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14 março 2020

HORA DE VOLTAR PRA CASA



Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

14 de março de 2020.

A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.

Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Olha só as palavras que aparecem: festa, festejar, alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.

E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa na casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”. A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.

É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.

Guardando a mensagem

Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido. Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.

Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,

Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Rezando a Palavra

Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A sugestão é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

14 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


04 março 2020

O SINAL DE JONAS

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

04 de março de 2020



Parece que Jesus andava meio decepcionado... A pregação do Reino bem merecia uma acolhida mais entusiasta. Sua palavra, seus milagres... tanto esforço, tanto compromisso da parte dele e, ao que parece, pouco resultado. Certamente, por isso, ele estava dizendo: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”.



Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Ele, a mando de Deus, pregou por três dias na grande cidade, anunciando o castigo de Deus sobre todo aquele povo. Castigo por conta de sua impenitência, de sua vida de maldade e violência. E o povo de Nínive, diante daquela pregação do profeta, tomou consciência de sua condição e implorou a misericórdia de Deus. Acolheu a pregação de Jonas como um convite urgente à penitência e à conversão. Do pequeno ao grande, do pobre ao rei, todos se sentaram em cinzas e pediram perdão de seus pecados. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Uma convocação à conversão. Mas, também um sinal da misericórdia de Deus, pois Deus, tendo desistido do seu intento de destruir tudo, mostrou a sua misericórdia, dando o seu perdão.


Esse sinal de Jonas para o povo do seu tempo estava sendo reeditado na presença de Jesus, na sua pregação. Como Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, assim Jesus seria para o povo do seu tempo. Jonas pregou por três dias, cobrindo toda aquela cidade pagã. Jesus pregou por três anos, percorrendo todo o país. Ele também trazia um convite urgente à conversão. Ele começou sua missão, convidando todos a acolherem o Reino que estava se aproximando: convertam-se e creiam no evangelho. O convite à conversão, na verdade, é um convite à acolhida da misericórdia de Deus.

Jesus estava lembrando que o povo de Nínive recebeu melhor o profeta Jonas do que o seu povo a ele. Converteu-se à pregação de Jonas. E ali, Jesus não estava encontrando a mesma acolhida, nem a mesma disposição para a conversão. O povo de Nínive iria ser juiz daquele povo do tempo de Jesus. E iria condená-lo. E quem estava ali anunciando a mensagem de Deus para eles não era simplesmente alguém como Jonas. Como ele mesmo disse, ali estava alguém maior que Jonas, o próprio filho de Deus. 

Guardando a mensagem

O povo pagão de Nínive converteu-se à pregação de Jonas. O povo de Deus do tempo de Jesus respondeu com indiferença à sua pregação. E um bom grupo reagiu com violência à boa notícia anunciada por ele. A pregação do Evangelho, que anuncia o Reino de Deus, continua hoje e chega até você e à sua família. Como é que vocês estão reagindo a esse anúncio que pede conversão e acolhida do amor de Deus? Como o povo de Nínive? Como o povo do tempo de Jesus?

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

essa página do Evangelho vem reforçar nossa caminhada cristã, que é um permanente convite à conversão, à acolhida da vida nova que tu nos alcançaste em tua cruz. Concede-nos, Senhor, que vençamos a indiferença, que é atitude típica do nosso tempo: o não ligar, o deixar pra lá, o não dar importância. Que a tua Palavra encontre abrigo em nossos corações e em nossas vidas, nos animando num processo de verdadeira conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A conversão é a nossa resposta à Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, hoje, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.

04 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

29 fevereiro 2020

SEGUIR JESUS

Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5, 28)

29 de fevereiro de 2020

Chegamos ao 4º dia da Quaresma. A Quaresma é um programa de crescimento espiritual. A cada dia, um novo passo. Nestes primeiros dias, o convite é claro: seguir Jesus. Hoje, temos o exemplo de Levi, o cobrador de impostos. Um exemplo de resposta ao chamado do Mestre. 

Jesus viu um cobrador de impostos (o tal Levi). Ele estava sentado na coletoria. Jesus o chamou: “Segue-me”. Agora, preste atenção à resposta dele: Deixou tudo, levantou-se e o seguiu. Depois, preparou em casa um grande banquete para Jesus. No banquete, estava um grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 

O evangelista narra a resposta de Levi em quatro ações: deixou tudo, levantou-se, seguiu Jesus e preparou, para ele, um banquete em sua casa. 

Ele era um funcionário, trabalhava coletando impostos para os romanos, profissão mal vista pelo seu povo. Deixou tudo. Tudo o quê? Tudo o que representava segurança, estabilidade, ser um elo na rede de arrecadação pública de impostos. Largou isso. Deu outro rumo à sua vida. Zaqueu também era um cobrador de impostos, mal afamado. Ao que parece, ele não deixou a sua profissão, como Levi, mas também deu novo rumo a ela. Prometeu reparar a quem prejudicou. Vá então pensando no seu caso. Deixar tudo pode significar dar um rumo novo ao seu trabalho, à sua profissão, ao seu casamento. 

Curiosamente, o evangelista anotou que Levi, que deixou tudo, levantou-se. Parece uma observação sem importância. Mas, veja: Jesus o viu sentado e o chamou; Ele, deixando tudo, levantou-se. Sentado é o sinal de instalação, acomodação, enquadramento. Levantar-se é a atitude de quem está se desinstalando, saindo de uma posição cômoda para enfrentar um novo desafio. Levantar-se para pôr-se a caminho. O Papa Francisco, escreveu na sua primeira encíclica, a Igreja tem que ser assim, “em saída”. O seguidor de Jesus, o cristão, há de ser uma pessoa “em saída”, disposta a caminhar, a empreender, a crescer, a partir. A igreja não é a casa dos acomodados, é o caminho dos que seguem Jesus. 

Bom, ele deixou tudo (deu um novo rumo ao que era e ao que fazia), levantou-se (venceu a acomodação de sua situação) e seguiu Jesus. Seguir é fazer-se aluno, discípulo. E segue Jesus, com os outros discípulos, faz comunidade com eles. Isto é a Igreja, que nasce por obra do Espírito Santo, unindo a Cristo os que se põem a caminho com ele. 

E a quarta ação de Levi foi o banquete em sua casa. O banquete é o sinal de alegria, de festa, de celebração da ressurreição. Levi é um novo homem. Ressuscitado em Cristo. É o que se vai fazer na Igreja todo domingo: celebrar a ressurreição, com Cristo. 

Guardando a mensagem

A Quaresma é um programa de crescimento em Cristo. Hoje, olhamos para a resposta de Levi. Jesus o chamou para o seu seguimento, como me chama e chama você. E Levi, numa resposta maravilhosa, completa (representada nas quatro ações), deixou tudo (deu novo rumo ao que era e fazia), levantou-se (rompeu com sua acomodação), seguiu Jesus (tomou Jesus como a direção de sua vida) e organizou um banquete em casa (celebrou, em comunidade, a vida nova em Cristo). É assim que deve ser a nossa resposta ao chamado de Jesus.

Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 

Obrigado por tua santa Palavra. Ela hoje me faz compreender que a conversão envolve toda a minha vida: é um novo rumo em tudo o que sou e faço, sob a tua direção. Na verdade, como disseste, tu és o caminho. Vamos por ti, andamos contigo, em ti está a realização completa do ser humano. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao teu chamado com generosidade, com radicalidade, com alegria, como Levi. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Neste quarto dia da quaresma, vá se preparando para o banquete da vida nova, a Eucaristia, que celebramos em comunidade, no dia do Senhor. Programe, prepare-se, convide outros. Amanhã, vamos celebrar o primeiro domingo da Quaresma.

29 de fevereiro de 2020

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




30 abril 2019

TEM UM NICODEMOS NO SEU CAMINHO


Se vocês não acreditam, quando lhes falo das coisas da terra, como acreditarão se lhes falar das coisas do céu? (Jo 3, 12).
30 de abril de 2019.
Nesta terça-feira, Nicodemos ainda está em cena, conversando com Jesus. Nicodemos representa o povo de Israel, na dificuldade que teve de entender e acolher Jesus. Nos anos que se seguiram à ressurreição de Jesus, as comunidades cristãs foram se organizando e se espalhando por toda parte. As comunidades guardavam a memória de Jesus e viviam e difundiam o seu evangelho, com grande fervor. Nas comunidades, além de judeus, começaram a ser acolhidos também os pagãos. E como viviam junto ou dentro das comunidades judaicas, o conflito foi crescendo entre as comunidades cristãs e as sinagogas. Nesse diálogo entre Jesus e Nicodemos, está muito dos debates entre os cristãos e os judeus desse período.
Nicodemos é um mestre da Lei, um fariseu, membro do grande conselho de Jerusalém. E Jesus está lhe dizendo que ele precisa nascer de novo, nascer do alto. ‘Que história é essa – pensa Nicodemos – o Messias que nós estamos esperando vem restaurar Israel, levar nosso povo à vitória contra nossos inimigos, vem elevar nossa nação. E esse Jesus, em vez de anunciar a restauração de Israel, está falando do homem novo, de uma nova humanidade; não de um novo Israel, mas de um novo homem’.
Isso mesmo. Jesus está dizendo que, para entrar no Reino de Deus, é preciso nascer de novo, nascer do alto. Ele está explicando que o que dá acesso ao Reino não é o título de membro do povo de Deus ou a prática da Lei de Moisés, mas ser renovado por obra de Deus. O novo nascimento é obra de Deus, pelo seu Espírito Santo.
A essa altura, podemos nos perguntar: Por que Nicodemos não se tornou abertamente um discípulo de Jesus, depois dessa conversa tão esclarecedora?
Nicodemos, ao que parece, permaneceu apenas um admirador de Jesus. Para tornar-se discípulo, precisava abandonar a segurança que ele encontrava na Lei de Moisés. Para ele, o reino de Deus se ganhava pelo cumprimento fiel do que a Lei mandava. E Jesus explicava que o Reino não é um prêmio aos mais comportados, mas um dom de Deus a quem ele ama. Na verdade, a todos que o amam, reconhecendo nele o enviado do Pai.
Nicodemos, ao que parece, não se tornou abertamente um seguidor de Jesus porque aderir a Jesus significava aderir ao seu evangelho, à sua pregação, aos seus ensinamentos. E Jesus abertamente amava e defendia os mais fracos, os mais sofridos, os discriminados. Isso implicaria ele ter um modo de viver e agir como Jesus, sem a busca de privilégios pessoais e na defesa dos injustiçados e oprimidos. Isso seria uma mudança muito grande para uma pessoa como ele, da elite social e religiosa do seu povo. Certamente, isso pegaria muito mal no Sinédrio. Ele seria mal visto, criticado e, quem sabe, até expulso do grande conselho. Ele não quis correr esse risco.
Guardando a mensagem
Nicodemos, mesmo reconhecendo que Jesus era um homem de Deus, parece que não conseguiu dar o grande passo da conversão. Permaneceu na sua condição de segurança como Mestre da Lei, não percebendo que a novidade estava em Jesus que, por sua morte e ressurreição, comunicava o perdão, a vida de Deus, o Santo Espírito. Pelo Espírito comunicado pelo ressuscitado, renascemos para uma nova vida, a vida da graça e da comunhão com Deus e com os irmãos. O novo ser humano, nascido do Espírito Santo, como o vento, é livre. Não está mais amarrado à letra da Lei, mas se move com liberdade nas suas novas opções.
Se vocês não acreditam, quando lhes falo das coisas da terra, como acreditarão se lhes falar das coisas do céu? (Jo 3, 12).
Rezando a palavra


Senhor Jesus,
O novo nascimento de que falavas, na conversa com Nicodemos, é o batismo. O batismo, o recebem os que creem em ti e aderem à tua pessoa e ao teu evangelho. No batismo, celebramos o derramamento do teu Espírito sobre nós, nos lavando dos pecados e nos comunicando a graça de sermos filhos de Deus. Dá-nos, Senhor, a graça de viver santamente a nossa nova condição de filhos e irmãos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.  
Vivendo a palavra
Será que, em você, há alguma coisa de Nicodemos? Em seu momento de oração de hoje, peça a Jesus a graça da conversão; conversão que é adesão fervorosa a Jesus e ao seu estilo de vida.

Pe. João Carlos Ribeiro – 30.04.2019

13 março 2019

NÍNIVE VAI JULGAR A GENTE


No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. (Lc 11, 32)

13 de março de 2019

Jonas, tendo desobedecido às ordens de Deus e tomando o rumo contrário do seu campo de missão, terminou sendo jogado para fora do navio. Passou três dias no ventre de um grande peixe e depois foi vomitado vivo, na praia. Jesus, mesmo obedecendo à vontade de Deus, terminou sendo executado fora da cidade. Também ele permaneceu no ventre da terra, tendo sido devolvido vivo, ao terceiro dia.

Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Ele, a mando de Deus, pregou por três dias na grande cidade de Nínive, anunciando o castigo de Deus sobre todo aquele povo. Castigo por conta de sua impenitência, de sua vida de maldade e violência. Mas, o povo, diante daquela pregação de Jonas, tomou consciência de sua condição e implorou a misericórdia de Deus. Acolheu a pregação de Jonas como um convite urgente à penitência e à conversão. Do pequeno ao grande, do pobre ao rei, todos se sentaram em cinzas e pediram perdão de seus pecados. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Uma convocação à conversão. Mas, também um sinal da misericórdia de Deus, pois Deus, tendo desistido do seu intento de destruir tudo, mostrou a sua misericórdia, dando o seu perdão.

Esse sinal de Jonas para o povo do seu tempo estava sendo reeditado na presença de Jesus, na sua pregação. Como Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, assim Jesus seria para o povo do seu tempo. Jonas pregou por três dias, cobrindo toda aquela cidade pagã. Jesus pregou por três anos, percorrendo todo o país. Ele também trazia um convite urgente à conversão. Jesus começou sua missão, convidando todos a acolherem o Reino que estava se aproximando: convertam-se e creiam no evangelho. O convite à conversão, na verdade, é um convite à acolhida da misericórdia de Deus. Jesus estava lembrando que o povo de Nínive recebeu melhor o profeta Jonas do que a ele. Converteu-se à pregação de Jonas. E ali, Jesus não estava encontrando a mesma acolhida, nem a mesma disposição para a conversão. O povo de Nínive iria ser juiz do povo de Deus do tempo de Jesus. E iria condená-lo.

Guardando a mensagem

O povo pagão de Nínive converteu-se à pregação de Jonas. O povo de Deus do tempo de Jesus respondeu com indiferença à sua pregação que anunciava o Reino de Deus. E um bom grupo reagiu com violência à boa notícia anunciada por Jesus. A pregação do Evangelho, que anuncia o Reino de Deus, continua hoje e chega até você e sua família. Como é que vocês estão reagindo a esse anúncio que pede conversão e acolhida do amor de Deus? Como o povo de Nínive? Como o povo do tempo de Jesus?

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. (Lc 11, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa página do Evangelho vem reforçar nossa caminhada cristã, que é um permanente convite à conversão, à acolhida da vida nova que tu nos alcançaste em tua cruz. Concede-nos, Senhor, que vençamos a indiferença, que é atitude típica do nosso tempo: o não ligar, o deixar pra lá, o não dar importância. Que a tua Palavra encontre abrigo em nossos corações e em nossas vidas, nos animando num processo de verdadeira conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

A conversão é a nossa resposta à Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, no dia de hoje, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.

Pe. João Carlos Ribeiro – 13.03.2019

14 janeiro 2019

UM COMEÇO ABENÇOADO



O Reino de Deus está próximo! (Mc 1, 15)
14 de janeiro de 2018.
Houve um momento em que Jesus começou a sua pregação. Ele tinha uma notícia pra dar. Avisou a todo mundo: O REINO DE DEUS CHEGOU. O fato que empurrou Jesus, por assim dizer, para encarar de vez a sua missão foi a prisão do profeta João Batista pelo violento tetrarca Herodes. A prisão do profeta criou uma grande crise no movimento do Batista, parecia o colapso daquela ebulição religiosa que preparava o povo para a chegada do Messias. Exatamente neste momento, quando o horizonte parecia se fechar, Jesus voltou para a Galileia e começou o seu ministério público.
Na sua pregação, ele começou dizendo quatro coisas: “O tempo já se completou, o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e creiam no evangelho”. Este é um resumo de tudo o que ele anunciaria com palavras e obras, em todo o seu ministério público. Finalmente, as promessas estavam se cumprindo: chegara a hora do reinado de Deus. Por sua presença de enviado e Messias, o novo tempo estava começando, o tempo da reconciliação, do perdão, da graça.
Essa comunicação de Jesus sobre a chegada o Reino não era apenas uma informação para se tomar conhecimento. Jesus, com essa maravilhosa notícia, estava convocando as pessoas para viverem esse novo momento. A boa notícia, isto é o evangelho, é uma grande convocação. Neste início da primeira parte do tempo comum, a Igreja nos recorda esse começo abençoado do ministério de Jesus, narrado no Evangelho de São Marcos. Ele anunciou a chegada do Reino e obteve uma adesão entusiasta de um grupo de pescadores: Simão e André, Tiago e João.
O bom exemplo dos quatro primeiros discípulos é uma proposta que o evangelho está nos apresentado para nossa imitação. É como se dissesse: “façam assim, respondam desse jeito à pregação de Jesus”. Na resposta deles, podemos destacar três passos.
O primeiro passo foi a CONVERSÃO. O anúncio do Reino é um convite à mudança de vida, nos pede conversão. ‘Convertam-se e creiam no evangelho’, disse Jesus. Pela conversão, fazemos opção pelo Reino, reorientamos a direção de nossa vida. Converter-se é fazer uma opção radical por Jesus. Isso muda muita coisa na vida de uma pessoa.
O segundo passo dos primeiros discípulos foi o SEGUIMENTO. A Simão e André, Jesus disse: “Sigam-me”. Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Jesus também chamou Tiago e João. Eles deixaram o pai na barca, com os empregados, e partiram, seguindo-o. Seguir Jesus é tornar-se seu discípulo, sua discípula, andando com ele e aprendendo com ele a viver e a realizar a obra de Deus.
O terceiro passo dos primeiros seguidores foi a MISSÃO. Jesus disse aos pescadores: ‘Sigam-me e eu farei de vocês pescadores de gente’. Como discípulos, aprendemos com Jesus, andamos com ele. Como missionários, participamos do seu ministério, agimos em seu nome, participamos do seu serviço de profeta, sacerdote e rei no mundo.
Guardando a mensagem
O evangelho de Marcos nos mostra Jesus começando sua pregação. Jesus fala do Tempo da espera que se cumpriu e do Reino que se aproximou. Em resposta, espera a nossa conversão e a nossa adesão ao evangelho. A narração da vocação dos quatro primeiros discípulos – Simão e André; Tiago e João – é uma apresentação de como deve ser nossa resposta à boa nova de Jesus. Nossa resposta deve ser a conversão, o seguimento e a participação na sua missão. Pela conversão, fazemos uma opção por Jesus e pelo Reino de Deus. Pelo seguimento, tornamo-nos discípulos do Senhor. Pela missão, participamos com ele no seu serviço de evangelização, santificação e senhorio no mundo.
O Reino de Deus está próximo! (Mc 1, 15)
Rezando a mensagem
Senhor Jesus,
Diante de teu convite, os teus primeiros seguidores foram generosos e prontos na resposta. É assim que temos que responder ao teu convite. Está escrito que André e Simão “imediatamente deixaram as redes e te seguiram”. Os outros deixaram inclusive o pai na barca, com os empregados com quem trabalhavam e partiram te seguindo. Eles foram generosos nas renúncias que fizeram para te seguir. Senhor, pelo teu Santo Espírito, fortalece em nós a nossa resposta ao teu convite para sermos teus discípulos e missionários. Que ela seja igualmente generosa, pronta e fiel. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, estamos festejando o aniversário do nosso Programa Tempo de Paz, um programa diário que eu apresento em muitas emissoras de rádio. É um dia de ação de graças e de compromisso com a evangelização. Sugiro que você visite o site da associação católica que atua comigo nesse serviço missionário, a AMA: www.amanhecer.org.br.

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB – 14.01.2019

15 outubro 2018

LEVANDO JESUS A SÉRIO

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. (Lc 11, 32)
15 de outubro de 2018.
O evangelho de ontem (Mc 10) reforçou o convite de Jesus a cada um de nós: “Vem e segue-me!”. O que nos faz cristãos é exatamente isto: o seguimento de Cristo. Para andarmos ao lado dele, no caminho, ele nos indicou duas condições: estarmos livres e sermos solidários. Para alcançar a vida eterna, ele nos ofereceu uma nova direção para a nossa vida: o seu seguimento.
A resposta do jovem rico à proposta de Jesus foi frustrante. A resposta dos apóstolos foi generosa. Eles deixaram tudo para segui-lo. E a resposta daquele povo da Galileia que Jesus estava evangelizando? Parece que Jesus andava meio decepcionado... Ele estava dizendo: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”.
Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Ele, a mando de Deus, pregou por três dias na grande cidade, anunciando o castigo de Deus sobre todo aquele povo. Castigo por conta de sua impenitência, de sua vida de maldade e violência. E o povo de Nínive, diante daquela pregação do profeta, tomou consciência de sua condição e implorou a misericórdia de Deus. Acolheu a pregação de Jonas como um convite urgente à penitência e à conversão. Do pequeno ao grande, do pobre ao rei, todos se sentaram em cinzas e pediram perdão de seus pecados. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Uma convocação à conversão. Mas, também um sinal da misericórdia de Deus, pois Deus, tendo desistido do seu intento de destruir tudo, mostrou a sua misericórdia, dando o seu perdão.
Esse sinal de Jonas para o povo do seu tempo estava sendo reeditado na presença de Jesus, na sua pregação. Como Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, assim Jesus seria para o povo do seu tempo. Jonas pregou por três dias, cobrindo toda aquela cidade pagã. Jesus pregou por três anos, percorrendo todo o país. Ele também trazia um convite urgente à conversão. Jesus começou sua missão, convidando todos a acolherem o Reino que estava se aproximando: convertam-se e creiam no evangelho. O convite à conversão, na verdade, é um convite à acolhida da misericórdia de Deus.
Jesus estava lembrando que o povo de Nínive recebeu melhor o profeta Jonas do que a ele. Converteu-se à pregação de Jonas. E ali, Jesus não estava encontrando a mesma acolhida, nem a mesma disposição para a conversão. O povo de Nínive iria ser juiz do povo de Deus do tempo de Jesus. E iria condená-lo.
Guardando a mensagem
O povo pagão de Nínive converteu-se à pregação de Jonas. O povo de Deus do tempo de Jesus respondeu com indiferença à sua pregação. E um bom grupo reagiu com violência à boa notícia anunciada por ele. A pregação do Evangelho, que anuncia o Reino de Deus, continua hoje e chega até você e à
sua família. Como é que vocês estão reagindo a esse anúncio que pede conversão e acolhida do amor de Deus? Como o povo de Nínive? Como o povo do tempo de Jesus?
No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. (Lc 11, 32)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
essa página do Evangelho vem reforçar nossa caminhada cristã, que é um permanente convite à conversão, à acolhida da vida nova que tu nos alcançaste em tua cruz. Concede-nos, Senhor, que vençamos a indiferença, que é atitude típica do nosso tempo: o não ligar, o deixar pra lá, o não dar importância. Que a tua Palavra encontre abrigo em nossos corações e em nossas vidas, nos animando num processo de verdadeira conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
A conversão é a nossa resposta à Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, nesta segunda-feira, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.
Faltam 03 dias para o lançamento de minha nova música nas plataformas digitais e redes sociais. CONFIAR EM DEUS.

Pe. João Carlos Ribeiro – 15.10.2018

13 setembro 2018

PARA QUE O MUNDO SEJA SALVO POR ELE

Assim é necessário que o filho do homem seja levantado (Jo 3, 14)
14 de setembro de 2018.
Você se lembra de Nicodemos! Foi aquele fariseu, mestre da lei, membro do Sinédrio de Jerusalém, que foi falar com Jesus, de maneira sigilosa, à noite. Ele tinha uma simpatia por Jesus. Mas, como membro do Sinédrio, o grande conselho da capital, tinha medo da reação dos seus colegas e com certeza medo de perder sua posição. Quando Jesus foi preso, ele protestou contra a decisão já tomada, sem ao menos o acusado ter sido ouvido. Quando Jesus morreu na cruz, ele ajudou José de Arimatéia a cuidar do seu enterro. Nicodemos é o tipo da pessoa importante, que por causa das conveniências do poder, tem dificuldade em assumir publicamente sua adesão a Jesus e ao seu Evangelho.
A elite também precisa ser evangelizada, claro. É o que Jesus fez com Nicodemos. Jesus lhe disse que ele precisava nascer de novo. Ele era um mestre da lei, com assento no grande conselho de Jerusalém. Isso não lhe fazia cidadão do Reino. Só renunciando a si mesmo, se pode seguir Jesus. Só fazendo-se pequeno, é que se entra no Reino de Deus. Ele precisava nascer de novo. Passar por uma conversão. Renovar-se pelo batismo. Nascer de Deus.
Como Nicodemos era profundo conhecedor das Escrituras, Jesus lembrou-lhe o episódio da serpente de bronze, no deserto. Ele, como mestre da Lei, poderia perceber facilmente que Jesus foi enviado pelo Pai para salvar o seu povo.
No tempo passado, o povo estava atravessando o deserto, depois da saída da escravidão do Egito. O caminho da superação do mal exige esforço, compromisso, perseverança. O povo começou a se cansar e se revoltar contra Deus, reclamando do calor do deserto, da comida repetida que era o maná, do cansaço da caminhada. Deu uma peste de serpentes venenosas. Começou a morrer muita gente por causa de sua má vontade, do clima de murmuração e de revolta contra Deus. A haste com uma serpente de bronze foi um sinal. Deus mandou Moisés fazer essa representação. Quem fosse picado pelas serpentes, olhando para aquele sinal era salvo da morte.
Esse símbolo da haste levantada, no Antigo Testamento, preparou o sinal de Jesus na cruz. A verdadeira salvação, a verdadeira cura, a libertação do pecado é Jesus em sua cruz. Fomos salvos por sua vida oferecida naquela haste da cruz. Como o povo antigo no deserto olhando para a haste com a serpente de bronze se curava, assim também nós pecadores temos um sinal de salvação, a cruz de Cristo, isto é a morte redentora de Jesus. Crendo em Jesus que morreu e ressuscitou por nós, encontramos a vida eterna.
Guardando a mensagem
Nicodemos é o representante das pessoas importantes, chamadas à conversão. E o representante de todos os que se sentem grandes, estudados, influentes. Para tornar-se discípulo de Jesus, tem que descer do seu pedestal. Renunciar a si mesmo, tornar-se pequeno, nascer de novo. Isto é obra de Deus em nós, pelo batismo, quando abrimos as portas de nossa vida pela fé. Como no deserto, agora Deus também está nos dando um sinal de salvação. Crendo em Jesus crucificado e ressuscitado, o pecador encontra a salvação.
Assim é necessário que o filho do homem seja levantado (Jo 3, 14)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Vemos em Nicodemos, que para acolher o Reino de Deus, é preciso se desapegar de sua grandeza, de seu poder, de seus grandes conhecimentos. O filho de Deus nasce do alto, do Espírito Santo. A cruz, que é a grande humilhação que te impusemos, Jesus, longe de ser um sinal do teu fracasso, é o sinal de tua vitória e da salvação de todos os que aceitam o teu caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.  
Vivendo a palavra
A cruz nos lembra o sacrifício redentor de Cristo, pelo qual fomos salvos. Você sabe rezar o sinal da cruz? Se não sabe, peça a ajuda de alguém com mais experiência. Reze, hoje, mais de uma vez o sinal da cruz.
Pelo sinal + da santa cruz + livrai-nos Deus + nosso Senhor + dos nossos + inimigos +  Em nome do Pai + e do Filho + e do Espírito Santo. Amém.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14.09.2018

23 julho 2018

QUEM AMA FAZ A HORA, NÃO DEIXA PRA DEPOIS.

Nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas (Mt 12, 39).
23 de julho de 2018.
Estamos começando a semana com um apelo muito forte da parte do Senhor: a nossa conversão. Fale a verdade: Deus já lhe deu muitas oportunidades para você tornar-se um fervoroso seguidor de Jesus, uma fervorosa discípula do Senhor, não é verdade? Quantas chances, Deus já lhe deu para você mudar de vida, converter-se? Agora, é bem capaz que você esteja esperando algo de grande impacto para que finalmente se entregue a esse grande amor! E é precisamente de amor que estamos falando. A conversão é um ato de amor: mudar o rumo de sua vida, colocando-a na direção do imenso amor de Deus. E ele nos ama por primeiro.
Você lembra: outro dia, Jesus estava se queixando das cidades de Corazim, Betsaida e  Cafarnaum. Viram tantos milagres, mas não se converteram. Hoje, fariseus e mestres da lei, opositores de Jesus, estão lhe pedindo um milagre: ‘Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti’. Jesus deve ter ficado aborrecido.  Pessoas mesquinhas como aquelas pedindo para presenciar um milagre, mas olhe só! Jesus não fazia milagres pra se mostrar. Àquela altura, Jesus já tinha tomado uma decisão: não iria mais fazer milagre nenhum. Ele chamou aquele povo de geração má e adúltera. ‘Essa geração está pedindo sinais, milagres. Não vai ter mais. Só um sinal, eles vão ter agora: o sinal de Jonas’.
Você se lembra do profeta Jonas?! Deus o mandou pregar em Nínive, capital da Assíria. Jonas calculou bem: Nínive, uma capital pagã... uma missão muito difícil, perigosa, tempo perdido. E logo o que tinha que anunciar: que Deus iria destruir tudo por ali. Nem pensar. Jonas pegou um navio numa rota contrária. Sujeito teimoso esse Jonas. No meio da viagem, o mar ficou tão enfurecido que os marinheiros desconfiaram que alguém ali estivesse em falta muito grave contra o seu Deus. Jonas confessou que estava fugindo de Deus e da missão difícil que ele lhe confiara. Para salvar a tripulação e o navio, não houve outro jeito. Foi atirado no mar. O que aconteceu foi incrível e você recorda. Um peixe o engoliu e três dias e três noites depois ele foi vomitado na praia. Deus o mandou de volta para a tarefa que lhe tinha confiado.
Jesus disse que não teriam mais nenhum sinal, mais nenhum milagre. Só um: o de Jonas. E ele mesmo explicou: ‘assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estaria três dias e três noites no seio da terra’ (Mt 12, 40). Ele está falando, então, de sua morte e de sua ressurreição. Este seria o grande sinal, o milagre pelo qual lhes seria mostrado sua condição de Messias, enviado de Deus. Esse milagre é um dos mistérios centrais de nossa fé. Mistério recordado em cada celebração. Dele fazemos memória na Santa Missa. Como Jonas engolido pelo peixe e devolvido vivo, ao terceiro dia. Morte e ressurreição. Esse é o grande sinal.
Vamos guardar a mensagem
Fariseus e mestres da Lei queriam ver um sinal para acreditar em Jesus. Ele já tinha feito tantos, mas nunca para se mostrar, para se exibir. Na corte de Herodes, também lhe pediram um milagre para divertir a corte. Jesus ficou quieto. Chega de milagres, foi a decisão de Jesus. Ele já estava chateado com a pouca conversão nas cidades onde tinha feito tantos milagres... Afinal, haveria um só sinal, o de Jonas. A morte e a ressurreição de Jesus é o milagre prefigurado no sinal de Jonas. Depois de três dias no seio da terra, Jesus foi devolvido vivo, ressuscitado.
Nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas (Mt 12, 39).
Vamos rezar a Palavra
Senhor Jesus,
Disseste que, no dia do juízo, os moradores de Nínive iriam condenar a geração do teu tempo, porque se converteram à pregação de Jonas, diferentemente de grande parte dos que te escutaram. Dá-nos, Senhor, a graça da conversão. Que à tua Palavra, respondamos prontamente, acolhendo o teu amor, na graça da fé e no seguimento do teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos praticar a palavra
A conversão é a nossa resposta à Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, no dia de hoje, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.

Pe. Joao Carlos Ribeiro – 23.07.2018

17 julho 2018

GENTE MAIS INTERESSADA NO PRESENTE DO QUE NO PADRINHO


Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não tinham se convertido (Mt 11, 20)
17 de julho de 2018.
Ganhar presente é uma coisa muito boa. Agora, mais importante do que o presente que a gente recebe é quem nos dá o presente, não é verdade? É decepcionante para alguém dar um presente e ver que quem o recebeu está interessado mesmo no que ganhou, não em quem lhe ofertou aquilo. É, tem muita gente interessada mais no presente do que no padrinho.
Hoje, em dia, fala-se muito de curas, de milagres. É verdade que Deus continua a ser bom e generoso para conosco, nos acudindo em nossas fraquezas e necessidades. Mas, será que as pessoas que recebem tantos favores de Deus voltam-se para ele de todo o coração, começam a andar na vida nova de sua graça, convertem-se de seus pecados? Você, o que acha? ... Será que muita gente está apenas se aproveitando de Deus e depois se esquecendo dele?
Olha o que temos no evangelho de hoje! Jesus mostrou-se decepcionado com as pessoas beneficiadas por seus milagres. Corazim e Betsaida eram pequenas cidades da Galileia. Cafarnaum era uma cidade um pouquinho maior, situada às margens do Mar da Galileia, onde Jesus morava. Nessas e em outras cidades, ele tinha feito muitas pregações e realizado muitos milagres. E ele estava ficando decepcionado com essas cidades. Tanta gente o procurava pedindo todo tipo de favor, e ele atendendo com tanta compaixão, manifestando o poder e o amor de Deus naqueles eventos extraordinários... Mas, àquela altura, ele já estava ficando irritado... onde estava a conversão daquele povo?
Ele mesmo comparou Corazim e Betsaida com duas grandes cidades pagãs, Tiro e Sidônia. Se nessas cidades pagãs tivessem acontecido aqueles milagres, estariam todos fazendo penitência,  pedindo perdão a Deus. E o povo de Corazim e Betsaida continuava sua vidinha tranquila, sem dar sinais de conversão. E a própria Cafarnaum que já tinha visto todo tipo de milagres de Jesus - na sinagoga, na casa dele, na praça, no mar – e nem assim apresentava sinais de mudança. Aí ele fez outra comparação que certamente não agradou aos seus conterrâneos. Sodoma, a cidade que Deus destruíra com fogo por causa de sua maldade, teria se convertido se tivesse visto os seus milagres. No dia do juízo, as cidades pagãs e a própria Sodoma terão um tratamento mais brando do que aquela gente da Galileia, disse Jesus.
Era de se esperar que os milagres ajudassen o povo a se voltar para Deus, a se converter. Todo milagre é uma demonstração do amor de Deus que restaura a pessoa humana. Na história do paralítico, ficou claro que mais do que o milagre físico, Jesus veio comunicar o perdão dos nossos pecados. Ele salvou a adúltera que iria ser apedrejada, mas lhe disse: vá e não peque mais. A própria cura dos leprosos é uma amostra de como sua missão é nos purificar dos pecados. Jesus esperava, então, que essas pessoas alcançadas por gestos tão maravilhosos de Deus, passassem a caminhar na fé, voltassem-se para Deus, acolhessem o seu enviado.
Infelizmente, vê-se  hoje uma corrida para a bênção, a cura e o milagre, com pouca ou nenhuma conversão, com pouca ou nenhuma adesão à sua Palavra, ao seu evangelho. Está na hora de escutarmos essa Palavra do Mestre: ‘Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo o mais lhes será dado em acréscimo’.
Vamos guardar a mensagem
Como acontece hoje, no tempo de Jesus, muita gente o procurava para alcançar a cura de suas doenças, a solução dos seus problemas. Mas, uma vez satisfeitos, esqueciam-se de Jesus e não mostravam nenhum interesse por seus ensinamentos. Jesus, apesar de tão bom e compassivo, ficou decepcionado com aquelas cidades onde ele tinha feito tantos milagres. Afirmou que, se cidades pagãs tivessem visto tantos milagres, teriam se convertido. E aproveitou para lembrar que, no dia do juízo, haverá uma cobrança muito maior para quem teve mais chances na evangelização. É, tem muita gente interessada mais no presente do que no padrinho.
Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não tinham se convertido. (Mt 11, 20)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Dá-nos a graça de nos deixarmos guiar pelo amor, não pelo interesse. Na lógica do amor, nós te buscamos porque nos sentimos amados e queremos te amar e viver no teu amor.  Na lógica do interesse, alguém te busca para conseguir uma graça ou proteção e te esquece logo que alcança seu objetivo. Sabemos, Senhor, que antes que venhamos bater à tua porta, tu já bateste à nossa, aguardando que a abramos para cear conosco, como está escrito no Livro do Apocalipse. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém
Vamos viver a palavra
Essa palavra de hoje merece um bom exame de consciência de sua parte. Pare uns minutinhos, assim que puder, e, em oração, se pergunte: O que o Senhor está me dizendo hoje?

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.07.2018