BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Crescendo no amor a Cristo e à sua Igreja.



   02 de julho de 2023.   

Solenidade de São Pedro e São Paulo



     Evangelho     


Mt 16,13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.



     Meditação.   


Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16, 18)

Neste domingo, estamos celebrando a solenidade de São Pedro e São Paulo. No Brasil, deixamos para celebrar no domingo essa solenidade, para lhe dar a devida importância. Pedro e Paulo são duas colunas da Igreja. Em Pedro, vemos as comunidades cristãs nascidas da grande tradição do antigo povo de Deus. Em Paulo, vemos as comunidades nascidas da pregação do evangelho entre os pagãos, por todo o mundo. Festejá-los é festejar a graça de sermos a Igreja de Cristo, rebanho apascentado por pastores designados pelo Senhor.

Olhando para a figura dos dois apóstolos festejados hoje, três coisas chamam logo a nossa atenção: a sua fragilidade, a confiança que Deus depositou neles e a sua fidelidade.

Em São Pedro e São Paulo, vemos a fragilidade humana. Pedro é um galileu, um homem da periferia do mundo judaico, um pescador. Achava que Deus não permitiria que Jesus passasse pela paixão. Na prisão de Jesus, ele negou que o conhecesse. Paulo era fariseu, membro do grupo que mais se opôs ao trabalho de Jesus. Foi testemunha do apedrejamento de Estêvão. Perseguidor das comunidades, invadia residências e prendia cristãos. Olhando a fraqueza de Pedro e Paulo, reconhecemos a nossa mesma fragilidade humana. Nós também temos os nossos defeitos. Cometemos erros.

Vendo, por um lado, a sua fraqueza, por outro, vemos a escolha de Deus, o seu chamado. Pedro, inspirado por Deus, reconheceu que Jesus era o Messias, o filho do Deus vivo. Sobre esta pedra - Pedro proclamando a fé - Jesus edificou a sua Igreja. Deu-lhe as chaves do Reino, isto é, a autoridade. E mesmo depois da negação, Jesus só quis saber se Pedro o amava, de verdade. E o confirmou na missão: “Apascenta as minhas ovelhas”. A Paulo, Deus revelou o seu filho, como está escrito na carta aos Gálatas (Gl 1, 16) e o designou para pregá-lo entre os pagãos. No clarão da estrada de Damasco, o perseguidor, alcançado pela misericórdia de Deus, torna-se incansável pregador do evangelho.

Dando-nos conta da fraqueza dos dois apóstolos, vemos ainda mais o amor de Deus que os escolhe e os envia em missão. Por isso, hoje, estamos celebrando suas vidas de missionários, sua dedicação à missão, sua fidelidade até o martírio. Pedro é a referência das comunidades que vão surgindo no mundo judeu e nas comunidades que vão nascendo no mundo todo. É um ponto de unidade, uma voz ouvida para dirimir as dúvidas, um laço de união de todas as lideranças da Igreja. O próprio Paulo vai a Jerusalém para conhecê-lo, para prestar contas de seu trabalho, para reconhecê-lo como líder. Pedro sofre com a comunidade de Jerusalém perseguida, ele mesmo é preso. Na prisão, experimenta a proteção de Deus e o carinho das preces da comunidade. Em Roma, com o seu martírio, selará o seu serviço de amor a Cristo e à sua Igreja. Paulo viaja o mundo todo, pregando, convertendo, organizando as comunidades, em meio a perseguições e sofrimentos. Na segunda carta a Timóteo, escreve que combateu o bom combate, guardou a fé e está pronto para ser derramado em sacrifício. Foi martirizado também em Roma, no centro do império.


São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Guardando a mensagem

Celebrando os apóstolos Pedro e Paulo, estamos festejando a graça der sermos a Igreja do Senhor, liderada pelos pastores que, em seu nome, anunciam a fé, celebram o culto divino e nos presidem na caridade. Em Pedro e Paulo, percebendo a sua fragilidade, nos damos conta da graça do ministério e o seu esforço de fidelidade. Cristo continua governando sua Igreja, por meio dos sucessores dos apóstolos, os bispos, e do sucessor do apóstolo Pedro, o Papa. Estes pastores que hoje apascentam o rebanho de Deus também precisam de nosso apoio e de nossas orações. Na fé, reconhecemos que eles foram escolhidos por Deus e são assistidos em seu ministério pelo Santo Espírito de Deus. Neles, vemos também, com gratidão, a entrega de suas vidas a este serviço e o seu esforço de fidelidade. Bendizemos a Deus por eles e renovamos nossa adesão ao seu ministério.

Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16, 18)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te bendizemos pelos teus apóstolos Pedro e Paulo. Neles, celebramos a vocação de todos os que pastoreiam o rebanho de Deus em nossos dias: os nossos bispos à frente de suas igrejas particulares, as dioceses, ajudados pelos presbíteros e diáconos; o colégio apostólico, expressão da comunhão e corresponsabilidade dos bispos em relação ao governo de toda a Igreja de Deus; o bispo de Roma, que preside o colégio apostólico e é o centro de unidade de toda a Igreja, o Papa. Nós te pedimos em favor deles: continua a assisti-los com o teu Santo Espírito. Nós te pedimos, também, por todo o povo de Deus, para que cresça na vivência do evangelho e seja uma luz nesse mundo perturbado pelo materialismo, pela exclusão social, pela descrença, pela doença. Que sejamos testemunhas da fraternidade, da justiça, da liberdade, expressões do amor de Deus. Protege, Senhor, nossos pastores, como o fizeste na libertação de Pedro da prisão, em que se encontrava por ordem de Herodes; como o fizeste libertando Paulo da boca do leão, como ele nos contou na segunda carta a Timóteo. Abençoa o nosso Papa Francisco, com saúde, sabedoria e fortaleza em todas as suas iniciativas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, hoje, pelo seu bispo diocesano, pela conferência episcopal do Brasil (a CNBB) e pelo Papa Francisco. Nossos pastores cuidam de nós e de toda a Igreja, em nome do Senhor. Amemos, defendamos e sustentemos nossos pastores com nosso afeto e nossa oração, como expressão de nosso amor a Cristo e à sua Igreja.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa.



   01 de julho de 2023.   

Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum

     Evangelho.     


Mt 8,5-17

Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”.
10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.
13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

     Meditação.   


Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).


Nós fazemos um bom esforço para viver o evangelho de Jesus, para sermos fiéis ao que Deus tem nos ensinado. Ao menos, pensamos assim. O povo de Deus do tempo de Jesus também tinha essa ideia sobre si mesmo. Eles insistiam sempre no conhecimento que tinham do Deus verdadeiro e na exclusividade de serem o povo em aliança com Deus. Jesus, filho de Deus, encarnado naquele mundo religioso e cultural de Israel, também tinha em grande conta a história do povo eleito. Mas, aberto à realidade como ele era, experimentou em várias ocasiões como a fé deles era vivida de maneira egoísta e interesseira. E como, em nome da aliança com Deus, marginalizava-se gente de dentro e todos os de fora.

No evangelho de hoje, Jesus faz uma constatação que deve ter aborrecido muita gente do seu tempo: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”. O elogio foi feito ao comportamento de um pagão. No encontro que ele teve com o oficial romano, em Cafarnaum, este intercedeu em favor do seu empregado. Este oficial tinha a patente de centurião, tendo sob seu comando uma centena de soldados do império. Claro, era um estrangeiro, um pagão. Ele contou a Jesus que o seu empregado estava de cama, sofrendo terrivelmente com uma paralisia. Jesus, judeu que era, segundo as regras religiosas de então, não podia entrar na casa dele, já que ele era um pagão. Passando por cima dessa barreira, Jesus se prontificou a ir à sua casa para curar o seu empregado. A resposta do pagão foi surpreendente: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa”. Foi uma palavra sincera, um reconhecimento de sua condição de pecador, de pagão. E mostrou sua grande fé quando acrescentou: “Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. E até comentou com Jesus sobre sua experiência de dar ordens aos seus soldados e aos seus servos, e de ser prontamente obedecido.

Diante da resposta do pagão, Jesus ficou admirado com a sua fé. Foi aí que ele disse aquela palavra tão surpreendente: “Nunca encontrei alguém que tivesse tanta fé em Israel”. E disse mais: “Eu lhes digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa do reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”. Nessa palavra, Jesus está em sintonia com os profetas, como Isaías, que anunciaram, muitos séculos antes, que também as nações pagãs se integrariam ao povo santo, chegariam também como peregrinos ao monte da Casa do Senhor. Deus quer integrar no seu reino também os outros povos, toda a humanidade.


Guardando a mensagem

Jesus nos aponta, hoje, um exemplo a ser imitado. Jesus elogiou a fé do oficial pagão, dizendo que não tinha encontrado ainda uma fé tão grande no meio do seu povo. Com esse elogio, o centurião pagão está sendo colocado como exemplo a ser seguido por nós. É bom nos darmos conta que, fora do nosso grupo e de nossa tradição religiosa, há quem demonstre mais fé do que nós. E podemos e devemos aprender com eles. Aprendamos com Jesus, que teve uma atitude missionária, apesar dos limites da prática religiosa do seu tempo: dispôs-se a ir à casa do pagão. Aprendamos com o pagão que Jesus elogiou: ele foi solidário com o seu empregado e foi humilde em reconhecer sua condição de pecador. Além disso, esse pagão demonstrou uma grande fé, sugerindo que Jesus apenas desse uma ordem e seu empregado ficaria curado. Fora do nosso grupo, pode haver gente levando a fé mais a sério do que nós. Aprendamos com eles.

Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ficamos encantados com teu espírito missionário. Desde o teu nascimento, vemos como os pagãos são acolhidos no caminho da salvação. São tantos exemplos nos evangelhos: a visita dos magos do oriente, aquela história da mulher siro-fenícia, da cananeia, das curas em território estrangeiro, essa história do empregado do centurião em Cafarnaum. E colocaste este pagão como exemplo a ser seguido por todos nós na sua solidariedade, na sua humildade e na sua fé. Ajuda-nos, Senhor, a acolher, sem discriminação, o bom exemplo de pessoas que não são do nosso grupo e da nossa tradição religiosa. E a vivermos a nossa fé com maior seriedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Em seu momento de oração, peça ao Senhor que aumente a sua fé e fortaleça você em todas as suas ações e no seu compromisso com o bem dos outros. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb.

Você, pecador, se aproximando do Senhor.

   


30 de junho de 2023.


Sexta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum



Evangelho.



Mt 8,1-4

1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra.

4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”.



Meditação.



Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo” (Mt 8, 3)


Podemos olhar a história do leproso de muitos pontos de vista. Hoje, eu quero convidar você a pensar que você é o leproso da história do Evangelho. Você é o leproso dessa história, combinado? Então, vamos lá. O leproso se aproximou de Jesus, se ajoelhou aos seus pés e pediu para ser purificado. Três gestos simbólicos importantes: aproximar-se, ajoelhar-se e implorar o favor de Deus. Muita gente quer uma graça, mas não se aproxima de Deus, não se ajoelha e não pede a sua graça. Vou me explicar. 


Você aproximou-se de Jesus. Aproximar-se é buscar Deus. Diz lá o texto da Escritura: “Buscai o Senhor enquanto se deixa encontrar”. Buscar a Deus é procurar encontrá-lo na oração, na meditação, na audição de sua palavra. Lê-se assim no livro do Deuteronômio: “Quando então buscares o Senhor teu Deus, o encontrarás, se o buscares de todo o teu coração e com toda a tua alma” (Dt 4, 29). Então, sua primeira atitude, como o leproso, foi aproximar-se. Vou lhe dizer uma coisa. Foi muita coragem de sua parte, porque, por causa de sua doença, não lhe era permitido aproximar-se de pessoas sadias como você fez. Você passou por cima dessa norma social, você ultrapassou a faixa amarela e foi ao encontro de Jesus. Sim, é verdade, Jesus vinha passando com a multidão. Na verdade, é ele que vem ao seu encontro. Mas, é preciso a gente se aproximar, vencendo as barreiras que pretendem impedir esse encontro. 


Você aproximou-se e ajoelhou-se diante de Jesus. Ajoelhar-se é um ato de adoração, em todas as religiões. Ajoelhar-se, prostrar-se é o reconhecimento da grandeza de Deus presente em Jesus, é um reconhecimento de sua divindade. Buscar a Deus não para que Deus faça a nossa vontade, mas que a vontade de Deus se cumpra em nossa vida. Maria expressou esse sentimento ao dizer: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Ajoelhar-se é um gesto de adoração, de humildade, de reconhecimento da grandeza de Deus e da disposição de estar a seu serviço.


Você aproximou-se, ajoelhou-se e fez um pedido a Jesus: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Foi um pedido feito num contexto de quem se aproximou, de quem o está buscando; de quem se ajoelhou, isto é de quem presta ao Senhor um culto de adoração, reconhecendo-o seu Senhor. E o seu pedido foi humilde, “se queres”, se for da sua vontade. É, muita gente pede coisas importantes a Deus, mas não o busca para andar em seus caminhos, nem é um adorador desse Deus fiel que vem ao nosso encontro. Você pediu bem. E Jesus atendeu você. Ele estendeu a mão, tocou em você e disse: “Eu quero, fica limpo”. E, no mesmo instante, você ficou livre da lepra.


Guardando a mensagem


Jesus vinha com a multidão. Deus toma sempre a dianteira, dá sempre o primeiro passo. E você, superando as barreiras que o mundo criou para nos manter à distância de Deus, aproximou-se de Jesus. Com espírito de fé e de adoração, reconhecendo em Jesus o salvador que o Pai nos enviou, pediu-lhe uma coisa importante. Pediu que se realizasse, antes de tudo, a vontade dele em sua vida. Bom, se não pediu, já sabe como fazê-lo. E você sabe como terminou a história.


Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo” (Mt 8, 3)

Rezando a palavra


Senhor Jesus,

o leproso somos nós. A lepra é um sinal de nossa condição de pecadores. E é do pecado que nos purificas com tua vinda e com o teu amor. Dá-nos, Senhor, a graça de não esquecermos que a ti e à tua cruz devemos a vida nova e a comunhão que hoje temos com Deus nosso Pai. Que em todas as nossas necessidades, nós nos aproximemos de ti com espírito de fé, e peçamos o teu favor, desejosos de realizar, antes de tudo, a vontade de Deus. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


No seu diário espiritual (no seu caderno de anotações), lembrando que você é o leproso, escreva uma breve oração a Jesus.


Comunicando


Hoje, a Rede Vida de Televisão exibe o Show PADRE JOÃO CARLOS Especial de São João, gravado em Caruaru. Estou lhe enviando o vídeo de divulgação (do show). Peço que você o compartilhe com os seus contatos. O show na Rede Vida, hoje, começa às 22 horas.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




Deus pode reconstruir a sua vida.


   29 de junho de 2023.   

Quinta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum 


      Evangelho.      


Mt 7,21-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? 23Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.
24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”
28Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.


      Meditação      


Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)

Jesus dramatizou bem: três contra um. A chuva, as enchentes e os ventos, os três contra a casa. É que uma desgraça nunca vem só, não é verdade? Vem sempre acompanhada. Olha o trio: chuva, enchente e ventania. Outra escalação: desemprego, doença e desunião. Todos contra a casa.

Na história de Jesus e na história de nossa vida, sabemos: a crise sempre vem. É o inverno tropical: ventos, chuva e enchente. E a crise vem e derruba a casa, se a casa for mal construída. Se a casa for edificada sobre a areia, a ruína é certa. Desmorona, não tem jeito. E por que cai? Cai, porque suas bases são frágeis, porque não tem alicerces firmes.

O que seria a casa? A casa que a gente constrói é a nossa própria vida. Pode ser a vida profissional, pode ser o casamento ou qualquer outra construção humana. Quem constrói nas carreiras e pela lei do menor esforço edifica sobre terreno duvidoso. Esse pode ter o prejuízo de ter sua casa levada pelos ventos e pela enchente da primeira crise que vier. Construir na areia é optar pelo que é mais rápido e menos trabalhoso. Alicerce é coisa que gasta tempo, envolve esforço pessoal, paciência, dedicação. Lembra o evangelho de antes de ontem? Entrar pela porta estreita. A porta larga conduz à perdição.

Sem alicerce sólido, a sua casa não aguenta o inverno tropical. Sem estudo sério e comprometido, seu exercício profissional fracassa no primeiro teste. Sem séria formação do caráter, educação para a liberdade, capacidade de renúncia, o adolescente sucumbe na segunda oferta que um colega lhe fizer de um cigarro de maconha. Sem um namoro em que as pessoas cresceram, se acertaram e se organizaram com um mínimo de estrutura, o casamento pode desabar no terceiro desencontro do casal. Casas construídas sobre a areia não resistem às intempéries do inverno.

Jesus acrescentou um detalhe muito importante. Constrói casa sobre a areia quem ouve as suas palavras e não as pratica. Por outro lado, quem ouve as suas palavras e as põe em prática constrói sua casa sobre a rocha. É por isso, que os ventos, a chuva e as enchentes não a derrubam.
Quem está com os alicerces de sua casa comprometidos, uma boa notícia: a engenharia divina pode restaurar as bases de sua casa. Deus pode ajudar a reconstruir a sua vida!


Guardando a mensagem

Chuva, enchentes e fortes ventanias são uma representação das crises que se abatem sobre nós, na família, no trabalho, no casamento, na sociedade. Crises, problemas, fracassos, turbulências de todo tipo é o que não faltam em nossa vida. E vem pra todos. A diferença está nos alicerces. Se eles forem bons, a casa estará de pé quando a tempestade passar. E Jesus foi claro em dizer que alicerces são esses: ouvir sua palavra e pô-la em prática.

Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha (Mt 7, 25)

Rezando a palavra

Senhor, 
estamos tentando reforçar os alicerces da construção de nossa casa. Sabemos que isso nos custa esforço, renúncia, sacrifício. Não se constrói de um dia pra outro. Não se improvisa uma casa boa e segura. É necessário planejamento e muito trabalho. Senhor, dá-nos a graça de não improvisarmos nossa profissão, nossa família ou mesmo nossa vida cristã. Quanto mais aprofundamos os alicerces na rocha firme, mas nos preparamos para enfrentar os vendavais da vida. Quanto mais brincamos de família, ou levamos no mais-ou-menos o nosso trabalho, ou tocamos uma vida espiritual relaxada, mais nos expomos ao fracasso. Dá-nos, Senhor, a graça da perseverança nessa construção. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém

Vivendo a palavra

Identificando alguma área de sua vida que mereça um reforço nos alicerces, pela prática da Palavra de Deus, faça um propósito de tomar alguma providência nesse sentido. Podendo, aconselhe alguém a fazer o mesmo.

Comunicando

Nesta quinta, estaremos juntos na Santa Missa das 11 horas, pelo Canal do Youtube e pela Rádio Amanhecer. Não deixe de mandar a sua intenção.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Cuidado com os falsos profetas

 



     28 de junho de 2023.   

                Quarta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.     


Mt 7,15-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.

     Meditação.     


Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes (Mt 7, 15)

Por que Jesus comparou falsos profetas com lobos vestidos de ovelhas? Vou tentar explicar. O profeta, na Bíblia, é o homem da palavra de Deus, fala em nome de Deus. É o pregador, certo?! Encontramos no Antigo Testamento, a imagem do profeta vestido com um manto de pele de carneiro. A roupa já mostra a vida de austeridade do profeta e a distância que ele toma da corte dos reis. O profeta Elias, por exemplo, vestia um manto de lã de carneiro. João Batista, parecido com Elias, trajava-se de pele de camelo. Uma vez, Jesus perguntou: ‘O que vocês foram ver no deserto? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que usam roupas finas estão nos palácios reais. Afinal, o que foram ver? Um profeta?!” (Mt 11).

Então, a imagem do profeta é do homem de Deus vestido de pele de carneiro ou de ovelha. Assim, já dá para entender melhor o que Jesus disse. “O falso profeta é o lobo vestido de ovelha”. Ele apresenta-se como homem de Deus, como líder no meio do rebanho, mas não é profeta coisa nenhuma, é lobo. Está vestido de ovelha, isto é, traja-se com um manto de lã de carneiro, mas não é um profeta de verdade. Na verdade, esconde sua real identidade e seus verdadeiros interesses. Não é profeta. É lobo.

E, por que será que Jesus estava preocupado com os falsos profetas? Porque o rebanho pode ser enganado facilmente. Porque existem, infelizmente, esses aproveitadores. E, certamente, porque a comunidade deve ficar sempre em atitude de alerta, uma vez que esse perigo é permanente. Cuidado com os falsos profetas! São Paulo, na segunda carta aos Coríntios, falou da existência de operários enganadores no meio da comunidade, disfarçados de apóstolos de Cristo (2 Cor 11).

Que interesses poderiam mover um falso líder religioso, um pseudo-pregador da palavra de Deus? Três interesses movem o mundo. O primeiro é o dinheiro, o enriquecimento. O segundo é o poder, o prestígio. O terceiro interesse é desfrutar de uma vida de prazeres na comida, na cama e nos divertimentos. Esses são os interesses que movem o mundo. Podem mover também um falso líder.

Muita gente se ilude. Pensa: se está falando de Deus, então é coisa boa. Atenção, nem tudo que reluz é ouro. É melhor seguir a dica de Jesus. Pelo fruto se conhece a árvore. Árvore boa dá fruto bom. Árvore má dá fruto ruim. Os bons frutos confirmam que se trata de uma boa árvore, um profeta de verdade. A pregação do Evangelho produz frutos muito claros: o primeiro é a conversão e a santidade de vida; o segundo fruto é o compromisso com a fraternidade e o amor ao próximo. A falsa pregação produz frutos podres: a cristalização do egoísmo e do individualismo; a relação comercial com Deus; a instrumentalização da fé para outros interesses.


Guardando a mensagem

Jesus nos orienta para termos cuidado com os falsos profetas. Profeta é o pregador, é quem fala em nome de Deus. O cuidado é porque o falso profeta é um lobo em pele de ovelha. Ele move-se por interesses não confessos, particularmente o dinheiro e o poder. Como reconhecer o falso profeta? Pelo fruto se conhece a árvore. O fruto da pregação do evangelho é a conversão, a santidade de vida e o compromisso com o bem do próximo, sobretudo dos mais desamparados. Se as pessoas estão ficando mais egoístas e mais interesseiras não é um bom sinal. Se a pregação está servindo a outros interesses que não seja a glória de Deus, tem lobo na história.

Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes (Mt 7, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu és o nosso pastor, nosso profeta, nosso mestre. Tu és o modelo para todos os ministros do teu povo. Tu anunciaste o Reino de Deus entre nós. A tua coerência e a tua fidelidade foram provadas na paixão e na cruz. Os teus profetas trilham o teu caminho, imitam o teu modo de agir na defesa do rebanho. Dá-nos, Senhor, a lucidez necessária para nos precavermos contra lobos travestidos de ovelhas. Eles não são profetas verdadeiros. Que estejamos sempre atentos ao tipo de fruto que produz a pregação, para não sermos enganados por falsos profetas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Pelos frutos, se conhece a árvore’. Aparecendo, hoje, uma oportunidade, comente com alguém essa palavra de Jesus.

Comunicando

Diariamente, apresentamos um programa de rádio, em rede. Atualmente, são 126 emissoras que o transmitem. No programa de hoje, a conversa com os ouvintes é sobre a doação de sangue, como gesto de cidadania e de amor aos irmãos.

Até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Construir relacionamentos respeitosos e humanizadores



   27 de junho de 2023.   

Terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.    


Mt 7,6.12-14

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!



     Meditação    


Tudo quanto vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles (Mt 7, 12).

Jesus disse que ‘fazer aos outros aquilo que queremos que nos façam’ realiza o núcleo da Lei e dos Profetas. ‘A Lei e os Profetas’ – é uma forma de falar da própria Palavra de Deus, da Bíblia. Fazer o bem aos outros é uma forma de realizar integralmente a palavra de Deus.

"Faça aos outros aquilo que você deseja que lhe façam" é outra forma de dizer "ame o seu próximo como a si mesmo". Faço ao outro aquilo que eu quero que façam a mim. Como eu acho que sou merecedor de atenção, de respeito, de consideração, assim devo tratar os outros, com atenção, respeito, consideração, em qualquer circunstância.

Na verdade, por trás de uma pessoa que humilha, menospreza ou desdenha do seu semelhante há uma pessoa mal resolvida. Uma pessoa que age com rispidez e ignorância com os outros revela alguém com déficit de humanidade. Sua ação grosseira e ferina reflete seu estado interior depauperado.

Fazer aos outros o que nós queremos que façam conosco. Não é fazer com os outros o que fazem conosco. Fazer o queremos que façam conosco. Isso quer dizer que mesmo que alguém me maltrate, me trate com indiferença, eu preciso tratá-la(lo) como eu gostaria de ser tratado. E isso não é fácil, e nem parece muito natural. Normal seria responder com a mesma moeda, no mesmo tom de voz, jogar com as mesmas armas. Mas não é o que Jesus falou. Ele disse pra gente tratar os outros como nós merecemos ser tratados. Responder a um tratamento ríspido, descortês, grosseiro com um tratamento educado, respeitoso, cordial. É assim que gostaríamos de ser tratados. Então, é assim que temos que responder.

E por que isso? O cristão tem várias motivações para seguir esse conselho de Jesus. Primeiro, porque o outro é uma pessoa humana, merecedora de respeito e consideração em qualquer situação. Pode ser questionado, repreendido, corrigido, mas sempre com educação, com cordialidade, com o respeito que merece uma pessoa humana. Segundo, porque nele eu posso identificar a semelhança de Deus que toda pessoa humana carrega. Ele nos fez à sua imagem e semelhança. Menosprezando um irmão ou uma irmã, eu estou desonrando o próprio Deus criador. Terceiro, porque Jesus se identificou com o outro, especialmente com o mais abandonado e sofrido (o faminto, o doente, o prisioneiro). Ele disse: o que você fez a um desses irmãos fez a mim.



Guardando a mensagem

Fazer aos outros o que nós queremos que façam a nós mesmos é a regra de ouro. Humaniza nossas relações. Estende a boa imagem que faço de mim mesmo, de minha dignidade, de meus direitos aos outros. Faz-me dar o primeiro passo, como construtor de relacionamentos respeitosos e humanizadores. Fazer aos outros o que nós queremos que façam a nós mesmos é uma forma de realizar o mandamento do amor ao próximo. Agindo assim dou testemunho do meu amor a Cristo Jesus que assumiu nossa humanidade e se fez solidário com os últimos e os pecadores.

Tudo quanto vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles (Mt 7, 12).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tratavas todo mundo bem. Não fazias acepção de pessoas. Aliás, aos que a sociedade menos considerava, a eles tu te dirigias com maior deferência e atenção. Dá-nos, Senhor, a graça de tratar a todos com o reconhecimento da grandeza de sua dignidade, vendo em cada um a imagem e semelhante do nosso Criador e Pai e honrando a tua própria presença neles, sobretudo nos mais humildes e discriminados. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Como todos os dias, hoje, você pode encontrar alguém que trate você com indiferença, desatenção ou falta de consideração. Seu esforço vai ser tratar bem, como gostaria de ser tratado.

Comunicando

Parece que você não viu o programa de ontem, no Youtube. Conversamos com o bispo de Santos, Dom Tarcísio Scaramussa e com o novo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson. Está no Canal Padre João Carlos do Youtube. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

É fácil achar defeito na vida dos outros...


   26 de junho de 2023.   

Segunda-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


     Evangelho.     


Mt 7,1-5

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.
3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.


     Meditação.     


Tira primeiro a trave do teu próprio olho (Mt 7, 5)

A sensação de se ter um cisco no olho é uma coisa muito chata. É o tal do argueiro. E a pessoa mesma pode tirar o cisco do seu próprio olho, banhando os olhos com água na torneira, no chuveiro ou derramando água no olho com um copo, por exemplo. Mas, nada de ficar esfregando o olho. E todo cuidado com as mãos sujas: elas podem aumentar o problema, irritando os olhos ou transmitindo doenças. Normalmente, a pessoa precisa da ajuda de alguém para remover o cisco do seu olho. Mas, quem vai ajudar tem que estar com as mãos bem lavadas com sabão, e precisa identificar onde está o cisco, o argueiro. Tem que olhar bem, abaixando a pálpebra do olho e pedindo à pessoa para mover o olho para um lado e para o outro. Identificando o cisco – um cílio, um lixinho ou o que seja – precisa ajudar a pessoa a lavar os olhos com água. Não tendo jeito, tem que levar logo num posto de saúde .

Dessa experiência tão simples, a do argueiro, Jesus tira uma lição muito séria: “Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho?” Achar defeito na vida dos outros, bem que é fácil. Difícil é identificar os próprios erros e querer consertá-los. É claro que os outros precisam de nós, de nossa amizade, de nossa proximidade, de nossa correção também. Por isso, precisamos estar em condições de ajudar. Mas, ajuda a tirar o cisco do olho do outro ou da outra quem está enxergando bem, não é verdade? Você estando com a sua vista prejudicada, como se tivesse uma trave de madeira nela, não vá se meter a tirar o argueiro do olho do seu irmão!

Alguém que chega atrasado todo dia no trabalho não vai poder corrigir um colega que um dia se atrasou. Primeiro, cuide de andar no horário. Um pai que chama palavrão na vista dos filhos não tem moral para reclamar de um filho que soltou um palavrão. Primeiro, tirar a trave do seu olho para ajudar a tirar o cisco do olho do filho. E aquele outro que não pisa na Igreja, mas fica cobrando que os filhos não percam a Missa no domingo. Isso tudo fica bem claro com o que se recomenda no avião. Se houver uma despressurização, cairão as máscaras de oxigênio. Primeiro, você deve colocar a própria máscara. Só depois, ajudar quem estiver ao seu lado. É preciso estar em condições para ajudar os outros.


Guardando a mensagem

Facilmente, percebemos os erros alheios. E os repreendemos. Ajudar os outros a se consertar é uma coisa importante e necessária. Somos responsáveis uns pelos outros. Mas, para tirar o cisco do olho de alguém, preciso estar vendo bem. Acontece que, muitas vezes estamos com uma falha pior do que a que queremos consertar na vida de outrem. A hipocrisia é justamente estranhar o malfeito do outro, quando a nossa vida não é nada exemplar. Realmente, precisamos ajudar quem está ao nosso lado. Mas, primeiro consertemos a nossa vida.

Tira primeiro a trave do teu próprio olho (Mt 7, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
com certeza, em nossa vida há muito a corrigir, por isso nos convidas à conversão todos os dias. Não podemos ensinar sem viver. Não podemos cobrar dos outros o que nós mesmos não fazemos. Ajuda-nos, Senhor, a reconhecer a trave, que talvez tenhamos em nossos olhos, que nos impede de estar em condições de ajudar os outros. Como estás ensinando, um cego não pode guiar outro cego. Dá-nos, especialmente, pela presença do teu Santo Espírito, que não nos arvoremos em juízes de ninguém, que não julguemos para não sermos julgados com a mesma medida. Dá-nos, Senhor, um coração generoso e bom como o teu, para respeitar, amar e perdoar os nossos irmãos em suas faltas e em suas fraquezas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você lembra o que é Exame de Consciência? É examinar a própria vida, pra ver onde está acertando e onde está desviando-se do caminho de Deus. Hoje, arrume um tempinho pra fazer o seu Exame de Consciência.

Comunicando

No programa de hoje à, noite, no Youtube, vou contar as novidades deste final de semana de shows e eventos que participei. Você me acompanha no Canal Padre João Carlos, às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro , sdb

Postagem em destaque

Não somos do mundo, somos de Deus.

20 de maio de 2026    Quarta-feira da 7ª Semana da Páscoa.       Evangelho.   Jo 17,11b-19 Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e...

POSTAGENS MAIS VISTAS