BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Como tirar o cisco do olho do seu irmão




09 de setembro de 2022

Sexta-fera da 23ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO

Lc 6,39-42

Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás
enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.


MEDITAÇÃO


Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão (Lc 6, 42)

A sensação de ter um cisco no olho é uma coisa muito chata. É o tal do argueiro. E a pessoa mesma pode tirar o cisco do seu próprio olho, banhando os olhos com água na torneira, no chuveiro ou derramando água no olho com um copo, por exemplo. Mas, nada de ficar esfregando o olho. E todo cuidado com as mãos sujas: elas podem aumentar o problema, irritando os olhos ou transmitindo doenças.

Normalmente, a pessoa precisa da ajuda de alguém para remover o cisco do seu olho. Mas, quem vai ajudar tem que estar com as mãos bem lavadas com sabão, e precisa identificar onde está o cisco, o argueiro. Tem que olhar bem, abaixando a pálpebra do olho e pedindo à pessoa para mover o olho para um lado e para o outro. Identificando o cisco – um cílio, um lixinho ou o que seja – precisa ajudar a pessoa a lavar os olhos com água. Não tendo jeito, tem que levar logo num posto de saúde, numa UPA.

Dessa experiência tão simples, a do argueiro, Jesus tira uma lição muito séria: “Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho?” Achar defeito na vida dos outros, bem que é fácil. Difícil é identificar os próprios erros e querer consertá-los. É claro que os outros precisam de nós, de nossa amizade, de nossa proximidade, de nossa correção também. Por isso, precisamos estar em condições de ajudar. Mas, ajuda a tirar o cisco do olho do outro ou da outra quem está enxergando bem, não é verdade? Você estando com a sua vista prejudicada, como se tivesse uma trave de madeira nela, não vá se meter a tirar o argueiro do olho do seu irmão!

Alguém que chega atrasado todo dia no trabalho não vai poder corrigir um colega que um dia se atrasou. Primeiro, cuide de andar no horário. Um pai que chama palavrão na vista dos filhos não tem moral para reclamar de um filho que soltou um palavrão. Primeiro, tirar a trave do seu olho para ajudar a tirar o cisco do olho do filho. E aquele outro que não pisa na Igreja, mas fica cobrando que os filhos não percam a Missa no domingo. E aquele casal que nunca chegou a celebrar o seu casamento religioso, como pede a Igreja, e fica cobrando que a filha se case na Igreja.


Guardando a mensagem

Facilmente, percebemos os erros alheios. E os repreendemos. Ajudar os outros a se consertar é uma coisa importante e necessária. Somos responsáveis uns pelos outros. Mas, para tirar o cisco do olho de alguém, preciso estar vendo bem. Acontece que, muitas vezes estamos com uma falha pior do que a que queremos consertar na vida de outrem. A hipocrisia é justamente estranhar o malfeito do outro, quando a nossa vida não é nada exemplar. Realmente, precisamos ajudar quem está ao nosso lado. Mas, primeiro consertemos a nossa vida.

Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão (Lc 6, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
com certeza, em nossa vida há muito a corrigir, por isso nos convidas à conversão todos os dias. Não podemos ensinar sem viver. Não podemos cobrar dos outros o que nós mesmos não fazemos. Ajuda-nos, Senhor, a reconhecer a trave, que talvez tenhamos em nossos olhos, que nos impede de estar em condições de ajudar os outros. Como estás ensinando, um cego não pode guiar outro cego. Dá-nos, especialmente, pela presença do teu Santo Espírito, que não nos arvoremos em juízes de ninguém, que não julguemos para não sermos julgados com a mesma medida. Dá-nos, Senhor, um coração generoso e bom como o teu, para respeitar, amar e perdoar os nossos irmãos em suas faltas e em suas fraquezas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça, hoje, um exame de consciência. Alguém perto de você e do seu círculo de amizade pode estar precisando do seu bom exemplo, de uma palavrinha sua para levar a vida com mais seriedade. Então, faça assim: assuma consigo mesmo(a) e com Deus o compromisso de pessoalmente melhorar em algum aspecto em que esteja falhando. Seu exemplo e sua palavra vão fazer muita diferença na vida de muita gente. 

Comunicando

Não sei se você já se inscreveu para o Curso Bíblico.... Bom, vou lhe explicar direitinho. Eu e a Associação Missionária Amanhecer (AMA), para este Mês da Bíblia, preparamos o Curso Bíblico sobre o Livro de Josué. Será de 19 a 24 de setembro, das 15 às 16 horas, com transmissão pelo Youtube. Teremos, então, uma semana de estudo sobre a Palavra de Deus, uma semana abençoada. Para receber o material do curso e o certificado, você precisa se inscrever. Inscreva-se pelo link que estamos lhe enviando ou pelo WhatsApp 81 3224-9284.

Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO


*De 19 a 24 de setembro de 2022 - CURSO BÍBLICO - LIVRO DE JOSUÉ, com Pe. João Carlos * - Acesse a página de inscrição do curso bíblico: FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

Natividade de Nossa Senhora




08 de setembro de 2022

Natividade de Nossa Senhora 

EVANGELHO


Mt 1,18-23

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”.
22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

MEDITAÇÃO


Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus (Mt 1, 21)

Nesse trecho tão breve do Evangelho de Mateus, temos o drama tão maravilhoso e fundamental da história da nossa salvação. A iniciativa do Pai, a ação do Espírito que gera a vida, a colaboração de Maria e de José e a vinda e a atuação salvadora de Jesus.

O Pai enviou Jesus, por amor ao mundo, para nossa salvação. Diz o evangelho de São João: “Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho único”. O Espírito Santo é quem fecunda o seio virginal de Maria (“e ela concebeu do Espírito Santo”). Jesus aceitou a missão que o Pai lhe confiou. Como diz o Salmo: “Vim com prazer, ó Pai, para fazer a vossa vontade”. Então, a vinda de Jesus na carne é obra do Pai (que o enviou), dele próprio, o Filho (ao aceitar a missão confiada pelo Pai) e do Espírito Santo (que fecunda o ventre materno). Na encarnação, vemos a atuação das três pessoas da Trindade Santa.

Mas, na história de nossa salvação, o Deus onipotente quer contar também com a participação humana. Na vinda de Jesus, o Pai solicitou a participação de Maria e de José.

Contemplemos a colaboração de Maria e de José no plano do Pai. “Ela dará à luz um filho”, diz o anjo: essa é a colaboração de Maria. O Pai a escolheu e a preparou para essa sublime missão. “O Senhor está contigo”, disse-lhe o anjo. Deus, na sua misericórdia a elegeu, como ela o reconheceu no seu Magnificat. O Espírito Santo que gera vida a assiste nessa missão de trazer à vida humana o Filho, nela gera Jesus. 

E a participação de José está clara nessa palavra do anjo: “Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus”. Na comunidade judaica, o pai reconhece o filho ao lhe atribuir o nome. Isso quer dizer que José recebeu o menino como filho, assumiu responsabilidade de pai em relação à criança que Maria gerou. Os dois, José e Maria, cada um a seu modo, participam do projeto salvador de Deus, de enviar ao mundo o Salvador. “Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”.


Guardando a mensagem

Vemos, nessa breve passagem, a iniciativa do Pai, a obediência do Filho e a comunicação da vida pelo Espírito Santo. Com a colaboração de Maria e de José, Jesus vem a nós, como Salvador de nossa história humana. É maravilhoso e desconcertante que Deus precise de nós para levar adiante o seu projeto de salvação. Maria e José são, hoje, modelos de como podemos participar da obra de Deus, na fé, com generosidade, e em espírito de obediência. Generosamente, eles põem-se a serviço da causa de Deus, que é a salvação do seu povo.

Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus (Mt 1, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje, celebramos a Natividade de Nossa Senhora, isto é, o seu nascimento, uma festa que sublinha o caminho de preparação para tua vinda ao mundo. O Pai escolheu Maria para tua mãe e a preparou, separando-a do pecado, desde a sua concepção. Tu és o sol da justiça que nos veio visitar, como disse Zacarias. Ela é a barra da manhã que anuncia a chegada do sol. Senhor Jesus, teu pai adotivo José recebeu o encargo de te conferir o nome. O nome, na cultura do Oriente Médio, era a missão que a pessoa recebia, a sua identidade. Tu recebeste o nome de Jesus. O anjo explicou a razão desse nome: porque salvarias o povo dos seus pecados. Pela profecia de Isaías, também tinhas outro nome: Emanuel, Deus conosco. É pelo ventre de Maria e pelos braços de José que entraste em nossa humanidade, assumindo a nossa história, fazendo-te Emanuel. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Num dia mariano como este, uma dica é rezar o terço.  E por favor, não esqueça o desafio deste mês: ler o evangelho do dia. 

Comunicando

Um convite pra você que está na cidade de Sao Paulo. Participe da Missa de domingo próximo que vou celebrar na Igreja de Dom Bosco, no Alto da Lapa (São Paulo, capital), às 17 horas. É a Missa que transmitimos todos os domingos pela
Rádio Amanhecer, às 17 horas.

O convite agora é pra você. Providencie a sua inscrição no curso bíblico que vamos realizar, de forma on-line, de 19 a 24 deste mês. Você pode se inscrever pelo link que estamos lhe enviando ou pelo WhatsApp 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Um tempo novo está começando,





07 de setembro de 2022

Quarta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum

Dia da Pátria - Bicentenário da Independência do Brasil


EVANGELHO


Lc 6,20-26

Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.



MEDITAÇÃO

Bem-aventurados vocês, os pobres, porque o Reino de Deus é de vocês! (Lc 6, 20)

Jesus, em sua pregação e em seus milagres, anuncia o Reino de Deus. Comunica que o Reino se aproximou como salvação e vida para todos. Essa é uma boa notícia, uma excelente notícia. A aliança que Deus tinha feito com a comunidade Israel, agora, entra num novo momento. No seu filho, feito homem, Deus abriu as portas de sua casa para todos os seus filhos. Em Jesus, ele está integrando na comunhão de sua casa, todos os que ficaram pelo caminho, os que se afastaram de casa, os que foram deixados do lado de fora. Este é um tempo de restauração, de reconstrução, de inclusão.

Um tempo novo está começando. É este o aviso que Jesus dá ao povo. Chegou o Reino de Deus. Para comunicar isso, ele conta parábolas a esses filhos de Deus dispersos. Eles são as ovelhas perdidas da casa de Israel. São os filhos mais jovens que largaram a família e estão se dando mal num lugar distante. São os famintos atraídos por sua amizade, por sua palavra e por seu pão. São os enfermos que querem tocar nas suas vestes para alívio de seus padecimentos. São os filhos de Deus dispersos. Chegou o Reino de Deus para eles.

Todo tempo novo tem seu manifesto. Manifesto é uma declaração pública de princípios e intenções. A partir da denúncia de uma situação, o manifesto conclama a comunidade para a ação, para um novo tempo. O manifesto do Reino abre um novo tempo, de rupturas e novidades. Num certo momento, Jesus proclamou o manifesto do Reino. São as bem-aventuranças. Delas, temos duas versões, a de Mateus e a de Lucas. Na que lemos hoje, a de Lucas, há uma lista de 4 tipos de bem-aventurados e 4 tipos de mal-aventurados. Quatro, na Bíblia, é um número de totalidade. Todos estão contemplados nessas listas. Nós também.

Os bem-aventurados são os cidadãos do Reino de Deus, aqueles que não tinham sido convidados, mas agora estão sendo convocados e reunidos das praças e de todos os caminhos. São os que foram esquecidos, excluídos ou marginalizados da vida, como o Lázaro da porta do ricaço. Eles têm quatro representantes: os pobres, os famintos, os entristecidos, os perseguidos. Esses são os cidadãos do Reino. O Reino para eles é mudança completa de sua condição. É a sua herança, a fartura de pão, a festa da alegria, a recompensa de profeta.

Os desventurados (‘mal-aventurados’) são os convidados que não compareceram à festa de casamento do filho, segundo uma das parábolas. Eles se excluíram. São os que colocaram sua confiança na riqueza e no poder. Todos esses estão representados por quatro categorias: os ricos, os fartos, os gozadores, os aplaudidos. São falsos profetas. Vai ser muito ruim pra eles terem rejeitado a oferta do Reino de Deus. Ai de vocês, diz Jesus, à moda dos velhos profetas de Israel. Vocês se fecharam à novidade do Reino. Neste ponto, o evangelho é um forte convite à conversão. É preciso despojar-se de toda grandeza, de toda autossuficiência, de todo apego ao prestígio e ao poder para acolher o Reino de Deus.


Guardando a mensagem

As bem-aventuranças do Evangelho são o manifesto do Reino de Deus. Os cidadãos desse novo tempo – o tempo do Reino de Deus – são os pobres, os necessitados de Deus e de sua ação libertadora. Os pobres estão descritos nas bem-aventuranças. Eles são os sofredores, os perseguidos, os famintos e sedentos, os injustiçados. Nesse novo tempo que começou com a presença de Jesus, eles são felizes, são bem-aventurados porque para eles o Reino é bênção, perdão, libertação.

Bem-aventurados vocês, os pobres, porque o Reino de Deus é de vocês! (Lc 6, 20)

Rezando a palavra

Pai misericordioso, 
neste 7 de setembro, nós te pedimos pelo Brasil. Nós cremos no teu amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do país: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração, agressão à natureza e desprezo pela vida humana. Pai misericordioso, ajuda-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejamos atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas. Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos. Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade. Iluminados pela Palavra proclamada por Jesus nas bem-aventuranças, sejamos agentes de paz e de cidadania em nossas famílias, em nossas comunidades, em toda a sociedade brasileira. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. 

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje em sua Bíblia (Lc 6, 20-26) ou siga o link que estou lhe enviando. Ler, diariamente, o evangelho do dia é o desafio deste mês da Bíblia. Espero que você esteja conseguindo realizar o desafio. 

Comunicando

Domingo próximo, dia 11, vou celebrar a Santa Missa, às 17 horas, na Igreja de Dom Bosco, no Alto da Lapa, São Paulo. É a Missa que transmitimos todo domingo, pela Rádio Amanhecer. Quem estiver por perto e quiser participar, será bem vindo. O endereço é Rua Cerro Corá, 2101.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Você precisa subir a montanha.




06 de setembro de 2022

Terça-feira da 23ª Semana do Tempo Comum

EVANGELHO


Lc 6,12-19


12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.

17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.


MEDITAÇÃO


E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)


Olha que grande lição Jesus está nos dando. Ele tem uma decisão importante para tomar. A essa altura da missão, um grupo numeroso de discípulos e discípulas o segue. E ele precisa dar um mínimo de organização ao seu grupo. E pensar no futuro do seu ministério. Ele precisa tomar decisões importantes em benefício de sua missão, em perspectiva de continuidade do seu trabalho. O que faz? Sobe a montanha para rezar e passa a noite inteira em oração.


A montanha é o lugar da oração, do encontro com Deus. É na oração, que o cristão encontra a luz de Deus para sua vida. É na oração que pode discernir qual é a vontade do Senhor. E, uma vez compreendida a sua santa vontade, aderir a ela de todo o coração. Uma noite de oração na montanha, antes de tomar uma decisão importante: esse é o exemplo de Jesus. Também na véspera de sua paixão, angustiado e humanamente atordoado pela paixão iminente, está no monte em oração, no Getsêmani. Pede ao Pai para afastar o cálice de dor e humilhação e a morte violenta. Mas, quer, antes de tudo, aderir à vontade de Deus. Uma noite de oração.


Eu tenho a impressão que muitos cristãos tomam decisões sem consultar Deus, sem uma noite de oração. Uma noite de oração é um modo de dizer, uma experiência de discernimento na presença do Senhor. Tem coisas importantes para decidir? Então, precisa subir a montanha, isto é, colocar-se na presença do Senhor para, com a sua luz, com a assistência do seu Espírito, encontrar a sua vontade, o melhor para sua felicidade aqui na terra e na eternidade.


E que decisões Jesus tomou naquela noite de oração? Nessa passagem, dá pra gente identificar ao menos quatro decisões. A primeira, chamar e escolher 12 líderes. Doze para marcar a continuidade com o povo de Deus, o povo das doze tribos. Doze, porque está construindo um novo momento do povo de Deus. Segunda decisão: escolher os doze do meio dos seus muitos discípulos. Não buscá-los fora. Tirar seus missionários dentre aqueles que o estavam acompanhando. Terceira: Designá-los como apóstolos, enviados. Essa será a sua identidade: serem apóstolos, enviados por ele. Quarta decisão: Reconhecer a liderança de Simão à frente do grupo, trocando o seu nome para Pedro. Na Bíblia, o nome é a missão. E a missão de Simão é ser a pedra, o alicerce da nova comunidade.




Guardando a mensagem


Jesus precisava tomar decisões importantes sobre a sua missão. Subiu a montanha e passou uma noite em oração. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze para serem seus apóstolos. Sempre que um cristão precisa tomar uma importante decisão, precisa subir a montanha, isto é, dedicar-se a um tempo razoável de discernimento e oração. Na oração, encontramos a luz de Deus para nossa vida, para nossas decisões. Esse é o caminho para podermos conhecer e acolher a vontade de Deus. E essa é a grandeza de nossa vida: fazer a vontade de Deus.


E passou a noite toda em oração a Deus (Lc 6, 12)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,
vendo o teu exemplo, em oração na montanha, nos perguntamos se as decisões mais importantes de nossa vida têm sido tomadas dentro de um processo de discernimento, que inclui também um tempo sério de oração. Pela oração, asseguravas que as tuas decisões estivessem de acordo com a vontade do Pai. E são tantas as decisões que um cristão, uma cristã precisa tomar em espírito de obediência ao Pai: a escolha da profissão, o casamento, a consagração religiosa, mudanças importantes na vida profissional e familiar e tanta coisa mais. Senhor, nessas horas, lembra-nos de subir a montanha e decidir no diálogo com Deus. Assim, poderemos realizar o melhor para nossa vida, o melhor segundo o teu coração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Volto a lembrar o esforço que centenas de irmãos e irmãs estão fazendo neste mês da Bíblia: lendo, diaramente, o evangelho do dia. Se não puder ler em sua Bíblia, siga o link que estou lhe enviando... ele abre o texto do Evangelho e da Meditação.

Comunicando

De 19 a 24 deste mês, vamos realizar o curso bíblico sobre o Livro de Josué. A inscrição dá direito ao material do curso (o e-book) e, no final, o Certificado. Você pode inscrever-se pelo link que estamos lhe enviando ou pelo nosso whatsapp 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O que as mãos revelam



05 de setembro de 2022

Segunda-feira da 23ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO


Lc 6,6-11

Aconteceu num dia de sábado que, 6Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7Os mestres da Lei e os fariseus o observava, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. 9Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

MEDITAÇÃO


Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio” (Lc 6, 10)

Olhe bem para suas mãos. Olhou? Agora, me responda: O que as mãos representam? Mais uma chance. Olhe bem pra suas mãos... Olhou? O que as mãos representam? E se suas mãos fossem defeituosas, haveria algum problema? Veja se você concorda comigo: As mãos representam a nossa capacidade de trabalhar, de ganhar o pão de cada dia. Claro, elas representam mais do que isso. Mas, com as mãos defeituosas vai ficar muito difícil você construir uma casa, fazer uma limpeza, digitar um texto, dirigir um carro, fazer o almoço... está vendo? As mãos têm a ver com o trabalho. Se isso é verdade hoje, mais ainda no tempo do povo da Bíblia. O povo trabalhava no campo, na lavoura ou nas criações de gado ou ovelhas, na pesca, no artesanato... Com um defeito nas mãos, a pessoa estava impossibilitada de ganhar o pão de cada dia.

Bom, até aqui estamos de acordo. Então, vou lhe fazer outra pergunta: você já percebeu que a lei do sábado, no tempo de Jesus, tinha a ver com o trabalho? Na Bíblia, duas tradições sublinham o valor do sábado, no Antigo Testamento. No Livro do Êxodo, o sábado tem a ver com o descanso de Deus, e, portanto, com a dignidade do trabalhador. No Livro do Deuteronômio, o sábado tem a ver com a saída da escravidão do Egito. Guardar o sábado é manter viva a memória da liberdade conquistada contra o regime do Faraó. Então, por um lado, o sábado sublinhava a dignidade do trabalhador: um dia de descanso e celebração dos frutos do seu trabalho; E por outro lado, o sábado afirmava a liberdade de um povo que não quer voltar à escravidão e é dono de sua terra e de sua história. Esse é o sentido do sábado, no Antigo Testamento. Claro, que isso tem um sentido religioso. Só um povo senhor do seu trabalho e de sua história pode render glória a Deus com a sua vida. Então, o sábado tem a ver com o trabalho.

E já que estamos nos entendendo, vamos ver o texto de hoje. Jesus está na sinagoga de Cafarnaum. É um dia de sábado, claro, dia do culto. E lá ele encontra um homem com a mão seca. Muita gente está de olho nele pra ver se ele vai curar no sábado. Curar é uma forma de trabalho. Para eles, isso não podia. Jesus fez uma pergunta incômoda. Ninguém respondeu. Ele perguntou se sábado era para fazer o bem ou fazer o mal? Ele sentiu a dureza do coração deles e ficou triste e aborrecido. E curou o homem da mão seca. Até aqui, tudo tranquilo. Agora, vamos prestar bem atenção no que ele disse àquele pobre homem.

Ele disse ao homem três coisas: ‘Levanta-te’ – ‘Fica aqui no meio’ – e ‘Estende a mão’. Essas palavrinhas fizeram toda a diferença. LEVANTA-TE! Você sabe, quando alguém se levanta assume uma posição, é um sinal de tomada de decisão. Ele estava sentado. Sentado pode indicar passividade, acomodação. Levantar-se é um sinal de desinstalação. De pé é a condição de Jesus ressuscitado. FICA AQUI NO MEIO! Pra que isso? Jesus podia tê-lo curado, sem tirá-lo do canto dele. Mas não, chamou-o para o meio. No centro da preocupação daquelas pessoas estava o sábado, a lei. Mas, no centro devia estar o homem necessitado. Que bela lição. ESTENDE A MÃO! Ele estendeu a mão e ela ficou curada. Se a pessoa humana em sua necessidade estiver no centro de nossa preocupação, na religião (representada aqui pelo sábado na sinagoga) atua a força de Deus para devolver a sua dignidade. O homem foi restaurado na sua capacidade de trabalhar, de ganhar o pão de cada dia com as suas mãos.


Guardando a mensagem

A ação de Jesus nos ajuda a perceber que é necessário deslocar a preocupação com a instituição ou com a Lei para a pessoa humana. A pessoa humana é que deve ser o centro das atenções na religião, na economia, na política, em tudo. Na religião cristã, experimentamos a força de Deus que levanta os oprimidos e sofredores, fazendo-os sujeitos de sua história (Levanta-te!), reconhecendo a prioridade de sua situação (Vem para o meio!) e revelando a sua dignidade de filho de Deus (Estende a mão!). Uma fé comprometida com as pessoas, com os humildes, com os que têm alguma deficiência, com os doentes... Assim, o nosso culto fica verdadeiro. E nosso Deus, mais satisfeito conosco.

Jesus disse ao homem da mão seca: 'Levanta-te e fica aqui no meio” (Lc 6, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
não podemos entender como, depois de tudo o que fizeste, no final do culto na sinagoga, vários saíram se combinando para te eliminar. Essas pessoas colocavam a Lei no centro de sua vida social e religiosa e não aceitaram o teu ensinamento sobre colocar a pessoa humana no centro. Às vezes, em nossas famílias, nos esquecemos das pessoas e ficamos mais preocupados com a segurança dos bens que temos, por exemplo. E na escola, alguém se preocupa mais com o conteúdo a ser dado do que com os estudantes que estão aprendendo. E até na Igreja, corremos o risco de nos preocupar mais com os ritos do que o povo santo que está celebrando. Obrigado, Senhor, por tuas lições. “O sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, ao lavar as mãos, olhe bem para elas e tente lembrar a história do homem da mão seca. Aproveite e reze pelos desempregados; e para que eles estejam no centro de nossas preocupações na Igreja e na sociedade.

Lembrando o desafio desse mês: ler, diariamente, o evangelho do dia. Está conseguindo? Se ainda não começou, comece hoje. Seguindo o link que estou lhe enviando, você encontra logo o texto do evangelho, além do texto da Meditação.

Comunicando

Você já pode se inscrever no curso bíblico que vamos realizar, de forma on-line, de 19 a 23 de setembro, sobre o Livro de Josué. Para se inscrever, acesse o site www.amanhecer.org.br ou siga o link que estamos lhe enviando ou faça contato pelo nosso whatsapp 81 3224-9284. Quem estiver inscrito vai receber o material do curso (o e-book) e, no final, o Certificado de participação. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Um caminho que exige renúncia e entrega



04 de setembro de 2022

23º Domingo do Tempo Comum


EVANGELHO



Lc 14,25-33

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.
33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”



MEDITAÇÃO


Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vocês, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo! (Lc 14, 33)

Numa boa parte do evangelho de São Lucas, Jesus está em viagem para Jerusalém. Vão com ele os doze, discípulos e discípulas. Lucas diz o nome de quatro dessas mulheres discípulas, indicando que no grupo estavam muitas outras. Essa grande viagem de Jesus é a sua última viagem. Em Jerusalém, o esperam prisão, morte e ressurreição, o ponto alto de sua missão. O texto de hoje começa com essa observação: ‘grandes multidões o acompanhavam’. 

Então, Jesus está subindo a Jerusalém, na caminhada de sua missão que terá seu coroamento em sua morte redentora em Jerusalém. Discípulos e discípulas sobem com ele. Nos seus contatos com a multidão que o cerca pelo caminho ou em algum momento de reunião, Jesus lhes fala sobre as condições para alguém segui-lo.

Caminhar com Jesus para Jerusalém é um modo de entendermos a nossa condição de discípulos e discípulas, hoje também. Quando Lucas escreveu o seu evangelho, ele estava de olho no povo de suas comunidades. Ele via muita gente chegando, se aproximando da comunidade ... que bom, mas, calma aí! Seguir Jesus não é uma brincadeira. É uma coisa muito séria, exige uma decisão consciente, comporta renúncias. Ser cristão é como caminhar com Jesus subindo para Jerusalém, com o seu mesmo sentimento de adesão à vontade de Deus. O ponto alto da peregrinação de Jesus foi a entrega de sua própria vida.

Bom, então, Jesus falou ao povo, à multidão. E disse assim: “se alguém quiser ir comigo nessa viagem, se lembre que tem que deixar tudo pra trás, carregar sua própria bagagem e me acompanhar”. Bom, não falou assim assim. Mas, esse era o sentido. “Se alguém quiser ir comigo nessa viagem, se lembre que tem que deixar tudo pra trás, carregar sua própria bagagem e me acompanhar”. Primeiro, colocar Jesus em primeiro lugar em sua vida. E colocar todos e tudo o mais em segundo lugar. Aí Lucas fez a lista de sete pontos: pai, mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e até a sua própria vida. Ao entrar na viagem com Jesus, isto é segui-lo, a primeira coisa é colocar Jesus em primeiro lugar. É a partir dele que amamos e cuidamos dos outros e de nós mesmos. É como se eu me despedisse deles, para seguir com Jesus para Jerusalém. E segundo, carregar a própria cruz, ao lado de Jesus ou atrás dele. A cruz bem que poderia ser a nossa bagagem: as dificuldades, os problemas, as preocupações, tudo o que pesa sobre nossos ombros.

Você está me entendendo, não está? Jesus está subindo com os discípulos para Jerusalém, para a sua páscoa. O povão o cerca pelo caminho ou o escuta, em algumas ocasiões. Muita gente quer ir com ele naquela peregrinação, isto é, quer ser discípulo. Ele explica que segui-lo é fazer o seu mesmo caminho de renúncia e entrega, de adesão à vontade de Deus. É um caminho que exige renúncia e entrega. Não é uma brincadeira. Para isso ficar bem claro, ele contou duas pequenas parábolas. 

Um construtor está para construir uma torre. Um conselho para ele: calcular os gastos, para ver se dá para começar e terminar. Ficando pelo meio do caminho, vai ser motivo de galhofa da parte dos outros. Um rei está para entrar em guerra. O conselho: vamos com calma: se o seu exército for mais fraco que o inimigo é melhor negociar as condições de paz. Moral da história: Quem quiser seguir Jesus precisa da prudência do rei e da sabedoria do construtor. Vai acompanhar Jesus? Pense bem, para tomar a decisão certa e ser fiel até o fim.

Agora, você ficou pensando, então Jesus está nos desmotivando para segui-lo, achando que é melhor a gente ficar quieto e não seguir com ele para Jerusalém. Nada disso. Jesus está lhe dizendo que a coisa é séria, exige renúncia, entrega, perseverança. O convite continua: “Vem e segue-me!”. Sobre isso, o livro da Sabedoria nos dá uma dica muito boa: Ninguém acerta o caminho, se não tiver a sabedoria do Espírito Santo. Está escrito assim: “Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio, sem que lhe desses sabedoria e do alto lhe enviasses teu santo espírito?” (Sb 9, 17). Então, peça ao Senhor a sabedoria para conhecer a sua vontade e a ela aderir de todo o coração, como discípulo, como discípula, caminhando com Jesus para Jerusalém.


Guardando a mensagem

Somos seguidores de Jesus, somos cristãos. É como se estivéssemos subindo com ele, na grande peregrinação da páscoa para Jerusalém. Pelo caminho, ele vai nos instruindo. Daquele povão que o encontra pelo caminho, da multidão que em algum lugar o cerca, ele também quer tirar discípulos, gente que o adote como caminho, verdade e vida. Passar de anônimo na multidão a discípulo é uma mudança que requer decisão prudente e sábia, pois implica renúncias e entrega da própria vida. Está bem clarinho: discípulo é quem caminha com Jesus, tendo-o como senhor, mestre e salvador; anônimo na multidão é quem ainda está só olhando de longe, com curiosidade e admiração. Assuma sua identidade de discípulo, de discípula, com o seu nível de renúncia e exigências na caminhada com Jesus. Com ele e como ele, você está indo na direção da plenitude de sua vida (Jerusalém).

Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vocês, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo! (Lc 14, 33)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
somos teus discípulos e discípulas. Andamos ao teu lado, no caminho para Jerusalém. Em cada Missa, celebramos contigo essa peregrinação, ouvindo tua palavra, acolhendo tuas instruções. Hoje, nos falas das exigências de nossa vida de discípulos. Não é uma excursão, é uma peregrinação. Comporta renúncia, desapego, entrega. Na Missa, também nos sentamos contigo na última Ceia, no Cenáculo. Ali, consagras a entrega de tua própria vida em nosso favor. Ali, renovas o teu sacrifício redentor em favor da humanidade. E sempre nos dizes: “Façam isso em memória de mim”. Obrigado, Senhor, por seres o nosso mestre e nos ensinares com a tua vida e a tua palavra o caminho da salvação. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Não esqueça do desafio deste mês: ler diariamente, o evangelho do dia. Se ainda não começou, comece hoje. Será uma oportunidade de maior proximidade da Palavra do Senhor, Além de sua bíblia ou do folheto litúrgico da Missa que você for participar hoje, aqui também na Meditação está o texto do Evangelho. É só clicar no link que estamos lhe enviando. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A tentação de uma religião sem caridade.



03 de setembro de 2022

Dia de São Gregório Magno

EVANGELHO


Lc 6,1-5

1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”
3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

MEDITAÇÃO


E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado” (Lc 6, 5)

Em caminhada com Jesus, em dia de sábado, os discípulos com fome, passando no meio de uma plantação, apanharam espigas para comer. Pronto, isso foi o suficiente para escandalizar os fariseus. Acusaram os discípulos de estarem profanando o sábado.

Os judeus guardam o sábado, pensando no descanso de Deus no final da obra da criação. Nós cristãos guardamos o domingo, por causa da ressurreição de Jesus. Os muçulmanos já guardam a sexta, festejando o dia em que Deus – Alá – criou o homem. No tempo de Jesus, a interpretação que os hebreus faziam do sábado era muito rigorosa, cheio de normas e detalhes. Não se podia trabalhar, de jeito nenhum. Até os passos deviam ser contados para não se ofender a santidade do sábado, o shabat.

Jesus chamou os seus opositores à razão: a necessidade humana está acima de uma norma religiosa. Se eles estavam com fome, é justo que procurassem conseguir o alimento. Note que a reclamação não foi porque arrancaram espigas da plantação. Isto era possível. O que não se podia era fazer isso em dia de sábado. Jesus relembrou que Davi e seus soldados, voltando de uma campanha, mortos de fome, comeram os pães das oferendas do Templo, o que não era permitido. E estava tudo certo.

Religião sem caridade vira uma coisa monstruosa. Jesus recordou um ensinamento escrito no Profeta Oséias, no Antigo Testamento “Quero a misericórdia e não o sacrifício”. Quando você ouvir essa palavra “sacrifício” na Bíblia, lembre que ela se refere aos sacrifícios de animais que se faziam no Templo de Jerusalém (bois, carneiros, aves). O sacrifício é uma forma de culto muito comum nas religiões tradicionais. Então, Deus está dizendo nesta palavra do profeta que prefere a misericórdia ao sacrifício de animais. O verdadeiro culto é o da misericórdia, do amor, da caridade para com o próximo.

No livro do Profeta Isaías, também no Antigo Testamento, há uma reclamação de Deus. Deus reclama do culto que está recebendo: tantos sacrifícios de animais, ofertas, mas tanta injustiça, tanta violência no meio do povo, e nas mãos e no coração de quem está celebrando o culto! Isso sim é uma ofensa a Deus.

Um grande risco é praticarmos uma religião alienada, que se esconde atrás de normas e ritos e se omite diante do sofrimento dos irmãos. Nós seguidores de Jesus não podemos repetir o que os fariseus fizeram. Estavam preocupados com o cumprimento do sábado, mas de coração fechado às necessidades reais das pessoas.


Guardando a mensagem

Os fariseus do tempo de Jesus faziam uma interpretação muito rígida da lei do sábado, uma norma religiosa que visava o louvor de Deus, mas também o descanso do trabalho nesse dia. Eles viram os discípulos colhendo espigas no sábado e ficaram revoltados. Para eles, com esse trabalho, o sábado estava sendo profanado. ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’, disse o Senhor pela boca dos profetas. Sacrifícios era o culto realizado, no Templo, com o oferecimento de animais. Animais eram sacrificados no Templo em louvor a Deus ou para invocar o seu perdão. Jesus lhes mostrou que Deus está mais interessado na caridade, na misericórdia do que no cumprimento de ritos e costumes religiosos.

E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado” (Lc 6, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
às vezes, damos mais valor aos atos religiosos do que à caridade para com o próximo. Mas tu queres a misericórdia, mais do que o sacrifício, os ritos, o cumprimento de normas religiosas. Amar os irmãos, sobretudo defendendo, protegendo os doentes, os presos, os pobres, os mais frágeis, é mais importante do que apenas cumprir obrigações religiosas. Senhor, ajuda-nos a viver nossa vida cristã e nossas práticas religiosas em sintonia com o amor ao próximo. Que a nossa devoção e o culto que te dirigimos tenham sua versão concreta no serviço aos mais pobres, no respeito aos idosos, na defesa da vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

E o desafio de ler o evangelho do dia? está conseguindo? A proposta é esta: neste mês de setembro, ler o evangelho do dia, cada dia. Na apresentação que enviamos da Meditação, já está a passagem do evangelho. É só ler na sua bíblia. Ou, ainda mais fácil, seguindo o link, você já encontra o texto do Evangelho e também da Meditação. 

Comunicando

Hoje, faço show em São Joaquim do Monte. Amanhã, o show é em Maranguape II, Paulista. 14 de setembro, o show é em Brejão. São cidades do estado de Pernambuco.

Um bom final de semana. Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Em clima de casamento.



   06 de setembro de 2024.   

Sexta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.  


Lc 5,33-39

Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”.
36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

   Meditação.  


Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? (Lc 5, 34)

Há uma coisa nova acontecendo na história. Já de algum tempo, é verdade. E o que é? A presença de Jesus entre nós. Essa é a maior notícia de todos os tempos. Jesus entre nós, reconstruindo nossa comunhão com Deus. O anjo de Belém falou da chegada dele como “uma grande alegria para o povo todo”. E as pessoas, por onde ele passa, estão se dando conta: “Nunca vimos uma coisa dessas!”. A salvação de Deus está agindo por meio dele, restaurando, reconciliando, libertando. Ele diz que é o Reino de Deus que chegou. Jesus salvador entre nós, que coisa maravilhosa, inédita! Uma coisa nova realmente está acontecendo, na história.

Essa é a nossa experiência, hoje. Essa é a experiência dos seguidores de Jesus no começo de sua atuação na Galileia. Nós e eles estamos envolvidos nesse clima de alegria, de festa. O Mestre caminha conosco, ele nos instrui no caminho de Deus. Ele é o bom pastor que dá a vida por suas ovelhas. Ele está buscando e salvando a ovelha já perdida. O filho pródigo está voltando pra casa: motivo de festa, com direito a música, a dança e a churrasco do novilho cevado. Os cobradores de impostos estão sendo incluídos no Reino de Deus: motivo para banquete com Jesus, seus discípulos e pecadores à mesa. É a aliança de Deus com o seu povo que está sendo restaurada. O casamento da comunidade Israel com o seu Deus está sendo renovado. Não é à toa que o evangelho de São João comece, propriamente, com o casamento de Caná. O noivo oferece o melhor vinho. O noivo daquela festa – cá pra nós - é Jesus.

Então, a presença de Jesus entre nós, em nossa história humana, é a maior novidade de todos os tempos. É o Reino de Deus que chegou com ele nos salvando, nos resgatando, nos libertando. Ele é o noivo desse nosso casamento. Ele traz um vinho novo, a novidade do seu evangelho. Ele nos veste com uma roupa nova, a da graça, da comunhão com Deus. Estamos felizes. O clima é de festa. Agora, tem gente que não entendeu isso. E permanece mergulhado no seu sofrimento, no seu fracasso. Ou fica cobrando de Jesus e da gente uma cara de tristeza. Não, a nossa cara só pode ser de alegria. Estamos cheios de esperança e de luz. O clima não é de abatimento porque somos pecadores. O clima é de festa porque o amor de Deus nos redimiu dos nossos pecados. E começou o novo tempo, o tempo da graça de Deus em nós e no mundo.

O evangelho de hoje tem tudo isso. Jesus dizendo: ‘Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles?’ Quem são os convidados? Nós. Que casamento é esse? A nova e eterna aliança de Deus com a gente. E quem é esse noivo? Aí eu não preciso responder.... Claro, é Jesus. E ele falou assim porque havia uma reclamação: ‘É, tá tudo bem. Mas, o grupo de vocês não pratica o jejum, como os fariseus ou o pessoal de João Batista. Eles, sim, são fiéis e observantes’. Tenham paciência, agora não é hora de jejum. Agora, é hora de festa. É o que Jesus está dizendo. O Reino de Deus que ele anuncia é um tecido novinho pra gente fazer uma roupa nova. Não é um remendo pra sua roupa velha.




Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho é uma novidade fantástica: Deus reinando entre nós, nos conduzindo à plena realização. Jesus está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um remendo pra roupa velha. É pano pra roupa nova.

Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? (Lc 5, 34)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu inauguraste um tempo novo de vitória para a humanidade. O Reino já está fermentando a nossa história. E nós somos os cidadãos desse reino, revestidos de tua graça, fortalecidos pelo teu Espírito. Nós – como nos disseste – somos sal e luz para este mundo. Então, temos motivos de sobra para viver nossos compromissos cidadãos com muita esperança. Senhor, precisamos de tua graça para não esmorecer diante das dificuldades, para não desanimar diante dos problemas. Dá-nos a força do teu Espírito para sermos instrumentos do teu amor, fermento de justiça e fraternidade neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

"Felizes os convidados para a ceia nupcial do cordeiro" (Ap 19,9). Ceia nupcial é o banquete de casamento. Esta é uma palavra do Apocalipse que nós aplicamos à comunhão eucarística, na Santa Missa. Nossa relação com Jesus está assim descrita, em tom nupcial. Ele é o noivo. A comunidade Igreja é a noiva. É muito importante que você leia o evangelho de hoje para captar melhor a mensagem (Lc 5,33-39).

Comunicando

Hoje é um dia bom para você se inscrever no Curso Bíblico que vamos realizar, pelo Youtube, de 16 a 20 deste mês. Serão cinco dias de estudo intensivo sobre o Profeta Ezequiel. Inscreva-se pelo site www.sympla.com.br ou pelo whatsapp da AMA: 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Trabalhamos a noite toda e não conseguimos nada




01 de setembro de 2022

Abertura do Mês da Bíblia

Quinta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum

EVANGELHO

Lc 5,1-11

Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se a seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.
8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

MEDITAÇÃO

Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes (Lc 5,5)

“Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos”. Experiência de muita gente. Você se mata de trabalhar, corre pr’um lado, corre pro outro, e não vê crescimento, não vê perspectiva no que está fazendo. A experiência dos pescadores no lago da Galiléia resume bem isso. Eles passaram a noite toda pescando, remando, lançando rede, puxando rede, expostos ao vento frio... voltaram do mar ao raiar do dia, cansados, enfadados, sonolentos... e com as mãos vazias. Não conseguiram nada. É o retrato do fracasso, da luta inglória de tanta gente que, apesar do esforço, do trabalho duro, não vê as coisas irem pra frente, progredirem, melhorarem. Isso acontece no trabalho, na família, no país e na vida cristã também.

Jesus escolheu um daqueles barcos parados e subiu nele para falar ao povo reunido na praia. Sentou-se, como faziam os Mestres daquele tempo. Interessante é que ele escolheu a barca de Pedro, o líder daquele grupo de pescadores que tinham voltado do mar de mãos abanando. Ali, na barca, Jesus proclamou a Palavra de Deus. Depois, mandou o grupo de Pedro voltar ao mar, pescar de novo, mas dessa vez em águas mais fundas. Mas, olha só. Jesus não era pescador, era carpinteiro. Sabia fazer algum móvel rústico ou a cobertura de uma casa, não sabia nada de pescaria. É claro que os pescadores não acharam aquilo razoável. Pedro mesmo disse logo que eles já tinham passado a noite toda pescando... e não conseguiram nada.

O mar não estava pra peixe. Mas, Jesus insistiu: “vão para águas mais profundas e lancem as redes”. Xi.. e agora: Vão ou não? Se eles forem, irão por alguma razão que não está na lógica humana... eles sabem que que não iam conseguir nada. Se forem, irão em atenção ao próprio Jesus, em confiança na sua palavra. “Como é, a gente vai?, devem ter se perguntado”. Só foi uma barca, a de Pedro. A outra não foi. Pedro e seus companheiros foram e pegaram tanto peixe que quase afundaram o barco. Foi preciso chamar o outro barco para ajudar a trazer os peixes.

Olha que cena maravilhosa. Não tinham pescado nada, a noite toda. Mas agora, tinham feito uma pescaria fantástica. O que mudou? Eles pescaram do mesmo jeito, não houve uma técnica nova. Com certeza, voltaram ao mesmo lugar onde já tinham estado. O que houve de novo? Vamos dizer assim: Eles foram seguindo a indicação de Jesus. A pescaria foi um gesto de obediência à palavra de Jesus. Permitiram que Jesus orientasse o seu trabalho. Isso é que é pescar em águas profundas. Não eram apenas trabalhadores esforçados realizando uma tarefa, eram trabalhadores orientados por Jesus, guiados por sua palavra, agindo na confiança em Deus.


Guardando a mensagem

Bom, talvez seja isso que esteja faltando na sua vida. Você corre muito, já está ficando de cabelo branco, planta muito e colhe pouco, trabalha exaustivamente e quase não vê nada prosperar. Está faltando alguma coisa, não acha? Jesus diria: você está precisando pescar em águas mais profundas. Deixar-se orientar por Deus. Agir em obediência à sua palavra. Trabalhar em sintonia e em comunhão com o Senhor. Aí pode ter certeza, a sua pescaria vai ser surpreendente. A família que você está construindo vai ser uma bênção. A missão vai dar muitos frutos.

Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes (Lc 5,5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
longe de tua graça, as coisas não dão certo mesmo. Muita coisa não vai bem em nossa vida, porque nos distanciamos de ti. Quando não estamos realizando nossa vida como adesão à tua vontade, o que colhemos é cansaço, fracasso. Pedro e seus companheiros, em atenção à tua palavra, conseguiram uma pescaria abundante. Como disseste: “Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus, e tudo o mais lhes será dado em acréscimo”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

E pra começar bem o mês da bíblia deste ano, eu tenho um desafio pra você: ler o evangelho do dia, todos os dias deste mês. Você sabe, cada dia, na celebração litúrgica, a Igreja nos lê uma passagem do santo Evangelho. O desafio, então, é esse: ler o evangelho de cada dia. Vai topar? Pra valer, mesmo?... Ótimo.

Olha, você que recebe a Meditação diretamente, o desafio está facilitado. Todos os dias, junto com a Meditação, nós enviamos também o texto do Evangelho do dia. É só seguir o link que acompanha a postagem. 

Quem acompanha pelo rádio, é só acessar o site www.padrejoaocarlos.com. Lá vai encontrar o evangelho e a meditação do dia. 

Comunicando

Na Missa das 11 horas, vamos rezar por você, por suas intenções e para que cresçamos no conhecimento da Palavra de Deus.

Uma abençoado início do mês da Bíblia. Não esqueça de ler o evangelho de hoje. Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



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