BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Mamona iniquitatis



   08 de novembro de 2025.  

Sábado da 31ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 16,9-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15Então, Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”.


   Meditação.   

Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes (Lc 16,10).

No evangelho de hoje, vários ditos de Jesus estão reunidos em torno do tema “dinheiro”, palavra que se repete quatro vezes nesses poucos versículos. Como entender esse “usar o dinheiro injusto para fazer amigos”? Pode parecer um estímulo à desonestidade, não acha? O que será que Jesus está querendo dizer?

O que veio antes desse texto? A parábola do administrador que seria demitido e achou um jeito de assegurar o seu futuro. Administrador era o servo encarregado de cuidar da casa e da propriedade rural do seu patrão. Esse fulano da história foi acusado de esbanjar os bens do patrão, de estar gastando descontroladamente. O patrão lhe avisou que seria demitido. Qual seria o seu futuro? Por isso, ele chamou os devedores do patrão e diminuiu ou dispensou a sua comissão. Claro, os devedores do patrão ficaram logo seus amigos. Na hora da dificuldade, já tinha com quem contar.

Agora, vamos ao evangelho de hoje. ‘Usem o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles lhes receberão nas moradas eternas” (Lc 16, 9). Como podemos compreender essa palavra “dinheiro injusto”? Vamos ver como está escrito no original em grego e em sua tradução latina que é usada na Igreja. O latim traduz por “MAMMONA INIQUITATIS”, mamona da iniquidade. Então, ‘dinheiro injusto’ está traduzindo as palavras “mamona da iniquidade” ou “mamona iníqua”. ‘Mamona’ é uma palavra usada também em outros lugares no evangelho para falar da riqueza que é sedutora. De fato, a riqueza tem uma sedução que pode levar a pessoa a se esquecer de Deus e dos outros ou de fazer da riqueza um falso deus, um ídolo. Então, por esse “dinheiro injusto” devemos entender “a riqueza sedutora”. O administrador não foi propriamente desonesto, foi esperto. Usou o dinheiro para angariar amigos que o acolheriam quando caísse na indigência.

Então Jesus falou: “Usem o ‘dinheiro injusto’, traduzindo mais claro ‘usem a riqueza sedutora’ para fazer amigos, pois, quando acabar, eles receberão vocês nas moradas eternas”. Os amigos do administrador demitido iriam recebê-lo em suas casas, iriam tratá-lo como aliado, como amigo. Pois então, se usarmos a riqueza, os bens que nós temos (que são tão sedutores) para fazer o bem, para socorrer os sofredores, para ajudar os outros, nós vamos estar preparando um futuro seguro, na eternidade. Eles, os pobres, os beneficiados, vão nos receber na casa de Deus, eles vão abrir as portas do céu para nós.





Guardando a mensagem

Os bens deste mundo podem nos atrapalhar, nos afastar de Deus e dos nossos semelhantes. Eles têm uma sedução especial. São riquezas sedutoras, “mamona iniquitatis”. Mas, elas podem ser usadas com sabedoria. Na parábola do administrador demitido, ele foi elogiado pelo seu patrão porque agiu com sabedoria, quando soube que iria pra rua. Ele chamou os devedores do patrão e dispensou a sua comissão. Os devedores, gratos pelo alívio em suas contas, tornaram-se seus amigos que o socorreriam nas dificuldades que viriam. Há muita gente que tem riquezas e não as usa com inteligência, com sabedoria, com preventividade; não se vale de sua ‘riqueza sedutora’ para apoiar bons projetos, para realizar algo de bom para a coletividade ou mesmo para socorrer um parente pobre... isso é fazer amigos com a “mamona iniquitatis”, a riqueza sedutora. Isso é preparar bem o futuro, se vier a falir, ou ser demitido de seu bom emprego ou mesmo quando a morte lhe demitir dessa vida.

Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes (Lc 16,10).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é verdade, os bens deste mundo têm uma sedução especial. Corremos o risco de endeusá-los. E disseste claro: ‘Não se pode servir a dois senhores. Ou Deus ou Mamona. Ou Deus ou a riqueza sedutora’. Estás nos ensinando também que o dinheiro pode ser usado com sabedoria. Ele pode preparar o nosso futuro, se ele servir também para ajudarmos quem está em situação de necessidade. Obrigado, Senhor, por nos ensinares a lidar corretamente com a sedução do dinheiro neste mundo. Assim, nos preparamos para receber os bens eternos que para nós estão preparados desde toda a eternidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Esse evangelho de hoje pode levar você a pensar como está lidando com o seu dinheiro. Não permita que o dinheiro feche o seu coração para Deus e para os seus semelhantes. Ao contrário, administre bem os seus recursos, mesmo que sejam poucos, sem desperdício ou esbanjamento e com espírito de solidariedade.

Comunicando

Compartilho com você meus próximos compromissos neste mês: amanhã, domingo, dia 09 - Show em Jaboatão, na Paróquia de N. Sra. Aparecida, do bairro Vila Rica; dia 15 - Em Araguaína, estado deTocantins, animo o Cenáculo com Maria; dia 16 - em Trindade, Goiás, gravo especial de natal para a TV Pai Eterno; dia 22 - No Recife, faço o show "Quando dezembro chegar", preparando o natal e gravando o meu novo DVD; no dia 23 - Vou estar em Santa Fé, Paraíba, palestrando no Jubileu dos Leigos da Diocese de Guarabira; nesse mesmo dia, faço show em Boa Vista, também na Paraíba; dia 29 - Show na cidade de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte e dia 30 - Show em Mossoró, também no estado do Rio Grande do Norte.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Unidos e organizados, venceremos.


   07 de novembro de 2025   

Sexta-feira da 31ª Semana do Tempo Comum




   Evangelho   


Lc 16,1-8

Naquele tempo, 1Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’.
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!” O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

   Meditação    


Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz (Lc 16, 8)

Jesus contou uma história onde o patrão elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Não aprovou a desonestidade dele. Mas, louvou a sua esperteza, isto é, a maneira inteligente com que soube se safar de uma grande dificuldade. Foi demitido e, antes de deixar o cargo, encontrou uma forma de não ficar desamparado. Bom, vamos explicar melhor.

O empregado foi acusado de esbanjar os bens do patrão e o patrão pediu contas da administração e o demitiu. Portanto, era um sujeito desonesto. E, em vias de ser demitido, ainda arrumou um jeito de se dar bem. Negociou débitos de credores com a empresa, dando-lhes um bom desconto. Assim, saindo, haveria sempre alguém que poderia lhe dar um emprego ou algum amigo a quem recorrer. Jesus chamou a atenção sobre a sagacidade desse mau empregado. Soube se sair bem, o sujeito.

O que queria Jesus com essa observação? Chamar a atenção dos filhos de Deus para sermos igualmente criativos e estratégicos, na hora de enfrentar as dificuldades. Sermos igualmente capazes de dar a volta por cima nos desafios da vida, com inteligência, com jogo de cintura.  Evidentemente, Jesus não nos quer desonestos, corruptos, fraudulentos como aquele sujeito da parábola. Mas, está nos estimulando a sermos propositivos, a não ficarmos esperando que o pior nos aconteça. Ele nos quer gente esperta, construindo saídas, fazendo boas parcerias, planejando novas estratégias. Nada mais triste do que ver cristãos paralisados diante de uma dificuldade, acovardados diante de um problema. É pra gente não se deixar vencer pelos problemas, mas agir com confiança, dando a volta por cima.

Jesus disse: ‘Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz’. E será que podemos aprender alguma coisa  com os filhos deste mundo? Parece que sim. Por exemplo, eles parecem planejar bem suas ações e encontram um jeito de financiar os seus projetos. É claro que não é para nós imitarmos o modo como eles conseguem recursos, mas podemos ser mais organizados e mais sérios na área financeira. Eles fazem aliança entre si e se protegem. Precisamos ser mais unidos, fazer mais parcerias, trabalhar juntos, nos apoiar mutuamente. Eles planejam o mal contra a família, contra a vida, contra a dignidade humana. O bem também precisa ser planejado, precisamos agir com propósitos, com metas, com organização.




Guardando a mensagem

Jesus elogiou a esperteza do administrador desonesto. Não aprovou a sua desonestidade, mas a sua esperteza. Fez uma constatação: ‘Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz’ (Lc 16, 8). Ele está dizendo isso para os filhos da luz se tocarem. Olhando para os espertos deste mundo, algumas coisas nós poderíamos aprender deles, sem ser a sua desonestidade. Ser bons não significa ser bobos e desorganizados. Nós podemos ser mais espertos, mais organizados e mais propositivos... É assim, que com a graça de Deus, o bem vai triunfar.

Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz (Lc 16, 8)

Rezando a palavra 

Senhor Jesus,
olhando ao nosso redor, notamos que as coisas poderiam andar melhor em nossa sociedade, se os bons fossem mais unidos; se as pessoas de bem agissem mais em conjunto, de maneira mais organizada; se os cristãos renunciassem ao ciúme, às queixas de uns contra os outros, ao isolamento de cada grupo para atuarmos em conjunto. Tu tens razão, Senhor, se a gente não se junta, não se organiza, não se mexe... os maus tomam conta, decidem, destroem. Culpa nossa. Falta-nos, Senhor, conversão: conversão ao teu amor, compromisso com a paz, com a família, com a vida, com a justiça, com a fraternidade. Tua palavra, hoje, Senhor, nos inspira, nos alerta, nos impulsiona... Ajuda-nos, pelo teu Santo Espírito, a pô-la em prática. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Talvez você deva sair de um certo isolamento e se juntar a outros irmãos para uma atuação em conjunto mais proveitosa para a evangelização.

Comunicando

Compartilho com você meus próximos compromissos neste mês: neste domingo, dia 09 - Show em Jaboatão, na Paróquia de N. Sra. Aparecida, do bairro Vila Rica; dia 15 - Em Araguaína, estado deTocantins, animo o Cenáculo com Maria; dia 16 - em Trindade, Goiás, gravo especial de natal para a TV Pai Eterno; dia 22 - No Recife, faço o show "Quando dezembro chegar", preparando o natal e gravando o meu novo DVD; no dia 23 - Vou estar em Santa Fé, Paraíba, palestrando no Jubileu dos Leigos da Diocese de Guarabira; nesse mesmo dia, faço show em Boa Vista, também na Paraíba; dia 29 - Show na cidade de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte e dia 30 -  Show em Mossoró, também no estado do Rio Grande do Norte.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

A ovelhinha se perdeu.


  06 de novembro de 2025.  

Quinta-feira da 31ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.  


Lc 15,1-10

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

  Meditação.  


Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida (Lc 15, 6)
Você certamente já se perdeu alguma vez, ou não? Todo mundo, quando criança, alguma vez se perdeu dos pais. E pode lembrar o sofrimento que é se sentir perdido, sem ter mais a referência do pai ou da mãe. A criança fica apavorada, sobe uma angústia no peito, é um sofrimento impressionante. De repente, se sente sozinha, sem direção. Tem que procurar alguma saída, mas nem sabe por onde começar. Sente-se abandonada e desamparada.
No evangelho de hoje, Jesus conta a história de uma ovelhinha que se perdeu. Ele contou que o pastor deixou as noventa e nove no deserto e foi atrás desta que se perdeu. E procurou, procurou, até encontrá-la. E quando a encontrou, colocou-a nos ombros, cheio de alegria, e a levou pra casa. Quando chegou em casa, reuniu os amigos e vizinhos para festejar com ele o reencontro de sua ovelha.
Na história da ovelha, Jesus fez uma relação entre o justo e o pecador. Ele disse: “Há mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”. A ovelha que se perdeu é o pecador, a pecadora. A conversão é a sua volta pra casa. E a sua volta pra casa é, antes de tudo, obra do pastor amoroso que largou tudo para procurá-la e encontrá-la, trazê-la nos ombros e festejar a sua volta.
Festa no céu por um só pecador que se converte, por uma única ovelhinha encontrada. Os noventa e nove acham-se justos, resolvidos. Não se reconhecem pecadores, assim não se deixam resgatar. Na história de Jesus, esses são os fariseus. Na nossa história, podemos ficar com esse papel de justos arrogantes. Podemos achar que ovelha perdida é o outro, que está tudo bem conosco. Assim, mesmo largados e perdidos, pousamos de "estou-muito-bem-obrigado". Assim, não permitimos que o bom pastor nos encontre, nos abrace, nos carregue nos braços e fique feliz por nos ter encontrado.
Nesta parábola, vemos claramente o amor misericordioso que moveu Jesus a vir procurar e salvar a ovelha perdida; um coração compassivo que não descansa enquanto não nos encontra em nosso exílio e nos reintegra no seu rebanho. Vemos também a maneira como ele nos salva, carregando-nos nos ombros, como carregou o madeiro da cruz e festejando nossa volta, em todas as mesas que frequentava, especialmente, na última Ceia que renovamos em cada Missa.


Guardando a mensagem
O pecador é alguém que se desgarrou do rebanho. O pecador é a ovelha que se perdeu. E a sensação de estar perdido, de se estar sozinho, de se sentir sem chão você conhece, desde criança, quando se perdia de sua mãe ou de seu pai. Na história que Jesus contou, ficamos sabendo que não fomos esquecidos, que ele vem ao nosso encontro, não descansa enquanto não nos resgata. É assim que ele faz conosco, quando nos perdemos, quando o pecado nos afasta de Deus e dos irmãos. É assim que precisamos fazer uns com os outros, não abandonando quem se perde ou se afasta.
Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida (Lc 15, 6)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
tu és o pastor que estás preocupado e comprometido com o resgate da ovelha que se perdeu. Sabemos que não estamos na conta dos noventa e nove, pois também nós precisamos de conversão. Somos, isto sim, ovelhas resgatadas por tua misericórdia, transportadas em teus ombros e inseridas na família de Deus. Dá-nos, Senhor, a graça de participar da grande alegria do teu coração de encontrar e salvar a ovelha perdida; e de estar contigo, apoiando, ajudando e imitando-te em tua missão redentora. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Abra a sua bíblia e reze o Salmo 23, o salmo do pastor. Ele começa assim: "O Senhor é o meu pastor, nada me falta".
Comunicação

Como todas as quintas, hoje é dia da Santa Missa das 11 horas, rezando nas intenções dos ouvintes e associados.

Tem como você colocar sua intenção no chat do link de transmissão da Missa. Acompanhe pela Rádio Amanhecer ou pelo Canal Padre João Carlos do YouTube.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb  

Jesus, em primeiro lugar.


   05 de novembro de 2025.   

Quarta-feira da 31ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   


Lc 14,25-33

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

   Meditação.    


Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14, 26)

Ser discípulos de Jesus é o nosso chamado, a nossa vocação. Ser discípulo é ser seguidor. Quando Jesus andava pela Palestina, segui-lo era logo compreendido como acompanhá-lo em suas andanças, andar atrás dele, literalmente. O convite dele era sempre “Vem e segue-me”.

Mas, é claro, hoje como ontem, o verdadeiro seguimento de Jesus não é andar atrás dele. Não é seguir com os passos, do ponto de vista da geografia. É seguir com a vida, do ponto de vista da história. Sou seguidor de Jesus, sou seu discípulo, porque minha vida está iluminada por sua palavra, porque procedo segundo os seus ensinamentos, porque ele é o meu guia.

No evangelho de hoje, o nosso Mestre nos chama a atenção para nossa condição de discípulos e suas exigências. Não dá para segui-lo sem renunciar alguma coisa. Renunciar a si mesmo, isto é, já não ser eu o centro da minha vida. Renunciar a outro guia, renunciar a outro caminho, renunciar a qualquer amarra que possa nos prender ou nos reter no caminho.

E o que é pode nos prender ou nos reter no caminho, e nos impedir de seguir a Cristo? Outro dia, nós ouvimos Jesus contando a parábola da festa. As três desculpas para não aceitar o convite para o banquete foram: o apego aos bens materiais, a falta de tempo pelo trabalho, as responsabilidades com a família. O amor exige liberdade. As coisas não podem tomar o lugar de Deus. O trabalho não pode consumir todo o nosso tempo. Dependemos de Deus. A família não é desculpa para não acolhermos o convite do Senhor. E ele nos convida a seguir Jesus.

Uma coisa que, particularmente, pode nos afastar do seguimento de Cristo é o apego às pessoas. É o que está no evangelho de hoje. Pode acontecer que o amor ao pai, à mãe, à esposa ou esposo, aos filhos esteja acima do amor a Deus. Nesse caso, no mínimo, ficamos divididos. E, como Jesus ensinou, não dá para servir a dois senhores. Assim, não podemos seguir Jesus. Sem ter Jesus como o primeiro amor, o amor acima de qualquer outro, não dá para ser discípulo dele.




Guardando a mensagem

A grandeza de nossa vida está em sermos filhos de Deus, seguidores de Jesus Salvador. Como seus discípulos, nós o colocamos em primeiro lugar na nossa vida. Nosso amor por ele está acima das coisas e das pessoas deste mundo. É claro, possuímos bens, mas nosso amor maior está reservado a ele, nosso Senhor e Salvador. Por ele, podemos até renunciar aos bens deste mundo, se isto ele nos pedir. Amamos nossos parentes e familiares, mas nosso amor maior está reservado a ele, nosso Deus e Senhor. Por ele, podemos até renunciar a um amor neste mundo, se isto ele nos pedir. Jesus, o nosso Mestre, não quer apenas entrar no rol das pessoas que você ama. Ele merece ser o amor maior de sua vida.

Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14, 26)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos chamas ao teu seguimento. É uma escolha de amor de tua parte. Tu nos dizes hoje: “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”. A primeira resposta que podemos dar ao teu chamado de amor é amar-te. Amar-te acima de tudo e de todos. Hoje, tu nos lembras que não podemos seguir-te se não carregamos a nossa cruz contigo e se não te amamos acima de qualquer bem deste mundo e de qualquer criatura humana desta terra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Quando se ama, respira-se esse amor. Ele está em tudo na nossa vida: no pensamento, na fala, nos sonhos, nas fotos, no celular... Jesus é mesmo amado por você acima de tudo e de todos? Ele está mesmo presente em tudo na sua vida? 

Comunicando

Compartilho com você meus próximos compromissos neste mês: domingo próximo, dia 09 - Show em Jaboatão, na Paróquia de N. Sra. Aparecida, do bairro Vila Rica; dia 15 - Em Araguaína, estado deTocantins, animo o Cenáculo com Maria; dia 16 - em Trindade, Goiás, gravo especial de natal para a TV Pai Eterno; dia 22 - No Recife, faço o show "Quando dezembro chegar", preparando o natal e gravando o meu novo DVD; no dia 23 - Vou estar em Santa Fé, Paraíba, palestrando no Jubileu dos Leigos da Diocese de Guarabira; nesse mesmo dia, faço show em Boa Vista, também na Paraíba; dia 29 - Show na cidade de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte e dia 30 - Show em Mossoró, também no estado do Rio Grande do Norte.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


As desculpas são as as mesmas.



   04 de novembro de 2025.   

Memória de São Carlos Borromeu, bispo



   Evangelho   


Lc 14,15-24

Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.



   Meditação.   


Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)

Não faltam desculpas para quem não quer participar da Igreja. Não encontra tempo para ir à Missa, não encontra motivação para viver em comunidade a sua fé. “Ah, não posso, não tenho tempo, ando muito ocupado. Ou: vivo para o trabalho, quando chego em casa não tenho mais ânimo pra nada. Ou ainda: ah, quem tem família, com filhos pequenos ainda, não tem condições de participar”. Essas desculpas já eram dadas no tempo de Jesus.

E o próprio Mestre ilustrou uma história com as três desculpas que ele ouvia sempre. Alguém preparou uma bela festa e convidou um bocado de gente. Um disse que não podia ir porque tinha comprado uma terra e estava louco pra ver o novo sítio. Outro tinha adquirido cinco juntas de bois para lavrar a terra e ia começar o serviço. Um terceiro tinha se casado e, claro, mandou pedir desculpas, não podia ir à festa. Os primeiros convidados não foram, que decepção!

O que tinha comprado o campo representa bem os que têm muitos bens e não se lembram de nada mais fora deles. Pode ser uma casa, uma empresa, uma fazenda, um negócio. Se não se tomar cuidado, os bens podem virar donos da gente, serem nossos senhores. A gente é que tem que ser dono das coisas, não o contrário. Os bens materiais podem se tornar um verdadeiro deus ao qual me sacrifico ou sacrifico os outros. E Jesus disse bem claro que não se pode servir a dois senhores, a Deus e aos bens materiais, representados no dinheiro. O apego aos bens materiais leva muita gente a não frequentar a Igreja, a não se lembrar do Deus verdadeiro. Já tem seu próprio deus.

O que ia lavrar a terra com seus novos bois bem pode representar os que não acham tempo para Deus por causa do trabalho. O trabalho parece que é tudo, não dá mais tempo para mais nada. Uma boa desculpa para não pisar na Igreja. Diz que não dá tempo, que está cansado. Mas a pessoa não vive só para trabalhar. No início da Bíblia, se diz que Deus trabalhou seis dias na criação do mundo e no sétimo, descansou (Gn 1). E o livro do Êxodo comenta: “Seis dias trabalharás, no sétimo descansarás, que é o repouso do teu Deus” (Ex 10). Parar, celebrar, ir à Igreja é um modo de reconhecer o senhorio de Deus em nossa vida. Não somos escravos. Por isso, paramos, pausamos o trabalho, celebramos a liberdade dos filhos de Deus. Reconhecemos que Deus é o nosso único Deus e Senhor.

Aquele que disse que tinha se casado e por isso não podia ir à festa representa os que têm responsabilidade na família e por isso se consideram impedidos de ir à Igreja. Então, a família tomou o lugar de Deus? E Jesus tinha alertado: “Quem amar seu pai e sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem amar seu marido ou sua esposa ou seus filhos mais do que a mim, não é digno de mim”. Se Deus é o mais importante, então uma visita em casa não pode me impedir de ir à Missa. Nem uma festinha em família, ou uma criança pequena. Deus é Deus e merece o melhor de mim, do meu tempo, do meu amor. “Amar a Deus sobre todas as coisas, acima de todas as pessoas”, este é o mandamento.

Não faltam desculpas para quem não quer participar da Igreja. Os bens materiais que me prendem, o trabalho que me toma todo o tempo, a família que precisa de mim. Apesar da resposta negativa de muitos, Deus continua nos chamando para a festa, que é o Reino de Deus. E abrindo suas portas para outros mais desapegados, mais disponíveis, mais fiéis.





Guardando a mensagem

Jesus comparou o Reino de Deus com o banquete que um pai de família preparou e para o qual convidou muita gente. Os primeiros convidados não compareceram. Esses faltosos alegaram razões para sua ausência: a compra de um sítio, o plantio com uma junta de bois, o casamento recente. Essas três desculpas podem representar grande parte das nossa desculpas para vivermos ausentes da vida da Igreja: o apego aos bens materiais, os compromissos do trabalho, os apelos da vida em família. Mas, nada pode nos afastar de Deus ou nos impedir de participar dos atos religiosos, pelos quais, como Igreja, adoramos o Senhor nosso Deus. A mesa está pronta, nos avisa o Senhor. Não nos esquivemos deste maravilhoso convite. Nada de desculpas.

Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: venham, pois tudo está pronto (Lc 14, 16)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
foram três desculpas pelas quais os primeiros convidados se disseram impedidos de participar do banquete. Um tinha comprado uma terra e queria vê-la; outro ia testar cinco juntas de bois que tinha comprado para arar a terra; e o outro, estava de lua de mel. Gente voltada para seus negócios e para o seu casamento, sem tempo para participar do banquete de Deus. Senhor, não queremos repetir isso em nossas vidas. Não queremos perder esse convite maravilhoso para participar do Reino de Deus. Queremos estar contigo, ao redor da tua mesa, participando de tua alegria. Bendito seja o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Pense um pouco... Peça a ajuda do Santo Espírito de Deus. Qual é a desculpa número um pra você não participar muito mais da vida da Igreja?

Comunicando

Se você não viu a Segunda Bíblica de ontem, não deixe de dar uma olhada. Ficou tudo gravado no Youtube.

O Show "Quando dezembro chegar" promete ser um evento inesquecível. Vai preparar o seu natal e gravar o meu novo DVD. Será no Recife, no dia 22 de novembro, no Ginásio de Esportes do Colégio Salesiano. Ingressos no Sympla.com.br e nas Livrarias Paulinas, Paulus e Apostolado Litúrgico. Organize a sua caravana. Faltam 18 dias. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


O pobre é nosso irmão.


Rio de Janeiro - Dom Orani Tempesta abençoando a mesa no 7º dia mundial do pobre



   03 de novembro de 2025.   

Segunda-feira da 31ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   


Lc 14,12-14

Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

   Meditação.   


Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos (Lc 14, 13)

Quando o argentino Cardeal Jorge Bergoglio foi eleito Papa, o seu amigo brasileiro Cardeal Claudio Hummes, ao cumprimentá-lo com um abraço, lhe disse ao ouvido: “Não se esqueça dos pobres”. Este é precisamente o recado do evangelho de hoje. Não nos esqueçamos dos pobres.

Jesus foi a uma refeição festiva, na casa de alguém importante. Ele viu os convidados escolhendo os primeiros lugares. Nós também vemos isso todos os dias. O espírito do mundo é exatamente esse: a busca dos primeiros lugares. É o mundo da concorrência, um querendo derrubar o outro; o mundo da competição, um querendo deixar o outro pra trás. O espírito do mundo nos ensina a querer ser mais importantes que os outros, a cobiçar os cargos mais altos, a querer estar sempre em evidência. E essa mentalidade acaba por incentivar a violência, a vaidade, a presunção, o orgulho.

Jesus está ensinando uma coisa muito diferente: Não queira ser mais do que ninguém. O espírito do evangelho é a fraternidade, o acolhimento e valorização de cada um, a cooperação. Foi isso que Jesus ensinou: somos irmãos, dependemos uns dos outros.

Naquela refeição festiva, Jesus viu que os convidados eram gente importante, gente do alto nível social, amigos do dono da casa. Então ele disse a quem o convidou: Quando for fazer uma festa, não convide só seus parentes, seus vizinhos ricos, seus amigos, seus irmãos. Convide os pobres, os coxos, os aleijados, os cegos.

O espírito do mundo pratica a exclusão social (deixar de fora quem não tem recursos) e a segregação social (separar de um lado os privilegiados e de outros, os desamparados; isso nos locais de moradia, nos elevadores, nos shoppings, nas casas de festa, nas escolas, nos hospitais, em todo canto). O espírito do evangelho é outro: é a inclusão, a fraternidade, a comunhão, o oferecimento de oportunidades a quem é mais frágil e necessitado.

A Igreja, por iniciativa do saudoso Papa Francisco, criou a Jornada Mundial dos Pobres. Neste ano, em sua 9ª edição, a Jornada cai no próximo dia 16 de novembro, com o tema "Tu és a minha esperança", palavras do Salmo 71 (versículo 5). 

Em sua mensagem para a Jornada Mundial dos Pobres deste ano, o Papa Leão escreveu: Os pobres não são um passatempo para a Igreja, mas sim os irmãos e irmãs mais amados, porque cada um deles, com a sua existência e também com as palavras e a sabedoria que trazem consigo, levam-nos a tocar com as mãos a verdade do Evangelho. Por isso, o Dia Mundial dos Pobres pretende recordar às nossas comunidades que os pobres estão no centro de toda a ação pastoral. Não só na sua dimensão caritativa, mas igualmente naquilo que a Igreja celebra e anuncia. Através das suas vozes, das suas histórias, dos seus rostos, Deus assumiu a sua pobreza para nos tornar ricos. Todas as formas de pobreza, sem excluir nenhuma, são um apelo a viver concretamente o Evangelho e a oferecer sinais eficazes de esperança.





30 junho 2018 - Almoço com pobres de Roma 

Guardando a mensagem

Jesus notou, naquela refeição na casa do fariseu, que os convidados eram os irmãos e parentes do dono da casa, seus amigos e vizinhos ricos. Isso mostra uma mentalidade: a comemoração do seu próprio status, a bajulação dos privilegiados, a exclusão social. É o espírito do mundo. O espírito do Reino é outro: a busca de inclusão dos pobres, dos mais sofridos, a valorização dos pequenos.

Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos (Lc 14, 13)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a refeição, que é um ato sagrado para o teu povo, foi palco de belos ensinamentos de tua parte. Obrigado, Senhor. Concede-nos que nossas mesas sejam lugares de fraternidade, de diálogo, de inclusão, onde se manifeste o espírito do Reino, não o espírito do mundo. Concede que nossas refeições em família preparem a sagrada refeição da Eucaristia, mesa da comunhão e da unidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Procure se informar se na sua comunidade existe algum trabalho em favor dos mais pobres. 

Comunicando

Hoje é dia de Segunda Bíblica. Mesmo que você não esteja participando regularmente, o encontro de hoje será muito proveitoso para sua formação cristã. Marque logo sua bíblia em Atos dos Apóstolos capítulo 24. Vou esperar por você, às oito e meia da noite, no meu canal do Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





  

Continuamos unidos com quem já partiu.



  02 de novembro de 2025.  

Comemoração de todos os fiéis falecidos


  Evangelho  


Lc 12,35-40

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes".


  Meditação  


Que os seus rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas (Lc 12, 35)

Neste ano, a comemoração de todos os fiéis falecidos cai no domingo. O domingo é, por excelência, o dia do Senhor, o dia de sua ressurreição. No primeiro dia da semana, o seu túmulo foi encontrado vazio. Ele venceu também a morte. E comemoramos “todos” os fiéis que já partiram. Não se trata de rezar apenas pelos nossos entes queridos que se foram, mas também sufragar ‘todos’ os fiéis falecidos. Fiéis são os que são de Cristo, os que creram nele e foram batizados.

Você perdeu um ente querido, recentemente? Sim? Dê uma pancadinha com a mão. Neste Dia de Finados, você tem saudade de alguém em especial que já se foi? Sim? Dê duas pancadinhas com a mão. Kkk Não se preocupe, não é nada de especial, é só para chamar sua atenção.

Com o evangelho de hoje nas mãos, eu tenho três coisas para lhe dizer.

Primeira: Continuamos unidos com quem já partiu.

Eles continuam a fazer parte de nossa história. Nossos avós, nossos pais estão presentes no nosso DNA, em nossos traços físicos, até na propensão que possamos ter a alguns tipos de doença. Eles continuam presentes em nossas lembranças, em nossas álbuns de fotos, em nossas histórias de família.

Nós cremos na comunhão dos santos. Todos os que crêem em Cristo, estamos unidos nele: nós que peregrinamos nesta terra, os falecidos que estão em processo de purificação (no purgatório) e os fiéis que já estão na glória de Deus (no céu). Rezamos uns pelos outros, podemos interceder por quem já partiu e os que estão do outro lado da vida podem interceder por nós, mesmo os que estão no purgatório. Mesmo não podendo interferir em nossas vidas, eles podem interceder por nós, junto a Deus. Na fé, continuamos unidos com quem já partiu. É a primeira coisa que tinha pra lhe dizer.

Vamos à segunda. Em Cristo, nós já vencemos a morte.

Jesus, o filho de Deus, por amor a nós, encarnou-se no seio da Virgem Maria, fez-se humano. Viveu a nossa vida e morreu, vítima da maldade dos homens. Deus o Pai o entregou em perdão dos nossos pecados. Por sua morte, ele nos reconciliou com Deus, integrando-nos na nova e eterna aliança com nosso Deus e criador. Ao terceiro dia, ele ressuscitou glorioso, vencedor também da morte.

Quando nos batizamos, celebrando a nossa fé em Cristo, nós nos unimos a ele em sua morte e em sua ressurreição. Nas águas do batismo, morremos com ele ao pecado. E com ele, ressurgimos para uma vida nova.

A morte já não nos assusta, ela já foi vencida. A morte é agora apenas o fim de nossa vida humana material, libertando-nos para a vida total em Deus. Na ressurreição do último dia, teremos o nosso corpo glorificado, como o de Cristo.

Em Cristo, nós vencemos a morte. É a segunda coisa que eu precisava lhe dizer, neste dia de finados.

Mas, tenho uma terceira coisa para comunicar. Precisamos viver bem para morrer bem.

Viver bem, para nós, é viver em Cristo. O sentido de nossa luta por aqui, o nosso trabalho, nossas preocupações... o sentido de tudo isso é viver com dignidade. Mas, não levamos nada do que acumulamos materialmente, de nada vão servir títulos e honrarias... Toda a vaidade de nossa vida se apaga na nossa morte. O importante é viver com Cristo: tê-lo no coração, tê-lo como orientador dos nossos passos, servi-lo no próximo necessitado, viver em comunhão com ele.

Aqui entra o evangelho de hoje: “rins cingidos e lâmpadas acesas”. Isso quer dizer: vigilância, atenção, compromisso. O povo antigo usava túnicas longas. Assim, quando ia trabalhar, caminhar, fazer alguma coisa amarrava um cordão na cintura, na altura dos rins, para ajustar a altura da túnica. ‘Rins cingidos’, isto é, de cinta amarrada, quer dizer pronto para a luta, o trabalho, a viagem. O contrário é relaxar para o descanso, para dormir, para festejar. ‘Lâmpadas acesas’ quer dizer manter a luz da lamparina acesa, de prontidão, aguardando a volta do seu Senhor. A luz é a fé, alimentada pelo azeite da oração, das boas obras e defendida dos ventos ruins que possam apagá-la.

Precisamos viver bem, para morrer bem. É o terceiro recado.




Guardando a mensagem

Um dia especial este domingo, para a comemoração de todos os fiéis falecidos. Com o evangelho na mão, três considerações para este dia: 1. Continuamos unidos com que já partiu. Eles fazem parte de nossa história. Cremos na comunhão dos santos. 2. Com Cristo, nós já vencemos a morte. Pelo batismo, morremos para o pecado e renascemos na graça. Se morremos com Cristo, com ele viveremos (Rm 6, 8) . 3. Precisamos viver bem para morrer bem. De rins cingidos, isto é, vigilantes, operosos, comprometidos. De lâmpadas acesas, isto é, iluminados pela fé em Cristo, uma fé sustentada pela oração, pelas boas obras, pela atenção à sua palavra.

Que os seus rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas (Lc 12, 35)


Rezando a Palavra

Senhor Jesus, neste dia de finados, comemoração de todos os féis falecidos, venho te louvar pela vida exemplar e muitas vezes heróica de muitos dos meus parentes e amigos que já estão contigo. Com certeza, muitos deles precisam de minhas orações, do oferecimento da Santa Missa, de boas obras feitas em seu favor. Abre, Senhor, o tesouro de orações e preces de tua Igreja em favor da remissão das penas temporais dos teus fiéis que ainda não estejam no paraíso. E concede a nós que peregrinamos por aqui, que transformemos a saudade que hoje sentimos em estímulo para viver bem, na comunhão contigo e com tua Igreja, de rins cingidos e lâmpadas acesas, comprometidos e vigilantes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O que você pode fazer pelos seus falecidos: guardar a sua memória, visitar seus túmulos, rezar por eles, aplicar a eles as indulgências do Ano Santo e, acima de tudo, oferecer por eles o sacrifício redentor de Cristo celebrado na Santa Missa.  

Comunicando

É possível que alguém de sua família ou do seu conhecimento esteja precisando de uma palavra sobre este dia de finados. Que tal compartilhar essa meditação com ele ou com ela?

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB




A vocação de todos à santidade.


SÁBADO

  01 de novembro de 2025.  

Solenidade de Todos os Santos


  Evangelho.  


Mt 5,1-12a

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.


   Meditação.   


Alegrem-se e exultem, porque será grande a recompensa de vocês nos céus (Mt 5, 12)

Hoje é o dia de todos os santos. Podemos compreendê-lo melhor, dizendo: este é o dia de todos os filhos e filhas de Deus. Santo é Deus. Santos somos nós, pela graça que recebemos de sermos seus filhos; e também, mesmo que não seja suficiente, pelo esforço que fazemos para acolher e viver esse dom.

O apóstolo São João explicou, em sua primeira carta, que Deus nos deu um grande presente de amor. Que presente é esse? “Sermos chamados filhos de Deus. E o sermos de fato”. Ainda não se manifestou o que seremos, mas desde já somos filhos de Deus. Somos filhos porque estamos unidos a Cristo. Somos filhos e filhas porque o Espírito Santo foi derramado em nós. E São João explicou mais uma coisa: quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele.

Olha que graça tão grande, somos filhos de Deus. Temos o seu Espírito. Estamos unidos a Jesus, que é o filho unigênito. Somos filhos adotivos de um pai que nos ama sem medida. Ele foi capaz de entregar o seu filho único em nosso favor. Um pai amoroso e fiel.

Mas, nós somos pecadores. Pois é. Vivíamos afastados, de costas para Deus. Por isso, o Pai nos enviou Jesus e ele nos purificou com o seu sangue, isto é, com o sacrifício de sua cruz. No Apocalipse, São João viu uma multidão tão numerosa que não dava para contar: gente que lavou suas roupas no sangue do Cordeiro. Fomos purificados, lavados no sangue do Cordeiro.

No evangelho de hoje, Jesus vê a grande multidão que o procura, tanta gente. Sobe ao monte e senta-se para ensinar. Os discípulos se aproximam. Nessa pregação da montanha, uma das coisas que ele disse foi: “Sejam santos, como o Pai de vocês é santo”. E dá pra gente ser santo, imitando Deus? Bom, nós já fomos criados à imagem e semelhança dele. No batismo, pela fé, recebemos o dom da filiação divina. Então, se trata de a gente viver nessa graça, procurando imitar o nosso Pai no seu amor, imitando o seu filho Jesus, a quem temos como modelo e guia.

Foi nessa pregação, na Montanha, que Jesus proclamou as bem-aventuranças. Elas são o retrato do verdadeiro filho de Deus, o perfil dos filhos e filhas de Deus, no caminho da santidade. O primeiro que cabe nesse perfil é Jesus, o filho unigênito. O Papa Francisco, na Exortação Apostólica que escreveu sobre a santidade, dá uma explicação muito clara das bem-aventuranças: Bem-aventurados são os abençoados por Deus. Como diz o Salmo de hoje, Salmo 23 (24): “Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador”.

No perfil que Jesus desenhou em sua pregação na Montanha, o filho ou a filha de Deus, nesse mundo, é alguém desapegado dos bens desta terra, solidário com as dores dos seus irmãos, manso nos seus relacionamentos, comprometido com a verdade e a justiça, misericordioso com o seu semelhante, respeitoso e correto em suas intenções e artesão da paz. 

Quem faz assim, esforçando-se para viver e agir como Jesus, imitando a bondade e a paciência do Pai, pode encontrar muita incompreensão, oposição, perseguição. Aí Jesus arremata a sua pregação, proclamando mais uma bem-aventurança, a da perseverança nas dificuldades e nas provações.




Guardando a mensagem

Deus nos deu um grande presente de amor: sermos seus filhos. Pela fé e pelo batismo, somos filhos de Deus, estamos habitados pelo Espírito Santo, somos filhos no Filho, Jesus Cristo. Jesus nos convida a ser e a viver aquilo que já somos por vocação: filhos de Deus. Foi assim que ele proclamou, no monte, as bem-aventuranças, o perfil do verdadeiro filho de Deus. O pobre em espírito é quem confia em Deus, não nos bens deste mundo. Os aflitos são os que sofrem também pelos outros, são os solidários. Os mansos são os que não agem com violência, mas prezam o diálogo e o entendimento. Os que têm fome e sede de justiça são os que se empenham em favor do bem comum, da transformação da sociedade. Os misericordiosos são os que, mesmo nos desencontros, tratam o seu semelhante com compreensão e caridade. Os que promovem a paz são os que trabalham pela reconciliação e pela convivência respeitosa entre todos. Por fim, Jesus orientou como reagir à incompreensão, à perseguição de que formos alvo por vivermos assim: fidelidade e perseverança. Esse perfil traçado nas bem-aventuranças é, em primeiro lugar, uma fotografia do próprio Jesus. E, assim, um ideal de vida para todos nós, seus seguidores.

Alegrem-se e exultem, porque será grande a recompensa de vocês nos céus (Mt 5, 12)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje, estamos festejando todos os santos e santas de Deus. Todos nós somos chamados à santidade. Nós que estamos por aqui, neste caminho da história, temos um ideal a seguir, ou melhor, uma pessoa a imitar: tu, Senhor Jesus, caminho, verdade e vida. Tu és o caminho traçado nas bem-aventuranças. Como diz a tradição, somos a igreja militante. De todos os batizados que já passaram por aqui, antes de nós, muitos, muitos mesmo já estão contigo, na glória. Alguns deles, a tua Igreja reconheceu a sua santidade de vida e nos deu como exemplos e intercessores. São os santos do céu, a igreja triunfante. Nós nos lembramos, hoje, também dos irmãos que se destinam ao paraíso, mas estão ainda em purificação de suas faltas, no purgatório. Eles são a igreja padecente. Todos, nós, os da terra, os do céu e os do purgatório somos os teus santos e santas. Dá-nos viver com fidelidade e perseverança nossa vocação à santidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você não pode deixar de ler o evangelho de hoje: Mateus 5, 1-12. Lendo, sublinhe, na sua Bíblia, a bem-aventurança que mais chamou a sua atenção.

Comunicando

Amanhã é o dia de finados, um dia de oração pelos fiéis falecidos. A Santa Missa é a maior oração que podemos fazer pelos que já se foram. Então, não perca a Santa Missa deste domingo; una suas orações ao sacrifício de Cristo em favor dos seus entes queridos que já partiram desta vida.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


24/05/2022 - AMA em peregrinação ao Santuário de N. Sra. Auxiliadora- Jaboatão (PE)
No fundo: Réplica da Casa de Dom Bosco

O que faz a diferença.


  31 de outubro de 2025   

Sexta-feira da 30ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho   


Lc 14,1-6

Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. 5Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6E eles não foram capazes de responder a isso.

  Meditação.  


Se algum de vocês tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado? (Lc 14, 5)

A gente sempre vê o evangelho falando mal dos fariseus. Mas, na cena de hoje, a gente descobre um pouco mais. Era um dia de sábado e Jesus estava numa refeição na casa de um dos chefes dos fariseus. Olha que surpresa! Um líder fariseu convidou Jesus para ir comer na casa dele. Um gesto bonito! E Jesus aceitou. Está lá comendo com eles: mestres da lei e fariseus. E você sabe que comer juntos era uma coisa muito forte na cultura do povo de Jesus! Comer juntos é sinal de comunhão. Lembre que eles não comiam junto com pagãos.

Então, podemos pensar que havia certa aproximação entre Jesus e os fariseus. Ao menos, alguns tinham certa simpatia por Jesus e Jesus os acolhia com muito boa vontade. Essa refeição na casa de um dos chefes dos fariseus está nos dizendo isso.

E você lembra que era um dia de sábado. Esse detalhe de ser num ‘sábado’ deve ser importante, porque essa informação se repete por três vezes nesse pequeno texto. Sábado era uma marca muito forte na religião deles. Os fariseus matavam e morriam pra todo mundo respeitar o sábado. Era o dia do descanso, nada de trabalho. E, você sabe, isso é maravilhoso, porque é uma afirmação da dignidade do trabalhador. O ser humano, como o Senhor Deus, pára para contemplar a sua obra. É senhor do seu trabalho, não é escravo. O sábado era também o dia do culto a Deus. Todo mundo se encontrava na sinagoga, para cantar os salmos e ouvir as Escrituras. Nisso tudo, Jesus, que era um bom judeu, estava também de acordo.

A refeição, talvez fosse um jantar, estava indo bem. Jesus e os fariseus cordialmente à mesa. Maravilha! Honrando o sábado. Tudo certo. Estranhamente, ali na frente de Jesus tem um hidrópico, um doente do barrigão, coitado. Aqui mostra-se a diferença entre Jesus e os religiosos do seu tempo. Está ali um filho de Deus sofrendo, um desgraçado estendendo a mão, pedindo ajuda a Jesus. E aí? Dia de sábado é dia de socorrer o irmão ou não? Foi a pergunta de Jesus. Ficaram calados. E se fosse um filho de vocês que caísse num poço, sendo sábado, vocês iriam ou não socorrê-lo logo? Ficaram confusos. E Jesus curou o hidrópico. Tomou-o pela mão, curou-o e o despediu.

Nós católicos temos muitas diferenças com outras igrejas, outros grupos religiosos e mesmo com pessoas que não têm fé. Mas, podemos e devemos ser amigos, parceiros, convivendo com respeito, diálogo, amizade, não é verdade? O que, de verdade, vai por a prova nossa amizade e nossa comunhão não será a doutrina, que tem, claro, diferenças. Mas a verdadeira prova, como foi para Jesus e os fariseus, é o hidrópico. Diante do colossal sofrimento do irmão marginalizado, explorado, excluído, o nosso sábado nos compromete com ele, ou, em seu nome, lavamos as mãos e nos omitimos. O sábado pode representar nossas práticas religiosas, nossas tradições. Nossa religiosidade (o sábado) nos impulsiona a retirar o filho que caiu no poço ou nos faz omissos diante do irmão que caiu à beira da estrada, como foi o caso do sacerdote e do levita na parábola do bom samaritano?




Guardando a mensagem

Jesus aceitou o convite para uma refeição na casa de um líder fariseu, num dia de sábado. Os fariseus foram gentis ao convidar Jesus. Isso mostra uma certa aproximação desse grupo com o grupo de Jesus. Comer juntos era um gesto de comunhão e amizade. Ia tudo bem, mas eis que apareceu um irmão doente, precisando de ajuda: um hidrópico. Jesus perguntou se o sábado, onde era proibido fazer qualquer trabalho, permitia que se desse socorro a ele. Eles não souberam responder. E Jesus o curou. Pelo ecumenismo com outras igrejas, nos sentamos à mesma mesa de refeição. O que vai marcar a diferença, vai ser a prova dos nove, para eles e para nós, é se o nosso sábado ou seja nossa religiosidade nos faz comprometidos ou omissos diante do sofrimento dos irmãos.

Se algum de vocês tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado? (Lc 14, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu também respeitavas o sábado dos judeus. E, como se tratava do dia de dar glória a Deus, mostravas como a fé se manifesta na louvação a Deus e na restauração dos humilhados. Assim, vivias e ensinavas o amor a Deus e ao próximo. Obrigado, Senhor, por tuas lições de fé e de vida. Impactados por tua ressurreição na manhã do primeiro dia da semana, nós teus seguidores guardamos o domingo, como o Dia do Senhor, o dia de nossa páscoa, de nossa libertação. Dá-nos, Senhor, que façamos desse dia uma afirmação de nossa adesão ao teu evangelho, que nos ensina a acolher o amor do Pai e a praticar esse amor como solidariedade e compromisso com o bem e a vida de todos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Para estimular o entendimento e a prática da palavra, sugiro que você leia em sua Bíblia o evangelho de hoje (Lc 14, 1-6). Para facilitar este acesso diário à Palavra de Deus, você que recebe pessoalmente a Meditação tem visto que estamos enviando sempre um link pra você ler o texto bíblico e também a Meditação. É só clicar no link.

Comunicando

Amanhã, é o dia de todos os santos, todos os que foram alcançados pela graça de Deus e corresponderam com uma vida santa. E domingo, celebramos o dia de finados, rezando pelos fiéis falecidos. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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