PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: casa
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Não deixe seus parentes do lado de fora.


26 de setembro de 2023.

Terça-feira da 25ª Semana do Tempo Comum


Evangelho.


Lc 8,19-21

Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.



Meditação.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).

Uma vez, me aconteceu que uma família queria batizar o seu filhinho caçula de meses. Coisa muito boa. Mas, os pais não queriam fazer as reuniões de preparação para o batismo, na paróquia. E por que não? “Não, porque minha mulher é irmã do bispo tal e, assim, já se dão por descontadas essas reuniões”. ‘Que bom que ela seja irmã do bispo tal, mas precisa frequentar as reuniões de preparação’. “Por que?” ‘Com certeza, ela já ouviu muitas pregações do irmão bispo, mas as reuniões em preparação do sacramento do batismo são necessárias para a família ter entendimento do valor deste sacramento e dos compromissos que estão assumindo com a educação cristã da criança’. Ih, o homem virou uma fera e foi-se embora prometendo queixar-se ao cunhado bispo. Tudo bem.

Estou contando isso, porque no evangelho de hoje tem uma cena parecida. Os parentes de Jesus chegaram à casa onde ele estava, não puderam entrar por conta da quantidade de gente e mandaram um aviso para ele dar a atenção que eles mereciam. Aí chegou o recado: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. Jesus aproveitou a ocasião para evangelizar os seus parentes e para ensinar aos que o estavam escutavam dentro da casa. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

O que esta palavra de Jesus significa? Bom, o recado para a sua família foi claro. Não basta serem seus parentes de sangue. Não se pertence ao Reino de Deus por ser parente de Jesus. É preciso ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática. Esses são seus verdadeiros parentes: os que se tornam seus discípulos, ouvintes e praticantes da Palavra. Essa palavra de Jesus é um convite à conversão dos seus parentes. Eles estão simbolicamente do lado de fora. Precisam entrar, precisam estar do lado de dentro, na comunidade dos discípulos. O lugar dos discípulos é dentro da casa, rodeando o Mestre para aprender o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora.


Essa expressão “tua mãe e teus irmãos” é uma forma semita de falar da família. Não tem nenhum sentido negativo contra sua mãe Maria. “Tua mãe e teus irmãos” é uma forma de se referir à família dele, uma vez que não tinha mais o pai. Também não tinha irmãos. “Irmãos” aqui são seus primos ou parentes próximos.

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entendê-lo, de aceitá-lo e segui-lo. Tinham que passar também pela conversão, como nós. Por sorte, vemos depois a irmã de sua mãe também aos pés da cruz e outros parentes com a comunidade no dia de Pentecostes, quando da vinda do Espírito Santo. Um parente seu, inclusive, foi, depois, líder da comunidade de Jerusalém, Tiago. Muitos dos seus parentes, então, tornaram-se seus discípulos.

A irmã do bispo e sua família também precisam entrar na dinâmica da comunidade e frequentar as reuniões de preparação para o batismo. Não é porque se tem um irmão bispo que se vai para o céu, sem mais.




Guardando a mensagem

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entender a sua identidade de filho de Deus e a sua missão de Messias. Num certo momento, acharam até que ele tinha perdido o juízo. Nessa passagem, eles aparecem do lado de fora, chamando Jesus. Jesus os chama para a condição de discípulos, os convida a ingressar no círculo dos seus seguidores, a entrar na casa. Seus verdadeiros parentes são os que, como ele e como Maria, fazem a vontade de Deus. Uma boa lição para nós todos. Não basta pertencermos a uma congregação religiosa ou mesmo ao clero, a uma comunidade católica ou associação piedosa por mais benemérita que seja. Todos somos chamados a ser discípulos e discípulas de Jesus. Como ele, como sua santa mãe, precisamos ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua entrada no mundo já foi um gesto de obediência, como está escrito no Salmo 39: “Eis que venho, Senhor, com prazer, fazer a tua santa vontade”. Tua santa mãe acolheu a vontade de Deus com muito amor e entrega total. Disse ela, em resposta à comunicação do anjo: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E tu nos ensinaste também a acolher a vontade do Pai em nossa vida: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Queremos, Senhor, entrar na tua casa, pertencer ao círculo dos teus discípulos, ser teus parentes: queremos ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça como Jesus: evangelize seus parentes. Hoje, reze por eles. Compartilhe com eles esta Meditação. Aos poucos, o Santo Espírito vai lhe mostrando como ajudá-los a se tornarem fiéis discípulos de Jesus.

Comunicando

E o primeiro encontro do curso bíblico: não dá nem pra contar. É melhor você conferir no Youtube. Hoje, teremos o segundo encontro. Só está faltando você!

Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Deus pode reconstruir a sua vida.


   29 de junho de 2023.   

Quinta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum 


      Evangelho.      


Mt 7,21-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? 23Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.
24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”
28Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.


      Meditação      


Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)

Jesus dramatizou bem: três contra um. A chuva, as enchentes e os ventos, os três contra a casa. É que uma desgraça nunca vem só, não é verdade? Vem sempre acompanhada. Olha o trio: chuva, enchente e ventania. Outra escalação: desemprego, doença e desunião. Todos contra a casa.

Na história de Jesus e na história de nossa vida, sabemos: a crise sempre vem. É o inverno tropical: ventos, chuva e enchente. E a crise vem e derruba a casa, se a casa for mal construída. Se a casa for edificada sobre a areia, a ruína é certa. Desmorona, não tem jeito. E por que cai? Cai, porque suas bases são frágeis, porque não tem alicerces firmes.

O que seria a casa? A casa que a gente constrói é a nossa própria vida. Pode ser a vida profissional, pode ser o casamento ou qualquer outra construção humana. Quem constrói nas carreiras e pela lei do menor esforço edifica sobre terreno duvidoso. Esse pode ter o prejuízo de ter sua casa levada pelos ventos e pela enchente da primeira crise que vier. Construir na areia é optar pelo que é mais rápido e menos trabalhoso. Alicerce é coisa que gasta tempo, envolve esforço pessoal, paciência, dedicação. Lembra o evangelho de antes de ontem? Entrar pela porta estreita. A porta larga conduz à perdição.

Sem alicerce sólido, a sua casa não aguenta o inverno tropical. Sem estudo sério e comprometido, seu exercício profissional fracassa no primeiro teste. Sem séria formação do caráter, educação para a liberdade, capacidade de renúncia, o adolescente sucumbe na segunda oferta que um colega lhe fizer de um cigarro de maconha. Sem um namoro em que as pessoas cresceram, se acertaram e se organizaram com um mínimo de estrutura, o casamento pode desabar no terceiro desencontro do casal. Casas construídas sobre a areia não resistem às intempéries do inverno.

Jesus acrescentou um detalhe muito importante. Constrói casa sobre a areia quem ouve as suas palavras e não as pratica. Por outro lado, quem ouve as suas palavras e as põe em prática constrói sua casa sobre a rocha. É por isso, que os ventos, a chuva e as enchentes não a derrubam.
Quem está com os alicerces de sua casa comprometidos, uma boa notícia: a engenharia divina pode restaurar as bases de sua casa. Deus pode ajudar a reconstruir a sua vida!


Guardando a mensagem

Chuva, enchentes e fortes ventanias são uma representação das crises que se abatem sobre nós, na família, no trabalho, no casamento, na sociedade. Crises, problemas, fracassos, turbulências de todo tipo é o que não faltam em nossa vida. E vem pra todos. A diferença está nos alicerces. Se eles forem bons, a casa estará de pé quando a tempestade passar. E Jesus foi claro em dizer que alicerces são esses: ouvir sua palavra e pô-la em prática.

Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)

Rezando a palavra

Senhor, 
estamos tentando reforçar os alicerces da construção de nossa casa. Sabemos que isso nos custa esforço, renúncia, sacrifício. Não se constrói de um dia pra outro. Não se improvisa uma casa boa e segura. É necessário planejamento e muito trabalho. Senhor, dá-nos a graça de não improvisarmos nossa profissão, nossa família ou mesmo nossa vida cristã. Quanto mais aprofundamos os alicerces na rocha firme, mas nos preparamos para enfrentar os vendavais da vida. Quanto mais brincamos de família, ou levamos no mais-ou-menos o nosso trabalho, ou tocamos uma vida espiritual relaxada, mais nos expomos ao fracasso. Dá-nos, Senhor, a graça da perseverança nessa construção. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém

Vivendo a palavra

Identificando alguma área de sua vida que mereça um reforço nos alicerces, pela prática da Palavra de Deus, faça um propósito de tomar alguma providência nesse sentido. Podendo, aconselhe alguém a fazer o mesmo.

Comunicando

Nesta quinta, estaremos juntos na Santa Missa das 11 horas, pelo Canal do Youtube e pela Rádio Amanhecer. Não deixe de mandar a sua intenção.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa.

 


     13 de junho de 2023.     

Memória de Santo Antônio de Pádua, 
Presbítero e Doutor da Igreja

     Evangelho.    


Mt 5,13-16

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13"Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

     Meditação.    


Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz dessa lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.

A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). "Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa". Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.

Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.


Guardando a mensagem

O Senhor, com a sua graça e com sua palavra, enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Comunicando

Nesta quinta, dia 15, eu e o Frei Gilson faremos show na noite católica da grande festa junina de Caruaru, em Pernambuco. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Faça como Jesus: evangelize os seus parentes


20 de setembro de 2022

Dia dos mártires da Coreia: Santos André Kim

 e Paulo Chong e Companheiros


EVANGELHO


Lc 8,19-21

Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.



MEDITAÇÃO


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).

Uma vez, me aconteceu que uma família queria batizar o seu filhinho caçula de meses. Coisa muito boa. Mas, os pais não queriam fazer as reuniões de preparação para o batismo, na paróquia. E por que não? “Não, porque minha mulher é irmã do bispo tal e, assim, já se dão por descontadas essas reuniões”. ‘Que bom que ela seja irmã do bispo tal, mas precisa frequentar as reuniões de preparação’. “Por que?” ‘Com certeza, ela já ouviu muitas pregações do irmão bispo, mas as reuniões em preparação do sacramento do batismo são necessárias para a família ter entendimento do valor deste sacramento e dos compromissos que estão assumindo com a educação cristã da criança’. Ih, o homem virou uma fera e foi-se embora prometendo queixar-se ao cunhado bispo. Tudo bem.

Estou contando isso, porque no evangelho de hoje tem uma cena parecida. Os parentes de Jesus chegaram à casa onde ele estava, não puderam entrar por conta da quantidade de gente e mandaram um aviso para ele dar a atenção que eles mereciam. Aí chegou o recado: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. Jesus aproveitou a ocasião para evangelizar os seus parentes e para ensinar aos que o estavam escutavam dentro da casa. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

O que esta palavra de Jesus significa? Bom, o recado para a sua família foi claro. Não basta serem seus parentes de sangue. Não se pertence ao Reino de Deus por ser parente de Jesus. É preciso ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática. Esses são seus verdadeiros parentes: os que se tornam seus discípulos, ouvintes e praticantes da Palavra. Essa palavra de Jesus é um convite à conversão dos seus parentes. Eles estão simbolicamente do lado de fora. Precisam entrar, precisam estar do lado de dentro, na comunidade dos discípulos. O lugar dos discípulos é dentro da casa, rodeando o Mestre para aprender o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora.


Essa expressão “tua mãe e teus irmãos” é uma forma semita de falar da família. Não tem nenhum sentido negativo contra sua mãe Maria. “Tua mãe e teus irmãos” é uma forma de se referir à família dele, uma vez que não tinha mais o pai. Também não tinha irmãos. “Irmãos” aqui são seus primos ou parentes próximos.

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entendê-lo, de aceitá-lo e segui-lo. Tinham que passar também pela conversão, como nós. Por sorte, vemos depois a irmã de sua mãe também aos pés da cruz e outros parentes com a comunidade no dia de Pentecostes, quando da vinda do Espírito Santo. Um parente seu, inclusive, foi, depois, líder da comunidade de Jerusalém, Tiago. Muitos dos seus parentes, então, tornaram-se seus discípulos.

A irmã do bispo e sua família também precisam entrar na dinâmica da comunidade e frequentar as reuniões de preparação para o batismo. Não é porque se tem um irmão bispo que se vai para o céu, sem mais.


Guardando a mensagem

Os parentes de Jesus tiveram dificuldade de entender a sua identidade de filho de Deus e a sua missão de Messias. Num certo momento, acharam até que ele tinha perdido o juízo. Nessa passagem, eles aparecem do lado de fora, chamando Jesus. Jesus os chama para a condição de discípulos, os convida a ingressar no círculo dos seus seguidores, a entrar na casa. Seus verdadeiros parentes são os que, como ele e como Maria, fazem a vontade de Deus. Uma boa lição para nós todos. Não basta pertencermos a uma congregação religiosa ou mesmo ao clero, a uma comunidade católica ou associação piedosa por mais benemérita que seja. Todos somos chamados a ser discípulos e discípulas de Jesus. Como ele, como sua santa mãe, precisamos ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática.


Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver (Lc 8, 19).


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua entrada no mundo já foi um gesto de obediência, como está escrito no Salmo 39: “Eis que venho, Senhor, com prazer, fazer a tua santa vontade”. Tua santa mãe acolheu a vontade de Deus com muito amor e entrega total. Disse ela, em resposta à comunicação do anjo: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E tu nos ensinaste também a acolher a vontade do Pai em nossa vida: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Queremos, Senhor, entrar na tua casa, pertencer ao círculo dos teus discípulos, ser teus parentes: queremos ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça como Jesus: evangelize seus parentes. Hoje, reze por eles. Compartilhe com eles esta Meditação. Aos poucos, o Santo Espírito vai lhe mostrando como ajudá-los a se tornarem fiéis discípulos de Jesus.

Comunicando

O Curso Bíblico sobre o Livro de Josué começou ontem e vai até sábado. Vou deixar aqui o link para você acompanhar a 2a. aula. Começa às 15 horas. Todo mundo pode acompanhar o curso no Youtube, mas você pode ainda se inscrever para receber o e-book e o certificado, pagando uma pequena taxa. Siga o link de inscrição que estamos lhe enviando pela última vez ou peça para se inscrever pelo whatsapp 81 9 9964-4899.

Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

DEUS ENCHE DE LUZ A SUA VIDA



07 de junho de 2022

Terça-feira da 10ª Semana do Tempo Comum

EVANGELHO


Mt 5,13-16

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13"Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

MEDITAÇÃO


Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz dessa lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.

A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). "Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa". Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.

Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.


Guardando a mensagem

O Senhor, com a sua graça e com sua palavra, enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Comunicando

Agradeço, de coração, a todos os irmãos e irmãs que encontrei neste final de semana, em Fortaleza. Muitos me disseram como foi importante a Meditação para eles nos tempos mais duros da pandemia. Outros testemunharam como a palavra de Deus passou a ser um ponto de referência diário na sua vida. No próximo final de semana, me encontro com ouvintes e associados em Juazeiro do Norte, no Ceará. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

UMA LUZ PARA ILUMINAR A CASA



08 de junho de 2021

EVANGELHO


Mt 5,13-16

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13"Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

MEDITAÇÃO

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz dessa lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.

A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). "Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa". Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.

Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.

Guardando a mensagem

O Senhor com a sua graça e com sua palavra enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

JESUS NA MINHA CASA


Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão (Lc 4, 38)

02 de setembro de 2020

Jesus saiu da sinagoga, com alguns discípulos, naquele sábado e foi para a casa de Simão e André, como informou o evangelista Marcos. Lá, falaram-lhe da sogra de Simão que estava de cama, com febre. Jesus recriminou a febre e ela ficou boa e começou a servi-los. De tardezinha, a frente da casa ficou cheia de gente e Jesus curou várias pessoas. De madrugada, Jesus saiu de casa e foi rezar num lugar deserto. Lá tomou a decisão de ir a outras aldeias e cidades. E assim, começou o seu trabalho por toda a região.

Prestemos atenção, nesse texto, em como aparece a casa de Simão. A cidade é Cafarnaum. Da sinagoga, Jesus vai para a casa. Na casa, cura a sogra da febre. No terreiro da casa, faz o bem a muita gente doente e sofrida. E da casa sai para a missão em toda a região. Casa nos lembra família. Casa também nos remete à Igreja. Tentemos, então, olhar esse texto a partir da ‘casa’.

A casa de Simão é uma casa acolhedora de Jesus. Como você lembra, a família era formada por todos os aparentados e quase sempre moravam juntos. No caso, encontramos a sogra de Simão morando ali também. E Jesus, quando voltou da Judeia, depois da prisão de João Batista, ficou morando em Cafarnaum. E sempre que volta pra casa, volta pra esta casa de Simão. A casa de Simão é também a casa de Jesus. A casa da família de Simão é a casa que acolhe Jesus!


A casa de Simão é uma casa acolhedora do doente. As pessoas ali estão preocupadas com a mulher que está de cama, por isso intercedem a Jesus em favor dela. Ele preocupou-se com ela e a libertou da febre.

A casa de Simão é uma casa missionária, aberta à comunidade. À tardinha, o povo de Cafarnaum reuniu-se à porta da casa. E Jesus, ali mesmo no terreiro da casa, atende às pessoas, cura algumas, restaura outras.

A casa de Simão é uma casa missinária, aberta para o mundo.  De casa, Jesus saiu, ainda escuro, para rezar num lugar deserto. Ali, em oração, tomou uma decisão: partir para outros lugares. A casa se transforma numa plataforma para o ministério de Jesus por todo o país.

Guardando a mensagem

A sua família, como a casa de Simão, é chamada a ser uma casa que acolhe Jesus.A sua pessoa, o seu evangelho têm um lugar especial em nossa vida de família, marcam o nosso modo de ser e de viver. A presença de Jesus fica clara quando a gente fala dele, quando a gente reza. E até para sinalizar sua presença na casa, a gente pendura um crucifixo num lugar de destaque na sala ou põe um quadro do Coração de Jesus ou põe a Bíblia Sagrada num lugar especial. São sinais. Eles avisam que aquela casa, como a de Simão, é casa de Jesus.

A sua família, como a casa de Simão, é uma casa acolhedora do doente. A família é o primeiro espaço de vivência de nossa fé. Ali aprendemos a amar as pessoas, a cuidar com carinho e respeito das crianças, dos doentes e dos idosos. Temos sempre diante de nós a atenção que Jesus teve com a sogra de Simão.

A sua família, como a casa de Simão, é uma casa missionária, aberta à comunidade. Contrariando as tendências de hoje de isolamento e anonimato, a casa dos cristãos se comunica com a vizinhança e se abre à comunidade cristã do seu lugar. Jesus continua fazendo o bem, a partir da porta de sua casa.

A sua família, como a casa de Simão, é uma casa missionária, enviando para o mundo. Os cristãos são sal da terra e luz do mundo. A família é o primeiro espaço de formação para isso. Forma cidadãos conscientes para agir, com o fermento do evangelho, no mundo do trabalho, da cultura, da economia, da política, do lazer. A família é a plataforma de onde partem profissionais, cidadãos, pais de família segundo o espírito do evangelho. A família é onde nascem as vocações apostólicas. É a primeira escola de formação de missionários leigos, consagrados e ordenados para levar o evangelho a toda criatura.

Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão (Lc 4, 38)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nós te acolhemos em nossa casa. Queremos fazer como os discípulos de Emaús que te disseram: “Fica conosco, Senhor, é tarde, a noite já vem”.     Nós te acolhemos, em nossa casa, na pessoa do doente, do idoso, da criança. E queremos te apresentar as suas necessidades, para que os visite e os abençoe. Nós queremos que nossa casa seja missionária, aberta à comunidade e educadora de cidadãos e cristãos comprometidos em melhorar o mundo, para o bem de todos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

E o desafio desse mês, você topou? Ler o evangelho de São Marcos. Já começou?
Uma sugestão: Neste mês de setembro, ponha a Bíblia Sagrada em um lugar de destaque em sua casa ou no seu local de trabalho (se isso for possível).

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB




UM BOM ALICERCE

Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)
25 de junho de 2020.

Jesus dramatizou bem: três contra um. A chuva, as enchentes e os ventos, os três contra a casa. É que uma desgraça nunca vem só, não é verdade? Vem sempre acompanhada. Olha o trio: chuva, enchente e ventania. Outra escalação: desemprego, doença e desunião. Todos contra a casa.

Na história de Jesus e na história de nossa vida, sabemos: a crise sempre vem. É o inverno tropical: ventos, chuva e enchente. E a crise vem e derruba a casa, se a casa for mal construída. Se a casa for edificada sobre a areia, a ruína é certa. Desmorona, não tem jeito. E por que cai? Cai, porque suas bases são frágeis, porque não tem alicerces firmes.

O que seria a casa? A casa que a gente constrói é a nossa própria vida. Pode ser a vida profissional, pode ser o casamento ou qualquer outra construção humana. Quem constrói nas carreiras e pela lei do menor esforço edifica sobre terreno duvidoso. Esse pode ter o prejuízo de ter sua casa levada pelos ventos e pela enchente da primeira crise que vier. Construir na areia é optar pelo que é mais rápido e menos trabalhoso. Alicerce é coisa que gasta tempo, envolve esforço pessoal, paciência, dedicação. Lembra o evangelho de antes de ontem? Entrar pela porta estreita. A porta larga conduz à perdição.

Sem alicerce sólido, a sua casa não aguenta o inverno tropical. Sem estudo sério e comprometido, seu exercício profissional fracassa no primeiro teste. Sem séria formação do caráter, educação para a liberdade, capacidade de renúncia, o adolescente sucumbe na segunda oferta que um colega lhe fizer de um cigarro de maconha. Sem um namoro em que as pessoas cresceram, se acertaram e se organizaram com um mínimo de estrutura, o casamento pode desabar no terceiro desencontro do casal. Casas construídas sobre a areia não resistem às intempéries do inverno.

Jesus acrescentou um detalhe muito importante. Constrói casa sobre a areia quem ouve as suas palavras e não as pratica. Por outro lado, quem ouve as suas palavras e as põe em prática constrói sua casa sobre a rocha. É por isso, que os ventos, a chuva e as enchentes não a derrubam.
Quem está com os alicerces de sua casa comprometidos, uma boa notícia: a engenharia divina pode restaurar as bases de sua casa. Deus pode ajudar a reconstruir a sua vida!

Guardando a mensagem

Chuva, enchentes e fortes ventanias são uma representação das crises que se abatem sobre nós, na família, no trabalho, no casamento, na sociedade. Crises, problemas, fracassos, turbulências de todo tipo é o que não faltam em nossa vida. E vem pra todos. A diferença está nos alicerces. Se eles forem bons, a casa estará de pé quando a tempestade passar. E Jesus foi claro em dizer que alicerces são esses: ouvir sua palavra e pô-la em prática.

Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Estamos tentando construir nossa casa sobre a rocha firme de tua palavra. Estamos tentando reforçar os alicerces da construção de nossa casa. Sabemos que isso nos custa esforço, renúncia, sacrifício. Não se constrói de um dia pra outro. Não se improvisa uma casa boa e segura. É necessário planejamento e muito trabalho. Senhor, dá-nos a graça de não improvisarmos nossa profissão, nossa família ou mesmo nossa vida cristã. Quanto mais aprofundamos os alicerces na rocha firme, mas nos preparamos para enfrentar os vendavais da vida. Quanto mais brincamos de família, ou levamos no mais-ou-menos o nosso trabalho, ou tocamos uma vida espiritual relaxada, mais nos expomos ao fracasso. Dá-nos, Senhor, a graça da perseverança nessa construção. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém

Vivendo a palavra

Identificando alguma área de sua vida que mereça um reforço nos alicerces, pela prática da Palavra de Deus, faça um propósito de tomar alguma providência nesse sentido. Podendo, aconselhe alguém a fazer o mesmo.

Agradeço de coração a quem acompanhou a live de ontem no youtube, uma live musical solidária celebrando os 25 anos da Rede Vida e os 150 anos da associação dos ex-alunos de Dom Bosco. Se não viu, vale a pena ver. Já estou lhe enviando o link da live de ontem, para você conferir. Aproveite e se inscreva no canal. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

LÂMPADA PARA ILUMINAR

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).
09 de junho de 2020.

No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz dessa lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.

A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). "Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa". Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.

Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.

Guardando a mensagem

O Senhor com a sua graça e com sua palavra enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

EM CASA, DE PORTAS FECHADAS


Estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco” (Jo 20, 19)

19 de abril de 2020 – 2º. Domingo da Páscoa, Festa da Divina Misericórdia


O evangelho deste segundo domingo de Páscoa nos conta a história de Tomé que só creu porque tocou nas chagas de Jesus. Assim, assegurou-se que o ressuscitado era mesmo o crucificado. Esta cena nos fala da fé que precisamos ter no Senhor ressuscitado, mesmo sem nunca tê-lo visto. Jesus esteve presente em duas reuniões dos discípulos, em dois domingos seguidos, mostrando-se vivo e enviando-os em missão.  

Lendo este evangelho, dentro deste nosso contexto de isolamento social, saltam aos olhos alguns detalhes que até agora certamente nos passaram despercebidos. As portas estavam fechadas. E os discípulos estavam trancados em casa. Olha que interessante! Nas duas aparições, Jesus encontra os discípulos reunidos dentro de casa, com as portas trancadas. E por que? Porque estavam com muito medo, medo da perseguição que tinham movido contra Jesus e que, com certeza, os poderia atingir. Com o seu Mestre preso, condenado e executado, eles ficaram malvistos e poderiam sofrer mais do que suspeitas, grosserias e agressões. Assim, para não se exporem, estavam a portas fechadas. E o que eles estavam fazendo? O texto diz que eles estavam reunidos. Com certeza, conversavam e rezavam. Mas, com medo.

A situação dos discípulos naquele segundo domingo da páscoa bem parece com a nossa, não é verdade? Inclusive, tem sempre um Tomé pelo meio do mundo, que por alguma razão não está presente na reunião. Nossas famílias estão em casa e estão temerosas, com o avanço do vírus.

Muito interessante que os discípulos estivessem reunidos em casa. Nos primeiros tempos da Igreja, não havia templos. Nem estavam autorizados a construí-los. No livro dos Atos dos Apóstolos, está a informação de que os discípulos e convertidos, em Jerusalém, frequentavam o Templo e partiam o pão pelas casas e unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração (At 2). ‘Partiam o pão pelas casas’. Partir o pão é um gesto que lembra a última ceia, é um modo de se referir à celebração da Eucaristia nos primeiros tempos. E partiam o pão, em refeição, com alegria e simplicidade. Jesus também tinha valorizado muito a casa das pessoas, visitando os doentes, fazendo refeição ou reunindo as pessoas em casa. Nos primeiros séculos, a casa era o lugar de reunião dos cristãos.

Mesmo com as portas fechadas, Jesus ressuscitado entrou e se apresentou ao grupo reunido. Fez-lhe a saudação de paz. “A paz esteja com vocês!”. A paz é nova situação inaugurada na cruz: perdão para os pecadores, reconciliação com Deus. A paz é remédio para o medo e para a divisão.

Este encontro de Jesus com os discípulos nos deixa três lições maravilhosas. A primeira: Ele está presente. Por sua ressurreição, agora ele está conosco sempre. Ele lhes mostrou as mãos e o lado rasgado pela lança. Eles ficaram muito felizes por vê-lo. Na missa, sempre fazemos a saudação da paz, como ele fez, e o povo de Deus responde: “Ele está no meio de nós”. A segunda lição: Ele nos envia em missão. A morte e ressurreição de Jesus nos reconciliaram com Deus. Jesus soprou comunicando o Espírito Santo e os mandou reconciliar o povo com Deus, perdoar os seus pecados. A terceira lição é esta: Crendo, temos a vida em seu nome. Jesus reclamou com Tomé: “não seja incrédulo, mas fiel”. A fé é a nossa resposta. Trata-se de acolher a verdade que ele está vivo, presente na comunidade, reconciliando os pecadores por meio do ministério dos seus discípulos.

Vamos guardar a mensagem.

Neste domingo da Divina Misericórdia, no clima da páscoa, estamos em nossas casas, de portas fechadas, com medo da ameaça do coronavírus. Tem sempre um Tomé circulando por aí, às vezes por necessidade, às vezes por falta de consciência. A casa sempre foi a igreja dos cristãos, desde o tempo que não tínhamos templos. E mesmo com as igrejas, os cristãos nascem, crescem e vivem em suas igrejas domésticas. Foi assim que Jesus, no domingo da ressurreição e no domingo seguinte, se apresentou aos discípulos que estavam reunidos, numa casa, a portas trancadas. Três lições podemos guardar dessa visita de Jesus ressuscitado. Primeira: Ele está no meio de nós. Sua paz nos faz vencer o medo. Sua presença viva, permanente, entre nós é fruto da ressurreição. Segunda: Ele nos envia em missão, nos comunicando o dom do seu Espírito e dando autoridade à sua Igreja para administrar o perdão aos pecadores. A reconciliação e o Santo Espírito são dons preciosos que nos chegam pela ressurreição. E a terceira lição: Crendo, temos a vida em seu nome. A fé nos faz reconhecer que ele está presente entre nós e nos faz povo portador da reconciliação para todos.

Estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco” (Jo 20, 19)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nós te agradecemos porque estás conosco. Pela tua ressurreição, és de fato o Emanuel, o Deus conosco. O teu Santo Espírito, Senhor, atualiza a tua presença em nossa convivência, na meditação de tua Palavra, na solidariedade com os mais sofridos, em nossas celebrações. Na tua ressurreição, tu nos fazes um povo missionário portador da Palavra e do Perdão de Deus a todos os filhos pródigos. Na tua paz, vencemos o medo. Somos, agora, agentes da vida nova que começou na manhã da ressurreição. Abençoa, Senhor, nossas casas, nossas famílias, a tua Igreja. Livra-nos do vírus da incredulidade e desse coronavírus, também. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na sua Bíblia, leia João 20, 19-31, o evangelho de hoje. Participando da Missa pelos meios de comunicação, ouça com muita atenção e respeito as leituras da Palavra de Deus e a homilia. É Jesus mesmo nos instruindo e nos confortando.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

UMA CASA ACOLHEDORA E MISSIONÁRIA

A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus (Mc 1, 30)
15 de janeiro de 2020
A cidade é Cafarnaum. Da sinagoga, Jesus vai para a casa. Na casa, cura a sogra de Simão que estava de cama. No terreiro da casa, faz o bem a muita gente doente e sofrida. E da casa sai para a missão em toda a região. ‘Casa’ nos lembra família. ‘Casa’ também nos remete à Igreja. Olhemos esse texto a partir da ‘casa’.
A casa de Simão é uma casa acolhedora de Jesus. A casa era de Simão e André, que eram irmãos. Como você lembra, a família era formada por todos os aparentados e quase sempre moravam juntos. No caso, encontramos a sogra de Simão morando ali também. E Jesus, quando voltou da Judeia, depois da prisão de João, ficou morando em Cafarnaum. E sempre que volta pra casa, volta pra esta casa de Simão. A casa de Simão é também a casa de Jesus. A casa da família de Simão é a casa que acolhe Jesus!
A casa de Simão é uma casa acolhedora do doente. As pessoas ali estão preocupadas com a mulher que está de cama, por isso comunicam isso a Jesus. Ele interessou-se por ela, foi vê-la e a ajudou a levantar-se, livrando-a da febre.
A casa de Simão é uma casa missionária, aberta à comunidade.  À tardinha, o povo de Cafarnaum reuniu-se à porta da casa. E Jesus, ali mesmo no terreiro da casa, atende às pessoas, cura algumas, liberta outras.
A casa de Simão é uma casa missionária, aberta para o mundo.  De casa, Jesus saiu, ainda escuro, para rezar num lugar deserto. Ali, em oração, tomou uma decisão: partir para outros lugares. A casa se transforma numa plataforma para o ministério de Jesus por todo o país.
Guardando a mensagem
A sua família, como a casa de Simão, é uma casa que acolhe Jesus. A sua pessoa, o seu evangelho têm um lugar especial em nossa vida de família, marcam o nosso modo de ser e de viver. A presença de Jesus fica clara quando a gente fala dele, quando a gente reza.
A sua família, como a casa de Simão, é uma casa acolhedora do doente. A família é o primeiro espaço de vivência de nossa fé. Ali aprendemos a amar as pessoas, a cuidar com carinho e respeito das crianças, dos doentes e dos idosos. Temos sempre diante de nós a atenção que Jesus teve com a sogra de Simão.
A sua família, como a casa de Simão, é uma casa missionária, aberta à comunidade.  Contrariando as tendências de isolamento e anonimato, a casa dos cristãos se comunica com a vizinhança e se abre à comunidade cristã do seu lugar. Jesus continua fazendo o bem, a partir da porta de sua casa.
A sua família, como a casa de Simão, é uma casa missionária, enviando para o mundo. A família forma cidadãos conscientes para agir, com o fermento do evangelho, no mundo do trabalho, da cultura, da economia, da política, do lazer.  A família é a plataforma de onde partem profissionais, cidadãos, pais de família, segundo o espírito do evangelho. A família é onde nascem as vocações apostólicas. É a primeira escola de formação de missionários leigos, consagrados e ordenados para levar o evangelho a toda criatura.
A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus (Mc 1, 30)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Nós te acolhemos em nossa casa. Queremos fazer como os discípulos de Emaús que te disseram: “Fica conosco, é tarde, a noite já vem”. Nós te acolhemos, em nossa casa, particularmente na pessoa do doente, do idoso, da criança. E queremos te apresentar as suas necessidades, para que os visites e os abençoes. Nós queremos que nossa casa seja missionária, aberta à comunidade e educadora de cidadãos e cristãos comprometidos  em melhorar o mundo, para o bem de todos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Na casa dos cristãos, há muitos sinais que indicam que se trata de uma casa que acolhe Jesus. Por exemplo: Um crucifixo em lugar de destaque, um quadro do Coração de Jesus ou a Bíblia Sagrada em lugar especial. São apenas sinais. Mas, eles dizem: ‘essa casa, como a de Simão, é a casa de Jesus’.Na sua casa, há algum sinal de acolhida de Jesus e de sua comunidade?
15 de janeiro de 2020

Pe. João Carlos Ribeiro




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