BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Nós vamos rezar com Jesus na montanha. Você não quer vir também?





   06 de agosto de 2023.   

Festa da Transfiguração do Senhor
Encerramento 
da Jornada Mundial da Juventude 
Lisboa 2023


   Evangelho.   


Mt 17,1-9

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.



   Meditação.   


E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz (Mt 17, 2)

Talvez você já tenha passado por isso. Você viajou com aquela pessoa ou a encontrou em algum lugar, mas não se deu conta quem realmente era, ou melhor, quão especial e socialmente importante era aquela pessoa. Já lhe aconteceu algo parecido? Podemos falar isso de pessoas prestigiadas, mas também de pessoas com quem a gente convive no dia-a-dia. Nem sempre, nos damos conta da grandeza moral daquele colega de trabalho, daquela liderança com quem convivemos ou até daquele pai ou mãe que temos. Um dia, mais tarde, ou já tarde, podemos, com surpresa, descobrir quão grande era aquela pessoa.

Os discípulos de Jesus andavam com ele. Conversavam, comiam, rezavam com ele. E, naquele momento, estavam sentindo o clima tenso ao redor dele. E ele mesmo falando em sofrimento, em morte. Eles estavam ficando tristes e apreensivos. Não estamos entendendo as coisas. Quem realmente é ele, o que ele quer? Um dia, alguns deles fizeram uma experiência muito especial: foram rezar com Jesus, na montanha, e o viram transfigurado, iluminado. Ficaram maravilhados. Foi como se de repente o véu caísse e eles vissem quem realmente era o Mestre que eles seguiam. Foi um momento de revelação, que encheu os seus corações de alegria e de júbilo.

O evangelho de hoje quer nos levar à montanha, para estarmos em oração com Jesus. E contando a cena da transfiguração, quer que também nós nos maravilhemos com a revelação de quem é Jesus. Nós o seguimos, nos batizamos em seu nome, nós o invocamos na oração, comungamos com ele... ele é alguém com quem convivemos, a quem queremos bem. Mas, talvez estejamos precisando dessa experiência da oração da montanha para contemplá-lo em toda a sua grandeza, em toda a sua glória.

A narração do evangelista de hoje, São Mateus, está construída sobre as histórias da revelação de Deus no monte Sinai. Lá, no livro do Êxodo, capítulo 19, Moisés sobe a montanha do Sinai acompanhado de algumas lideranças. Vai encontrar Deus e receber dele a Lei para o seu povo. Como Moisés, Jesus sobe a montanha, com três discípulos. É a primeira revelação:
Jesus é o novo Moisés, o legislador do Reino de Deus. 

Na história do Sinai, quando Moisés desceu da montanha, estava com o rosto todo iluminado, o povo nem conseguia fita-lo. Os discípulos veem Jesus transfigurado, o rosto como sol, as roupas iluminadas. E ele conversando com Moisés e Elias. Estes dois homens de Deus de séculos passados eram tidos como representantes das Escrituras do antigo povo de Deus, que as descreviam como a Lei e os Profetas. A Palavra da Deus ilumina a pessoa de Jesus, nos diz quem é ele.
É a segunda revelação: Jesus é o enviado de Des, o prometido das Escrituras. 

No Sinai, Deus falava a Moisés do meio de uma nuvem. Os discípulos viram-se no meio de uma nuvem e ouviram a voz de Deus: Este é o meu filho amado. Escutem-no! Deus mesmo lhes diz quem é Jesus. É a terceira revelação: Jesus é o filho amado de Deus. Ele o deu para nossa salvação.

O povo antigo recebeu a Lei de Deus na Montanha do Sinai. Todo dia, na oração em que recitavam os 10 mandamentos, o povo de Deus começava com as palavras “Shemá, Israel... Ouve, Israel”. Deus diz aos discípulos que ouçam Jesus. Escutem-no! É a quarta revelação: Jesus não é só portador de uma mensagem de Deus, ele é a própria Palavra de Deus.  Precisamos escutá-lo. São João escreveu, no seu evangelho, que ele era o Verbo, a palavra, que se fez carne.


Guardando a mensagem

Na montanha, em oração, os três discípulos receberam uma revelação sobre quem é Jesus: Ele é o novo Moisés, que nos trouxe a Lei de Deus; Ele é o enviado, o prometido das Escrituras; Ele é o Filho amado de Deus; Ele é a própria palavra do Senhor, a comunicação perfeita de Deus a nós. Diante dessa revelação divina sobre quem é Jesus, aos discípulos cabe acolhê-lo, ouvi-lo, segui-lo. Esse momento de céu foi uma força para os discípulos que estavam apreensivos com o clima que precedeu a paixão de Jesus. A orientação que receberam foi de não contar nada a ninguém, até que ele ressuscitasse dos mortos. A ressurreição é a condição divina, gloriosa, vitoriosa de Jesus, o filho de Deus, sobre o pecado, o mal e a morte.

E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz (Mt 17, 2)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje, temos a oportunidade de tomar contato com este belo testemunho sobre a tua pessoa. Tu és o novo Moisés. Como ele, edificas o povo de Deus sobre o evangelho do Reino. Tu és o Messias, o enviado, a realização das promessas de Deus nas Escrituras. Tu és o filho de Deus, filho amado que o Pai enviou ao mundo para nossa salvação. Tu és a própria comunicação de Deus às suas criaturas e aos seus filhos. Dá-nos, Senhor, a graça de verdadeiramente nos deixar maravilhar por esta revelação de tua pessoa. Que pela graça do teu Santo Espírito, esse conhecimento da fé encha nossa vida de sentido e de alegria, para enfrentarmos o dia-a-dia com um novo olhar, com nova disposição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Jesus pode ser uma pessoa com quem você fala todo dia e não se dá conta de sua grandeza, de sua identidade divina. Contemple Jesus na cruz e fique imaginando esta cena da transfiguração.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Como Jesus reagiu à morte de João Batista

 


   05 de agosto de 2023.   

Sábado da 17ª Semana do Tempo Comum


   Evangleho.   


Mt 14,1-12

1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”.
3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. 4Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. 8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou para a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.

   Meditação.   


Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta (Mt 14, 5)

Herodes, que mandara matar o profeta João Batista, ficou sabendo da fama de Jesus e ficou cheio de temores. Pensou logo “é João Batista que voltou, ressuscitou”. O evangelista Mateus aproveita para contar como foi a morte de João Batista e quem era esse mesquinho e violento governante.

Herodes era rei na Galiléia, a região onde Jesus morava. Tinha construído uma cidade para sua capital, à beira do Mar da Galiléia. Era um monarca vassalo de Tibério César, imperador romano. Para agradá-lo, Herodes pôs o nome de sua capital de Tiberíades. Mantinha-se às custas de impostos arrancados da população da Galiléia.

Era o tempo do profeta João Batista. E o Batista andou criticando o rei por suas maldades e por sua vida familiar escandalosa: estava vivendo com a mulher do seu irmão Felipe.

Olhando direitinho o texto, dá pra gente identificar os sete pecados do rei Herodes.

1. Ao ouvir falar de Jesus, imaginou que era João Batista que tivesse voltado. Ficou logo com medo.

2. João Batista bem que tinha razão. O rei devia dar exemplo, não viver maritalmente com a cunhada.

3. Ele mandou prender João Batista por causa das críticas que o profeta lhe fazia, publicamente. E queria mata-lo. Só não o fez logo, com medo da reação do povo. Mandou prender, amarrar, colocar na prisão o profeta inocente e desarmado.

4. Na festa do seu aniversário, no seu palácio, os convidados eram gente graúda que o sustentava no trono, gente que se beneficiava do seu governo.

5. Gostou da dança da mocinha, sua enteada, prometeu-lhe dar qualquer coisa que pedisse. Agiu com grande irresponsabilidade.

6. A mãe mandou a filha pedir a cabeça de João Batista em um prato. Ele ficou triste, mas não teve coragem de negar-se a atender o capricho da amante e voltar atrás diante dos convidados.

7. Mandou degolar João Batista na prisão, sem nenhum processo ou julgamento.

Com a morte de João Batista, não morreu a esperança que ele suscitou com sua pregação e com o batismo de penitência no Rio Jordão. Jesus, visivelmente, tomou o seu lugar no imaginário do povo. Ele que andava pela Judeia, voltou para sua região, a Galileia, se estabeleceu em Cafarnaum e começou o seu trabalho missionário. Por isso, Herodes ficou tão preocupado.


Guardando a mensagem

Por que será que o evangelho conta essa história da morte de João Batista com tantos detalhes, realçando os graves defeitos do governante Herodes? Com certeza, para enaltecer a figura do profeta João e o vigor de sua pregação que convocava todos a se converterem, do pequeno ao grande; também para preparar o leitor para a perseguição que as autoridades de Jerusalém moveriam contra Jesus.

Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta (Mt 14, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
lemos no evangelho, que quando soubeste desta morte cruel do teu primo João Batista, voltaste da Judeia para a Galileia, para a tua região, onde tinham ocorrido esses episódios tão tristes. Não te deixaste intimidar. Pelo contrário, foi a oportunidade para começares a tua missão publicamente, pregando o Reino de Deus. É como quem diz, caiu um profeta, levanta-se outro. Senhor, teu exemplo é um grande ensinamento para nós. Ajuda-nos a não nos deixarmos paralisar pelo medo ou pela omissão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Preparando a sua participação na Missa deste domingo, dê uma olhada no evangelho de amanhã: Mt 17,1-9, o evangelho que narra a Transfiguração do Senhor.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O povo da terra de Jesus o recebeu com desconfiança

 


   04 de agosto de 2023.   

Memória de São João Maria Vianey

Dia do Padre


   Evangelho   


Mt 13,54-58

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.


   Meditação.   

E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé (Mt 13, 58).

Jesus suscitou muita admiração. Mas, curioso, não foi aceito por todo mundo. A gente pode até identificar várias razões. Uns ficaram com inveja de sua popularidade; ou se sentiram ameaçados em suas posições de liderança. Outros perceberam que aceitá-lo seria mudar de vida, reconhecer o amor misericordioso de Deus em sua vida. No geral, podemos dizer, muita gente gostava de Jesus, o admirava, mas não foi capaz de dar o passo decisivo: crer em Jesus.

Jesus voltou à sua terra – Nazaré - e estava pregando na sinagoga. No início, todos estavam admirados com sua palavra simples e forte. Aos poucos, a reação passou da admiração à revolta. Acharam que, sendo ele uma pessoa crescida naquela comunidade, não podia ter aquela sabedoria toda, nem fazer milagres como diziam que ele fazia. Julgaram, então, que Jesus estivesse exorbitando, arvorando-se a ser quem não era. “Você não é um profeta coisa nenhuma!”, alguém deve ter gritado lá do fundo da sinagoga. Num certo momento, Jesus lamentou-se: “Um profeta só não é bem estimado em sua própria pátria e em sua família”. Eles não tinham fé. Jesus nem pode fazer os milagres que sempre fazia nessas ocasiões. Essa visita à sinagoga de Nazaré, segundo o evangelho de São Lucas, terminou mal. Jesus foi expulso da Sinagoga.

Afinal, não creram em Jesus, por quê? Aparentemente, porque conheciam a sua família. Só por isso? Começaram a dizer que ele era o filho do carpinteiro, que a mãe era dona Maria e os primos-irmãos dele eram Tiago, José, Simão e Judas. Não havia essa palavra ‘primo’ na linguagem deles; para eles primos, tios, sobrinhos eram ‘irmãos’. E as irmãs também moravam por ali, casadas com certeza. Primas, claro. Afinal, Jesus era uma pessoa conhecida, de uma família dali, gente da comunidade. E era isso que eles não engoliam. Não podiam admitir que Deus estivesse agindo por meio de uma pessoa assim de origem humilde, de um vilarejo sem importância... esse era o problema! Eles estavam contrários exatamente ao modo como Deus estava agindo, na dinâmica da encarnação.

A encarnação é a modalidade pela qual Deus enviou o seu filho, Deus como ele, nascido na carne. Nascido na ‘carne’ quer dizer nascido na fraqueza humana. Como disse Paulo, “nascido de uma mulher”. O povo de Nazaré reagiu contra a encarnação. Não aceitaram uma manifestação de Deus assim tão próxima deles.



Guardando a mensagem

A encarnação do Verbo é a verdade que desnorteia, que escandaliza o povo de Nazaré; e pessoas de hoje, também. Essa reação não está muito longe de nós. Tem muita gente que espera Deus agindo apenas lá de cima, sem passar pela fraqueza de pessoas aqui da terra e da terra dos pobres. Jesus ressuscitado conferiu a missão aos seus apóstolos e os enviou como seus missionários. Comunicou-lhes o seu Espírito e deu-lhes o seu poder. Assim, sua Igreja continua o seu ministério. Os pastores da Igreja, em nome de Cristo, continuam o seu ministério de perdoar, de ensinar, de conduzir... Os líderes das comunidades, os nossos pastores e todos os servidores do povo de Deus, homens e mulheres, em nome do Senhor, continuam orientando, evangelizando, abençoando. A atitude do povo de Nazaré se repete. Somos conhecidos, conhecem nossos pais e nossos irmãos, sabem de nossa origem humana e periférica, na maioria. Só na fé podem acolher o ministério de Jesus Salvador que exercitamos. Só na fé podem acolher a palavra que pregamos, em nome do Senhor. Sem a fé, correm o risco de fechar as portas para a graça que nós comunicamos.

E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé (Mt 13, 58).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
não foi fácil para os teus conterrâneos te acolherem como profeta e messias. É que eles estavam aguardando alguém que viesse de fora, dos círculos de poder, alguém que se mostrasse poderoso e superior. Mas, tu, de acordo com o teu Pai, vieste na humildade de um galileu daquela terra esquecida, com a sabedoria da convivência com o povo trabalhador e com a força da confiança em Deus. Tu, Deus verdadeiro, assumiste a condição humana e te expressaste na cultura do teu povo. Assim, nos ensinas a dar valor ao que somos e a valorizar os outros ao nosso redor. Agindo assim, abrimos o caminho para te reconhecer agindo na Igreja e por meio dela, esta comunidade humana e frágil que carrega a grandeza de tua palavra e a força de tua graça redentora. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Hoje é Dia de São João Maria Vianey. Ele se ordenou padre enfrentando muita dificuldade de aprendizagem. Tornou-se um sacerdote amado e admirado, zeloso confessor e orientador espiritual. Por causa dele, hoje é o Dia do Padre. Reze, hoje, pelo padre de sua comunidade. Reze também pedindo ao Senhor santas e numerosas vocações para a sua Igreja. 

Comunicando

Na semana que vem, vamos realizar o Seminário de Salesianidade, no Recife, no auditório da AMA, na parte da tarde. O Seminário é dirigido a voluntários, associados e ouvintes. Informações pelo whatsapp 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Vocês estão entendendo?

 


   03 de agosto de 2023.   

Quinta-feira da 17ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.     


Mt 13,47-53

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.
49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”.
52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.



      Meditação.     


Jesus perguntou: Vocês compreenderam tudo isso?” Eles responderam: “Sim” (Mt 13, 51)

Jesus anunciava o Reino de Deus. Era essa a mensagem que ele tinha a comunicar da parte de Deus. No evangelho de Mateus, que estamos lendo, ao invés de dizer Reino de Deus sempre se diz ‘Reino dos Céus’, seguindo o costume dos hebreus de não pronunciar o nome de Deus ou de fazer referência direta a ele, por temor e respeito.

Sobre o Reino de Deus, Jesus falou de muitos modos, mas sobretudo, contou parábolas, pequenas histórias, cheias de significado. Contando uma parábola, ele provocava as pessoas a pensar e a tirar suas conclusões. As parábolas são portadoras de maravilhosos ensinamentos sobre o Reino de Deus. Através delas, Jesus ia conduzindo os seus ouvintes a se deixarem envolver no mistério do Reino de Deus.

No capítulo 13 do evangelho de São Mateus, o evangelista reuniu sete parábolas sobre o Reino de Deus: a do semeador, a do joio e do trigo, a do grão de mostarda, a do fermento, a do tesouro escondido, a da pérola preciosa e a da rede de pescar. O texto de hoje retoma esta sétima parábola, a da rede de pescar, fechando essa série de parábolas ditas à beira mar, ele sentado na barca de Simão. Certamente, ele não contou tudo de uma vez.

A gente pode imaginar ele falando, pausadamente, com voz tranquila, contando essas histórias. Quando termina de contar uma parábola, fica olhando para as pessoas e espera a reação, pacientemente. E as pessoas começam a conversar entre si, comentando alguma coisa que tenha chamado sua atenção. “Mas, que agricultor bobo... foi semear num terreno cheio de espinhos, trabalho perdido, bem empregado”. “Ah, eu já acho esse agricultor muito simpático, ele queria todo o seu terreno bem aproveitado, não desprezou nenhum terreno”. “Você viu que teve lugar que deu 30%? Só 30%?”. E a conversa vai esquentando... Jesus fica olhando, sorrindo... quando o converseiro diminui, ele começa a contar outra parábola... “Ah, o Reino de Deus, que coisa maravilhosa, minha gente! É do jeito de um agricultor que passou a vida cavando a terra, dando duro, ganhando pouco, no sol quente o dia todo... mas, um dia, um dia, quando a enxada bateu no chão, ele sentiu um som diferente...parou... (todo mundo prende a respiração). Desceu a enxada de novo, com força... tem um negócio diferente aqui... e começou a cavar com cuidado... ele foi tirando a terra, cavando mais... não acreditou no que viu... (suspense) uma botija... (e o povo: oh, oh, uma botija), um tesouro escondido bem ali, um baú cheio de moedas de ouro ... E nem bem terminava a parábola, o povo já estava conversando, trocando ideias, rindo... e começando a entender... nós estamos descobrindo a botija de Jesus, o Reino de Deus. E a alegria ia tomando conta dos corações.

Acho que era assim. Ninguém mais esquecia uma história daquela. Quando chegava em casa, já ia contando pra quem não tivesse ido escutar o novo profeta. E já ia aplicando a sua mensagem. Com certeza, sempre inventava mais um pedaço, porque quem conta um conto, aumento um ponto. As parábolas envolviam, atraíam as pessoas para dentro do mistério do Reino. Jesus não falava como se estivesse fazendo uma palestra ou dando uma aula. Não, ele coloca o povo nas histórias, fazia deles personagens das parábolas. São eles o agricultor que semeou a semente, o pescador que estava pescando, o criador de ovelhas que perdeu uma, o comerciante que estava atrás de uma pérola especial, a dona de casa que fez o pão. Eles e a vida deles estão dentro das parábolas.




Guardando a mensagem

Nas sete parábolas do capítulo 13 do evangelho de São Mateus, podemos adentrar no mistério do Reino revelado aos simples e humildes. Nelas, estão luzes que iluminam profundamente a realidade da vida. Nelas, está um anúncio maravilhoso sobre o Reino. Podemos aprender que Deus quer a salvação de todos e que cada um precisa acolher a palavra de Deus como um bom terreno (parábola do semeador); que não se trata de fazer guetos de gente pura e santa, mas viver santamente no meio dos pecadores (parábola do joio e do trigo). Ninguém se iluda com grandeza, a semente pequenininha dá uma grande árvore (a parábola do grão de mostarda). Ninguém se intimide com maioria, cristão é fermento, não é massa (parábola do fermento). Quando você descobrir a beleza e a riqueza do amor de Deus, você vai investir tudo nisso, vai redirecionar toda a sua vida para ele (parábolas do tesouro escondido e da pérola preciosa). Quem encontrou o Reino de Deus, faz-se testemunha e anunciador dele para os outros, pescadores de gente (parábola da rede de pescar).

Jesus perguntou: Vocês compreenderam tudo isso?” Eles responderam: “Sim” (Mt 13, 51)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
com que amor estavas no meio do teu povo, ensinando, curando, libertando. Contar parábolas para falar das coisas de Deus foi um gesto de carinho e de delicadeza para com aquele povo sofrido. Não só te fizeste entender, mas despertaste pessoas para pensar, analisar, tirar conclusões. Acordaste sonhos, comunicaste amor, devolveste a alegria de viver. Não só o Reino estava sendo anunciado, o Reino estava sendo vivido como experiência de amor, de inclusão, de esperança. Ajuda-nos, Senhor, a realizar a obra da evangelização com grande amor e compromisso com o bem, a justiça, a verdade, expressões do reinado de Deus entre nós. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Abra sua Bíblia em Mateus, capítulo 13. Escolha uma das sete parábolas e a leia atentamente.

Comunicando

Neste mês de agosto, a AMA está completando 27 anos de serviço missionário nos meios de comunicação. Vamos celebrar essa data em três momentos: 1. No Seminário de Salesianidade que vamos realizar na semana que vem, no auditório da AMA. 2. Na Missa de Ação de Graças do dia 14, no Encontro dos Ouvintes, no Recife. 3. Na Missa de Ação de Graças pela passagem dos 40 anos de minha ordenação de padre, em Carpina, no dia 27. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


O homem que encontrou a pérola preciosa

 



   02 de agosto de 2023.   

Quarta-feira da 17ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Mt 13,44-46

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino do Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

   Meditação.   


Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola (Mt 13, 46)

Duas parábolas parecidas, a do tesouro escondido e a da pérola preciosa. Comparações que Jesus fez sobre o Reino de Deus.

O Reino dos Céus é um como um tesouro escondido no campo que o homem encontra. O Reino é um dom de Deus, um tesouro que está escondido em nossa vida, em nossa história. Nós só o encontramos, mas ele já estava lá. Nós nos deparamos com ele, nos surpreendemos com a sua existência. Não o produzimos. Ele é um tesouro que nós não amealhamos. Mas, ele está ali para nós, um grande dom em nossa vida. Assim é o Reino de Deus.

O Reino dos Céus é como um comprador que procura pérolas preciosas e encontra uma de grande valor. O homem procura pérolas preciosas. Em sua busca, encontra algo maravilhoso, a pérola dos seus sonhos. O Reino não deixa de ser dom, uma pedra preciosa de imenso valor que não é obra de nossas mãos. Mas, há uma detalhe nessa parábola. O homem a buscava... ela é a resposta aos seus sonhos, à sua busca. O Reino de Deus é uma resposta aos profundos anseios de nosso coração: o amor, a paz, a unidade, a comunhão, a fraternidade, a justiça... Assim é o Reino de Deus.

As duas parábolas também nos dizem como teremos parte no Reino de Deus. O agricultor que encontrou o tesouro escondido no campo vendeu tudo quanto possuía e comprou o campo. O comerciante também vendeu tudo o que tinha e comprou aquela pérola. Como podemos entender isso? O tesouro vale mais do que todos os bens que o agricultor possui. Será o grande bem de sua vida. A pérola preciosa vale mais do que todos os bens que o comerciante tem. Será o seu maior bem. Quando se encontra o Reino de Deus, que é o maior bem que a gente pode ter, a gente renuncia a qualquer outro valor para colocá-lo em primeiro lugar. Como disse Jesus: “Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais lhes será dado em acréscimo”. E Paulo apóstolo: “Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele, tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo” (Filipenses 3,7).

É claro, nós não compramos o Reino de Deus. Não é isto que a parábola está dizendo. Nós damos ao Reino de Deus o lugar mais importante, colocando o resto em segundo plano. Como disse Paulo: “por ele, tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo”. Na verdade, ao vender tudo para comprar o campo, é o tesouro que agora me tem. Ao vender tudo para comprar a pérola, é a pérola que agora me possui. Paulo não desprezou tudo para ser dono de Jesus. Pelo contrário, para ser completamente de Jesus é que ele renunciou a tudo.




Guardando a mensagem

Na parábola do tesouro, entendemos que o Reino de Deus é, em primeiro lugar, um dom de Deus em nossas vidas. Um dom, um tesouro encontrado pelo agricultor. Na parábola da pérola, entendemos que o Reino de Deus é uma resposta de Deus aos nossos anseios, aos nossos sonhos. É a resposta à busca do comerciante. Mas, não basta encontrar o Reino de Deus. Precisamos redimensionar tudo em nossa própria vida para que ele esteja em primeiro lugar. Para que nós pertençamos a ele.

Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola (Mt 13, 46)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós já encontramos o Reino de Deus ou ele nos encontrou. O Reino é a tua presença entre nós, nos comunicando o amor do Pai. Nós te descobrimos, como o agricultor cavando a terra. Nós te encontramos, como o comerciante procurando a pérola mais valiosa. Falta-nos ainda nos empenhar por completo, para colocar o Reino de Deus como valor supremo de nossas vidas, não para te possuirmos, mas para pertencermos a ti. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você entendeu essa explicação de hoje? "Agora, eu sou da pérola que eu comprei". Bom, para entender melhor ainda, leia aMeditação, em meu blog padrejoaocarlos.com. Para você que recebe a Meditação nas redes sociais, estou deixando um link para você ir direto ao texto desta reflexão.

Comunicando
 
Como toda quarta-feira, hoje é dia do programa no Youtube. O convidado de hoje é Ivanildo Silva, jornalista, radialista, humorista, missionário da Comunidade Obra de Maria. O programa começa às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Conviver com todo mundo, sem ser todo mundo.

 



   01 de agosto de 2023.   

Memória de Santo Afonso Maria de Ligório

     Evangelho.     


Mt 13,36-43

Naquele tempo, 36Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41O Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

     Meditação.      


Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos (Mt 13, 40)

O que é que a gente faz com tanta maldade nesse mundo? Não dá pra gente criar um mundo separado. Os fariseus tinham esse complexo. Eles se sentiam os santos e queriam viver apartados dos pecadores. Jesus ensinou que a gente precisa saber conviver com todo mundo, sem ser todo mundo. Precisamos aprender com Deus que é tolerante, paciente, lento em julgar. No livro do Êxodo tem essa apresentação de Deus: “Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel, que conserva a misericórdia por mil gerações, e perdoa culpas, rebeldias e pecados, mas não deixa nada impune” (Ex 33).

Jesus contou a parábola do joio e do trigo. Um homem semeou boa semente de trigo em seu campo. De noite, veio o inimigo e semeou o joio. Cresceram juntos, trigo e joio. Quando começaram a aparecer as espigas, notou-se que no meio do trigo havia o joio. Na verdade, não é fácil diferenciá-los. O joio tem cara de trigo. Mas, as espigas são diferentes. Os grãos do joio não são bem organizados na espiga como os do trigo e são venenosos. Os empregados queriam arrancá-lo. Mas, o proprietário não deixou. Isso afetaria gravemente o trigo. É que as raízes do joio são rasteiras e saem se entrecruzando com as do trigo. Deixassem chegar o tempo da colheita. Aí, sim, arrancariam primeiro o joio e o queimariam. E recolheriam o trigo no celeiro.

Jesus, à parte, em casa, com os discípulos deu uma explicação a essa parábola. O homem que semeia a boa semente é ele mesmo, Jesus. O trigo são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. No fim dos tempos, os anjos farão a ceifa. E cada um terá o seu destino: os maus para o fogo eterno, os justos para a glória.

Uma primeira lição é nos precaver, vigiando para que a nossa plantação não seja infectada pelo joio. O inimigo age na calada da noite, "enquanto todos dormem", como Jesus contou na parábola. A semente boa tinha sido plantada durante o dia. Plantar durante o dia, ótimo, mas vigiar também para que, de noite, não venha o inimigo e infiltre o joio na plantação. É preciso estar vigilante também durante a noite. O dia pode representar a clareza e a transparência com que a gente precisa agir. Quando a coisa é pública, é comunicada, é acompanhada por outros, o mal fica com menos chance. Coisas escondidas, conversas à meia voz, segredinhos... são campo fértil para a ação do inimigo. Claro, uma coisa é o direito à privacidade. Outra, a ação às escondidas acobertada pela mentira, pela falsidade, pela impunidade. É aí que o mal se infiltra, que o inimigo semeia o joio em nossa plantação.

Uma segunda lição é, que neste mundo, vivemos misturados joio e trigo. Não é o caso de adotarmos o jeito fariseu de querer viver separados, de formarmos guetos cristãos. Somos fermento na massa. Mesmo vivendo com todo mundo, não podemos ser todo mundo. Os valores do Reino é que nos guiam, não os valores do mundo. Jesus mesmo pediu, em prece, ao Pai, na última ceia, que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do maligno. O nosso lugar é o mundo mesmo, junto com o joio. Mas, não para nos tornarmos joio, mas antes para ajudar o joio a dar bons frutos, não frutos venenosos. De toda forma, Deus é quem é o juiz. Assim, já sabemos que o fim do joio é muito ruim. Para o celeiro, só vai o trigo.



Guardando a mensagem

O mal existe. O diabo ainda não se aposentou. Nem está de férias. E tem muitos assessores. E aproveita quando o agricultor dorme, para plantar sua semente ruim na sua vida, na vida de sua família, em sua comunidade. É preciso vigilância. O mundo é movido por muitos interesses, nem todos eles legítimos. A parábola do joio e do trigo também nos estimula a tomar distância de coisas escondidas, de situações dúbias, de escolhas duvidosas em situações de pouca clareza. Outra lição desta parábola é a necessidade de, mesmo vivendo próximos joio e trigo, continuarmos a ser trigo, não nos deixando influenciar pelo mal. Como fermento na massa, sejamos nós a influenciar em favor do bem, da justiça, da paz, da fraternidade.

Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos (Mt 13, 40)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos ensinaste a rezar, no Pai Nosso, “Livrai-nos do mal”. Ajuda-nos, Senhor, a estar vigilantes para que o inimigo não semeie joio na nossa plantação de trigo, na nossa família, na nossa comunidade. Ensina-nos a conviver com quem é joio, sem exclui-lo, mas sem imitá-lo ou deixar-nos cooptar pela desonestidade, pela infidelidade, por suas más ações. Antes, sejamos capazes de ajudá-los a dar frutos bons, antes que chegue o dia final da colheita. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você está conseguindo conviver bem com pessoas que não pensam como você? que não crêem como você? Pense nisso.

Comunicando

Está começando, hoje, o mês vocacional. E o desafio desse mês é rezar, diariamente, pelas vocações. Claro, que você topa o desafio. E o que você vai rezar? Basta oferecer uma Ave-maria pelas vocações. Ou mesmo rezar uma jaculatória, como esta: "A messe é grande, mas os operários são poucos. Envia, Senhor, operários para tua messe". Ou ainda rezar alguma oração vocacional. Vou deixar a oração deste ano vocacional depois do texto da Meditação, no meu blog.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Oração do 


Oração do Ano Vocacional 2023


Senhor Jesus,
enviado do Pai e Ungido do Espírito Santo,
que fazeis os corações arderem e os
pés se colocarem a caminho,
ajudai-nos a discernir a graça do vosso
chamado e a urgência da missão.

Continuai a encantar famílias, crianças,
adolescentes, jovens e adultos,
para que sejam capazes de sonhar e se entregar,
com generosidade e vigor,
a serviço do Reino,
em vossa Igreja e no mundo.

Despertai as novas gerações para a
vocação aos Ministérios Leigos,
ao Matrimônio, à Vida Consagrada
e aos Ministérios Ordenados.
Maria, Mãe, Mestra e Discípula Missionária,
ensinai-nos a ouvir o Evangelho da Vocação
e a responder com alegria.

Amém!

O Reino de Deus já está entre nós.





   31 de julho de 2023.   

Memória de Santo Inácio de Loyola



     Evangelho.    

Mt 13,31-35

Naquele tempo, 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”.
33Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: ‘Abrirei a boca para falar em 2parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo’.



     Meditação.    

O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado (Mt 13, 33)

A gente fica esperando o Reino de Deus como uma intervenção poderosa do Senhor em nosso mundo. Uma coisa forte, visível, que todo mundo reconheça e se submeta. Como falamos de ‘reino’, vêm em nossa imaginação os impérios deste mundo, os reinados de senhores poderosos e violentos de quem a história dá notícia.

Jesus, que tanto falou do Reino de Deus, não deixou uma definição do que é o Reino. Antes, fez comparações que desfazem completamente nossas expectativas farisaicas. O Reino é como a semente plantada na terra que, sem o agricultor saber como, nasce, cresce e produz frutos. O Reino é como uma semente de mostarda que se torna um belo arbusto. É como uma bela plantação, onde o inimigo semeou o joio. Só pra ficar nas comparações na área da agricultura. É melhor a gente desistir de querer definir o que é o Reino de Deus. Parece mais um jeito de Deus agir neste mundo.

Jesus nos conta, hoje, duas pequenas parábolas sobre o Reino de Deus: a semente que germina sozinha e o grão de mostarda que se torna um frondoso arbusto. Estas duas parábolas nos dão novas pistas sobre o Reino de Deus.

Uma primeira indicação é esta: O Reino se constrói com pequenos sinais. O Reino está potencialmente presente no que, hoje, nós estamos semeando, que nos parece tão pouco, tão pequeno. Ele é como a semente plantada que germina ou como o grão de mostarda tão pequenininho que vai se tornar uma grande hortaliça. Quando semeamos, nós mostramos confiança na semente e no futuro dela. Ao realizarmos pequenas ações e nos movermos com pequenos passos, estando na direção certa, estamos semeando o reino. É um conselho que damos, é uma desculpa que aceitamos, é uma pequena decisão que tomamos na direção justa. O Reino se constrói com pequenos sinais. São sementes que plantamos, grãos lançados na terra.

Uma segunda afirmação é a seguinte: O Reino não é obra nossa, é obra de Deus, servindo-se de nossa muito pequena participação. Mesmo que seja o agricultor a plantar a semente, a germinação é um segredo do Criador. É dele o milagre daquela semente tornar-se uma plantinha, crescer, florescer, frutificar. O agricultor colabora, plantando, limpando, irrigando, mas a espiga é obra da natureza e de quem a fez. O mesmo acontece com o grão de mostarda. O arbusto que vai acolher até os passarinhos é fruto de uma dinâmica que não é controlada pelo agricultor. O Reino não é obra nossa. É obra de Deus, com sua lógica, sua dinâmica, sua atuação.

Uma terceira afirmação é esta: O Reino será uma realidade surpreendente. Se plantarmos, colheremos. A semente dará fruto, dela se colherão as espigas, cuja farinha nos fornecerá um delicioso pão. O grão de mostarda será uma linda hortaliça e abrigará os pássaros do céu. O agricultor vai se surpreender com a obra de Deus em seu favor.

O Evangelho é a revelação desse evento maravilhoso: o Reino está ao nosso alcance, está batendo à nossa porta, está próximo de nós, está entre nós.


Guardando a mensagem

Mesmo com tanta crise, com tanta coisa ruim acontecendo, com tanto desmantelo no mundo, experimentamos cada dia que o Reino de Deus está entre nós, está acontecendo, está em gestação. Ele é obra de Deus, com nossa pequena colaboração. Por meio do seu filho Jesus, Deus está semeando um mundo novo de comunhão, de paz, de reconciliação. Jesus está conosco até a consumação dos séculos, como prometeu. Não nos abandona. O seu Santo Espírito atualiza a sua presença e a sua ação redentora. O Reino já está entre nós. Enfim, na colheita do que plantarmos, o Reino aparecerá pleno, surpreendente.

O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado (Mt 13, 33)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu estás entre nós, estás conosco na assembleia que se reúne, na Palavra que é proclamada, no Pão eucarístico que nos alimenta. É isso que experimentamos cada dia e que celebramos na Missa: a tua presença redentora entre nós, nos instruindo, nos abençoando, nos conduzindo. O Reino, de que tanto falaste, é a tua presença salvando esse mundo, reconduzindo o pecador à comunhão com Deus, nos guiando no caminho da justiça e da paz. Tu és o Emanuel, Deus conosco. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém
.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, escreva uma oração começando com o que rezamos no Pai Nosso: “Venha a nós o vosso reino”.

Comunicando

Amanhã, começa o mês vocacional. E nós temos um desafio pra você: rezar, diariamente, pelas vocações. Amanhã, eu lhe explico melhor.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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