BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Somos discípulos e missionários.



15 de maio de 2025


  Quinta-feira da 4º Semana da Páscoa. 


   Evangelho   


Jo 13,16-20. 

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

   Meditação.  


Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim (Jo 13, 20)

Todos nós somos responsáveis pela evangelização. A evangelização é a missão da Igreja. Somos todos missionários, responsáveis pela missão. Mas, antes de estarmos na condição de missionários, nós somos discípulos e discípulas de Cristo; recebemos a pregação do evangelho, acolhemos a evangelização. Afinal, somos discípulos e missionários. O evangelho de hoje tem três recados importantes para nós, agentes e destinatários da evangelização.

A primeira palavra é esta: “Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. E isto não vale só para aqueles a quem queremos levar o evangelho. Vale especialmente para nós, que permanentemente estamos sendo evangelizados. Queremos reconhecer, naqueles que vêm a nós em nome do Senhor, o próprio Senhor que os envia. E entendemos que estamos acolhendo o próprio Jesus ao acolher a sua palavra e o seu ministério. E acolhendo-o, nos damos conta, estamos acolhendo o Pai que o enviou. A missão foi entregue ao Filho pelo Pai.

Como discípulos do Senhor, reconheçamos logo quem é que nos traz o evangelho. Em primeiro lugar, os nossos pais. Eles são os primeiros a nos falar de Deus e nos iniciar na fé da Igreja. Os pais são ministros da Igreja, levam seus filhos a conhecer e amar Jesus Cristo. Quando os pais falham nessa sagrada tarefa, a vida de fé dos filhos fica comprometida. Depois dos pais, a Igreja conta com outros agentes evangelizadores: catequistas, lideranças, animadores, consagrados e religiosos, diáconos, os padres, o bispo. Recebê-los, acolhê-los, dar-lhes ouvidos é acolher e receber o próprio Senhor ressuscitado.

A segunda palavra é esta: “O servo não está acima do seu Senhor, o mensageiro não é maior do que aquele que o enviou”. Na qualidade de anunciadores do evangelho, somos servos e mensageiros. Só realizamos bem nossa tarefa na medida em que estamos unidos ao Senhor que representamos e que nos enviou. Somos servidores de Cristo e dos irmãos. Apresentamos a sua mensagem, não a nossa. Anunciamos que só nele se encontra a salvação. Queremos levar as pessoas a ele, não podemos permitir que elas parem em nós. Somos servos e mensageiros dele.

Como missionários do Senhor, precisamos atuar conjuntamente. Não se trata de uma ação isolada, individualista ou à margem da comunidade. Nossa atuação missionária deve se inscrever no conjunto da pastoral e na pastoral de conjunto, no grande esforço evangelizador da Igreja. É assim que precisamos estar atentos aos documentos da Igreja, às suas orientações; aos planos pastorais das paróquias e dioceses. Leigos e leigas agem como missionários, em primeiro lugar, nos seus compromissos com a família, no seu ambiente de trabalho, no exercício de sua cidadania. Na medida em que você está unido à sua comunidade, alimentando-se da Palavra e da Eucaristia, sua ação está inserida no grande esforço missionário da Igreja.

A terceira palavra é esta: “Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar”. Claro, Jesus falou isso, ali na mesa, referindo-se a Judas. Em Judas, contemplamos a traição extrema. Mas, quem come o pão na mesa do Senhor e levanta contra ele o calcanhar (isto é, lhe dá as costas) não é só Judas. Em nossas pequenas e grandes infidelidades, afastamo-nos do Senhor e de sua comunidade. Assim, essa palavra serve como um alerta. Por um lado, não imitarmos Judas, que também era um missionário do Senhor e o traiu. E nem nos escandalizarmos com os que continuam agindo assim, decepcionando e traindo o evangelho. Coloquemos tudo na conta da fraqueza humana e, sem julgamentos, prossigamos confiados na fidelidade do Senhor.

   



Guardando a mensagem

Somos discípulos e missionários. Como discípulos, reconheçamos quem nos evangeliza e acolhamos seu ministério, certos que neles estamos acolhendo o Senhor. Como missionários, recordemo-nos que somos servos e mensageiros. Anunciamos Jesus, não a nós mesmos ou as nossas tradições. Contemos, sempre, com a fraqueza humana em nosso meio, nos discípulos e nos missionários. Mas, confiemos firmemente na fidelidade do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim (Jo 13, 20)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
estamos cercados da fraqueza humana, continuamos fracos e pecadores. É como disse o apóstolo: “transportamos a graça em vasos de barro”. Dá-nos, Senhor, que não percamos a fé, nem esmoreçamos em nossos compromissos ao nos depararmos com as falhas e as faltas de quem nos evangeliza. Dá-nos sentimentos de arrependimento, quando igualmente falharmos e nos afastarmos de nossa missão de testemunhas e anunciadores do teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Identifique, mentalmente, as pessoas que dependem do seu testemunho e de sua palavra para se aproximarem de Cristo e de sua Igreja. E reze por eles.

Comunicando

A quinta-feira nos lembra sempre a Ceia do Senhor. Assim, às quintas, celebramos a Santa Missa na intenção dos associados e ouvintes. Você pode rezar conosco presencialmente ou através do rádio e do YouTube. A Santa Missa começa às 11 horas, na Basílica do Sagrado Coração de Jesus dos salesianos, no Recife. Segue o link.

Começa hoje a Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema deste primeiro dia é Ser filhos - Humildade e Fé. E estamos contando a história de Nossa Senhora de Lourdes. A novena de hoje já está no seu whatsapp.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Permaneça em Jesus.



14 de maio de 2024

   Dia de São Matias, Apóstolo.  

Quarta-feira da 4ª Semana da Páscoa


   Evangelho.   


Jo 15,9-17


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.



  Meditação.    


Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que deem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe. Daí a recomendação: "permaneçam no meu amor".

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estarmos inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos. Vamos nos explicar melhor.

Permanecer em Cristo é, antes de tudo, estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós.

Permanecer em Cristo é também estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Quem está unido a Cristo precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão.

Permanecer em Cristo é ainda guardar os seus mandamentos. “Se guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor”, disse ele. E apresentou o seu próprio exemplo: ele guardou os mandamentos do seu Pai e, assim, permanece no seu amor. O discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”.




Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira, que és tu. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos manter perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Sendo hoje o dia do teu apóstolo Matias, que foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes, queremos, por sua intercessão, renovar nossa comunhão contigo e com a tua Igreja, nesse momento difícil que estamos atravessando como humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Que tal você compartilhar essa mensagem com mais gente do que você habitualmente já faz? Vamos espalhar o bem, sobretudo se o bem é a Palavra de Deus.

Comunicando

Nesta quarta-feira, a AMA celebra um dia missionário, uma força-tarefa em favor da evangelização. A AMA é a Associação Missionária Amanhecer, uma obra de evangelização levando a Palavra através da comunicação social. Aproveito para lhe perguntar: Que tal você também fazer parte da AMA? Obtenha mais informações no site www.amanhecer.org.br ou entrando em contato conosco pelo WhatsApp 81 3224-9284.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Somos as ovelhas do seu rebanho.



13 de maio de 2025

  Terça-feira da 4ª Semana da Páscoa. 

  Dia de Nossa Senhora de Fátima. 

  Evangelho.  


Jo 10,22-30

22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”.
25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

  Meditação. 


Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai (Jo 10, 29).

O evangelho de hoje começa informando que, em Jerusalém, onde Jesus se encontrava, celebrava-se a festa da Dedicação do Templo. Certamente, essa informação pode nos ajudar a compreender o contexto das palavras de Jesus nessa ocasião. Que festa será essa da “Dedicação do Templo”?

Primeiro, vou lhe dizer que Templo era esse. O de Jerusalém, claro. Mas, não era o Templo de Salomão. O Templo de Salomão tinha sido destruído pelos babilônios, seis séculos antes (ano 587 a.C). O Templo que Jesus frequentou nas grandes peregrinações foi o Templo reconstruído no retorno dos exilados (ano 521 a.C) e restaurado por Herodes Magno, mais ou menos no tempo em que Jesus nasceu. Assim, o Templo que aparece no Novo Testamento é o Templo de Herodes. 

E a festa da Dedicação do Templo? Bom, essa é uma linda história que está contada nos dois Livros dos Macabeus, no Antigo Testamento. Por um tempo, os pagãos da Síria dominaram o povo de Deus e pintaram e bordaram no Templo de Jerusalém. Foi um tempo de muito sofrimento e humilhação, mas afinal, sob a liderança de Judas Macabeu, o povo conseguiu expulsar os dominadores de suas terras. Depois que limparam e consertaram o que podiam do Templo, fizeram uma linda festa para purificá-lo e dedicá-lo de novo ao culto a Deus. Cada ano, com essa festa, recordavam essa Dedicação do Templo.

O Templo de Jerusalém era um centro de unidade para o povo de Deus. Para eles, era um sinal visível da presença de Deus que os guardava e protegia. Nele, os pecadores se reconciliavam com Deus, oferecendo sacrifícios de animais pelos seus pecados. Ali, ouviam as explicações da Lei e rendiam graças por todos os favores que recebiam do Altíssimo.

Pois Jesus está no Templo, na festa de sua Dedicação. Se aquele povo tivesse acolhido a pregação de Jesus, entenderia que mais do que aquele Templo, o sinal visível da presença de Deus no meio do seu povo era o próprio Jesus; que em Jesus, Deus estava reunindo as ovelhas dispersas e amparando os mais sofridos; e que, mais do que os sacrifícios de touros e carneiros que eles ofereciam ali, seria o sacrifício de Jesus, o verdadeiro cordeiro de Deus, a redimir o seu povo dos seus pecados. O próprio Templo, em si mesmo, já era um testemunho sobre Jesus.

Mas, eles estavam de coração fechado para Deus e para a boa notícia do Reino que Jesus estava anunciando. Consideraram que Jesus estava ofendendo a Deus com suas palavras e suas pretensões, chamaram-no de blasfemo e quiseram até apedrejá-lo. Não eram de suas ovelhas. As suas ovelhas ouvem a sua voz.

Nós somos as ovelhas que o Pai encarregou Jesus de cuidar e salvar. Ele nos conhece e nos dá a vida eterna. Nós, suas ovelhas, escutamos sua voz e o seguimos. Ele nos tranquiliza: não nos perderemos e não seremos arrancados de sua mão. E nos diz o porquê: Ele e o Pai são um. Ele manifesta o Pai e o Pai, como ele disse, é maior que todos. 

Guardando a mensagem

Na festa da Dedicação do Templo, ficou claro: mais do que o Templo, Jesus é a presença salvadora de Deus no meio do seu povo. Ele é o bom pastor que dá a vida por nós, suas ovelhas. Ninguém vai nos dispersar, nem nos arrancar de suas mãos. Ele nos revela que o Pai que cuida de nós, nos defende, nos salva, nos constitui seu rebanho. Por nossa causa, ele foi oferecido como se fora um cordeiro imolado no Templo. Por sua ressurreição, o cordeiro tornou-se pastor. Ele é o bom pastor que marcha à nossa frente. Reconheçamos a sua voz. Sejamos seus seguidores.

Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai (Jo 10, 29).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
bom pastor de nossas vidas, nós te bendizemos pelo amor fiel que te levou ao sacrifício da cruz. Nós te louvamos por seres o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E nós queremos ser fieis a ti em nosso seguimento, acolhendo tuas palavras, unindo-nos como tua Igreja que somos e protegendo e cuidando dos mais frágeis e sofredores. Ajuda-nos, Senhor, pela ação do teu Santo Espírito, a reconhecer tua presença em nossa vida e a viver a vida nova que nos foi comunicada no santo batismo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

A imagem do Bom Pastor nos fala de Jesus que convive com suas ovelhas, ama-as, conhece-as pelo nome e as defende com a sua vida. Essa imagem nos faz também pensar em nossa condição de ovelhas do seu rebanho que conhecem sua voz e o seguem. Um convite, então, pra você renovar sua adesão a Cristo e progredir com fidelidade no seu seguimento e no seu evangelho.

Comunicando

Parece que você não teve tempo de acompanhar a Segunda Bíblica de ontem, no Youtube. Mas, tudo bem, como o encontro fica gravado, é só você reservar um tempinho nesta semana para fazer o estudo deste 9º encontro sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos. É só procurar o Canal Padre João Carlos no Youtube. Hoje, os grupos de estudo no WhatsApp estarão abertos para receberam a resposta da tarefa da semana.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Jesus, a porta santa.


12 de maio de 2025

  Segunda-feira da 4ª Semana da Páscoa.  



  Evangelho. 


Jo 10,1-10

Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”.
6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

  Meditação.  


Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)

Ontem, celebramos o Domingo do Bom Pastor. O evangelho de hoje continua nos apresentando Jesus, o bom pastor. Hoje ele nos diz: “Eu sou a porta das ovelhas”. Como podemos entender essa palavra?

Jesus entra pela porta. Consideremos, em primeiro lugar, que Jesus, como bom pastor, entra pela porta das ovelhas. A porta do redil é o portão do cercado onde estão as ovelhas reunidas, durante a noite. O bom pastor entra pela porta, não pula o muro. Quem pula o muro é o assaltante. Jesus entrou em nossa história pela porta. Não caiu de paraquedas. Ele, sendo Deus, abaixou-se e fez-se um de nós, convivendo conosco, andando pelos nossos caminhos. É o que nós chamamos de encarnação. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Pastor pra valer tem que ser como Jesus, entra pela porta: a porta do coração, a porta da convivência, a porta da inculturação.

A porta é de entrada. Consideremos, em segundo lugar, que nós, como ovelhas do rebanho de Deus, entramos na comunhão com Deus e com os irmãos, através da porta que é Cristo. O bom pastor comunica a vida às suas ovelhas, não é como o ladrão que se aproveita delas. O bom pastor, renunciando aos seus interesses pessoais, sacrifica-se pelo rebanho. E como é que o pastor Jesus comunica a vida? Por sua presença, por sua pregação, e, sobretudo, por sua vida entregue na cruz. É por ele que vamos ao Pai. É pela fé nele e pelo batismo em sua morte e ressureição que encontramos a salvação e nos tornamos filhos de Deus.

A porta é de saída. Consideremos, em terceiro lugar, que nós, como ovelhas do rebanho de Deus, estamos em êxodo para a vida plena, pela porta que é Cristo. A porta também dá acesso à saída das ovelhas para suas andanças para pastos e locais com água de beber. Ele disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Com ele, que vai à nossa frente, estamos a caminho da terra prometida, como no antigo êxodo. A vida plena que ele nos dá é a plena realização de nossa existência humana e de nossa condição de filhos de Deus. Ele nos dá a sua própria vida, no sentido que se oferece por nós e no sentido que nos comunica a sua vida de ressuscitado. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.

Também nós somos pastores. Consideremos, em quarto lugar, que somos chamados a participar do pastoreio de Cristo, como ovelhas, mas também como pastores. 

A Porta Santa é um dos símbolos centrais do Jubileu. A porta é Jesus, como ele está nos dizendo no evangelho de hoje. Atravessar a Porta Santa é um rito que evoca a entrada no mistério de Cristo vivo na sua Igreja, a passagem que precisamos fazer do pecado para a graça.



Guardando a mensagem

Jesus, o bom pastor, entrou em nossa história pela porta. Sendo Deus, abaixou-se à nossa condição humana para nos encontrar, para nos falar, para nos conduzir. Ele é também a porta, por onde entramos em comunhão com Deus: porta de entrada, pois por ele temos acesso à vida eterna; porta de saída, pois por ele, enche-se de significado a nossa existência humana, a nossa peregrinação em busca das eternas pastagens. Não há outra via, outro caminho de acesso ao Pai, senão Jesus Cristo. Pais e mães de família, animadores, profissionais, líderes em nossos ambientes… somos todos pastores. Em nosso serviço de liderança, precisamos imitá-lo, ser bons pastores. Esforcemo-nos para levar o rebanho para boas pastagens, para a vida em abundância. Isso exige sacrifício de nossa parte, renúncia, fidelidade. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.  

Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ninguém vai ao Pai senão por ti. Tu és a porta pela qual ingressamos na casa do Pai, como filhos pródigos que somos. Fomos reconciliados por tua morte redentora. Por ti, chegamos ao Pai. Pela porta, também saímos para trabalhar na vinha do nosso Deus. Como tu, e contigo, vamos em missão, no compromisso de que todos tenham vida e vida em abundância. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Nesta segunda-feira, continuemos no clima do Domingo do Bom Pastor, rezando para que o Senhor dê à sua Igreja numerosos e santos padres e diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas e comprometidos com o Reino. 

Comunicando

Temos Encontro dos Ouvintes, hoje, no Recife, na Paróquia de Boa Viagem (Igreja da Pracinha). Vamos começar às 18 horas, com o terço mariano transmitido em rede de rádios, seguido da Santa Missa, com transmissão também pelo Youtube.

Hoje é dia de Segunda Bíblica, o nosso estudo bíblico semanal. Nosso encontro começa às oito e meia da noite. Não podendo nos acompanhar nesse horário, sem problemas. Encontre outro momento na semana para estudar conosco o Livro dos Atos dos Apóstolos. O encontro vai ficar gravado no YouTube. Aproveite para inscrever-se na Segunda Bíblica, para ter acesso ao material de cada encontro e outras vantagens. A vantagem maior, claro, é o seu crescimento no conhecimento da Palavra de Deus. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Sou o bom pastor.



11 de maio de 2025

  4° Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor.  

Domingo do Bom Pastor

Jornada Mundial de Oração pelas Vocações



  Evangelho. 


Jo 10,27-30

Naquele tempo, disse Jesus: 27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.




  Meditação. 


As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10, 27)

E chegamos ao 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do Bom Pastor. Duas motivações enchem nossos corações de muita alegria neste domingo: o Dia das Mães a o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

O evangelho de hoje é bem curtinho. Jesus nos diz que ele é o nosso pastor. Nós somos as ovelhas que o Pai lhe encarregou de cuidar e salvar. Ele nos conhece e nos dá a vida eterna. Nós, suas ovelhas, escutamos sua voz e o seguimos. E nos tranquiliza: não nos perderemos e não seremos arrancados de sua mão. E nos diz o porquê: Ele e o Pai são um. Ele manifesta o Pai e com o Pai ninguém pode.

O contexto dessas palavras de Jesus – João 10 – é a festa da Dedicação do Templo, o aniversário anual da restauração do Templo de Jerusalém. Nela, o povo da aliança celebrava a sua pertença a Deus e a presença de Deus no seu meio. Nas palavras do Mestre, podemos entender que quem, de verdade, manIfesta Deus não é mais Templo, mas ele próprio. Jesus é o novo Templo, o novo santuário. É nele que somos povo de Deus, rebanho do Senhor. Sim, de verdade, ele está conosco, ele nos conduz. Como ovelhas do seu rebanho, ouvimos sua palavra e o seguimos. E Deus nos garante: a perseguição não nos vence.

O tema da perseguição continua atual. Ainda nesta semana, os bispos da Argentina mandaram uma carta ao Papa, com data de 05 de maio. Na carta, os prelados manifestam proximidade, afeto e adesão ao Papa Francisco, como resposta aos ataques e críticas que ele vem recebendo por sua posição em favor das vítimas da guerra, em defesa da casa comum, das vítimas de abusos, dos migrantes, dos pobres.

Nas histórias dos primeiros missionários, a perseguição também esteve presente, como esteve na vida de Jesus. O livro dos Atos dos Apóstolos, conta, por exemplo, como Paulo e Barnabé foram expulsos de Antioquia da Pisídia pelas mulheres ricas e piedosas e homens influentes daquele lugar. Mesmo assim, os discípulos continuaram crescendo, cheios de alegria e do Espírito Santo. 

No Apocalipse, fala-se de uma multidão de vestes brancas e palmas na mão, sinal de vitória: gente que passou por uma grande tribulação e alvejou suas roupas no sangue do cordeiro. Aliás, aí se diz que o cordeiro agora é o pastor que os conduz para as fontes das águas da vida. Histórias de vitórias e vencedores: a de Cristo pastor que dá a vida na defesa de suas ovelhas, de Paulo e Barnabé que são expulsos da comunidade que eles edificaram, da multidão jubilosa que venceu a grande tribulação.

Bom, ninguém vai se assustar. Estamos celebrando a páscoa, a passagem vitoriosa de Jesus pela morte. A própria Eucaristia é memorial de sua morte e de sua ressurreição. E de nossa comunhão com este seu sacrifício redentor. No meio de nossas lutas, estamos vitoriosos, com Jesus.


  

Guardando a mensagem

Neste quarto domingo, Domingo do Bom Pastor, continuamos a celebrar a páscoa. Jesus é o bom pastor que dá a vida por nós, suas ovelhas. Ninguém vai nos dispersar, nem nos arrancar de suas mãos. Jesus manifesta o Pai que cuida de nós, nos defende, nos salva, nos constitui seu rebanho. Por nossa causa, ele foi oferecido como se fora um cordeiro imolado no Templo. Por sua ressurreição, o cordeiro tornou-se pastor. Ele é o bom pastor que marcha à nossa frente. Reconheçamos a sua voz. Sejamos seus seguidores.

As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
bom pastor de nossas vidas, nós te bendizemos pelo amor fiel que te levou ao sacrifício da cruz. Nós te louvamos por seres o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E nós queremos ser fieis a ti em nosso seguimento, particularmente protegendo e cuidando dos mais frágeis e sofredores. Nós te recomendamos, hoje, especialmente, nossas mães que, à tua imagem, são pastoras dedicadas e sacrificadas pelo bem dos seus filhos e netos. Às mamães falecidas, dá, Senhor, o descanso eterno. Às mamães que caminham conosco, consola-as em suas aflições, fortalecendo a sua fé e a sua esperança. Nós também te recomendamos, hoje, os jovens – eles e elas - que tens chamado para o teu seguimento como missionários, consagrados, religiosos, leigos ou sacerdotes. Que eles imitem a tua entrega e o teu amor de bom pastor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Hoje, com o Domingo do Bom Pastor, temos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A mensagem para esta data já tinha sido preparada e publicada pelo Papa Francisco. Nela, ele escreveu:
"Queridos jovens, a esperança em Deus não engana, porque Ele guia os passos de quem a Ele se entrega. O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança, corajosos em dedicar a sua vida a Cristo, cheios de alegria por serem seus discípulos-missionários."
No final do texto da meditação, deixeia a Mensagem do Papa para este Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 

Comunicando

Amanhã (segunda-feira), vamos realizar o Encontro dos Ouvintes na Paróquia de Boa Viagem, no Recife. Às 18 horas começaremos o terço mariano transmitido por uma rede de rádios e, em seguida, a Santa Missa com transmissão pelo Youtube. Então, sinta-se convidado para estar conosco presencialmente ou remotamente no Encontro dos Ouvintes de amanhã, na Matriz de N. Senhora da Boa Viagem (a Igreja da Pracinha), no Recife, a partir das 18 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb






MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO

PARA O LXII DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

(11 de maio de 2025 – IV Domingo da Páscoa)

Peregrinos de esperança: o dom da vida

Queridos irmãos e irmãs!

Neste LXII Dia Mundial de Oração pelas Vocações, desejo dirigir-vos um alegre e encorajador convite a serdes peregrinos de esperança, doando generosamente a vida.

A vocação é um dom precioso que Deus semeia nos corações, uma chamada a sair de si mesmo para trilhar um caminho de amor e serviço. E cada vocação na Igreja – seja laical, seja ao ministério ordenado, seja à vida consagrada – é sinal da esperança que Deus nutre pelo mundo e por cada um dos seus filhos.

Neste nosso tempo, muitos jovens sentem-se perdidos face ao futuro. Frequentemente vivem na incerteza quanto às perspectivas de emprego e, lá no fundo, experimentam uma crise de identidade que é uma crise de sentido e de valores, que a confusão digital torna ainda mais difícil de atravessar. A injustiça para com os fracos e os pobres, a indiferença do bem-estar egoísta e a violência da guerra ameaçam os projetos de vida boa que cultivam no seu íntimo. Contudo, o Senhor, que conhece o coração do homem, não nos abandona na insegurança; pelo contrário, quer suscitar em cada um a consciência de ser amado, chamado e enviado como peregrino de esperança.

Por isso, nós, membros adultos da Igreja, especialmente os pastores, somos convidados a acolher, discernir e acompanhar o caminho vocacional das novas gerações. E vós, jovens, sois chamados a ser nele protagonistas, ou melhor, coprotagonistas com o Espírito Santo, que suscita em vós o desejo de fazer da vida um dom de amor.

Acolher o próprio caminho vocacional

Queridos jovens, «a vossa vida não é “entretanto”; vós sois o agora de Deus» (Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 178). É necessário tomar consciência de que o dom da vida exige uma resposta generosa e fiel. Olhai para os jovens santos e beatos que responderam com alegria à chamada do Senhor: Santa Rosa de Lima, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, os Beatos – que em breve serão Santos – Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, e muitos outros. Cada um deles viveu a vocação como um caminho para a felicidade plena, na relação com Jesus vivo. Quando escutamos a sua palavra, o nosso coração arde (cf. Lc 24, 32) e sentimos o desejo de consagrar a vida a Deus! Desejamos, por isso, descobrir de que modo, em que forma de vida é possível retribuir o amor que Ele primeiro nos dá.

Toda a vocação, sentida na profundidade do coração, faz germinar uma resposta como impulso interior ao amor e ao serviço, como fonte de esperança e caridade e não como busca de autoafirmação. Vocação e esperança entrelaçam-se, portanto, no projeto divino pela alegria de cada homem e mulher, todos eles chamados em primeira pessoa a oferecer a sua vida pelos outros (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 268). São muitos os jovens que procuram conhecer o caminho que Deus os chama a percorrer: alguns constatam – muitas vezes com surpresa – a vocação ao sacerdócio ou à vida consagrada; outros descobrem a beleza da chamada ao matrimónio e à vida familiar, bem como ao empenho pelo bem comum e ao testemunho da fé entre colegas e amigos.

Toda a vocação é animada pela esperança, que se traduz em confiança na Providência. Com efeito, para o cristão, ter esperança é mais do que um simples otimismo humano: é antes uma certeza enraizada na fé em Deus, que age na história de cada pessoa. E, deste modo, a vocação amadurece através do compromisso quotidiano de fidelidade ao Evangelho, na oração, no discernimento e no serviço.

Queridos jovens, a esperança em Deus não engana, porque Ele guia os passos de quem a Ele se entrega. O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança, corajosos em dedicar a sua vida a Cristo, cheios de alegria por serem seus discípulos-missionários.

Discernir o próprio caminho vocacional

A descoberta da própria vocação passa por um caminho de discernimento. Este percurso nunca é solitário, mas desenvolve-se no seio da comunidade cristã e com ela.

O mundo, queridos jovens, induz-vos a fazer escolhas precipitadas e a encher os dias de barulho, impedindo a experiência de um silêncio aberto a Deus, que fala ao coração. Tende a coragem de parar, de escutar dentro de vós e de perguntar a Deus o que Ele sonha para vós. O silêncio da oração é indispensável para “interpretar” a chamada de Deus na própria história e para dar uma resposta livre e consciente.

O recolhimento permite compreender que todos podemos ser peregrinos de esperança se fizermos da nossa vida um dom, especialmente ao serviço daqueles que habitam as periferias materiais e existenciais do mundo. Quem se põe a escutar Deus que chama não pode ignorar o grito de tantos irmãos e irmãs que se sentem excluídos, feridos e abandonados. Cada vocação abre para a missão de ser presença de Cristo onde mais se sente necessidade de luz e consolação. Em particular, os fiéis leigos são chamados a ser “sal, luz e fermento” do Reino de Deus, através do empenho social e profissional.

Acompanhar o caminho vocacional

Nesse horizonte, os agentes pastorais e vocacionais, especialmente os conselheiros espirituais, não tenham medo de acompanhar os jovens com a esperançosa e paciente confiança da pedagogia divina. Trata-se de ser para eles pessoas capazes de escuta e respeitoso acolhimento; pessoas em quem podem confiar, guias sábios, disponíveis para os ajudar e atentos a reconhecer os sinais de Deus no seu caminho.

Exorto, portanto, a que se promova o cuidado da vocação cristã nos vários campos da vida e da atividade humana, favorecendo a abertura espiritual de cada pessoa à voz de Deus. Para este fim, é importante que os itinerários educativos e pastorais contemplem espaços adequados para o acompanhamento das vocações.

A Igreja precisa de pastores, religiosos, missionários e esposos que, com confiança e esperança, saibam dizer “sim” ao Senhor. A vocação nunca é um tesouro que fica fechado no coração, mas cresce e fortalece-se na comunidade que crê, ama e espera. E como ninguém pode responder sozinho à chamada de Deus, todos temos necessidade da oração e do apoio dos nossos irmãos e irmãs.

Caríssimos, a Igreja é viva e fecunda quando gera novas vocações. E o mundo, muitas vezes inconscientemente, procura testemunhas de esperança que anunciem com a vida que seguir Cristo é fonte de alegria. Por isso, não nos cansemos de pedir ao Senhor novos operários para a sua messe, certos de que Ele continua a chamar com amor. Queridos jovens, confio o vosso seguimento de Jesus à intercessão de Maria, Mãe da Igreja e das vocações. Caminhai sempre como peregrinos de esperança no caminho do Evangelho! Acompanho-vos com a minha bênção e peço-vos que rezeis por mim.

Roma, Hospital Gemelli, 19 de março de 2025.

FRANCISCO


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O 62º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS  VOCAÇÕES

A quem iremos, Senhor?


10 de maio de 2025

 Sábado da 3ª Semana da Páscoa. 

  Evangelho  


Jo 6,60-69

Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo.
65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

  Meditação  


A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna (Jo 6, 68)

Estamos terminando a leitura do capítulo 6 do Evangelho de São João. Nesta passagem, Jesus falou de si e da realização de sua missão com as imagens do maná e do cordeiro sacrificado na páscoa. O maná foi já uma preparação para a revelação do verdadeiro pão do céu. Jesus é que o verdadeiro pão descido do céu para alimentar o seu povo. A páscoa celebrada na saída do Egito é uma imagem da páscoa definitiva, no sangue do cordeiro de Deus. Jesus é o verdadeiro cordeiro oferecido em sacrifício, verdadeiro alimento dos que circundam a mesa da páscoa.

Por um lado, Jesus reafirma a sua decisão de se entregar pelos seus, enfrentando a morte de cruz. Por outro lado, celebra, com os seus discípulos, esta sua entrega radical na ceia pascal. A ceia torna-se o memorial de sua paixão, morte e ressurreição. Ali se atualiza essa entrega fiel de Jesus, na cruz. A morte é celebrada como expressão maior de seu amor. E a sua ressurreição como a resposta amorosa do Pai, aprovando o sacrifício do filho e dando vida nova a todos os que crerem nele.

Diante dessa revelação de Jesus – vai sofrer, vai morrer, vai dar a vida – muitos dos seus seguidores entraram em crise. Ninguém quer saber de perseguição, de fracasso, de morte. Está escrito: “A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele”.

Mesmo diante da deserção de muitos discípulos, Jesus não amenizou o seu discurso. Sim, ele daria a sua vida pelos seus: sua carne e seu sangue, sua vida humana. Ele é o cordeiro da páscoa. Ter parte com ele é acolher o seu sacrifício. Comer o pão na sua mesa, comungar, é entrar em profunda sintonia com ele, acolhendo o modo como ele redime a humanidade, dando a sua vida pelos pecadores. Ele é o alimento que sustenta e comunica a vida de Deus, a vida eterna.




Guardando a mensagem

Muita gente não largou ainda a ideia de um messias poderoso que impõe o seu reinado com a força de Deus. Jesus escolheu outro caminho para realizar a sua missão, ele escolheu o caminho do esvaziamento, da solidariedade com os sofredores, do aparente fracasso da morte de cruz. O seu abaixamento como servo, a sua renúncia à grandeza humana continuam desiludindo muita gente, que se afasta, que se desinteressa ou que não mergulha no sentido da ceia do Senhor, a Santa Missa. A Missa é a ceia de páscoa onde Jesus de novo, como servo, purifica os seus discípulos, lavando os seus pés. Sua morte nos lava do pecado. A Missa é a ceia de páscoa onde o cordeiro imolado é o alimento do povo que vive em aliança com Deus e em comunhão com os seus semelhantes.

A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna (Jo 6, 68)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
diante da desistência de muitos discípulos, do estranhamento de outros, perguntaste aos doze: “Vocês também querem ir embora?”. Esta é a mesma pergunta que nos fazes hoje. “Não, Senhor, não vamos embora, nós queremos ficar. Nós cremos no teu sacrifício redentor na cruz, renovado em cada celebração eucarística. Nós cremos na tua ressurreição gloriosa, pela qual nos deste a vida nova. Nós cremos que estás realmente presente - em corpo, sangue, alma e divindade – no pão e no vinho consagrados, como disseste, para nos alimentar e nos fortalecer no caminho do Reino. Na Santa Missa, anunciamos a tua morte e proclamamos a tua ressurreição, enquanto aguardamos a tua nova vinda. Hoje, dizemos como Pedro, “Aonde nós iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Amém.

Vivendo a palavra

Aproveite o dia de hoje para preparar-se bem para o Dia do Senhor. A Missa é o coração do nosso domingo. E amanhã, com o Domingo do Bom Pastor, teremos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A mensagem para esta data já tinha sido preparada e publicada pelo Papa Francisco. Nela, ele escreveu:
"Queridos jovens, a esperança em Deus não engana, porque Ele guia os passos de quem a Ele se entrega. O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança, corajosos em dedicar a sua vida a Cristo, cheios de alegria por serem seus discípulos-missionários."

Comunicando

No mês de junho, faço show em Palmeira dos Índios, AL (dia 1º), Urucará, AM (dia 8), Camela, PE (dia 15), Jeromoabo, BA (dia 24). Em São José do Rio Preto, SP, vou estar no dia 28. No mês de julho, temos show em Porto Velho, RO, no dia 12, em Recife, PE, no dia 14 e em Mazagão Velho, AP, no dia 15.

Para quem precisa preparar a celebração do domingo, o texto da meditação de amanhã já está disponível no meu blog www.padrejoaocarlos.com.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

A grandeza da Santa Missa


 
09 de maio de 2025

  Sexta-feira da 3ª Semana da Páscoa.  


  Evangelho  


Jo 6,52-59

Naquele tempo, 52os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.
59Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.


  Meditação  


Aquele que come este pão viverá para sempre (Jo 6, 59)

O capítulo 6 do Evangelho de São João é uma linda catequese sobre a obra redentora de Jesus, celebrada na Eucaristia. Ele falou muitas vezes sobre o alimento que ele daria para a vida eterna: sua carne e seu sangue. Muita gente achou aquilo muito estranho e se afastou. Mas, quando as comunidades começaram a celebrar do jeito que Jesus fez na última ceia, começaram a entender esse seu ensinamento.

E o que Jesus fez na última ceia? Ele antecipou a sua entrega na cruz, entregando-se ao Pai em nosso favor. Na cruz, ele deu a sua vida por nós. Aquela oferta generosa e obediente de si mesmo na cruz foi a mesma da ceia. É a mesma da Missa. A Missa renova aquela oferta do calvário, a sua morte redentora em favor da humanidade. A morte cruenta foi uma única vez. Mas, na Missa, como na última ceia, esse sacrifício é renovado, reapresentado a Deus.

Jesus fez sua celebração com os discípulos na ceia da páscoa. A última ceia foi uma ceia de páscoa. Na ceia da páscoa, comia-se o cordeiro assado, cordeiro que tinha sido antes oferecido em sacrifício a Deus. Na ceia de Jesus, não houve cordeiro sacrificado. O cordeiro era Jesus. Ele seria sacrificado. Ele seria o alimento a ser comido, na ceia da páscoa.

A Missa é a ceia da páscoa. O cordeiro que comemos, em família, em ação de graças pela libertação, é o próprio Jesus. Jesus está sacramentalmente presente no pão e no vinho consagrados. “Comam. Este é o meu corpo”. “Bebam. Este é o meu sangue”.

Na ceia pascal, a grande família rendia graças a Deus por todas as maravilhas que o Senhor realizara na história do seu povo, desde a criação, a escolha daquele povo, a libertação do cativeiro do Egito, a posse da terra prometida e muito mais. Na ceia dos cristãos, tudo é ação de graças ao Pai, por tudo que ele fez desde a criação até a vinda de Jesus e do Santo Espírito. Ação de Graças virou o nome da ceia pascal dos cristãos, Eucaristia.

Ele disse ao povo: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. De fato, por sua morte, ele nos trouxe a vida. Ressuscitado, ele apresentou-se aos discípulos e lhes comunicou a paz e o Espírito. A sua vida entregue expiou o nosso pecado. Ressuscitado, ele nos abriu as portas da casa de Deus: pelo dom do seu Espírito, agora somos filhos Deus. Na sua morte, ele nos deu a vida.

Na missa, na nossa ceia pascal, nos unimos a Cristo pela fé, pela caridade, pela oração e, muito especialmente, pela comunhão no pão e no vinho consagrados. Nós nos associamos ao seu sacrifício com nossas dores, nossos sofrimentos, nossas lutas. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Na comunhão, nos unimos a ele e ele se une a nós.




Guardando a mensagem

Jesus falou de sua carne e de seu sangue que ele daria para a vida do mundo. Ninguém entendeu. E muitos se afastaram. De fato, foi o sacrifício de sua vida na cruz – corpo entregue e sangue derramado – que nos trouxe a vida, a salvação. Jesus celebrou essa entrega obediente de sua morte na ceia pascal, a última ceia. Do pão, fez sacramento do seu corpo e o deu em alimento. Do vinho, fez sacramento do seu sangue e o deu em bebida. No lugar do cordeiro sacrificado da ceia pascal, comemos pão e vinho, que, pelas palavras do Salvador e pela efusão do Espírito Santo, tornam-se substancialmente corpo e sangue de Cristo. Pela comunhão no seu corpo e no seu sangue, nos unimos profundamente a ele e ele a nós. Na Missa, elevamos ao Pai - com Cristo, em Cristo e por Cristo – a mais alta louvação e dele recebemos as mais elevadas graças e bênçãos.

Aquele que come este pão viverá para sempre (Jo 6, 59)

Rezando a Palavra

Esta é uma oração medieval rezada por Santo Inácio de Loyola, que continua sendo usada por milhões de cristãos após a comunhão.

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
e mandai-me ir para vós,
para que vos louve com os vossos Santos,
por todos os séculos.
Amém.

Vivendo a palavra

Estamos todos contentes pela eleição do novo papa, com o nome de Leão XIV. Leão XIII é um papa do tempo de Dom Bosco (governou a Igreja de 1878 a 1903). Os três amores brancos de Dom Bosco eram Jesus Eucarístico, Maria Santíssima e o Santo Padre. O seu amor pelo Papa nascia de uma profunda visão de fé. Ele orientava os seus jovens: "Não gritem 'Viva Pio IX', nem bradem 'Viva Leão XIII'. Gritem: Viva o Papa!". Acolhemos, com confiança e amor, o pastor que o Senhor está dando à sua Igreja. "Viva o Papa!".

Comunicando

No mês de junho, faço show em Palmeira dos Índios, AL (dia 1º), Urucará, AM (dia 8), Camela, PE (dia 15), Jeromoabo, BA (dia 24). Em São José do Rio Preto, SP, vou estar no dia 28. Em julho, tenho show em Porto Velho, RO, no dia 12, em Recife, no dia 14 e Mazagão Velho, AP, no dia 15.

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

O pão que desceu do céu.



08 de maio de 2025

  Quinta-feira da 3ª Semana da Páscoa.  


   Evangelho   


Jo 6,44-51

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna.
48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

   Meditação   


E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo (Jo 6, 51)

Esse capítulo 6 de São João é uma bela catequese de Jesus sobre a Eucaristia. O povo que o rodeava depois da multiplicação dos pães e nós hoje também, todos precisamos dessa catequese. Só assim poderemos viver melhor o sacramento da Eucaristia, que ele celebrou na última Ceia.

Pão é uma representação universal do alimento, de tudo que precisamos para viver. E Jesus, na sua catequese ao povo, em Cafarnaum, se compara com o pão. “Eu sou o pão da vida”. E retoma aquela imagem do Antigo Testamento, o maná. No deserto, quando caminhava para a terra prometida, o povo de Deus foi alimentado pelo maná. Era o pão descido do céu. O verdadeiro pão descido do céu, esse sim, é um pão que garante a vida eterna. Quem dele come, vence a morte. Esse pão é o próprio Jesus. ‘Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo’.

A Eucaristia, nos ensina a Igreja, é o memorial da Páscoa de Cristo, isto é, da obra da salvação realizada pela vida, morte e ressurreição de Cristo (Catecismo da Igreja Católica 1409). Jesus se ofereceu por nós, em sacrifício. Ele se deu por nós. Na ceia com os discípulos, ele fez a oferta de si mesmo a Deus. Na cruz, ele realizou essa oferta de sua vida. A Missa torna presente o sacrifício da cruz que foi oferecido uma única vez, em favor da humanidade.

E Jesus nos une ao seu sacrifício. Nós nos unimos a ele pela fé, pela escuta de sua palavra, pela comunhão no seu sacrifício. Na Missa, unimos nossos sofrimentos, nossas dores com a dele. Estamos unidos com ele na oferta de sua vida. Estamos unidos com ele nos frutos de sua morte e ressurreição.

A ceia de páscoa com os discípulos foi também um grande louvor a Deus: pelos dons da criação, pela história da salvação, pela entrega obediente de Jesus. A Missa é uma grande ação de graças, um grande louvor. A palavra Eucaristia quer dizer ação de graças. E, com Jesus, damos graças a Deus pela criação, pela redenção, pela santificação, pela obra maravilhosa de Deus entre nós. Louvamos a Deus, particularmente, pela morte e ressurreição de Jesus.

É assim que, começamos a compreender melhor o que ele disse ao povo: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para vida do mundo”.




Guardando a mensagem

O sacrifício de Jesus na cruz e a sua ressurreição nos trouxeram vida, alcançando-nos o perdão dos nossos pecados e a vida nova de filhos de Deus. O sacrifício foi o oferecimento de sua vida. Carne e sangue representam a sua vida humana sacrificada. Na última ceia, Jesus antecipou sua oferta na cruz, celebrando a ceia da páscoa com os seus discípulos. Foi na ceia que ele tomou o pão e o vinho e disse aos discípulos que comessem e bebessem deles, pois era o seu corpo entregue e o seu sangue derramado. E pediu aos discípulos: “Façam isso em memória de mim”. A Missa é o memorial de sua morte e de sua ressurreição. Nela, continuamos a apresentar ao Pai a oferta de Jesus em sua cruz. Nela, entramos em profunda comunhão com ele, escutando sua palavra e comungando no seu corpo e no seu sangue. A Missa é o grande louvor que elevamos a Deus, por Cristo, com Cristo e em Cristo.

E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo (Jo 6, 51)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
quando a comunidade cristã, a Igreja, se reúne para celebrar a Ceia do Senhor, estás presente e ages entre nós: na assembleia dos irmãos, na palavra proclamada, no ministro que te representa e, de maneira muito especial, no sacramento do pão e do vinho consagrados. E, nós, Senhor, nesta ceia santa, estamos unidos a ti. E é por ti que sobem ao Pai os nossos louvores, a nossa confissão de fé, a nossa intercessão pelas necessidades da Igreja e do mundo. E de novo, pelas mãos da Igreja, te ofereces pela salvação de todos. E por teu intermédio, descem tantas bênçãos e graças do céu em nossas vidas! Tu és o pão vivo que desceu do céu para a vida do mundo. Bendito seja o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Vou lhe dizer uma palavra de Dom Bosco que eu musiquei: "A Santa Missa. Para mim não pode haver festa maior". Pense um pouco sobre isso.

Comunicando

Sendo possível, participe da Santa Missa desta quinta-feira (11 horas), que celebramos semanalmente pelos associados e ouvintes, com transmissão pela Rádio e pelo Youtube. Uma intenção muito especial, hoje, é a eleição do Papa, pedindo as luzes de Deus sobre os cardeais eleitores. Outra intenção é pedir bênçãos para nossa peregrinação ao Santuário Basílica de N. Senhora Auxiliadora, em Jaboatão, no próximo dia 24. Aliás, hoje já vou celebrar a Missa nesta linda Basílica de N. Senhora Auxiliadora.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O pastor que cuida da gente.



07 de maio de 2025 

  Quarta-feira da 3ª Semana de Páscoa.  

Dia de abertura do Conclave 

  Evangelho  


Jo 6,35-40

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei.
38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

  Meditação   


Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna (Jo 6, 40)

Jesus diz ao povo que o Pai tinha lhe confiado muita gente para ele cuidar. E que veio exatamente para fazer a vontade do Pai que o enviou. Ele descreve a vontade do Pai de três formas: que ele, o Filho, não perca nenhum dos que o Pai lhe deu; que aquele que crê no Filho receba a vida eterna; e que o Filho o ressuscite no último dia.

Qual é o projeto de Deus, isto é, qual é a vontade de Deus? A vontade de Deus se manifesta em relação a Jesus e em relação a nós. E qual foi a tarefa que Jesus recebeu do Pai? O Pai o enviou a nós, nos confiou a ele, pediu que ele não perdesse nenhum de nós e nos ressuscitasse no último dia. O que Jesus finalmente tem para nos dar, para nos comunicar é a vida em plenitude. Um dia ele falou disso: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Essa ‘vida em plenitude’ está dita de várias formas no evangelho: pão para saciar a fome, água para matar a sede, vida eterna, ressurreição no último dia. São formas de dizer ‘Deus quer dar a vocês a vida em plenitude’. E é isso que Jesus tem para nós.

E qual é a vontade de Deus a nosso respeito, isto é, o que Deus nos pede? O Pai nos pede para ir a Cristo, para crer nele. É assim que podemos ser cuidados por ele, alimentados por ele, conduzidos por ele. É crendo nele, acolhendo-o em nossa vida como nosso Deus e Senhor, que podemos receber o que ele tem para nos dar: a vida em plenitude.

Nós existimos porque Deus pensou em nós, nos chamou à existência. Nossa vida tem um propósito. Não nascemos por acaso. E foi o Pai que nos aproximou de Jesus, seu Filho. O Pai nos confiou a Jesus. É nele que encontramos o modelo acabado do ser humano, em sintonia perfeita com o Pai e em comunhão solidária com seus irmãos de humanidade. E não só nos deu Jesus como modelo-caminho-exemplo, mas no-lo deu também como guia de nossa humanidade. Pela ressurreição, Jesus tornou-se o nosso líder, o nosso mestre. Pedro, no dia de Pentecostes, disse à multidão: “Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vocês crucificaram”.




Guardando a mensagem

Não estamos sozinhos neste mundo. Não estamos abandonados aos nossos próprios limites biológicos ou sociais. Deus nos deu um pastor, para nos acompanhar, para cuidar de nós. Jesus vem buscar a ovelha perdida e levá-la de volta ao redil, carregando-a nos ombros. Ele nos defende do lobo voraz, pondo em risco a própria vida. Ele dá a vida por suas ovelhas. Ele nos comunica a vida plena, a vida de Deus. Em Cristo, somos herdeiros de Deus. Viver bem é crer nele, amá-lo e segui-lo.

Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna (Jo 6, 40)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o Pai nos confiou a ti. Ele espera que nós nos aproximemos de ti, que creiamos em ti, que te acolhamos como nosso pastor e guia. Dá-nos, Senhor, que te reconheçamos na fé e te sigamos com perseverança e amor. Também nós temos pessoas que o Pai nos confiou para cuidar, para acompanhar. Nós te pedimos por elas. Nós queremos conduzi-las a ti, pois só em ti a verdade, a graça, a salvação. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Pense bem nesse Evangelho de hoje e, com sinceridade, aproxime-se ainda mais de Jesus. Ele é o pastor que o Pai enviou para cuidar de nós. Ler o texto da Meditação pode ajudar você a perceber melhor a mensagem. 

Comunicando

No mês de junho, faço show em Palmeira dos Índios, AL (dia 1º), Urucará, AM (dia 8), Camela, PE (dia 15), Jeromoabo, BA (dia 24). Em São José do Rio Preto, SP, vou estar no dia 28. O show em Porto Velho, RO, é no dia 12 de julho.

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

Postagem em destaque

Saúde da alma e do corpo.

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