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15 março 2020

UMA ÁGUA PRA NOSSA SEDE

Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede (Jo 4, 14).

15 de março de 2020

Vamos recordar. No primeiro domingo da Quaresma, na cena das tentações, Jesus foi comparado com Adão. Ele é o novo Adão, o que disse SIM, o que venceu a tentação, o pecado. No segundo domingo, na cena da transfiguração, ele foi comparado com Moisés. Ele é o novo Moisés que nos comunica a nova Lei, a Palavra que precisamos ouvir. Neste terceiro domingo da Quaresma, no diálogo com a Samaritana no poço, Jesus é comparado com Jacó. Ele é o novo Jacó, que ofereceu ao seu povo, com o poço, a água necessária para a vida.

Atravessando a Samaria, cansado, com sede, Jesus se senta junto à fonte, o poço de Jacó, isso por volta do meio dia. Vem uma mulher daquele povo samaritano buscar água. Ele pede: “dá-me de beber”. Foi só um pé de conversa para a evangelização daquela senhora. Se ela soubesse quem ele era, ela é quem lhe pediria a água viva, e ela nunca mais teria sede. Ela bem que se interessou por aquela água.



A água é um símbolo maravilhoso da vida. A gente tem sede, precisa da água. Mas, a pessoa humana tem uma sede muito mais profunda. A água que Jesus tem para oferecer mata essa sede. A mulher também tinha uma sede profunda, como toda a humanidade tem. Sede de felicidade, de amor, de plenitude, sede de vida eterna.  Jesus é essa fonte de onde mana essa água abençoada. Veja que ele está sentado junto ao poço, como se ele fosse o próprio poço. Ele tem uma água para matar a sede profunda da pessoa humana.

Essa comunicação maravilhosa de Jesus sobre a água viva àquela mulher foi possível porque ele passou por cima de todos os preconceitos que o separavam dela. Preconceito de raça: os judeus eram brigados com os samaritanos. Preconceito de gênero, de sexo: um judeu não dirigia a palavra a uma mulher samaritana, elas eram tidas como impuras. Preconceito de religião: cada lado tinha sua religião e não se entendiam. Até os discípulos, quando voltaram, ficaram surpresos com aquela aproximação de Jesus. A evangelização foi possível porque Jesus se aproximou dela, sem distância, sem preconceito, com todo respeito e partindo da vida dela (a água que ela tinha que buscar todo dia no poço).

Essa mulher, é claro, representa a humanidade, a humanidade que tem sede. Sede que não se acaba apenas com água ou cerveja gelada. Sede de algo mais profundo, de amar e de ser amada, de viver plenamente. Sede de infinito, sede de Deus. Humanidade que vive em busca de matar essa sede, em tentativas frustradas. É por isso que a mulher já estava no sexto marido. A nova humanidade, em Jesus, vai encontrar seu esposo, numa nova e eterna aliança.

E que água é essa que Jesus tem para nós, que mata nossa sede?  Uma água que em nós vai se tornar fonte jorrando para a vida eterna? Com certeza, tudo que ele tem para nós já é essa água. Sua palavra, sua bênção, seu amor. Mas, ele falava de um dom maior que o Pai daria, se nós o pedíssemos. Esse dom vem por ele. O Espírito Santo. O Espírito que está ligado à vida, como a água. Na criação, ele pairava sobre as águas. O Espírito é que dá vida, como a água que mata a sede, que comunica a vida. No batismo, renascemos pela água, pelo Espírito Santo.

Guardando a mensagem

No evangelho de hoje (Jo 4), Jesus é comparado com Jacó, que, com o poço, garantiu água para o seu povo. Nossa sede não é só sede de água. A mulher samaritana é uma representação da humanidade sedenta, com uma sede muito maior que a física.  Essa água que dá vida é o Espírito Santo que ele nos comunica. Por sua morte e ressurreição, ele é a verdadeira fonte de água viva, nos comunicando o seu Santo Espírito. 

Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede (Jo 4, 14).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Lemos neste evangelho que, cansado de viagem, tu te sentaste junto à fonte. E era por volta do meio dia. Estavas com sede e pediste água à mulher que chegou no poço com seu cântaro: “Dá-me de beber”. Nós te contemplamos hoje sentado na fonte: tu és a fonte de Jacó, é em ti que encontramos a água que mata a nossa sede. Aquela tua palavra “Dá-me de beber” se parece com aquela palavra na tua cruz: “Tenho sede”. E a tua crucifixão, Senhor, foi pelo meio dia. E mais tarde, um soldado para certificar-se de tua morte, te perfurou o peito com uma lança. E do teu peito aberto, escorreu sangue e água. A água é uma representação do Espírito Santo, uma referência ao batismo, onde renascemos por obra do Espírito Santo. O Espírito Santo é a água que jorra do teu peito, Jesus. Água que nos comunica a vida, água que sacia a nossa sede de infinito. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Imite, hoje, a samaritana que se apressou a levar para os seus contatos a boa notícia de que encontrou o Messias, o Cristo, que lhe ofereceu a água viva. Faça-se portador(a) desta boa notícia para os seus. 

15 de março de 2020

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

27 janeiro 2020

PECADO SEM PERDÃO


Quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado (Mc 3, 29)


27 de janeiro de 2020

Que os demônios se opusessem a Jesus, isso a gente entende. Que os grupos privilegiados de Jerusalém o odiassem, até dá para entender. Mas, que pessoas religiosas, praticantes da Lei, se indispusessem contra Jesus, a ponto de o difamarem, tentando desmoralizá-lo ou até tramando a sua prisão, isto nos deixa perplexos. Pois foi o que aconteceu. No evangelho de hoje, eles começaram a espalhar que Jesus expulsava demônios com a força do próprio satanás. Olha que jogo baixo: espalhar que Jesus estava possuído por um espírito mau. Haja paciência! Era gente de má vontade procurando desqualificar a vitória de Jesus sobre o mal. Estavam, na verdade, fechando as portas para o enviado de Deus.

Jesus fez diversas considerações para ver se eles abriam a mente para a verdade. Por fim, declarou uma coisa que nos espanta. ‘Pecar contra o Espírito Santo não tem perdão’. Vamos entender isso.

Jesus nos salvou por sua morte e ressurreição. Mas, a sua salvação nos chega por meio do Espírito Santo. É o Espírito Santo, que recebemos no batismo, que nos comunica o dom da filiação divina. Somos filhos, porque estamos habitados pelo Espírito Santo, que é Deus em nós. Mas, ele não é o Pai, nem o Filho. É uma terceira pessoa, com sua própria missão.

É o Espírito Santo que atua em nós, nos permitindo estar em comunicação com o Pai. É o Espírito Santo quem atualiza a palavra e a presença de Jesus. É ele quem, pela oração de consagração, torna presente o Senhor Jesus no sacramento do pão e do vinho. É ele quem atua em todos os sacramentos, santificando a nossa vida: lavando-nos do pecado no batismo, nos perdoando os pecados na confissão, abençoando o amor conjugal no matrimônio, conferindo alívio e cura ao doente na unção dos enfermos, consagrando os ministros para o serviço sacerdotal. Em tudo isso, age decisivamente o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho.

Sempre rezamos ao Pai, por meio do Filho, no Santo Espírito. Não há oração sem o Espírito Santo. É ele quem ora em nós, com gemidos inexprimíveis. O Filho nos alcançou a reconciliação, a comunhão com o Pai. E isso nos é possível, no Espírito Santo. Nossa comunhão é com Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo.

Pecar contra o Espírito Santo é fechar nossa comunicação com o Pai. Apagar em nós o fogo do Espírito é extinguir a relação de filhos com o Pai. Não somos filhos, se não tivermos o Espírito do Pai. Sem o Espírito, não entendemos Jesus e não podemos ser seus discípulos. Para seguir Jesus, como discípulos e missionários, precisamos do Espírito do Filho.

Guardando a mensagem

Pecar contra o Espírito Santo é fechar as portas para a atuação do Santo Espírito em nós. É como desligar a tomada. Ficamos no completo apagão. A graça não chega, a oração não sobe, a moção interior desaparece. Já não somos mais conduzidos pelo Espírito. Já não estamos conectados com o Pai, por meio do Filho, no seu Espírito. Voltamos ao Adão do pecado, expulso do Paraíso. Os mestres da Lei estavam fechando as portas para a novidade da ação de Deus em Jesus. Estavam pecando contra o Espírito Santo. Você também está diante do evangelho do Reino, que continua sendo anunciado por Jesus e seus missionários. Não o rejeite, como os mestres da lei. Nem permaneça indiferente diante dele. Abra o seu coração à atuação do Santo Espírito.

Quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado (Mc 3, 29)

Rezando a palavra

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis, com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

Vivendo a palavra

Durante o dia de hoje, mais de uma vez, reze ao Espírito Santo com suas próprias palavras ou use a oração que acabamos de rezar.

27 de janeiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



19 outubro 2019

QUANDO COMUNICAÇÃO VIRA APAGÃO

Quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado (Lc 12, 11) 

19 de outubro de 2019

Pecar contra Jesus, o Filho, tem perdão. Mas, pecar contra o Espírito Santo não tem perdão. Foi o que Jesus disse. Como entender isso? 

Jesus nos salvou por sua morte e ressurreição. Mas, a sua salvação nos chega por meio do Espírito Santo. No batismo, ele, o Santo Espírito, nos comunica o dom da filiação divina. Somos filhos, porque estamos habitados pelo Espírito Santo, que é Deus em nós. Mas, ele não é o Pai, nem o Filho. É uma terceira pessoa, com sua própria missão. 

É o Espírito Santo que atua em nós, nos permitindo estar em comunicação com o Pai. É o Espírito Santo quem atualiza a palavra de Jesus. É ele quem, pela oração de consagração, torna presente o Senhor Jesus no sacramento do pão e do vinho. É ele quem atua nos outros sacramentos, santificando a nossa vida: nos lavando do pecado no batismo, nos perdoando os pecados na confissão, abençoando o amor conjugal no matrimônio, conferindo alívio e cura ao doente na unção dos enfermos, consagrando os ministros para o serviço sacerdotal. Em tudo isso, age decisivamente o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho. 

Sempre rezamos ao Pai, por meio do Filho, no Santo Espírito. Não há oração sem o Espírito Santo. É ele quem ora em nós, com gemidos inexprimíveis, como São Paulo falou. O Filho, por sua morte e ressurreição, nos reconciliou com Deus, nos pôs na comunhão com o Pai. Nossa comunhão com o Pai é por meio do Filho, no Espírito Santo. 

Pecar contra o Espírito Santo é fechar nossa comunicação com o Pai. Apagar em nós o fogo do Espírito é extinguir a relação de filhos com o Pai. Não somos filhos, se não tivermos em nós o Espírito do Pai e do Filho. Sem o Espírito, não entendemos Jesus e não podemos ser seus discípulos. 

Na mensagem para o Dia Mundial das Missões, que vamos celebrar amanhã, o papa Francisco escreveu: “A nossa missão radica-se na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo o envio expresso por Jesus no mandato pascal: como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós, cheios do Espírito Santo para a reconciliação do mundo”. Jesus nos mandou em missão. Mas, sem o Espírito Santo, não a compreendemos, nem temos condições de realiza-la. O Espírito Santo é quem nos anima na missão. E a missão é a evangelização do mundo.

Guardando a mensagem 

Como discípulos de Jesus, cultivamos a docilidade ao Santo Espírito. Ele é o divino amigo em nós, nos movendo interiormente para o bem, para a verdade, para a justiça, para o amor. Infelizmente, podemos nos fechar a isso. No uso da liberdade que o Senhor nos deu e respeita, podemos bloquear essa ação estimuladora do Santo Espírito. Como escreveu o apóstolo Paulo, podemos “extinguir” o Espírito em nós. Apagando essa luz, ficamos à mercê dos nossos instintos e da influência do mal que nos rodeia. Ficamos na escuridão.

Quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado (Lc 12, 11) 

Rezando a palavra 

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis, com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação.

Por Cristo Nosso Senhor. Amém

Vivendo a palavra

Nessa terceira música do meu novo trabalho musical, canto sobre a ação do Espírito Santo que nos comunica a dignidade de filhos de Deus e reza em nós com gemidos inexprimíveis. Ouça-a, então, em espírito de oração. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 19 de outubro de 2019.

29 maio 2019

A PLENA VERDADE É O AMOR

Quando vier o Espírito da Verdade, ele conduzirá vocês à plena  verdade (Jo 16, 13)
29 de maio de 2019.
“Tenho ainda muitas coisas a dizer a vocês, mas vocês não são capazes de compreender agora”, disse Jesus em clima de despedida, na ceia. A despedida é sempre uma hora muito difícil. Quem está se despedindo, você sabe, está preocupado com uma porção de coisas, não é verdade? Preocupa-se em garantir a continuidade dos seus trabalhos, em instruir sobre o que fazer quando aparecer esse ou aquele problema, em assegurar o amparo para aquele membro mais frágil da família... Enfim, enquanto coisas como essas não estejam resolvidas, a pessoa não pode partir em paz, seja para uma viagem curta, seja para a grande viagem. A despedida de Jesus leva vários capítulos, no evangelho de São João. É o momento de grandes revelações. E de orientações muito sérias.  
Então, Jesus está se despedindo dos discípulos. Nessa hora de despedida, Jesus lhes faz, de maneira especial, uma revelação maravilhosa. Não os deixará órfãos. Ele irá e o Pai enviará o Espírito Santo.  O novo enviado é o Espírito da Verdade que o mundo não conhece. E não o conhece porque não reconhece Jesus como enviado do Pai. Ele é o outro defensor ou consolador que o Pai enviará. E não virá para ficar no lugar de Jesus. Virá para dar eficácia à missão de Jesus, em sua ausência física. Jesus não estará mais presente fisicamente. Mas, vai estar realmente presente. O Espírito Santo é quem vai tornar isso possível. Mais: o Espírito vai ficar sempre ao lado dos discípulos, sempre conosco.
“Quando vier o Espírito da Verdade, ele conduzirá vocês à plena verdade”. O Espírito vai ajudar os discípulos a entenderem quem é Jesus e qual o significado do seu ensinamento. Jesus disse que tinha muita coisa para comunicar, mas os discípulos não estavam em condições de entender... Jesus é a manifestação maior do amor de Deus. É o Espírito que vai nos conduzindo na compreensão de suas palavras, na acolhida da revelação que ele faz sobre o Pai, sobre a pessoa humana e sobre o mundo. Ele vai nos conduzindo para a verdade completa. Mas, a verdade plena não é um conhecimento. A plenitude da verdade é o amor. Deus é amor.
“Tudo o que o Pai possui é meu”, disse Jesus. O Espírito vai nos dar do que Jesus tem. É o Espírito que une Jesus ao Pai. Jesus está de tal modo identificado com o Pai, que ele e o Pai são um. A essa união profunda de Jesus com o Pai, pela mediação do Espírito Santo, chamamos AMOR. É também o Espírito que nos une a Jesus. Nossa comunhão com Jesus nos torna participantes do seu AMOR. É também o Espírito Santo que nos une uns aos outros com Cristo. Estamos unidos a Cristo e entre nós, formando o seu Corpo Místico, que é a Igreja. Essa comunhão entre nós e com Cristo, no seu Corpo Místico, é obra do Espírito Santo, participação no AMOR de Jesus e do Pai.   
Guardando a mensagem
O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, vem depois de Jesus, como o novo enviado. E vem como Testemunha de Jesus. Ajudará os discípulos a conhecerem a revelação que Jesus fez sobre o Pai e o sobre seu projeto de amor. Ele, o Espírito Santo, vai estar ao lado dos discípulos, atualizando a palavra e a presença de Jesus e fortalecendo-os no testemunho que eles devem dar de Cristo, sobretudo nas horas de provação e perseguição. É ele quem une Jesus ao Pai. É ele quem nos une a Cristo. É ele quem nos possibilita viver em comunhão uns com os outros, como membros do Corpo Místico do Senhor. Ele nos leva à verdade completa: o AMOR.
Quando vier o Espírito da Verdade, ele conduzirá vocês à plena verdade (Jo 16, 13)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Nós te bendizemos pela obra redentora que realizaste com tua presença entre nós, andando pelos nossos caminhos, instruindo-nos com a tua santa palavra e oferecendo-te em reparação pelos nossos pecados. Nós te bendizemos porque esta obra redentora continua na história sendo anunciada e atuada em favor dos pecadores, através de tua Igreja, pela presença e pela atuação do Espírito Santo. Ele é a tua testemunha. Ele está sempre conosco. Ele nos conduz à verdade plena, ao teu amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Você já ouviu falar de jaculatória? É uma breve oração que se pode repetir muitas vezes durante o dia. É uma forma de se continuar na presença Deus, durante toda a jornada. Quer fazer uma experiência, nesta quarta-feira? Então, tome a palavra de hoje como jaculatória e repita-a muitas vezes durante o dia:  “Quando vier o Espírito da Verdade, ele nos conduzirá à plena verdade”.

Pe. João Carlos Ribeiro – 29 de maio de 2019.

28 maio 2019

O SEGREDO DO SALTO DE QUALIDADE

É bom para vocês que eu parta. Se eu não for, não virá o Defensor até vocês (Jo 16, 7).
28 de maio de 2019.
Jesus estava dizendo aos discípulos que era mais vantajoso para eles que ele partisse, que fosse para o Pai. Só ele indo, viria o Espírito Santo. Por que será que Jesus disse isso? Porque ele precisava ir? Qual a vantagem da vinda do Espírito?
Bem, os discípulos tiveram a experiência maravilhosa de conviver com Jesus, de ouvi-lo, de ver suas atitudes e suas obras prodigiosas. Tudo bem. Mas, não chegavam a compreendê-lo profundamente, não entendiam o significado de sua mensagem e o alcance de suas palavras. Eles também não conseguiam captar o sentido de sua morte e de sua ressurreição. A morte de Jesus como um malfeitor foi uma tremenda decepção para eles. Eles também não chegavam a perceber como a pregação e a prática de Jesus eram uma novidade que punha em crise a sua prática religiosa judaica e gerava uma nova expressão religiosa.
Jesus ressuscitado voltou ao Pai e nos enviou o Espírito Santo. A presença do Santo Espírito fez a diferença na vida dos discípulos e do seu trabalho missionário. O Espírito Santo acompanhou a comunidade em um verdadeiro salto de qualidade. O seu ponto de partida e a sua referência foram a herança de Jesus, isto é, suas palavras, seus ensinamentos, sua morte e ressurreição. Ele ajudou a comunidade a compreender mais profundamente quem era Jesus e o significado de suas palavras; inspirou os discípulos a interpretarem o verdadeiro alcance redentor da morte de Jesus; e, com eles, construiu a nova comunidade do Novo Testamento.
Claro que foi bom que Jesus voltasse ao Pai. Sem o Espírito Santo, Jesus seria apenas um personagem da história, talvez um modelo de vida, um santo homem ou mesmo um deus que esteve conosco e se foi. Pela atuação do Santo Espírito, Jesus continua presente no meio dos seus. É viva a sua palavra. É permanente o seu sacrifício. Na força do Espírito, é Jesus quem lidera a sua Igreja e preside a história humana, conduzindo-a para um final feliz. É o Espírito Santo que atualiza a palavra e a presença de Jesus no meio de sua comunidade e no mundo. Pelo Espírito, os discípulos ficam sabendo quem é Jesus e o que significam suas palavras.
Sem o Espírito Santo, a comunidade dos discípulos teria permanecido trancada no cenáculo. E o cristianismo seria um culto quase secreto, sem repercussão no mundo externo. O Espírito Santo levou a Igreja a abrir as portas, sair às praças e atravessar os oceanos. A boa notícia é para todos e deve chegar a todos. O evangelho é fermento para a vida do mundo. Sua mensagem deve repercutir em todos os ambientes, em todas as atividades humanas, gerando fraternidade, solidariedade, justiça, paz, respeito à vida, tolerância, perdão. É o Espírito Santo quem dá vigor e atualidade à pregação do evangelho.
Guardando a mensagem
Jesus nos enviou, da parte do Pai, o Espírito Santo, o outro Defensor. A sua vinda deu garantia de continuidade à missão de Jesus. Os discípulos puderam compreender quem é Jesus e o significado de seus ensinamentos. Assimilaram a sua morte e ressurreição como mistério de redenção, de sacrifício em favor dos pecadores. Com o Espírito, os seguidores de Jesus construíram uma nova expressão religiosa, onde se vive, se celebra e se anuncia a nova humanidade que começou na sua páscoa. O Espírito Santo é quem atualiza a palavra e a presença de Jesus e continuamente empurra a Igreja para as periferias do mundo.
É bom para vocês que eu parta. Se eu não for, não virá o Defensor até vocês (Jo 16, 7).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
O Espírito Santo nos faz compreender a tua morte e a tua ressurreição. Se por um lado, a cruz foi obra do ódio do mundo contra Deus, por outro lado ela manifestou o amor de Deus pelo mundo. Que o teu Santo Espírito continue nos iluminando, nos inspirando, nos movendo para sermos tuas testemunhas nesse nosso mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Faça uma prece ao Espírito Santo, fale com ele. Ele mora em você.

Pe. João Carlos Ribeiro – 28 de maio de 2019.

27 maio 2019

HORA DO TESTEMUNHO

Ele dará testemunho de mim (Jo 15, 26)
27 de maio de 2019.
Ontem, celebramos o 6º Domingo da Páscoa. E a grande palavra que ecoou na liturgia de ontem foi AMOR. “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23). Como o Pai amou Jesus, Jesus nos amou. E como Jesus nos amou, precisamos nos amar uns aos outros. E nos perguntamos: Como foi que Jesus nos amou? Ele deu sua vida por nós. E nos deu o seu Espírito. No domingo da ressurreição, ele soprou sobre os apóstolos, comunicando-lhes o seu Espírito. No Pentecostes, derramou o seu Espírito sobre toda a comunidade. No seu amor por nós, ele deu a vida e nos deu o seu Espírito.
Nesta cena da última ceia, Jesus está preparando os discípulos para acolher e entender a missão do Espírito Santo. Ele é o outro Defensor. Ele vem do Pai, como Jesus. E vem enviado pelo Pai e pelo Filho, na sua volta ao seio do Pai. E por que ele é chamado de Defensor? Porque atualizará o legado de Jesus que nos reconciliou com Deus, nos livrando do jugo do pecado; porque fortalecerá e defenderá os seguidores de Jesus nas provações, nas perseguições. Jesus o chamou de o Espírito da Verdade. Espírito da verdade porque ele revela aos discípulos quem é Jesus e os ajuda a compreender o significado de suas palavras. Ele é o animador número um da missão de Jesus que os discípulos vão continuar.
Jesus disse aos discípulos: “Ele dará testemunho de mim. E vocês também darão testemunho”. TESTEMUNHO é a palavra-chave do evangelho de hoje. Dar testemunho de Jesus é dizer claramente, e com conhecimento, quem é ele. É atestar, diante do mundo, o seu papel redentor. Dar testemunho é ficar firme e fiel na hora da provação e da perseguição. Nós sozinhos não damos conta. Precisamos da presença e da atuação do Santo Espírito para nos fazer entender quem é Jesus, para compreender suas palavras, para atualizar sua presença no mundo, para nos sustentar na missão de anunciadores da salvação em Cristo. Nós e o Espírito Santo somos as testemunhas de Jesus no mundo de hoje.
Desde o começo, a comunidade compreendeu esse papel fundamental do Santo Espírito, como parceiro da missão. Quando os apóstolos e os anciãos tiveram que tomar uma decisão sobre a entrada dos pagãos na comunidade, eles rezaram e deliberaram. Depois, escreveram o seguinte na carta que foi enviada: ‘Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo tomar a seguinte decisão’. Viu? O Espírito Santo e os seguidores de Jesus são parceiros no testemunho do Mestre.
Guardando a mensagem
O Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, veio para garantir a continuidade da missão. Ele dá testemunho de Jesus. Nós também somos testemunhas de Jesus. A testemunha tem conhecimento de causa, por isso atesta publicamente, garante alguma coisa a partir de sua experiência. Nós conhecemos Jesus e o anunciamos. O Espírito Santo é quem garante que o nosso testemunho seja verdadeiro e fiel nas provações. Ele é o parceiro da Igreja na sua grande missão, a evangelização. Nosso testemunho sobre Jesus, nós o damos todo dia, por onde andamos, com o que falamos, com o modo como nos conduzimos na vida. Quem nos inspira e nos sustenta no testemunho é o Espírito Santo.
Ele dará testemunho de mim (Jo 15, 26)
Rezando a palavra
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Vivendo a palavra
Talvez, hoje, apareça uma boa oportunidade pra você falar de Jesus a alguém. É só mostrar o seu amor por ele, sua vinculação com a comunidade dos discípulos dele, a Igreja. Uma hora para o testemunho. Hora do Espírito Santo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 27 de maio de 2019.

26 maio 2019

ISSO MUDA TUDO



Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada (Jo 14, 23)

26 de maio de 2019.

Jesus continua à mesa com os discípulos. Estão na ceia de páscoa. O pano de fundo é a páscoa do povo de Deus, a saída da escravidão do Egito. Deus manifestou seu amor por aquele povo, resgatando-o daquela situação. E ficou presente em seu meio, na dura travessia do deserto, na Tenda do tabernáculo que era armada em cada parada, em cada acampamento. Deus caminhou com o seu povo. Na vitória daquele gente, Deus manifestou sua glória. E deu a eles uma Lei, uma forma concreta de viver no seu amor.

O que Jesus está dizendo, ali na mesa, fica bem entendido no clima da páscoa do seu povo. Passando pela morte, ele vai conduzir o seu povo para a liberdade. A sua passagem pela morte é a páscoa verdadeira. Nela, nasce o novo povo de Deus. Nela, o amor do Pai se manifesta completamente em Jesus, em sua entrega total. E isso muda tudo.

Até agora, procuramos Deus em algum lugar, em algum templo, para honrá-lo com nossas preces e oferendas. Sabemos que ele mora num lugar muito santo e separado deste mundo em que vivemos. E nos esforçamos para cumprir as suas ordens e mandamentos, para agradá-lo e obter dele os favores que precisamos. Ele nos criou e nós nos sentimos seus servos. Com a páscoa de Jesus, isso não é mais assim. Ou, ao menos, não deveria ser mais assim.

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23). Jesus fez uma experiência de Deus muito especial. Ele, sendo humano como nós, sem deixar de ser Deus, experimentou que o Pai o amava muito. Mas, muito, mesmo. E nos amava, também. Por isso, O Pai o enviou a nós. Por amor. Por sua morte, Jesus nos aproximou do Pai, nos reconciliou com ele, nos fez seus filhos. Assim, se alguém o ama, o Pai o amará. E não só. O Pai e o Filho passam a ficar com essa pessoa, morar com ela, habitar nela. Quem ama Jesus é um novo tabernáculo, no acampamento do deserto, no mundo, um lugar onde Deus está. Não sentimos mais Deus longe de nós, num lugar separado para onde peregrinamos. Ele está em nós que amamos Jesus.

Na páscoa de Jesus (sua morte e ressurreição), experimentamos quem é Deus. Ele é amor, é dom total de si. Ele não nos quer para si, como seus servos. Impressionante. O amor dele não anula você, não o torna seu servo. O amor dele faz de você um filho, uma filha, objeto do seu amor imenso. Ele está agora em você que ama Jesus. E você está unido a ele como filho, como filha. Você é o novo tabernáculo. Por meio de você, Deus está presente no mundo.  O mundo já não é o lugar da perdição. O mundo é o lugar onde você atualiza a presença de Deus, manifesta o seu amor. O mundo é de Deus, porque você está nele. Esse amor precisa ser comunicado: é a mensagem, o seu Evangelho. Esse amor precisa ser vivido como norma de vida, são os seus Mandamentos. Esse amor tem um dinamismo de restauração, de renovação de tudo em Cristo, é a presença do Espírito Santo.  

“Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (Jo 14, 26). Toda essa nova realidade, nascida na páscoa de Jesus (sua morte e ressurreição), poderia se perder, se essa novidade ficasse parada no tempo. Poderíamos apenas contemplá-la. Mas, não. Veio o Espírito Santo, enviado pelo Pai, a pedido do filho. Ele é o próprio dinamismo do amor do Pai pelo Filho e vice-versa. O Espírito mantém viva a memória de Jesus. Ele nos ajuda a atualizar a boa notícia de sua vida, morte e ressurreição. Ele nos leva a compreender e interpretar a boa notícia de Jesus nas novas situações e desafios do mundo. Ele é grande animador da comunidade dos discípulos, dos filhos e filhos de Deus. Ele também nos habita. E anima a caminhada de todos os que amam Jesus e guardam sua palavra.

Guardando a mensagem

Na conversa que Jesus está tendo, ao redor da mesa da última ceia, ele fala do sentido de sua morte, dentro do contexto da páscoa do povo de Deus. Como por aquela saída, à noite, o povo foi libertado da escravidão do Egito, por sua páscoa, rompendo as trevas e a morte, nasceria o novo povo de Deus. Em sua morte, sua entrega total, ficou manifesto o amor do Pai por nós e como ele é verdadeiramente amor, entrega total de si. Quem ama Jesus, fica conhecendo Deus que é amor. O Pai, o Filho e o Espírito estão naquele que ama Jesus. E ele se torna um novo tabernáculo, lugar onde Deus está e se manifesta. Vindo o Espírito Santo, essa obra de Jesus não fica no esquecimento. O Espírito é o dinamismo do amor que atualiza as palavras e a presença de Jesus. Ele nos leva a realizar bem nossa vocação: sermos discípulos e discípulas de Jesus, amarmos como ele amou.

Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada (Jo 14, 23)

Rezando a palavra de Deus

Senhor Jesus,  
Amar-te é amar como tu amaste. Tu te entregaste por nós, deste a tua vida em nosso favor. Como teus seguidores, experimentamos que Deus é amor e assim vamos superando o desamor que há em nós: o  individualismo, a indiferença, o egoísmo, o espírito de vingança, os preconceitos... E formando uma grande frente de superação do desamor presente em nosso mundo, em nossa cultura: as relações de injustiça e exploração, a manipulação das pessoas, a opressão dos mais fracos, a excusão social, a violência de todo tipo. O teu Santo Espírito, Senhor, mantém viva a tua memória em nós e na grande comunidade dos discípulos, a Igreja. Ele é o dinamismo do amor de Deus que, em tua pessoa, renova todas as coisas. Nós te amamos, Jesus, e queremos guardar tua palavra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na Missa, fazemos memória da morte e ressurreição de Jesus, celebramos a sua páscoa. Participar da Santa Missa não é um simples compromisso semanal. É um direito sagrado dos que estão unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. É a congregação festiva dos que amam Jesus.

Pe. João Carlos Ribeiro  26.05.2019



20 maio 2019

UMA QUESTÃO DE AMOR

Se alguém me ama, guardará minha palavra (Jo 14, 23)
20 de maio de 2019
Jesus está falando com os seus discípulos, gente que o ama, que o segue. Imaginemos você participando dessa reunião e Jesus dizendo isso: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”.
Você, com a liberdade de um discípulo, um amigo, uma amiga de Jesus, poderia perguntar-lhe diretamente que “palavra” é essa pra gente guardar. Vai, pergunta... Coragem, vai... “Oh Jesus, desculpe, que palavra é essa pra gente guardar?” Escute bem a resposta. “A minha palavra pra você guardar é o que eu disse a vocês e ao povo, o que eu fiz entre vocês, a minha vida. A palavra é a minha vida, vivida entre vocês”.  Puxa, que resposta! Pensa bem: como é que a vida dele é a palavra? Pergunte mais não. Eu mesmo lhe explico: Toda a vida de Jesus é uma grande palavra que Deus falou na história da humanidade. Ficou complicado? Vou dizer de outra forma: a vida de Jesus na terra, sua vida humana, é uma grande comunicação, uma boa notícia, um evangelho. Ih, parece que você não entendeu... Então, é melhor você perguntar a Jesus.
Vai, pergunta... Pergunta... “Jesus, aqui, você diz assim “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”. Amá-lo, eu amo, mas eu queria saber qual é mesmo a palavra que você quer que a gente guarde. Escute bem a resposta dele. “O Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele ensinará tudo a vocês e lhes recordará tudo o que eu tenho dito a vocês”. Puxa vida, respira fundo, que resposta ... Olha só, o Espírito Santo ajuda a gente a entender o significado e o alcance do que Jesus disse e fez, de sua vida humana e muito mais. A vida de Jesus é o seu evangelho. Aliás, o evangelho de Marcos começa assim: “Início do Evangelho de Jesus Cristo, filho de Deus”. Então, o evangelho é a vida de Jesus, com tudo o que ele fez e disse.
Tudo claro? “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”. E “guardar”, o que é? Responda você. Não vale dizer que ‘guardar’ aqui é conservar. Claro,...’guardar’ é praticar. Praticar. E praticar a Palavra de Deus é, segundo o mesmo Jesus, o mais importante. Não é apenas dizer “Senhor, Senhor”, mas fazer a vontade do Senhor. A palavra é, afinal, a vontade de Deus, que está manifesta na história da vida de Jesus, na história do povo eleito, na história da salvação que a Bíblia conta. Guardar é tomar a vida de Jesus como referência para a própria vida, é acolher a boa notícia do amor de Deus que se manifesta nela.
Guardando a mensagem
Nos evangelhos, está a história de Jesus, o testemunho de como sua vida impactou a primeira geração de cristãos, guiada pelo Espírito Santo. Neste testemunho, revela-se o rosto misericordioso do Pai, revelado por Jesus. Foi o que ele disse “E a palavra que vocês escutam não é minha, mas do Pai que me enviou”. A história de Jesus, sua vida, o que ele disse e o que fez, esse é o evangelho que precisamos conhecer e tomar como inspiração para a nossa vida. É a palavra que precisamos guardar. Você que ama Jesus, tome hoje um propósito: meditar diariamente os Evangelhos. Aliás, já é o que fazemos juntos aqui na Meditação. Então, estamos no bom caminho.
Se alguém me ama, guardará minha palavra (Jo 14, 23)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tu nos tranquilizas, quando nos dizes que o Espírito Santo enviado, pelo Pai em teu nome, ele nos ensinará tudo que precisamos para entender e realizar a tua palavra. Todos os dias, procuramos meditar a tua palavra, palavra que é toda a tua vida, tuas atitudes e teus ensinamentos. Aos poucos, vamos assimilando tua maneira de ver o mundo, com o olhar do Pai. São Paulo mesmo nos recomendou que tivéssemos os mesmos sentimentos teus. Nós te amamos e queremos guardar a tua palavra. Guardar a tua palavra é uma questão de amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Renove hoje o seu compromisso de ler diariamente a palavra de Deus e meditá-la. Uma dica: todos os dias, como você sabe, comentamos aqui o evangelho do dia. Seria muito importante você ler esse evangelho, em sua Bíblia. Quem recebe a meditação pelo whatsapp, veja que eu sempre indico a citação bíblica do dia.

Se você tiver um tempinho, às 10 da noite, a gente se encontra no facebook para comentar essa palavra de hoje, na ORAÇÃO DA NOITE. É só procurar minha página no facebook: @padrejoaocarlos.

Pe. João Carlos Ribeiro – 20.05.2019