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20200514

PERMANECER EM CRISTO

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)
14 de maio de 2020

Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que deem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe. Daí a recomendação: "permaneçam no meu amor".

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estarmos inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos. Vamos nos explicar melhor. 

PERMANECER EM CRISTO é, antes de tudo, estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós.

PERMANECER EM CRISTO é também estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Quem está unido a Cristo precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão.

PERMANECER EM CRISTO é ainda guardar os seus mandamentos. “Se guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor”, disse ele. E apresentou o seu próprio exemplo: ele guardou os mandamentos do seu Pai e, assim, permanece no seu amor. O discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”.

Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira, que és tu. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos manter perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Sendo hoje o dia do teu apóstolo Matias, que foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes, queremos, por sua intercessão, renovar nossa comunhão contigo e com a tua Igreja, nesse momento difícil que estamos atravessando como humanidade. Abençoa, Senhor, este 14 de maio e todas as pessoas que hoje, em todo o mundo, num grande esforço de unidade, estão clamando pelo fim da pandemia e pelo advento de um tempo de paz e fraternidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Neste dia de oração, jejum e invocação a Deus pela humanidade atingida pela pandemia do novo coronavírus, faça o seu momento pessoal de oração rezando nesta intenção.

Se você tiver um tempinho, às 10 da noite, a gente se encontra na live da Oração da Noite no youtube e no facebook. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200313

HORA DE PAGAR O ARRENDAMENTO

Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

13 de março de 2020.

Olha só essa história de Jesus.... Um homem plantou uma vinha. Arrendou-a e viajou para longe. No tempo combinado, mandou buscar a renda. Os rendeiros negaram-se violentamente a pagar a renda.

Para entender essa história de Jesus, basta saber quem é a vinha. E quem seriam os agricultores covardes que se apossaram da vinha. Você tem uma ideia sobre quem é a vinha? A vinha, quem é? Vou lhe ajudar. Uma vinha é uma unidade de produção de vinho: a plantação da uva, a colheita e a fabricação do vinho, tudo feito na mesma fazenda. A vinha é uma imagem bíblica do povo de Deus. A vinha é o povo de Deus. No caso, o povo de Israel era a vinha. Foi Deus que plantou aquela vinha e a aparelhou de tudo para produzir um bom vinho. O vinho é uma coisa nobre, é uma representação dos frutos que o povo devia produzir.



Então, quem é a vinha? O povo de Deus. O povo com sua terra, sua organização, seu desenvolvimento. E de quem é a vinha? Claro, de Deus. Foi ele que a plantou e organizou tudo. Ele deixou um grupo de agricultores tomando conta, os rendeiros. E quem seriam esses agricultores? Pense aí... É só prestar bem atenção no começo da leitura, que a gente fica sabendo de quais agricultores Jesus estava falando. Deixa eu ler o comecinho do evangelho de hoje: “Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas”. Quem são os agricultores que ficaram como rendeiros, tomando conta da vinha? Isso, essa turma aí... os sumos sacerdotes, os mestres da lei, os anciãos... os líderes do povo, os seus governantes. Eles não são donos da vinha. Eles devem dar conta do seu trabalho e dos frutos que a vinha produzir, dar contas ao dono da vinha. E quem é o dono da vinha? Claro, Deus.

Mas, os agricultores da parábola maltrataram os empregados que o dono da vinha mandou para receber a renda. Bateram neles, expulsaram, até mataram alguns. E quando o dono da vinha resolveu enviar o seu filho único, o herdeiro, eles se combinaram para matá-lo. Os empregados enviados foram os profetas. E você já advinha quem foi o filho único que o dono da vinha mandou... quem foi? Claro, o próprio Jesus que está contando a história.

Guardando a mensagem

Por que será que essa palavra está chegando a você hoje? Aí eu já não sei. Mas que ela é uma palavra viva de Deus para você hoje, eu não tenho dúvida. Vou lhe dar uma sugestão. Você poderia pensar na sua vida. A sua vida é uma vinha que Deus plantou e dispôs muitas oportunidades para que ela produza muita coisa boa, um bom vinho. A sua vida é uma vinha. Você é o agricultor (a agricultora) que ficou tomando conta dela. Não vá pensar que a vinha é sua. Não é. Não vá negar a quota que é devida ao dono dela. Nem tratar os emissários dele com violência. E que quota você deve dar ao dono de sua vida? É bom você perguntar ao Espírito Santo de Deus que habita em você desde o batismo. Ele vai lhe dizer alguma coisa. Mas, eu já adianto: você precisa reconhecer claramente que a vinha é de Deus, que o que você consegue não é só fruto do seu suor. Você precisa agradecer mais, obedecer mais, partilhar mais.

Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,

Nesta tua história de hoje, a parábola dos vinhateiros, disseste que o dono da vinha mandou seu filho único para receber a parte do arrendamento. Sabemos que és tu que vieste. Tu és o filho unigênito que o Pai nos enviou. O que está na parábola foi o que te aconteceu: Eles te mataram e jogaram pra fora da vinha. Até hoje, nós tínhamos ficado com raiva daqueles agricultores violentos. Mas, agora está nos ocorrendo que os rendeiros somos nós também. Queremos, hoje, com a tua graça, reconhecer que é o Pai o dono da nossa vida e te acolher como o filho único enviado por ele, o herdeiro, o Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Estamos já no 17º dia da caminhada quaresmal. Hoje é sexta-feira, dia de abstinência de carne. A sugestão: vamos levar isso a sério. Nada de carne hoje. Este pequeno sacrifício é para nos unirmos ainda mais ao filho do dono da vinha, a quem o nosso pecado expulsou e levou à cruz numa sexta-feira.

13 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20181027

PODEMOS ESTAR JÁ NA PRORROGAÇÃO

Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)
27 de outubro de 2018.
Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva, por exemplo, cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. E Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. No frio, a figueira perde todas as suas folhas, mas lá pelo mês de março, ela renasce e se prepara para dar figos, uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.
No evangelho de hoje, Jesus contou que um homem havia plantado uma figueira em sua vinha. Durante três anos, ele voltou lá para colher algum fruto. Nada. Não achava coisa nenhuma. Na terceira vez que ele foi procurar o fruto na figueira e, claro, não encontrou nem sinal, ele perdeu a paciência e mandou o empregado cortá-la. Estava ocupando o terreno inutilmente.
A figueira, na Bíblia, representa a pessoa ou mesmo o povo de Deus. Esta figueira improdutiva é a imagem de pessoas do tempo de Jesus que, mesmo ouvindo sua pregação, não se converteram, não mudaram de vida. João Batista, preparando a vinda de Jesus, tinha insistido em que o povo desse fruto de vida nova, apresentasse sinais de sua conversão. Jesus, de igual modo, está cobrando que as pessoas que o escutam, acolham sua palavra, produzam frutos, mudem de vida. Lembra a parábola do semeador? A semente, a palavra de Deus, está sendo semeada. Só no terreno bom, cresce, floresce e dá muito fruto.
Na história, o dono da terra já procurava frutos na figueira há três anos. É uma clara alusão ao ministério de Jesus, que completava três anos. Três anos de pregação, de milagres, de curas, de exorcismo... cadê os frutos desse povo, quais os sinais que mostram que abraçaram a vida nova que ele estava anunciando? Faltou paciência ao dono da terra. Mandou cortar aquela figueira parasita, ocupando à toa o terreno dele. Mas, o seu empregado pediu mais tempo e prometeu maior empenho. ‘Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e colocarei adubo. Talvez, depois disto dê frutos. Caso contrário, vamos cortá-la’.
Guardando a mensagem
A figueira pode ser a sua vida, a sua família, a sua comunidade. Não basta estar coberta de belas folhagens, tem que dar frutos.  Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Podemos fazer uma lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior. Pela história, você sabe, o Senhor nos dá mais um tempo. Seu empregado está pondo mais adubo, regando mais frequentemente... torcendo que demos frutos. Frutos de conversão, de vida nova em Cristo.
Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Não basta ouvir a tua palavra. É preciso ouvi-la e praticá-la. É assim que a nossa vida vai se modificando, afastando-se do mal e nos edificando como novas criaturas, pessoas renascidas na tua graça. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas interiormente renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, reze pela sua conversão e pela conversão de alguém muito próximo de você.


Pe. João Carlos Ribeiro – 27.10.2018

20180810

TEM GRÃO DE TRIGO QUE NÃO QUER MORRER

Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo (Jo 12, 24)
10 de agosto de 2018.
O pão é um alimento universal. Quase todo mundo gosta de pão e de tudo o que se faz com a farinha de trigo: macarrão, bolo, bolachas, biscoitos. Tudo começa com o grão de trigo plantado na terra. O grãozinho, dentro da terra, em temperatura adequada, encontrando água, vai se umedecendo até que se rompe a sua casca, de dentro pra fora. Entrando oxigênio e água nas suas células, vai brotando um início de raiz que vai buscar água e minerais na terra para se desenvolver. Vai nascendo, então, um caulezinho e a plantinha começa a crescer. Essa planta, o trigo, vai dar muitas espigas. E as espigas maduras serão colhidas e trituradas para fazer a farinha de trigo. Da farinha, sairá o pão e tudo o mais.
Olha a dinâmica maravilhosa da obra de Deus, neste exemplo da germinação da semente de trigo. Da morte, nasce a vida. O grão de trigo enterrado na terra morre, se arrebenta de dentro pra fora. É assim que gera a plantinha, o pé de trigo. Só morrendo, dando-se a si mesmo, pode produzir fruto, chegar à nossa mesa como alimento para saciar a fome.
Foi o que Jesus disse: ‘Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto’ (Jo 12, 24). Ele é o grão de trigo que cai na terra e morre para gerar muito fruto. Não se poupa a si mesmo, dá-se por completo. Não está procurando salvar a sua pele, está dando-se sem reservas pelo bem dos outros. E é isso que o seu servidor precisa saber. É isso que o seu seguidor precisa imitar.
O grão de trigo é Jesus. Somos nós também. O grão de trigo que cai na terra e morre, partindo-se na germinação, gera uma nova vida.  Jesus está falando de sua morte, propriamente do sentido de sua vida e de sua morte. Sua morte não seria o fim. Seria o coroamento de sua missão, o ápice do seu serviço. Se o grãozinho de trigo semeado nega-se a entregar-se, a abrir-se à terra, a dar-se por completo, permanecerá apenas um grãozinho, estéril, e daí a pouco será assimilado pela terra. Nada sobrará.  Mas, se generosamente se entregar, se se abrir de dentro pra fora, morrendo na sua condição de grão, vai gerar uma nova planta que vai dar muitas espigas, multiplicar-se, alimentar muita gente. A morte da semente é a geração de uma nova vida, é o milagre do renascimento. Olha que sábia comparação essa de Jesus. A morte já contém a vida, se a vida for vivida com sentido.
Guardando a mensagem
Aos discípulos, Jesus fala de si como grão de trigo que morre para gerar muitos frutos. E fala que quem quiser servi-lo, precisa segui-lo pelos caminhos dele, imitá-lo em sua entrega pelos outros. Isso que Jesus disse ecoa de uma maneira muito especial nos dias de hoje. Estamos mergulhados em uma cultura que supervaloriza o sucesso individual, a busca do bem-estar e do prazer.  Estamos bem longe do evangelho. O ideal, em nosso mundo, é ‘eu me dar bem’, fugindo de qualquer sacrifício ou sofrimento, pouco me importando com o sofrimento dos outros. Por que muita gente não quer ter filhos? Porque ter filho obriga os pais a viverem voltados para um outro, não para si mesmos. Por que muitos jovens refutam a vocação de consagração na Igreja? Porque este é o estilo de vida onde se vive para os outros, não para si mesmos. Por que boa parte dos matrimônios entra em crise? Porque um não quer sacrificar-se pelo bem do outro. Ainda somos grãos de trigo que, caindo na terra, negamo-nos a nos entregar, a nos sacrificar, a morrer para gerar vida.
Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo (Jo 12, 24)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Quantas lições, aprendemos em tua palavra! Uma família não se constrói com gente comprometida apenas pela metade, poupando-se, fazendo o mínimo. Na verdade, nenhuma vocação – a do casamento, a do serviço do altar, a da consagração – nenhuma vocação é fecunda sem entrega, sem dedicação, sem renúncia. É o grão de trigo que cai na terra e morre.  Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
É bom você fazer, hoje, um exame de consciência. Que tipo de grão de trigo você está sendo?

Pe. João Carlos Ribeiro – 10.08.2018

20180728

ATENÇÃO PARA NÃO SEMEAREM JOIO NA SUA PLANTAÇÃO



Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora (Mt 13, 25). 


28 de julho de 2018.


Jesus contou uma parábola para ensinar a gente a ser paciente, tolerante e deixar o julgamento para Deus. E, certamente, também pra gente ficar mais atento com o que estamos fazendo, com a nossa plantação. Ele contou a parábola do joio e do trigo. Um homem semeou boa semente de trigo em seu campo. De noite, veio o inimigo e semeou o joio. Cresceram juntos, trigo e joio. Quando começaram a aparecer as espigas, notou-se que no meio do trigo havia o joio. Os empregados queriam arrancá-lo. Mas, o homem não deixou. Poderiam confundir trigo com joio. Deixassem chegar o tempo da colheita. Aí, sim, arrancariam primeiro o joio e tocariam fogo nele. O trigo não, o trigo iria para o celeiro.

Jesus, à parte, em casa, com os discípulos deu uma explicação dessa parábola. O homem que semeou a boa semente é ele mesmo, o Mestre. O trigo são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. No fim dos tempos, os anjos farão a ceifa. E cada um terá o seu destino: os maus para o fogo eterno, os justos para a glória. 

Você conhece um pé de trigo? O trigo é como um capim crescido com espigas. Quando chega o tempo da colheita, fica tudo amarelinho. Espigas bonitas, os grãos todos arrumadinhos, tudo bem certinho. É bonito de se ver. O trigo era a base alimentar do povo do tempo de Jesus. Com ele, faziam o pão, em casa. Mas, e o joio? O joio, você nunca viu. O joio é uma erva daninha, também chamada de cizânia, que dá no meio de cereais como o trigo. Ele é bem parecido com o trigo. Só quando começa a dar espigas é que se nota a diferença. Umas espigas com uns grãos desengonçados, uns grãozinhos pretos tóxicos. As feiosas espigas ficam logo pendidas para um lado. E tem outro detalhe que os diferencia. O trigo tem raízes não muito profundas, é fácil arrancá-lo. Já o joio tem raízes rasteiras que se entrelaçam nas raízes do trigo. Na história de Jesus, o homem achou melhor não arrancar o joio. O melhor seria aguardar a colheita. Arrancando o joio iria-se prejudicar o trigo, claro, porque suas raízes se misturam com as do trigo. Seria prejuízo para o desenvolvimento da espiga do trigo. 


A grande lição da parábola é a tolerância. Vivemos nesse mundo, junto com todo mundo. Não podemos viver separados. A oração de Jesus na última ceia dizia: “Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do maligno”. Trata-se de convivermos, com respeito e tolerância com todos. Não quer dizer que aplaudimos o mal. Não. Trabalhamos para que todos se consertem, todos precisam ter essa chance. Temos que ser pacientes, como Deus é paciente. Somos trigos. Convivemos com o joio. Mas, todo cuidado é pouco para não nos tornamos também joio, permitindo que o mal nos influencie e nos faça à sua imagem. O joio e o trigo se conhecem pelas espigas, pelos frutos. O fruto é que nos diz se é trigo e vai dar um bom pão ou se é joio e está só sugando a terra e atrapalhando o desenvolvimento do trigo.


Vamos guardar a mensagem 

Os fariseus bem que queriam viver separados das outras pessoas, a quem eles chamavam de pecadores. Mas, Jesus agiu de maneira diferente. Procurava estar com todos, mesmo com aqueles que a sociedade discriminava. Vivemos misturados, joio e trigo. O joio não vai ter um bom final. Mas, o trigo tem que ter cuidado para não se deixar assimilar pelo joio e tornar-se estéril ou dar frutos venenosos como ele. Pelo contrário, o trigo precisa trabalhar para ajudar na conversão do joio. A parábola do joio e do trigo é um belo ensinamento sobre a tolerância, a convivência. Mas, também sobre a vigilância. Não deixar que o inimigo semeie o joio na nossa plantação.


Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora (Mt 13, 25).

Vamos rezar a palavra



Senhor Jesus, 

Tu nos ensinaste a rezar, no Pai Nosso, “Livrai-nos do mal”. Ajuda-nos, Senhor, a estar vigilantes para que o inimigo não semeie joio na nossa plantação de trigo, na nossa família, na nossa comunidade. Ensina-nos a conviver com quem é joio, sem exclui-lo, mas sem imitá-lo ou deixar-nos cooptar pela desonestidade, pela infidelidade, por suas más ações. Antes, sejamos capazes de ajudá-los a se transformarem em trigo, antes que chegue o dia final da colheita. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vamos viver a palavra 

Talvez você já esteja identificando algum joio na sua plantação. Que tal rezar por ele, para que se converta enquanto é tempo?

Pe. João Carlos Ribeiro – 28.07.2018

20180601

ESPELHO, ESPELHO MEU, EXISTE FIGUEIRA MAIS BONITA DO QUE EU?

De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi lá ver se encontrava algum fruto (Mc 11, 13)
01 de junho de 2018.
Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. Muitas vezes a figueira representa o povo de Deus. No frio, a figueira perde todas as suas folhas, mas lá pelo mês de março, ela renasce e se prepara para dar figos, uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.
No evangelho de hoje, Marcos capítulo 11, há um episódio em que Jesus estava indo ao Templo e encontrou, no caminho, um lindo pé de figueira, bonito mesmo, cheio de folhagens verdes. Ele estava com fome. Avistou de longe aquele arbusto bonitão e lhe veio aquela vontade de comer figo, chega lhe deu água na boca. Chegou perto, procurou, procurou, e nada. A figueira só tinha beleza, frutos não tinha. Jesus ficou bravo. Os discípulos escutaram ele dizer: “Também ninguém mais vai comer do teu fruto”.
Para entender bem essa passagem, é bom ver o contexto. Um dia antes, Jesus tinha entrado no Templo de Jerusalém e observado o que estava acontecendo por lá. Parece que ele não gostou do que viu.  Ele foi dormir em Betânia, um lugar fora da cidade. E no dia seguinte, voltando para o Templo, ele encontrou essa figueira da história. Quando ele chegou no Templo (ai, ai, ai), o negócio foi sério. Expulsou os vendedores e os compradores do negócio de animais e do câmbio de moedas. A confusão foi grande. Denunciou ao povo, em alta voz, que tinham transformado a casa de oração em toca de ladrões. Os sumos-sacerdotes juraram acabar com ele.
Na manhã seguinte, eles passaram pela mesma estrada e ficaram espantados com o que viram. A figueira tinha secado. Pedro foi o primeiro a informar, surpreso: “Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou”.
Tenho certeza que, conhecendo esses pormenores do contexto, você já entendeu quem é essa figueira e porque ela secou. Dentro do contexto do evangelho de hoje, a figueira é o Templo. O Templo é essa monumental instituição, bela aos olhos dos peregrinos, que atrai tanta gente nas peregrinações, com tantos sacrifícios de animais oferecidos em culto a Deus... uma figueira coberta de belas folhas. Mas cadê os frutos? Nada. Jesus repreendeu a figueira. E ela secou. Jesus repreendeu o Templo. E qual foi a sua sorte? Bom, 40 anos depois, foi destruído pelos romanos. Figueira sem fruto, reprovada na avaliação divina.
Mas, qual é a atualidade dessa cena evangélica, se o Templo de Jerusalém não existe mais? Bom, você pensou em alguma coisa, eu também, mas deixa pra lá. O Templo pode ser sua comunidade, pode ser a nossa obra, pode ser a sua pessoa também. Pode cobrir-se de folhas, enfeitar-se muito, mostrar-se como árvore frondosa, mas os frutos é que contam. Se não os tiver, nada feito.
Vamos guardar a mensagem
A figueira coberta de folhas, no contexto do evangelho de hoje, é, em primeiro lugar,  o Templo de Jerusalém. Jesus e os peregrinos o viam majestoso, com um afluxo invejável de peregrinos, movimentando muito dinheiro no negócio dos animais para o sacrifício, mas os frutos que dele se podiam esperar não existiam. A figueira pode ser também a própria Igreja, a sua família, a minha vida. Importante são os frutos. Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Vamos a uma pequena lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior.
De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi lá ver se encontrava algum fruto (Mc 11, 13)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Deus fez uma aliança com o povo antigo. Mas, ele se mostrou infiel em muitas ocasiões, rompendo a aliança. Como prometido, foste enviado e fizeste conosco a nova e eterna aliança, renovando os pactos já firmados no antigo testamento. Infelizmente, também podemos ser infiéis e romper a aliança firmada no teu sangue. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre.
Vamos viver a palavra
No seu diário espiritual (já está na hora de você ter o seu), desenhe uma figueira, um arbusto não muito grande ou cole uma figura, para lhe representar. Depois, faça uma lista dos frutos que Deus espera de você.

Pe. João Carlos Ribeiro – 01.06.2018

20180301

AO MEU FILHO, ELES VÃO RESPEITAR!

MEDITAÇÃO PARA A SEXTA-FEIRA 02 DE MARÇO DE 2018.
Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)
Olha só essa história de Jesus.... Um homem plantou uma vinha. Arrendou-a e viajou para longe. No tempo combinado, mandou buscar a renda. Os rendeiros negaram-se violentamente a pagar a renda.
Para entender essa história de Jesus, basta saber quem é a vinha. E quem seriam os agricultores covardes que se apossaram da vinha. Você tem uma ideia sobre quem é a vinha? A vinha, quem é? Vou lhe ajudar. Uma vinha é uma unidade de produção de vinho:  a plantação da uva, a colheita e a fabricação  do vinho, tudo feito na mesma fazenda. A vinha é uma imagem bíblica do povo de Deus. A vinha é o povo de Deus. No caso, o povo de Israel era a vinha. Foi Deus que plantou aquela vinha e a aparelhou de tudo para produzir um bom vinho. O vinho é uma coisa nobre, é uma representação dos frutos que o povo devia produzir.
Então, quem é a vinha? O povo de Deus. O povo com sua terra, sua organização, seu desenvolvimento. E de quem é a vinha? Claro, de Deus. Foi ele que a plantou e organizou tudo. Ele deixou um grupo de agricultores tomando conta, os rendeiros. E quem seriam esses agricultores?  Pense aí... É só prestar bem atenção no começo da leitura, que a gente fica sabendo de quais agricultores Jesus estava falando. Deixa eu ler o comecinho do evangelho de hoje: “Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas”. Quem são os agricultores que ficaram como rendeiros, tomando conta da vinha? Isso, essa turma aí... os sumos sacerdotes, os mestres da lei, os anciãos... os líderes do povo, os seus governantes. Eles não são donos da vinha. Eles devem dar conta do seu trabalho e dos frutos que a vinha produzir, dar contas ao dono da vinha. E quem é o dono da vinha? Claro, Deus.
Mas, os agricultores da parábola maltrataram os empregados que o dono da vinha mandou para receber a renda. Bateram neles, expulsaram, até mataram alguns. E quando o dono da vinha resolveu enviar o seu filho único, o herdeiro, eles se combinaram para matá-lo. Os empregados enviados foram os profetas.  E você já advinha quem foi o filho único que o dono da vinha mandou... quem foi? Claro, o próprio Jesus que está contando a história.
Vamos guardar a mensagem
Por que será que essa palavra está chegando a você hoje? Aí eu já não sei. Mas que ela é uma palavra viva de Deus para você hoje, eu não tenho dúvida. Vou lhe dar uma sugestão. Você poderia pensar na sua vida. A sua vida é uma vinha que Deus plantou e dispôs muitas oportunidades para que ela produza muita coisa boa, um bom vinho. A sua vida é uma vinha. Você é o agricultor (a agricultora) que ficou tomando conta dela. Não vá pensar que a vinha é sua. Não é. Não vá negar a quota que é devida ao dono dela. Nem tratar os emissários dele com violência. E que quota você deve dar ao dono de sua vida? É bom você perguntar ao Espírito Santo de Deus que habita em você desde o batismo. Ele vai lhe dizer alguma coisa. Mas, eu já adianto: você precisa reconhecer claramente que a vinha é de Deus, que o que você consegue não é só fruto do seu suor. Você precisa agradecer mais, obedecer mais, partilhar mais.
Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Nesta tua história de hoje, a parábola dos vinhateiros, disseste que o dono da vinha mandou seu filho único para receber a parte do arrendamento. Sabemos que és tu que vieste. Tu és o filho unigênito que o Pai nos enviou. O que está na parábola foi o que te aconteceu: Eles te mataram e jogaram pra fora da vinha. Até hoje, eu tinha ficado com raiva daqueles agricultores violentos. Mas, agora está me ocorrendo que o rendeiro (a rendeira) sou eu também. Eu quero, hoje, com a tua graça, reconhecer que é o Pai o dono da minha vida e te acolher como o filho único enviado pelo Pai, o herdeiro, o Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre.
Amém.
Vamos viver a Palavra
Estamos já no 16º dia da caminhada quaresmal. Hoje é sexta-feira , dia de abstinência de carne. Minha sugestão: leve a sério. Nada de carne hoje. Este pequeno sacrifício é para nos unirmos ainda mais ao filho do dono da vinha, a quem o nosso pecado expulsou e levou à cruz numa sexta-feira.

Pe. João Carlos Ribeiro – 01.03.2018

20170916

VOCÊ COLHE O QUE PLANTA

Não existe árvore boa que dê frutos ruins (Lc 6, 43)
No evangelho de hoje, Jesus compara árvore, homem e casa. Árvore ruim dá frutos ruins. Homem mau tira coisas más do seu coração. Casa sem alicerce desmorona na primeira enxurrada. Por outro lado, árvore boa dá frutos bons. Do coração de um homem bom só sai coisas boas. E casa construída em alicerce sobre a rocha é que resiste às tempestades da vida.
Tudo isso pra dizer que os frutos bons, as obras boas e a resistência às crises são consequências do que a gente planta, das decisões que se toma, do alicerce sobre o qual a gente constrói. Você planta um espinheiro, não vai querer colher uvas dele. Você vai juntando coisa ruim no coração, com as decisões que toma, só pode sair coisa ruim de sua boca. A boca fala do que o coração está cheio. Do mesmo modo, sua casa, sua vida, seu negócio, seu casamento não resistirão às turbulência da vida se não tiverem um bom alicerce. Casamento construído nas carreiras se desmancha antes do segundo aniversário. Sem estudo sério, sem alicerce pra valer, você não vai pra frente.
Jesus é o Mestre que está ensinando os seus discípulos a viverem com sabedoria. Muitos livros na Bíblia são assim, de ensinamentos pra gente viver direito. Sobretudo os livros chamados Sapienciais estão cheios de conselhos e orientações sobre como viver bem, sendo fiel a Deus. Você, com certeza, já ouviu ou folheou alguns desses livros bíblicos: os livros da Sabedoria, dos Provérbios, do Eclesiástico, do Eclesiastes, além do Livro dos Salmos.
E a sabedoria que Jesus está ensinando aos discípulos e discípulas tem um fundamento muito simples e claro: construir a própria vida sobre a prática da Palavra de Deus. Ele falou de ir a ele, ouvir sua palavra e pô-la em prática. Ir a ele, porque não é o ensinamento de qualquer um que garante a nossa vida. Nossa garantia está em Jesus. Ele é o filho de Deus, sabe direitinho o que Deus quer. Ele é o verbo feito carne, sabe bem como podemos viver segundo o coração de Deus. Ir a ele, não a qualquer mestre. Como disse Pedro, naquele sermão depois do Pentecostes, Deus fez de Jesus o nosso Guia. E, indo a ele, ouvir a sua palavra. A sua palavra revela a vontade do Pai. E realizar essa palavra, praticando-a.
Praticando a Palavra de Deus, estamos lançando alicerces sólidos para o futuro; plantando a semente ou a muda que vai dar uma árvore apreciada pelos bons frutos.  Assim, enchemos o coração de coisas boas. Na hora oportuna, o homem sábio tirará do tesouro do seu coração coisas boas: compreensão com a fraqueza dos outros, bons conselhos, perdão, esperança, alegria, fé. Na tempestade, a casa resistirá. A gente colhe o que planta.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Jesus, Mestre da sabedoria de Deus, nos ensina como viver bem. Para colher amanhã, precisamos plantar hoje e plantar bem. A grande tarefa de hoje é lançar alicerces, que consiste em praticarmos a Palavra de Deus que ouvimos. É como quem constrói uma casa com alicerces profundos, sobre a rocha. Ninguém derruba. É como quem planta uma árvore escolhendo a melhor muda ou a melhor semente. Vai colher os melhores frutos.
Não existe árvore boa que dê frutos ruins (Lc 6, 43)
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor Jesus,
que bênção é a tua Palavra, Senhor. É a Palavra que escutaste do Pai. É a palavra certa para a nossa frágil vida humana que tu bem conheces. Dá-nos, Senhor, o teu Santo Espírito para que transformemos a Palavra que escutamos em novas atitudes, em mudança de vida e em alicerce para a nossa casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Pe. João Carlos Ribeiro – 15,09.2017

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