PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: filho pródigo
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O bom filho à casa torna




11 de setembro de 2022

24º Domingo do Tempo Comum


EVANGELHO


Lc 15,1-32 – Forma breve: Lc 15,1-10

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’
7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. 

11E Jesus continou: “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendode fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete.
24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.


MEDITAÇÃO

Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 7)

É uma coisa maravilhosa ver pessoas que viviam distante de Deus se aproximando da fé. É a conversão. Gente voltando para Deus, abraçando o evangelho, integrando-se na comunidade cristã... Isso não tem preço, não é verdade? Era isso que estava acontecendo no ministério de Jesus. Os pecadores estavam se convertendo.

Na mentalidade dos fariseus, era descabida essa atenção de Jesus aos publicanos e pecadores. E mais, eles não podiam ser justificados, perdoados assim. O pecado precisava de sacrifícios expiatórios no templo de Jerusalém. Só assim poderiam ser recebidos de volta, serem perdoados. Mas, com Jesus a coisa estava sendo diferente. As pessoas se sentiam acolhidas, reintegradas, perdoadas no seu encontro com ele. Aqui estava a diferença. Aproximavam-se de Jesus. Nele, se sentiam reintegrados, reconciliados. Eles não ofereciam a vida de carneiros e touros, como a Lei mandava, para obterem o perdão. Eles eram acolhidos por Jesus. Só isso.

Para os fariseus entenderem melhor o que estava acontecendo, Jesus contou a parábola do pai e seus dois filhos, a história do filho pródigo, como nós a costumamos chamar. Jesus contou logo três histórias. Na primeira, o pastor encontrou a ovelha perdida e festejou o fato com seus amigos. Na segunda, a mulher achou a sua moeda perdida e chamou as amigas para festejar. Na terceira, um pai tinha dois filhos. E o filho mais novo afastou-se de casa, ganhou o mundo, gastou a sua herança, afundou-se numa situação de miséria e humilhação, mas um dia voltou arrependido. E o pai fez uma linda festa para celebrar a sua volta. Veja que nas três parábolas alguém estava perdido e foi encontrado. Como disse o Pai da parábola, explicando a razão da festa: “meu filho estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”.

O filho mais velho, quando voltou pra casa e viu que havia uma festa para acolher o irmão mais novo, ficou com muita raiva. Ele pensava como os fariseus. Reclamou que o pai nunca tinha lhe dado um cabrito para ele festejar com os amigos. E, para o irmão pecador, mandou matar o novilho gordo. Veja que cabrito e novilho (carneiro e touro) eram os sacrifícios que se ofereciam. Por estes sacrifícios expiatórios, segundo a Lei, é que se obtinha o perdão. Na história que Jesus contou, foi diferente. Quando o filho que estava voltando para casa ainda estava longe, o pai correu ao seu encontro, o abraçou e o beijou, mesmo antes que ele fizesse o pedido de perdão. E mandou preparar uma festa para comemorar a sua volta. O novilho foi só pra festejar, não para pagar pelo pecado.

Jesus anunciava o amor de Deus pelos seus filhos. Um amor de pai pelo filho mais novo (o pecador) e pelo filho mais velho (o que se julgava justo). O pecador volta porque tem um Pai que o ama, que respeita a sua liberdade e espera a sua volta. Como a ovelha perdida, ele é encontrado pelo pastor. Como o filho mais novo, ele é recebido e reintegrado como filho por pura misericórdia do Pai.

São Paulo, na Primeira Carta a Timóteo, comentou como Deus usou de misericórdia para com ele. Ele tinha sido um blasfemo, um perseguidor. E Jesus o alcançou com sua misericórdia, fazendo dele um anunciador de sua palavra. Paulo tirou uma bela conclusão: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!”.


Guardando a mensagem

No ministério de Jesus, os pecadores estão voltando pra casa: em contato com Jesus, eles estão se aproximando de Deus, estão reconstruindo sua vida na fé. Já os que se pensam justos reagem contra Jesus e estão descontentes porque os pecadores estão encontrando vida nova no Senhor. Eles imaginam que a reconciliação é alcançada pelo oferecimento de sacrifícios no altar do Templo. Jesus conta a história do filho pródigo para mostrar o grande amor de Deus pelos seus filhos, amor que explica o reencontro da ovelha perdida, por iniciativa do pastor; e a acolhida pra lá de generosa do filho mais novo que saiu de casa, esbanjou os seus bens e voltou arrependido. Nessas histórias de Jesus, fica claro também a grande alegria de Deus pela volta do seu filho pecador (o filho mais novo) e a paciência com a qual está tentando que também os fariseus (o filho mais velho) entrem em casa e participem da alegria de Deus pela volta do seu filho pródigo.

Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 7)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa história do evangelho de hoje podia ter outro título: “A parábola do pai misericordioso”, porque nela aparece o grande amor do nosso Deus pelos seus filhos. Quando o filho mais novo voltou, ele o avistou de longe e correu para abraça-lo e beijá-lo. E fez uma festa para celebrar a sua volta. Essa história, Senhor, nos encoraja em nossa caminhada de conversão. Em ti, encontramos vida nova. E não por merecimento nosso, mas pelo imenso amor do nosso Deus que nos reconciliou consigo, por meio de tua cruz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, arrume um tempinho para rezar, com calma, o Salmo 50 (Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia).

Comunicando

Hoje, celebro a Missa das 17 horas, transmitida pela Rádio Amanhecer, na Igreja de Dom Bosco, do Alto da Lapa, em São Paulo. É uma celebração só com associados e ouvintes. Para nos acompanhar, é só baixar o aplicativo da Rádio Amanhecer no seu celular. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb.

COMO O PAI FICOU FELIZ!




27 de março de 2022

4º Domingo da Quaresma

EVANGELHO


Lc 15,1-3.11-32

Naquele tempo, 1Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. 'Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.' 3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11'Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17Então caiu em si e disse: 'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: `Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. 22Mas o pai disse aos empregados: 'Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: 'É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde'. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: 'Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado'. 31Então o pai lhe disse: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado'.

MEDITAÇÃO


Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles (Lc 15, 2)

É uma coisa maravilhosa ver pessoas que vivem distante de Deus se aproximando da fé. É a conversão. Gente voltando para Deus, abraçando o evangelho, integrando-se na comunidade cristã... Isso não tem preço, não é verdade?

Era isso que estava acontecendo no ministério de Jesus. Está escrito no evangelho de hoje: “Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar”. Era disso que os fariseus e os mestres da Lei não estavam gostando. Jesus estava muito próximo dos pecadores. Olha a crítica deles: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

É claro que os fariseus e os mestres da Lei também queriam que os pecadores se convertessem. Mas, entendiam que para eles serem justificados, purificados, precisavam oferecer sacríficos expiatórios, no Templo. Só assim poderiam ser recebidos de volta, serem perdoados. Mas, com Jesus a coisa estava sendo diferente. As pessoas se sentiam acolhidas, reintegradas, perdoadas no seu encontro com Jesus. Aqui estava a diferença. Aproximavam-se de Jesus. Nele, se sentiam reintegrados, reconciliados. Eles não ofereciam a vida de carneiros e touros, como a Lei mandava, para obterem o perdão. Eles eram acolhidos por Jesus. Só isso.

Para os fariseus entenderem melhor o que estava acontecendo, Jesus contou a parábola do pai e seus dois filhos, a história do filho pródigo, como nós a costumamos chamar. Jesus contou logo três histórias. Na primeira, o pastor encontrou a ovelha perdida e festejou o fato com seus amigos. Na segunda, a mulher achou a sua moeda perdida e chamou as amigas para festejar. Na terceira, um pai tinha dois filhos. E o filho mais novo afastou-se de casa, ganhou o mundo, gastou a sua herança, afundou-se numa situação de miséria e humilhação, mas um dia voltou arrependido. E o pai fez uma linda festa para celebrar a sua volta. Veja que nas três parábolas alguém estava perdido e foi encontrado. Como disse o pai da parábola de hoje, explicando a razão da festa: “meu filho estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”.

O filho mais velho, quando voltou pra casa e viu que havia uma festa para acolher o irmão mais novo, ficou com muita raiva. Ele pensava como os fariseus. Reclamou que o pai nunca tinha lhe dado um cabrito para ele festejar com os amigos. E, para o irmão pecador, mandou matar o novilho gordo. Veja que cabrito e novilho (carneiro e touro) eram os sacrifícios que se ofereciam. Por estes sacrifícios expiatórios, segundo a Lei, é que se obtinha o perdão. Na história que Jesus contou, foi diferente. Quando o filho que estava voltando para casa ainda estava longe, o pai correu ao seu encontro, o abraçou e o beijou, mesmo antes que ele fizesse o pedido de perdão. E mandou preparar uma festa para comemorar a sua volta. O novilho foi só pra festejar, não para pagar pelo pecado.

Jesus anunciava o amor de Deus pelos seus filhos. Um amor de pai pelo filho mais novo (o pecador) e pelo filho mais velho (o que se julgava justo). O pecador volta porque tem um Pai que o ama, que respeita a sua liberdade e espera a sua volta. Como a ovelha perdida, ele é encontrado pelo pastor. Como o filho mais novo, ele é recebido e reintegrado como filho por pura misericórdia do Pai.

São Paulo, na segunda Carta aos Coríntios, explicou que Deus nos reconciliou por meio de Jesus. Ele escreveu: “Deus, que por Cristo , nos reconciliou consigo, nos confiou o ministério da reconciliação”. E, assim, fez um pedido, uma súplica: “Por favor, deixem-se reconciliar com Deus”. Pela reconciliação, alcançada no sacrifício de Cristo, o cordeiro de Deus, temos a vida nova. Como disse Paulo: “Quem está em Cristo, é uma criatura nova”.

Ontem, durante a Celebração da Penitência com o Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco disse em sua pregação: "muitas vezes pensamos que a Confissão consiste em ir de cabeça inclinada ao encontro de Deus. Mas voltar para o Senhor não é primariamente obra nossa; é Ele que nos vem visitar, cumular da sua graça, alegrar com o seu júbilo. Confessar-se é dar ao Pai a alegria de nos levantar de novo. No centro daquilo que vamos viver, não estão os nossos pecados, mas o seu perdão. Tentemos imaginar se, no centro do Sacramento, estivessem os nossos pecados: então dependeria quase tudo de nós, do nosso arrependimento, dos nossos esforços, do nosso empenho. Mas não, no centro está Ele, que nos liberta e nos põe de pé".


Guardando a mensagem

No ministério de Jesus, os tido como pecadores estão voltando pra casa: em contato com Jesus, eles estão se aproximando de Deus, estão reconstruindo sua vida na fé. Já os que se pensam justos reagem contra Jesus e estão descontentes porque os pecadores estão encontrando vida nova no Senhor. Eles imaginam que a reconciliação é alcançada pelo oferecimento de sacrifícios no altar do Templo. Jesus conta a história do filho pródigo para mostrar o grande amor de Deus pelos seus filhos, amor que explica o reencontro da ovelha perdida, por iniciativa do pastor; e a acolhida pra lá de generosa do filho mais novo que saiu de casa, esbanjou os seus bens e voltou arrependido. Nas histórias de Jesus, ficou claro também a grande alegria de Deus pela volta do seu filho pecador (o filho mais novo) e a paciência com a qual está tentando que também os fariseus (o filho mais velho) entrem em casa e participem da alegria de Deus pela volta do seu filho pródigo.

Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles (Lc 15, 2)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa história do evangelho de hoje podia ter outro título: “A parábola do pai misericordioso”, porque nela aparece o grande amor do nosso Deus pelos seus filhos. Quando o filho mais novo voltou, ele o avistou de longe e correu para abraça-lo e beijá-lo. E fez uma festa para celebrar a sua volta. E depois, ouvindo o pedido de perdão do seu filho, mandou trazer-lhe a melhor túnica, um belo anel e sandálias para calçar. E mandou matar o garrote cevado. E fez, para recebê-lo, uma festa com música e dança. Essa história, Senhor, nos encoraja em nossa caminhada de conversão. Em ti, encontramos vida nova. E não por merecimento nosso, mas pelo imenso amor do nosso Deus que nos reconciliou consigo, por meio de tua cruz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste quarto domingo da quaresma, meditando o tema da conversão e do amor de Deus, acolhamos o conselho do Papa Francisco em sua homilia de ontem: voltar à Confissão ao sacramento da Reconciliação. Disse ele: "Precisamos da Confissão, porque cada renascimento interior, cada viragem espiritual começa daqui, do perdão de Deus. Não negligenciemos a Reconciliação, mas voltemos a descobri-la como o sacramento da alegria. Sem qualquer rigidez, sem criar obstáculos nem incômodos; portas abertas à misericórdia!". Voltar à Confissão: um bom conselho para nossa preparação para a Páscoa que já está tão próxima.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

HORA DE VOLTAR PRA CASA



Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

14 de março de 2020.

A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.

Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Olha só as palavras que aparecem: festa, festejar, alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.

E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa na casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”. A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.

É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.

Guardando a mensagem

Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido. Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.

Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,

Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Rezando a Palavra

Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A sugestão é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

14 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


OS DOIS FILHOS DO SENHOR DEUS

Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 7)

15 de setembro de 2019 – 24º. Domingo do Tempo Comum

É uma coisa maravilhosa ver pessoas que viviam distante de Deus se aproximando da fé. É a conversão. Gente voltando para Deus, abraçando o evangelho, integrando-se na comunidade cristã... Isso não tem preço, não é verdade? Era isso que estava acontecendo no ministério de Jesus. Os pecadores estavam se convertendo.

Na mentalidade dos fariseus, era descabida essa atenção de Jesus aos publicanos e pecadores. E mais, eles não podiam ser justificados, perdoados assim. O pecado precisava de sacrifícios expiatórios no templo de Jerusalém. Só assim poderiam ser recebidos de volta, serem perdoados. Mas, com Jesus a coisa estava sendo diferente. As pessoas se sentiam acolhidas, reintegradas, perdoadas no seu encontro com ele. Aqui estava a diferença. Aproximavam-se de Jesus. Nele, se sentiam reintegrados, reconciliados. Eles não ofereciam a vida de carneiros e touros, como a Lei mandava, para obterem o perdão. Eles eram acolhidos por Jesus. Só isso. 

Para os fariseus entenderem melhor o que estava acontecendo, Jesus contou a parábola do pai e seus dois filhos, a história do filho pródigo, como nós a costumamos chamar.  Jesus contou logo três histórias. Na primeira, o pastor encontrou a ovelha perdida e festejou o fato com seus amigos. Na segunda, a mulher achou a sua moeda perdida e chamou as amigas para festejar. Na terceira, um pai tinha dois filhos. E o filho mais novo afastou-se de casa, ganhou o mundo, gastou a sua herança, afundou-se numa situação de miséria e humilhação, mas um dia voltou arrependido. E o pai fez uma linda festa para celebrar a sua volta. Veja que nas três parábolas alguém estava perdido e foi encontrado. Como disse o Pai da parábola, explicando a razão da festa: “meu filho estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”. 

O filho mais velho, quando voltou pra casa e viu que havia uma festa para acolher o irmão mais novo, ficou com muita raiva. Ele pensava como os fariseus. Reclamou que o pai nunca tinha lhe dado um cabrito para ele festejar com os amigos. E, para o irmão pecador, mandou matar o novilho gordo. Veja que cabrito e novilho (carneiro e touro) eram os sacrifícios que se ofereciam. Por estes sacrifícios expiatórios, segundo a Lei, é que se obtinha o perdão. Na história que Jesus contou, foi diferente. Quando o filho que estava voltando para casa ainda estava longe, o pai correu ao seu encontro, o abraçou e o beijou, mesmo antes que ele fizesse o pedido de perdão. E mandou preparar uma festa para comemorar a sua volta. O novilho foi só pra festejar, não para pagar pelo pecado. 

Jesus anunciava o amor de Deus pelos seus filhos. Um amor de pai pelo filho mais novo (o pecador) e pelo filho mais velho (o que se julgava justo). O pecador volta porque tem um Pai que o ama, que respeita a sua liberdade e espera a sua volta. Como a ovelha perdida, ele é encontrado pelo pastor. Como o filho mais novo, ele é recebido e reintegrado como filho por pura misericórdia do Pai. 
São Paulo, na Primeira Carta a Timóteo, comentou como Deus usou de misericórdia para com ele. Ele tinha sido um blasfemo, um perseguidor. E Jesus o alcançou com sua misericórdia, fazendo dele um anunciador de sua palavra. Paulo tirou uma bela conclusão: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!”.

Guardando a mensagem

No ministério de Jesus, os pecadores estão voltando pra casa: em contato com Jesus, eles estão se aproximando de Deus, estão reconstruindo sua vida na fé. Já os que se pensam justos reagem contra Jesus e estão descontentes porque os pecadores estão encontrando vida nova no Senhor. Eles imaginam que a reconciliação é alcançada pelo oferecimento de sacrifícios no altar do Templo. Jesus conta a história do filho pródigo para mostrar o grande amor de Deus pelos seus filhos, amor que explica o reencontro da ovelha perdida, por iniciativa do pastor; e a acolhida pra lá de generosa do filho mais novo que saiu de casa, esbanjou os seus bens e voltou arrependido.   Nessas histórias de Jesus, fica claro também a grande alegria de Deus pela volta do seu filho pecador (o filho mais novo) e a paciência com a qual está tentando que também os fariseus (o filho mais velho) entrem em casa e participem da alegria de Deus pela volta do seu filho pródigo.

Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 7)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Essa história do evangelho de hoje podia ter outro título: “A parábola do pai misericordioso”, porque nela aparece o grande amor do nosso Deus pelos seus filhos. Quando o filho mais novo voltou, ele o avistou de longe e correu para abraça-lo e beijá-lo. E fez uma festa para celebrar a sua volta. Essa história, Senhor, nos encoraja em nossa caminhada de conversão. Em ti, encontramos vida nova. E não por merecimento nosso, mas pelo imenso amor do nosso Deus que nos reconciliou consigo, por meio de tua cruz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, arrume um tempinho para rezar, com calma, o Salmo 50 (Tende Piedade, ó meu Deus, misericórdia). 
Aqui, na Arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos, onde estou em missão, hoje é o dia da festa das comunidades brasileiras. Reze por nós.  

Pe. João Carlos Ribeiro – 15 de setembro de 2019.

O PAI E SEUS DOIS FILHOS, O JUSTO E O PECADOR


Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles (Lc 15, 2)

31 de março de 2019.

É uma coisa maravilhosa ver pessoas que vivem distante de Deus se aproximando da fé. É a conversão. Gente voltando para Deus, abraçando o evangelho, integrando-se na comunidade cristã... Isso não tem preço, não é verdade?

Era isso que estava acontecendo no ministério de Jesus. Está escrito no evangelho de hoje: “Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar”. Era disso que os fariseus e os mestres da Lei não estavam gostando. Jesus estava muito próximo dos pecadores. Olha a crítica deles: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

É claro que os fariseus e os mestres da Lei também queriam que os pecadores se convertessem. Mas, entendiam que para eles serem justificados, purificados, precisavam oferecer sacríficos expiatórios, no Templo. Só assim poderiam ser recebidos de volta, serem perdoados. Mas, com Jesus a coisa estava sendo diferente. As pessoas se sentiam acolhidas, reintegradas, perdoadas  no seu encontro com Jesus. Aqui estava a diferença. Aproximavam-se de Jesus. Nele, se sentiam reintegrados, reconciliados. Eles não ofereciam a vida de carneiros e touros, como a Lei mandava, para obterem o perdão. Eles  eram acolhidos por Jesus. Só isso.

Para os fariseus entenderem melhor o que estava acontecendo, Jesus contou a parábola do pai e seus dois filhos, a história do filho pródigo, como nós a costumamos chamar.  Jesus contou logo três histórias. Na primeira, o pastor encontrou a ovelha perdida e festejou o fato com seus amigos. Na segunda, a mulher achou a sua moeda perdida e  chamou as amigas para festejar. Na terceira, um pai tinha dois filhos. E o filho mais novo afastou-se de casa, ganhou o mundo, gastou a sua herança, afundou-se numa situação de miséria e humilhação, mas um dia voltou arrependido. E o pai fez uma linda festa para celebrar a sua volta. Veja que nas três parábolas alguém estava perdido e foi encontrado. Como disse o Pai da parábola de hoje, explicando a razão da festa: “meu filho estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”.

O filho mais velho, quando voltou pra casa e viu que havia uma festa para acolher o irmão mais novo,  ficou com muita raiva. Ele pensava como os fariseus. Reclamou que o pai nunca tinha lhe dado um cabrito para ele festejar com os amigos. E, para o irmão pecador, mandou matar o novilho gordo. Veja que cabrito e novilho (carneiro e touro) eram os sacrifícios que se ofereciam. Por estes sacrifícios expiatórios, segundo a Lei, é que se obtinha o perdão. Na história que Jesus contou, foi diferente. Quando o filho que estava voltando para casa ainda estava longe, o pai correu ao seu encontro, o abraçou e o beijou, mesmo antes que ele fizesse o pedido de perdão. E mandou preparar uma festa para comemorar a sua volta. O novilho foi só pra festejar, não para pagar pelo pecado.

Jesus anunciava o amor de Deus pelos seus filhos. Um amor de pai pelo filho mais novo (o pecador) e pelo filho mais velho (o que se julgava justo). O pecador volta porque tem um Pai que o ama, que respeita a sua liberdade e espera a sua volta. Como a ovelha perdida, ele é encontrado pelo pastor. Como o filho mais novo, ele é recebido e reintegrado como filho por pura misericórdia do Pai.

São Paulo, na segunda Carta aos Coríntios, explicou que Deus nos reconciliou por meio de Jesus. Ele escreveu: “Deus, que por Cristo , nos reconciliou consigo, nos confiou o ministério da reconciliação”. E, assim, fez um pedido, uma súplica: “Por favor, deixem-se reconciliar com Deus”.  Pela reconciliação, alcançada no sacrifício de Cristo, o cordeiro de Deus, temos a vida nova. Como disse Paulo: “Quem está em Cristo, é uma criatura nova”.

Guardando a mensagem

No ministério de Jesus, os tido como pecadores estão voltando pra casa: em contato com Jesus, eles estão se aproximando de Deus, estão reconstruindo sua vida na fé. Já os que se pensam justos reagem contra Jesus e estão descontentes porque os pecadores estão encontrando vida nova no Senhor. Eles imaginam que a reconciliação é alcançada pelo oferecimento de sacrifícios no altar do Templo. Jesus conta a história do filho pródigo para mostrar o grande amor de Deus pelos seus filhos, amor que explica o reencontro da ovelha perdida, por iniciativa do pastor; e a acolhida pra lá de generosa do filho mais novo que saiu de casa,  esbanjou os seus bens e voltou arrependido.   Nas histórias de Jesus, ficou claro também a grande alegria de Deus pela volta do seu filho pecador (o filho mais novo) e a paciência com a qual  está tentando que também os fariseus (o filho mais velho
) entrem em casa e participem da alegria de Deus pela volta do seu filho pródigo.

Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles (Lc 15, 2)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Essa história do evangelho de hoje podia ter outro título: “A parábola do pai misericordioso”, porque nela aparece o grande amor do nosso Deus pelos seus filhos. Quando o filho mais novo voltou, ele o avistou de longe e correu para abraça-lo e beijá-lo. E fez uma festa para celebrar a sua volta. E depois, ouvindo o pedido de perdão do seu filho, mandou trazer-lhe a melhor túnica, um belo anel e sandálias para calçar.  E mandou matar o garrote cevado.  E fez, para recebê-lo, uma festa com música e dança. Essa história, Senhor, nos encoraja em nossa caminhada de conversão. Em ti, encontramos vida nova. E não por merecimento nosso, mas pelo imenso amor do nosso Deus que nos reconciliou consigo, por meio de tua cruz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste quarto domingo da quaresma, meditando o tema da conversão e do amor de Deus, seria muito bom você ler, em sua Bíblia, o evangelho de hoje: Lucas 15, 1-3. 11-32).

Pe. João Carlos Ribeiro – 31.03.2019.

HORA DE VOLTAR PRA CASA


Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
23 de março de 2019
A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.
É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.
Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Sete palavras, na narração, denotam o clima festivo: festa (2 vezes) , festejar (2 vezes), alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.
E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa da casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”.  A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.
É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.
Guardando a mensagem
Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido.  Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.
Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A dica é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

Pe. João Carlos Ribeiro – 23.03.2019

NÓS TEMOS UM PAI AMOROSO E FIEL

Senhor, mostra-nos o Pai (Jo 14,8)
28 de abril de 2018.
Foi o pedido do apóstolo Felipe. Jesus tinha avisado que estava indo para o Pai. Nós todos também queremos ir para o Pai: lá é o nosso endereço definitivo, o lugar da plenitude de nossa vida humana divinizada. E como chegar lá? Tomando o caminho certo. E que caminho é esse? É o próprio Jesus. Ele nos disse “eu sou o caminho, a verdade, a vida. Ninguém vai ao Pai, a não ser por mim”. Foi aí que Felipe fez esse pedido: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”.
De fato, Jesus nos revela o Pai, nos diz quem é ele, como ele nos ama, nos espera, nos perdoa, como o Pai do filho pródigo. Conhecer o Pai é antever o nosso futuro nele, é reconhecer que na comunhão com ele se realizam todos os nossos sonhos de felicidade, de imortalidade, de amor e liberdade. Só em Deus, saciamos por inteiro nossa sede de felicidade e plenitude. Se o encontramos, encontramos a fonte da vida, dele nós viemos. Encontrando-o, caminhamos com mais firmeza ao seu encontro. E o encontro com ele já é aqui e o será pleno e total na eternidade.
Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. Na compaixão de Jesus pelos sofredores e pelos pecadores, vemos o amor do Pai pelos seus filhos. O Pai nos amou com o coração de Jesus.
Jesus, caminho, verdade e vida, revela o Pai. Jesus  está unido a ele, fala com ele diante de nós como um filho carinhoso e amado, ele nos leva ao Pai. Na parábola do filho pródigo, Jesus nos mostrou um pai respeitoso da nossa liberdade, paciente à espera de nossa volta, cheio de compaixão e amor ao correr para nos encontrar e abraçar ainda no caminho, generoso no perdão, festejando nossa volta e tentando convencer o irmão mais santo a nos acolher, mesmo tendo-lhe dado as costas.
Na oração que Jesus ensinou aos discípulos está uma relação amorosa e filial com Deus. Ele é o nosso Pai, a quem amamos de todo o coração. Ele conhece todas as nossas necessidades, ainda assim nós as apresentamos com toda confiança, já em ação de graças por sua proteção e por sua providência.
Vamos guardar a mensagem
O pedido do apóstolo Felipe foi verdadeiro. Conhecer a Deus é tudo o que queremos. Deus é amor.  Fomos criados por amor. Salvos por amor. Somos conduzidos pelo amor. Essa experiência de Deus misericordioso, amoroso muda a nossa vida. Jesus esclareceu a Felipe e nos esclarece hoje. Em suas palavras, em suas ações, em sua compaixão pelos sofredores podemos experimentar o Pai que nos fala, que cuida de nós, que nos ama. “Quem me viu, viu o Pai”.

Senhor, mostra-nos o Pai (Jo 14,8)
Vamos rezar a Palavra

Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Vamos viver a Palavra

A boca fala do que o coração está cheio. Então, não faltará oportunidade para você falar com alguém sobre o nosso Deus e Pai.

Pe. João Carlos Ribeiro – 28.04.2018

EU NÃO VOU PERDER ESSA FESTA!

MEDITAÇÃO PARA O SÁBADO 03 DE MARÇO DE 2018.
Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.
Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Sete palavras, na narração, denotam o clima festivo: festa (2 vezes) , festejar (2 vezes), alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.
E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa da casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”.  A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador;  que me acolhe, filho voltando pra casa.
É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.
Vamos guardar a mensagem
Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido.  Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.
Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete  (Lc 15, 23)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A dica é se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

Pe. João Carlos Ribeiro – 02.03.2018

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