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22 junho 2020

A HISTÓRIA DO ARGUEIRO

Tira primeiro a trave do teu próprio olho (Mt 7, 5)

22 de junho de 2020

A sensação de se ter um cisco no olho é uma coisa muito chata. É o tal do argueiro. E a pessoa mesma pode tirar o cisco do seu próprio olho, banhando os olhos com água na torneira, no chuveiro ou derramando água no olho com um copo, por exemplo. Mas, nada de ficar esfregando o olho. E todo cuidado com as mãos sujas: elas podem aumentar o problema, irritando os olhos ou transmitindo doenças. Normalmente, a pessoa precisa da ajuda de alguém para remover o cisco do seu olho. Mas, quem vai ajudar tem que estar com as mãos bem lavadas com sabão, e precisa identificar onde está o cisco, o argueiro. Tem que olhar bem, abaixando a pálpebra do olho e pedindo à pessoa para mover o olho para um lado e para o outro. Identificando o cisco – um cílio, um lixinho ou o que seja – precisa ajudar a pessoa a lavar os olhos com água. Não tendo jeito, tem que levar logo num posto de saúde .

Dessa experiência tão simples, a do argueiro, Jesus tira uma lição muito séria: “Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho?” Achar defeito na vida dos outros, bem que é fácil. Difícil é identificar os próprios erros e querer consertá-los. É claro que os outros precisam de nós, de nossa amizade, de nossa proximidade, de nossa correção também. Por isso, precisamos estar em condições de ajudar. Mas, ajuda a tirar o cisco do olho do outro ou da outra quem está enxergando bem, não é verdade? Você estando com a sua vista prejudicada, como se tivesse uma trave de madeira nela, não vá se meter a tirar o argueiro do olho do seu irmão!


Alguém que chega atrasado todo dia no trabalho não vai poder corrigir um colega que um dia se atrasou. Primeiro, cuide de andar no horário. Um pai que chama palavrão na vista dos filhos não tem moral para reclamar de um filho que soltou um palavrão. Primeiro, tirar a trave do seu olho para ajudar a tirar o cisco do olho do filho. E aquele outro que não pisa na Igreja, mas fica cobrando que os filhos não 

percam a Missa no domingo. Isso tudo fica bem claro com o que se recomenda no avião. Se houver uma despressurização, cairão as máscaras de oxigênio. Primeiro, você deve colocar a própria máscara. Só depois, ajudar quem estiver ao seu lado. É preciso estar em condições para ajudar os outros. 

Guardando a mensagem

Facilmente, percebemos os erros alheios. E os repreendemos. Ajudar os outros a se consertar é uma coisa importante e necessária. Somos responsáveis uns pelos outros. Mas, para tirar o cisco do olho de alguém, preciso estar vendo bem. Acontece que, muitas vezes estamos com uma falha pior do que a que queremos consertar na vida de outrem. A hipocrisia é justamente estranhar o malfeito do outro, quando a nossa vida não é nada exemplar. Realmente, precisamos ajudar quem está ao nosso lado. Mas, primeiro consertemos a nossa vida.

Tira primeiro a trave do teu próprio olho (Mt 7, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Com certeza, em nossa vida há muito a corrigir, por isso nos convidas à conversão todos os dias. Não podemos ensinar sem viver. Não podemos cobrar dos outros o que nós mesmos não fazemos. Ajuda-nos, Senhor, a reconhecer a trave, que talvez tenhamos em nossos olhos, que nos impede de estar em condições de ajudar os outros. Como estás ensinando, um cego não pode guiar outro cego. Dá-nos, especialmente, pela presença do teu Santo Espírito, que não nos arvoremos em juízes de ninguém, que não julguemos para não sermos julgados com a mesma medida. Dá-nos, Senhor, um coração generoso e bom como o teu, para respeitar, amar e perdoar os nossos irmãos em suas faltas e em suas fraquezas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você se lembra do que é o Exame de Consciência? É examinar a própria vida, pra ver onde está acertando e onde está desviando-se do caminho de Deus. Hoje, arrume um tempinho pra fazer o seu Exame de Consciência.

Quarta-feira próxima, dia 24, vou realizar uma LIVE MUSICAL SOLIDÁRIA e gostaria de contar com sua audiência. Eu já lhe mandei ontem o link de meu canal no youtube, pra você assistir à live. Hoje, eu estou lhe pedido para compartilhar esse link com alguns dos seus contatos. Pode ser?

Pe. João Carlos Ribeiro , sdb

14 agosto 2019

SOMOS RESPONSÁVEIS UNS PELOS OUTROS


Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo. Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão (Mt 18, 15)
14 de agosto de 2019 – Dia de São Maximiliano Maria Kolbe.
A comunidade cristã é o lugar da experiência do amor mútuo. Ela é constituída por pessoas amadas pelo Pai, renascidas em Cristo, santificadas pelo Espírito Santo. A comunidade é o lugar do amor, da unidade. É já um reflexo do amor e da comunhão da Santíssima Trindade. Comunidade cristã é a família, a comunidade eclesial da qual você participa, a comunidade paroquial, a Igreja.
Na comunidade, na família, buscamos viver o ideal do amor em Deus, amor que nos gerou como filhos pela evangelização e pelo batismo. Deus nos ama, nós o amamos e procuramos viver em fraternidade, em comunhão. Vivendo em unidade, Jesus está presente conosco. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”, nos disse o Senhor.  
Acontece que esse ideal de amor em família, em comunidade, na paróquia, na Igreja muitas vezes é ferido por atitudes egoístas, deslealdades, ofensas.  São pecados contra a fraternidade, a comunhão, contrários ao amor que devemos uns aos outros. E todo mundo tem experiência disso… Gente que, por espírito de orgulho e soberba, humilha o irmão ou a irmã, desconsidera, trapaceia, difama o seu próximo. Gente movida pela inveja, por interesses escusos, por sede de poder.... tem de tudo. Estamos mergulhados na grande experiência do amor de Deus na comunidade, mas somos ainda fracos e pecadores.
Diante disso, vem o ensinamento de Jesus no sermão da comunidade, no capítulo 18 de São Mateus. Jesus oferece um passo a passo sobre como reagir no caso de um irmão, na comunidade, pecar contra você. Somos responsáveis uns pelos outros. Devemos corrigir o nosso irmão. Não podemos deixá-lo no erro e fazer de conta que não temos nada a ver com isso. É o que chamamos de correção fraterna.
E como hoje se completam 45 da morte do Servo de Deus Dom Antonio de Almeida Lustosa, bispo sábio e santo no dizer do Papa João Paulo II, arcebispo salesiano de Fortaleza, relembro uma frase sua em um de seus discursos: “O Divino Mestre diz que o pastor mais se rejubila com a volta de uma ovelha tresmalhada do que com a perseverança das outras noventa e nove”. Esse lembrete bíblico vem mesmo a calhar com o tema da meditação de hoje. Trabalhemos para resgatar as ovelhas tresmalhadas de nossa família e de nossa comunidade.
Guardando a mensagem
A correção fraterna é a resposta amorosa e responsável de quem se sente ofendido pelo outro ou na obrigação de ajudar o outro a se conduzir melhor. A maioria das pessoas quando se sente ofendida, na comunidade, parte para a murmuração contra aquele irmão ou irmã e procura isolar aquela pessoa dos seus amigos, dos seus grupos de influência. Errado. O caminho para o restabelecimento da fraternidade é o da correção fraterna. Começa quando você, tendo sofrido uma ofensa, procura o seu agressor para resolver a situação. “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo”, ensinou Jesus. Não dando certo, voltar a conversar na presença de duas ou três testemunhas. Se essas pessoas forem amigos em comum, tanto melhor. Assim, a pessoa se sentirá num ambiente seguro, não de ameaça. Se ainda não se resolver, levar o assunto à própria comunidade ou às suas lideranças. A Igreja deve chamar a atenção daquela pessoa, recordando-lhe o caminho dos discípulos de Jesus, os apelos do Reino de Deus. Não tendo jeito mesmo, então, reconhecer que essa pessoa se excluiu da comunidade, que está fora do caminho do evangelho. Pode, então, tratá-lo como um estranho, não mais como um irmão de comunidade.
Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo. Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão (Mt 18, 15)
Rezando a mensagem
Senhor Jesus,
Não é fácil corrigir o outro. Mas, isso é necessário para o seu crescimento no evangelho. É um sinal de responsabilidade de nossa parte para com ele e para com a comunidade. Como ensinaste, a correção fraterna deve ser feita com caridade e com respeito e percorrendo os passos que nos indicaste. Senhor, também não é fácil receber a correção fraterna. É preciso humildade para reconhecer os nossos próprios erros e espírito de conversão para acolher a graça de Deus e o apoio fraterno na superação de nossas infidelidades. Ajuda-nos, Senhor, pelo exemplo e pela intercessão do santo de hoje São Maximiliano Maria Kolbe, que prisioneiro num campo de concentração nazista, ali se ofereceu para morrer no lugar de um pai de família. Sustenta-nos, Senhor, no caminho do verdadeiro amor pelos nossos parentes e pelos irmãos e irmãs de comunidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
No clima da Semana Nacional da Família, pense em que você poderia colaborar para o crescimento cristão de sua família. A indiferença é o contrário do ensinamento de Jesus. Somos responsáveis uns pelos outros.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14 de agosto de 2019.

15 agosto 2018

O PASSO A PASSO DA CORREÇÃO FRATERNA

Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular (Mt 18, 15)
15 de agosto de 2018.
A comunidade cristã é o lugar da experiência do amor mútuo. Ela é constituída por pessoas amadas pelo Pai, renascidas em Cristo, santificadas pelo Espírito Santo. A comunidade é o lugar do amor, da unidade. É já um reflexo do amor e da comunhão da Santíssima Trindade. Comunidade cristã é a família, a comunidade eclesial da qual você participa, a comunidade paroquial, a Igreja.
Na comunidade, buscamos viver o ideal do amor em Deus, amor que nos gerou como filhos pela evangelização e pelo batismo. Deus nos ama, nós o amamos e procuramos viver em fraternidade, em comunhão. Vivendo em unidade, Jesus está presente conosco. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”, nos disse o Senhor.  
Acontece que esse ideal de amor em família, em comunidade, na paróquia, na Igreja muitas vezes é ferido por atitudes egoístas, deslealdades, ofensas.  São pecados contra a fraternidade, a comunhão, contrários ao amor que devemos uns aos outros. E todo mundo tem experiência disso… Gente que, por espírito de orgulho e soberba, humilha o irmão ou a irmã, desconsidera, trapaceia, difama o seu próximo. Gente movida pela inveja, por interesses escusos, por sede de poder.... tem de tudo. Estamos mergulhados na grande experiência do amor de Deus na comunidade, mas somos ainda fracos e pecadores.
Diante disso, vem o ensinamento de Jesus no sermão da comunidade, no capítulo 18 de São Mateus. Jesus oferece um passo a passo sobre como reagir no caso de um irmão, na comunidade, pecar contra você. Somos responsáveis uns pelos outros. Devemos corrigir o nosso irmão. Não podemos deixá-lo no erro e fazer de conta que não temos nada a ver com isso. É o que chamamos de correção fraterna.
Guardando a mensagem
A correção fraterna é a resposta amorosa e responsável de quem se sente ofendido pelo outro ou na obrigação de ajudar o outro a se conduzir melhor. A maioria das pessoas quando se sente ofendida, na comunidade, parte para a murmuração contra aquele irmão ou irmã e procura isolar aquela pessoa dos seus amigos, dos seus grupos de influência. Errado. O caminho para o restabelecimento da fraternidade é o da correção fraterna. Começa quando você, tendo sofrido uma ofensa, procura o seu agressor para resolver a situação. “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo”, ensinou Jesus. Não dando certo, voltar a conversar na presença de uma ou duas testemunhas. Se essas pessoas forem amigos em comum, tanto melhor. Assim, a pessoa se sentirá num ambiente seguro, não de ameaça. Se ainda não se resolver, levar o assunto à própria comunidade ou às suas lideranças. A Igreja deve chamar a atenção daquela pessoa, recordando-lhe o caminho dos discípulos de Jesus, os apelos do Reino de Deus. Não tendo jeito mesmo, então, reconhecer que essa pessoa se excluiu da comunidade, que está fora do caminho do evangelho. Pode, então, tratá-lo como um estranho, não mais como um irmão de comunidade.
Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular (Mt 18, 15)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,
Não é fácil corrigir o outro. Mas, isso é necessário para o seu crescimento no evangelho. É um sinal de responsabilidade de nossa parte para com ele e para com a comunidade. Como ensinaste, a correção fraterna deve ser feita com caridade e com respeito e percorrendo os passos nos indicaste. Senhor, também não é fácil receber a correção fraterna. É preciso humildade para reconhecer os nossos próprios erros e espírito de conversão para acolher a graça de Deus e o apoio fraterno na superação de nossas infidelidades. Ajuda-nos, Senhor, em nosso caminho de conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra

Havendo alguma coisa que esteja lhe incomodando, vinda da parte de alguém muito próximo, siga, hoje, a orientação de Jesus. Comece conversando com essa pessoa, em particular. Esse é o caminho para a solução dos nossos problemas de relacionamento e convivência. Pratique o que Jesus está lhe ensinando.

09 setembro 2017

CORRIGIR COM AMOR

Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular (Mt 18, 15)

O amor é o cumprimento perfeito da Lei. É que diz a carta aos romanos. ‘Não fiquem devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei de Deus”.

A comunidade cristã é o lugar da experiência do amor mútuo. Ela é constituída por pessoas amadas pelo Pai, renascidas em Cristo, santificadas pelo Espírito Santo. A comunidade é o lugar do amor, da unidade. É já um reflexo do amor e da comunhão da Santíssima Trindade. Comunidade cristã é a família, a comunidade eclesial da qual participo, a comunidade paroquial, a Igreja.

Na comunidade, buscamos viver o ideal do amor em Deus, amor que nos gerou como filhos pela evangelização e pelo batismo. Deus nos ama, nós o amamos e procuramos viver em fraternidade, em comunhão. Vivendo em unidade, Jesus está presente conosco. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”, nos disse o Senhor.  Assim, em unidade, como também nos ensinou, onde dois estiverem concordes sobre o que pedir, o Pai lhes concederá.  Dois é também a menor comunidade, o casal cristão. Os dois estando de acordo, Deus aprova.

Acontece que esse ideal de amor em família, em comunidade, na paróquia, na Igreja muitas vezes é ferido por atitudes egoístas, deslealdades, ofensas.  São pecados contra a fraternidade, a comunhão, contrários ao amor que devemos uns aos outros.  Gente que, por espírito de orgulho e soberba, humilha o irmão ou a irmã, desconsidera, trapaceia, difama o seu próximo. Gente movida pela inveja, por interesses escusos, por sede de poder.... tem de tudo. Estamos mergulhados na grande experiência do amor de Deus na comunidade, mas somos ainda fracos e pecadores.

Diante disso, vem o ensinamento de Jesus no sermão da comunidade, no capítulo 18 de São Mateus. Jesus oferece um passo a passo sobre como reagir no caso de um irmão, na comunidade, pecar contra você. O Profeta Ezequiel, no Antigo Testamento, tinha recebido de Deus a incumbência de comunicar a sua mensagem às pessoas erradas, reprovando sua má conduta. É uma grande chance que Deus dá pra gente se consertar. Somos responsáveis uns pelos outros. Devo corrigir o meu irmão. Não posso deixa-lo no erro e fazer de conta que não tenho nada a ver com isso. É o que chamamos de correção fraterna.

A correção fraterna é a resposta amorosa e responsável de quem se sente ofendido pelo outro ou na obrigação de ajudar o outro a se conduzir melhor. A maioria das pessoas quando se sente ofendida, na comunidade, parte para a murmuração contra aquele irmão ou irmã e procura isolar aquela pessoa dos seus amigos, dos seus grupos de influência. Errado. O caminho para o restabelecimento da fraternidade é o da correção fraterna. Começa quando eu, ofendido, procuro o meu agressor para resolver a situação. “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo”, ensinou Jesus. Não dando certo, voltar a conversar na presença de uma ou duas testemunhas. Se essas pessoas forem amigos em comum, tanto melhor. Assim, a pessoa se sentirá num ambiente seguro, não de ameaça. Se ainda não se resolver, levar o assunto à própria comunidade, ou às suas lideranças. A Igreja deve chamar a atenção daquela pessoa, recordando-lhe o caminho dos discípulos de Jesus, os apelos do Reino de Deus. Não tendo jeito mesmo, então, reconhecer que essa pessoa se excluiu da comunidade, que está fora do caminho do evangelho. Pode, então, trata-lo como um pagão, não mais como um irmão de comunidade.

Vamos guardar a mensagem de hoje

Não é fácil corrigir o outro. Mas, isso é necessário para o seu crescimento no caminho de Jesus. É um sinal de responsabilidade que tenho para com ele e para com a minha  comunidade. A correção fraterna deve ser feita com caridade e com respeito, e passando pelos passos que Jesus indicou (a conversa a sós, a conversa com testemunhas, a comunicação à comunidade). Também não é fácil receber a correção fraterna. É preciso humildade para reconhecer os próprios erros e espírito de conversão para acolher a graça de Deus e o apoio fraterno na superação das próprias dificuldades. O amor é a forma perfeita de viver a Lei de Deus.

15 agosto 2017

RESOLVENDO OS CONFLITOS

Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular (Mt 18, 15)
A Igreja é a grande comunidade dos discípulos que caminham juntos no seguimento de Jesus. Se você tiver essa compreensão sobre a Igreja (que ela é uma grande comunidade), vai entender direitinho o evangelho de hoje. Naquela grande conferência dos bispos da Igreja em Aparecida, em 2007, ficou acertado que toda a Igreja em nosso continente iria trabalhar para que esse aspecto de comunidade aparecesse bem claro pra todo mundo. A Igreja é uma grande comunidade, formada por muitas pequenas comunidades. Tem uma grande comunidade, que é a Paróquia. Tem as comunidades menores, nos bairros por exemplo. E tem a pequena comunidade que é a família. A família é a primeira comunidade cristã.
O ideal da comunidade cristã é a unidade, a comunhão.  A comunidade é um espaço de entendimento, de fraternidade, de apoio mútuo. Assim, as pessoas que a integram fazem experiência de Deus que é amor e comunhão. Quem não participa da comunidade pode apreciar nela uma forte mensagem de fraternidade. Na comunidade de Jerusalém, nos primeiros anos da Igreja, o povo de fora se admirava: “Vejam como eles se amam”. E, está dito, no Livro dos Atos dos Apóstolos, que na comunidade havia um só coração e uma só alma. Este é o ideal da comunidade cristã.
No evangelho de Mateus, há um sermão de Jesus todo voltado para a comunidade, a Igreja. Ele está no  capítulo 18. O texto de hoje é um pedacinho desse discurso. E fala sobre a correção fraterna: como resolver os desencontros, as desavenças entre membros da comunidade. Então, são princípios para a solução de conflitos internos. Note que Jesus está dizendo: “se teu irmão pecar contra ti”, referindo-se, portanto, aos problemas de relacionamento.
Todo mundo sabe: onde tem gente, tem problemas, desavenças, desentendimento. Jesus deu orientações sobre como enfrentar essas situações, sem romper com a fraternidade, sem faltar com a caridade e sem comprometer a vida de comunhão. Quem deve agir para tentar resolver o assunto? Resposta: Quem se sentir ofendido por alguma razão. E razão, claro, não falta: é alguém que levanta um falso, um que ofende com palavras ou atitudes que prejudicam... Bom, sentindo-se ofendido, procure a pessoa que ofendeu você e veja se consegue se entender com ela. Olha que atitude responsável e fraterna! Falar com a pessoa a sós. Não sair espalhando o próprio mal-estar ou angariando apoio contra um possível inimigo. Não tratar seu irmão como inimigo. Procurá-lo a sós para expor sua versão e sua queixa. Na maior parte dos casos, isso já resolve, evitando briga e confusão. Não resultou positivo? Bom, há outra tentativa a fazer, sempre mantendo o espírito de fraternidade e os vínculos da caridade. Voltar a conversar com o interessado ou a interessada, com mais uma ou duas pessoas. Elas servirão de testemunhas, apoiarão o entendimento. Não é para aumentar a confusão. É para a conversa tomar mais força de entendimento. Se a conversa for fraterna, e houver boa vontade da outra parte, com certeza, a coisa ali se acerta. Ah, não deu certo? Tranquilo. Ainda há o que fazer. O assunto precisa ser levado à comunidade. Informe os responsáveis, fale sobre o assunto para todo mundo tomar conhecimento. É possível que a pessoa dê ouvidos à comunidade, especialmente se for chamada pelos líderes para uma conversa. Já foram três tentativas. Todas elas, visando o entendimento, a correção, o restabelecimento da fraternidade. Ah, não teve jeito? Bom, então, agora você pode tratar essa pessoa com distância, como se fazia com os pagãos ou com os pecadores públicos.