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17 junho 2020

A ORAÇÃO

Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

17 de junho de 2020

Estamos ouvindo o Sermão da Montanha. Nele, Jesus faz uma reedição da Lei, orientando os seus seguidores sobre como se conduzir em diversas situações da vida. No ensinamento de hoje, ele toca em três temas: a esmola, a oração e o jejum. ‘Quando der esmola, não toque a trombeta diante de si, não dê publicidade à sua caridade. Quando jejuar, não desfigure o rosto, ninguém precisa saber de sua penitência. Quando for rezar, não exiba sua piedade em favor de sua boa imagem’. A orientação é afastar-se do jeito dos fariseus e realizar essas práticas religiosas com um novo espírito.

Vamos prestar bem atenção à preocupação de Jesus com relação à oração. Um grande defeito da oração dos fariseus era a ostentação. Disse Jesus, com toda clareza: “Quando vocês forem rezar, não façam como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens”. Os fariseus rezavam em público, mostrando-se praticantes fieis da religião. Eles eram realmente admiráveis pelo exato cumprimento externo das normas religiosas. E o povo os tinha em muita conta. Mas, esse modo de praticar a fé, no fundo, os estimulava a buscar prestígio e poder diante do povo. A ostentação destrói a prática religiosa.

Na ostentação, procura-se o reconhecimento por parte dos outros, o elogio dos homens. A ação que seria de louvor a Deus transforma-se em louvor a si mesmo. Na ostentação, manifesta-se a vaidade. Pela vaidade, a honra que é devida a Deus eu a canalizo para a minha pessoa. Jesus via isso também nos trajes dos fariseus e seus mestres, com a desculpa de homenagear as palavras da Lei. A ostentação é também uma forma de humilhar os pobres e as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Além do mais, a ostentação é irmã do fingimento, da hipocrisia. É o culto da aparência, onde a verdade não conta, só o que fica bem na foto.

Pelo contrário, ensinou Jesus, “quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. A oração é um ato de intimidade entre Pai e filho. “Entra no teu quarto e fecha a porta”. Quarto é uma maneira simbólica de falar da própria intimidade. Esse é o primeiro templo, o nosso interior. A oração é como estar de portas fechadas, você e o seu Pai, conversando no seu quarto. É no espaço interior, longe de olhares curiosos ou das manifestações públicas de santidade, que você e Deus conversam, trocam confidências, acertam as coisas.

Guardando a mensagem

Os fariseus gostavam da oração da praça. Uma oração marcada pela ostentação, pelo jogo da aparência, pela falsidade das intenções. A oração servia para engrandecer sua imagem de homens devotos e cumpridores das obrigações religiosas. Era, afinal, uma louvação a si mesmos. Jesus aconselhou a oração do quarto. Uma oração marcada pela simplicidade, pela intimidade. Um diálogo amoroso e filial com Deus, no templo da própria interioridade. 

Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
O teu ensinamento de hoje é uma grande lição para nossa vida de oração. Diante de Deus, não vale a aparência. Vale a verdade. No relacionamento com ele, conta pouco a formalidade. Vale especialmente a simplicidade, a confiança e a intimidade de filho ou filha no encontro com o seu Pai. O teu ensinamento, Senhor, não desprestigia os nossos templos. Mas, fica claro, que antes do templo de pedra, a oração se faz verdadeira no meu templo interior. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Consagre, hoje, um tempinho para sua oração pessoal. Recolha-se em qualquer lugar (pode ser mesmo no coletivo) e comunique-se com o seu Deus e Pai, no quarto do seu ser, na sua intimidade.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

19 junho 2019

ORAÇÃO DA PRAÇA E DO QUARTO



Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

19 de junho de 2019.

Estamos ouvindo o Sermão da Montanha. Nele, Jesus faz uma reedição da Lei, orientando os seus seguidores sobre como se conduzir em diversas situações da vida. No ensinamento de hoje, ele toca em três temas: a esmola, a oração e o jejum. ‘Quando der esmola, não toque a trombeta diante de si, não dê publicidade à sua caridade. Quando jejuar, não desfigure o rosto, ninguém precisa saber de sua penitência. Quando for rezar, não exiba sua piedade em favor de sua boa imagem’. A orientação é afastar-se do jeito dos fariseus e realizar essas práticas religiosas com um novo espírito.

Vamos prestar bem atenção à preocupação de Jesus com relação à oração. Um grande defeito da oração dos fariseus era a ostentação. Disse Jesus, com toda clareza: “Quando vocês forem rezar, não façam como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens”. Os fariseus rezavam em público, mostrando-se praticantes fieis da religião. Eles eram realmente admiráveis pelo exato cumprimento externo das normas religiosas. E o povo os tinha em muita conta. Mas, esse modo de praticar a fé, no fundo, os estimulava a buscar prestígio e poder diante do povo. A ostentação destrói a prática religiosa.

Na ostentação, procura-se o reconhecimento por parte dos outros, o elogio dos homens. A ação que seria de louvor a Deus transforma-se em louvor a si mesmo. Na ostentação, manifesta-se a vaidade. Pela vaidade, a honra que é devida a Deus eu a canalizo para a minha pessoa. Jesus via isso também nos trajes dos fariseus e seus mestres, com a desculpa de homenagear as palavras da Lei. A ostentação é também uma forma de humilhar os pobres e as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Além do mais, a ostentação é irmã do fingimento, da hipocrisia. É o culto da aparência, onde a verdade não conta, só o que fica bem na foto.

Pelo contrário, ensinou Jesus, “quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. A oração é um ato de intimidade entre Pai e filho. “Entra no teu quarto e fecha a porta”. Quarto é uma maneira simbólica de falar da própria intimidade. Esse é o primeiro templo, o nosso interior. A oração é como estar de portas fechadas, você e o seu Pai, conversando no seu quarto. É no espaço interior, longe de olhares curiosos ou das manifestações públicas de santidade, que você e Deus conversam, trocam confidências, acertam as coisas.

Guardando a mensagem

Os fariseus gostavam da oração da praça. Uma oração marcada pela ostentação, pelo jogo da aparência, pela falsidade das intenções. A oração servia para engrandecer sua imagem de homens devotos e cumpridores das obrigações religiosas. Era, afinal, uma louvação a si mesmos. Jesus aconselhou a oração do quarto. Uma oração marcada pela simplicidade, pela intimidade. Um diálogo amoroso e filial com Deus, no templo da própria interioridade. 

Quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e ora ao teu Pai que está oculto (Mt 6, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

O teu ensinamento de hoje é uma grande lição para nossa vida de oração. Diante de Deus, não vale a aparência. Vale a verdade. No relacionamento com ele, conta pouco a formalidade. Vale especialmente a simplicidade, a confiança e a intimidade de filho ou filha no encontro com o seu Pai. O teu ensinamento, Senhor, não desprestigia os nossos templos. Mas, fica claro, que antes do templo de pedra, a oração se faz verdadeira no meu templo interior. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Consagre, hoje, um tempinho para sua oração pessoal. Recolha-se em qualquer lugar (pode ser mesmo no coletivo) e comunique-se com o seu Deus e Pai, no quarto do seu ser, na sua intimidade.

Pe. João Carlos Ribeiro – 19 de junho de 2019.

04 novembro 2017

A DOIDICE DA VAIDADE


Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares (Lc 14, 7)
Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. Notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. E deu um conselho: ”você sendo convidado para uma festa de casamento, não ocupe os lugares reservados a pessoas importantes. Você pode passar uma grande vergonha. De repente, chega alguém mais importante do que você e o dono da casa vai pedir que você ceda aquele lugar... é melhor, sentando-se mais atrás, ser convidado para ocupar um lugar mais à frente, do que ser humilhado na frente de todo mundo.
O que Jesus observou naquele jantar é o retrato do que nós vivemos hoje: a busca pelos primeiros lugares; pessoas achando-se importantes, gente procurando regalias, cobrando tratamento VIP, diferenciado. Quando alguém se sente importante, superior, especial, está, na verdade, cultivando a própria projeção, inflacionando o próprio egoísmo. Assim, passa a exigir a atenção dos outros, a admiração, a homenagem, a obediência... e condições diferenciadas dos outros em seu modo de viver.
Nem sempre a imagem que se tem de si mesmo corresponde ao que de fato se é. E uma imagem inflada pelo sentimento de superioridade falseia a realidade. Além de atentar contra si mesmo, expondo-se a comportamentos e atitudes vaidosas, presunçosas, arrogantes..., essa busca de privilégios ofende as pessoas que estão ao seu redor. Quem se julga superior, tenta reduzir os outros a inferiores, servidores, capachos.
O ensinamento de Jesus é o contrário disso. Nada de arrogância, julgando-se superior por sua condição social, pela cor de sua pele, pelo bairro onde mora ou pelo dinheiro e influência que tenha. Modéstia. Humildade. Não querer ocupar os primeiros lugares, numa afirmação de superioridade sobre os outros. Sentar-se modestamente ao lado dos outros. Se vier algum reconhecimento, sendo chamado mais para frente, será uma honra bem-vinda. Porque, como disse o nosso Mestre, quem se eleva será humilhado, e quem se humilha, será exaltado.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Na refeição, na casa do fariseu, Jesus notou como alguns buscavam os primeiros lugares. Esse é uma tentação permanente em nossa vida, na sociedade e na Igreja: buscar privilégios, destaques, reconhecimento social. Os fariseus eram mestres nisso. Jesus deu um conselho: a humildade é o melhor caminho.