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20210603

O MESSIAS É O SENHOR DE DAVI







04 de junho de 2021

EVANGELHO


Mc 12,35-37

Naquele tempo, 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

MEDITAÇÃO


Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

O povo de Deus vivia na grande expectativa da vinda do Messias. Os profetas tinham anunciado a vinda de alguém muito especial. Na cabeça das pessoas, chegaria alguém muito forte, assistido por Deus, que restauraria a nação e a levaria ao seu antigo esplendor, como no tempo de Davi ou Salomão. Para um povo que vivia sob o peso de uma dominação humilhante como aquela dos romanos no tempo de Jesus, a expectativa do Messias era uma coisa muito forte. Quanto mais sofrimento e humilhação, mais se fortalecia a convicção da chegada do Messias a qualquer momento para resolver a situação.

Quando os tempos estavam maduros, o Pai enviou seu filho. São Paulo falou disso, na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Mesmo Deus tendo esperado muito tempo para enviar o seu filho no momento certo, Jesus encontrou esse clima da espera de um Messias salvador da pátria, que dificultou a acolhida de sua pessoa e de seus ensinamentos.

No pensamento corrente, o Messias viria reinar, seria um rei. Assim, claro, ele teria que ser um descendente do rei Davi, a quem Deus tinha prometido que seu reinado não teria fim. O Messias seria filho de Davi, quer dizer da família real. Aos poucos, muita gente foi identificando Jesus com o Messias aguardado. Quando Jesus foi a Jerusalém, naquela peregrinação de Páscoa, a última antes de ser morto na cruz, sua entrada na cidade foi uma festa. Os peregrinos o aclamaram rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor", gritavam euforicamente. E lhe deram, em sua pobreza, um tratamento de rei: forravam a estrada com ramos e com suas capas para ele passar, montado no seu jumentinho.

O que Jesus está dizendo hoje no evangelho é para ajudar aquelas pessoas que o cercavam a entender que o Messias não seria um simples descendente do rei Davi. “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?”

São muitas coisas que aquela gente e nós precisamos entender. A primeira coisa é que o Messias não é um simples filho de Davi. Como diz o salmo que Jesus citou: “Disse o Senhor ao meu Senhor”. Quem é esse senhor? Deus. Deus disse ao senhor de Davi, não ao seu filho. O Messias é o Senhor de Davi, entendeu? O Messias tem parte com Deus.

Guardando a palavra

Aos poucos, os seguidores de Jesus foran entendendo: Jesus é o Messias, o ungido de Deus. Ele não só herdou a realeza humana de Davi, mas ele é o Filho de Deus. E o seu reinado não é o governo de alguma tribo ou de alguma nação. Ele é mais rei do que isso, ele é Senhor em todo canto. Ele não veio para restaurar o reino de Israel. Veio para restaurar o reino de Deus no mundo. Deus não é só Deus de Israel. É Deus de todos e quer o bem de todos e reina sobre todos, em qualquer lugar do mundo, onde aceitem seu filho e sua mensagem de fraternidade, de justiça, de amor e de paz. Os problemas de Israel é seu povo que vai encontrar soluções, no caminho da história. Ele veio para abrir um caminho de plenitude, de salvação para todos. Claro que isso tem influência na vida dos que crêem e nos caminhos históricos das nações. O Reino de Deus é como fermento na história, como ele bem explicou.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Não foi só o povo do teu tempo que teve dificuldade de entender a tua presença e a tua mensagem. Nós, também. Eles esperavam um messias que resolvesse os seus problemas ou ao menos os liderasse na vitória sobre seus inimigos. Aos poucos, os teus seguidores compreenderam que a tua liderança era realmente real e decisiva, e se estendia a todas as pessoas e as todas as nações, como verdadeira onda de renovação do mundo na direção de Deus. És o Senhor da história, nos conduzindo para a justiça e a fraternidade que nascem do encontro com o amor de Deus, proclamado no teu evangelho. Por tua morte e ressurreição, abres os selos do livro lacrado da história. És o Senhor da história. E quanto estiver transformado, entregarás o reino como um presente ao Pai. Contigo, pedimos ao Pai, venha a nós o teu Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Abra a sua Bíblia, no salmo que Jesus citou hoje: Salmo 110 (ou 109, em algumas edições). É o salmo do sacerdócio do Messias.

Eu já lhe falei da AMA, a Associação Missionária Amanhecer, que atua comigo na evangelização nos meios de comunicação social. Neste mês, a AMA está completando 25 anos de serviço missionário. E nós vamos festejar esta data, amanhã, de uma maneira especial. Vamos fazer um Show online, começando às 20 horas. Desejo muito que você esteja conosco neste momento. Você pode adquirir o ingresso no site www.sympla.com.br ou pelo whatsapp 81 9.9964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200605

O FILHO DE DAVI

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

05 de junho de 2020.


O povo de Deus vivia na grande expectativa da vinda do Messias. Os profetas tinham anunciado a vinda de alguém muito especial. Na cabeça das pessoas, chegaria alguém muito forte, assistido por Deus, que restauraria a nação e a levaria ao seu antigo esplendor, como no tempo de Davi ou Salomão. Para um povo que vivia sob o peso de uma dominação humilhante como aquela dos romanos no tempo de Jesus, a expectativa do Messias era uma coisa muito forte. Quanto mais sofrimento e humilhação, mais se fortalecia a convicção da chegada do Messias a qualquer momento para resolver a situação.   

Quando os tempos estavam maduros, o Pai enviou seu filho. São Paulo falou disso, na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Mesmo Deus tendo esperado muito tempo para enviar o seu filho no momento certo, Jesus encontrou esse clima da espera de um Messias salvador da pátria, que dificultou a acolhida de sua pessoa e de seus ensinamentos.

No pensamento corrente, o Messias viria reinar, seria um rei. Assim, claro, ele teria que ser um descendente do rei Davi, a quem Deus tinha prometido que seu reinado não teria fim. O Messias seria filho de Davi, quer dizer da família real. Aos poucos, muita gente foi identificando Jesus com o Messias aguardado. Quando Jesus foi a Jerusalém, naquela peregrinação de Páscoa, a última antes de ser morto na cruz, sua entrada na cidade foi uma festa. Os peregrinos o aclamaram rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor", gritavam euforicamente. E lhe deram, em sua pobreza, um tratamento de rei: forravam a estrada com ramos e com suas capas para ele passar, montado no seu jumentinho.

O que Jesus está dizendo hoje no evangelho é para ajudar aquelas pessoas que o cercavam a entender que o Messias não seria um simples descendente do rei Davi. “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?”

São muitas coisas que aquela gente e nós precisamos entender. A primeira coisa é que o Messias não é um simples filho de Davi. Como diz o salmo que Jesus citou: “Disse o Senhor ao meu Senhor”. Quem é esse senhor? Deus. Deus disse ao senhor de Davi, não ao seu filho. O Messias é o Senhor de Davi, entendeu? O Messias tem parte com Deus.

Guardando a palavra

Aos poucos, os seguidores de Jesus foran entendendo: Jesus é o Messias, o ungido de Deus. Ele não só herdou a realeza humana de Davi, mas ele é o Filho de Deus. E o seu reinado não é o governo de alguma tribo ou de alguma nação. Ele é mais rei do que isso, ele é Senhor em todo canto. Ele não veio para restaurar o reino de Israel. Veio para restaurar o reino de Deus no mundo. Deus não é só Deus de Israel. É Deus de todos e quer o bem de todos e reina sobre todos, em qualquer lugar do mundo, onde aceitem seu filho e sua mensagem de fraternidade, de justiça, de amor e de paz. Os problemas de Israel é seu povo que vai encontrar soluções, no caminho da história. Ele veio para abrir um caminho de plenitude, de salvação para todos. Claro que isso tem influência na vida dos que crêem e nos caminhos históricos das nações. O Reino de Deus é como fermento na história, como ele bem explicou.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Não foi só o povo do teu tempo que teve dificuldade de entender a tua presença e a tua mensagem. Nós, também. Eles esperavam um messias que resolvesse os seus problemas ou ao menos os liderasse na vitória sobre seus inimigos. Aos poucos, os teus seguidores compreenderam que a tua liderança era realmente real e decisiva, e se estendia a todas as pessoas e as todas as nações, como verdadeira onda de renovação do mundo na direção de Deus. És o Senhor da história, nos conduzindo para a justiça e a fraternidade que nascem do encontro com o amor de Deus, proclamado no teu evangelho. Por tua morte e ressurreição, abres os selos do livro lacrado da história. És o Senhor da história. E quanto estiver transformado, entregarás o reino como um presente ao Pai. Contigo, pedimos ao Pai, venha a nós o teu Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra


Abra a sua Bíblia, no salmo que Jesus citou hoje: Salmo 110 (ou 109, em algumas edições). É o salmo do sacerdócio do Messias.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20191005

REVELAÇÃO AOS PEQUENOS

Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Lc 10, 21).
05 de outubro de 2019.
Depois que os setenta e dois discípulos voltaram da missão, eles, muito contentes, contam a Jesus todo o bem que fizeram e presenciaram. Foram bem recebidos, levaram a notícia de que Jesus iria visitar aquelas localidades, rezaram pelos doentes.. a missão fora um sucesso. Jesus também fica contente com as notícias que eles trouxeram, diz palavras de incentivo e, cheio do Espírito Santo, faz uma linda louvação a Deus: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”.
Ele louva o Pai porque o Reino estava sendo revelado aos pequeninos. Igualmente o louva porque, revelando o Reino a uns, o Pai o esconde a outros, os sábios e entendidos. E o que é que está havendo com os sábios e entendidos, isto é, com os estudados, os professores da Lei, os que se sentiam conhecedores da Palavra de Deus? Estes fecharam o coração. Não conseguiram ver em Jesus de Nazaré a revelação do Pai amoroso e fiel que fIzera aliança com Israel. Encheram o peito de presunção de que já sabiam de tudo. E de inveja, sentindo-se ameaçados pela fama de Jesus, de seus ensinamentos e de seus milagres.
Embora Jesus pregasse pra todo mundo, a todos procurasse iniciar no Reino, via-se cercado de gente simples e pobre, pecadores, sofredores de todo tipo. Os grandes também se aproximavam, mas, em geral, para censurar, para tentar coibir a sua palavra, para desafiá-lo... Estes tentavam desmoralizar o seu ministério ou encontrar motivo para denúncias e perseguições. Os grandes fecharam o coração. Os pequenos abriram-se à obra de Deus. É o que Jesus está vendo. E por isso está louvando o Pai.  
Guardando a mensagem
Jesus rezou, publicamente, louvando o Pai porque este estava revelando o Reino aos pequeninos. E o estava revelando por meio do Filho. Em Jesus, reconhecemos a bondade e a misericórdia do nosso Deus, atuando em favor do seu povo. Os grandes fecharam o coração. As elites rejeitaram Jesus. Os pobres e os pecadores aproximaram-se dele, acolhendo o Reino que ele anunciava. Aprendamos com Jesus, aprendamos como Pai. Valorizemos os pequenos. O Reino é deles. Tornemo-nos pequenos, sejamos solidários com eles, se quisermos ter parte no Reino.
Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Lc 10, 21)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Na oração que nos ensinaste, pedimos ao Pai: “venha a nós o vosso Reino!” . Tu nos ensinaste a rezar assim para que entendamos que o Reino é um dom que nos vem do Pai, não é uma conquista de nossas ações ou de nossa santidade. O Reino vem a nós por pura bondade e graça de Deus, nosso Pai. E és tu, Senhor Jesus, que nos revelas o Pai, que nos comunicas o seu Reino, a sua presença amorosa em nossa história. Venha a nós o vosso Reino! Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, reze com Jesus, mais de uma vez: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos”. 
Neste final de semana, vamos realizar o 2º Acampamento Tempo de Paz, com os ouvintes das emissoras que transmitem os nossos programas, na Canção Nova de Gravatá, em Pernambuco. Reze por nós. Amanhã, eu lhe mando um link para você nos acompanhar.
E você sabe, eu estou lançando o EP CONFIAR EM DEUS e ontem lhe enviei o vídeo da primeira faixa desse novo trabalho. Hoje, estou lhe enviando o áudio dessa música. Podendo, compartilhe-o com os seus contatos.

Pe. João Carlos Ribeiro – 04 de outubro de 2019.

20190811

AS TRÊS GERAÇÕES DE PEREGRINOS



A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido! (Lc 12, 48)

11 de agosto de 2019 – 19º Domingo do Tempo Comum, Dia dos Pais


Neste 19º Domingo do Tempo Comum, estamos também celebrando o dia dos pais. Esta é uma data em que manifestamos reconhecimento e gratidão aos nossos pais. Você ainda tem o seu pai vivo? Ah, o seu pai já é falecido!? O meu também já está com Deus. Aos pais vivos, nossas felicitações. Pelos que já partiram, nossas preces de intercessão em seu favor. Celebrando o dia dos pais, nos damos conta que o tempo vai passando, as gerações vão se sucedendo. Olhando pra trás, dá para identificar a geração dos nossos avós, a geração dos nossos pais e a nossa geração. Somos todos peregrinos, estamos de passagem.

Esta percepção de peregrinação na história, com certeza, pode nos ajudar a compreender a palavra de Deus proclamada neste domingo. A nossa história de fé começa com Abraão, passa pelo povo hebreu no Egito, se consolida na comunidade de discípulos de Jesus. É como se fossem as três gerações que percebemos em nossa família: a dos nossos avós (a de Abraão), a dos nossos pais (o povo hebreu) e a nossa geração (a dos discípulos de Jesus). Somos peregrinos na história, andamos buscando a realização de sonhos e promessas. 


Abraão representa a geração dos nossos avós. Ele tinha um sonho, uma promessa de Deus. Deixou a sua segurança e partiu em busca da promessa de uma terra abençoada e de uma descendência numerosa. Deus lhe fez uma promessa: uma TERRA, uma DESCENDÊNCIA. Abraão virou peregrino pelo meio do mundo, em busca da promessa de Deus. A carta aos Hebreus elogiou o patriarca: “Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia” (Hbr 11). Começamos assim, como peregrinos, como estrangeiros, buscando a terra da promessa. Começamos com Abraão. Qual foi a grande lição da geração de Abraão? A FÉ. A fé o sustentou nas dificuldades, na incerteza do futuro, em todas as provações. A FÉ. Continuamos sendo peregrinos. Sem a fé, nos instalamos, pondo a nossa confiança nas coisas desse mundo. Sem a fé, estacionamos, não caminhamos no rumo de Deus. 

O povo hebreu pode representar bem a geração dos nossos pais. Os hebreus foram escravizados no Egito do Faraó. Mas, eles não se conformaram com a escravidão. Clamaram a Deus e o Senhor os escutou. E prometeu-lhes o grande dom: a LIBERDADE. Precisavam sair, emigrar daquela situação, por-se a caminho. Foi marcada a grande noite da intervenção de Deus, a da morte dos primogênitos. As famílias dos hebreus prepararam-se para a partida. É o que lemos no Livro da Sabedoria: “A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos” (Sb 18). Intrépidos é valentes, corajosos, que não têm medo. Foi assim que eles celebraram a páscoa e partiram do Egito, em busca da liberdade. O Livro da Sabedoria sublinha o compromisso de solidariedade deles: “os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos”. Uma marca importante desta geração: a SOLIDARIEDADE. Solidariedade para enfrentarem juntos, caminharemos juntos, apoiando-se mutuamente na busca da LIBERDADE. 

A terceira geração de nossa família de fé que hoje contemplamos é a dos discípulos de Jesus. Ela pode representar a nossa geração. A eles, o Senhor prometeu o REINO. É o que lemos no evangelho de Lucas: “Não tenhas medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-te o Reino” (Lc 12). O Reino é o dom de Deus aos discípulos de Jesus, o pequenino rebanho dos que o acolheram. É a grande meta da jornada: o Reino de Deus, um povo obediente e fiel iluminando o mundo com a luz de Cristo. O Reino será pleno na manifestação definitiva de Jesus, na sua volta. A marcha continua, somos peregrinos neste mundo. Para nos mantermos no caminho certo, explicou Jesus de muitos modos, precisamos da VIGILÂNCIA. Está no evangelho de Lucas: “Que os seus rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas” (Lc 12). É como no tempo do Egito, na noite da páscoa, prontos para a partida. Acordados, despertos, em serviço. Prontos para rechaçar o ladrão que ronda, de noite. Prontos para abrir a porta para o Senhor que volta, em hora não marcada. 

Guardando a mensagem 


Em nossa peregrinação neste mundo, hoje nos lembramos das gerações passadas que nos deixaram em herança tantos ensinamentos e conquistas. Olhando para a história de nossa família de fé, nos damos conta de três gerações marcantes: a de Abraão em busca da Terra da Promessa, a dos Hebreus buscando a Liberdade, a dos discípulos de Jesus buscando o Reino. Nessa caminhada, precisamos de FÉ, de SOLIDARIEDADE e de VIGILÂNCIA para continuarmos com fidelidade nossa jornada. Aqui, somos estrangeiros, peregrinos para a Casa do Pai.

A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido! (Lc 12, 48)

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

Com este domingo do Dia dos Pais, estamos começando a Semana Nacional da Família. Abençoa os nossos pais, os vivos e os falecidos. Dá-nos a todos a sabedoria de nos percebemos peregrinos, nas gerações que vão se sucedendo. Cada geração completa um trecho da estrada, deixando sua contribuição em herança para quem vem atrás. Mas, todos viajamos na mesma direção, como peregrinos, para a mesma meta, Deus, o seu Reino, o mundo transfigurado no seu amor. Dá-nos, Senhor, caminhar fortalecidos pela FÉ, pela SOLIDARIEDADE e pela VIGILÂNCIA. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Hoje, claro, reze pelo seu pai. Faça um esforço para recordar o que ele deixou ou está deixando de significativo pra você, na caminhada de sua geração. E agradeça a Deus por ou por quem fez ou faz o papel dele em sua vida. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB – 11 de agosto de 2019.

20180718

O LOUVOR AGRADECIDO DE JESUS

Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra (Mt 11, 25).
18 de julho de 2018.
É surpreendente ver Jesus em oração. Ele está louvando o Pai, reconhecendo sua ação no meio do povo, bendizendo-o por sua sabedoria. O Pai está revelando o Reino aos pequeninos. Jesus exulta de alegria pelo que Deus está fazendo.
No livro do profeta Isaías, há um contraponto à oração de Jesus. Na liturgia de hoje, lendo Mateus capítulo 11, lê-se também Isaías capítulo 10. Deus, em seus propósitos, tinha suscitado o país da Assíria como instrumento de correção para o povo de Israel. A Assíria tinha invadido o Reino de Israel, o norte do país, exilado meio mundo de gente e humilhado o orgulho nacional. Israel tinha se afastado da aliança com Deus, com seus cultos idolátricos e com o reinado da injustiça. O Rei da Assíria, como escreveu o profeta “bastão nas mãos de Deus”, serviu aos propósitos do Senhor de corrigir o seu povo, que se tornara uma nação ímpia. O rei assírio acabou julgando-se o tal. Disse ele: “Realizei isso pela força da minha mão e com sagacidade, pois tenho experiência”. E saiu se gabando de sua grandeza e de seus gloriosos feitos. Disse ele: “Minha mão empalmou uma ninhada de ovos. Assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio”.  Olha só, a arrogância desse dono do mundo! Fez e aconteceu e ninguém abriu o bico pra dar nem um pio. “O machado se gloriando de si mesmo, sem reconhecer a mão do lenhador que o manejou”, disse o profeta. “ Mas deixa estar... o Senhor dos Exércitos vai lhe dar o troco”.
De um lado, o rei da Assíria, presunçoso e arrogante, julgando-se todo-poderoso, louvando a si mesmo. Do outro, Jesus louvando o Pai porque reconhece que ele está revelando o Reino aos pequeninos. E escondendo-o dos sábios e entendidos.
E olha que Jesus tinha muitas razões para se gabar de sua própria obra. Por suas mãos, muitas vidas estavam se transformando, muitos olhos se abrindo para a verdade de Deus, muitas maravilhas acontecendo em suas pregações e em seus milagres. Na verdade, quem estava evangelizando, anunciando o Reino era Jesus, não era o Pai. Mas, Jesus sabe e reconhece que, por meio dele, age o Pai comunicando o Reino, revelando-o aos simples, aos humildes, aos pobres. E o Reino é Jesus resgatando os perdidos, incluindo os sofredores, salvando os pecadores. E quem melhor conhece o filho, senão o Pai? É ele que revela o filho. Quando Pedro afirmou “Tu és o Messias, o filho do Deus vivo”, Jesus logo reconheceu: “foi o Pai, Pedro, quem te revelou isso”. Humildade e gratidão: é o que vemos na oração de Jesus.
Vamos guardar a mensagem
Quanta coisa bonita você já fez e ainda vai fazer! Você tem uma folha extensa de realizações e conquistas: na sua família, na sua casa, no seu trabalho, nas suas viagens, no exercício de sua cidadania. Motivo para seu engrandecimento pessoal? Motivo para arroubos de arrogância e orgulho? Não banque o rei da Assíria. Reconheça a mão de Deus em todas as suas conquistas, em todos os seus momentos de superação e vitória. Imite Jesus, nosso Mestre. Reconheça, com alegria, e em público, como Deus tem sido misericordioso para com você, como tem assistido a sua fraqueza e conduzido você a conquistas surpreendentes. Imite Maria Santíssima, que louvou agradecida: “A minha alma engrandece o Senhor, exulta o meu espírito em Deus meu salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva”.
Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra (Mt 11, 25).
Vamos rezar a palavra
Reze com Jesus: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado”. Obrigado, Senhor.
Vamos viver a palavra
Pode aparecer uma ocasião, hoje, para você, publicamente, louvar a Deus, reconhecendo sua obra em sua vida e na história do nosso povo. Não banque o rei da Assíria. Imite Jesus. E Maria.

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.07.2018

20170718

A LÓGICA DE DEUS

Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11, 25).
Alguém pode até ficar com raiva. Mas, Deus escolhe os pequenos. Escolheu o adolescente Davi, pastor de ovelhas. Escolheu José, um jovem carpinteiro de um lugarejo de nada. Escolheu Maria, uma moça humilde de Nazaré. Não escolhe os que o mundo seleciona. Escolhe os que o mundo escanteia. Escolhe os pequenos para lhes revelar o Reino. Jesus, imitando o Pai, escolheu Mateus, colaborador dos romanos. Escolheu Pedro, pescador do grande lago. Escolheu Paulo, perseguidor dos cristãos. Como o Pai, escolhe o fraco para confundir o forte.
No evangelho de hoje, Jesus está em oração. Ele louva o Pai porque o Reino está sendo revelado aos pequeninos. Igualmente o louva porque, revelando o Reino a uns, o Pai o esconde a outros, os sábios e entendidos. E o que é que está havendo com os sábios e entendidos, isto é, com os que estudaram, os professores da Lei, os que se sentiam conhecedores da Palavra de Deus? Estes fecharam o coração. Não conseguiram ler em Jesus de Nazaré a revelação do Pai amoroso e fiel que fez aliança com Israel. Encheram o peito de presunção de que já sabiam tudo e de inveja, estremecidos pela fama de Jesus, de seus ensinamentos e de seus milagres.
Jesus louvou o Pai, em alta voz. Embora ele pregasse pra todo mundo, a todos procurasse iniciar no Reino, via-se cercado de gente simples e pobre, pecadores, sofredores de todo tipo. Os grandes também se aproximavam, mas para censurar, para tentar coibir a sua palavra, para desafiá-lo... tentando desmoralizar o seu ministério ou encontrar motivo para denúncias e perseguições. Os grandes fecharam o coração. Os pequenos abriram-se à obra de Deus. É o que Jesus está vendo. E por isso está louvando o Pai.  
A acolhida do Reino pelos pequenos não é só resultado da rejeição dos grandes à pregação do Evangelho. É que Deus age numa outra lógica. Ele se compadece do humilde, do fraco, do pecador. Essa é a lógica dele. E Jesus que nos revela o Pai, age com a mesma lógica. Proclama no monte: Felizes os pobres, felizes os que choram, felizes os perseguidos.

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