BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

O fermento dos fariseus.



   16 de outubro de 2026.   

Sexta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   

Lc 12,1-7

Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido.
3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados.
4Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno.
Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.

  Meditação.   

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (Lc 12, 1)

Hipocrisia significa fingimento, falsidade. Gente falando bonito, mas, por trás, fazendo feio. É o que acontecia com os fariseus do tempo de Jesus. É o que acontece com os fariseus de hoje.

Jesus até admirava os fariseus. Eram pessoas muito religiosas, muito praticantes, muito apegadas aos textos da Lei de Deus e às suas tradições. O povo também gostava dos fariseus e lhes tinha uma grande admiração. Achavam que era gente muito santa, muito de Deus. Mas Jesus observava bem e via que eles mais aparentavam do que de fato eram de verdade. Havia mais aparência do que realidade. Exibiam-se como muito devotos, mas viviam disputando cargos, visibilidade e buscando suas vantagens. Jesus também censurava os fariseus porque eles viviam preocupados com o secundário, como os detalhes da Lei. Preocupados com coisas miúdas, esqueciam-se do principal: o amor e o respeito pelos outros; a compreensão com as fraquezas dos outros; o amor a Deus de todo coração e não só da boca pra fora. Por tudo isso, Jesus está nos dizendo hoje: ‘tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia’.

Nossa cultura privilegia a aparência. Vivemos a sociedade da imagem. Vale o que parece ser. Na foto, todo muito sai sorrindo, já notou? Tem cada sorriso forçado, que dá até medo. Vamos caminhando para um mundo do faz-de-conta. É a ditadura da hipocrisia. A verdade passa longe. O nosso é o mundos dos fariseus. Jesus disse claro: “Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido”. Isso quer dizer que um dia a máscara cai e a verdade aparece.

Jesus está chamando a atenção da hipocrisia dos fariseus pra gente não cair no conto do vigário dos fariseus de hoje. E também pra gente não imitá-los, não ser hipócritas como eles. Ao contrário, como ele disse: “o seu sim, seja sim; o seu não, seja não. O mais vem do maligno’. Nada de fazer cara de santinho e nos bastidores proceder de maneira diabólica. Bonzinho e gentil fora de casa, rabugento com a família. Nada de farisaísmo. Bons e verdadeiros, sempre.




Guardando a mensagem

Jesus chamou a atenção dos discípulos e do povo para a hipocrisia dos fariseus. Eles pareciam santos, praticantes e dedicados a Deus para impressionar, para manter sua influência sobre o povo, para se manterem na liderança. Mas, era jogo de cena, aparência, fachada. E Jesus nos dizendo isso, pra ninguém se deixar enrolar por esses tipos e pra gente não permitir que dentro da comunidade cristã prosperem comportamentos deste tipo.

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (Lc 12, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há muito de fariseu hipócrita ainda em nós e ao nosso redor. Mas queremos levar a sério a tua palavra, nos precavendo contra esse tipo de comportamento. Ajuda-nos, Senhor, a sermos bons cristãos e não apenas parecermos bons; a sermos pessoas da verdade, sem aliança de nenhum tipo com a mentira e a falsidade; e a não nos deixarmos iludir por uma cultura da aparência e por lobos vestidos de ovelhas. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade e a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Preste atenção, hoje, para identificar, se em você ou ao seu redor, há sinais de hipocrisia. A hipocrisia é o fermento dos fariseus.

Comunicando

Salve aí na sua agenda: 27 de novembro, gravação do nosso Show de Final de Ano para a Televisão. Vamos nos unir numa linda Noite de Louvor e espiritualidade. O local será a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, no Recife.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 







 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Ai de vocês!



   15 de outubro de 2026.   

Quinta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Memória de Santa Tereza de Jesus


   Evangelho.  


Lc 11,47-54

Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.
49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 
52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.
53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

   Meditação.   


Ai de vocês, mestres da Lei, porque vocês tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram e ainda impediram os que queriam entrar (Lc 11, 52).

Uma acusação muito forte, esta, feita por Jesus. “Ai de vocês, mestres da Lei, porque tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e ainda impediram os que queriam entrar”. Uma acusação contra os mestres da Lei. Quem eram os mestres da lei do tempo de Jesus? Gente que tinha estudado muito as Escrituras Sagradas; pessoas que tinham frequentado grandes mestres, como Paulo que estudou com um professor muito famoso chamado Gamaliel. Os mestres da lei, que afinal eram do grupo dos fariseus ou dos saduceus, tinham muita influência sobre as pessoas, pois conheciam bem os textos sagrados e instruíam o povo sobre como se devia praticar as tradições religiosas.

Jesus logo percebeu que aquela sabedoria toda daqueles homens era usada em vantagem própria: era fonte de muito prestígio para eles e de muito poder sobre o povo. Por isso, lhes fez várias críticas. Denunciou que eles exibiam santidade, mas por dentro eram violentos e interesseiros. Mais de uma vez, os chamou de sepulcros caiados. Jesus igualmente chamou a atenção dos seus discípulos para a vaidade e o exibicionismo de suas esmolas, de suas orações em público, de seus jejuns. Eles impunham um grande peso nas costas do povo, com tantas normas a serem cumpridas. Mas, eles mesmos nem de longe as praticavam.

Tanto conhecimento, tanta ciência.... mas, não em vantagem do Reino de Deus, do crescimento do povo, mas, sim, utilizados para manterem-se como uma elite, desfrutando privilégios e desclassificando os mais pobres.




Guardando a mensagem

Jesus bateu de frente com os mestres da Lei do seu tempo. Denunciou que, com o seu grande saber religioso, eles estavam não só se esquivando do anúncio do Reino de Deus, mas também obstruindo a adesão do povo. É necessário que os nossos ministros estudem e estudem muito para servir ao povo de Deus, com qualidade, com conhecimento, com a segurança da doutrina e a pedagogia de mestres de espírito. Mas, há sempre o perigo desse muito estudo acabar por constituir uma elite apartada da comunidade, disputando privilégios e fazendo desse conhecimento uma fonte de opressão sobre as pessoas. Pior ainda se, pelos títulos acadêmicos conseguidos, o evangelizador chegar a desprezar a fé dos simples e suas expressões religiosas. Aí realmente fica valendo para eles esse “ai de vocês” profético de Jesus.

Ai de vocês, mestres da Lei, porque vocês tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram e ainda impediram os que queriam entrar (Lc 11, 52).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o teu compromisso com a boa notícia do amor de Deus e com os destinatários dessa boa nova te levaram a anunciar o Reino de Deus, especialmente pela proximidade das pessoas. Esse é o mistério da tua encarnação. Tu és o verbo de Deus que se abaixou para nos encontrar em nossa condição frágil e pecadora. Por isso, não querias que os teus missionários confiassem mais nas estratégias do que na força da mensagem. E denunciaste os pregadores que usavam de sua ciência e de seus muitos conhecimentos para reforçarem seus privilégios e desqualificarem o povo em sua condição de povo em aliança com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O conhecimento da fé é um direito sagrado de todo cristão, não só de um pequeno grupo. Talvez você precise vencer certa passividade e procurar os meios disponíveis para o aprofundamento da fé cristã: catequese, leituras, cursos, retiros... 

Comunicando

Hoje, temos a Santa Missa às 11 horas, rezando pelos associados e ouvintes. Você nos acompanha  pela Rádio Amanhecer e Rádios parceiras ou pelo meu Canal no YouTube. Deixe a sua intenção para a Santa Missa no formulário, vamos levar o seu pedido ao altar.

Como todo dia 15, hoje, a AMA vive um Dia Missionário para aquecer o coração missionário de ouvintes e associados. Um tempo oportuno pra você fazer sua adesão à AMA - Associação Missionária Ananhecer.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Não basta ser muito religioso.


   14 de outubro de 2026   

Quarta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho. 

Lc 11,42-46

Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”.
45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insulta-nos também a nós!” 46Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”.

   Meditação.   


Ai de vocês, fariseus! (Lc 11, 42)

Não basta sermos religiosos. Precisamos ser verdadeiros, autênticos. No tempo de Jesus, o povo de sua terra era muito religioso. Sobressaiam os fariseus, uma confraria de homens devotos e praticantes da Lei. No final do primeiro século, quando os judeus tinham perdido a guerra contra os romanos e tinham se espalhado pelo estrangeiro, a influência dos fariseus ficou ainda mais forte. Eles pareciam ter o modo mais certo e seguro de praticar a sua religião. Neste contexto, as comunidades cristãs, que nasceram no seio das comunidades judaicas, ficaram meio inseguras. Foi nesse tempo que os evangelistas reuniram em seus escritos as críticas que Jesus tinha feito àquela religiosidade baseada no cumprimento da Lei.

Os antigos profetas, às vezes, ficavam bravos com o povo e com suas lideranças quando se desviavam da Aliança com Deus. Nessa oportunidade, eles lançavam os “ais” sobre o povo. Era uma forma de condenação das coisas erradas que estavam acontecendo. Jesus também se utilizou desse expediente. No caso dos fariseus, por exemplo, ele foi forte. No texto de hoje, tem quatros “ais” lançados contra a religiosidade doentia deles.

O que Jesus disse sobre os fariseus daquele tempo, com certeza, também serve para nós, hoje. A nossa prática religiosa pode sempre ser corrigida e melhorada, não é verdade? Então, vamos ouvir com atenção os “ais” de Jesus contra os fariseus. E se a carapuça cair em nossa cabeça, vamos assumi-la como uma chamada de atenção de Jesus para sermos mais verdadeiros e autênticos.

O primeiro “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia do seu legalismo. Eles se concentravam em coisas secundárias e deixavam de lado as mais importantes. Pagavam o dízimo de coisas pequenas (por exemplo da hortelã, do arruda, de outras ervas), mas deixavam de lado a justiça e o amor de Deus. Legalismo.

O segundo “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia de sua busca de privilégios. Eles eram bem vistos e reverenciados pelo povo. Assim, adoravam ser saudados pelo povo nas praças e disputavam lugares de honra nas sinagogas e nos jantares. Busca de prestígio e de privilégios.

O terceiro “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia contra o culto da aparência. Jesus os comparou com túmulos escondidos debaixo da grama por onde se anda. O externo é uma coisa, o interno... sai de perto. O culto da aparência.

O quarto “ai de vocês, mestres da Lei” foi uma denúncia de sua incoerência. Não faziam o que pregavam. Sobrecarregavam o povo de cargas insuportáveis, mas eles mesmos não mexiam uma palha. Incoerência.




Guardando a mensagem

Uma religiosidade baseada no cumprimento de normas, como a que viviam os fariseus, corre o risco de ser uma coisa estéril, com graves defeitos: legalismo, busca de privilégios, culto da aparência e incoerência. Fingindo o louvor de Deus, estão na verdade defendendo seu status quo e ampliando seus privilégios. A verdadeira religião leva à conversão do coração, à verdade, à caridade, à fraternidade.

Ai de vocês, fariseus! (Lc 11, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
as críticas que dirigiste aos fariseus nos assustam. E nos assustam porque o farisaísmo é sempre uma tentação permanente em nossa vida. Mas é sempre muito bom ouvir tua palavra que nos corrige, nos adverte, nos orienta no caminho da verdade e da vida. Concede, Senhor, que, apesar de nossa fraqueza, o teu Santo Espírito nos conduza pelos teus caminhos. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Dentro do espírito missionário deste mês, compartilhe a Meditação com os seus contatos. Compartilhar é evangelizar. 

Comunicando

Dentro do clima do mês das missões, a AMA celebra amanhã um dia missionário, uma jornada de atividades na sede da associação para aquecer o coração missionário dos ouvintes e associados. AMA é a Associação Missionária Amanhecer, uma grande família comprometida com a evangelização nos meios de comunicação social. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Ter um coração limpo.


   13 de outubro de 2026   

Terça-feira da 28ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Lc 11,37-41

Naquele tempo, 37enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.


   Meditação.   

Vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora, mas o seu interior está cheio de roubo e maldades (Lc 11, 39)

Um fariseu convidou Jesus para jantar em sua casa. E Jesus aceitou. Sentou-se à mesa na casa dele e começou a fazer a refeição. O fariseu ficou 'passado': o quê?! Ele come sem lavar as mãos antes da refeição! Ficou escandalizado.

Por que o fariseu ficou assim tão escandalizado? Porque Jesus estava descumprindo uma de suas normas religiosas. Eles viviam doentiamente focados na ideia de pureza. Para estar em comunhão com Deus, achavam que tinham que evitar tudo o que pudesse torná-los impuros no contato com pessoas de má reputação, sobretudo estrangeiros, ou com coisas que consideravam impuras, como o sangue. E tinham muitas regras em relação à alimentação. Na comida, vários alimentos eram terminantemente proibidos, como, por exemplo, a carne de porco e outros tipos de animais de casco fendido. E, para se manterem rigorosamente limpos, puros, havia maneiras corretas de se lavar os pratos e os copos e ações externas de purificação como era o caso de lavar as mãos ou banhar-se antes da refeição. Lavar as mãos não era apenas um hábito higiênico, era um item das leis de pureza. Sem isso, a pessoa ficava contaminada, suja, impura religiosamente. Eles viviam uma excessiva preocupação com o exterior.

Imagine se Jesus estava ligando pra isso! Nem ele, nem os discípulos dele. O problema não é o que está fora, pensava Jesus. Problema é o que está dentro. Ali mesmo, no jantar, ele disse ao fariseu: ‘vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora. O interior de vocês é que está sujo, podre, cheio de roubos e maldades’.

O fariseu ficou escandalizado porque Jesus foi comer sem lavar as mãos. Isso só mostrava claramente a sua excessiva preocupação com o exterior, a ideia fixa da pureza legal. A religião que eles praticavam era especialmente de cumprimento de mandamentos e normas. Escandalizado porque Jesus não lavou as mãos, mas olhe só!... Eles eram cumpridores de centenas de normas e leis, mas descuidavam-se do principal da Aliança: a justiça, a misericórdia, a piedade. Cuidavam da limpeza exterior, mas o interior é que estava sujo.





Guardando a mensagem

A gente honra a Deus com os lábios, com a boca, quando reza, quando louva, quando canta um hino. Nós também o honramos quando dizemos que o amamos, que o reconhecemos como nosso Criador e Pai. Honrar a Deus com os lábios, com a boca, é uma coisa santa. Mas, lamentou Jesus em certa ocasião, ‘este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim’. O problema, então, está no coração: se ele está longe ou perto de Deus. O coração bem que pode estar cheio de coisas ruins, de maldades, de violência, de mágoas, de ódio. O fariseu estava preocupado com a pureza exterior. Jesus estava preocupado com a pureza interior, com o que tem dentro do coração.

Vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora, mas o seu interior está cheio de roubo e maldades (Lc 11, 39)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ainda vivemos preocupados com o exterior, com a aparência, com o cumprimento da norma pela norma. Naquela história que tu contaste, o irmão mais velho do filho pródigo cumpria todas as suas obrigações para com o seu pai, formalmente. Mas, não teve um coração misericordioso com o seu irmão que voltou arrependido, não teve caridade para com ele. De que adianta ter sido tão trabalhador, mas não ter tido misericórdia do seu irmão? Os fariseus do teu tempo faziam tudo certinho nas suas práticas religiosas, mas excluíam os pequenos, descriminavam os pobres, oprimiam os humildes. Obrigado, Senhor, por este ensinamento: menos preocupação com o exterior, a aparência e mais atenção com o que vai no coração de cada um, onde nascem as opções e as ações do ser humano. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Bom, lavar as mãos não deixa de ser importante para a nossa saúde. Mas, é bom lembrar, hoje, ao lavar as mãos antes da refeição, que é mais importante e necessário purificar o seu interior. E isso se faz com um bom exame de consciência, um ato de contrição, e se necessário, uma boa confissão. 

Comunicando


Mesmo com o feriado, tivemos, ontem, mais uma Segunda Bíblica. Prossegue o nosso estudo sobre o Livro do Apocalipse. Ontem, foi a Aula de número 19.

Hoje, participo da novena na Paróquia N. Sra. do Rosário, em Caruraru. Amanhã, teremos reunião geral on-line dos que vão peregrinar "nos passos de Paulo", na Turquia, Grécia e Itália. Quinta-feira, dia 15, é nosso Dia Missionário, com mutirão de voluntários na sede da AMA. Sábado e domingo, estaremos em Bezerros, para contatos em vista da Rádio Amanhecer FM que estamos implantando por lá. Uma semana de muitos compromissos missionários, graças a Deus. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

domingo, 11 de outubro de 2026

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.


   12 de outubro de 2026  

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, 
padroeira do Brasil

Dia das Crianças

   Evangelho.   


Jo 2,1-11

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser!”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala!”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

   Meditação.   


Houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente (Jo 2, 1)

Neste dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida, lemos, no evangelho de São João, sobre o milagre da água transformada em vinho, o primeiro sinal que Jesus deu sobre sua identidade e sua missão. “Houve um casamento. E a mãe de Jesus estava presente”. É a primeira lição a aprender de Maria: a sua presença fraterna na casa daquela família. A presença é o primeiro sinal de amor, de valorização do outro. Só estando presente, pode-se saber o que está acontecendo, conhecer a realidade e participar de alguma solução para os problemas. Ela estava lá.

Então, Maria estava na festa de casamento. Jesus e os discípulos também tinham sido convidados e lá estavam. Devia ser alguém parente deles, para estarem todos ali. Houve um problema, faltou o vinho. A festa de casamento deles durava vários dias. E a bebida, claro, era o vinho. Faltou o vinho. Um desastre para aquela família pobre. Deduz-se que eram pobres, pela preocupação de Maria. Se tivessem posses, poderiam resolver facilmente a situação; não tendo grandes posses, como parece ser o caso, passariam um grande vexame, uma vergonha muito grande. Diriam, pelos corredores, que eles não tinham se preparado bem, que não tinham responsabilidade, que já estavam começando mal... sabe Deus quanta coisa ruim falariam, aumentando o clima de frustração na festa pela falta da bebida. Por isso, Maria ficou preocupada.

Foi Maria quem falou com Jesus. Ela lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus notou o tom aflito de sua mãe, era um pedido de ajuda dirigido a ele, ela estava pedindo a sua intervenção. Mas, ele julgou que não era a hora ainda de se manifestar publicamente. Ele lhe disse: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Mas, ela não se fez de rogada. Movimentou-se, entrou em contato com os garçons e orientou que eles se apresentassem a Jesus para fazer o que ele mandasse. Assim, Jesus mandou encher as talhas de água. Quando foi levada ao chefe dos garçons, a água era vinho da melhor qualidade.

Em Caná, naquela festa de casamento, Maria mostrou-se comprometida com o bem daquela família e proativa em relação a uma solução para o problema da falta de vinho. Mesmo com o aparente desinteresse demonstrado pelo filho, ela logo mexeu-se e orientou os garçons a se apresentarem a ele, aguardando uma indicação precisa do que fazer. Não ficou esperando de braços cruzados. Não apenas pediu a Jesus, pediu e encaminhou as coisas, certa que o filho agiria. Uma fé ativa, operante. Precisamos aprender isso com ela.



Guardando a mensagem

Nós somos devotos de Nossa Senhora, que bom! O Brasil tem Nossa Senhora Aparecida como sua padroeira. A devoção nos aproxima da pessoa que veneramos para sermos seus imitadores e gozarmos de sua proteção. Meditando sobre sua participação no casamento em Caná da Galileia, podemos aprender dela a sua preocupação com o sofrimento dos outros, sobretudo dos mais pobres e vulneráveis. Precisamos mesmo vencer a indiferença, que é um grande mal entre nós. Também de Maria aprendemos que não basta pedir a Deus o que precisamos e cruzar os braços. Isso não é fé, é alienação. A verdadeira fé nos faz implorar a Deus e arregaçar as mangas, confiados que ele já está agindo em nosso favor.

Houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente (Jo 2, 1)

Rezando a palavra

CONSAGRAÇÃO DAS FAMÍLIAS 
A NOSSA SENHORA APARECIDA

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de Jesus e nossa,
Nós te consagramos, hoje, nossas famílias,
Acolhe-nos sob a tua proteção materna.
Ilumina, Senhora, nossos lares com a luz de Cristo.
Educa nossas crianças e adolescentes
com a Palavra do Senhor.
Conduze-nos pelos caminhos do Evangelho.
Afasta de nosso meio, Mãe, todo desrespeito
contra a vida humana,
a violência, a injustiça.
Livra nossos jovens das drogas e da violência.
Confirma nossas famílias na santidade do matrimônio.
O mundo precisa de diálogo e reconciliação.
Ajuda-nos, Virgem Santa, a construir a paz
em nossa casa e na rua.
Intercede para que não falte o pão de cada dia
em nossas mesas.
Ensina-nos o caminho da missão.
Toma sob a tua proteção, Senhora,
as nossas famílias.
E dá-nos a tua bênção, Mãe Aparecida.
Amém.

Vivendo a palavra

Faça, hoje, um momento de oração pelo Brasil. Peçamos que, pela intercessão da Senhora Aparecida, o Senhor nos conceda a graça de, no conjunto das nações, nos distinguirmos como um país comprometido com a igualdade social, a educação de qualidade, a preservação do meio ambiente e a fraternidade como marcas do evangelho de Cristo. Rezemos também pelo Papa Leão XIV que informou ontem que vai se submeter a uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão. E uma prece também pelas crianças, particularmente pelas de sua família. 

Comunicando

Que tal você participar conosco, hoje, do Terço Mariano pelo rádio? Mais de 20 emissoras transmitem o terço em rede conosco, às 18 horas. Não havendo rádios nos transmitindo na sua localidade, baixe o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. Precisando de ajuda, siga o passo a passo descrito no WhatsApp da AMA: 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


sábado, 10 de outubro de 2026

Por que ele foi expulso da festa de casamento?

  



   11 de outubro de 2026.   

28º Domingo do Tempo Comum

   Evangelho.   


Mt 22,1-14

Naquele tempo, 1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, 2dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3E mandou os seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir.
4O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ 5Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.
7O rei ficou indignado e mandou suas tropas, para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’.
10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou para ver os convidados observou ali um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu.
13Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. 14Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

   Meditação.   


Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa (Mt 22, 11)

Jesus comparou o Reino de Deus com uma festa de casamento. O rei preparou a festa de casamento do filho e mandou chamar os convidados. Os que foram convidados disseram que não iam. Ele mandou um segundo recado. Eles ignoraram. Mandou então os seus empregados convidarem todo mundo que encontrassem pelo caminho. O salão de festa ficou cheio de convidados. Mas, o rei, passando para cumprimentar os convidados, notou um que estava sem o traje de festa. E mandou colocá-lo pra fora.

O Evangelho é um convite. O convite é para participarmos da grande festa de casamento do filho do rei. O rei é Deus Pai. O filho, o noivo, é Jesus. Os empregados que levam o convite são os profetas, os missionários, os evangelizadores. E por que essa imagem da festa de casamento? Porque Deus celebrou uma aliança com o seu povo, no Antigo Testamento. E Jesus, no Novo Testamento, celebrou, no seu sangue, a nova e eterna aliança de Deus com o povo redimido. E quem é a noiva? Precisamos descobrir nessa parábola quem é a noiva. E, também, por que alguém foi excluído da festa por estar sem a roupa apropriada?

No tempo de Jesus, a grande rejeição veio das elites do seu povo. Veja que exatamente Jesus está contando esta parábola às lideranças de Jerusalém. São eles que reagiram violentamente maltratando e matando os missionários. Assim, Jesus já vê que a destruição do país pelos romanos mais adiante é resultado de sua rejeição. Agora, você entende porque, na parábola, o rei ficou furioso e mandou destruir e tocar fogo nas cidades deles.

Um palpite de estudiosos da Bíblia é o seguinte: nós somos os convidados. Claro, isso você já sabia. Os convidados deviam estar com o traje da festa, vestidos com a roupa nupcial, pois era uma festa de casamento. Isto, você também já suspeitava. Olha o segredo da parábola: A noiva são os convidados. Os convidados são a noiva, por isso que eles precisam estar com a roupa nupcial, o traje da festa. Entendeu? Jesus é o noivo. A noiva é a Igreja, nós, o povo de Deus. Claro. A noiva somos nós, os convidados.

Só falta uma coisa: o que é esse traje nupcial? Aí temos que pensar um pouco mais. Quer um palpite? Podemos pensar numa coisa simples. A coisa que não pode faltar em quem vai se casar é... é o amor. Claro, sem amor a Jesus, não tem casamento. Sem adesão à pessoa de Jesus Salvador, não há salvação, não há aliança, não há casamento. Nossa adesão a Jesus é celebrada no batismo, quando pelo banho do Espírito Santo somos lavados do pecado e nos revestimos de Cristo. No batismo, até trajamos uma roupinha branca, nova, a veste nupcial. O traje de festa é o amor a Cristo, a nossa adesão a ele celebrada no batismo, a nossa condição de pessoas convertidas e perdoadas do pecado.




Guardando a mensagem

A aliança que Deus fez com Israel é como um casamento, no qual Deus é o esposo e a nação santa é a esposa. Jesus restaurou, no seu sangue, essa aliança enfraquecida ou rompida pela infidelidade. Jesus comparou o Reino de Deus com a festa de casamento que Deus preparou. Para essa festa, os primeiros convidados reagiram com violência. Foi a reação dos que o levaram à morte. Todos somos convidados para a grande festa. Pela evangelização, continuamos a ser convocados para ela. Na verdade, os convidados são a noiva. E precisam estar com o traje nupcial, que pode ser a adesão a Cristo pela fé, pelo amor e pela conversão. É isso que celebramos no batismo. Para representar nossa aliança com Cristo no batismo, nos trajamos com a veste nupcial.

Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa (Mt 22, 11)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que linda comparação fizeste para entendermos o Reino de Deus: uma festa de casamento, no qual és o noivo e nós, tua Igreja, somos a noiva. Essa aliança de amor entre nós é a razão de tanta alegria, na grande casa do teu Pai e nosso Pai, do teu Deus e nosso Deus. Obrigado, Senhor, pelo maravilhoso serviço da evangelização, pelo qual o Pai continua a nos convocar para a grande festa. Que nenhuma desculpa nos impeça de comparecer ou de retardar nossa presença na tua festa. E que ninguém de nós compareça sem o traje nupcial que é a fé e a conversão com que fomos lavados do pecado no batismo. Foi no batismo que nos revestimos do homem novo, da roupa nova da graça. Como está escrito no Apocalipse: “Felizes os convidados para a ceia nupcial do cordeiro”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Para entender ainda melhor o comentário de hoje, leia o evangelho e a meditação. Leia, não só ouça. O acesso ao texto é pelo link que estou lhe enviando. Não tendo o link, acesse www.padrejoaocarlos.com. 

Comunicando

Hoje é o Dia do Círio de Nazaré. A procissão de hoje, conduzindo a berlinda de N. Senhora de Nazaré, deve reunir cerca de 2,3 milhões de pessoas. Amanhã é o feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em sua festa no Santuário Nacional em Aparecida do Norte, meio milhão de peregrinos celebram a Virgem da Conceição Aparecida com o tema "Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra". 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O elogio.



   10 de outubro de 2026.   

Sábado do 27ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   


Lc 11,27-28

Naquele tempo, 27enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. 28Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

   Meditação   


Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram (Lc 11, 27)

O elogio da mulher foi maravilhoso. Ela gritou alto no meio da multidão. “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Ela louvou a mãe daquele profeta maravilhoso, Jesus, ali presente, encantando as pessoas com sua pregação e seus milagres. Parece ser essa uma forma comum no povo do Oriente de saudar assim uma pessoa muito querida e importante. Na verdade, é sempre assim em qualquer lugar: quer homenagear o filho, honre a sua mãe, não é verdade? A mulher louvou Jesus, por meio de sua mãe que o gerou e o amamentou.

E olha que esse detalhe da amamentação é uma coisa muito especial. Hoje, se sabe que o período da amamentação de uma criança é um tempo de grande influência na vida daquele ser humano. Amamentar é um ato em continuidade com a gestação, garantindo desenvolvimento físico, social e mental da criança. Da criança e da mãe também.

Na mesma linha, Izabel tinha feito o seu elogio. Nós, inclusive, continuamos a honrar a mãe do Salvador com suas palavras: “Bendito o fruto do teu ventre”. Izabel, cheia do Espírito Santo, louvou o fruto do ventre de Maria, louvou o filho, Jesus. Mesmo louvando quem foi gerado, não esqueceu a mãe, mencionando apropriadamente o seu ventre, o seu útero.

Jesus aproveitou o elogio da mulher à maternidade de Maria, que o gerou, para elevar ainda mais a louvação à sua mãe. Mais feliz ainda é ela por “ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática”. Maria gerou o filho e o amamentou em atenção à palavra de Deus que o anjo lhe transmitira. Sua maternidade, antes de tudo, é obediência a Deus, realização de sua vontade. Nesse sentido, ela é um exemplo para todos os seguidores de Jesus. Todos podem participar de sua bem-aventurança: “ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática”.




Guardando a mensagem

O elogio que a mulher fez, no meio da multidão, a Jesus foi cheio de sensibilidade. Ela o honrou, louvando sua mãe que o gerou e o amamentou. Hoje, a ciência conhece a importância que tem os nove meses de gestação e o tempo de amamentação para a vida de um ser humano. É um tempo sagrado em que a vida desabrocha como um verdadeiro milagre. Jesus completou o elogio que a mulher fez à sua mãe. ‘Muito mais feliz é ela por ter ouvido a palavra de Deus e tê-la praticado’. De verdade, a maternidade de Maria é fruto de sua obediência à vontade de Deus. Essa é a sua verdadeira bem-aventurança. Nós também participamos dessa bem-aventurança de Maria, na medida em que também realizarmos em nossa vida a Palavra do Senhor.

Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram (Lc 11, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
estamos no mês do Rosário. Nessa oração tão simples e tão popular que é o Terço, meditamos, todos os dias, os mistérios de tua vida e de tua páscoa. E ao contemplarmos os passos de tua encarnação, pregação, paixão, morte e ressurreição, reconhecemos a presença amorosa e fiel de tua santa Mãe ao teu lado, fortalecendo tua obediência com a sua, sustentando tua missão com a sua incessante oração. E, com a tua volta ao Pai, ela continua cuidando da nova família que nasceu aos pés da tua cruz, o povo redimido pelo teu sacrifício redentor. Senhor, que nós a amemos sempre mais e a honremos como nossa mãe e modelo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O dia de hoje está cheio de estímulos para você rezar o Terço Mariano. Faça isso como uma ressonância do evangelho de hoje.

Comunicando

Você, associado da AMA, se ainda não recebeu, vai receber nos próximos dias a Cartinha do último trimestre do ano. Na comunicação, falo de dois compromissos deste final de ano: a bênção das instalações de nossa Rádio Amanhecer FM e a gravação do Musical de final de ano para a televisão. Destaco também duas atividades voltadas para os associados no início de.  2027: a Capelinha de N. Senhora Auxiliadora e o Retiro de Carnaval.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Oposição a Jesus.


   09 de outubro de 2026.   

Sexta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Lc 11,15-26

Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”.
16Outros, para tentar Jesus, pediram-lhe um sinal do céu. 17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “11 de 18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus.
21Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou.
23Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. 24Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. 25Quando ele chega encontra a casa varrida e arrumada. 26Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”.

   Meditação.   


Todo reino dividido contra si mesmo será destruído (Lc 11, 17).

Jesus está realizando a sua missão. Qual é a missão de Jesus? Anunciar o Reino de Deus entre nós, aproximar as pessoas de Deus, refazer a aliança de Deus como o seu povo, salvar a humanidade que se separou do Criador pelo pecado. Esses são modos como tentamos explicar a missão de Jesus. Nós o vemos no seu trabalho redentor: anunciando o amor de Deus, convidando as pessoas à conversão, perdoando os pecadores, libertando pessoas da dominação do mal.

Que os demônios se opusessem a Jesus, isso a gente entende. Que os grupos privilegiados de Jerusalém o odiassem, até dá para entender. Mas, que pessoas religiosas, praticantes da Lei, se indispusessem contra Jesus, a ponto de o difamarem, tentando desmoralizá-lo ou até tramando a sua prisão, isto nos deixa perplexos. Pois, foi o que aconteceu. No evangelho de hoje, vê-se como eles começaram a espalhar que Jesus expulsava demônios com a autoridade do próprio satanás. Olha que jogo baixo: espalhar que Jesus agia em nome do diabo. Haja paciência! Era gente de má vontade procurando desqualificar a vitória de Jesus sobre o mal. Agora, o pior é que se tratava de gente muito religiosa.

Jesus chamou para a lógica. Se for assim, se o mal estiver combatendo contra si mesmo, diabo contra diabo, então estão realmente perdidos, pois ‘todo reino dividido contra si mesmo será destruído’, acaba se esfacelando, se autodestruindo. Não tem a menor lógica. Mas, essa palavra de Jesus também poderia ser entendida a respeito dos seus opositores. Esse grupo de gente maldosa estava cavando o buraco para o seu próprio povo. Se eles ficassem contra Jesus, fazendo propaganda contra ele, dividindo o povo, causando desunião... qual seria o fim do seu povo? “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído”. De fato, 40 anos depois da morte de Jesus, houve uma guerra dos romanos contra os judeus e não ficou pedra sobre pedra. O povo hebreu perdeu tudo. Um reino dividido não prospera.

O que Jesus diz no evangelho de hoje nos espanta. Ele tão tolerante, um dia não quis que os discípulos proibissem alguém que pregava e curava em seu nome sem pertencer ao grupo deles. Deixa, ele disse, “quem não está contra nós, está a nosso favor”. Mas, no evangelho de hoje, ele diz, a respeito dos que o estavam difamando: “Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa”. Disse tudo.




Guardando a mensagem

Jesus, no exercício do seu ministério, encontrou muita oposição. Oposição das elites e de muitas lideranças populares, como foi o caso dos fariseus. Foi acusado de muita coisa. Uma dessas acusações dizia que ele agia em aliança com Satanás. Coisa triste, gente dividindo o povo. A difamação, as falsas acusações geram desconfiança e divisão na comunidade cristã. Hoje, com as redes sociais, é muito fácil falar mal de uma pessoa, difamá-la, destruir a sua imagem. E tem muita gente ruim interessada em desmoralizar a Igreja e sua opção pelos pobres. Não repasse acusações maldosas contra a Igreja, o Papa, os ministros sagrados.  Trabalhe pela comunhão, pela unidade.

Todo reino dividido contra si mesmo será destruído (Lc 11, 17).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos chamas a reconhecer o Reino de Deus que chegou com tua presença, com tua palavra, com tua ação. Disseste: “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vocês o Reino de Deus”. Cremos em ti, Senhor, e não queremos apenas usufruir de tua graça e de teus dons. Queremos também estar ao teu lado, tomar tua defesa, quando maldosos continuarem te difamando ou te injuriando em tua Igreja, em teus ministros, em nossas pastorais. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A unidade da Igreja não é só uma construção humana. É, sobretudo, dom do Espírito Santo que nos une a Cristo, cabeça do corpo, e a todos os membros. Hoje, reze pela unidade de todos os que estão unidos a Cristo pela fé e pelo batismo.

Comunicando

No próximo dia 20, parte a nossa peregrinação "Nos passos de Paulo apóstolo", visitando os lugares de sua evangelização na Turquia, Grécia e Itália. Um grupo parte do Recife. Outro, de Guarulhos. Hoje, à tarde, teremos reunião presencial dos peregrinos mais próximos do Recife, para a entrega do Kit da viagem. Na próxima quarta-feira, dia 14, teremos a última reunião geral on-line com todos os peregrinos. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Peçam e receberão.


  08 de outubro de 2026.  

Quinta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho  



Lc 11,5-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’,7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”



  Meditação.  


Peçam e receberão. Busquem e acharão. Batam e lhes será aberto (Lc 11, 9)

Pois, quem pede, recebe; quem procura, encontra; e para quem bate, se abrirá.


Quando rezamos, costumamos pedir muito. E nem sempre sabemos pedir bem. O ensinamento de Jesus, hoje, vem em nosso auxílio. É certo que a nossa oração não pode ser só “de pedidos”, precisa ser também de louvação, de reparação e, sobretudo, de escuta da palavra de Deus. Mas, podemos pedir também. Neste caso, é bom aprender com ele.

No “Pai nosso”, que vem um pouco antes desse texto do Evangelho que estamos meditando, Jesus ensinou que a primeira coisa a pedir, na oração, é a glorificação do nome de Deus e a realização de sua vontade: “Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino”. Depois vêm os pedidos, a começar pelo pão de cada dia, mas também o pedido de perdão pelos nossos pecados e a vitória sobre a tentação. No pedido do “pão de cada dia” está tudo o que é necessário para nossa sobrevivência com dignidade: o trabalho, a saúde, a superação dos problemas que ameaçam nossa integridade e nossa paz.

“Peçam, e receberão. Busquem, e acharão. Batam, e lhes será aberto”. É um convite a pedirmos a Deus com humildade, com confiança, com perseverança.

Peçam e receberão. Pedir é coisa de quem precisa. Quem precisa, pede. Assim, exercita a humildade. Está na condição de necessitado, reconhece que precisa do outro, que precisa de Deus. Pede, não manda. E está pedindo, não está cobrando. É um exercício de humildade.

Busquem e acharão. A gente busca, porque sabe que pode encontrar, e que pode receber. É um ato de confiança. O pedido, na oração, nos pede confiança. Pedimos a Deus porque confiamos nele, seguros que ele pode nos conceder, certos de que ele vai nos dar o que pedimos. Sabemos que não temos merecimento para alcançar o que pedimos, mas confiamos na sua misericórdia, no seu amor. Confiamos.

Batam e lhes será aberto. Na história que Jesus contou do homem que bateu à porta do amigo, tarde da noite, pedindo pão, aparece claramente a necessidade de perseverança. Se não for atendido por amizade, será por insistência, pela importunação, como no caso da história. Perseverar, insistir é uma forma de mostrar que realmente damos importância ao que estamos pedindo.





Guardando a mensagem

Jesus está nos ensinando a rezar bem. Se vamos pedir, é preciso fazê-lo com humildade (“Quem pede, recebe”), com confiança (“Quem procura, acha”), e com perseverança (“A quem bate, lhe será aberto”). Humildade, confiança, perseverança. É assim que deve ser nossa oração de pedido a Deus.

Peçam e receberão. Busquem e acharão. Batam e lhes será aberto ( Lc 11, 9)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
aprendemos contigo a louvar o Pai pelo seu imenso amor, a bendizê-lo por tudo que ele nos concede. E também pedir o pão de cada dia, o perdão dos nossos pecados e a libertação do mal. Pedir é o que nós mais sabemos fazer quando rezamos. Hoje, tu nos dás orientações importantes para nossa oração de pedido. Ajuda-nos, Senhor, com o teu Santo Espírito a pedir com humildade, com confiança e com perseverança. Sendo uma coisa boa para nós, para nosso crescimento humano e espiritual, seremos atendidos, sobretudo se pedirmos em teu nome. Obrigado, Jesus. Tu és o nosso Mestre e Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


O terço mariano, também chamado de rosário, é uma oração de louvor, de meditação e de intercessão. Todos os dias às 18 horas, rezamos o terço em rede em mais de 20 emissoras de rádio. Não havendo rádio nos transmitindo por aí, vá na lojinha de aplicativos do seu celular e baixe "Rádio Amanhecer". Você vai se surpreender!

Comunicando

Como todas as quintas-feiras, hoje, celebramos a Santa Missa nas suas intenções, às 11 horas. Estando livre nesse horário, acompanhe pelo nosso canal do Youtube ou pelo Rádio. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Com essa arma, Deus está reformando o mundo.


   07 de outubro de 2026  3

Memória de Nossa Senhora do Rosário 

   Evangelho.  


Lc 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

   Meditação.  


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28).

Hoje é o Dia de Nossa Senhora do Rosário. O grande propagador da devoção ao Santo Rosário é São Domingos de Gusmão. Em 1214, ele estava em Toulusse na França, em oração e penitência pelos pecadores, quando lhe apareceu a Virgem Maria. Ela lhe falou da importância da saudação angélica (a saudação que o anjo Gabriel lhe fez). Ela disse que com essa arma, Deus estava reformando o mundo. Nessa experiência mística, Domingos recebeu o rosário das mãos de Maria e a recomendação de divulgá-lo.

A Ave Maria é uma oração que está permanentemente em nossos lábios. E há até quem a identifique com uma oração infantil, tão simples nos parece e tão curta se apresenta. No terço, nós a repetimos pelo menos 50 vezes. É possível que a rotina acabe esvaziando o profundo significado dessa bela prece.

Uma breve oração, é verdade, mas que retoma as palavras do anjo Gabriel, de Izabel, do Concílio de Éfeso e da piedade popular. Quatro autores numa obra que foi se cristalizando ao longo dos séculos.

O que dizemos na Ave Maria? Começamos saudando a Virgem: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”. Foi o anjo Gabriel que disse isso: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. Gabriel veio da parte de Deus com uma mensagem especial. Séculos antes de Gabriel aparecer, o profeta Sofonias tinha levado uma mensagem ao povo de Deus, no meio de um grande sofrimento: “Alegra-te, filha de Sião. O Senhor está em teu meio”. A filha de Sião é a comunidade fiel que aguarda a realização das promessas de Deus, um tempo de liberdade e de paz. Maria é a filha de Sião. As promessas de Deus estão se cumprindo para o seu povo.

Gabriel a saudou como “cheia de graça”, plena da graça de Deus. São Paulo explicou, na carta aos Efésios, que Deus quis, em Cristo, nos cumular de todas as bênçãos espirituais (Cf. Ef 1, 3). E que, antes da criação do mundo, ele já nos tinha predestinado a sermos seus filhos adotivos, para o louvor de sua graça. E que isso foi possível porque Jesus remiu os nossos pecados.

Dizendo a Maria que ela estava “cheia da graça de Deus”, o anjo Gabriel estava dizendo que Deus a cumulou de toda bênção, da plenitude de sua graça. E, se por causa de Jesus, antes da criação do mundo, Deus já nos tinha predestinado a ter a sua graça em abundância como seus filhos, o mesmo fez com Maria. E o fez bem mais. Como nos explica a Igreja, no dogma da imaculada conceição, em vista dos merecimentos de Cristo, Deus a preservou da herança do pecado original, do qual todos nós participamos. E assim, sem vínculo com o pecado, ela pode conceber o santo filho do Altíssimo, que já era um com ele, desde toda a eternidade.

Saudando Maria como cheia de graça, estamos celebrando o plano de salvação de Deus, o seu imenso amor por nós que o levou a enviar o seu amado filho para assumir nossa condição humana, remir os nossos pecados e ser o nosso guia e pastor em nossa peregrinação terrena.




Guardando a mensagem

Não, a Ave Maria não é só um louvor a Maria. É, antes de mais nada, um louvor a Deus, à sua intervenção na história em nosso favor. No seu canto, Maria reconheceu isso, cantando as misericórdias de Deus em sua vida e na vida do seu povo.

Não, a Ave Maria não é uma oração infantil. É um louvor a Deus que cumulou uma mulher de toda graça, antecipando para ela os merecimentos que o Salvador conquistaria na cruz em favor de todos nós, unindo-a a si como sua filha mais querida e mãe do seu eterno filho.

Não, a Ave Maria não é uma oração enfadonha e repetitiva. É a proclamação da nossa redenção que chegou pela encarnação do Verbo no seio virginal de Maria, como iniciativa de Deus e da resposta de fé humilde e generosa de sua serva.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a cena da anunciação enche o nosso coração de alegria. Nela, nós vemos um Deus misericordioso e fiel que, pensando em nós com tanto carinho, escolheu uma mãe para ti, cumulando-a da plenitude de sua graça, em vista da reconciliação que nos alcançarias na tua entrega na cruz. Como disse um dos antigos padres da Igreja, assim ela se tornou filha do redentor, antes mesmo de ser sua mãe. Na anunciação, nós vemos, Jesus, uma jovem santificada pela graça de Deus, toda em comunhão com o Criador, que responsavelmente quis saber como seria possível ser mãe virgem e, cheia de fé, disse um “sim” generoso, com a humildade de serva do Senhor. Na anunciação, vemos, Jesus, a tua própria entrada neste mundo, na tua encarnação. E nesta tua vinda, igualmente contemplamos tua obediência filial, como nos diz a carta aos Hebreus: vieste, com alegria, fazer a vontade do nosso Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra
 
Neste dia de Nossa Senhora do Rosário, faça todo esforço para rezar o Terço, hoje meditando os mistérios gloriosos. Desejando rezar o terço com a AMA e com a rede de rádios que o transmite, baixe no seu celular o aplicativo da Rádio Amanhecer. O terço começa às 18 horas.

Comunicando

Eu já partilhei com vocês que estamos trabalhando na implantação de uma nova rádio católica, a Rádio Amanhecer FM, no município de Bezerros, a 107 km de Recife. Nesta oportunidade, quero agradecer aos associados da AMA e aos padrinhos da emissora pelo esforço de fidelidade a este nosso compromisso missionário. Comunico que está mantida a data de 15 de dezembro para a bênção das instalações da nova emissora.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


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