PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: jejum
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Não deixe a Quaresma começar sem você!

 


   14 de fevereiro de 2024.   

Quarta-feira de Cinzas - Início da Quaresma

   Evangelho.   


Mt 6,1-6.16-18

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

   Meditação.  


E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa (Mt 6, 4)

Estamos começando a Quaresma. A Quaresma se inspira no povo antigo que caminhou 40 anos no deserto, purificando-se, para entrar na posse da terra prometida. Jesus jejuou durante quarenta dias, no início do seu ministério. Recebendo as cinzas, entramos no clima desse tempo litúrgico: o reconhecimento de nossa fraqueza e a confiança no amor restaurador de Deus.

No sermão da montanha, comunicando a novidade do Reino, Jesus apresenta ao seu povo um modo novo de ver e realizar as antigas práticas religiosas. Fala da esmola, da oração e do jejum. Que tudo isso – nos pede ele – seja vivido sem demonstrações públicas, sem busca de reconhecimento dos outros. Essas três práticas de toda religião tradicional continuam valendo para nós, mas vividas com um novo espírito.

A ORAÇÃO, sem ostentação, é um diálogo de filho, de filha, com o Pai, na intimidade do seu ser (o seu quarto). Quaresma é tempo de rezar mais e melhor. É na quaresma que se faz, a cada sexta-feira, a via-sacra. O conselho pra todo mundo é: não perder as celebrações dominicais em sua comunidade, nesse período. Nesse tempo de Quaresma, cabe um esforço especial para cada um ter seu momento de oração pessoal, todos os dias. A leitura frequente da Palavra de Deus é também parte de nossa vida de oração.

O JEJUM, sem exibicionismo, nos priva do alimento ou de alguma outra coisa. Todas as religiões que se prezam recomendam esta prática. O jejum, durante a Quaresma, está marcado para os católicos para hoje, quarta-feira de cinzas e a sexta-feira da Paixão. E abstinência de carne todas as sextas-feiras da quaresma. O jejum educa a gente, vocês sabem disto. Ajuda a quebrar o nosso egoísmo, a nossa presunção, o nosso orgulho. Sobretudo, nos ensina a solidariedade. Porque jejum que se preze é partilha: a gente passa para quem está com fome aquilo que deixamos de consumir.

A CARIDADE, sem busca de reconhecimento, nos faz realizar gestos de fraternidade. Concretamente, fazer alguma coisa pelos outros que precisam mais. Os profetas falavam de partilha da comida, da roupa, da água... Jesus fala de gestos de atenção em direção aos famintos, sedentos, enfermos, encarcerados, maltrapilhos... quem for fraterno com estes irmãos e irmãs, está sendo fraterno com o filho de Deus, Jesus Cristo. Por isso, na Quaresma também se fala de esmola. Mas, muita gente fica pensando logo num trocado que se dá a alguém. E a esmola de que se fala na Quaresma é a partilha do que temos com quem está passando necessidade.

Com a graça de Deus temos, no Brasil, a Campanha da Fraternidade, que justamente tem o seu momento forte na Quaresma. Neste ano, a Campanha tem como tema "Fraternidade e Amizade Social". A reflexão e as ações de fraternidade nos ajudam a qualificar nossa Quaresma, com a conversão na caridade.




Guardando a mensagem

A Quaresma, que estamos começando com esta quarta-feira de cinzas, vale como um grande retiro para nós católicos. Quarenta dias de caminhada, de crescimento, de práticas religiosas, de gestos de fraternidade. Assim, vamos nos preparando para entrar, com Jesus, em Jerusalém para celebrar, com ele, a Páscoa. E a Quaresma começa já nos apontando três práticas religiosas especiais neste período: oração, jejum e caridade. Mergulhe de cabeça nesta Quaresma!

E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa (Mt 6, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como disse Paulo, em sua segunda Carta aos Coríntios: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”. E nós não queremos e não podemos deixar passar essa oportunidade. A Quaresma há de ser para nós um tempo de crescimento espiritual, de fortalecimento de nossa fé e de realização de nosso compromisso de fraternidade. Abençoa, Senhor, este tempo de Quaresma que estamos começando. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O caminho quaresmal tem indicações muito práticas para vivermos esses 40 dias de conversão e crescimento em Cristo: a oração, o jejum, a caridade. Um santo propósito nesse momento pode ser esse: "Quero levar a sério esta quaresma".

Comunicando

Somos, em geral, muito ocupados, dispersos e com pouca disciplina na oração pessoal e na leitura bíblica diária. O nosso caminho com Cristo nos pede mais. Estou lhe dizendo isso para motivar você para o desafio deste Tempo de Quaresma. Posso dizer qual vai ser o desafio?... Bom, o desafio deste Tempo de Quaresma é você ter, ao lado de sua bíblia, um diário espiritual. Pode ser uma agenda ou um simples caderno para suas anotações. Já está na hora de você ter um lugarzinho para registrar alguma coisa do seu caminho com Cristo. Preciso lhe perguntar... Você topa o desafio?

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Vou lhe dizer o que é o vinho novo.



   15 de janeiro de 2024.   

Segunda-feira da 2ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Mc 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

   Meditação.   


Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Vou logo lhe dizer o que é um odre. Odre é uma bolsa feita de couro de animal para guardar ou transportar líquidos, particularmente vinho. Claro, no tempo de Jesus não existia garrafas de plástico ou de alumínio para isso. Tinha-se que recorrer a utensílios de barro, madeira ou couro. O odre era feito de couro curtido de carneiro ou de bode. Uma das extremidades servia como gargalo, fechada com uma rolha de madeira ou também amarrada fortemente.

Então, odre é uma bolsa de couro curtido de bode ou carneiro para guardar ou transportar líquidos, especialmente o vinho. O vinho novo ainda está fermentando e se expande dentro do recipiente. Se o odre for novo, ele tem elasticidade suficiente para continuar mantendo o vinho no seu interior. Se o odre for velho, já sem elasticidade, o vinho novo na sua fermentação acaba por arrebentá-lo e se derramar.

Tudo certo até agora? Ótimo. Então, posso lhe fazer uma pergunta: o vinho de Jesus é novo ou velho? Calma, primeiro vamos saber que vinho é esse.

O vinho representa festa, alegria, celebração de alguma coisa muito boa. Quando começou a sua pregação, Jesus disse que o tempo tinha se cumprido e o Reino de Deus tinha se aproximado. A presença dele renovando vidas, reunindo os dispersos, restaurando a aliança com Deus inaugura um novo tempo, o tempo do Reino de Deus. É o tempo da salvação que chegou. Esta obra redentora tem seu ponto mais alto na cruz, nos reconciliando com Deus, no sacrifício de sua vida em favor dos pecadores, sacrifício da nova e eterna aliança.

Com Jesus, chegou o novo tempo: o tempo da reconciliação, da restauração da aliança, da salvação. Em Jesus, Deus está fazendo novas todas as coisas. (Você está conseguindo me acompanhar? Ótimo). No evangelho, isso está dito de muitas formas. Em Caná da Galileia, no casamento, ele oferece o vinho melhor, vinho que estava faltando naquela festa de aliança. Na mesa da última ceia, ele oferece o cálice de vinho, cálice do seu sangue derramado pela remissão dos pecados. A santa ceia, a Missa, é a celebração do sacrifício da cruz pela qual ele nos alcançou a reconciliação e ação de graças pela salvação que nos chegou por ele.

A obra redentora de Jesus é um vinho novo. O evangelho que anuncia essa notícia é um vinho novo. A vida em Cristo, pela habitação do Espírito Santo em nós, é um vinho novo.

Vamos à palavra de Jesus, hoje: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Dá para entender? “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Essa novidade que é a obra redentora, a vida em Cristo, anunciada no evangelho não cabe numa vida velha, num jeito pecador de se viver; pede uma vida nova, pede mudança de vida. “Vinho novo em odres novos”.


Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho anuncia a grande novidade: Deus está reinando entre nós, nos conduzindo para a plena realização, para a salvação. Ele está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um vinho velho. É um vinho novo. Não pode ser guardado ou transportado pelo velho Adão pecador. É uma novidade que só cabe numa vida nova, restaurada pela graça.

Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há sempre um risco de sermos pessoas muito religiosas, mas não expressarmos em nossa vida religiosa a grande alegria da redenção que nos alcançaste por tua morte e ressurreição. Dá-nos, Senhor, ser odres novos para guardar e transportar essa novidade de vida que é a reconciliação que nos alcançaste na cruz. A tua obra redentora, anunciada no evangelho, não é mais um elemento a ornamentar a nossa vida velha, o nosso modo de pensar e viver no egoísmo, na injustiça, no pecado. Pela pregação de tua palavra e pelos sacramentos de tua Igreja, tu nos dás o vinho novo. Que sejamos, Senhor, odres novos para recebê-lo, conservá-lo e portá-lo a outros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje: Mc 2,18-22. E responda no seu caderno espiritual o que você entendeu por ‘roupa nova’.

Você que recebe a Meditação pelo seu celular pode ver melhor o que é um ODRE, na foto que está junto com o texto da Meditação. É só clicar no link que estou lhe enviando.

Comunicando

Hoje é o dia da Missa de Ação de Graças pelos 10 anos do Programa Tempo de Paz. É um dia de gratidão e compromisso. A Missa será celebrada na Basílica Salesiana do Sagrado Coração do Recife, às 9 horas. Você pode nos acompanhar presencialmente, pelo rádio ou pelo Youtube. Todas as emissoras que transmitem diariamente o programa estarão transmitindo a Santa Missa. Já estou lhe enviando o link para acesso ao Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O Pai Nosso, uma escola de oração





   22 de junho de 2023.  

Quinta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum



     Evangelho.     


Mt 6,7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.



     Meditação.     


Vocês devem rezar assim (Mt 6, 9)

O tema de hoje, para nosso crescimento, é a Oração. O Pai Nosso é mais do que uma oração. É uma escola de oração. É como um discípulo ou uma discípula deve rezar, sempre. No Pai Nosso, podemos encontrar as quatro características da oração dos discípulos do Senhor.

A primeira característica é que é feita com intimidade e confiança em Deus. Não se trata de uma audiência de um servo com seu patrão. Trata-se do diálogo amoroso entre pai e filho ou filha. Por isso, Jesus ensina a invocar a Deus como “pai”, “Pai Nosso”. Esse modo de falar com Deus era inteiramente novo na história do seu povo. Falar com Deus com intimidade e confiança. No sermão da montanha, Jesus chamou a atenção dos discípulos para não imitarem os fariseus, nem os pagãos. Em contraposição ao exibicionismo dos fariseus e mestres de lei, Jesus os orientou a proceder como um filho que conversa com seu pai ou sua mãe, a portas fechadas no seu quarto. Nunca imitar os pagãos nesse assunto da oração, recomendou Jesus. Eles recorrem à força de muitas palavras para serem ouvidos. O Pai já está sabendo de nossas necessidades antes que abramos a boca. Intimidade e Confiança em Deus. É a primeira característica.

A segunda característica da oração cristã, sublinhada no Pai Nosso, é que ela busca, em primeiro lugar, a glória de Deus. É quando a oração vira louvor, adoração. Os primeiros pedidos do Pai Nosso, no evangelho de São Mateus, referem-se a Deus, buscando a sua honra e a sua glória. “Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. São três pedidos, todos dirigidos à glória de Deus: a santificação do seu nome, a vinda do seu Reino, a realização de sua vontade. Buscar, em primeiro lugar, a Glória de Deus. É a segunda característica.

A terceira característica da oração cristã é o pedido a Deus pelo nosso bem temporal e espiritual. É o que nós precisamos para viver com dignidade e em santidade. No Pai Nosso, são quatro os pedidos em nosso favor. “O pão nosso de cada dia, nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. O pão de cada dia, o perdão dos pecados, a vitória sobre a tentação e a libertação do mal. O ‘pão de cada dia’ compreende o emprego, o trabalho, o alimento, a segurança... São as necessidades de nossa sobrevivência. Mas, nem só de pão vive o homem. Também precisamos do perdão dos pecados e da restauração da vida, a partir da conversão e do crescimento do homem novo. Igualmente, precisamos da vitória sobre a tentação e a libertação do mal. A busca do nosso bem é a terceira característica.

A quarta característica da oração cristã é o compromisso. Nos três primeiros pedidos do Pai Nosso, desejando a glória de Deus, na verdade estamos nos comprometendo em santificar o seu nome, acolher o seu Reino, realizar a sua vontade. Nos quatro pedidos em nosso favor, não estamos delegando tudo a Deus, para ficar de braços cruzados esperando ele agir. Reconhecendo a mão de Deus em nossa vida, estamos nos comprometendo a ganhar o pão de cada dia com o nosso trabalho, a nos esforçar no caminho da conversão e do perdão aos nossos agressores, a fugir das ocasiões de pecado e a lutar contra o mal. A oração nos compromete. Compromisso é a quarta característica.




Guardando a mensagem

Em nossa caminhada, somos hoje instruídos por Jesus sobre a Oração. Ele ensinou o Pai Nosso, uma verdadeira escola de oração. Nele, encontramos as quatro características da oração dos discípulos do Senhor: intimidade e confiança em Deus, busca de sua glória, busca do nosso bem, e o compromisso em realizar a sua vontade.

Vocês devem rezar assim (Mt 6, 9)

Rezando a palavra

Rezemos como Jesus nos ensinou:

Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Amém.


Vivendo a palavra

A dica de hoje está evidente: rezar o PAI NOSSO, bem rezado. Eu sei, eu sei que você já reza bem. Mas, pode rezá-lo ainda melhor. Reze com atenção ao que está dizendo. Reze deixando espaço para o Espírito Santo rezar em você.

Comunicando

Nesta quinta, um dia eucarístico, temos a Santa Missa às 11 horas, com transmissão pelo rádio e pelo Youtube. Podendo, participe conosco. Mande já o seu pedido de oração.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Entra no teu quarto e fecha a porta



   21 de junho de 2023.  

Quarta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum 

Dia de São Luiz Gonzaga



     Evangelho.    

Mt 6,1-6.16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

     Meditação    


Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Estamos ouvindo o Sermão da Montanha. Nele, Jesus faz uma reedição da Lei, orientando os seus seguidores sobre como se conduzir em diversas situações da vida. No ensinamento de hoje, ele toca em três temas: a esmola, a oração e o jejum. ‘Quando der esmola, não toque a trombeta diante de si, não dê publicidade à sua caridade. Quando jejuar, não desfigure o rosto, ninguém precisa saber de sua penitência. Quando for rezar, não exiba sua piedade em favor de sua boa imagem’. A orientação é afastar-se do jeito dos fariseus e realizar essas práticas religiosas com um novo espírito.

Vamos prestar bem atenção à preocupação de Jesus com relação à oração. Um grande defeito da oração dos fariseus era a ostentação. Disse Jesus, com toda clareza: “Quando vocês forem rezar, não façam como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens”. Os fariseus rezavam em público, mostrando-se praticantes fieis da religião. Eles eram realmente admiráveis pelo exato cumprimento externo das normas religiosas. E o povo os tinha em muita conta. Mas, esse modo de praticar a fé, no fundo, os estimulava a buscar prestígio e poder diante do povo. A ostentação destrói a prática religiosa.

Na ostentação, procura-se o reconhecimento por parte dos outros, o elogio dos homens. A ação que seria de louvor a Deus transforma-se em louvor a si mesmo. Na ostentação, manifesta-se a vaidade. Pela vaidade, a honra que é devida a Deus eu a canalizo para a minha pessoa. Jesus via isso também nos trajes dos fariseus e seus mestres, com a desculpa de homenagear as palavras da Lei. A ostentação é também uma forma de humilhar os pobres e as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Além do mais, a ostentação é irmã do fingimento, da hipocrisia. É o culto da aparência, onde a verdade não conta, só o que fica bem na foto.

Pelo contrário, ensinou Jesus, “quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. A oração é um ato de intimidade entre Pai e filho. “Entra no teu quarto e fecha a porta”. Quarto é uma maneira simbólica de falar da própria intimidade. Esse é o primeiro templo, o nosso interior. A oração é como estar de portas fechadas, você e o seu Pai, conversando no seu quarto. É no espaço interior, longe de olhares curiosos ou das manifestações públicas de santidade, que você e Deus conversam, trocam confidências, acertam as coisas.




Guardando a mensagem

Os fariseus gostavam da oração da praça. Uma oração marcada pela ostentação, pelo jogo da aparência, pela falsidade das intenções. A oração servia para engrandecer sua imagem de homens devotos e cumpridores das obrigações religiosas. Era, afinal, uma louvação a si mesmos. Jesus aconselhou a oração do quarto. Uma oração marcada pela simplicidade, pela intimidade. Um diálogo amoroso e filial com Deus, no templo da própria interioridade.

Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o teu ensinamento de hoje é uma grande lição para nossa vida de oração. Diante de Deus, não vale a aparência. Vale a verdade. No relacionamento com ele, conta pouco a formalidade. Vale especialmente a simplicidade, a confiança e a intimidade de filho ou filha no encontro com o seu Pai. O teu ensinamento, Senhor, não desprestigia os nossos templos. Mas, fica claro, que antes do templo de pedra, a oração se faz verdadeira no meu templo interior. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Consagre, hoje, um tempinho maior para sua oração pessoal. Recolha-se em qualquer lugar (pode ser mesmo no coletivo) e comunique-se com o seu Deus e Pai, no quarto do seu ser, na sua intimidade.

Comunicando

Hoje, faço show na cidade de Riacho de Santana, na Diocese de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte. 

Até amanhã, se Deus quiser!

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Terceiro passo de nossa caminhada quaresmal




24 de fevereiro de 2023

Sexta-feira depois das cinzas

3º dia da Quaresma

EVANGELHO


Mt 9,14-15

Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?”
15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

MEDITAÇÃO


Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão (Mt 9, 15)

Chegamos ao terceiro dia da Quaresma. É muito importante que a gente não perca nenhum dia desse programa de crescimento que é a Quaresma. O passo a ser dado hoje é sobre o jejum, como expressão de nossa conversão.

A pergunta veio de um grupo muito querido de Jesus, os discípulos de João. Jesus tinha participado do batismo de João Batista, no rio Jordão. João o tinha apontado como cordeiro de Deus. E alguns dos discípulos do Batista tinham se tornado discípulos seus. Então, a pergunta deles era séria. Não tinha segundas intenções. E o que eles queriam saber? Queriam saber por que os seus discípulos não praticavam o jejum como eles e os fariseus? A resposta de Jesus foi essa: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. O que Jesus quis dizer com isso?

Podemos entender todo o ministério de Jesus como a renovação da aliança com Deus. Jesus veio pra isso: para restaurar a comunhão com Deus que foi destruída pelo pecado (desde Adão) e pela infidelidade de Israel, o povo da Aliança. Não é à toa que o evangelho de São João praticamente comece com as bodas de Caná, o casamento que precisou da intervenção de Jesus para dar certo. A aliança, à moda do casamento, é entre Deus e o seu povo. Jesus é o noivo. Veja o que ele respondeu: enquanto o noivo está presente (ele), os amigos do noivo (os discípulos) não podem jejuar. Mas, depois que o noivo for tirado do meio deles (a sua morte), eles jejuarão.

O jejum é uma expressão de nossa conversão. Bom, nossa primeira conversão foi celebrada no batismo, nas águas, sinal sacramental da ação do Santo Espírito. Lá, fomos lavados dos nossos pecados. Mas, infelizmente, continuamos a cair, a falhar, a pecar. Por isso, precisamos estar em permanente atitude de conversão. Deus sempre nos perdoa. Mas, para isso, precisamos da conversão do nosso coração. O jejum é uma forma de cultivamos essa conversão. Ficamos tristes pelo pecado que cometemos. Esse sentimento do reconhecimento de nosso pecado, da dor que sentimos por nossa infidelidade a Deus, é expresso também nas práticas externas do jejum, da esmola e da oração. Essas práticas nos ajudam a cultivar a conversão interior e a implorar a misericórdia de Deus, o seu perdão. Ele que já nos purificou pela água do batismo, pode também nos purificar pelas lágrimas do nosso arrependimento.

O jejum tem, então, essa conexão com Deus, a quem ofendemos e a quem demonstramos nosso arrependimento, cultivando a conversão do nosso coração. Mas, o jejum tem também uma conexão com minhas atitudes em relação aos meus irmãos. No livro do Profeta Isaías, o próprio Deus nos diz qual a verdadeira obra que ele espera de nós, o jejum que ele prefere. São obras pelas quais procuramos, em relação ao nosso próximo, o alívio do seu sofrimento, a libertação da opressão, a partilha do pão, do teto e da roupa com os mais sofridos.



Guardando a mensagem

O jejum é uma forma de penitência, pela qual me uno ao padecimento de Cristo, em sua paixão. É também um gesto de amor fraterno, no sentido de que me faço solidário com quem está em dificuldade. Você pode jejuar em qualquer dia na Quaresma. O mínimo está previsto pela disciplina da Igreja: na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira da paixão. A abstinência de carne às sextas-feiras da Quaresma também faz parte de nossa caminhada penitencial, nesse período. Além do alimento, a gente pode fazer jejum de televisão, de barzinho, de bebida alcoólica, de cigarro, de internet, de whatsapp. Renunciar, pra ficar mais resistente, pra ter mais força interior, para unir-se a Cristo em sua cruz e aos irmãos em suas necessidades.

Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão (Mt 9, 15)

Rezando a palavra

Senhor nosso Deus,
que te deixas comover pelos que se humilham e te reconcilias com os que reparam suas faltas, ouve como um pai as nossas súplicas. Derrama a graça da tua bênção sobre nós que estamos em Quaresma, desejosos de ouvir a palavra do teu filho Jesus, de ser fieis à vida de oração pessoal, e de praticar a penitência e a caridade, em preparação das celebrações da Santa Páscoa que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Vivendo a palavra

Bom, não temos pra onde correr. A prática da palavra de hoje é o jejum, jejuar. Se você passou batido(a) na quarta-feira de cinzas, tem ainda a sexta-feira da paixão. E, hoje, como todas as sextas da quaresma, é dia de abstinência de carne. Você sabe, essas práticas externas têm valor se cultivarem a conversão do coração em relação a Deus e aos sofredores.

Comunicando

Como é que está indo a sua Quaresma? Levando-a a sério, mesmo? Estamos hoje no terceiro passo de nossa caminhada quaresmal, subindo o monte, com o Senhor. O primeiro foi ter o seu momento pessoal diário de oração. O segundo passo, o de ontem, foi ter o seu caderno espiritual. O terceiro, lhe digo agora: levar a sério o jejum e a abstinência. Hoje é dia de abstinência de carne (não comemos carne em todas as sextas-feiras da Quaresma). 

Sendo hoje, dia 24 de fevereiro, comemoração mensal de N. Sra. Auxiliadora, temos Missa na Capela da AMA e Terço Mariano às 18 horas, tudo transmitido pela Rádio Amanhecer. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

A sugestão pra você começar bem a Quaresma

 



22 de fevereiro de 2023

Quarta-feira de Cinzas - Início da Quaresma

EVANGELHO


Mt 6,1-6.16-18

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

MEDITAÇÃO


E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa (Mt 6, 4)

Estamos começando a Quaresma. A Quaresma se inspira no povo antigo que caminhou 40 anos no deserto, purificando-se, para entrar na posse da terra prometida. Jesus jejuou durante quarenta dias, no início do seu ministério. Recebendo as cinzas, entramos no clima desse tempo litúrgico: o reconhecimento de nossa fraqueza e a confiança no amor restaurador de Deus.

No sermão da montanha, comunicando a novidade do Reino, Jesus apresenta ao seu povo um modo novo de ver e realizar as antigas práticas religiosas. Fala da esmola, da oração e do jejum. Que tudo isso – nos pede ele – seja vivido sem demonstrações públicas, sem busca de reconhecimento dos outros. Essas três práticas de toda religião tradicional continuam valendo para nós, mas vividas com um novo espírito.

A ORAÇÃO, sem ostentação, é um diálogo de filho, de filha, com o Pai, na intimidade do seu ser (o seu quarto). Quaresma é tempo de rezar mais e melhor. É na quaresma que se faz, a cada sexta-feira, a via-sacra. O conselho pra todo mundo é: não perder as celebrações dominicais em sua comunidade, nesse período. Nesse tempo de Quaresma, cabe um esforço especial para cada um ter seu momento de oração pessoal, todos os dias. A leitura frequente da Palavra de Deus é também parte de nossa vida de oração.

O JEJUM, sem exibicionismo, nos priva do alimento ou de alguma outra coisa. Todas as religiões que se prezam recomendam esta prática. O jejum, durante a Quaresma, está marcado para os católicos para hoje, quarta-feira de cinzas e a sexta-feira da Paixão. E abstinência de carne todas as sextas-feiras da quaresma. O jejum educa a gente, vocês sabem disto. Ajuda a quebrar o nosso egoísmo, a nossa presunção, o nosso orgulho. Sobretudo, nos ensina a solidariedade. Porque jejum que se preze é partilha: a gente passa para quem está com fome aquilo que deixamos de consumir.

A CARIDADE, sem busca de reconhecimento, nos faz realizar gestos de fraternidade. Concretamente, fazer alguma coisa pelos outros que precisam mais. Os profetas falavam de partilha da comida, da roupa, da água... Jesus fala de gestos de atenção em direção aos famintos, sedentos, enfermos, encarcerados, maltrapilhos... quem for fraterno com estes irmãos e irmãs, está sendo fraterno com o filho de Deus, Jesus Cristo. Por isso, na Quaresma também se fala de esmola. Mas, muita gente fica pensando logo num trocado que se dá a alguém. E a esmola de que se fala na Quaresma é a partilha do que temos com quem está passando necessidade.

Com a graça de Deus temos, no Brasil, a Campanha da Fraternidade, que justamente tem o seu momento forte na Quaresma. Neste ano, a Campanha tem como tema "Fraternidade e Fome". A reflexão e as ações de fraternidade nos ajudam a qualificar nossa Quaresma, com a conversão na caridade.


Guardando a mensagem

A Quaresma, que estamos começando com esta quarta-feira de cinzas, vale como um grande retiro para nós católicos. Quarenta dias de caminhada, de crescimento, de práticas religiosas, de gestos de fraternidade. Assim, vamos nos preparando para entrar, com Jesus, em Jerusalém para celebrar, com ele, a Páscoa. E a Quaresma começa já nos apontando três práticas religiosas especiais neste período: oração, jejum e caridade. Mergulhe de cabeça nesta Quaresma!

E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa (Mt 6, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como disse Paulo, em sua segunda Carta aos Coríntios: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”. E nós não queremos e não podemos deixar passar essa oportunidade. A Quaresma há de ser para nós um tempo de crescimento espiritual, de fortalecimento de nossa fé e de realização de nosso compromisso de fraternidade. Abençoa, Senhor, este tempo de Quaresma que estamos começando. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Para viver a palavra de hoje, eu tenho uma boa sugestão que vale para toda a Quaresma: você realizar, a cada dia, um momento pessoal de oração. Isso será muito vantajoso para o seu crescimento cristão. Que tal começar hoje?!

O que fazer nesse momento pessoal de oração: ler com calma o texto bíblico do dia, ler e ouvir a Meditação, anotar no seu caderno alguma descoberta, rezar algumas de suas orações conhecidas.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Vida nova em Cristo Jesus!

  



16 de janeiro de 2023

Segunda-feira da 2ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO


Mc 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

MEDITAÇÃO


Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Vou logo lhe dizer o que é um odre. Odre é uma bolsa feita de couro de animal para guardar ou transportar líquidos, particularmente vinho. Claro, no tempo de Jesus não existia garrafas de plástico ou de alumínio para isso. Tinha-se que recorrer a utensílios de barro, madeira ou couro. O odre era feito de couro curtido de carneiro ou de bode. Uma das extremidades servia como gargalo, fechada com uma rolha de madeira ou também amarrada fortemente.

Então, odre é uma bolsa de couro curtido de bode ou carneiro para guardar ou transportar líquidos, especialmente o vinho. O vinho novo ainda está fermentando e se expande dentro do recipiente. Se o odre for novo, ele tem elasticidade suficiente para continuar mantendo o vinho no seu interior. Se o odre for velho, já sem elasticidade, o vinho novo na sua fermentação acaba por arrebentá-lo e se derramar.

Tudo certo até agora? Ótimo. Então, posso lhe fazer uma pergunta: o vinho de Jesus é novo ou velho? Calma, primeiro vamos saber que vinho é esse.

O vinho representa festa, alegria, celebração de alguma coisa muito boa. Quando começou a sua pregação, Jesus disse que o tempo tinha se cumprido e o Reino de Deus tinha se aproximado. A presença dele renovando vidas, reunindo os dispersos, restaurando a aliança com Deus inaugura um novo tempo, o tempo do Reino de Deus. É o tempo da salvação que chegou. Esta obra redentora tem seu ponto mais alto na cruz, nos reconciliando com Deus, no sacrifício de sua vida em favor dos pecadores, sacrifício da nova e eterna aliança.

Com Jesus, chegou o novo tempo: o tempo da reconciliação, da restauração da aliança, da salvação. Em Jesus, Deus está fazendo novas todas as coisas. (Você está conseguindo me acompanhar? Ótimo). No evangelho, isso está dito de muitas formas. Em Caná da Galileia, no casamento, ele oferece o vinho melhor, vinho que estava faltando naquela festa de aliança. Na mesa da última ceia, ele oferece o cálice de vinho, cálice do seu sangue derramado pela remissão dos pecados. A santa ceia, a Missa, é a celebração do sacrifício da cruz pela qual ele nos alcançou a reconciliação e ação de graças pela salvação que nos chegou por ele.

A obra redentora de Jesus é um vinho novo. O evangelho que anuncia essa notícia é um vinho novo. A vida em Cristo, pela habitação do Espírito Santo em nós, é um vinho novo.

Vamos à palavra de Jesus, hoje: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Dá para entender? “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Essa novidade que é a obra redentora, a vida em Cristo, anunciada no evangelho não cabe numa vida velha, num jeito pecador de se viver; pede uma vida nova, pede mudança de vida. “Vinho novo em odres novos”.


Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho anuncia a grande novidade: Deus está reinando entre nós, nos conduzindo para a plena realização, para a salvação. Ele está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um vinho velho. É um vinho novo. Não pode ser guardado ou transportado pelo velho Adão pecador. É uma novidade que só cabe numa vida nova, restaurada pela graça.

Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há sempre um risco de sermos pessoas muito religiosas, mas não expressarmos em nossa vida religiosa a grande alegria da redenção que nos alcançaste por tua morte e ressurreição. Dá-nos, Senhor, ser odres novos para guardar e transportar essa novidade de vida que é a reconciliação que nos alcançaste na cruz. A tua obra redentora, anunciada no evangelho, não é mais um elemento a ornamentar a nossa vida velha, o nosso modo de pensar e viver no egoísmo, na injustiça, no pecado. Pela pregação de tua palavra e pelos sacramentos de tua Igreja, tu nos dás o vinho novo. Que sejamos, Senhor, odres novos para recebê-lo, conservá-lo e portá-lo a outros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje: Mc 2,18-22. E responda no seu caderno espiritual o que você entendeu por ‘roupa nova’.

Você que recebe a Meditação pelo seu celular pode ver melhor o que é um ODRE, na foto que está junto com o texto da Meditação. É só clicar no link que estou lhe enviando.

Comunicando

Hoje é o dia da Missa de Ação de Graças pelos 9 anos do Programa Tempo de Paz. É um dia de gratidão e compromisso. A Missa será celebrada na Igreja de Santo Antonio, no centro do Recife, às 9 horas. Você pode nos acompanhar presencialmente, pelo rádio ou pelo Youtube. Todas as emissoras que transmitem diariamente o programa estarão transmitindo a Santa Missa. Já estou lhe enviando o link para acesso ao Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Pano para uma roupa nova!




02 de setembro de 2022

Sexta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO


Lc 5,33-39

Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”.
36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

MEDITAÇÃO


Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? (Lc 5, 34)

Há uma coisa nova acontecendo na história. Já de algum tempo, é verdade. E o que é? A presença de Jesus entre nós. Essa é a maior notícia de todos os tempos. Jesus entre nós, reconstruindo nossa comunhão com Deus. O anjo de Belém falou da chegada dele como “uma grande alegria para o povo todo”. E as pessoas, por onde ele passa, estão se dando conta: “Nunca vimos uma coisa dessas!”. A salvação de Deus está agindo por meio dele, restaurando, reconciliando, libertando. Ele diz que é o Reino de Deus que chegou. Jesus salvador entre nós, que coisa maravilhosa, inédita! Uma coisa nova realmente está acontecendo, na história.

Essa é a nossa experiência, hoje. Essa é a experiência dos seguidores de Jesus no começo de sua atuação na Galileia. Nós e eles estamos envolvidos nesse clima de alegria, de festa. O Mestre caminha conosco, ele nos instrui no caminho de Deus. Ele é o bom pastor que dá a vida por suas ovelhas. Ele está buscando e salvando a ovelha já perdida. O filho pródigo está voltando pra casa: motivo de festa, com direito a música, a dança e a churrasco do novilho cevado. Os cobradores de impostos estão sendo incluídos no Reino de Deus: motivo para banquete com Jesus, seus discípulos e pecadores à mesa. É a aliança de Deus com o seu povo que está sendo restaurada. O casamento da comunidade Israel com o seu Deus está sendo renovado. Não é à toa que o evangelho de São João comece, propriamente, com o casamento de Caná. O noivo oferece o melhor vinho. O noivo daquela festa – cá pra nós - é Jesus.

Então, a presença de Jesus entre nós, em nossa história humana, é a maior novidade de todos os tempos. É o Reino de Deus que chegou com ele nos salvando, nos resgatando, nos libertando. Ele é o noivo desse nosso casamento. Ele traz um vinho novo, a novidade do seu evangelho. Ele nos veste com uma roupa nova, a da graça, da comunhão com Deus. Estamos felizes. O clima é de festa. Agora, tem gente que não entendeu isso. E permanece mergulhado no seu sofrimento, no seu fracasso. Ou fica cobrando de Jesus e da gente uma cara de tristeza. Não, a nossa cara só pode ser de alegria. Estamos cheios de esperança e de luz. O clima não é de abatimento porque somos pecadores. O clima é de festa porque o amor de Deus nos redimiu dos nossos pecados. E começou o novo tempo, o tempo da graça de Deus em nós e no mundo.

O evangelho de hoje tem tudo isso. Jesus dizendo: ‘Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles?’ Quem são os convidados? Nós. Que casamento é esse? A nova e eterna aliança de Deus com a gente. E quem é esse noivo? Aí eu não preciso responder.... Claro, é Jesus. E ele falou assim porque havia uma reclamação: ‘É, tá tudo bem. Mas, o grupo de vocês não pratica o jejum, como os fariseus ou o pessoal de João Batista. Eles, sim, são fiéis e observantes’. Tenham paciência, agora não é hora de jejum. Agora, é hora de festa. É o que Jesus está dizendo. O Reino de Deus que ele anuncia é um tecido novinho pra gente fazer uma roupa nova. Não é um remendo pra sua roupa velha.


Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho é uma novidade fantástica: Deus reinando entre nós, nos conduzindo à plena realização. Jesus está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um remendo pra roupa velha. É pano pra roupa nova.

Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? (Lc 5, 34)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu inauguraste um tempo novo de vitória para a humanidade. O Reino já está fermentando a nossa história. E nós somos os cidadãos desse reino, revestidos de tua graça, fortalecidos pelo teu Espírito. Nós – como nos disseste – somos sal e luz para este mundo. Então, temos motivos de sobra para viver nossos compromissos cidadãos com muita esperança. Senhor, precisamos de tua graça para não esmorecer diante das dificuldades, para não desanimar diante dos problemas. Dá-nos a força do teu Espírito para sermos instrumentos do teu amor, fermento de justiça e fraternidade neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste mês da Bíblia, você ja sabe, estamos com um desafio: 
ler o evangelho do dia, todos os dias deste mês. Você sabe, cada dia, na celebração litúrgica, a Igreja nos lê uma passagem do santo Evangelho. O desafio, então, é esse: ler o evangelho de cada dia. Ontem foi o primeiro dia. Você conseguiu ler o evangelho de ontem?

Olha, você que recebe a Meditação diretamente, o desafio está facilitado. Todos os dias, junto com a Meditação, nós enviamos também o texto do Evangelho do dia. É só seguir o link que acompanha a postagem.

Comunicando

No domingo 11 de setembro, vou celebrar a Santa Missa das 17 horas (que é transmitida pela Rádio Amanhecer) na Paróquia Dom Bosco, do Alto da Lapa, São Paulo. Quem morar por perto, sinta-se convidado, convidada. Domingo 11 de setembro, 17 horas.

Por favor, não esqueça de ler o evangelho de hoje. Até amanhã, se Deus quiser!

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

COMO ANDA A SUA VIDA DE ORAÇÃO?



15 de junho de 2022

Quarta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum 

EVANGELHO


Mt 6,1-6.16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

MEDITAÇÃO


Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Estamos ouvindo o Sermão da Montanha. Nele, Jesus faz uma reedição da Lei, orientando os seus seguidores sobre como se conduzir em diversas situações da vida. No ensinamento de hoje, ele toca em três temas: a esmola, a oração e o jejum. ‘Quando der esmola, não toque a trombeta diante de si, não dê publicidade à sua caridade. Quando jejuar, não desfigure o rosto, ninguém precisa saber de sua penitência. Quando for rezar, não exiba sua piedade em favor de sua boa imagem’. A orientação é afastar-se do jeito dos fariseus e realizar essas práticas religiosas com um novo espírito.

Vamos prestar bem atenção à preocupação de Jesus com relação à oração. Um grande defeito da oração dos fariseus era a ostentação. Disse Jesus, com toda clareza: “Quando vocês forem rezar, não façam como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens”. Os fariseus rezavam em público, mostrando-se praticantes fieis da religião. Eles eram realmente admiráveis pelo exato cumprimento externo das normas religiosas. E o povo os tinha em muita conta. Mas, esse modo de praticar a fé, no fundo, os estimulava a buscar prestígio e poder diante do povo. A ostentação destrói a prática religiosa.

Na ostentação, procura-se o reconhecimento por parte dos outros, o elogio dos homens. A ação que seria de louvor a Deus transforma-se em louvor a si mesmo. Na ostentação, manifesta-se a vaidade. Pela vaidade, a honra que é devida a Deus eu a canalizo para a minha pessoa. Jesus via isso também nos trajes dos fariseus e seus mestres, com a desculpa de homenagear as palavras da Lei. A ostentação é também uma forma de humilhar os pobres e as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Além do mais, a ostentação é irmã do fingimento, da hipocrisia. É o culto da aparência, onde a verdade não conta, só o que fica bem na foto.

Pelo contrário, ensinou Jesus, “quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. A oração é um ato de intimidade entre Pai e filho. “Entra no teu quarto e fecha a porta”. Quarto é uma maneira simbólica de falar da própria intimidade. Esse é o primeiro templo, o nosso interior. A oração é como estar de portas fechadas, você e o seu Pai, conversando no seu quarto. É no espaço interior, longe de olhares curiosos ou das manifestações públicas de santidade, que você e Deus conversam, trocam confidências, acertam as coisas.




Guardando a mensagem

Os fariseus gostavam da oração da praça. Uma oração marcada pela ostentação, pelo jogo da aparência, pela falsidade das intenções. A oração servia para engrandecer sua imagem de homens devotos e cumpridores das obrigações religiosas. Era, afinal, uma louvação a si mesmos. Jesus aconselhou a oração do quarto. Uma oração marcada pela simplicidade, pela intimidade. Um diálogo amoroso e filial com Deus, no templo da própria interioridade.

Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
O teu ensinamento de hoje é uma grande lição para nossa vida de oração. Diante de Deus, não vale a aparência. Vale a verdade. No relacionamento com ele, conta pouco a formalidade. Vale especialmente a simplicidade, a confiança e a intimidade de filho ou filha no encontro com o seu Pai. O teu ensinamento, Senhor, não desprestigia os nossos templos. Mas, fica claro, que antes do templo de pedra, a oração se faz verdadeira no meu templo interior. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Consagre, hoje, um tempinho maior para sua oração pessoal. Recolha-se em qualquer lugar (pode ser mesmo no coletivo) e comunique-se com o seu Deus e Pai, no quarto do seu ser, na sua intimidade.

Comunicando

Como você sabe, todos os dias, nós enviamos a Meditação em formato de áudio e também de texto. Acompanhando o áudio, vai sempre uma breve apresentação da Meditação e o link para o texto. O texto do Evangelho e da Meditação é publicado diariamente no meu blog padrejoaocarlos.com. Quando lemos o texto, além de ouvi-lo, melhora muito a compreensão da mensagem.  Além do mais, no final do texto, tem como você postar seus comentários. 

Muito obrigado pela atenção. Até amanhã, se Deus quiser!

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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