PE. JOÃO CARLOS - BLOG DA MEDITAÇÃO DA PALAVRA: Mt 21
Mostrando postagens com marcador Mt 21. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mt 21. Mostrar todas as postagens

A HISTÓRIA DA VINHA ARRENDADA



18 de março de 2021

Segunda Semana da Quaresma  

17º dia da caminhada quaresmal

EVANGELHO


Mt 21,33-43.45-46

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos.
35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos.
45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

MEDITAÇÃO


Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

Olha só essa história de Jesus.... Um homem plantou uma vinha. Arrendou-a e viajou para longe. No tempo combinado, mandou buscar a renda. Os rendeiros negaram-se violentamente a pagar a renda.

Para entender essa história de Jesus, basta saber quem é a vinha. E quem seriam os agricultores covardes que se apossaram da vinha. Você tem uma ideia sobre quem é a vinha? A vinha, quem é? Vou lhe ajudar. Uma vinha é uma unidade de produção de vinho: a plantação da uva, a colheita e a fabricação do vinho, tudo feito na mesma fazenda. A vinha é uma imagem bíblica do povo de Deus. A vinha é o povo de Deus. No caso, o povo de Israel era a vinha. Foi Deus que plantou aquela vinha e a aparelhou de tudo para produzir um bom vinho. O vinho é uma coisa nobre, é uma representação dos frutos que o povo devia produzir.

Então, quem é a vinha? O povo de Deus. O povo com sua terra, sua organização, seu desenvolvimento. E de quem é a vinha? Claro, de Deus. Foi ele que a plantou e organizou tudo. Ele deixou um grupo de agricultores tomando conta, os rendeiros. E quem seriam esses agricultores? Pense aí... É só prestar bem atenção no começo da leitura, que a gente fica sabendo de quais agricultores Jesus estava falando. Deixa eu ler o comecinho do evangelho de hoje: “Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas”. Quem são os agricultores que ficaram como rendeiros, tomando conta da vinha? Isso, essa turma aí... os sumos sacerdotes, os mestres da lei, os anciãos... os líderes do povo, os seus governantes. Eles não são donos da vinha. Eles devem dar conta do seu trabalho e dos frutos que a vinha produzir, dar contas ao dono da vinha. E quem é o dono da vinha? Claro, Deus.

Mas, os agricultores da parábola maltrataram os empregados que o dono da vinha mandou para receber a renda. Bateram neles, expulsaram, até mataram alguns. E quando o dono da vinha resolveu enviar o seu filho único, o herdeiro, eles se combinaram para matá-lo. Os empregados enviados foram os profetas. E você já advinha quem foi o filho único que o dono da vinha mandou... quem foi? Claro, o próprio Jesus que está contando a história.


Guardando a mensagem

Por que será que essa palavra está chegando a você hoje? Aí eu já não sei. Mas que ela é uma palavra viva de Deus para você hoje, eu não tenho dúvida. Vou lhe dar uma sugestão. Você poderia pensar na sua vida. A sua vida é uma vinha que Deus plantou e dispôs muitas oportunidades para que ela produza muita coisa boa, um bom vinho. A sua vida é uma vinha. Você é o agricultor (a agricultora) que ficou tomando conta dela. Não vá pensar que a vinha é sua. Não é. Não vá negar a quota que é devida ao dono dela. Nem tratar os emissários dele com violência. E que quota você deve dar ao dono de sua vida? É bom você perguntar ao Espírito Santo de Deus que habita em você desde o batismo. Ele vai lhe dizer alguma coisa. Mas, eu já adianto: você precisa reconhecer claramente que a vinha é de Deus, que o que você consegue não é só fruto do seu suor. Você precisa agradecer mais, obedecer mais, partilhar mais.

Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nesta tua história de hoje, a parábola dos vinhateiros, disseste que o dono da vinha mandou seu filho único para receber a parte do arrendamento. Sabemos que és tu que vieste. Tu és o filho unigênito que o Pai nos enviou. O que está na parábola foi o que te aconteceu: Eles te mataram e jogaram pra fora da vinha. Até hoje, nós tínhamos ficado com raiva daqueles agricultores violentos. Mas, agora está nos ocorrendo que os rendeiros somos nós também. Queremos, hoje, com a tua graça, reconhecer que é o Pai o dono da nossa vida e te acolher como o filho único enviado por ele, o herdeiro, o Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Estamos já no 17º dia da caminhada quaresmal. Hoje é sexta-feira, dia de abstinência de carne. A sugestão: vamos levar isso a sério. Nada de carne hoje. Este pequeno sacrifício é para nos unir ainda mais ao filho do dono da vinha, a quem o nosso pecado expulsou e levou à cruz numa sexta-feira.

Cantando a palavra

Meu Deus (Salmo 121)

Comunicando para integrar

Volto a lhe informar o número do Whatsapp de nossa Associação Missionária Amanhecer, a AMA. Com ele, você pode se comunicar rapidamente conosco para pedido de oração, orientação espiritual, associar-se, pedir seu boleto, colocar intenção nas Missas e muito mais. Salve no seu celular: 81 3224-9284. E, aproveite, mande já um Oi pra gente. Basta um "Oi", já vamos ficar felizes com seu contato. 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

VOCÊ É O PRIMEIRO OU O SEGUNDO FILHO?

 


14 de dezembro de 2021

Dia de São João da Cruz 

EVANGELHO


Mt 21,28-32

Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

MEDITAÇÃO


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHARNo tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade de Deus.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.

Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, responda a esta pergunta: “O que seria trabalhar na vinha do Senhor?”.

Amanhã, começa a Novena de Natal. Ela nos ajuda numa preparação mais próxima para as celebrações natalinas. Ela vai de 15 a 23 de dezembro. Nas livrarias católicas, na internet, na sua paróquia há subsídios para ajudar a celebrar esta novena em família.

Nós da Associação Missionária Amanhecer (AMA) também preparamos uma Novena de Natal. Vamos nos encontrar diariamente, de 15 a 23 de dezembro, às três da tarde, com transmissão pelo Youtube. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

PARTILHAR DO QUE DEUS LHE DEU



05 de março de 2021

EVANGELHO 


Mt 21,33-43.45-46

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos.
35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos.
45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

MEDITAÇÃO


Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

Olha só essa história de Jesus.... Um homem plantou uma vinha. Arrendou-a e viajou para longe. No tempo combinado, mandou buscar a renda. Os rendeiros negaram-se violentamente a pagar a renda.

Para entender essa história de Jesus, basta saber quem é a vinha. E quem seriam os agricultores covardes que se apossaram da vinha. Você tem uma ideia sobre quem é a vinha? A vinha, quem é? Vou lhe ajudar. Uma vinha é uma unidade de produção de vinho: a plantação da uva, a colheita e a fabricação do vinho, tudo feito na mesma fazenda. A vinha é uma imagem bíblica do povo de Deus. A vinha é o povo de Deus. No caso, o povo de Israel era a vinha. Foi Deus que plantou aquela vinha e a aparelhou de tudo para produzir um bom vinho. O vinho é uma coisa nobre, é uma representação dos frutos que o povo devia produzir.

Então, quem é a vinha? O povo de Deus. O povo com sua terra, sua organização, seu desenvolvimento. E de quem é a vinha? Claro, de Deus. Foi ele que a plantou e organizou tudo. Ele deixou um grupo de agricultores tomando conta, os rendeiros. E quem seriam esses agricultores? Pense aí... É só prestar bem atenção no começo da leitura, que a gente fica sabendo de quais agricultores Jesus estava falando. Deixa eu ler o comecinho do evangelho de hoje: “Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas”. Quem são os agricultores que ficaram como rendeiros, tomando conta da vinha? Isso, essa turma aí... os sumos sacerdotes, os mestres da lei, os anciãos... os líderes do povo, os seus governantes. Eles não são donos da vinha. Eles devem dar conta do seu trabalho e dos frutos que a vinha produzir, dar contas ao dono da vinha. E quem é o dono da vinha? Claro, Deus.

Mas, os agricultores da parábola maltrataram os empregados que o dono da vinha mandou para receber a renda. Bateram neles, expulsaram, até mataram alguns. E quando o dono da vinha resolveu enviar o seu filho único, o herdeiro, eles se combinaram para matá-lo. Os empregados enviados foram os profetas. E você já advinha quem foi o filho único que o dono da vinha mandou... quem foi? Claro, o próprio Jesus que está contando a história.

Guardando a mensagem

Por que será que essa palavra está chegando a você hoje? Aí eu já não sei. Mas que ela é uma palavra viva de Deus para você hoje, eu não tenho dúvida. Vou lhe dar uma sugestão. Você poderia pensar na sua vida. A sua vida é uma vinha que Deus plantou e dispôs muitas oportunidades para que ela produza muita coisa boa, um bom vinho. A sua vida é uma vinha. Você é o agricultor (a agricultora) que ficou tomando conta dela. Não vá pensar que a vinha é sua. Não é. Não vá negar a quota que é devida ao dono dela. Nem tratar os emissários dele com violência. E que quota você deve dar ao dono de sua vida? É bom você perguntar ao Espírito Santo de Deus que habita em você desde o batismo. Ele vai lhe dizer alguma coisa. Mas, eu já adianto: você precisa reconhecer claramente que a vinha é de Deus, que o que você consegue não é só fruto do seu suor. Você precisa agradecer mais, obedecer mais, partilhar mais.

Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nesta tua história de hoje, a parábola dos vinhateiros, disseste que o dono da vinha mandou seu filho único para receber a parte do arrendamento. Sabemos que és tu que vieste. Tu és o filho unigênito que o Pai nos enviou. O que está na parábola foi o que te aconteceu: Eles te mataram e jogaram pra fora da vinha. Até hoje, nós tínhamos ficado com raiva daqueles agricultores violentos. Mas, agora está nos ocorrendo que os rendeiros somos nós também. Queremos, hoje, com a tua graça, reconhecer que é o Pai o dono da nossa vida e te acolher como o filho único enviado por ele, o herdeiro, o Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Estamos já no 17º dia da caminhada quaresmal. Hoje é sexta-feira, dia de abstinência de carne. A sugestão: vamos levar isso a sério. Nada de carne hoje. Este pequeno sacrifício é para nos unirmos ainda mais ao filho do dono da vinha, a quem o nosso pecado expulsou e levou à cruz numa sexta-feira.

O degrau de hoje, o 17º de nossa caminhada quaresmal é este: Partilhar do que Deus lhe deu. Um modo de reconhecer as bênçãos de Deus em sua vida e mostrar-lhe gratidão. Partilhar do que Deus lhe deu. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

OS DOIS IRMÃOS



15 de dezembro de 2020

EVANGELHO


Mt 21,28-32


Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”

Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

MEDITAÇÃO


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)


Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha. 

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados. 

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários. 

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho. 

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! 

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade de Deus. 

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha. 

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha. 

Guardando a mensagem 

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, responda a esta pergunta: “O que seria trabalhar na vinha do Senhor?”.

Hoje, começa a Novena de Natal. Ela nos ajuda numa preparação mais próxima para as celebrações natalinas. Ela vai de hoJe, 15, a 23 de dezembro. Nas livrarias católicas, na internet, na sua paróquia há subsídios para ajudar a celebrar esta novena em família. 

Nós da Associação Missionária Amanhecer (AMA), também preparamos uma Novena de Natal. Vamos nos encontrar diariamente, a partir de hoje, 15, a 23 de dezembro, às 14 horas, com transmissão pelo Youtube, pelo Facebook e pelo Aplicativo Tempo de Paz. Para quem recebe a Meditação no celular, estou enviando o link para inscrição na Novena. E já a espera para o Youtube. Quem se inscreve, recebe o roteiro da novena, pelo email.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

MÚSICA

JÁ NÃO SOU EU 
(Rm 7-8 Gl 2) - (Pe. João Carlos)


Não consigo entender
Não consigo fazer
O bem que eu quero
Não consigo entender
Só consigo fazer
O mal que não quero.

Quem me livrará
Deste peso de morte em mim
Quem me libertará
Do pecado que mora em mim 

Foi por isso que o Pai enviou
Veio a nós Jesus Salvador
Que nos deu vida nova no seu Espírito.

Minha vida agora
Eu a vivo na fé
Fé naquele que me amou
E se entregou por mim 

Fui crucificado com ele
Ressuscitado com ele
Fui perdoado por ele
Minha vida recomeçou 

Já não sou eu
Já não sou eu
Já não sou eu que vivo
É Cristo que vive em mim. 

Minha vida agora.... 



NÃO DEIXE A GRAÇA PASSAR


14 de dezembro de 2020

EVANGELHO


Mt 21,23-27

Naquele tempo, 23Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?”
24Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?”
Eles refletiam entre si: “Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ 26Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. 27Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas”.

MEDITAÇÃO


Eu também não lhes direi com que autoridade faço estas coisas (Mt 21, 27). 


Por que Jesus não respondeu à pergunta? Não seria mais fácil Jesus dar logo uma reposta? Eles perguntaram com que autoridade ele estava fazendo aquilo no Templo. E o que é que Jesus estava fazendo? Estava denunciando que tinham convertido a casa de oração num antro de ladrões. Ele tinha expulsado os vendedores e compradores, afinal, tinha tomado uma atitude pública contra o desvirtuamento do Templo. Quem estava perguntando? Os responsáveis pelo Templo e pela religião em Israel: os sumos-sacerdotes, os mestres da lei e os anciãos; o grupo que depois julgaria Jesus no Sinédrio, condenando-o como um malfeitor. Então, não era uma pergunta inocente... era uma acusação, um enfrentamento perigoso, uma vez que eles tinham um corpo de guardas sob seu comando: Com que autoridade fazes isto?

Jesus não respondeu. Mas, se propôs a responder, desde que eles lhe respondessem também a uma pergunta. A pergunta foi sobre o batismo de João. João andou atraindo o povo para o deserto, para batizar-se no Rio Jordão, pregando a mudança de vida, em preparação da vinda do Messias. Para João, o Templo não era mais o lugar da purificação. A volta ao tempo do deserto era um recomeço, quando não havia Templo, mas só uma Tenda móvel. Eles, a elite que controlava o Templo, não acharam ruim  Herodes prender e decapitar João Batista. Livraram-se de um pregador incômodo, uma denúncia permanente da situação de pecado dos que deviam guardar a aliança com fidelidade. Jesus perguntou: O batismo de João era de Deus ou dos homens? Como eles não se converteram com a pregação de João Batista, a resposta já estava dada. Mas, não podia ser dita. “Então, eu também não digo com que autoridade faço essas coisas”, concluiu Jesus. Claro, a resposta estava dada: com a mesma autoridade com que João Batista pregava a conversão e batizava. Mas, não adiantava dizer com a boca. As suas atitudes já estavam mostrando. 

O mundo hoje cobra explicações dos cristãos ... por que vocês querem pensar e agir diferente dos outros? Por que vocês não aceitam que se combata a violência armando a população, porque não apoiam a pena de morte? Por que vocês não deixam a mulher decidir sobre sua gravidez e ter a liberdade de abortar? Por que vocês insistem tanto no casamento religioso? Por que vocês são tão obedientes ao Papa? Por que vocês adoram a Eucaristia? Quem pergunta nem sempre está interessado na resposta. É só uma forma de intimidação, de oposição. Às vezes, é melhor fazer como Jesus: não responder, ou melhor, responder com as atitudes e com o modo de viver.

Guardando a mensagem

Jesus tinha feito um gesto profético de grande repercussão no meio do povo. Ele tinha expulsado os vendilhões do Templo. Foi um gesto de purificação da Casa de Deus, mostrando a necessidade de reconduzi-lo à sua vocação de lugar do encontro de Deus com o seu povo e denunciando o aparelhamento do Templo a serviço dos interesses econômicos e políticos da elite de Jerusalém. As lideranças do Templo vieram pra cima dele, num confronto que o levaria, um pouco mais na frente, à prisão. Queriam saber com que autoridade estava fazendo coisas como aquela. Jesus também quis saber com que autoridade João Batista tinha pregado e batizado no deserto. Eles não reconheceram que o profeta agira com a autoridade de Deus, nem aceitaram que Jesus viesse da parte do Pai. Mantiveram-se de coração fechado à autoridade de Deus, sem conversão, sem acolhida do enviado de Deus. 

Eu também não lhes direi com que autoridade faço estas coisas (Mt 21, 27). 


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
As lideranças do Templo, fechadas em seus interesses, perderam a chance de te reconhecer como o enviado de Deus, que os convocava à conversão. Já tinham rejeitado o profeta João Batista e o seu forte apelo de conversão. E tu, Senhor, os estavas convocando não apenas a uma mudança pessoal, mas a uma conversão institucional, no modo como eles comandavam a Casa de Deus a serviço dos seus interesses. Nesta pandemia, há muitos apelos de conversão para todos nós. Neste tempo de Advento, estás nos dirigindo muitos apelos para nossa conversão. Não queremos, Senhor, fechar o nosso coração e ignorar esse tempo de graça e reconciliação que estamos vivendo. Renova, Senhor, o teu povo, com o teu Santo Espírito, para que cheguemos santamente à festa do teu natal. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Amanhã, começa a Novena de Natal. Ela nos ajuda numa preparação mais próxima para as celebrações natalinas. Ela vai de 15 a 23 de dezembro. Nas livrarias católicas, na internet, na sua paróquia há subsídios para ajudar a celebrar esta novena em família. Faça o propósito de realizá-la, com frutos de conversão e santidade de vida. 

Nós da Associação Missionária Amanhecer (AMA), também preparamos uma Novena de Natal. Vamos nos encontrar diariamente, de 15 a 23 de dezembro, às 14 horas, com transmissão pelo Youtube, pelo Facebook e pelo Aplicativo Tempo de Paz. Para quem recebe a Meditação no celular, estou enviando o link para inscrição na Novena. Quem se inscreve, recebe o roteiro da novena pelo email.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

MÚSICA


JÁ NÃO SOU EU (Rm 7-8 Gl 2)

(Pe. João Carlos)

Não consigo entender
Não consigo fazer
O bem que eu quero
Não consigo entender
Só consigo fazer
O mal que não quero.

Quem me livrará
Deste peso de morte em mim
Quem me libertará
Do pecado que mora em mim 

Foi por isso que o Pai enviou
Veio a nós Jesus Salvador
Que nos deu vida nova no seu Espírito.

Minha vida agora
Eu a vivo na fé
Fé naquele que me amou
E se entregou por mim 

Fui crucificado com ele
Ressuscitado com ele
Fui perdoado por ele
Minha vida recomeçou 

Já não sou eu
Já não sou eu
Já não sou eu que vivo
É Cristo que vive em mim. 

Minha vida agora.... 

ESTA VINHA TEM DONO


Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, 34)

04 de outubro de 2020.

A sua vida é sua, tudo bem. Sua, como assim? Bom, você dá a direção que quiser à sua vida, mas ela não lhe pertence. Você não se criou a si mesmo, já pensou nisso? E você vai prestar contas do que fizer com sua vida. Isso assusta. Não somos fruto do acaso. Não estamos aqui pra viver de qualquer jeito, nem fazer o que der e vier e tudo bem... Alguém pensou em nós e não estamos largados nesse mundão, sem rumo nem direção. 

É verdade que você dá à sua vida a direção que quiser. Estou falando de direção. Pode não ter as mesmas coisas de outros, pode não chegar aonde muita gente chega, mas isso não impede de você ser uma pessoa justa, verdadeira, responsável. Para isso, você tem inteligência, vontade e liberdade, dons de Deus. Isso ninguém tira de você, nem a pobreza, nem a injustiça, nem a falta de oportunidades. Seu esforço pessoal pode levar você muito longe, superando muitos obstáculos. Mas, no pouco ou no muito, você pode sempre ser uma pessoa bondosa, honesta, solidária.

Jesus contou uma história que vem a calhar. Alguém preparou uma vinha, uma unidade de produção de vinho, montada com tudo, desde a plantação da uva, a fabricação, a segurança, tudo, até a comercialização do produto. Uma beleza de vinha. Ele entregou sua bela vinha a um grupo de agricultores para cuidarem dela. Com o tempo, os agricultores (os vinhateiros) sentiram-se donos da vinha. Maltrataram os enviados do dono que foram receber sua parte da colheita e até mataram o seu filho, para não haver herdeiro que viesse a reclamar a propriedade. 

Ao contar essa história, Jesus se referia logo àqueles que se apossaram da vinha de Deus, o povo da aliança, ali representados pelos sumos-sacerdotes, mestres da Lei e anciãos. O povo santo não é propriedade das elites e de seus governantes. Não vale perseguir os profetas e matar o filho único do proprietário que fora enviado para sanar a situação. Moral da história: isso não ficaria assim. 

Que grandes lições nos traz essa história de Jesus! A vinha não é sua. A família não é minha. A vida não é sua. Somos administradores, estamos responsáveis como cuidadores, não somos os proprietários. Deus é o senhor de nossa vinha, de nossa família, de nossa vida. Foi ele que teve a iniciativa de criar, de organizar, de preparar tudo para nosso bem, nossa felicidade, nossa realização. E nos deixou cuidando de tudo isso que é seu. 

Guardando a mensagem

Quando nos negamos a reconhecer Deus como senhor da nossa vinha e nossa condição de cuidadores de seus maravilhosos dons, não só usurpamos os direitos de Deus, mas nos impedimos a nós mesmos de expressar a nossa própria grandeza. E a nossa grandeza está em nossa dignidade de filhos de Deus, em comunhão com ele. A beleza de nossa vida está em viver em relação amorosa e filial com Deus que nos criou, que nos redimiu por meio do seu filho, que nos habita por meio do seu Santo Espírito. E expressamos essa dependência amorosa em nossa vida pelo diálogo da oração, pelos gestos de fraternidade, pela atenção à sua palavra, pelo amor à sua Igreja, pelo compromisso em melhorar este mundo. 

Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, 34)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
Reconhecemos que és o filho enviado pelo Senhor nosso Deus para colher os frutos de sua vinha. E a vinha é tudo isto que estamos cuidando, organizando, administrando: o meio ambiente, a sociedade, a igreja, a família, nossa própria vida. Quando nos comportamos como senhores e exploradores dos bens criados, acabamos por promover queimadas, poluição, destruição das comunidades, mudanças climáticas. Assim também, quando uma liderança passa a controlar sua casa, seu grupo, seu país a serviço do interesse de poucos, acaba por semear desunião, desinformação, violência. Dá-nos, Senhor, que nos sintamos sempre em dependência amorosa e filial com o Deus que nos criou, nos redimiu e nos conduz para a completa felicidade e realização. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

O Papa Francisco assinou ontem, em Assis, junto ao túmulo de São Francisco, a sua nova Encíclica “Fratelli tutti”, sobre a Fraternidade e a Amizade Social. Fique de olhos e ouvidos atentos para acolher os ensinamentos de Cristo presentes nas palavras do nosso sábio pontífice.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

FILHO, VAI TARBALHAR HOJE NA VINHA!


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

27 de setembro de 2020

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha. 

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados. 

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.  

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho. 

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! 

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade de Deus. 

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha. 

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha. 

Guardando a mensagem 

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha.  Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Sendo hoje, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, acolhemos as palavras do Papa em sua mensagem. Ele nos lembra que “construir o Reino de Deus é um compromisso comum a todos os cristãos”. É isso, então, que é trabalhar na vinha: edificar o Reino de Deus neste mundo. Nós te pedimos, Senhor, em favor dos imigrantes, especialmente pelos brasileiros que vivem fora do país e por todos os que trabalham na pastoral do migrante. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, responda a esta pergunta: “O que seria trabalhar na vinha do Senhor?”.

Celebro a Santa Missa, hoje, às 17 horas, com transmissão pela Rádio Tempo de Paz. Vou deixar um link pra você me acompanhar.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

HORA DE PAGAR O ARRENDAMENTO

Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

13 de março de 2020.

Olha só essa história de Jesus.... Um homem plantou uma vinha. Arrendou-a e viajou para longe. No tempo combinado, mandou buscar a renda. Os rendeiros negaram-se violentamente a pagar a renda.

Para entender essa história de Jesus, basta saber quem é a vinha. E quem seriam os agricultores covardes que se apossaram da vinha. Você tem uma ideia sobre quem é a vinha? A vinha, quem é? Vou lhe ajudar. Uma vinha é uma unidade de produção de vinho: a plantação da uva, a colheita e a fabricação do vinho, tudo feito na mesma fazenda. A vinha é uma imagem bíblica do povo de Deus. A vinha é o povo de Deus. No caso, o povo de Israel era a vinha. Foi Deus que plantou aquela vinha e a aparelhou de tudo para produzir um bom vinho. O vinho é uma coisa nobre, é uma representação dos frutos que o povo devia produzir.



Então, quem é a vinha? O povo de Deus. O povo com sua terra, sua organização, seu desenvolvimento. E de quem é a vinha? Claro, de Deus. Foi ele que a plantou e organizou tudo. Ele deixou um grupo de agricultores tomando conta, os rendeiros. E quem seriam esses agricultores? Pense aí... É só prestar bem atenção no começo da leitura, que a gente fica sabendo de quais agricultores Jesus estava falando. Deixa eu ler o comecinho do evangelho de hoje: “Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas”. Quem são os agricultores que ficaram como rendeiros, tomando conta da vinha? Isso, essa turma aí... os sumos sacerdotes, os mestres da lei, os anciãos... os líderes do povo, os seus governantes. Eles não são donos da vinha. Eles devem dar conta do seu trabalho e dos frutos que a vinha produzir, dar contas ao dono da vinha. E quem é o dono da vinha? Claro, Deus.

Mas, os agricultores da parábola maltrataram os empregados que o dono da vinha mandou para receber a renda. Bateram neles, expulsaram, até mataram alguns. E quando o dono da vinha resolveu enviar o seu filho único, o herdeiro, eles se combinaram para matá-lo. Os empregados enviados foram os profetas. E você já advinha quem foi o filho único que o dono da vinha mandou... quem foi? Claro, o próprio Jesus que está contando a história.

Guardando a mensagem

Por que será que essa palavra está chegando a você hoje? Aí eu já não sei. Mas que ela é uma palavra viva de Deus para você hoje, eu não tenho dúvida. Vou lhe dar uma sugestão. Você poderia pensar na sua vida. A sua vida é uma vinha que Deus plantou e dispôs muitas oportunidades para que ela produza muita coisa boa, um bom vinho. A sua vida é uma vinha. Você é o agricultor (a agricultora) que ficou tomando conta dela. Não vá pensar que a vinha é sua. Não é. Não vá negar a quota que é devida ao dono dela. Nem tratar os emissários dele com violência. E que quota você deve dar ao dono de sua vida? É bom você perguntar ao Espírito Santo de Deus que habita em você desde o batismo. Ele vai lhe dizer alguma coisa. Mas, eu já adianto: você precisa reconhecer claramente que a vinha é de Deus, que o que você consegue não é só fruto do seu suor. Você precisa agradecer mais, obedecer mais, partilhar mais.

Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’ (Mt 21, 37)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,

Nesta tua história de hoje, a parábola dos vinhateiros, disseste que o dono da vinha mandou seu filho único para receber a parte do arrendamento. Sabemos que és tu que vieste. Tu és o filho unigênito que o Pai nos enviou. O que está na parábola foi o que te aconteceu: Eles te mataram e jogaram pra fora da vinha. Até hoje, nós tínhamos ficado com raiva daqueles agricultores violentos. Mas, agora está nos ocorrendo que os rendeiros somos nós também. Queremos, hoje, com a tua graça, reconhecer que é o Pai o dono da nossa vida e te acolher como o filho único enviado por ele, o herdeiro, o Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Estamos já no 17º dia da caminhada quaresmal. Hoje é sexta-feira, dia de abstinência de carne. A sugestão: vamos levar isso a sério. Nada de carne hoje. Este pequeno sacrifício é para nos unirmos ainda mais ao filho do dono da vinha, a quem o nosso pecado expulsou e levou à cruz numa sexta-feira.

13 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A RESPOSTA DO SILÊNCIO

Eu também não lhes direi com que autoridade faço estas coisas (Mt 21, 27). 


16 de dezembro de 2019. 

Por que Jesus não respondeu à pergunta? Não seria mais fácil Jesus dar logo uma reposta? Eles perguntaram com que autoridade Jesus estava fazendo aquilo no Templo. E o que é que Jesus estava fazendo? Estava denunciando que tinham convertido a casa de oração num antro de ladrões, expulsando os vendedores e compradores, afinal, tomando uma atitude pública contra o desvirtuamento do Templo. Quem estava perguntando? Os responsáveis pelo Templo e pela religião em Israel: os sumos-sacerdotes, os mestres da lei e os anciãos; o grupo que depois julgaria Jesus no Sinédrio, condenando-o como um malfeitor. Então, não era uma pergunta inocente... era uma acusação, um enfrentamento perigoso, uma vez que eles tinham um corpo de guardas sob seu comando: Com que autoridade fazes isto?

Jesus não respondeu. Mas, se propôs a responder, desde que eles lhe respondessem também a uma pergunta. A pergunta foi sobre o batismo de João. João andou levando o povo para o deserto, para batizar-se no Rio Jordão, pregando a mudança de vida, em preparação da vinda do Messias. Para João, o Templo não era mais o lugar da purificação. A volta ao tempo do deserto era um recomeço, quando não havia Templo, mas só uma Tenda móvel. Eles, a elite que controlava o Templo, acharam foi bom Herodes prender e decapitar João Batista. Livraram-se de um pregador incômodo, uma denúncia permanente da situação de pecado dos que deviam guardar a aliança com fidelidade. Jesus perguntou: O batismo de João era de Deus ou dos homens? Como eles não se converteram com a pregação de João Batista, a resposta já estava dada. Mas, não podia ser dita. “Então, eu também não digo com que autoridade faço essas coisas”, concluiu Jesus. Claro, a resposta estava dada: com a mesma autoridade com que João Batista pregava a conversão e batizava. Mas, não adiantava dizer com a boca. As suas atitudes já estavam mostrando. 

O mundo hoje cobra explicações dos cristãos ... por que vocês querem pensar e agir diferente dos outros? Por que vocês não aceitam que se combata a violência armando a população, porque não apoiam a pena de morte? Por que vocês não deixam a mulher decidir sobre sua gravidez e ter a liberdade de abortar? Por que vocês insistem tanto no casamento religioso? Por que vocês são tão obedientes ao Papa? Por que vocês adoram a Eucaristia? Quem pergunta nem sempre está interessado na resposta. É só uma forma de intimidação, de oposição. Às vezes, é melhor fazer como Jesus: não responder, ou melhor, responder com as atitudes e com o modo de viver.


Eu também não lhes direi com que autoridade faço estas coisas (Mt 21, 27). 






3º dia da Novena de Nata

O TESTEMUNHO DA HISTÓRIA 

Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo (Mt 1, 16) 

Apresentação do tema 

Hoje, lemos, no início do evangelho de São Mateus, uma genealogia, a relação dos antepassados da família de Jesus, pelo lado paterno. É uma lista muita extensa, ligando Jesus a pessoas como o rei Davi e o Patriarca Abraão. É uma forma de dizer que Jesus, o Messias, o Cristo, o filho de Deus, por sua encarnação, integra agora a família humana; que Jesus inseriu-se na história do povo eleito, povo que teve a liderança de patriarcas, profetas e reis. Ele chega nesse encadeamento da história em que uma geração passa à outra as suas conquistas e o seu aprendizado, especialmente a sua história com Deus. 

Jesus não é somente filho de Deus, é agora também filho da humanidade, integrante de nossa história. Ele é também fruto da história do seu povo eleito, o bendito fruto do ventre de Maria. E essa lição é importante para nós também. Jesus mergulha na história do seu povo, para ser um deles e é assim que ele vai lidera-lo, conduzi-lo, ser o seu pastor. 

Oração do dia 

Senhor Jesus, 

Contigo e com esse texto de tua genealogia, aprendemos a dar valar à história dos nossos antepassados, os famosos e os anônimos. O sangue deles corre em nossas veias. A nossa vida resume toda a história dos nossos pais, dos nossos avós e bisavós. Até nos parecemos fisicamente com eles. Para melhorar a história, precisamos mesmo começar por assumi-la, conhecê-la, aceita-la. Obrigado, Senhor, por esta bela lição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Bênção 

O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém 

Para viver Palavra neste 3º dia da novena de natal: 

Em sua experiência, nossa geração está conseguindo transmitir a fé cristã às novas gerações? 

Amanhã, a gente se encontra para o 4º dia da novena de natal. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb - 16 de dezembro de 2019.




Postagem em destaque

O fogo que nos purifica

14 de agosto de 2022 20º Domingo do Tempo Comum Comemoração do Dia dos Pais Abertura da Semana Nacional da Família EVANGELHO Lc 12,49-53 Naq...

POSTAGENS MAIS VISTAS