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04 junho 2019

ORANDO PELOS SEUS

Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus (Jo 17, 9)
04 de junho de 2019.
Você já viu um pai rezando por seus filhos? Uma mãe rezando por seus filhos? O que eles pedem a Deus? Eles começam agradecendo pelos filhos que têm, não é verdade? Reconhecem que eles lhes foram confiados por Deus para que cuidassem deles. E rogam todo bem em seu favor: a saúde, a solução dos seus problemas, a fortaleza para vencerem as adversidades. Os mais idosos também dizem a Deus que já cumpriram sua tarefa, a missão que receberam. E, assim, pedem a Deus que, no dia em que partirem, seus filhos se conservem firmes na fé que receberam. Assim é a oração dos pais cristãos.
No evangelho de hoje, podemos ver Jesus rezando pelos seus discípulos, rezando por nós. Durante a ceia, num certo momento, Jesus se dirige ao Pai, com toda intimidade, e reza por nós, seus discípulos. “Eu te rogo por eles, porque são teus”. Estamos começando a leitura do capítulo 17 de São João, que é chamado de “a oração sacerdotal de Jesus”.  E como foi a oração de Jesus naquele momento?
Primeiro, ele reconheceu que foi o Pai que lhe confiou aquele grupo, de quem ele se tornou tão próximo e tão amigo. Ele disse: “Eles eram teus e tu os confiaste a mim”. Os discípulos ali estavam no lugar de todos os seguidores de Jesus, eles nos representavam ali. Depois, Jesus disse ao Pai que tinha feito tudo quanto ele tinha mandado. “Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer”.  Disse que tinha manifestado o nome do Pai aos discípulos, isto é, lhes revelara o Pai. E como ele tinha feito bem a obra de Deus, ele disse que também os discípulos fizeram bem a sua parte: guardaram a sua palavra, as palavras do Pai que ele lhes comunicou, acreditaram que ele era o enviado do Pai. Aí Jesus pediu para nós uma coisa muito especial. Queria nos dar a vida eterna. Foi isso que ele pediu ao Pai. ‘Quero comunicar a vida eterna a eles, com o poder que me deste’.  E a vida eterna, disse o próprio Jesus, é que te conheçam, Pai, a ti e a mim, que tu enviaste. E ele insistiu: “Não rogo pelo mundo, rogo por eles. Eu já não estou no mundo. Eles permanecem no mundo”. Aí pediu que nos livrasse do maligno, do mal que está no mundo; que o Pai nos consagrasse na verdade; e nos conservasse unidos a ele. Quanta coisa bonita Jesus pediu pra gente ao Pai, naquela bela oração de despedida!
Guardando a mensagem
Jesus rezou por nós, que coisa maravilhosa. Aprendemos muitas coisas com sua prece. O Pai nos confiou a Jesus, para que ele cuidasse de nós, nos conduzisse de volta para sua casa. Em obediência ao Pai, Jesus nos revelou o amor deste Deus maravilhoso. E valorizou a nossa resposta: a nossa fé, o nosso amor por ele, o zelo que temos por sua palavra. O presente mais precioso que podemos receber, conforme Jesus rogou ao Pai, é a vida eterna. A vida eterna é a nossa vida humana cheia da glória de Deus, plenificada pelo seu amor, vida que a morte não mata mais; vida que desemboca na eternidade como felicidade e realização em Deus. E essa foi a obra de Jesus, por excelência. Pela doação de sua vida, ele nos comunica a vida eterna. Continuamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos de Cristo, somos de Deus. Mas, continuamos no mundo, onde temos a grande responsabilidade de transformá-lo, promovendo a verdade, construindo a unidade e vencendo o mal.
Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus (Jo 17, 9)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tu realizaste bem a obra que o Pai te deu para fazer. Tu nos revelaste o imenso amor do Pai por nós, pelo mundo, por todos. Nesta tua oração sacerdotal, nos sentimos todos incluídos e abraçados por tua preocupação, por teu carinho, por tua prece. É a oração de quem ama, de quem dá a vida pelos seus. Sabias bem, Senhor,  que iríamos encontrar muitas dificuldades nesse mundo e que, por isso, precisaríamos da força de Deus. Continua, Senhor, orando por nós: para que não nos deixemos seduzir pelo mal da injustiça, da mentira, da violência. Ora por nós para que não cedamos à tentação da divisão, da indiferença e da incredulidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
À imitação de Jesus, pastor do rebanho, reze hoje, de maneira especial, em favor dos seus filhos, dos seus afilhados, dos seus netos, dos seus liderados, por aqueles sobre os quais você tem responsabilidade.

Pe. João Carlos Ribeiro – 04 de junho de 2019

08 maio 2019

O NOSSO GUIA, O NOSSO LÍDER

Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna (Jo 6, 40)
08 de abril de 2019.
Jesus diz ao povo que o Pai tinha lhe confiado muita gente para ele cuidar. E que veio exatamente para fazer a vontade do Pai que o enviou. Ele descreve a vontade do Pai de três formas: que ele, o Filho, não perca nenhum dos que o Pai lhe deu; que aquele que crê no Filho receba a vida eterna; e que o Filho o ressuscite no último dia.
Qual é o projeto de Deus, isto é, qual é a vontade de Deus? A vontade de Deus se manifesta em relação a Jesus e em relação a nós. E qual foi a tarefa que Jesus recebeu do Pai? O Pai o enviou a nós, nos confiou a ele, pediu que ele não perdesse nenhum de nós e nos ressuscitasse no último dia. O que Jesus finalmente tem para nos dar, para nos comunicar é a vida em plenitude. Um dia ele falou disso: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Essa ‘vida em plenitude’ está dita de várias formas no evangelho de hoje: pão para saciar a fome, água para matar a sede, vida eterna, ressurreição no último dia. São formas de dizer ‘Deus quer dar a vocês a vida em plenitude’. E é isso que Jesus tem para nós.
E qual é a vontade de Deus a nosso respeito, isto é, o que Deus nos pede? O Pai nos pede para ir a Cristo, para crer nele. É assim que podemos ser cuidados por ele, alimentados por ele, conduzidos por ele. É crendo nele, acolhendo-o em nossa vida como nosso Deus e Senhor, que podemos receber o que ele tem para nos dar: a vida em plenitude.
Nós existimos porque Deus pensou em nós, nos chamou à existência. Nossa vida tem um propósito. Não nascemos por acaso. E foi o Pai que nos aproximou de Jesus, seu Filho. O Pai nos confiou a Jesus. É nele que encontramos o modelo acabado do ser humano, em sintonia perfeita com o Pai e em comunhão solidária com seus irmãos de humanidade. E não só nos deu Jesus como modelo-caminho-exemplo, mas no-lo deu também como guia de nossa humanidade. Pela ressurreição, Jesus tornou-se o nosso líder, o nosso mestre. Pedro, no dia de Pentecostes, disse à multidão: “Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vocês crucificaram”.
Guardando a mensagem
Não estamos sozinhos neste mundo. Não estamos abandonados aos nossos próprios limites biológicos ou sociais. Deus nos deu um pastor, para nos acompanhar, para cuidar de nós. Jesus vem buscar a ovelha perdida e levá-la de volta ao redil, carregando-a nos ombros. Ele nos defende do lobo voraz, pondo em risco a própria vida. Ele dá a vida por suas ovelhas. Ele nos comunica a vida plena, a vida de Deus. Em Cristo, somos herdeiros de Deus. Viver bem é crer nele, amá-lo e segui-lo.
Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna (Jo 6, 40)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
O Pai nos confiou a ti. Ele espera que nós nos aproximemos de ti, que creiamos em ti, que te acolhamos como nosso pastor e guia. Dá-nos, Senhor, que te reconheçamos na fé e te sigamos com perseverança e amor. Também nós temos pessoas que o Pai nos confiou para cuidar, para acompanhar. Nós te pedimos por elas. Nós queremos conduzi-las a ti, pois só em ti a verdade, a graça, a salvação. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Reze, hoje, o Salmo 23 ou 22, conforme a sua Bíblia. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.

Pe. João Carlos Ribeiro – 08.04.2019

06 maio 2019

INTERESSEIROS OU INTERESSADOS?

Esforcem-se, não pelo alimento que se perde, mas pelo pão que permanece até a vida eterna (Jo 6, 27)


06 de maio de 2019.

É, Jesus tinha razão. Aquele povo estava atrás de coisas e não dele. Mesmo andando atrás dele, não o estavam buscando, mas buscando as coisas que ele poderia lhes dar.

No dia anterior, Jesus tinha alimentado uma grande multidão com pouquíssimos pães e peixes. Terminado o dia, aquele povo todo tinha ido embora. Mas, no dia seguinte, começou a chegar de novo atrás dele. Quando notaram que ele e os discípulos tinham ido para o outro lado do grande lago, eles pegaram barcos e foram atrás de Jesus. Quando o encontraram, Jesus disse logo: vocês vieram atrás de mim por causa do pão que vocês comeram ontem.

Essa palavra de Jesus, no evangelho de hoje, é muito atual. Aplica-se direitinho a nós e a muita gente. Quanta gente corre, hoje, atrás de coisas que Jesus pode dar! Que ele pode dar, pode. Que ele pode nos conceder graças, fazer milagres em nossa vida, claro que pode. Mas, que andemos atrás de Jesus unicamente movidos por esses interesses, é triste. O nosso interesse não pode estar unicamente nas coisas ou nas soluções materiais ou físicas para os nossos problemas. Continuamos, assim, a ser interesseiros e ingratos. Estamos interessados realmente em Jesus ou nas coisas que ele pode nos dar?

Jesus acolheu bem aquelas pessoas, mas as convidou para um nível mais alto de sua busca. ‘Vocês vieram atrás de mim por causa do pão que se acaba’. “Esforcem-se, não pelo alimento que se perde, mas pelo pão que permanece até a vida eterna”. Uma palavra atual, não acha? Não falta gente correndo atrás de milagres e curas. Agora, perguntemos se estão se comprometendo com o evangelho do Senhor. Nada. E olha que, infelizmente, não faltam pregadores apregoando milagres em nome de Jesus, mas sem convidar seus fiéis a seguirem Jesus, a praticarem os seus mandamentos.

No evangelho de ontem, você lembra, Jesus estava se esforçando para convencer os discípulos que estava vivo, ressuscitado. Até comentamos que a páscoa da ressurreição não pode ser apenas uma data festiva, comemorada com alegria. A novidade é nós vivermos ressuscitados com Jesus. Assim, a conversão é a primeira resposta que damos ao receber o anúncio do evangelho. E passamos a viver em comunhão com Jesus, escutando-o em sua Palavra, reconhecendo-o na Eucaristia, guardando os seus mandamentos. E assim nos tornamos suas testemunhas, seus missionários. Com nosso testemunho e com o nosso anúncio, ajudamos outros a viverem ressuscitados com Cristo.

Guardando a mensagem

Essa palavra de Jesus - Esforcem-se pelo alimento que permanece - pode também nos fazer um alerta, neste início de semana. Nossa correria de todo dia é, em primeiro lugar, pela busca de nossa sobrevivência. É claro, que essa é uma luta importante, um esforço louvável para ganhar o pão de cada dia. Mas, se esse pão que passa, que não é definitivo, merece tanto empenho, tanto esforço de nossa parte, quanto mais empenho e esforço não merece a busca pelo bem verdadeiro que nos alimenta para a vida eterna. Esse pão é a Palavra de Deus, é a Eucaristia… esse pão é o próprio Jesus. Ele nos disse uma vez: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, não terá mais fome”.

Esforcem-se, não pelo alimento que se perde, mas pelo pão que permanece até a vida eterna (Jo 6, 27)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,

Igual àquele povo que estava te procurando por causa do pão material que comeu naquele encontro, por causa do milagre da multiplicação dos pães, nós também ficamos correndo atrás das coisas e daquilo que tu podes nos dar. Tua Palavra, hoje, nos ensina, que nosso maior esforço, nosso maior empenho, deve ser buscar-te como nosso Deus e Salvador; não estar interesseiramente atrás do que tu podes nos conceder na tua misericórdia, mas buscar a ti que és o verdadeiro pão dado para a vida do mundo, como disseste. Dá-nos a graça, Senhor, de buscar primeiro o Reino de Deus. Ilumina, Senhor, os nossos compromissos deste dia, com a luz de tua Palavra. Orienta-nos, Senhor, em nossos compromissos. Conforta-nos em nossas dores, ensina-nos a viver na fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Recomendo-lhe, hoje, um exercício de exame de consciência. É colocar-se diante de Deus e se perguntar com honestidade: Nos meus muitos empenhos, correndo para ganhar o pão de cada dia, que tempo eu reservo para a busca do pão que me sustenta para a vida eterna?

Pe. João Carlos Ribeiro – 06.05.2019

02 maio 2019

A EVANGELIZAÇÃO NOS COBRA UMA RESPOSTA

Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna (Jo 3, 36).
02 de maio de 2019.
A religião cristã anuncia Jesus Cristo, filho de Deus, que assumindo nossa humanidade, por sua morte e ressurreição, nos trouxe a paz, a reconciliação com Deus e com os irmãos, pelo perdão dos nossos pecados. Mas, você é livre de aceitar ou não o dom da salvação. Deus nos criou livres, capazes de escolha. Há quem escolha permanecer no pecado. E até opor resistência e perseguir quem espalha essa boa notícia.
De fato, a pregação do evangelho sempre encontrou muita resistência. É por isso que existem os mártires, os que sendo perseguidos, ficaram fiéis à sua fé até o fim. Aliás, o próprio Cristo foi incompreendido, perseguido e morto. O anúncio da ressurreição de Jesus foi motivo de grande alegria para os seus discípulos e seguidores que se viram frustrados, acusados e humilhados por seu julgamento e por sua execução pública. Por outro lado, esse mesmo anúncio da ressurreição foi uma acusação fortíssima à má conduta das lideranças do povo de Deus e de todos os que se deixaram manipular por elas ou se opuseram a Jesus.
Em Jerusalém, depois da ressurreição, os apóstolos foram presos e proibidos de ensinar em nome de Jesus. Foram julgados no Sinédrio, como Jesus. Claro, os chefes compreenderam que o anúncio da ressurreição era uma acusação contra eles. Disseram aos apóstolos detidos: “além de desobedecerem às nossas ordens de não pregar em nome desse homem, vocês querem nos tornar responsáveis pela morte dele”. O testemunho dos apóstolos foi forte também naquela ocasião: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem os senhores mataram, pregando-o numa cruz”.
O fato é que frente à pregação do evangelho, não se pode ficar neutro. A pregação pede uma decisão: a conversão ou a rejeição. Crer em Jesus ou rejeitá-lo. No texto do evangelho de hoje, Jesus reclama de quem não acolhe o seu testemunho. Ele vem do alto, vem do céu, ele é o enviado de Deus. Deus lhe deu a plenitude do Espírito Santo. E ele dá testemunho do que viu e ouviu.  Quem aceita o seu testemunho, quem acredita no Filho possui a vida eterna. Toma posse, então, do perdão dos seus pecados e entra na dinâmica da graça e da comunhão com Deus. Mas, há quem o rejeite. Como explicou Jesus, aquele que o rejeita não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele, isto é ele permanece na condenação que já tinha com o pecado.
Guardando a mensagem
O mundo já está na divisão, por causa do pecado. O que divide não é Jesus ou o seu evangelho. O pecado é que afasta o homem de Deus e nos põe uns contra os outros, porque fomenta a desunião, a inveja, a desigualdade, a injustiça. O testemunho sobre Jesus crucificado por nossos pecados e ressuscitado para nossa salvação é uma notícia maravilhosa para o pecador (que aceita a conversão, que põe sua fé em Cristo). Mas, também pode ser ocasião de rejeição para quem não quer sair do seu pecado e, assim, dispensa a extraordinária graça da reconciliação e da eterna felicidade que ele alcançou para nós.
Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna (Jo 3, 36).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
A evangelização nos põe diante de uma decisão. Não é uma ilustração para o nosso simples deleite. Põe-nos diante de uma decisão com repercussões no nosso futuro. A evangelização nos apresenta a tua pessoa. Tu és o enviado de Deus e, ao mesmo tempo, a sua mensagem dirigida a nós.
Dá-nos a graça, Senhor, de sermos prontos e generosos na acolhida da Palavra que nos liberta, da verdade de Deus que nos comunicas. E que, como teus discípulos, encontremos a vida plena e verdadeira, realização das promessas do Pai e participação na tua herança de Filho unigênito.
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
No seu caderno espiritual, transcreva este versículo, como está na sua Bíblia: João 3, 36.

Pe. João Carlos Ribeiro – 02.05.2019

28 maio 2018

UM BOM EXEMPLO

Nós deixamos tudo e te seguimos (Mc 10, 28)
29 de maio de 2018.
O jovem rico foi um mau exemplo de seguidor de Jesus. Ele não renunciou a nada. Um sujeito que amava mais o seu dinheiro do que o Reino de Deus. Tinha mais confiança nos seus bens do que na palavra do Senhor. Preferiu a segurança do seu status à aventura do seguimento de Jesus. Um mau exemplo.  
Pedro e seus companheiros representam um bom exemplo de seguidores de Jesus. Eles deixaram tudo. Eles colocaram o Reino de Deus em primeiro lugar. Deixaram sua organização de pesca, seus barcos, sua profissão, suas famílias, a segurança de suas casas e puseram-se a caminho com Jesus. Colocaram sua confiança em Deus e aceitaram o desafio do seguimento. Um bom exemplo.
É, o amor exige renúncia. E pelo tamanho da renúncia se diz o quanto se ama. A jovem esposa acompanha o marido que foi transferido para um estado muito distante. Fica longe de tudo o que ela conhece e ama, seus pais, seus lugares preferidos, sua terra. Renuncia muito, porque ama muito. O pai, por causa dos filhos, de bom grado não frequenta mais as rodas de amigos no bar da esquina. Renuncia a boa conversa, regada a uma boa cerveja, para estar com os filhos, para brincar com eles, para sair com eles. Renuncia muito, porque ama muito. Aquela senhora já não está podendo mais ir a uma festa, fazer as viagens que fazia. Fica tomando conta da mãezinha idosa. Renuncia muito, porque ama muito.
O jovem rico amava pouco. Não deixou nada. Não abriu mão do seu dinheiro. Foi-se embora, entristecido. Fracassou o aprendiz de seguidor de Jesus. Pelo tamanho da renúncia se sabe o tamanho do amor. O jovem Francisco de Assis também era rico, de família importante, estudado, culto. Sentiu no coração um amor imenso por Jesus crucificado e pelos pobres que encarnavam o seu sofrimento. Renunciou seu prestígio, suas riquezas, seu título de nobreza. Fez-se um seguidor do Mestre pelos caminhos da pobreza e da oração. Pelo tamanho da renúncia se sabe o tamanho do amor.
Pedro e seus companheiros que deixaram tudo fizeram uma pergunta a Jesus: “O que nós vamos ganhar com isso?” A resposta de Jesus foi maravilhosa:  ‘Nessa vida, cem vez mais do que deixaram. E na outra, a vida eterna’. Deus não se deixa vencer em generosidade. Você oferece 10, ele devolve 100. Eu mesmo deixei de constituir família, pensei que ia ficar sozinho. Nada, ele me tantas mães, tantos pais, tantos filhos, que já estou perdendo a conta.
E você, tem sido generoso/a com Deus? Tem confiado mais nele do que nos seus trocados? Tem renunciado alguma coisa para não faltar à missa, para fazer seu momento diário de oração, para observar os seus mandamentos? Pelo tamanho de sua renúncia se sabe o tamanho do seu amor por ele.
Vamos guardar a mensagem
Jesus chamou um jovem para segui-lo, deixando tudo. No apego aos seus bens e à segurança de suas posses, ele não foi capaz de renunciar tudo e seguir Jesus. Pedro e seus companheiros também receberam o mesmo convite. Deixaram tudo e seguiram Jesus. Vão ficar sem nada? Jesus garantiu: cem vezes mais aqui na terra, com perseguições e a vida eterna, no mundo futuro. Pelo tamanho da renúncia, se sabe o tamanho do nosso amor a Jesus.
Nós deixamos tudo e te seguimos (Mc 10, 28)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Sempre nos vem à lembrança a pergunta que fizeste a Pedro: ‘Simão, tu me amas?’ Pedro, mesmo tendo fraquejado nos dias de tua paixão, te tinha um grande amor. E sofreu muito por não ter sido fiel cem por cento, como deveria. Certamente, isso lhe deu mais condições de compreender os seus irmãos e irmãs, em suas fragilidades e deslizes. E porque te amava tanto – deixou tudo para te seguir - , deste a ele a responsabilidade de cuidar do teu rebanho. Senhor, que o nosso amor por ti se comprove nas provações, nas dificuldades e nas horas em que seguir-te signifique renunciar alguma coisa ou muitas coisas. Seja o teu nome bendito, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Você conhece alguém que deixou muita coisa para seguir Jesus. Reze por ele ou por ela. Você conhece alguém que não conseguiu renunciar a muita coisa para seguir Jesus. Reze por ele ou ela também.

Pe. João Carlos Ribeiro – 29. 05. 2018

19 maio 2018

TANTOS LIVROS QUE NÃO CABERIAM NO MUNDO

Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos (Jo 21, 25)


19 de maio de 2018.

Assim termina o evangelho de São João. O que foi escrito nos evangelhos é o suficiente para conhecermos Jesus, sua obra, suas palavras para nos tornarmos seus discípulos.

Na linguagem do evangelista João, Jesus veio nos comunicar a vida eterna, a vida de Deus, que enche de significado nossa existência e nos abre os horizontes da vida definitiva no seio do Pai.

Quantas coisas maravilhosas fez Jesus! Pelo evangelho, temos notícia de algumas. Já são suficientes para o reconhecermos como o enviado do Pai e nos colocarmos no seu seguimento.

Nos outros três evangelhos, chamados sinóticos, a mensagem é a mesma, com outra linguagem. Mateus, Marcos e Lucas falam do Reino de Deus. Jesus vem anunciar o Reino de Deus. O Reino de Deus é inaugurado com a sua presença entre nós.

A boa notícia, o evangelho, é o Reino de Deus acontecendo entre nós, pela presença de Jesus. Foi esse o anúncio de Jesus desde o início de sua atividade missionária: “O tempo se cumpriu, o Reino chegou, convertam-se, creiam no Evangelho, isto é, nesta boa notícia”.

A presença de Jesus salvando, libertando, restaurando é o Reino acontecendo. As ações e as palavras de Jesus instauram o reinado de Deus entre nós. Esse anúncio, essa boa nova (é o que quer dizer a palavra ‘evangelho’) é uma comunicação que muda nossa vida, que dá novo sentido à realidade. 

O Reino continua sendo anunciado e atuado pela pregação e pelo testemunho dos discípulos de Jesus. Por suas palavras e suas ações, Jesus continua construindo o Reinado do Pai no mundo.

Vamos guardar a mensagem

O Evangelho é a revelação de algo maravilhoso: o Reino está ao nosso alcance, está batendo à nossa porta, está próximo de nós, está entre nós. Deus está cumprindo sua promessa: “Eis que faço novas todas as coisas”. É por essa razão que o Evangelho, em confirmação das palavras de Jesus, narra tantos milagres, curas, exorcismos. É o Reino se instalando como luz, como saúde, como paz, como perdão.

Mesmo com tanta crise, com tanta coisa ruim acontecendo, com tanto desmantelo no mundo, experimentamos cada dia que o Reino está entre nós. Deus, por meio do seu filho Jesus, está semeando um mundo novo de comunhão, de paz, de reconciliação. Ele está conosco até a consumação dos séculos, como prometeu. Não nos abandona. O seu Santo Espírito atualiza a sua presença e a sua ação redentora.

Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos (Jo 21, 25)

Vamos rezar a palavra

Senhor,

Disseste que quando viesse o Espírito Santo, ele nos conduziria à plena verdade, nos ajudaria a entender tudo o que disseste. Já temos a presença do teu Espírito em nossa vida, mas precisamos de uma atuação ainda maior da parte dele. Só assim poderemos acolher, entender e viver o teu evangelho; e transformar nossa vivência de tua palavra em testemunho vivo do teu amor e da tua misericórdia. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vamos viver a palavra

Amanhã é o domingo de Pentecostes. Nele, celebramos a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos. Olha a dica de hoje: Planeje bem a sua participação na Missa dominical.

Pe. João Carlos Ribeiro – 19.05.2018

20 abril 2018

O CORDEIRO E A COMUNHÃO

Aquele que come este pão viverá para sempre (Jo 6, 59)
20 de abril de 2018.
O capítulo 6 do Evangelho de São João é uma linda catequese sobre a obra redentora de Jesus, celebrada na Eucaristia. Ele falou muitas vezes sobre o alimento que ele daria para a vida eterna: sua carne e seu sangue. Muita gente achou aquilo muito estranho e se afastou. Mas, quando as comunidades começaram a celebrar do jeito que Jesus fez na última ceia, começaram a entender esse seu ensinamento.
E o que Jesus fez na última ceia? Ele antecipou a sua entrega na cruz, entregando-se ao Pai em nosso favor. Na cruz, ele deu a sua vida por nós. Aquela oferta generosa e obediente de si mesmo na cruz foi a mesma da ceia. É a mesma da Missa. A Missa renova aquela oferta do calvário, a sua morte redentora em favor da humanidade. A morte cruenta foi uma única vez. Mas, na Missa, como na última ceia, esse sacrifício é renovado, reapresentado a Deus.
Jesus fez sua celebração com os discípulos na ceia da páscoa. A última ceia foi uma ceia de páscoa. Na ceia da páscoa, comia-se o cordeiro assado, cordeiro que tinha sido antes oferecido em sacrifício a Deus. Na ceia de Jesus, não houve cordeiro sacrificado. O cordeiro era Jesus. Ele seria sacrificado. Ele seria o alimento a ser comido, na ceia da páscoa.
A Missa é a ceia da páscoa. O cordeiro que comemos, em família, em ação de graças pela libertação, é o próprio Jesus. Jesus está sacramentalmente presente no pão e no vinho consagrados. “Comam. Este é o meu corpo”. “Bebam. Este é o meu sangue”.
Na ceia pascal, a grande família rendia graças a Deus por todas as maravilhas que o Senhor realizara na história do seu povo, desde a criação, a escolha daquele povo, a libertação do cativeiro do Egito, a posse da terra prometida e muito mais. Na ceia dos cristãos, tudo é ação de graças ao Pai, por tudo que ele fez desde a criação até a vinda de Jesus e do Santo Espírito. Ação de Graças virou o nome da ceia pascal dos cristãos, Eucaristia.
Ele disse ao povo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. De fato, por sua morte, ele nos trouxe a vida. Ressuscitado, ele apresentou-se aos discípulos e lhes comunicou a paz  e o Espírito. A sua vida entregue expiou o nosso pecado. Ressuscitado, ele nos abriu as portas da casa de Deus: pelo dom do seu Espírito, agora somos filhos Deus. Na sua morte, ele nos deu a vida.
Na missa, na nossa ceia pascal, nos unimos a Cristo pela fé, pela caridade, pela oração e, muito especialmente, pela comunhão no pão e no vinho consagrados. Nós nos associamos ao seu sacrifício com nossas dores, nossos sofrimentos, nossas lutas. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Na comunhão, nos unimos a ele e ele se une a nós.
Vamos guardar a mensagem
Jesus falou de sua carne e de seu sangue que ele daria para a vida do mundo. Ninguém entendeu. E muitos se afastaram. De fato, foi o sacrifício de sua vida na cruz – corpo entregue e sangue derramado – que nos trouxe a vida, a salvação.  Jesus celebrou essa entrega obediente de sua morte na ceia pascal, a última ceia. Do pão, fez sacramento do seu corpo e o deu em alimento. Do vinho, fez sacramento do seu sangue e o deu em bebida. A missa é a ceia pascal de Jesus. No lugar do cordeiro sacrificado, comemos pão e vinho, que, pelas palavras do Salvador e pela efusão do Espírito Santo, tornaram-se substancialmente corpo e sangue de Cristo. Pela comunhão no seu corpo e no seu sangue, nos unimos profundamente a ele e ele a nós. Na Missa, elevamos ao Pai - com Cristo, em Cristo e por Cristo – a mais alta louvação e dele recebemos as mais elevadas graças e bênçãos.
Aquele que come este pão viverá para sempre (Jo 6, 59)
Vamos rezar a Palavra
Esta é uma oração medieval rezada por Santo Inácio de Loyola, que continua sendo usada por milhões de cristãos após  a comunhão.
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
e mandai-me ir para vós,
para que vos louve com os vossos Santos,
por todos os séculos.
Amém.
Vamos viver a Palavra
Fale com alguém sobre esse evangelho de hoje. Você pode começar perguntando se ele (ou ela) participa da comunhão.

Pe. João Carlos Ribeiro – 20.04.2018

18 abril 2018

NÃO ESTAMOS SOZINHOS, NÓS TEMOS UM PASTOR E GUIA.

Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. (Jo 6, 40)
18 de abril de 2018.
Jesus disse ao povo que o Pai tinha lhe confiado muita gente. E que ele tinha vindo exatamente para fazer a vontade do Pai que o enviou. Ele descreveu a vontade do Pai de três formas: que ele, o Filho, não perca nenhum dos que o Pai lhe deu; que aquele que crê no Filho receba a vida eterna; e que o Filho o ressuscite no último dia.
Qual é o projeto de Deus, isto é, qual é a vontade de Deus? A vontade de Deus se manifesta em relação a Jesus e em relação a nós. Qual foi a tarefa que o Pai deu a Jesus?  Ele o enviou a nós, nos confiou a ele, pediu que ele não perdesse nenhum de nós e nos ressuscitasse no último dia. O que é que Jesus finalmente tem para nos dar, para nos comunicar? Resposta: a vida em plenitude. Um dia ele falou disso: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Essa ‘vida em plenitude’ está dita de várias formas no evangelho de hoje: pão para saciar a fome, água para matar a sede, vida eterna, ressurreição no último dia. São formas de dizer ‘Deus quer dar a vocês a vida em plenitude’. E é isso que Jesus tem para nós.
E qual é a vontade de Deus a nosso respeito, isto é, o que Deus nos pede? O Pai nos pede para ir a Cristo, para crer nele. É assim que podemos ser cuidados por ele, alimentados por ele, conduzidos por ele. É crendo nele, acolhendo-o em nossa vida como nosso Deus e Senhor, que podemos receber o que ele tem para nos dar: a vida em plenitude.
Nós existimos porque Deus pensou em nós, nos chamou à existência. Nossa vida tem um propósito. Não nascemos por acaso. E foi o Pai que nos aproximou de Jesus, seu Filho. O Pai nos confiou a Jesus. É nele que encontramos o modelo acabado do ser humano, em sintonia perfeita com o Pai e em comunhão solidária com seus irmãos de humanidade. E não só nos deu Jesus como modelo-caminho-exemplo, mas no-lo deu também como guia de nossa humanidade. Pela ressurreição, Jesus tornou-se o nosso líder, o nosso mestre. Pedro, no dia de Pentecostes, disse à multidão: “Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vocês crucificaram”.
Vamos guardar a mensagem
Não estamos sozinhos neste mundo. Não estamos abandonados aos nossos próprios limites biológicos ou sociais. Deus nos deu um pastor, para nos acompanhar, para cuidar de nós. Jesus vem buscar a ovelha perdida e levá-la de volta ao redil, carregando-a nos ombros. Ele nos defende do lobo voraz, pondo em risco a própria vida. Ele dá a vida por suas ovelhas. Ele nos comunica a vida plena, a vida de Deus. Em Cristo, somos herdeiros de Deus.  Viver bem é crer nele, amá-lo e segui-lo.
Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. (Jo 6, 40)
Vamos rezar a Palavra
Senhor Jesus,
O Pai nos confiou a ti. Ele espera que nós nos aproximemos de ti, que creiamos em ti, que te acolhamos como nosso pastor e guia. Dá-nos, Senhor, que te reconheçamos na fé e te sigamos com perseverança e amor. Também nós temos pessoas que o Pai nos confiou para cuidar, para acompanhar. Nós te pedimos por elas. Nós queremos conduzi-las a ti, pois só em ti a verdade, a graça, a salvação. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Reze, hoje, o Salmo 23 ou 22, conforme a sua Bíblia. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.04.2018

12 abril 2018

ACREDITAR OU REJEITAR. NÃO HÁ LUGAR PARA INDIFERENÇA

Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna (Jo 3, 36).
12 de abril de 2018.
A religião cristã anuncia Jesus Cristo, filho de Deus, que assumindo nossa humanidade, por sua morte e ressurreição, nos trouxe a paz, a reconciliação com Deus e com os irmãos, pelo perdão dos nossos pecados. Mas, você é livre de aceitar ou não o dom da salvação. Deus nos criou livres, capazes de escolha. Há quem escolha permanecer no pecado. E até opor resistência e perseguir quem espalha essa boa notícia.
De fato, a pregação do evangelho sempre encontrou muita resistência. É por isso que existem os mártires, os que sendo perseguidos, ficaram fieis até o fim. Aliás, o próprio Cristo foi incompreendido, perseguido e morto. O anúncio da ressurreição de Jesus foi uma coisa maravilhosa.  Foi motivo de grande alegria para os seus discípulos e seguidores que se viram frustrados, acusados e humilhados por seu julgamento e por sua execução pública. Por outro lado, esse mesmo anúncio da ressurreição foi uma acusação fortíssima à má conduta das lideranças do povo de Deus e de todos os que se deixaram manipular por elas ou se opuseram a Jesus.
Em Jerusalém, depois da ressurreição, os apóstolos foram presos e proibidos de ensinar em nome de Jesus. Foram julgados no Sinédrio, como Jesus. Claro, os chefes compreenderam que o anúncio da ressurreição era uma acusação contra eles. Disseram: “além de desobedecerem às nossas ordens de não pregar em nome desse homem, vocês querem nos tornar responsáveis pela morte dele”. O testemunho dos apóstolos foi forte também naquela ocasião: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem os senhores mataram, pregando-o numa cruz”.
O fato é que frente à pregação do evangelho, não se pode ficar neutro. A pregação pede uma decisão: a conversão ou a rejeição. Crer em Jesus ou rejeitá-lo. No texto do evangelho de hoje, Jesus reclama de quem não acolhe o seu testemunho. Ele vem do alto, vem do céu, ele é o enviado de Deus. Deus lhe deu a plenitude do Espírito Santo. E ele dá testemunho do que viu e ouviu.  Quem aceita o seu testemunho, quem acredita no Filho possui a vida eterna. Toma posse, então, do perdão dos seus pecados e entra na dinâmica da graça e da comunhão com Deus. Mas, há quem o rejeite. Como explicou Jesus, aquele que o rejeita não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele, isto é ele permanece na condenação que já tinha com o pecado.
Vamos guardar a mensagem
O mundo já está na divisão, por causa do pecado. O que divide não é Jesus ou o seu evangelho. O pecado é que afasta o homem de Deus e nos põe uns contra os outros, porque fomenta a desunião, a inveja, a desigualdade, a injustiça. O testemunho sobre Jesus crucificado por nossos pecados e ressuscitado para nossa salvação é uma notícia maravilhosa para o pecador (que aceita a conversão, que põe sua fé em Cristo). Mas, também pode ser ocasião de rejeição para quem não quer sair do seu pecado e, assim, dispensa a extraordinária graça da reconciliação e da eterna felicidade que ele alcançou para nós.
Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna (Jo 3, 36).
Vamos rezar a Palavra
Senhor Jesus,
A evangelização nos põe diante de uma decisão. Não é uma ilustração para o nosso simples deleite. Põe-nos diante de uma decisão com repercussões no nosso futuro. A evangelização nos apresenta a tua pessoa. Tu és o enviado de Deus e, ao mesmo tempo, a sua mensagem dirigida a nós.
Dá-nos a graça, Senhor, de sermos prontos e generosos na acolhida da Palavra que nos liberta, da verdade de Deus que nos comunicas. E que, como teus discípulos, encontremos a vida plena e verdadeira, realização das promessas do Pai e participação na tua herança de Filho unigênito.
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
No seu diário espiritual (seu caderno de anotações), transcreva este versículo, como está na sua Bíblia: João 3, 36.

Pe. João Carlos Ribeiro – 12.04.2018