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06 dezembro 2019

UM POVO MISSIONÁRIO



Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios (Mt 10, 8)

07 de dezembro de 2019.

Jesus percebe a situação de sofrimento e abandono do seu povo. E procura organizar o seu grande grupo de discípulos, nomeando doze líderes. Chamou doze, porque estava simbolicamente reorganizando todo o rebanho de Deus, o povo das doze tribos, que fora liderado por doze patriarcas. E Jesus enviou os doze em missão. É urgente que o rebanho conte com bons pastores, com boas lideranças. Pastores que cuidem das ovelhas estropiadas, que recuperem as desfalecidas, que lavem as sujas, que as defenda dos lobos.

A missão é anunciar a proximidade do Reino, que é o que Jesus já estava fazendo. “Em seu caminho, anunciem: o Reino dos céus está próximo”. Na realização desta missão, Jesus deu aos doze quatro tarefas: Curar os doentes; Ressuscitar os mortos; Purificar os leprosos; e Expulsar os demônios. Você sabe, quatro é um número de totalidade. Quatro é tudo, pois quatro são os pontos cardeais. A missão de anunciar a chegada do Reino de Deus mostra-se nestas quatro ações.

Vamos dar uma olhada nessas tarefas. A primeira foi curar os doentes. Jesus tinha um carinho especial pelos doentes. Basta lembrar a cena da sogra de Pedro ou do paralítico descido em sua maca diante dele. Cuidar dos doentes é uma forma de anunciar o Reino de Deus. Deus está perto de quem está sofrendo. Deus é a força de quem está debilitado. Estamos diante do tema da SAÚDE. Assistir os doentes e sofredores, rezar por eles, rezar com eles, acompanhá-los em seu tratamento são formas de mostrar o amor de Deus, a proximidade do Reino. Curar os enfermos.

A segunda tarefa foi ressuscitar os mortos. Jesus ressuscitou a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, o seu amigo Lázaro. Em todos esses episódios, vemos como Jesus deu atenção às famílias enlutadas, como ele ajudou as pessoas a crerem em Deus e na ressurreição que ele nos promete. Estamos diante do tema da VIDA. Na parábola do bom samaritano, o homem estava caído, semimorto, na beira da estrada. Acudir quem está caído, quem está em situação de morte é ressuscitar os mortos. Hoje, temos muita gente que está em situação de morte: pela droga, pela exploração do trabalho, pela fome... Trabalhar pela recuperação dos dependentes químicos, salvar do suicídio quem perdeu o sentido da vida, por exemplo, são também formas de anunciar a proximidade do Reino. Ressuscitar os mortos.

A terceira tarefa foi purificar os leprosos. Os leprosos, no evangelho, têm a ver com a impureza em relação à Lei. Pela impureza, a pessoa estava apartada de Deus e de sua comunidade. A lepra é uma imagem do pecado. Estamos diante do tema da RECONCILIAÇÃO. Purificar os leprosos é ajudar a pessoa a se aproximar de Deus e alcançar o perdão dos seus pecados. Fomos reconciliados com Deus, por Jesus Cristo que morreu por nós. Trabalhar pela conversão, aproximar as pessoas do Sacramento da Confissão são formas de anunciar que o Reino está vizinho, próximo. Purificar os leprosos.

A quarta tarefa foi expulsar os demônios. Jesus venceu as tentações. E libertou muitas pessoas possuídas pelo mal. Estamos diante do problema da LIBERDADE. Muita gente está possuída, escravizada pelo preconceito, pelo sentimento de inferioridade, pela ignorância, por ideologias totalitárias, pela inveja, pela dependência cultural... são numerosas as formas de dominação do mal sobre as pessoas! Contribuir para a superação desses males, ajudar as pessoas a se libertarem dessas forças de opressão são formas de realizar o anúncio do Reino de Deus. Expulsar os demônios.






Guardando a mensagem

Jesus, diante do seu povo sofrido e humilhado, enche-se de compaixão. Vê que aquele é um rebanho sem pastor. Realizando sua missão de reorganizar o povo de Deus disperso, nomeia doze lideranças para o seu movimento. Ele envia os doze em missão. Eles devem, como Jesus, anunciar a proximidade do Reino de Deus. Para servir o seu povo cansado e abatido, Jesus providencia pastores que cuidem das ovelhas estropiadas (os enfermos), que recuperem as desfalecidas (os mortos), que lavem as sujas (os leprosos), que as defenda dos lobos (os demônios). A missão dos doze é a missão de todo o povo de Deus. A minha, a sua também.

Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios (Mt 10, 8)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Aos teus missionários de ontem e de hoje, estás instruindo que todos estamos em missão. E que a missão não depende de contarmos com muitos recursos (ouro, prata, dinheiro). O que temos para oferecer não tem preço, nem são coisas que estamos distribuindo. Somos testemunhas do Reino que chegou com tua presença redentora. Estás insistindo, Senhor, que precisamos manter a postura de missionários, de viajantes, evitando a busca de benefícios pessoais (não levar sacola) e a busca de segurança ou bem-estar (duas túnicas, sandálias, bastão). Ajuda-nos, Senhor, a realizar, ao teu lado, a grande tarefa da evangelização. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sendo amanhã, o dia da Imaculada Conceição, rezando três ave-marias, recomende à Mãe do Senhor todos os missionários, catequistas, evangelizadores e ministros da Igreja. 

Pe. João Carlos Ribeiro - 07 de dezembro de 2019.

10 junho 2019

SOMOS A IGREJA DE MARIA




Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)

10 de junho de 2019.

Nesta segunda-feira, estamos celebrando a memória de Maria, Mãe da Igreja. Essa comemoração é nova na Igreja e se deve à iniciativa do Papa Francisco. Celebrada após Pentecostes, recordamos como ela deixou-se habitar pelo Espírito Santo. Como João a acolheu aos pés da cruz, também nós a acolhamos como mãe da comunidade dos seguidores de Jesus.

Vamos prestar bem atenção ao texto de hoje. “Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”.

Vamos observar com cuidado a cena. Quem estava de pé, perto da cruz de Jesus? Você disse ‘Maria?’ Acertou. Mas, não disse tudo... Do texto se deduz que estavam de pé quatro pessoas: Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena; e João, o discípulo amado. O número quatro é um número simbólico, indicando totalidade, tudo, todos. É a Igreja toda que está aos pés da cruz do Senhor. Ali é o nosso lugar. 

O número quatro também está presente na partilha que os soldados fizeram das roupas de Jesus. Dividiram suas vestes em quatro partes, uma para cada soldado. É a sua herança que se espalha pelos quatro cantos do mundo.

Então, aos pés da cruz de Jesus, de pé, estão Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena e João. Nestes quatro, podemos sentir uma representação da comunidade que nasceu da morte redentora de Jesus. Sua mãe, os parentes que aderiram o evangelho representados por sua tia ou parenta de sua mãe, os discípulos libertados do mal representados em Madalena e os discípulos do seu grupo menor de apóstolos representados por João. Ali, aos pés da cruz está a Igreja. Igreja unida a Jesus, no seu sacrifício. Igreja que nasce do seu sacrifício redentor. Igreja de pé, em atitude oferente e vitoriosa sobre a morte. Igreja que acolhe a graça que desce da cruz como um rio de água viva, o Espírito Santo, que escorre do seu coração aberto pela lança. Igreja de ressuscitados e vitoriosos com Cristo sobre o mal, o pecado e a morte.

Aos pés da cruz, Maria torna-se mãe da comunidade gerada no sacrifício da cruz. Na anunciação, tinha se tornado mãe de Jesus. No calvário, tornou-se mãe da Igreja. “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe”. Curiosamente, Jesus não a chama de mãe, mas de ‘mulher’. Ela é a nova Eva, mãe da nova humanidade redimida na cruz.

Guardando a mensagem

A memória de Maria, Mãe da Igreja  é a celebração da maternidade de Maria, mãe da nova comunidade nascida do sacrifício redentor de Jesus e da efusão do seu Espírito, derramado como água viva do seu coração. Ela está aos pés da cruz, unida ao sacrifício redentor do Filho, oferecendo-se com ele, em completa obediência ao Pai, fazendo-se assim mãe da comunidade redimida pelo sangue redentor. Suas dores são as dores do parto da nova humanidade que nasce aos pés da cruz. Os quatro, ali no Calvário, nos representam. Somos a Igreja do Senhor, com Maria. Ela é nossa mãe.  

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Hoje, contemplamos tua Mãe aos pés da cruz. Tu a entregaste como mãe a João, o discípulo amado. Ele nos representa, nós somos os teus discípulos amados. Obrigado pela boa mãe que nos deste. Igualmente entregaste à tua mãe o teu discípulo João como seu filho. Queremos ser bons filhos de tua santa mãe. Ela nos guie, nos conforte, nos sustente no caminho de fidelidade ao teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é um dia especial para recomendarmos a Maria a Igreja de Jesus: cada batizado aí  de sua casa, as lideranças leigas de sua comunidade, nossos padres, bispos e o Papa Francisco. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 10.05.2019