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29 novembro 2019

DE OLHO NOS SINAIS DOS TEMPOS

Vocês também, quando virem acontecer essas coisas, fiquem sabendo que o Reino de Deus está perto (Lc 21, 31).
29 de novembro de 2019
Jesus falou pra gente aguçar a capacidade de discernimento dos sinais dos tempos. Ele partiu da experiência do povo do tempo dele. Vendo que estavam nascendo brotos na figueira e nas árvores, logo se concluía que o verão estava chegando. Da mesma forma, vendo os sinais da grande crise da história, especialmente a perseguição contra os cristãos, saibamos que o Reino de Deus está próximo. Tudo isso já é anúncio da manifestação final do Reino de Deus, do coroamento da história humana com a volta gloriosa de Jesus. Então, o Mestre está nos pedindo que fiquemos atentos aos sinais, que saibamos interpretá-los corretamente.
Nós precisamos usar sempre nossa capacidade de discernimento. Toda grande crise começa dando sinais. Se a gente souber entendê-los, captá-los, a gente pode fazer alguma coisa a tempo, antes que o desastre aconteça, não é verdade? Por exemplo, há situações em que dentro de casa estão sendo emitidos sinais de que os vínculos familiares estão se desfazendo, que o nó do matrimônio está se desatando.... é marido e mulher que não conversam mais, é filho que não dá mais notícia do que anda fazendo, é briguinhas sem quê nem pra quê.... São sinais da tormenta que está se formando. Daqui a pouco, o desmantelo está feito. Separação, droga na vida dos filhos, abandono da Igreja e muito mais. O desastre não chega de repente. Muitos sinais já vão sendo emitidos. Quem, como Jesus disse, tem a capacidade de ler os sinais da realidade, corre pra salvar a família enquanto há tempo. Depois, vai ficar mais difícil.
Você está entendendo?! Um temporal não chega de repente. É precedido por sinais: calor excessivo, vento forte, trovões, relâmpagos... Lendo esses sinais, entendendo o que vem por aí, a gente cuida logo de voltar pra casa, de fechar as janelas, tirar a roupa do varal ou procurar logo uma proteção. Sem ler os sinais dos tempos, o temporal nos pega de surpresa.
É preciso prestar atenção aos sinais. Jesus tinha falado de guerra, de fome, peste, terremoto, de perseguição por causa da fé... Isso tudo indica que a hora final está se aproximando. De fato, situações exatamente assim precederam as duas grandes guerras mundiais, que foi já um fim daquele mundo. A grande crise da  história, no dizer de Jesus, vai preceder a chegada, a manifestação final do Reino de Deus. Claro que será um momento de glória para os justos. Mas, será igualmente de desmascaramento e castigo para os maus. É o grande momento de avaliação. Temos que ficar atentos, para não sermos pegos de surpresa, como um aluno que chega na hora da prova sem ter estudado.

No Concílio Vaticano II, no documento sobre a Igreja no mundo contemporâneo (Gaudium et Spes), se lê: “Para levar a cabo a missão, é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho“. Como Jesus está nos dizendo hoje, fiquemos atentos aos sinais dos tempos. Por eles, poderemos perceber para onde as coisas estão caminhando e agir enquanto é tempo.






Guardando a mensagem
Jesus estava falando dos sinais que anunciam o final da história. E nos disse para estarmos atentos, com capacidade para ler os sinais dos tempos. Assim, poderemos nos preparar melhor, agir com maior incidência e investir no nosso futuro em Deus. Essa capacidade de leitura dos sinais precisa ser exercida em todas as nossas crises pessoais, familiares e sociais. Fique atento aos sinais que estão sendo emitidos em sua casa! Pode ser que um temporal esteja se preparando. Mexa-se, enquanto é tempo.
Vocês também, quando virem acontecer essas coisas, fiquem sabendo que o Reino de Deus está perto (Lc 21, 31).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
A gente vê muitos sinais em nossa sociedade: violência, corrupção, droga, miséria, suicídios... Tu estás nos instruindo para que saibamos ler esses sinais, o que eles apontam, aonde eles vão nos levar. Sem discernimento, não temos como enfrentá-los. Senhor, que a tua santa Palavra nos eduque a ler os sinais dos tempos, com os olhos da fé, para que sejamos sempre testemunhas do Reino da verdade, da justiça e do amor que um dia se manifestará como vitória de Deus e de seus justos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.  
Vamos vivenciar a palavra que meditamos
Arrume, hoje, um tempinho pra rezar por sua família.

Pe. João Carlos Ribeiro – 29 de novembro de 2019

26 outubro 2019

MAIS UMA CHANCE


Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)

26 de outubro de 2019.

Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva, por exemplo, cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. E Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. No frio, a figueira perde todas as suas folhas, mas lá pelo mês de março, ela renasce e se prepara para dar figos, uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.

No evangelho de hoje, Jesus contou que um homem havia plantado uma figueira em sua vinha. Durante três anos, ele voltou lá para colher algum fruto. Nada. Não achava coisa nenhuma. Na terceira vez que ele foi procurar o fruto na figueira e, claro, não encontrou nem sinal, ele perdeu a paciência e mandou o empregado cortá-la. Estava ocupando o terreno inutilmente.

A figueira, na Bíblia, representa a pessoa ou mesmo o povo de Deus. Esta figueira improdutiva é a imagem de pessoas do tempo de Jesus que, mesmo ouvindo sua pregação, não se converteram, não mudaram de vida. João Batista, preparando a vinda de Jesus, tinha insistido em que o povo desse fruto de vida nova, apresentasse sinais de sua conversão. Jesus, de igual modo, está cobrando que as pessoas que o escutam, acolham sua palavra, produzam frutos, mudem de vida. Lembra a parábola do semeador? A semente, a palavra de Deus, está sendo semeada. Só no terreno bom, cresce, floresce e dá muito fruto.

Na história, o dono da terra já procurava frutos na figueira há três anos. É uma clara alusão ao ministério de Jesus, que completava três anos. Três anos de pregação, de milagres, de curas, de exorcismo... cadê os frutos desse povo, quais os sinais que mostram que abraçaram a vida nova que ele estava anunciando? Faltou paciência ao dono da terra. Mandou cortar aquela figueira parasita, ocupando à toa o terreno dele. Mas, o seu empregado pediu mais tempo e prometeu maior empenho. ‘Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e colocarei adubo. Talvez, depois disto dê frutos. Caso contrário, vamos cortá-la’.

Guardando a mensagem

A figueira pode ser a sua vida, a sua família, a sua comunidade. Não basta estar coberta de belas folhagens, tem que dar frutos. Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Podemos fazer uma lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior. Pela história, você sabe, o Senhor nos dá mais um tempo. Seu empregado está pondo mais adubo, regando mais frequentemente... torcendo que demos frutos. Frutos de conversão, de vida nova em Cristo.

Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 

Não basta ouvir a tua palavra. É preciso ouvi-la e praticá-la. É assim que a nossa vida vai se modificando, afastando-se do mal e nos edificando como novas criaturas, pessoas renascidas na tua graça. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas interiormente renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, reze por sua conversão e pela conversão de alguém muito próximo de você.

Pe. João Carlos Ribeiro – 26 de outubro de 2019

24 março 2019

ESTÁ NA HORA DE PRODUZIR FRUTOS



Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)

24 de março de 2019.

Será que, na sua vida, há alguma coisa que precise ser mudada? Alguma coisa em que você precise melhorar? Se você já tiver a resposta para esta pergunta já está no clima deste terceiro domingo da Quaresma. Bom, vamos com calma. 

Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva, por exemplo, cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. E Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. O figo é uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.

No evangelho de hoje, Jesus contou que um homem havia plantado uma figueira em sua vinha. Durante três anos, ele voltou lá para colher algum fruto. Nada. Não achava coisa nenhuma. Na terceira vez que ele foi procurar o fruto na figueira e, claro, não encontrou nem sinal, ele perdeu a paciência e mandou o empregado cortá-la. Estava ocupando o terreno inutilmente.

A figueira, na Bíblia, representa a pessoa ou mesmo o povo de Deus. Esta figueira improdutiva é a imagem de pessoas do tempo de Jesus que, mesmo ouvindo sua pregação, não se converteram, não mudaram de vida. João Batista, preparando a vinda de Jesus, tinha insistido em que o povo desse fruto de vida nova, apresentasse sinais de sua conversão. Jesus, de igual modo, está cobrando que as pessoas que o escutam, acolham sua palavra, mudem de vida, produzam frutos. Lembra a parábola do semeador? A semente, a palavra de Deus, está sendo semeada. Só no terreno bom, cresce, floresce e dá muito fruto.

Na história, o dono da terra já procurava frutos na figueira há três anos. É uma clara alusão ao ministério de Jesus, que completava três anos. Três anos de pregação, de milagres, de curas, de exorcismos... cadê os frutos desse povo, quais os sinais que mostram que abraçaram a vida nova que ele estava anunciando? Faltou paciência ao dono da terra. Mandou cortar aquela figueira parasita, ocupando à toa o terreno dele. Mas, o seu empregado pediu mais tempo e prometeu maior empenho. ‘Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e colocarei adubo. Talvez, depois disto dê frutos. Caso contrário, vamos cortá-la’.

Guardando a mensagem

A figueira pode ser a sua vida, a sua família, a sua comunidade. Não basta estar coberta de belas folhagens, tem que dar frutos. Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Podemos fazer uma lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior. Pela história, você sabe, o Senhor nos dá mais um tempo. Seu empregado está pondo mais adubo, regando mais frequentemente... estimulando para que demos frutos. Frutos de conversão, de vida nova em Cristo.

Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
Não basta ouvir a tua palavra. É preciso ouvi-la e praticá-la. É assim que a nossa vida vai se modificando, afastando-se do mal e nos edificando como novas criaturas, pessoas renascidas na tua graça. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas interiormente renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia de responder à pergunta: Será que, na sua vida, há alguma coisa que precise ser mudada? Alguma coisa em que você precise melhorar? Está na hora da figueira produzir frutos.

Pe. João Carlos Ribeiro – 24.03.2019

20 novembro 2018

HOJE A SALVAÇÃO ENTROU NA SUA CASA


Zaqueu desceu depressa e recebeu Jesus com alegria. (Lc 19, 4)
20 de novembro de 2018.
A história de Zaqueu é a história de alguém que vivia longe de Deus e o encontrou. Ou melhor, foi encontrado. É a nossa história.
O encontro de Jesus com Zaqueu foi muito curioso. Jesus é o missionário do Pai que vem ao nosso encontro. Ele chegou na cidade de Zaqueu, Jericó, acompanhado de muita gente. A multidão é a comunidade, o povo que o admira, nós que o seguimos. Dá pra perceber que ele está chegando, pelo barulho que a gente faz, pelo "converseiro" que toma conta das ruas. É a comunidade de Jesus, o povo que o acompanha.
Zaqueu é como nós. Alguém cheio de vontade de ver Jesus. Ele queria vê-lo. E certamente não era só por curiosidade. Pois ele, que era baixinho, só via a multidão, só via o povo, nada de Jesus. Teve uma ideia. Correu à frente. Não é comum se ver uma pessoa importante correndo na rua pra ver alguém. E mais ainda, subir numa árvore, como ele o fez. Coisa de criança, vocês não acham? Mas, como disse Jesus, quem não for como criança não entra no Reino de Deus.
E vocês sabem por que eu disse que ele era uma pessoa importante. Ele era chefe dos cobradores de impostos, era muito rico. É o que diz o evangelho de Lucas. Era chefe dos cobradores de impostos, diretamente ligado ao poder romano. Mas, correu como uma criança, querendo ver Jesus. Há muito queria vê-lo. Era essa a oportunidade. Lá de cima da figueira, Zaqueu teve uma surpresa.
Ele queria ver Jesus, e foi Jesus quem o viu, quem o encontrou. Olhou para o alto da árvore e foi dizendo: 'Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. Quem podia esperar essa iniciativa de Jesus? Nem Zaqueu. Logo ele, um homem muito pequeno, como disse São Lucas. Um homem cheio de defeitos, pequeno demais para ser digno de receber Jesus em casa. É claro que eu não estou falando de sua altura física. Estou falando de sua condição de pecador.
E quando Zaqueu abriu a porta da casa pra Jesus entrar... ah, não era mais aquele homem mesquinho, desonesto, aproveitador. Era um homem novo, renascido pela graça que o conquistou e pela sua conversão. Eu fico até imaginando: ele certamente tinha tomado banho, vestido uma roupa branca, reunido a família e os amigos. Foi como no dia do batismo da gente, o dia em que a gente renasceu na alegria da comunhão com Deus. E o que Jesus falou ali foi surpreendente: “Hoje, a salvação entrou nesta casa!”
Guardando a mensagem
Zaqueu sou eu. Zaqueu é você. É a pessoa apequenada pelo pecado. Sem merecimento algum de nossa parte, sendo nós distantes pecadores, Jesus veio ao nosso encontro, com provas de um imenso amor de predileção; amor surpreendente e restaurador. Zaqueu, diante de Jesus que entrou na sua casa, emocionado com esse imerecido gesto de atenção, reconheceu e confessou seus erros e anunciou sua decisão de abraçar uma nova vida. Tinha sido egoísta e explorador até ali. Seria agora solidário e irmão dos pobres. Tinha defraudado muita gente. Compensaria generosamente a quem prejudicou. E o que Jesus lhe disse, como uma sentença de perdão, diz a você também agora: “Hoje, a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão”.
Zaqueu desceu depressa e recebeu Jesus com alegria. (Lc 19, 4)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Como disseste na casa de Zaqueu, vieste buscar e salvar o que estava perdido. É maravilhosa esta história de conversão de Zaqueu. Por ela, ficamos sabendo que na raiz de nossa conversão, há um amor de predileção que nos alcança de uma maneira surpreendente ainda quando estamos ou estávamos distantes de Deus e da fé. Obrigado, Senhor, por seres o bom pastor que não descansa, procurando até encontrar a sua ovelhinha perdida. Nós te bendizemos, Senhor, porque, como bom pastor, dás a vida em resgate de tuas ovelhas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Alguém perto de você precisa de sua oração em favor de sua conversão. E Jesus espera que você, em seu nome, ajude essa pessoa a abrir as portas de sua vida para recebê-lo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 20.11.2018

18 novembro 2018

PREPARE-SE PARA O CASAMENTO


Fiquem sabendo que o filho do homem está próximo, está às portas (Mc 13, 29)

18 de novembro de 2018.

Um mês atrás, abençoei o casamento de minha sobrinha Mariana. Casou-se com um rapaz chamado Lincoln. Foi uma festa linda, uma festa de família, celebrado na capela que minha família frequenta. Eles se preparam para esse casamento ao longo de quase dois anos. Depois do noivado, começaram a se organizar para a vida a dois: o apartamento, os móveis, as louças, tanta coisa... e mais próximo, o curso de noivos, os batistérios, os convidados, o tio padre, o cartório, a ornamentação da capela, a cerimônia de casamento, a comemoração depois em casa de festa. Do noivado ao casamento, um tempo de preparação, estimulado por uma sadia tensão com a proximidade da data do grande dia.

No capítulo 13 de São Marcos, estão reunidas muitas palavras de Jesus sobre um dia muito especial que vai chegar: o dia de sua volta- uma volta gloriosa, à moda de uma grande avaliação da humanidade. Com as imagens do livro do Apocalipse, podemos pensar num grande casamento. Jesus é o noivo. A noiva é a Igreja. Estas núpcias do cordeiro são aguardadas ao longo da história, com grande ansiedade pelo povo fiel. Para esse encontro, a noiva Igreja vem se preparando desde que o seu senhor voltou ao seio do Pai, na ascensão.

Sempre pensamos na volta de Jesus, como um evento que nos apavora. Há uma certa razão nisso, se nos fixarmos demais nas imagens utilizadas por Jesus neste capítulo 13 de São Marcos. Jesus fala de guerras, de perseguições, de tragédias naturais, de destruição da cidade santa de Jerusalém. E por que ele fala tudo isso? Para nos avisar que antes que ele volte, vamos passar por muita coisa; para nos animar a resistir, a perseverar na fé, no meio das provações e dificuldades. E para nos prevenir sobre a necessidade de nos preparar para esse momento máximo da história: a sua volta gloriosa ou, no dizer do Apocalipse de São João, as núpcias do cordeiro, o seu casamento místico com a comunidade dos redimidos. 



Esse tempo de espera da volta gloriosa do Senhor é tempo de preparação, como os dois anos de preparação do casamento de Mariana e Lincoln. Em nossas atitudes de hoje, mostra-se o grau de compromisso que temos com esse casamento que se avizinha. Nas próximas semanas, vamos ouvir bastante essa palavra: vigilância! Vigilância é mantermo-nos despertos, operosos, propositivos, comprometidos com Jesus e seu Evangelho. Assim, estamos nos preparando para  o grande momento de nossa vida: o encontro com o Senhor que vem para celebrar as bodas eternas.

Guardando a mensagem

Neste domingo, nos examinemos se estamos nos preparando bem para o encontro com o Senhor que vem. Podemos fazer como Mariana e Lincoln e suas famílias: na sadia tensão do dia do casamento que estava chegando, eles se organizaram, envolveram os familiares, investiram, convidaram, preparam-se. As núpcias do cordeiro estão chegando. É o grande casamento místico do Senhor com sua Igreja, pela qual entregou sua vida. Não é mais hora de vivermos distraídos, relaxados, despreocupados... a hora está chegando. No meio das dificuldades, resistamos. No corre-corre da vida, mantenhamos o foco. O dia mais feliz de nossas vidas está chegando. O Senhor vem!

Fiquem sabendo que o filho do homem está próximo, está às portas (Mc 13, 29)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Falaste para ficarmos atentos aos sinais dos tempos. Como os brotos e folhinhas verdes da figueira indicam que o verão está chegando, assim também poderemos reconhecer os sinais de tua iminente chegada em situações e acontecimentos da história. Ajuda-nos, Senhor, com teu Santo Espírito, a ler os teus sinais em nossa história. Sendo hoje o dia mundial dos pobres, logo nos lembramos deste grande sinal a nos indicar tua presença e teu senhorio: a solidariedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na Missa deste domingo, após a consagração, preste bem atenção à oração que a assembleia  faz em resposta às palavras do padre: “Eis o mistério da fé!”. Veja se encontra nessa oração uma ligação com o evangelho de hoje.

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.11. 2018

27 outubro 2018

PODEMOS ESTAR JÁ NA PRORROGAÇÃO

Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)
27 de outubro de 2018.
Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva, por exemplo, cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. E Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. No frio, a figueira perde todas as suas folhas, mas lá pelo mês de março, ela renasce e se prepara para dar figos, uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.
No evangelho de hoje, Jesus contou que um homem havia plantado uma figueira em sua vinha. Durante três anos, ele voltou lá para colher algum fruto. Nada. Não achava coisa nenhuma. Na terceira vez que ele foi procurar o fruto na figueira e, claro, não encontrou nem sinal, ele perdeu a paciência e mandou o empregado cortá-la. Estava ocupando o terreno inutilmente.
A figueira, na Bíblia, representa a pessoa ou mesmo o povo de Deus. Esta figueira improdutiva é a imagem de pessoas do tempo de Jesus que, mesmo ouvindo sua pregação, não se converteram, não mudaram de vida. João Batista, preparando a vinda de Jesus, tinha insistido em que o povo desse fruto de vida nova, apresentasse sinais de sua conversão. Jesus, de igual modo, está cobrando que as pessoas que o escutam, acolham sua palavra, produzam frutos, mudem de vida. Lembra a parábola do semeador? A semente, a palavra de Deus, está sendo semeada. Só no terreno bom, cresce, floresce e dá muito fruto.
Na história, o dono da terra já procurava frutos na figueira há três anos. É uma clara alusão ao ministério de Jesus, que completava três anos. Três anos de pregação, de milagres, de curas, de exorcismo... cadê os frutos desse povo, quais os sinais que mostram que abraçaram a vida nova que ele estava anunciando? Faltou paciência ao dono da terra. Mandou cortar aquela figueira parasita, ocupando à toa o terreno dele. Mas, o seu empregado pediu mais tempo e prometeu maior empenho. ‘Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e colocarei adubo. Talvez, depois disto dê frutos. Caso contrário, vamos cortá-la’.
Guardando a mensagem
A figueira pode ser a sua vida, a sua família, a sua comunidade. Não basta estar coberta de belas folhagens, tem que dar frutos.  Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Podemos fazer uma lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior. Pela história, você sabe, o Senhor nos dá mais um tempo. Seu empregado está pondo mais adubo, regando mais frequentemente... torcendo que demos frutos. Frutos de conversão, de vida nova em Cristo.
Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Não basta ouvir a tua palavra. É preciso ouvi-la e praticá-la. É assim que a nossa vida vai se modificando, afastando-se do mal e nos edificando como novas criaturas, pessoas renascidas na tua graça. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas interiormente renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, reze pela sua conversão e pela conversão de alguém muito próximo de você.


Pe. João Carlos Ribeiro – 27.10.2018

01 junho 2018

ESPELHO, ESPELHO MEU, EXISTE FIGUEIRA MAIS BONITA DO QUE EU?

De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi lá ver se encontrava algum fruto (Mc 11, 13)
01 de junho de 2018.
Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. Muitas vezes a figueira representa o povo de Deus. No frio, a figueira perde todas as suas folhas, mas lá pelo mês de março, ela renasce e se prepara para dar figos, uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.
No evangelho de hoje, Marcos capítulo 11, há um episódio em que Jesus estava indo ao Templo e encontrou, no caminho, um lindo pé de figueira, bonito mesmo, cheio de folhagens verdes. Ele estava com fome. Avistou de longe aquele arbusto bonitão e lhe veio aquela vontade de comer figo, chega lhe deu água na boca. Chegou perto, procurou, procurou, e nada. A figueira só tinha beleza, frutos não tinha. Jesus ficou bravo. Os discípulos escutaram ele dizer: “Também ninguém mais vai comer do teu fruto”.
Para entender bem essa passagem, é bom ver o contexto. Um dia antes, Jesus tinha entrado no Templo de Jerusalém e observado o que estava acontecendo por lá. Parece que ele não gostou do que viu.  Ele foi dormir em Betânia, um lugar fora da cidade. E no dia seguinte, voltando para o Templo, ele encontrou essa figueira da história. Quando ele chegou no Templo (ai, ai, ai), o negócio foi sério. Expulsou os vendedores e os compradores do negócio de animais e do câmbio de moedas. A confusão foi grande. Denunciou ao povo, em alta voz, que tinham transformado a casa de oração em toca de ladrões. Os sumos-sacerdotes juraram acabar com ele.
Na manhã seguinte, eles passaram pela mesma estrada e ficaram espantados com o que viram. A figueira tinha secado. Pedro foi o primeiro a informar, surpreso: “Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou”.
Tenho certeza que, conhecendo esses pormenores do contexto, você já entendeu quem é essa figueira e porque ela secou. Dentro do contexto do evangelho de hoje, a figueira é o Templo. O Templo é essa monumental instituição, bela aos olhos dos peregrinos, que atrai tanta gente nas peregrinações, com tantos sacrifícios de animais oferecidos em culto a Deus... uma figueira coberta de belas folhas. Mas cadê os frutos? Nada. Jesus repreendeu a figueira. E ela secou. Jesus repreendeu o Templo. E qual foi a sua sorte? Bom, 40 anos depois, foi destruído pelos romanos. Figueira sem fruto, reprovada na avaliação divina.
Mas, qual é a atualidade dessa cena evangélica, se o Templo de Jerusalém não existe mais? Bom, você pensou em alguma coisa, eu também, mas deixa pra lá. O Templo pode ser sua comunidade, pode ser a nossa obra, pode ser a sua pessoa também. Pode cobrir-se de folhas, enfeitar-se muito, mostrar-se como árvore frondosa, mas os frutos é que contam. Se não os tiver, nada feito.
Vamos guardar a mensagem
A figueira coberta de folhas, no contexto do evangelho de hoje, é, em primeiro lugar,  o Templo de Jerusalém. Jesus e os peregrinos o viam majestoso, com um afluxo invejável de peregrinos, movimentando muito dinheiro no negócio dos animais para o sacrifício, mas os frutos que dele se podiam esperar não existiam. A figueira pode ser também a própria Igreja, a sua família, a minha vida. Importante são os frutos. Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Vamos a uma pequena lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior.
De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi lá ver se encontrava algum fruto (Mc 11, 13)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Deus fez uma aliança com o povo antigo. Mas, ele se mostrou infiel em muitas ocasiões, rompendo a aliança. Como prometido, foste enviado e fizeste conosco a nova e eterna aliança, renovando os pactos já firmados no antigo testamento. Infelizmente, também podemos ser infiéis e romper a aliança firmada no teu sangue. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre.
Vamos viver a palavra
No seu diário espiritual (já está na hora de você ter o seu), desenhe uma figueira, um arbusto não muito grande ou cole uma figura, para lhe representar. Depois, faça uma lista dos frutos que Deus espera de você.

Pe. João Carlos Ribeiro – 01.06.2018