21 fevereiro 2018

CREIO COM A IGREJA

MEDITAÇÃO PARA A QUARTA-FEIRA, DIA 22 DE FEVEREIRO DE 2018.
Sobre esta pedra construirei a minha Igreja (Mt 16, 18)
Neste 8º dia da Quaresma, festejamos a Cátedra de São Pedro. Pedro proclamou a fé em Cristo. Esse ministério do ensino da fé continua nos sucessores dos apóstolos, no Papa e nos Bispos da Igreja. Acolher Jesus, crer com a Igreja é o passo de hoje em nossa caminhada quaresmal.
Jesus elogiou Pedro. Colocou-o como pedra de alicerce na construção de sua Igreja. E deu-lhe as chaves do Reino de Deus.  Tudo porque Pedro, em nome dos discípulos, inspirado por Deus, disse que Jesus era o Messias, o Filho do Deus vivo.
Eles estavam fora do território de Israel. E foi aí Jesus teve uma conversa muita séria com eles. Começou perguntando o que o povo estava dizendo sobre ele, isto é, quem afinal as pessoas achavam que ele era. Aí chegou à pergunta principal: E vocês, o que dizem que eu sou? Claro, dessa compreensão dependeria o futuro do seu ministério. Será que a liderança do seu grande grupo de discípulos já estava entendendo quem era ele, qual era a sua missão? Simão Pedro respondeu em nome do grupo. E respondeu com toda sinceridade: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Boa resposta. Ótima resposta. Claro, esse entendimento é fruto da revelação de Deus. Só o Pai sabe quem é o Filho e aquele a quem ele o quiser revelar. Jesus elogiou Simão Pedro: foi o Pai que te disse isso. Feliz és tu!
O que Pedro disse resume a fé de todos os que encontraram Jesus e acolheram sua Palavra. Ele é o enviado de Deus, o prometido a Israel, o Messias. Mais: esse enviado, o Messias, é o Filho do Deus vivo, o maravilhoso Deus que se revelou ao povo de Israel e fez aliança com ele. É uma confissão da divindade de Jesus, ele é Deus com o seu Pai. Como Jesus ficou satisfeito com essa resposta! É nessa fé que ele pode construir a comunidade que vai dar continuidade ao seu ministério nesse mundo. Ele irá se ausentar, mas o trabalho terá continuidade.
“Sobre esta Pedra, construirei a minha Igreja”. A fé confessada por Pedro, em nome da comunidade, é a pedra sobre a qual Jesus edificará a Igreja. Por outro lado, esta pedra é também a pessoa de Pedro, o discípulo que confessou a fé em Jesus-Messias-filho de Deus, em nome da comunidade. Mas também, esta pedra é a comunidade que Pedro representa, comunidade apostólica que professa a fé que ele proclamou.
E qual é a fé dessa comunidade, qual é a fé de Pedro? Isto é, o que essa comunidade, com as Escrituras e a sua história nas mãos, proclama sobre Jesus? O que nós cremos está, de certa forma, resumido no Credo. Os credos ou símbolos são sínteses da fé proclamada em momentos solenes da vida da Igreja, reunida nos primeiros Concílios Ecumênicos.
Vamos guardar a mensagem
Nos alicerces de nossa vida cristã, está essa confissão de fé: cremos em Jesus, o filho do Deus vivo, enviado pelo Pai para nossa salvação. Jesus edificou a sua Igreja sobre o rochedo dessa fé confessada por Pedro (Catecismo da Igreja Católica 424). Não somos apenas pessoas religiosas. Cremos em Jesus, e o seguimos como discípulos e discípulas. É assim que as Escrituras Sagradas são tão reverenciadas em nossas assembleias litúrgicas: elas nos transmitem o conhecimento sobre Jesus Cristo Salvador. É assim que é tão importante que façamos diariamente a meditação da Palavra do Senhor, a chamada lectio divina. Tudo isso nos ajuda a colocar Cristo no centro de nossa vida. Ele é o nosso pastor, nosso guia. Ele é o Messias, o Filho do Deus vivo.
Sobre esta pedra construirei a minha Igreja (Mt 16, 18)
Vamos acolher a mensagem
Como se diz no batismo: “Esta é a fé que sinceramente professamos, razão de nossa alegria em Cristo, nosso Senhor”.
Creio em Deus-Pai, todo poderoso,
criador do céu e da terra
e em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo
nasceu da Virgem Maria
Padeceu sob Poncio Pilatos
Foi crucificado, morto e sepultado
desceu a mansão dos mortos
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica
na comunhão dos Santos
Na remissão dos pecados
na ressurreição da carne
na vida eterna
Amem.
Vamos praticar a palavra
O Papa Francisco tem insistido pra gente rezar por ele. Aproveite hoje essa festa da Cátedra de São Pedro que faz referência direta ao seu ministério e reze por ele.

Pe. João Carlos Ribeiro – 21.02.2018

VAMOS LEVAR JESUS A SÉRIO!


MEDITAÇÃO PARA A QUARTA-FEIRA, DIA 21 DE FEVEREIRO DE 2018.
E aqui está quem é maior do que Jonas (Lc 11, 32)
A quaresma vai andando. Já estamos no seu oitavo dia. O grande tema da quaresma é a conversão. Esse tema volta, no evangelho de hoje, sob um novo aspecto. A conversão é a resposta à pregação do profeta. Jonas foi um sinal para os ninivitas. Eles se converteram quando ouviram a sua pregação.  
O livro do Profeta Jonas é superinteressante. Deus o mandou em missão. Ele tomou o rumo contrário e deu-se mal. Depois de ter sido jogado no mar, pois o navio estava afundando, ele foi tragado por um grande peixe e devolvido vivo, na praia, depois de três dias. Finalmente, decidiu-se a realizar o trabalho missionário para o qual fora designado. Foi pregar em Nínive, uma cidade pagã muito grande. Eram necessários três dias para atravessá-la. A pregação de Jonas era simples e forte: “Ainda quarenta dias e Nínive será destruída”.
Os ninivitas acreditaram em Deus e começaram a fazer jejum e cobrir-se de sacos, em sinal de penitência. O próprio rei aderiu ao clamor geral do país e o ampliou para todos os recantos do reino. Resultado: Deus viu as obras de conversão daquele povo, cada qual afastando-se do seu mau caminho, teve compaixão daquela gente e suspendeu a destruição anunciada. Jonas não gostou nada desse recuo divino, mas tudo bem.
Jesus estava falando com o seu povo e lembrou essa interessante história de Jonas. Ele foi um sinal para aquele povo pagão. À sua pregação, o povo respondeu com a conversão. E era isso que Jesus pretendia dos seus ouvintes, desde o começo. Como Jonas, ele fez um anúncio simples e forte: “O Reino está próximo de vocês. Convertam-se e creiam”. Só que ele estava esperando um resultado melhor, uma resposta mais generosa. E a resposta, claro, só poderia ser a conversão. Por isso ele se queixou: “E aqui está alguém maior do que Jonas”.
Vamos guardar a mensagem
A conversão é a nossa resposta à pregação do evangelho. O povo da grande cidade pagã de Nínive respondeu à pregação do profeta Jonas com a fé (“acreditaram em Deus”) e a conversão (“afastou-se dos seus maus caminhos e de suas práticas perversas”). O clima penitencial em que eles mergulharam os ajudou a cultivar e a exprimir a conversão do coração. Eles jejuaram, cobriram-se de saco, sentaram-se em cinzas. O clima penitencial é para cultivar e exprimir a conversão. Se não chegamos às obras de conversão, à mudança de vida, de nada valerão essas práticas externas. Você tem escutado a pregação de Jesus. Eu também. Então, é bom a gente levá-lo a sério e responder-lhe com obras de conversão. Se eles tiveram tanta consideração por Jonas, como nós não levaremos Jesus a sério?
E aqui está quem é maior do que Jonas (Lc 11, 32)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Foi bom teres lembrado do teu profeta Jonas. O anúncio dele falava em quarenta dias, o prazo para a cidade de Nínive ser destruída. Mas, pela conversão daquele povo, foram quarenta dias para receberem o perdão e serem confirmados no caminho da conversão.  Esses “quarenta dias” podem nos lembrar a quaresma. E os três dias necessários para percorrer a grande cidade? Isso também se parece com o teu ministério, que percorreste o país por três anos, pregando o Reino de Deus. E no Reino de Deus, como lembraste, só se entra pela conversão. Ajuda-nos, Senhor, pela assistência do teu Santo Espírito, a rever a nossa vida, a acertar o nosso passo contigo e a realizar obras de conversão em nossas vidas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre.
Amém.
Vamos viver a palavra
Estou contando que você já tenha o seu diário espiritual, ou a sua agenda bíblica ou o seu caderno de anotações. Creio que este seja um recurso útil para o seu caminho de crescimento espiritual. Bom, nele, hoje, depois de pensar um pouco, responda a esta pergunta: Que obra de conversão Jesus pode esperar de mim, até o final desta quaresma?     

Pe. João Carlos Ribeiro – 20.02.2018

19 fevereiro 2018

O PAI NOSSO, UMA ESCOLA DE ORAÇÃO

MEDITAÇÃO PARA A TERÇA-FEIRA, DIA 20 DE FEVEREIRO DE 2018.
Vocês devem rezar assim (Mt 6, 9)
Nossa caminhada quaresmal chega hoje ao oitavo dia. E o tema para nosso crescimento hoje é a Oração. O Pai Nosso é mais do que uma oração. É uma escola de oração. É como um discípulo ou uma discípula deve rezar sempre. No Pai Nosso, podemos encontrar as quatro características da oração dos discípulos do Senhor.
A primeira característica é que é feita com INTIMIDADE e CONFIANÇA EM DEUS. Não se trata de uma audiência de um servo com seu patrão. Trata-se do diálogo amoroso entre pai e filho ou filha. Por isso, Jesus ensina a invocar a Deus como “pai”, “Pai Nosso”. Esse modo de falar com Deus era inteiramente novo na história do seu povo. Falar com Deus com intimidade e confiança. No sermão da montanha, Jesus chamou a atenção dos discípulos para não imitarem os fariseus, nem os pagãos. Em contraposição ao exibicionismo dos fariseus e mestres de lei, Jesus os orientou a proceder como um filho que conversa com seu pai ou sua mãe, a portas fechadas no seu quarto.  Nunca imitar os pagãos nesse assunto da oração, recomendou Jesus. Eles recorrem à força de muitas palavras para serem ouvidos. O Pai já está sabendo de nossas necessidades antes que abramos a boca. INTIMIDADE E CONFIANÇA EM DEUS. É a primeira característica.
A segunda característica da oração cristã, sublinhada no Pai Nosso, é que ela busca, em primeiro lugar, A GLÓRIA DE DEUS. É quando a oração vira louvor, adoração. Os primeiros pedidos do Pai Nosso, segundo Mateus, referem-se a Deus, buscando a sua honra e a sua glória. “Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. São três pedidos, todos dirigidos à glória de Deus: a santificação do seu nome, a vinda do seu Reino, a realização de sua vontade. Buscar, em primeiro lugar, a GLÓRIA DE DEUS. É a segunda característica.
A terceira característica da oração cristã é o pedido a Deus pelo NOSSO BEM temporal e espiritual. É o que nós precisamos para viver com dignidade e em santidade. No Pai Nosso, são quatro os pedidos em nosso favor. “O pão nosso de cada dia, nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. O pão de cada dia, o perdão dos pecados, a vitória sobre a tentação e a libertação do mal. O ‘pão de cada dia’ compreende o emprego, o trabalho, a refeição, a segurança...  São as necessidades de nossa sobrevivência. Mas, nem só de pão vive o homem. Também precisamos do perdão dos pecados e da restauração da vida, a partir da conversão e do crescimento do homem novo. Igualmente, precisamos da vitória sobre a tentação e a libertação do mal. A BUSCA DO NOSSO BEM é a terceira característica.
A quarta característica da oração cristã é o COMPROMISSO.  Nos três primeiros pedidos do Pai Nosso, desejando a glória de Deus, na verdade estamos nos comprometendo em santificar o seu nome, acolher o seu Reino, realizar a sua vontade. Nos quatro pedidos em nosso favor, não estamos delegando tudo a Deus, para ficar de braços cruzados esperando ele agir. Reconhecendo a mão de Deus em nossa vida, estamos nos comprometendo a ganhar o pão de cada dia com o nosso trabalho, a nos esforçar no caminho da conversão e do perdão aos nossos agressores, a fugir das ocasiões de pecado e a lutar contra o mal. A oração nos compromete. COMPROMISSO é a quarta característica.
Vamos guardar a mensagem
Em nossa caminhada quaresmal, somos hoje instruídos por Jesus sobre a Oração. Ele ensinou o Pai Nosso, uma verdadeira escola de oração. Nele, encontramos as quatro características da oração dos discípulos do Senhor: intimidade e confiança em Deus, busca de sua glória, busca do nosso bem, e o compromisso em realizar a Palavra.
Vocês devem rezar assim (Mt 6, 9)
Vamos acolher a mensagem
Rezemos como Jesus nos ensinou:
Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Amém.
Vamos viver a palavra
Muita gente me mandou resposta da pergunta que deixei ontem: Quem está faltando nessa lista? Jesus fez uma lista de seis sofredores, dizendo que fazendo o bem a esses pequeninos,  fazemos a ele mesmo. Como seis é um número falho, incompleto, podemos pensar que falta um nome nessa lista.  A lista de Jesus tem seis categorias de necessitados: famintos, sedentos, maltrapilhos, migrantes, doentes e presos. Falta um para sete, que é um número perfeito. Olha as sugestões que chegaram: drogados, descrentes, idosos, mães solteiras, mulheres discriminadas, viúvas, pessoas com deficiência. Alguns acharam que ficava bem o sétimo nome ser Jesus. Como a lista está em aberto, podemos mesmo completar. Obrigado pelas boas sugestões.
A dica de hoje vai ser você rezar o PAI NOSSO bem rezado. Eu sei, eu sei que você já reza bem. Mas, pode rezá-lo ainda melhor. Reze com atenção ao que está dizendo. Reze deixando espaço para o Espírito Santo rezar em você.  

Pe. João Carlos Ribeiro – 19.02.2018

QUEM SERÁ QUE ESTÁ FALTANDO NESSA LISTA?

MEDITAÇÃO PARA A SEGUNDA-FEIRA, DIA 19 DE FEVEREIRO DE 2018.

Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer?  (Mt 25, 37)

Estamos fazendo juntos  o caminho da Quaresma. Já estamos no sexto dia de nossa caminhada. O foco de hoje está na caridade, uma das áreas de atenção neste tempo de penitência.

No evangelho, Mateus 25, uma cena do juízo final. Todos dispostos diante do trono do Rei em duas alas: a dos que mostraram amor pelos pequeninos e os que lhe foram indiferentes. O rei é o próprio Jesus. A surpresa é que nos pequeninos foi amado ou desprezado o próprio Senhor, o rei sentado em seu trono de glória.

Jesus sempre falou com carinho e proximidade dos pobres e sofredores deste mundo como “irmãos mais pequeninos” ou “os menores dos seus irmãos”. Ele sempre se mostrou cheio de compaixão pelos doentes, pelos desprezados, pelos leprosos, pela multidão desorientada como ovelhas sem pastor. O Deus de Israel foi sempre reconhecido como defensor dos órfãos, das viúvas e dos estrangeiros (os migrantes). E o amor ao próximo foi posto por Jesus ao lado do primeiro mandamento.

O texto do evangelho de hoje está construído em quatro blocos, com a repetição dos mesmos elementos. Quatro, você sabe, é um número de totalidade, é como se estivesse dizendo “está tudo aqui”. O rei disse uma coisa que surpreendeu a todos. Disse e repetiu. ‘O que vocês fizeram a um desses meus irmãos mais pequeninos, fizeram a mim”. E os irmãos mais pequeninos estão descritos: famintos, sedentos, maltrapilhos, migrantes, doentes e presos. E o prêmio para quem mostrou amor por esses irmãos: ‘Venham, benditos do meu Pai, recebam por herança o Reino que está preparando para vocês desde a fundação do mundo’. E o castigo para quem agiu diferentemente: “Afastai-vos de mim, malditos! Vão para o fogo do inferno”. Olha que coisa séria!

Esta página do evangelho é um ensinamento precioso sobre a caridade, mas tem uma grande novidade.  Uma coisa, mais ou menos, já sabíamos: O amor ao pobre, ao necessitado e ao sofredor se realiza com ações, com compromisso, com a construção de uma sociedade inclusiva, com respeito pela dignidade humana de cada um. Tudo bem. Mas, Jesus acrescentou uma grande novidade: No amor aos “irmãos mais pequeninos”, como ele os chamava, está-se amando, servindo e honrando o próprio Senhor. Jesus se sente defendido, protegido, promovido, amado quando fazemos isso aos sofredores.

Vamos guardar a mensagem

Jesus fez uma lista  de  seis tipos de necessitados: o faminto, o sedento, o estrangeiro, o nu, o doente e o preso. É uma lista simbólica de todos os sofredores. E a lista se repete quatro vezes neste texto do evangelho. O critério de julgamento de sua vida é muito simples: você ter demonstrado amor por Jesus, servindo os necessitados, mesmo sem se dar conta que era a Jesus a quem estava servindo. Só isso. Se você amou a Jesus, você tem acesso ao Reino preparado pelo Pai desde que o mundo começou. ‘Venham benditos do meu Pai!’ Se não amou Jesus nos irmãos sofredores, o final é triste. ‘Afastem-se de mim, malditos!’ No amor aos pequeninos, está-se amando o próprio Senhor.

 Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer?  (Mt 25, 37)

Vamos acolher a mensagem

Senhor Jesus,
Ajudar os pobres até que ajudamos. Somos todos sensíveis às campanhas de solidariedade, à esmola, ao socorro aos humilhados deste mundo. Ajudar os pobres não é tão difícil.
Amar os pobres, como tu o fizeste, aí já é mais difícil. Difícil, porque amar é reconhecer a grandeza daquela pessoa desfigurada pela doença, pela droga, pelo desamparo; porque amar é engajamento na conquista dos seus direitos, no compromisso cidadão por uma sociedade justa e sem violência. Amar é comprometer-se com o outro, é entrar na comunhão com ele. Aí é bem mais difícil.
Dá-nos, Senhor, que nesta quaresma, no esforço de crescimento a que somos chamados, passemos de “ajudar os pobres” para “amar os pobres”. Ilumina-nos, Senhor, com a tua Palavra para que reconheçamos nos sofredores a tua presença e neles te honremos com nosso amor, amor de irmãos pelos mais pequeninos.
Amém.
Vamos viver a palavra

Vou pedir pra você pensar um pouco e me ajudar a resolver uma questão. A lista que Jesus fez dos pequeninos tem seis categorias (famintos, sedentos, maltrapilhos, migrantes, doentes, presos). Seis é um número imperfeito, incompleto, segundo a cultura do povo da Bíblia. A conta certa seria sete, número da perfeição. Falta alguém nesta lista. Quem será que está faltando nesta lista? Gostaria que você me mandasse sua reposta por quem lhe envia a meditação. Se precisar, leia o texto de hoje em Mateus 25, 31-46. Quem será que está faltando nesta lista?

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.02.2018