Mostrando postagens com marcador sagrado coração de jesus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sagrado coração de jesus. Mostrar todas as postagens

28 junho 2019

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EU CONFIO EM VÓS!

Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida! (Lc 15, 6)
28 de junho de 2019 – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Esta sexta-feira é Dia do Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção ao Coração de Jesus se afirmou na Igreja para chamar nossa atenção para o amor de Jesus por nós. O grande educador Dom Bosco, em, 1875, explicou aos seus jovens o valor dessa solenidade com essas palavras: "Meus caros filhos, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus... Esta festa não é outra coisa que honrar com especial recordação o amor que Jesus dedicou aos homens. Oh! O amor grandioso, infinito, que Jesus dedicou a nós com a Sua encarnação e nascimento, na Sua vida e pregação, e, particularmente, na sua paixão e morte... Tenhamos coragem! Que cada um faça o melhor que puder para corresponder ao enorme amor de Jesus dedicado a nós". Uma bela catequese de Dom Bosco.
Então, essa festa do Sagrado Coração celebra o amor de Jesus por nós. O evangelho de hoje ilustra isso com a parábola da ovelha perdida. Parábola contada por Jesus, escutada de má vontade pelos fariseus e mestres da lei e bem acolhida pelos coletores de impostos e pecadores. “Um pastor tinha cem ovelhas, um rebanho considerável. Perdeu uma. Deixou as 99 no deserto e foi atrás da que se perdeu até encontrá-la. Quando a encontrou, a colocou nos ombros e a levou para casa. Chegando, reuniu os amigos pra festejar. Estava muito feliz, tinha encontrado a sua ovelha”.
Nessa parábola tão simples, podemos perceber o grande amor desse pastor por sua ovelhinha perdida. O pastor, claro, é o próprio Jesus. É ele quem está procurando e resgatando as ovelhas perdidas. Foi exatamente isso que ele veio fazer aqui:  achar os perdidos, encontrar os que se afastaram dele e do rebanho. Claro, os coletores de impostos e os pecadores podiam testemunhar isso. Jesus os tinha encontrado. Eles eram os perdidos, os que os mestres do judaísmo nem consideravam capazes de arrependimento. Perdidos por sua condição de pecadores, excluídos pela falsa santidade dos fariseus. Jesus os integrou no rebanho de Deus. A sua palavra, as suas atitudes os resgataram. Eles, em resposta a esse tão grande amor, se aproximavam pela conversão.
Na parábola, não se diz porque nem como a ovelha se perdeu. O pastor ama a sua ovelha e vai atrás dela, independente da razão pela qual ela se perdeu. E não manda ninguém procurá-la em seu lugar. Ele mesmo vai procurá-la. E não descansa até encontrá-la, enfrentando qualquer adversidade. E, quando a encontra, não briga com ela, não reclama do que ela tenha feito de errado. Trata-a com carinho, resgatando-a de sua condição de perdida. E, ao trazê-la para casa, não a vem tangendo, gritando ou batendo nela, aborrecido. De jeito nenhum. Ele a traz nos ombros. Ele a leva para casa. E experimenta uma grande alegria por ter reencontrado sua ovelha e partilha essa alegria com seus amigos.
Guardando a mensagem
Jesus contava parábolas pra todo mundo entender. E você está entendendo direitinho. A parábola fala de Jesus, o pastor, que nos ama de verdade e ele mesmo veio nos buscar, quando estávamos perdidos. Na carta aos Romanos, São Paulo explicou: “A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós quando éramos pecadores”. A parábola fala de você e de mim também. Nós somos a ovelha que se perdeu, somos os pecadores que ele ama. Ele veio a nós, assumindo nossa humanidade, para nos resgatar e para nos conduzir. Escreveu o profeta Ezequiel: “Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas”. Celebrando a festa do Sagrado Coração, estamos celebrando o amor misericordioso de Jesus por nós, amor que nos resgatou quando estávamos afastados de Deus e éramos pecadores. Por seu amor imenso, agora estamos integrados à família de Deus, somos filhos e filhos na sua casa.  
Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida! (Lc 15, 6)
Rezando a palavra
Coração de Jesus, inflamado de amor, 
conforta aqueles e aquelas que estão passando por grande aflição, nesse momento. Derrama tuas bênçãos sobre as famílias que estão enfrentando o drama das drogas; elas destroem vidas e sequestram o futuro dos jovens. Cura os corações desanimados e feridos pelo pecado, dando-lhes a certeza do grande amor do nosso Deus que nos resgata mesmo se estivermos no fundo do poço e nos carrega nos ombros, nos devolvendo nossa dignidade de filhos e filhas. Ó Jesus manso e humilde de coração, faze o nosso coração semelhante ao teu. Seja bendito o teu santo nome hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Vou lhe dar o conselho que Dom Bosco dava aos seus jovens, no dia de hoje. A devoção ao Sagrado Coração nos leva a duas respostas de amor: a Confissão e a Comunhão. Na Confissão, cultivamos a nossa conversão. Na Comunhão, nos fortalecemos no caminho de santidade a que ele nos chama.

Pe. João Carlos Ribeiro – 28 de junho de 2019.

07 junho 2018

O CORAÇÃO QUE TANTO NOS AMOU

Um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água (Jo 19, 34)
08 de junho de 2018
Hoje é o dia do Sagrado Coração de Jesus. Por isso, estamos lendo esse texto tão significativo do evangelho de São João. Após a morte de Jesus na cruz, o soldado abriu-lhe o lado, com uma lança. Ali, aos pés do madeiro, o apóstolo e evangelista João viu essa maravilha: do seu coração transpassado, escorreu sangue e água. “Olharão para aquele que transpassaram”, dizia a antiga profecia de Zacarias, que ali começava a se cumprir.
A devoção ao Sagrado Coração, enriquecida, século após século, pela experiência mística de muitos santos, é ao mesmo tempo contemplação e reparação. Contemplamos o mistério do amor manifestado em Jesus crucificado. Em Jesus, temos a maior revelação do amor do Pai por nós. “Deus tanto amou o mundo, que enviou o seu filho unigênito”. Na sua cruz, a prova maior de amor foi dada: “não há maior amor do que dar a sua vida pelos seus amigos”, nos disse o próprio Jesus. Na cruz, contemplamos o grande amor. O coração é uma representação do amor. É assim que representamos o seu coração ferido pela lança, coroado de espinhos, encimado pela cruz, um coração em chamas. E há um resplendor que o envolve, uma irradiação de amor que nos atinge. Contemplamos o grande amor de Deus por nós, em Jesus, seu filho, entregue em nosso favor.
Além da contemplação, a devoção ao Sagrado Coração nos indica o caminho da reparação. Nas experiências místicas de Santa Margarida Maria Alacoque, uma freira da Ordem da Visitação, que viveu no século XVII, Jesus lhe mostrou o seu coração: “Eis o coração que tanto amou os homens, e deles não vem recebendo senão injúrias, ultrajes, indiferença”. É assim que o adorador se torna reparador, esforçando-se para compensar as ofensas, o desrespeito, a infidelidade de tantos irmãos e irmãs em relação ao Salvador. Nessa linha, se colocam as comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras, em nove meses consecutivos. A devoção ao Sagrado Coração nos propõe contemplação e reparação.
Pela cruz, Jesus nos comunicou a vida. De sua morte, nasce uma humanidade redimida. Esse povo novo renascido em Cristo, em sua morte e em sua ressurreição, é o povo da nova aliança, aliança eterna celebrada no sangue do cordeiro de Deus. É uma imagem que nos vem da páscoa judaica, do livro do Êxodo.  Outra imagem, igualmente reveladora, vem do Livro do Gênesis, da criação da mulher. Para lhe dar uma companheira, o Senhor deu um profundo sono a Adão. E da costela que lhe retirou fez a mulher, carne de sua carne, ossos de seus ossos. Assim também, de Jesus, do sono profundo de sua morte, Deus,do seu peito aberto, tirou a Igreja, representada no livro do Apocalipse como noiva e esposa do cordeiro.
Vamos guardar a mensagem
A festa do Sagrado Coração de Jesus é a celebração do amor de Deus. Na cruz, está a mais alta manifestação do amor do Pai e do Filho por nós. No coração aberto pela lança, o discípulo amado vê a comunicação da vida divina, o derramamento do Espírito Santo. Do seu lado aberto, escorreu sangue e água. No sacrifício de Cristo (representado no sangue), que nos trouxe a reconciliação com Deus, vemos uma referência à Eucaristia, memorial de sua morte e ressurreição. No derramamento do Espírito Santo (representado na  água) vemos uma referência ao Batismo, onde renascemos como novas criaturas. A Igreja é o povo redimido que nasce do coração de Cristo. A devoção ao Sagrado Coração nos propõe um caminho de contemplação e de reparação. “O amor não é amado”, disse São Francisco de Assis. Por isso, vamos amar o amor!
Um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água (Jo 19, 34)
Vamos rezar a palavra
O dia da festa do Sagrado Coração é também o dia mundial de oração pela santificação dos sacerdotes. Assim, rezemos:
Ó Jesus, bom pastor, abençoa os diáconos,   padres e bispos de nossas comunidades.
Eles são para nós preciosos canais de tua graça: multiplica, sem cessar, seus gestos de amor. Eles acolhem teu povo, Senhor, para ouvir e consolar: não permitas que sofram de solidão. Concede-lhes coragem e sabedoria para defender os injustiçados. Aumenta, Senhor Jesus, o número de sacerdotes na tua Igreja: dá-lhes o dom de ensinar, a alegria de celebrar e o gosto pelas coisas de Deus.
Eles precisam também, Senhor, de muita saúde e boa disposição a fim de seguir praticando o bem. Que eles possam, enfim, colher abundantes frutos pela generosa entrega da própria vida.
Sagrado Coração de Jesus, nós confiamos em ti.
Vamos viver a palavra
Sendo hoje, dia do Sagrado Coração de Jesus e dia mundial de oração pela santificação dos sacerdotes, dedique uma prece especial pelo padre de sua comunidade.

Pe. João Carlos Ribeiro – 08.06.2018

23 junho 2017

Vinde a mim

Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos, e eu lhes darei descanso (Mt 11, 28)
Que palavra maravilhosa para nossa meditação hoje... Jesus vê que o grupo dos seus discípulos  - homens e mulheres  que o seguem – estão cansados, carregados de fardos pesados.
Que fardos são esses? Esses fardos eram, em primeiro lugar, as obrigações que a Lei de Moisés impunha, ou melhor, a interpretação da Lei feita pelos mestres e fariseus; fardos são  também as responsabilidades e sofrimentos da vida; as decepções, o desencanto, os problemas que cada um carrega; a falta de horizonte em muitas situações de uma vida rotineira; a situação de sobressalto que se vive em função dos compromissos com a sobrevivência. Diante desse quadro, de pessoas acachapadas pelo sofrimento, pelo medo, pelo cansaço do trabalho com pouco retorno, pela falta de horizonte e de esperança, Jesus se apresenta com um convite: Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos, e eu lhes darei descanso.