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20200708

O REINO ESTÁ BEM PERTINHO

No caminho, vocês anunciem: O Reino dos céus está próximo (Mt 10, 5)
08 de julho de 2020

Jesus chamou os doze, deu-lhes poder sobre a doença e sobre o mal e os enviou em missão. Entre outras coisas, recomendou que avisassem ao povo que o Reino estava próximo. O evangelista Mateus, por escrever seu evangelho entre comunidades formadas por judeus, evita dizer o nome “Deus”, substituindo-o por “céus”. Reino dos céus. Doze é uma representação do povo de Deus e de sua organização, de sua liderança. O povo do Antigo Testamento era o povo das doze tribos, dos doze patriarcas. A escolha e o envio de doze líderes mostra a intenção de Jesus: ele está construindo um novo momento do povo de Deus, o povo que estará unido a Deus pela nova e eterna aliança.

Jesus dá várias instruções aos doze. De uma forma ativa, eles se associam à missão de Jesus. E a missão de Jesus está descrita um pouco antes, no final do capítulo 9: Jesus vendo as multidões, se compadeceu delas e as ensinava, pregando o Reino de Deus e curando as suas enfermidades. Compadecia-se de sua situação e lhes anunciava o Reino de Deus que chegou com ele para liberdade e salvação de todos. Eles deviam anunciar que o Reino estava próximo, isto é, aproximou-se, chegou para eles. O Reino é Deus nos salvando em Cristo. Assim, os apóstolos pelo caminho devem avisar ao povo essa novidade, com palavras, mas também com gestos e ações onde se reconheça que Deus está agindo em favor do seu povo necessitado. O Reino é Deus nos libertando. É isso que está sinalizado nas curas de enfermidades e expulsões de espíritos impuros.

Meditando o evangelho, nos damos conta do amor de Deus que vem nos encontrar, da presença de Jesus que continua nos buscando e nos encontrando nos caminho de nossa vida e de nossa história. Nossa tarefa é também avisar a todos que o Reino do amor de Deus chegou, vencendo o ódio, a dor, o pecado. Esse é a boa nova, o evangelho a ser anunciado; a grande novidade a ser comunicada.

Guardando a mensagem

A missão de Jesus é anunciar o Reino de Deus. O Reino de Deus é o próprio Jesus entre nós, nos libertando. Ele anuncia o Reino com a pregação, mas também o concretiza com ações pelas quais as pessoas estão sendo resgatadas da doença, da exclusão, da dominação do mal, do pecado. Escolhendo e enviando doze em missão, Jesus está visivelmente construindo um novo momento de organização do povo eleito em aliança com Deus. A missão dos doze, como a de Jesus, é anunciar a proximidade do Reino. O Reino, por meio de Jesus, se aproximou de nós, está bem pertinho, agora é só a gente abrir as portas para acolhê-lo; as portas do coração, de nossa vida familiar, de nossa vida em sociedade.

No caminho, vocês anunciem: O Reino dos céus está próximo (Mt 10, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Mandaste os doze anunciar ao povo, pelo caminho, que “o Reino de Deus está próximo”, que o céu se aproximou para resgatar e sarar toda ferida. A nós que vivemos imersos em um mundo materialista, esta palavra nos consola: Deus não nos esqueceu, ele vem ao nosso encontro, com o seu Reino. Concede-nos, Senhor, que não percamos o horizonte da vida eterna, mesmo carregando os fardos de nossa existência, às voltas com as tarefas de cada dia. Que no corre-corre de nossa vida, permaneça sempre no nosso coração esse sentido do teu Reino, reino de amor e justiça que começa aqui, mas só se realiza plenamente na eternidade. Dá-nos, Senhor, viver lembrados e embalados por essa verdade do teu amor: O Reino está próximo, está pertinho de cada um. É só abrir a porta do coração e deixar-te entrar. Tu anuncias o Reino, tu fazes o Reino de Deus acontecer entre nós com tua palavra e teu poder restaurador. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Repita várias vezes, durante o dia de hoje, aquela palavrinha do Pai Nosso: “Venha a nós o vosso Reino”.

Amanhã, quinta-feira eucarística, presido a Santa Missa às 11 horas, com transmissão pelas redes sociais. Vou rezar especialmente por você que me acompanha, diariamente, na Meditação.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200124

UMA COMUNIDADE APOSTÓLICA

Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar (Mc 3, 14)

24 de janeiro de 2020

Meditamos, ontem, como Jesus começou a estabelecer um novo momento no seu ministério, ao pedir uma barca e afastar-se um pouco da multidão que o comprimia, ali à beira mar. Àquele povo movido pela busca de curas e milagres, ele respondeu com a pregação do evangelho. O evangelho comunica o propósito de Deus, a sua vontade. Bem-aventurado o que ouve e pratica a Palavra do Senhor. A barca de Pedro é já uma representação da Igreja, realizando sua missão no mundo (o mundo, você lembra, está representado pelo mar).

Não sei se você leu o sonho de Dom Bosco com a Grande Barca que é a Igreja e como, numa feroz perseguição no mar, isto é no mundo, ela encontrou segurança atracando no meio de duas colunas, a Celebração da Eucaristia e a Devoção à Virgem Maria. (Se não leu, vou deixar o link no final da Meditação para você dar uma olhada).

A cena de hoje é o que segue após o encontro com o povo à beira mar. Jesus sobe o monte e chama alguns. E escolhe doze para que fiquem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. É o que está no evangelho de Marcos. 

Designou doze. Doze é o número do povo de Deus organizado. Israel tinha doze tribos. Estas se organizaram, simbolicamente, em torno de doze patriarcas, os filhos de Jacó. Doze são também os Juízes do Antigo Testamento, bem como os profetas maiores. Doze, então, é o número da organização, da liderança. Parece que o trabalho de Jesus começa a ter um novo nível de organização, com essa escolha dos doze. O seu grupo mais próximo, com quem ele vai peregrinar habitualmente e a quem vai dedicar uma maior atenção à sua formação, é formado por doze lideranças. Eles serão a referência para todos os seus discípulos, seus seguidores.

Escolheu doze para ficar com ele e para enviá-los a pregar. Ficar com ele é a condição de discípulos, dos que estão aprendendo sobre o Reino de Deus. Serem enviados a pregar é a condição de missionários, de apóstolos. Em seu nome, eles vão dar continuidade à missão. Ter escolhido doze não quer dizer que não havia outras lideranças reconhecidas. Certamente, havia. As mulheres, por exemplo, que também eram discípulas, tinham suas funções no grupo e, mais tarde, tiveram um papel muito importante no testemunho da ressurreição e na formação das comunidades.

Certamente, a escolha não agradou todo mundo. Alguém não foi escolhido e ficou meio emburrado. Alguém pode ter considerado a escolha um tanto equivocada e com razão (Judas Iscariotes, por exemplo, não parece ter sido uma boa escolha). Mas, quando Jesus não estava mais presente fisicamente, depois de sua ressurreição e ascensão, foram esses líderes que, mesmo tateando, mas com a força do Espírito Santo, sustentaram o testemunho sobre o Messias e espalharam o seu evangelho pelos quatro cantos.

Guardando a mensagem

Jesus estava conduzindo o povo de Deus para um novo momento de organização. A escolha dos doze é um sinal do seu trabalho de restauração do povo de Deus. Com a escolha dos doze, estão lançadas as bases de organização da igreja cristã. É por isso que dizemos que a Igreja é apostólica, porque ela nasce do testemunho, do ensinamento e da liderança dos apóstolos que Jesus escolheu e formou. Os bispos da Igreja são os apóstolos de hoje, aqueles que o Senhor escolheu e lhes deu participação na sua autoridade. Na atuação dos apóstolos de ontem ou de hoje, independentemente de suas fraquezas ou virtudes, vemos o Bom Pastor Jesus que nos ensina, nos abençoa e nos conduz, na força do seu Santo Espírito.

Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar (Mc 3, 14)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Chamaste os doze, pessoalmente. Eles seguiam sempre contigo. Tu tinhas o cuidado de explicar-lhes as parábolas, as coisas do Reino. E eles te acompanhavam com toda boa vontade. Mas eram fracos como nós e te deram muita dor de cabeça. Na hora da paixão mesmo, houve quem dissesse até que não te conhecia, além daquele que te traiu. Mas, tu não desististe deles, nem os desautorizaste. Tu, Senhor, conheces a nossa fraqueza e, ainda assim, confias em nós. É o mistério de tua encarnação. Hoje, Senhor, queremos te pedir, de maneira muito especial, pelos nossos líderes, nossos diáconos, padres e bispos e pelo Papa, o bispo da Igreja em Roma e referência de unidade para todo o teu povo santo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze pelas vocações, para que o Senhor da Messe não deixe faltar operários à sua Igreja: lideranças leigas, religiosos e consagrados, diáconos, padres, bispos. Sendo hoje o Dia de São Francisco de Sales, reze também pelos jornalistas e por todos os profissionais cristãos que atuam área da comunicação social. 

O link para você ler o sonho de Dom Bosco é este:  http://bit.ly/Med23jan

24 de janeiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20190906

UM POVO UNIDO E ORGANIZADO

Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos (Lc 6, 13)
10 de setembro de 2019.
Depois de uma noite toda de oração, na montanha, ao amanhecer, Jesus chamou os discípulos e escolheu doze entre eles. Doze é o número do povo de Deus organizado. Israel tinha doze tribos. Estas se organizaram, simbolicamente, em torno de doze patriarcas, os filhos de Jacó. Doze são também os Juízes do Antigo Testamento, bem como os profetas maiores. Doze, então, é o número da organização, da liderança. O trabalho de Jesus começa a ter um novo nível de organização, com essa escolha dos doze. O seu grupo mais próximo, com quem ele vai habitualmente se deslocar e a quem vai dedicar uma maior atenção à sua formação, é formado, então, por doze lideranças. Eles serão a referência para todos os seus discípulos, seus seguidores.
Jesus escolheu os doze para ficar com ele e para enviá-los a pregar, segundo o evangelista Marcos. Ficar com ele é a condição de discípulos, dos que estão aprendendo sobre o Reino de Deus. Serem enviados a pregar é a condição de missionários, de apóstolos. Em seu nome, eles vão dar continuidade à missão. Ter escolhido doze não quer dizer que não havia outras lideranças reconhecidas. Certamente, havia. As mulheres, por exemplo, que também eram discípulas, tinham suas funções no grupo e, mais tarde, tiveram um papel decisivo no testemunho da ressurreição e na formação das comunidades.
Certamente, a escolha não agradou a todo mundo. Alguém não foi escolhido e ficou meio emburrado. Alguém pode ter considerado a escolha um tanto equivocada e com aparente razão (Judas Iscariotes, por exemplo, não parece ter sido uma boa escolha). Mas, quando Jesus não estava mais presente fisicamente, depois de sua ressurreição e ascensão, foram esses líderes que, mesmo em sua fraqueza, sustentaram o testemunho sobre o Messias e espalharam o seu evangelho pelos quatro cantos, com a força do Espírito Santo.
Notemos que na lista dos doze escolhidos, dos apóstolos, figura, em primeiro lugar, a pessoa de Simão, a quem Jesus chamou de Pedro. Pedro foi escolhido por Jesus, como pedra na fundação de sua comunidade. Ele é um sinal de unidade na Igreja. São João Crisóstomo, que foi bispo de Constantinopla, no final do quarto século, escreveu: “Pedro, na verdade, ficou para nós como a pedra sólida sobre a qual se apoia a fé e sobre a qual está edificada a Igreja. Tendo confessado ser Cristo o Filho de Deus vivo, foi-lhe dado ouvir: “Sobre esta pedra – a da sólida fé – edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). Na figura de Pedro, hoje Francisco, nos reconhecemos como Igreja edificada por Jesus sobre a fé e o testemunho dos apóstolos.  
Guardando a mensagem
Jesus estava conduzindo o povo de Deus para um novo momento de organização. A escolha dos doze é um sinal do seu trabalho de restauração do povo de Deus. Com a escolha dos doze, estão lançadas as bases de organização da igreja cristã. É por isso que dizemos que a Igreja é apostólica, porque ela nasce da liderança, do testemunho e do ensinamento dos apóstolos que Jesus escolheu e formou. Os apóstolos de Jesus, aos poucos, foram comunicando sua mesma autoridade e responsabilidade a outros líderes, pela oração da Igreja e pela imposição de suas mãos. Esses são os bispos, que sucederam os apóstolos. Um bispo não se inventa. Os bispos têm a sucessão apostólica. Eles são os apóstolos de hoje, aqueles que o Senhor escolheu e lhes deu participação na sua autoridade. Na atuação dos apóstolos de ontem ou de hoje, independentemente de suas fraquezas ou virtudes, reconhecemos o bom pastor Jesus que nos ensina, nos abençoa e nos conduz, na força do seu Santo Espírito.
Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos (Lc 6, 13)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Pessoalmente, chamaste os doze. Eles seguiam sempre contigo. Tu tinhas o cuidado de explicar-lhes as parábolas, as coisas do Reino. E eles te seguiam com toda boa vontade, mas eram fracos como nós e te deram muita dor de cabeça. Na hora da paixão mesmo, houve quem dissesse até que não te conhecia, além daquele que te traiu. Mas, tu não desististe deles, nem os desautorizaste. Tu, Senhor, conheces a nossa fraqueza e ainda assim confias em nós. Obrigado, Senhor. Hoje, nós queremos te pedir, de maneira muito especial, pelos nossos líderes, nossos diáconos, padres, bispos e pelo Papa Francisco, referência de unidade para todo o teu povo santo. Nós te pedimos pelos frutos de sua visita a Moçambique, Madagascar e Maurício, de onde acaba de chegar. Nós te pedimos por sua saúde e pelo êxito do Sínodo da Amazônia. Que as críticas que aqui e ali se levantam contra tua Igreja nos ajudem a ser um povo mais santo e mais fiel. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Faça, hoje, uma oração pelo Papa Francisco, pelo Bispo de sua Diocese e pelo Padre de sua comunidade.
Pe. João Carlos Ribeiro – 10 de setembro de 2019.

20190820

O BOM EXEMPLO


Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber? (Mt 19, 27)
20 de agosto de 2019.
Ontem, nos foi apresentada aquela história do jovem que não aceitou o convite do Mestre. O jovem rico foi um mau exemplo de seguidor de Jesus. Ele não renunciou a nada. Um sujeito que amava mais o seu dinheiro do que o Reino de Deus. Tinha mais confiança nos seus bens do que na palavra do Senhor. Preferiu a segurança do seu status à aventura do seguimento de Jesus. Um mau exemplo.  
Pedro e seus companheiros representam um bom exemplo de seguidores de Jesus. Eles deixaram tudo. Eles colocaram o Reino de Deus em primeiro lugar. Largaram sua organização de pesca, seus barcos, sua profissão, suas famílias, a segurança de suas casas e puseram-se a caminho com Jesus. Colocaram sua confiança em Deus e aceitaram o desafio do seguimento. Um bom exemplo.
É, o amor exige renúncia. E pelo tamanho da renúncia se diz o quanto se ama. A jovem esposa acompanha o marido que foi transferido para um estado muito distante. Fica longe de tudo o que ela conhece e ama: seus pais, seus amigos, sua terra. Renuncia muito, porque ama muito. O pai, por causa dos filhos, de bom grado não frequenta mais as rodas de amigos no bar da esquina. Renuncia a boa conversa, regada a uma cervejinha gelada, para estar com os filhos, para brincar com eles, para sair com eles. Renuncia muito, porque ama muito. Aquela outra já não está podendo mais ir a uma festa, fazer as viagens que fazia. Fica tomando conta da mãezinha idosa. Renuncia muito, porque ama muito.
O jovem rico amava pouco. Não deixou nada. Não abriu mão do seu dinheiro. Foi-se embora, entristecido. Fracassou o aprendiz de seguidor de Jesus. O jovem Francisco de Assis também era rico, de família importante, estudado, culto. Sentiu no coração um amor imenso por Jesus crucificado e pelos pobres que encarnavam o seu sofrimento. Renunciou seu prestígio, suas riquezas, seu título de nobreza. Fez-se um seguidor do Mestre pelos caminhos da pobreza e da oração. Pelo tamanho da renúncia se sabe o tamanho do amor.
Pedro e seus companheiros que deixaram tudo fizeram uma pergunta a Jesus: “O que nós vamos ganhar com isso?” A resposta de Jesus foi maravilhosa: ‘Nessa vida, cem vezes mais do que deixaram. E na outra, a vida eterna’. Deus não se deixa vencer em generosidade. Você oferece 10, ele devolve 100. 
E você, tem sido generoso(a) com Deus? Tem confiado mais nele do que nos seus trocados? Tem renunciado alguma coisa para não faltar à missa, para fazer seu momento diário de oração, para observar os seus mandamentos? Pelo tamanho de sua renúncia se sabe o tamanho do seu amor por ele.
Guardando a mensagem
Aquele jovem se apresentou a Jesus, disposto a fazer alguma coisa para ganhar a vida eterna. Jesus viu sua boa vontade e o convidou a deixar tudo para o seguir em completo despojamento.  No apego aos seus bens e à segurança de suas posses, ele não foi capaz de renunciar tudo e seguir Jesus. Pedro e seus companheiros também receberam o mesmo convite. Em resposta, eles deixaram tudo e seguiram Jesus. Vão ficar sem nada? Jesus garantiu: ‘vão receber cem vezes mais e a herança da vida eterna’. Amor sempre pede renúncia. Uma boa dica pra você avaliar seu amor a Jesus.
Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber? (Mt 19, 27)

Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Sempre nos vem à lembrança a pergunta que fizeste a Pedro: ‘Simão, tu me amas?’ Pedro, mesmo tendo fraquejado nos dias de tua paixão, te amava muito.  E sofreu muito por não ter sido fiel cem por cento, como deveria. Certamente, isso lhe deu mais condições de compreender os seus irmãos e irmãs, em suas fragilidades e deslizes. E porque te amava tanto – deixou tudo para te seguir- , deste a ele a responsabilidade de cuidar do teu rebanho. Senhor, que o nosso amor por ti se comprove nas provações, nas dificuldades e nas horas em que seguir-te signifique renunciar alguma coisa ou muitas coisas. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Você conhece alguém que deixou muita coisa para seguir Jesus. Reze por ele ou por ela. Você conhece alguém que não conseguiu renunciar a muita coisa para seguir Jesus. Reze por ele ou por ela também.
A gente se encontra, no face, às dez da noite. 
Pe. João Carlos Ribeiro - 20 de agosto de 2019

20180610

VOCÊ, BARNABÉ E SAULO

Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios (Mt 10, 8)
11 de junho de 2018.
Hoje, dia de São Barnabé, apóstolo da primeira geração de cristãos, a Igreja recorda as palavras de Jesus no envio missionário dos seus discípulos, no evangelho de Mateus. Barnabé foi designado para visitar a comunidade que estava se formando em Antioquia. Ele ficou encantado com o que o Espírito já tinha feito naquela comunidade e foi atrás de Saulo, que vivia em sua cidade de Tarso. Saulo estava convertido, mas não tinha se aventurado ainda no trabalho missionário. Barnabé o convenceu a ir com ele, para Antioquia. Os dois atuaram durante todo um ano naquela nova comunidade e depois, seguindo o impulso do Espírito Santo, foram enviados e partiram em missão para outras cidades.
Jesus, enviando os discípulos lhes disse: “Em seu caminho, anunciem: o Reino dos Céus está próximo”. A proximidade do Reino, este é o conteúdo da pregação da Igreja, a boa notícia  a ser proclamada com palavras e com ações de atenção e solidariedade. Não é que o Reino vai chegar. É que já chegou. É que o tempo da espera se cumpriu e, agora, o Reino está próximo de nós, pertinho de nós, ou, como disse Jesus, no meio de nós, entre nós. As palavras anunciam esta proximidade do Reino, do reinado de Deus. As ações exprimem essa verdade.
E, neste envio, toda a atividade dos missionários que anunciam o Reino está expressa em quatro ações: “Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios”. Quatro, porque o número ‘quatro’ cobre toda a realidade, como os quatro pontos cardeais que apontam em todas as direções. Como meditamos ontem, a ação de Jesus é, finalmente, a restauração da pessoa humana criada por Deus e desfigurada pelo pecado, a reconstrução de um povo livre em aliança com Deus. Os doentes, os mortos, os leprosos, os possuídos pelo demônio são a representação da condição em que Jesus encontra o seu povo. É só lembrar as palavras do Mestre para nos darmos conta disso: “Não são os sadios que precisam de médico. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.  A missão é levantar o irmão caído, é recolocar de pé o filho de Deus pela solidariedade, pela vitória sobre a morte e a dominação do mal, pela inclusão social e pelo perdão ao pecador. E assim constituir a comunidade dos libertos, um povo redimido em comunhão com Deus. É a grande família que está reunida ao redor de Jesus, em sua casa.
Vamos guardar a mensagem
Anunciar o Reino com palavras e ações é a missão de Jesus. Missão que ele compartilha com os seus missionários, os seus enviados. “Como o Pai me enviou, eu envio vocês”. E a missão que ele inaugurou não terminou ainda, continua no tempo e na história pela palavra e pelas ações dos seus discípulos, de sua Igreja, pelas nossas mãos. É importante que você se dê conta, cada dia mais, que você é também responsável pela missão. E o que você pode fazer, ninguém pode fazer por você. Barnabé aceitou o desafio da missão e foi acompanhar a comunidade nascente de Antioquia. E, fez mais, foi atrás de Saulo e o convenceu a ir também para a missão com ele. Hoje, quem é você, Barnabé ou Saulo?
Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios (Mt 10, 8)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Celebrando hoje o apóstolo Barnabé, colega de Paulo no trabalho missionário, nos damos conta que todos nós, teus discípulos, fomos encarregados de levar adiante a tua missão. Na verdade, nosso encargo é de participar contigo de tua missão, pois continuas ativo e presente entre nós. E essa é precisamente a obra do teu Santo Espírito: atualizar a tua presença, as tuas palavras e os teus gestos de salvação em nós e por nós, tua Igreja. Dá, Senhor, a nós - os pastores e todo o povo fiel -  a fecundidade no anúncio do evangelho e a força do testemunho que convença e conquiste a muitos para o teu santo Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Você já tem o seu diário espiritual?  Não se assuste, este é um nome pomposo para uma coisa simples: um caderno de anotações. Também a vida espiritual precisa de uma certa organização, sistematicidade. Ter um lugar certo para anotações e fazer o esforço de registrar alguma coisa é importante para apoiar um ritmo de crescimento. Bom, hoje você tem uma tarefinha para o seu diário espiritual, uma pergunta para responder: Hoje, quem é você: Barnabé ou Saulo?
Pe. João Carlos Ribeiro – 11. 06.2018

20170912

UMA NOITE DE ORAÇÃO

Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)
Olha que grande lição Jesus está nos dando. Ele tinha uma decisão importante para tomar. Àquela altura da missão, um grupo numeroso de discípulos e discípulas o seguia. E ele precisava dar um mínimo de organização ao seu grupo. E pensar no futuro do seu ministério. Ele precisava tomar decisões importantes em benefício de sua missão, em perspectiva de continuidade do seu trabalho. O que faz? Sobe a montanha para rezar e passa a noite inteira em oração a Deus.
A montanha é o lugar da oração, do encontro com Deus. É na oração, que o cristão precisa encontrar a luz de Deus para sua vida. É na oração que pode discernir qual é a vontade do Senhor.  E, uma vez compreendida a sua santa vontade, aderir a ela de todo o coração. Uma noite de oração na montanha, antes de tomar uma decisão importante: esse é o exemplo de Jesus. Também na véspera de sua paixão, angustiado e humanamente querendo escapar da paixão, está no monte em oração, no Getsêmani. Pede ao Pai para afastar o cálice da dor,  a humilhação e a morte violenta. Mas, quer aderir à vontade de Deus. Uma noite de oração.
Eu tenho a impressão que muitos cristãos tomam decisões sem consultar Deus, sem uma noite de oração. Uma noite de oração é um modo de dizer, uma experiência de discernimento na presença do Senhor. Tem coisas importantes para decidir? Então, precisa subir a montanha, isto é, colocar-se na presença do Senhor para, com a sua luz, com a assistência do seu Espírito, encontrar a sua vontade, o melhor para sua felicidade aqui na terra e na eternidade.
“Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles”, lemos no evangelho. O amanhecer é quando a decisão emerge da reflexão e da oração, decisão tomada, à luz da presença de Deus; é quando a noite da dúvida e da incerteza foi vencida pela luz de Cristo. Amanhecer é o começo do dia: quando começamos a realizar o que foi decidido no nosso encontro com Deus. Não é à toa que a nossa organização para esse trabalho missionário nos meios de comunicação se chama “Associação Missionária Amanhecer”.
E que decisões Jesus tomou naquela noite de oração? Nessa passagem, dá pra gente identificar ao menos quatro decisões. A primeira, chamar e escolher 12 líderes. Doze para marcar a continuidade com o povo de Deus, o povo das doze tribos. Doze, porque está construindo um novo momento do povo de Deus. Segunda decisão: escolher os doze do meio dos seus muitos discípulos. Não buscá-los fora. Tirar seus missionários dentre aqueles que o estavam acompanhando. Terceira: Designá-los como apóstolos, enviados. Essa será a sua identidade: serem apóstolos, enviados por ele. Quarta decisão: Reconhecer a liderança de Simão à frente do grupo, trocando o seu nome para Pedro. Na Bíblia, o nome é a missão. E a missão de Simão é ser a pedra, o alicerce da nova comunidade.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Jesus precisava tomar decisões importantes sobre a sua missão. Subiu a montanha e passou uma noite em oração. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze para serem seus apóstolos. Sempre que um cristão precisa tomar uma importante decisão, precisa subir a montanha, isto é, dedicar-se a um tempo razoável de discernimento e oração. Na oração, encontramos a luz de Deus para nossa vida, para nossas decisões. Esse é o caminho para podermos conhecer e acolher a vontade de Deus. E essa é a grandeza de nossa vida: fazer a vontade de Deus.
Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor Jesus,
Vendo o teu exemplo, em oração na montanha, nos perguntamos se as decisões mais importantes de nossa vida têm sido tomadas dentro de um processo de discernimento, que inclui também um tempo sério de oração. Pela oração, asseguravas que as tuas decisões estivessem de acordo com a vontade do Pai. E são tantas as decisões que um cristão, uma cristã precisa tomar em espírito de obediência ao Pai: a escolha da profissão, o casamento, a consagração religiosa, mudanças importantes na vida profissional e familiar e tanta coisa mais.  Senhor, nessas horas, lembra-nos de subir a montanha e a decidir no diálogo com Deus. Assim, no amanhecer, poderemos realizar o melhor para nossa vida, o melhor segundo o teu coração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Pe. João Carlos Ribeiro – 11.09.2017

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Eu já andava desconfiado que o bom samaritano do evangelho fosse Jesus. Agora, já não tenho mais dúvidas. Bom, Jesus contou a históri...