Neste mês de junho, a Igreja está rezando para que o esporte seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações.
Em nome de Jesus.
9º dia da Quaresma: Batam e a porta lhes será aberta!
Evangelho.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! 8Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate a porta será aberta.
9Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? 10Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? 11Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas”.
Meditação.
Peçam e lhes será dado! Procurem e acharão! Batam e a porta lhes será aberta! (Mt 7, 7)
E a quaresma vai avançando. Já estamos no nono dia, o nono passo da escada de 40 degraus. Quando começamos esta caminhada, ouvimos três recomendações: a oração, a penitência e a caridade. A cada dia, a Palavra vai nos explicando melhor essas três práticas. Ultimamente, ouvimos Jesus nos indicando uma escola de oração, na prece do Pai Nosso. Uma prece com sete pedidos, três para a glória de Deus e quatro para o nosso bem.
Escutemos hoje, o próprio Senhor nos indicando a oração de súplica: “Peçam e lhes será dado! Procurem e acharão! Batam e a porta lhes será aberta!”. Bom, em matéria de pedir, nós já somos bem treinados, não é verdade? Mas, podemos aprender muito mais com o Senhor.
Em primeiro lugar, pedimos a quem? Eu queria muito ouvir sua resposta, pedir a quem? A Deus, claro. Melhor dizendo, ao Pai. A oração de Jesus e a oração dos seus seguidores dirige-se, em primeiro lugar, ao Pai. Ele é a fonte de todo o bem, ele é o Criador e Pai de todos nós. Claro, também pedimos a Jesus.
E por que o Pai nos atende? Porque é ele bom, primeira resposta. Jesus comentou: “vocês, que não são lá essas coisas, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai dá coisas boas a quem lhe pede”. Por que o Pai nos atende? Porque estamos unidos a Jesus, o seu filho unigênito, segunda resposta. Desde o batismo, temos parte com ele, somos membros do seu corpo. Olhando para nós, o Pai nos reconhece seus filhos, unidos a Cristo, em comunhão com ele. Por que o Pai nos atende? Porque vivemos na fé, terceira resposta. “A fé é uma adesão filial a Deus, acima daquilo que sentimos e compreendemos” (Catecismo da Igreja Católica 2608). Pela fé, abrimos as portas de nossa vida para a ação de Deus.
E o que pedimos a Deus? A primeira coisa que pedimos ao Senhor, porque o amamos como nosso Deus e Pai, é a sua honra, a sua glória: “venha a nós o vosso Reino”. Em primeiro lugar, queremos que Deus seja amado, respeitado, obedecido. Esse é o primeiro desejo de um filho que venceu o impulso egoísta de apenas querer tirar proveito dos seus pais. A segunda coisa que pedimos ao Senhor, reconhecendo nossa fragilidade, são os bens necessários para a nossa vida e nossa realização: o trabalho, a saúde, a segurança, o perdão, a superação das adversidades. A terceira coisa que pedimos a Deus, como filhos na comunhão dos irmãos, é o bem dos outros, sobretudo dos mais frágeis e desprotegidos.
E como pedimos a Deus? Com a confiança de filhos amados. Com a humildade de quem reconhece não ter merecimentos, mas contar unicamente com a misericórdia e o amor do seu Pai. Com a perseverança da fé, sabendo que a provação purifica o coração. E em nome de Cristo, certos do que ele nos disse: “E o que vocês pedirem em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14,13).

Jesus nos ensina a rezar. Hoje, nos estimula a fazer oração de súplica, a pedir, a bater, a procurar. Nós nos dirigimos, em súplica, ao Pai, mas também a Jesus. O Pai nos atende porque ele é bom, porque estamos em comunhão com Cristo, porque temos fé. Pedimos a Deus, em primeiro lugar, a sua glória; e depois, o nosso próprio bem e o bem dos outros, intercedendo em favor de suas necessidades. Pedimos, com confiança, com humildade, com perseverança e em nome de Cristo.
Peçam e lhes será dado! Procurem e acharão! Batam e a porta lhes será aberta! (Mt 7, 7)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
aprendemos a rezar, contigo, como os primeiros discípulos. Aprendemos com teus ensinamentos e, sobretudo, com o teu modo de rezar. Aprendeste com Maria e com José, e com tua comunidade de Nazaré, a rezar com o livro santo da Palavra de Deus. De tua comunhão com o Pai, brotava uma oração filial comprometida com a glória de Deus e a felicidade e salvação dos teus irmãos. Em todos os momentos de decisão, te encontramos rezando no Monte, deixando-te conduzir pelo Santo Espírito. Obrigado, Senhor, pelas lições de tua vida e de tuas palavras sobre a oração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Repita, hoje, muitas vezes, essa prece a Jesus, como os discípulos: “Senhor, ensina-nos a orar!” (Lc 11,1). O nono passo de nossa caminhada quaresmal é fazer um pedido a Deus, em nome de Cristo, exercitando a oração de intercessão.
Comunicando
Como todas as quintas-feiras, hoje, temos a Santa Missa às 11 horas, com transmissão pelo rádio e pelo YouTube. Há um ano, estamos celebrando esta missa semanal na Basílica do Sagrado Coração de Jesus, a igreja dos salesianos, no Recife. Anote a sua intenção no formulário à sua disposição no WhatsApp e nas redes sociais.
O seu momento diário de oração.
Evangelho.
Lc 6,12-19
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
Meditação.
Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)
E quase ao término deste mês missionário, celebramos hoje dois apóstolos de Jesus: São Simão e São Judas Tadeu. Mais uma oportunidade, então, para aquecermos o nosso coração missionário.
Olha que grande lição Jesus está nos dando, no evangelho de hoje. Ele tinha uma decisão importante para tomar. Àquela altura da missão, um grupo numeroso de discípulos e discípulas o seguia. E ele precisava dar um mínimo de organização ao seu grupo. E pensar no futuro do seu ministério. Ele precisava tomar decisões importantes em benefício de sua missão, em perspectiva de continuidade do seu trabalho. O que faz? Sobe a montanha para rezar e passa a noite inteira em oração a Deus.
A montanha é o lugar da oração, do encontro com Deus. É na oração, que o cristão precisa encontrar a luz de Deus para sua vida. É na oração que pode discernir qual é a vontade do Senhor. E, uma vez compreendida a sua santa vontade, aderir a ela de todo o coração. Uma noite de oração na montanha, antes de tomar uma decisão importante: esse é o exemplo de Jesus.
E que decisões Jesus tomou naquela noite de oração? Nessa passagem, dá pra gente identificar ao menos quatro decisões. A primeira, chamar e escolher 12 líderes. Doze para marcar a continuidade com o povo de Deus, o povo das doze tribos. Doze, porque está construindo um novo momento do povo de Deus. Segunda decisão: escolher os doze do meio dos seus muitos discípulos. Não buscá-los fora. Tirar seus missionários dentre aqueles que o estavam acompanhando. Terceira: Designá-los como apóstolos, enviados. Essa será a sua identidade: serem apóstolos, enviados por ele. Quarta decisão: Reconhecer a liderança de Simão à frente do grupo, trocando o seu nome para Pedro. Na Bíblia, o nome é a missão. E a missão de Simão é ser a pedra, o alicerce da nova comunidade.
Guardando a mensagem
Jesus precisava tomar decisões importantes sobre a sua missão. Subiu a montanha e passou uma noite em oração. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze para serem seus apóstolos. O Papa Francisco explicou que “A oração é o coração da missão”. Não podemos acertar nosso caminho, sem o diálogo com Deus, sem uma noite de oração. Sempre que um cristão precisa tomar uma importante decisão, precisa subir a montanha, isto é, dedicar-se a um tempo razoável de discernimento e oração. Na oração, encontramos a luz de Deus para nossa vida, para nossas decisões. Esse é o caminho para podermos conhecer e acolher a vontade de Deus. E essa é a grandeza de nossa vida: fazer a vontade de Deus.
Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
teus apóstolos aprenderam contigo a estar sempre unidos ao Pai pela oração. Vendo o teu exemplo, em oração na montanha, nos perguntamos se as decisões mais importantes de nossa vida têm sido tomadas dentro de um processo de discernimento, que inclui também um tempo sério de oração. Pela oração, asseguravas que as tuas decisões estivessem de acordo com a vontade do Pai. E são tantas as decisões que um cristão, uma cristã precisa tomar em espírito de obediência ao Pai: a escolha da profissão, o casamento, a consagração religiosa, mudanças importantes na vida profissional e familiar e tanta coisa mais. Senhor, nessas horas, lembra-nos de subir a montanha e a decidir no diálogo com Deus. Assim, poderemos realizar o melhor para nossa vida, o melhor segundo o teu coração. Celebrando, hoje, os teus apóstolos Simão Zelota e Judas Tadeu, queremos renovar nossa adesão e nosso amor à tua Igreja edificada sobre sua fé, seu testemunho e seu martírio. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
O grande apelo que hoje se faz, em se tratando da oração, é que cada um de nós tenha o seu momento diário de oração. Um tempo nem grande demais, nem curto demais. Um momento em que você possa rezar as orações tradicionais que conheça, mas também ler um trechinho da Bíblia e fazer um pouco de meditação. Então, é esta a sugestão concreta para viver a palavra de hoje: comece ou reforce o seu momento diário de oração.
Comunicando
A sua oração é assim?

Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.
11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
3O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”
Meditação.
Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros (Lc 18, 9)
A pergunta deste 30º Domingo Comum é a seguinte: A sua oração está mudando a sua vida? Vale dizer: a sua oração tem sustentado o seu caminho de conversão?
A história que Jesus conta, hoje, nos deixa com a pulga na orelha. Não basta rezar e sermos fieis à oração. Precisamos estar atentos ao risco de nossa oração reforçar o nosso egoísmo e justificar a exclusão dos irmãos e, assim, ofender seriamente a Deus.
Dois homens subiram ao Templo para rezar. Um era fariseu, um homem praticante da Lei de Moisés. O outro era publicano, um cobrador de impostos, com pouca ou nenhum observância da Lei de Deus.
Jesus descreveu assim a oração do fariseu: “O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’”.
Essa oração do fariseu parecia um louvor a Deus feito por um homem santo, bom cumpridor de suas obrigações religiosas, de comportamento ilibado. Na verdade, sua oração apresenta, pelo menos, cinco falhas graves: 1. Mesmo dirigindo-se a Deus, ele fez uma homenagem a si mesmo por ser tão bom, tão praticante, tão piedoso. Assim, ele tomou o lugar de Deus, louvando-se a si mesmo, invocando sua honestidade e sua santidade. 2. Tendo ele já tanto merecimento, Deus ficaria, na verdade, obrigado a abençoá-lo, a recompensá-lo por sua santidade. 3. Sua oração reforçou o seu egoísmo. Tem muito “eu” na sua breve oração: (eu te agradeço, eu jejuo duas vezes por semana, eu dou o dízimo..). 4. A sua oração reforçou a discriminação do irmão, do publicano, ao invés de criar solidariedade (“te dou graças, porque não sou como os outros homens, nem como esse aí”). 5. Em sua presunção, a sua oração não abriu espaço para conversão, mudança de vida.
Jesus descreveu a oração do publicano assim: “O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’
O cobrador de impostos reconhece a grandeza de Deus e a sua condição de pecador. Em três gestos, isso fica claro: fica à distância, não se atreve a elevar os olhos, bate no peito. Assim, invoca a misericórdia de Deus: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador”. Deus está no centro de sua oração. Ele reconhece a sua condição de pecador. A sua oração abre caminho para a conversão, para a mudança de vida. Coloca-se nas mãos de Deus, invocando sua misericórdia.

Nesta história do fariseu e do publicano, Jesus, hoje, nos instrui sobre a oração. Muitas vezes, a nossa oração pode reproduzir o nosso egoísmo, nossa vaidade, nossa presunção. Assim, tomamos o lugar de Deus, nos auto-homenageando e julgando o irmão, reforçando a sua discriminação e exclusão. O fariseu mostra-se merecedor das graças de Deus, do seu favor. Em seu orgulho, fecha-se a qualquer apelo de mudança, de conversão. Assim, avisou Jesus, ele não voltou para casa justificado, perdoado, abençoado. O publicano, com humildade, reconhece-se necessitado da misericórdia de Deus. Na oração, abre-se para a ação de Deus, para sua graça, para sua misericórdia. Disse Jesus, este voltou pra casa justificado, perdoado, abençoado.
Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros (Lc 18, 9)
Rezando a palavra
Rezemos com as palavras do Salmo (Sl 33)
— O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!
— Mas ele volta a sua face contra os maus,/ para da terra apagar sua lembrança./ Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta/ e de todas as angústias os liberta.
Vivendo a palavra
Hoje, reze como o publicano, muitas vezes no dia: “Meu Deus, tem misericórdia de mim, porque sou um pecador”.
A lição de hoje é a Oração.
Evangelho.
Lc 6,12-19
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
Meditação.
E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)
Olha que grande lição Jesus está nos dando. Ele tem uma decisão importante para tomar. A essa altura da missão, um grupo numeroso de discípulos e discípulas o segue. E ele precisa dar um mínimo de organização ao seu grupo. E pensar no futuro do seu ministério. Ele precisa tomar decisões importantes em benefício de sua missão, em perspectiva de continuidade do seu trabalho. O que faz? Sobe a montanha para rezar e passa a noite inteira em oração.
A montanha é o lugar da oração, do encontro com Deus. É na oração, que o cristão encontra a luz de Deus para sua vida. É na oração que pode discernir qual é a vontade do Senhor. E, uma vez compreendida a sua santa vontade, aderir a ela de todo o coração. Uma noite de oração na montanha, antes de tomar uma decisão importante: esse é o exemplo de Jesus. Também na véspera de sua paixão, angustiado e humanamente atordoado pela paixão iminente, está no monte em oração, no Getsêmani. Pede ao Pai para afastar o cálice de dor e humilhação e a morte violenta. Mas, quer, antes de tudo, aderir à vontade de Deus. Uma noite de oração.
Eu tenho a impressão que muitos cristãos tomam decisões sem consultar Deus, sem uma noite de oração. Uma noite de oração é um modo de dizer, uma experiência de discernimento na presença do Senhor. Tem coisas importantes para decidir? Então, precisa subir a montanha, isto é, colocar-se na presença do Senhor para, com a sua luz, com a assistência do seu Espírito, encontrar a sua vontade, o melhor para sua felicidade aqui na terra e na eternidade.
E que decisões Jesus tomou naquela noite de oração? Nessa passagem, dá pra gente identificar ao menos quatro decisões. A primeira, chamar e escolher 12 líderes. Doze para marcar a continuidade com o povo de Deus, o povo das doze tribos. Doze, porque está construindo um novo momento do povo de Deus. Segunda decisão: escolher os doze do meio dos seus muitos discípulos. Não buscá-los fora. Tirar seus missionários dentre aqueles que o estavam acompanhando. Terceira: Designá-los como apóstolos, enviados. Essa será a sua identidade: serem apóstolos, enviados por ele. Quarta decisão: Reconhecer a liderança de Simão à frente do grupo, trocando o seu nome para Pedro. Na Bíblia, o nome é a missão. E a missão de Simão é ser a pedra, o alicerce da nova comunidade.
Guardando a mensagem
Jesus precisava tomar decisões importantes sobre a sua missão. Subiu a montanha e passou uma noite em oração. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze para serem seus apóstolos. Sempre que um cristão precisa tomar uma importante decisão, precisa subir a montanha, isto é, dedicar-se a um tempo razoável de discernimento e oração. Na oração, encontramos a luz de Deus para nossa vida, para nossas decisões. Esse é o caminho para podermos conhecer e acolher a vontade de Deus. E essa é a grandeza de nossa vida: fazer a vontade de Deus.
E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)
Rezando a palavra
vendo o teu exemplo, em oração na montanha, nos perguntamos se as decisões mais importantes de nossa vida têm sido tomadas dentro de um processo de discernimento, que inclui também um tempo sério de oração. Pela oração, asseguravas que as tuas decisões estivessem de acordo com a vontade do Pai. E são tantas as decisões que um cristão, uma cristã precisa tomar em espírito de obediência ao Pai: a escolha da profissão, o casamento, a consagração religiosa, mudanças importantes na vida profissional e familiar e tanta coisa mais. Senhor, nessas horas, lembra-nos de subir a montanha e decidir no diálogo com Deus. Assim, poderemos realizar o melhor para nossa vida, o melhor segundo o teu coração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
A grande lição de hoje é a oração. Jesus, mesmo sendo Deus com o Pai e o Espírito Santo, precisou de intensos momentos de oração para conferir sua missão com o Pai, para tomar suas decisões, para ser fortalecido em seu caminho de dificuldades e provações. Se Jesus precisou da oração, imagine nós. Hoje, suba a montanha!
Comunicando
Para este Mês da Bíblia, a Igreja no Brasil marcou um livro bíblico para ser estudado por todos nós: a Carta de São Paulo aos Romanos. É bom você ficar atento às propostas que as comunidades estão fazendo: círculos bíblicos, lives, gincanas, cursos... De nossa parte, preparamos um curso bíblico sobre a Carta aos Romanos em dez encontros, de 15 a 26 de setembro. Eu vou ministrar esse curso no Youtube. Quem desejar receber ebook, material exclusivo de cada aula e o certificado do curso, precisa fazer sua inscrição. E a inscrição é feita pelo site Sympla.com.br ou pelo WhatsApp 81 8942-6406.
A maravilhosa experiência da montanha.
Evangelho.
Meditação.
A força da oração.
1Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um dos seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”.
2Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”.
5E Jesus acrescentou: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário.
9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós, que é pai, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
13Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”
Meditação
Quando pensamos na oração, nos lembramos logo de Jesus. Ele é o nosso modelo orante. Foi vendo-o em oração, que os discípulos tiveram vontade de rezar como ele. No Pai Nosso, que ele ensinou aos discípulos, temos o modelo de oração. Nele, estão os sentimentos, os argumentos, o conteúdo da oração dos cristãos. No Pai Nosso de Jesus, aprendemos que a oração cristã é oração de filhos comprometidos com a glória do Pai e com o bem de todos.
E o que a oração dos cristãos tem de especial? Aos menos quatro notas distinguem a nossa oração. A primeira é que ela é ESCUTA DE DEUS. Ela não é uma simples iniciativa de nossa parte. É Deus quem nos fala primeiro. No livro do Gênesis, contando a história da oração de Abraão, Deus toma a inciativa e vem conversar com ele. Lemos assim no capítulo 18: O Senhor disse a Abraão: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”.O diálogo com Abraão começou aí. Deus tomou a iniciativa. Confidenciou-lhe essa sua preocupação com Sodoma e Gomorra. A oração cristã é, antes de tudo, escuta. Deus fala. É por essa razão, que sempre se recomenda que, em qualquer celebração nossa, haja um espaço para proclamação da palavra de Deus. Naquele episódio do jovenzinho Samuel, no Templo, o velho sacerdote o orientou: “Quando o Senhor o chamar, diga: Fala, Senhor, que o teu servo escuta”. Escutar é a primeira nota da oração cristã.
Uma segunda característica é, com certeza, a MEMÓRIA DAS OBRAS DE DEUS. A grande festa anual do povo de Deus, no Antigo Testamento, era a páscoa. Na páscoa, fazia-se memória da grande obra de Deus em sua história: a libertação do Egito. Os cristãos continuam celebrando, na Páscoa, a grande obra de Deus: a nossa salvação na morte e ressurreição de Jesus. Na carta de Paulo aos Colossenses está escrito: “Ora, vós estáveis mortos por causa dos vossos pecados, e vossos corpos não tinham recebido a circuncisão, até que Deus vos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados”(Col 2, 13). Nossa oração recorda, faz memória das obras de ontem e de hoje do nosso Deus em nosso favor. A Santa Missa é um memorial da paixão e ressurreição do Senhor. Nela, ele continua oferecendo-se em nosso favor. Fazer memória das obras de Deus é uma segunda nota da oração cristã.
Uma terceira característica é o LOUVOR, A AÇÃO DE GRAÇAS, a adoração, a glorificação. O Salmo 137 traz essa oração de louvor: “Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me”.O próprio Jesus foi visto numa bela oração de louvor, bendizendo a Deus porque estava revelando o Reino aos pequeninos. A Missa pegou o nome de Eucaristia, porque esta palavra significa ‘ação de graças’. E é isso que a Missa é de maneira especial: louvor, ação de graças. Ali, nos unimos aos anjos e santos para bendizer o Senhor Deus. O LOUVOR, A AÇÃO DE GRAÇAS é uma terceira nota da oração cristã.
A quarta característica é a INTERCESSÃO PERSEVERANTE em favor do mundo, da Igreja e de nossas necessidades particulares. Na história da oração de Abraão, ele intercedeu pelos justos que poderiam existir na cidade de Sodoma. No diálogo, ele alcançou de Deus a promessa de que, se encontrasse 10 justos naquela cidade, ela não seria destruída Na santa Missa, além do momento de preces após o credo, bem no coração da grande oração eucarística, intercedemos pela Igreja, pelos falecidos e pela comunidade reunida. No evangelho (Lc 11), Jesus contou a história do vizinho que precisava do favor de um amigo. E, pela insistência, conseguiu mais do que pediu, mesmo batendo na porta da casa do amigo, depois de meia noite. A intercessão perseverante é uma quarta nota da oração cristã.
A oração, como aprendemos de Jesus, é, em primeiro lugar, ESCUTA DE DEUS. A nossa oração, que é um diálogo, começa por iniciativa dele. A principal oração do dia no tempo de Jesus era o Shemá: “Ouve, Israel”. A oração é também MEMÓRIA DAS OBRAS DE DEUS: memória dos prodígios pelos quais libertou seu povo da escravidão e da condenação do pecado. A oração dos cristãos é também LOUVOR, AÇÃO DE GRAÇAS pelas obras do Senhor, pela presença de Jesus Cristo anunciando o Reino. E finalmente a oração cristã é marcada também pela INTERCESSÃO PERSEVERANTE. Pedir com humildade, confiança e perseverança.
Senhor, ensina-nos a rezar (Lc 11, 1)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
hoje, te pedimos, como os primeiros discípulos: “Senhor, ensina-nos a rezar”. Contigo aprendemos a entrar nesse dialogo amoroso e filial com Deus. Contigo aprendemos a dar a primeira palavra a Deus, colocando-nos em sua escuta; e a fazer memória dos seus feitos maravilhosos – a criação, a redenção, a santificação. Assim, nossas aclamações, nossos louvores, nossos cantos tornam-se ação de graças por seu amor e por sua misericórdia. Contigo aprendemos a interceder pelas necessidades do mundo, da Igreja e das nossas em particular. E ao Pai, que nos deu a ti como amigo, irmão e salvador, imploramos o dom do Espírito Santo, o grande dom do Pai à sua Igreja. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Neste domingo, em que a Igreja celebra a 5ª Jornada Mundial dos Idosos e dos Avós, reze pelos seus avós e pelos idosos de sua família. Além da oração, lembre de fazer algum gesto de atenção no dia de hoje para com eles: uma mensagem, uma ligação, uma visita.
Na mensagem do Santo Padre, o Papa Leão XIV, para esta 5ª Jornada Mundial dos Idosos e dos Avós, ele escreveu: "Sobretudo na velhice, perseveremos confiantes no Senhor. Deixemo-nos renovar todos os dias, na oração e na Santa Missa, pelo encontro com Ele. Transmitamos com amor a fé que vivemos na família e nos encontros quotidianos durante tantos anos: louvemos sempre a Deus pela sua benevolência, cultivemos a unidade com as pessoas que nos são caras, abramos o nosso coração aos que estão mais longe e, em particular, aos necessitados. Assim, seremos sinais de esperança, em todas as idades."
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Vai fazer muita diferença na sua vida.
Meditação
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Pedir em nome de Jesus.
Evangelho
Jo 14,6-14
Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”.
8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.
Meditação
Como estamos, hoje, celebrando os apóstolos Felipe e Tiago, retomamos o evangelho de João no capítulo 14. Felipe, antes de seguir Jesus, tinha sido discípulo de João Batista. Foi um dos primeiros seguidores do Mestre. Seguiu a indicação do profeta de que Jesus era o Messias. Tiago, filho de Alfeu, é chamado de “irmão do Senhor”, provavelmente um primo de Jesus. Foi uma grande liderança da Igreja em Jerusalém.
Na parábola da videira, Jesus fala da nossa comunhão com ele. Mas, ele sempre insiste na união que há entre ele e o Pai. Ao apóstolo Felipe, que estamos festejando hoje, ele disse: “Felipe, quem me viu, viu o Pai”. Na ceia, Jesus ficou insistindo que as suas palavras não as diz por si mesmo, mas são palavras que ouviu do Pai; e que o que pedirmos em seu nome, o Pai concederá. E disse: “acreditem-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim”.
Quando falou da videira, disse o seguinte: “se permanecerem em mim e minhas palavras permanecerem em vocês, peçam o que quiserem e lhes será dado”. Permanecer em Cristo é a condição para dar muito fruto. Que fruto será esse? Com certeza, tornar-se discípulo do Senhor. Esse é o maior fruto. Vejam o que ele disse: “Nisto meu Pai será glorificado: que vocês dêem muito fruto e se tornem meus discípulos”. Dar muito fruto é igual a tornar-se discípulo. De fato, essa é a dinâmica do ramo na videira. Quanto mais o ramo enxertado adere ao tronco, identifica-se com a videira, é um com ela, melhor fruto dará. Quanto mais o cristão une-se a Cristo, seu Senhor, identifica-se com ele, é um com ele, melhor discípulo se torna, mais fica parecido com o Mestre em suas atitudes e em suas opções. Nesta condição, tudo o que ele pede, o Pai concede, pois o Pai ama o Filho. E nós somos filhos no Filho, em Jesus. Em Cristo, o Pai nos ama e nos reconhece como filhos. E tudo nos concede, se pedirmos em seu nome.
Toda a oração da Igreja é feita ao Pai, por meio de Cristo. Assim, terminam as nossas orações: 'Por Cristo, nosso Senhor', ou 'Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo'. Tudo é por meio de Cristo. Ele mesmo disse: “Sem mim, vocês nada podem fazer”. Podemos dizer de outra forma: “Com ele, nós tudo podemos”.
O pedido do apóstolo Felipe foi verdadeiro: “Senhor, mostra-nos o Pai”. Conhecer a Deus é tudo o que queremos e precisamos. Mas Jesus lhe fez ver que nele, encontramos o Pai. É Jesus quem nos revela o Pai. E é por ele que chegamos ao Pai. Quanto mais estamos unidos e identificados com Cristo, mais fruto podemos dar, isto é, tornarmo-nos seus discípulos. E é na condição de discípulos, ramos identificados com a videira, que tudo o que pedirmos ao Pai em nome de Cristo, ele nos atende.
Se vocês pedirem algo em meu nome, eu o realizarei (Jo 14, 14)
Rezando a Palavra
Senhor Jesus,
vamos guardar, hoje, alguns belos ensinamentos do teu apóstolo Tiago, que hoje estamos celebrando. Em sua carta, no Novo Testamento, ele escreveu: "Bem-aventurado o homem que suporta com paciência a provação. Alguém, no meio de vocês, está sofrendo um contratempo? Recorra à oração. A oração fervorosa do justo tem grande poder" (Tg 5). Obrigado, Senhor, pelos ensinamentos dos pastores que pusestes à frente do teu rebanho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a Palavra
Comunicando
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