BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

ESTÁ CHEGANDO O GRANDE DIA



14 de novembro de 2021

33º Domingo do Tempo Comum

Dia Mundial do Pobre


EVANGELHO


Mc 13,24-32

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 24“Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, 25as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas.
26Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra.
28Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. 29Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas.
30Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isto aconteça. 31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 32Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”.

MEDITAÇÃO


Fiquem sabendo que o Filho do Homem está próximo, está às portas (Mc 13, 29)

A pandemia adiou o casamento do meu sobrinho Lucas. Mas, agora que o tempo está clareando, ele e sua noiva Izabela remarcaram o casório para fevereiro do ano que vem. A celebração do matrimônio é um dia sonhado, esperado e preparado em todos os pormenores pelos dois e suas famílias. O dia do seu casamento é um dia muito especial que está chegando.

No capítulo 13 de São Marcos, estão reunidas muitas palavras de Jesus sobre um dia muito especial que vai chegar: o dia de sua volta-uma volta gloriosa, à moda de uma grande avaliação da humanidade. Com as imagens do livro do Apocalipse, podemos pensar num grande casamento. Jesus é o noivo. A noiva é a Igreja. Estas núpcias do cordeiro são aguardadas ao longo da história, com grande ansiedade pelo povo fiel. Para esse encontro, a noiva Igreja vem se preparando desde que o seu senhor voltou ao seio do Pai, na ascensão.

Sempre pensamos na volta de Jesus, como um evento que nos apavora. Há uma certa razão nisso, se nos fixarmos demais nas imagens utilizadas por Jesus neste capítulo 13 de São Marcos. Jesus fala de guerras, de perseguições, de tragédias naturais, de destruição da cidade santa de Jerusalém. E por que ele fala tudo isso? Para nos avisar que antes que ele volte, vamos passar por muita coisa; para nos animar a resistir, a perseverar na fé, no meio das provações e dificuldades. E para nos prevenir sobre a necessidade de nos preparar para esse momento máximo da história: a sua volta gloriosa ou, no dizer do Apocalipse de São João, as núpcias do cordeiro, o seu casamento místico com a comunidade dos redimidos.

Esse tempo de espera da volta gloriosa do Senhor é tempo de preparação. Pensemos na proximidade do casamento de Lucas e Izabela: eles têm muito o que organizar, convidar, contratar, preparar... Em nossas atitudes de hoje, mostra-se o grau de compromisso que temos com o casamento místico que se avizinha. Nas próximas semanas, vamos ouvir bastante essa palavra: vigilância! Vigilância é mantermo-nos despertos, operosos, propositivos, comprometidos com Jesus e seu Evangelho. Assim, estamos nos preparando para o grande momento de nossa vida: o encontro com o Senhor que vem para celebrar as bodas eternas.

Guardando a mensagem

Neste domingo, nos examinemos se estamos nos preparando bem para o encontro com o Senhor que vem. As núpcias do cordeiro estão chegando. É o grande casamento místico do Senhor com sua Igreja, pela qual entregou sua vida. Não é mais hora de vivermos distraídos, relaxados, despreocupados... a hora está chegando. No meio das dificuldades, resistamos. No corre-corre da vida, mantenhamos o foco. O dia mais feliz de nossas vidas está chegando. O Senhor vem!

Fiquem sabendo que o Filho do Homem está próximo, está às portas (Mc 13, 29)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
falaste para ficarmos atentos aos sinais dos tempos. Como os brotos e folhinhas verdes da figueira indicam que o verão está chegando, assim também poderemos reconhecer os sinais de tua iminente chegada em situações e acontecimentos da história. Ajuda-nos, Senhor, com teu Santo Espírito, a ler os teus sinais em nossa história. Sendo hoje o dia mundial do pobre, logo nos lembramos deste grande sinal a nos indicar tua presença e teu senhorio: a solidariedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na Missa deste domingo, após a consagração, preste bem atenção à oração que a assembleia faz em resposta às palavras do padre: “Eis o mistério da fé!”. Veja se encontra nessa oração uma ligação com o evangelho de hoje.

O Recife vai sediar o 18º Congresso Eucarístico Nacional, no ano que vem (2022), com o tema "Pão em todas as mesas". Hoje, numa tarde memorável em praça pública, a Arquidiocese abre o ano de preparação do Congresso. A Missa, presidida pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani Tempesta, começa às 16 horas e será transmitida pela TV Evangelizar. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

VOCÊ E O CEGO DE JERICÓ



15 de novembro de 2021


EVANGELHO


Lc 18,35-43

35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

MEDITAÇÃO


O cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus (Lc 18, 43)

No evangelho de Lucas, um pouco antes do texto de hoje, Jesus instruía os discípulos sobre a proximidade de sua paixão, em Jerusalém. Mas, diz o evangelista, eles não entenderam nada. É como se estivessem cegos. Chegando à entrada de Jericó, encontraram um cego mendigando, sentado à beira da estrada. Esse cego pode muito bem representar os discípulos que estão caminhando com Jesus, mas sem entender, sem enxergar. Em grande parte, é o nosso caso.

Podemos pensar, então, que esse texto é um roteiro sobre o caminho que cada discípulo ou discípula percorre para aproximar-se e seguir Jesus. É o caminho da catequese, da formação cristã. Por isso, está organizado em sete passos, sendo sete a conta da obra da criação, da obra perfeita.

Primeiro passo – Um cego está sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. É a condição de quem não caminha com Jesus. Está à margem, mendigando algum sentido para a vida. Foi onde começamos.

Segundo passo – Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. A primeira coisa que nos desperta é a movimentação da comunidade, da Igreja. Uma multidão barulhenta que passa, que sinaliza alguma coisa. Isso desperta curiosidade. Alguém à margem quer saber o que está acontecendo.

Terceiro passo – Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. A comunidade cristã anuncia claramente a presença de Jesus que passa por nossas vidas. Ele, Deus verdadeiro, veio nos encontrar. Estamos alegres porque Jesus caminha conosco. É a evangelização.

Quarto passo – Então, o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”. E as pessoas mandaram-no calar a boca. É a hora em que se começa buscar Jesus, sem o ter ainda encontrado. É um pedido de socorro, a busca de uma solução para um problema, por exemplo. Essa busca é intensa (por isso, o cego ‘grita’) e muita gente se incomoda. Não falta quem o mande ficar quieto.

Quinto passo – Mas ele grita mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim”. Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. É a experiência de perseverar na busca do Senhor. Jesus quer vê-lo. Aqui entra a ajuda de alguém que vai aproximá-lo do Senhor. Alguém será a ponte que vai levá-lo a Jesus.

Sexto passo – Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: ‘O que queres que eu faça por ti? O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. É o encontro pessoal com Cristo, um encontro transformador. Muita gente um dia já enxergou. Mas, agora está cego. Mas, nesse encontro da fé, vai voltar a ver. E você sabe, não estou falando da cegueira física.

Sétimo passo – No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Olha só o que, de verdade, é enxergar: é seguir Jesus. Ele queria ver de novo, mas termina a história como discípulo, segue Jesus. Isso é enxergar, é conhecer, é crer.


Guardando a mensagem

Na história do cego de Jericó, Lucas capítulo 18, temos os sete passos que percorremos para a comunhão com o Senhor e com a sua Igreja. De pessoas que esmolavam sentido para a vida, como que sentados à margem da estrada, chegamos a pessoas que caminham com Jesus, cheios de alegria e glorificando a Deus. A isso, nos ajuda a comunidade que desperta nossa atenção, nos anuncia Jesus e nos aproxima dele. Essa mudança se dá no nosso encontro pessoal com o Senhor que nos faz ver claramente e nos torna seus discípulos. Você, em que passo está? Acolhendo o anúncio da comunidade ou ainda sentado à beira da estrada? Indo ao encontro do Senhor ou já engrossando a grande caminhada dos discípulos com ele?

O cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus (Lc 18, 43)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Somos teus discípulos. Um dia, fomos cegos. Fomos levados ao teu encontro por nossas famílias. A família é a primeira comunidade cristã. E naquele dia, na fé dos nossos pais e padrinhos, tu iluminaste a nossa vida. Para representar isso, nos deram uma vela acesa e nos recomendaram que conservássemos sempre essa luz. Alguns de nós, infelizmente, voltaram à escuridão, mas agora querem ver de novo. Acolhe-os Senhor, comunica-lhes a tua luz, para que como discípulos, no teu caminho, glorifiquem o nosso Deus e Pai. Nós também te pedimos, Senhor, neste feriado da proclamação da República, pelo nosso país: que esta grande nação trilhe os caminhos da justiça e da fraternidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Só para ajudar a se reconhecer no caminho com Jesus... Abra, hoje, sua Bíblia e veja o que aconteceu quando Jesus e os discípulos entraram em Jericó, depois que encontraram o cego. Está em Lucas capítulo 19, 1-10. Você vai gostar de saber.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A CONFIANÇA EM DEUS E A PERSEVERANÇA DOS PEQUENOS



13 de novembro de 2021

EVANGELHO


Lc 18,1-8

Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

MEDITAÇÃO


E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? (Lc 18, 7)

O juiz e a viúva. A viúva tinha uma causa na justiça. O juiz era iníquo, não temia a Deus, não respeitava ninguém. As chances da viúva eram mínimas. É a situação de muita gente. Tendo um problema sério para resolver, encontra barreiras muito grandes para ultrapassar. Tem diante de si um sistema burocrático, a força do poder econômico, a má vontade de quem deveria encaminhar uma solução... é problema de trabalho, é problema de saúde, é problema de família. Problemas grandes, com pouca chance de solução. Não seria o seu caso?

Bom, na parábola que Jesus contou, a situação estava difícil para a viúva. Ela tinha uma causa na justiça. E o juiz não era confiável. A fama dele era de injusto, sem temor a Deus. Tudo levava a crer que o juiz iria demorar demais a resolver o assunto e, claro, como não tinha compromisso com a justiça, iria prejudicá-la, pois ela era a parte mais frágil, mais desprotegida.

Mas, não foi bem assim. Ela conseguiu que ele julgasse o processo e lhe desse ganho de causa. Olha que surpresa! E o que mudou a situação? Jesus deixou claro: a insistência da viúva. Frequentemente, ela estava na porta do juiz: “Faça-me justiça contra o meu adversário”. O seu pedido insistente, perseverante acabou chateando o juiz. Ele pensou: vou resolver logo isso, senão essa viúva vai acabar com o meu juízo. E resolveu logo. E resolveu dando razão a quem tinha razão, à viúva. Que história interessante!

Por que será que Jesus contou essa história? Com certeza, pra gente não desanimar diante dos problemas, pra gente não cruzar os braços diante de situações difíceis; ir à luta, insistir, lutar pelo certo, pela verdade, pela justiça... A viúva não ficou em casa, se lamentando.... “Estou perdida, eu sou uma pobre viúva, e aquele juiz é um sujeito corrupto”. Não, não ficou se lamentando. Foi à luta, enfrentou o juiz, insistiu, cobrou, encheu a paciência daquele homem... Nada de ficar esperando pra ver no que vai dar, nada de se bloquear imaginando-se sem chance... Ir à luta, enfrentar, cobrar, insistir.

A parábola também pode ser aplicada ao nosso relacionamento com Deus. Mesmo que Deus não tenha nada de parecido com o juiz da história, precisamos ser perseverantes naquilo que pedimos. É que Deus, como bom educador, quer ver a gente se mexendo pra encontrar solução para os problemas; quer que tenhamos um grau de compromisso com o que estamos pedindo; quer que cultivemos sentimento de verdadeira confiança nele.

Guardando a mensagem

A viúva da história de Jesus é um exemplo para nós. Diante de dificuldade quase intransponível, acreditou na sua causa e, de tanto insistir, terminou mobilizando o injusto juiz em seu favor, com o incômodo de sua cobrança persistente. Você mesmo tem coisas difíceis pra realizar, sonhos quase impossíveis pra conquistar. Aprenda da viúva do evangelho. Não fique de braços cruzados. Não se deixe vencer pelo desânimo, pelo cansaço. A vitória depende de sua perseverança, de sua insistência. Deus também, como um bom pai que é, gosta de dar um tempo quando a gente faz um pedido. Ele quer ver a gente se mexer com confiança e perseverança e amadurecer o grau de compromisso com aquilo que estamos pedindo. Só pais inexperientes dão tudo o que filho pede e na velocidade que ele deseja.

E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? (Lc 18, 7)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Quantas lições, aprendemos no teu santo evangelho! Hoje, nos dizes para sermos perseverantes, insistentes, chatos se for preciso, mas não desistirmos diante das dificuldades. E disseste isto comparando também com a oração. Deus não é como aquele juiz. Ele é um pai amoroso. Mas, é um pai que quer o nosso bem, e sabe se o que pedimos servirá mesmo para o nosso crescimento; e conhece a hora oportuna para recebermos o que pedimos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Comente, hoje, esse evangelho com alguém. O pequeno vence pela insistência, pela perseverança e pela confiança em Deus.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O QUE ACONTECEU COM A MULHER DE LÓ


12 de novembro de 2021

EVANGELHO


Lc 17,26-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.

MEDITAÇÃO


Lembrem-se da mulher de Ló (Lc 17, 32)

Houve o dia de Noé, o dia em que Noé entrou na arca. Esse dia foi um marco, separando a convivência distraída do povo e o dilúvio que acabou com tudo. O dia de Noé foi a intervenção de Deus, o juízo de Deus.

Houve o dia de Ló, o dia em que Ló deixou Sodoma. Esse dia foi um marco, separando a vidinha relaxada do povo e a chuva de fogo e enxofre que sepultou tudo. O dia de Ló foi a intervenção de Deus, o juízo de Deus.

Haverá o dia do Filho do Homem, o dia da revelação de Jesus, a sua manifestação no final da história. Esse dia será um marco, separando o tempo em que todo mundo foi convidado à conversão e a salvação dos justos. O dia do Filho do Homem será a intervenção de Deus, o julgamento de Deus.

Você está entendendo, Jesus está falando de seu retorno. Vivemos na expectativa de sua volta. O tempo da conversão é agora, enquanto o aguardamos. Nesse contexto, Jesus falou da mulher de Ló. ‘Quem procura ganhar a sua vida, vai perdê-la’.

A história de Ló está no primeiro livro da Bíblia, o livro do Gênesis. Ló foi o único justo encontrado na cidade de Sodoma. Tudo de ruim havia naquela cidade. O justo foi convidado a sair dali, deixar tudo, abandonar aquela gente. Ló saiu com sua família. Deus poria um fim naquele antro de maldade, violência e perversidade. A família de Ló saiu da cidade. Havia uma recomendação: ninguém olhe pra trás. A certa altura, a mulher de Ló olhou para trás para ver o que estava acontecendo por lá. Não deu outra. Virou uma estátua de sal. Jesus relembrou essa antiga história bíblica e tirou uma lição: "Quem quiser ganhar a sua vida, vai perdê-la".

A chegada do Reino de Deus é como o convite para a saída de Sodoma. Em outras palavras, Jesus pregou desde o início: "O reino chegou, convertam-se". Conversão é reorientar a própria vida e a vida em nossa volta. Reorientá-la para Deus, em obediência à sua Palavra salvadora. Deixar o velho do pecado e abraçar o novo do perdão e da reconciliação oferecidos agora no próprio Jesus. Dar as costas à Sodoma e caminhar para um novo modo de ser e de viver. Não compactuar mais com a velha situação.

Guardando a mensagem

Quem abraçou a novidade do Reino de Deus deixou para trás o que era antigo, isto é, o que era contrário ao Reino. Não dá pra continuar fazendo média com o que é desobediência a Deus. A mulher de Ló é o exemplo de quem abraça a novidade de Jesus e do seu Reino e fica olhando para trás. Fica com um pé na graça que nos gera novas criaturas, mas continua repetindo os velhos hábitos do Adão pecador. Quem foi gerado novo no Cristo Ressuscitado, superou o velho homem Adão, distanciado de Deus e amigo do pecado. A história da mulher de Ló é um alerta: abraçando o novo que nos chegou pela graça de Cristo, definitivamente nos apartemos do mundo do pecado que ficou para trás.

Lembrem-se da mulher de Ló (Lc 17, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Deu pra entender, na palavra de hoje, que é pra gente não imitar o povo do tempo de Noé, levando na brincadeira a pregação da Palavra; que é pra gente não imitar o povo de Sodoma que não levou a sério os avisos de Deus sobre a vida devassa que estavam levando; que é pra gente não imitar a mulher de Ló, que convidada a sair de Sodoma, a destacar-se completamente daquela cidade de pecado, ainda continuava ligada a ela. Dá-nos, Senhor, a graça da conversão sincera e da perseverança no caminho da vida nova. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Essa história de Ló é muito interessante. Você vai gostar de conhecê-la nos seus pormenores. Assim, poderá entender melhor as palavras de Jesus. Então, leia, hoje, o capítulo 19 do Livro do Gênesis.

Você já sabe que eu acabo de gravar um álbum musical com canções do Pe. Zezinho. O lançamento deste novo trabalho vai ser no Teatro Boa Vista, no Recife, no dia 04 de dezembro. Você vai poder acompanhar o show presencialmente ou on-line. Veja mais informações no site www.amanhecer.org.br.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





O REINO DE DEUS PERTINHO DE NÓS



11 de novembro de 2021


EVANGELHO


Lc 17,20-25

Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.
22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

MEDITAÇÃO


O Reino de Deus está entre vocês (Lc 17, 21)

Os fariseus perguntaram a Jesus quando chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu que o Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem pode ser apontado aqui ou ali, porque ele já está no meio de nós.

A gente fica esperando o Reino como uma intervenção poderosa de Deus em nosso mundo. Uma coisa forte, visível que todo mundo reconheça e se submeta. Como falamos de ‘reino’, ficamos imaginando os impérios deste mundo, os reinados de senhores poderosos e violentos de quem a história dá notícia.

Jesus, que tanto falou do Reino de Deus, não deixou uma definição do que é o Reino. Antes, fez comparações que desfazem completamente nossas expectativas. O Reino é como uma semente de mostarda que vai se tornar uma árvore. É como uma rede de pescar que pega todo tipo de peixe. O Reino é como uma festa de casamento, para a qual estamos convidados. É como o semeador que sai semeando a boa semente em terreno de todo tipo. É como a plantação, onde o inimigo semeou o joio. É melhor a gente desistir de querer definir o que é o Reino de Deus. Parece que é um jeito de Deus agir neste mundo.

E Jesus anunciou fortemente o Reino de Deus. Avisou, desde o início, que ele estava próximo, que o seu tempo tinha chegado. A presença de Jesus libertando, restaurando, salvando é o Reino acontecendo. As ações e as palavras de Jesus instauram o reinado de Deus entre nós. Esse anúncio do Reino que chegou é uma comunicação que muda nossa vida, que dá novo sentido à realidade. Não é apenas uma notícia entre outras, uma manchete a mais. É a resposta que a humanidade estava esperando, o tempo do Messias, o tempo de Deus que Israel esperou por séculos.

O Evangelho é a revelação desse evento maravilhoso: o Reino está ao nosso alcance, está batendo à nossa porta, está próximo de nós, está entre nós. Deus está cumprindo sua promessa: “Eis que faço novas todas as coisas”. É por essa razão que o Evangelho, em confirmação das palavras de Jesus, narra tantos milagres, curas, exorcismos. É o Reino se instalando como luz, como saúde, como paz, como perdão.

Guardando a mensagem

Mesmo com tanta crise, com tanta coisa ruim acontecendo, com tanto desmantelo no mundo, experimentamos cada dia que o Reino está entre nós. Deus, por meio do seu filho Jesus, está semeando um mundo novo de comunhão, de paz, de reconciliação. Jesus está conosco até a consumação dos séculos, como prometeu. Não nos abandona. O seu Santo Espírito atualiza a sua presença e a sua ação redentora. O Reino está entre nós.

O Reino de Deus está entre vocês (Lc 17, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Na Missa, quando o sacerdote que preside faz a saudação “O Senhor esteja convosco” respondemos “Ele está no meio de nós”. Tu estás entre nós, tu estás conosco na assembleia que se reúne, na Palavra que é proclamada, no Pão eucarístico que nos alimenta. É isso que experimentamos cada dia e que celebramos na Missa: a tua presença redentora entre nós, nos instruindo, nos abençoando, nos conduzindo. O Reino, de que tanto falaste, é a tua presença salvando esse mundo, reconduzindo o pecador à comunhão com Deus, nos conduzindo no caminho da justiça e da paz. Tu és o Emanuel, Deus conosco. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Recordando o evangelho de hoje, reze, muitas vezes durante o dia: “Venha a nós o vosso Reino!”.

Nesta quinta-feira eucarística, podendo, participe da Santa Missa que celebro às 11 horas. Já estou lhe enviando o link. Segue também o formulário para você inserir o seu pedido de oração para a celebração de hoje.   

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

SÓ UM VOLTOU PARA AGRADECER



10 de novembro de 2021

EVANGELHO


Lc 17,11-19

11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, 13e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”.
Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.
17Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.

MEDITAÇÃO


Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? (Lc 17, 17)



Eram dez, mas só um voltou para agradecer. Jesus notou isso e queixou-se. Todos eles tinham pedido ajuda aos gritos, implorando: "Jesus, tem compaixão de nós". E até obedeceram a orientação de irem logo a Jerusalém para apresentarem-se aos sacerdotes e pedirem o atestado de que estavam curados da lepra, para poderem retornar às suas famílias. Foram, na verdade, em espírito de fé, porque ainda estavam doentes quando tomaram a estrada. Mas, no caminho, na obediência da fé, viram-se curados. Foi aí que um voltou. E os outros prosseguiram.

Poderíamos até tentar entender as razões dos nove que seguiram para o Templo: eles foram tomar providências para poder se reintegrar logo em seus povoados. A lei mandava assim: ‘adoeceu de lepra, está excluído da cidade, vá morar nos matos, não se aproxime de ninguém; ficou bom, vá ao Templo e pegue um atestado pra poder entrar de novo no seu povoado’. Só que ficar bom de lepra era muito difícil. Enquanto caminhavam, viram-se curados. Voltar para avisar a Jesus e agradecer ou seguir pra resolver logo o seu problema? Eles nem titubearam. Prosseguiram para Jerusalém. Com certeza, se não foram capazes de voltar e reconhecer a obra que Jesus tinha feito por eles, em Jerusalém não iriam dizer que foram curados por ele. Quando estavam precisando, imploram. Quando ficaram bons, se esqueceram. Não viram necessidade de reconhecer a intervenção de Deus, por meio de Jesus. Usufruiu da graça, tá bom demais. Gente egoísta só pensa em si. Estou falando dos nove de hoje. Os nove de ontem mostraram-se egoístas, interesseiros, mal-agradecidos. Os nove de hoje continuam na mesma pisada.

Mas, um preferiu voltar para agradecer, para bendizer a Deus pela cura. Sentiu-se na obrigação de voltar. Lucas descreveu assim: "Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. E este era um samaritano". O fato de ser samaritano foi notado por Jesus: "Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?". O fato de ser samaritano possivelmente lhe trazia maior dificuldade de reconhecer que a obra de Deus teria acontecido em sua vida pelas mãos de um judeu. Isso era muito mais difícil para ele, que vinha de uma tradição religiosa diferente, em conflito com a religião e o mundo dos judeus. Mas, logo ele, um estrangeiro, de outra religião, manifesta sua gratidão, bendiz a Deus e reconhece a presença divina em Jesus, pois se prostra aos seus pés em sinal de adoração. "A tua fé te salvou", lhe disse Jesus.

Guardando a mensagem

Dez leprosos imploram que Jesus os cure. Jesus os manda ao Templo, para se apresentarem aos sacerdotes. Os sacerdotes é que comprovavam que um leproso tinha ficado curado. Eles ficam curados no caminho. Nove prosseguem para Jerusalém, para pegar o atestado. Somente um sente-se na obrigação de voltar e agradecer. Esse é um estrangeiro, um samaritano. E o seu agradecimento não é só dizer obrigado. "Volta glorificando a Deus em alta voz", reconhecendo que Deus agiu em seu favor; glorificando a Deus em alta voz, pra todo mundo ouvir e se unir à sua ação de graças. E reconhece Jesus como Senhor, prostrando-se aos seus pés. Um bom exemplo para mim e pra você. Sermos mais agradecidos a Deus. E proclamarmos nosso reconhecimento em alta voz, sem medo e sem vergonha alguma. Dom Bosco, a respeito dos seus educandos, dizia: “O que mais orna o coração de um jovem é a gratidão”.

Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? (Lc 17, 17)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Temos muito a agradecer. Reconhecemos tantas bênçãos e tantas graças que nos chegam por meio de ti e queremos, como o samaritano, agradecer e testemunhar isso pra todo mundo ouvir. Dá-nos, Senhor, um coração como o de nossa mãe Maria, que cheia de gratidão, bendisse em alta voz: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, responda: O que você tem a agradecer a Deus, hoje? tem também um agradecimento a fazer a mais alguém?

Amar como Jesus amou. É a canção do Padre Zezinho que eu interpreto em meu novo álbum musical. Lançamento no show dia 04 de dezembro. Você pode me acompanhar de forma online ou presencial. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



INFORMAÇÕES E INGRESSOS 
PARA O SHOW DE LANÇAMENTO 
DO NOVO ÁLBUM 
DO PADRE JOÃO CARLOS

no dia 04 de dezembro:  

JESUS É O VERDADEIRO TEMPLO



09 de novembro de 2021
Dedicação da Basílica de São João do Latrão

EVANGELHO


Jo 2,13-22

13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

MEDITAÇÃO


Destruí este Templo e em três dias o levantarei (Jo 2, 19)

Hoje, a Igreja está celebrando o aniversário de dedicação da Catedral de Roma, a Basílica do Latrão. A dedicação de uma Igreja é sempre uma festa. Unge-se o altar com óleo e as paredes da Igreja também. A igreja-de-pedra é uma representação da igreja-comunidade, templo de Deus. De fato, na carta de São Pedro, está escrito: “quais outras pedras vivas, vocês também se tornam os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo" (1 Pr 2, 5). Os fieis em Cristo são pedras vivas desse Templo espiritual, um sacerdócio santo para oferecer sacrifícios do agrado de Deus. A igreja é o templo vivo de Deus.

Jesus estava chegando para celebrar a páscoa em Jerusalém. Nesta páscoa, ele seria imolado em sacrifício, na cruz. Ele entrou no Templo. E viu um bocado de coisa errada. O Templo de Deus, o único templo erguido em Israel, foi construído para ser um sinal da presença de Deus no meio do seu povo e para ser um local de encontro do povo fiel com o seu Deus. No Templo, o povo, em sinal de gratidão e adoração, oferecia sacrifícios e louvores. Aquele povo tinha uma história com Deus. Tinha sido libertado por ele do cativeiro do Egito, celebrado uma aliança com o Senhor, caminhado por 40 anos no deserto sob sua proteção e tomado posse da terra que ele prometera aos pais. O Templo era o testemunho de tudo isso. E a páscoa era a grande festa para lembrar aquele gesto maravilhoso que Deus tinha realizado em favor daquele povo: tirá-lo da escravidão e constituí-lo um povo livre, naquela terra.

E o que Jesus viu no Templo? Jesus viu o Templo entregue aos interesses de uma elite manipuladora, que o instrumentaliza em favor dos seus interesses econômicos e políticos. A sede do Sinédrio que o condenou era lá. Lá, mandavam os saduceus, beneficiados pela dominação romana em seus negócios e em sua liderança. Jesus viu um Templo que perdeu a razão para a qual existia: ser um lugar de encontro da comunidade de Israel com o Deus dos seus pais, o Deus de sua história.

Como Jesus reagiu? Primeiro, ele expulsou os comerciantes que vendiam animais para os sacrifícios ou faziam o câmbio das moedas, no interior do Templo. Foi uma forma de reagir à má utilização que os líderes estavam fazendo do Templo. Segundo, ele disse, com todas as letras que ele é quem era o Templo de verdade. De fato, em Jesus encontramos e honramos o Pai que o enviou. É no seu corpo entregue e no seu sangue derramado, o único sacrifício que agora conta, que somos reconciliados com Deus. É só por meio dele que chegamos ao Pai. Ele é o Templo de verdade. Foi assim que ele disse: “Destruam esse Templo e eu o construirei em três dias”. De fato, foi isso que aconteceu. Eles destruíram o templo do seu corpo, pela cruel morte de cruz, mas Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Mas, isto, claro, ninguém ali na hora entendeu.

Guardando a mensagem

Celebramos hoje o aniversário de dedicação da Catedral de Roma. Como é o Templo que representa todos os outros templos do cristianismo, todos nos alegramos nessa festa. E recordamos que o verdadeiro templo é a comunidade dos fiéis, o povo batizado, a Igreja. O templo-de-pedra representa a comunidade-povo-de-Deus. E nos lembramos de Jesus que, no tempo da páscoa, entrou no grande Templo de Jerusalém e, depois de ter expulsado os vendedores de animais e os cambistas, apresentou-se como o verdadeiro Templo. Ele é o sacerdote que oferece o sacrifício de sua própria vida, sacrifício que, de verdade, agrada a Deus e com ele nos reconcilia. Jesus é o templo de verdade.

Destruí este Templo e em três dias o levantarei (Jo 2, 19)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Gostamos muito de nossas igrejas, de nossos templos. Nem sempre nos lembramos que mais importante do que as paredes de pedra são as pessoas que formam a igreja viva, a comunidade santa, o povo de Deus. Claro, Senhor, precisamos zelar por nossas igrejas-templo, para que elas estejam sempre limpas, bonitas, acolhedoras. Mas, mais amor e maior cuidado precisamos ter com a comunidade dos cristãos que ali se reúne. E somos templo porque estamos unidos a ti, Templo vivo de Deus, pedra que os construtores rejeitaram, mas que tornou-se a pedra angular. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Muita gente ainda guarda o bom costume de, ao cruzar por uma igreja, benzer-se, saudando Jesus que lá está, sacramentalmente, no sacrário. Se tiver oportunidade hoje, faça o mesmo. E pense neste evangelho ... Você também é uma pedra viva do maravilhoso templo que é Cristo e sua Igreja.

No programa de hoje, no Youtube, vamos entrevistar os coordenadores do Congresso Eucarístico Nacional que vai acontecer no Recife, no ano que vem. O Congresso terá seu relançamento no próximo domingo. E o nosso programa, no Youtube, é hoje, às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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