PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: solidariedade
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Algum doente por aí precisa da visita de Jesus?



   06 de setembro de 2023.   

Quarta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 4,38-44

Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.
40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.
42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.



   Meditação.   

A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela (Lc 4, 38).

Jesus está num dia memorável de evangelização na cidade de Cafarnaum. Na Sinagoga, ele liberta uma pessoa possuída por um espírito mal. Na casa de Simão, ele socorre a sogra acamada. Na entrada da cidade, um lugar público de reuniões populares, ele acolhe e cura muitos enfermos. Jesus mostra-se libertador no espaço religioso, a sinagoga; no espaço da casa, a família de Simão; no espaço público, às portas da cidade.

No breve relato da presença de Jesus na casa de Simão, observemos três coisas. Membros da família pedem a Jesus em favor da sogra de Simão acamada;  Jesus a visita, tirando-lhe a febre; e ela, uma vez restabelecida, levanta-se e vai servi-los.

Sempre tem gente doente, precisando da visita de Jesus. Importante é que haja quem apresente essas pessoas a Jesus, quem as recomende à sua atenção. É o papel da oração. Na oração de intercessão, aparece a compaixão que temos pelo nosso próximo, a solidariedade que nos move a pedir em seu favor. É a oração pelo necessitado, por quem está precisando.

Jesus sendo informado, não fica indiferente. Ele visita o doente, liberta a pessoa. E você sabe, ele costuma visitar através de um médico, de um especialista, de um padre que administra o sacramento da unção dos enfermos.

A disposição da sogra nos causa admiração. Estava acamada, com febre. Levanta-se, restabelecida pela visita de Jesus, e vai servir. Com certeza, ajuda a por a mesa para o almoço e outras coisas. Quem recebe a graça da saúde, se estiver no caminho de Jesus, torna-se um servidor, alguém comprometido com o bem dos outros. Esta é uma bela lição.

Neste relato da cura da sogra, lendo a passagem paralela no evangelho de São Marcos (Mc 1 29-45), observemos e aprendamos com Jesus três atitudes da caridade cristã: proximidade, solidariedade e apoio.

O evangelho nos diz como Jesus agiu em relação à sogra de Simão acamada e como devemos agir diante do doente. Ele se aproximou. Segurou sua mão. E ajudou-a a levantar-se. Neste ELE SE APROXIMOU já está a primeira atitude: proximidade. O Papa escreveu em uma de suas mensagens: “A proximidade é um bálsamo precioso, que dá apoio e consolação a quem sofre na doença”. O bom samaritano viu e aproximou-se do homem caído na estrada, vítima de assaltantes. Proximidade é a superação da indiferença. Indiferença é não ligar para o sofrimento dos outros, não sentir a dor alheia.

Depois de ter se aproximado, ELE SEGUROU A SUA MÃO. Bastaria ter dado uma bênção ou uma ordem para a febre dela passar. Mas, ele segurou sua mão, numa demonstração de consideração e afeto. Mostrou-se misericordioso, solidário. Solidariedade é a segunda atitude. Solidariedade como expressão de afeto e respeito pelo ser humano adoecido. Solidariedade que vence a esmola pela partilha. Solidariedade que é vitória contra o egoísmo que estrutura vidas e a própria sociedade.

Aproximou-se, segurou a sua mão e AJUDOU-A A LEVANTAR-SE: o apoio de quem estava ao seu lado, oferecendo o braço, acompanhando o seu esforço. E ela, sentindo-se apoiada e estimulada, aos poucos levanta-se, vencendo a condição de acamada. É o papel do educador na emancipação das pessoas. Apoio é a terceira atitude.


Guardando a mensagem

Saindo da Sinagoga, em Cafarnaum, Jesus vai à casa de Simão. Lá, apresentam-lhe a situação da sogra acamada, com febre alta. Jesus interessou-se pela doente e a curou. Ela, quando se viu com saúde, levantou-se e foi servir a Jesus e ao seu grupo. Muitas coisas podemos aprender nessa cena: o valor da oração de intercessão pela qual apresentamos nossas necessidades ao Senhor; a misericórdia de Jesus que vem ao nosso encontro em nossas tribulações; e a atitude de serviço própria de quem está no caminho de Jesus.

A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela (Lc 4, 38).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
em nossa prece de hoje, queremos te apresentar os doentes, particularmente os de nossas famílias, as pessoas enfermas que nós conhecemos, em casa ou no hospital. Também pedimos em favor dos seus acompanhantes. Queremos fazer como os que te acompanharam à casa de Simão e André. Queremos falar deles a ti, apresentar-te sua situação e seu sofrimento. E pedir em favor deles. Na casa de Simão, sabendo da situação daquela mulher acamada, com febre, tu te aproximaste, tomaste-a pela mão e a levantaste. Acabou-se a febre, desapareceu a doença. Onde chegas com tua presença bendita, o mal se afasta. É o Reino de Deus que chega com tua bondade e tua misericórdia. Onde tocas, com tuas mãos benditas, renasce a vida, comunicas a graça e a bênção. É isso que te pedimos para os nossos enfermos. Visita-os, abençoa-os, comunica-lhes a saúde. Confiamos hoje nossos doentes à tua misericórdia, Senhor. Amém.


Vivendo a palavra

Apresente, hoje, ao Senhor, o nome dos doentes de sua família. E lhe peça para você ter os seus mesmos sentimentos e atitudes em relação aos enfermos e necessitados: proximidade, solidariedade e apoio.

Comunicando

E você já começou a ler a Carta aos Efésios? É a nossa tarefa nessa semana. O curso bíblico sobre a Carta aos Efésios será nos dias 25 a 30 de setembro, à noite, começando sempre às 20 horas, pelo Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

Confiamos nossos doentes ao Senhor!




31 de agosto de 2022

Quarta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO


Lc 4,38-44

Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.
40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.
42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.



MEDITAÇÃO

A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela (Lc 4, 38).

Jesus está num dia memorável de evangelização na cidade de Cafarnaum. Na Sinagoga, ele liberta uma pessoa possuída por um espírito mal. Na casa de Simão, ele socorre a sogra acamada. Na entrada da cidade, um lugar público de reuniões populares, ele acolhe e cura muitos enfermos. Jesus mostra-se libertador no espaço religioso, a sinagoga; no espaço da casa, a família de Simão; no espaço público, às portas da cidade.

No breve relato da presença de Jesus na casa de Simão, observemos três coisas. Membros da família pedem a Jesus em favor da sogra de Simão acamada;  Jesus a visita, tirando-lhe a febre; e ela, uma vez restabelecida, levanta-se e vai servi-los.

Sempre tem gente doente, precisando da visita de Jesus. Importante é que haja quem apresente essas pessoas a Jesus, quem as recomende à sua atenção. É o papel da oração. Na oração de intercessão, aparece a compaixão que temos pelo nosso próximo, a solidariedade que nos move a pedir em seu favor. É a oração pelo necessitado, por quem está precisando.

Jesus sendo informado, não fica indiferente. Ele visita o doente, liberta a pessoa. E você sabe, ele costuma visitar através de um médico, de um especialista, de um padre que administra o sacramento da unção dos enfermos.

A disposição da sogra nos causa admiração. Estava acamada, com febre. Levanta-se, restabelecida pela visita de Jesus, e vai servir. Com certeza, ajuda a por a mesa para o almoço e outras coisas. Quem recebe a graça da saúde, se estiver no caminho de Jesus, torna-se um servidor, alguém comprometido com o bem dos outros. Esta é uma bela lição.

Neste relato da cura da sogra, lendo a passagem paralela no evangelho de São Marcos (Mc 1 29-45), observemos e aprendamos com Jesus três atitudes da caridade cristã: proximidade, solidariedade e apoio.

O evangelho nos diz como Jesus agiu em relação à sogra de Simão acamada e como devemos agir diante do doente. Ele se aproximou. Segurou sua mão. E ajudou-a a levantar-se. Neste ELE SE APROXIMOU já está a primeira atitude: proximidade. O Papa escreveu em uma de suas mensagens: “A proximidade é um bálsamo precioso, que dá apoio e consolação a quem sofre na doença”. O bom samaritano viu e aproximou-se do homem caído na estrada, vítima de assaltantes. Proximidade é a superação da indiferença. Indiferença é não ligar para o sofrimento dos outros, não sentir a dor alheia.

Depois de ter se aproximado, ELE SEGUROU A SUA MÃO. Bastaria ter dado uma bênção ou uma ordem para a febre dela passar. Mas, ele segurou sua mão, numa demonstração de consideração e afeto. Mostrou-se misericordioso, solidário. Solidariedade é a segunda atitude. Solidariedade como expressão de afeto e respeito pelo ser humano adoecido. Solidariedade que vence a esmola pela partilha. Solidariedade que é vitória contra o egoísmo que estrutura vidas e a própria sociedade.

Aproximou-se, segurou a sua mão e AJUDOU-A A LEVANTAR-SE: o apoio de quem estava ao seu lado, oferecendo o braço, acompanhando o seu esforço. E ela, sentindo-se apoiada e estimulada, aos poucos levanta-se, vencendo a condição de acamada. É o papel do educador na emancipação das pessoas. Apoio é a terceira atitude.


Guardando a mensagem

Saindo da Sinagoga, em Cafarnaum, Jesus vai à casa de Simão. Lá, apresentam-lhe a situação da sogra acamada, com febre alta. Jesus interessou-se pela doente e a curou. Ela, quando se viu com saúde, levantou-se e foi servir a Jesus e ao seu grupo. Muitas coisas podemos aprender nessa cena: o valor da oração de intercessão pela qual apresentamos nossas necessidades ao Senhor; a misericórdia de Jesus que vem ao nosso encontro em nossas tribulações; e a atitude de serviço própria de quem está no caminho de Jesus.

A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela (Lc 4, 38).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
em nossa prece de hoje, queremos te apresentar os doentes, particularmente os de nossas famílias, as pessoas enfermas que nós conhecemos, em casa ou no hospital. Também pedimos em favor dos seus acompanhantes. Queremos fazer como os que te acompanharam à casa de Simão e André. Queremos falar deles a ti, apresentar-te sua situação e seu sofrimento. E pedir em favor deles. Na casa de Simão, sabendo da situação daquela mulher acamada, com febre, tu te aproximaste, tomaste-a pela mão e a levantaste. Acabou-se a febre, desapareceu a doença. Onde chegas com tua presença bendita, o mal se afasta. É o Reino de Deus que chega com tua bondade e tua misericórdia. Onde tocas, com tuas mãos benditas, renasce a vida, comunicas a graça e a bênção. É isso que te pedimos para os nossos enfermos. Visita-os, abençoa-os, comunica-lhes a saúde. Confiamos hoje nossos doentes à tua misericórdia, Senhor. Amém.


Vivendo a palavra

Apresente, hoje, ao Senhor, o nome dos doentes de sua família. E lhe peça para você ter os seus mesmos sentimentos e atitudes em relação aos enfermos e necessitados: proximidade, solidariedade e apoio.

Comunicando

Neste sábado, 03 de setembro, faço show na Romaria do Frei Damião, na cidade de São Joaquim do Monte. E no domingo, dia 04, o show é em Maranguape 2, Município do Paulista, na festa de N. Senhora dos Prazeres. São Joaquim do Monte e Paulista são cidades do estado de Pernambuco.

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

CONVERSÃO, PARTILHA, SOLIDARIEDADE

 

12 de dezembro de 2021

3º Domingo do Advento

 

EVANGELHO


Lc 3, 10-18


Naquele tempo:

10As multidões perguntavam a João: 'Que devemos fazer?'

11João respondia: 'Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, 

faça o mesmo!'

12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: 'Mestre, 

que devemos fazer?'

13João respondeu: 'Não cobreis mais do que foi estabelecido.'

14Havia também soldados que perguntavam: 'E nós, que devemos fazer?'

João respondia: 'Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai 

satisfeitos com o vosso salário!'

15O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias.

16Por isso, João declarou a todos: 'Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte 

do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no 

Espírito Santo e no fogo.

17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele 

a queimará no fogo que não se apaga.'

18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa-Nova.


MEDITAÇÃO


Quem tiver duas túnicas compartilhe com aquele que não tem. 

Quem tiver o que comer, faça o mesmo (Lc 3,11)


Jesus vem. É o mote desse tempo do Advento. Jesus está chegando. Precisamos nos preparar.

Precisamos preparar a sua chegada. E qual será o modo melhor de nos prepararmos para sua vinda? 

Esse terceiro domingo do Advento responde. Ele nos apresenta a figura João Batista que nos traz 

uma mensagem de conversão. A sua pregação é essa: "Convertam-se porque o reino dos céus 

está próximo". Ele está preparando o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. O modo

 melhor de nos prepararmos para o encontro com o Senhor é a conversão.


João está pregando no deserto e batizando no rio Jordão. "Deserto", lembra o longo tempo em que 

o povo peregrinou até entrar na Terra Prometida: Tempo de purificação. Tempo de celebração da 

Aliança. No deserto, o povo recebeu a Lei para ser o povo de Deus. Lá, fez aliança com o Senhor. 

No deserto, tornou-se povo de Deus, povo da Aliança. A entrada na Terra Prometida deu-se pelo 

Rio Jordão. João está nesse cenário: Deserto e Jordão. A imagem já fala por si mesma: Voltemos

 à aliança com Deus.


Às vésperas da chegada do Messias, o profeta está atraindo o povo para o deserto. E prega a 

chegada iminente do Messias. E a necessidade de cada um abandonar sua vida errada e 

restabelecer sua aliança com o Senhor. Os que confessam seus pecados são batizados por ele, 

no Rio Jordão. É o batismo purificador, preparando o povo para o encontro com o Senhor que

está chegando. Um povo que está sendo restaurado na sua condição de povo de Deus, pela 

Palavra que está sendo anunciada e pelo banho purificador da água. É isso que está acontecendo 

ali, no deserto da Judeia.


A partilha e a solidariedade são sinais de conversão. Afastando-se do egoísmo e da indiferença, 

a pessoa mostra que se importa com a dor e o sofrimento dos seus irmãos. A quem perguntava, 

João indicavam o caminho: a partilha, a justiça, a solidariedade. Repartir comida e roupa, mesmo 

sendo pobres e tendo pouco, cada um na sua profissão agindo com honestidade e espírito de serviço. 

Assim ele dava conselho aos cobradores de impostos, aos soldados, etc. Afinal, renovar-se no 

seu comportamento, nos seus compromissos, na sua vida.


João é uma figura impressionante, pela sua austeridade de vida, pelo anúncio da vinda do 

Messias e pela sua pregação clara sobre conversão, a mudança de vida. E mais: para não 

deixar qualquer dúvida sobre sua função auxiliar, apresenta a figura do Messias como muito

superior a si próprio. “Eu nem sou digno de desamarrar suas sandálias”. É o servo que lava os 

pés do seu senhor. João nem se acha digno de ser servo do Messias. E o batismo do Messias é 

igualmente superior. “Eu batizo vocês com água. Ele vai batizar com o Espírito Santo e com fogo”. 

O fogo é um símbolo de purificação. No livro do profeta Malaquias está dito que o Messias vem com

fogo do fundidor ou refinador do ouro: vai purificar o seu povo. O forno do fundidor separa o ouro das 

impurezas.

 


 

Guardando a mensagem


O senhor veio. Vamos celebrar a sua primeira vinda no Natal. O Senhor vem. Vem sempre ao 

nosso encontro nos acontecimentos de nossa vida e de tantas maneiras surpreendentes. O senhor 

virá definitivamente no último dia. Como podemos nos preparar para o nosso encontro com Ele? 

Pela conversão. Pela mudança de vida. Por uma vida de aliança com o Senhor. Produzindo frutos 

de caridade, de justiça, de fraternidade. 


Quem tiver duas túnicas compartilhe com aquele que não tem. 

Quem tiver o comer, faça o mesmo (Lc 3,11)


Cinco segundos para você falar com Deus…


Rezando a Palavra 


Senhor Jesus,

Este tempo de Advento, preparando-nos para o teu Natal e para tua segunda vinda, é uma grande
convocação para conversão. É como se vivêssemos no tempo de João Batista, um tempo de
preparação para tua chegada. Dá-nos, Senhor, acolher os apelos deste tempo abençoado e
voltarmos para Ti de todo coração. Concede que brote de nossos corações abrasados por tua
palavra gestos de partilha e solidariedade com os irmãos mais pobres e sofredores. Seja bendito
o teu santo nome, hoje e sempre. Amém!.


Vivendo a Palavra


Faça o propósito, de neste ano, participar da Novena de Natal. É uma forma concreta de cultivar um
espaço de oração e escuta da palavra de Deus, nesta proximidade do Natal.


Quarta-feira próxima, dia 15, começa a Novena de Natal, que nós vamos realizar pelas redes sociais.
Os encontros vão do dia 15 ao dia 23 desse mês, sempre às 15h, e você pode nos acompanhar
pelo Facebook ou pelo YouTube.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O POUCO COM DEUS É MUITO


Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes (Jo 6, 9)

24 de abril de 2020

A multidão está faminta. Jesus quer alimentá-la. Mesmo se tivessem duzentas moedas de prata, daria só um pedaço de pão pra cada um, avaliou um dos discípulos. Mas aparece um menino com uma ajuda: cinco pães de cevada e dois peixes. Era, com certeza, a refeição de sua família naquela jornada fora de casa. Era pouco. Mas, o pouco com Deus é muito. Esse pouco é a matéria com a qual Jesus vai alimentar aquelas cinco mil pessoas. Todos se sentam. Jesus pega os cinco pães de cevada, reza a oração de ação de graças e os distribui com todos. O mesmo, ele faz com os peixes. Deu pra todo mundo. Ainda manda recolher as sobras, para que nada se perca.

A multidão continua faminta. Fome de pão, de orientação; fome de educação, de saúde, de segurança; fome de justiça. Tantas situações estão esperando solução em sua casa, no seu trabalho, em sua comunidade. E você fica esperando soluções milionárias. “Se eu tivesse uma boa situação, eu ajudaria. Se Deus quiser, vou ganhar na loteria... aí contem comigo.. Ah, só se aparecer uma ajuda do exterior...”. Essa mentalidade leva ao desprezo da colaboração do pequeno. Assim, se age como aquele discípulo que achava que só dava pra se mexer se tivesse 200 moedas de prata para então, quem sabe, dar um pedacinho de pão a cada um. O ensinamento de Jesus, particularmente no evangelho de hoje, é a valorização da contribuição dos pequenos na solução dos problemas.

Tantas situações estão esperando solução em sua casa, no seu trabalho, em sua comunidade. E você fica esperando soluções messiânicas. “Vamos eleger um governante de respeito, ele vai resolver a situação. Tá chegando um cara aí formado nos Estados Unidos... se ele não resolver, ninguém mais resolve. Ah, tudo depende do padre, se o padre for bom, a construção termina rapidinho”. Em vez de se assumir a solução do problema, com as forças que se tem, fica-se esperando um salvador da pátria. Assim, você continua de braços cruzados, passando para outro a solução dos problemas. Nós temos nossa parcela de responsabilidade na solução dos problemas.

Tantas situações estão esperando solução em sua casa, no seu trabalho, em sua comunidade. E você não dá um passo, porque se resignou que aquilo não tem mais jeito. “Ah, isso sempre foi assim, não muda. Pode-se fazer o que quiser, mas nada se consegue. O mal é muito grande, a corrupção é muito antiga, o pequeno nasceu pra padecer.” Tem muita gente imobilizada por essa mentalidade determinista, que no fundo é acomodada e reacionária. Isso denota falta de confiança na sua própria força, na força dos outros e, também, na força de Deus. Na fé, fazemos as contas também com Deus, com sua graça, com sua providência. Ele abriu o mar vermelho para o povo que marchou em fuga no deserto. Ele alimentou o povo peregrino no deserto com o maná. Fazemos as contas, especialmente, com Deus.

Tantas situações estão esperando solução em sua casa, no seu trabalho, em sua comunidade. E você não se mexe porque considera que aquilo é problema dos outros, não é problema seu, não é de sua responsabilidade. Na narração da multiplicação de pães do Evangelho de Marcos, os discípulos sugeriram que Jesus despedisse a multidão, mandasse o povo se arrumar por sua conta. Jesus foi forte: “Vocês mesmos dêem de comer a essa gente”, isto é, vocês são responsáveis para encontrar uma solução para a fome do povo. Somos responsáveis uns pelos outros.

A refeição da multidão foi também uma preparação para o sacramento da ceia eucarística. Sem uma mentalidade de compromisso com o bem comum, de solidariedade, de partilha, não se compreende a eucaristia.

Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes (Jo 6, 9)

Rezando a Palavra

Neste 24 de abril, comemoração mensal de N. Sra. Auxiliadora, rezemos o ATO DE ENTREGA, nos colocando sob sua proteção nesses dias difíceis dessa pandemia:

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa mãe terníssima e poderoso Auxílio dos Cristãos, nós nos consagramos inteiramente a Vós, para que nos conduzais nos caminhos do Senhor.

Pedimo-vos, ó Mãe querida, a vossa proteção sobre nossas famílias, sobre os idosos, os jovens, os pobres, particularmente sobre os que contraíram esse vírus.

Sede para todos, ó Virgem Maria, doce Esperança e Mãe de misericórdia. Como em tantos outros momentos trágicos da vida da humanidade e da Igreja, vinde socorrer-nos, Senhora.

Que todos encontremos abrigo sob o vosso manto de Mãe. Com vosso auxílio e vossa intercessão, sejamos vitoriosos contra os inimigos de nosso corpo e de nossa alma.

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.


Vivendo a Palavra

Quando for tomar as refeições principais, hoje, não se esqueça de rezar. Estando em casa e em família, agora com mais tempo, não se esqueça de, antes da refeição, bendizer a Deus pelo alimento e prometer, no seu coração, ser sempre mais solidário com quem não tem uma refeição decente.

Pe .João Carlos Ribeiro, sdb

O JEJUM E A CONVERSÃO DO CORAÇÃO

Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão (Mt 9, 15)


28 de fevereiro de 2020.



Chegamos ao terceiro dia da Quaresma. É muito importante que a gente não perca nenhum dia deste programa de crescimento que é a Quaresma. O passo a ser dado hoje é entender o jejum, como expressão de nossa conversão. 

A pergunta veio de um grupo muito querido de Jesus, os discípulos de João. Jesus tinha participado do batismo de João Batista, no Rio Jordão. João o tinha apontado como cordeiro de Deus. E alguns dos discípulos do Batista tinham se tornado discípulos seus. Então, a pergunta deles era séria. Não tinha segundas intenções. E o que eles queriam saber? Queriam saber por que os seus discípulos não praticavam o jejum como eles e os fariseus? A resposta de Jesus foi essa: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. O que Jesus quis dizer com isso?

Podemos entender todo o ministério de Jesus como a renovação da aliança com Deus. Jesus veio pra isso: para restaurar a comunhão com Deus que foi destruída pelo pecado (desde Adão) e pela infidelidade de Israel, o povo da Aliança. Não é à toa que o evangelho de São João praticamente comece com as bodas de Caná, o casamento que precisou da intervenção de Jesus para dar certo. A aliança, à moda do casamento, é entre Deus e o seu povo. Jesus é o noivo. Veja o que ele respondeu: enquanto o noivo está presente (ele), os amigos do noivo (os discípulos) não podem jejuar. Mas, depois que o noivo for tirado do meio deles (a sua morte), eles jejuarão.

O jejum é uma expressão de nossa conversão. Bom, nossa primeira conversão foi celebrada no batismo, nas águas. Lá, fomos lavados dos nossos pecados. Mas, infelizmente, continuamos a cair, a falhar, a pecar. Por isso, precisamos estar em permanente atitude de conversão. Deus sempre nos perdoa. Mas, para isso, precisamos da conversão do nosso coração. O jejum é uma forma de cultivamos essa conversão. Ficamos tristes pelo pecado que cometemos. Esse sentimento do reconhecimento de nosso pecado, da dor que sentimos por nossa infidelidade a Deus, é expresso também nas práticas externas do jejum, da esmola e da oração. Essas práticas nos ajudam a cultivar a conversão interior e a implorar a misericórdia de Deus, o seu perdão. Ele que já nos purificou pela água do batismo, pode também nos purificar pelas lágrimas do nosso arrependimento.

O jejum tem, então, essa conexão com Deus, a quem ofendemos e a quem demonstramos nosso arrependimento, cultivando a conversão do nosso coração. Mas, o jejum tem também uma conexão com minhas atitudes em relação aos meus irmãos. No livro do Profeta Isaías, o próprio Deus nos diz qual a verdadeira obra que ele espera de nós, o jejum que ele prefere. São obras pelas quais procuramos, em relação ao nosso próximo, o alívio do seu sofrimento, a libertação da opressão, a partilha do pão, do teto e da roupa com os mais sofridos.

Guardando a mensagem

O jejum é uma forma de penitência, pela qual me uno ao padecimento de Cristo, em sua paixão. É também um gesto de amor fraterno, no sentido de que me faço solidário com quem está em dificuldade. Você pode jejuar em qualquer dia na Quaresma. O mínimo está previsto pela disciplina da Igreja: na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira da paixão. A abstinência de carne às sextas-feiras da Quaresma também faz parte de nossa caminhada penitencial, nesse período. Além do alimento, a gente pode fazer jejum de televisão, de barzinho, de bebida alcoólica, de cigarro, de internet, de whatsapp. Renunciar, pra ficar mais resistente, pra ter mais força interior, para unir-se a Cristo em sua cruz e aos irmãos em suas necessidades. 

Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão (Mt 9, 15)

Rezando a palavra

Senhor nosso Deus,

Que te deixas comover pelos que se humilham e te reconcilias com os que reparam suas faltas, ouve como um pai as nossas súplicas. Derrama a graça da tua bênção sobre nós que estamos em Quaresma, desejosos de ouvir a palavra do teu filho Jesus, de ser fieis à vida de oração pessoal, e de praticar a penitência e a caridade, em preparação das celebrações da Santa Páscoa que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Vivendo a palavra

Bom, não temos pra onde correr. A prática da palavra de hoje é o jejum, jejuar. Se você passou batido(a) na quarta-feira de cinzas, tem ainda a sexta-feira da paixão. E, hoje, como todas as sextas da quaresma, é dia de abstinência de carne. Você sabe, essas práticas externas têm valor se cultivarem a conversão do coração em relação a Deus e aos sofredores.

28 de fevereiro de 2020

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




A ALEGRIA PELA CHEGADA DE UMA CRIANÇA



Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Izabel e alegraram-se com ela (Lc 1, 58).

24 de junho de 2018.

Este domingo, 24 de junho, é especial. É o dia de São João. E o encerramento da semana nacional do Migrante. E tudo isso celebrado no dia do Senhor, no dia em que festejamos a ressurreição de Jesus, a sua e nossa vitória sobre tudo quanto existe de ruim no meio do mundo. Então, um bom domingo pra você e pra sua família, com muita alegria no coração.

Falei ‘alegria’. Disto, nos falam as leituras da palavra de Deus desta solenidade do nascimento de São João Batista. Alegria pelo nascimento de uma criança. E isto, hoje, pra mim que estou ainda na África, em Angola, tem um sabor muito especial. Criança é o que não falta por aqui. Criança teimando em nascer e crescer, no meio de uma pobreza tão grande, num país em reconstrução, depois de uma longa guerra civil terminada há apenas 16 anos!

A alegria dos vizinhos e parentes foi grande ao saber do nascimento do filho de Izabel e Zacarias. Alegria que se espalhou pelas montanhas de Judá, diz o evangelho. Uma criança não é obra do acaso, a vida humana é obra de Deus. Na chegada de uma criança, há algo de especial, de inesperado, por mais que os pais se preparem. A criança não é o fruto de um planejamento. Os pais podem, responsavelmente, planejar-se para acolher do melhor modo possível a vida que vai chegar. Mas, não a produzem, a acolhem. E o ser humano que chega, gerado pelos pais, já estava no pensamento de Deus, antes de existir. O jovem Jeremias ouviu Deus lhe dizer: “Antes de te formar no seio materno, eu te conheci; antes de saíres do ventre de tua mamãe, eu te consagrei”. O servo de Javé do Livro do profeta Isaías declarou: “O Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome”. O ser humano é obra do Deus criador, no milagre da geração humana e na criação de sua alma.

Os parentes e vizinhos de Izabel alegram-se com ela. Surpreendem-se com a ação misericordiosa de Deus na vida daquele casal idoso e estéril. Reconhecem a obra de Deus na vinda daquele menino ao mundo. Intuem que aquela criança está destinada a uma missão muito especial.  Dos fatos do nascimento e circuncisão do filho de Izabel, podemos recolher lições importantes para nós, hoje. Recolhamos, ao menos, três lições.  

Primeira lição: desejar e acolher o filho. Aqueles pais idosos, sem filhos pela esterilidade da mãe, desejavam o filho. Pediram muito a Deus por isso. O anjo disse a Zacarias, quando este oficiava no Templo: “Deus ouviu tua súplica”. O Senhor, no seu tempo, lhes concedeu esse dom tão precioso. Desejar o filho é a primeira atitude dos que constituem família. Ser pai e mãe é responder a uma vocação, a um chamado especial de Deus. Filho dá trabalho, altera a vida do casal. Mas, ao desejar e acolher um filho, os pais realizam a sua vocação, fonte de felicidade e realização.

Segunda lição: dar-lhe um nome. Os judeus circuncidavam o menino no oitavo dia e lhe davam o nome nessa cerimônia familiar, pela qual inseriam a criança na aliança com Deus. Dar um nome é dar uma identidade, assegurar-lhe um lugar na família e no seu povo. A vida de um ser humano é um mistério de possibilidades abertas ao futuro. Não é apenas uma continuação dos pais. Na casa de Izabel, os parentes ficaram confusos. O menino recebeu um nome em desacordo com a tradição familiar, não recebeu o nome do pai. “João é o seu nome”, escreveu o pai numa tabuinha. Foi um gesto de obediência a Deus que tinha mandado dar esse nome, em vista da missão que o menino desempenharia. A criança precisa ter um nome, um sobrenome, uma identidade, um lugar na família, na sociedade. As famílias cristãs dão nomes cristãos aos seus filhos, providenciam seu registro de nascimento, integram-nos na comunidade dos discípulos pelo batismo e os educam para serem úteis e significativos na sociedade. Dão-lhe um nome.

Terceira lição: Sermos solidários com as famílias. Foi essa a atitude dos parentes e vizinhos do abençoado casal. Eles alegraram-se com Izabel, na gravidez e no nascimento da criança, ao perceber como o Senhor tinha sido misericordioso para com ela. Uma atitude de fé e de exultação interior. Eles também ficaram admirados, surpresos, diante do nome recebido pela criança. Uma atitude de quem se deixa surpreender pela ação de Deus. Uma parenta de Izabel mostrou-se particularmente solidária: Maria. Ela esteve presente, ajudando sua prima nos últimos três meses da gestação. Maria e outros parentes e vizinhos mostraram-se próximos, solidários, interessados no bem daquela família. A pobreza da grande maioria do povo angolano, com alto índice de mortalidade infantil, pede nossa solidariedade, por ações de voluntariado, pelo sustento das missões católicas, pela oração em favor dos missionários que operam aqui. Mas, Angolas existem aí perto de você. São situações a nos pedir presença e solidariedade através da pastoral familiar, da pastoral da criança, de ações cidadãs em defesa da vida, da saúde, da educação das crianças.

Vamos guardar a mensagem

No dia de hoje, em que celebramos o nascimento de São João Batista, recolhamos as lições do evangelho no cuidado e na defesa da vida das crianças. Primeira lição: desejar e acolher o filho; Segunda lição: dar-lhe um nome. Terceira lição: Sermos solidários com as famílias e suas crianças. Cuidar bem dos próprios filhos e nos sentirmos todos responsáveis pela defesa e proteção das crianças.

Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Izabel e alegraram-se com ela (Lc 1, 58).

Vamos rezar a palavra

Rezemos o canto de Zacarias, o pai da criança:

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,
anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;
pelo amor do coração de nosso Deus,
sol nascente que nos veio visitar lá do alto
como luz resplandecente a iluminar
a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados
e para dirigir os nossos passos,
guiando-nos no caminho da paz.

Vamos viver a palavra

Havendo uma oportunidade, nesta semana, faça um gesto de atenção em relação a uma família pobre e suas crianças.

Pe. João Carlos Ribeiro – 24.06.2018

É ASSIM QUE VOCÊ TEM QUE SER


Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo (Lc 7, 16)
Jesus entrou na cidade de Naim. Chegou acompanhado dos discípulos e de muita gente que o seguia. Encontrou um enterro saindo da cidade. Uma situação de dor e sofrimento: uma viúva que perdera seu único filho, um jovem. Consolou a pobre senhora. Parou o enterro, mandou o moço levantar-se. Comoção, júbilo, festa. Deus visitou o seu povo: concluiu a multidão. E a voz espalhou a alegria do Reino que estava chegando como saúde, inclusão, solidariedade, vida. Nessa breve cena do Evangelho de Lucas, estão ao menos três qualidades do cristão, do seguidor de Jesus de ontem e de hoje. Cristão é o que segue os passos do Mestre, o que o imita em seu caminho humano.
A primeira qualidade do cristão hoje é ter um espírito missionário. Jesus não foi um profeta com um endereço fixo. Nesse episódio de Naim, ele aparece chegando a essa pequena cidade. Ele circulava por todo o país, indo ao encontro do povo nos povoados, nas cidades, nos sítios. Participava com o seu povo das peregrinações a Jerusalém. Buscava a ovelha que se perdeu, até encontrá-la. E essa tem que ser a postura do cristão: alguém que superou o egoísmo e está voltado para os outros, para o mundo, não mais centrado em si mesmo; alguém que vive uma atitude missionária de abertura ao encontro com o outro. Naquela grande reunião dos bispos da América Latina em Aparecida, o que mais preocupou foi isso: ajudar os cristãos a serem mais missionários.
A segunda qualidade do cristão hoje é a solidariedade. Nessa história do enterro de Naim, isso apareceu claro em Jesus. Ele encheu-se de compaixão, diz o texto, e foi consolar a viúva. Foi a compaixão que o moveu a deixar os planos de descanso e dedicar-se a ensinar aquele povo todo do outro lado do mar. Ele sensibilizava-se pelo sofrimento, deixava-se tocar pela dor dos outros. Tornava viva aquela palavra dita a Moisés, no Monte Sinai: “Ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo”. A solidariedade, a compaixão é a marca de Jesus, e tem que ser a marca do cristão também. No meio de tanto sofrimento, de tantos dramas humanos – o desemprego, a solidão, a injustiça, a dependência das drogas, a violência – o cristão há de ter o mesmo coração solidário do Senhor.
A terceira qualidade do cristão hoje é o seu compromisso com a vida. De novo a história de Naim é exemplar. Jesus parou o enterro e devolveu o jovem vivo à sua mãe. Com as obras, realizava o seu mote: “Eu vim para que todos tenham vida”. Todas as histórias do evangelho são histórias de resgate, de inclusão, de defesa da vida, de promoção da dignidade das pessoas. Como ser um seguidor de Jesus e não ter compromisso com a vida, com a cidadania, a dignidade da pessoa humana, a sustentabilidade do planeta? Compromisso com a vida se traduz concretamente na luta contra o abordo e a pena de morte, contra as drogas, contra a discriminação, em favor do salário digno, da defesa da família, da construção da paz.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Jesus chegou à pequena cidade de Naim e encontrou um enterro do rapaz, filho único da viúva. Admiramos no Mestre a sua preocupação com os outros, os seus deslocamentos para encontrar o povo em suas realidades. Um missionário. Vemos como ele teve compaixão daquela viúva e mostrou-se próximo daquela família. Solidariedade. Em atenção àquela situação, ele parou o enterro e ressuscitou o morto. E encheu de alegria a sua mãezinha viúva. Compromisso com a vida. Essas são as três qualidades que o cristão precisa ter hoje: espírito missionário, solidariedade e compromisso com a vida. Imitando Jesus.

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