PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA

Festa do Batismo do Senhor.



   12 de janeiro de 2025.   

Festa do Batismo do Senhor

   Evangelho.   


Lc 3,15-16.21-22

Naquele tempo, 15o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
21Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

   Meditação   


E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer” (Lc 3, 22).

E este é o domingo do Batismo do Senhor. Uma bela oportunidade para nos darmos conta da beleza e da grandeza do nosso batismo! Somos batizados, temos parte com Jesus, somos filhos de Deus, membros da Igreja, habitados pelo Santo Espírito. Que grande graça sermos batizados!

No batismo, largamos o homem velho e renascemos, na graça de Deus. Na sua cruz, Jesus alcançou o perdão dos nossos pecados, nos reconciliou com Deus. O batismo é o momento sagrado em que essa graça do perdão me alcança, me lava. É o banho purificador que me faz nova criatura, em comunhão com Deus. 

Pedimos o batismo e acolhemos o banho purificador pela fé. A fé é que abra as portas de nossa vida para a ação de Deus. Nós temos o santo costume de batizar as crianças das famílias cristãs. As crianças são batizadas na fé dos pais e dos padrinhos. 

A fé nos abre as portas para o batismo. Mas ela há de crescer em nós, à medida que crescemos. Há de amadurecer em nós à medida que cresce em nós o conhecimento, as experiências da vida, a maturidade. E a fé cresce e se torna madura, inteligente, iluminadora na medida em que buscamos maior conhecimento da Doutrina cristã, das Escrituras Sagradas, da vida da Igreja. Aí entra a catequese, que é a iniciação cristã, acompanhada pelos ministros da catequese, com o apoio dos pais e dos padrinhos. 

No batismo de Jesus, ficamos sabendo quem ele é. Ele é o Servo de Deus. Sobre ele, repousa o Santo Espírito. Sua missão é refazer a aliança com o povo, guiar as nações no caminho da justiça, libertar os oprimidos, ser uma luz para as nações. É o que está escrito no Profeta Isaías, no primeiro cântico do Servo de Javé (Isaías 42). Jesus é o Servo de Deus.

Ele é o Ungido pelo Espírito. Ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder, ele andou por toda parte fazendo o bem e libertando as pessoas da dominação do mal. Ele é o Cristo, o Senhor de todos, não só de Israel. É o que Pedro disse na casa de Cornélio, em Cesaréia, como está no livro dos Atos dos Apóstolos (Atos 10). Jesus é o Ungido pelo Espírito.

Ele é o Filho amado. Depois do batismo no Rio Jordão, depois que saiu das águas, ele vê o Espírito Santo vindo sobre ele como pomba. Nesse momento, ouve-se a voz do Pai dizendo que ele é o seu Filho amado. Ele é o Emanuel, Deus encarnado, convivendo conosco. É o que está no evangelho de hoje (Lucas 3). Jesus é o Filho Amado.

No batismo, você fica sabendo quem você é, quem somos nós. Nós somos Servos de Deus. Maria, a primeira discípula de Jesus, nos dá o exemplo. Ela se colocou inteiramente a serviço de Deus: “Eu sou a serva do Senhor”. Nós somos os administradores, a quem o Senhor confiou o cuidado de sua casa e de sua família, em sua ausência. Servo de Deus, Serva de Deus é o que você é.

Nós somos Ungidos pelo Espírito. A palavra Cristo quer dizer ungido. Por isso, nos chamam de cristãos, somos ungidos por Deus com o seu Espírito, como Jesus. Ungidos para participar com ele de sua missão. Participamos do senhorio de Jesus, fazendo a nossa parte na manifestação do Reino neste mundo. Como Jesus, nós temos a missão de iluminar o mundo com a luz de Deus e fermentá-lo com o evangelho. Pelo batismo, temos parte com Jesus sacerdote, profeta e rei. Ungido pelo Espírito, Ungida pelo Espírito é o que você é.

Nós somos Filhos Amados. Também no nosso batismo, o Pai nos disse que somos seus filhos amados. Pela ação do Santo Espírito, recebemos a adoção filial. Somos filhos adotivos, filhos no Filho, filhos amados. É assim que somos irmãos no Senhor e nos comprometemos com a fraternidade neste mundo. Pelo batismo, somos membros do único Corpo de Cristo, a sua Igreja. Filho Amado, Filha Amada é o que você é.





Guardando a mensagem

Muita gente desconhece a grandeza e a dignidade que o batismo lhe conferiu. O batismo de Jesus no Jordão revela a sua identidade e a sua missão. Ele é o servo de Deus, o ungido pelo Espírito, o Filho amado do Pai. O sacramento do batismo também revela a nossa identidade e nossa missão de cristãos. Nós somos servos de Deus, ungidos pelo Espírito, filhos amados do Pai.

E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer” (Lc 3, 22).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje queremos te pedir, de maneira especial, pelos que não conhecem a beleza e a graça do santo batismo. Uns porque, mesmo sendo de famílias católicas, não se batizaram e outros porque, mesmo batizados, não vivem na fé, não participam da vida da Igreja. Senhor, não nos permitas que desistamos deles. Antes, dá-nos espírito missionário, paciência e perseverança para testemunharmos a todos como é maravilhoso te conhecer, te amar e te seguir como servos de Deus, ungidos pelo Espírito e filhos amados do Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na celebração deste domingo, após a homilia, costuma haver a renovação das promessas do batismo. Vá se preparando para confirmar sua adesão a Cristo Jesus, ao seu evangelho e à sua Igreja. Não tendo jeito de participar da Santa Missa hoje, por razões muito sérias, reze o ‘Creio em Deus Pai’, bem rezado.

Comunicando

Segunda-feira, dia 13, faço show na cidade de Surubim, na festa de São Sebastião. No dia 17, na cidade de Assu, RN, o show será na festa da Beata Lindalva. O Show na Arena Pernambuco, na celebração dos 35 anos da Obra de Maria, será no dia 19.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


A alegria do amigo do noivo.

 


  11 de janeiro de 2025.  

Sábado do Tempo do Natal depois da Epifania


  Evangelho.  


Jo 3,22-30

Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”.
27João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua”.

  Meditação.  


Esta é a minha alegria, e ela é completa (Jo 3, 29)

Outro dia, eu presenciei o reencontro de uma professora minha amiga com sua antiga aluna. A professora, agora recém-aposentada e a aluna psicóloga, agora, em plena atuação profissional. Professora e ex-aluna ficaram felizes e eufóricas ao se reconhecerem e se reencontrarem. A professora, muito feliz por encontrar sua antiga aluna tão bem colocada profissionalmente.

Eu fiquei olhando a reação da professora. Talvez alguém em seu lugar tivesse se lamentado, imaginando que sua aluna podia estar numa posição melhor do que a sua. Mas, ela nem de longe demonstrou esse sentimento mesquinho de quem se sente deixado pra trás. Ela gostava de ensinar e tinha sido uma boa educadora. Foi sua missão. E a missão deu certo, pois uma aluna como aquela tinha encontrado seu lugar na sociedade. Nada de inveja, nada de complexo de inferioridade. A professora ficou feliz, muito feliz. Feliz por sua missão ter se realizado tão bem como demonstrava o êxito de sua aluna.

Essa cena ilustra o evangelho de hoje. Os discípulos de João Batista vieram lhe contar que um dos que estivera com ele agora estava também batizando em outro local. Eles estavam irritados com isso: ‘João Batista deu todo cartaz a ele, deu testemunho sobre ele, até o tinha batizado. Agora, ele está reunindo muita gente e batizando’. Você nem precisa ler o evangelho de hoje para saber quem era esse pregador que estava despontando. Jesus, claro.

João Batista pode ser comparado com a professora recém-aposentada. Ele recebeu com alegria a notícia de que Jesus, que ele batizara e apontara como Cordeiro de Deus, agora, estava reunindo muita gente e batizando. João Batista não ficou enciumado. Ficou feliz. Ele comentou que já lhes tinha dito que não era o Cristo, mas tinha sido enviado adiante dele. E se comparou com o amigo do noivo que fica responsável pela festa do casamento. Ele toma todas as providências para que tudo saia bem e que o noivo, seu amigo, fique satisfeito. Quando o noivo chega, ele sabe que sua missão está terminada. E fica particularmente feliz porque sua missão chegou ao ponto mais alto. Se a missão que recebera era preparar a chegada do Messias, missão cumprida. Ele chegou. Alegria completa.

João Batista não se sentiu ameaçado ou traído por causa da atuação profética de Jesus, que estava aparentemente fazendo como ele, pregando e batizando. Sentiu-se feliz, reconhecendo que a tarefa que tinha recebido de Deus era preparar os caminhos para ele. E reconheceu, diante do povo e dos discípulos, ser apenas um servidor, indigno mesmo de desatar as correias de suas sandálias. Jesus, conhecido e reverenciado por tanta gente, também não se esqueceu de seu predecessor, nem desconsiderou a influência que teve o Batista na sua formação.




Guardando a mensagem

Os discípulos de João ficaram incomodados com o fato de Jesus estar reunindo o povo, pregando e batizando. Acharam que João ficaria aborrecido com essa atuação de Jesus, uma vez que o tinha batizado e recomendado ao povo. O Batista não se deixou guiar por esse sentimento mesquinho de ciúme ou de exclusividade. Soube reconhecer a grandeza de sua missão, que era preparar o povo para receber o Messias. Uma vez que o noivo chegou, o amigo do noivo que ficou responsável pela festa do casamento sabe, com humildade e alegria, que a sua missão está cumprida.

Esta é a minha alegria, e ela é completa (Jo 3, 29)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
foi bonito ver a professora ficar radiante com o reencontro com sua antiga aluna, agora uma psicóloga. Ela ficou feliz com o êxito de sua missão estampada na realização profissional de sua aluna. Foi o que aconteceu com o profeta João Batista ao ter conhecimento do sucesso que estavas alcançando com tuas pregações e curas. Ele soube, naquele momento, que sua missão estava plenamente realizada. Como ele disse: “minha alegria está completa”. Senhor, livra-nos desses sentimentos mesquinhos de inveja, ciúme, despeito pelos quais nos sentimos ameaçados pelo crescimento dos outros e entristecidos pelo seu sucesso. Dá-nos a alegria de ver nossa missão cumprida no êxito de nossos filhos, alunos, dependentes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Amanhã, celebraremos a festa do Batismo do Senhor. Festeje também o seu batismo. Amanhã, não falte à celebração de sua comunidade. Não sendo possível, por razões realmente sérias, acompanhe pelas redes sociais a celebração de sua comunidade. Mantenha-se unido(a) ao seu rebanho e ao seu pastor.

Comunicando

Louvo a Deus por sua generosidade e de tantos irmãos e irmãs. Sensibilizados com o projeto de construção da Igreja Paroquial de Benguela, em Angola, ofereceram o apoio de sua oração e de sua oferta financeira. Vou dizer como o apóstolo Paulo que organizou uma coleta em favor dos irmãos necessitados de Jerusalém: "a abundância de sua alegria e a profundidade de sua pobreza transbordaram em riqueza por sua generosidade" (2 Cor 8,2). Muito obrigado. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





O leproso está ensinando três coisas.

 


  10 de janeiro de 2025.  

Sexta-feira do Tempo de Natal depois da Epifania


  Evangelho.  


Lc 5,12-16

12Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. 14E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”.
15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. 

  Meditação.  


Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado” (Lc 5, 13)

Podemos olhar a história do leproso de muitos pontos de vista. Hoje, eu quero convidar você a pensar que você é o leproso da história do Evangelho. Então, você é o leproso dessa história, combinado? Então, vamos lá. O leproso se aproxima de Jesus, se ajoelha aos seus pés e pede para ser purificado. Três gestos simbólicos importantes: aproximar-se, ajoelhar-se e implorar o favor de Deus. Muita gente quer uma graça, mas não se aproxima de Deus, não se ajoelha e não pede o que precisa como deve. Vou me explicar.

Você aproximou-se de Jesus. Aproximar-se é buscar Deus. Buscar Deus é procurar encontrá-lo na oração, na meditação, na escuta de sua palavra. Lê-se assim no livro do Deuteronômio: “Quando então buscares o Senhor teu Deus, o encontrarás, se o buscares de todo o teu coração e com toda a tua alma” (Dt 4, 29). Então, sua primeira atitude, como o leproso, foi aproximar-se. Vou lhe dizer uma coisa. Foi muita coragem de sua parte, porque, por causa de sua doença, não lhe era permitido aproximar-se de pessoas sadias como você fez. Você passou por cima dessa norma social, você ultrapassou a faixa amarela e foi ao encontro de Jesus. Sim, é verdade, Jesus vinha passando com a multidão. Na verdade, é ele que vem ao seu encontro. Mas, é preciso a gente se aproximar, vencendo as barreiras que pretendem impedir esse encontro.

Você aproximou-se e ajoelhou-se diante de Jesus. Em todas as religiões, ajoelhar-se é um ato de adoração, de profunda reverência. Ajoelhar-se, prostrar-se é o reconhecimento da grandeza de Deus presente em Jesus, é um reconhecimento de sua divindade. Buscar Deus não para que Deus faça a nossa vontade, mas que a vontade de Deus se cumpra em nossa vida. Maria expressou esse sentimento ao dizer: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Ajoelhar-se é um gesto de adoração, de humildade, de reconhecimento da grandeza de Deus e da disposição de estar a seu serviço.

Você aproximou-se, ajoelhou-se e fez um pedido a Jesus: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Foi um pedido feito num contexto de quem se aproximou, de quem o está buscando; de quem se ajoelhou, isto é de quem presta ao Senhor um culto de adoração, reconhecendo-o seu Senhor. E o seu pedido foi humilde, “se queres”, se for da tua vontade. É, muita gente pede coisas importantes a Deus, mas não o busca para andar em seus caminhos, nem é um adorador desse Deus fiel que vem ao nosso encontro. Você pediu bem. E Jesus atendeu você. Ele estendeu a mão, tocou em você e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, no mesmo instante, você ficou livre da lepra.




Guardando a mensagem

Jesus vinha com a multidão. Deus toma sempre a dianteira, dá sempre o primeiro passo. E você, superando as barreiras que o mundo criou para nos manter à distância de Deus, aproximou-se de Jesus. Com espírito de fé e de adoração, reconhecendo em Jesus o salvador que o Pai nos enviou, pediu-lhe uma coisa importante. Mas, pediu que se realizasse, antes de tudo, a vontade dele em sua vida. Lições importantes que aprendemos com o leproso do evangelho: aproximar-se, ajoelhar-se e pedir com humildade e espírito de obediência.

Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado” (Lc 5, 13)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o leproso somos nós. A lepra é um sinal de nossa condição de pecadores. E é do pecado que nos purificas com tua vinda e com o teu amor. Dá-nos, Senhor, a graça de não esquecermos que a ti e à tua cruz devemos a vida nova e a comunhão que temos com Deus nosso Pai. Que em todas as nossas necessidades, nós nos aproximemos de ti com espírito de fé, e peçamos o teu favor, desejosos de realizar, antes de tudo, a vontade de Deus. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, lembrando que você é o leproso, a leprosa, escreva uma breve oração a Jesus.

Comunicando

Vou lhe dizer o que lhe falei ontem. No final deste mês de janeiro, vou estar em Angola, em dois compromissos: uma Tarde de Louvor em Luanda, a capital; e uma Noite de Louvor, na Sé Catedral de Benguela, a 421km da capital. Nos dois eventos, vamos recolher ofertas para a construção da Igreja Paroquial da missão dos Salesianos em Benguela. Aliás, eu não gostaria de chegar lá de mãos vazias. Queria levar alguma coisa. Você poderia nos ajudar? Deixe eu lhe dizer. A Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Benguela, já tem o terreno e já fez as bases, mas a construção está parada por falta de recursos. Essa paróquia missionária que nós vamos ajudar tem 3.000 crianças na catequese e mais de 1.000 jovens na pastoral juvenil, olha que coisa linda! As celebrações estão sendo campais, pois a igreja deles é pequena. E nós vamos ajudá-los na construção de sua Igreja Matriz. Então, posso contar com sua ajuda? Vou lhe dizer a chave PIX: 81 99964-4899. Doe na conta da AMA, nossa Associação Missionária Amanhecer. Pra gente identificar que se trata de sua oferta missionária, doe com valor terminado em 1. Vou repetir o PIX: 81 99964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Ele não faltava às celebrações.





  09 de janeiro de 2025.  

Quinta-feira do Tempo de Natal depois da Epifania

  Evangelho.  


Lc 4,14-22a

Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.

  Meditação.  


Conforme seu costume, Jesus entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura (Lc 4, 16)

O evangelho dá notícia que Jesus ensinava nas sinagogas da Galiléia e era muito elogiado pelo povo. A Galiléia é a região onde estava o povoado de Nazaré, onde morava sua família, onde ele tinha se criado. E é na Sinagoga de Nazaré que ele está, no evangelho de hoje.

Temos, neste evangelho, uma cena de uma celebração matinal na sinagoga de Nazaré. Jesus está presente, faz a leitura e está pregando. O livro santo é um rolo do profeta Isaías. E Jesus encontra e lê uma passagem que se refere à sua missão. A primeira reação das pessoas é de admiração pelas palavras de Jesus. Depois, a atitude da comunidade foi de rejeição, infelizmente.

Bom, está escrito que “conforme seu costume, Jesus entrou na Sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura”. Prestemos atenção a essa observação: “conforme seu costume”. Era, então, uma prática habitual sua, um costume, ir à sinagoga aos sábados, participar da celebração. Vindo a esse mundo, nascendo no seio do povo judeu, o nosso Jesus aprendeu com os seus pais e sua família a participar com assiduidade do ritmo religioso do seu povo. Só havia um Templo, para oferecimento de sacrifícios e esse era em Jerusalém. Para lá os fieis se dirigiam em peregrinação em três festas durante o ano, sobretudo na festa da páscoa. Nas cidades e povoados maiores, havia as sinagogas, casas de culto onde os judeus se reuniam, sobretudo para ouvir os textos sagrados, cantarem hinos e fazerem suas orações. Como você sabe, o dia santo do povo judeu é o sábado, como recordação da criação do mundo, o dia em que Deus contemplou sua obra e viu que tudo estava bem feito.

E eu estou chamando a atenção de vocês para essa observação do evangelista: “Conforme seu costume, Jesus entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura”. Vemos um jovem comprometido com a sua comunidade de fé, fiel às tradições religiosas do seu povo. E, mesmo sendo o filho de Deus, está integrado numa prática religiosa concreta, valorizando e participando das celebrações de sua comunidade. Claro, nós não somos judeus, embora conservemos os seus livros sagrados do Antigo Testamento. Nós cristãos, guardamos o domingo, por causa da ressurreição de Jesus que foi nesse dia, mas conservamos o mesmo ritmo de celebrações semanais em nossas igrejas.




Guardando a mensagem

Nós seguidores de Jesus estamos sempre aprendendo com ele sobre como nos conduzir nessa vida, como agradar a Deus, como viver em fraternidade com os nossos semelhantes. O bom seguidor de Jesus o imita também na fidelidade com que ele participava na celebração semanal de sua comunidade, na sinagoga de Nazaré. À sua imitação, procuramos ser fieis à celebração dominical. Nessa sagrada reunião semanal, ouvimos a Palavra de Deus e celebramos a Ceia do Senhor. Isso tem que ser um hábito na vida de cada um de nós, um compromisso semanal. Sem esse ritmo, nossa vida cristã se alimenta vaga e ocasionalmente. O resultado é uma vida espiritual fraca, apagada e desligada do ritmo litúrgico da Igreja. Precisamos aprender com Jesus. Ele não faltava, aos sábados, à celebração de sua comunidade. E veja que ele não apenas era um fiel presente, mas um fiel participante. Assumia tarefas na celebração. É o que lemos hoje: ele levantou-se para fazer a leitura bíblica e depois explicou a palavra, como era costume os leigos fazerem nas sinagogas. A nossa tem que ser também uma participação ativa: ouvindo, rezando, cantando, oferecendo, comungando.

Conforme seu costume, Jesus entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura (Lc 4, 16)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
vendo o modo com que habitualmente frequentavas a sinagoga, no dia santo dos judeus, aprendemos a ter um grande amor pela comunidade e pela igreja que frequentamos. Queremos aprender contigo, Senhor, esse compromisso com a celebração semanal, com a audição da palavra de Deus, com a oração em comunidade. Nossa mãe Igreja tem nos ensinado que é assim que santificamos o dia do Senhor, o dia da tua e nossa ressurreição. Ajuda-nos, Senhor, a vencer a preguiça, a acomodação e sempre dar prioridade ao encontro comunitário dominical acima de qualquer opção de lazer ou de descanso. Ensina-nos, Senhor, a amar a santa palavra de Deus e a respeitar e querer bem aos nossos ministros. Que no Livro da Vida, possa ficar escrito sobre cada um de nós: “Conforme o seu costume, esse filho de Deus (ou essa filha) estava na Igreja todo domingo e participava ativamente, inclusive com tarefas na liturgia”. O teu exemplo e a tua graça, Senhor, nisto nos sustentem. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Bom, hoje ainda é quinta-feira, é o dia da Missa das 11 horas. Mas, você pode ir logo se programando. No final de semana, reserve sempre o melhor horário para a Santa Missa. Para Deus, o seu melhor. Faça como Jesus.


Comunicando


No final deste mês de janeiro, vou estar em Angola, em dois compromissos: uma Tarde de Louvor em Luanda, a capital; e uma Noite de Louvor, na Sé Catedral de Benguela, a 421km da capital. Nos dois eventos, vamos recolher ofertas para a construção da Igreja Paroquial da missão dos Salesianos em Benguela. Aliás, eu não gostaria de chegar lá de mãos vazias. Queria levar alguma coisa. Você poderia nos ajudar? Deixe eu lhe dizer. A paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Benguela, já tem o terreno e já fez as bases, mas a construção está parada por falta de recursos. Essa paróquia missionária que nós vamos ajudar tem 3.000 crianças na catequese e mais de 1.000 jovens na pastoral juvenil, olha que coisa linda! E nós vamos ajudá-los na construção de sua Igreja Matriz. Então, posso contar com sua ajuda? Vou lhe dizer a chave PIX: 81 99964-4899. Doe na conta da AMA, nossa Associação Missionária Amanhecer. Pra gente identificar que é a sua oferta missionária, doe com valor terminado em 1. Vou repetir o PIX: 81 99964-4899. Vou deixar um anexo com todas as informações dessa viagem a Angola.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Eles não tinham aprendido a lição.



   08 de janeiro de 2025.  

Quarta-feira do Tempo do Natal depois da Epifania


   Evangelho.  


Mc 6,45-52

Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar.
47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles.
49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

   Meditação.  


Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)

O evangelho de hoje conta que Jesus foi ao encontro dos discípulos, andando sobre o mar. E quando entrou na barca, o vento se acalmou. E que os discípulos estavam apavorados e assustados. E por quê? Disse o evangelho: porque eles não tinham compreendido nada a respeito dos pães. Vamos ver se a gente entende isso.

Você se lembra da cena dos pães, de ontem, não lembra? Jesus encontrou-se com um povo numeroso e encheu-se de compaixão. Ensinou muitas coisas e, no fim do dia, repartiu cinco pães e dois peixes com todo mundo. Foi uma refeição farta, pelas sobras que se recolheram. Quando tudo terminou, Jesus obrigou os discípulos a tomarem a barca e irem a uma cidade do outro lado do mar, o grande lago da Galiléia. Depois que despediu o povo, Jesus foi rezar no monte.

A travessia na barca foi se complicando. Escureceu, o vento foi ficando forte e contrário. Pelas três da madrugada, eles cansados de remar, viram um vulto andando sobre o mar, vindo na direção deles. Foi um medo só. Pensaram que fosse um fantasma. Jesus de lá gritou: “Tenham coragem. Sou eu. Tenham medo não”. Jesus se aproximou, subiu na barca e ficou com eles. O vento cessou e a viagem foi tranquila. Os discípulos estavam pasmos, espantados.

O que aconteceu com os discípulos, podemos resumir, foram duas coisas. Primeiro, eles não estavam conseguindo atravessar o lago, por causa da escuridão e do vento contrário. E segundo, eles não reconheceram Jesus que foi ajudá-los, por causa do medo de que estavam possuídos.

Eles remavam noite adentro e não conseguiam avançar. Essa travessia na barca é uma representação da missão que Jesus lhes confiou. Representa também as dificuldades que experimentamos hoje no cumprimento da missão. As dificuldades vinham de fora (a ventania) e deles mesmos (a escuridão). Eles podiam ter pensado: ‘Gente, ontem, nós vimos aquele povo na mesma situação, ovelhas sem pastor, enfrentando a ventania da dispersão, da doença, da fome. E nós vimos: Deus mandou um pastor para cuidar do seu rebanho, Jesus ensinou e alimentou aquele povo todo. Ele não nos abandona. Deus está conosco’. Mas, eles não tinham aprendido a lição dos pães.

Aí Jesus, com pena deles, foi em seu socorro, andando sobre o mar. Eles conheciam as Escrituras. Sabiam que só Deus é quem anda sobre o mar. Já tinham ouvido isso no livro de Jó: “Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar” (Jó 9,8). Mas, ao verem Jesus que vinha sobre as águas eles quase morreram de medo. Não tinham aprendido a lição da multiplicação dos pães. Em Jesus, age o próprio Deus, na sua grandeza, no seu poder. Jesus disse “Sou eu”, uma palavra que se repete na Bíblia como uma apresentação do próprio Deus.




Guardando a mensagem

Contando a história da travessia do lago, naquela noite de ventos fortes, o evangelista São Marcos comentou que os discípulos não tinham compreendido o que acontecera com os pães, estavam com o coração endurecido. E não entenderam, pelo menos, duas coisas. Primeiro, que Deus não abandona seus filhos. Foi o que Jesus tinha explicado e mostrado na prática: Deus, no seu amor de pai, não dá as costas ao povo necessitado, nem desampara seus filhos nas travessias difíceis. E a segunda coisa que eles não entenderam: Jesus é Deus que vem em nosso auxílio. De fato, mesmo depois da morte de Jesus, não foi fácil eles se convencerem da sua ressurreição. E quando não se crê no poder de Deus que nos liberta do mal e da morte, vive-se com medo.

Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. Disseste SOU EU. O Pai tinha falado assim, no Monte Sinai, a Moisés: ‘Diga ao Faraó que EU SOU mandou dizer que liberte o meu povo'. EU SOU é Deus. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua revelação como Deus. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

É possível que, hoje, se apresente uma oportunidade para você dizer uma palavra de fé que ajude a acalmar alguma tempestade. Se aparecer essa oportunidade, dê seu testemunho sobre Jesus: anuncie que é ele quem acalma o mar.

Comunicando

Segunda-feira, dia 13, faço show na cidade de Surubim, na festa de São Sebastião. No dia 17, na cidade de Assu, RN, o show é na festa da Beata Lindalva. O Show na Arena Pernambuco, na celebração dos 35 anos da Obra de Maria, será no dia 19.

Ainda em janeiro, realizaremos dois eventos em Angola:
uma 'Tarde de Louvor' na Paróquia de São Paulo, em Luanda, no dia 26 e uma 'Noite de Louvor' na Sé Catedral de Benguela, no dia 30.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Amor e compaixão, o segredo de Jesus.

 


  07 de janeiro de 2025.  

Terça-feira do Tempo do Natal depois da Epifania


  Evangelho.  


Mc 6,34-44

Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.

  Meditação.  


Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor (Mc 6, 34)

A pregação da Palavra de Deus é uma coisa maravilhosa. Ninguém duvida. A celebração ou liturgia, outra coisa fantástica. Mas, nem a pregação, nem a celebração se explicam sem a compaixão, a caridade. A evangelização e a celebração começam e terminam na caridade. Está tudo no evangelho de hoje.

“Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”. Aí começa tudo, na compaixão. Jesus viu aquele povo que o procurava e lhe doeu o coração vê-lo tão necessitado, tão fragilizado. Para uma pessoa do interior como Jesus, dava pena ver um rebanho sem pastor: as ovelhas se dispersam, os carneirinhos viram presas fáceis para as feras e os ladrões, não têm quem os guie a um bom pasto. E olha que Jesus estava levando os discípulos para um lugar afastado para eles descansarem um pouco, pois estavam voltando, muito cansados, de uma missão. Diante daquela cena – ovelhas sem pastor – esqueceu-se o descanso e Jesus começou a “ensinar-lhes muitas coisas”, diz o evangelho.

O que será que Jesus ensinou àquela gente? Podemos imaginar, pois o que ele disse ao povo, certamente, é o que está no evangelho. Ele explicava, contando parábolas, como Deus ama os seus filhos, como fica feliz quando um filho ou uma filha escolhe o bom caminho; como o Pai cuida dos passarinhos e das plantas e mais ainda cuida de cada filho, de cada filha. E ainda: como são felizes aqueles que Deus ama. E Deus preza antes de tudo os mais pobres e os mais sofridos. Aí, ele lhes falava do Reino de Deus. Ah, esse mundo fica melhor se Deus for obedecido como bom pai que é e se cada filho for fraterno e bom com seu irmão, com sua irmã. Quanta coisa Jesus tinha para dizer àquele povo maltratado pela violência, pela doença, pela pobreza! E aqueles corações amargurados iam se enchendo de paz, de esperança. Riam com as histórias de Jesus (‘Imagine, o filho disse que ia, mas não foi, mas que malandro!’ - ‘E a festa que o Pai fez pra receber o filho que saiu de casa, ô festão!’ –‘ ‘Mas aquelas moças que foram para o casamento e esqueceram o óleo, que povo sem juízo!). Gente, olha a hora!

Quem falou “olha a hora!”? Os discípulos. Já está ficando tarde. Isso aqui é um lugar deserto. Esse povo precisa voltar pra casa. Já está tudo com cara de fome. Tenha paciência Jesus, a conversa está muito boa, mas está na hora de mandar o povo embora. ‘Mandar o povo embora, como assim? Sem comer nada? Vocês providenciem alguma coisa’. Aí a coisa esquentou... Providenciar, nós? Aí, eles foram pragmáticos, como muitos administradores de hoje. Gastar dinheiro para alimentar essa gente? Não tem dinheiro que chegue. Mande esse povo embora, enquanto é tempo. Eles se viram por aí... Olha a mentalidade deles: gastar dinheiro, despedir, mandar embora, não se sentir responsável por ninguém. E Jesus acalmou o grupo. 'Pera aí... O que vocês têm aí pra comer? Vão, vão ver... Cinco pães e dois peixes? Tragam pra cá'. Aí Jesus mandou todo mundo se sentar, formaram grandes grupos, pegou aqueles poucos pães e peixes, deu graças a Deus, fez a oração da bênção dos alimentos, partiu (preste atenção a este “partiu”) e ia dando os pedaços aos discípulos para que eles distribuíssem com o povo. Depois, dividiu também os peixes. O resultado, você já sabe. E até a sobra recolhida foi grandiosa. 

Olha a mentalidade de Jesus: alimentar, por em comum, partilhar, repartir, dividir, somos responsáveis uns pelos outros.





Guardando a mensagem

Antes de tudo, a compaixão. Jesus viu o povo e sentiu seu coração amargurado por vê-lo tão sofrido, tão fragilizado. Ele deixou de lado outro projeto e dedicou-se a “ensinar-lhe muitas coisas”. Isto é a evangelização. A evangelização é o anúncio do amor do Pai pelo seu povo, que nos mandou Jesus como pastor e salvador. A evangelização nasce da compaixão. E gera compaixão, caridade, amor a Deus e ao próximo.

Antes de tudo, a compaixão. Era tarde, o lugar deserto, o povo faminto. Jesus envolveu os discípulos numa linda celebração. Pode ver que todos os detalhes lembram a última ceia, como se fosse uma preparação para a Santa Missa. A celebração nasce da compaixão de Deus pelo seu povo e de nossa compaixão pelo próximo. E gera compaixão, solidariedade, caridade, novas relações.

Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor (Mc 6, 34)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hás de nos desculpar. Nós continuamos a pensar igualzinho aos discípulos naquela cena da multiplicação dos pães. Vemos as situações de sofrimento e abandono e cruzamos os braços. Ficamos paralisados por nossa mentalidade pragmática: não temos dinheiro, não temos condições, não é responsabilidade nossa. A solução que temos é mandar embora, cada um se virar. Senhor, ajuda-nos em nossa conversão. Na evangelização e na celebração, aprendemos contigo outra forma de ver e agir: sermos responsáveis uns pelos outros, fazer alguma coisa com o que temos e, sobretudo, confiar na providência de Deus que se manifesta na partilha e na solidariedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje e, no seu caderno espiritual, anote a frase que mais chamar sua atenção.

Comunicando

Agradeço às pessoas que acompanham meu programa 
Tempo de Paz no rádio pela resposta que deixaram no formulário. Muito obrigado. 

Para quem perguntou como fazer para também acompanhar diariamente o meu programa Tempo de Paz, lá vai a resposta: é só baixar o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. Não tem custo, só tem benefícios. 24 horas no ar, com música. Na rádio amanhecer, o programa tem três edições: seis da manhã, nove da manhã e dez da noite. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



Chega um novo morador em Cafarnaum.

Vista de Cafarnaum

  06 de janeiro de 2025.  

Segunda-feira do Tempo do Natal depois da Epifania

  Evangelho.  


Mt 4,12-17.23-25

Naquele tempo, 12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”.
17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levaram-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epilépticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.

  Meditação.  


Jesus deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia (Mt 4, 13).

No evangelho de hoje, há uma notícia que desperta nossa atenção: Jesus se mudou de Nazaré para Cafarnaum. Ele morava em Nazaré e mudou-se para Cafarnaum. Daqui pra frente, sempre que o evangelho disser que ele voltou pra casa, já se sabe, chegou à Cafarnaum.

Mudar de residência, mudar de cidade, é uma decisão que exige um pouco de reflexão, não é verdade? Você, com certeza, já se mudou de um lugar pra outro. Posso até apostar que onde você mora hoje não é o lugar onde você nasceu e se criou. Estou certo? As pessoas se mudam em busca de melhoria de vida: por ter se casado e precisar acompanhar o cônjuge, por razões de trabalho, estudo dos filhos, oportunidades melhores em outro local, etc. E ninguém se muda sem um processo razoável de reflexão e decisão, não é verdade?! E a razão é que mudar-se, sobretudo deixar o seu lugarzinho, o cantinho de sua família, de seus conhecidos é sempre doloroso. E a mudança precisa ser bem planejada para que dê certo.

Boa parte do nosso povo migra de um lugar para outro, à procura de melhoria de vida. Somos um país de migrantes. Uns chegaram de fora. Outros se mandam do norte para o sul, do sudeste para o centro oeste, do nordeste para o sudeste, do sul para o norte... Em grande parte, se está longe do seu lugar de origem, dos seus pais e parentes mais próximos. Basta lembrar os brasileiros que estão nos Estados Unidos. E lembro deles porque, em bom número, na região de Boston, nos acompanham no Rádio e na Meditação diária. Afinal, somos todos migrantes, como Jesus.

Por que será que Jesus se mudou de Nazaré para Cafarnaum? Fácil, com certeza, não foi. Deixou em Nazaré, sua mãe, seus parentes próximos, tios e primos. Por lá ficou sua história de quase trinta anos de convivência, conhecimento e trabalho. É verdade que nascera em Belém. Mas, foram poucos dias de recém-nascido até sair em viagem apressada para as bandas do Egito, nos braços dos pais aflitos com a notícia da perseguição de Herodes. De lá, voltaram para Nazaré, depois da morte do rei. Em Nazaré, está a sua história: os seus dias de criança, sua participação na escola da sinagoga, o aprendizado na oficina de carpintaria do pai. Em Nazaré, todo mundo o conhecia: Jesus, filho de José, o carpinteiro. Lá, tinha um nome, uma profissão, uma mãe de quem recebia bons conselhos, muito carinho e muitas orações em seu favor; um pai piedoso e trabalhador também, mas não sabemos se a esta altura, ele já tivesse falecido ou não.

Perto dos seus trinta anos, Jesus, de alguma forma, acompanhou o movimento do Batista, filho de Zacarias e Isabel, seu parente. É possível que tenha tomado conhecimento das pregações de João Batista no deserto, em alguma de suas peregrinações a Jerusalém. Muita gente estava acompanhando João Batista. Ele era a voz no deserto, como anunciara o Profeta Isaías. Estava preparando o povo para a chegada do Messias. Convocava o povo à conversão e o batizava no Rio Jordão. Jesus participou de pregações do Batista, sensível àquele movimento de renovação e se batizou também no Rio Jordão, mesmo com o protesto do profeta. Essa movimentação do Batista se dava na Judeia, no deserto, na parte mais ao sul do país. E Jesus ainda estava na Judeia, quando soube – olha que tristeza – que João tinha sido preso. Foi, então, que tomou a decisão de se mudar: voltar para a Galileia (norte do país), se estabelecer numa cidade mais central e começar sua missão.




Guardando a mensagem

Jesus tomou a decisão de mudar-se de Nazaré para Cafarnaum, num momento muito delicado da vida do seu povo: o profeta João Batista fora preso por ordem do rei Herodes, o filho do velho Herodes do seu tempo de recém-nascido. Quanta gente foi presa por esse monarca corrupto, quantos desaparecidos, quantos mortos nos calabouços de seus palácios!... Até agora, com certeza, Jesus estava procurando entender melhor sua missão, numa longa preparação de trinta anos. Chegara a hora de aparecer publicamente e proclamar que o tempo da espera terminara: com ele, o Reino de Deus estava chegando. Nazaré era uma cidadezinha isolada, no norte, longe das estradas públicas. Cafarnaum era central, na Galileia. Ficava às margens do grande lago, chamado de Mar da Galileia. Muito perto de Cafarnaum, passava uma estrada que cortava todo o país, a Via Maris, a estrada do mar. Pela maior facilidade de locomoção, pela centralidade da cidade em relação aos povoados e cidades vizinhas, Cafarnaum seria um lugar estratégico para a missão de Jesus.

Jesus deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia (Mt 4, 13).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
sempre que lemos o teu evangelho, cresce em nós a admiração pelo mistério da encarnação do Verbo. Tu és o Deus que viveu a nossa vida humana, percorreu os nossos caminhos, fez história com o nosso povo. Tu também experimentaste mudar de uma cidade para outra, como quase todos nós, que somos um povo de migrantes, movidos pelas necessidades da sobrevivência. Certamente, não foi uma decisão fácil, por tudo que a tua pacata Nazaré representava em tua vida. Escolheste morar em Cafarnaum, uma cidade mais central e com mais facilidade de comunicação. Ainda assim, uma cidade mal vista pela elite de Jerusalém, que a considerava uma terra de pagãos e de judeus pouco praticantes da Lei de Moisés. Escolher Cafarnaum como plataforma de tua missão foi já uma grande lição: Deus fala e age a partir dos pequenos, nas situações difíceis e também nas oportunidades. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Em seu momento de oração, recomende ao Senhor os seus parentes que moram longe de você.

Comunicando

Na Rádio, nós estamos presentes em mais de 200 emissoras. O meu programa diário, o Tempo de Paz, está completando 11 anos. Com esta segunda-feira, começa a temporada de aniversário do nosso programa. A Missa de Ação de Graças está marcada para o dia 16 de janeiro, daqui a 10 dias. Caso você acompanhe um dos nossos programas no rádio, ponha os seus dados no formulário para participar dos sorteios diários.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



Três presentes para o menino Jesus.



   05 de janeiro de 2025. 

Solenidade da Epifania do Senhor

  Evangelho.  


Mt 2,1-12

1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei4, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

  Meditação.  


Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes (Mt 2, 11)

Toda criança, no seu nascimento, ganha presentes. Ganha fralda, mamadeira, sabonetes, brinquedinhos... Tios, avós, padrinhos, conhecidos cada um traz uma coisa. Sinal de satisfação pela chegada do bebê e reforço nos laços de amizade com a família da criança. O menino Jesus também ganhou presentes, no seu nascimento. Estranhos viajantes chegaram a Belém para visitá-lo. Depois de reverenciá-lo, deram-lhe presentes. Na verdade, presentes de pouca utilidade imediata, mas tudo bem.

Hoje é o dia da festa da visita dos magos ao menino Jesus, o Domingo da Epifania, celebrada popularmente como festa de reis. A cena está narrada no evangelho de São Mateus. Os magos do Oriente viram surgir uma estrela e chegaram a Jerusalém procurando “o recém-nascido rei dos judeus”. Depois de idas e vindas, consultas aos sábios e uma conversa com o rei Herodes, seguiram para Belém. A estrela voltou a aparecer e os conduziu ao local onde estava o bebê. Depois da visita, seguindo orientação de um sonho, voltaram por outro caminho, não dando ao rei a informação do endereço da criança. 

O evangelho não nos diz o significado dos presentes que o menino ganhou: ouro, incenso e mirra. A tradição, porém, nos tem oferecido muitas indicações. O ouro, mineral nobre e valioso, pode significar o reconhecimento de Jesus como Rei, como filho de Davi. O incenso, uma resina cheirosa usada no culto, pode representar o reconhecimento de Jesus como Deus. A mirra, uma substância perfumada usada para embalsamar os corpos dos falecidos, pode significar o reconhecimento de Jesus como Homem, sujeito à morte. 

O certo é que mesmo ainda hoje, existe o costume de, ao se fazer uma visita a uma pessoa importante, levar um presente. Na Bíblia, há também muitos exemplos disso, especialmente quando se trata de um visitante do Oriente. Lembre o caso da Rainha de Sabá que foi a Jerusalém fazer uma visita ao rei Salomão. Está no segundo livro das Crônicas que “ela deu ao rei quatro mil e duzentos quilos de ouro e grande quantidade de especiarias e de pedras preciosas”. Esses presentes são o reconhecimento da rainha do Oriente à grandeza e à sabedoria do rei Salomão.

A partir desse exemplo da rainha de Sabá e de muitos outros na Bíblia e na história dos povos antigos, é possível entender que os presentes dados a uma personalidade são sinal de aliança e submissão. Os magos do Oriente, ao abrirem seus cofres e oferecerem presentes ao menino estavam demonstrando amizade ao futuro rei e reconhecendo sua supremacia sobre eles. Ofereceram aquilo que de mais precioso os representava. Suas regiões eram produtoras de riquezas e especiarias. Incenso e mirra eram produtos valiosos transportados por comerciantes dessas regiões. 

Por outro lado, vemos, à distância, que os presentes antecipam a boa acolhida que os pagãos dariam à pregação do evangelho. Com os magos, compreendemos que Jesus é o salvador de toda a humanidade. 




Guardando a mensagem

Os presentes oferecidos no nascimento de uma criança reforçam os laços de amizade com sua família. Os presentes dos magos mostraram a adesão das nações pagãs ao Salvador, que veio para todos. Os magos ajoelharam-se diante do menino e o adoraram. E ofereceram-lhe algo de precioso que representaram consideração, submissão e aliança com o novo rei. O ouro pode representar suas posses, suas rendas, sua riqueza. O incenso pode representar sua religiosidade, suas crenças. A mirra pode representar o cuidado com a vida, o corpo e sua preocupação com a imortalidade. Se os presentes dos magos podem representar submissão e aliança com o novo rei recém-nascido, podemos nos perguntar que presentes representam hoje nossa adesão a Jesus, nosso Deus e Salvador. 

Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes (Mt 2, 11)

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 
os presentes dos magos, por um lado, revelaram o reconhecimento deles em relação à tua realeza, à tua divindade e à tua humanidade. Por outro lado, os presentes foram sinal de sua adesão à tua pessoa, de submissão ao teu senhorio e de aliança contigo. Que presentes poderíamos trazer a ti, como compromissos neste início de ano, Senhor? O ouro pode representar nossos ganhos, nossa sobrevivência, nossas posses. O dízimo pode ser o nosso ouro. O incenso pode representar nossa vivência religiosa, nossa adoração. A missa dominical pode ser o nosso incenso. A mirra pode representar nosso compromisso com a vida ameaçada, com as crianças pobres, com os desempregados. Nosso empenho na campanha da fraternidade deste ano pode ser a nossa mirra. Recebe, então, Senhor, os nossos presentes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Primeiro, leia em sua Bíblia, o evangelho de hoje: Mt 2,1-12. Segundo, leia o texto desta meditação (se ainda não o fez). 

Comunicação

Hoje, no contexto da Festa de Reis, faço show na cidade de Camutanga, Diocese de Nazaré, em Pernambuco. Terça, dia 07, o show será em Jaboatão, na festa de Santo Amaro. Na cidade de Surubim, o show será no dia 13 e no dia 17, na cidade de Assu, RN. Vou estar também na Arena Pernambuco, na celebração dos 35 anos da Comunidade Obra de Maria, no dia 19. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb   





O que você está procurando?




   04 de janeiro de 2025.   

Sábado do Tempo do Natal antes da Epifania


   Evangelho   


Jo 1,35-42

Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “Que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41Ele foi logo encontrar seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo)”. 42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).



   Meditação.   


Jesus perguntou: “O que vocês estão procurando?” (Jo 1, 38)

Foi a pergunta de Jesus aos dois que o estavam seguindo. Os dois eram discípulos de João Batista. Ao escutarem que Jesus era o “Cordeiro de Deus”, eles foram atrás dele. “O que vocês estão procurando?”. Esta é a primeira palavra de Jesus, no evangelho de São João. Com certeza, essa palavra não vale só para os dois que queriam saber mais sobre ele.


Jesus fez o convite: “venham e vejam” aos dois que o estavam acompanhando e queriam saber onde ele morava. Eles o seguiram, viram onde ele morava e ficaram por lá naquele dia. Daí pra frente, eles se tornaram discípulos de Jesus. E uma das primeiras coisas que fizeram foi informar a outras pessoas que tinham encontrado o Messias.

Muita gente está na condição daqueles dois, atrás de Jesus. Mas, o que de fato estão procurando? Grosso modo, apenas para organizar o pensamento, podemos identificar três grupos de pessoas que atualmente estão buscando o Senhor.

O primeiro grupo é o dos admiradores. Quando se trata de uma pessoa famosa, badalada pela mídia, global como se diz, não faltam fãs, admiradores, curiosos loucos para verem pessoalmente esse personagem, conseguirem um autógrafo, e quem sabe - a glória - tirarem uma selfie com a celebridade. Certamente, há quem se aproxime assim de Jesus. Gente fascinada por sua fama, seu poder, sua glória, gente movida pela curiosidade, pelo deleite de se aproximar de alguém importante, famoso, poderoso. “O que vocês estão procurando?”. Uma celebridade para aplaudir, para louvar, mas sem compromisso com ele, claro.

O segundo grupo é o dos interessados. Este grupo igualmente eufórico está buscando Jesus. São os que estão atrás de curas, graças, milagres. Estão desesperados e buscam uma tábua de salvação. E vale qualquer porta onde se prometa a solução para seus dramas e sofrimentos: a doença, o desemprego, a desunião dentro de casa. “O que vocês estão procurando?“. Uma força que possa oferecer alívio e solução para as dores e os dramas humanos.

O terceiro grupo é o dos seguidores. Buscam um caminho para seguir. Querem conhecer, amar e seguir uma pessoa concreta, humana e divina, que foi, em sua vida humana, companheiro de jornada e, agora em sua glória, é modelo e guia de vida nova. Não querem uma selfie para o seu instagram. Querem caminhar ao seu lado, na vivência de sua Palavra, de seus ensinamentos. Não querem simplesmente alcançar um milagre para antecipar já na terra o paraíso. Querem marchar ao seu lado, santificando seus passos na direção de uma eternidade feliz.




Guardando a mensagem

A pergunta que Jesus fez aos dois discípulos de João Batista que começaram a segui-lo serve para nós hoje. “O que vocês estão procurando?”. Uns se aproximam de Jesus como curiosos, como fás, admiradores. Aplaudem, louvam, mas não se comprometem com ele. Outros o buscam como pronto socorro para seus dramas ou para garantir-lhes vitórias e conquistas. Não estão interessados no seu ensinamento, mas em tirar proveito do seu poder em seu favor. Um terceiro grupo o busca como caminho, modelo e guia. Acolhe o seu ensinamento, pauta-se por ele. Ele é o salvador, ele dá sentido à marcha de suas vidas. Com ele, esforçam-se para ser melhores e para melhorar o mundo. 

Jesus perguntou: “O que vocês estão procurando?” (Jo 1, 38)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu disseste aos dois que começaram a te seguir: “Venham e vejam”. Eles foram, viram e permaneceram contigo. Tornaram-se teus discípulos, teus seguidores. Também nós, Senhor, queremos te conhecer, te amar, te seguir. Não queremos ter contigo um relacionamento de fãs, somos teus discípulos, aprendemos a viver contigo. Não podemos continuar, como pagãos, colocando-nos no centro deste relacionamento, buscando apenas o nosso interesse. Tu és o nosso Mestre, o nosso Deus e Salvador. Somos o povo que redimiste pela tua cruz e ressurreição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Tire um tempinho para pensar: Em qual dos três grupos, você está se encaixando mais? Se houver oportunidade, troque ideias com alguém sobre a meditação de hoje.

Comunicando

Aproveite o final de semana para escutar o Especial Padre João Carlos "Quando eu quero falar com Deus" no Spotify ou no Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


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