PE. JOÃO CARLOS - BLOG DA MEDITAÇÃO DA PALAVRA: poder
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SERVIR É A MARCA DO CRISTÃO




16 de março de 2022

15º dia da Quaresma

EVANGELHO


Mt 20,17-28

Naquele tempo, 17enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”.
20A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

MEDITAÇÃO


Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de vocês (Mt 20, 27)

A mãe de dois discípulos – Tiago e João – fez um pedido a Jesus: quando ele estivesse no poder, reservasse uma posição de destaque, no seu governo, para os seus dois filhos. Um à sua direita e outro à sua esquerda. Apesar do exemplo de Jesus, os seus colaboradores mais próximos, os apóstolos, estavam também tentados pela sede de poder. E já começavam a disputar cargos, posição, prestígio. Nem eles estavam entendendo a proposta de Jesus, nem a família deles. Pretendiam uma posição privilegiada (um à direita e outro à esquerda) ao lado de Jesus e, claro, acima dos outros.

Logo essa pretensão dos dois discípulos espalhou um mal-estar na comunidade dos apóstolos. O poder como prestígio, irmão gêmeo do enriquecimento duvidoso, semeia logo a discórdia, a desunião, a inveja e a competição doentia. É que ele agride gravemente o espírito comunitário. Essa tentação do poder-prestígio é um perigo para um cristão, pois o faz renunciar ao que aprendeu no Evangelho: o amor solidário, o respeito pela dignidade do outro, o espírito de serviço.

Você pode até pensar: esse negócio de poder não tem nada a ver comigo. É um assunto para quem ocupa altos cargos na Igreja ou para os políticos de Brasília. É aí que você se engana. Todo mundo tem uma relação com o poder. Mesmo que não esteja em uma função de comando, está numa relação com quem comanda. E aí se mostra qual é a sua concepção de poder: o poder-prestígio ou o poder-serviço. O poder no mundo chega a ser um ídolo. Uns se fazem de deuses e outros de seus adoradores. Para cada mandão, na República como na Capela, há sempre um séquito de pessoas subservientes e bajuladoras.

Os discípulos tinham diante de si o exemplo de Jesus e o modelo da própria sociedade. O mau exemplo vinha dos fariseus, da turma do Templo, do próprio ambiente religioso. E nisso, é claro, imitava-se as disputas de poder da classe dominante, da corte de Herodes, do Sinédrio. Jesus, no jejum do deserto, tinha enfrentado essa tentação. O diabo tinha oferecido o poder sobre todos os reinos do mundo a Jesus, se o adorasse. Jesus reagiu. Submeter-se só à vontade de Deus. Nada de aliança com o mal. O poder-prestígio é sustentado por alianças perigosas e concessões à falcatrua, à propina, à troca de favores.

O exemplo de Jesus foi bem outro. Ele deu exemplo com sua vida, suas escolhas e deixou esse precioso ensinamento: eu não vim para ser servido, mas para servir. O exercício do poder em Jesus não afastava as pessoas de si e nem o isolava dos outros. Como Mestre no seu grupo de discípulos, puxava o diálogo, responsabilizava cada um e, para admiração de todos, chegou a lavar os seus pés como um empregado fazia. Servir - essa palavra deve marcar a vida de um cristão em cargos de liderança ou em postos de comando. Servir. Não ser servido. Colocar-se a serviço dos outros, do bem, da justiça, diferentemente do poder-prestígio que se serve dos outros, que busca o seu benefício pessoal, que quer ser o maior.


Guardando a mensagem

A tentação do poder-prestígio estava presente também no grupo dos discípulos de Jesus. Jesus exerceu o poder-serviço. E o ensinou claramente. Não veio para ser servido, mas para servir. E disse mais: Vejam como o poder é exercido na sociedade, percebam a opressão dos grandes. Entre vocês, não deve ser assim.

Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de vocês (Mt 20, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
somos a tua Igreja e nossa presença na sociedade precisa ser pautada pelo espírito de serviço. Animados pelo teu evangelho, queremos fomentar a fraternidade em nosso ambiente de trabalho, de convivência, em nossas famílias, pois, servir é a marca do cristão. Ajuda-nos, Senhor, a não incorporar na Igreja a tentação do poder-prestígio do mundo. Antes, levemos para a sociedade nossa experiência de poder-serviço vivido na comunidade cristã. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu diário espiritual (seu caderno de anotações), anote essa frase de Jesus e escreva o que você entende dela: “Entre vocês, não deverá ser assim” (Mt 20, 26).

Cantando a palavra

Profetas.

Comunicando para integrar

No programa de ontem, no Youtube, entrevistei o coordenador da comissão de Pastoral da Educação da Arquidiocese de Olinda e Recife, prof. Luiz Moura, sobre a Campanha da Fraternidade. Este é um tema em que devemos nos aprofundar nesta Quaresma. Então, no caso de você não ter visto o programa, recomendo-lhe que o assista. Ontem, eu lhe enviei o link. 

Para qualquer contato conosco, use o nosso Whatsapp 81 3224-9284.

Dizia Dom Hélder, com propriedade: "Quem não vive para servir, não serve para viver". 

Até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

ENTRE VOCÊS, NÃO SEJA ASSIM



17 de outubro de 2021

29º Domingo do Tempo Comum


EVANGELHO


Mc 10,35-45

Naquele tempo, 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?”
37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!”
38Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”.
41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

MEDITAÇÃO


Vocês não sabem o que estão pedindo (Mc 10,38)

Jesus estava indo a Jerusalém, na sua grande viagem que culminaria na paixão. Essa é a lógica de sua vida: dar-se a si mesmo pelos outros. Ele nos resgata, pagando o preço de nossas vidas, como se fazia no resgate dos escravos. E o preço foi alto: a sua própria vida. Essa é a lógica de Jesus: servir, dando sua vida por nós. É assim que ele exerce o seu poder divino: inclina-se sobre a humanidade pecadora para lavar-lhe os pés, como servo, como escravo; purifica-nos, lavando-nos com o seu sangue derramado, tomando na cruz o nosso lugar de pecadores. Não veio para ser servido, mas para servir. Servir e dar a sua vida como resgate de muitos.

Ser cristão é assimilar essa lógica de Jesus. Ser discípulo é entrar nesse caminho e caminhar com ele, experimentando o poder como serviço aos outros. Jesus é o modelo. A vida cristã é um permanente compromisso de seguimento de Jesus e, portanto, de renúncia a modelos que estejam na contramão do evangelho. É permanente a tentação do poder como prestígio, como autopromoção, como busca de benefícios para si e para seus pares. Nesse modelo, ninguém dá a vida pelos outros. Serve-se dos outros para seu engrandecimento, buscando privilégios, enriquecimento, prestígio social. E para conseguir e manter essas benesses, humilha, oprime, discrimina, exclui os outros.

Nesse caminho para Jerusalém, Jesus se esforçava para explicar aos discípulos que o seu confronto com os grandes da capital lhe renderia a morte, mas não seria o fim. Dar a sua vida, em sintonia com a vontade do Pai, seria o coroamento do seu caminho, confirmado na ressurreição. Jesus falou disso várias vezes aos discípulos, no caminho. Mas eles tinham dificuldade para entender, justamente porque ainda não tinham assimilado a lógica do poder-serviço de Jesus. Foi assim que, dois dos discípulos, aproveitando a distância dos outros, fizeram um pedido suspeito a Jesus. Pediram não, eles quase exigiram. Queriam participar do poder de Jesus, quando este triunfasse em sua causa. “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória”. Queriam participar do poder de Jesus, comandar ao lado dele nos postos mais altos e destacados do seu governo ou sabe-se lá o que eles estavam pensando. Foi aí que Jesus lhes disse: “Vocês não sabem o questão pedindo”. E tentou que eles entendessem de outra forma. Até poderiam beber o cálice da perseguição e serem também batizados numa morte dolorosa como a sua, mas os cargos requeridos... isso não dependia dele. Ele também fazia a vontade do Pai.

O pedido interesseiro dos dois discípulos logo gerou um mal estar no grupo dos apóstolos. Claro, os outros também queriam participar do poder de Jesus. Sentiram-se passados pra trás. Jesus, então, juntou os doze e lhes fez uma bela catequese sobre o exercício do poder. Eles não deviam imitar o que viam no mundo que eles conheciam. Palavras de Jesus: “Vocês sabem que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Entre vocês, não deve ser assim”. E apresentou a sua vida como modelo: “eu não vim para ser servido, mas para servir. Quem quiser ser grande, seja o servo de vocês. Quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos”.

Guardando a mensagem

Vivemos em contato com experiências de poder que são o contrário do que Jesus fez e ensinou. Como disse Jesus: “Os chefes, os grandes tiranizam, oprimem as nações”. Não é a lógica de Jesus de estar a serviço do povo, como servos. É a lógica de servir-se do povo, como seus senhores. Não se quer garantir e promover os direitos de todos, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. Busca-se o poder como modo de garantir os interesses das elites sobre o povo. O Mestre continua nos instruindo: “Entre vocês, não seja assim”. Como ficou claro no caso dos dois discípulos, a tentação é permanente também no seio da comunidade eclesial. E a busca de privilégios e cargos sempre causa desunião e divisão dentro da Igreja. “Entre vocês, não seja assim”, continua nos ensinando o nosso Mestre e Senhor.

Vocês não sabem o que estão pedindo (Mc 10, 38)

Rezando a palavra

Rezemos a oração deste Mês Missionário:

Deus Pai, Filho e Espírito Santo, 
comunhão de amor,
compaixão e missão. 
Nós te suplicamos:
Derrama a luz da tua esperança sobre
a humanidade que padece a solidão, a pobreza,
a injustiça, agravadas pela pandemia.
Concede-nos a coragem para testemunhar,
com ousadia profética ,
tudo o que vimos e ouvimos de Jesus Cristo,
missionário do Pai.
Maria, mãe missionária, 
e São José, protetor da família,
inspirem-nos a sermos missionários
da compaixão e da esperança.
Amém.


Vivendo a palavra

Hoje é o nosso dia, o dia do Senhor e do povo redimido. Celebramos isto na Santa Missa. A Missa dominical é o nosso primeiro compromisso.

Deixo aqui agradecimentos sinceros a todos os que, de alguma forma, nos acompanharam no nosso 4º Acampamento Missionário. Deus os abençoe. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A TENTAÇÃO DO PODER




26 de maio de 2021

EVANGELHO


Mc 10,32-45

Naquele tempo, 32os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com. medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: 33“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. 34Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”. 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre. queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “Que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: ‘Vos não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.”

MEDITAÇÃO


Entre vocês não deve ser assim (Mc 10, 42)

Olha o papelão que fizeram Tiago e João, apóstolos de Jesus. Caladinhos, falaram com Jesus para quando ele tomasse posse no seu reino, um deles se sentar à sua direita e o outro à sua esquerda. Serem comandantes, ao lado de Jesus. Eh, já estão contaminados pelo vírus do poder. Quando os colegas souberem disso, sei não, vai dar confusão.

Você pode até pensar: esse negócio de poder não tem nada a ver comigo. É um assunto para quem ocupa altos cargos na Igreja ou para os políticos de Brasília. É aí que você se engana. Todo mundo tem uma relação com o poder. Mesmo que não esteja em uma função de comando, está numa relação com quem comanda. E aí se mostra qual é a sua concepção de poder: o poder-prestígio ou o poder-serviço. O poder no mundo chega a ser um ídolo. Uns se fazem de deuses e outros de seus adoradores. Para cada mandão, há um séquito de pessoas subservientes, bajuladoras, infantilizadas e avessas ao diálogo e ao espírito comunitário.

Apesar do exemplo de Jesus, os seus colaboradores mais próximos, os apóstolos, estão também tentados pela sede de poder. E já começam a disputar cargos, posição, prestígio. Aqueles dois claramente pretendem uma posição privilegiada (um à direita e outro à esquerda) ao lado de Jesus e, claro, acima dos outros. E essa pretensão logo espalha um mal-estar na comunidade dos apóstolos. O poder como prestígio, irmão gêmeo do enriquecimento duvidoso, semeia logo a discórdia, a desunião, a inveja e a competição doentia. É que ele agride gravemente o espírito comunitário. Essa tentação do poder-prestígio é um perigo para um cristão, pois o faz renunciar ao que aprendeu no Evangelho: o amor solidário, o respeito pela dignidade do outro, o espírito de serviço.

Os discípulos têm diante de si o exemplo de Jesus e o modelo da própria sociedade. O mau exemplo vem dos fariseus, da turma do Templo, do próprio ambiente religioso. E nisso, é claro, imitam-se as disputas de poder da classe dominante, da corte de Herodes, do Sinédrio. Jesus, no jejum do deserto, tinha enfrentado essa tentação. O diabo tinha oferecido o poder sobre todos os reinos do mundo, se o adorasse. Jesus reagiu. Submeter-se só à vontade de Deus. Nada de aliança com o mal. O poder-prestígio é sustentado por alianças perigosas e concessões à falcatrua, à propina, à troca de favores.

O exemplo de Jesus é bem outro. Ele dá exemplo com sua vida, suas escolhas e deixou esse precioso ensinamento: eu não vim para ser servido, mas para servir. O exercício do poder em Jesus não afastava as pessoas e nem o isolava dos outros. Como Mestre no seu grupo de discípulos, puxava o diálogo, responsabilizava cada um e, para admiração de todos, lavou os seus pés como um empregado fazia. Servir - essa palavra deve marcar a vida de um cristão em cargos de liderança ou em postos de comando. Servir. Não ser servido. Colocar-se a serviço dos outros, do bem, da justiça, diferentemente do poder-prestígio que se serve dos outros, que busca o seu benefício pessoal, que quer ser o maior.

Guardando a mensagem

A tentação do poder-prestígio estava presente também no grupo dos discípulos de Jesus. Jesus exerceu o poder-serviço. E o ensinou claramente. Não veio para ser servido, mas para servir. E disse mais: Vejam como o poder é exercido na sociedade, percebam a opressão dos grandes. Entre vocês, não deve ser assim. Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos.

Entre vocês não deve ser assim (Mc 10, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Somos a tua Igreja e nossa presença na sociedade precisa ser pautada pelo espírito de serviço. Animados por teu evangelho, queremos fomentar a fraternidade em nosso ambiente de trabalho, de convivência, em nossas famílias, pois, servir é a marca do cristão. Ajuda-nos, Senhor, a não ceder, na Igreja, à tentação do poder-prestígio do mundo. Antes, levemos para a sociedade nossa experiência de poder-serviço vivido na família e na comunidade cristã. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Vale, hoje, um exame de consciência sobre que tipo de liderança você exerce ou apoia: mais parecida com Jesus ou mais parecida com o espírito do mundo?

Dois convites para você. Amanhã, a Santa Missa das 11 horas (com transmissão pelo youtube e pelo facebook). E no dia 05 de junho, o Show online  dos 25 anos da AMA. Adquira o ingresso o quanto antes. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

QUEM QUER SER O MAIOR

Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de vocês (Mt 20, 27) 



25 de julho de 2019. 

A mãe de dois discípulos – Tiago e João – fez um pedido a Jesus: quando ele estivesse no poder, reservasse uma posição de destaque no seu governo para os seus dois filhos. Um à sua direita e outro à sua esquerda. Apesar do exemplo de Jesus, os seus colaboradores mais próximos, os apóstolos, estavam também tentados pela sede de poder. E já começavam a disputar cargos, posição, prestígio. Nem eles estavam entendendo a proposta de Jesus, nem a família deles. Pretendiam uma posição privilegiada (um à direita e outro à esquerda) ao lado de Jesus e, claro, acima dos outros. 

Logo essa pretensão dos dois discípulos espalhou um mal-estar na comunidade dos apóstolos. O poder como prestígio, irmão gêmeo do enriquecimento duvidoso, semeia logo a discórdia, a desunião, a inveja e a competição doentia. É que ele agride gravemente o espírito comunitário. Essa tentação do poder-prestígio é um perigo para um cristão, pois o faz renunciar ao que aprendeu no Evangelho: o amor solidário, o respeito pela dignidade do outro, o espírito de serviço. 

Você pode até pensar: esse negócio de poder não tem nada a ver comigo. É um assunto para quem ocupa altos cargos na Igreja ou para os políticos de Brasília. É aí que você se engana. Todo mundo tem uma relação com o poder. Mesmo que não esteja em uma função de comando, está numa relação com quem comanda. E aí se mostra qual é a sua concepção de poder: o poder-prestígio ou o poder-serviço. O poder no mundo chega a ser um ídolo. Uns se fazem de deuses e outros de seus adoradores. Para cada mandão, na República como na Capela, há sempre um séquito de pessoas subservientes e bajuladoras. 

Os discípulos tinham diante de si o exemplo de Jesus e o modelo da própria sociedade. O mau exemplo vinha dos fariseus, da turma do Templo, do próprio ambiente religioso. E nisso, é claro, imitava-se as disputas de poder da classe dominante, da corte de Herodes, do Sinédrio. Jesus, no jejum do deserto, tinha enfrentado essa tentação. O diabo tinha oferecido o poder sobre todos os reinos do mundo a Jesus, se o adorasse. Jesus reagiu. Submeter-se só à vontade de Deus. Nada de aliança com o mal. O poder-prestígio é sustentado por alianças perigosas e concessões à falcatrua, à propina, à troca de favores. 

O exemplo de Jesus foi bem outro. Ele deu exemplo com sua vida, suas escolhas e deixou esse precioso ensinamento: eu não vim para ser servido, mas para servir. O exercício do poder em Jesus não afastava as pessoas de si e nem o isolava dos outros. Como Mestre no seu grupo de discípulos, puxava o diálogo, responsabilizava cada um e, para admiração de todos, chegou a lavar os seus pés como um empregado fazia. Servir - essa palavra deve marcar a vida de um cristão em cargos de liderança ou em postos de comando. Servir. Não ser servido. Colocar-se a serviço dos outros, do bem, da justiça, diferentemente do poder-prestígio que se serve dos outros, que busca o seu benefício pessoal, que quer ser o maior. 

Guardando a mensagem 

A tentação do poder-prestígio estava presente também no grupo dos discípulos de Jesus. Jesus exerceu o poder-serviço. E o ensinou claramente. Não veio para ser servido, mas para servir. E disse mais: Vejam como o poder é exercido na sociedade, percebam a opressão dos grandes. Entre vocês, não deve ser assim.; 

Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de vocês (Mt 20, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 

Somos a tua Igreja e nossa presença na sociedade precisa ser pautada pelo espírito de serviço. Animados por teu evangelho, queremos fomentar a fraternidade em nosso ambiente de trabalho, de conivência, em nossas famílias, pois, servir é a marca do cristão. Ajuda-nos, Senhor, a não incorporar na Igreja a tentação do poder-prestígio do mundo. Antes, levemos para a sociedade nossa experiência de poder-serviço vivido na comunidade cristã. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

No seu caderno espiritual, anote essa frase de Jesus e escreva o que você entendeu dela: “Entre vocês não deverá ser assim” (Mt 20, 26). 

Pe. João Carlos Ribeiro – 25 de julho de 2019 


O AMOR E O SERVIÇO AOS MAIS HUMILDES

Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos? (Mt 25, 44)
11 de março de 2019.
Estamos fazendo, juntos, o caminho da Quaresma. Já estamos no sexto dia de nossa caminhada. O foco de hoje está no serviço da caridade, uma das áreas de atenção neste tempo de penitência.
Ontem, meditamos sobre as tentações. Uma das tentações de Jesus, e nossa também, foi a do poder opressor. O diabo disse que estava no comando dos reinos do mundo e que passaria tudo pra Jesus, contanto que ele o adorasse. Adorá-lo seria trair Deus, trocar Deus pelo diabo. A resposta de Jesus foi: “Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele servirás”. Veja como aí aparece “serviço”. “Só a ele servirás”. Jesus definiu a sua missão como serviço. “Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos”. Os seus seguidores participarão do seu reino, na medida em que forem servidores, como ele.
No evangelho de hoje, aparece claramente este tema do serviço, da caridade. Em Mateus, capítulo 25, Jesus fala de si mesmo como o rei pastor que, no final da história, reúne todos os povos, separando as ovelhas dos cabritos. As ovelhas irão para a vida eterna, os cabritos irão para o castigo eterno. O critério do juízo é muito simples e prático: você ter servido aos necessitados, mesmo sem se dar conta de que era a Jesus que estava servindo. Só isso. Se você amou a Jesus, servindo os irmãos em suas necessidades, você tem acesso ao reino preparado pelo Pai desde que o mundo começou. “Venham benditos do meu pai!” Se não amou Jesus nos irmãos sofredores, o final é triste. “Afastem-se de mim, malditos!”.
Jesus faz uma lista  de seis tipos de necessitados: o faminto, o sedento, o estrangeiro, o nu, o doente e o preso. É uma lista simbólica de todos os sofredores. Estranhamente não é uma lista de sete, como se podia esperar, para ser uma obra perfeita. Acho que a resposta é muito simples: o sétimo é o próprio Jesus.
O discípulo é um imitador do Mestre. Jesus, em sua missão redentora entre nós, foi um servidor. Para não ficar qualquer margem de dúvida, no final, ele lavou os pés dos discípulos. Nossa avaliação, diante de Deus, será sobre essa imitação de Jesus: se servimos aos irmãos necessitados, como Jesus que, cheio de compaixão, aproximou-se dos pobres, dos enfermos, dos oprimidos como servidor.
Guardando a mensagem
Esta página do evangelho é um ensinamento precioso sobre o serviço, sobre a caridade, mas tem uma grande novidade.  Já sabíamos que o amor ao pobre, ao necessitado e ao sofredor se realiza com ações, com compromisso, com a construção de uma sociedade inclusiva, com respeito pela dignidade humana de cada um. E Jesus acrescentou uma grande novidade: No amor aos “irmãos mais pequeninos”, como ele os chamava, está-se amando, servindo e honrando a ele mesmo. Jesus se sente defendido, protegido, promovido, amado quando fazemos isso aos sofredores. Ao servir os pequeninos, estamos imitando Jesus e mostrando nosso amor por ele. A Campanha da Fraternidade é uma escola quaresmal de caridade. Com a Campanha deste ano, por exemplo, podemos repensar nossos compromissos com a educação, com a segurança, o emprego, o meio ambiente, com a construção de um país respeitoso da dignidade e dos direitos de todos, especialmente dos mais pobres e sofredores.
Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos? (Mt 25, 44)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ajudar os pobres até que ajudamos. Somos todos sensíveis às campanhas de solidariedade, à esmola, ao socorro aos humilhados neste mundo. Ajudar os pobres não é tão difícil. Amar os pobres, como tu o fizeste, aí já é mais difícil. Difícil, porque amar é reconhecer a grandeza daquela pessoa desfigurada pela doença, pela droga, pelo desamparo; porque amar é engajamento na conquista dos seus direitos, no compromisso cidadão por uma sociedade justa e sem violência. Amar é comprometer-se com o outro, é entrar na comunhão com ele. Aí é bem mais difícil. Dá-nos, Senhor, que nesta quaresma, passemos de “ajudar os pobres” a “amar os pobres”. Ilumina-nos, Senhor, com a tua Palavra para que reconheçamos nos sofredores a tua presença e neles te honremos com nosso amor, amor de irmãos pelos mais pequeninos. Seja bendito o teu santo nome. hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Se você ainda não tem o seu caderno espiritual, adquira-o. Não é nada de muito especial. Qualquer agenda ou caderno serve. É um lugarzinho onde você possa ir anotando as inspirações que o Senhor lhe dá e os compromissos de crescimento que você vai assumindo. No seu caderno, reproduza a lista dos necessitados que o evangelho repete quatro vezes hoje.

Pe. João Carlos Ribeiro – 11.03.2019

HAJA PACIÊNCIA!

O que vocês estavam discutindo pelo caminho? (Mc 9, 33)
26 de fevereiro de 2019.
Jesus estava se dedicando à formação dos seus discípulos. Depois de um tempo de muita efervescência, ele foi se afastando daquelas multidões que viviam atrás dele. Era importante preparar os discípulos para os próximos acontecimentos. E para continuarem a missão, depois que ele se fosse. É muito importante perceber esse investimento de Jesus em tempo, atenção e formação das lideranças do seu movimento.
Mas, a perspectiva de Jesus não está sendo compreendida pelos discípulos, naquele momento. Jesus está pensando na sua entrega total, como servidor. Ele se explica dizendo que será entregue, será morto e ressuscitará ao terceiro dia. O auge do seu caminho será a morte e a ressurreição.
Os discípulos estão num pensamento muito diferente do de Jesus. Estão pensando em cargos, em privilégios. O auge do seu caminho não é a morte, a entrega total. O auge do seu caminho é a ascensão ao poder. No caminho, eles estão discutindo sobre quem será o maior, quem terá cargos mais prestigiados e maior participação no poder. Jesus quer ser o menor. Eles disputam sobre quem será o maior. Jesus está fazendo um caminho. Eles querem fazer carreira, não um caminho.
Essa incompreensão dos discípulos – alimentando um projeto bem diferente do de Jesus - fica clara nas palavras que aparecem no texto: eles não compreendiam, tinham medo de perguntar, ficaram calados quando Jesus perguntou sobre o que estavam conversando no caminho.
O evangelista informa que Jesus se sentou (sinal de que iria ensinar, sentado era a posição do Mestre). Sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e aquele que serve a todos”. Foi quando Jesus pôs uma criança no meio deles e a abraçou. E disse que quem a recebesse em seu nome, o estaria acolhendo.
Além do sentido habitual que já damos a esse episódio, podemos pensar também que acolher Jesus como se acolhe uma criança é aproximar-se dele, desinteressadamente. Nós sempre nos aproximamos dele interessados em alguma coisa. Acolher Jesus é identificar-se com ele, partilhar o seu sonho e o seu compromisso de serviço até à entrega da própria vida.
Guardando a mensagem
Nós, discípulos de hoje, continuamos a pensar e agir como os primeiros discípulos de Jesus. É que estamos mais facilmente de acordo com o espírito do mundo do que com o espírito do evangelho. Nas famílias, nas comunidades, na Igreja, estamos sempre disputando cargos, procurando os privilégios do poder ou alimentando essas disputas em nosso meio. Jesus se colocou, entre nós, como servidor. O seu caminho foi o do serviço, até a entrega de sua vida. Como seus discípulos, nossa vocação é o serviço. Somos servos uns dos outros, não senhores. É assim que devemos acolher Jesus, como servo. É assim que precisamos imitá-lo, como servidores.
O que vocês estavam discutindo pelo caminho? (Mc 9, 33)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Nós entendemos bem o que se passava na cabeça daquele teu primeiro grupo de seguidores. Nós vivemos tentados da mesma forma. O poder nos encanta. Não somente queremos ser os tais, mas nos sentimos atraídos por quem é, humanamente, grande e poderoso. Valorizamos, em primeiro lugar, os cargos prestigiados na sociedade e na Igreja. E desprezamos as profissões aparentemente humildes, as funções aos nossos olhos mais simples. Tens que ter muita paciência conosco, Senhor. Nem sempre te acolhemos como servidor, preferimos te aplaudir como rei e dominador. E assim, nos dispensamos de seguir o teu caminho de serviço e entrega amorosa até o fim. Que a tua palavra hoje soe como um forte convite à nossa conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.  
Vamos viver a palavra
Você já tem o seu caderno espiritual? Seria tão bom tê-lo! Seria um apoio a mais no seu crescimento espiritual. Bom, no seu caderno, responda à pergunta de Jesus: “O que vocês têm discutido pelo caminho?”.

Pe. João Carlos Ribeiro – 26.02.2019

A TENTAÇÃO DO PODER


Entre vocês não deve ser assim (Mc 10, 42)
30 de maio de 2018.
Olha o papelão que fizeram Tiago e João, apóstolos de Jesus. Caladinhos, falaram com Jesus para quando ele tomasse posse no seu reino, um deles se sentar à sua direita e o outro à sua esquerda. Serem comandantes, ao lado de Jesus. Eh, já estão contaminados pelo vírus do poder. Quando os colegas souberem disso, sei não, vai dar confusão.
Você pode até pensar: esse negócio de poder não tem nada a ver comigo. É um assunto para quem ocupa altos cargos na Igreja ou para os políticos de Brasília. É aí que você se engana. Todo mundo tem uma relação com o poder. Mesmo que não esteja em uma função de comando, está numa relação com quem comanda. E aí se mostra qual é a sua concepção de poder: o poder-prestígio ou o poder-serviço. O poder no mundo chega a ser um ídolo. Uns se fazem de deuses e outros de seus adoradores. Para cada mandão, na República como na Capela, há um séquito de pessoas subservientes, bajuladoras, infantilizadas e avessas ao diálogo e ao espírito comunitário.
Apesar do exemplo de Jesus, os seus colaboradores mais próximos, os apóstolos, estão também tentados pela sede de poder. E já começam a disputar cargos, posição, prestígio. Aqueles dois claramente pretendem uma posição privilegiada (um à direita e outro à esquerda) ao lado de Jesus e, claro, acima dos outros. E essa pretensão logo espalha um mal-estar na comunidade dos apóstolos. O poder como prestígio, irmão gêmeo do enriquecimento duvidoso, semeia logo a discórdia, a desunião, a inveja e a competição doentia. É que ele agride gravemente o espírito comunitário. Essa tentação do poder-prestígio é um perigo para um cristão, pois o faz renunciar ao que aprendeu no Evangelho: o amor solidário, o respeito pela dignidade do outro, o espírito de serviço.
Os discípulos têm diante de si o exemplo de Jesus e o modelo da própria sociedade. O mau exemplo vem dos fariseus, da turma do Templo, do próprio ambiente religioso. E nisso, é claro, imitam-se as disputas de poder da classe dominante, da corte de Herodes, do Sinédrio. Jesus, no jejum do deserto, tinha enfrentado essa tentação. O diabo tinha oferecido o poder sobre todos os reinos do mundo, se o adorasse. Jesus reagiu. Submeter-se só à vontade de Deus. Nada de aliança com o mal. O poder-prestígio é sustentado por alianças perigosas e concessões à falcatrua, à propina, à troca de favores.
O exemplo de Jesus é bem outro. Ele dá exemplo com sua vida, suas escolhas e deixou esse precioso ensinamento: eu não vim para ser servido, mas para servir. O exercício do poder em Jesus não afastava as pessoas e nem o isolava dos outros. Como Mestre no seu grupo de discípulos, puxava o diálogo, responsabilizava cada um e, para admiração de todos, lavou os seus pés como um empregado fazia. Servir - essa palavra deve marcar a vida de um cristão em cargos de liderança ou em postos de comando. Servir. Não ser servido. Colocar-se a serviço dos outros, do bem, da justiça, diferentemente do poder-prestígio que se serve dos outros, que busca o seu benefício pessoal, que quer ser o maior.
Vamos guardar a mensagem
A tentação do poder-prestígio estava presente também no grupo dos discípulos de Jesus. Jesus exerceu o poder-serviço. E o ensinou claramente. Não veio para ser servido, mas para servir. E disse mais: Vejam como o poder é exercido na sociedade, percebam a opressão dos grandes. Entre vocês, não deve ser assim. Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos.
Entre vocês não deve ser assim (Mc 10, 42)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Somos a tua Igreja e nossa presença na sociedade precisa ser pautada pelo espírito de serviço. Animados por teu evangelho, queremos fomentar a fraternidade em nosso ambiente de trabalho, de convivência, em nossas famílias, pois, servir é a marca do cristão. Ajuda-nos, Senhor,  a não ceder, na Igreja, à tentação do poder-prestígio do mundo. Antes, levemos para a sociedade nossa experiência de poder-serviço vivido na família e na comunidade cristã. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Estamos vivendo um momento delicado no Brasil, com as manifestações dos caminhoneiros. Tudo isso envolve o tema do poder. Prestar bem atenção ao que está acontecendo é uma forma de viver a palavra.

Pe. João Carlos Ribeiro – 30.05.2018

ASSIM NÃO

O Filho do Homem não veio para ser servido, mas servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos (Mt 20,28).
Você pode até pensar: esse negócio de poder não tem nada a ver comigo. É um assunto para quem ocupa altos cargos na Igreja ou para os políticos de Brasília. É aí que você se engana. Todo mundo tem uma relação com o poder. Mesmo que não esteja em uma função de comando, está numa relação com quem comanda. E aí se mostra qual é a sua concepção de poder: o poder-prestígio ou o poder-serviço. O poder no mundo chega a ser um ídolo. Uns se fazem de deuses e outros de seus adoradores. Para cada mandão, na República como na Capela, há um séquito de pessoas subservientes, bajuladoras, infantilizadas e avessas ao diálogo e ao espírito comunitário.
A mãe de dois discípulos – Tiago e João – fez um pedido a Jesus: que, quando ele estivesse no poder, reservasse uma posição de destaque no seu governo para os seus dois filhos. Um à sua direita e outro à sua esquerda. Apesar do exemplo de Jesus, os seus colaboradores mais próximos, os apóstolos, estavam também tentados pela sede de poder. Queriam cargos, posição, prestígio. Nem eles estavam entendendo a proposta de Jesus, nem a família deles. Pretendiam uma posição privilegiada ao lado do Mestre (um à direita e outro à esquerda), ao lado de Jesus e, claro, acima dos outros.
Logo essa pretensão dos dois discípulos espalhou um mal-estar na comunidade dos apóstolos. O poder como prestígio, irmão gêmeo do enriquecimento duvidoso, semeia logo a discórdia, a desunião, a inveja e a competição doentia. É que ele agride gravemente o espírito comunitário. Essa tentação do poder-prestígio é um perigo para um cristão, pois o faz renunciar ao que aprendeu no Evangelho: o amor solidário, o respeito pela dignidade do outro, o espírito de serviço.
Os discípulos tinham diante de si o exemplo de Jesus e o modelo da própria sociedade. O mau exemplo vinha dos fariseus, da turma do templo, do próprio ambiente religioso. E nisso, é claro, imitava-se as disputas de poder na classe dominante, na corte de Herodes, no Sinédrio. Jesus, no jejum do deserto, tinha enfrentado essa tentação. O diabo tinha oferecido o poder sobre todos os reinos do mundo a Jesus se o adorasse. Jesus reagiu. Submeter-se só à vontade de Deus. Nada de aliança com o mal. O poder-prestígio é sustentado por alianças perigosas e concessões à falcatrua, à propina, à troca de favores.
O exemplo de Jesus foi bem outro. Ele deu exemplo com sua vida, suas escolhas e deixou esse precioso ensinamento: eu não vim para ser servido, mas para servir. O exercício do poder em Jesus não afastava as pessoas de si e nem o isolava dos outros. Como Mestre no seu grupo de discípulos, puxava o diálogo, responsabilizava cada um e, para admiração de todos, chegou a lavar os seus pés como um empregado fazia. Servir, essa palavra deve marcar a vida de um cristão em cargos de liderança ou em postos de comando. Servir. Não ser servido. Colocar-se a serviço dos outros, do bem, da justiça, diferentemente do poder-prestígio que se serve dos outros, que busca o seu benefício pessoal, que quer ser o maior.

15 de abril - 101 anos do naufrágio do Titanic

Cem anos depois do triste episódio do Titanic, um novo navio zarpou do mesmo porto de Southampton, no sul da Inglaterra, para refazer durante 12 dias a viagem do Titanic, que naufragou em 1912. Entre os passageiros do cruzeiro, viajam turistas de 28 países e parentes de vítimas e sobreviventes do naufrágio, assim como especialistas em sua história.

Era ou não era rei?

Não é só chamar Jesus de rei. Se isso for uma assimilação da pessoa de Jesus com os senhores deste mundo, aí chamá-lo de rei pode ser até uma blasfêmia. Mas, na tradição bíblica Deus é Rei. Mas, não é rei como Faraó ou como Nabucodonor.

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