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20200621

NÃO TEMHAM MEDO


Não tenham medo dos homens (Mt 10, 26)
21 de junho de 2020 – 12º. Domingo do Tempo Comum

O medo está presente em nossa vida. Muito presente. Você tem medo de acharem você um patinho feio, uma pessoa que não age como os outros. É o medo de não ser aceito socialmente. Você tem medo de não poder pagar suas contas, não ter como sobreviver dignamente. É o medo do desemprego. Você tem medo de pegar o covid 19 e ter que ficar em isolamento ou ir parar na UTI. É o medo da morte.

No evangelho de hoje, Jesus repete três vezes: “Não tenham medo!” Seus apóstolos e suas primeiras comunidades viram o que aconteceu com ele e com muitos dos seus seguidores: a perseguição que os levou a processos nos tribunais, morte de cruz, apedrejamento. No caminho do calvário, Jesus sussurrou para as mulheres que choravam por sua causa: “se fizeram isso com a lenha verde, o que não fazer com a lenha seca”. Isso quer dizer que os cristãos não podem esperar que a sua fé não incomode ou não atraia algum tipo de perseguição.

Muita gente vive assim acuada pelo medo da perseguição. “Não tenham medo”, disse Jesus. E deu uma primeira razão: não há nada escondido que não vá ser descoberto, isto é, os verdadeiros propósitos de quem persegue serão revelados, mais cedo ou mais tarde. A verdade do evangelho vai resplandecer e prevalecer. Não ter medo significa manter a serenidade nessas horas; cultivar a paciência que é a condição de quem resiste de pé; e ser perseverante para continuar anunciando, proclamando a verdade de Deus sobre os telhados.


Outro grande medo que nos acompanha é o medo da morte. “Não tenham medo”, disse Jesus. E deu uma razão: Deus está no comando de tudo. Até os cabelos de sua cabeça, Deus sabe quantos são e não caem sem sua permissão. E se um pardalzinho for cassado, foi porque Deus consentiu. Então, a morte não tem a última palavra sobre a nossa vida, só Deus. São Paulo explicou na carta aos romanos: A morte entrou por causa do pecado, em Adão todos pecaram. De modo superior, a graça de Deus, em Cristo, nos salva do pecado e da morte. Se estamos em Cristo, já vencemos a morte.


Uma grande lição no evangelho de hoje. Não podemos viver com medo. O medo nos paralisa, nos adoece. E ele se apodera de nós quando cresce em nós a desconfiança, a insegurança. Onde cresce o medo, perde-se a consciência da presença de Deus. Sozinhos, sem Deus, acuados, viramos vítima fácil da ansiedade, do desespero, da depressão.

Não temos porque viver com medo. O profeta Jeremias, no meio de forte oposição, pode dizer: “O Senhor está ao meu lado como forte guerreiro, por isso, os que me perseguem cairão vencidos”. Jesus está nos dizendo: ‘Não temam a quem mata o corpo. Obedeçam a Deus que tem a vida de vocês em suas mãos’ (o corpo e a alma).

Guardando a mensagem

Diante do medo que pode tomar conta de nossas vidas por causa da oposição à vivência do evangelho, por causa do medo da morte ou por outras razões, Jesus, hoje, está nos repetindo por três vezes: “Não tenham medo!”. Compreendamos que o evangelho, a mensagem de Deus proclamada e vivida num mundo de desigualdades e de pecado, vai encontrar sempre oposição. Confiemos em Deus que está presente e toma a nossa defesa, em todas as situações. Confiemos em Cristo Jesus que venceu o pecado e a morte. Continuemos a testemunhar corajosamente a nossa fé. Nada de cristãos acuados pelo medo.

Não tenham medo dos homens (Mt 10, 26)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Dentro desta situação difícil que estamos vivendo da pandemia, o medo tem aumentado o sofrimento de muita gente. O medo enfraquece a confiança em Deus e nos joga nos braços da ansiedade e da depressão. Mas, tu, Senhor Jesus, estás nos dizendo “não tenham medo”. Os primeiros discípulos enfrentaram tribunais, prisões, feras com grande destemor. Em sua fraqueza, apresentavam-se fortalecidos pela fé em Deus, senhor de suas vidas. Dá-nos, Senhor, a graça de testemunhar corajosamente a nossa fé no meio de todas as dificuldades. Dá-nos a coragem de crer e a perseverança para viver a tua palavra. Dá-nos vitória em todas as nossas lutas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é o dia nacional do migrante, com o tema “migração e acolhida”. Tendo oportunidade de comunicar-se com algum migrante, interesse-se por sua situação e passe-lhe a mensagem de Jesus: “Não tenha medo!”.

Quarta-feira próxima, dia 24, farei uma Live Musical Solidária e gostaria que me acompanhasse pelo youtube. Estou lhe enviando o link para o caso de você querer conhecer e se inscrever no meu canal.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200108

NÃO ESQUECER A LIÇÃO DOS PÃES

Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)
08 de janeiro de 2020.
O evangelho de hoje conta que Jesus foi ao encontro dos discípulos, andando sobre o mar. E quando entrou na barca, o vento se acalmou. E que os discípulos estavam apavorados e assustados. E por quê? Disse o evangelho: porque eles não tinham compreendido nada a respeito dos pães. Vamos ver se a gente entende isso.
Você se lembra da cena dos pães, de ontem, não lembra? Jesus encontrou-se com um povo numeroso e encheu-se de compaixão. Ensinou muitas coisas e, no fim do dia, repartiu cinco pães e dois peixes com todo mundo. Foi uma refeição farta, pelas sobras que se recolheram. Quando tudo terminou, Jesus obrigou os discípulos a tomarem a barca e irem a uma cidade do outro lado do mar, o grande lago da Galileia. Depois que despediu o povo, Jesus foi rezar no monte.
A travessia na barca foi se complicando. Escureceu, o vento foi ficando forte e contrário. Já perto de amanhecer o dia, eles cansados de remar, viram um vulto andando sobre o mar, vindo na direção deles. Foi um medo só. Pensaram que fosse um fantasma. Jesus de lá gritou: “Tenham coragem. Sou eu. Tenham medo não”. Jesus se aproximou, subiu na barca e ficou com eles. O vento cessou e a viagem foi tranquila. Os discípulos estavam pasmos, espantados.
O que aconteceu com os discípulos, podemos resumir, foram duas coisas. Primeiro, eles não estavam conseguindo atravessar o lago, por causa da escuridão e do vento contrário. E segundo, eles não reconheceram Jesus que foi ajudá-los, por causa do medo de que estavam possuídos.
Eles remavam noite adentro e não conseguiam avançar. Essa travessia na barca é uma representação da missão que Jesus lhes confiou. Representa também as dificuldades que experimentamos hoje no cumprimento de nossa missão. As dificuldades vinham de fora (a ventania) e deles mesmos (a escuridão). Eles podiam ter pensado: ‘Gente, ontem, nós vimos aquele povo na mesma situação, ovelhas sem pastor, enfrentando a ventania da dispersão, da doença, da fome. E nós vimos: Deus mandou um pastor para cuidar do seu rebanho, Jesus ensinou e alimentou aquele povo todo. Ele não nos abandona. Deus está conosco’. Mas, eles não tinham aprendido a lição dos pães.
Aí Jesus, com pena deles, foi em seu socorro, andando sobre o mar. Eles conheciam as Escrituras. Sabiam que só Deus é quem anda sobre o mar. Já tinham ouvido isso no livro de Jó: “Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar” (Jó 9,8). Mas, ao verem Jesus que vinha sobre as águas eles quase morreram de medo. Não tinham aprendido a lição da multiplicação dos pães. Em Jesus, age o próprio Deus, na sua grandeza, no seu poder. Jesus disse “Sou eu”, uma palavra que se repete na Bíblia como uma apresentação do próprio Deus.
Guardando a mensagem

Contando a história da travessia do lago, naquela noite de ventos fortes, o evangelista São Marcos comentou que os discípulos não tinham compreendido o que acontecera com os pães, estavam com o coração endurecido. E não entenderam, pelo menos, duas coisas. Primeiro, que Deus não abandona seus filhos. Foi o que Jesus tinha explicado e mostrado na prática: Deus, no seu amor de pai, não dá as costas ao povo necessitado, nem desampara seus filhos nas travessias difíceis. E a segunda coisa que eles não entenderam: Jesus é Deus que vem em nosso auxílio. De fato, mesmo depois da morte de Jesus, não foi fácil eles se convencerem da  sua ressurreição. E quando não se crê no poder de Deus que nos liberta do mal e da morte, vive-se com medo.
Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)

Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. Disseste SOU EU. O Pai tinha falado assim, no Monte Sinai, a Moisés: ‘Diga ao Faraó que EU SOU mandou dizer que liberte o meu povo'. EU SOU é Deus. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua revelação como Deus. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
É possível que, hoje, se apresente uma oportunidade para você dizer uma palavra de fé que ajude a acalmar alguma tempestade. Se aparecer essa oportunidade, dê seu testemunho sobre Jesus: anuncie que é ele quem acalma o mar.

08 de janeiro de 2020.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20190704

O DOM MAIOR DO PERDÃO


Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados! (Mt 9,2)

04 de julho de 2019.

Trouxeram-lhe um paralítico numa cama. Vendo a fé dos que conduziram o doente, Jesus perdoou-lhe os seus pecados. “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”. Isso foi motivo de escândalo para os mestres da Lei. Julgaram que Jesus estivesse blasfemando, ofendendo a Deus com aquela conversa. Para que soubessem que ele tinha poder para perdoar os pecados, Jesus curou também o paralítico. “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. Foi um espanto só. Perdoou os pecados e curou da doença.

O evangelho está cheio de gente sofrida: doentes, cegos, paralíticos, leprosos, possessos... Jesus se aproxima dessas pessoas ou essas pessoas se aproximam dele. Jesus lhes dá atenção, toca nelas, as cura, as liberta... Isso tudo pode passar uma imagem equivocada da missão de Jesus. Ele não é um curandeiro. Não curou todos os cegos, nem todos os doentes, nem todos os leprosos. A mensagem que está sendo transmitida é que o encontro com Jesus, o enviado do Pai, resulta em transformação de vida, em mudança radical na própria existência, em libertação de todas as amarras e opressões.
A enfermidade, a cegueira, a lepra, a possessão apontam para um drama maior na vida das pessoas e da sociedade, o pecado. São Paulo resumiu bem essa percepção, quando disse: ‘o salário do pecado é a morte’. O pecado gera destruição, morte. Basta lembrar o caso de Adão e Eva, que é o símbolo do desastre que foi a humanidade dar as costas a Deus, rompendo a amizade com ele. Então, o sofrimento estampado no evangelho é uma indicação do pecado, o pecado como rompimento da aliança com Deus, por parte das pessoas e por parte de toda a comunidade de Israel.
A vinda de Jesus está explicada no próprio evangelho, em relação ao perdão dos pecados. O pai de João Batista, o sacerdote Zacarias, referiu-se à missão do Messias que viria trazer a salvação do povo pela “remissão dos seus pecados”. O próprio João Batista identificou e apontou Jesus como o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O resultado da obra de Jesus, finalmente, é a salvação, o perdão dos pecados. E sua obra é a pregação, a morte de cruz e a ressurreição. No Sermão no dia de Pentecostes, tendo anunciado Jesus morto e ressuscitado, Pedro convocou o povo à conversão e indicou o batismo para o perdão dos seus pecados.
Nesta cena do paralítico deitado numa cama, aparece Jesus no exercício de sua missão. Ele veio para perdoar os nossos pecados. E fez isso, por sua morte expiatória na cruz. Ele nos reconciliou com o Pai, por meio de sua cruz. O perdão nos põe na comunhão amorosa com o Pai, por meio do Filho, no seu Espírito. E em comunhão também com os nossos irmãos.
Guardando a mensagem
A missão de Jesus está descrita, nos evangelhos, em relação ao perdão dos pecados. O pecado é o drama número um do povo de Deus, por sua infidelidade à aliança. É o drama número um também da humanidade, como consta na história de Adão e Eva. Jesus veio para nos reconciliar com o Pai e nos alcançou isso por sua morte e ressurreição. Os doentes e sofredores, tão numerosos nos evangelhos, apontam para a presença do pecado no mundo. O pecado gera sofrimento e morte. Jesus veio para nos comunicar a vida, o perdão de Deus. Curar os doentes, exorcizar os demônios, purificar os leprosos eram ações que prefiguravam a obra por excelência de Jesus em nosso meio: a salvação, a remissão dos pecados, a vida nova da graça. Não peçamos apenas a Jesus a cura dos nossos males físicos ou a solução dos nossos problemas. Ele veio a nós para muito mais. Peçamos-lhe, em primeiro lugar, a graça da conversão e o perdão dos nossos pecados. A obra dele, por excelência, é a salvação.
Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados! (Mt 9,2)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Quando curaste o paralítico, o mandaste ficar de pé, carregar o leito e ir para casa. Tu o devolveste perdoado e sadio à sua família. Essa é a graça de vivermos santa e sadiamente: fazermos alguma coisa para os outros, a começar pelos de nossa casa. A sogra de Simão que tu ajudaste a se levantar de sua febre pôs-se logo a serviço. Servir é o que dá sentido à vida do cristão com saúde no corpo e na alma. Rezamos, hoje, Senhor, pelos enfermos. Dá-lhes conversão, oportunidade para receberem o perdão dos seus pecados e saúde para estarem a serviço, em suas famílias e em suas comunidades. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Visite, hoje, um enfermo. Não sendo possível, mande uma mensagem, telefone. Mostre interesse pelo seu bem. E o bem maior, você sabe, vai muito além da saúde física.
Pe. João Carlos Ribeiro – 04 de julho de 2019.

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