Mostrando postagens com marcador pães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pães. Mostrar todas as postagens

18 fevereiro 2020

VOCÊ CONSEGUE VER A DIFERENÇA?

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes (Mc 8, 15).

18 de fevereiro de 2020

Os discípulos estavam discutindo a respeito de pão, de comida. Eles tinham se esquecido de levar pão para a viagem. E olha que eles tinham presenciado Jesus alimentar a multidão com poucos pães, por duas vezes. E até, nesta ocasião, tinham recolhido vários cestos de sobra de pães. Mas, estavam discutindo, se desentendendo, um pondo a culpa no outro... a discussão estava esquentada. Foi quando Jesus fez uma advertência que eles não entenderam: "Tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes". Eles não entenderam. E você entendeu?

Jesus aproveitou a situação para ajudá-los a pensar. Ele queria que eles prestassem atenção ao modo como ele conduzia a sua missão. Esse era o bom fermento que eles precisavam imitar. Era assim que eles precisavam agir. Ficassem atentos ao modo como Jesus fazia as coisas. Mas também prestassem atenção ao modo como os fariseus se comportavam em suas práticas. Comparando, poderiam perceber uma grande diferença. "Tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes!"

E como era o fermento de Jesus, isto é, com que sentimentos, atitudes e valores Jesus estava no meio do povo? Com que fermento, ele fazia o seu pão, realizava a sua missão? Os discípulos podiam ver... Jesus agia com compaixão, valorizando a partilha e em espírito de serviço. Aqui estava toda a diferença. Agia com compaixão, valorizando a partilha e em espírito de serviço. Vamos explicar melhor. Compaixão é uma palavra frequente nos evangelhos falando do encontro de Jesus com os sofredores, os doentes, os excluídos. Compaixão é amor, misericórdia, ternura, solidariedade, tudo junto. Agia movido pela compaixão. E valorizava a partilha, isto é, a participação de cada um, colocando o seu pouco em comum. Ele recebeu a partilha da criança – alguns pães e poucos peixes – e repartiu com todos. Ele mesmo estava a serviço do seu povo. Não se comportava como um senhor poderoso, mas como um servo. Veio para servir, não para ser servido. No final, lavou os pés dos discípulos, para não restar qualquer dúvida sobre isso. Compaixão, partilha e serviço. Esse é o fermento de Jesus.

Os discípulos precisavam estar atentos também ao fermento dos fariseus e de Herodes, para ver a diferença. E tomar distância do estilo deles. Em que consistia o fermento deles? Consistia em agir com hipocrisia, com desprezo às pessoas e buscando sempre os próprios interesses. Jesus desmascara o comportamento hipócrita deles: exigem dos outros, mas eles mesmos não praticam; criam leis para os outros, fingindo que as cumprem. Hipocrisia. Mas também desprezavam os pobres, tomando-os por ignorantes, iletrados, pecadores. O que Herodes queria mesmo era riqueza e poder. Herodes é o poder opressor que perseguiu e decapitou João Batista. Esse é o fermento mal, o dos fariseus e o de Herodes: hipocrisia, desprezo ao povo e busca de privilégios.

Guardando a mensagem

O fermento de Jesus é o modo como ele se conduz na realização de sua missão. Três palavras podem definir o bom fermento do Mestre: compaixão, partilha e serviço. O estilo dos fariseus e o estilo de Herodes continuam hoje de outra forma. No fundo é o mesmo: buscando vantagens para si mesmos, desprezando os mais simples e fazendo apenas o jogo da aparência. Esse estilo não pode ser imitado por nós, nem pelos nossos líderes, nem pelos ministros da Igreja. Somos imitadores de Jesus. Precisamos guiar nossas ações pelo fermento de Jesus.

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes (Mc 8, 15).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Nós somos os teus discípulos. E tomamos para nós essa tua chamada de atenção. Em nossa vida, em nosso trabalho, em nossa convivência em família ou em sociedade, é assim que precisamos viver: com o bom fermento do teu modo de agir. O teu fermento é o amor solidário, a valorização da partilha na busca de soluções e o espírito de serviço aos outros. Disseste para termos cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes. O fermento dessa turma é conhecido: não fazerem o que ensinam, discriminarem tudo que é popular e a gananciosa corrida para se dar bem a qualquer custo. Obrigado, Senhor, por teu ensinamento. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Um cristão dizer que não dá pra ler um texto da bíblia, porque não a tem à mão, é grave. A Bíblia tem que estar conosco, sempre. Pode até estar instalada no celular. Sendo assim, sugiro que você leia o evangelho de hoje (Mc 8,14-21). 

18 de fevereiro de 2020
Pe João Carlos Ribeiro, sdb

08 janeiro 2020

NÃO ESQUECER A LIÇÃO DOS PÃES

Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)
08 de janeiro de 2020.
O evangelho de hoje conta que Jesus foi ao encontro dos discípulos, andando sobre o mar. E quando entrou na barca, o vento se acalmou. E que os discípulos estavam apavorados e assustados. E por quê? Disse o evangelho: porque eles não tinham compreendido nada a respeito dos pães. Vamos ver se a gente entende isso.
Você se lembra da cena dos pães, de ontem, não lembra? Jesus encontrou-se com um povo numeroso e encheu-se de compaixão. Ensinou muitas coisas e, no fim do dia, repartiu cinco pães e dois peixes com todo mundo. Foi uma refeição farta, pelas sobras que se recolheram. Quando tudo terminou, Jesus obrigou os discípulos a tomarem a barca e irem a uma cidade do outro lado do mar, o grande lago da Galileia. Depois que despediu o povo, Jesus foi rezar no monte.
A travessia na barca foi se complicando. Escureceu, o vento foi ficando forte e contrário. Já perto de amanhecer o dia, eles cansados de remar, viram um vulto andando sobre o mar, vindo na direção deles. Foi um medo só. Pensaram que fosse um fantasma. Jesus de lá gritou: “Tenham coragem. Sou eu. Tenham medo não”. Jesus se aproximou, subiu na barca e ficou com eles. O vento cessou e a viagem foi tranquila. Os discípulos estavam pasmos, espantados.
O que aconteceu com os discípulos, podemos resumir, foram duas coisas. Primeiro, eles não estavam conseguindo atravessar o lago, por causa da escuridão e do vento contrário. E segundo, eles não reconheceram Jesus que foi ajudá-los, por causa do medo de que estavam possuídos.
Eles remavam noite adentro e não conseguiam avançar. Essa travessia na barca é uma representação da missão que Jesus lhes confiou. Representa também as dificuldades que experimentamos hoje no cumprimento de nossa missão. As dificuldades vinham de fora (a ventania) e deles mesmos (a escuridão). Eles podiam ter pensado: ‘Gente, ontem, nós vimos aquele povo na mesma situação, ovelhas sem pastor, enfrentando a ventania da dispersão, da doença, da fome. E nós vimos: Deus mandou um pastor para cuidar do seu rebanho, Jesus ensinou e alimentou aquele povo todo. Ele não nos abandona. Deus está conosco’. Mas, eles não tinham aprendido a lição dos pães.
Aí Jesus, com pena deles, foi em seu socorro, andando sobre o mar. Eles conheciam as Escrituras. Sabiam que só Deus é quem anda sobre o mar. Já tinham ouvido isso no livro de Jó: “Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar” (Jó 9,8). Mas, ao verem Jesus que vinha sobre as águas eles quase morreram de medo. Não tinham aprendido a lição da multiplicação dos pães. Em Jesus, age o próprio Deus, na sua grandeza, no seu poder. Jesus disse “Sou eu”, uma palavra que se repete na Bíblia como uma apresentação do próprio Deus.
Guardando a mensagem

Contando a história da travessia do lago, naquela noite de ventos fortes, o evangelista São Marcos comentou que os discípulos não tinham compreendido o que acontecera com os pães, estavam com o coração endurecido. E não entenderam, pelo menos, duas coisas. Primeiro, que Deus não abandona seus filhos. Foi o que Jesus tinha explicado e mostrado na prática: Deus, no seu amor de pai, não dá as costas ao povo necessitado, nem desampara seus filhos nas travessias difíceis. E a segunda coisa que eles não entenderam: Jesus é Deus que vem em nosso auxílio. De fato, mesmo depois da morte de Jesus, não foi fácil eles se convencerem da  sua ressurreição. E quando não se crê no poder de Deus que nos liberta do mal e da morte, vive-se com medo.
Jesus logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! (Mc 6, 50)

Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. Disseste SOU EU. O Pai tinha falado assim, no Monte Sinai, a Moisés: ‘Diga ao Faraó que EU SOU mandou dizer que liberte o meu povo'. EU SOU é Deus. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua revelação como Deus. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
É possível que, hoje, se apresente uma oportunidade para você dizer uma palavra de fé que ajude a acalmar alguma tempestade. Se aparecer essa oportunidade, dê seu testemunho sobre Jesus: anuncie que é ele quem acalma o mar.

08 de janeiro de 2020.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb