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20210305

VOLTAR PARA CASA



06 de março de 2020

EVANGELHO


Lc 15,1-3.11-32

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.
14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.

MEDITAÇÃO 


Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.

Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Olha só as palavras que aparecem: festa, festejar, alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.

E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa na casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”. A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.

É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.

Guardando a mensagem

Neste 17º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido. Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.

Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,
Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Esta parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A sugestão é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.,  mesmo que seja pelas redes sociais. Pena que, por conta desta situação da pandemia, em muitas igrejas, não seja possível a participação presencial, nesse momento. Mas, esse sofrimento tão grande de tanta gente, com certeza, tem muito a ver com a paixão do Senhor, da qual fazemos memória na Eucaristia. Então, estejamos unidos também aos irmãos que estão sofrendo pela doença, pelo medo, pelo desemprego. 

De maneira especial, neste final de semana, una-se ao Papa Francisco que está fazendo uma visita história ao Iraque. Lá, ele foi levar a proximidade da mãe Igreja junto a uma parcela muito sofrida do seu rebanho, duramente provada e perseguida, a minoria cristã. No Iraque, ele está também fazendo contatos com as lideranças do mundo muçulmano, maioria no país, motivando que todos trabalhem pela paz e pela convivência respeitosa de todos os cidadãos. Então, neste final de semana, esteja em comunhão com o Santo Padre, rezando pelo êxito desta visita e por sua proteção; e, claro, acompanhando as notícias de sua peregrinação pela terra de Abraão.

O 17º passo em nossa subida quaresmaL é este: Voltar para casa. Todos precisamos de conversão.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20210303

RECONHECER SEU IRMÃO POBRE



04 de março de 2021

Lc 16,19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’.

MEDITAÇÃO 


Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico (Lc 16, 20).

Neste 16º dia da Quaresma, uma insistência da palavra do Senhor sobre a caridade. Amar o pobre, acolher o mais fraco, incluir o marginalizado.

Por que será que o rico foi parar no inferno? Estou falando da parábola que Jesus contou. O rico foi parar no inferno, puxa vida! Jesus começou descrevendo o rico: roupas finas e elegantes, e todo dia dava esplêndidos banquetes. E o pobre: coberto de feridas, sentado à porta do rico. Ele tinha nome, Lázaro. Jesus não colocou um nome no rico, por alguma razão ficou anônimo. O pobre com fome, coitado, esperando pelo menos as migalhas que caíam da mesa do banquete do rico. E nada. Morreram os dois. Um se encontrou no calorão, em meio às chamas, lá em baixo. O outro, no bem-bom, lá em cima, no lugar do consolo, junto do pai Abraão. O rico gritou lá de baixo, pedindo ajuda. Não há jeito, foi a resposta de Abraão. Pelo menos, implorou o desafortunado, mande Lázaro avisar aos meus cinco irmãos. Não dá, voltou a resposta, os seus cinco irmãos já têm Moisés e os Profetas. Moisés e os Profetas é um modo de se referir à Torá, à Palavra de Deus. Eles têm a Palavra de Deus que orienta, exorta, indica o caminho certo. Que a escutem!

A pergunta permanece: afinal, por que o rico foi parar no inferno? Não se pode dizer que foi porque ele tinha muitos bens, porque era muito rico. Talvez isso lhe tenha fechado o coração. Mas, a parábola de Jesus só diz que o pobre Lázaro, à sua porta, não conseguia nem as migalhas que caíam de sua mesa, nem os restos. Nada. Só cães para lamberem as suas feridas. O rico nem notou a sua presença, não o amou, não o ajudou, não o incluiu em suas festas. O rico não teve misericórdia do pobre.

E ser misericordioso era tudo o que Jesus estava ensinando. Sejam misericordiosos, como o pai do céu é misericordioso. Amem, ajudem, emprestem, doem, perdoem, defendam... isto é ser misericordioso, explicava Jesus. Dá pra lembrar aquela cena do julgamento, desenhada pelo próprio Jesus. Venham para o repouso que lhes foi preparado, porque eu tive fome e vocês me deram de comer; era peregrino, e vocês me acolheram; estive doente e preso, e vocês me visitaram. E vão para o castigo eterno vocês que não me fizeram isso. Toda vez que não fizeram isso ao menor dos meus irmãos, não o fizeram a mim. Então, deixando de servir a Lázaro, o pobre pestilento sentado à sua porta, o tal rico deixou de servir e honrar o próprio Senhor.

Guardando a mensagem

Por que o rico foi parar no inferno? Porque não repartiu sua mesa farta com Lázaro, um irmão menor do Senhor. Deixou de dar de comer ao próprio Jesus. Porque não amou seu irmão pobre. Porque o desprezou, não o enxergou, não o acudiu, não o incluiu. Provou que não amava a Deus, pois não amava seu irmão. Não honrava a Deus, prestigiando seu irmão. Aliás, o homem disse que tinha cinco irmãos, mas se enganou. Ele tinha seis irmãos. E quem era o sexto irmão? Lázaro. Ele pensou que eram seis filhos, ele e mais cinco irmãos, engano. Aliás, o número seis na Bíblia não é um número bom, é um número falho, um número imperfeito. Não eram seis filhos, eram sete: o rico, os seus cinco irmãos e Lázaro. Sete! E sete, na Escritura, é um número perfeito. O rico da história de Jesus foi parar no inferno porque não reconheceu Lázaro como seu irmão, o sétimo filho. Não o reconheceu como um irmão, membro da única família de Deus.

Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico (Lc 16, 20).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Tu nos disseste que temos Moisés e os Profetas, isto é, temos a tua santa Palavra a nos indicar o bom caminho. Não é possível, nem necessário, que venha um morto nos avisar que estamos procedendo de maneira errada em nossa vida. A tua Palavra proclamada pela Igreja já nos avisa, nos corrigindo, nos chamando à comunhão com Deus. É hora de levarmos a sério o mandamento da caridade, do amor aos irmãos. Dá-nos, Senhor, a graça da conversão. Que nesta quaresma, não esqueçamos o pobre do lado de fora. Abre, Senhor, nossos olhos para ver as necessidades dos nossos irmãos e irmãs, sobretudo dos mais pobres e marginalizados. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Comente, hoje, essa história contada por Jesus sobre Lázaro com algum dos seus amigos ou amigas. Jesus vai gostar de ver você comentando a sua palavra e participando com ele da evangelização.

Hoje é dia do 16º degrau em nossa "escadaria quaresmal". E o degrau de hoje é este: Reconhecer seu irmão pobre. Não se acostumar com a desigualdade social. Em sua profissão, em seu ministério, não esquecer dos pobres. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20201104

O SENHOR É O MEU PASTOR


05 de novembro de 2020


EVANGELHO


Lc 15,1-10

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

MEDITAÇÃO


Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida (Lc 15, 6)

Na primeira comunidade onde trabalhei como padre novo, havia uma catequista, uma jovem senhora casada, muito dinâmica e fervorosa. Envolveu-se, infelizmente,  em um desentendimento com outras pessoas da comunidade, ficou muito magoada e afastou-se da Igreja. Começou, em seguida, a frequentar uma igreja evangélica. Passados alguns dias, em reunião das lideranças, acertamos fazer uma visita a esta ovelha desgarrada. Numa noite, sem avisar, chegamos em sua casa, eu e umas outras cinco pessoas da comunidade. Depois do susto pela nossa chegada, dissemos a ela que tínhamos ido rezar com ela. Não perguntamos nada, não cobramos nada, só rezamos e cantamos com ela. Do meio pro fim, ela só chorava. No domingo seguinte, lá estava ela de volta à comunidade e, aos poucos, retomou seus compromissos pastorais na Igreja.
No evangelho de hoje, Jesus conta a história de uma ovelhinha que se perdeu. Ele contou que o pastor deixou as noventa e nove no deserto e foi atrás desta que se perdeu. E procurou, procurou, até encontrá-la. E quando a encontrou, colocou-a nos ombros, cheio de alegria, e a levou pra casa. Quando chegou em casa, reuniu os amigos e vizinhos para festejar com ele o reencontro de sua ovelha.
Você certamente já se perdeu alguma vez, ou não? Todo mundo, quando criança, alguma vez se perdeu dos pais. E pode lembrar o sofrimento que é se sentir perdido, sem ter mais a referência do pai ou da mãe. A criança fica apavorada, sobe uma angústia no peito, é um sofrimento impressionante. De repente, se sente sozinha, sem direção. Tem que procurar alguma saída, mas nem sabe por onde começar. Sente-se abandonada e desamparada. Essa é a condição da ovelha perdida.
Na história da ovelha, Jesus fez uma relação entre o justos e o pecador. Ele disse: “Há mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”. A ovelha que se perdeu é o pecador, a pecadora. A conversão é a sua volta pra casa. E a sua volta pra casa é, antes de tudo, obra do pastor amoroso que largou tudo para procurá-la e encontrá-la, trazê-la nos ombros e festejar a sua volta.
Nesta parábola, vemos claramente o amor misericordioso que moveu Jesus a vir procurar e salvar a ovelha perdida; um coração compassivo que não descansa enquanto não nos encontra em nosso exílio e nos reintegra no seu rebanho. Vemos também a maneira como ele nos salva, carregando-nos nos ombros, como carregou o madeiro da cruz e festejando nossa volta, em todas as mesas que frequentava, especialmente, na última ceia que renovamos em cada Missa.
Guardando a mensagem
O pecador é alguém que se afastou do rebanho, como a catequista de minha comunidade. O pecador é a ovelha que se perdeu. E a sensação de estar perdido, de se estar sozinho, de se sentir sem chão você conhece, desde criança, quando se perdia de sua mãe ou de seu pai. Na história que Jesus contou, ficamos sabendo que não fomos esquecidos, que ele vem ao nosso encontro, não descansa enquanto não nos resgata. É assim que ele faz conosco, quando nos perdemos, quando o pecado nos afasta de Deus e dos irmãos. É assim que precisamos fazer uns com os outros, não abandonando quem se perde ou se afasta. Alegremo-nos com ele. Ele continua realizando, com êxito, a sua missão.
Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida (Lc 15, 6)
Rezando a palavra
nhor Jesus,
Tu és o pastor que estás preocupado e comprometido com o resgate da ovelha que se perdeu. Sabemos que não estamos na conta dos noventa e nove, pois também nós precisamos de conversão. Somos, isto sim, ovelhas resgatadas por tua misericórdia, transportadas em teus ombros e inseridas na família de Deus. Dá-nos, Senhor, a graça de participar da grande alegria do teu coração de encontrar e salvar a ovelha perdida; e de estar contigo, apoiando, ajudando e imitando-te em tua missão redentora. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Leia o evangelho de hoje (Lucas 15, 1-10) e, a partir do texto, escreva uma oração a Jesus, o bom pastor, falando-lhe de alguma ovelha perdida. Você que recebe diariamente a Meditação, através do link tem acesso ao Evangelho do dia e à própria Meditação escrita.
Às 11 da manhã de hoje, celebro a Santa Missa em suas intenções. Acesse pelo link enviado.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200314

HORA DE VOLTAR PRA CASA



Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

14 de março de 2020.

A história que Jesus contou, você conhece bem. O filho mais novo saiu de casa. Gastou a sua herança toda e caiu em grande miséria. Mas, um dia, voltou arrependido. O pai o recebeu de braços abertos e fez uma festa para celebrar a sua volta. O filho mais velho estava fora, e ao voltar viu o barulho da festa e não quis entrar na casa. É a parábola do filho pródigo.

É claro que toda esta parábola tem no centro o tema da misericórdia. Deus é misericordioso, por excelência. E nós, apesar de pecadores, estamos sendo chamados a acolher o seu abraço de pai compassivo que nos restaura como filhos e a ser misericordiosos com os nossos irmãos, imitando o nosso bom pai.

Revendo esse texto hoje, me dou conta que no centro da história há uma festa, um banquete. Olha só as palavras que aparecem: festa, festejar, alegria, dança, música. Onde é a festa? Na casa do pai. Qual é ponto central da festa? O banquete. Olha o versículo 23: “Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete”. E qual é o motivo da festa? A volta do filho, a acolhida do pecador arrependido. Há um intenso clima de alegria e de celebração pela volta do pecador. E foi por causa dessa comemoração, negando-se a aderir aos sentimentos do pai, que o outro filho não quis entrar na casa.

E você sabe por que esse “banquete” me chamou a atenção? Por causa da Santa Missa. A Eucaristia é um banquete, uma ceia festiva. “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Essa festa na casa do pai do filho pródigo está em continuidade com os banquetes que Jesus participava na casa dos amigos e convertidos: Levi, Zaqueu, Lázaro e suas irmãs... A ceia é uma festa para a acolhida do filho perdido, a festa de sua conversão. “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não precisam de conversão”, disse Jesus. A Santa Eucaristia é uma festa para celebrar a volta do filho pródigo, a sua comunhão restaurada com o Pai. Veja que a Missa começa sempre com o ato penitencial, em que o pecador confessa a Deus e aos seus irmãos que pecou “por sua culpa”, por sua “tão grande culpa”. A Santa Missa é, então, o banquete em que se celebra a misericórdia do Pai que acolhe o pecador; que me acolhe, filho voltando pra casa.

É, alguém pode até estranhar, e com razão. E dizer, sim, mas “a missa é o sacrifício de Jesus”. Com certeza, mas é também a ceia, o banquete da comunhão dos filhos com o Pai, por meio de seu filho Jesus, que se oferece por nós, renovando o sacrifício de sua cruz. É a reedição da última ceia de Jesus com seus amigos, na véspera de sua paixão. Mas, veja o que é surpreendente: esse aspecto do sacrifício está presente também nessa parábola do filho pródigo. Sim, o banquete é do novilho cevado. E o filho mais velho ainda fala do cabrito, que o pai nunca deu para ele festejar com os seus amigos. “Novilho” lembra o sacrifício dos animais no Templo. Então, estamos bem no clima da liturgia, no tema do sacrifício de Jesus. Na cruz, ele se ofereceu qual cordeiro imolado na páscoa. Não há mais necessidade de sacrifícios de animais, pois o cordeiro de Deus já foi imolado, em perdão dos nossos pecados. E a volta do filho pródigo, a sua acolhida pelo Pai misericordioso, foi possível pelo sacrifício redentor de Cristo Jesus. É o seu sacrifício que renovamos na Santa Missa.

Guardando a mensagem

Neste 18º dia da Quaresma, véspera do dia do Senhor, a parábola do filho pródigo nos traz uma bela catequese sobre a Missa. A Santa Eucaristia recebe uma boa explicação nessa parábola do filho perdido e encontrado. Três significados maravilhosos da Santa Missa estão aí comentados: o sacrifício de Jesus que nos restaurou como filhos, o banquete da comunhão dos filhos na mesa do seu Pai e a ação de graças pela restauração do filho perdido. Afinal, a Missa se explica pela misericórdia de Deus. É a celebração da conversão do pecador, da vida nova de filho na comunhão dos irmãos, do amor imenso do Pai manifesto no sacrifício redentor do filho. A Missa é a festa da misericórdia.

Tragam um novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete (Lc 15, 23)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,

Segundo a história que nos contaste, os dois filhos estavam perdidos. Os dois precisavam reingressar na comunhão da casa do pai. O mais novo tinha saído de casa e voltou. O mais velho tinha saído para trabalhar e, na volta, não quis entrar na casa. A conversão era necessária para os dois. Um pecou contra o pai porque o traiu, esbanjando os seus bens. Outro pecou contra o pai porque não o imitou em sua misericórdia, acolhendo o seu irmão. Então, todos precisamos de conversão. Ajuda-nos, Senhor, a voltar pra casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Rezando a Palavra

Essa parábola do filho pródigo já está nos preparando para a Missa do 3º domingo da Quaresma. A sugestão é você se planejar para não faltar à Santa Missa, amanhã.

14 de março de 2020.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


20191107

ELE ME SALVOU

Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida (Lc 15, 6)
07 de novembro de 2019.
Na primeira comunidade onde trabalhei como padre novo, havia uma catequista, uma jovem senhora casada, muito dinâmica e fervorosa. Envolveu-se, infelizmente,  em um desentendimento com outras pessoas da comunidade, ficou muito magoada e afastou-se da Igreja. Começou, em seguida, a frequentar uma igreja evangélica. Passados alguns dias, em reunião das lideranças, acertamos fazer uma visita a esta ovelha desgarrada. Numa noite, sem avisar, chegamos em sua casa, eu e umas outras cinco pessoas da comunidade. Depois do susto pela nossa chegada, dissemos a ela que tínhamos ido rezar com ela. Não perguntamos nada, não cobramos nada, só rezamos e cantamos com ela. Do meio pro fim, ela só chorava. No domingo seguinte, lá estava ela de volta à comunidade e, aos poucos, retomou seus compromissos pastorais na Igreja.
No evangelho de hoje, Jesus conta a história de uma ovelhinha que se perdeu. Ele contou que o pastor deixou as noventa e nove no deserto e foi atrás desta que se perdeu. E procurou, procurou, até encontrá-la. E quando a encontrou, colocou-a nos ombros, cheio de alegria, e a levou pra casa. Quando chegou em casa, reuniu os amigos e vizinhos para festejar com ele o reencontro de sua ovelha.
Você certamente já se perdeu alguma vez, ou não? Todo mundo, quando criança, alguma vez se perdeu dos pais. E pode lembrar o sofrimento que é se sentir perdido, sem ter mais a referência do pai ou da mãe. A criança fica apavorada, sobe uma angústia no peito, é um sofrimento impressionante. De repente, se sente sozinha, sem direção. Tem que procurar alguma saída, mas nem sabe por onde começar. Sente-se abandonada e desamparada. Essa é a condição da ovelha perdida.
Na história da ovelha, Jesus fez uma relação entre o justos e o pecador. Ele disse: “Há mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”. A ovelha que se perdeu é o pecador, a pecadora. A conversão é a sua volta pra casa. E a sua volta pra casa é, antes de tudo, obra do pastor amoroso que largou tudo para procurá-la e encontrá-la, trazê-la nos ombros e festejar a sua volta.
Nesta parábola, vemos claramente o amor misericordioso que moveu Jesus a vir procurar e salvar a ovelha perdida; um coração compassivo que não descansa enquanto não nos encontra em nosso exílio e nos reintegra no seu rebanho. Vemos também a maneira como ele nos salva, carregando-nos nos ombros, como carregou o madeiro da cruz e festejando nossa volta, em todas as mesas que frequentava, especialmente, na última ceia que renovamos em cada Missa.
Guardando a mensagem
O pecador é alguém que se afastou do rebanho, como a catequista de minha comunidade. O pecador é a ovelha que se perdeu. E a sensação de estar perdido, de se estar sozinho, de se sentir sem chão você conhece, desde criança, quando se perdia de sua mãe ou de seu pai. Na história que Jesus contou, ficamos sabendo que não fomos esquecidos, que ele vem ao nosso encontro, não descansa enquanto não nos resgata. É assim que ele faz conosco, quando nos perdemos, quando o pecado nos afasta de Deus e dos irmãos. É assim que precisamos fazer uns com os outros, não abandonando quem se perde ou se afasta. Alegremo-nos com ele. Ele continua realizando, com êxito, a sua missão.
Alegrem-se comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida (Lc 15, 6)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tu és o pastor que estás preocupado e comprometido com o resgate da ovelha que se perdeu. Sabemos que não estamos na conta dos noventa e nove, pois também nós precisamos de conversão. Somos, isto sim, ovelhas resgatadas por tua misericórdia, transportadas em teus ombros e inseridas na família de Deus. Dá-nos, Senhor, a graça de participar da grande alegria do teu coração de encontrar e salvar a ovelha perdida; e de estar contigo, apoiando, ajudando e imitando-te em tua missão redentora. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Leia o evangelho de hoje (Lucas 15, 1-10) e, a partir do texto, escreva uma oração a Jesus, o bom pastor, falando-lhe de alguma ovelha perdida.

Pe. João Carlos Ribeiro – 07 de novembro de 2019.

20190915

OS DOIS FILHOS DO SENHOR DEUS

Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 7)

15 de setembro de 2019 – 24º. Domingo do Tempo Comum

É uma coisa maravilhosa ver pessoas que viviam distante de Deus se aproximando da fé. É a conversão. Gente voltando para Deus, abraçando o evangelho, integrando-se na comunidade cristã... Isso não tem preço, não é verdade? Era isso que estava acontecendo no ministério de Jesus. Os pecadores estavam se convertendo.

Na mentalidade dos fariseus, era descabida essa atenção de Jesus aos publicanos e pecadores. E mais, eles não podiam ser justificados, perdoados assim. O pecado precisava de sacrifícios expiatórios no templo de Jerusalém. Só assim poderiam ser recebidos de volta, serem perdoados. Mas, com Jesus a coisa estava sendo diferente. As pessoas se sentiam acolhidas, reintegradas, perdoadas no seu encontro com ele. Aqui estava a diferença. Aproximavam-se de Jesus. Nele, se sentiam reintegrados, reconciliados. Eles não ofereciam a vida de carneiros e touros, como a Lei mandava, para obterem o perdão. Eles eram acolhidos por Jesus. Só isso. 

Para os fariseus entenderem melhor o que estava acontecendo, Jesus contou a parábola do pai e seus dois filhos, a história do filho pródigo, como nós a costumamos chamar.  Jesus contou logo três histórias. Na primeira, o pastor encontrou a ovelha perdida e festejou o fato com seus amigos. Na segunda, a mulher achou a sua moeda perdida e chamou as amigas para festejar. Na terceira, um pai tinha dois filhos. E o filho mais novo afastou-se de casa, ganhou o mundo, gastou a sua herança, afundou-se numa situação de miséria e humilhação, mas um dia voltou arrependido. E o pai fez uma linda festa para celebrar a sua volta. Veja que nas três parábolas alguém estava perdido e foi encontrado. Como disse o Pai da parábola, explicando a razão da festa: “meu filho estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”. 

O filho mais velho, quando voltou pra casa e viu que havia uma festa para acolher o irmão mais novo, ficou com muita raiva. Ele pensava como os fariseus. Reclamou que o pai nunca tinha lhe dado um cabrito para ele festejar com os amigos. E, para o irmão pecador, mandou matar o novilho gordo. Veja que cabrito e novilho (carneiro e touro) eram os sacrifícios que se ofereciam. Por estes sacrifícios expiatórios, segundo a Lei, é que se obtinha o perdão. Na história que Jesus contou, foi diferente. Quando o filho que estava voltando para casa ainda estava longe, o pai correu ao seu encontro, o abraçou e o beijou, mesmo antes que ele fizesse o pedido de perdão. E mandou preparar uma festa para comemorar a sua volta. O novilho foi só pra festejar, não para pagar pelo pecado. 

Jesus anunciava o amor de Deus pelos seus filhos. Um amor de pai pelo filho mais novo (o pecador) e pelo filho mais velho (o que se julgava justo). O pecador volta porque tem um Pai que o ama, que respeita a sua liberdade e espera a sua volta. Como a ovelha perdida, ele é encontrado pelo pastor. Como o filho mais novo, ele é recebido e reintegrado como filho por pura misericórdia do Pai. 
São Paulo, na Primeira Carta a Timóteo, comentou como Deus usou de misericórdia para com ele. Ele tinha sido um blasfemo, um perseguidor. E Jesus o alcançou com sua misericórdia, fazendo dele um anunciador de sua palavra. Paulo tirou uma bela conclusão: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!”.

Guardando a mensagem

No ministério de Jesus, os pecadores estão voltando pra casa: em contato com Jesus, eles estão se aproximando de Deus, estão reconstruindo sua vida na fé. Já os que se pensam justos reagem contra Jesus e estão descontentes porque os pecadores estão encontrando vida nova no Senhor. Eles imaginam que a reconciliação é alcançada pelo oferecimento de sacrifícios no altar do Templo. Jesus conta a história do filho pródigo para mostrar o grande amor de Deus pelos seus filhos, amor que explica o reencontro da ovelha perdida, por iniciativa do pastor; e a acolhida pra lá de generosa do filho mais novo que saiu de casa, esbanjou os seus bens e voltou arrependido.   Nessas histórias de Jesus, fica claro também a grande alegria de Deus pela volta do seu filho pecador (o filho mais novo) e a paciência com a qual está tentando que também os fariseus (o filho mais velho) entrem em casa e participem da alegria de Deus pela volta do seu filho pródigo.

Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 7)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Essa história do evangelho de hoje podia ter outro título: “A parábola do pai misericordioso”, porque nela aparece o grande amor do nosso Deus pelos seus filhos. Quando o filho mais novo voltou, ele o avistou de longe e correu para abraça-lo e beijá-lo. E fez uma festa para celebrar a sua volta. Essa história, Senhor, nos encoraja em nossa caminhada de conversão. Em ti, encontramos vida nova. E não por merecimento nosso, mas pelo imenso amor do nosso Deus que nos reconciliou consigo, por meio de tua cruz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, arrume um tempinho para rezar, com calma, o Salmo 50 (Tende Piedade, ó meu Deus, misericórdia). 
Aqui, na Arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos, onde estou em missão, hoje é o dia da festa das comunidades brasileiras. Reze por nós.  

Pe. João Carlos Ribeiro – 15 de setembro de 2019.

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