontecer em casa e na rua, isto é, na família e na sociedade. O alerta de Jesus é para que os discípulos, mesmo encontrando oposição, não esmoreçam e não se omitam frente aos compromissos da missão.

O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois (Lc 10, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Informaste àquela leva de missionários que eles estavam sendo enviados como ovelhas no meio de lobos. Essa imagem nos faz entender as dificuldades, os problemas, as oposições que o exercício da missão suscita. Foi assim contigo, não será diferente conosco. Sustenta-nos, Senhor, com o teu Santo Espírito, para que sejamos generosos, criativos e fiéis na missão que nos confiaste. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na abertura do mês missionário e mês do rosário, nos cabe uma resposta à convocação do Papa à oração e à missão. Na sua visita a Lourdes na semana passada, o Papa Leao XIV convocou todo o povo católico a rezar o terço mariano no mês de outubro pelo fim das guerras e conflitos entre as nações. E eu tenho uma proposta para você. Todos os dias, eu com a equipe da AMA rezamos o terço em uma rede de rádios, às 18 horas. O convite é pra você se unir a nós no terço mariano, todos os dias desse mês. Não tendo rádio nos transmitindo por aí, baixe o aplicativo da Rádio Amanhecer Online no seu celular. Para isso, siga os passos descritos no whatsapp da AMA: 81 8239-6686.

Comunicando

Como toda quinta-feira, temos a Santa Missa, às 11 horas, rezando nas suas intenções. Acompanhe pelo rádio ou pelo nosso Canal do Youtube. 

Sendo hoje o Dia de Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das missões, vou lhe dar uma sugestão: como sinal do seu compromisso com a oração e a missão da Igreja, ofereça uma flor ou uma rosa a Nossa Senhora. Deixe-a junto de sua imagem.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


terça-feira, 29 de setembro de 2026

Qual é a sua tentação?

   


30 de setembro de 2026


Memória de São Jerônimo,

patrono dos estudos bíblicos



Evangelho.



Lc 9,57-62


Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.



Meditação.



Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Encerrando o mês de setembro, temos hoje a memória de São Jerônimo. Jerônimo, no século IV, dedicou longos anos ao estudo, à pesquisa e à tradução dos textos bíblicos para a língua latina, língua difundida no mundo pelos romanos. A compilação dos textos e sua tradução para o latim, a chamada Vulgata, possibilitou uma enorme difusão dos textos sagrados. Por causa de São Jerônimo, dedicamos o mês de setembro ao estudo da Palavra de Deus.


Vamos ao evangelho de hoje. Jesus está a caminho de Jerusalém. Com ele, vai um grupo de discípulos e discípulas, pessoas que se sentem chamadas a caminhar com ele, a percorrer o seu mesmo caminho. Outros vão se incorporando pela estrada. Podemos pensar que todo o ministério de Jesus é como uma grande viagem, uma grande caminhada. É no caminho que os discípulos aprendem sobre o Reino de Deus.


Estamos diante de um texto sobre o nosso seguimento de Cristo. Seguir Jesus não é uma peregrinação sem consequências, uma viagem de lazer e turismo ou um intervalo de simples deleite espiritual em nossa correria. Caminhar com Jesus, seguir com Jesus a Jerusalém, é percorrer um caminho de identificação com ele e sua missão. Assim, é preciso disposição para aprender, para se corrigir, para enfrentar os desafios e tentações que estão presentes no caminho e ir com ele até o fim. Compreende-se, então, que, neste início da caminhada que vai ocupar vários capítulos do evangelho, o evangelista Lucas reuniu, simbolicamente, três tentações a serem vencidas pelos que que estão caminhando com Jesus.


A primeira tentação é o entusiasmo sem compromisso. Alguém se mostrou inteiramente disposto: “eu te seguirei por onde fores”. É preciso passar do primeiro entusiasmo para o compromisso de viver o estilo de vida de Jesus. Quando se parte em viagem, tudo parece maravilhoso. Mas, o caminho mostra-se exigente. É quando as motivações entram em crise. Não serve um seguimento de Jesus por interesse em segurança, em prosperidade, em dar-se bem. Assim, já teria começado errado. Foi o que Jesus disse: “O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça!”. Seguir Jesus é viver como ele, que, peregrinou buscando em primeiro lugar o Reino de Deus, com espírito de simplicidade e serviço.


A segunda tentação é esconder-se atrás de uma boa desculpa para não caminhar com Jesus. Muita gente fica adiando essa viagem, esse caminho com o Senhor, encontrando desculpas. No tempo de Jesus, a autoridade paterna era decisiva. Se o pai não aprovasse, dificilmente o filho ou a filha daria um passo. O peso da família era fundamental. Então, muita gente se escondia atrás dessa autoridade da família para adiar a adesão ao evangelho e à entrada na comunidade cristã. Alguém disse que seguiria Jesus, mas primeiro ia esperar que seu pai deixasse esse mundo. A gente sempre pode encontrar uma desculpa para não seguir Jesus com toda seriedade. Achamos que não temos tempo agora, por causa do trabalho, dos filhos pequenos, do marido ou da mulher, da família. Jesus foi claro e exigente: “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos. Mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. O Reino de Deus é vida para nós, nossa família, nossos amigos. É o sentido para o nosso trabalho, para nossas doenças, para nossas lutas.


A terceira tentação é desistir da caminhada. Muitos estão no caminho com Jesus, mas ficam com vontade de voltar, de não prosseguir. Ficam olhando pra trás. ‘Parece que estou perdendo isso ou aquilo’. São como o povo hebreu no deserto: livraram-se da escravidão do Egito, mas o Egito ainda estava neles. Ficavam reclamando de Moisés, com saudade das sopas de cebola do Egito. Muitos desistem, não perseveram, no meio das dificuldades ou das distrações. Olha a palavra de Jesus: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.





Guardando a mensagem


Jesus está a caminho de Jerusalém. O evangelista Lucas dedica longos capítulos a esta peregrinação. A caminhada de Jesus à cidade santa, lugar de sua paixão e de sua ressurreição, marca a história de Jesus e dos seus seguidores. Ser discípulo ou discípula é estar a caminho com Jesus para Jerusalém. No evangelho de hoje, são apresentadas três tentações que se apresentam aos seus seguidores. Alguns dispõem-se a seguir Jesus cheios de entusiasmo, mas sem perceber ou sem querer abraçar as dificuldades do caminho. Outros arrumam desculpa para adiar sua adesão de verdade ao Senhor, pondo a culpa no tempo, na família, no trabalho, na saúde. Outros ficam tentados a desistir e voltar. É o problema da perseverança.


Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Rezando a mensagem


Senhor Jesus,

Dom Hélder Câmara dizia com propriedade: “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”. Então, nós te pedimos, Senhor, essa graça das graças: não interrompermos o que começamos com tanto entusiasmo em nossa vida cristã, em nossa caminhada de batizados, mas ir contigo até o fim, como teus discípulos e missionários. Dá-nos, Senhor, passar do primeiro entusiasmo para uma fé provada e forte. Que nenhuma desculpa nos detenha na acolhida do teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Leia e releia o evangelho de hoje, procurando perceber que mensagem está lhe trazendo. Lembre do nosso compromisso, neste mês, de rezar o terço mariano, todos os dias.


Comunicando


O Papa Leão XIV convidou todos os fiéis e comunidades cristãs a rezarem o Santo Terço diariamente durante o mês de outubro deste ano, com a intenção especial pelo fim das guerras e pela paz entre os povos em conflito. O apelo foi anunciado, domingo passado, durante a recitação do Ângelus no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França. Todos os dias, às 18 horas, eu e a equipe da AMA rezamos o terço em rede com muitas emissoras de rádio. Você pode nos acompanhar pela Rádio Amanhecer online. É só baixar na lojinha de aplicativos do seu celular. Que tal você estar conosco no terço das 18 horas, durante todo o mês de outubro? Já vou contar com sua presença, amanhã, no terço mariano.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O céu aberto e os anjos mensageiros.


   29 de setembro de 2026.   

Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael


   Evangelho.   


Jo 1,47-51


Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira?’ Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.


   Meditação.   


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)


Jesus chamou Felipe para segui-lo. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe contou que tinha encontrado o Messias, Jesus de Nazaré. Mesmo cheio de preconceito contra o povo de Nazaré, Natanael acompanhou Felipe que o levou até Jesus. Na verdade, Jesus já o conhecia, para admiração de Natanael. Foi quando Jesus lhe disse que ele iria presenciar coisas muito maiores. “Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1, 51)


Para entender essa palavra de Jesus a Natanael é preciso lembrar o sonho de Jacó, contado no livro do Gênesis cap. 28. Jacó, em viagem, dormindo ao relento, teve um sonho. Viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por essa escada, os anjos de Deus subiam e desciam. Lá, no topo, da escada, lá em cima no céu, estava Deus sentado no seu trono. E ele se apresentou a Jacó. Disse que era o Deus de Abraão, seu antepassado, Deus de Isaac, seu pai. E que lhe daria toda aquela terra por onde ele e sua família peregrinavam.


Qual será o significado desse sonho de Jacó? O que seria essa escada da terra ao céu com os anjos subindo e descendo por ela? Esse sonho foi uma profunda experiência de Deus em que o Senhor revelou ao seu servo uma comunicação direta entre o céu e a terra, entre Deus e o seu povo. Estava aberto um canal de comunicação direta com o Senhor. Os anjos são seus mensageiros, vêm da parte de Deus. E levam a Deus nossas preces, os nossos rogos, nossos louvores. O céu aberto e os anjos indo e vindo pela escada é o tempo novo da comunhão entre o céu e a terra, entre Deus e os seus servos. Esse tempo sonhado por Jacó chegou plenamente com a presença de Jesus entre nós.


É o que Jesus disse a Natanael: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. Note essa parte: os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. O Filho do homem é Jesus. Jesus nos abriu as portas do céu. A escada é ele mesmo. Jesus é a comunicação perfeita com o Pai, é aquele que nos liga ao Pai, é por ele que o Pai nos fala e se comunica conosco. Note que em todas as orações da Igreja, concluímos sempre dizendo: “Por Cristo, nosso Senhor”. ‘Por Cristo’ quer dizer por meio dele. Ele é o mediador entre o céu e a terra, a escada por onde nos comunicamos com o céu e por onde o Pai se comunica conosco.





Guardando a mensagem


Quando Natanael começou a seguir Jesus, o Mestre lhe disse que ele iria ver o céu aberto e os anjos subindo e descendo. Era uma referência ao sonho de Jacó, a comunicação direta entre o céu e a terra. Com Jesus, temos agora um canal de comunicação direta com Deus, o Pai, uma escada por onde podemos ascender ao céu. Lembre o que Jesus falou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. É por ele que chegamos ao Pai. É por ele, que o Pai nos abençoa e nos conduz. Ele é o mediador entre o céu e a terra. Ele é a escada.


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

hoje festejamos os anjos Miguel, Gabriel e Rafael. Na visão que Jacó teve da escada que unia a terra ao céu, ele viu os anjos subindo e descendo por ela. Com a tua obra redentora, Senhor Jesus, chegou esse tempo de comunhão entre o céu e a terra. Agora, sim, agora os anjos mensageiros de Deus e portadores de nossas preces podem estar em plena ação. Pois agora, essa comunicação entre o céu e a terra é possível por meio de ti, mediador da humanidade junto do Pai. Obrigado, Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Jesus chamou Felipe para segui-lo. E Felipe chamou Natanael para conhecer Jesus. Se hoje, aparecer uma oportunidade para falar de Jesus a alguém... faça como Felipe. Não se deixe intimidar pelo preconceito. Fale do seu encontro com Jesus a essa pessoa.


Comunicando

Muito contentamento, ontem, no encerramento do nosso Curso sobre o Livro do Profeta Daniel. Satisfação de quem acompanhou o curso, oferecido em 10 aulas de 35 minutos. Satisfação nossa, nós que trabalhamos duro para oferecer um bom roteiro, serviço de secretaria e acompanhamento dos participantes, cenário com muitos detalhes, filmagem e transmissão de qualidade, ebooks originais e um conteúdo atualizado e dinâmico. E cito isso também para agradecer à equipe da AMA que, ao meu lado, dedicou generosamente muitas horas de trabalho a este projeto. Uma sugestão para quem não acompanhou a última aula ontem, quando apresentamos o resumão de todo o estudo: assista a esta10ª e última aula, no meu Canal do YouTube. Para você que recebe a Meditação pelo WhatsApp, já estamos reenviando o link. Vai ser um modo de você concluir bem o Mês da Bíblia deste ano.

 Pe. João Carlos Ribeiro, sdb







domingo, 27 de setembro de 2026

Acolher o Reino, como filhos.



  28 de setembro de 2026.  

Segunda-feira da 26ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.  


Lc 9,46-50

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.



  Meditação.  


Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. (Lc 9, 48)

No evangelho de hoje, os discípulos tinham discutido. O assunto fora qual deles seria o maior. Jesus colocou uma criança no meio deles e lhes deu preciosos ensinamentos. É preciso se converter e se tornar como criança. Receber o Reino como uma criança. Não se trata de chegar à elite, ser o maior. Trata-se de assumir a identidade de filho, ou como Jesus disse: fazer-se pequeno.

O Reino de Deus é lá onde o senhorio de Deus é acolhido, lá onde Deus é reconhecido e amado como pai, lá onde os filhos de Deus se reconhecem como irmãos. Não é um reino de súditos e senhores, é uma grande casa de família, onde somos todos amados como filhos. O Reino também não é fruto de nosso merecimento, é bondade de Deus, amor imenso dele por nós. Quanto mais nos reconhecemos amados e necessitados desse amor, mais nos integramos na sua casa, no seu Reino. Somos filhos amados e isso não é uma conquista nossa, mas pura misericórdia de Deus. Sendo assim, não podemos invocar grandezas ou nos imaginar acima dos outros.

Quem é o maior no Reino de Deus? Para a mentalidade do mundo, o maior é o que tem poder, dinheiro, prestígio, fama. O maior é o que manda, o aplaudido e servido pelos outros. Mas, o Reino de Deus não é uma cópia do nosso mundo, na esfera espiritual. Assim, nós anularíamos a Palavra de Deus e a ação transformadora do seu Espírito. Precisamos captar a novidade que vem da Palavra de Jesus, novidade que é um princípio de mudança em nossa sociedade.

Então, quem é o maior no Reino de Deus? Jesus falou claro: “Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. Assim, no Reino de Deus, não há lugar para a soberba, o orgulho, a presunção de ser grande e de querer mandar nos outros. Grande é só Deus. Nós só temos uma grandeza: sermos seus filhos amados.

Acolher Jesus como se acolhe uma criança é reconhecê-lo em sua humanidade, em sua fragilidade. Ele assumiu nossa condição humana, veio na carne, nasceu num estábulo, morreu numa cruz. E é aí que quer ser encontrado, amado, seguido. Com esse exemplo da criança, fica claro, que acolher Jesus é identificar-se com ele, partilhando com ele o projeto de vida que escolheu para si, o caminho do Servo Sofredor descrito pelo Profeta Isaías. Acolhê-lo é partilhar o seu sonho e o seu compromisso de serviço até à entrega da própria vida.




Guardando a mensagem

O Reino de Deus não é cópia desse nosso mundo injusto e desigual. O Evangelho do Reino é anúncio de uma novidade, fermento de transformação de nossa sociedade. O pequeno é o mais importante, ensinou Jesus. Os filhos mais frágeis e sofredores, estes, sim, são os cidadãos mais importantes do Reino. O menor é o maior. Fazer parte do Reino é renunciar à mania de querer ser mais do que os outros. Todos somos filhos amados do Pai. Somos todos irmãos. Jesus continua nos dizendo que não entraremos no Reino se não nos convertermos, nos tornando como crianças. Nas crianças, nos vemos como filhos amados de Deus e como irmãos, chamados a viver a fraternidade. Acolher Jesus como pequenino representado na criança, é abraçar o seu estilo de vida despojado da busca de poder e grandeza.

Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. (Lc 9, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o convite que hoje nos fazes é pra gente deixar de pensar ou de querer ser grande, forte, poderoso, desejando estar acima dos outros. Assim, a gente não entra no Reino de Deus, não recebe o abraço amoroso do pai. O teu convite, Senhor, é pra gente renunciar a essa pose de gente importante e independente, que não precisa de ninguém. No Reino de Deus, só tem lugar pra gente humilde, que reconhece que só Deus é grande e, nele, somos irmãos uns dos outros. Abençoa, Senhor, os que hoje se sentem desprotegidos e desorientados nessa vida, no meio de seus dramas e dificuldades. Sobre todos, seja a tua bênção e a tua paz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A pregação da Palavra de Deus nos avisa que o Reino de Deus chegou, por meio de Jesus Cristo. Essa é a boa notícia: Jesus nos aproximou de Deus, nos reconciliou com o Pai. Somos seus filhos amados, somos irmãos. Essa é uma verdade que enche a nossa existência de luz e de esperança. Essa é a boa notícia dá novo sentido à nossa vida. E nós nos damos conta que não é mérito nosso, é graça, é dom, é amor imenso por nós. Não é fruto de nossa inteligência, nem de nossas obras, nem de nossos rogos. E Jesus está nos dizendo como acolher essa boa notícia: como crianças. Como filhos amados, como irmãos amorosos.

Comunicando

E fechando o Mês da Bíblia deste ano, em que todos fomos convidados a estudar o Livro do Profeta Daniel, faço hoje a Live de encerramento do nosso Curso Bíblico, apresentando um resumão do nosso estudo. Caso não lhe tenha sido possível fazer, nesse mês, nenhum estudo do Livro do Profeta Daniel, veja que boa oportunidade. Um resumão do estudo do livro do profeta, hoje à noite, às 20 horas. E você me acompanha pelo meu Canal do YouTube, Canal Padre João Carlos.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb






sábado, 26 de setembro de 2026

Você, meu filho, vá trabalhar na minha vinha!




  27 de setembro de 2026.  

  26º Domingo do Tempo Comum.  



  Evangelho  



Mt 21,28-32

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.



   Meditação.   


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Olha a história que Jesus está nos contando neste domingo! Um homem tinha dois filhos. Ele disse ao primeiro: "Filho, vai  trabalhar hoje na vinha". Esse filho disse que não ia, mas acabou indo. O outro filho disse "Sim, Senhor, eu vou", mas não foi.

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade do pai.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.





Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Que neste mês missionário, exercitemos nossa condição de filhos responsáveis pela vinha do nosso pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Encerrando o Mês da Bíblia, neste quarto domingo de setembro, recordamos com carinho o Dia da Bíblia. Esta comemoração está ligada ao dia de São Jerônimo, que ocorre na próxima quarta-feira, dia 30. Os evangélicos celebram o Dia da Bíblia no segundo domingo de dezembro. Os católicos o celebram neste último domingo de setembro. 

Comunicando

No desfecho do Mês da Bíblia deste ano, em que todos fomos convidados a estudar o Livro do Profeta Daniel, apresento amanhã uma Live de encerramento do nosso Curso Bíblico, apresentando um resumão do nosso curso. Você poderá me acompanhar pelo YouTube no meu Canal, nesta segunda-feira, às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB








Postagem em destaque

O dia de entegar os frutos

   04 de outubro de 2026.    27º Domingo do Tempo Comum    Evangelho.    Mt 21,33-43 Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos a...

POSTAGENS MAIS VISTAS