BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Hoje é dia de SIM! Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário.


  07 de outubro de 2023.  

Dia de Nossa Senhora do Rosário



  Evangelho. 


Lc 1,26-38

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.



  Meditação  


Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)


Primeiro, Maria ficou assustada. De repente, o anjo com uma saudação estranha. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. O que está acontecendo? O que isso significa? ‘Não tenha medo, Maria. Deus está muito feliz com você. Você vai conceber e gerar o filho dele, o filho que vai herdar o trono de Davi’. Maria ainda estava assustada, mas já tinha uma resposta. Deus estava feliz com ela e comunicando-lhe uma grande missão.

Depois do susto, veio a dúvida. ‘Não é possível uma coisa dessas... eu nem casada sou. Como é que uma virgem pode ser mãe?’ E o anjo: ‘Para Deus não tem isso não, Maria, tudo é possível para ele. Quer um exemplo? Izabel. Estéril, idosa, agora está grávida de seis meses’. ‘Como Deus é grande, como ele é bom!’, pensou Maria. Desvaneceu-se a dúvida. Ele é o todo-poderoso. Ele faz maravilhas.

Passado o susto, ela dialogou responsavelmente para ver o alcance do que lhe estava sendo comunicado. A dúvida foi esclarecida. Vem agora a entrega. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Entrega-se ao cumprimento da vontade do Senhor manifestada na palavra do anjo. Realizará a vontade do Senhor, como serva. Entrega humilde, generosa, total.

É, Deus sempre nos surpreende. Manda-nos seus recados. Ele nos pega de surpresa. Suas propostas alteram profundamente a normalidade do nosso caminho, de nossa vida. Ele tem planos diferentes dos nossos. Mas, não é uma ordem do dia, uma distribuição aleatória de tarefas que se dá a qualquer um. É, antes de tudo, uma escolha amorosa. É um voto de confiança de quem ama a quem ele cumula de toda graça, de toda bênção. A escolha é antes de tudo um sinal distintivo do seu amor. “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”, afirmou Jesus.




Guardando a mensagem

O sim de Maria foi muito especial. Depois do susto, ela procurou saber o alcance daquele convite tão especial da parte de Deus. Convenceu-se de que ele pode tudo e que, com ele, ela poderia vencer qualquer obstáculo, começando por fazer fecunda a sua virgindade. Teve fé. Izabel fez-lhe um elogio por sua fé: “Bem-aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor se cumprirá”. A primeira reação à entrada surpreendente de Deus em nossa vida, integrando-nos ao seu projeto de salvação, é o susto, a surpresa. Depois vem a dúvida. E por fim, a resposta. Às vezes, ela não é como a de Maria, a de entrega generosa e humilde. Às vezes, é presunçosa e egoísta. É, muitas vezes, Deus tem recebido um “não”. ‘Não vou, porque já tenho o meu projeto, vou cuidar da minha vida ao meu modo’... Mas hoje, dia de Nossa Senhora do Rosário, não é dia de “não”, hoje é dia de “sim”, do “sim” de Maria e do “sim” generoso e fiel de muitos e muitas como ela.

Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos chamas ao teu seguimento. “Vem e segue-me!”. Esta é a vocação para a qual tu nos convocas: ser cristãos. Nossa vocação é viver como teus discípulos e missionários do teu evangelho. Na resposta ao teu chamado, queremos nos espelhar em Maria, tua santa mãe. Concede, Senhor, que a nossa resposta ao teu chamado seja generosa, humilde e fiel como o de nossa mãe, Maria Santíssima. Na Senhora do Rosário, celebramos a obra de Deus em nossa história, atribuindo à sua intercessão o livramento de tua Igreja em momentos de grave perseguição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste dia de Nossa Senhora do Rosário, faça todo esforço para rezar o Terço, hoje meditando os mistérios gloriosos. Desejando rezar o terço com a gente, baixe no seu celular o aplicativo da Rádio Amanhecer. O terço começa às 18 horas.

Comunicando

Amanhã, ocorre a 80ª Romaria da Família Salesiana ao Santuário de N. Senhora Auxiliadora, em Jaboatão, área metropolitana do Recife. Segunda-feira é dia de Encontro dos Ouvintes, na capital pernambucana. O encontro será na Igreja de Santo Antonio, na Pracinha do Diário, às 11 horas da manhã. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Entusiasmo ou Indiferença?

 

Na foto: Ruínas da cidade de Corazim

  06 de outubro de 2023.   

Sexta-feira da 26ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.   


Lucas 10,13-16

Naquele tempo, disse Jesus:
13Ai de ti, Corazim! Aí de ti, Betsaida!
Porque se em Tiro e Sidônia
tivessem sido realizados os milagres
que foram feitos no vosso meio,
há muito tempo teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas.
14Pois bem: no dia do julgamento,
Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós.
15Ai de ti, Cafarnaum!
Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno.
16Quem vos escuta, a mim escuta;
e quem vos rejeita, a mim despreza;
mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

  Meditação.   


Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! (Lc 10, 13).


Muitas comunidades não mostram crescimento em seu caminho de identificação com o evangelho do Senhor. Entra ano e sai ano, e continuam patinando no mesmo egoísmo, nos mesmos desentendimentos, na mesma mediocridade. Comunidades e cristãos também.

Olha só o que temos no Evangelho de hoje! Jesus comparou localidades da Galiléia onde ele investiu a maior parte do seu trabalho missionário (Corazim, Betsaida e Cafarnaum) com cidades pagãs que talvez tivessem sido mais receptivas ao Evangelho (Tiro e Sidônia).

Corazim e Betsaida eram localidades da Galiléia, na terra de Jesus. A Galiléia foi a área de maior atuação do nosso Mestre. Por aquela região, ele circulou muitas vezes, pregou em suas sinagogas, curou muita gente. Tiro e Sidônia eram localidades fora da área de Israel, consideradas terras de pagãos. Mesmo que estivessem nas fronteiras do povo eleito, eram comunidades estrangeiras. É bem verdade que Jesus fez diversas incursões pelo território dos pagãos, pelo estrangeiro.

Corazim e Betsaida, como as outras localidades da Galiléia por onde Jesus circulou com tanto zelo e prioridade, não responderam ao Mestre com entusiasmo, com adesão vibrante, com muitas conversões. Mostraram-se frias, apáticas, reticentes. Em Nazaré, Jesus tinha se queixado que “o profeta só não é bem recebido em sua própria pátria”.

A experiência dos apóstolos, depois da ressurreição de Jesus, foi a adesão entusiasta dos pagãos em muitos pontos do Império Romano. Paulo e Barnabé logo experimentaram isso em Antioquia, na vizinha região da Síria. E depois, Paulo e os outros apóstolos, largaram-se mundo afora nas cidades da área do Mar Mediterrâneo, sempre encontrando pouca adesão nas sinagogas dos judeus e vibrante acolhida entre os pagãos.

Estamos vivendo um tempo de Pentecostes, com a celebração do Sínodo, em Roma. Um tempo de escuta, de acolhida da voz do Espírito que nos fala a partir da realidade, da experiência de muita gente, do clamor dos sofredores, das Escrituras; um tempo que pede conversão do coração de quem está no Sínodo em nosso nome e de todos nós. Podemos viver este e tantos outros momentos de graça com um coração insensível, indiferente ou arredio, como o povo de Corazim, de Betsaida ou de Cafarnaum; ou deixar-nos cativar pelo sopro do Espírito, com corações dóceis e exultantes, deixando-nos mover pela graça da conversão e pela adesão entusiasta a Jesus e à sua Igreja. 



Na foto: Ruínas de Betsaida

Guardando a mensagem

Corazim e Betsaida, hoje, podem ser você, eu, sua família, sua comunidade. Apesar do trabalho de missionários, de sacerdotes e de tantas oportunidades que temos tido de conhecer o Evangelho, pode ser que se veja pouco crescimento e conversão entre nós. Pode ser que nós estejamos imitando Corazim e Betsaida, que apesar de terem tido Jesus pregando e libertando pessoas em seu meio, não se tocaram para uma verdadeira conversão. Se esse for o caso, a repreensão profética desses ais são para nós.

Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! (Lc 10, 13).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
talvez, nossa vida tenha traços de Corazim e Betsaida, localidades que resistiram à tua presença, ou mantiveram-se apáticas, mesmo escutando tua pregação e vendo os teus milagres. Senhor, se esse for o nosso caso, nós te pedimos, sacode-nos com o teu Espírito para que vençamos a acomodação, a preguiça, a desconfiança... Queremos seguir-te com entusiasmo, enfrentar a vida ao teu lado, com fidelidade e destemor. Concede-nos, Senhor, que cresçamos mais no conhecimento de tua Palavra, corrigindo-nos naquilo que houver de menos evangélico em nossa vida e entusiasmando as pessoas com quem convivemos a te amarem e a te seguirem de todo o coração. Seja bendito o teu nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O primeiro movimento missionário é a nossa própria conversão. Quando acolhemos a Palavra e a presença do Senhor com sincera adesão e deixamo-nos iluminar e guiar por ele, nossa vida e nosso testemunho se transformam em verdadeira evangelização de quem está perto de nós. 

Comunicando

Não é demais lembrar o desafio desse mês: rezar o terço mariano, todos os dias. 2.566 pessoas me confirmaram que estão se esforçando para isso.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Neste Mês de Outubro, temos um desafio: rezar o terço mariano todos os dias. VOCÊ TOPA O DESAFIO?. Número de respostas: 2.566 respostas.

Seu nome está na lista dos 72 enviados.


  05 de outubro de 2023.  

Quinta-feira da 26ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.  

Lc 10,1-12

Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir.
2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa.
8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’.
10Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ 12Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”.

  Meditação.  


O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois (Lc 10, 1)

Começou ontem, no Vaticano, o aguardado Sínodo, preparado durante dois anos nas paróquias, dioceses e conferências episcopais. É um tempo de sinodalidade, de caminhar juntos, de superar o espírito de divisão e de conflito e de gerar espaços de comunhão, como o Papa Francisco falou. O Sínodo vai discutir sobre como estamos vivendo a fé e a missão no mundo de hoje.

O Evangelho de hoje está em Lucas capítulo 10, um texto sobre a missão e sobre as orientações que o Senhor Jesus nos deixou sobre como realizá-la. Jesus envia 72 discípulos em missão. Num primeiro envio, já tinham ido doze, os apóstolos. Neste, vão 72, que é um múltiplo de doze (12 x 6). Isso nos diz que a Igreja de Jesus, edificada sobre a fé e o testemunho dos os apóstolos (os doze), toda ela foi enviada em missão. Somos um povo missionário.

Bom, Jesus escolheu e enviou setenta e dois discípulos. Ele os enviou à sua frente, pelos lugares onde ele iria passar. Eles preparariam a sua passagem, avisando ao povo a chegada do Reino de Deus. No envio, Jesus lhes fez diversas recomendações. E também lhes indicou que poderiam encontrar dificuldades, problemas, oposições.

O conteúdo da evangelização é maravilhoso. O Reino de Deus se aproximou de nós. Em Cristo, chegou a salvação e a graça para todos. É um mundo novo que se abre. Deus se abaixou para nos encontrar, nos resgatar, nos conduzir. Quem poderia ficar contra uma mensagem tão especial? Infelizmente, há quem não se agrade dessa notícia, ou não se interesse por ela e até quem a rejeite, perseguindo os enviados. “Eis que envio vocês como cordeiros para o meio de lobos”, alertou Jesus.

Na mensagem para o dia mundial das missões deste ano, que ocorre no último domingo deste mês de outubro, o Papa Francisco escreveu: "A urgência da ação missionária da Igreja comporta naturalmente uma cooperação missionária, cada vez mais estreita, de todos os seus membros a todos os níveis. Este é um objetivo essencial do percurso sinodal que a Igreja está a realizar com as palavras-chave comunhão, participação, missão. Seguramente tal percurso não é um fechar-se da Igreja sobre si mesma; não é um processo de sondagem popular para decidir, como num parlamento, o que é preciso, ou não, acreditar e praticar segundo as preferências humanas. Pelo contrário, é pôr-se a caminho como os discípulos de Emaús, escutando o Senhor ressuscitado que não cessa de vir juntar-Se a nós para nos explicar o sentido das Escrituras e partir o pão para nós, a fim de podermos levar avante, com a força do Espírito Santo, a sua missão no mundo”.

O grande convite você já percebeu. Não é mais tempo de sermos cristãos esperando por outros e lamentando-nos do que falta ser feito. A responsabilidade da evangelização é nossa. Quem vai iluminar o mundo com a luz de Cristo, somos nós.     




Guardando a mensagem

Essa passagem bíblica do envio dos setenta e dois nos avisa que a missão é de todos os discípulos, de toda a Igreja unida em torno dos apóstolos. As recomendações que o Senhor deixou aos missionários insistiram que fossem próximos do povo e se movessem com grande despojamento e confiança em Deus. Como a messe é grande e os operários insuficientes, seguindo o que recomendou Jesus, devemos pedir ao Pai que mande missionários para o grande mutirão da evangelização do mundo. Jesus também alertou sobre as oposições e dificuldades que eles encontrariam. A rejeição pode acontecer em casa e na rua, isto é, na família e na sociedade. O alerta de Jesus é para que os discípulos, mesmo encontrando oposição, não esmoreçam e não se omitam frente aos compromissos da missão.

O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois (Lc 10, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Informaste àquela leva de missionários que eles estavam sendo enviados como ovelhas no meio de lobos. Essa imagem nos faz entender as dificuldades, os problemas, as oposições que o exercício da missão suscita. Foi assim contigo, não será diferente conosco. Sustenta-nos, Senhor, com o teu Santo Espírito, para que sejamos generosos, criativos e fiéis na missão que nos confiaste. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Vamos acompanhar, com a oração, o Sínodo que começou ontem, em Roma. Dele participam, bispos, padres, religiosos e religiosas, fiéis leigos e leigas, uma bela representação do povo de Deus. O Sínodo quer ser um tempo de escuta e de diálogo, um tempo de atenção à voz do Espírito Santo que conduz a Igreja na santidade e na missão.

Comunicando

Como toda quinta-feira, temos a Santa Missa, às 11 horas, rezando nas suas intenções. Acompanhe pelo rádio ou pelo nosso Canal do Youtube. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Qual é a sua desculpa?

 



04 de outubro de 2023.


Memória de São Francisco de Assis



Evangelho.



Lc 9,57-62


Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.



Meditação.



Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Jesus está a caminho de Jerusalém. Com ele, vai um grupo de discípulos e discípulas, pessoas que se sentem chamadas a caminhar com ele, a percorrer o seu mesmo caminho. Outros vão se incorporando pela estrada. Podemos pensar que todo o ministério de Jesus é como uma grande viagem, uma grande caminhada. É no caminho que os discípulos aprendem sobre o Reino de Deus.


Estamos diante de um texto sobre o nosso seguimento de Cristo. Seguir Jesus não é uma peregrinação sem consequências, uma viagem de lazer e turismo ou um intervalo de simples deleite espiritual em nossa correria. Caminhar com Jesus, seguir com Jesus a Jerusalém, é percorrer um caminho de identificação com ele e sua missão. Assim, é preciso disposição para aprender, para se corrigir, para enfrentar os desafios e tentações que estão presentes no caminho e ir com ele até o fim. Compreende-se, então, que, neste início da caminhada que vai ocupar vários capítulos do evangelho, o evangelista Lucas reuniu, simbolicamente, três tentações a serem vencidas pelos que que estão caminhando com Jesus.


A primeira tentação é o entusiasmo sem compromisso. Alguém se mostrou inteiramente disposto: “eu te seguirei por onde fores”. É preciso passar do primeiro entusiasmo para o compromisso de viver o estilo de vida de Jesus. Quando se parte em viagem, tudo parece maravilhoso. Mas, o caminho mostra-se exigente. É quando as motivações entram em crise. Não serve um seguimento de Jesus por interesse em segurança, em prosperidade, em dar-se bem. Assim, já teria começado errado. Foi o que Jesus disse: “O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça!”. Seguir Jesus é viver como ele, que, peregrinou buscando em primeiro lugar o Reino de Deus, com espírito de simplicidade e serviço.


A segunda tentação é esconder-se atrás de uma boa desculpa para não caminhar com Jesus. Muita gente fica adiando essa viagem, esse caminho com o Senhor, encontrando desculpas. No tempo de Jesus, a autoridade paterna era decisiva. Se o pai não aprovasse, dificilmente o filho ou a filha daria um passo. O peso da família era fundamental. Então, muita gente se escondia atrás dessa autoridade da família para adiar a adesão ao evangelho e à entrada na comunidade cristã. Alguém disse que seguiria Jesus, mas primeiro ia esperar que seu pai deixasse esse mundo. A gente sempre pode encontrar uma desculpa para não seguir Jesus com toda seriedade. Achamos que não temos tempo agora, por causa do trabalho, dos filhos pequenos, do marido ou da mulher, da família. Jesus foi claro e exigente: “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos. Mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. O Reino de Deus é vida para nós, nossa família, nossos amigos. É o sentido para o nosso trabalho, para nossas doenças, para nossas lutas.


A terceira tentação é desistir da caminhada. Muitos estão no caminho com Jesus, mas ficam com vontade de voltar, de não prosseguir. Ficam olhando pra trás. ‘Parece que estou perdendo isso ou aquilo’. São como o povo hebreu no deserto: livraram-se da escravidão do Egito, mas o Egito ainda estava neles. Ficavam reclamando de Moisés, com saudade das sopas de cebola do Egito. Muitos desistem, não perseveram, no meio das dificuldades ou das distrações. Olha a palavra de Jesus: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.





Guardando a mensagem


Jesus está a caminho de Jerusalém. O evangelista Lucas dedica longos capítulos a esta peregrinação. A caminhada de Jesus à cidade santa, lugar de sua paixão e de sua ressurreição, marca a história de Jesus e dos seus seguidores. Ser discípulo ou discípula é estar a caminho com Jesus para Jerusalém. No evangelho de hoje, são apresentadas três tentações que se apresentam aos seus seguidores. Alguns dispõem-se a seguir Jesus cheios de entusiasmo, mas sem perceber ou sem querer abraçar as dificuldades do caminho. Outros arrumam desculpa para adiar sua adesão de verdade ao Senhor, pondo a culpa no tempo, na família, no trabalho, na saúde. Outros ficam tentados a desistir e voltar. É o problema da perseverança.


Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Rezando a mensagem


Senhor Jesus,

Dom Hélder Câmara dizia com propriedade: “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”. Então, nós te pedimos, Senhor, essa graça das graças: não interrompermos o que começamos com tanto entusiasmo em nossa vida cristã, em nossa caminhada de batizados, mas ir contigo até o fim, como teus discípulos e missionários. Dá-nos, Senhor, passar do primeiro entusiasmo para uma fé provada e forte. Que nenhuma desculpa nos detenha na acolhida do teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Leia e releia o evangelho de hoje, procurando perceber que mensagem está lhe trazendo. Lembre do nosso compromisso, neste mês, de rezar o terço mariano, todos os dias. Reze, hoje, pelo Sínodo que está se iniciando em Roma.


Comunicando


No Youtube, hoje, às 20 horas, vamos fazer um balanço do curso bíblico: notícias, fotos, avaliação. É o programa semanal Encontros. Espero por você.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Escuta, diálogo, tolerância: caminhos da Igreja em Sínodo.

 


   03 de outubro de 2023.   

Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco e Companheiros, mártires



   Evangelho.   


Lc 9,51-56


51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.



   Meditação.   


Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los? (Lc 9, 54)


Jesus estava indo em peregrinação a Jerusalém. Na verdade, estava iniciando uma longa jornada que o levaria à cruz. O clima não era dos melhores, por isso os próprios discípulos estavam com medo e aconselhavam Jesus a desistir, a não enfrentar possíveis hostilidades por parte das lideranças do seu povo. Mas, Jesus estava decidido. E prosseguia a viagem.

Claro, durante a caminhada, precisavam pousar, a cada noite, em algum lugar. Assim faziam os peregrinos que iam a pé. Paravam em grandes grupos em praças, em bosques perto de cidades, em paradas conhecidas. Todo ano se repetia essa grande romaria da Páscoa. Normalmente, teriam que atravessar o território da Samaria. Muita gente preferia dar uma volta maior, mas não entrar em contato com esse povo considerado impuro, essa terra de gente que não partilhava da mesma religião do povo de Israel. Os samaritanos tinham seu Templo no Monte Garizim e, claro, por nada participavam de uma peregrinação a Jerusalém, a cidade santa dos judeus. Vocês se lembram daquele diálogo entre Jesus e uma mulher samaritana... só o fato de Jesus falar com ela já causou admiração aos próprios discípulos.

Então, a primeira coisa a considerar no texto é que Jesus e os seus discípulos estavam atravessando o território dos samaritanos e pretendiam pernoitar em algum lugar por ali. Esse fato nos faz perceber como Jesus agia sem preconceitos e sempre com muito respeito em relação às pessoas que pensavam de modo diferente dele. Anteriormente, os discípulos proibiram um cidadão que estava expulsando demônios em seu nome, mas não fazia parte do grupo deles. Jesus não concordou com a atitude dos discípulos. ‘Quem não está contra nós, já está a favor’. Olha, que sabedoria!

Bom, mas os samaritanos não gostaram daquela pretensão de Jesus pernoitar em suas terras. Não o receberam. Ficou todo mundo com raiva, menos Jesus. Vamos respeitar essa posição deles. Tudo bem. A resposta de dois discípulos tão próximos de Jesus mostra que eles tinham entendido pouco da pregação de Jesus até ali. Pedro e Tiago queriam mandar descer fogo do céu para acabar com tudo, queriam amaldiçoar aquela gente que fechou as portas pra Jesus. Jesus, sempre manso e humilde de coração, os repreendeu e seguiu viagem procurando rancho em outro canto.





Guardando a mensagem

Os samaritanos de uma aldeia negaram hospedagem a Jesus e aos seus discípulos, que estavam indo em peregrinação a Jerusalém. Os discípulos queriam adotar uma atitude de vingança e retaliação. Jesus não permitiu. Tirou por menos. Você já pegou a mensagem de hoje... Nada de intolerância, de hostilidade, de sentimento de vingança contra quem não gosta da gente. No tempo de Jesus, eram judeus e samaritanos. Hoje, temos evangélicos e católicos; cristãos e religiões de matriz africana ou espíritas... E existe até disputas e agressões entre grupos dentro da própria Igreja. A atitude de Jesus, que hoje contemplamos no evangelho, nos fala de tolerância, de respeito a pontos de vista diferentes, de abertura ao diálogo, de convivência respeitosa... Com Jesus, aprendemos a ser mansos e humildes de coração. O Sínodo que começa amanhã, dia 04 de outubro, em Roma, toma em consideração exatamente esses temas: escuta, diálogo, tolerância. Esse é o estilo de Jesus. Esse deve ser também o estilo da Igreja. 

Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los? (Lc 9, 54)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que belo exemplo nos deste. Os samaritanos foram abusados. Eles não te receberam, só porque ias com os teus discípulos em peregrinação ao Templo de Jerusalém. Os discípulos queriam mandar descer fogo do céu para destruí-los. Tu não o permitiste. E partiste para outro povoado. Facilmente, nos irritamos com quem não pensa igual a nós e queremos responder na mesma altura a quem nos contraria. Dá-nos, Senhor, a mansidão do teu coração para enfrentarmos com humildade e verdade todas as situações difíceis e para não sermos nunca elementos de discórdia e desunião dentro da tua Igreja. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Durante o dia de hoje, repita várias vezes essa jaculatória: Oh Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso!

Comunicando

Ontem, nós lançamos o desafio de rezar o terço mariano, todos os dias, neste mês de outubro (que é o mês do rosário). Até agora, 1520 pessoas responderam que topam o desafio. Parece que está faltando a sua resposta. Bom, quem recebe a Meditação pelo celular, está recebendo novamente o formulário, pra colocar a sua resposta: se topa ou não o desafio. 

Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Deus cuida de nós. O Dia dos Santos Anjos da Guarda.

 



  02 de outubro de 2023.  

Dia dos Santos Anjos da Guarda

  Evangelho.  


Mt 18,1-5.10

Naquela hora, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”.

MEDITAÇÃO

Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

O texto do evangelho de hoje nos traz muitas lições. De saída, podemos perceber quatro ensinamentos: 1. O maior no Reino dos Céus é quem se faz pequeno como uma criança; 2. Precisamos nos converter e nos tornar como crianças, senão não entraremos no Reino de Deus; 3. Quem acolhe uma criança, um pequenino, em nome de Jesus, acolhe ele mesmo; 4. Não se pode desprezar nenhum pequenino. Os seus anjos estão em comunicação com Deus, o tempo todo.

Como hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja lê essa palavra de Jesus atenta a este ensinamento: “os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. O nosso Deus, no seu infinito amor, colocou ao lado de cada um de nós, um dos seus anjos. Os anjos são seres espirituais criados pelo Altíssimo. Sua missão, junto a nós, é nos proteger e nos conduzir para a Pátria Celeste. Esse cuidado de Deus com os seus filhos mostra, ao mesmo tempo, nossa fragilidade (precisamos sempre de ajuda), mas também nossa grandeza (em Cristo, somos filhos de Deus). A certeza da proteção do anjo da guarda ao nosso lado nos deixa um recado muito especial: Deus cuida de nós.

É este o ensinamento da Igreja: “Desde a infância até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e pela intercessão dos anjos. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé, da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, 336).

E por que Jesus insistiu que a gente precisa se converter e se tornar como criança? É claro que Jesus não nos quer infantis. Certamente, ele nos quer com um coração de criança em nosso relacionamento com Deus nosso Pai. Criança, por exemplo, se deixa conduzir. O Pai ou a mãe a toma pela mão e a conduz. Ela segue com confiança, com docilidade. Essa virtude, o adulto nem sempre tem. Ele prefere dirigir, não aceita facilmente ser dirigido. Convém melhor para o nosso relacionamento com o Pai a atitude de docilidade e de confiança de criança que se deixa guiar por seus pais.

Nossa vida está nas mãos de Deus, nós dependemos dele. Ele é Providente e cuida de nós. Esse é o sentimento do filho, sobretudo do filho pequeno que depende inteiramente dos pais, que precisa de sua proteção. O adulto é independente, auto-suficiente, está mais para pai do que para filho. E o grande anúncio do Reino é que somos filhos e irmãos. “Se vocês não se converterem, e não se tornarem como criança, não entrarão no Reino dos Céus”.




Guardando a mensagem

A discussão era sobre quem seria o mais importante no Reino de Deus. Jesus chamou uma criança para o meio da roda e a apontou como exemplo. Na criança, vemos muito do que precisamos ser como filhos de Deus e do que não podemos perder quando adultos. Precisamos conservar a espontaneidade, a docilidade, a confiança e o amor filial, tão fortes do tempo de criança. Não podemos perder o encantamento da criança diante das surpresas de Deus. Não podemos esquecer que, nas horas difíceis e sempre, temos com quem contar: um pai amoroso que cuida de nós. O anjo da guarda é um sinal da proteção e do cuidado de Deus com cada um dos seus filhos e filhas. Jesus estava com a razão. Quem não se torna como uma criança não entra no Reino de Deus.

Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda. Nós acolhemos, com gratidão, o ensinamento da Igreja que está revelado nas Sagradas Escrituras: nós e os anjos já estamos unidos em Deus, aqui na terra. Tanto assim, que na Missa, unimos nossos louvores aos dos anjos e dos santos para proclamar que Deus é Santo, três vezes Santo. Contigo, Senhor, queremos render graças ao Pai pelo cuidado que os santos anjos têm para conosco e por tudo que fazem para nos defender e nos conduzir nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Fica bem hoje, em atenção à palavra de Deus, rezar algumas vezes, durante o dia, a oração:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém

Comunicando

Quem participou do Curso Bíblico, por favor, pegue o seu Certificado no seu email. Quem, na inscrição, não apresentou email, veja no seu WhatsApp.

O Papa Francisco, a propósito do início do Mês de Outubro, fez ontem um pedido: "Peço a todos que experimentem a beleza de rezar o Rosário, contemplando com Maria os mistérios de Cristo e invocando sua intercessão pelas necessidades da Igreja e do mundo". É um pedido para rezarmos o terço, diariamente. O desafio está lançado: Você topa rezar o terço, diariamente, neste Mês do Rosário? 
Vou deixar um formulário pra você colocar sua resposta. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A vinha do nosso pai.



  01 de outubro de 2023.  

  26º Domingo do Tempo Comum.  


  Evangelho  



Mt 21,28-32

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.
Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.



   Meditação.   


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Olha a história que Jesus está nos contando neste domingo. Um homem tinha dois filhos. Ele disse ao primeiro: "Filho, vai.  trabalhar hoje na vinha". Esse filho disse que não ia, mas acabou indo. O outro filho disse "Sim, Senhor, eu vou", mas não foi.

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade do pai.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.



Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Que neste mês missionário, exercitemos nossa condição de filhos responsáveis pela vinha do nosso pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Com este domingo, estamos começando o Mês Missionário. 
O tema da Campanha Missionária deste ano é "Ide! Da Igreja local aos confins do mundo". 

Celebro a Santa Missa, hoje, às 16:30 horas, com transmissão pela Rádio Amanhecer. Para acompanhar, baixe o aplicativo da rádio no seu celular.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Concluindo bem o Mês da Bíblia.


   30 de setembro de 2023.   

Memória de São Jerônimo, tradutor da Bíblia Sagrada


   Evangelho.   


Lc 9,43b-45

Naquele tempo, 43b todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

   Meditação.  


O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Mas, não entendiam o que Jesus dizia. Notaram? Admirados com que ele fazia, mas nem tudo que ele dizia chegavam a compreender. E ele foi claro: “Prestem atenção às palavras que eu vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Aí é que eles não entenderam mesmo. Não pegaram o sentido dessa palavra. E até mesmo tinham medo de fazer perguntas sobre isso.

Pela insistência de Jesus, o que ele está dizendo é muito importante para que ele seja compreendido. “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Quem é o Filho do homem? Jesus, ele mesmo. E ele gostava de se anunciar assim com essa expressão “o Filho do homem”. Essa expressão ocorre no livro do profeta Daniel. Chamar-se a si mesmo de “Filho do homem”, com certeza, era uma forma de sublinhar a sua encarnação, a sua condição humana.

As pessoas estavam admiradas com aqueles sinais que mostravam sua ligação com Deus, sua participação no poder divino: a multiplicação dos pães no deserto, a tempestade acalmada no lago, a cura do cego de Jericó, a ressurreição de Lázaro... Esses são sinais de grandeza, de poder, reflexos de sua condição divina. Mas, ele assumiu a nossa condição humana. Encarnou-se. Nessa condição, será perseguido, condenado, executado. Agora, é claro, isso não podia passar pela cabeça dos discípulos. Pedro mesmo uma vez falou com Jesus, dando-lhe conselho para que ele não dissesse isso. Deus o livraria de qualquer coisa.

Veja você, isso tem repercussão no modo como compreendemos Jesus. Jesus é Deus, mas de verdade fez-se gente, humano. E quando chegasse a hora da Paixão, ele não iria fugir, evadir-se pela força do seu poder divino. Não nos esqueçamos, ao olhar para Jesus, que ele assumiu de verdade a condição humana, no seio da virgem Maria e em nossa história.

Apliquemos também esta compreensão à nossa vida. Mesmo sendo elevados à condição de filhos de Deus, ainda continuamos humanos, sujeitos às doenças, às contrariedades e à morte. Às vezes queremos escapar de nossa precariedade humana. Há quem até cobre de Deus que o livre de qualquer dor de cabeça, de uma doença perigosa, de uma complicação... mas, não podemos nos esquecer que essa nossa vida humana é o palco de nossa história de amor e fidelidade ao nosso Deus. É aqui, na precariedade de nossa vida, que experimentamos e vivemos nossa condição de filhos de Deus. Um dia, na eternidade, nossa condição de filhos de Deus será plenamente revelada.


Guardando a mensagem

Não podia passar pela cabeça dos discípulos que Jesus passaria por tantos sofrimentos e por uma morte cruel. Jesus os preveniu, repetidas vezes, que ele seria entregue nas mãos dos homens. Mesmo sendo Deus, Jesus fez-se humano de verdade, assumindo também o sofrimento, a traição e a morte como parte do seu caminho. Nós, em nossa condição humana, às vezes somos tentados a não aceitar os sofrimentos e as contrariedades que as nossas limitações humanas nos impõem. A encarnação de Jesus foi de verdade, por opção dele e do Pai. Assim, ele santificou o nosso caminho humano. Com todos os seus limites, nossa vida humana é o nosso caminho de santificação e de realização da vontade de Deus.

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que no meio de nossas dificuldades e problemas, de nossa fragilidade diante da doença, do sofrimento, expressemos, com fidelidade, o amor ao Senhor nosso Deus e Pai. Com a tua humanidade, santificaste o nosso caminho humano. Com a tua Paixão, encheste de sentido o percurso de nossos sofrimentos. Abriste um caminho para a vida, passando pela morte. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória de São Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia Sagrada. Guardemos o seu ensinamento: "Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo". Hoje, abra a sua Bíblia e leia Efésios 6, 10 a 20. 

Comunicando

Temos, hoje, o 6º e último Encontro do Curso Bíblico sobre a Carta aos Efésios. No clima de encerramento, além do conteúdo previsto, vamos mostrar fotos enviadas pelos participantes  e fazer a avaliação de como foi o curso. Nosso encontro começa às 20 horas e seria muito bom ter você com a gente. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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