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14 março 2020

HORA DE VOLTAR PRA CASA



Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

14 de março de 2020.

A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.

Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Olha só as palavras que aparecem: festa, festejar, alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.

E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa na casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”. A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.

É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.

Guardando a mensagem

Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido. Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.

Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,

Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Rezando a Palavra

Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A sugestão é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

14 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


05 novembro 2019

AS TRÊS DESCULPAS


Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)
05 de novembro de 2019
Não faltam desculpas para quem não quer participar da Igreja. Não encontra tempo para ir à Missa, não encontra motivação para viver em comunidade a sua fé.  “Ah, não posso, não tenho tempo, ando muito ocupado. Ou: vivo para o trabalho, quando chego em casa não tenho mais ânimo pra nada. Ou ainda: ah, quem tem família, com filhos pequenos ainda, não tem condições de participar”. Essas desculpas já eram dadas no tempo de Jesus.
E o próprio Mestre ilustrou uma história com as três desculpas que ele ouvia sempre. Alguém preparou uma bela festa e convidou um bocado de gente. Um disse que não podia ir porque tinha comprado uma terra e estava louco pra ver o novo sítio. Outro tinha adquirido cinco juntas de bois para lavrar a terra e ia começar o serviço. Um terceiro tinha se casado e, claro, mandou pedir desculpas, não podia ir à festa. Ninguém foi, que decepção!
O que tinha comprado o campo representa bem os que têm muitos bens e não se lembram de nada mais fora deles. Pode ser uma casa, uma empresa, uma fazenda, um negócio. Se não se tomar cuidado, os bens podem virar donos da gente, serem  nossos senhores. A gente é que tem que ser dono das coisas, não o contrário. Os bens materiais podem se tornar um verdadeiro deus ao qual me sacrifico ou sacrifico os outros. E Jesus disse bem claro que não se pode servir a dois senhores, a Deus e aos bens materiais, representados no dinheiro. O apego aos bens materiais leva muita gente a não frequentar a Igreja, a não se lembrar do Deus verdadeiro. Já tem seu próprio deus.
O que ia lavrar a terra com seus novos bois bem pode representar os que não acham tempo para Deus por causa do trabalho. O trabalho parece que é tudo, não dá mais tempo para fazer nada. Uma boa desculpa para não pisar na Igreja. Diz que não dá tempo, que está cansado. Mas a pessoa não vive só para trabalhar. No início da Bíblia, se diz que Deus trabalhou seis dias na criação do mundo e no sétimo, descansou (Gn 1). E o livro do Êxodo comenta: “Seis dias trabalharás, no sétimo descansarás, que é o repouso do teu Deus” (Ex 10).  Parar, celebrar, ir à Igreja é um modo de reconhecer o senhorio de Deus em nossa vida. Não somos escravos. Por isso, paramos, pausamos o trabalho, celebramos a liberdade dos filhos de Deus. Reconhecemos que Deus é o nosso único Deus e Senhor.
Aquele que disse que tinha se casado e por isso não podia ir à festa representa os que têm responsabilidade na família e por isso se consideram impedidos de ir à Igreja. Então, a família tomou o lugar de Deus? E Jesus tinha alertado: “Quem amar seu pai e sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem amar seu marido ou sua esposa ou seus filhos mais do que a mim, não é digno de mim”. Se Deus é o mais importante, então uma visita em casa não pode me impedir de ir à Missa. Nem uma festinha em família, ou uma criança pequena. Deus é Deus e merece o melhor de mim, do meu tempo, do meu amor. “Amar a Deus sobre todas as coisas, acima de todas as pessoas”, este é o mandamento.
Não faltam desculpas para quem não quer participar da Igreja. Os bens materiais que me prendem, o trabalho que me toma todo o tempo, a família que precisa de mim. Apesar da resposta negativa de muitos, Deus continua nos chamando para a festa, que é o Reino de Deus. E abrindo suas portas para outros mais desapegados, mais disponíveis, mais fiéis.
Guardando a mensagem
Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que um pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Os primeiros convidados não compareceram. Esses faltosos alegaram razões para sua ausência: a compra de um sítio, o plantio com uma junta de bois, o casamento recente. Essas três desculpas podem representar grande parte das nosssa desculpas para vivermos ausentes da vida da Igreja: o apego aos bens materiais, os compromissos do trabalho, os apelos da vida em família. Mas, nada pode nos afastar de Deus ou nos impedir de participar dos atos religiosos, pelos quais, como Igreja, adoramos o Senhor nosso Deus. A mesa está pronta, nos avisa o Senhor. Não nos esquivemos deste maravilhoso convite. Nada de desculpas.
Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Foram três desculpas pelas quais os primeiros convidados se disseram impedidos de participar do banquete. Um tinha comprado uma terra e queria vê-la; outro ia testar cinco juntas de bois que tinha comprado para arar a terra; e o outro, estava de lua de mel. Gente voltada para seus negócios e para o seu casamento, sem tempo para participar do banquete de Deus. Senhor, não queremos repetir isso em nossas vidas. Não queremos perder esse convite maravilhoso para participar do Reino de Deus. Queremos estar contigo, ao redor da tua mesa, participando de tua alegria. Bendito seja o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Pense um pouco... Peça a ajuda do Santo Espírito de Deus. Qual é a sua desculpa número um para não participar da vida da Igreja? 
Se, perto de você, não houver uma rádio que transmita o nosso programa diário TEMPO DE PAZ, baixe a nossa rádio no seu celular. Na lojinha de aplicativos do androide, procure e baixe Rádio Tempo de Paz. 
Pe. João Carlos Ribeiro – 05 de novembro de 2019

31 agosto 2019

AS DUAS LIÇÕES DA MESA

Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos (Lucas 14, 13)
01 de setembro de 2019 – 22º. Domingo do Tempo Comum
No evangelho de hoje, Jesus tem dois ensinamentos pra gente. O primeiro é esse: Não queira ser mais do que os outros.
Jesus foi a uma refeição festiva, na casa de alguém importante. Ele viu os convidados escolhendo os primeiros lugares. Nós também vemos isso todos os dias. O espírito do mundo é exatamente esse: a busca dos primeiros lugares. É o mundo da concorrência, um querendo derrubar o outro; o mundo da competição, um querendo deixar o outro pra trás. O espírito do mundo nos ensina a querer ser mais importantes que os outros, a cobiçar os cargos mais altos, a querer estar sempre em evidência. E essa mentalidade acaba por incentivar a violência, a vaidade, a presunção, o orgulho.
Jesus está ensinando uma coisa muito diferente: Não queira ser mais do que ninguém. O espírito do evangelho é a fraternidade, o acolhimento e valorização de cada um, a cooperação. Foi isso que Jesus ensinou: somos irmãos, dependemos uns dos outros. Não queira ser mais do que os outros.
O livro do Eclesiástico tem um ensinamento precioso sobre a humildade: “Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor” (Eclo 3). E a razão é simples: Deus revela seus mistérios aos humildes e resiste aos soberbos.
O segundo ensinamento de Jesus, no evangelho de hoje, é esse: Nunca se esqueça dos pobres.
Naquela refeição festiva, Jesus viu que os convidados eram gente importante, gente do alto nível social, amigos do dono da casa. Então ele disse a quem o convidou: Quando for fazer uma festa, não convide só seus parentes, seus vizinhos ricos, seus amigos, seus irmãos. Convide os pobres, os coxos, os aleijados, os cegos. 
O espírito do mundo pratica a exclusão social (deixar de fora quem não tem recursos) e a segregação social (separar de um lado os privilegiados e de outros, os desamparados; isso nos locais de moradia, nos elevadores, nos shoppings, nas casas de festa, nas escolas, nos hospitais, em todo canto). Um mundo de benefícios está reservado a quem tem dinheiro e importância social. O espírito do evangelho é outro: é a inclusão, a fraternidade, a comunhão, o oferecimento de oportunidades a quem é mais frágil e necessitado. Assim, nunca se esqueça dos pobres.
Guardando a mensagem
Jesus notou, naquela refeição na casa do fariseu, que os convidados eram os irmãos e parentes do dono da casa, seus amigos e vizinhos ricos. Isso mostra uma mentalidade: a comemoração do seu próprio status, a bajulação dos ricos, a exclusão social. É o espírito do mundo. O espírito do Reino é outro: a busca de inclusão dos pobres, dos mais sofridos, a valorização dos pequenos. Na cerimônia do seu casamento, não se esqueça dos parentes mais humildes. No seu colégio, não deixe as crianças pobres sem lanche. Na sua igreja, providencie os acessos para as pessoas com deficiência ou com dificuldade de locomoção. No seu almoço de domingo, reserve um prato de sua gostosa alimentação para quem passa a semana com fome. Não se esqueça de quem não teve as suas mesmas oportunidades. 
Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos (Lc 14, 13)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
A refeição, que é um ato sagrado para o teu povo, foi palco de belos ensinamentos teus. Obrigado, Senhor. Concede-nos que nossas mesas sejam lugares de fraternidade, de diálogo, de inclusão, onde se manifeste o espírito do Reino, não o espírito do mundo. Concede que nossas refeições em família preparem a sagrada refeição da Eucaristia. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Estamos começando o mês da Bíblia e eu queria fazer-lhe um desafio: nesse mês, ler o Evangelho de São Lucas. É o evangelho do ano. Ler o evangelho de São Lucas, todinho, nesse mês de setembro. São apenas 24 capítulos. Você topa? Se tomar, comece hoje. 
Pe. João Carlos Ribeiro – 01 de setembro de 2019.

23 março 2019

HORA DE VOLTAR PRA CASA


Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
23 de março de 2019
A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.
É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.
Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Sete palavras, na narração, denotam o clima festivo: festa (2 vezes) , festejar (2 vezes), alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.
E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa da casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”.  A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.
É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.
Guardando a mensagem
Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido.  Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.
Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A dica é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

Pe. João Carlos Ribeiro – 23.03.2019

09 março 2019

UM SIM GENEROSO E PRONTO


Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5, 28) 


09 de março de 2019 

Chegamos ao 4º dia da Quaresma. A Quaresma é um programa de crescimento espiritual. A cada dia, um novo passo. Nestes primeiros dias, o convite é claro: seguir Jesus. Hoje, temos o exemplo de Levi, o cobrador de impostos. Um exemplo de resposta ao chamado do Mestre. 

Jesus viu um cobrador de impostos (o tal Levi). Ele estava sentado na coletoria. Jesus o chamou: “Segue-me”. Agora, preste atenção à resposta dele: Deixou tudo, levantou-se e o seguiu. Depois, preparou em casa um grande banquete pra Jesus. No banquete, estava um grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 

O evangelista narra a resposta de Levi em quatro ações: deixou tudo, levantou-se, seguiu Jesus e preparou, para ele, um banquete em sua casa. 

Ele era um funcionário, trabalhava coletando impostos para os romanos, profissão mal vista pelo seu povo. Deixou tudo. Tudo o quê? Tudo o que representava segurança, estabilidade, ser um elo na rede de arrecadação pública de impostos. Largou isso. Deu outro rumo à sua vida. Zaqueu também era um cobrador de impostos, mal afamado. Ao que parece, ele não deixou a sua profissão, como Levi, mas também deu novo rumo a ela. Prometeu reparar a quem prejudicou. Vá então pensando no seu caso. Deixar tudo pode significar dar um rumo novo ao seu trabalho, à sua profissão, ao seu casamento. 

Curiosamente, o evangelista anotou que Levi, que deixou tudo, levantou-se. Parece uma observação sem importância. Mas, veja: Jesus o viu sentado e o chamou; Ele, deixando tudo, levantou-se. Sentado é o sinal de instalação, acomodação, enquadramento. Levantar-se é a atitude de quem está se desinstalando, saindo de uma posição cômoda para enfrentar um novo desafio. Levantar-se para pôr-se a caminho. O Papa Francisco, escreveu na sua primeira encíclica, a Igreja tem que ser assim, “em saída”. O seguidor de Jesus, o cristão, há de ser uma pessoa “em saída”, disposta a caminhar, a empreender, a crescer, a partir. A igreja não é a casa dos acomodados, é o caminho dos que seguem Jesus. 

Bom, ele deixou tudo (deu um novo rumo ao que era e ao que fazia), levantou-se (venceu a acomodação de sua situação) e seguiu Jesus. Seguir é fazer-se aluno, discípulo. E segue Jesus, com os outros discípulos, faz comunidade com eles. Isso é a Igreja, que nasce por obra do Espírito Santo unindo a Cristo os que se põem a caminho com ele. 

E a quarta ação de Levi foi o banquete em sua casa. O banquete é o sinal de alegria, de festa, de celebração da ressurreição. Levi é um novo homem. Ressuscitado em Cristo. É o que se vai fazer na Igreja todo domingo: celebrar a ressurreição, com Cristo. 

Guardando a mensagem 

A Quaresma é um programa de crescimento em Cristo. Hoje, olhamos para a resposta de Levi. Jesus o chamou para o seu seguimento, como me chama e chama você. E Levi, numa resposta maravilhosa, completa (representada nas quatro ações), deixou tudo (deu novo rumo ao que era e fazia), levantou-se (rompeu com sua acomodação), seguiu Jesus (tomou Jesus como a direção de sua vida) e organizou um banquete em casa (celebrou, em comunidade, a vida nova em Cristo). É assim que deve ser a nossa resposta ao chamado de Jesus. 

Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5, 28) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

Obrigado por tua santa Palavra. Ela hoje me faz compreender que a conversão envolve toda a minha vida: é um novo rumo em tudo o que sou e faço, sob a tua direção. Na verdade, como disseste, tu és o caminho. Vamos por ti, andamos contigo, em ti está a realização completa do ser humano. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao teu chamado com generosidade, com radicalidade, com alegria, como Levi. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.  

Vivendo a palavra 

Neste quarto dia da quaresma, vá se preparando para o banquete da vida nova, a Eucaristia, que celebramos em comunidade, no dia do Senhor. Programe, prepare-se, convide outros. Amanhã, vamos celebrar o primeiro domingo da Quaresma. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 09.03.2019

06 novembro 2018

SERÁ QUE A SUA DESCULPA ESTÁ VALENDO?


Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)
06 de novembro de 2018.
Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que o pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Essa imagem do Reino como um banquete ocorre muitas vezes no Evangelho. É o casamento do filho, é a volta do filho pródigo, é a própria última ceia... o banquete é uma imagem eloquente do Reino, a festa que o Pai preparou para os seus filhos. Da parte do Pai, está tudo certo. O banquete foi posto, está tudo pronto. Da parte dos convidados, é que a coisa ficou complicada.
O Reino de Deus é, antes de tudo, uma oferta de Deus, um oferecimento gratuito. Aceitar o convite, ir à festa é a parte dos convidados. Mas, a primeira leva de convidados recusou o convite, com desculpas de todo tipo. Essa recusa deixou o dono da casa muito triste. Mas, foi oportunidade para outro tipo de convidados: os pobres, os pecadores. De fato, Jesus constatava que as prostitutas e os cobradores de impostos, a ralé da sociedade judaica, estavam entrando no Reino de Deus e os fariseus e escribas dele se esquivavam. A entrada no Reino de Deus é a acolhida do convite feito pela evangelização. Aceitar o Reino é o mesmo que converter-se, isto é, colocar a própria vida na direção do amor de Deus.
A primeira leva de convidados não compareceu. Estes, na parábola, foram os piedosos do tempo de Jesus. A grande maioria do povo da antiga aliança refugiou-se em seus preconceitos e desculpas, e não aceitou o convite de Jesus para tomar parte na grande festa do Reino de Deus. A segunda leva de convidados, foram os pobres de Israel, foram esses que aderiram de maneira especial ao ministério de Jesus. Eles estão representados pelas quatro categorias: pobres, coxos, cegos e aleijados.  A terceira leva, recolhida pelas estradas e atalhos são os convertidos através da evangelização fora de Israel, pelo trabalho dos missionários, mundo afora.
Guardando a mensagem
Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que um pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Os primeiros convidados não compareceram. Esses faltosos alegaram razões para sua ausência: compras, trabalho, casamento. Foram, então, convidados os pobres. E, depois, mais gente ainda foi chamada para a festa. A casa ficou cheia. Essa palavra  m hoje é pra você. A festa está pronta. O banquete está na mesa. Deus manda chamar você, ele o espera. Não invente desculpas, não faça ouvidos de mercador.
Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Foram três desculpas pelas quais os primeiros convidados se disseram impedidos de participar do banquete. Um tinha comprado uma terra e queria vê-la; outro ia testar cinco juntas de bois que tinha comprado para arar a terra; e o outro, estava de lua de mel. Gente voltada para seus negócios e para o seu casamento, sem tempo para participar do banquete de Deus. Senhor, não queremos repetir isso em nossas vidas. Não queremos perder esse convite maravilhoso de participar do Reino de Deus. Queremos estar contigo, ao redor da tua mesa, participando de tua alegria. Bendito seja o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Pense um pouco... Peça a ajuda do Santo Espírito de Deus. Qual é a sua desculpa número um para não participar da vida da Igreja? O resto é com você.

Pe. João Carlos Ribeiro – 06.11.2018

03 março 2018

EU NÃO VOU PERDER ESSA FESTA!

MEDITAÇÃO PARA O SÁBADO 03 DE MARÇO DE 2018.
Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.
Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Sete palavras, na narração, denotam o clima festivo: festa (2 vezes) , festejar (2 vezes), alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.
E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa da casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”.  A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador;  que me acolhe, filho voltando pra casa.
É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.
Vamos guardar a mensagem
Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido.  Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.
Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A dica é se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

Pe. João Carlos Ribeiro – 02.03.2018

16 fevereiro 2018

A SUA RESPOSTA AO CHAMADO DE JESUS

MEDITAÇÃO PARA O SÁBADO, DIA 17 DE FEVEREIRO DE 2018.


Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5, 28)

Chegamos ao 4º dia da Quaresma. A Quaresma é um programa de crescimento espiritual. A cada dia, um novo passo. Nestes primeiros dias, o convite é claro: seguir Jesus. Hoje, temos o exemplo de Levi, o cobrador de impostos. Um exemplo de resposta ao chamado do Mestre. 

Jesus viu um cobrador de impostos (o tal Levi). Ele estava sentado na coletoria. Jesus o chamou: “Segue-me”. Agora, preste atenção à resposta dele: Deixou tudo, levantou-se e o seguiu. Depois, preparou em casa um grande banquete pra Jesus. No banquete, estava um grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 

Vamos ficar atentos à resposta de Levi. É um modelo de resposta para todo discípulo ou discípula. Você recebeu o chamado de Jesus: “Segue-me”. Já o está seguindo, que bom! Participa da comunidade dos seus discípulos, a Igreja, desde o batismo. Ótimo! Mas, com certeza, pode melhorar ainda mais sua resposta. Jesus nos chama todo dia. E toda nossa vida é a resposta ao seu convite. 

O evangelista Marcos nos conta a resposta de Levi em quatro ações: deixou tudo, levantou-se, seguiu, preparou um banquete para Jesus, na sua casa. 

Ele era um funcionário, trabalhava coletando impostos para os romanos, profissão mal vista pelo seu povo. Deixou tudo. Tudo o quê? Tudo o que representava segurança, estabilidade, ser um elo na rede de arrecadação de impostos. Largou isso. Deu outro rumo à sua vida. Zaqueu também era um cobrador de impostos, mal afamado. Ao que parece, ele não deixou a sua profissão, como Levi, mas também deu novo rumo a ela. Prometeu reparar a quem prejudicou. Vá então pensando no seu caso. Deixar tudo pode significar dar um rumo novo ao seu trabalho, à sua profissão, ao seu casamento. 

Curiosamente, o evangelista anotou que Levi, que deixou tudo, levantou-se. Parece uma observação sem importância. Mas, veja: Jesus o viu sentado e o chamou; Ele, deixando tudo, levantou-se. Sentado é o sinal de instalação, acomodação, enquadramento. Levantar-se é a atitude de quem está se desinstalando, saindo de uma posição cômoda para enfrentar um novo desafio. Levantar-se para pôr-se a caminho. O Papa Francisco, escreveu na sua primeira encíclica, a Igreja tem que ser assim, “em saída”. O seguidor de Jesus, o cristão, há de ser uma pessoa “em saída”, disposta a caminhar, a empreender, a crescer, a partir. A igreja não é a casa dos acomodados, é o caminho dos que seguem Jesus. 

Bom, ele deixou tudo (deu um novo rumo ao que era e ao que fazia), levantou-se (venceu a acomodação de sua situação) e seguiu Jesus. Esse é o rumo que dará à sua vida. Jesus é agora o seu caminho, o seu modelo, o seu Mestre. Seguir é fazer-se seu aluno, seu discípulo, seu seguidor. O evangelho de Jesus, o ensinamento de sua vida e de suas palavras, é o manual de sua nova vida. E segue Jesus, com os outros discípulos, faz comunidade com eles. Isso é a Igreja, que nasce por obra do Espírito Santo unindo a Cristo os que se põem a caminho com ele. 

E a quarta ação de Levi foi o banquete em sua casa. E será que essa é uma verdadeira ação na linha do seguimento de Jesus? Bom, basta você me responder: qual é o momento mais significativo do seu seguimento de Jesus? Deixe, deixe que eu mesmo vou responder. A celebração. A Eucaristia é o ponto mais alto do caminho do cristão. A Missa. Percebeu? E o que foi a Missa de Jesus, a última ceia? Uma ceia de páscoa, um banquete em casa. Lembre que o banquete foi em homenagem a Jesus. Nas três parábolas da misericórdia, em Lucas, tem festa no final: o pastor que encontrou sua ovelha perdida, a mulher que encontrou a sua moeda, o pai que recebeu o filho de volta em casa. O banquete é o sinal de alegria, de festa, de celebração da ressurreição. Levi é um novo homem. Ressuscitado em Cristo. É o que se vai fazer na Igreja todo domingo: celebrar a ressurreição, com Cristo. 

Vamos guardar a mensagem 


A Quaresma é um programa de crescimento em Cristo. Hoje, olhamos para a resposta de Levi. Jesus o chamou para o seu seguimento, como me chama e chama você. E Levi, numa resposta maravilhosa, completa (representada nas quatro ações), deixou tudo (deu novo rumo ao que era e fazia), levantou-se (rompeu com sua acomodação), seguiu Jesus (tomou Jesus como a direção de sua vida) e organizou um banquete em casa (celebrou, em comunidade, a vida nova em Cristo). É assim que deve ser a sua resposta ao chamado de Jesus. A minha, também .


Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5, 28)

Vamos acolher a mensagem

Senhor Jesus, 

Obrigado por tua santa Palavra. Ela hoje me faz compreender que a conversão envolve toda a minha vida: é um novo rumo em tudo o que sou e faço, sob a tua direção. Na verdade, como disseste, tu és o caminho. Vamos por ti, andamos contigo, em ti está a realização completa do ser humano. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao teu chamado com generosidade, com radicalidade, com alegria, como Levi. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vamos viver a palavra

No mês passado, nós meditamos sobre essa mesma história, lendo o evangelho de Mateus. Seria bom, hoje, você reler o texto da meditação daquele dia. Procure, no meu blog www.padrejoaocarlos.com, o texto “convite para um jantar”. Para facilitar, estou deixando-lhe o link no seu aplicativo: http://bit.ly/2ECz0iI

Pe. João Carlos Ribeiro – 16.02.2018

06 novembro 2017

NÃO ME DIGA QUE VOCÊ NÃO VAI AO BANQUETE!


Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto” (Lc 14, 16)
Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que o pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Essa imagem do Reino como um banquete ocorre muitas vezes no Evangelho. É o casamento do filho, é a volta do filho pródigo, é a própria última ceia... o banquete é uma imagem eloquente do Reino, da festa que o Pai preparou para os seus filhos. Da parte do Pai, está tudo certo. O banquete foi posto, está tudo pronto. Da parte dos convidados, é que a coisa ficou complicada.
O Reino de Deus é, antes de tudo, uma oferta de Deus, um oferecimento gratuito, acompanhado de um convite. Aceitar o convite, ir à festa é a parte dos convidados. Mas, a primeira leva de convidados recusou o convite, com desculpas de todo tipo. Essa recusa deixou o dono da casa muito triste. Mas, foi oportunidade para outro tipo de convidados: os pobres, os pecadores. De fato, Jesus constatava que as prostitutas e os cobradores de impostos, a ralé da sociedade judaica, estavam entrando no Reino de Deus e os fariseus e escribas dele se esquivavam. A entrada no Reino de Deus é a acolhida do convite feito pela evangelização. Aceitar o Reino é o mesmo que converter-se, isto é, colocar a própria vida na direção do amor de Deus.
A primeira leva de convidados não compareceu. Esses, na parábola, foram os piedosos do tempo de Jesus. A grande maioria do povo da antiga aliança refugiou-se em seus preconceitos e desculpas, e não aceitou o convite de Jesus para tomar parte na grande festa do Reino de Deus. A segunda leva de convidados, foram os pobres de Israel, foram esses que aderiram de maneira especial ao ministério de Jesus. Eles estão representados pelas quatro categorias: pobres, coxos, cegos e aleijados.  A terceira leva, recolhida pelas estradas e atalhos são os convertidos através da evangelização fora de Israel, pelo trabalho dos missionários, mundo afora.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que um pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Os primeiros convidados não compareceram. Esses faltosos alegaram razões para sua ausência: compras, trabalho, casamento. Foram, então, convidados os pobres. E, depois, mais gente ainda foi chamada para a festa. A casa ficou cheia de gente. Essa palavra  hoje é pra você. A festa está pronta. O banquete está na mesa. Deus manda chamar você, ele o espera. Não invente desculpas, não faça ouvidos de mercador. A chance é única. Não esqueça como termina a parábola: “nenhum daqueles que foram convidados (e não vieram) provará do meu banquete”.
Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto” (Lc 14, 16)