PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: vinho novo
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Vou lhe dizer o que é o vinho novo.



   15 de janeiro de 2024.   

Segunda-feira da 2ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Mc 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

   Meditação.   


Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Vou logo lhe dizer o que é um odre. Odre é uma bolsa feita de couro de animal para guardar ou transportar líquidos, particularmente vinho. Claro, no tempo de Jesus não existia garrafas de plástico ou de alumínio para isso. Tinha-se que recorrer a utensílios de barro, madeira ou couro. O odre era feito de couro curtido de carneiro ou de bode. Uma das extremidades servia como gargalo, fechada com uma rolha de madeira ou também amarrada fortemente.

Então, odre é uma bolsa de couro curtido de bode ou carneiro para guardar ou transportar líquidos, especialmente o vinho. O vinho novo ainda está fermentando e se expande dentro do recipiente. Se o odre for novo, ele tem elasticidade suficiente para continuar mantendo o vinho no seu interior. Se o odre for velho, já sem elasticidade, o vinho novo na sua fermentação acaba por arrebentá-lo e se derramar.

Tudo certo até agora? Ótimo. Então, posso lhe fazer uma pergunta: o vinho de Jesus é novo ou velho? Calma, primeiro vamos saber que vinho é esse.

O vinho representa festa, alegria, celebração de alguma coisa muito boa. Quando começou a sua pregação, Jesus disse que o tempo tinha se cumprido e o Reino de Deus tinha se aproximado. A presença dele renovando vidas, reunindo os dispersos, restaurando a aliança com Deus inaugura um novo tempo, o tempo do Reino de Deus. É o tempo da salvação que chegou. Esta obra redentora tem seu ponto mais alto na cruz, nos reconciliando com Deus, no sacrifício de sua vida em favor dos pecadores, sacrifício da nova e eterna aliança.

Com Jesus, chegou o novo tempo: o tempo da reconciliação, da restauração da aliança, da salvação. Em Jesus, Deus está fazendo novas todas as coisas. (Você está conseguindo me acompanhar? Ótimo). No evangelho, isso está dito de muitas formas. Em Caná da Galileia, no casamento, ele oferece o vinho melhor, vinho que estava faltando naquela festa de aliança. Na mesa da última ceia, ele oferece o cálice de vinho, cálice do seu sangue derramado pela remissão dos pecados. A santa ceia, a Missa, é a celebração do sacrifício da cruz pela qual ele nos alcançou a reconciliação e ação de graças pela salvação que nos chegou por ele.

A obra redentora de Jesus é um vinho novo. O evangelho que anuncia essa notícia é um vinho novo. A vida em Cristo, pela habitação do Espírito Santo em nós, é um vinho novo.

Vamos à palavra de Jesus, hoje: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Dá para entender? “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Essa novidade que é a obra redentora, a vida em Cristo, anunciada no evangelho não cabe numa vida velha, num jeito pecador de se viver; pede uma vida nova, pede mudança de vida. “Vinho novo em odres novos”.


Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho anuncia a grande novidade: Deus está reinando entre nós, nos conduzindo para a plena realização, para a salvação. Ele está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um vinho velho. É um vinho novo. Não pode ser guardado ou transportado pelo velho Adão pecador. É uma novidade que só cabe numa vida nova, restaurada pela graça.

Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há sempre um risco de sermos pessoas muito religiosas, mas não expressarmos em nossa vida religiosa a grande alegria da redenção que nos alcançaste por tua morte e ressurreição. Dá-nos, Senhor, ser odres novos para guardar e transportar essa novidade de vida que é a reconciliação que nos alcançaste na cruz. A tua obra redentora, anunciada no evangelho, não é mais um elemento a ornamentar a nossa vida velha, o nosso modo de pensar e viver no egoísmo, na injustiça, no pecado. Pela pregação de tua palavra e pelos sacramentos de tua Igreja, tu nos dás o vinho novo. Que sejamos, Senhor, odres novos para recebê-lo, conservá-lo e portá-lo a outros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje: Mc 2,18-22. E responda no seu caderno espiritual o que você entendeu por ‘roupa nova’.

Você que recebe a Meditação pelo seu celular pode ver melhor o que é um ODRE, na foto que está junto com o texto da Meditação. É só clicar no link que estou lhe enviando.

Comunicando

Hoje é o dia da Missa de Ação de Graças pelos 10 anos do Programa Tempo de Paz. É um dia de gratidão e compromisso. A Missa será celebrada na Basílica Salesiana do Sagrado Coração do Recife, às 9 horas. Você pode nos acompanhar presencialmente, pelo rádio ou pelo Youtube. Todas as emissoras que transmitem diariamente o programa estarão transmitindo a Santa Missa. Já estou lhe enviando o link para acesso ao Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Vida nova em Cristo Jesus!

  



16 de janeiro de 2023

Segunda-feira da 2ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO


Mc 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

MEDITAÇÃO


Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Vou logo lhe dizer o que é um odre. Odre é uma bolsa feita de couro de animal para guardar ou transportar líquidos, particularmente vinho. Claro, no tempo de Jesus não existia garrafas de plástico ou de alumínio para isso. Tinha-se que recorrer a utensílios de barro, madeira ou couro. O odre era feito de couro curtido de carneiro ou de bode. Uma das extremidades servia como gargalo, fechada com uma rolha de madeira ou também amarrada fortemente.

Então, odre é uma bolsa de couro curtido de bode ou carneiro para guardar ou transportar líquidos, especialmente o vinho. O vinho novo ainda está fermentando e se expande dentro do recipiente. Se o odre for novo, ele tem elasticidade suficiente para continuar mantendo o vinho no seu interior. Se o odre for velho, já sem elasticidade, o vinho novo na sua fermentação acaba por arrebentá-lo e se derramar.

Tudo certo até agora? Ótimo. Então, posso lhe fazer uma pergunta: o vinho de Jesus é novo ou velho? Calma, primeiro vamos saber que vinho é esse.

O vinho representa festa, alegria, celebração de alguma coisa muito boa. Quando começou a sua pregação, Jesus disse que o tempo tinha se cumprido e o Reino de Deus tinha se aproximado. A presença dele renovando vidas, reunindo os dispersos, restaurando a aliança com Deus inaugura um novo tempo, o tempo do Reino de Deus. É o tempo da salvação que chegou. Esta obra redentora tem seu ponto mais alto na cruz, nos reconciliando com Deus, no sacrifício de sua vida em favor dos pecadores, sacrifício da nova e eterna aliança.

Com Jesus, chegou o novo tempo: o tempo da reconciliação, da restauração da aliança, da salvação. Em Jesus, Deus está fazendo novas todas as coisas. (Você está conseguindo me acompanhar? Ótimo). No evangelho, isso está dito de muitas formas. Em Caná da Galileia, no casamento, ele oferece o vinho melhor, vinho que estava faltando naquela festa de aliança. Na mesa da última ceia, ele oferece o cálice de vinho, cálice do seu sangue derramado pela remissão dos pecados. A santa ceia, a Missa, é a celebração do sacrifício da cruz pela qual ele nos alcançou a reconciliação e ação de graças pela salvação que nos chegou por ele.

A obra redentora de Jesus é um vinho novo. O evangelho que anuncia essa notícia é um vinho novo. A vida em Cristo, pela habitação do Espírito Santo em nós, é um vinho novo.

Vamos à palavra de Jesus, hoje: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Dá para entender? “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Essa novidade que é a obra redentora, a vida em Cristo, anunciada no evangelho não cabe numa vida velha, num jeito pecador de se viver; pede uma vida nova, pede mudança de vida. “Vinho novo em odres novos”.


Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho anuncia a grande novidade: Deus está reinando entre nós, nos conduzindo para a plena realização, para a salvação. Ele está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um vinho velho. É um vinho novo. Não pode ser guardado ou transportado pelo velho Adão pecador. É uma novidade que só cabe numa vida nova, restaurada pela graça.

Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há sempre um risco de sermos pessoas muito religiosas, mas não expressarmos em nossa vida religiosa a grande alegria da redenção que nos alcançaste por tua morte e ressurreição. Dá-nos, Senhor, ser odres novos para guardar e transportar essa novidade de vida que é a reconciliação que nos alcançaste na cruz. A tua obra redentora, anunciada no evangelho, não é mais um elemento a ornamentar a nossa vida velha, o nosso modo de pensar e viver no egoísmo, na injustiça, no pecado. Pela pregação de tua palavra e pelos sacramentos de tua Igreja, tu nos dás o vinho novo. Que sejamos, Senhor, odres novos para recebê-lo, conservá-lo e portá-lo a outros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje: Mc 2,18-22. E responda no seu caderno espiritual o que você entendeu por ‘roupa nova’.

Você que recebe a Meditação pelo seu celular pode ver melhor o que é um ODRE, na foto que está junto com o texto da Meditação. É só clicar no link que estou lhe enviando.

Comunicando

Hoje é o dia da Missa de Ação de Graças pelos 9 anos do Programa Tempo de Paz. É um dia de gratidão e compromisso. A Missa será celebrada na Igreja de Santo Antonio, no centro do Recife, às 9 horas. Você pode nos acompanhar presencialmente, pelo rádio ou pelo Youtube. Todas as emissoras que transmitem diariamente o programa estarão transmitindo a Santa Missa. Já estou lhe enviando o link para acesso ao Youtube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

VINHO NOVO EM ODRES NOVOS

 



17 de janeiro de 2022


EVANGELHO


Mc 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

MEDITAÇÃO


Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Vou logo lhe dizer o que é um odre. Odre é uma bolsa feita de couro de animal para guardar ou transportar líquidos, particularmente vinho. Claro, no tempo de Jesus não existia garrafas de plástico ou de alumínio para isso. Tinha-se que recorrer a utensílios de barro, madeira ou couro. O odre era feito de couro curtido de carneiro ou de bode. Uma das extremidades servia como gargalo, fechada com uma rolha de madeira ou também amarrada fortemente.

Então, odre é uma bolsa de couro curtido de bode ou carneiro para guardar ou transportar líquidos, especialmente o vinho. O vinho novo ainda está fermentando e se expande dentro do recipiente. Se o odre for novo, ele tem elasticidade suficiente para continuar mantendo o vinho no seu interior. Se o odre for velho, já sem elasticidade, o vinho novo na sua fermentação acaba por arrebentá-lo e se derramar.

Tudo certo até agora? Ótimo. Então, posso lhe fazer uma pergunta: o vinho de Jesus é novo ou velho? Calma, primeiro vamos saber que vinho é esse.

O vinho representa festa, alegria, celebração de alguma coisa muito boa. Quando começou a sua pregação, Jesus disse que o tempo tinha se cumprido e o Reino de Deus tinha se aproximado. A presença dele renovando vidas, reunindo os dispersos, restaurando a aliança com Deus inaugura um novo tempo, o tempo do Reino de Deus. É o tempo da salvação que chegou. Esta obra redentora tem seu ponto mais alto na cruz, nos reconciliando com Deus, no sacrifício de sua vida em favor dos pecadores, sacrifício da nova e eterna aliança.

Com Jesus, chegou o novo tempo: o tempo da reconciliação, da restauração da aliança, da salvação. Em Jesus, Deus está fazendo novas todas as coisas. (Você está conseguindo me acompanhar? Ótimo). No evangelho, isso está dito de muitas formas. Em Caná da Galileia, no casamento, ele oferece o vinho melhor, vinho que estava faltando naquela festa de aliança. Na mesa da última ceia, ele oferece o cálice de vinho, cálice do seu sangue derramado pela remissão dos pecados. A santa ceia, a Missa, é a celebração do sacrifício da cruz pela qual ele nos alcançou a reconciliação e ação de graças pela salvação que nos chegou por ele.

A obra redentora de Jesus é um vinho novo. O evangelho que anuncia essa notícia é um vinho novo. A vida em Cristo, pela habitação do Espírito Santo em nós, é um vinho novo.

Vamos à palavra de Jesus, hoje: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Dá para entender? “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Essa novidade que é a obra redentora, a vida em Cristo, anunciada no evangelho não cabe numa vida velha, num jeito pecador de se viver; pede uma vida nova, pede mudança de vida. “Vinho novo em odres novos”.

Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho anuncia a grande novidade: Deus está reinando entre nós, nos conduzindo para a plena realização, para a salvação. Ele está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um vinho velho. É um vinho novo. Não pode ser guardado ou transportado pelo velho Adão pecador. É uma novidade que só cabe numa vida nova, restaurada pela graça.

Vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Há sempre um risco de sermos pessoas muito religiosas, mas não expressarmos em nossa vida religiosa a grande alegria da redenção que nos alcançaste por tua morte e ressurreição. Dá-nos, Senhor, ser odres novos para guardar e transportar essa novidade de vida que é a reconciliação que nos alcançaste na cruz. A tua obra redentora, anunciada no evangelho, não é mais um elemento a ornamentar a nossa vida velha, o nosso modo de pensar e viver no egoísmo, na injustiça, no pecado. Pela pregação de tua palavra e pelos sacramentos de tua Igreja, tu nos dás o vinho novo. Que sejamos, Senhor, odres novos para recebê-lo, conservá-lo e portá-lo a outros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje, em sua Bíblia: Mc 2,18-22. E responda no seu caderno espiritual o que você entendeu por ‘roupa nova’.

Você que recebe a Meditação pelo seu celular pode ver melhor o que é um ODRE, na foto que está junto com o texto da Meditação. É só clicar no link que estou lhe enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

VINHO NOVO EM ODRES NOVOS



18 de janeiro de 2021

EVANGELHO 


Mc 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

MEDITAÇÃO 


Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Vou logo lhe dizer o que é um odre. Odre é uma bolsa feita de couro de animal para guardar ou transportar líquidos, particularmente vinho. Claro, no tempo de Jesus não existia garrafas de plástico ou de alumínio para isso. Tinha-se que recorrer a utensílios de barro, madeira ou couro. O odre era feito de couro curtido de carneiro ou de bode. Uma das extremidades servia como gargalo, fechada com uma rolha de madeira ou também amarrada fortemente. 

Então, odre é uma bolsa de couro curtido de bode ou carneiro para guardar ou transportar líquidos, especialmente o vinho. O vinho novo ainda está fermentando e se expande dentro do recipiente. Se o odre for novo, ele tem elasticidade suficiente para continuar mantendo o vinho no seu interior. Se o odre for velho, já sem elasticidade, o vinho novo na sua fermentação acaba por arrebentá-lo e se derramar. 

Tudo certo até agora? Ótimo. Então, posso lhe fazer uma pergunta: o vinho de Jesus é novo ou velho? Calma, primeiro vamos saber que vinho é esse. 

O vinho representa festa, alegria, celebração de alguma coisa muito boa. Quando começou a sua pregação, Jesus disse que o tempo tinha se cumprido e o Reino de Deus tinha se aproximado. A presença dele renovando vidas, reunindo os dispersos, restaurando a aliança com Deus inaugura um novo tempo, o tempo do Reino de Deus. É o tempo da salvação que chegou. Esta obra redentora tem seu ponto mais alto na cruz, nos reconciliando com Deus, no sacrifício de sua vida em favor dos pecadores, sacrifício da nova e eterna aliança. 

Com Jesus, chegou o novo tempo: o tempo da reconciliação, da restauração da aliança, da salvação. Em Jesus, Deus está fazendo novas todas as coisas. (Você está conseguindo me acompanhar? Ótimo). No evangelho, isso está dito de muitas formas. Em Caná da Galileia, no casamento, ele oferece o vinho melhor, vinho que estava faltando naquela festa de aliança. Na mesa da última ceia, ele oferece o cálice de vinho, cálice do seu sangue derramado pela remissão dos pecados. A santa ceia, a Missa, é a celebração do sacrifício da cruz pela qual ele nos alcançou a reconciliação e ação de graças pela salvação que nos chegou por ele. 

A obra redentora de Jesus é um vinho novo. O evangelho que anuncia essa notícia é um vinho novo. A vida em Cristo, pela habitação do Espírito Santo em nós, é um vinho novo. 

Vamos à palavra de Jesus, hoje: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Dá para entender? “Ninguém põe vinho novo em odres velhos”. Essa novidade que é a obra redentora, a vida em Cristo, anunciada no evangelho não cabe numa vida velha, num jeito pecador de se viver; pede uma vida nova, pede mudança de vida. “Vinho novo em odres novos”.

Guardando a mensagem

Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho anuncia a grande novidade: Deus está reinando entre nós, nos conduzindo para a plena realização, para a salvação. Ele está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um vinho velho. É um vinho novo. Não pode ser guardado ou transportado pelo velho Adão pecador. É uma novidade que só cabe numa vida nova, restaurada pela graça. 

Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos (Mc 2, 22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Há sempre um risco de sermos pessoas muito religiosas, mas não expressarmos em nossa vida religiosa a grande alegria da redenção que nos alcançaste por tua morte e ressurreição. Dá-nos, Senhor, ser odres novos para guardar e transportar essa novidade de vida que é a reconciliação que nos alcançaste na cruz. A tua obra redentora, anunciada no evangelho, não é mais um elemento a ornamentar a nossa vida velha, o nosso modo de pensar e viver no egoísmo, na injustiça, no pecado. Pela pregação de tua palavra e pelos sacramentos de tua Igreja, tu nos dás o vinho novo. Que sejamos, Senhor, odres novos para recebê-lo, conservá-lo e portá-lo a outros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Leia o evangelho de hoje, em sua Bíblia: Mc 2,18-22. E responda no seu caderno espiritual o que você entendeu por ‘roupa nova’.

Você que recebe a Meditação pelo seu celular pode ver melhor o que é  um ODRE, na foto que está junto com o texto da Meditação. É só clicar no link que estou lhe enviando. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Roupa nova, não remendo!


Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha (Mt 9, 16)
06 de julho de 2019
A reclamação era porque os seus discípulos não estavam jejuando. Os discípulos de João Batista jejuavam, porque não os seus? Reclamação de fariseu. E Jesus: “Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha”. Que roupa velha é essa? Que remendo de pano novo é esse?
Tudo que Jesus estava ensinando era como um pano novo. Sua presença era uma novidade sem precedentes. Seu Evangelho era a roupa nova.  São Paulo falou clarinho numa carta: “Tirem essa roupa velha. Vistam-se do homem novo, que renasceu em Cristo”. A roupa velha é o homem velho, o ser humano segundo o pecado, a pessoa humana representada por Adão. Com Jesus, chegou o tempo do homem novo. Nele, qualquer um, qualquer uma que crer renasce, ressurge, é nova criatura. Na segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou:  “Quem está em Cristo é nova criatura. Tudo novo. O que era antigo já passou”. Não é mais tempo de roupa velha. É tempo de revestir-se de Cristo, do homem novo, do ressuscitado.
Falando em roupa, vem logo à lembrança aquela história do cidadão que foi tirado da sala da festa porque não estava com a roupa apropriada. Que roupa seria essa? Ainda não tinha se revestido de Cristo. Não estava revestido do homem novo. Não tinha se convertido ao Evangelho do Senhor. Vejam que Evangelho quer dizer boa nova, quase dá pra dizer: roupa nova.
Claro, não dá para por remendo de pano novo em roupa velha. O Evangelho é esse pano novo. O evangelho é o próprio Jesus, nos diz claramente o evangelista João. Querer por remendo de pano novo em roupa velha, sabe o que é? É não entender a novidade do Evangelho que renova e restaura cada um e cada uma e toda a realidade humana. É usar o Evangelho como remendo no seu modo velho de viver. É claro que isso não dá certo.
Acolher Jesus e seu Evangelho é vestir-se com a roupa nova que o Pai da parábola do filho pródigo revestiu seu filho arrependido. Encontrar-se com Jesus, crer nele, aderir ao seu Evangelho é reencontrar a vida nova, a salvação, o perdão.
Guardando a mensagem
A novidade da presença de Jesus vai além de apenas repetir a prática do jejum da religião dos antigos. É mais do que ser muito religioso. E muito piedoso. Quem encontrou Jesus e o seu Evangelho encontrou a própria vida, na sua fonte, no seu dinamismo. É nova criatura. Não dá pra fazer deste pano novo apenas um remendo no seu modo velho de viver.
Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha (Mt 9, 16)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Não queremos que a nossa vida cristã, nascida na fé e no batismo, seja apenas um remendo de pano novo numa roupa velha. A roupa velha é a nossa vida de pecado. Não, não. Quando recebemos o batismo, na água e no Espírito Santo, fomos revestidos da roupa nova, fomos revestidos de ti. Senhor Jesus, homem novo. Dá-nos a graça, Senhor, de viver cada dia a novidade de nossa comunhão contigo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Amanhã é domingo, Dia do Senhor. Planeje, hoje, sua participação na Santa Missa e veja se consegue envolver mais alguém de sua família na celebração do domingo. Roupa nova, não remendo!

Pe. João Carlos Ribeiro – 06 de julho de 2019

TEMPO DE ROUPA NOVA

Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? (Lc 5, 34)
07 de setembro de 2018.
Há uma coisa nova acontecendo na história. Já de algum tempo, é verdade. E o que é? A presença de Jesus entre nós. Essa é a maior notícia de todos os tempos. Jesus entre nós, reconstruindo nossa comunhão com Deus. O anjo de Belém falou da chegada dele como “uma grande alegria para o povo todo”. E as pessoas, por onde ele passa, estão se dando conta: “Nunca vimos uma coisa dessas!”. A salvação de Deus está agindo por meio dele, restaurando, reconciliando, libertando. Ele diz que é o Reino de Deus que chegou. Jesus salvador entre nós, que coisa maravilhosa, inédita! Uma coisa nova realmente está acontecendo, na história.
Essa é a nossa experiência, hoje. Essa é a experiência dos seguidores de Jesus no começo de sua atuação na Galileia. Nós e eles estamos envolvidos nesse clima de alegria, de festa. O Mestre caminha conosco, ele nos instrui no caminho de Deus. Ele é o bom pastor que dá a vida por suas ovelhas. Ele está buscando e salvando a ovelha já perdida. O filho pródigo está voltando pra casa: motivo de festa, com direito a música, a dança e a churrasco do novilho cevado. Os cobradores de impostos estão sendo incluídos no Reino de Deus: motivo para banquete com Jesus, seus discípulos e pecadores à mesa. É a aliança de Deus com o seu povo que está sendo restaurada. O casamento da comunidade Israel com o seu Deus está sendo renovado. Não é à toa que o evangelho de São João comece, propriamente, com o casamento de Caná. O noivo oferece o melhor vinho. O noivo daquela festa – cá pra nós -  é Jesus.
Então, a presença de Jesus entre nós, em nossa história humana, é a maior novidade de todos os tempos. É o Reino de Deus que chegou com ele nos salvando, nos resgatando, nos libertando. Ele é o noivo desse nosso casamento. Ele traz um vinho novo, a novidade do seu evangelho. Ele nos veste com uma roupa nova, a da graça, da comunhão com Deus. Estamos felizes. O clima é de festa. Agora, tem gente que não entendeu isso. E permanece mergulhado no seu sofrimento, no seu fracasso. Ou fica cobrando de Jesus e da gente uma cara de tristeza. Não, a nossa cara só pode ser de alegria. Estamos cheios de esperança e de luz. O clima não é de abatimento porque somos pecadores. O clima é de festa porque o amor de Deus nos redimiu dos nossos pecados. E começou o novo tempo, o tempo da graça de Deus em nós e no mundo.
O evangelho de hoje tem tudo isso. Jesus dizendo: ‘Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles?’ Quem são os convidados? Nós. Que casamento é esse? A nova e eterna aliança de Deus com a gente. E quem é esse noivo? Aí eu não preciso responder.... Claro, é Jesus. E ele falou assim porque havia uma reclamação: ‘É, tá tudo bem. Mas, o grupo de vocês não pratica o jejum, como os fariseus ou o pessoal de João Batista. Eles, sim, são fiéis e observantes’. Tenham paciência, agora não é hora de jejum. Agora, é hora de festa. É o que Jesus está dizendo. O Reino de Deus que ele anuncia é um tecido novinho pra gente fazer uma roupa nova. Não é um remendo pra sua roupa velha.
Guardando a mensagem
Muita gente estranhou o estilo de Jesus, comendo com os pecadores, participando de banquetes, contando histórias de festa. E nada de fazer jejum, com os seus seguidores, como os grupos tradicionais faziam. A presença de Jesus, inaugurando o Reino de Deus no meio do seu povo, é um tempo novo que começou. Seu evangelho é uma novidade fantástica: Deus reinando entre nós, nos conduzindo à plena realização. Jesus está restaurando a aliança de Deus com seu povo. O clima é de casamento, de festa. Ele é o noivo. Só quem não está entendendo, pode pensar em jejum numa hora dessas. Agora, é hora de festa, de alegria. O evangelho de Jesus não é um remendo pra roupa velha. É pano pra roupa nova.
Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? (Lc 5, 34)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Hoje é o dia da Pátria. Claro, com tanta coisa ruim acontecendo, bate até um desânimo na gente. Mas, esta tua palavra de hoje nos anima. Tu inauguraste um tempo novo de vitória para a humanidade. O reino já está fermentando a nossa história. E nós somos os cidadãos desse reino, revestidos de tua graça, fortalecidos pelo teu Espírito. Nós – como nos disseste – somos sal e luz para este mundo. Então, temos motivos de sobra para viver nossos compromissos cidadãos com muita esperança. Esse Brasil vai dar certo, ora se vai. Com a tua luz, Senhor, vai dar certo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Dedique um momento de prece, hoje, pela Pátria e pelos brasileiros. Reze especialmente por nós, discípulos e discípulas do Senhor, chamados que somos a fermentar a sociedade com o Evangelho da justiça e da fraternidade.

Pe. João Carlos Ribeiro – 07.09.2018

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