BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

O 36º passo de nossa caminhada quaresmal é guardar a palavra de Jesus.

 



30 de março de 2023

Quinta-feira da 5ª Semana da Quaresma

36º passo de nossa caminhada quaresmal


EVANGELHO


Jo 8,51-59

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser?”
54Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” 58Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.

MEDITAÇÃO


Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte (Jo 8, 51)

Por causa dessa palavra, discutiram com Jesus, e no final da discussão, pegaram em pedras para apedrejá-lo. ‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte’ (Jo 8, 51).

A morte, disse Paulo, é o salário do pecado. Ele escreveu assim na carta aos Romanos: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por intermédio de Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Rm 6, 23). Jesus veio para nos libertar desse laço, dessa condenação. Alcançando-nos o perdão dos pecados em sua morte redentora, ele nos livrou do pecado e de sua consequência, a morte. Na verdade, ele morreu em nosso lugar. Tomou o nosso lugar de condenados, na cruz. Carregou-se de nossas dores, de nossas enfermidades, como o descreveu o profeta Isaías. Tomou para si a carga que nos pesava nos ombros, a morte.

Por sua morte, Jesus nos comunicou a vida plena: a vida em Deus, agora e na eternidade. A morte já não nos aniquila, já não é o nosso destino final. Agora, é apenas uma porta, uma passagem.

A nossa parte agora, a obra que o Pai espera de nós, é crer no Senhor Jesus, acreditar nele, acolhê-lo como o enviado do Pai para nossa salvação. E crer é aderir de coração à sua pessoa e à sua palavra. Portanto, guardando a palavra de Jesus temos a vida eterna que nela está prometida. Guardar a palavra é viver em aliança com o Senhor.

Toda aliança tem um contrato, uma lei. Na aliança de Deus com o seu povo, no Antigo Testamento, a lei de Moisés era o contrato, a norma a ser seguida. No Novo Testamento, a palavra de Jesus, os seus ensinamentos, o seu Evangelho é o contrato da Nova Aliança. Nós vivemos em comunhão com o Senhor, vivendo a sua Palavra. E se vivemos a sua Palavra, temos a vida em nós, acolhemos a graça da cruz que nos salvou da morte eterna que o pecado produz, o afastamento de Deus.

A relação que Jesus tem com o Pai é um exemplo, um modelo para nossa relação com ele, o nosso redentor. Ele conhece o Pai e guarda sua palavra. Aqueles que lhe fizeram oposição e até quiseram apedrejá-lo, claro, não conheciam o Pai, não guardavam os seus mandamentos. Quem não guarda a sua Palavra, ao invés de ter a vida, produz a morte. Não é à toa que queriam apedrejar Jesus.


Guardando a mensagem

Guardar a Palavra de Jesus significa conhecê-lo, amá-lo, segui-lo, tornar-se seu discípulo. Reconhecê-lo como o enviado do Pai, o Messias. Amá-lo, porque veio do Pai para o nosso bem, a nossa libertação da escravidão do pecado. Segui-lo, praticando sua Palavra, como expressão da vontade de Deus. Ser seus discípulos. Como ele disse: “Se permanecerem na minha palavra, vocês serão verdadeiramente meus discípulos, e conhecerão a verdade e a verdade libertará vocês”. A morte é o fim do pecador, o seu afastamento de Deus, a sua perdição. Guardando a Palavra de Jesus, que nos liberta, nos redime, encontramos a vida plena, a vida eterna. Assim, vencemos a morte.

Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte (Jo 8, 51)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
disseste àquela gente que já existias antes de Abraão. Abraão foi o fundador do povo de Deus, ele está na origem do povo eleito. Mas, tu, és o senhor de Abraão. Por meio de ti, o Pai estabeleceu a nova e eterna aliança com os seus filhos. Esta aliança no teu sangue coroa a aliança com Abraão e sua descendência e a aliança com o povo eleito através de Moisés. Como tu guardas a palavra do Pai e a cumpres fielmente, queremos conhecer e guardar a tua palavra. Guardando tua palavra, encontramos a vida, vencemos a morte. Amém.

Vivendo a palavra

A expressão ‘Guardar a palavra’ se repete três vezes no texto de hoje. No seu caderno espiritual (seu caderno de anotações), tente explicar o que seria “guardar a palavra”.

O 36º passo de nossa caminhada quaresmal é guardar a palavra de Jesus. 

Comunicando

Nesta quinta-feira, a gente se encontra na Santa Missa das 11 horas, no rádio e nas redes sociais. Segue o link do Youtube pra você acompanhar a Missa. Ponha a sua intenção de oração para a Missa no formulário que está seguindo. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O 35º passo de nossa caminhada quaresmal é libertar-se dos vícios.

 


29 de março de 2023

Quarta-feira da 5ª Semana da Quaresma

35º passo de nosso caminho quaresmal



EVANGELHO


Jo 8,31-42


Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: 'Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.' 33Responderam eles: 'Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: 'Vós vos tornareis livres'?' 34Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai.' 39Eles responderam então: 'O nosso pai é Abraão.'

Disse-lhes Jesus: 'Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai.' Disseram-lhe, então: 'Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus.'

42Respondeu-lhes Jesus: 'Se Deus fosse vosso Pai, vós certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou.



MEDITAÇÃO


Vocês conhecerão a verdade, e a verdade libertará vocês (Jo 8, 32)

Todo mundo quer ser livre e viver na liberdade. Um sonho maravilhoso do coração humano. Ser livre é não ser escravo de ninguém. E foi para isso que Jesus veio nos libertar.

Jesus estava dialogando com alguns que acreditaram nele. Mas, pareces que eles não estavam ainda muito convertidos. Jesus estava insistindo para que eles permanecessem na sua Palavra, para assim serem realmente seus discípulos, conhecerem a verdade e serem libertados pela verdade. Claro, que eles acharam que não estavam precisando de serem libertados, porque já eram livres. É o que ocorre com  muita gente hoje. Já se acham livres, não precisam de Jesus e de sua palavra para serem libertados. Esses que estavam conversando com Jesus disseram logo: nós somos filhos de Abraão, nunca fomos escravos, nós já somos livres.

Já que falaram de Abraão, achando-se filhos e descendentes livres do pai Abraão, Jesus aproveitou para dizer-lhes que, sendo assim, eles estavam agindo completamente diferente de Abraão, porque estavam querendo acabar com ele. ‘Por que vocês não fazem as obras de Abraão?’, perguntou Jesus. O pai de vocês não é Abraão, é outro. Vocês fazem a obra dele. Ih, isso rendeu uma boa discussão.

Jesus sempre dizendo que, na verdade, eles não eram livres. Eles estavam fazendo a obra de outro pai, não a obra de Abraão. Eles eram escravos do pecado, igual a esse outro pai deles que é homicida desde o início, o pai da mentira. Mais pra frente Jesus disse quem era o pai deles: o Inimigo, o Diabo. A confusão foi grande, basta dizer como terminou: eles pegaram pedras e queriam apedrejar Jesus.


Guardando a mensagem

Para sermos realmente livres, precisamos permanecer na Palavra de Jesus, isto é, vivê-la, praticá-la. Assim, seremos seus discípulos, conheceremos a verdade e a verdade nos libertará. Aquelas pessoas com quem Jesus estava discutindo não reconheciam o seu pecado, a sua condição de rejeição ao Filho que o Pai enviou e o desejo homicida que estava no seu coração. Olha o que Jesus disse a eles: “Quem comete o pecado é escravo do pecado. Vocês querem me matar, porque eu lhes disse a verdade que ouvi de Deus”. Para eles e para nós, fica o convite de Jesus. Permaneçamos na sua Palavra para conhecer a verdade e sermos libertados por ela. Para sermos realmente livres, é preciso que ele nos liberte.

Vocês conhecerão a verdade, e a verdade libertará vocês (Jo 8, 32)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
reconhecemos nossa condição de pecadores, nossa inclinação para o mal; e não queremos viver como escravos, filhos do mal. Queremos ser livres e viver como filhos de Deus. É a tua Palavra que nos liberta. Ela nos revela a grandeza do amor de Deus, que te enviou para nos resgatar. Tu pagaste, com teu sangue, o preço de nossa liberdade. Ajuda-nos a viver libertos da escravidão do pecado. Ajuda-nos a viver como filhos, livres, não como escravos. Hoje, queremos te pedir por todos os dependentes químicos, os dependentes do álcool, do jogo de azar, da pornografia, pelos que são movidos pelo ódio, pela violência.... essas são novas formas de escravidão. Rezamos por todos eles e por nós, e te pedimos que eles encontrem quem possa anunciar-lhes que és tu quem liberta de todas as amarras, de todas as escravidões. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você, examinando bem sua vida, de repente, pode se reconhecer prisioneiro, prisioneira de algum hábito prejudicial à saúde, à vida em família, à comunhão com Deus. Hora de viver na liberdade dos filhos de Deus. 

O 35º passo de nossa caminhada quaresmal é libertar-se dos vícios, das dependências, dos hábitos noviços à saúde e à dignidade dos filhos de Deus. 

Comunicando

Você associado da AMA, verifique se chegou, pelos Correios, a sua cartinha deste trimestre. Não tendo recebido, comunique-se conosco pelo WhatsApp 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O 34º passo da caminhada quaresmal é renovar a sua confiança em Deus.

 



28 de março de 2023

Terça-feira da Quinta Semana da Quaresma

34º dia da caminhada quaresmal


EVANGELHO


Jo 8,21-30

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?”
23Jesus continuou: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”.
25Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”. 27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.

MEDITAÇÃO


Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho (Jo 8, 29).

É, está difícil. Por mais que Jesus explique, eles não querem entender, não querem aceitá-lo. O clima de resistência e rejeição está crescendo em torno de Jesus. Está chegando a hora da paixão. No fim, os seus próprios discípulos estarão em dúvida e o deixarão só.

Na passagem de hoje, no evangelho de São João, mesmo num clima tão adverso, Jesus afirma sua confiança no Pai que o enviou, que o sustenta, que estará sempre ao seu lado. “Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. E Jesus está certo do apoio do Pai, porque ele está sempre em comunicação com ele pela oração e porque está sempre fazendo a sua vontade.

Ainda assim, você pode pensar: mesmo com toda confiança em Deus, na cruz, Jesus se sentiu só e abandonado. Na cruz, pelas três da tarde, ele gritou em alta voz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. É uma palavra que impressiona, uma oração no meio da agonia da asfixia e das dores lacerantes naquela cruz, depois de uma noite de flagelação e maus tratos e de um dia de humilhações e sofrimento físico. Também ali na cruz, ele está em oração. É uma oração que brota de sua dor e de seu sentimento humano de quem se sente traído, evitado, execrado. Sofre pelas dores físicas, sofre ainda mais pelo que a crucifixão representa: a condenação de sua vida, o abandono dos seus amigos, o medo que dispersa o seu pequeno rebanho. Ele se sente só e abandonado. Mas, ali, ao pé da cruz, está um grupo de mulheres fiéis e o discípulo mais jovem. Ali está também a sua mãe. O Pai o assiste, silencioso, ele sabe disso, num silêncio doloroso.

A oração de Jesus não é uma oração de revolta, mas uma oração de confiança. Reclama ao Pai, porque o sabe presente. Ainda mais que essas suas palavras brotam do Salmo 21 (22). E, apesar desse refrão tão forte – Meu Deus, porque me abandonaste – este salmo celebra a defesa que Deus faz do seu servo e a confiança nele.


Guardando a mensagem

Nós - seguidores de Jesus, seus irmãos e irmãs - também passamos por muitas dificuldades, problemas, fracassos, perseguições. Nós nos encontramos, por vezes, na mesma condição de Jesus, que foi incompreendido e perseguido. Se nossas provações forem vividas em comunhão com Deus e se estivermos de fato fazendo a vontade de Deus, então essa confiança de Jesus no Pai pode ser também a nossa. E de onde vem essa confiança de Jesus? Jesus faz referência permanente a Deus, o seu Pai. Ele confere o seu caminho, permanentemente, pela oração. Conhece o Pai, sabe que ele é fiel, que o ama, que sempre estará ao seu lado. Nos dias difíceis de sua vida, renove a sua confiança em Deus. Fortaleça, no seu coração, a convicção de que Deus, na sua imensa misericórdia, ama você. Ele é fiel e sempre estará ao seu lado. Esta certeza nos ajuda a atravessar as tempestades com serenidade, fortalecidos na fé e em condições de ajudar os outros a caminharem na esperança.

Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho (Jo 8, 29).

Rezando a palavra

Rezemos com as palavras do salmo 21(22):

Meu Deus! Meu Deus!
Por que me abandonaste?

Por que estás tão longe de salvar-me,
tão longe dos meus gritos de angústia?
Meu Deus!
Eu clamo de dia, mas não respondes;
de noite, e não recebo alívio!
Tu, porém, és o Santo,
és rei, és o louvor de Israel.
Em ti, os nossos antepassados
puseram a sua confiança;
confiaram, e os livraste.
Clamaram a ti, e foram libertos;
em ti confiaram, e não se decepcionaram.
Tu, porém, Senhor, não fiques distante!
Ó minha força, vem logo em meu socorro!
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Peça ao Senhor que, a seu exemplo, nas horas difíceis e dolorosas de sua vida, de solidão, de medo, de dor, não lhe falte a certeza de sua presença ao seu lado. Que a sua paz habite o seu coração, para que você atravesse as horas de dificuldade com serenidade, na esperança que não decepciona.

O 34º passo da caminhada quaresmal é renovar a sua confiança em Deus. No meio de suas dificuldades, você não está sozinho, não está sozinha. Ele está sempre com você. 

Comunicando

Estamos empenhados em dois eventos na Semana Santa: a Via Sacra da Fraternidade, no Recife, na quarta-feira santa, transmitida pela TV Evangelizar; e a Semana Santa Missionária, no Município de São João da Varjota, no Piauí. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O 33º passo da caminhada quaresmal é renovar sua aliança com Deus.



27 de março de 2023

Segunda-feira da 5ª Semana da Quaresma

33º passo de nossa caminhada quaresmal


EVANGELHO


Jo 8,1-11

Naquele tempo, 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando a no meio deles, 4disseram a Jesus: 'Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?' 6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: 'Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.' 8E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo. 10Então Jesus se levantou e disse: 'Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou ?' 11Ela respondeu: 'Ninguém, Senhor.' Então Jesus lhe disse: 'Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais'.

MEDITAÇÃO


Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério (Jo 8, 4)

Estamos já na quinta semana da quaresma. Domingo que vem já é o Domingo de Ramos. O tempo está correndo. O importante é você estar aproveitando bem esse tempo. Aproveitando para quê? Bom, qual é o principal apelo da Quaresma? Claro, a conversão. Voltar para o nosso Deus, de todo o coração. Renovar a nossa aliança com ele.

Para a meditação do evangelho de hoje, vamos começar com uma pergunta. Não se espante. O que é adultério? Ih, o padre começou pesado. Tranquilo. Adultério é quando alguém é infiel no seu casamento. Certo? Adultério tem a ver com infidelidade.

Estando de acordo, vamos a um segundo ponto. Deus fez aliança com o povo que ele tirou da escravidão do Egito. Você se lembra disso? No monte Sinai, Deus deu uma Lei ao seu povo, através de Moisés, uma Lei que ele mesmo escreveu com o dedo. Escreveu a lei nas tábuas de pedra. Com o dedo, diz o livro santo. Baseado nessa Lei, o povo celebrou uma aliança com Deus. A fórmula da aliança foi assim: “Eu serei o seu Deus. Vocês serão o meu povo”. A aliança é como um casamento. No casamento, um diz ao outro: “Ela: Eu te recebo como meu marido – Ele: Eu te recebo como minha mulher”. E juram amor e fidelidade, não é assim? Então, a aliança de Deus com o seu povo é como um casamento. Um promete ser para o outro e viver no amor e na fidelidade.

Então, adultério é a infidelidade no casamento. Bom, no caso da aliança de Deus com o seu povo, Deus nunca foi infiel. Mas, a comunidade do povo de Deus, muitas vezes, traiu a aliança. Os profetas reclamaram muito da infidelidade de Israel ao seu Deus. Mas, Deus foi sempre paciente. O Profeta Oseias chegou a fazer uma comparação: Deus seria como o marido traído que levou a mulher para o deserto para dar-lhe uma nova chance.

Mais uma coisa. É bom a gente se perguntar sobre o que Jesus veio fazer: qual foi a sua missão? Se olharmos por esse lado da aliança, podemos dizer que Jesus veio para reconciliar a comunidade pecadora com Deus. Veio para restaurar a aliança rompida pela infidelidade de Israel.

Bom, essas são bases para o entendimento do evangelho de hoje. Jesus estava no Templo, ensinando ao povo. Havia uma enorme roda de gente ouvindo-o. Nisso, chegaram os mestres da lei e os fariseus arrastando uma mulher e a jogaram aos pés de Jesus. Um metido a brabo foi logo dizendo: ‘Moisés manda apedrejar a mulher que for pega em adultério. E pegamos essa sujeita cometendo adultério. O que o senhor diz? É para cumprir a lei ou não?”. Era uma armadilha. Queriam incriminar Jesus. Dizendo que não, estaria contra a Lei. Dizendo que sim, negaria o seu ensinamento sobre o amor e o perdão. Jesus ficou calado. Abaixou-se e começou a escrever no chão, com o dedo. Ficou todo mundo calado, aguardando. Um deles perdeu a paciência e cobrou a resposta. Jesus se levantou com calma: “Quem de vocês não tiver pecado, atire a primeira pedra”. E abaixou-se de novo e continuou a escrever no chão. Um saiu, outro saiu... a começar pelos mais velhos, foram-se embora, um a um. Jesus ficou sozinho com a mulher, ali no meio do povo. Jesus lhe disse que não ia condená-la, que ela podia ir embora, mas não pecasse mais.

Diante desse texto, eu fico com três perguntas na cabeça: 1. Quem é essa mulher? 2. Onde está o marido traído? 3. Por que Jesus fica escrevendo no chão, com o dedo? Vamos tentar reponder. Essa mulher pode muito bem estar representando a comunidade de Israel. Israel é como essa mulher pecadora. E o pecado de Israel é, no final das contas, sua infidelidade à aliança, representada no adultério. E quem é o marido traído? Essa você responde. Quem é o marido traído? Respondeu ‘Deus’? Acertou. Deus é quem foi traído pelo povo infiel à aliança. E Jesus o representa. E por que Jesus está escrevendo com o dedo, no chão? Deixa que essa eu respondo. Você se lembra da lei da Aliança que Deus deu a Moisés? Deus a escreveu com o próprio dedo nas tábuas de pedra. Com esse gesto, Jesus está chamando atenção para a Lei da aliança, aliança que foi rompida e que precisa ser restaurada.




Guardando a mensagem

A cena da mulher adúltera nos diz como estava sendo vivida a aliança que Israel fez com Deus. Israel estava vivendo em grande infidelidade, em adultério. Adultério é a infidelidade no casamento. A aliança é como um casamento. E o documento do casamento, o contrato, é a lei da aliança, que Deus pessoalmente entregou a Moisés, depois de tê-la escrito com o dedo, em tábuas de pedra. A mulher está representando todo aquele povo pecador, que se afastou da aliança com Deus. Os homens não puderam apedrejar a mulher, pois eles eram pecadores também. Aliás, a mulher está ali diante de Jesus representado toda a comunidade pecadora. Deus é o marido traído. Em vez de aniquilar a mulher (ou seja o povo infiel), Jesus quer restaurar a aliança, pela conversão e pelo perdão.

Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério (Jo 8, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa história da mulher adúltera nos fala da tua missão entre nós. Vieste para restaurar a aliança rompida pela nossa infidelidade. Na tua cruz, nos reconciliaste com Deus. No teu sangue, restauraste a nossa aliança com ele. Na Missa, ao renovarmos o teu sacrifício redentor, ouvimos as tuas palavras: “Este é o meu sangue. O sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados”. A mulher não foi condenada à morte, como parecia merecer pela lei. Tu, o justo, sem pecado, morreste no seu lugar. Obrigado, Senhor. Essa aliança com Deus cada um de nós a celebrou, com vestes brancas, como em núpcias, no batismo. No batismo, mergulhamos na tua morte e participamos de tua ressurreição. Somos a Igreja, a comunidade da nova aliança. Por isso o apóstolo Paulo falou da Igreja como tua esposa, santificada na tua páscoa. Ajuda-nos, Senhor, a responder com a conversão de nossas vidas, para vivermos esse tempo novo da reconciliação que nos alcançaste. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Não deixe de ler o texto do evangelho de hoje: João 8, 1-11. Pense direitinho na lição que os fariseus receberam: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra". 

O 33º passo da caminhada quaresmal é renovar sua aliança com Deus. O nosso caminho de conversão passa pelo reconhecimento de nossas infidelidades e pela Confissão, acolhendo o perdão de Deus. 

Comunicando

Ontem, realizamos o Passeio da AMA à cidade de Bezerros (PE). No programa de hoje à noite, no Youtube, vamos mostrar tudo o que ocorreu por lá. O programa começa às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Quem está precisando crer em Jesus?


26 de março de 2023

5º Domingo da Quaresma



EVANGELHO


Jo 11,3-7.17.20-27.33b-45

Naquele tempo, 3as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”.
4Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.
5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”.
17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”.
23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”.
24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”.
25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?”
27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.
33bJesus ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?”
Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!”
37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?”
38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!”
Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”.
40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”
41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”.
43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!”
44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!”
45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.



MEDITAÇÃO


Tendo dito isso, Jesus exclamou com voz forte: 'Lázaro, vem para fora!' (Jo 11, 43)

A morte é uma realidade muito dolorosa. Quando se perde um parente ou mesmo uma pessoa amiga, vive-se momentos de muito sofrimento, mergulha-se numa grande tristeza. Quanto mais próxima a pessoa falecida - um pai, uma mãe, um irmão, um amigo do peito - mais dolorosa é a separação, o sentimento de impotência diante da morte, a sensação de perda. Ainda assim, a morte pode ser um momento de grande revelação de Deus em nossa vida. Foi assim com a família de Marta, Maria e Lázaro.

Em um povoado perto de Jerusalém, chamado Betânia, morava essa família de quem Jesus era muito próximo. Marta, Maria e Lázaro eram amigos de Jesus. Lázaro caiu muito doente. E as irmãs mandaram avisar a Jesus que estava longe. Jesus demorou a chegar. Quando chegou, o rapaz já estava morto, enterrado há quatro dias. Tinha sido sepultado numa gruta fechada com uma pedra, como era costume. Marta foi ao seu encontro. Jesus a consolou e a estimulou a crer nele. Maria também foi falar com Jesus e o comoveu com sua dor. Jesus quis ver o túmulo. Mandou rolar a pedra. Rezou ao Pai. E chamou Lázaro para fora. Foi uma grande comoção. Além das irmãs, estavam presentes também os discípulos de Jesus e muitos judeus. Nessa ocasião, muitos creram nele.

Nós estamos lendo hoje o Evangelho de São João, capítulo 11, onde se conta essa linda história da ressurreição de Lázaro. É o final do chamado livro dos sinais (capítulos 1 a 11). Em todo o Evangelho de João, estão descritos sete sinais. Os sinais nos ajudam a entender quem é Jesus, quem o enviou e como podemos viver a vida nova que ele nos trouxe. A ressurreição de Lázaro é o sétimo sinal, portanto uma manifestação muito especial de quem é Jesus, um convite a crermos nele.

E quem estava precisando reconhecer Jesus, acolhê-lo como o enviado do Pai, crer nele? Quem está precisando fazer essa experiência de Deus que comunica a vida, por meio do seu filho Jesus? Marta, Maria, os discípulos, as pessoas amigas da família, você, eu... todo mundo está precisando fazer essa experiência.

Os discípulos estavam precisando fazer essa experiência. Eles estavam paralisados com a preocupação da morte anunciada por Jesus. Aconselharam Jesus a não ir a Betânia, por causa da perseguição. Na Judeia, Jesus já tinha se livrado de ser preso e apedrejado. Diante dos argumentos de Jesus, Tomé concluiu: “Vamos nós também para morrermos com ele”. Olha o que Jesus disse, querendo que eles fossem com ele a Betânia: “para que vocês creiam”. Os discípulos estavam precisando crer.

Marta também estava precisando fazer essa experiência. Ela, como discípula que era, acreditava em Jesus, sabia que ele estava muito próximo de Deus. Acreditava na ressurreição dos mortos no último dia. Mas, não sabia que Jesus é a ressurreição e a vida. Quem nele crê, mesmo morto, tem a vida. E se vive e nele crê, não morre. Olha a pergunta de Jesus a Marta: “Crês isto?”. Marta também estava precisando crer.

E Maria, será que Maria estava precisando também fazer essa experiência? Ela foi avisada por Marta que Jesus tinha chegado. Os judeus a acompanharam. Ela correu e ajoelhou-se chorando aos pés de Jesus. Jesus ficou comovido, chorou também com eles. Maria o levou ao lugar do túmulo. Jesus mandou retirar a pedra. Ela discordou: “Não faça isso. Já está sepultado há quatro dia, cheira mal”. Olha a palavra de Jesus: “Não te disse: se creres, verás a glória de Deus?”. Então, Maria também estava precisando crer.

E aquele povo que tinha ido consolar as irmãs enlutadas e estavam ali também diante do túmulo? Também aquela gente precisava fazer aquela experiência. Olha a oração de Jesus: 'Pai, eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste.' Também eles precisavam crer.

Foi aí que Jesus deu um grito: “Lázaro, vem para fora”. E o morto saiu, todo enrolado com as faixas de pano... Jesus mandou alguém desatar aquelas faixas para ele poder andar. Veja o que o evangelista anotou: “Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele”.


Guardando a mensagem

Então, você notou, o foco dessa narrativa, desse sinal, não é o milagre. É a fé que quer suscitar. É a experiência de Deus que podemos fazer também nos momentos difíceis da morte de alguém muito querido. Se nós cremos, a morte não nos assusta mais. A fé nos une a Cristo, que é a ressurreição e a vida. Estando com ele, a morte biológica é apenas uma passagem, porque a vida plena e verdadeira, já a temos em nós.

Tendo dito isso, Jesus exclamou com voz forte: 'Lázaro, vem para fora!' (Jo 11, 43)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós enfrentamos esta nossa vida humana que nos deste, no meio de muitas dificuldades e sofrimentos. A doença e a morte nos assustam. Este teu evangelho de hoje nos traz alento, Senhor. A tua solidariedade com aquela família de Betânia, o teu sentimento pela perda do teu amigo Lázaro e o teu ensinamento sobre a ressurreição e a vida nos confortam. Na tua misericórdia, lembra-te dos nossos falecidos e de todos os enlutados. Senhor, te pedimos: aumenta a nossa fé, fortalece-nos na solidariedade; que a meditação sobre a ressurreição de Lázaro nos prepare para a contemplação de tua paixão, morte e ressurreição. 
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Dedique, hoje, uma prece especial pelos seus falecidos. Alimente no seu coração a fé em Cristo. Ele nos comunica a vida de Deus, a vida eterna. Para quem está em Cristo, a morte é só uma passagem. Na ressurreição do último dia, nossa vida finalmente aparecerá plena e perfeita. A fé em Cristo, nosso irmão, nosso amigo, nosso Deus e Salvador, faz toda diferença em nossa vida e em nossa morte. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Música de hoje: 

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O 32º passo da caminhada quaresmal é renovar sua devoção a Nossa Senhora.

 



25 de março de 2023

Solenidade da Anunciação do Senhor

32º passo de nosso caminho quaresmal

EVANGELHO


Lc 1,26-38

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

MEDITAÇÃO


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28)

Nove meses antes do Natal, celebramos, hoje, a solenidade da Anunciação do Senhor – o dia em que a iniciativa de Deus se encontra com a adesão de sua humilde servidora. É o mistério da encarnação do Verbo.

Primeiro, Maria ficou assustada. De repente, o anjo com uma saudação estranha. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. O que está acontecendo? O que isso significa? ‘Não tenha medo, Maria. Deus está muito feliz com você. Você vai conceber e gerar o filho dele, o filho que vai herdar o trono de Davi’. Maria ainda estava assustada, mas já tinha uma resposta. Deus estava feliz com ela e comunicando-lhe uma grande missão.

Depois do susto, veio a dúvida. ‘Não é possível uma coisa dessas... eu nem casada sou. Como é que uma virgem pode ser mãe?’ E o anjo: ‘Para Deus não tem isso não, Maria, tudo é possível para ele. Quer um exemplo? Izabel. Estéril, idosa, agora está grávida de seis meses’. ‘Como Deus é grande, como ele é bom’, pensou Maria. Desvaneceu-se a dúvida. Ele é o todo-poderoso. Ele faz maravilhas.

Passado o susto, ela dialogou responsavelmente para ver o alcance do que lhe estava sendo comunicado. A dúvida foi esclarecida. Vem agora a entrega. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Entrega-se ao cumprimento da vontade do Senhor manifestada na palavra do anjo. Realizará a sua vontade, como serva. Entrega humilde, generosa, total.

É, Deus sempre nos surpreende. Manda-nos seus recados. Ele nos pega de surpresa. Suas propostas alteram profundamente a normalidade do nosso caminho, de nossa vida. Ele tem planos diferentes dos nossos. Mas, não é uma ordem do dia, uma distribuição aleatória de tarefas que se dá a qualquer um. É, antes de tudo, uma escolha amorosa. É um voto de confiança de quem ama a quem ele cumulou de toda graça, de toda bênção. A escolha é antes de tudo um sinal distintivo do seu amor. “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”, afirmou Jesus.


Guardando a mensagem

O “sim” de Maria foi muito especial. Depois do susto, ela procurou saber o alcance daquele convite tão especial da parte de Deus. Convenceu-se de que ele pode tudo e que, com ele, ela poderia vencer qualquer obstáculo, começando por fazer fecunda a sua virgindade. Teve fé. Izabel fez-lhe um elogio por sua fé: “Bem-aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor se cumprirá”. A primeira reação à entrada surpreendente de Deus em nossa vida, integrando-nos ao seu projeto de salvação, é o susto, a surpresa. Depois vem a dúvida. E por fim, a resposta. Às vezes, ela não é como a de Maria, a de entrega generosa e humilde. Às vezes, é presunçosa e egoísta. É, muitas vezes, Deus tem recebido um “não”. ‘Não vou, porque já tenho o meu projeto, vou cuidar da minha vida ao meu modo’... Mas, hoje, dia da Anunciação do Senhor, não é dia de ‘não’, hoje é dia de ‘sim’, do ‘sim’ de Maria e do seu ‘sim’ generoso e fiel, meu irmão, meu irmã.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28)

Rezando a Palavra

Há um ano, nesta data, o Papa Francisco fez a consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria.

Rezamos agora um trecho deste ato de consagração:

ó Mãe, acolhei esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; 
Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. 

Vivendo a palavra

Podendo, reze, hoje, o Terço Mariano, elevando preces a Deus, pelas mãos de Maria, pelo fim da guerra. Não sendo possível, recite, pelo menos, uma dezena do terço (1 pai nosso, 10 ave-marias e o glória ao Pai).

Comunicando

O 32º passo da caminhada quaresmal é renovar sua devoção a Nossa Senhora. Nosso amor à Virgem nos leva, por primeiro, à sua imitação. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


O 31º passo de nosso caminho quaresmal é unir-se a Cristo também em algum sofrimento.



24 de março de 2023

Sexta-feira da 4a. Semana da Quaresma

31º dia da caminhada quaresmal

EVANGELHO


Jo 7,1-2.10.25-30

Naquele tempo, 1Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim como que às escondidas.
25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? 26Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é”.
28Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”.
30Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.

MEDITAÇÃO


Quando seus irmãos já tinham subido, então, também ele subiu para a festa, não publicamente, mas sim como que às escondidas (Jo 7, 10)

Os tempos estão ficando difíceis para os seguidores de Cristo. Houve aquele tempo da perseguição do império romano, no início do cristianismo, com tantos mártires que continuamos a celebrar! Mais recentemente, no Brasil e em boa parte da América Latina, tivemos a perseguição do período das ditaduras, difamando, sequestrando e torturando inúmeros cristãos. No momento atual, em muitas partes do mundo, mesmo nos países que foram marcados pela civilização cristã, cresce a intolerância e a agressividade contra a Igreja e a pregação do evangelho. Os grandes valores defendidos pelos cristãos, valores que fundam a vida em sociedade, estão sendo combatidos abertamente pelo desregramento sexual, o aborto, o consumo de drogas, o enfraquecimento da instituição familiar, o vilipêndio de símbolos religiosos... Em síntese, ser cristão hoje é estar na contramão, no contrafluxo de um mundo que está tomando a direção contrária. E assim, seguir Jesus vai significar, cada vez mais, incompreensões, discriminação, difamação, perseguição.


No livro da Sabedoria está escrito: Os ímpios, em seus falsos raciocínios, dizem: “Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda. Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver sua serenidade e sua paciência. Vamos condená-lo à morte vergonhosa. Vamos ver se alguém vem socorrê-lo”. Conclui o livro santo: “A malícia os torna cegos”.


Guardando a mensagem

Estamos na preparação para a Páscoa. Jesus chegou à páscoa da ressurreição passando pela paixão e pela morte de cruz. Nós, como seguidores de Jesus, não apenas acompanhamos o drama de sua paixão, mas reconhecemos que muitos irmãos passam também, perto ou longe de nós, por sofrimentos semelhantes, por causa de Jesus Cristo e do seu evangelho. Com eles, ficamos solidários. E ficamos sabendo também que seguir Jesus pode comportar para nós algum incômodo, algum sacrifício, algum sofrimento. E é aí que amadurece a nossa fidelidade.

Quando seus irmãos já tinham subido, então, também ele subiu para a festa, não publicamente, mas sim como que às escondidas (Jo 7, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
às vezes, somos tentados a reduzir a religião a um pronto-socorro para nossos dramas e sofrimentos. Queremos fugir deles, queremos resolvê-los. Estamos sempre te pedindo isso, tu sabes bem. Mas, há um outro lado da fé cristã que este tempo da Quaresma nos ensina. Ser cristão é te seguir, caminhar segundo o teu evangelho. Isso nos põe na contramão dos que não conhecem os teus ensinamentos ou a eles se opõem. A nossa escolha por ti e por tua Igreja pode nos trazer incompreensão, discriminação, perseguição. Nesta hora, Senhor, ajuda-nos, com o dom do teu Santo Espírito, a nos mantermos firmes e a carregarmos a cruz contigo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça uma breve oração pedindo em favor dos cristãos perseguidos por causa de sua fé.

O 31º passo de nosso caminho quaresmal é unir-se a Cristo também em algum sofrimento que apareça por causa de sua fé. 

Comunicando

Na quarta-feira santa, vamos realizar, nas ruas do centro da cidade do Recife, a via sacra da fraternidade. Você vai poder acompanhar pelo rádio ou pela televisão. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O 30º passo de nossa caminhada quaresmal é apresentar Jesus a outras pessoas.




23 de março de 2023

Quinta-feira da 4a. Semana da Quaresma

30º dia da caminhada quaresmal


EVANGELHO


Jo 5,31-47

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação. 35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz.
36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. 37E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou.
39Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! 41Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis.
44Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?”

MEDITAÇÃO


As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou (Jo 5, 36)

Certamente, alguém apresentou Jesus a você. Disse que Jesus é o filho de Deus; que ele foi enviado pelo Pai para nos salvar; que ele, por sua morte e ressurreição, nos alcançou a reconciliação com o Pai, o perdão dos nossos pecados. Quem foi que lhe disse isso? Quem lhe deu esse testemunho sobre Jesus? Você vai pensar um pouco ou já tem uma resposta? Ah, já tem a resposta. Ótimo. Então, quem foi que lhe deu esse testemunho sobre Jesus?

Em primeiro lugar, tenho quase certeza, foram seus pais os primeiros a lhe dar um testemunho sobre Jesus. Depois, vieram seus catequistas, seus educadores e a comunidade cristã onde você participava. É isso mesmo. É a Igreja quem nos diz quem é Jesus através dos nossos pais, catequistas, missionários, padres, religiosos. Claro, não podemos esquecer, a Palavra de Deus dá testemunho sobre Jesus. Verdade. Mas, é a Igreja quem nos apresenta e nos explica as Escrituras que dão testemunho sobre Jesus.

O importante é lembrar que esse testemunho que nos foi dado sobre Jesus nos pede uma resposta. Não foi uma informação histórica sobre um personagem do passado. Foi um testemunho sobre algo vital em nossa vida: a nossa felicidade, a nossa salvação; sobre algo e sobre alguém que tem a ver conosco, que continua falando conosco, nos sustentando e nos conduzindo nos caminhos do Reino de Deus. Esse testemunho pede uma resposta. Essa resposta pode ser chamada de fé, de conversão, de seguimento de Cristo.

Num certo momento de sua vida humana, Jesus fez uma forte reclamação contra o seu povo. Notou que o testemunho dado sobre ele não estava sendo acolhido, não estava sendo levado a sério. Então, ele elencou quatro testemunhos que estavam sendo dados sobre ele. Quatro, você sabe, é um número de totalidade, um número completo. É só pensar nos pontos cardeais. E quais são os quatro testemunhos dados sobre Jesus?

Em primeiro lugar, o testemunho sobre Jesus foi dado por João Batista. João deu testemunho de Jesus. Ele o apresentou ao povo como o enviado de Deus, o Messias anunciado pelos profetas. Um testemunho valioso. Os judeus tinham enviado mensageiros a João para se informarem sobre isso. E João confirmou. Deu testemunho da verdade.

Em segundo lugar, o testemunho sobre Jesus foi dado por suas próprias Obras. Como ele disse, “as obras que o Pai me concedeu realizar”. Quais são as obras de Jesus? As obras de Cristo estão descritas nos evangelhos: ele abre os olhos do cego, purifica o leproso, faz andar o paralítico, ressuscita o morto, evangeliza os pobres. São as obras anunciadas pelo profeta Isaías. Ele liberta o sofredor, reconcilia os pecadores, evangeliza o povo. São as obras de Jesus. Mas, a sua maior obra é a redenção pela morte na cruz.

Em terceiro lugar, o testemunho sobre Jesus foi dado pelo Pai, que o enviou. O tempo todo, o Pai confirmou o seu filho nas suas palavras e nas suas obras. No batismo, ele o apresentou como seu filho amado. Na transfiguração, de novo se ouviu o Pai recomendando seu filho. Foi o Pai que o ressuscitou, confirmando-o como salvador e guia da humanidade.

Em quarto lugar, o testemunho sobre Jesus foi dado pelas Escrituras. Toda a história da salvação no Antigo Testamento aponta para Jesus. O Novo Testamento é o testemunho sobre sua vida e sua obra redentora. Nos Evangelhos, está a própria palavra de Jesus viva e atual.



Guardando a mensagem

Recebemos o testemunho sobre Jesus dos nossos pais e catequistas, que nos comunicaram a fé da Igreja. No tempo de Jesus, ele mesmo chamou a atenção para quatro testemunhos dados sobre ele: o testemunho de João, o testemunho de suas obras, o testemunho do Pai e o testemunho das Escrituras. A reclamação de Jesus bem que pode ser para nós hoje. O que esses testemunhos têm produzido em nós? Como temos respondido a eles? A boa resposta seria a fé, a conversão, a vida de santidade. O que se pode esperar de nós que temos tido a chance de receber abundantemente o testemunho sobre Jesus? A vida de união com Deus e o compromisso de um mundo renovado pelo evangelho de Cristo.

As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou (Jo 5, 36)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tivemos a graça de receber, desde cedo, diversos testemunhos sobre a tua pessoa. Isso nos lembra o que disseste uma vez: a quem muito foi dado, muito será cobrado. Ajuda-nos, Senhor, pela assistência do teu Santo Espírito, a decididamente te escolhermos como caminho, verdade e vida. E te anunciarmos a outros, oferecendo também nós um testemunho forte sobre tua pessoa e tua obra redentora. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O evangelho de hoje nos convida a aderir seriamente a Jesus e ao seu Evangelho. E, com nossa vida, nossas atitudes e palavras, anunciá-lo a outros. Dar testemunho de Jesus.

O 30º passo de nossa caminhada quaresmal é apresentar Jesus a outras pessoas. 

Comunicando

Como todas as quintas, nos encontraremos na Santa Missa das 11 horas. Vai colocar sua intenção? Então, use o formulário. O Pe. Antonio Neto, jovem padre salesiano, preside hoje a Eucaristia.

Hoje, às 18 horas, rezo o Terço Mariano na Basílica Maria Auxiliadora, aqui em Buenos Aires, na companhia de irmãos que nos acompanham na Meditação. Você pode nos acompanhar pelo rádio.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

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