BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Jesus vem para conduzir todos os povos a Deus





16 de dezembro de 2022

2º DIA DA NOVENA DE NATAL

JESUS VEM PARA CONDUZIR TODOS OS POVOS A DEUS


A novena de natal que preparamos está baseada nos textos bíblicos do dia, especialmente a primeira leitura. Assim, nesses dias, a novena vai substituir a Meditação. Deus abençoe o seu natal!


Canto

Senhor, meu Deus, aqui estou
Aqui estou cansado e só
Estou buscando o teu amor,
Teu ombro amigo
Preciso tanto de tua paz,
Do teu abrigo.

Senhor, meu Deus, aqui estou
Longe de ti, tentei viver
Só encontrei desilusão
No meu caminho
Que vou fazer sem teu perdão
Sem teu carinho?

Meu Bom Deus,
O teu amor me trouxe aqui.
Meu Bom Deus,
Não sou ninguém
Longe de ti. (Bis)

Meu Bom Deus,
O teu amor me trouxe aqui.
Meu Bom Deus,
Quero viver
perto de ti. (Bis)


Introdução

O povo de Deus, em aliança com o Senhor, por sua infidelidade, acabou no exílio da Babilônia. Foi um tempo de grande sofrimento, mas também de purificação. Um grupo começou a perceber que Deus é também Senhor de outros povos e que estabeleceu seu povo para ser uma luz para todas as nações. Missão de Jesus será ser luz para todas os povos, conduzir a todos à salvação. É a razão de sua vinda.

Leitura bíblica (Isaias 56, 3-8)

O estrangeiro que aderiu ao Senhor não diga: “Por certo, o Senhor vai me excluir do seu povo”. Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, prestando-lhe culto, honrando o nome do Senhor, servindo-o como servos seus, a todos os que observam o sábado e não o profanam, e aos que mantêm aliança comigo, a esses conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado, em meu altar, seus holocaustos e vítimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Diz o Senhor Deus, que reúne os dispersos de Israel: “Ainda reunirei com eles outros, além dos que já estão reunidos”.
Palavra do Senhor.


Pistas para a reflexão

Israel vai se dando conta, ao longo de sua história, e particularmente quando uma parte da população é exilada na Babilônia, que Deus tem um projeto muito maior do que estar com eles e protegê-los. Abraão foi escolhido para ser uma bênção entre as nações. A aliança com Israel era em vista de toda a humanidade. Assim, Jesus vinha para conduzir para Deus também os dispersos, os exilados, os migrantes, os estrangeiros, as nações pagãs. Os Magos do Oriente que visitaram Jesus são um exemplo disso: os povos pagãos são atraídos por Cristo. Todos haveriam de ter lugar na casa do Senhor. Quando Jesus expulsou os vendilhões do Templo, lembrou essa palavra do Profeta Isaías: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.

Preces

Coloquemos em oração situações que conhecemos
de brasileiros que vivem fora do país,
de migrantes que estão se deslocando para outros países,
brasileiros que moram hoje longe do seu lugar de origem (migração interna):
que todos se sintam acolhidos e valorizados;
que a todos chegue o evangelho de Jesus;
que nosso serviço na Igreja seja sempre mais missionário, aberto a todos, especialmente aos mais necessitados.


Fazer preces a partir dessas intenções....

Pai Nosso e bênção

Pai Nosso...

O Senhor tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

Canto

Senhor, meu Deus, aqui estou
Aqui estou cansado e só
Estou buscando o teu amor,
Teu ombro amigo
Preciso tanto de tua paz,
Do teu abrigo.

Senhor, meu Deus, aqui estou
Longe de ti, tentei viver
Só encontrei desilusão
No meu caminho
Que vou fazer sem teu perdão
Sem teu carinho?

Meu Bom Deus,
O teu amor me trouxe aqui.
Meu Bom Deus,
Não sou ninguém
Longe de ti. (Bis)

Meu Bom Deus,
O teu amor me trouxe aqui.
Meu Bom Deus,
Quero viver
perto de ti. (Bis)

Convite

Um momento especial de oração da novena será o nosso encontro diário às 20 horas, no Youtube: youtube.com/padrejoaocarlos. Espero por você.

JESUS VEM PARA RESTAURAR A ALIANÇA


15 de dezembro 

1º DIA DA NOVENA DE NATAL

JESUS VEM PARA RESTAURAR A ALIANÇA


Canto

Ó vem, Senhor, não tardes mais!

Vem saciar nossa sede paz (bis)

ó vem, como chega a brisa do vento,

trazendo aos pobres justiça e bom tempo!


Introdução

O povo de Deus vivia em aliança com Deus. Em muitos momentos da história, o povo renova essa aliança, mas acaba sendo infiel e frustrando o acordo. Jesus vem renovar a aliança de Deus com o seu povo. No sacrifício de sua vida, ele selará a nova e eterna aliança. 


Leitura bíblica (Isaias 54, 5-7; 10)

Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos exércitos; teu redentor o santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. 

Palavra do Senhor.


Pistas para a reflexão

A aliança é pensada como um casamento, em que Deus é o esposo e a comunidade de Israel é a esposa. Israel se encontra como esposa abandonada, uma mulher aflita, por causa de sua infidelidade. Mas, o esposo vai se reconciliar com ela. Deus (o esposo) vai restaurar o casamento. A vinda de Jesus é lida como o esposo que vem refazer essa aliança. Nas bodas de Caná, ele transforma água em vinho, isto é, muda a situação de frustração da festa. E fala do Reino de Deus como uma festa de casamento, para o qual todos são convidados. O matrimônio como sacramento é uma vivência dentro da grande aliança que Deus fez com o seu povo. O casamento cristão espelha a aliança entre o Senhor e sua Igreja. Jesus vem para restaurar a aliança. 


Preces

Coloquemos em oração situações que conhecemos 

de famílias em crise, 

de casamentos que precisam ser restaurados, 

de pessoas que se sentem sozinhas ou abandonadas: 

que o Natal seja um tempo de reaproximação, de reconciliação, de visitas fraternas, de gestos de atenção e carinho aos que vivem sozinhos. 

Fazer preces a partir dessas intenções....


Pai Nosso e Bênção

Pai Nosso...

O Senhor tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém. 


Canto

Ó vem, Senhor, não tardes mais!

Vem saciar nossa sede paz (bis)

ó vem, como chega a brisa do vento,

trazendo aos pobres justiça e bom tempo!


Os pobres estão sendo evangelizados

 



14 de dezembro de 2022

Dia de São João da Cruz 


EVANGELHO


Lc 7,19-23

Naquele tempo, João convocou dois de seus discípulos, 19e mandou-os perguntar ao Senhor: “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?” 20Eles foram ter com Jesus, e disseram: “João Batista nos mandou a ti para perguntar: ‘És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?’” 21Nessa mesma hora, Jesus curou de doenças, enfermidades e espíritos malignos a muitas pessoas, e fez muitos cegos recuperarem a vista. 22Então, Jesus lhes respondeu: “Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova é anunciada aos pobres. 23E feliz é aquele que não se escandaliza por causa de mim!”

MEDITAÇÃO


Vão contar a João o que vocês viram e ouviram (Lc 7, 22)

Ficamos sempre esperando um outro... um outro partido amoroso, um outro emprego, um outro ano. O que temos não nos parece bom o suficiente. Nós nos negamos a reconhecer que o que temos seja o melhor, que nessa condição atual esteja a nossa felicidade, que este, aqui conosco, seja quem Deus enviou. É assim que desprezamos quem já está conosco, quem está perto de nós. E ficamos aguardando um que ainda venha. E que venha de longe, de fora e de cima, possivelmente, para lhe darmos crédito.

Foi o que aconteceu no tempo de Jesus. Não o reconheceram como Messias. Ele não preencheu as expectativas daquela gente. O próprio João Batista ficou em dúvida. Mandou alguns discípulos indagar se era ele mesmo ou se deviam esperar outro.

João anunciou um Messias diferente. Na linha do profeta Malaquias, João falou de um Messias que vinha com o fogo do julgamento. Iria recolher o trigo no celeiro, mas iria tocar fogo na palha. Seu machado já estava posto à raiz das árvores. Quem não desse fruto, seria cortado. Um Messias implacável como o fogo do fundidor, separando o ouro das impurezas com o calor do seu julgamento. E Jesus não estava batendo com esse modelo de Messias. Pelo contrário, ele mostrou-se manso e humilde de coração, próximo do povo, convivendo com os pecadores. Não um juiz implacável, mas um pastor que vai atrás da ovelha perdida. Não um lenhador de machado na mão, mas um agricultor semeando a sua semente. Não um fundidor assoprando o seu forno com o fole para derreter o minério, mas um pai abrindo as portas de casa para receber o filho que volta. Um Messias surpreendentemente diferente.

João Batista ficou confuso. Ele já apresentara Jesus ao povo, como Messias. Mas, a coisa não estava batendo. Mandou saber. Em resposta, Jesus mandou os emissários observarem e relatarem o que estavam vendo e ouvindo. A ação de Jesus, como Messias, no meio do povo, estava na linha do profeta Isaías. Em Isaías capítulo 35, o profeta falou da vinda do Messias. “Ele vem para salvar vocês”, disse ele ao povo humilhado no tempo do Exílio: “Então, os olhos dos cegos se abrirão, os ouvidos dos surdos se descerrarão, o coxo saltará como um cervo e a língua dos mudos se desatará. Os que o Senhor salvou, voltarão para casa”. Para essa tradição profética, o tempo do Messias é o tempo do retorno à casa, o tempo da libertação dos humilhados.


Guardando a mensagem

Os emissários de João Batista podiam concluir: Jesus é o Messias que Deus mandou. Porque, como narrou o profeta Isaías, os pobres estão sendo evangelizados: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam. São as obras de Cristo, isto é, do Messias. Obras de restauração, de libertação do seu povo. Os cegos, os paralíticos, os leprosos, os surdos, os mortos representam o povo machucado pelo sofrimento, mas também depauperado pelo pecado. Os pobres são evangelizados. As curas são apenas exemplificação da restauração que o Messias veio realizar. “Eis que faço novas todas as coisas”, diz o livro santo.

Vão contar a João o que vocês viram e ouviram (Lc 7, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
este tempo de advento, preparando-nos para o teu natal e para tua segunda vinda, é uma grande convocação para a conversão. É como se vivêssemos no tempo de João Batista, um tempo de preparação para a tua chegada. Dá-nos, Senhor, acolher os apelos deste tempo abençoado e voltarmo-nos para ti de todo coração. Concede que brote de nossos corações abrasados por tua palavra gestos de acolhida de tua pessoa e do teu evangelho, bem como ações de partilha e solidariedade com os irmãos mais pobres e sofredores. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Comece valorizando as pessoas que estão ao seu redor, a começar pelos de sua casa. O natal que estamos preparando é a grande lição de um Deus que veio cuidar da gente e se mostrou pequeno e próximo. Valorizando quem convive conosco, já estamos treinando para acolher Jesus, o Emanuel. 

Comunicando

Amanhã, dia 15, começa a Novena de Natal. E você já está com o seu e-book? E já compartilhou com pelo menos 5 contatos, como nós pedimos? Ótimo. Muito obrigado. Hoje, estamos lhe enviando um texto da novena próprio para ser impresso, para o caso de alguém preferir essa modalidade. E segue mais uma vez E-book da Novena, para quem vai acompanhar pelo celular. A Novena vai ser rezada em nossos programas de rádio (são 128 emissoras) e vai estar também disponível nos tocadores de podcast. E o nosso encontro diário será no Youtube, sempre às 20 horas: Youtube.com/padrejoaocarlos. Tendo alguma dúvida, entre em contato conosco pelo Whatsapp da AMA: 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Você é um dos filhos da história que Jesus contou



13 de dezembro de 2022

Dia de Santa Luzia 

EVANGELHO


Mt 21,28-32

Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

MEDITAÇÃO


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade de Deus.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.


Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na Igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, responda a esta pergunta: “O que seria trabalhar na vinha do Senhor?”.

Comunicando

Quinta-feira, dia 15, começa a Novena de Natal. E você já está com o seu e-book? E você o compartilhou com pelo menos 5 contatos, como nós pedimos? Ótimo. Muito obrigado. Você viu que, além do e-book, nós enviamos também um texto da novena que pode ser impresso. A Novena vai ser rezada em nossos programas de rádio (são 128 emissoras) e vai estar também disponível nos tocadores de podcast. E o nosso encontro diário será no Youtube, sempre às 20 horas: Youtube.com/padrejoaocarlos. Para o caso de você quiser tirar alguma dúvida sobre a Novena de Natal, estou lhe enviando o celular da AMA. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


A maravilhosa visita da Virgem Maria




12 de outubro de 2022

Dia de Nossa Senhora de Guadalupe

EVANGELHO


Lc 1,39-47

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

MEDITAÇÃO


Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? (Lc 1, 43).

Estamos começando a semana com uma festa mariana, Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. Assim que Maria soube, pelo anjo Gabriel, que sua idosa prima estava grávida, viajou apressadamente para fazer-lhe uma visita. Ao chegar, Maria lhe fez a saudação de praxe, o Shalom, a paz de Deus. E essa saudação provocou uma enorme alegria em Isabel e na sua criança que estremeceu em seu ventre, pulando de alegria. 

O encontro das duas servas de Deus foi impressionante. “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?”. Foi assim que Isabel mostrou a sua alegria ao receber Maria em sua casa. Aliás, tudo o que Isabel disse naquele encontro foi muito precioso, porque, diz o evangelho, ela ficou cheia do Espírito Santo. E uma das coisas que ela disse foi: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”, louvação à Virgem que nós continuamos a fazer na Ave Maria.

Isabel tinha sido agraciada com a maternidade e já estava no sexto mês de gravidez. Ela estava vivendo dias de graça, de bênçãos. Depois de uma vida de humilhações pela esterilidade, já em idade avançada, estava gerando um filho anunciado pelo Anjo a Zacarias, seu esposo. Sua vida é, agora, uma emoção só. E com a chegada de Maria, ela se sente tomada de alegria, cheia do Espírito Santo, como diz o Evangelho.

Maria foi à casa de Isabel, viajando de tão longe, para servir à sua prima idosa, naquela hora delicada de sua vida. Foi para oferecer sua companhia e seus préstimos, amparando a vida que estava chegando e a saúde de sua parenta. Foi também levar o testemunho silencioso da obra de Deus em sua vida. E demorou-se por lá por três meses, os últimos meses de gravidez de Isabel até o parto. Talvez não haja nenhuma ligação, mas note que a visita de Jesus, isto é o seu ministério público, demorou três anos.

A visita de Maria não foi uma simples visita. Na Bíblia, o povo fala da intervenção salvadora de Deus como de uma visita. Quando Jesus esteve em Naim, e ressuscitou o filho da viúva, espalhou-se o comentário: “Deus visitou o seu povo”. A visita de Maria é a visita de Deus. Ela leva a bênção de Deus, aliás, ela leva Deus mesmo, pois estava grávida de Jesus.


Guardando a mensagem

Como foi preciosa a visita da mãe do Senhor à família de Isabel. Ela não levou nenhum presente especial, a não ser o filho de Deus em suas primeiras semanas de gestação. Isabel reconheceu na visita de Maria uma graça especial de Deus, ficou radiante, sua criança pulou de alegria. Quem deu a Isabel o conhecimento de que Maria era a mãe do seu Senhor? O Espírito Santo. Precisamos hoje do Espírito Santo para reconhecer a graça da visita do Senhor. Celebramos hoje, com a Igreja, a Virgem que apareceu no México ao índio Juan Diego, um catequista santo, em sinal de proteção aos pequenos e oprimidos: Nossa Senhora de Guadalupe. Essa aparição foi como uma visita de Maria ao povo sofrido da América Latina, de quem agora é padroeira. Ela nos traz Jesus e o seu evangelho, evangelho da vida e da fraternidade.

Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? (Lc 1, 43).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a visita de tua mãe Maria à sua prima necessitada, em sua condição de idosa e gestante, era já uma imagem de tua visita à nossa humanidade. Inclusive, ela se demorou lá por três meses, como tu te demoraste por três anos em teu ministério público. Na oração diária, sempre repetimos as palavras do canto de Zacarias: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo”. Tua primeira vinda foi celebrada, então, como uma visita, “a visita do sol nascente que vem iluminar os que estão nas trevas”, como dizemos com o canto de Zacarias. Queremos, te recomendar,
Senhor, as visitas que faremos ou receberemos neste final de ano: que, em todas elas, possamos como Maria, te levar aonde formos e como Izabel, reconhecer a graça de Deus que nos visita. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, faça uma lista das pessoas com quem pretende entrar em contato neste final de ano. Firme o propósito de em cada contato, abrir portas para a visita de Jesus.

Comunicando

Faltam 3 dias para o início da Novena de Natal. Preparamos uma novena a partir dos textos bíblicos da liturgia de cada dia. É a Novena do Emanuel. Ela será apresentada no rádio e nas redes sociais. Em nosso Canal do Youtube, a novena será apresentada às 20 horas. Já estamos lhe enviando, hoje, o e-book pra você acompanhar a novena. O e-book é o livrinho da novena para ser lido no seu celular. Segue também o texto em PDF pra quem quiser imprimir e ter o texto em mãos. Vou pedir-lhe um favor: compartilhe o e-book com pelo menos 5 pessoas.

Uma semana de paz e bênçãos pra você.
E até amanhã, se Deus quiser.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Reconhecer Jesus




11 de dezembro de 2022

3º Domingo do Advento

EVANGELHO



Mt 11,2-11

Naquele tempo, 2João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, 3para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?”
4Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: 5os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. 6Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”
7Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.
Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. 10É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.



MEDITAÇÃO


Vão contar a João o que vocês estão ouvindo e vendo (Mt 11, 4)

Estamos na preparação do encontro com o Senhor que vem. E, hoje, celebramos o terceiro domingo do Advento. Podemos centrar nossa reflexão deste domingo na palavra RECONHECER. 

Nós temos dificuldade em reconhecer o valor do outro, a grandeza do outro, a manifestação divina que há em cada pessoa. Sua família, seus amigos, sua comunidade cristã: você sente que ficam aquém do que você merece, do que você sonha. Ficamos sempre esperando um outro... um outro amor, um outro emprego, um outro ano. O que temos não nos parece bom o suficiente. 

Já festejamos tantos natais que podemos estar um tanto anestesiados. Fazendo memória do nascimento de Jesus, nós somos convidados a reconhecer o Enviado, o Verbo, o Filho de Deus na criança pobrezinha de Belém. Podemos dizer ainda melhor: reconhecer Jesus em sua humanidade. Humanidade vivida na casa de Nazaré, na carpintaria de José, nas peregrinações a Jerusalém, nas andanças de profeta pelas cidades e vilas, na cruz dos perseguidos, no túmulo oferecido por José de Arimateia. Reconhecer Deus em sua humanidade. "O Verbo se fez carne e habitou entre nós". 

Foi o que aconteceu no tempo de Jesus. Não o reconheceram como Messias. Ele não preenchia as expectativas daquele gente. O próprio João Batista ficou em dúvida. Será que esse Jesus é  mesmo o que foi anunciado pelos profetas, o Messias? Mandou alguns discípulos indagar se era ele mesmo ou se deviam esperar outro.

João anunciou um Messias com acentos bem particulares. Na linha do profeta Malaquias, João falava de um Messias que vinha com o fogo do julgamento. Iria recolher o trigo no celeiro, mas iria tocar fogo na palha. Seu machado já estava posto à raiz das árvores. Quem não desse fruto, seria cortado. Um Messias implacável como o fogo do fundidor, separando o ouro das impurezas com o calor do seu julgamento. E Jesus parecia que não estivesse batendo com essa expectativa de Messias. Pelo contrário, ele mostrou-se manso e humilde de coração, próximo do povo, amigo dos pecadores. Não um juiz implacável, mas um pastor que vai atrás da ovelha perdida. Não um lenhador de machado na mão, mas um agricultor semeando a sua semente. Não um fundidor assoprando o seu forno com o fole, mas um pai abrindo as portas de casa para receber o filho que volta. Um Messias surpreendentemente diferente.

João Batista ficou confuso. Ele já apresentara Jesus ao povo, como Messias. Mas, a coisa não estava batendo. Mandou saber. Em resposta, Jesus mandou os emissários observarem e relatarem o que estavam vendo e ouvindo. A ação de Jesus, como Messias, no meio do povo, estava na linha do profeta Isaías. Para essa tradição profética, o tempo do Messias é o tempo do retorno dos exilados à casa, o tempo da libertação dos humilhados.

João Batista pode ficar sossegado em sua prisão, Jesus é o Messias prometido por Deus. A novidade é que ele está restaurando a aliança de uma forma que ninguém tinha imaginado: próximo do povo, cuidando das feridas de quem foi assaltado e espancado, contando histórias de reconciliação e vida nova ao povo, festejando a conversão dos pecadores, pastoreando o seu rebanho e arriscando sua vida em defesa de suas ovelhas.


Guardando a mensagem

Vão contar a João o que vocês estão ouvindo e vendo (Mt 11, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
este tempo de advento, preparando-nos para o teu natal e para tua segunda vinda, é uma grande convocação para a conversão. É como se vivêssemos no tempo de João Batista, um tempo de preparação para a tua chegada. Dá-nos, Senhor, acolher os apelos deste tempo abençoado e voltarmo-nos para ti de todo coração. Concede que brote de nossos corações, abrasados por tua palavra, gestos de partilha e solidariedade com os irmãos mais pobres e sofredores. Neles, queremos reconhecer tua presença. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

A partilha e a solidariedade, recomendadas por João na preparação para a chegada do Messias, são sinais de conversão. Afastando-se do egoísmo e da indiferença, o convertido mostra que se importa com a dor e o sofrimento dos seus irmãos. 

Comunicando

Ontem, em Alagoas, visitei a fazenda da Esperança do município de Poço das Trincheiras. Os acolhidos dão testemunho: o amor de Deus, manifesto na acolhida e no cuidado, muda uma vida, renova uma história. Hoje, faço show em Ibimirim, na Diocese de Floresta, cidade do sertão pernambucano. Dia 15, começa a Novena de Natal. Vamos divulgá-la?

Um domingo abençoado. 
Até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb









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