BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Nós não pedimos riqueza.


   11 de outubro de 2023.   

Quarta-feira da 27ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 11,1-4

1Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos,4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”.


   Meditação.   


Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos (Lc 11, 3)

‘Senhor, ensina-nos a rezar’, foi o pedido dos discípulos. No Pai Nosso, Jesus ensinou como e o quê dizer em oração. Está aí um modelo de oração. Era assim que ele rezava. É assim que um discípulo deve rezar. Nos evangelhos, ficaram duas versões dessa prece do Senhor. A de hoje, a de Lucas, é um pouco mais enxuta. Mas, nas duas versões – a de Mateus e a de Lucas – pede-se ao Pai o pão de cada dia.

Jesus nos ensinou a pedir ao Pai “Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos”. Pedimos o necessário para a nossa sobrevivência, não riqueza, fortuna. Nossa confiança está em Deus, não no dinheiro. É o Senhor quem nos sustenta, quem nos guarda, quem cuida de nós. Como disse Jesus, é só olhar como ele alimenta os pardais e veste de maneira tão bela as flores do mato. Com maior empenho, ele cuida dos seus filhos e de suas filhas, de sua comida, de sua roupa, de suas contas. Nossa confiança não pode estar no dinheiro, na segurança econômica. Nossa confiança só pode estar em Deus, nosso Pai providente. A nossa escolha de vida é o trabalho honesto, no qual, com a providência de Deus, garantimos a sobrevivência de nossa casa, vivendo com sobriedade e essencialidade. Nosso ideal não é a riqueza e o luxo. Amamos o trabalho e valorizamos a partilha. Confiamos em Deus.

Jesus sentenciou: “Mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. Não é ter muita coisa, muito dinheiro, muitos bens que resolve. A felicidade não está em ter bens. Precisamos ter o suficiente para viver com dignidade. Na verdade, o acúmulo de coisas, de dinheiro, de valores pode nos dar a falsa impressão de segurança, de independência, de autonomia, de felicidade. De falsa felicidade. O coração humano não se contenta com coisas. Um coração voltado para a riqueza desvia-se de Deus e faz do dinheiro o seu senhor. Não por a confiança no dinheiro. Como diz o salmo 131: “Põe tua esperança no Senhor”.

Jesus nos ensinou a pedir ao Pai: “Venha o teu Reino”. Em nossa realidade, muitos entre nós estão vivendo dias muito difíceis, numa situação de desemprego. E muitos outros sobrevivendo precariamente na informalidade ou no subemprego. Nosso modelo econômico é perverso: não se preocupa com o emprego e a distribuição de renda. A oração de Jesus nos ajuda a enfrentar essa situação com esperança. Temos um Pai que não nos abandona, que cuida de nós; um Pai que nos abre à solidariedade e ao sentido do bem comum. Ele nos sustenta na esperança que não nos deixa desistir, nos abre oportunidades, nos estimula a buscar alternativas e nova qualificação, nos educa no caminho da justiça e da fraternidade. 




Guardando a mensagem

Os discípulos pediram que Jesus os ensinasse a rezar. Jesus lhes ensinou como estar em oração, com as palavras do Pai Nosso. Nessa oração-modelo de toda oração cristã, Jesus nos disse para pedir ao Pai, entre outras coisas, o pão de cada dia. Não pedir riquezas, nem para ganhar na loteria. Pedir a graça da sobrevivência com dignidade. É a graça do trabalho, da remuneração decente. Pedir é querer estar em sintonia com o projeto de Deus, que é o Reino. Pedir o pão de cada dia é reconhecer que dele dependemos e prometer que tudo faremos para acolher o seu dom e a sua graça pelo estudo sério, pela qualificação profissional, pelo trabalho honesto, pela solidariedade, pelo compromisso com o bem de todos. 

Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos (Lc 11, 3)

Rezando a palavra

“Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação” (Lc 11,1-4)

Vivendo a palavra

Reze muitas vezes, no dia de hoje, à moda de jaculatória: “O pão nosso de cada dia, nos dai hoje”.

Comunicando

E o terço mariano, como vai? O desafio desse mês do rosário é rezá-lo diariamente e muita gente está se esforçando para ser fiel à essa prática de piedade. Só lembrando: a oração é a primeira ação missionária. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Sem a oração, a correria não leva a nada.



   10 de outubro de 2023.   

Terça-feira do 27a. Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 10,38-42

Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

   Meditação.   


Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas (Lc 10, 41)

Normalmente, vivemos ocupados e preocupados com muita coisa. Imaginamos que estamos fazendo muita coisa pela família, pelos outros e até mesmo para Deus. Talvez sua família precise de mais atenção do que de coisas. Com certeza, mais importante do que sua frenética ação é a direção do que você faz.

Jesus entrou num povoado e hospedou-se na casa de Marta. Sua irmã, Maria, sentou-se aos pés do Senhor e escutava sua palavra. Marta, ocupada com muitos afazeres, reclamou porque sua irmã não a estava ajudando no serviço da casa. Jesus observou que Marta estava muito ocupada com tanta coisa, quando uma só coisa é necessária.

Marta mostrou-se muito trabalhadora, muito preocupada com os afazeres da casa, super atarefada, tudo para receber bem o Senhor. Uma excelente anfitriã. Maria sentou-se aos pés de Jesus, como faziam os discípulos nas escolas dos rabinos. Estava escutando a sua palavra. Como discípula, estava aprendendo, atenta, interessada nos ensinamentos do Mestre. Ouvir a palavra do Senhor é fundamental para encontrar o sentido e a direção do que precisamos fazer. Na palavra do Senhor, o discípulo encontra a orientação de sua ação. Maria é modelo de discípula.

Jesus corrigiu Marta. ‘Uma coisa só é necessária, Marta. Você se preocupa e anda agitada com tanta coisa!’. O que será essa coisa necessária? A coisa necessária foi a que Maria escolheu. Podemos pensar assim: Marta está se ocupando com muitas coisas. Maria está se ocupando de Jesus. Marta atira para todos os lados, nos seus compromissos de dona de casa. Maria, escutando Jesus, está acolhendo uma direção para sua existência e para os seus compromissos.

De verdade, a gente, normalmente, faz muita coisa, corre muito, e sempre há mais o que fazer. O mais importante não é fazer muitas coisas, mesmo que seja para Deus. O necessário mesmo é ocupar-se de Deus, curtir a sua presença, acolher a sua palavra. E assim, encontrar um sentido e uma direção para sua vida e para suas atividades.





Guardando a mensagem

Marta foi uma boa anfitriã, fazendo coisas pra Jesus, ocupada com tantos afazeres na preparação da casa e do almoço. Maria foi uma discípula exemplar, ocupando-se de Jesus, atenta à sua pessoa, à sua palavra. O principal não é fazer coisas para os filhos, por mais necessário que pareça, como é trabalhar, fazer a feira, arrumar a casa, levar o filho para a escola. O mais importante não é fazer coisas pelos filhos ou enchê-los de presentes. É estar ao seu lado, participar de sua vida e do seu crescimento, curtir a sua presença, estar com eles. Estar presente. Isso é o mais importante. Marta se ocupa com muito trabalho. Precisa fazer como Maria: ocupar-se de Jesus.

Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas (Lc 10, 41)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é muito nobre a ação, como também o compromisso do trabalho e o exercício da missão. É santo o tempo da oração, da escuta amorosa da tua palavra, para encontrar sentido para a ação, pra gente não virar escravo do trabalho, mas sermos sempre operários de tua vinha. Sem a oração, Senhor, nossa correria fica estéril. Fazemos muito e colhemos pouco. Com a oração, nosso esforço ganha luz e sentido. Fazemos menos e colhemos mais. Senhor, dá-nos um pouco de Maria, porque de Marta já temos bastante. Tranquiliza-nos aos teus pés, orienta-nos com tua palavra, conduze-nos com a tua luz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Estamos no Mês Missionário, um mês para nos ajudar a crescer no compromisso da missão. E a missão se faz com o anúncio, o testemunho, a caridade, sustentados pela oração, pela comunhão com Deus. 

Comunicando

Participo, hoje, de um festival literário, na cidade de Carpina, a 58 km do Recife. Sábado que vem, vamos encontrar todos os voluntários e voluntárias da AMA, num dia de passeio e confraternização.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Abandonaram o irmão.


   09 de outubro de 2023.   

Segunda-feira da 27ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 10,25-37


Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”
28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu na mão de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.
31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.
32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.
33Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.
E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

   Meditação.  

Na sua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? (Lc 10, 36)


Com o evangelho nas mãos, vamos dar a palavra a alguém muito especial...


Acordei, naquela manhã, cheio de dores. Abri os olhos e me assustei. Onde estou? Um lugar diferente, um quarto modesto, mas organizado. Eu estava sozinho. O sol estava clareando o dia. Tentei me levantar. Dores muito fortes nas costas, na cabeça, hematomas por toda parte. Onde estou? O que me aconteceu?


Comecei me lembrar vagamente de alguma coisa. Aos poucos, as imagens, na minha mente, foram se alinhando. Vinha forte, a imagem de um homem jovem me carregando no seu burro. Lembro que ele ia a pé e segurava a rédia do animal. De vez em quando, levantava minha cabeça, conferindo se eu estava reagindo.E dizia alguma coisa que eu não me lembro.

Mas, pera aí... eu estava voltando de Jerusalém, no caminho para Jericó. Estou me lembrando... Eu vinha tranquilo, voltando pra casa, quando, de repente, do nada, apareceu um grupo de malfeitores. Gritavam, ameaçavam, me batiam com violência. Fiquei apavorado. Tentei acalmá-los, puxar conversa. Mas, nada, eles não queriam me ouvir, me tomaram tudo o que eu trazia, o dinheiro, as coisas que eu tinham comprado na feira, até minha roupa. Eles me chutaram, ferozmente, me deram pauladas... eu caí, sem poder me levantar e fiquei gemendo de dor. Ainda estou sentindo as pancadas na cabeça.

Devo ter ficado muito tempo assim, caído, na beira daquela estrada deserta. Pedi muito a Deus que mandasse alguém... alguém que passasse por ali e me ajudasse. Nem levantar a cabeça eu conseguia. Passado algum tempo, senti o barulho de passos pela estrada... quis gritar, não consegui, todo travado de dor. Os passos se aproximaram... ‘alguém vem me socorrer, pensei. Bendito seja Deus!’ Os passos pararam a uma certa distância... e senti que tomaram outro rumo e foram diminuindo até não ouvir mais nada, só o vento. Depois de alguns minutos, acendeu-se de novo a minha esperança. ‘Graças a Deus, vem mais alguém por aí’, pensei, ouvindo o rumor de passos. Mas, quem vinha fez igualzinho ao primeiro... afastou-se de mim e foi-se embora. Estou perdido, pensei.

Desta vez, estava ouvindo o trote de um cavalo ou um animal de carga. Bom, vinha devagar, devia ser um burro. Será que vai me ver? Tentei me mexer, mas não consegui. Mas, o animal parou. E desceu alguém, que me observou de perto. Voltou ao animal, pegou alguma coisa. Limpou minhas costas com as mãos e derramou um pouco do que ele trouxe. Cuidou também de minha cabeça e dos meus braços. Depois me carregou e colocou na sua montaria. Não sei para onde me levou. Acho que fiquei desacordado boa parte do caminho. Sei que me pôs num quarto e providenciou um banho, sopa e cobertas limpas. Vi quando ele pagou a alguém, talvez o dono do lugar. Também o ouvi recomendando que cuidasse de mim, pois na volta de sua viagem ele pagaria qualquer despesa a mais.

Preciso saber quem foi essa pessoa caridosa que me salvou. Só ele teve compaixão de mim. Ele me tirou da beira da estrada, quase morto. Pelo sotaque dele, sei que não é dos nossos, não é do nosso povo. Fico pensando numa coisa, mas acho que não pode ser. Será que ele é um samaritano? Não pode ser, samaritanos não se dão conosco. Mas, pela fala dele, bem que poderia ser. Preciso encontrar essa pessoa. Sei que se eu conhecê-la, muita coisa vai mudar na minha vida. Tenho que reconhecer que lhe devo a minha vida. E não posso deixar de fazer com os outros o que ele fez por mim.





Guardando a mensagem

A parábola do bom samaritano é a história de quem foi resgatado de sua condição de morte, por pura misericórdia. É a história de quem foi socorrido em sua condição de assaltado e largado semi-morto. Ele sentiu-se amado e socorrido numa condição de extrema penúria e abandono. É a experiência da ovelha perdida que foi resgatada e carregada nos ombros do pastor. É a sua história. É a nossa história. O bom samaritano é, particularmente, Jesus. Ele, movido de compaixão por você que estava ferido pelo pecado, aproximou-se, por sua encarnação, e lhe tratou as feridas, derramando sobre elas o seu próprio sangue derramado na cruz (o vinho) e o Santo Espírito de Deus que nos comunica a vida nova (o óleo). Foi ele que o carregou nas costas, como a ovelha resgatada. Foi ele quem pagou, com o preço de sua vida, por sua salvação. E quando voltar, na sua segunda vinda, recompensará regiamente a quem fez como ele, socorrendo seus irmãos. Na história do bom samaritano, está o retrato de Jesus e de quem age como ele.

Na sua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? (Lc 10, 36)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te agradecemos e te bendizemos pelo teu imenso amor por nós, nos redimindo do pecado e de suas consequências destruidoras. Tu és o nosso bom samaritano. Em ti, vemos realizado o mandamento do amor a Deus e ao próximo, como a si mesmo. O teu amor mostrou-se real, concreto, redentor. Somos novas criaturas, restaurados na tua morte e na tua ressurreição. Só há um modo de viver essa vida nova: amando como tu amaste. Amando a Deus e ao nosso próximo. Nesse amor fiel e redentor, tu Senhor Jesus, revelas o Pai. Dá-nos, Senhor, a graça de viver mergulhados nesse mistério de amor, amando a Deus e amando o próximo, como bons samaritanos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém


Vivendo a palavra

Muita coisa chama a atenção nessa parábola do bom samaratino, contada por Jesus no evangelho de hoje. Mais do que o assalto e a violência, me chama a atenção o abandono. Aquele judeu assaltado, semi-morto foi abandonado por dois religiosos que, como ele, estavam voltando do Templo ou da peregrinação. Viram, afastaram-se, passaram de longe. Abandonaram o irmão. Pense nisso, durante o dia de hoje.

Comunicando

No Recife, temos, hoje, Encontro dos Ouvintes das Rádios Recife FM e Olinda FM. O encontro - celebrando o mês missionário - começa às 11 horas, na Igreja de Santo Antonio, na pracinha do Diário. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O Domingo da vinha, o domingo da vida.



   08 de outubro de 2023.   

27º Domingo do Tempo Comum


   Evangelho.   


Mt 21,33-43

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro.
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.



   Meditação.   


Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, ​40)

A sua vida é sua, tudo bem. Sua, como assim? Bom, você dá a direção que quiser à sua vida, mas ela não lhe pertence. Você não se criou a si mesmo, já pensou nisso? E você vai prestar contas do que fizer com sua vida. Isso assusta. Não somos fruto do acaso. Não estamos aqui pra viver de qualquer jeito, nem fazer o que der e vier e tudo bem... Alguém pensou em nós e não estamos largados nesse mundão, sem rumo nem direção.

É verdade que você dá à sua vida a direção que quiser. Estou falando de direção. Pode não ter as mesmas coisas de outros, pode não chegar aonde muita gente chega, mas isso não impede de você ser uma pessoa justa, verdadeira, responsável. Para isso, você tem inteligência, vontade e liberdade, dons de Deus. Isso ninguém tira de você, nem a pobreza, nem a injustiça, nem a falta de oportunidades. Seu esforço pessoal pode levar você muito longe, superando muitos obstáculos. Mas, no pouco ou no muito, você pode sempre ser uma pessoa bondosa, honesta, solidária.

Jesus contou uma história que vem a calhar. Alguém preparou uma vinha, uma unidade de produção de vinho, montada com tudo, desde a plantação da uva, a fabricação, a segurança, tudo, até a comercialização do produto. Uma beleza de vinha. Ele entregou sua bela vinha a um grupo de agricultores para cuidarem dela. Com o tempo, os agricultores (os vinhateiros) sentiram-se donos da vinha. Maltrataram os enviados do dono que foram receber sua parte da colheita e até mataram o seu filho, para não haver herdeiro que viesse a reclamar a propriedade.

Ao contar essa história, Jesus se referia logo àqueles que se apossaram da vinha de Deus, o povo da aliança, ali representados pelos sumos-sacerdotes, mestres da Lei e anciãos. O povo santo não é propriedade das elites e de seus governantes. Não vale perseguir os profetas e matar o filho único do proprietário que fora enviado para sanar a situação. Moral da história: isso não ficaria assim.

Que grandes lições nos traz essa história de Jesus! A vinha não é sua. A família não é minha. A vida não é sua. Somos administradores, estamos responsáveis como cuidadores, não somos os proprietários. Deus é o senhor de nossa vinha, de nossa família, de nossa vida. Foi ele que teve a iniciativa de criar, de organizar, de preparar tudo para nosso bem, nossa felicidade, nossa realização. E nos deixou cuidando de tudo isso que é seu.




Guardando a mensagem

Quando nos negamos a reconhecer Deus como senhor da nossa vinha e nossa condição de cuidadores de seus maravilhosos dons, não só usurpamos os direitos de Deus, mas nos impedimos a nós mesmos de expressar a nossa própria grandeza. E a nossa grandeza está em nossa dignidade de filhos de Deus, em comunhão com ele. A beleza de nossa vida está em viver em relação amorosa e filial com Deus que nos criou, que nos redimiu por meio do seu filho, que nos habita por meio do seu Santo Espírito. E expressamos essa dependência amorosa em nossa vida pelo diálogo da oração, pelos gestos de fraternidade, pela atenção à sua palavra, pelo amor à sua Igreja, pelo compromisso em defender a vida e melhorar este mundo.

Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, 40)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
reconhecemos que és o filho enviado pelo Senhor nosso Deus para colher os frutos de sua vinha. E a vinha é tudo isto que estamos cuidando, organizando, administrando: o meio ambiente, a sociedade, a igreja, a família, nossa própria vida. Quando nos comportamos como senhores e exploradores dos bens criados, acabamos por promover queimadas, poluição, destruição das comunidades, mudanças climáticas. Assim também, quando uma liderança passa a controlar sua casa, seu grupo, seu país a serviço do interesse de poucos, acaba por semear desunião, desinformação, violência. Dá-nos, Senhor, que nos sintamos sempre em dependência amorosa e filial com o Deus que nos criou, nos redimiu e nos conduz para a completa felicidade e realização. Dá-nos, Senhor, que cuidemos e defendamos a vida e a dignidade de todo ser humano, desde a concepção até seu fim natural; que não sejamos sentenciadores de morte dos teus filhos que estão sendo gerados. 
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

​Hoje, 08 de outubro, é o Dia do Nascituro. Todos nós fomos nascituros, no ventre de nossas mães. Esta data foi precedida, na Igreja do Brasil, pela celebração da Semana Nacional da Vida, com o tema “Adoção: Amor com laços do coração”. ​M​uitas manifestações estão previstas, para o dia de hoje, em favor da vida e contra o aborto. Defendemos a vida: a da criança e a da mãe. ​Por trás das palavras ‘interrupção voluntária da gravidez’​ está um grave atentado contra a vida humana. Inaceitável. 

Este é o domingo da vinha, o domingo da vida. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





Hoje é dia de SIM! Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário.


  07 de outubro de 2023.  

Dia de Nossa Senhora do Rosário



  Evangelho. 


Lc 1,26-38

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.



  Meditação  


Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)


Primeiro, Maria ficou assustada. De repente, o anjo com uma saudação estranha. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. O que está acontecendo? O que isso significa? ‘Não tenha medo, Maria. Deus está muito feliz com você. Você vai conceber e gerar o filho dele, o filho que vai herdar o trono de Davi’. Maria ainda estava assustada, mas já tinha uma resposta. Deus estava feliz com ela e comunicando-lhe uma grande missão.

Depois do susto, veio a dúvida. ‘Não é possível uma coisa dessas... eu nem casada sou. Como é que uma virgem pode ser mãe?’ E o anjo: ‘Para Deus não tem isso não, Maria, tudo é possível para ele. Quer um exemplo? Izabel. Estéril, idosa, agora está grávida de seis meses’. ‘Como Deus é grande, como ele é bom!’, pensou Maria. Desvaneceu-se a dúvida. Ele é o todo-poderoso. Ele faz maravilhas.

Passado o susto, ela dialogou responsavelmente para ver o alcance do que lhe estava sendo comunicado. A dúvida foi esclarecida. Vem agora a entrega. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Entrega-se ao cumprimento da vontade do Senhor manifestada na palavra do anjo. Realizará a vontade do Senhor, como serva. Entrega humilde, generosa, total.

É, Deus sempre nos surpreende. Manda-nos seus recados. Ele nos pega de surpresa. Suas propostas alteram profundamente a normalidade do nosso caminho, de nossa vida. Ele tem planos diferentes dos nossos. Mas, não é uma ordem do dia, uma distribuição aleatória de tarefas que se dá a qualquer um. É, antes de tudo, uma escolha amorosa. É um voto de confiança de quem ama a quem ele cumula de toda graça, de toda bênção. A escolha é antes de tudo um sinal distintivo do seu amor. “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”, afirmou Jesus.




Guardando a mensagem

O sim de Maria foi muito especial. Depois do susto, ela procurou saber o alcance daquele convite tão especial da parte de Deus. Convenceu-se de que ele pode tudo e que, com ele, ela poderia vencer qualquer obstáculo, começando por fazer fecunda a sua virgindade. Teve fé. Izabel fez-lhe um elogio por sua fé: “Bem-aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor se cumprirá”. A primeira reação à entrada surpreendente de Deus em nossa vida, integrando-nos ao seu projeto de salvação, é o susto, a surpresa. Depois vem a dúvida. E por fim, a resposta. Às vezes, ela não é como a de Maria, a de entrega generosa e humilde. Às vezes, é presunçosa e egoísta. É, muitas vezes, Deus tem recebido um “não”. ‘Não vou, porque já tenho o meu projeto, vou cuidar da minha vida ao meu modo’... Mas hoje, dia de Nossa Senhora do Rosário, não é dia de “não”, hoje é dia de “sim”, do “sim” de Maria e do “sim” generoso e fiel de muitos e muitas como ela.

Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos chamas ao teu seguimento. “Vem e segue-me!”. Esta é a vocação para a qual tu nos convocas: ser cristãos. Nossa vocação é viver como teus discípulos e missionários do teu evangelho. Na resposta ao teu chamado, queremos nos espelhar em Maria, tua santa mãe. Concede, Senhor, que a nossa resposta ao teu chamado seja generosa, humilde e fiel como o de nossa mãe, Maria Santíssima. Na Senhora do Rosário, celebramos a obra de Deus em nossa história, atribuindo à sua intercessão o livramento de tua Igreja em momentos de grave perseguição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste dia de Nossa Senhora do Rosário, faça todo esforço para rezar o Terço, hoje meditando os mistérios gloriosos. Desejando rezar o terço com a gente, baixe no seu celular o aplicativo da Rádio Amanhecer. O terço começa às 18 horas.

Comunicando

Amanhã, ocorre a 80ª Romaria da Família Salesiana ao Santuário de N. Senhora Auxiliadora, em Jaboatão, área metropolitana do Recife. Segunda-feira é dia de Encontro dos Ouvintes, na capital pernambucana. O encontro será na Igreja de Santo Antonio, na Pracinha do Diário, às 11 horas da manhã. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Entusiasmo ou Indiferença?

 

Na foto: Ruínas da cidade de Corazim

  06 de outubro de 2023.   

Sexta-feira da 26ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.   


Lucas 10,13-16

Naquele tempo, disse Jesus:
13Ai de ti, Corazim! Aí de ti, Betsaida!
Porque se em Tiro e Sidônia
tivessem sido realizados os milagres
que foram feitos no vosso meio,
há muito tempo teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas.
14Pois bem: no dia do julgamento,
Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós.
15Ai de ti, Cafarnaum!
Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno.
16Quem vos escuta, a mim escuta;
e quem vos rejeita, a mim despreza;
mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

  Meditação.   


Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! (Lc 10, 13).


Muitas comunidades não mostram crescimento em seu caminho de identificação com o evangelho do Senhor. Entra ano e sai ano, e continuam patinando no mesmo egoísmo, nos mesmos desentendimentos, na mesma mediocridade. Comunidades e cristãos também.

Olha só o que temos no Evangelho de hoje! Jesus comparou localidades da Galiléia onde ele investiu a maior parte do seu trabalho missionário (Corazim, Betsaida e Cafarnaum) com cidades pagãs que talvez tivessem sido mais receptivas ao Evangelho (Tiro e Sidônia).

Corazim e Betsaida eram localidades da Galiléia, na terra de Jesus. A Galiléia foi a área de maior atuação do nosso Mestre. Por aquela região, ele circulou muitas vezes, pregou em suas sinagogas, curou muita gente. Tiro e Sidônia eram localidades fora da área de Israel, consideradas terras de pagãos. Mesmo que estivessem nas fronteiras do povo eleito, eram comunidades estrangeiras. É bem verdade que Jesus fez diversas incursões pelo território dos pagãos, pelo estrangeiro.

Corazim e Betsaida, como as outras localidades da Galiléia por onde Jesus circulou com tanto zelo e prioridade, não responderam ao Mestre com entusiasmo, com adesão vibrante, com muitas conversões. Mostraram-se frias, apáticas, reticentes. Em Nazaré, Jesus tinha se queixado que “o profeta só não é bem recebido em sua própria pátria”.

A experiência dos apóstolos, depois da ressurreição de Jesus, foi a adesão entusiasta dos pagãos em muitos pontos do Império Romano. Paulo e Barnabé logo experimentaram isso em Antioquia, na vizinha região da Síria. E depois, Paulo e os outros apóstolos, largaram-se mundo afora nas cidades da área do Mar Mediterrâneo, sempre encontrando pouca adesão nas sinagogas dos judeus e vibrante acolhida entre os pagãos.

Estamos vivendo um tempo de Pentecostes, com a celebração do Sínodo, em Roma. Um tempo de escuta, de acolhida da voz do Espírito que nos fala a partir da realidade, da experiência de muita gente, do clamor dos sofredores, das Escrituras; um tempo que pede conversão do coração de quem está no Sínodo em nosso nome e de todos nós. Podemos viver este e tantos outros momentos de graça com um coração insensível, indiferente ou arredio, como o povo de Corazim, de Betsaida ou de Cafarnaum; ou deixar-nos cativar pelo sopro do Espírito, com corações dóceis e exultantes, deixando-nos mover pela graça da conversão e pela adesão entusiasta a Jesus e à sua Igreja. 



Na foto: Ruínas de Betsaida

Guardando a mensagem

Corazim e Betsaida, hoje, podem ser você, eu, sua família, sua comunidade. Apesar do trabalho de missionários, de sacerdotes e de tantas oportunidades que temos tido de conhecer o Evangelho, pode ser que se veja pouco crescimento e conversão entre nós. Pode ser que nós estejamos imitando Corazim e Betsaida, que apesar de terem tido Jesus pregando e libertando pessoas em seu meio, não se tocaram para uma verdadeira conversão. Se esse for o caso, a repreensão profética desses ais são para nós.

Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! (Lc 10, 13).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
talvez, nossa vida tenha traços de Corazim e Betsaida, localidades que resistiram à tua presença, ou mantiveram-se apáticas, mesmo escutando tua pregação e vendo os teus milagres. Senhor, se esse for o nosso caso, nós te pedimos, sacode-nos com o teu Espírito para que vençamos a acomodação, a preguiça, a desconfiança... Queremos seguir-te com entusiasmo, enfrentar a vida ao teu lado, com fidelidade e destemor. Concede-nos, Senhor, que cresçamos mais no conhecimento de tua Palavra, corrigindo-nos naquilo que houver de menos evangélico em nossa vida e entusiasmando as pessoas com quem convivemos a te amarem e a te seguirem de todo o coração. Seja bendito o teu nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O primeiro movimento missionário é a nossa própria conversão. Quando acolhemos a Palavra e a presença do Senhor com sincera adesão e deixamo-nos iluminar e guiar por ele, nossa vida e nosso testemunho se transformam em verdadeira evangelização de quem está perto de nós. 

Comunicando

Não é demais lembrar o desafio desse mês: rezar o terço mariano, todos os dias. 2.566 pessoas me confirmaram que estão se esforçando para isso.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Neste Mês de Outubro, temos um desafio: rezar o terço mariano todos os dias. VOCÊ TOPA O DESAFIO?. Número de respostas: 2.566 respostas.

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