BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Ponha sua confiança no Senhor, não no dinheiro.


   23 de outubro de 2023.   

Segunda-feira da 29ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 12,13-21

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.
16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.



   Meditação.   


Tomem cuidado contra todo o tipo de ganância (Lc 12, 15)

Garanto que você, em sua vida, já conheceu uma pessoa gananciosa. O ganancioso é uma pessoa antenada com qualquer situação em que possa faturar, lucrar mais, aumentar suas posses. Uma coisa é a luta de cada dia pela sobrevivência, com dignidade. Outra coisa é o olho grande, a fixação em ter coisas, a acumulação a qualquer custo.

A ganância se manifesta em muitas ocasiões. No evangelho de hoje, aparece na briga pela herança. Quanto aparece uma herança, se acaba qualquer vínculo de amizade, de respeito, de fraternidade. O ganancioso, parente ou não, quer açambarcar o mais que puder ou tudo, se possível. O dinheiro fala mais alto, o interesse pelos bens materiais pode dominar a pessoa. O ganancioso é um monstro, capaz de mentir, de prejudicar os outros, de manipular todo tipo de argumento para passar por cima do direito dos outros, em benefício próprio.

No caso de uma disputa por herança, é claro que é importante se procurar a partilha justa dos bens. Se de verdade, alguém se sentir prejudicado, tem direito de se defender e requerer os seus direitos, com os instrumentos do diálogo e, se necessário, da justiça. Mas, mesmo numa disputa por herança, a gente tem que se comportar como cristão. Cristão age, antes de tudo, movido pelo amor a Deus e aos irmãos; não age movido pelo dinheiro, seduzido pelos bens desta terra. Cristão não é um ganancioso, não faz do dinheiro um deus na sua vida.

Mas não é só nas disputas por herança que a ganância se manifesta. O ganancioso nunca fica satisfeito com o que tem. Está sempre correndo para ter mais. O pecado da avareza se manifesta em manter o pensamento fixo em ter coisas, subir na vida de qualquer forma, passar os outros para trás e não repartir nada com ninguém. Nessa situação, o avarento não é transparente e não se sensibiliza pela situação e pelo sofrimento dos outros.

Jesus ensinou: “Mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. Para ilustrar, Jesus contou a história de um homem rico. Depois que ele superlotou seus novos e maiores celeiros de trigo, foi dormir planejando usufruir toda a sua riqueza e morreu naquela mesma noite. Juntar tesouros para si mesmo é loucura, arrematou Jesus.




Guardando a mensagem

A palavra de Jesus hoje é para a gente ter cuidado com qualquer tipo de ganância. A felicidade não está em se ter muitos bens. Precisamos lutar com responsabilidade pelo pão de cada dia, procurando poupar também para o futuro, mas sem por nossa esperança no dinheiro, sem fazer das coisas um novo deus. Como reza o salmo 131: “Põe tua esperança no Senhor”, no Senhor, não no dinheiro. Ao morrer, não se leva nada, a não ser as boas obras que fizemos, a caridade que praticamos, o amor que devotamos a Deus e aos irmãos.

Tomem cuidado contra todo o tipo de ganância (Lc 12, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua palavra nos tem ensinado que não devemos por a nossa confiança nos bens desta terra, pois nossa vida aqui é uma passagem. Tu nos ensinas a buscar os bens que não passam, a viver com os olhos fixos nos bens eternos que já possuímos na esperança. No trato com os bens desta terra, nos ensinas a ser honestos, trabalhadores e solidários, fugindo de tudo que possa parecer avareza, ganância e egoísmo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Vale hoje um exame de consciência. Há algum sinal de ganância em suas preocupações, em suas atitudes?

Comunicando

16 de dezembro - esta é a data da gravação do DVD do meu novo álbum musical. O local será o Santuário Dom Bosco de Brasília. Os convidados: vocês que moram por perto.  

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Ninguém pode tomar o lugar de Deus, na sua vida.



   22 de outubro de 2023.   

29º Domingo do Tempo Comum

Dia Mundial das Missões 


   Evangelho.   

Mt 22,15-21

Naquele tempo, 15os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?”
18Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda.
20E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.



   Meditação.   


E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição que estão nesta moeda?” (Mt 22, 20)

Mas, tem muita gente ruim nesse mundo! As autoridades fizeram um plano para destruir Jesus. Mandaram fariseus e partidários de Herodes para cavar uma acusação contra ele. E eles chegaram com aquela conversinha, chamando Jesus de ‘Mestre’ e fazendo-lhe altos elogios. Disseram que foram fazer-lhe uma consulta: ‘Dize-nos o que pensas: é lícito ou não pagar imposto a César?’. Ninguém se engane, não era uma dúvida. Era uma arapuca.

Jesus logo percebeu o jogo deles. O imposto do imperador era alvo de muita polêmica, revoltas da população e muita repressão por parte dos romanos. Se dissesse que estava de acordo, eles o acusariam diante do povo como traidor. Pagar o imposto seria reconhecer a dominação romana sobre o país. Se dissesse que não era para pagar, eles o denunciariam aos romanos como incitador do povo contra o império, como aliás o fizeram no processo da paixão. Jesus percebeu a maldade deles e começou desmascarando o grupo. Ele os chamou de hipócritas e disse que aquilo era, na verdade, uma armadilha.

Depois de desmascará-los, Jesus pediu para ver a moeda com que se pagava o imposto, a moeda romana, a dracma. Se Jesus pediu para ver a moeda, é porque Jesus não tinha a moeda, concordam? Mas, eles a tinham. E mostraram. O fato de terem a moeda já mostra como eles estavam integrados no sistema romano, não acha? Bom, fique atento à pergunta de Jesus. ‘De quem é a imagem e a inscrição desta moeda?’. Eles responderam que era de César. Então, havia uma imagem e uma inscrição. E eram de César, o imperador romano. Um judeu piedoso não suportava imagem, você sabe disso. Mas, esses tais carregavam no bolso, tranquilamente, a imagem do imperador.

O caso é que devia ser um problema muito sério para os judeus do tempo de Jesus. Na moeda, havia a imagem do imperador. E a inscrição dizia: ‘Tibério César Augusto, filho do divino Augusto’. Os imperadores romanos daquele período eram divinizados. O pai adotivo desse Tibério foi chamado de divino Augusto, reconhecido como um deus pelo senado romano. Havia um templo em Esmirna, onde esse imperador Tibério era cultuado. Então, era a moeda de um imperador divinizado... e isso será que vai bem com um judeu piedoso? Claro que não. O primeiro mandamento do decálogo (Ex 20) fala do único Deus a quem se deve adorar e prestar culto. E que não deve ser representado em imagem. Essa era uma regra sagrada para o judeu. Não vale exatamente para nós hoje, depois de mais vinte séculos, mas aí é outra história.

Bom, você está entendendo... nas mãos de Jesus, está a moeda do imposto. O que ela tem de especial? Ela é uma declaração do senhorio de um imperador divinizado. É a proclamação de um deus que não é o Deus de Israel. Um imperador com seu título de filho do divino Augusto e com sua imagem, uma agressão para o judeu do tempo de Jesus. Servir a outro Senhor é idolatria, é traição ao verdadeiro Deus.

Guardando a mensagem

As autoridades estavam decididas a eliminar Jesus. Levaram-lhe uma pergunta, na verdade, armaram-lhe uma armadilha. Esses ‘inocentes senhores’ queriam saber ‘se era certo pagar o imposto a César?’. Jesus começou desmascarando aquele grupo mal intencionado pela pergunta que fez e pelo tratamento que eles estavam dando ao imperador divinizado. Jesus não respondeu se era para pagar imposto ou não pagar imposto. Jesus denunciou que eles tinham embarcado no projeto do imperador que estava tomando o lugar do Deus vivo e verdadeiro. O Senhor de nossas vidas e de nossa história é Deus, o Deus que se revelou ao povo de Israel, que o libertou do cativeiro e o constituiu seu povo. Não é César. A Deus, devemos dar todo o nosso amor e toda a nossa adoração. A Deus, não a César. Nem a César, nem a qualquer outro senhorzinho de plantão.

E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição que estão nesta moeda?” (Mt 22, 20)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua palavra é uma luz em nossa vida. Ela ilumina as situações que enfrentamos, mostrando suas ambiguidades. Nesse assunto do imposto ao império romano, percebeste que o problema não era pagar ou não pagar o imposto. O problema era fazer do imposto um ato de idolatria, de culto a um falso Deus. Ajuda-nos, Senhor, com a luz do teu Santo Espírito, a não elegermos falsos deuses em nossa vida, a quem sirvamos e nos sacrifiquemos. Só o Deus vivo e verdadeiro merece toda honra e toda glória. Neste Dia Mundial das Missões, nós te pedimos, Senhor, abençoa os nossos missionários que estão evangelizando em outros países. Abençoa também os missionários que vieram de outras terras para nos ajudar a caminhar no evangelho. Faz de todos nós um povo missionário neste mundo tão necessitado de tua luz e de tua palavra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

É capaz de haver outro deus na sua vida. É bom ficar vigilante... Só o Deus vivo e verdadeiro merece todo o nosso amor e a nossa adoração. Ninguém pode tomar o lugar dele. Nem filho, nem marido, nem mulher; nem trabalho, nem dinheiro, nem o mercado. Ele é o nosso amor maior, o nosso bem maior. No dia de hoje, verifique qual é a imagem que tem na sua ‘moeda’... qual é o deus que está se escondendo naquilo que você mais dá valor.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O Espírito Santo constrói a unidade do Povo de Deus.



   21 de outubro de 2023.   

Sábado da 28ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 12,8-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.

   Meditação.   


Quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado (Lc 12, 11)

Pecar contra Jesus, o Filho, tem perdão. Mas, pecar contra o Espírito Santo não tem perdão. Foi o que Jesus disse. Como entender isso?

Jesus nos salvou por sua morte e ressurreição. Mas, a sua salvação nos chega por meio do Espírito Santo. No batismo, ele, o Santo Espírito, nos comunica o dom da filiação divina. Somos filhos, porque estamos habitados pelo Espírito Santo, que é Deus em nós. Mas, ele não é o Pai, nem o Filho. É uma terceira pessoa, com sua própria missão.

É o Espírito Santo que atua em nós, nos permitindo estar em comunicação com o Pai. É o Espírito Santo quem atualiza a palavra de Jesus. É ele quem, pela oração de consagração, torna presente o Senhor Jesus no sacramento do pão e do vinho. É ele quem atua nos outros sacramentos, santificando a nossa vida: nos lavando do pecado no batismo, nos perdoando os pecados na confissão, abençoando o amor conjugal no matrimônio, conferindo alívio e cura ao doente na unção dos enfermos, consagrando os ministros para o serviço sacerdotal. Em tudo isso, age decisivamente o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho.

Sempre rezamos ao Pai, por meio do Filho, no Santo Espírito. Não há oração sem o Espírito Santo. É ele quem ora em nós, com gemidos inexprimíveis, como São Paulo falou. O Filho, por sua morte e ressurreição, nos reconciliou com Deus, nos pôs na comunhão com o Pai. Nossa comunhão com o Pai é por meio do Filho, no Espírito Santo.

Pecar contra o Espírito Santo é fechar nossa comunicação com o Pai. Apagar em nós o fogo do Espírito é extinguir a relação de filhos com o Pai. Não somos filhos se não tivermos em nós o Espírito do Pai e do Filho. Sem o Espírito, não entendemos Jesus e não podemos ser seus discípulos.

Jesus nos mandou em missão. Mas, sem o Espírito Santo, não a compreendemos, nem temos condições de realiza-la. O Espírito Santo é quem nos anima na missão. E a missão é a evangelização do mundo.

No início do seu pontificado, o papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium sobre o anúncio do evangelho no mundo atual. Este documento é como o programa do seu pontificado. Nele, se lê: "É o Espírito Santo, enviado pelo Pai e o Filho, que transforma os nossos corações e nos torna capazes de entrar na comunhão perfeita da Santíssima Trindade, onde tudo encontra a sua unidade. O Espírito Santo constrói a comunhão e a harmonia do povo de Deus. Ele mesmo é a harmonia, tal como é o vínculo de amor entre o Pai e o Filho. É Ele que suscita uma abundante e diversificada riqueza de dons e, ao mesmo tempo, constrói uma unidade que nunca é uniformidade, mas multiforme harmonia que atrai. A evangelização reconhece com alegria estas múltiplas riquezas que o Espírito gera na Igreja" (EG 117).




Guardando a mensagem

Como discípulos de Jesus, cultivamos a docilidade ao Santo Espírito. Ele é o divino amigo em nós, nos movendo interiormente para o bem, para a verdade, para a justiça, para o amor. Infelizmente, podemos nos fechar a isso. No uso da liberdade que o Senhor nos deu e respeita, podemos bloquear essa ação estimuladora do Santo Espírito. Como escreveu o apóstolo Paulo, podemos “extinguir” o Espírito em nós. Apagando essa luz, ficamos à mercê dos nossos instintos e da influência do mal que nos rodeia. Ficamos na escuridão.

Quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado (Lc 12, 11)

Rezando a palavra

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis, com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação.

Por Cristo Nosso Senhor. Amém

Vivendo a palavra

Preparando o Dia do Senhor, leia já o Evangelho do 29º Domingo do Tempo Comum, em sua Bíblia: Mt 22,15-21. Com este domingo, celebramos o Dia Mundial das Missões.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Era mais jogo de cena, aparência, fachada.



   20 de outubro de 2023.   

Sexta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho.   

Lc 12,1-7

Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido.
3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados.
4Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno.
Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.

  Meditação.   

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (Lc 12, 1)

Hipocrisia significa fingimento, falsidade. Gente falando bonito, mas, por trás, fazendo feio. É o que acontecia com os fariseus do tempo de Jesus. É o que acontece com os fariseus de hoje.

Jesus até admirava os fariseus. Eram pessoas muito religiosas, muito praticantes, muito apegadas aos textos da Lei de Deus e às suas tradições. O povo também gostava dos fariseus e lhes tinha uma grande admiração. Achavam que era gente muito santa, muito de Deus. Mas Jesus observava bem e via que eles mais aparentavam do que de fato eram de verdade. Havia mais aparência do que realidade. Exibiam-se como muito devotos, mas viviam disputando cargos, visibilidade e buscando suas vantagens. Jesus também censurava os fariseus porque eles viviam preocupados com o secundário, como os detalhes da Lei. Preocupados com coisas miúdas, esqueciam-se do principal: o amor e o respeito pelos outros; a compreensão com as fraquezas dos outros; o amor a Deus de todo coração e não só da boca pra fora. Por tudo isso, Jesus está nos dizendo hoje: ‘tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia’.

Nossa cultura privilegia a aparência. Vivemos a sociedade da imagem. Vale o que parece ser. Na foto, todo muito sai sorrindo, já notou? Tem cada sorriso forçado, que dá até medo. Vamos caminhando para um mundo do faz-de-conta. É a ditadura da hipocrisia. A verdade passa longe. O nosso é o mundos dos fariseus. Jesus disse claro: “Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido”. Isso quer dizer que um dia a máscara cai e a verdade aparece.

Jesus está chamando a atenção da hipocrisia dos fariseus pra gente não cair no conto do vigário dos fariseus de hoje. E também pra gente não imitá-los, não ser hipócritas como eles. Ao contrário, como ele disse: “o seu sim, seja sim; o seu não, seja não. O mais vem do maligno’. Nada de fazer cara de santinho e nos bastidores proceder de maneira diabólica. Bonzinho e gentil fora de casa, rabugento com a família. Nada de farisaísmo. Bons e verdadeiros, sempre.


Guardando a mensagem

Jesus chamou a atenção dos discípulos e do povo para a hipocrisia dos fariseus. Eles pareciam santos, praticantes e dedicados a Deus para impressionar, para manter sua influência sobre o povo, para se manterem na liderança. Mas, era jogo de cena, aparência, fachada. E Jesus nos dizendo isso, pra ninguém se deixar enrolar por esses tipos e pra gente não permitir que dentro da comunidade cristã prosperem comportamentos deste tipo.

Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia (Lc 12, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
há muito de fariseu hipócrita ainda em nós e ao nosso redor. Mas queremos levar a sério a tua palavra, nos precavendo contra esse tipo de comportamento. Ajuda-nos, Senhor, a sermos bons cristãos e não apenas parecermos bons; a sermos pessoas da verdade, sem aliança de nenhum tipo com a mentira e a falsidade; e a não nos deixarmos iludir por uma cultura da aparência e por lobos vestidos de ovelhas. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade e a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Preste atenção, hoje, para identificar, se em você ou ao seu redor, há sinais de hipocrisia. A hipocrisia é o fermento dos fariseus.

Comunicando

Uma sugestão: Siga o Canal da AMA no seu Whatsapp. A AMA é a Associação Missionária Amanhecer. É um canal de avisos. Só nós podemos postar e ninguém vê quem está seguindo o canal. Fica a sugestão: Siga o Canal da AMA no seu Whatsapp. É só clicar no link que estamos lhe enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Conhecer a fé cristã, um direito.



   19 de outubro de 2023.   

Quinta-feira da 28ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.  


Lc 11,47-54

Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.
49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 
52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.
53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

   Meditação.   


Ai de vocês, mestres da Lei, porque vocês tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram e ainda impediram os que queriam entrar (Lc 11, 52).

Uma acusação muito forte, esta, feita por Jesus. “Ai de vocês, mestres da Lei, porque tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e ainda impediram os que queriam entrar”. Uma acusação contra os mestres da Lei. Quem eram os mestres da lei do tempo de Jesus? Gente que tinha estudado muito as Escrituras Sagradas; pessoas que tinham frequentado grandes mestres, como Paulo que estudou com um professor muito famoso chamado Gamaliel. Os mestres da lei, que afinal eram do grupo dos fariseus ou dos saduceus, tinham muita influência sobre as pessoas, pois conheciam bem os textos sagrados e instruíam o povo sobre como se devia praticar as tradições religiosas.

Jesus logo percebeu que aquela sabedoria toda daqueles homens era usada em vantagem própria: era fonte de muito prestígio para eles e de muito poder sobre o povo. Por isso, lhes fez várias críticas. Denunciou que eles exibiam santidade, mas por dentro eram violentos e interesseiros. Mais de uma vez, os chamou de sepulcros caiados. Jesus igualmente chamou a atenção dos seus discípulos para a vaidade e o exibicionismo de suas esmolas, de suas orações em público, de seus jejuns. Eles impunham um grande peso nas costas do povo, com tantas normas a serem cumpridas. Mas, eles mesmos nem de longe as praticavam.

Tanto conhecimento, tanta ciência.... mas, não em vantagem do Reino de Deus, do crescimento do povo, mas, sim, utilizados para manterem-se como uma elite, desfrutando privilégios e desclassificando os mais pobres.




Guardando a mensagem

Jesus bateu de frente com os mestres da Lei do seu tempo. Denunciou que, com o seu grande saber religioso, eles estavam não só se esquivando do anúncio do Reino de Deus, mas também obstruindo a adesão do povo. É necessário que os nossos ministros estudem e estudem muito para servir ao povo de Deus, com qualidade, com conhecimento, com a segurança da doutrina e a pedagogia de mestres de espírito. Mas, há sempre o perigo desse muito estudo acabar por constituir uma elite apartada da comunidade, disputando privilégios e fazendo desse conhecimento uma fonte de opressão sobre as pessoas. Pior ainda se, pelos títulos acadêmicos conseguidos, o evangelizador chegar a desprezar a fé dos simples e suas expressões religiosas. Aí realmente fica valendo para eles esse “ai de vocês” profético de Jesus.

Ai de vocês, mestres da Lei, porque vocês tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram e ainda impediram os que queriam entrar (Lc 11, 52).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o teu compromisso com a boa notícia do amor de Deus e com os destinatários dessa boa nova te levaram a anunciar o Reino de Deus, especialmente pela proximidade das pessoas. Esse é o mistério da tua encarnação. Tu és o verbo de Deus que se abaixou para nos encontrar em nossa condição frágil e pecadora. Por isso, não querias que os teus missionários confiassem mais nas estratégias do que na força da mensagem. E denunciaste os pregadores que usavam de sua ciência e de seus muitos conhecimentos para reforçarem seus privilégios e desqualificarem o povo em sua condição de povo em aliança com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O conhecimento da fé é um direito sagrado de todo cristão, não só de um pequeno grupo. Talvez você precise vencer certa passividade e procurar os meios disponíveis para o aprofundamento da fé cristã: catequese, leituras, cursos, retiros... 

Comunicando

Hoje, temos a Santa Missa às 11 horas, rezando pelos associados e ouvintes. Preside, o salesiano Pe. Francisco Demontier. Aguardamos suas intenções. Você acompanha a celebração pela Rádio Amanhecer e pelo meu Canal do Youtube, às 11 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Os missionários de Jesus.



   18 de outubro de 2023.   

Dia de São Lucas, evangelista

   Evangelho.   


Lc 10,1-9

Naquele tempo,1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.
3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”.

   Meditação.   

Peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita (Lc 10, 2)

O evangelho de hoje, Dia do evangelista São Lucas, nos põe bem dentro do espírito missionário deste mês de outubro; e já vai nos preparando para o Dia Mundial das Missões que vamos celebrar domingo que vem com o tema "Corações ardentes, pés a caminho". 

Jesus está na sua grande e última viagem para Jerusalém. Vai em peregrinação para a Páscoa, com os seus discípulos. Está em missão. Nesse momento, cuida particularmente da formação deles. Do seu grande grupo de discípulos, escolhe setenta e dois e os envia dois a dois à sua frente. Eles partem em missão, visitando o povo, anunciando o Reino e preparando a passagem do Mestre.

Esse número 72 na escolha dos discípulos missionários pode ser entendido de mais de uma forma. Num primeiro envio, ele mandou 12, numa clara alusão ao povo de Deus, o povo das 12 tribos. O envio dos 72 está em continuação com a missão dos 12, pois trata-se de um múltiplo de 12 (6x12). Outro simbolismo está nas nações do mundo descritas no livro do Gênesis. Sendo 72 o número das nações, essa escolha pode significar o alcance da missão que é chegar a todos os povos. Também este significado sublinha o caráter missionário desse envio dos setenta e dois.

Jesus preparou essa partida missionária com várias recomendações. E começou por essa constatação: ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita’. São poucos os trabalhadores, sabemos bem, para tanta necessidade, tanto trabalho a fazer, num mundo que vai se descristianizando rapidamente, com tanta gente que nunca ouviu falar seriamente de Jesus... Mas, ao lado dessa constatação, há a indicação de Jesus de que o Pai, que é o dono do campo, é ele quem provê de missionários a sua Messe. Precisamos pedir ao Pai o dom da vocação, o envio de missionários para a colheita.

A vocação é um chamado de Deus. Pede uma resposta da gente. Se a vocação é, em primeiro lugar, uma iniciativa de Deus, Jesus tinha razão quando pediu pra gente rezar ao Pai. Ele disse: ‘Peçam ao dono da messe, que mande operários para a sua messe’. Deus é quem chama. Ele é quem põe no coração da gente o desejo da consagração, o elã do serviço, a inclinação para nos unirmos a Jesus no seu ministério, em favor do povo.

A oração pelas vocações tem sido uma recomendação da Igreja a todos nós. Diante de tantas necessidades, da fome de Deus que tem esse mundo, das periferias existenciais desassistidas, sentimos a falta de missionários, de animadores cristãos, de agentes de pastoral, de religiosos, diáconos e padres que continuem a anunciar o Reino e apresentar Jesus salvador a todas as pessoas.

O chamado é de Deus. Mas, a resposta é com a gente e pode até, infelizmente, ser negativa. É verdade que esse chamado nos chega pela mediação de alguém, de muitos sinais, de muitas situações. Alguém nos transmite esse convite, pelo testemunho, pelo estímulo. As urgências das situações também nos transmitem o convite de Deus. Mas, é verdade, a escolha é, por primeiro, uma iniciativa de Deus.




Guardando a mensagem

Jesus envia setenta e dois discípulos em missão. Eles partem, de dois em dois. Antes do grupo partir, Jesus partilhou com eles o seu sentimento sobre as enormes necessidades e as grandes demandas para a evangelização no seu tempo. A messe é grande. Lamentou a quantidade pequena de braços à disposição. Os operários são poucos. Assim, insistiu com eles para pedirem ao Pai, que é o dono do campo, operários para a colheita. A vocação é um chamado de Deus, uma iniciativa dele, em vista das necessidades do seu povo. Pedir operários é reconhecer que ele é o dono da Messe, que é ele quem convoca e sustenta seus missionários e que ele conta com a resposta generosa e fiel dos convocados.

Peçam ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita (Lc 10, 2)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos mandaste pedir ao Pai, operários para o seu campo, para a sua colheita. Queremos, hoje, Senhor, pedir ao Pai esse dom maravilhoso da vocação para o serviço do Evangelho. Mas, também, devemos, como Isaías fez diante do trono de Deus, colocar-nos à disposição: “Eis-me aqui, envia-me”. Igualmente, precisamos pedir, Senhor, o dom da perseverança, da fidelidade. É o caso de o missionário não somente ser convocado e alistar-se para o trabalho, mas perseverar na sua entrega, no seu serviço, superando dificuldades, tentações e sofrimentos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sendo hoje o dia de São Lucas, o evangelista que escreveu esse texto que estamos meditando, fica bem você, hoje, abrir esse lindo evangelho e ler como foi a volta dos setenta e dois da missão (Lucas 10, 17-20).

Comunicando

Nesta semana, estou em Juazeiro do Norte, no Ceará, animando um Seminário de Comunicação. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Problema é o que está dentro.




   17 de outubro de 2023.   

Dia de Santo Inácio de Antioquia, memória 


   Evangelho   


Lc 11,37-41

Naquele tempo, 37enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.



   Meditação.   


O seu interior está cheio de roubos e maldades (Lc 11, 39)

Um fariseu convidou Jesus para jantar em sua casa. E Jesus aceitou. Sentou-se à mesa na casa dele e começou a fazer a refeição. O fariseu ficou passado: o quê?! Ele come sem lavar as mãos antes da refeição! Ficou escandalizado.

Por que o fariseu ficou assim tão escandalizado? Porque Jesus estava descumprindo uma de suas normas religiosas. Eles viviam doentiamente focados na ideia de pureza. Para estar em comunhão com Deus, achavam que tinham que evitar tudo o que pudesse torná-los impuros no contato com pessoas de má reputação, sobretudo estrangeiros, ou com coisas que consideravam impuras, como o sangue. E tinham muitas regras em relação à alimentação. Na comida, vários alimentos eram terminantemente proibidos, como, por exemplo, a carne de porco e outros tipos de animais de casco fendido. E, para se manterem rigorosamente limpos, puros, havia maneiras corretas de se lavar os pratos e os copos e ações externas de purificação como era o caso de lavar as mãos ou banhar-se antes da refeição. Lavar as mãos não era apenas um hábito higiênico, era um item das leis de pureza. Sem isso, a pessoa ficava contaminada, suja, impura religiosamente. Eles viviam uma excessiva preocupação com o exterior.

Imagine se Jesus estava ligando pra isso! Nem ele, nem os discípulos dele. O problema não é o que está fora, pensava Jesus. Problema é o que está dentro. Ali mesmo, no jantar, ele disse ao fariseu: ‘vocês fariseus limpam o copo e o prato por fora. O interior de vocês é que está sujo, podre, cheio de roubos e maldades’.

O fariseu ficou escandalizado porque Jesus foi comer sem lavar as mãos. Isso só mostrava claramente a sua excessiva preocupação com o exterior, a ideia fixa da pureza legal. A religião que eles praticavam era especialmente de cumprimento de mandamentos e normas. Escandalizado porque Jesus não lavou as mãos, mas olhe só!... Eles eram cumpridores de centenas de normas e leis, mas descuidavam-se do principal da Aliança: a justiça, a misericórdia, a piedade. Cuidavam da limpeza exterior, mas o interior é que estava sujo.




Guardando a mensagem

A gente honra a Deus com os lábios, com a boca, quando reza, quando louva, quando canta um hino. Nós também o honramos quando dizemos que o amamos, que o reconhecemos como nosso Criador e Pai. Honrar a Deus com os lábios, com a boca, é uma coisa santa. Mas, lamentou Jesus em certa ocasião, ‘este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim’. O problema, então, está no coração: se ele está longe ou perto de Deus. O coração bem que pode estar cheio de coisas ruins, de maldades, de violência, de mágoas, de ódio. O fariseu estava preocupado com a pureza exterior. Jesus estava preocupado com a pureza interior, com o que tem dentro do coração.

O seu interior está cheio de roubos e maldades (Lc 11, 39)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ainda vivemos preocupados com o exterior, com a aparência, com o cumprimento da norma pela norma. Naquela história que tu contaste, o irmão mais velho do filho pródigo cumpria todas as suas obrigações para com o seu pai, formalmente. Mas, não teve um coração misericordioso com o seu irmão que voltou arrependido, não teve caridade para com ele. De que adianta ter sido tão trabalhador, mas não ter tido misericórdia do seu irmão? Os fariseus do teu tempo faziam tudo certinho nas suas práticas religiosas, mas excluíam os pequenos, descriminavam os pobres, oprimiam os humildes. Obrigado, Senhor, por este ensinamento: menos preocupação com o exterior, a aparência e mais atenção com o que vai no coração de cada um, onde nascem as opções e as ações do ser humano. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Bom, lavar as mãos não deixa de ser importante para a nossa saúde. Mas, é bom lembrar, hoje, ao lavar as mãos antes da refeição, que é mais importante e necessário purificar o seu interior. E isso se faz com um bom exame de consciência, um ato de contrição, e se necessário, uma boa confissão. Ao lavar as mãos, hoje, lembre-se disso.

Comunicando


O Papa Francisco convocou para esta terça-feira, dia 17 de outubro, um dia de jejum e oração pela paz. Ele convidou todos os fiéis a, desta forma, se unirem à Igreja na Terra Santa. "A oração - explicou - é uma força mansa e santa para se opor à força diabólica do ódio, do terrorismo e da guerra". Você também faça sua parte nessa corrente de jejum e oração pela paz. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Um convite urgente à conversão.


   16 de outubro de 2023.   

Segunda-feira da 28ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho   


Lc 11,29-32

Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.
30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão.
32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.


   Meditação   


No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Parece que Jesus andava meio decepcionado... A pregação do Reino bem merecia uma acolhida mais entusiasta. Sua palavra, seus milagres... tanto esforço, tanto compromisso da parte dele e, ao que parece, pouco resultado. Certamente, por isso, ele estava dizendo: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”.

Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Ele, a mando de Deus, pregou por três dias na grande cidade, anunciando o castigo de Deus sobre todo aquele povo. Castigo por conta de sua impenitência, de sua vida de maldade e violência. E o povo de Nínive, diante daquela pregação do profeta, tomou consciência de sua condição e implorou a misericórdia de Deus. Acolheu a pregação de Jonas como um convite urgente à penitência e à conversão. Do pequeno ao grande, do pobre ao rei, todos se sentaram em cinzas e pediram perdão de seus pecados. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Uma convocação à conversão. Mas, também um sinal da misericórdia de Deus, pois Deus, tendo desistido do seu intento de destruir tudo, mostrou a sua misericórdia, dando o seu perdão.

Esse sinal de Jonas para o povo do seu tempo estava sendo reeditado na presença de Jesus, na sua pregação. Como Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, assim Jesus seria para o povo do seu tempo. Jonas pregou por três dias, cobrindo toda aquela cidade pagã. Jesus pregou por três anos, percorrendo todo o país. Ele também trazia um convite urgente à conversão. Ele começou sua missão, convidando todos a acolherem o Reino que estava se aproximando: convertam-se e creiam no evangelho. O convite à conversão, na verdade, é um convite à acolhida da misericórdia de Deus.

Jesus estava lembrando que o povo de Nínive recebeu melhor o profeta Jonas do que o seu povo a ele. Converteu-se à pregação de Jonas. E ali, Jesus não estava encontrando a mesma acolhida, nem a mesma disposição para a conversão. O povo de Nínive iria ser juiz daquele povo do tempo de Jesus. E iria condená-lo. E quem estava ali anunciando a mensagem de Deus para eles não era simplesmente alguém como Jonas. Como ele mesmo disse, ali estava alguém maior que Jonas, o próprio filho de Deus.




Guardando a mensagem

O povo pagão de Nínive converteu-se à pregação de Jonas. O povo de Deus do tempo de Jesus respondeu com indiferença à sua pregação. E um bom grupo reagiu com violência à boa notícia anunciada por ele. A pregação do Evangelho, que anuncia o Reino de Deus, continua hoje e chega até você e à sua família. Como é que vocês estão reagindo a esse anúncio que pede conversão e acolhida do amor de Deus? Como o povo de Nínive? Como o povo do tempo de Jesus?

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa página do Evangelho vem reforçar nossa caminhada cristã, que é um permanente convite à conversão, à acolhida da vida nova que tu nos alcançaste em tua cruz. Concede-nos, Senhor, que vençamos a indiferença, que é atitude típica do nosso tempo: o não ligar, o deixar pra lá, o não dar importância. Que a tua Palavra encontre abrigo em nossos corações e em nossas vidas, nos animando num processo de verdadeira conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A conversão é a nossa resposta à Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, nesta segunda-feira, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.

Comunicando

Eu tenho um convite pra você. Que tal juntar-se ao nosso time de missionários da palavra? Faça parte de nossa Associação Missionária Amanhecer (AMA). Nosso compromisso é com a evangelização nos meios de comunicação. Para se associar, siga o link abaixo ou faça contato pelo whatsapp 81 3224-9284.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Postagem em destaque

Foi difícil acreditar.

   Sábado, 24 de janeiro de 2026.    Memória de São Francisco de Sales,  bispo e doutor da Igreja    Evangelho    Mc 3,20-21 Naquele tempo, ...

POSTAGENS MAIS VISTAS