Em janeiro de 2026, a Igreja reza para que a Oração com a Palavra de Deus seja alimento em nossas vidas e fonte de esperança em nossas comunidades.
O tesouro é meu ou eu sou dele?
Nossa Senhora Rainha, rogai por nós.

22 de agosto de 2024.
Memória de Nossa Senhora Rainha
Evangelho.
Lc 1,26-38
Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.
Meditação.
Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó e o seu reino não terá fim (Lc 1, 33)
A cena é muito conhecida. O anjo Gabriel foi enviado por Deus a Maria. Ele a saudou de uma forma surpreendente: “Ave, cheia de graça, o senhor é contigo”. E anunciou a Maria que ela seria mãe, mesmo sendo virgem. E deu um testemunho maravilhoso sobre Jesus. Maria ouviu tudo e pediu uma explicação. E ele a tranquilizou: ela engravidaria por obra do Espírito Santo. E ela, com humildade e generosidade, aceitou a missão que Deus lhe confiava.
A gente sempre fica olhando para Maria. Claro, ela é o centro da cena. Mas, hoje podemos prestar mais atenção ao anjo que foi falar com ela. Podemos organizar a visita dele em sete passos: ele foi enviado por Deus; ele entrou onde Maria estava e a saudou; ele a tranquilizou e lhe deu a boa notícia da gravidez do filho de Deus; respondeu à dúvida dela sobre como engravidaria; avisou que Izabel que estava já no sexto mês de gestação; recebeu a resposta positiva da Virgem; e retirou-se. Uma comunicação perfeita, em sete passos. Um modelo para a evangelização.
Prestemos também atenção no que Gabriel disse sobre a criança que iria nascer. Sobre Jesus, o anjo Gabriel revelou coisas maravilhosas a Maria: esse menino será seu filho e filho de Deus. Ele é grande e santo, igual ao Senhor Deus. E ele vai nascer para reinar sobre o seu povo, como um novo Davi, e reinará para sempre.
Jesus, homem e Deus, será o líder do povo santo e de toda a humanidade. O apóstolo Paulo dirá que ele é o novo Adão, que tudo nele recomeça - o novo Adão em comunhão com Deus e com seus irmãos; um Adão vencedor do pecado; a criação, a obra de Deus, levada a bom termo. Nele, recomeça a humanidade, agora em comunhão com o Criador.
O Papa Pio XII, em 1954, na encíclica em que tratou da realeza de Maria, escreveu: “Desde os primeiros séculos da Igreja católica, o povo cristão elevou orações e cânticos de louvor e de devoção à Rainha do céu tanto nos momentos de alegria, como sobretudo quando se via ameaçado por graves perigos; e nunca foi frustrada a esperança posta na Mãe do Rei divino, Jesus Cristo, nem se enfraqueceu a fé, que nos ensina reinar com materno coração no universo inteiro a Virgem Maria, Mãe de Deus, assim como está coroada de glória na bem-aventurança celeste”.
Guardando a mensagem
No dia de hoje, celebramos a festa de Nossa Senhora Rainha. A festa da realeza de Maria está em continuação com a festa da sua assunção ao céu. Sua realeza é estar unida a Jesus, filho de Davi, na sua adesão à vontade de Deus. Na meditação de hoje, ficamos atentos ao anjo Gabriel. Ele fez bem a sua tarefa. Ele veio da parte Deus, como mensageiro, com uma missão muito especial. Entrou com grande respeito na presença de Maria, saudando-a como cheia de graça, comunicou-lhe a boa notícia que trazia, tirou suas dúvidas, recebeu sua resposta e se foi. A evangelização deve sempre produzir uma resposta, um engajamento da pessoa. O anjo Gabriel revelou coisas muito especiais sobre Jesus: ele, o filho de Deus e de Maria, é o líder do povo santo e de toda a humanidade. A evangelização nos leva à pessoa de Jesus. E nos pede uma resposta sobre esse encontro com o filho de Deus que muda a nossa vida.
Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó e o seu reino não terá fim (Lc 1, 13)
Rezando a palavra
O anúncio do anjo a Maria é celebrado, em nossa tradição cristã católica, de maneira especial, com a oração do Ângelus.
Todos: E Ela concebeu do Espírito Santo.
Guia: Eis aqui a serva do Senhor.
Todos: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Guia: E o Verbo se fez carne.
Todos: E habitou entre nós.
Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Guia: Oremos. Derramai, ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por Sua Paixão e Cruz, à glória da Ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
Vivendo a palavra
Maria ficou prestando atenção no que Gabriel disse. Maria não entendeu tudo, mas ficou guardando e meditando tudo aquilo no seu coração. Hoje, faça como Maria. Preste bem atenção nas palavras do Senhor e guarde-as no seu coração.
Comunicando
Venha trabalhar na vinha do Senhor!
Evangelho.
Mt 20,1-16a
Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos:1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.
Meditação.
Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)
Os que acolheram Jesus, como Messias, reconheceram que ele era o filho unigênito de Deus. Perceberam que sua vida, suas atitudes, sua morte e ressurreição manifestavam com grande clareza quem era o Deus que havia se revelado a Israel. O filho é quem sabe quem é o Pai. E o filho revelou que o Deus único que Israel conheceu é Pai, um pai amoroso, não simplesmente um senhor poderoso e justo. Um pai de família, preocupado com os seus filhos, não um fiscal marcando o que a gente faz de bom e de ruim. Pai não só dos filhos de Israel, mas pai amoroso de cada pessoa humana, nascida à sua imagem e semelhança. Pai que é Deus junto com o Filho. E os dois nos comunicam uma terceira pessoa, o Santo Espírito, os três compondo a Trindade Santa, o único Deus. Pela obra de Jesus, o Pai dá a cada filho o seu Espírito. Assim, quem se une a Jesus, pelo batismo, recebe a adoção filial, fica filho de Deus.
A maior parte dos religiosos do tempo de Jesus irritou-se com essas coisas que Jesus revelou sobre Deus. Jesus mostrava, com suas palavras e suas atitudes, que Deus estava mais preocupado com as pessoas do que com as leis, as normas, por mais religiosas que fossem. Os fariseus viam nisso uma falta de respeito ao sábado, uma coisa tão sagrada para louvar a Deus. Jesus mostrou que o que mais agradava a Deus era amar o irmão necessitado, com atitudes e obras, como o fez o samaritano da história que ele contou. Sacerdotes e levitas - a turma do Templo - ficaram com raiva dessa história. Nela, eles é que não acudiram o pobre. Quando prenderam Jesus, a principal acusação no Sinédrio foi que Jesus se dizia filho de Deus. O que Jesus revelou sobre Deus foi o que mais escandalizou o seu povo. Isso abalava o modo deles crerem e de organizarem a vida em sociedade.
Aí é que entra a parábola dos vinhateiros contratados em várias horas do dia. Chegou o tempo da colheita da uva, a vindima. Muita gente não tinha mais sua terrinha pra trabalhar e ia trabalhar na terra dos outros. Ficava-se esperando, na praça da cidade, algum contratante. O dono de uma vinha passou às seis da manhã e contratou um grupo. Acertou a diária. E passou pela praça mais outras vezes, sempre contratando para o trabalho, mas sem marcar o preço: às 9 da manhã, ao meio dia, às três da tarde. E, de novo passou às cinco da tarde, uma hora antes de terminar o serviço. E levou mais um grupo. O pagamento era no fim do dia. Na hora de pagar, começou pelos últimos. E pagou uma diária. Ficou todo mundo surpreso. Quando chegaram os primeiros, estes receberam o combinado, uma diária. Ficaram revoltados. Revoltados com quê? Com a generosidade do patrão, com o fato de ele ter pago uma diária a quem só trabalhou uma hora.
O que Jesus revelou sobre Deus, com essa parábola? Ficou claro que Deus está preocupado com todos os seus filhos, todos precisam ganhar o pão de cada dia. Por isso, o patrão deu oportunidade a todos. Passou e chamou todo mundo para o trabalho, durante vários horários do dia. Ficou claro que Deus não nos paga segundo os nossos méritos, conforme o que a gente faz. O povo do Antigo Testamento sempre pensou, e nós continuamos pensando, que Deus nos abençoa, segundo nossas boas obras e nossa santidade. O que conta é a bondade dele, não é o nosso merecimento, ter feito mais ou ter feito menos. Como todos precisavam sustentar sua família, o patrão pagou a todos por igual, começando dos últimos. Vendo a nossa necessidade, ele nos cumula de todo bem e de toda graça. É misericordioso, bondoso, generoso. Assim é Deus.

Guardando a Mensagem
Não basta dizer que crê em Deus. Como é esse Deus que você crê? Jesus nos revela quem é esse Deus maravilhoso que fez aliança com Israel em vista das nações da terra e o enviou como nosso redentor. Na parábola dos trabalhadores contratados em vários horários do dia, aparece um Deus preocupado com todos os seus filhos, criando oportunidades para todos e provendo suas necessidades, sem levar em conta quem tem mais merecimento ou importância. Aliás, como bom pai, para ele o mais importante é o filho mais frágil, desprezado e com menos oportunidade. E por que os religiosos do seu tempo ficaram tão irritados com Jesus, a ponto de crucificá-lo? Porque conhecer e amar a esse Deus leva a pessoa a mudar suas atitudes de vida e a buscar um mundo bem diferente do que esse que temos.
Vão também vocês para a minha vinha! (Mt 20, 4)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
nós te bendizemos por nos revelares Deus como um pai compassivo, providente, justo, misericordioso. Igualmente te agradecemos pelo fato de o Pai nos querer todos empenhados e comprometidos no seu Reino. Somos todos operários de sua vinha. Liberta-nos, Senhor, da preguiça, da inveja, do individualismo, de tudo o que nos impeça de trabalhar, com amor e em unidade, na vinha do Senhor. Possamos Senhor, com a luz da tua palavra e a força do teu Espírito, contribuir para uma sociedade que garanta oportunidades para todos, pela prioridade na educação, pela geração de emprego e por sua justa remuneração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Seria muito bom você ler a parábola de hoje diretamente no evangelho (Mateus 20,1-16).
Pe. João Carlos Ribeiro sdb
Renuncia, quem ama.
Naquele tempo, 23Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos Céus. 24E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. 25Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” 26Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”.
27Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?” 28Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.
Meditação.
Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber? (Mt 19, 27)
Ontem, nos foi apresentada aquela história do jovem que não aceitou o convite do Mestre. O jovem rico foi um mau exemplo de seguidor de Jesus. Ele não renunciou a nada. Um sujeito que amava mais o seu dinheiro do que o Reino de Deus. Tinha mais confiança nos seus bens do que na palavra do Senhor. Preferiu a segurança do seu status à aventura do seguimento de Jesus. Um mau exemplo.
Pedro e seus companheiros representam um bom exemplo de seguidores de Jesus. Eles deixaram tudo. Eles colocaram o Reino de Deus em primeiro lugar. Largaram sua organização de pesca, seus barcos, sua profissão, suas famílias, a segurança de suas casas e puseram-se a caminho com Jesus. Colocaram sua confiança em Deus e aceitaram o desafio do seguimento. Um bom exemplo.
É, o amor exige renúncia. E pelo tamanho da renúncia se diz o quanto se ama. A jovem esposa acompanha o marido que foi transferido para um estado muito distante. Fica longe de tudo o que ela conhece e ama: seus pais, seus amigos, sua terra. Renuncia muito, porque ama muito. O pai, por causa dos filhos, de bom grado não frequenta mais as rodas de amigos no bar da esquina. Renuncia a boa conversa, regada a uma cervejinha gelada, para estar com os filhos, para brincar com eles, para sair com eles. Renuncia muito, porque ama muito. Aquela outra já não está podendo mais ir a uma festa, fazer as viagens que fazia. Fica tomando conta da mãezinha idosa. Renuncia muito, porque ama muito.
O jovem rico amava pouco. Não deixou nada. Não abriu mão do seu dinheiro. Foi-se embora, entristecido. Fracassou o aprendiz de seguidor de Jesus. O jovem Francisco de Assis também era rico, de família importante, estudado, culto. Sentiu no coração um amor imenso por Jesus crucificado e pelos pobres que encarnavam o seu sofrimento. Renunciou seu prestígio, suas riquezas, seu título de nobreza. Fez-se um seguidor do Mestre pelos caminhos da pobreza e da oração. Pelo tamanho da renúncia se sabe o tamanho do amor.
Pedro e seus companheiros que deixaram tudo fizeram uma pergunta a Jesus: “O que nós vamos ganhar com isso?” A resposta de Jesus foi maravilhosa: ‘Nessa vida, cem vezes mais do que deixaram. E na outra, a vida eterna’. Deus não se deixa vencer em generosidade. Você oferece 10, ele devolve 100.
E você, tem sido generoso(a) com Deus? Tem confiado mais nele do que nos seus trocados? Tem renunciado alguma coisa para não faltar à missa, para fazer seu momento diário de oração, para observar os seus mandamentos? Pelo tamanho de sua renúncia se sabe o tamanho do seu amor por ele.
Aquele jovem se apresentou a Jesus, disposto a fazer alguma coisa para ganhar a vida eterna. Jesus viu sua boa vontade e o convidou a deixar tudo para o seguir em completo despojamento. No apego aos seus bens e à segurança de suas posses, ele não foi capaz de renunciar tudo e seguir Jesus. Pedro e seus companheiros também receberam o mesmo convite. Em resposta, eles deixaram tudo e seguiram Jesus. Vão ficar sem nada? Jesus garantiu: ‘vão receber cem vezes mais e a herança da vida eterna’. Amor sempre pede renúncia. Uma boa dica pra você avaliar seu amor a Jesus.
Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber? (Mt 19, 27)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
sempre nos vem à lembrança a pergunta que fizeste a Pedro: ‘Simão, tu me amas?’ Pedro, mesmo tendo fraquejado nos dias de tua paixão, te amava muito. E sofreu muito por não ter sido fiel cem por cento, como deveria. Certamente, isso lhe deu mais condições de compreender os seus irmãos e irmãs, em suas fragilidades e deslizes. E porque te amava tanto – deixou tudo para te seguir- , deste a ele a responsabilidade de cuidar do teu rebanho. Senhor, que o nosso amor por ti se comprove nas provações, nas dificuldades e nas horas em que seguir-te signifique renunciar alguma coisa ou muitas coisas. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Nesta Semana da Vocação à Vida Consagrada, reze pelos irmãos e irmãs das Congregações e Ordens Religiosas e pelos consagrados nos Institutos Seculares e nas novas comunidades.
Comunicação
Ele não aceitou o convite de Jesus.
Meditação.
Talvez nossa reflexão de hoje possa ajudar alguém a pensar neste tema da vocação à vida consagrada. Então, que tal compartilhar o áudio e o texto da Meditação de hoje com alguém em especial?
Comunicando
Estamos começando a Semana de Aniversário de nossa associação, a AMA.
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb
Maria já está no céu, ressuscitada.
18 de agosto de 2024.
Evangelho.
Meditação.
Vamos às leituras da celebração da solenidade da Assunção da Virgem Maria. No livro do Apocalipse, capítulo 12, o evangelista João conta que viu um grande sinal no céu: uma mulher vestida de sol que deu à luz um filho e um dragão feroz que queria devorá-lo. O filho foi levado para junto do trono de Deus e a mulher refugiou-se no deserto. É um resumo maravilhoso da história da salvação: Uma mãe, Maria, revestida da grandeza de Deus; Um filho perseguido e, agora, vitorioso junto do trono do céu. Jesus, filho do eterno Pai e de nossa humanidade recebida de Maria, perseguido pelas forças do mal e da morte, está agora ressuscitado, glorioso, em Deus. Em Cristo ressuscitado, vemos a vitória de todos os filhos de Adão, de toda a humanidade. A voz ouvida resume tudo: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.
Amanhã, segunda-feira, 19 de agosto, abrindo a Semana de Aniversário da AMA, teremos, no Recife, o Encontro dos Ouvintes. Será na Paróquia N. Sra. Aparecida, na Vila Rica, em Jaboatão.
O Reino de Deus é das crianças.
Evangelho.
Mt 19,13-15
Meditação.
.webp)
Já não são dois, mas uma só carne.
Evangelho.
Mt 19,3-12
Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’ 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”.
7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”.
11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”.
Meditação.
O que Deus uniu, o homem não separe (Mt 19, 6)
"Jesus, que tudo reconciliou em si mesmo e redimiu o homem do pecado, não só voltou a levar o matrimônio e a família à sua forma original, mas também elevou o matrimônio a sinal sacramental do seu amor pela Igreja", nos diz a Exortação do Papa Francisco sobre a Família. Você é casado, é casada? Então, viva essa condição como verdadeira graça de Deus. Nos dias de hoje, há muita coisa que conspira contra o matrimônio. Mas, não se deixe seduzir pelo mal. Não assuma o pensamento do mundo sobre o casamento. Assimile o pensamento de Deus, como Jesus o exprimiu no seu evangelho. A vida a dois é exigente, porque pede esforço de superação do egoísmo, do individualismo. Casamento não dá certo com gente egoísta ou interessada apenas no desfrute dessa vida.
Como é importante que o casamento seja vivido em obediência à vontade de Deus! É um estado de santidade, de participação no mistério de Deus que é Amor e Unidade. Por isso, é importante vivê-lo em clima de espiritualidade. Assim, lembremos a oração, a oração de todos pelo bem dos esposos e a oração dos esposos, um pelo outro e dos dois juntos. Longe de Deus, o casamento tem pouca chance de sobreviver e ser caminho de plenitude na vida do casal. Viva o seu casamento em obediência e comunhão com Deus. Esse é o caminho da felicidade.
Na Exortação Apostólica “O Amor na Família” (Amoris laetitia), o Papa Francisco deixou escrito: “A família e o matrimónio foram redimidos por Cristo, restaurados à imagem da Santíssima Trindade, mistério donde brota todo o amor verdadeiro. A aliança esponsal, inaugurada na criação e revelada na história da salvação, recebe a revelação plena do seu significado em Cristo e na sua Igreja. O matrimónio e a família recebem de Cristo, através da Igreja, a graça necessária para testemunhar o amor de Deus e viver a vida de comunhão”.
Noutra parte do documento, o Papa escreveu: “Um amor frágil ou enfermiço, incapaz de aceitar o matrimônio como um desafio que exige lutar, renascer, reinventar-se e recomeçar sempre de novo até à morte, não pode sustentar um nível alto de compromisso. Cede à cultura do provisório, que impede um processo constante de crescimento. Para que este amor possa atravessar todas as provações e manter-se fiel contra tudo, requer-se o dom da graça que o fortalece e eleva”.
Guardando a mensagem
O casamento é obra do Criador, que o concebeu como expressão de verdadeira comunhão. Mesmo que os casais do seu tempo encontrassem dificuldades e limites na vida a dois, Jesus confirmou o ensinamento da Escritura: A unidade (os dois serão uma só carne) e a indissolubilidade (o que Deus uniu, o homem não separe). Feliz o casal que chega a viver o seu matrimônio como expressão de amor e de obediência a Deus e ao seu projeto de felicidade e salvação!
O que Deus uniu, o homem não separe (Mt 19, 6)
Acolhendo a palavra
Senhor Jesus,
abençoa os casais que estão enfrentando turbulências no seu casamento. Senhor, que eles possam beber da fonte do amor que és tu mesmo e em ti encontrar forças para perseverar neste amor, exercitando a paciência e o perdão. Cura, Senhor, as chagas abertas pela infidelidade no matrimônio. Dá a graça da reconciliação, da restauração da vida matrimonial a tanta gente que se vê tocada por tua graça. Abençoa, Senhor, com a bênção dos filhos, a união matrimonial dos casais jovens. Abençoa, com a bênção dos netos, os casais mais adultos. Repete no coração de todos que o casamento é santo, lugar de santificação e de união com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Estamos na Semana Nacional da Família, com o tema "Família e Amizade". Como o evangelho de hoje toca o tema do matrimônio, seria muito bom você compartilhar esta Meditação com outras famílias.
Postagem em destaque
Envia, Senhor, operários para a tua messe.
Segunda-feira 26 de janeiro de 2026 Memória de São Timóteo e São Tito Evangelho. Lc 10,1-9 Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outr...
POSTAGENS MAIS VISTAS
-
Terça-feira 30 de dezembro de 2025. Sexto dia da Oitava de Natal Evangelho. Lc 2,36-40 Naquele tempo, 36havia também uma profeti...
-
08 de janeiro de 2026. Quinta-feira do Tempo de Natal depois da Epifania Evangelho. Lc 4,14-22a Naquele tempo, 14Jesus voltou para a...
-
22 de janeiro de 2026. Quinta-feira da 2ª Semana do Tempo Comum Evangelho. Mc 3,7-12 Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a b...
-
Vista de Cafarnaum 05 de janeiro de 2026 Segunda-feira do Tempo do Natal depois da Epifania Evangelho. Mt 4,12-17.23-25 Naquele temp...
-
Quarta-feira 31 de dezembro de 2025. Sétimo dia da Oitava do Natal Dia de São Silvestre Evangelho. Jo 1,1-18 1No princípio era a Palav...




.jpeg)

.jpeg)





