BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Aprendendo com Jesus e com João: somos servidores dos irnãos




06 de janeiro de 2023

Tempo do Natal antes da Epifania


EVANGELHO

Mc 1,7-11

Naquele tempo, 7João pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.



MEDITAÇÃO


Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar as suas sandálias (Mc 1,8)

No calendário popular, hoje, 06 de janeiro, é Dia de Reis, a comemoração da visita dos Magos a Belém. No calendário litúrgico da Igreja no Brasil, esta festa, chamada de Epifania, ficou para domingo que vem. Epifania é a manifestação de Jesus como salvador de toda a humanidade. É o que contemplamos na visita dos Magos do Oriente ao Menino Jesus. 

O evangelho de São Marcos, lido hoje, apresenta Jesus que vai se batizar com o profeta João, no Rio Jordão. Quando Jesus saiu das águas, o céu se abriu e desceu sobre ele o Espírito Santo. E ouviu-se uma voz do céu confirmando que ele era o Filho Amado.

João Batista tinha dito que, depois dele, viria alguém mais forte do que ele. Só de prever o encontro com Jesus, João declarou não ser digno nem de se abaixar para desamarrar as suas sandálias. Lavar os pés do seu senhor era o serviço do servo, do criado. João estava dizendo que não se sentia digno desse serviço, tão elevado era o Messias que ele estava anunciando.

João mostrou-se muito humilde. Mas, Jesus foi mais longe ainda. Você se lembra da cena do lava-pés? Jesus levantou-se, tirou o manto, cingiu-se com uma toalha, abaixou-se e foi lavar os pés dos seus discípulos. Uma cena muito forte. Jesus, o Senhor, faz o papel de servo, de criado, lavando os pés dos seus subordinados. Mesmo Pedro estranhou aquilo e não queria que Jesus lavasse os seus pés.

O gesto de Jesus de lavar os pés dos seus discípulos sublinha o modo como ele exerceu a sua missão: abaixando-se ao assumir nossa condição humana, servindo, lavando-nos os pés, purificando-nos do pecado, tomando o nosso lugar na cruz.

Jesus abaixou-se para nos encontrar em nossa pequenez, em nossa humanidade. Ele fez-se servo. Ele nos lavou com o derramamento do seu Santo Espírito. Respondamos a esse amor com um amor sincero, mesmo sabendo que não somos dignos nem de sermos seus servos, de nos abaixarmos para desamarrar as sandálias dos seus pés.


Guardando a mensagem

Meditamos, hoje, sobre o amor de Jesus que se manifestou em vir a nós, com tanta humildade, colocando-se na fila dos pecadores, para receber o batismo de João. Assim, já vamos nos preparando para celebrar a Epifania do Senhor, a sua manifestação como salvador de toda a humanidade. É a mensagem da história da visita dos Magos que vamos celebrar domingo que vem. 
Ele fez-se servo obediente, como disse o profeta Isaías. São Paulo também falou dessa condição de Jesus, na carta aos Filipenses: ele foi servo obediente até à morte de cruz.
 O nosso amor a Cristo nos leva à sua imitação. Assim, amemos de verdade os nossos irmãos, como o Senhor nos ama. Nós somos também servidores dos nossos irmãos. 

Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar as suas sandálias (Mc 1,8)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,
mostraste grande humildade indo se batizar com João Batista. João, sabendo de tua grandeza, achou que não era digno nem de se abaixar para desamarrar as tuas sandálias. E nós ficamos lembrando que toda a tua missão foi essa de servo, de servidor, lavando os nossos pés, com grande amor e humildade. Tu nos purificaste com o sacrifício de tua cruz. Nós nos damos conta que esse é o caminho que precisamos trilhar, à tua imitação. Dá-nos, Senhor, a graça de sermos também servidores dos irmãos, testemunhando nossa comunhão contigo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Em preparação da celebração deste domingo, a Festa da Epifania do Senhor, adiante a leitura do evangelho: Mateus 2,1-12.

Comunicando

Domingo próximo, Festa da Epifania, celebro a Santa Missa das 17 horas, na Igreja de Pontas de Pedras, município de Goiana, PE. Na segunda-feira, Festa do Batismo do Senhor, faço Show na festa de Santo Amaro, em Jaboatão dos Guararapes. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Você conhece o significado da escada de Jacó?


05 de janeiro de 2023

Tempo do Natal antes da Epifania


EVANGELHO


Jo 1,43-51

Naquele tempo, 43Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. 44Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”.

49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.



MEDITAÇÃO


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)

Jesus chamou Felipe para segui-lo. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe contou que tinha encontrado o Messias, Jesus de Nazaré. Mesmo cheio de preconceito contra o povo de Nazaré, Natanael acompanhou Felipe que o levou até Jesus. Na verdade, Jesus já o conhecia, para admiração de Natanael. Foi quando Jesus lhe disse que ele iria presenciar coisas muito maiores. “Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1, 51).

Para entender essa palavra de Jesus a Natanael é preciso lembrar o sonho de Jacó, contado no livro do Gênesis cap. 28. Jacó, em viagem, dormindo ao relento, teve um sonho. Viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por essa escada, os anjos de Deus subiam e desciam. Lá, no topo, da escada, lá em cima no céu, estava Deus sentado no seu trono. E ele se apresentou a Jacó. Disse que era o Deus de Abraão, seu antepassado, Deus de Isaac, seu pai. E que lhe daria toda aquela terra por onde ele e sua família peregrinavam.

Qual será o significado desse sonho de Jacó? O que seria essa escada da terra ao céu com os anjos subindo e descendo por ela? Esse sonho foi uma profunda experiência de Deus em que o Senhor revelou ao seu servo uma comunicação direta entre o céu e a terra, entre Deus e o seu povo. Estava aberto um canal de comunicação direta com o Senhor. Os anjos são seus mensageiros, vêm da parte de Deus. E levam a Deus nossas preces, os nossos rogos, nossos louvores. O céu aberto e os anjos indo e vindo pela escada é o tempo novo da comunhão entre o céu e a terra, entre Deus e os seus servos. Esse tempo sonhado por Jacó chegou plenamente com a presença de Jesus entre nós.

É o que Jesus disse a Natanael: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. Note essa parte: os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. O Filho do homem é Jesus. Jesus nos abriu as portas do céu. A escada é ele mesmo. Jesus é a comunicação perfeita com o Pai, é aquele que nos liga ao Pai, é por ele que o Pai nos fala e se comunica conosco. Note que em todas as orações da Igreja, concluímos sempre dizendo: “Por Cristo, nosso Senhor”. ‘Por Cristo’ quer dizer por meio dele. Ele é o mediador entre o céu e a terra, a escada por onde nos comunicamos com o céu e por onde o Pai se comunica conosco.


Guardando a mensagem

Quando Natanael começou a seguir Jesus, o Mestre lhe disse que ele iria ver o céu aberto e os anjos subindo e descendo. Era uma referência ao sonho de Jacó, a comunicação direta entre o céu e a terra. Com Jesus, temos agora um canal de comunicação direta com Deus, o Pai, uma escada por onde podemos ascender ao céu. Lembre o que Jesus falou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. É por ele que chegamos ao Pai. É por ele, que o Pai nos abençoa e nos conduz. Ele é o mediador entre o céu e a terra. Ele é a escada.

Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje podemos nos colocar no lugar do teu discípulo Natanael. Disseste a ele que já o conhecias, antes mesmo dele te ser apresentado. Tu nos conheces antes mesmo do nosso nascimento. E, com a tua vinda, morte e ressurreição, abriste definitivamente um caminho para o Pai. O caminho és tu mesmo. É por ti que vamos ao Pai. É por ti que o Pai nos abençoa e nos perdoa. Então, vamos dizer como Natanael disse: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Pense, durante o dia de hoje, no significado da escada de Jacó. “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do Céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo” (Ef 1, 3).

Comunicando

Hoje, como todas as quintas-feiras, é dia da Santa Missa, às 11 horas, com associados e ouvintes, transmitida pelo rádio e pelas redes sociais. Para colocar suas intenções, use o formulário que estamos lhe enviando, pelo whatsApp.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


O que vocês estão procurando?




04 de janeiro de 2023

Tempo do Natal antes da Epifania


EVANGELHO


Jo 1,35-42

Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “Que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41Ele foi logo encontrar seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo)”. 42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).



MEDITAÇÃO


Jesus perguntou: “O que vocês estão procurando?” (Jo 1, 38)

Foi a pergunta de Jesus aos dois que o estavam seguindo. Os dois eram discípulos de João Batista. Ao escutarem que Jesus era o “Cordeiro de Deus”, eles foram atrás dele. “O que vocês estão procurando?”. Esta é a primeira palavra de Jesus, no evangelho de São João. Com certeza, essa palavra não vale só para os dois que queriam saber mais sobre ele.

Jesus fez o convite: “venham e vejam” aos dois que o estavam acompanhando e queriam saber onde ele morava. Eles o seguiram, viram onde ele morava e ficaram por lá naquele dia. Daí pra frente, eles se tornaram discípulos de Jesus. E uma das primeiras coisas que fizeram foi informar a outras pessoas que tinham encontrado o Messias.

Muita gente está na condição daqueles dois, atrás de Jesus. Mas, o que de fato estão procurando? Grosso modo, apenas para organizar o pensamento, podemos identificar três grupos de pessoas que atualmente estão buscando o Senhor.

O primeiro grupo é o dos admiradores. Quando se trata de uma pessoa famosa, badalada pela mídia, global como se diz, não faltam fãs, admiradores, curiosos loucos para verem pessoalmente esse personagem, conseguirem um autógrafo, e quem sabe - a glória - tirarem uma selfie com a celebridade. Certamente, há quem se aproxime assim de Jesus. Gente fascinada por sua fama, seu poder, sua glória, gente movida pela curiosidade, pelo deleite de se aproximar de alguém importante, famoso, poderoso. “O que vocês estão procurando?”. Uma celebridade para aplaudir, para louvar, mas sem compromisso com ele, claro.

O segundo grupo é o dos interessados. Este grupo igualmente eufórico está buscando Jesus. São os que estão atrás de curas, graças, milagres. Estão desesperados e buscam uma tábua de salvação. E vale qualquer porta onde se prometa a solução para seus dramas e sofrimentos: a doença, o desemprego, a desunião dentro de casa. “O que vocês estão procurando?“. Uma força que possa oferecer alívio e solução para as dores e os dramas humanos.

O terceiro grupo é o dos seguidores. Buscam um caminho para seguir. Querem conhecer, amar e seguir uma pessoa concreta, humana e divina, que foi, em sua vida humana, companheiro de jornada e, agora em sua glória, é modelo e guia de vida nova. Não querem uma selfie para o seu instagram. Querem caminhar ao seu lado, na vivência de sua Palavra, de seus ensinamentos. Não querem simplesmente alcançar um milagre para antecipar já na terra o paraíso. Querem marchar ao seu lado, santificando seus passos na direção de uma eternidade feliz.


Guardando a mensagem

A pergunta que Jesus fez aos dois discípulos de João Batista que começaram a segui-lo serve para nós hoje. “O que vocês estão procurando?”. Uns se aproximam de Jesus como curiosos, como fás, admiradores. Aplaudem, louvam, mas não se comprometem com ele. Outros o buscam como pronto socorro para seus dramas ou para garantir-lhes vitórias e conquistas. Não estão interessados no seu ensinamento, mas em tirar proveito do seu poder em seu favor. Um terceiro grupo o busca como caminho, modelo e guia. Acolhe o seu ensinamento, pauta-se por ele. Ele é o salvador, ele dá sentido à marcha de suas vidas. Com ele, esforçam-se para ser melhores e para melhorar o mundo. 

Jesus perguntou: “O que vocês estão procurando?” (Jo 1, 38)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu disseste aos dois que começaram a te seguir: “Venham e vejam”. Eles foram, viram e permaneceram contigo. Tornaram-se teus discípulos, teus seguidores. Também nós, Senhor, queremos te conhecer, te amar, te seguir. Não queremos ter contigo um relacionamento de fãs, somos teus discípulos, aprendemos a viver contigo. Não podemos continuar, como pagãos, colocando-nos no centro deste relacionamento, buscando apenas o nosso interesse. Tu és o nosso Mestre, o nosso Deus e Salvador. Somos o povo que redimiste pela tua cruz e ressurreição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Tire um tempinho para pensar: Em qual dos três grupos, você está se encaixando mais? Se houver oportunidade, troque ideias com alguém sobre a meditação de hoje.

Comunicando

No próximo dia 16, celebraremos Missa de Ação de Graças pelos 09 anos do nosso Programa Radiofônico Tempo de Paz. O programa é apresentado em rede, em mais de uma centena de emissoras. Se você tiver influência em alguma rádio que possa nos transmitir, entre em contato conosco pelo whatsapp 81 9 9964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Porque ele veio, agora podemos ser seus seguidores.



03 de janeiro de 2023

Tempo do Natal antes da Epifania


EVANGELHO

Jo 1,29-34

29No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.
32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”


MEDITAÇÃO

Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus! (Jo 1, 34)

A Palavra do Senhor nos aponta a pessoa de Jesus. Os evangelhos são testemunhos sobre Jesus, para que nós o conheçamos, para que o acolhamos. E mesmo o Antigo Testamento é lido pelos cristãos na perspectiva da revelação da pessoa de Jesus, o Messias prometido e já figurado na atuação dos sábios, profetas e reis. A Escritura nos aponta a pessoa de Jesus.

A missão de João Batista foi preparar o povo para receber Jesus e revelá-lo a este mesmo povo por ele preparado. O ponto alto de sua missão foi indicar-lhe Jesus, apontar-lhe o Messias ali presente. “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O grande testemunho de João sobre Jesus foi esse: ‘Ele é o Filho de Deus’.

Podemos dizer assim: todo o evangelho é um João Batista indicando Jesus. O que os evangelhos querem é exatamente apresentar Jesus para que sejamos seus seguidores. Seguir Jesus é tomá-lo como modelo de vida, é tornar-se seu discípulo, para aprender a viver como ele. A imitação de Cristo é possível por causa da encarnação. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ele viveu nossa vida humana de maneira plenamente santa. É assim que queremos nascer, viver e morrer. Como ele. Os evangelhos nos convidam ao seguimento de Jesus.

João Batista, os evangelhos, os missionários nos apontam Jesus. “Eis o cordeiro de Deus”. Nós, em atenção a esta palavra, nos pomos no seguimento dele. Seguir Jesus é toma-lo como nosso Mestre, nosso orientador, nosso guia; É abraçar o seu evangelho, os seus ensinamentos. Seguir Jesus é acolher o seu sacrifício salvador na cruz, tomando posse da salvação que ele nos alcançou, o dom de, agora, sermos filhos de Deus. Seguir Jesus é por-se a caminho com ele, imitando seu modo humano de amar e servir, acolhendo-o como caminho, verdade e vida. E, claro, integrar-se no grupo dos discípulos que o seguem e cultivam a sua memória, a sua Igreja. Assim, nos tornamos discípulos do Senhor, seus seguidores.

Guardando a mensagem

Nós até que temos bastante informações sobre Jesus. Nós temos, inclusive, ouvido diariamente o seu evangelho. Mas, a Palavra nos aponta Jesus para o seguirmos. Nossa resposta à Palavra de Deus proclamada é nos tornarmos seguidores de Jesus. Segui-lo é tomá-lo como nosso mestre, nosso guia. Segui-lo é imitá-lo no seu amor e na sua fidelidade ao Pai e ao seu povo. Segui-lo é tomar cada dia a cruz de nossas dificuldades e lutas e subir o calvário com ele. E ressuscitar com ele, em cada vitória, em cada conquista, em cada etapa vencida. Nisso consiste a santidade, isto é, em vivermos habitados por sua graça: sermos seus seguidores na normalidade de nossas vidas.

Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus! (Jo 1, 34)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
João Batista, no auge do seu trabalho de preparação do povo para te receber, te revelou como Cordeiro de Deus, como aquele que iria batizar com o Espírito Santo, como Filho de Deus. Esse testemunho, nós o temos recebido pela pregação, pela meditação bíblica, pela evangelização. Senhor, que a nossa resposta à Palavra seja o teu seguimento, como nosso mestre, modelo e guia. Ajuda-nos, Senhor, a sermos, hoje, outros João Batistas, apontando aos outros a tua pessoa, o teu caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.



Vivendo a palavra

No seu momento de oração pessoal, peça a Deus a graça de ser fiel no seguimento de Jesus. Reze também, hoje,  pelo descanso eterno do Papa emérito Bento XVI. Suas últimas palavras foram "Senhor, eu te amo!". 

Comunicando

Compartilho com vocês minha agenda de shows deste mês  de janeiro em várias cidades. Em Jaboatão, no dia 09. Em Itapissuma, no dia 15. Em Vitória de Santo Antão, no dia 17. E
m Pontas de Pedras, no dia 27. Gravação de DVD Orante, em Juazeiro do Norte, no dia 31. Em Tacaratu, no dia 02 de fevereiro.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

João Batista fez uma revelação: "Ele já está entre vocês".

 


02 de janeiro de 2022

São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno, 
bispos e doutores da fé


EVANGELHO 


Jo 1,19-28

19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?”
23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”
26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.

MEDITAÇÃO


No meio de vocês, está alguém que vocês não conhecem (Jo 1, 26)


E já estamos no ano novo. Tudo bem com você? Passou bem o final de ano? Como disse o apóstolo: “Por tudo, dai graças ao Senhor”. Pois é, o ano começou. Vamos à luta! A roda já está girando. Depois da celebração do natal, agora já está no nosso horizonte a festa da epifania, popularmente chamada festa de reis. Esta é mais uma celebração a nos falar da pessoa de Jesus. Pela encarnação, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, nasceu humano, do ventre de Maria Virgem. O verbo se fez carne. Esse é o grande mistério do natal. Ele veio para estar conosco. É o Emanuel.

O evangelho de hoje nos ajuda a continuar meditando este mistério da presença de Jesus entre nós. João Batista está pregando no deserto e atrai a atenção de muita gente. De Jerusalém, a capital, chega uma comissão. Quer saber se ele, João, é o Messias. É o tipo da comissão que vem só para incriminar. Não havia boa vontade em que os enviou. No fim, querem saber com qual autoridade o profeta está batizando o povo. João aproveita para anunciar que ele é pequeno e está preparando o caminho de alguém muito maior. Esse, sim, renovará o povo. João se declara menos que um servo, nem merece descalçar suas sandálias. E mais: o enviado já está no meio do povo, “já está entre vocês”.

Quando falamos de João Batista, todos nos lembramos, ele preparou os caminhos de Jesus, preparou o povo para sua chegada. E sabemos: nessa preparação ele chamava o povo à conversão e o batizava nas águas do rio Jordão, em sinal de penitência. Mas, precisamos integrar mais alguma coisa nessa compreensão. Quando um catequista prepara um grupo de crianças para a primeira comunhão, qual é o momento mais importante? Depois de ter percorrido um caminho de encontros e atividades de preparação, durante um bom tempo, finalmente chega o dia da primeira eucaristia. O catequista prepara as crianças para o encontro com Jesus na Eucaristia e a sua tarefa se conclui bem quando as crianças encontram Jesus neste sacramento. Voltemos a João Batista. O mais importante de sua missão foi o momento em que o povo se encontrou com Jesus. Todo o seu trabalho de preparação chegou ao ponto mais alto no dia em que ele pode revelar Jesus ali presente.

Jesus já estava presente, seja porque já tinha nascido, seja porque estava entre os peregrinos que vinham a João. Graças ao trabalho evangelizador do profeta, muita gente pode entender quando ele apontou Jesus como o ‘cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’. Tanto isto é verdade que dois dos seus discípulos começaram a seguir Jesus, a partir dali.


Guardando a mensagem

A verdade do natal não é apenas que Jesus nasceu. A grande verdade do natal é que Deus se tornou humano, fez-se Emanuel, caminha conosco. Viveu sua vida humana cheia de sabedoria e caridade e morreu condenado numa cruz. Venceu a morte, ressuscitando ao terceiro dia. Por sua morte e ressurreição, alcançou a nossa reconciliação com Deus, o Pai. Voltando ao seio da Trindade, agora com o seu corpo humano, como Deus permanece conosco. Sua presença entre nós é real, em expressões diversas, na sua Palavra, no Sacramento da Ceia, no seu povo reunido em assembleia, no pobre e no sofredor e de tantas maneiras mais. Ele está presente. Ele está conosco. Foi esta a grande tarefa de João Batista: revelar Jesus que já estava presente.

No meio de vocês, está alguém que vocês não conhecem (Jo 1, 26)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
começou o novo ano. A certeza que enche o nosso coração de esperança é a tua presença entre nós. Pela tua encarnação, caminhaste conosco fisicamente, vivendo a nossa vida humana. E mesmo agora, na glória divina, assentado à direita do Pai, estás conosco. Tu és o Emanuel, estás conosco como prometeste: “Eis que estarei com vocês todos os dias, até a consumação dos séculos”. Assim, começamos a caminhada deste ano novo que acabou de começar com esperança, certos de que contigo enfrentaremos e venceremos tudo o que se opuser à nossa dignidade de filhos de Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A tarefa de João Batista pode ser a nossa também. Podemos ajudar outras pessoas a descobrir a presença de Jesus em suas vidas. Se você ainda não o faz, hoje, compartilhe a Meditação com outras pessoas.

Comunicando

São vários os nossos compromissos neste primeiro mês do ano, o principal deles é o aniversário do nosso programa TEMPO DE PAZ. Hoje o programa é apresentado em uma centena de emissoras de rádio. A Missa de Ação de Graças será no dia 16 de janeiro, com transmissão pelo rádio e pelas redes sociais.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

As três atitudes de Maria no Natal do Senhor


1º de janeiro de 2023

Dia de Santa Maria, Mãe de Deus

Dia Mundial da Paz

EVANGELHO


Lc 2,16-21

Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

MEDITAÇÃO


Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração (Lc 2,19)

Apesar de não ser uma festa religiosa, a passagem de ano desperta em nós muitos sentimentos religiosos. Deus é o senhor do tempo e da eternidade. Ele é o Criador de tudo. E ainda estamos sob o impacto da grande festa do natal. A vinda do Salvador ao mundo, isso sim, é um novo começo para a humanidade. Nesse clima, fechamos hoje a oitava do natal, com a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.

Festejando a maternidade divina de Maria, continuamos de olhos fixos no presépio, contemplando o grande mistério da encarnação do Verbo. Deus realizou a promessa de enviar o Messias. São Paulo, na carta aos Gálatas, explicou: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva”.

Ao tornar-se humano, encarnando-se no seio da Virgem, o Filho, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, não deixou de ser Deus. Ele é, agora, inseparavelmente, homem e Deus. Por isso, reconhecemos a maternidade divina de Maria. Ela é mãe de Jesus, que é verdadeiramente homem e Deus.

No clima do natal, contemplamos, hoje, a Virgem Maria e observamos, com admiração, suas atitudes e seus sentimentos em relação a esse mistério que estamos celebrando, a encarnação e nascimento de Jesus. O evangelho de hoje nos leva a Belém, junto com os pastores. De fato, natal é Belém. Se esse tempo de festas não nos leva à manjedoura da Gruta de Belém, podemos estar celebrando o natal de qualquer um, menos o de Jesus.

Contemplemos a mãe de Deus nessa cena de Belém. Aprendamos com ela a acolher e admirar esse mistério da encarnação do Filho de Deus. Três atitudes suas nos chamam a atenção, hoje.

Primeira atitude. A atitude de testemunha de Jesus. Os pastores a encontram ao lado da manjedoura, junto com seu esposo José. É ali que, mesmo sem muitas palavras, ela está nos falando da obra de Deus que enviou o seu Filho ao mundo, por meio dela. É nela que o Verbo se fez carne. Ela é a testemunha da humanidade de Jesus. Ele é de nossa raça humana, por meio dela. Um Jesus sem Maria não é o Jesus do evangelho. No nascimento, na infância, no ministério público, na cruz... Maria está sempre presente. Ela é a testemunha da humanidade do Senhor.

Segunda atitude. A atitude de contemplação da obra de Deus. Quantas experiências de fé a jovem mãe já coleciona! A anunciação do anjo, a visita à Isabel, os acontecimentos de Belém... e tudo isso ela guarda e medita no coração. Medita para compreender a vontade de Deus. Medita para admirar a obra de Deus. Tem um coração contemplativo, orante, uma caixa de ressonância da obra de Deus. Um natal sem oração, sem meditação da palavra de Deus não é o de Belém. Não é o de Maria.

Terceira atitude. A atitude de educadora do enviado de Deus. Apesar dos sinais maravilhosos de Deus, Maria e seu esposo José prosseguem sua vida, com grande simplicidade. Oito dias depois do parto, circuncidam o menino, como mandava a lei de Israel. Dão-lhe o nome que o anjo indicou: Jesus. Assim, vão integrando sua criança na herança do povo que vivia em aliança com Deus. A encarnação é também a inserção da criança naquela cultura, na fé dos patriarcas. Assim, o filho de Deus será também o filho de Davi. Natal sem memória não é o natal de Jesus. Natal sem a palavra de Deus não é o natal de Maria.


Guardando a mensagem

A solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, neste primeiro dia do ano, nos dá a oportunidade de ingressar no novo ano com os sentimentos e atitudes da Mãe do Salvador. Como ela, renovemos nosso compromisso de ser testemunhas do Senhor, onde estivermos, todos os dias deste ano. Cabe-nos, igualmente, uma atitude de contemplação da obra do Pai que enviou o seu Filho para nossa salvação. É o nosso compromisso com o conhecimento da Palavra de Deus e do seu sentido para nossa vida. A Santa Mãe também nos inspira na arte de sermos bons educadores da nova geração de filhos de Deus. As crianças e adolescentes de hoje dependem do nosso testemunho e de nossa mediação educativa para conhecerem, amarem e seguirem Jesus, o filho de Deus e de Maria.

Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração (Lc 2,19)

Rezando a palavra

ORAÇÃO PARA A PASSAGEM DO ANO:

Deus e Senhor nosso,
Senhor do tempo e da eternidade, 
a ti, toda honra e toda glória,agora e para sempre.
Nós te consagramos, Senhor, todos os dias deste novo ano, colocando sob tua proteção todos os nossos passos, propósitos, projetos e sonhos.
Derrama agora, Pai Santo, 
tuas bênçãos de saúde, paz e sabedoria
sobre nós, nossas famílias e todos os que nós amamos.
Que este novo ano, com a tua graça, seja de paz,
de crescimento na fé e de prosperidade
para todos nós, teus filhos e filhas.
Que em nossa vida, em todos os dias do novo ano,
brilhe a luz do teu filho Jesus, nosso Salvador,
Iluminando nossos caminhos
e nos conduzindo no teu amor.
A Virgem Maria, mãe de Deus e nossa, nos sustente 
com seu exemplo e sua intercessão. Amém. 

Vivendo a palavra

Neste Dia Mundial da Paz, dirija uma prece especial à santa mãe do Príncipe da Paz, em favor da paz no mundo. Rezemos também pelo descanso eterno do nosso Papa emérito Bento XVI. O Senhor, na sua misericórdia, acolha este santo operário de sua vinha.

Com minhas preces, receba votos de um Feliz Ano Novo, com paz, saúde e prosperidade.

Até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A boa nova que ilumina a passagem de ano



31 de dezembro de 2022

Sábado da Oitava do Natal

Dia de São Silvestre

EVANGELHO


Jo 1,1-18

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio, estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos os que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

MEDITAÇÃO


E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14)

Véspera de ano novo. Um dia de muitas tarefas e contatos. Uma noite longa, de muitas expectativas, a noite da virada de ano. 

E eu vou aproveitar para lhe agradecer a acolhida diária da Meditação da Palavra, pedindo ao Senhor que, no novo ano, você continue a caminhar sob a luz de Cristo e sua Palavra. Quero também louvar a Deus pelo zelo com que você recebe e compartilha com outras pessoas a sua preciosa palavra de Salvação.

Vamos meditar a palavra de hoje na abertura do evangelho de São João. O prólogo, essa abertura solene do seu evangelho, começa com as mesmas palavras do início da Bíblia: “No princípio, era a Palavra”. A Bíblia, no livro do Gênesis, começa assim: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. Ao escrever assim, o evangelista está nos dizendo que, com Jesus, está começando um novo tempo. A criação, obra perfeita de Deus, teve seu ponto alto na criação do homem e da mulher. Mas, veio o pecado que desfigurou essa obra divina. Agora, chegou Jesus para levar à perfeição a obra do Criador. Ele veio nos reconciliar. A obra da redenção será a coroação da obra criadora do Pai.

Então, essa é a boa notícia, por excelência, na história da humanidade. Com Jesus, a história se acerta, é um novo começo. Essa boa notícia, que enche nossa história de esperança, já ressoou no natal. Deus mesmo veio morar com a gente. E em que isso faz a diferença? É que se há um ideal a ser seguido, ele não está mais nas nuvens, no além, nos livros, nas promessas. O ideal de humanidade ética, solidária, espiritualizada não é apenas um projeto. É uma pessoa. Os ideais de bondade, comunhão, fraternidade, justiça, verdade podem ser vistos, tocados na vida e na experiência de uma pessoa humana: Jesus de Nazaré, Deus e Homem a um só tempo. O verbo eterno que estava desde sempre ao lado do Pai entrou na história humana, solidário com todo ser humano, particularmente com o mais sofrido e desprezado.
Foi o que São João escreveu na abertura do seu evangelho: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade”. Jesus é essa verdade maravilhosa de Deus ao nosso alcance, Deus que veio a nós. O inefável que se deixou tocar. Essa é a boa notícia do natal jorrando luz para iluminar essa passagem de ano, o ano novo e toda a nossa história.

 
Guardando a mensagem

A novidade que revolucionou a história é a presença de Jesus entre nós. Deus se fez humano, entrou em nossa história. Agora, temos um modelo, um guia, um caminho para seguir. A certa altura de sua vida humana, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Agora, podemos saber como é que um filho de Deus nessa terra pode manter-se em comunhão com o Pai e com os seus irmãos, ser-lhes fiel, encontrar realização e felicidade em sintonia com a vontade divina. “Vem e segue-me”. É assim que ele continua nos convidando a viver como ele, a tê-lo como regra de vida, a imitá-lo em sua vida humana de filho de Deus. Por sua obra redentora, ele nos reconcilia com Deus e nos põe em comunhão uns com os outros. Nele, realmente tudo pode ser novo, até esse ano velho.

E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14)

Rezando a palavra

ORAÇÃO PARA A PASSAGEM DO ANO:

Deus e Senhor nosso,
Senhor do tempo e da eternidade, 
a ti, toda honra e toda glória,
Agora e para sempre.
Nós te consagramos, 
Senhor, todos os dias deste novo ano,
colocando sob tua proteção 
todos os nossos passos, 
propósitos, projetos e sonhos.
Derrama agora, 
Pai Santo, tuas bênçãos de saúde, paz e sabedoria 
sobre nós, nossas famílias e todos os que amamos.
Que este novo ano, com a tua graça, seja de paz, 
de crescimento na fé e de prosperidade 
para todos nós, teus filhos e filhas.
Que em nossa vida, em todos os dias do novo ano,
brilhe a luz do teu filho Jesus, nosso Salvador,
Iluminando nossos caminhos 
e nos conduzindo no teu amor.
A Virgem Maria, nossa mãe, 
diga conosco: Amém.

Vivendo a palavra

Durante este último dia do ano, reserve um tempinho para sua oração pessoal. Agradeça por todas as realizações deste ano, reconhecendo a mão de Deus em tudo na sua vida.

Outra sugestão é a oração da passagem de ano, que acabamos de rezar. Eu a estou enviando, à parte, para você voltar a rezá-la depois da meia noite ou no dia de ano. E compartilhá-la com os seus contatos. Você pode encontrá-la também em nossas redes sociais.

Comunicando

Para o caso de você não ter companhia na virada do ano, estarei conduzindo uma hora de oração na Rádio Amanhecer, começando às 11 da noite. Para ter a Rádio Amanhecer no seu celular é só baixar o aplicativo Rádio Amanhecer ou Radiosnet. Tendo dificuldade, peça ajuda a alguém por aí. 

Feliz Ano Novo!
E até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

As três lições da festa da Sagrada Família

 



30 de dezembro de 2022

Sexta-feira da Oitava do Natal 

Festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José


EVANGELHO


Mt 2,13-15.19-23

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito.
15Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”.
19Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 20e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois aqueles que procuravam matar o menino já estão mortos”.
21José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, e entrou na terra de Israel. 22Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”.


MEDITAÇÃO

José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito (Mt 2, 14)

Dentro da oitava do natal, celebramos, hoje, a Festa da Sagrada Família, a família de Jesus, Maria e José. Celebrando a família de Nazaré, celebramos a nossa própria família, que é também sagrada, berço da fé, igreja doméstica.
Abramos o coração para acolher as lições da Palavra de Deus para nossa vida em família e para iniciarmos bem o ano novo de 2022 que se aproxima. Ao menos três lições, podemos recolher da Palavra de Deus no dia de hoje. 

Vamos à primeira lição. Colhamos o primeiro ensinamento no Evangelho de São Mateus. Na história do nascimento de Jesus, houve este fato triste: Herodes mandou matar as criancinhas de Belém e arredores de até dois anos de vida. Muitos pais se sentem como José e Maria, nos dias de hoje, porque parece pesar uma ameaça de morte contra sua criança. São muitas as ameaças contra a vida da criança e o seu crescimento sadio: a tentação do aborto, o alcoolismo, o desemprego, o ambiente insalubre de moradia, as brigas dentro de casa, a falta de atendimento médico adequado... Mas, os pais não estão sozinhos. No evangelho de hoje, o anjo do Senhor orienta José a fugir com a família. Avisa do mal que está para acontecer. E dirá a hora certa de voltar. É uma grande lição. Os pais não estão sozinhos na luta pelo bem dos seus filhos. Deus está com eles. Deus é o nosso protetor. Com a orientação de Deus, é preciso “fugir”, isto é, não se acomodar à situação, mas buscar uma saída, "ir para o Egito". Para o Egito, migraram Jacó e seus filhos, no início do povo de Deus, durante uma grande fome em Canaã. ... “Fugir” pode ser mudar de profissão, mudar de endereço, buscar melhorias em outra região. Primeira lição: Nas dificuldades, não se acomodar... e fugir do mal, sob a orientação de Deus.

Vamos à segunda lição. Ela vem do Livro do Eclesiástico e fala da atenção dos filhos aos seus pais. Os filhos devem amor, respeito, obediência aos seus pais. Honrar pai e mãe é o quarto mandamento da Lei de Deus. Particularmente, essa santa obrigação continua quando os pais envelhecem. É preciso cuidar deles, com todo o carinho e paciência. Vivemos numa sociedade que valoriza quem é jovem e produtivo, descartando os idosos. Olha a palavra de hoje, no livro do Eclesiástico (Eclo 3): “Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo com ele. Não o humilhes em nenhum dos seus dias. A caridade feita a teu pai não será esquecida”. Segunda lição: Os filhos devem amor e respeito aos seus pais, sempre, e devem cuidar deles, com o mesmo carinho, quando eles envelhecerem.

Vamos à terceira lição. Ela vem da Carta aos Colossenses e diz respeito à nossa convivência em família. Diz o apóstolo (Cl 3) “Revistam-se de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-se uns aos outros e perdoando-se mutuamente se um tiver queixa contra o outro”. Olha que belo programa de convivência em família! Somos responsáveis uns pelos outros. São sete atitudes que o apóstolo está recomendando: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, tolerância e perdão. Terceira lição: Começar a caridade cristã em casa.


Guardando a mensagem

O Senhor, hoje, nos brinda com muitos conselhos e recomendações sobre a nossa vida em família. Com a fuga para o Egito, aprendemos que Deus está ao lado da família, sempre e particularmente nas horas difíceis. Nestas horas, ele nos indica que não nos acomodemos. Ele nos assiste na busca de novas soluções, novas possibilidades, novas saídas para superar o mal. Com a tradição da fé, recordamos que os filhos devem amar e respeitar os seus pais, sempre, e cuidar deles com paciência e respeito na sua velhice. E o apóstolo nos recomendou que a caridade cristã comece em casa: misericórdia, humildade, paciência, perdão. Nesse finalzinho de ano, em família e no encontro com os parentes, temos muito a exercitar.

José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito (Mt 2, 14)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu que quiseste habitar numa família humana, abençoa os pais, na sua busca de proteção dos seus filhos. Abençoa os filhos, no aprendizado do teu mandamento de honrar pai e mãe com seu amor, seu respeito e sua obediência. Afasta de nossas famílias a desunião, a discórdia, a descrença. Continua, Senhor, nos ensinando a enfrentar o mal com sabedoria e destemor. Que em nossas famílias, brilhe a tua Palavra como luz e o teu evangelho como caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Você certamente tem um parente que precisa muito de sua oração. Hoje, ore especialmente por ele (ou por ela).

Comunicando

A Rede Vida de Televisão exibe hoje, dia 30, o Especial de Fim de Ano, com o Pe. João Carlos, às 22 horas. Por favor, divulgue com os seus contatos esta chamada da Rede Vida que estou lhe enviando.

Desde já, feliz ano novo!

E até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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