BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

VOCÊ QUER MESMO SABER?



29 de maio de 2021

EVANGELHO


Mc 11,27-33

Naquele tempo, 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: 28“Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” 29Jesus respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”. 31Eles discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: ‘Por que não acreditastes em João?’ 32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.

MEDITAÇÃO


Pois eu também não lhes digo com que autoridade faço essas coisas (Mc 11,33).

Por que Jesus não respondeu à pergunta? Não seria mais fácil Jesus dar logo uma reposta? Eles queriam saber com que autoridade ele estava fazendo aquilo no Templo. E o que é que Jesus estava fazendo? Estava denunciando que tinham convertido a casa de oração num antro de ladrões. Tinha expulsado os vendedores, compradores e cambistas do Templo, afinal, tinha tomado uma atitude pública contra o desvirtuamento do Templo. Quem estava perguntando? Os responsáveis pelo Templo e pela religião em Israel: os sumos-sacerdotes, os mestres da lei e os anciãos - um grupo poderoso, os membros do Sinédrio. Seria este o grupo a julgar Jesus, depois, condenando-o como um malfeitor. Então, não era uma pergunta inocente. Era uma acusação, um enfrentamento perigoso, uma vez que eles tinham um corpo de guardas sob seu comando: Com que autoridade tu fazes isto?

Jesus não respondeu diretamente. Mas, se propôs a responder, desde que eles respondessem também a uma pergunta. A pergunta foi sobre o batismo de João. João andou levando o povo para o deserto, para batizar-se no Rio Jordão, pregando a mudança de vida, em preparação da vinda do Messias. Para João, o Templo não era mais o lugar da purificação. A volta ao tempo do deserto era um recomeço, quando não havia Templo, mas só uma Tenda móvel. Eles, a elite que controlava o Templo, achou foi bom Herodes prender e decapitar João Batista. Livraram-se de um pregador incômodo, de uma denúncia permanente da situação de pecado deles que deviam guardar a aliança com fidelidade. Jesus perguntou: O batismo de João era de Deus ou dos homens? Como eles não se converteram com a pregação de João Batista, a resposta já estava dada. Mas, não podia ser verbalizada, claro. “Então, eu também não digo com que autoridade eu faço essas coisas”, concluiu Jesus. Claro, a resposta estava dada: com a mesma autoridade com que João Batista pregava a conversão e batizava. Mas, não adiantava dizer com a boca. As suas atitudes falavam por si.

O mundo hoje cobra dos cristãos explicações... por que vocês querem pensar e agir diferentemente dos outros? Por que vocês não aceitam a violência, a vingança, a pena de morte? Por que vocês não deixam a mulher decidir sobre sua gravidez e ter a liberdade de abortar? Por que vocês insistem tanto no casamento religioso? Por que vocês são tão obedientes ao Papa? Por que vocês adoram a Eucaristia? Quem pergunta nem sempre está interessado na resposta. É só uma forma de intimidação, de oposição. Às vezes, é melhor fazer como Jesus: não responder, ou melhor, responder com as atitudes e com o modo de viver.

Guardando a mensagem

Os líderes do povo de Deus não reconheceram em Jesus o Messias que Deus prometera e enviara. Também não quiseram reconhecer João Batista e sua pregação, como coisa de Deus. Preferiram tratá-los como inimigos e tramar a sua morte. Na purificação do Templo, Jesus mostrou abertamente quanto estavam errados, apossando-se da Casa de Deus em benefício dos seus interesses políticos e econômicos. Fizeram uma pergunta, na verdade, uma acusação. “Com que autoridade tu fazes isso?”. Com a mesma autoridade com que João Batista convocou o povo para se purificar no deserto e no Jordão. Com a autoridade de Deus. Mas, isso eles não podiam entender. Jesus não fugiu da resposta. Jesus respondeu com uma pergunta.

Pois eu também não lhes digo com que autoridade faço essas coisas (Mc 11,33).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Eu sei que tem hora de responder e hora de ficar calado. Tem hora de responder, como São Pedro falou na sua carta, explicando as razões de nossa esperança a quem nos perguntar. Tudo bem! E hora de ficar calado, quando a pergunta é uma forma velada de intimidação, de oposição, de perseguição. Aí, é responder com as atitudes de vida. Foi assim que fizeste, Jesus. Senhor, confirma em nós a presença do teu Santo Espírito. Que ele ponha em nossos lábios as palavras certas que podem trazer de volta quem está no mal caminho. Que ele ponha fortaleza em nosso coração, para não nos deixarmos abalar pelas críticas e incompreensões que sempre recebem os que andam contigo. Que ele nos assista quando os inimigos do povo e da fé nos questionam e nos acusam. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A hora de dar uma resposta é a hora do testemunho. Testemunho maior ainda é o da própria vida. Pode ser que apareça, hoje, uma ocasião para você se explicar diante de alguém. Inspire-se nas palavras e nas atitudes de Jesus.

No Mutirão de Oração de toda a Igreja, hoje, lidera o Santuário de Nossa Senhora do Líbano, rezando pelas pessoas consagradas. 

Faltando agora 8 dias para o Show online dos 25 aos da AMA. Será que você pode me ajudar a divulgá-lo?

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A FIGUEIRA SEM FIGOS


  28 de maio de 2021

EVANGELHO


Mc 11,11-26

Tendo sido aclamado pela multidão, 11Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze.
12No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. 13De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos. 14Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse.
15Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. 16Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo. 17E ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: ‘Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”. 18Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar urna maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. 19Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade.
20Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz. 21Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou”. 22Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus. 23Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ‘Levanta-te e atira-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. 24Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. 25Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, 26para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.

MEDITAÇÃO


De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi lá ver se encontrava algum fruto (Mc 11, 13)

Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. Muitas vezes, a figueira representa o povo de Deus. No frio, a figueira perde todas as suas folhas, mas lá pelo mês de março, ela renasce e se prepara para dar figos, uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.

No evangelho de hoje, Marcos capítulo 11, há um episódio em que Jesus estava indo ao Templo e encontrou, no caminho, um lindo pé de figueira, bonito mesmo, cheio de folhagens verdes. Ele estava com fome. Avistou de longe aquele arbusto bonitão e lhe veio aquela vontade de comer figo, chega lhe deu água na boca. Chegou perto, procurou, procurou, e nada. A figueira só tinha beleza, frutos não tinha. Jesus ficou bravo. Os discípulos escutaram ele dizer: “Também ninguém mais vai comer do teu fruto”.

Para entender bem essa passagem, é bom ver o contexto. Um dia antes, Jesus tinha entrado no Templo de Jerusalém e observado o que estava acontecendo por lá. Parece que ele não gostou do que viu. Ele foi dormir em Betânia, um lugar fora da cidade. E no dia seguinte, voltando para o Templo, ele encontrou essa figueira da história. Quando ele chegou no Templo (ai, ai, ai), o negócio foi sério. Expulsou os vendedores e os compradores do negócio de animais e do câmbio de moedas. A confusão foi grande. Denunciou ao povo, em alta voz, que tinham transformado a casa de oração em toca de ladrões. Os sumos-sacerdotes juraram acabar com ele.

Na manhã seguinte, eles passaram pela mesma estrada e ficaram espantados com o que viram. A figueira tinha secado. Pedro foi o primeiro a informar, surpreso: “Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou”.

Tenho certeza que, conhecendo esses pormenores do contexto, você já entendeu quem é essa figueira e porque ela secou. Dentro do contexto do evangelho de hoje, a figueira é o Templo. O Templo é essa monumental instituição, bela aos olhos dos peregrinos, que atrai tanta gente nas peregrinações, com tantos sacrifícios de animais oferecidos em culto a Deus... uma figueira coberta de belas folhas. Mas cadê os frutos? Nada. Jesus repreendeu a figueira. E ela secou. Jesus repreendeu o Templo. E qual foi a sua sorte? Bom, 40 anos depois, foi destruído pelos romanos. Figueira sem fruto, reprovada na avaliação divina.

Mas, qual é a atualidade dessa cena evangélica, se o Templo de Jerusalém não existe mais? Bom, você pensou em alguma coisa, eu também, mas deixa pra lá. O Templo pode ser sua comunidade, pode ser a nossa obra, pode ser a sua pessoa também. Pode cobrir-se de folhas, enfeitar-se muito, mostrar-se como árvore frondosa, mas os frutos é que contam. Se não os tiver, nada feito.

Guardando a mensagem

A figueira coberta de folhas, no contexto do evangelho de hoje, é, em primeiro lugar, o Templo de Jerusalém. Jesus e os peregrinos o viam majestoso, com um afluxo invejável de peregrinos, movimentando muito dinheiro no negócio dos animais para o sacrifício, mas os frutos que dele se podiam esperar não existiam. A figueira pode ser também a própria Igreja, a sua família, a minha vida. Importante são os frutos. Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Vamos a uma pequena lista: Conversão, comunhão com Deus, observância dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior.

De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi lá ver se encontrava algum fruto (Mc 11, 13)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Deus fez uma aliança com o povo antigo. Mas, ele se mostrou infiel em muitas ocasiões, rompendo a aliança. Como prometido, foste enviado e fizeste conosco a nova e eterna aliança, renovando os pactos já firmados no antigo testamento. Infelizmente, também podemos ser infiéis e romper a aliança firmada no teu sangue. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre.

Vivendo a palavra

No seu diário espiritual (já está na hora de você ter o seu), desenhe uma figueira, um arbusto não muito grande ou cole uma figura, para lhe representar. Depois, faça uma lista dos frutos que Deus espera de você.

No Mutirão de Oração que toda a Igreja está fazendo pelo fim da pandemia, o Santuário que está liderando a oração do rosário é o de Nossa Senhora Negra de Altotting, na Alemanha. A intenção de hoje é pelo Papa, os bispos, presbíteros e diáconos.

Dia 05 de junho, estaremos juntos no Show online, festejando os 25 anos da AMA. Para comprar o seu ingresso, siga o link que lhe enviei segunda-feira.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

NÃO DEIXEMOS NINGUÉM À MARGEM




27 de maio de 2021

EVANGELHO


Mc 10,46-52

Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”.
48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

MEDITAÇÃO


Ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho (Mc 10, 52)


Jesus está indo para Jerusalém. Peregrina com os discípulos e com a multidão. Sobe para a sua páscoa, sua paixão, morte e ressurreição. Este é o seu caminho. Na saída de Jericó, encontra o cego Bartimeu, sentado à beira do caminho.

No começo da comunidade, os discípulos ficaram conhecidos como o grupo do caminho. O caminho definia a sua condição de seguidores de Jesus. Assim, quando contavam essa história do cego aos novos convertidos, estavam indicando a nova condição deles como seguidores de Jesus, no caminho.

O cego pode estar nos representando. De fato, há gente que não está caminhando com Jesus. Está à margem, está por fora, ouve apenas o barulho da multidão que passa. A felicidade está em se estar a caminho, com Jesus, em viver e caminhar com ele. Quem está à margem, pode ser comparado com o cego. Não caminha com Jesus. Mendiga, esmola de quem passa um pouco de alegria, de atenção, de sentido para sua vida.

A evangelização consiste em anunciarmos, enquanto caminhamos, que Jesus de Nazaré está passando por ali. Somos testemunhas de que ele é a luz que ilumina nossas vidas. Assim, convidamos quem está à margem para caminhar conosco, quem está na escuridão a encontrar a luz. Foi assim que o cego tomou conhecimento da passagem de Jesus e começou a buscá-lo, pedindo que tivesse compaixão dele. Gritava: "Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!" Mesmo encontrando reações, gente que o quer calado, ele continua clamando e cada vez mais alto. Esse é o primeiro movimento da evangelização: o anúncio que suscita o desejo do encontro com o Senhor.

O encontro com o Senhor provoca sempre renovação, mudança de vida, superação da condição de cego-sentado-mendicante à beira do caminho. Na cena, o Mestre para e manda chamá-lo. “Coragem, ele está te chamando!”. Ele largou a capa, deu um salto e foi até ele. Depois de um breve diálogo com o Senhor, ele está curado, está vendo. Esse detalhe de “largar a capa” pode significar que se desvencilhou de qualquer falsa segurança ou amarra, renunciou a alguma coisa que parecia protegê-lo para abraçar a vida nova que Jesus lhe oferece.

Então, a evangelização é o anúncio que fazemos, nós que estamos no caminho do Senhor. Comunicamos que ele está passando por ali, que está próximo. Esse aviso desperta em quem está à beira do caminho o desejo de encontrar-se com ele. O encontro com Jesus é renovador, restaurador, transformador. O cego enxerga, o leproso é reintegrado purificado, o doente goza saúde.

A evangelização leva ao encontro com o Senhor. No encontro, a pessoa é renovada. E se integra no seu caminho, torna-se discípulo. Foi o que aconteceu com Bartimeu. “Ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho”. Integrou-se no seu caminho. Tornou-se um discípulo, um seguidor de Jesus de Nazaré.

Guardando a mensagem

Na história de Bartimeu, o cego de Jericó, temos uma bela página a nos indicar que somos seguidores de Jesus. E a nos convidar a integrar no caminho de Cristo, quem encontramos à beira do caminho. De pessoas que esmolam sentido para a vida, como que sentados à margem da estrada, se tornarão discípulos que caminham na luz do Senhor, cheios de alegria e glorificando a Deus.

Ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho (Mc 10, 52)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Somos teus discípulos. Um dia, fomos cegos. Fomos levados ao teu encontro por nossas famílias, que é a primeira comunidade cristã. E naquele dia, na fé dos nossos pais e padrinhos, tu iluminaste a nossa vida. É possível que alguns de nós já não vivam iluminado pela luz da fé e, em sua cegueira, estejam como mendigos à beira do caminho. Senhor, lembra-te deles. Ajuda-nos a levá-los a ti. Acolhe-os ,Senhor, comunica-lhes a tua luz, para que como discípulos, no teu caminho, glorifiquem o nosso Deus e Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Como você sabe, a Meditação que você recebe, diariamente, refere-se ao evangelho da Missa de cada dia. Assim, podendo, participe conosco da Santa Missa que celebro hoje, às 11 horas, com tramissão pelas redes sociais. Toda quinta-feira, celebramos a Missa, sempre neste horário, dedicando especial atenção aos ouvintes e associados.

De toda forma, postaremos a homilia da Missa de hoje no youtube e no facebook. Será uma boa ocasião para você repassar o conteúdo da Meditação de hoje. 

Recomendo que adquira o ingresso para o meu Show do dia 05 de junho, um evento online, celebrando os 25 anos de nossa Associação Missionária Amanhecer, a AMA. Você ainda deve ter o link que lhe enviei para isto. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A TENTAÇÃO DO PODER




26 de maio de 2021

EVANGELHO


Mc 10,32-45

Naquele tempo, 32os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com. medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: 33“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. 34Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”. 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre. queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “Que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: ‘Vos não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.”

MEDITAÇÃO


Entre vocês não deve ser assim (Mc 10, 42)

Olha o papelão que fizeram Tiago e João, apóstolos de Jesus. Caladinhos, falaram com Jesus para quando ele tomasse posse no seu reino, um deles se sentar à sua direita e o outro à sua esquerda. Serem comandantes, ao lado de Jesus. Eh, já estão contaminados pelo vírus do poder. Quando os colegas souberem disso, sei não, vai dar confusão.

Você pode até pensar: esse negócio de poder não tem nada a ver comigo. É um assunto para quem ocupa altos cargos na Igreja ou para os políticos de Brasília. É aí que você se engana. Todo mundo tem uma relação com o poder. Mesmo que não esteja em uma função de comando, está numa relação com quem comanda. E aí se mostra qual é a sua concepção de poder: o poder-prestígio ou o poder-serviço. O poder no mundo chega a ser um ídolo. Uns se fazem de deuses e outros de seus adoradores. Para cada mandão, há um séquito de pessoas subservientes, bajuladoras, infantilizadas e avessas ao diálogo e ao espírito comunitário.

Apesar do exemplo de Jesus, os seus colaboradores mais próximos, os apóstolos, estão também tentados pela sede de poder. E já começam a disputar cargos, posição, prestígio. Aqueles dois claramente pretendem uma posição privilegiada (um à direita e outro à esquerda) ao lado de Jesus e, claro, acima dos outros. E essa pretensão logo espalha um mal-estar na comunidade dos apóstolos. O poder como prestígio, irmão gêmeo do enriquecimento duvidoso, semeia logo a discórdia, a desunião, a inveja e a competição doentia. É que ele agride gravemente o espírito comunitário. Essa tentação do poder-prestígio é um perigo para um cristão, pois o faz renunciar ao que aprendeu no Evangelho: o amor solidário, o respeito pela dignidade do outro, o espírito de serviço.

Os discípulos têm diante de si o exemplo de Jesus e o modelo da própria sociedade. O mau exemplo vem dos fariseus, da turma do Templo, do próprio ambiente religioso. E nisso, é claro, imitam-se as disputas de poder da classe dominante, da corte de Herodes, do Sinédrio. Jesus, no jejum do deserto, tinha enfrentado essa tentação. O diabo tinha oferecido o poder sobre todos os reinos do mundo, se o adorasse. Jesus reagiu. Submeter-se só à vontade de Deus. Nada de aliança com o mal. O poder-prestígio é sustentado por alianças perigosas e concessões à falcatrua, à propina, à troca de favores.

O exemplo de Jesus é bem outro. Ele dá exemplo com sua vida, suas escolhas e deixou esse precioso ensinamento: eu não vim para ser servido, mas para servir. O exercício do poder em Jesus não afastava as pessoas e nem o isolava dos outros. Como Mestre no seu grupo de discípulos, puxava o diálogo, responsabilizava cada um e, para admiração de todos, lavou os seus pés como um empregado fazia. Servir - essa palavra deve marcar a vida de um cristão em cargos de liderança ou em postos de comando. Servir. Não ser servido. Colocar-se a serviço dos outros, do bem, da justiça, diferentemente do poder-prestígio que se serve dos outros, que busca o seu benefício pessoal, que quer ser o maior.

Guardando a mensagem

A tentação do poder-prestígio estava presente também no grupo dos discípulos de Jesus. Jesus exerceu o poder-serviço. E o ensinou claramente. Não veio para ser servido, mas para servir. E disse mais: Vejam como o poder é exercido na sociedade, percebam a opressão dos grandes. Entre vocês, não deve ser assim. Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos.

Entre vocês não deve ser assim (Mc 10, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Somos a tua Igreja e nossa presença na sociedade precisa ser pautada pelo espírito de serviço. Animados por teu evangelho, queremos fomentar a fraternidade em nosso ambiente de trabalho, de convivência, em nossas famílias, pois, servir é a marca do cristão. Ajuda-nos, Senhor, a não ceder, na Igreja, à tentação do poder-prestígio do mundo. Antes, levemos para a sociedade nossa experiência de poder-serviço vivido na família e na comunidade cristã. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Vale, hoje, um exame de consciência sobre que tipo de liderança você exerce ou apoia: mais parecida com Jesus ou mais parecida com o espírito do mundo?

Dois convites para você. Amanhã, a Santa Missa das 11 horas (com transmissão pelo youtube e pelo facebook). E no dia 05 de junho, o Show online  dos 25 anos da AMA. Adquira o ingresso o quanto antes. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O AMOR EXIGE RENÚNCIA


25 de maio de 2021

EVANGELHO


Mc 10,28-31

Naquele tempo, 28começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. 29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. 31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

MEDITAÇÃO


Nós deixamos tudo e te seguimos (Mc 10, 28)

O jovem rico foi um mau exemplo de seguidor de Jesus. Ele não renunciou a nada. Um sujeito que amava mais o seu dinheiro do que o Reino de Deus. Tinha mais confiança nos seus bens do que na palavra do Senhor. Preferiu a segurança do seu status à aventura do seguimento de Jesus. Um mau exemplo.

Pedro e seus companheiros representam um bom exemplo de seguidores de Jesus. Eles deixaram tudo. Eles colocaram o Reino de Deus em primeiro lugar. Deixaram sua organização de pesca, seus barcos, sua profissão, suas famílias, a segurança de suas casas e puseram-se a caminho com Jesus. Colocaram sua confiança em Deus e aceitaram o desafio do seguimento. Um bom exemplo.

É, o amor exige renúncia. E pelo tamanho da renúncia se diz o quanto se ama. A jovem esposa acompanha o marido que foi transferido para um estado muito distante. Fica longe de tudo o que ela conhece e ama, seus pais, seus lugares preferidos, sua terra. Renuncia muito, porque ama muito. O pai, por causa dos filhos, de bom grado não frequenta mais as rodas de amigos no bar da esquina. Renuncia a boa conversa, regada a uma boa cerveja, para estar com os filhos, para brincar com eles, para sair com eles. Renuncia muito, porque ama muito. Aquela senhora já não está podendo mais ir a uma festa, fazer as viagens que fazia. Fica tomando conta da mãezinha idosa. Renuncia muito, porque ama muito.

O jovem rico amava pouco. Não deixou nada. Não abriu mão do seu dinheiro. Foi-se embora, entristecido. Fracassou o aprendiz de seguidor de Jesus. Pelo tamanho da renúncia se sabe o tamanho do amor. O jovem Francisco de Assis também era rico, de família importante, estudado, culto. Sentiu no coração um amor imenso por Jesus crucificado e pelos pobres que encarnavam o seu sofrimento. Renunciou seu prestígio, suas riquezas, seu título de nobreza. Fez-se um seguidor do Mestre pelos caminhos da pobreza e da oração. Pelo tamanho da renúncia se sabe o tamanho do amor.

Pedro e seus companheiros que deixaram tudo fizeram uma pergunta a Jesus: “O que nós vamos ganhar com isso?” A resposta de Jesus foi maravilhosa: ‘Nessa vida, cem vez mais do que deixaram. E na outra, a vida eterna’. Deus não se deixa vencer em generosidade. Você oferece 10, ele devolve 100. Eu mesmo deixei de constituir família, pensei que ia ficar sozinho. Nada, ele me tantas mães, tantos pais, tantos filhos, que já estou perdendo a conta.

E você, tem sido generoso/a com Deus? Tem confiado mais nele do que nos seus trocados? Tem renunciado alguma coisa para não faltar à missa, para fazer seu momento diário de oração, para observar os seus mandamentos? Pelo tamanho de sua renúncia se sabe o tamanho do seu amor por ele.

Guardando a mensagem

Jesus chamou um jovem para segui-lo, deixando tudo. No apego aos seus bens e à segurança de suas posses, ele não foi capaz de renunciar tudo e seguir Jesus. Pedro e seus companheiros também receberam o mesmo convite. Deixaram tudo e seguiram Jesus. Vão ficar sem nada? Jesus garantiu: cem vezes mais aqui na terra, com perseguições e a vida eterna, no mundo futuro. Pelo tamanho da renúncia, se sabe o tamanho do nosso amor a Jesus.

Nós deixamos tudo e te seguimos (Mc 10, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Sempre nos vem à lembrança a pergunta que fizeste a Pedro: ‘Simão, tu me amas?’ Pedro, mesmo tendo fraquejado nos dias de tua paixão, te tinha um grande amor. E sofreu muito por não ter sido fiel cem por cento, como deveria. Certamente, isso lhe deu mais condições de compreender os seus irmãos e irmãs, em suas fragilidades e deslizes. E porque te amava tanto – deixou tudo para te seguir - , deste a ele a responsabilidade de cuidar do teu rebanho. Senhor, que o nosso amor por ti se comprove nas provações, nas dificuldades e nas horas em que seguir-te signifique renunciar alguma coisa ou muitas coisas. Seja o teu nome bendito, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você conhece alguém que deixou muita coisa para seguir Jesus. Reze por ele ou por ela. Você conhece alguém que não conseguiu renunciar a muita coisa para seguir Jesus. Reze por ele ou ela também.

Quero agradecer, de coração, a quem participou conosco da Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. No encerramento, ontem, o destaque foi a romaria virtual, a consagração da família e a bênção da casa. 

O Momento Musical Mariano de ontem à noite, também pelo youtube, foi uma bênção. E agradeço as muitas manifestações de satisfação que me enviaram. Agora, é aguardar o Show do dia 05 de junho, quando celebraremos os 25 anos de trabalho missionário de nossa Associação Missionária Amanhecer, a AMA. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

MARIA, MÃE DA IGREJA




24 de maio de 2021


EVANGELHO


Jo 19,25-34

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”.
29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus.
33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

MEDITAÇÃO

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)

Nesta segunda-feira, estamos celebrando a memória de Maria, Mãe da Igreja. Essa comemoração é nova na Igreja e se deve à iniciativa do Papa Francisco. Celebrada após Pentecostes, recordamos como Maria deixou-se habitar pelo Espírito Santo. Como João a acolheu aos pés da cruz, também nós a acolhamos como mãe da comunidade dos seguidores de Jesus.

Neste ano, esta comemoração de Maria, Mãe da Igreja caiu bem no dia 24 de maio. E 24 de maio é a data de outro título mariano: Nossa Senhora Auxiliadora. Este título de "Auxiliadora" tem tudo a ver com a defesa e proteção da Igreja. É um título que foi colocado na ladainha pelo Papa Pio V, em reconhecimento pela vitória dos cristãos numa guerra naval, a batalha de Lepanto (1571). A data da festa foi marcada por outro papa, Pio VII, agradecendo sua volta a Roma depois de 05 anos nas prisões de Napoleão Bonaparte (1814). A difusão desse título mariano deve-se, porém, a São João Bosco, que colocou sob o seu patrocínio a sua obra educativa e evangelizadora.

Vamos prestar bem atenção ao texto de hoje, em João capítulo 19. “Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”.

Vamos observar com cuidado a cena. Quem estava de pé, perto da cruz de Jesus? Você disse ‘Maria?’ Acertou. Mas, não disse tudo... Do texto se deduz que estavam de pé quatro pessoas: Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena; e João, o discípulo amado. O número quatro é um número simbólico, indicando totalidade, tudo, todos. É a Igreja toda que está aos pés da cruz do Senhor. Ali é o nosso lugar.

O número quatro também está presente na partilha que os soldados fizeram das roupas de Jesus. Dividiram suas vestes em quatro partes, uma para cada soldado. É a sua herança que se espalha pelos quatro cantos do mundo.

Então, aos pés da cruz de Jesus, de pé, estão Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena e João. Nestes quatro, podemos sentir uma representação da comunidade que nasceu da morte redentora de Jesus. Sua mãe, os parentes que aderiram ao evangelho representados por sua tia ou parenta de sua mãe, os discípulos libertados do mal representados em Madalena e os discípulos do seu grupo menor de apóstolos representados por João. Ali, aos pés da cruz está a Igreja. Igreja unida a Jesus, no seu sacrifício. Igreja que nasce do seu sacrifício redentor. Igreja de pé, em atitude oferente e vitoriosa sobre a morte. Igreja que acolhe a graça que desce da cruz como um rio de água viva, o Espírito Santo, que escorre do seu coração aberto pela lança. Igreja de ressuscitados e vitoriosos com Cristo sobre o mal, o pecado e a morte.

Aos pés da cruz, Maria torna-se mãe da comunidade gerada no sacrifício da cruz. Na anunciação, tinha se tornado mãe de Jesus. No calvário, tornou-se mãe da Igreja. “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe”. Curiosamente, Jesus não a chama de mãe, mas de ‘mulher’. Ela é a nova Eva, mãe da nova humanidade redimida na cruz.

Guardando a mensagem

A memória de Maria, Mãe da Igreja é a celebração da maternidade de Maria, mãe da nova comunidade nascida do sacrifício redentor de Jesus e da efusão do seu Espírito, derramado como água viva do seu coração. Ela está aos pés da cruz, unida ao sacrifício redentor do Filho, oferecendo-se com ele, em completa obediência ao Pai, fazendo-se assim mãe da comunidade redimida pelo sangue redentor. Suas dores são as dores do parto da nova humanidade que nasce aos pés da cruz. Os quatro, ali no Calvário, nos representam. Somos a Igreja do Senhor, com Maria. Ela é nossa mãe.

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Hoje, contemplamos tua Mãe aos pés da cruz. Tu a entregaste como mãe a João, o discípulo amado. Ele nos representa, nós somos os teus discípulos amados. Obrigado pela boa mãe que nos deste. Igualmente entregaste à tua mãe o teu discípulo João como seu filho. Queremos ser bons filhos de tua santa mãe. Ela nos guie, nos conforte, nos sustente no caminho de fidelidade ao teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Esta segunda-feira é um dia especial para recomendarmos a Nossa Senhora, a Igreja de Jesus: cada batizado aí de sua casa, as lideranças leigas de sua comunidade, nossos padres, bispos e o Papa Francisco.

E hoje é o dia do encerramento da novena de N. Sra. Auxiliadora. Em nosso encontro, pelo youtube, às 15 horas, teremos romaria virtual, consagração das famílias e a bênção das casas.

Em razão da festa de nossa mãe Auxiliadora, teremos, às 20 horas de hoje, um Momento Musical Mariano. Vou cantar canções que, nestes anos, compus para Maria. O evento é pelo youtube para quem tiver o ingresso. O ingresso é grátis, mas precisa ser solicitado. Solicite-o pelo whatsapp 81 9964-4899 ou clique no link que eu estou lhe enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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