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21 junho 2020

NÃO TEMHAM MEDO


Não tenham medo dos homens (Mt 10, 26)
21 de junho de 2020 – 12º. Domingo do Tempo Comum

O medo está presente em nossa vida. Muito presente. Você tem medo de acharem você um patinho feio, uma pessoa que não age como os outros. É o medo de não ser aceito socialmente. Você tem medo de não poder pagar suas contas, não ter como sobreviver dignamente. É o medo do desemprego. Você tem medo de pegar o covid 19 e ter que ficar em isolamento ou ir parar na UTI. É o medo da morte.

No evangelho de hoje, Jesus repete três vezes: “Não tenham medo!” Seus apóstolos e suas primeiras comunidades viram o que aconteceu com ele e com muitos dos seus seguidores: a perseguição que os levou a processos nos tribunais, morte de cruz, apedrejamento. No caminho do calvário, Jesus sussurrou para as mulheres que choravam por sua causa: “se fizeram isso com a lenha verde, o que não fazer com a lenha seca”. Isso quer dizer que os cristãos não podem esperar que a sua fé não incomode ou não atraia algum tipo de perseguição.

Muita gente vive assim acuada pelo medo da perseguição. “Não tenham medo”, disse Jesus. E deu uma primeira razão: não há nada escondido que não vá ser descoberto, isto é, os verdadeiros propósitos de quem persegue serão revelados, mais cedo ou mais tarde. A verdade do evangelho vai resplandecer e prevalecer. Não ter medo significa manter a serenidade nessas horas; cultivar a paciência que é a condição de quem resiste de pé; e ser perseverante para continuar anunciando, proclamando a verdade de Deus sobre os telhados.


Outro grande medo que nos acompanha é o medo da morte. “Não tenham medo”, disse Jesus. E deu uma razão: Deus está no comando de tudo. Até os cabelos de sua cabeça, Deus sabe quantos são e não caem sem sua permissão. E se um pardalzinho for cassado, foi porque Deus consentiu. Então, a morte não tem a última palavra sobre a nossa vida, só Deus. São Paulo explicou na carta aos romanos: A morte entrou por causa do pecado, em Adão todos pecaram. De modo superior, a graça de Deus, em Cristo, nos salva do pecado e da morte. Se estamos em Cristo, já vencemos a morte.


Uma grande lição no evangelho de hoje. Não podemos viver com medo. O medo nos paralisa, nos adoece. E ele se apodera de nós quando cresce em nós a desconfiança, a insegurança. Onde cresce o medo, perde-se a consciência da presença de Deus. Sozinhos, sem Deus, acuados, viramos vítima fácil da ansiedade, do desespero, da depressão.

Não temos porque viver com medo. O profeta Jeremias, no meio de forte oposição, pode dizer: “O Senhor está ao meu lado como forte guerreiro, por isso, os que me perseguem cairão vencidos”. Jesus está nos dizendo: ‘Não temam a quem mata o corpo. Obedeçam a Deus que tem a vida de vocês em suas mãos’ (o corpo e a alma).

Guardando a mensagem

Diante do medo que pode tomar conta de nossas vidas por causa da oposição à vivência do evangelho, por causa do medo da morte ou por outras razões, Jesus, hoje, está nos repetindo por três vezes: “Não tenham medo!”. Compreendamos que o evangelho, a mensagem de Deus proclamada e vivida num mundo de desigualdades e de pecado, vai encontrar sempre oposição. Confiemos em Deus que está presente e toma a nossa defesa, em todas as situações. Confiemos em Cristo Jesus que venceu o pecado e a morte. Continuemos a testemunhar corajosamente a nossa fé. Nada de cristãos acuados pelo medo.

Não tenham medo dos homens (Mt 10, 26)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Dentro desta situação difícil que estamos vivendo da pandemia, o medo tem aumentado o sofrimento de muita gente. O medo enfraquece a confiança em Deus e nos joga nos braços da ansiedade e da depressão. Mas, tu, Senhor Jesus, estás nos dizendo “não tenham medo”. Os primeiros discípulos enfrentaram tribunais, prisões, feras com grande destemor. Em sua fraqueza, apresentavam-se fortalecidos pela fé em Deus, senhor de suas vidas. Dá-nos, Senhor, a graça de testemunhar corajosamente a nossa fé no meio de todas as dificuldades. Dá-nos a coragem de crer e a perseverança para viver a tua palavra. Dá-nos vitória em todas as nossas lutas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é o dia nacional do migrante, com o tema “migração e acolhida”. Tendo oportunidade de comunicar-se com algum migrante, interesse-se por sua situação e passe-lhe a mensagem de Jesus: “Não tenha medo!”.

Quarta-feira próxima, dia 24, farei uma Live Musical Solidária e gostaria que me acompanhasse pelo youtube. Estou lhe enviando o link para o caso de você querer conhecer e se inscrever no meu canal.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

08 janeiro 2020

NÃO ESQUECER A LIÇÃO DOS PÃES

Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)
08 de janeiro de 2020.
O evangelho de hoje conta que Jesus foi ao encontro dos discípulos, andando sobre o mar. E quando entrou na barca, o vento se acalmou. E que os discípulos estavam apavorados e assustados. E por quê? Disse o evangelho: porque eles não tinham compreendido nada a respeito dos pães. Vamos ver se a gente entende isso.
Você se lembra da cena dos pães, de ontem, não lembra? Jesus encontrou-se com um povo numeroso e encheu-se de compaixão. Ensinou muitas coisas e, no fim do dia, repartiu cinco pães e dois peixes com todo mundo. Foi uma refeição farta, pelas sobras que se recolheram. Quando tudo terminou, Jesus obrigou os discípulos a tomarem a barca e irem a uma cidade do outro lado do mar, o grande lago da Galileia. Depois que despediu o povo, Jesus foi rezar no monte.
A travessia na barca foi se complicando. Escureceu, o vento foi ficando forte e contrário. Já perto de amanhecer o dia, eles cansados de remar, viram um vulto andando sobre o mar, vindo na direção deles. Foi um medo só. Pensaram que fosse um fantasma. Jesus de lá gritou: “Tenham coragem. Sou eu. Tenham medo não”. Jesus se aproximou, subiu na barca e ficou com eles. O vento cessou e a viagem foi tranquila. Os discípulos estavam pasmos, espantados.
O que aconteceu com os discípulos, podemos resumir, foram duas coisas. Primeiro, eles não estavam conseguindo atravessar o lago, por causa da escuridão e do vento contrário. E segundo, eles não reconheceram Jesus que foi ajudá-los, por causa do medo de que estavam possuídos.
Eles remavam noite adentro e não conseguiam avançar. Essa travessia na barca é uma representação da missão que Jesus lhes confiou. Representa também as dificuldades que experimentamos hoje no cumprimento de nossa missão. As dificuldades vinham de fora (a ventania) e deles mesmos (a escuridão). Eles podiam ter pensado: ‘Gente, ontem, nós vimos aquele povo na mesma situação, ovelhas sem pastor, enfrentando a ventania da dispersão, da doença, da fome. E nós vimos: Deus mandou um pastor para cuidar do seu rebanho, Jesus ensinou e alimentou aquele povo todo. Ele não nos abandona. Deus está conosco’. Mas, eles não tinham aprendido a lição dos pães.
Aí Jesus, com pena deles, foi em seu socorro, andando sobre o mar. Eles conheciam as Escrituras. Sabiam que só Deus é quem anda sobre o mar. Já tinham ouvido isso no livro de Jó: “Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar” (Jó 9,8). Mas, ao verem Jesus que vinha sobre as águas eles quase morreram de medo. Não tinham aprendido a lição da multiplicação dos pães. Em Jesus, age o próprio Deus, na sua grandeza, no seu poder. Jesus disse “Sou eu”, uma palavra que se repete na Bíblia como uma apresentação do próprio Deus.
Guardando a mensagem

Contando a história da travessia do lago, naquela noite de ventos fortes, o evangelista São Marcos comentou que os discípulos não tinham compreendido o que acontecera com os pães, estavam com o coração endurecido. E não entenderam, pelo menos, duas coisas. Primeiro, que Deus não abandona seus filhos. Foi o que Jesus tinha explicado e mostrado na prática: Deus, no seu amor de pai, não dá as costas ao povo necessitado, nem desampara seus filhos nas travessias difíceis. E a segunda coisa que eles não entenderam: Jesus é Deus que vem em nosso auxílio. De fato, mesmo depois da morte de Jesus, não foi fácil eles se convencerem da  sua ressurreição. E quando não se crê no poder de Deus que nos liberta do mal e da morte, vive-se com medo.
Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)

Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. Disseste SOU EU. O Pai tinha falado assim, no Monte Sinai, a Moisés: ‘Diga ao Faraó que EU SOU mandou dizer que liberte o meu povo'. EU SOU é Deus. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua revelação como Deus. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
É possível que, hoje, se apresente uma oportunidade para você dizer uma palavra de fé que ajude a acalmar alguma tempestade. Se aparecer essa oportunidade, dê seu testemunho sobre Jesus: anuncie que é ele quem acalma o mar.

08 de janeiro de 2020.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

13 julho 2019

NÃO TENHA MEDO DE CARA FEIA


O que estou lhes dizendo ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados! (Mt 10, 27) 


13 de julho de 2019. 

Estamos ainda no capítulo 10 de São Mateus, no Sermão de Jesus sobre a Missão. Neste capítulo, ele organiza a comunidade nomeando os doze apóstolos, explica em que consiste a missão, faz várias recomendações aos missionários e alerta sobre possíveis oposições ou perseguições. Na passagem de hoje, ele anima os enviados para que eles não se deixem vencer pelo medo. 

Lendo todo o texto, encontramos por três vezes essa expressão de Jesus: “Não tenham medo”. Olha a exortação dele: ‘É certo que, se tentaram desqualificar o meu trabalho, claro, vão fazer o mesmo com o trabalho missionário de vocês. Mas, não tenham medo. O que está oculto um dia é descoberto. Mesmo da perseguição que pode levar à morte, tenham medo não. Temor só a Deus que tem realmente poder sobre vocês. Um pardal só é morto, com o consentimento do Pai. E vocês valem mais do que os pardais, então, não tenham medo’. 

A lição, você já entendeu. O medo não pode paralisar o cristão e a sua comunidade diante das dificuldades. É preciso anunciar, evangelizar. O medo não pode nos deter. Foi o que Jesus disse: “O que lhes digo na escuridão, digam-no à luz do dia; o que vocês escutam ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados!”. Nossa missão é dar continuidade à missão de Jesus: amplificar sua palavra, alardear seus ensinamentos, proclamar em alto e bom som o seu evangelho. O receio de incompreensão, de oposição ou perseguição não nos pode deter na realização dessa sagrada missão. São Paulo chegou a escrever: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Isso vale pra gente também. 

De fato, o medo é um dos elementos que logo aparece quando um cristão se dá conta que Deus o está convocando para a missão. E, ponhamos isso em nossa cabeça, nós todos estamos sendo convocados para a missão. Quando a gente começa a tomar consciência disso, aparece logo o medo de destoar no meio dos parentes e amigos, de ficar meio esquisito, de não ser mais bem visto, de ser criticado. Muito missionário em embrião já morre aí. A missão morre na sua mudez, na sua vergonha, no seu medo de ser criticado. Não é à toa que a exortação de Jesus termina hoje dizendo o seguinte: “Quem me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai”. Ih, a coisa complicou... Não tem jeito. O negócio é vencer o medo. 

Guardando a mensagem 

Este Capítulo 10 de São Mateus trata da missão, missão que Jesus entregou à sua comunidade e a cada membro dela, então, a nós também. Na passagem de hoje, há uma recomendação de Jesus que se repete três vezes: ‘Não tenham medo’. Não tenha medo das críticas, não tenha medo do que os outros vão achar, não tenha medo de oposição e cara feia. Dê o seu testemunho de adesão a Jesus na frente de qualquer um. Não tenha medo. 

O que estou lhes dizendo ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados! (Mt 10, 27) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

Tu nos confiaste a missão, apesar de conheceres a nossa fraqueza. Confiaste em nós. Por isso, nos estimulas com esse triplo “Não tenham medo”. E por que não precisamos ter medo? Claro, porque estamos nas mãos de Deus, debaixo do seu poder e de sua proteção; porque é a verdade que nos libertará; porque tu estás conosco. Obrigado, Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Você já pensou que suas palavras e suas atitudes influem na vida das pessoas que vivem ao seu lado? Claro, tanto positiva, como negativamente. O seu testemunho de fé pode levar alguém do seu convívio a viver com maior convicção a condição de cristão. Hoje, aparecendo uma oportunidade, não se omita, não se faça de indiferente, afirme sua fé em Jesus Cristo. Sem medo nenhum. Não se envergonhe de ser de Cristo. 

E vá logo planejando como vai ser o seu domingo, para que Jesus e a Santa Missa sejam o centro do seu final de semana. 

Para conhecer a nossa Associação Missionária Amanhecer, visite o site www.amanhecer.org.br

Pe. João Carlos Ribeiro – 14 de julho de 2019.

09 janeiro 2019

NOITE ESCURA E VENTOS FORTES

Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)
09 de janeiro de 2018.
O evangelho de hoje conta que Jesus foi ao encontro dos discípulos, andando sobre o mar. E quando entrou na barca, o vento se acalmou. E que os discípulos estavam apavorados e assustados. E por quê? Disse o evangelho: porque eles não tinham compreendido nada a respeito dos pães. Vamos ver se a gente entende isso.
Você se lembra da cena dos pães, de ontem, não lembra? Jesus encontrou-se com um povo numeroso e encheu-se de compaixão. Ensinou muitas coisas e, no fim do dia, repartiu cinco pães e dois peixes com todo mundo. Foi uma refeição farta, pelas sobras que se recolheram. Quando tudo terminou, Jesus obrigou os discípulos a tomarem a barca e irem a uma cidade do outro lado do mar, o grande lago da Galileia. Depois que despediu o povo, Jesus foi rezar no monte.
A travessia na barca foi se complicando. Escureceu, o vento foi ficando forte e contrário. Já perto de amanhecer o dia, eles cansados de remar, viram um vulto andando sobre o mar, vindo na direção deles. Foi um medo só. Pensaram que fosse um fantasma. Jesus de lá gritou: “Tenham coragem. Sou eu. Tenham medo não”. Jesus se aproximou, subiu na barca e ficou com eles. O vento cessou e a viagem foi tranquila. Os discípulos estavam pasmos, espantados.
O que aconteceu com os discípulos, podemos resumir, foram duas coisas. Primeiro, eles não estavam conseguindo atravessar o lago, por causa da escuridão e do vento contrário. E segundo, eles não reconheceram Jesus que foi ajudá-los, por causa do medo de que estavam possuídos.
Eles remavam noite adentro e não conseguiam avançar. Essa travessia na barca é uma representação da missão que Jesus lhes confiou. Representa também as dificuldades que experimentamos hoje no cumprimento de nossa missão. As dificuldades vinham de fora (a ventania) e deles mesmos (a escuridão). Eles podiam ter pensado: ‘Gente, ontem, nós vimos aquele povo na mesma situação, ovelhas sem pastor, enfrentando a ventania da dispersão, da doença, da fome. E nós vimos: Deus mandou um pastor para cuidar do seu rebanho, Jesus ensinou e alimentou aquele povo todo. Ele não nos abandona. Deus está conosco’. Mas, eles não tinham aprendido a lição dos pães.
Aí Jesus, com pena deles, foi em seu socorro, andando sobre o mar. Eles conheciam as Escrituras. Sabiam que só Deus é quem anda sobre o mar. Já tinham ouvido isso no livro de Jó: “Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar” (Jó 9,8). Mas, ao ver Jesus que vinha sobre as águas eles quase morreram de medo. Não tinham aprendido a lição da multiplicação dos pães. Em Jesus, age o próprio Deus, na sua grandeza, no seu poder. Jesus disse “Sou eu”, uma palavra que se repete na Bíblia como uma apresentação do próprio Deus.
Guardando a mensagem

Contando a história da travessia do lago, naquela noite de ventos fortes, o evangelista São Marcos comentou que os discípulos não tinham compreendido o que acontecera com os pães, estavam com o coração endurecido. E não entenderam, pelo menos, duas coisas. Primeiro, que Deus não abandona seus filhos. Foi o que Jesus tinha explicado e mostrado na prática: Deus, no seu amor de pai, não dá as costas ao povo necessitado, nem desampara seus filhos nas travessias difíceis. E a segunda coisa que eles não entenderam: Jesus é Deus que vem em nosso auxílio. De fato, mesmo depois da morte de Jesus, não foi fácil eles se convencerem da  sua ressurreição. E quando não se crê no poder de Deus que nos liberta do mal e da morte, vive-se com medo.
Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)

Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. Disseste SOU EU. O Pai tinha falado assim, no Monte Sinai, a Moisés: ‘Diga ao Faraó que EU SOU mandou dizer que liberte o meu povo'. EU SOU é Deus. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua revelação como Deus. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
É possível que, hoje, se apresente uma oportunidade para você dizer uma palavra de fé que ajude a acalmar alguma tempestade. Se aparecer essa oportunidade, dê seu testemunho sobre Jesus: anuncie que é ele quem acalma o mar.

Pe. João Carlos Ribeiro – 09.01.2018

13 julho 2018

NÃO TENHA MEDO DE CRÍTICAS

O que estou lhes dizendo ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados! (Mt 10, 27)
14 de julho de 2018.
Estamos ainda no capítulo 10 de São Mateus, no Sermão de Jesus sobre a Missão. Neste capítulo, ele organiza a comunidade nomeando os doze apóstolos, explica em que consiste a missão, faz várias recomendações aos missionários e alerta sobre possíveis oposições ou perseguições. Na passagem de hoje, ele anima os enviados para que eles não se deixem vencer pelo medo.
Lendo todo o texto, encontramos por três vezes essa expressão de Jesus: “Não tenham medo”.  Olha a exortação dele: ‘É certo que, se tentaram desqualificar o meu trabalho, claro, vão fazer o mesmo com o trabalho missionário de vocês. Mas, não tenham medo. O que está oculto um dia é descoberto. Mesmo da perseguição que pode levar à morte, tenham medo não. Temor só a Deus que tem realmente poder sobre vocês. Um pardal só é morto, com o consentimento do Pai. E vocês valem mais do que os pardais, então, não tenham medo’.
A lição, você já entendeu. O medo não pode paralisar o cristão e a sua comunidade diante das dificuldades. É preciso anunciar, evangelizar. O medo não pode nos deter. Foi o que Jesus disse: “O que lhes digo na escuridão, digam-no à luz do dia; o que vocês escutam ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados!”. Nossa missão é dar continuidade à missão de Jesus: amplificar sua palavra, alardear seus ensinamentos, proclamar em alto e bom som o seu evangelho. O receio de incompreensão, de oposição ou perseguição não nos pode deter na realização dessa sagrada missão. São Paulo chegou a escrever: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Isso vale pra gente também.
De fato, o medo é um dos elementos que logo aparece quando um cristão se dá conta que Deus o está convocando para a missão. E, ponhamos isso em nossa cabeça, nós todos estamos sendo convocados para a missão. Quando a gente começa a tomar consciência disso, aparece logo o medo de destoar no meio dos parentes e amigos, de ficar meio esquisito, de não ser mais bem visto, de ser criticado. Muito missionário em embrião já morre aí. A missão morre na sua mudez, na sua vergonha, no seu medo de ser criticado. Não é à toa que a exortação de Jesus termina hoje dizendo o seguinte: “Quem me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai”. Ih, a coisa complicou... Não tem jeito. O negócio é vencer o medo.
Vamos guardar a mensagem
Este Capítulo 10 de São Mateus trata da missão, missão que Jesus entregou à sua comunidade e à cada membro dela, então, a nós também. Na passagem de hoje, há uma recomendação de Jesus que se repete três vezes: Não tenham medo. Não tenha medo das críticas, não tenha medo do que os outros vão achar, não tenha medo de oposição e cara feia. Dê o seu testemunho de adesão a Jesus na frente de qualquer um. Não tenha medo.
O que estou lhes dizendo ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados! (Mt 10, 27)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Tu nos confiaste a missão, apesar de conheceres a nossa fraqueza. Confiaste em nós. Por isso, nos estimulas com esse triplo “Não tenham medo”. E por que não precisamos ter medo? Claro, porque estamos nas mãos de Deus, debaixo do seu poder e de sua proteção; porque é a verdade que nos libertará; porque tu estás conosco. Obrigado, Senhor.  Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Você já pensou que suas palavras e suas atitudes influem na vida das pessoas que vivem ao seu lado? Claro, tanto positiva como negativamente. O seu testemunho de fé pode levar alguém do seu convívio a viver com maior convicção a condição de cristão. Hoje, aparecendo uma oportunidade, não se omita, não se faça de indiferente, afirme sua fé em Jesus Cristo. Sem medo nenhum. Não se envergonhe de ser de Cristo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14.07.2017

15 julho 2017

NÃO TENHAM MEDO

Não tenham medo deles (Mt 10, 26)
Estamos ainda no capítulo 10 de São Mateus, no Sermão de Jesus sobre a Missão. Neste capítulo, ele organiza a comunidade nomeando os doze apóstolos, explica em que consiste a missão, faz várias recomendações aos missionários e alerta sobre possíveis oposições ou perseguições. Na passagem de hoje, ele anima os enviados para que eles não se deixem vencer pelo medo.
Lendo todo o texto, encontramos por três vezes essa expressão de Jesus: “Não tenham medo”.  Olha a exortação dele: ‘É certo que, se tentaram desqualificar o meu trabalho, claro, vão fazer o mesmo com o trabalho missionário de vocês. Mas, não tenham medo. O que está oculto um dia é descoberto. Mesmo da perseguição que pode levar à morte, tenham medo não. Temor só a Deus que tem realmente poder sobre vocês. Um pardal só é morto, com o consentimento do Pai. E vocês valem mais do que os pardais, então, não tenham medo’.
A lição, você já entendeu. O medo não pode paralisar o cristão e a sua comunidade diante das dificuldades da missão. Superando o medo é preciso, antes, anunciar, evangelizar. Foi o que Jesus disse: “O que lhes digo na escuridão, digam-no à luz do dia; o que vocês escutam ao pé do ouvido, proclamem-no sobre os telhados!”. Nossa missão é dar continuidade à missão de Jesus: amplificar sua palavra, alardear seus ensinamentos, proclamar em alto e bom som o seu evangelho. O receio de incompreensão, de oposição ou perseguição não nos pode deter na realização dessa sagrada missão. São Paulo chegou a escrever: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Isso vale pra gente também.
De fato, o medo é um dos elementos que logo aparece quando um cristão se dá conta que Deus o está convocando para a missão. E, ponhamos isso em nossa cabeça, nós todos estamos sendo convocados para a missão. Quando a gente começa a tomar consciência disso, aparece logo o medo de destoar no meio dos parentes e amigos, de ficar meio esquisito, de não ser mais bem visto, de ser criticado. Muito missionário em embrião já morre aí. A missão morre na sua mudez, na sua vergonha, no seu medo de ser criticado. Não é à toa que a exortação de Jesus termina hoje dizendo o seguinte: “Quem me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai”. Ih, a coisa complicou... Não tem jeito. O negócio é vencer o medo.

25 junho 2017

Não tenham medo

Não tenham medo! Vocês valem mais do que muitos pardais (Mt 10, 31).

O que é o que medo faz com a gente? O medo da violência nos faz andar assustados. E viver trancados dentro de casa. O medo da opinião pública nos deixa silenciosos, calados. O medo de oposição nos incentiva a superficialidade e o jogo de aparência. O medo da perseguição nos  intimida. O medo nos tira do caminho da verdade, nos paralisa, nos cala.

Mateus Capítulo 10, o evangelho de hoje, é o Sermão de Jesus sobre a missão da comunidade. O Senhor manda os discípulos em missão, dá-lhes instruções e os encoraja a não terem medo da oposição e da perseguição.

Toda a história de Jesus foi de muita oposição, rejeição, perseguição. Basta-nos lembrar a matança das crianças de Belém no seu nascimento, as tentativas de prisão e apedrejamento nos poucos anos de seu ministério e a dolorosa morte de cruz. “Se fazem isso com a lenha verde, o que não farão com a lenha seca?”, disse Jesus às mulheres de Jerusalém que se lamentavam ao vê-lo no caminho do calvário (Lc 23).