BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO: O Messias é filho de Davi
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A oferta da viúva.




06 de junho de 2026  

Sábado da 9ª Semana do Tempo Comum


  Evangelho.  


Mc 12,38-44

Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento, à multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

  Meditação.  


Em verdade lhes digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas (Mc 12, 42)

Jesus observou que uma pobre viúva depositou duas pequenas moedas no tesouro do Templo. E valorizou essa participação, aparentemente tão pequena. Viu também pessoas ricas fazendo suas ofertas. Comparou a viúva pobre e os ricos piedosos. Os ricos ofertaram o que lhes sobrava. Ela ofereceu ‘tudo quanto tinha para viver’.

Veja bem, dando as duas moedas que lhe fariam falta, ela deu algo de si mesma. As duas moedas a ajudariam em alguma coisa, um pão, um pouco de leite, quem sabe... Não deu do que lhe estava sobrando. Propriamente, não deu coisas fora de si. Empenhou-se a si mesma nesta oferta. Deu-se a si mesma. A viúva a si mesmo se ofereceu em oferta.

Os ricos que depositaram muito dinheiro no cofre do Templo, ofereceram muita coisa, mas não ofereceram nada de si, compreende? Nada daquilo representava mesmo algo de si mesmos. Aquele dinheiro todo não lhes faria falta, era coisa que já estava sobrando. Jesus podia até elogiá-los reconhecendo que tinham sido generosos. Mas, não. Não estavam implicados na oferta. A viúva, ah essa sim, fez a maior oferta. Deu de sua própria vida, tirou do seu próprio sustento. Sacrificou-se ao dar. Na verdade, a sua oferta era ela mesma.

A história da viúva das duas moedinhas é um exemplo vivo do ensinamento de Jesus: “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia sua cruz e me siga”. A viúva renunciou a si mesma. O discípulo vê isso na vida do seu Mestre. Foi assim que Jesus realizou sua missão. Ele entregou a sua vida em sacrifício, em nosso favor. Ele é o nosso rei, o nosso guia, o nosso pastor. O bom pastor dá vida por suas ovelhas. O que a viúva fez está em sintonia com o modo como Jesus realizou sua missão. Depositando duas moedas, tudo o que ela tinha, ela estava oferecendo-se a si mesma.




Guardando a mensagem

No gesto de dar uma oferta no Templo, a viúva pobre não deu apenas algo fora de si, que não a empenhava, nem a implicava. Especialmente, entregou-se a si mesma, deu-se na sua pobreza e na sua necessidade. E o que é que a viúva tem com você? É fácil: na sua relação com a Igreja (que está no lugar do antigo Templo), espera-se que você não dê apenas coisas, exteriormente. O evangelho da viúva indica que você precisa entregar-se a si mesmo, a si mesma. Não basta cumprir o preceito de assistir a Missa aos domingos. É preciso que você faça do seu domingo uma Missa. E o compromisso do dízimo? É, ele é importante, mas só vale mesmo se você for a oferta principal, não o seu dinheiro. Rezar é importante? Sim, se rezar for o modo de você reconhecer o amor de Deus, colocando-se às suas ordens. O que você faz ou dá não é o mais importante. Só é importante se sua vida estiver sendo oferecida e entregue no sinal da oferenda.

Em verdade lhes digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas (Mc 12, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
temos que reconhecer que nosso dízimo e nossas ofertas na Igreja estão muito longe do sentimento de entrega da viúva. Ela propriamente se deu em oferta, oferecendo o que lhe faria falta. A nossa oferta deveria representar a oferta de nós mesmos a Deus, mas quase sempre são apenas esmolas e migalhas que representam apenas o nosso pouco compromisso com a Igreja e com a sua missão. Converte-nos, Senhor. Dá-nos o coração da viúva pobre que a si mesmo se ofereceu em sua oferta. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Será que o evangelho está lhe pedindo alguma mudança? Pense um pouco nisso.

Comunicando

05 de julho é a data do Passeio dos Ouvintes a Bezerros. É lá que está sendo instalada a Rádio Amanhecer FM. Na programação: Visita às instalações da futura emissora, Santa Missa,Tarde de Louvor e Adoração Eucarística. Informações pelo zap 81 8239-6686.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb






Mais que um herdeiro de Davi.



  05 de junho de 2026  

1a. Sexta-feira do mês 

Memória de São Bonifácio, bispo e mártir


  Evangelho  


Mc 12,35-37

Naquele tempo, 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

  Meditação  


Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

O povo de Deus vivia na grande expectativa da vinda do Messias. Os profetas tinham anunciado a vinda de alguém muito especial. Na cabeça das pessoas, chegaria alguém muito forte, assistido por Deus, que restauraria a nação e a levaria ao seu antigo esplendor, como no tempo de Davi ou Salomão. Para um povo que vivia sob o peso de uma dominação humilhante como aquela dos romanos no tempo de Jesus, a expectativa do Messias era uma coisa muito forte. Quanto mais sofrimento e humilhação, mais se fortalecia a convicção da chegada do Messias a qualquer momento para resolver a situação.

Quando os tempos estavam maduros, o Pai enviou seu filho. São Paulo falou disso, na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Mesmo Deus tendo esperado muito tempo para enviar o seu filho no momento certo, Jesus encontrou esse clima da espera de um Messias salvador da pátria, que dificultou a acolhida de sua pessoa e de seus ensinamentos.

No pensamento corrente, o Messias viria reinar, seria um rei. Assim, claro, ele teria que ser um descendente do rei Davi, a quem Deus tinha prometido que seu reinado não teria fim. O Messias seria filho de Davi, quer dizer da família real. Aos poucos, muita gente foi identificando Jesus com o Messias aguardado. Quando Jesus foi a Jerusalém, naquela peregrinação de Páscoa, a última antes de ser morto na cruz, sua entrada na cidade foi uma festa. Os peregrinos o aclamaram rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor", gritavam euforicamente. E lhe deram, em sua pobreza, um tratamento de rei: forravam a estrada com ramos e com suas capas para ele passar, montado no seu jumentinho.

O que Jesus está dizendo hoje no evangelho é para ajudar aquelas pessoas que o cercavam a entender que o Messias não seria um simples descendente do rei Davi. “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?”

São muitas coisas que aquela gente e nós precisamos entender. A primeira coisa é que o Messias não é um simples filho de Davi. Como diz o salmo que Jesus citou: “Disse o Senhor ao meu Senhor”. Quem é esse senhor? Deus. Deus disse ao senhor de Davi, não ao seu filho. O Messias é o Senhor de Davi, entendeu? O Messias tem parte com Deus.





Guardando a palavra

Aos poucos, os seguidores de Jesus foram entendendo: Jesus é o Messias, o ungido de Deus. Ele não só herdou a realeza humana de Davi, mas ele é o Filho de Deus. E o seu reinado não é o governo de alguma tribo ou de alguma nação. Ele é mais rei do que isso, ele é Senhor em todo canto. Ele não veio para restaurar o reino de Israel. Veio para restaurar o reino de Deus no mundo. Deus não é só Deus de Israel. É Deus de todos e quer o bem de todos e reina sobre todos, em qualquer lugar do mundo, onde aceitem seu filho e sua mensagem de fraternidade, de justiça, de amor e de paz. Os problemas de Israel é seu povo que vai encontrar soluções, no caminho da história. Ele veio para abrir um caminho de plenitude, de salvação para todos. Claro que isso tem influência na vida dos que crêem e nos caminhos históricos das nações. O Reino de Deus é como fermento na história, como ele bem explicou.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
não foi só o povo do teu tempo que teve dificuldade de entender a tua presença e a tua mensagem. Nós, também. Eles esperavam um messias que resolvesse os seus problemas ou ao menos os liderasse na vitória sobre seus inimigos. Aos poucos, os teus seguidores compreenderam que a tua liderança era realmente real e decisiva, e se estendia a todas as pessoas e as todas as nações, como verdadeira onda de renovação do mundo na direção de Deus. És o Senhor da história, nos conduzindo para a justiça e a fraternidade que nascem do encontro com o amor de Deus, proclamado no teu evangelho. Por tua morte e ressurreição, abres os selos do livro lacrado da história. És o Senhor da história. E quanto estiver transformado, entregarás o reino como um presente ao Pai. Contigo, pedimos ao Pai, venha a nós o teu Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Abra a sua Bíblia, no salmo que Jesus citou hoje: Salmo 110 (ou 109, em algumas edições). É o salmo do sacerdócio do Messias.

Comunicando

Hoje, primeira sexta-feira do mês, faço show na cidade de Monte Alegre, SE. A festa é do padroeiro, o Sagrado Coração de Jesus. Amanhã, à noite, presido a Santa Missa em Camela, PE: noite da Trezena de Santo Antonio. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Jesus é o Senhor da história e está nos conduzindo para a justiça e a fraternidade.




09 de junho de 2023

Memória de São José de Anchieta, presbítero

Evangelho


Mc 12,35-37

Naquele tempo, 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

Meditação


Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

O povo de Deus vivia na grande expectativa da vinda do Messias. Os profetas tinham anunciado a vinda de alguém muito especial. Na cabeça das pessoas, chegaria alguém muito forte, assistido por Deus, que restauraria a nação e a levaria ao seu antigo esplendor, como no tempo de Davi ou Salomão. Para um povo que vivia sob o peso de uma dominação humilhante como aquela dos romanos no tempo de Jesus, a expectativa do Messias era uma coisa muito forte. Quanto mais sofrimento e humilhação, mais se fortalecia a convicção da chegada do Messias a qualquer momento para resolver a situação.

Quando os tempos estavam maduros, o Pai enviou seu filho. São Paulo falou disso, na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Mesmo Deus tendo esperado muito tempo para enviar o seu filho no momento certo, Jesus encontrou esse clima da espera de um Messias salvador da pátria, que dificultou a acolhida de sua pessoa e de seus ensinamentos.

No pensamento corrente, o Messias viria reinar, seria um rei. Assim, claro, ele teria que ser um descendente do rei Davi, a quem Deus tinha prometido que seu reinado não teria fim. O Messias seria filho de Davi, quer dizer da família real. Aos poucos, muita gente foi identificando Jesus com o Messias aguardado. Quando Jesus foi a Jerusalém, naquela peregrinação de Páscoa, a última antes de ser morto na cruz, sua entrada na cidade foi uma festa. Os peregrinos o aclamaram rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor", gritavam euforicamente. E lhe deram, em sua pobreza, um tratamento de rei: forravam a estrada com ramos e com suas capas para ele passar, montado no seu jumentinho.

O que Jesus está dizendo hoje no evangelho é para ajudar aquelas pessoas que o cercavam a entender que o Messias não seria um simples descendente do rei Davi. “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?”

São muitas coisas que aquela gente e nós precisamos entender. A primeira coisa é que o Messias não é um simples filho de Davi. Como diz o salmo que Jesus citou: “Disse o Senhor ao meu Senhor”. Quem é esse senhor? Deus. Deus disse ao senhor de Davi, não ao seu filho. O Messias é o Senhor de Davi, entendeu? O Messias tem parte com Deus.



Guardando a palavra

Aos poucos, os seguidores de Jesus foram entendendo: Jesus é o Messias, o ungido de Deus. Ele não só herdou a realeza humana de Davi, mas ele é o Filho de Deus. E o seu reinado não é o governo de alguma tribo ou de alguma nação. Ele é mais rei do que isso, ele é Senhor em todo canto. Ele não veio para restaurar o reino de Israel. Veio para restaurar o reino de Deus no mundo. Deus não é só Deus de Israel. É Deus de todos e quer o bem de todos e reina sobre todos, em qualquer lugar do mundo, onde aceitem seu filho e sua mensagem de fraternidade, de justiça, de amor e de paz. Os problemas de Israel é seu povo que vai encontrar soluções, no caminho da história. Ele veio para abrir um caminho de plenitude, de salvação para todos. Claro que isso tem influência na vida dos que crêem e nos caminhos históricos das nações. O Reino de Deus é como fermento na história, como ele bem explicou.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
não foi só o povo do teu tempo que teve dificuldade de entender a tua presença e a tua mensagem. Nós, também. Eles esperavam um messias que resolvesse os seus problemas ou ao menos os liderasse na vitória sobre seus inimigos. Aos poucos, os teus seguidores compreenderam que a tua liderança era realmente real e decisiva, e se estendia a todas as pessoas e as todas as nações, como verdadeira onda de renovação do mundo na direção de Deus. És o Senhor da história, nos conduzindo para a justiça e a fraternidade que nascem do encontro com o amor de Deus, proclamado no teu evangelho. Por tua morte e ressurreição, abres os selos do livro lacrado da história. És o Senhor da história. E quanto estiver transformado, entregarás o reino como um presente ao Pai. Contigo, pedimos ao Pai, venha a nós o teu Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Abra a sua Bíblia, no salmo que Jesus citou hoje: Salmo 110 (ou 109, em algumas edições). É o salmo do sacerdócio do Messias.

Comunicando

Agradeço, de coração, as muitas manifestações de amizade e as preces pela passagem, ontem, do meu aniversário. Deus os recompense. 
Nesta segunda-feira, dia 12, teremos o Encontro dos Ouvintes no Recife. Será na igreja de Santo Antonio, no centro da cidade, às 11 horas. 
Quinta-feira próxima, dia 15, é a noite católica no Pátio de Eventos em Caruaru, Pernambuco. Eu e o Frei Gilson estamos escalados para a noite de música e evangelização. Para participar de nossas caravanas, ligue ou mande mensagem para 81 3224-9284. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O MESSIAS É O SENHOR DE DAVI







04 de junho de 2021

EVANGELHO


Mc 12,35-37

Naquele tempo, 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

MEDITAÇÃO


Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

O povo de Deus vivia na grande expectativa da vinda do Messias. Os profetas tinham anunciado a vinda de alguém muito especial. Na cabeça das pessoas, chegaria alguém muito forte, assistido por Deus, que restauraria a nação e a levaria ao seu antigo esplendor, como no tempo de Davi ou Salomão. Para um povo que vivia sob o peso de uma dominação humilhante como aquela dos romanos no tempo de Jesus, a expectativa do Messias era uma coisa muito forte. Quanto mais sofrimento e humilhação, mais se fortalecia a convicção da chegada do Messias a qualquer momento para resolver a situação.

Quando os tempos estavam maduros, o Pai enviou seu filho. São Paulo falou disso, na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Mesmo Deus tendo esperado muito tempo para enviar o seu filho no momento certo, Jesus encontrou esse clima da espera de um Messias salvador da pátria, que dificultou a acolhida de sua pessoa e de seus ensinamentos.

No pensamento corrente, o Messias viria reinar, seria um rei. Assim, claro, ele teria que ser um descendente do rei Davi, a quem Deus tinha prometido que seu reinado não teria fim. O Messias seria filho de Davi, quer dizer da família real. Aos poucos, muita gente foi identificando Jesus com o Messias aguardado. Quando Jesus foi a Jerusalém, naquela peregrinação de Páscoa, a última antes de ser morto na cruz, sua entrada na cidade foi uma festa. Os peregrinos o aclamaram rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor", gritavam euforicamente. E lhe deram, em sua pobreza, um tratamento de rei: forravam a estrada com ramos e com suas capas para ele passar, montado no seu jumentinho.

O que Jesus está dizendo hoje no evangelho é para ajudar aquelas pessoas que o cercavam a entender que o Messias não seria um simples descendente do rei Davi. “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?”

São muitas coisas que aquela gente e nós precisamos entender. A primeira coisa é que o Messias não é um simples filho de Davi. Como diz o salmo que Jesus citou: “Disse o Senhor ao meu Senhor”. Quem é esse senhor? Deus. Deus disse ao senhor de Davi, não ao seu filho. O Messias é o Senhor de Davi, entendeu? O Messias tem parte com Deus.

Guardando a palavra

Aos poucos, os seguidores de Jesus foran entendendo: Jesus é o Messias, o ungido de Deus. Ele não só herdou a realeza humana de Davi, mas ele é o Filho de Deus. E o seu reinado não é o governo de alguma tribo ou de alguma nação. Ele é mais rei do que isso, ele é Senhor em todo canto. Ele não veio para restaurar o reino de Israel. Veio para restaurar o reino de Deus no mundo. Deus não é só Deus de Israel. É Deus de todos e quer o bem de todos e reina sobre todos, em qualquer lugar do mundo, onde aceitem seu filho e sua mensagem de fraternidade, de justiça, de amor e de paz. Os problemas de Israel é seu povo que vai encontrar soluções, no caminho da história. Ele veio para abrir um caminho de plenitude, de salvação para todos. Claro que isso tem influência na vida dos que crêem e nos caminhos históricos das nações. O Reino de Deus é como fermento na história, como ele bem explicou.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Não foi só o povo do teu tempo que teve dificuldade de entender a tua presença e a tua mensagem. Nós, também. Eles esperavam um messias que resolvesse os seus problemas ou ao menos os liderasse na vitória sobre seus inimigos. Aos poucos, os teus seguidores compreenderam que a tua liderança era realmente real e decisiva, e se estendia a todas as pessoas e as todas as nações, como verdadeira onda de renovação do mundo na direção de Deus. És o Senhor da história, nos conduzindo para a justiça e a fraternidade que nascem do encontro com o amor de Deus, proclamado no teu evangelho. Por tua morte e ressurreição, abres os selos do livro lacrado da história. És o Senhor da história. E quanto estiver transformado, entregarás o reino como um presente ao Pai. Contigo, pedimos ao Pai, venha a nós o teu Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Abra a sua Bíblia, no salmo que Jesus citou hoje: Salmo 110 (ou 109, em algumas edições). É o salmo do sacerdócio do Messias.

Eu já lhe falei da AMA, a Associação Missionária Amanhecer, que atua comigo na evangelização nos meios de comunicação social. Neste mês, a AMA está completando 25 anos de serviço missionário. E nós vamos festejar esta data, amanhã, de uma maneira especial. Vamos fazer um Show online, começando às 20 horas. Desejo muito que você esteja conosco neste momento. Você pode adquirir o ingresso no site www.sympla.com.br ou pelo whatsapp 81 9.9964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O FILHO DE DAVI

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

05 de junho de 2020.


O povo de Deus vivia na grande expectativa da vinda do Messias. Os profetas tinham anunciado a vinda de alguém muito especial. Na cabeça das pessoas, chegaria alguém muito forte, assistido por Deus, que restauraria a nação e a levaria ao seu antigo esplendor, como no tempo de Davi ou Salomão. Para um povo que vivia sob o peso de uma dominação humilhante como aquela dos romanos no tempo de Jesus, a expectativa do Messias era uma coisa muito forte. Quanto mais sofrimento e humilhação, mais se fortalecia a convicção da chegada do Messias a qualquer momento para resolver a situação.   

Quando os tempos estavam maduros, o Pai enviou seu filho. São Paulo falou disso, na carta aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Mesmo Deus tendo esperado muito tempo para enviar o seu filho no momento certo, Jesus encontrou esse clima da espera de um Messias salvador da pátria, que dificultou a acolhida de sua pessoa e de seus ensinamentos.

No pensamento corrente, o Messias viria reinar, seria um rei. Assim, claro, ele teria que ser um descendente do rei Davi, a quem Deus tinha prometido que seu reinado não teria fim. O Messias seria filho de Davi, quer dizer da família real. Aos poucos, muita gente foi identificando Jesus com o Messias aguardado. Quando Jesus foi a Jerusalém, naquela peregrinação de Páscoa, a última antes de ser morto na cruz, sua entrada na cidade foi uma festa. Os peregrinos o aclamaram rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor", gritavam euforicamente. E lhe deram, em sua pobreza, um tratamento de rei: forravam a estrada com ramos e com suas capas para ele passar, montado no seu jumentinho.

O que Jesus está dizendo hoje no evangelho é para ajudar aquelas pessoas que o cercavam a entender que o Messias não seria um simples descendente do rei Davi. “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?”

São muitas coisas que aquela gente e nós precisamos entender. A primeira coisa é que o Messias não é um simples filho de Davi. Como diz o salmo que Jesus citou: “Disse o Senhor ao meu Senhor”. Quem é esse senhor? Deus. Deus disse ao senhor de Davi, não ao seu filho. O Messias é o Senhor de Davi, entendeu? O Messias tem parte com Deus.

Guardando a palavra

Aos poucos, os seguidores de Jesus foran entendendo: Jesus é o Messias, o ungido de Deus. Ele não só herdou a realeza humana de Davi, mas ele é o Filho de Deus. E o seu reinado não é o governo de alguma tribo ou de alguma nação. Ele é mais rei do que isso, ele é Senhor em todo canto. Ele não veio para restaurar o reino de Israel. Veio para restaurar o reino de Deus no mundo. Deus não é só Deus de Israel. É Deus de todos e quer o bem de todos e reina sobre todos, em qualquer lugar do mundo, onde aceitem seu filho e sua mensagem de fraternidade, de justiça, de amor e de paz. Os problemas de Israel é seu povo que vai encontrar soluções, no caminho da história. Ele veio para abrir um caminho de plenitude, de salvação para todos. Claro que isso tem influência na vida dos que crêem e nos caminhos históricos das nações. O Reino de Deus é como fermento na história, como ele bem explicou.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? (Mc 12, 35)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Não foi só o povo do teu tempo que teve dificuldade de entender a tua presença e a tua mensagem. Nós, também. Eles esperavam um messias que resolvesse os seus problemas ou ao menos os liderasse na vitória sobre seus inimigos. Aos poucos, os teus seguidores compreenderam que a tua liderança era realmente real e decisiva, e se estendia a todas as pessoas e as todas as nações, como verdadeira onda de renovação do mundo na direção de Deus. És o Senhor da história, nos conduzindo para a justiça e a fraternidade que nascem do encontro com o amor de Deus, proclamado no teu evangelho. Por tua morte e ressurreição, abres os selos do livro lacrado da história. És o Senhor da história. E quanto estiver transformado, entregarás o reino como um presente ao Pai. Contigo, pedimos ao Pai, venha a nós o teu Reino. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra


Abra a sua Bíblia, no salmo que Jesus citou hoje: Salmo 110 (ou 109, em algumas edições). É o salmo do sacerdócio do Messias.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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