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28 junho 2020

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16, 18) 

28 de junho de 2020 – Solenidade de São Pedro e São Paulo. 

Fechando esse mês de junho, e também o ciclo junino, celebramos hoje Pedro e Paulo, apóstolos ‘que plantaram a Igreja e a regaram com o próprio sangue’. É também o dia do Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro. Celebrar o dia do Senhor com essa festa dos dois apóstolos-colunas nos une ainda mais em torno de Cristo, como sua Igreja em missão. 

E, como Igreja, nós temos, na atualidade, dois desafios a enfrentar. O primeiro é que o nosso povo batizado conhece pouco a fé cristã, inclusive boa parte nem pisa na Igreja. O segundo é que os que participam se contentam com a Missa de vez em quando e não se sentem responsáveis pela evangelização dos outros. 

Quando houve aquela grande assembleia de bispos da América Latina em Aparecida, em 2007, eles transformaram esses desafios em um compromisso duplo: levar o povo católico a ser um povo de discípulos missionários. Como bons discípulos do Senhor, cada um conhecer melhor a fé cristã, professá-la com sinceridade e ensiná-la aos outros. Como seus missionários, levarmos o fermento do evangelho ao mundo, levando a boa nova aos afastados, distantes e excluídos. 

A solenidade de São Pedro e São Paulo, que celebramos hoje, pode reforçar essa nossa caminhada de formação e compromisso como discípulos missionários. Os dois apóstolos Pedro e Paulo são exemplos, modelos de compromisso com o Senhor e com a missão evangelizadora. Eles são igualmente nossos intercessores junto a Deus na animação de comunidades de discípulos missionários, igreja em saída para as periferias humanas. Mesmo sendo os dois apóstolos modelos de discípulos missionários, podemos olhar para cada um deles e identificar de maneira mais acentuada uma dessas dimensões. 

A grandeza de Pedro, por exemplo, foi proclamar a fé, em nome dos seguidores de Jesus. Como disse o Mestre, fé que é revelação de Deus, mais do que conhecimento humano. ‘TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO’ (Mt 16,16). Disse tudo, disse toda a fé da Igreja, em sua forma mais nuclear. Cremos que Jesus é o Messias, o ungido, prometido por Deus ao povo de Israel. Esse Jesus, de fato, é o Cristo, tradução grega da palavra hebraica Messias, Ungido. Cremos que Jesus de Nazaré é o próprio filho do Deus vivo, vindo a nós em nossa condição humana, homem e Deus verdadeiro, nosso Salvador. Pedro, como disse Jesus, é essa pedra, esse alicerce, essa fé sobre a qual ele funda a sua Igreja. 

Com Pedro, aprendemos a ser discípulos. Somos discípulos, na medida em que conhecemos a fé da Igreja, a fé de Pedro, acolhendo a revelação de Deus, professando-a e vivendo-a com alegria e simplicidade. 

Já a grandeza de Paulo foi levar a mensagem do evangelho às nações pagãs, ultrapassando as barreiras culturais e religiosas em que o mundo judeu delimitava o povo de Deus. Ele é o apóstolo dos gentios, missionário dos pagãos. Fez quatro grandes viagens por quase todo o mundo conhecido, pregando o evangelho e edificando novas comunidades. Paulo reconheceu: “O Senhor esteve ao meu lado e me deu forças, ELE FEZ COM QUE A MENSAGEM FOSSE ANUNCIADA POR MIM INTEGRALMENTE E OUVIDA POR TODAS AS NAÇÕES” (2 Tm 4,17). 

Com Paulo, aprendemos a ser missionários. Somos missionários, na medida em que nos preocupamos e nos responsabilizamos pelo anúncio do evangelho em todos os ambientes, em toda a sociedade.

Guardando a mensagem 

Nossos desafios são dois: conhecer melhor a fé cristã e participar de fato da evangelização. Em Aparecida, abraçamos um programa de crescimento maravilhoso: vamos nos empenhar para ser melhores discípulos e missionários do Senhor. Pedro inspira nosso compromisso de bons discípulos de Jesus, abraçando e conhecendo melhor a fé cristã. Em sua proclamação de fé, ele é a pedra, sobre a qual Jesus edificou sua Igreja. Paulo anima nosso compromisso de missionários entusiastas do Reino. Ele é o homem das viagens missionárias, da evangelização das nações. Paulo inspira o impulso missionário dos discípulos e das comunidades de hoje – Igreja em saída. 

Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16, 18) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 
Neste domingo, nos alegramos com a solenidade de São Pedro e de São Paulo. Eles, com sua pregação apaixonada do evangelho, seu exemplo de seguidores e o testemunho do seu martírio, enriqueceram a tua Igreja com um povo convertido e fiel. Essa comemoração nos chama a um maior compromisso com a fé cristã, vivida com fidelidade e anunciada com entusiasmo em todos os ambientes onde vivemos, trabalhamos, nos divertimos. Dá-nos, Senhor, uma profunda sintonia com a tua Igreja e uma ardorosa adesão aos caminhos de conversão e renovação que o teu Santo Espírito tem inspirado. Abençoa, Senhor, o Papa Francisco no seu ministério de unidade. Abençoa também nossas famílias, os doentes, os idosos, o pessoal da saúde. Dá-nos vitória, Senhor, nesta luta contra este vírus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

O nosso Papa Francisco sempre pede que rezemos por ele. Com a festa de São Pedro e São Paulo, festejamos também o Dia do Papa. Ontem, ele completou 28 anos de ordenação episcopal. 
Então, com grande amor pela Igreja, reze hoje pelo Papa Francisco.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

16 maio 2019

DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS

Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim (Jo 13, 20)
16 de maio de 2019.
Todos nós somos responsáveis pela evangelização. A evangelização é a missão da Igreja. Somos todos missionários, responsáveis pela missão. Mas, antes de estarmos na condição de missionários, nós somos discípulos e discípulas de Cristo; recebemos a pregação do evangelho, acolhemos a evangelização. Afinal, somos discípulos e missionários. O evangelho de hoje tem três recados importantes para nós, agentes e destinatários da evangelização.
A primeira palavra é esta: “Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. E isto não vale só para aqueles a quem queremos levar o evangelho. Vale especialmente para nós, que permanentemente estamos sendo evangelizados. Queremos reconhecer naqueles que vêm a nós em nome do Senhor, o próprio Senhor que os envia. E entendemos que estamos acolhendo o próprio Jesus ao acolher a sua palavra e o seu ministério. E acolhendo-o, nos damos conta, estamos acolhendo o Pai que o enviou. A missão foi entregue ao Filho pelo Pai.
Como discípulos do Senhor, reconheçamos logo quem é que nos traz o evangelho. Em primeiro lugar, os nossos pais. Eles são os primeiros a nos falar de Deus e nos iniciar na fé da Igreja. Os pais são ministros da Igreja, levam seus filhos a conhecer e amar Jesus Cristo.  Quando os pais falham nessa sagrada tarefa, a vida de fé dos filhos fica comprometida. Depois dos pais, a Igreja conta com outros agentes evangelizadores: catequistas, lideranças, animadores, consagrados e religiosos, diáconos, os padres, o bispo. Recebê-los, acolhê-los, dar-lhes ouvidos é acolher e receber o próprio Senhor ressuscitado.
A segunda palavra é esta: “O servo não está acima do seu Senhor, o mensageiro não é maior do que aquele que o enviou”. Na qualidade de anunciadores do evangelho, somos servos e mensageiros. Só realizamos bem nossa tarefa na medida em que estamos unidos ao Senhor que representamos e que nos enviou. Somos servidores de Cristo e dos irmãos. Apresentamos a sua mensagem, não a nossa. Anunciamos que só nele se encontra a salvação, não em nós e em nossas instituições. Queremos levar as pessoas a ele, não podemos permitir que elas parem em nós. Somos servos e mensageiros dele.
Como missionários do Senhor, precisamos atuar conjuntamente. Não se trata de uma ação isolada, individualista ou à margem da comunidade. Nossa atuação missionária deve se inscrever no conjunto da pastoral e na pastoral de conjunto, no grande esforço evangelizador da Igreja. É assim que precisamos estar atentos aos documentos da Igreja, às suas orientações; aos planos pastorais das paróquias e dioceses. Leigos e leigas agem como missionários, em primeiro lugar, nos seus compromissos com a família, no seu ambiente de trabalho, no exercício de sua cidadania. Na medida em que você está unido à sua comunidade, alimentando-se da Palavra e da Eucaristia, sua ação está inserida no grande esforço missionário da Igreja.
A terceira palavra é esta: “Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar”. Claro, Jesus falou isso, ali na mesa, referindo-se a Judas. Em Judas, contemplamos a traição extrema. Mas, quem come o pão na mesa do Senhor e levanta contra ele o calcanhar (isto é, lhe dá as costas) não é só Judas. Em nossas pequenas e grandes infidelidades, afastamo-nos do Senhor e de sua comunidade. Assim, essa palavra serve como um alerta. Por um lado, não imitarmos Judas, que também era um missionário do Senhor e o traiu. E nem nos escandalizarmos com os que continuam agindo assim, decepcionando e traindo o evangelho. Coloquemos tudo na conta da fraqueza humana e, sem julgamentos, prossigamos confiados na fidelidade do Senhor.
Guardando a mensagem
Somos discípulos e missionários. Como discípulos, reconheçamos quem nos evangeliza e acolhamos seu ministério, certos que neles estamos acolhendo o Senhor. Como missionários, recordemo-nos que somos servos e mensageiros. Anunciamos Jesus, não a nós mesmos ou as nossas tradições. Contemos, sempre, com a fraqueza humana em nosso meio, nos discípulos e nos missionários. Mas, confiemos firmemente na fidelidade do Senhor e Salvador Jesus Cristo.  
Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim (Jo 13, 20)
Rezando a Palavra
Senhor Jesus,
Estamos cercados da fraqueza humana, continuamos fracos e pecadores. É como disse o apóstolo: “transportamos a graça em vasos de barro”. Dá-nos, Senhor, que não percamos a fé, nem esmoreçamos em nossos compromissos ao nos depararmos com as falhas e as faltas de quem nos evangeliza. Dá-nos sentimentos de arrependimento, quando igualmente falharmos e nos afastarmos de nossa missão de testemunhas e anunciadores do teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a Palavra
Identifique, mentalmente, as pessoas que dependem do seu testemunho e de sua palavra para se aproximarem de Cristo e de sua Igreja. E reze por eles.

Pe. João Carlos Ribeiro – 16 de maio de 2019.

01 julho 2018

PEDRO E PAULO


Sobre esta pedra construirei a minha Igreja (Mt 16, 18)

01 de julho de 2018.

Nós temos dois desafios. O primeiro é que o nosso povo batizado conhece pouco a fé cristã, inclusive boa parte nem pisa na Igreja. O segundo é que os que participam se contentam com a Missa de vez em quando e não se sentem responsáveis pela evangelização dos outros.

Quando houve aquela grande assembleia de bispos da América Latina em Aparecida, em 2007, eles transformaram esses desafios em um compromisso duplo: levar o povo católico a ser um povo de discípulos missionários. Como bons discípulos do Senhor, cada um conhecer melhor a fé cristã, professá-la com sinceridade e ensiná-la aos outros. Como seus missionários, levarmos o fermento do evangelho ao mundo, levando a boa nova aos afastados, distantes e excluídos.

A solenidade de São Pedro e São Paulo, que celebramos hoje, pode reforçar essa nossa caminhada de formação e compromisso como discípulos missionários. Os dois apóstolos, Pedro e Paulo, são exemplos, modelos de compromisso com o Senhor e com a missão evangelizadora. Eles são igualmente nossos intercessores junto a Deus na animação de comunidades de discípulos missionários, igreja em saída para as periferias humanas. Mesmo os dois apóstolos sendo modelos de cristãos discípulos missionários, podemos olhar para cada um deles e identificar de maneira mais acentuada uma dessas dimensões.

A grandeza de Pedro foi proclamar a fé, em nome dos seguidores de Jesus. Como disse o Mestre, fé que é revelação de Deus, mais do que conhecimento humano. ‘TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO’ (Mt 6,16). Disse tudo, disse toda a fé da Igreja, em sua forma mais nuclear.  Cremos que Jesus é o Messias, o ungido, prometido por Deus ao povo de Israel. Esse Jesus, de fato, é o Cristo, tradução grega da palavra hebraica Messias, Ungido. Cremos que Jesus de Nazaré é o próprio filho do Deus vivo, vindo a nós em nossa condição humana, homem e Deus verdadeiro, nosso Salvador. Pedro, como disse Jesus, é essa pedra, esse alicerce, essa fé sobre a qual ele funda a sua Igreja.  

Com Pedro, aprendemos a ser discípulos. Somos discípulos, na medida em que conhecemos a fé da Igreja, a fé de Pedro, acolhendo a revelação de Deus, professando-a e vivendo-a com alegria e simplicidade.

A grandeza de Paulo foi levar a mensagem do evangelho às nações pagãs, ultrapassando as barreiras culturais e religiosas em que o mundo judeu delimitava o povo de Deus. Ele é o apóstolo dos gentios, missionário dos pagãos. Fez quatro grandes viagens por quase todo o mundo conhecido, pregando o evangelho e edificando novas comunidades. Paulo reconheceu:  “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ELE FEZ COM QUE A MENSAGEM FOSSE ANUNCIADA POR MIM INTEGRALMENTE E OUVIDA POR TODAS AS NAÇÕES” (2 Tm 4,17).

Com Paulo, aprendemos a ser missionários. Somos missionários, na medida em que nos preocupamos e nos responsabilizamos pelo anúncio do evangelho em todos os ambientes, em toda a sociedade, especialmente nas periferias existenciais, como gosta de dizer o nosso Papa Francisco.

Vamos guardar a mensagem

Nossos desafios são dois: conhecer melhor a fé cristã e participar de fato da evangelização.  Em Aparecida, abraçamos um programa de crescimento maravilhoso: vamos nos empenhar para ser melhores discípulos e missionários do Senhor. Pedro inspira nosso compromisso de bons discípulos de Jesus, abraçando e conhecendo melhor a fé cristã. Em sua proclamação de fé, ele é a pedra, sob a qual Jesus edificou sua Igreja. Paulo anima nosso compromisso de missionários entusiastas do Reino. Ele é o homem das viagens missionárias, da evangelização das nações. Paulo inspira o impulso missionário dos discípulos e das comunidades de hoje – Igreja em saída.

Sobre esta pedra construirei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Vamos rezar a palavra

Neste dia dos discípulos e missionários Pedro e Paulo, apóstolos de Jesus, rezemos a oração do ano nacional dos leigos.
Ó Trindade Santa, Amor pleno e eterno, que estabelecestes a Igreja como vossa ‘imagem terrena’:
Nós vos agradecemos pelos dons, carismas, vocações, ministérios e serviços que todos os membros do vosso povo realizam como “Igreja em saída”, para o bem comum, a missão evangelizadora e a transformação social, no caminho do vosso Reino.
Nós vos rogamos que todos contribuam para que os cristãos leigos e leigas compreendam sua vocação e identidade, espiritualidade e missão, e atuem de forma organizada na Igreja e na sociedade à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.
Isto vos suplicamos pela intercessão da Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelos para todos os cristãos.
Amém!

Vamos viver a palavra

Nesta oportunidade do dia dos apóstolos Pedro e Paulo, celebramos o Dia do Papa. Hoje, reze pelo Papa. Peça ao Senhor que proteja e abençoe o Papa Francisco.

Pe. João Carlos Ribeiro – 01.07.2018