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2020/05/08

O CAMINHO

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim (Jo 14, 6)

08 de maio de 2020.

Hoje, nos sentamos com os discípulos, para ouvir Jesus falando sobre sua partida e sobre a sua intimidade com o Pai. Morte-ressurreição-ascensão é a sua partida para o Pai. Quatro palavrinhas merecem uma atenção especial de nossa parte, neste início do capítulo 14 de São João: Pai, eu vou, moradas e caminho.

Comecemos pela palavra “Pai”. Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. As primeiras comunidades ficaram pensando em tudo isso que Jesus falou e amadureceram uma compreensão que transmitiram às gerações seguintes. No ano 325, no Concílio Ecumênico de Nicéia, a Igreja afirmou com toda clareza: o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer é um só Deus com ele.

Vamos à segunda palavra: “Vou”, eu vou, para onde eu vou. Ele está tendo uma conversa de despedida, com os discípulos. Um pouco antes, tinha dito que para onde estava indo, eles não podiam ir. Quando entenderam que Jesus estava falando de sua morte, claro, ficou aquele clima de tristeza no ar. Então, Jesus insistiu para que não ficassem com o coração perturbado, não tivessem medo. Ele iria para o Pai. A morte é a sua partida para o Pai, a sua páscoa. Como os hebreus partiram do Egito para a liberdade da terra prometida, assim Jesus iria partir, passando pela morte e ressurreição. Está indo para o Pai. 

A terceira palavra é “moradas”. Na casa do meu Pai tem muitas moradas. “Casa do Pai” e “Moradas” falam da intimidade com Deus, da união com ele. Esta intimidade com Deus só poderia ser alcançada com a ida de Jesus, com a sua morte, ressurreição e retorno ao Pai. A sua morte nos reconciliou com o Pai. Podemos viver agora em comunhão com ele. Por isso, Jesus tem que ir na frente, para preparar um lugar. Sem ele passar pela morte, não temos comunhão com Deus. Depois, ele virá e nos levará consigo. As primeiras comunidades logo entenderam: um dia, muito em breve, ele vai voltar e, então, será definitiva nossa comunhão com Deus.

E a quarta palavra é “caminho”. Eu sou o caminho, a verdade, a vida. Você sabe que essa forma de falar “Eu sou” é uma fórmula de apresentação de sua condição divina, de sua união com Deus. Ele está se auto-revelando aos discípulos. Ele é o caminho que leva ao Pai. Para chegar à comunhão com Deus, para viver em comunhão com o Pai, é preciso segui-lo e viver os seus ensinamentos. Aliás, é mais do que isso: é imitá-lo. Ele não só nos ensina o caminho para chegar ao Pai, ele é o caminho; o único caminho.

Guardando a mensagem

Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. A sua morte-ressurreição-ascensão é a sua partida para a Casa do Pai. Com essa partida (a gente poderia dizer “com essa páscoa”), Jesus abriu as portas da Casa do Pai. Todos os filhos pródigos agora podem voltar para casa e serem acolhidos pela misericórdia do Pai. O caminho pra chegar lá é um só: Jesus Cristo. É ele que precisamos acolher, amar e imitar. Ele é o caminho. A comunhão com Deus, que começou em nós pelo batismo, será plena quando também nós partirmos para estar ao lado dele, nas moradas do Pai. Ele revela o Pai em suas palavras e em suas obras. Fala o que Pai mandou dizer e em suas ações, é o Pai quem age. Ele é um com o Pai. É um Só Deus com ele.

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim (Jo 14, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Tuas palavras dão sentido à nossa vida. Chamavam as primeiras comunidades de o povo do “caminho”. Tinham razão. Nós somos o povo do ‘caminho’, pois nossa vida ganha luz e sentido ao nos pormos em teu seguimento. Somos teus seguidores. Seguimos no teu caminho, acolhendo e vivendo tuas palavras, teus ensinamentos. Na verdade, fazemos um caminho de assimilação do teu modo de ser filho de Deus, de teus sentimentos de filho e irmão. Tu és o caminho, a verdade e a vida. Queremos chegar a dizer, um dia, como São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reserve, hoje, mais uns minutinhos para a oração pessoal. Fale com Jesus, com a intimidade de quem o tem como companheiro de caminhada. Aproveite para perguntar aonde vai dar o caminho que você está percorrendo com ele. 

Você que recebe a Meditação pelos aplicativos, veja que eu sempre mando um link que lhe dá acesso ao texto. Quando a gente lê, a gente aprende muito.

Novo encontro já está marcado para as 22 horas de hoje, na live da Oração da Noite nas redes sociais: youtube, facebook, instagram, periscope e no aplicativo Tempo de Paz. Posso esperar por você?

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

2019/05/16

AS PORTAS AGORA ESTÃO ABERTAS

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim (Jo 14, 6)
17 de maio de 2019.
Hoje, nos sentamos com os discípulos, para ouvir Jesus falando sobre sua partida e sobre a sua intimidade com o Pai. Morte-ressurreição-ascensão é a sua partida para o Pai. Quatro palavrinhas merecem uma atenção especial de nossa parte, neste início do capítulo 14 de São João: Pai, eu vou, moradas e caminho.
Comecemos pela palavra “Pai”.  Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. As primeiras comunidades ficaram pensando em tudo isso que Jesus falou e amadureceram uma compreensão que transmitiram às gerações seguintes. No ano 325, no Concílio Ecumênico de Nicéia, a Igreja afirmou com toda clareza: o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer é um só Deus com ele.
Vamos à segunda palavra: “Vou”, eu vou, para onde eu vou. Ele está tendo uma conversa de despedida, com os discípulos. Um pouco antes, tinha dito que para onde estava indo, eles não podiam ir. Quando entenderam que Jesus estava falando de sua morte, claro, ficou aquele clima de tristeza no ar. Então, Jesus insistiu para que não ficassem com o coração perturbado, não tivessem medo. Ele iria para o Pai. A morte é a sua partida para o Pai, a sua páscoa. Como os hebreus partiram do Egito para a liberdade da terra prometida, assim Jesus iria partir, passando pela morte e ressurreição. Está indo para o Pai.  
A terceira palavra é “moradas”. Na casa do meu Pai tem muitas moradas. “Casa do Pai” e “Moradas” falam da intimidade com Deus, da união com ele. Esta intimidade com Deus só poderia ser alcançada com a ida de Jesus, com a sua morte, ressurreição e retorno ao Pai. A sua morte nos reconciliou com o Pai. Podemos viver agora em comunhão com ele. Por isso, Jesus tem que ir na frente, para preparar um lugar. Sem ele passar pela morte, não temos comunhão com Deus. Depois, ele virá e nos levará consigo. As primeiras comunidades logo entenderam: um dia, muito em breve, ele vai voltar e, então, será definitiva nossa comunhão com Deus.
E a quarta palavra é “caminho”. Eu sou o caminho, a verdade, a vida. Você sabe  que essa forma de falar “Eu sou” é uma fórmula de apresentação de sua condição divina, de sua união com Deus. Ele está se auto-revelando aos discípulos. Ele é o caminho que leva ao Pai. Para chegar à comunhão com Deus, para viver em comunhão com o Pai, é preciso segui-lo e viver os seus ensinamentos. Aliás, é mais do que isso: é imitá-lo. Ele não só nos ensina o caminho para chegar ao Pai, ele é o caminho; o único caminho.
Guardando a mensagem
Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. A sua morte-ressurreição-ascensão é a sua partida para a Casa do Pai. Com essa partida (a gente poderia dizer “com essa páscoa”), Jesus abriu as portas da Casa do Pai. Todos os filhos pródigos agora podem voltar para casa e serem acolhidos pela misericórdia do Pai. O caminho pra chegar lá é um só: Jesus Cristo. É ele que precisamos acolher, amar e imitar. Ele é o caminho. A comunhão com Deus, que começou em nós pelo batismo, será plena quando também nós partirmos para estar ao lado dele, nas moradas do Pai. Ele revela o Pai em suas palavras e em suas obras. Fala o que Pai mandou dizer e em suas ações, é o Pai quem age. Ele é um com o Pai. É um Só Deus com ele.
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim (Jo 14, 6)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tuas palavras dão sentido à nossa vida. Chamavam as primeiras comunidades de o povo do “caminho”. Tinham razão. Nós somos o povo do ‘caminho’, pois nossa vida ganha luz e sentido ao nos pormos em teu seguimento. Somos teus seguidores. Seguimos no teu caminho, acolhendo e vivendo tuas palavras, teus ensinamentos. Na verdade, fazemos um caminho de assimilação do teu modo de ser filho de Deus, de teus sentimentos de filho e irmão. Tu és o caminho, a verdade e a vida. Um dia queremos chegar a dizer como São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Assim que puder, hoje, reserve mais uns minutinhos para a oração pessoal. Fale com Jesus, com a intimidade de quem o tem como companheiro de caminhada. Aproveite para perguntar aonde vai dar o caminho que você está percorrendo com ele.

Pe. João Carlos Ribeiro – 17.05.2019

2019/05/03

COMO É BOM O NOSSO PAI!


Senhor, mostra-nos o Pai (Jo 14,8) 


03 de maio de 2019

Foi o pedido do apóstolo Felipe. Jesus tinha avisado que estava indo para o Pai. Nós todos também queremos ir para o Pai: lá é o nosso endereço definitivo, o lugar da plenitude de nossa vida humana divinizada. E como chegar lá? Tomando o caminho certo. E que caminho é esse? É o próprio Jesus. Ele nos disse “eu sou o caminho, a verdade, a vida. Ninguém vai ao Pai, a não ser por mim”. Foi aí que Felipe fez esse pedido: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”. 

De fato, Jesus nos revela o Pai, nos diz quem é ele, como ele nos ama, nos espera, nos perdoa, como o Pai do filho pródigo. Conhecer o Pai é antever o nosso futuro nele, é reconhecer que na comunhão com ele se realizam todos os nossos sonhos de felicidade, de imortalidade, de amor e liberdade. Só em Deus, saciamos por inteiro nossa sede de felicidade e plenitude. Se o encontramos, encontramos a fonte da vida, dele nós viemos. Encontrando-o, caminhamos com mais firmeza ao seu encontro. E o encontro com ele já é aqui e o será pleno e total na eternidade. 

Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. Na compaixão de Jesus pelos sofredores e pelos pecadores, vemos o amor do Pai pelos seus filhos. O Pai nos amou com o coração de Jesus. 

Jesus, caminho, verdade e vida, revela o Pai. Jesus está unido a ele, fala com ele diante de nós como um filho carinhoso e amado, ele nos leva ao Pai. Na parábola do filho pródigo, Jesus nos mostrou um pai respeitoso da nossa liberdade, paciente à espera de nossa volta, cheio de compaixão e amor ao correr para nos encontrar e abraçar ainda no caminho, generoso no perdão, festejando nossa volta e tentando convencer o irmão mais santo a nos acolher, mesmo tendo-lhe dado as costas. 

Na oração que Jesus ensinou aos discípulos está uma relação amorosa e filial com Deus. Ele é o nosso Pai, a quem amamos de todo o coração. Ele conhece todas as nossas necessidades, ainda assim nós as apresentamos com toda confiança, já em ação de graças por sua proteção e por sua providência. 

Guardando a mensagem 

O pedido do apóstolo Felipe foi verdadeiro. Conhecer a Deus é tudo o que queremos. Deus é amor. Fomos criados por amor. Salvos por amor. Somos conduzidos pelo amor. Essa experiência de Deus misericordioso, amoroso muda a nossa vida. Jesus esclareceu a Felipe e nos esclarece hoje. Em suas palavras, em suas ações, em sua compaixão pelos sofredores podemos experimentar o Pai que nos fala, que cuida de nós, que nos ama. “Quem me viu, viu o Pai”. 

Senhor, mostra-nos o Pai (Jo 14,8) 

Rezando a palavra 

Pai nosso que estás nos céus, 
santificado seja o Vosso nome. 
Venha a nós o Vosso Reino. 
Seja feita a Vossa vontade, 
assim na terra como no céu. 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje. 
Perdoai as nossas ofensas, 
assim como nós perdoamos 
a quem nos tem ofendido. 
E não nos deixeis cair em tentação, 
mas livrai-nos do mal. 
Amém.

Vivendo a palavra 

A boca fala do que o coração está cheio. Então, não faltará oportunidade para você falar com alguém sobre o nosso Deus e Pai. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 03.05.2019

2019/04/21

OS CINCO PASSOS PARA ENCONTRAR JESUS RESSUSCITADO



Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24, 32)

21 de abril de 2019.

Gente, que domingo abençoado! É o domingo da páscoa da ressurreição. Fazemos memória da vitória de Jesus sobre a morte e sobre todas as forças que se opuseram a ele. Na vitória de Jesus, reconhecemos a nossa vitória também. Nós ressuscitamos com ele. Sua morte nos trouxe a reconciliação com Deus. Vida nova pra nós, também. A liturgia de hoje está cheia de expressões de júbilo, de exultação.

Mas, tem uma coisa triste, nessa história. É que muita gente não está vibrando com esse domingo de páscoa. Muito cristão não está nem aí. E os que estão aí não parecem tão felizes assim. E por que não? Bom, talvez não percebam que haja uma novidade surpreendente no ar. Não enxergam isso. Estão meio cegos. Não sentem que isso mude muita coisa. ‘É o normal de sempre’, pensam eles. Talvez você esteja nessa. Talvez. Pode ser, pode ser que você esteja nesse grupo dos cegos. Ou dos meio-cegos.

Bom, não vamos nos desesperar. O evangelho da celebração da tarde de hoje trata exatamente disso. Conta que dois discípulos, passados os três dias do sepultamento, voltaram pra casa, tristes e desanimados. Os dois iam conversando pelo caminho, na maior tristeza. Está tudo no evangelho de Lucas, capítulo 24. Eles estavam tão cegos que não reconheceram Jesus ressuscitado que caminhou e conversou com eles. Esse peregrino perguntou o que estava acontecendo. Eles contaram o que tinha acontecido com Jesus de Nazaré em Jerusalém, sua prisão, morte de cruz e sepultamento. E o peregrino foi explicando como, nas Escrituras, estava claro que o Messias iria sofrer muito. Chegaram ao seu povoado de Emaús e convidaram o peregrino para ficar com eles. Como estava ficando tarde, eles o acolheram em casa. Na hora do jantar, o hóspede tomou o pão e fez os mesmos gestos da multiplicação dos pães e da última ceia. Foi aí que seus olhos se abriram. Eles o viram claramente. O peregrino era Jesus e ele estava ali, vivo, ressuscitado. Aí eles retornaram à Jerusalém, de onde tinham vindo. Reencontraram a comunidade dos discípulos e discípulas. Contaram o que tinha acontecido e souberam que Jesus tinha aparecido também a Simão. Estava todo mundo contente, muito feliz mesmo.

Viu só? Os dois estavam como cegos. Desencataram-se com a morte e o sepultamento de Jesus. Naquele domingo (o mesmo da ressurreição), eles largaram a comunidade e voltaram pra casa. E nem reconheceram Jesus, o peregrino que andara com eles pelo caminho. Mas, chegou uma hora em que eles o viram claramente. E voltaram para a comunidade, com o maravilhoso testemunho de que Jesus estava vivo, ressuscitado. Eles o encontraram no caminho. Que caminho foi esse? Como foi esse processo de conversão, de superação da cegueira?


Guardando a mensagem

Podemos perceber cinco passos ou etapas nesse caminho de superação da cegueira. Jesus perguntou o que estava acontecendo. Eles contaram tudo o que aconteceu com Jeus, tim-tim por tim-tim. É o passo do CONHECIMENTO, o primeiro passo. Conhecer. Você precisa saber a  história de Jesus, precisa conhecer o seu evangelho. | Jesus saiu explicando como nas Escrituras aparecia o projeto de Deus de um messias-servo. O coração deles ardia, nesse momento. É o passo da FÉ, o segundo passo. Conhecer e crer. Não basta saber o que aconteceu, é preciso crer no que Deus nos revela, aderir a Jesus de coração. A fé é um dom de Deus. Um catequista, como Jesus, ajuda a compreender a revelação de Deus. |  Quando chegaram ao povoado, estava já tarde, eles o acolheram em casa. Puseram em prática o ensinamento de Jesus: “Eu era peregrino e vocês me acolheram”. Este é o terceiro passo do caminho: a CARIDADE. Conhecer, crer e amar como Jesus amou. Não dá pra chorar na crucificação de Jesus e não sentir a dor do irmão que está ao seu lado. | Em casa, chegou a hora de se sentarem ao redor da mesa para o jantar. Jesus fez igualzinho como na ceia de páscoa (a última ceia): tomou o pão, deu graças, partiu e o entregou a eles. É a EUCARISTIA, o quarto passo. Conhecer, crer, amar, celebrar. Na Santa Missa, como chamamos a Eucaristia, fazemos memória da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Ele se torna realmente presente na palavra e no pão. Foi nesse momento que seus olhos se abriram. Experimentaram claramente que o crucificado está vivo e vitorioso. | Aí, mesmo de noite, eles voltaram para Jerusalém, para a comunidade. Lá receberam o testemunho de que o Senhor tinha aparecido a Simão e deram o testemunho de que o encontraram no caminho. É o passo da COMUNIDADE, o quinto  passo. Conhecer, crer, amar, celebrar e integrar-se à comunidade cristã.  

Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
se este domingo da páscoa da ressurreição não enche o nosso coração de muita, de muita alegria mesmo, é porque não estamos vendo bem, não estamos enxergando o que Deus está fazendo em nossa vida e na história da humanidade. Na tua ressurreição, ele está fazendo novas todas as coisas. Senhor, cura as nossas cegueiras. Caminha conosco, por meio de teus catequistas e evangelizadores, nos ajudando a compreender as Escrituras e crer em ti. Que eles nos ajudem a amar e servir os sofredores, com quem foste solidário até à morte de cruz. Que eles nos ajudem a te encontrar na celebração da Santa Missa e a te seguir como discípulos membros de uma comunidade cristã concreta. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, anote os cinco passos da descoberta de Jesus Resuscitado. E não deixe de ler, em sua Bíblia, o evangelho de hoje: Lucas 24, 13-35.

Para quem recebe a Meditação pelo celular, estou enviando o áudio do canto FICA CONOSCO, que compus alguns anos atrás, meditando esse evangelho dos discípulos de Emaús. 
Segue a letra do canto.



FICA CONOSCO, SENHOR
Padre Joao Carlos

Andavam pensando tão tristes
De Jerusalém a Emaús
Os dois seguidores de Cristo
Logo após o episódio da cruz
Enquanto assim vão conversando
Jesus se chegou devagar
De que vocês estão palestrando?
E ao Senhor não puderam enxergar

Fica conosco, Senhor!
É tarde e a noite já vem!
Fica conosco Senhor
Somos teus seguidores também 


Não sabes então forasteiro
Aquilo que aconteceu?
Foi preso Jesus Nazareno
Redentor que esperou Israel
Os chefes a morte tramaram
Do santo profeta de Deus
O justo foi crucificado
A esperança do povo morreu

Três dias enfim se passaram
Foi tudo uma doce ilusão
Um susto as mulheres pregaram
Não encontraram seu corpo mais não
Disseram que Ele está vivo
Que disso souberam em visão
Estava o sepulcro vazio
Mas do Mestre ninguém sabe não

Jesus foi então relembrando
Pro Cristo na glória entrar
Profetas já tinham falado
Sofrimentos devia enfrentar
E pelo caminho afora
Ardia-lhes o coração
Falava-lhes das Escrituras
Explicando a sua missão

Chegando afinal ao destino
Jesus fez que ia passar
Mas eles demais insistiram
Vem, Senhor, vem conosco ficar
Sentado com eles à mesa
Deu graças e o pão repartiu
Dos dois foi tão grande a surpreso
Jesus Cristo, o Senhor, ressurgiu

Fica Conosco Senhor 

Padre Joao Carlos

https://www.cifraclub.com.br/padre-joao-carlos/fica-conosco-senhor/

Tom: G
  G                    Bm         G                                                      Am
Andavam pensando tão tristes, de Jerusalém a Emaús
                                         D7                                            G   D
Os dois seguidores de Cristo, logo após o episódio da cruz
   G                                                     G7                               C
Enquanto assim vão conversando, Jesus se chegou devagar
                                             G                   Am                D7                G
De que vocês estão palestrando? E ao Senhor não puderam enxergar

  G             Bm
Fica conosco, Senhor!
                                    Am
É tarde e a noite já vem!
                                 D7
Fica conosco Senhor
                                                 G
Somos teus seguidores também

  G                 Bm                                                      Am
Não sabes então forasteiro, aquilo que aconteceu?
                                     D7                                            G  D
Foi preso Jesus Nazareno, Redentor que esperou Israel
G G7 C Os chefes a morte tramaram, do santo profeta de Deus G Am D7 G O justo foi crucificado, a esperança do povo morreu G Bm Am Três dias enfim se passaram, foi tudo uma doce ilusão D7 G D Um susto as mulheres pregaram, não encontraram seu corpo mais não G G7 C Disseram que Ele está vivo, que disso souberam em visão G Am D7 G Estava o sepulcro vazio, mas do Mestre ninguém sabe não G Bm Am Jesus foi então relembrando, pro Cristo na glória entrar D7 G D Profetas já tinham falado, sofrimentos devia enfrentar G G7 C E pelo caminho afora, ardia-lhes o coração G Am D7 G Falava-lhes das Escrituras, explicando a sua missão G Am Chegando afinal ao destino, Jesus fez que ia passar D7 G D Mas eles demais insistiram, vem, Senhor, vem conosco ficar G G7 C Sentado com eles à mesa, deu graças e o pão repartiu G Am D7 G Dos dois foi tão grande a surpresa, Jesus Cristo, o Senhor, ressurgiu

2018/10/28

NO CAMINHO COM JESUS

Ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho (Mc 10, 52)


28 de outubro de 2018. 


Jesus está indo para Jerusalém. Peregrina com os discípulos e com a multidão. Sobe para a sua páscoa, sua paixão, morte e ressurreição. Este é o seu caminho. Na saída de Jericó, encontra o cego Bartimeu, sentado à beira do caminho. 

No começo da comunidade, os discípulos ficaram conhecidos como o grupo do caminho. O caminho definia a sua condição de seguidores de Jesus. Assim, quando contavam essa história do cego aos novos convertidos, estavam indicando a nova condição deles como seguidores de Jesus, no caminho.

O cego pode estar nos representando. De fato, há gente que não está caminhando com Jesus. Está à margem, está por fora, ouve apenas o barulho da multidão que passa. A felicidade está em se estar a caminho, com Jesus, em viver e caminhar com ele. Quem está à margem, pode ser comparado com o cego. Não caminha com Jesus. Mendiga, esmola de quem passa um pouco de alegria, de atenção, de sentido para sua vida. 

A evangelização consiste em anunciarmos, enquanto caminhamos, que Jesus de Nazaré está passando por ali. Somos testemunhas de que ele é a luz que ilumina nossas vidas. Assim, convidamos quem está à margem para caminhar conosco, quem está na escuridão a encontrar a luz. Foi assim que o cego tomou conhecimento da passagem de Jesus e começou a buscá-lo, pedindo que tivesse compaixão dele. Gritava: "Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!" Mesmo encontrando reações, gente que o quer calado, ele continua clamando e cada vez mais alto. Esse é o primeiro movimento da evangelização: o anúncio que suscita o desejo do encontro com o Senhor. 

O encontro com o Senhor provoca sempre renovação, mudança de vida, superação da condição de cego-sentado-mendicante à beira do caminho. Na cena, o Mestre para e manda chamá-lo. “Coragem, ele está te chamando!”. Ele largou a capa, deu um salto e foi até ele. Depois de um breve diálogo com o Senhor, ele está curado, está vendo. Esse detalhe de “largar a capa” pode significar que se desvencilhou de qualquer falsa segurança ou amarra, renunciou a alguma coisa que parecia protegê-lo para abraçar a vida nova que Jesus lhe oferece. 

Então, a evangelização é o anúncio que fazemos, nós que estamos no caminho do Senhor. Comunicamos que ele está passando por ali, que está próximo. Esse aviso desperta em quem está à beira do caminho o desejo de encontrar-se com ele. O encontro com Jesus é renovador, restaurador, transformador. O cego enxerga, o leproso é reintegrado purificado, o doente goza saúde. 


A evangelização leva ao encontro com o Senhor. No encontro, a pessoa é renovada. E se integra no seu caminho, torna-se discípulo. Foi o que aconteceu com Bartimeu. “Ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho”. Integrou-se no seu caminho. Tornou-se um discípulo, um seguidor de Jesus de Nazaré. 



Guardando a mensagem 

Na história de Bartimeu, o cego de Jericó, temos uma bela página a nos indicar que somos seguidores de Jesus. E a nos convidar a integrar no caminho de Cristo, quem encontramos à beira do caminho. De pessoas que esmolam sentido para a vida, como que sentados à margem da estrada, se tornarão discípulos que caminham na luz do Senhor, cheios de alegria e glorificando a Deus. 


Ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho (Mc 10, 52) 


Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

Somos teus discípulos. Um dia, fomos cegos. Fomos levados ao teu encontro por nossas famílias, que é a primeira comunidade cristã. E naquele dia, na fé dos nossos pais e padrinhos, tu iluminaste a nossa vida. É possível que alguns de nós já não vivam iluminado pela luz da fé e, em sua cegueira, estejam como mendigos à beira do caminho. Senhor, lembra-te deles. Ajuda-nos a levá-los a ti. Acolhe-os ,Senhor, comunica-lhes a tua luz, para que como discípulos, no teu caminho, glorifiquem o nosso Deus e Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Hoje, num dia tão especial para a nossa democracia, faça um momento de oração pelo Brasil. Peça ao Senhor que quem está sem enxergar bem, conte com a sua luz para fazer a melhor escolha. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 28.10.2018

2018/09/22

EU NÃO SOU UMA VENTOINHA

A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)



22 de setembro de 2018.

Jesus contou a história da semente que foi plantada em vários terrenos. Quatro terrenos. À beira da estrada, em terra muita pedregosa, em um terreno coberto de espinhos e em uma terra boa, bem preparada. E aí, é claro, colheu somente no bom terreno. E explicou o que significam os terrenos e a semente. A semente é a palavra de Deus. E os terrenos representam o modo como nós recebemos a Palavra.

O resultado da semente que caiu na beira da estrada impressiona. “Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada e os pássaros do céu a comeram”. Às vezes, estamos tão distraídos, que não fica nada do que foi semeado. Ou então deixamos todo mundo passar por nós e pisotear tudo o que nos é caro. É por isso que Jesus falou da semente que caiu no caminho: é que nossa vida pode virar uma estrada, onde todo mundo passa, onde todo mundo pisa. A palavra semeada nem tem a chance de germinar. Como disse Jesus, vêm os pássaros e a comem. Os homens passam e a pisoteiam. A semeadura à beira da estrada não produz nada.

É de se pensar: você não tem uma área de sua vida reservada, o melhor de você mesmo para acolher o que Deus lhe diz? Você não tem um cantinho importante de sua vida, onde ninguém pisa, onde ninguém manda, um lugar reservado onde você pensa sua vida e toma suas decisões? Sabe o porquê dessa pergunta? Porque se a gente escuta todo mundo, e qualquer opinião nos influencia, no meio de tantas vozes cada um puxando para o seu lado, a voz de Deus fica apenas mais uma opinião. A gente vira um caminho onde todo mundo passa, uma passarela de opiniões, onde tudo parece ter o mesmo peso... e a voz de Deus, que seria a nossa referência maior, não é mais ouvida ou não é levada a sério.

Você conhece a ventoinha, aquela espécie de bandeira-saquinho que marca a direção do vento nos aeroportos. A ventoinha enche-se de ar e fica a favor do vento. Mostra a direção da corrente de ar. Pra onde o vento der, ela se vira. Quem manda é o vento. Uma pessoa não pode ser uma ventoinha. Muda de opinião, faz opções segundo o vento, isto é, a opinião pública, o que os outros estão valorizando ou o que a mídia define como o melhor. O cristão precisa ter um rumo certo pra seguir, valores onde afirmar a própria caminhada. Só a voz de Deus pode dar um rumo certo à minha vida. O seu Espírito, que me habita desde o batismo, é quem vai dialogando comigo, no meu íntimo, e me ajudando a andar no rumo certo. Eu não sou uma ventoinha. E a minha vida não pode ser uma estrada onde todo mundo pisa.

Guardando a mensagem

Uma parte da semente caiu à beira do caminho. As sementes foram pisadas. Os pássaros as comeram. Jesus explicou que se trata de quem ouviu a Palavra, mas o diabo a tirou do coração dele. Há pessoas recebendo a Palavra de Deus como um caminho. A Palavra é só mais uma entre tantas, não reservaram o melhor de sua atenção e do seu coração para acolhê-la. Por esse caminho todo mundo anda e pisa. E claro, não faltam passarinhos para roubar a semente. Os passarinhos são as distrações ou mesmo pequenas preocupações que nos fazem esquecer a Palavra que recebemos.

A semente foi pisada e os pássaros do céu a comeram (Lc 8, 5)

Vamos rezar a palavra

Senhor Jesus,

Às vezes, recebemos a tua Palavra como um caminho, uma estrada, por onde circula gente pisando a terra e onde a palavra fica vulnerável à investida de pássaros. Assim, a Palavra não tem a chance de germinar, brotar, crescer e frutificar. É diferente quando a gente reserva um terreno bom para receber a Palavra. E um terreno bom significa tempo que eu dedico para ouvir e meditar a Palavra, a importância e o peso que eu dou a esta Palavra e o cuidado para que nem a opinião dos outros, nem as distrações ou as preocupações da vida roubem os preciosos ensinamentos do nosso Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Diante desse alerta de Jesus sobre não recebermos a sua palavra como um caminho, você, revendo como tem recebido a Palavra, seria bom você tomar uma decisão. O que você vai fazer daqui pra frente para receber melhor a Palavra? Anote esse seu propósito no seu caderno espiritual.

Pe. João Carlos Ribeiro – 22 de setembro de 2018.

2018/04/27

OS PEREGRINOS E O CAMINHO

Eu sou o Caminho,a Verdade e a Vida (Jo 14,6)
27 de abril de 2018.
Vamos nos sentar com os discípulos e ouvir Jesus falando sobre sua partida e sobre a sua intimidade com o Pai. Vamos ficar atentos a quatro palavrinhas que Jesus está falando: Pai, eu vou, moradas e caminho. Escute bem o que ele está dizendo: “Na casa do meu Pai, há muitas moradas. Se não fosse, eu lhes teria dito, porque vou preparar-lhes um lugar (Jo 14, 2).  

Comecemos pela palavra “Pai”.  Na casa de meu Pai. Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. As primeiras comunidades ficaram pensando em tudo isso que Jesus falou e amadureceram uma compreensão que transmitiram às gerações seguintes. No ano 325, no Concílio Ecumênico de Niceia, a Igreja afirmou com toda clareza: o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer é um só Deus com ele.
Vamos à segunda palavra: “Vou”.  Para onde eu vou. Ele está tendo uma conversa de despedida, com os discípulos. Um pouco antes, tinha dito que para onde estava indo, eles não podiam ir. Pedro até queria ir também. Jesus disse: “mais tarde tu irás, agora não”. Quando entenderam que Jesus estava falando de sua morte, claro, ficou aquele clima de tristeza no ar. Então, Jesus insistiu para que não ficassem com o coração perturbado, não tivessem medo. Ele iria para o Pai. A morte é a sua partida para o Pai, a sua páscoa. Como os hebreus partiram do Egito para a liberdade da terra prometida, assim Jesus iria partir, passando pela morte e ressurreição. Estava indo para o Pai.  
A terceira palavra é “moradas.” Na casa do meu Pai, há muitas moradas. “Casa do Pai” e “Moradas” falam da intimidade com Deus, da união com ele. Esta intimidade com Deus só poderia ser alcançada com a sua ida, com a sua morte. A sua morte nos reconciliou com o Pai. Por sua morte, podemos viver agora em comunhão com ele. Por isso, ele tem que ir na frente, para preparar um lugar. Sem ele passar pela morte, não temos comunhão com Deus. Depois, ele virá e nos levará consigo. As primeiras comunidades logo entenderam: um dia, muito em breve, ele irá voltar e, então, será definitiva nossa comunhão com Deus.
E a quarta palavra é “caminho”. Eu sou o caminho, a verdade, a vida. Você sabe que essa forma de falar “Eu sou” é uma fórmula de apresentação de sua condição divina, de sua união com Deus. Ele está se auto-revelando aos discípulos. Ele é o caminho que leva ao Pai. Para chegar à comunhão com Deus, para viver em comunhão com o Pai, é preciso segui-lo e viver os seus ensinamentos. Aliás, é mais do que isso: é imitá-lo. Ele não só nos ensina o caminho para chegar ao Pai, ele é o caminho. O único caminho. Não é à toa que as primeiras comunidades eram chamadas de “comunidades do caminho”.
Vamos guardar a mensagem
Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. A sua morte foi a partida para a Casa do Pai. Com essa partida (a gente poderia dizer “com essa páscoa”), Jesus abriu as portas da Casa do Pai. Todos os filhos pródigos agora podem voltar para casa e serem acolhidos pela misericórdia do Pai. O caminho pra chegar lá é um só: Jesus Cristo. A ele precisamos acolher, amar e imitar. Ele é o caminho. A comunhão com Deus, que começou em nós pelo batismo, será plena quando também nós partirmos para estar ao lado dele, nas moradas do Pai.
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6)

Vamos rezar a Palavra
Senhor Jesus,
Que bom podermos partilhar de um momento de tanta intimidade, ao teu lado. Tu nos dizendo coisas tão sagradas: falando-nos de tua relação de unidade com o Pai, de tua volta ao seio dele, da nossa unidade contigo que terá continuidade e plenitude quando estivermos ao teu lado na glória e do caminho para chegarmos lá. O caminho és tu mesmo: a tua vida, a tua palavra, a tua páscoa. Verdades que enchem de sentido nossa vida, nossas lutas e nosso futuro. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Escreva as quatro palavras de hoje no seu caderno de anotações (o seu diário espiritual). E faça uma breve oração, falando com o Senhor sobre a meditação de hoje.

Pe. João Carlos Ribeiro – 27.04.2018

2018/04/04

A SURPRESA DE EMAÚS

Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando (Lc 24, 29)

04 de abril de 2018.

Um texto maravilhoso, que eu não me canso de ouvir, ler e explicar. Lucas 24. Os discípulos de Emaús. Numa canção que fiz e vocês conhecem, coloquei no refrão esse convite insistente dos dois discípulos: “Fica conosco, Senhor, é tarde, a noite já vem. Fica conosco, Senhor, somos teus seguidores também”.
Domingo, dia da ressurreição. Dois discípulos voltam para casa, desanimados, entristecidos. Tinham todas as informações do que havia acontecido com Jesus na sua paixão e morte em Jerusalém e conheciam inclusive os rumores de sua ressurreição. Mas, estavam como cegos, sofrendo pela ausência física de Jesus. A ressurreição não era uma nova luz na sua caminhada. 
A história dos discípulos de Emaús é uma linda catequese sobre a ressurreição; uma catequese dirigida aos seguidores de Jesus, nas comunidades. O texto tem claramente cinco partes. Poderíamos dar um título a cada parte: Caminho, Palavra, Caridade, Ceia Eucarística, Missão. Em cada parte, faz-se uma catequese sobre a Ressurreição do Senhor.
Na primeira parte, dois discípulos estão voltando de Jerusalém a Emaús, tristes e desanimados. Conversam e discutem entre si. Entra na conversa deles, um peregrino, que se mostra interessado no que está acontecendo. Pergunta o que aconteceu e escuta o relato deles: o profeta Jesus que eles seguiam morreu e não ressuscitou, apesar dos boatos. A catequese aqui é esta: O Senhor ressuscitado caminha conosco, interessado em nossos dramas, em nossos problemas. Ele é nosso companheiro de viagem. No caminho de sua existência humana, você tem um encontro com Jesus ressuscitado.
Na segunda parte, o peregrino é quem fala, ele relembra as Escrituras, mostrando como na vida do Galileu cumpriram-se as promessas e as profecias. A catequese aqui é esta: O Senhor ressuscitado ilumina o nosso caminho, a nossa vida, com a Palavra Deus. Na Palavra de Deus, você tem um encontro com Jesus ressuscitado.
Na terceira parte, o peregrino faz que vai passar adiante e eles insistem e o acolhem em casa. Acolher significa providenciar água, comida e dormida para aquele companheiro de viagem. Acolher o peregrino é um gesto de amor ao irmão que, no evangelho, consta na lista dos serviços ao próprio Jesus. A catequese aqui é esta: O Senhor ressuscitado tem um encontro marcado conosco no necessitado. Na caridade, você tem um encontro com Jesus ressuscitado.
Na quarta parte, eles põem a mesa e ceiam com o peregrino. Ele toma o pão, dá graças, parte o pão e o distribui. Ao partir do pão, gesto próprio da Ceia Pascal, eles se dão conta que o peregrino é o próprio Jesus ressuscitado. Ele desaparece. Claro, se acreditamos na ressurreição, não precisamos ver Jesus. A catequese aqui é esta: O Senhor ressuscitado continua oferecendo sua vida em nosso favor, no memorial de sua paixão, na santa Ceia. Na Eucaristia, você tem um encontro com Jesus ressuscitado.
Na quinta parte, eles voltam a Jerusalém, àquela hora da noite mesmo e se reintegram à comunidade dos discípulos, de onde tinham se destacado. Lá eles recebem o testemunho dos apóstolos de que Jesus ressuscitou. Lá, eles contam a história do seu encontro com Jesus na sua volta para Emaús. A catequese aqui é esta: O Senhor ressuscitado nos faz testemunhas de sua ressurreição. Na Missão, você tem um encontro com Jesus ressuscitado.
Vamos guardar a mensagem 

Sem a experiência do encontro com Jesus ressuscitado, nossa vida fica opaca, sem transcendência, sem horizontes. Sem integrar a ressurreição na sua vida ou na sua religião, tudo vira tristeza e desencanto. Mas, você pode encontrar o Senhor ressuscitado, ou melhor ele vem ao seu encontro, no seu caminho existencial, na audição da Palavra de Deus, no serviço da caridade para com os sofredores, na Santa Eucaristia e no seu Testemunho missionário.



Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando (Lc 24, 29)

Vamos rezar a Palavra

Senhor Jesus,
Nossa prece hoje é a

dos discípulos de Emaús: “Fica conosco, Senhor. É tarde, a noite já vem!”. Sem
tua presença de ressuscitado em nosso caminho, caminhamos para a noite, para o
sem sentido, para o fracasso. Se estiveres conosco, o nosso caminho se ilumina,
a Palavra santa que ouvimos enche-se de sentido, o serviço aos pobres enche o nosso coração de alegria. Pela tua ressurreição, por tua presença ao nosso
redentor e a Missão sai reforçada pelo nosso testemunho.
lado, a celebração da Santa Missa é verdadeira comunhão com o teu sacrifício

Fica conosco, Senhor!
Amém.

Vamos viver a Palavra

Faça hoje um momento de oração pessoal em favor das pessoas que ainda não encontraram o Senhor Ressuscitado.


Pe. João Carlos Ribeiro - 19.04.2017