BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Cuide bem de sua casa.



   22 de outubro de 2025  

Quarta-feira da 29ª Semana do Tempo Comum

Memória litúrgica de São João Paulo II


   Evangelho.   


Lc 12,39-48

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39“Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.
47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

   Meditação   


Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? (Lc 12, 42)

Nós aguardamos a volta de Jesus. Estamos esperando a sua nova vinda. A sua vinda será um momento de júbilo para uns e de juízo para outros. Por isso, apesar da alegria da espera, ficamos um tanto temerosos.

Vigilância é a palavra-chave do evangelho de hoje. As comunidades, depois de Jesus, deram muita ênfase a essa recomendação de Jesus para o tempo da espera, o tempo em que ele estaria fora. Eu disse ‘fora’, mas ele está sempre conosco, você sabe. “Vigiem, porque vocês não sabem a hora em que virá o Senhor!” Jesus contou pequenas parábolas para isso ficar bem clarinho. Falou do pai de família que, se soubesse que o ladrão viria naquela noite, ficaria vigiando e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Falou do servo que o Senhor deixou tomando conta de sua casa, cuidando de sua família. O servo vigilante está atento e alimenta bem a família. O servo relaxado espanca os empregados e cai na farra e na bebida, descuidando-se de suas obrigações. O servo fiel e prudente vai ser muito bem recompensado. O servo relaxado vai ser despedido e castigado.

Jesus, com essa história, quis nos incentivar a estar sempre vigilantes. Nós cuidamos de algo de que fomos encarregados. E disso, seremos cobrados, vamos prestar contas. Na parábola, o empregado cuidava da casa do seu senhor, de sua família. Esse é um ensinamento importante: nós estamos encarregados de cuidar de pessoas, pessoas que podem estar sob nossa responsabilidade, mas não são nossa propriedade. Pai e mãe cuidam de sua casa, das pessoas que estão sob sua dependência. E precisam estar sempre atentos, vigilantes para o mal não penetrar em sua casa, como Jesus falou na parábola. Ele disse: “Se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada”.

O fato de Jesus estar demorando, não quer dizer que ele não vem. E não pode ser motivo para relaxamento, despreocupação, abandono da missão. Vigilância é o ensinamento de hoje.




Guardando a mensagem

Jesus alertou sobre a vigilância: estarmos atentos, acordados, despertos, não permitindo que o mal penetre em nossa casa, em nossa família. Na verdade, a casa que cuidamos é dele, pois aí estamos como encarregados, investidos de autoridade e de responsabilidade por ele mesmo. E é a ele que daremos conta. Cuidar das pessoas é a nossa missão. Vigilância é a nossa atitude permanente. Mesmo ele não voltando logo, precisamos estar sempre preparados, cumprindo bem nossas tarefas, realizando bem a nossa missão.

Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? (Lc 12, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
na parábola que contaste, tem o administrador fiel que cuidou bem de sua casa, alimentou bem seus dependentes, zelou para que tudo andasse direitinho, estava sempre vigilante, atento. E disseste: “Feliz o empregado que o senhor quando voltar o encontrar assim”. Nós queremos, Senhor, ser zelosos e vigilantes como esse empregado elogiado. Ajuda-nos, Senhor, a cumprir bem nossas obrigações em nossas famílias, em nossas comunidades; ajuda-nos a providenciar o necessário para vivermos dignamente e dá-nos sabedoria para conduzir bem aqueles que colocaste sob nossa responsabilidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Arrume um tempinho, hoje, para rezar por sua família. Faça como o empregado elogiado da parábola: cuide bem de sua casa.

Comunicando

Hoje é dia de Encontro dos Ouvintes. Será na cidade de Vitória de Santo Antão, área metropolitana do Recife, na Paróquia do Livramento. O encontro começa com o terço mariano às 18 horas, transmitido em uma cadeia de rádios, seguido da Santa Missa e Adoração Eucarística. No momento de louvor, última parte do encontro, teremos música e sorteios. Você pode nos acompanhar pelo rádio ou pelo Canal do YouTube. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Nosso patrão está chegando.


   21 de outubro de 2025  

Terça-feira da 29º Semana do Tempo Comum 


   Evangelho.   


Lc 12,35-38

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!”

   Meditação.   


Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar (Lc 12 ,37)

Você lembra da cara dos seus pais quando voltaram de uma viagem e encontraram a casa toda arrumadinha!! Puxa, eles ficaram muito contentes. E elogiaram sua responsabilidade, seu compromisso, seu esforço em fazer tudo bem feito. Esse é o tema do evangelho de hoje.

O tema é o da vigilância. Este tema é desenvolvido nos evangelhos, com diversas histórias e comparações. Recebemos uma tarefa e vamos prestar contas dela a qualquer momento. Precisamos estar atentos e vigilantes. Nada de dormir no ponto.

O empregado está esperando a volta do seu patrão, que foi a uma festa de casamento e volta a qualquer momento. É necessário que esteja acordado na hora em que o patrão voltar, para abrir a porta para ele, assim que bater. O patrão, de tão satisfeito, é quem vai por a mesa para o seu empregado.

Nessa alegoria, o senhor é o próprio Jesus. Ele viajou (é a ascensão ao céu), mas, vai voltar e ninguém sabe a hora certa em que vai chegar (é a sua nova vinda). O empregado sou eu, é você. Ficamos na responsabilidade de cuidar de sua casa, de sua família. A casa pode ser minha família (que não é minha), a minha comunidade (que não é minha), a organização a que pertenço. Nós não somos os donos, somos os empregados. Vamos prestar contas. Vamos ser avaliados. E a hora de sua chegada pode ser a qualquer momento, ele vem sem programação. Mas, vai ficar muito feliz se encontrar tudo em ordem. Vai cear com o seu empregado, contar as novidades de sua viagem, mostrar sua gratidão e sua confiança nele.

É certo que ele vem. E vem, definitivamente, no final dos tempos. Mas, de verdade, vem sempre. Vem numa grande oportunidade. Se não estamos preparados, perdemos (uma promoção, um concurso, um casamento, uma porta de realização, um salto em nossa vida espiritual). É, ele sempre vem. Se não vem, manda chamar a gente. É a morte. Essa é a hora da avaliação de nossa vida. Aprovados, iremos para o banquete eterno que ele mesmo nos servirá. Se não manda chamar, manda um aviso. É a doença. A doença me diz: você não está aqui pra sempre, você é frágil; você recebeu uma tarefa: valorize mais os meios que lhe foram dados para realizar a sua missão: a saúde, as pessoas que lhe querem bem, as qualidades, as capacidades que Deus lhe deu.




Guardando a mensagem

Jesus contou várias histórias ou alegorias para enfatizar a necessidade de estarmos vigilantes, no período de sua ausência física. Ele nos deixou responsáveis por sua missão, por sua casa, pelo bem do seu povo. Nós não sabemos quando ele voltará. E como ele não tem hora pra chegar, há sempre a tentação de a gente relaxar na execução das tarefas ou de abandonar o nosso posto de responsáveis. Ele chega a qualquer hora. Precisamos estar atentos, vigilantes, ativos. De prontidão. A alegria dele é, na hora em que chegar, ele nos encontrar acordados, à sua espera.

Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar (Lc 12 ,37)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
disseste “que os seus rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas”. Rins cingidos é estar com o cinto afivelado, em posição de quem está pronto para sair ou realizar uma tarefa. Lâmpadas acesas é também o sinal de vigilância, de se estar desperto, de olho no que está acontecendo. Estás nos orientando, Senhor, a assumir uma postura de fidelidade e vigilância, na tensão de tua vinda a qualquer momento. Nós queremos esperar a tua volta, de maneira ativa, comprometida, operante. Queremos ver a tua expressão de satisfação, na tua volta, aos nos encontrares acordados, vigilantes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Durante o dia de hoje, diga várias vezes essa invocação que está no livro do Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22, 20).

Comunicando

Você que mora mais perto do Recife, organize a sua caravana para estar conosco no dia 22 de novembro, no Show "Quando dezembro chegar". Será a gravação do meu novo DVD. Para maiores informações, visite o site www.amanhecer.org.br ou mande uma mensagem para 81 9521-6909.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O pecado da avareza



   20 de outubro de 2025.   

Segunda-feira da 29ª Semana do Tempo Comum



   Evangelho.   


Lc 12,13-21

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.
16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.



   Meditação.   


Tomem cuidado contra todo o tipo de ganância (Lc 12, 15)

Garanto que você, em sua vida, já conheceu uma pessoa gananciosa. O ganancioso é uma pessoa antenada com qualquer situação em que possa faturar, lucrar mais, aumentar suas posses. Uma coisa é a luta de cada dia pela sobrevivência, com dignidade. Outra coisa é o olho grande, a fixação em ter coisas, a acumulação a qualquer custo.

A ganância se manifesta em muitas ocasiões. No evangelho de hoje, aparece na briga pela herança. Quanto aparece uma herança, se acaba qualquer vínculo de amizade, de respeito, de fraternidade. O ganancioso, parente ou não, quer açambarcar o mais que puder ou tudo, se possível. O dinheiro fala mais alto, o interesse pelos bens materiais pode dominar a pessoa. O ganancioso é um monstro, capaz de mentir, de prejudicar os outros, de manipular todo tipo de argumento para passar por cima do direito dos outros, em benefício próprio.

No caso de uma disputa por herança, é claro que é importante se procurar a partilha justa dos bens. Se de verdade, alguém se sentir prejudicado, tem direito de se defender e requerer os seus direitos, com os instrumentos do diálogo e, se necessário, da justiça. Mas, mesmo numa disputa por herança, a gente tem que se comportar como cristão. Cristão age, antes de tudo, movido pelo amor a Deus e aos irmãos; não age movido pelo dinheiro, seduzido pelos bens desta terra. Cristão não é um ganancioso, não faz do dinheiro um deus na sua vida.

Mas não é só nas disputas por herança que a ganância se manifesta. O ganancioso nunca fica satisfeito com o que tem. Está sempre correndo para ter mais. O pecado da avareza se manifesta em manter o pensamento fixo em ter coisas, subir na vida de qualquer forma, passar os outros para trás e não repartir nada com ninguém. Nessa situação, o avarento não é transparente e não se sensibiliza pela situação e pelo sofrimento dos outros.

Jesus ensinou: “Mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. Para ilustrar, Jesus contou a história de um homem rico. Depois que ele superlotou seus novos e maiores celeiros de trigo, foi dormir planejando usufruir toda a sua riqueza e morreu naquela mesma noite. Juntar tesouros para si mesmo é loucura, arrematou Jesus.




Guardando a mensagem

A palavra de Jesus hoje é para a gente ter cuidado com qualquer tipo de ganância. A felicidade não está em se ter muitos bens. Precisamos lutar com responsabilidade pelo pão de cada dia, procurando poupar também para o futuro, mas sem por nossa esperança no dinheiro, sem fazer das coisas um novo deus. Como reza o salmo 131: “Põe tua esperança no Senhor”, no Senhor, não no dinheiro. Ao morrer, não se leva nada, a não ser as boas obras que fizemos, a caridade que praticamos, o amor que devotamos a Deus e aos irmãos.

Tomem cuidado contra todo o tipo de ganância (Lc 12, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua palavra nos tem ensinado que não devemos por a nossa confiança nos bens desta terra, pois nossa vida aqui é uma passagem. Tu nos ensinas a buscar os bens que não passam, a viver com os olhos fixos nos bens eternos que já possuímos na esperança. No trato com os bens desta terra, nos ensinas a ser honestos, trabalhadores e solidários, fugindo de tudo que possa parecer avareza, ganância e egoísmo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Vale hoje um exame de consciência. Há algum sinal de ganância em suas preocupações, em suas atitudes?

Comunicando

E hoje tem Segunda Bíblica. Nosso encontro, no Youtube, começa às oito e meia da noite. Espero por você.

Quarta-feira, tem encontro dos ouvintes, na Paróquia do Livramento na cidade de Vitória de Santo Antão, área metropolitana do Recife. O encontro começa às 18 horas.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Não abaixe os seus braços!



  19 de outubro de 2025. 

29º Domingo do Tempo Comum

Dia Mundial das Missões


  Evangelho. 



Lc 18,1-8

Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo:
2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’
4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’”
6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”



  Meditação. 


E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? (Lc 18, 7)

O juiz e a viúva. A viúva tinha uma causa na justiça. O juiz era iníquo, não temia a Deus, não respeitava ninguém. As chances da viúva eram mínimas. É a situação de muita gente. Tendo um problema sério para resolver, encontra barreiras muito grandes para ultrapassar. Tem diante de si um sistema burocrático, a força do poder econômico, a má vontade de quem deveria encaminhar uma solução... é problema de trabalho, é problema de saúde, é problema de família. Problemas grandes, com pouca chance de solução. Não seria o seu caso?

Bom, na parábola que Jesus contou, a situação estava difícil para a viúva. Ela tinha uma causa na justiça. E o juiz não era confiável. A fama dele era de injusto, sem temor a Deus. Tudo levava a crer que o juiz demoraria demais a resolver o assunto e, claro, como não tinha compromisso com a justiça, iria prejudica-la, pois ela era a parte mais frágil, mais desprotegida.

Mas, não foi bem assim. Ela conseguiu que ele julgasse o processo logo e lhe desse ganho de causa. Olha que surpresa! E o que mudou a situação? Jesus deixou claro: a insistência da viúva. Frequentemente, ela estava na porta do juiz: “Faça-me justiça contra o meu adversário”. O seu pedido insistente, perseverante acabou chateando o juiz. Ele pensou: ‘vou resolver logo isso, senão essa viúva vai acabar com o meu juízo’. E resolveu logo. E resolveu dando razão a quem tinha razão, à viúva. Que história interessante!

Por que será que Jesus contou essa história? Com certeza, pra gente não desanimar diante dos problemas, pra gente não cruzar os braços diante de situações difíceis; ir à luta, insistir, lutar pelo certo, pela verdade, pela justiça... A viúva não ficou em casa, se lamentando.... “Estou perdida, eu sou uma pobre viúva, e aquele juiz é um sujeito corrupto”. Não, não ficou se lamentando. Foi à luta, enfrentou o magistrado, insistiu, cobrou, encheu a paciência daquele homem... Nada de ficar esperando pra ver no que vai dar, nada de se bloquear imaginando-se sem chance... ir à luta, enfrentar, cobrar, insistir. Entendeu?

A parábola também pode ser aplicada ao nosso relacionamento com Deus. Mesmo que Deus não tenha nada de parecido com o juiz da história, precisamos ser perseverantes naquilo que pedimos. É que Deus, como bom educador, quer ver a gente se mexendo pra encontrar solução para os problemas; quer que tenhamos um grau de compromisso com o que estamos pedindo; quer que cultivemos um sentimento de verdadeira confiança nele.

Nossa oração deve ser constante, perseverante. No livro do Êxodo, conta-se um fato curioso na batalha do povo de Deus contra os amalecitas. Moisés, no monte, rezava com as mãos elevadas, enquanto o povo lutava lá embaixo. “Enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, venciam os seus inimigos”. A vida é uma luta permanente. Não vencemos sem a força de Deus. Então, mantenha suas mãos erguidas, em prece, o tempo todo. Sem Deus, estamos perdidos.





Guardando a mensagem

A viúva da história de Jesus é um exemplo para nós. Diante de dificuldade quase intransponível, acreditou na sua causa e, de tanto insistir, terminou mobilizando o injusto juiz em seu favor, com o incômodo de sua cobrança persistente. Você mesmo tem coisas difíceis pra realizar, sonhos quase impossíveis pra conquistar. Aprenda da viúva do evangelho. Não fique de braços cruzados. Não se deixe vencer pelo desânimo, pelo cansaço. A vitória depende de sua perseverança, de sua insistência. Deus também, como um bom pai que é, gosta de dar um tempo quando a gente faz um pedido. Ele quer ver a gente se mexer com confiança e perseverança e amadurecer o grau de compromisso com aquilo que estamos pedindo. Só pais inexperientes dão tudo o que filho pede e na velocidade que ele deseja.

E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? (Lc 18, 7)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
quantas lições, aprendemos no teu santo evangelho! Hoje, nos dizes para sermos perseverantes, insistentes, chatos se for preciso, mas não desistirmos diante das dificuldades. E disseste isto comparando também com a oração. Deus não é como aquele juiz. Ele é um pai amoroso. Mas, é um pai que quer o nosso bem, e sabe se o que pedimos servirá mesmo para o nosso crescimento; e sabe a hora certa para nos conceder o que pedimos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Na sua Bíblia, procure o Salmo 120 (ou 121) para rezá-lo, hoje. Ele começa assim: “Eu levanto os meus olhos para os montes:/ de onde pode vir o meu socorro?”

Comunicando

Três acontecimentos marcam este domingo. O Dia Mundial das Missões, com o tema "Somos missionários da esperança entre os povos". A 82ª Romaria da Família Salesiana ao Santuário de N. Sra. Auxiliadora, em Jaboatão, área metropolitana do Recife. E a canonização de novos santos, em Roma, entre eles a Ir. Maria Troncatti, Filha de Maria Auxiliadora, uma irmã salesiana missionária que serviu generosamente entre indígenas do Equador.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Os operários são poucos.

 


   18 de outubro de 2025   

Dia de São Lucas, evangelista


   Evangelho.   


Lc 10,1-9

Naquele tempo,1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.
3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”.


   Meditação.   


Peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita (Lc 10, 2)

O evangelho de hoje - Dia do evangelista São Lucas - nos põe bem dentro do espírito missionário deste mês de outubro; e já vai nos preparando para o Dia Mundial das Missões que vamos celebrar amanhã, domingo, com o tema "Somos missionários da esperança entre os povos". 

Jesus está na sua grande e última viagem para Jerusalém. Vai em peregrinação para a Páscoa, com os seus discípulos. Está em missão. Nesse momento, cuida particularmente da formação deles. Do seu grande grupo de discípulos, escolhe setenta e dois e os envia dois a dois à sua frente. Eles partem em missão, visitando o povo, anunciando o Reino e preparando a passagem do Mestre.

Esse número 72 na escolha dos discípulos missionários pode ser entendido de mais de uma forma. Num primeiro envio, ele mandou 12, numa clara alusão ao povo de Deus, o povo das 12 tribos. O envio dos 72 está em continuação com a missão dos 12, pois trata-se de um múltiplo de 12 (6x12). Outro simbolismo está nas nações do mundo descritas no livro do Gênesis (Gn 10; Ex 1,5; Dt 32,8). Sendo 72 o número das nações, essa escolha pode significar o alcance da missão que é chegar a todos os povos. Também este significado sublinha o caráter missionário desse envio dos setenta e dois.

Jesus preparou essa partida missionária com várias recomendações. E começou por essa constatação: ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita’. São poucos os trabalhadores, sabemos bem, para tanta necessidade, tanto trabalho a fazer, num mundo que vai se descristianizando rapidamente, com tanta gente que nunca ouviu falar seriamente de Jesus... Mas, ao lado dessa constatação, há a indicação de Jesus de que o Pai, que é o dono do campo, é ele quem provê de missionários a sua Messe. Precisamos pedir ao Pai o dom da vocação, o envio de missionários para a colheita.

A vocação é um chamado de Deus. Pede uma resposta da gente. Se a vocação é, em primeiro lugar, uma iniciativa de Deus, Jesus tinha razão quando pediu pra gente rezar ao Pai. Ele disse: ‘Peçam ao dono da messe, que mande operários para a sua messe’. Deus é quem chama. Ele é quem põe no coração da gente o desejo da consagração, o elã do serviço, a inclinação para nos unirmos a Jesus no seu ministério, em favor do povo.

A oração pelas vocações tem sido uma recomendação da Igreja a todos nós. Diante de tantas necessidades, da fome de Deus que tem esse mundo, das periferias existenciais desassistidas, sentimos a falta de missionários, de animadores cristãos, de agentes de pastoral, de religiosos, diáconos e padres que continuem a anunciar o Reino e apresentar Jesus salvador a todas as pessoas.

O chamado é de Deus. Mas, a resposta é com a gente e pode até, infelizmente, ser negativa. É verdade que esse chamado nos chega pela mediação de alguém, de muitos sinais, de muitas situações. Alguém nos transmite esse convite, pelo testemunho, pelo estímulo. As urgências das situações também nos transmitem o convite de Deus. Mas, é verdade, a escolha é, por primeiro, uma iniciativa de Deus.




Guardando a mensagem

Jesus envia setenta e dois discípulos em missão. Eles partem, de dois em dois. Antes do grupo partir, Jesus partilhou com eles o seu sentimento sobre as enormes necessidades e as grandes demandas para a evangelização no seu tempo. A messe é grande. Lamentou a quantidade pequena de braços à disposição. Os operários são poucos. Assim, insistiu com eles para pedirem ao Pai, que é o dono do campo, operários para a colheita. A vocação é um chamado de Deus, uma iniciativa dele, em vista das necessidades do seu povo. Pedir operários é reconhecer que ele é o dono da Messe, que é ele quem convoca e sustenta seus missionários e que ele conta com a resposta generosa e fiel dos convocados.

Peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita (Lc 10, 2)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos mandaste pedir ao Pai, operários para o seu campo, para a sua colheita. Queremos, hoje, Senhor, pedir ao Pai esse dom maravilhoso da vocação para o serviço do Evangelho. Mas, também, devemos, como Isaías fez diante do trono de Deus, colocar-nos à disposição: “Eis-me aqui, envia-me”. Igualmente, precisamos pedir, Senhor, o dom da perseverança, da fidelidade. É o caso de o missionário não somente ser convocado e alistar-se para o trabalho, mas perseverar na sua entrega, no seu serviço, superando dificuldades, tentações e sofrimentos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sendo hoje o dia de São Lucas, o evangelista que escreveu esse texto que estamos meditando, fica bem você, hoje, abrir esse lindo evangelho e ler como foi a volta dos setenta e dois da missão (Lucas 10, 17-20).

Comunicando

O show do dia 22 de novembro leva esse título "Quando dezembro chegar". Será a gravação do meu novo DVD, no Recife, preparando um natal de paz. Contar com a sua presença, seria um grande presente para nós. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Um dia, a máscara cai.



   17 de outubro de 2025.   

Dia de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir

   Evangelho.   

Lc 12,1-7

Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido.
3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados.
4Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno.
Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.

  Meditação.   

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (Lc 12, 1)

Hipocrisia significa fingimento, falsidade. Gente falando bonito, mas, por trás, fazendo feio. É o que acontecia com os fariseus do tempo de Jesus. É o que acontece com os fariseus de hoje.

Jesus até admirava os fariseus. Eram pessoas muito religiosas, muito praticantes, muito apegadas aos textos da Lei de Deus e às suas tradições. O povo também gostava dos fariseus e lhes tinha uma grande admiração. Achavam que era gente muito santa, muito de Deus. Mas Jesus observava bem e via que eles mais aparentavam do que de fato eram de verdade. Havia mais aparência do que realidade. Exibiam-se como muito devotos, mas viviam disputando cargos, visibilidade e buscando suas vantagens. Jesus também censurava os fariseus porque eles viviam preocupados com o secundário, como os detalhes da Lei. Preocupados com coisas miúdas, esqueciam-se do principal: o amor e o respeito pelos outros; a compreensão com as fraquezas dos outros; o amor a Deus de todo coração e não só da boca pra fora. Por tudo isso, Jesus está nos dizendo hoje: ‘tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia’.

Nossa cultura privilegia a aparência. Vivemos a sociedade da imagem. Vale o que parece ser. Na foto, todo muito sai sorrindo, já notou? Tem cada sorriso forçado, que dá até medo. Vamos caminhando para um mundo do faz-de-conta. É a ditadura da hipocrisia. A verdade passa longe. O nosso é o mundos dos fariseus. Jesus disse claro: “Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido”. Isso quer dizer que um dia a máscara cai e a verdade aparece.

Jesus está chamando a atenção da hipocrisia dos fariseus pra gente não cair no conto do vigário dos fariseus de hoje. E também pra gente não imitá-los, não ser hipócritas como eles. Ao contrário, como ele disse: “o seu sim, seja sim; o seu não, seja não. O mais vem do maligno’. Nada de fazer cara de santinho e nos bastidores proceder de maneira diabólica. Bonzinho e gentil fora de casa, rabugento com a família. Nada de farisaísmo. Bons e verdadeiros, sempre.




Guardando a mensagem

Jesus chamou a atenção dos discípulos e do povo para a hipocrisia dos fariseus. Eles pareciam santos, praticantes e dedicados a Deus para impressionar, para manter sua influência sobre o povo, para se manterem na liderança. Mas, era jogo de cena, aparência, fachada. E Jesus nos dizendo isso, pra ninguém se deixar enrolar por esses tipos e pra gente não permitir que dentro da comunidade cristã prosperem comportamentos deste tipo.

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (Lc 12, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há muito de fariseu hipócrita ainda em nós e ao nosso redor. Mas queremos levar a sério a tua palavra, nos precavendo contra esse tipo de comportamento. Ajuda-nos, Senhor, a sermos bons cristãos e não apenas parecermos bons; a sermos pessoas da verdade, sem aliança de nenhum tipo com a mentira e a falsidade; e a não nos deixarmos iludir por uma cultura da aparência e por lobos vestidos de ovelhas. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade e a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Preste atenção, hoje, para identificar, se em você ou ao seu redor, há sinais de hipocrisia. A hipocrisia é o fermento dos fariseus.

Comunicando

Salve aí na sua agenda: 22 de novembro, gravação do meu novo DVD num show imperdível: "Quando dezembro chegar". 
Sua vinda a Recife vai ser inesquecível. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 






Eles tomaram a chave da ciência.



   16 de outubro de 2025.   

Quinta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.  


Lc 11,47-54

Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.
49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 
52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.
53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

   Meditação.   


Ai de vocês, mestres da Lei, porque vocês tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram e ainda impediram os que queriam entrar (Lc 11, 52).

Uma acusação muito forte, esta, feita por Jesus. “Ai de vocês, mestres da Lei, porque tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e ainda impediram os que queriam entrar”. Uma acusação contra os mestres da Lei. Quem eram os mestres da lei do tempo de Jesus? Gente que tinha estudado muito as Escrituras Sagradas; pessoas que tinham frequentado grandes mestres, como Paulo que estudou com um professor muito famoso chamado Gamaliel. Os mestres da lei, que afinal eram do grupo dos fariseus ou dos saduceus, tinham muita influência sobre as pessoas, pois conheciam bem os textos sagrados e instruíam o povo sobre como se devia praticar as tradições religiosas.

Jesus logo percebeu que aquela sabedoria toda daqueles homens era usada em vantagem própria: era fonte de muito prestígio para eles e de muito poder sobre o povo. Por isso, lhes fez várias críticas. Denunciou que eles exibiam santidade, mas por dentro eram violentos e interesseiros. Mais de uma vez, os chamou de sepulcros caiados. Jesus igualmente chamou a atenção dos seus discípulos para a vaidade e o exibicionismo de suas esmolas, de suas orações em público, de seus jejuns. Eles impunham um grande peso nas costas do povo, com tantas normas a serem cumpridas. Mas, eles mesmos nem de longe as praticavam.

Tanto conhecimento, tanta ciência.... mas, não em vantagem do Reino de Deus, do crescimento do povo, mas, sim, utilizados para manterem-se como uma elite, desfrutando privilégios e desclassificando os mais pobres.




Guardando a mensagem

Jesus bateu de frente com os mestres da Lei do seu tempo. Denunciou que, com o seu grande saber religioso, eles estavam não só se esquivando do anúncio do Reino de Deus, mas também obstruindo a adesão do povo. É necessário que os nossos ministros estudem e estudem muito para servir ao povo de Deus, com qualidade, com conhecimento, com a segurança da doutrina e a pedagogia de mestres de espírito. Mas, há sempre o perigo desse muito estudo acabar por constituir uma elite apartada da comunidade, disputando privilégios e fazendo desse conhecimento uma fonte de opressão sobre as pessoas. Pior ainda se, pelos títulos acadêmicos conseguidos, o evangelizador chegar a desprezar a fé dos simples e suas expressões religiosas. Aí realmente fica valendo para eles esse “ai de vocês” profético de Jesus.

Ai de vocês, mestres da Lei, porque vocês tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram e ainda impediram os que queriam entrar (Lc 11, 52).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o teu compromisso com a boa notícia do amor de Deus e com os destinatários dessa boa nova te levaram a anunciar o Reino de Deus, especialmente pela proximidade das pessoas. Esse é o mistério da tua encarnação. Tu és o verbo de Deus que se abaixou para nos encontrar em nossa condição frágil e pecadora. Por isso, não querias que os teus missionários confiassem mais nas estratégias do que na força da mensagem. E denunciaste os pregadores que usavam de sua ciência e de seus muitos conhecimentos para reforçarem seus privilégios e desqualificarem o povo em sua condição de povo em aliança com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O conhecimento da fé é um direito sagrado de todo cristão, não só de um pequeno grupo. Talvez você precise vencer certa passividade e procurar os meios disponíveis para o aprofundamento da fé cristã: catequese, leituras, cursos, retiros... 

Comunicando

Hoje, temos a Santa Missa às 11 horas, rezando pelos associados e ouvintes. Você acompanha a celebração pela Rádio Amanhecer e emissoras parceiras e pelo meu Canal do Youtube.

E, por favor, marque aí na sua agenda: 22 de novembro tem gravação do meu novo DVD, com o show "Quando dezembro chegar". Será um evento inesquecível, preparando o seu coração e a sua família para um natal de paz. 22 de novembro, no Ginásio de Esportes do Colégio Salesiano do Recife, a partir das 18 horas. Ingressos à venda pelo Sympla.com.br, na AMA e nas Livrarias Católicas da cidade. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Ser muito religioso não é tudo.


   15 de outubro de 2025    

Quarta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Dia de Santa Teresa de Jesus

   Evangelho. 


Lc 11,42-46

Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”.
45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insulta-nos também a nós!” 46Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”.

   Meditação.   


Ai de vocês, fariseus! (Lc 11, 42)

Não basta sermos religiosos. Precisamos ser verdadeiros, autênticos. No tempo de Jesus, o povo de sua terra era muito religioso. Sobressaiam os fariseus, uma confraria de homens devotos e praticantes da Lei. No final do primeiro século, quando os judeus tinham perdido a guerra contra os romanos e tinham se espalhado pelo estrangeiro, a influência dos fariseus ficou ainda mais forte. Eles pareciam ter o modo mais certo e seguro de praticar a sua religião. Neste contexto, as comunidades cristãs, que nasceram no seio das comunidades judaicas, ficaram meio inseguras. Foi nesse tempo que os evangelistas reuniram em seus escritos as críticas que Jesus tinha feito àquela religiosidade baseada no cumprimento da Lei.

Os antigos profetas, às vezes, ficavam bravos com o povo e com suas lideranças quando se desviavam da Aliança com Deus. Nessa oportunidade, eles lançavam os “ais” sobre o povo. Era uma forma de condenação das coisas erradas que estavam acontecendo. Jesus também se utilizou desse expediente. No caso dos fariseus, por exemplo, ele foi forte. No texto de hoje, tem quatros “ais” lançados contra a religiosidade doentia deles.

O que Jesus disse sobre os fariseus daquele tempo, com certeza, também serve para nós, hoje. A nossa prática religiosa pode sempre ser corrigida e melhorada, não é verdade? Então, vamos ouvir com atenção os “ais” de Jesus contra os fariseus. E se a carapuça cair em nossa cabeça, vamos assumi-la como uma chamada de atenção de Jesus para sermos mais verdadeiros e autênticos.

O primeiro “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia do seu legalismo. Eles se concentravam em coisas secundárias e deixavam de lado as mais importantes. Pagavam o dízimo de coisas pequenas (por exemplo da hortelã, do arruda, de outras ervas), mas deixavam de lado a justiça e o amor de Deus. Legalismo.

O segundo “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia de sua busca de privilégios. Eles eram bem vistos e reverenciados pelo povo. Assim, adoravam ser saudados pelo povo nas praças e disputavam lugares de honra nas sinagogas e nos jantares. Busca de prestígio e de privilégios.

O terceiro “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia contra o culto da aparência. Jesus os comparou com túmulos escondidos debaixo da grama por onde se anda. O externo é uma coisa, o interno... sai de perto. O culto da aparência.

O quarto “ai de vocês, mestres da Lei” foi uma denúncia de sua incoerência. Não faziam o que pregavam. Sobrecarregavam o povo de cargas insuportáveis, mas eles mesmos não mexiam uma palha. Incoerência.




Guardando a mensagem

Uma religiosidade baseada no cumprimento de normas, como a que viviam os fariseus, corre o risco de ser uma coisa estéril, com graves defeitos: legalismo, busca de privilégios, culto da aparência e incoerência. Fingindo o louvor de Deus, estão na verdade defendendo seu status quo e ampliando seus privilégios. A verdadeira religião leva à conversão do coração, à verdade, à caridade, à fraternidade.

Ai de vocês, fariseus! (Lc 11, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
as críticas que dirigiste aos fariseus nos assustam. E nos assustam porque o farisaísmo é sempre uma tentação permanente em nossa vida. Mas é sempre muito bom ouvir tua palavra que nos corrige, nos adverte, nos orienta no caminho da verdade e da vida. Concede, Senhor, que, apesar de nossa fraqueza, o teu Santo Espírito nos conduza pelos teus caminhos. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Dentro do espírito missionário deste mês, compartilhe a Meditação com os seus contatos. Compartilhar é evangelizar. 

Comunicando

Dentro do clima do mês das missões, a AMA celebra hoje um dia missionário, uma jornada de atividades na sede da associação para aquecer o coração missionário dos ouvintes e associados. AMA é a Associação Missionária Amanhecer, uma grande família comprometida com a evangelização nos meios de comunicação social. Que tal você também fazer parte dessa família? Para saber mais, visite o nosso portal: https://amanhecer.org.br/ ou faça contato pelo zap da Central do Sócio: https://w.app/ama-centradosocio (81 99985-1528).

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A limpeza do coração.



   14 de outubro de 2025  

Terça-feira da 28ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Lc 11,37-41

Naquele tempo, 37enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.



   Meditação.   


Vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora, mas o seu interior está cheio de roubo e maldades (Lc 11, 39)

Um fariseu convidou Jesus para jantar em sua casa. E Jesus aceitou. Sentou-se à mesa na casa dele e começou a fazer a refeição. O fariseu ficou 'passado': o quê?! Ele come sem lavar as mãos antes da refeição! Ficou escandalizado.

Por que o fariseu ficou assim tão escandalizado? Porque Jesus estava descumprindo uma de suas normas religiosas. Eles viviam doentiamente focados na ideia de pureza. Para estar em comunhão com Deus, achavam que tinham que evitar tudo o que pudesse torná-los impuros no contato com pessoas de má reputação, sobretudo estrangeiros, ou com coisas que consideravam impuras, como o sangue. E tinham muitas regras em relação à alimentação. Na comida, vários alimentos eram terminantemente proibidos, como, por exemplo, a carne de porco e outros tipos de animais de casco fendido. E, para se manterem rigorosamente limpos, puros, havia maneiras corretas de se lavar os pratos e os copos e ações externas de purificação como era o caso de lavar as mãos ou banhar-se antes da refeição. Lavar as mãos não era apenas um hábito higiênico, era um item das leis de pureza. Sem isso, a pessoa ficava contaminada, suja, impura religiosamente. Eles viviam uma excessiva preocupação com o exterior.

Imagine se Jesus estava ligando pra isso! Nem ele, nem os discípulos dele. O problema não é o que está fora, pensava Jesus. Problema é o que está dentro. Ali mesmo, no jantar, ele disse ao fariseu: ‘vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora. O interior de vocês é que está sujo, podre, cheio de roubos e maldades’.

O fariseu ficou escandalizado porque Jesus foi comer sem lavar as mãos. Isso só mostrava claramente a sua excessiva preocupação com o exterior, a ideia fixa da pureza legal. A religião que eles praticavam era especialmente de cumprimento de mandamentos e normas. Escandalizado porque Jesus não lavou as mãos, mas olhe só!... Eles eram cumpridores de centenas de normas e leis, mas descuidavam-se do principal da Aliança: a justiça, a misericórdia, a piedade. Cuidavam da limpeza exterior, mas o interior é que estava sujo.





Guardando a mensagem

A gente honra a Deus com os lábios, com a boca, quando reza, quando louva, quando canta um hino. Nós também o honramos quando dizemos que o amamos, que o reconhecemos como nosso Criador e Pai. Honrar a Deus com os lábios, com a boca, é uma coisa santa. Mas, lamentou Jesus em certa ocasião, ‘este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim’. O problema, então, está no coração: se ele está longe ou perto de Deus. O coração bem que pode estar cheio de coisas ruins, de maldades, de violência, de mágoas, de ódio. O fariseu estava preocupado com a pureza exterior. Jesus estava preocupado com a pureza interior, com o que tem dentro do coração.

Vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora, mas o seu interior está cheio de roubo e maldades (Lc 11, 39)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ainda vivemos preocupados com o exterior, com a aparência, com o cumprimento da norma pela norma. Naquela história que tu contaste, o irmão mais velho do filho pródigo cumpria todas as suas obrigações para com o seu pai, formalmente. Mas, não teve um coração misericordioso com o seu irmão que voltou arrependido, não teve caridade para com ele. De que adianta ter sido tão trabalhador, mas não ter tido misericórdia do seu irmão? Os fariseus do teu tempo faziam tudo certinho nas suas práticas religiosas, mas excluíam os pequenos, descriminavam os pobres, oprimiam os humildes. Obrigado, Senhor, por este ensinamento: menos preocupação com o exterior, a aparência e mais atenção com o que vai no coração de cada um, onde nascem as opções e as ações do ser humano. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Bom, lavar as mãos não deixa de ser importante para a nossa saúde. Mas, é bom lembrar, hoje, ao lavar as mãos antes da refeição, que é mais importante e necessário purificar o seu interior. E isso se faz com um bom exame de consciência, um ato de contrição, e se necessário, uma boa confissão. 

Comunicando


Ontem, tivemos mais uma Segunda Bíblica. Não deixe de conferir mais este estudo, no YouTube.

Amanhã, no contexto do mês de outubro-mês das missões, realizaremos o dia missionário, com várias ações a partir da sede da associação para acordar o coração missionário dos irmãos. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A resposta certa à pregação do Reino.



  13 de outubro de 2015   

Segunda-feira da 28ª Semana do Tempo Comum


 Evangelho   


Lc 11,29-32

Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.
30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.

   Meditação   


No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Parece que Jesus andava meio decepcionado... A pregação do Reino bem merecia uma acolhida mais entusiasta. Sua palavra, seus milagres... tanto esforço, tanto compromisso da parte dele e, ao que parece, pouco resultado. Certamente, por isso, ele estava dizendo: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”.

Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Ele, a mando de Deus, pregou por três dias na grande cidade, anunciando o castigo de Deus sobre todo aquele povo. Castigo por conta de sua impenitência, de sua vida de maldade e violência. E o povo de Nínive, diante daquela pregação do profeta, tomou consciência de sua condição e implorou a misericórdia de Deus. Acolheu a pregação de Jonas como um convite urgente à penitência e à conversão. Do pequeno ao grande, do pobre ao rei, todos se sentaram em cinzas e pediram perdão de seus pecados. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Uma convocação à conversão. Mas, também um sinal da misericórdia de Deus, pois Deus, tendo desistido do seu intento de destruir tudo, mostrou a sua bondade, dando o seu perdão.

Esse sinal de Jonas para o povo do seu tempo estava sendo reeditado na presença de Jesus, na sua pregação. Como Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, assim Jesus seria para o povo do seu tempo. Jonas pregou por três dias, cobrindo toda aquela cidade pagã. Jesus pregou por três anos, percorrendo todo o país. Ele também trazia um convite urgente à conversão. Ele começou sua missão, convidando todos a acolherem o Reino que estava se aproximando: "convertam-se e creiam no evangelho". O convite à conversão, na verdade, é um convite à acolhida da misericórdia de Deus.

Jesus estava lembrando que o povo de Nínive recebeu melhor o profeta Jonas do que o seu povo a ele. Converteu-se à pregação de Jonas. E ali, Jesus não estava encontrando a mesma acolhida, nem a mesma disposição para a conversão. O povo de Nínive iria ser juiz daquele povo do tempo de Jesus. E iria condená-lo. E quem estava ali anunciando a mensagem de Deus para eles não era simplesmente alguém como Jonas. Como ele mesmo disse, ali estava alguém maior que Jonas, o próprio filho de Deus. 





Guardando a mensagem

O povo pagão de Nínive converteu-se à pregação de Jonas. O povo de Deus do tempo de Jesus respondeu com indiferença à sua pregação. E um bom grupo reagiu com violência à boa notícia anunciada por ele. A pregação do Evangelho, que anuncia o Reino de Deus, continua hoje e chega até você e à sua família. Como é que vocês estão reagindo a esse anúncio que pede conversão e acolhida do amor de Deus? Como o povo de Nínive? Como o povo do tempo de Jesus?

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa página do Evangelho vem reforçar nossa caminhada cristã, que é um permanente convite à conversão, à acolhida da vida nova que tu nos alcançaste em tua cruz. Concede-nos, Senhor, que vençamos a indiferença, que é atitude típica do nosso tempo: o não ligar, o deixar pra lá, o não dar importância. Que a tua Palavra encontre abrigo em nossos corações e em nossas vidas, nos animando num processo de verdadeira conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A conversão é a nossa resposta à pregação da Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, hoje, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.

Comunicando

E prepare a sua bíblia e o seu caderno, porque hoje tem Segunda Bíblica. Estamos estudando o livro dos Atos dos Apóstolos. Nosso encontro bíblico desta segunda-feira começa às oito e meia da noite, no meu Canal do Youtube. E eu estou contando com o seu interesse pela Palavra de Deus. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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