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20201024

É HORA DO BEM SE ORGANIZAR!


25 de outubro de 2020

EVANGELHO


Mt 22,34-40

Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”

37Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.


25 de outubro de 2020

MEDITAÇÃO

Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? (Mt 22, 36)

E a Meditação deste domingo, com certeza, vai sair sob o impacto do nosso Acampamento Tempo de Paz que terminou ontem, na entrada da noite. Um acampamento missionário que, tenho certeza, mesmo virtual, ajudou muita gente a rever a sua vida cristã sob a ótica da missão. A missão é tarefa de todos nós. E, na AMA, na Associação Missionária Amanhecer, nós procuramos realizá-la como uma grande família comprometida com a evangelização na comunicação social, com o jeito salesiano de viver e atuar. Agradeço de coração a quem esteve conosco nas tardes de sexta e sábado e no show de sexta-feira à noite. Igualmente agradeço a quem, como você, nos ajudou a divulgar o evento e a rezar por ele. 

Comentando o evangelho de hoje, na Missa do encerramento do acampamento, chamei a atenção para uma informação no início do texto. Os fariseus se reuniram em grupo para traçar uma estratégia contra Jesus. Estavam assustados com o modo como ele tinha calado os saduceus. Ensinando as palavras de Deus, Jesus falava claramente sobre aqueles que se faziam de muito religiosos, mas usavam a religião a serviço de seus interesses, praticando uma religião de fachada. E logo os fariseus chegaram com uma pergunta, tentando encontrar alguma coisa que pudesse desmoralizá-lo. 

Sempre que aparece uma necessidade comum, as pessoas tendem a se reunir, pra encontrar uma solução para o problema. Acertam-se passos e formam-se equipes, comissões... afinal, a necessidade provoca a organização. Mas, nem sempre as pessoas se juntam para o bem. Há quem se junte para o mal. Aliás, ao que parece, o mal é muito bem organizado. Basta lembrar da expressão que já se tornou corrente “crime organizado”... pense-se em milícias, facções, gangues... o mal se organiza bem. E o bem? Na homilia de ontem, no acampamento, lembrei um pensamento de São João Bosco: “Os maus se organizam para praticar o mal. Convém que os bons não fiquem de braços cruzados ou apenas se lamentando... é hora do bem se organizar!”. Neste sentido, falei da AMA como uma organização para se fazer o bem: evangelizar com a comunicação.

A pergunta do fariseu foi ‘qual é o maior mandamento’. Ninguém pôde rebater a resposta de Jesus. Amar a Deus de todo o coração, com toda alma, com todo entendimento. E ao próximo, como a si mesmo. E acrescentou que toda a Escritura depende desses dois mandamentos. 

Aos participantes do acampamento, lancei uma pergunta: “O que significa para você, amar o próximo?” Amar a Deus, eu já fui adiantando uma explicação. Amar é muito mais que querer bem. Amar a Deus é, em primeiro lugar, honrá-lo, com reverência e temor. Temor de não ofendê-lo. Amar é também ser-lhe grato, reconhecendo que existimos por um ato de sua vontade e de seu amor. Amar é particularmente acolher o seu enviado, seu filho Jesus Cristo. Amar é, finalmente, obedecer e confiar nele. 

Sobre o amor ao próximo, li as respostas que chegaram dos ouvintes. Muitas respostas. Amar o próximo é ver nele Jesus Cristo e contribuir para o seu bem. É não ser indiferente ao seu sofrimento. É colocar-se no lugar do outro. O mandamento não foi amar a si mesmo no próximo, mas amar o próximo como a si mesmo. O próximo tem o direito de ser diferente de mim. Acolhê-lo na sua diferença. Ser solidário, oferecendo-lhe apoio material ou espiritual. 

Guardando a mensagem

Os fariseus reuniram-se para tramar contra Jesus. Isto nos lembra que o mal muitas vezes se mostra organizado. Convém que os bons se unam para praticar o bem. O bem também precisa de organização. O fariseu perguntou a Jesus qual era o maior mandamento. A resposta de Jesus surpreendeu. Não se trata apenas de uma ordem hierárquica. O amor a Deus e ao próximo estão unidos, não se separam e são o coração das Escrituras Sagradas. 

Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? (Mt 22, 36)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
Tua resposta ao fariseu foi uma resposta e tanto. Não é possível demostrar amor verdadeiro a Deus, tratando mal o seu irmão, tramando contra ele, como eles o estavam fazendo contigo. Como podiam honrar a Deus, rejeitando o seu enviado, tramando contra o seu próximo? Acolher-te é a melhor forma de amar o Deus e Pai que te enviou. Que o respeito e a solidariedade com que queremos acolher e tratar o nosso próximo manifestem o amor com que tu nos amas e o amor que nós te devotamos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

É possível que alguma coisa precise ser mudada no seu comportamento em relação ao seu próximo. Comece enxergando nele ou nela, seja quem for, um irmão ou uma irmã.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20201017

O DEUS DA MOEDA

E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição que estão nesta moeda?” (Mt 22, 20)

18 de outubro de 2020.

Mas, tem muita gente ruim nesse mundo! As autoridades fizeram um plano para destruir Jesus. Mandaram fariseus e partidários de Herodes para cavar uma acusação contra ele. E eles chegaram com aquela conversinha, chamando Jesus de ‘Mestre’ e fazendo-lhe altos elogios. Disseram que foram fazer-lhe uma consulta: ‘Dize-nos o que pensas: é lícito ou não pagar imposto a César?’. Ninguém se engane, não era uma dúvida. Era uma arapuca.

Jesus logo percebeu o jogo deles. O imposto do imperador era alvo de muita polêmica, revoltas da população e muita repressão por parte dos romanos. Se dissesse que estava de acordo, eles o acusariam diante do povo como traidor. Pagar o imposto seria reconhecer a dominação romana sobre o país. Se dissesse que não era para pagar, eles o denunciariam aos romanos como incitador do povo contra o império, como aliás o fizeram no processo da paixão. Jesus percebeu a maldade deles e começou desmascarando o grupo. Ele os chamou de hipócritas e disse que aquilo era, na verdade, uma armadilha.

Depois de desmascará-los, Jesus pediu para ver a moeda com que se pagava o imposto, a moeda romana, a dracma. Se Jesus pediu para ver a moeda, é porque Jesus não tinha a moeda, concordam? Mas, eles a tinham. E mostraram. O fato de terem a moeda já mostra como eles estavam integrados no sistema romano, não acha? Bom, fique atento à pergunta de Jesus. ‘De quem é a imagem e a inscrição desta moeda?’. Eles responderam que era de César. Então, havia uma imagem e uma inscrição. E eram de César, o imperador romano. Um judeu piedoso não suportava imagem, você sabe disso. Mas, esses tais carregavam no bolso, tranquilamente, a imagem do imperador.

O caso é que devia ser um problema muito sério para os judeus do tempo de Jesus. Na moeda, havia a imagem do imperador. E a inscrição dizia: ‘Tibério César Augusto, filho do divino Augusto’. Os imperadores romanos daquele período eram divinizados. O pai adotivo desse Tibério foi chamado de divino Augusto, reconhecido como um deus pelo senado romano. Havia um templo em Esmirna, onde esse imperador Tibério era cultuado. Então, era a moeda de um imperador divinizado... e isso será que vai bem com um judeu piedoso? Claro que não. O primeiro mandamento do decálogo (Ex 20) fala do único Deus a quem se deve adorar e prestar culto. E que não deve ser representado em imagem. Essa era uma regra sagrada para o judeu. Não vale exatamente para nós hoje, depois de mais vinte séculos, mas aí é outra história.

Bom, você está entendendo... nas mãos de Jesus, está a moeda do imposto. O que ela tem de especial? Ela é uma declaração do senhorio de um imperador divinizado. É a proclamação de um deus que não é o Deus de Israel. Um imperador com seu título de filho do divino Augusto e com sua imagem, uma agressão para o judeu do tempo de Jesus. Servir a outro Senhor é idolatria, é traição ao verdadeiro Deus.

Guardando a mensagem

As autoridades estavam decididas a eliminar Jesus. Levaram-lhe uma pergunta, na verdade, armaram-lhe uma armadilha. Esses ‘inocentes senhores’ queriam saber ‘se era certo pagar o imposto a César?’. Jesus começou desmascarando aquele grupo mal intencionado pela pergunta que fez e pelo tratamento que eles estavam dando ao imperador divinizado. Jesus não respondeu se era para pagar imposto ou não pagar imposto. Jesus denunciou que eles tinham embarcado no projeto do imperador que estava tomando o lugar do Deus vivo e verdadeiro. O Senhor de nossas vidas e de nossa história é Deus, o Deus que se revelou ao povo de Israel, que o libertou do cativeiro e o constituiu seu povo. Não é César. A Deus, devemos dar todo o nosso amor e toda a nossa adoração. A Deus, não a César. Nem a César, nem a qualquer outro senhorzinho de plantão.

E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição que estão nesta moeda?” (Mt 22, 20)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tua palavra é uma luz em nossa vida. Ela ilumina as situações que enfrentamos, mostrando suas ambiguidades. Nesse assunto do imposto ao império romano, percebeste que o problema não era pagar ou não pagar o imposto. O problema era fazer do imposto um ato de idolatria, de culto a um falso Deus. Ajuda-nos, Senhor, com a luz do teu Santo Espírito, a não elegermos falsos deuses em nossa vida, a quem sirvamos e nos sacrifiquemos. Só o Deus vivo e verdadeiro merece toda honra e toda glória. Neste Dia Mundial das Missões, nós te pedimos, Senhor, abençoa os nossos missionários que estão evangelizando em outros países. Abençoa também os missionários que vieram de outras terras para nos ajudar a caminhar no evangelho. Faz de todos nós um povo missionário neste mundo tão necessiado de tua luz e de tua palavra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

É capaz de haver outro deus na sua vida. É bom ficar vigilante... Só o Deus vivo e verdadeiro merece todo o nosso amor e a nossa adoração. Ninguém pode tomar o lugar dele. Nem filho, nem marido, nem mulher; nem trabalho, nem dinheiro, nem o mercado. Ele é o nosso amor maior, o nosso bem maior. No dia de hoje, verifique qual é a imagem que tem na sua ‘moeda’... qual é o deus que está se escondendo naquilo que você mais dá valor.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20201010

A FESTA DO CASAMENTO

Lajedo: puro encanto para os noivos

O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho (Mt 22,2)

11 de outubro de 2020



Pense numa festa, a melhor festa que você já tenha participado. Fechando os olhos, você pode imaginar melhor. Pensando na melhor festa que você já tenha participado... Pensou? O que é que tinha nessa festa? Vou fazer uma lista e você me diz ‘sim’ ou ‘não’. Tinha muita gente e você encontrou muitos amigos. Tinha uma grande sala bem decorada. Tinha uma comida maravilhosa. Bebida, muita. Tinha música, dança, fotos. Era uma festa de casamento.  E aí, deu mais ‘sim’ do que ‘não’?

Entre as boas coisas dessa vida, uma se destaca: a festa, festa com muita gente conhecida e muita comida e bebida.  E a festa que mais empenha e marca a família, - vou lhe dizer – é a festa de casamento. 

Jesus, muitas vezes, comparou o Reino de Deus com uma festa de casamento. A festa de núpcias exprime bem o que Deus preparou para nós, o que Jesus chama de Reino de Deus. O profeta Isaías falou de um banquete para qual Deus convocou todas as nações da terra, no Monte Sião. O Salmo 22 bendiz o Senhor por nos preparar uma mesa farta e encher nosso copo de um vinho saboroso. Não é à toa que o evangelho de São João basicamente começa com uma festa de casamento, em Caná da Galileia. 

Mas, festa também tem seus problemas, não é verdade? Nos bastidores, escondem-se os problemas. E na festa que o Pai preparou para o casamento do seu filho único, os problemas começaram na hora dos convites. Os amigos dele, os convidados, trataram o convite com a maior indiferença. Maltrataram os entregadores do convite e foi cada um pro seu canto, sem nenhuma atenção ao casamento. O anfitrião ficou com muita raiva. Não era pra menos. Mas, tomou uma decisão. Abriu as portas pra todo mundo: mandou chamar quem encontrassem pelos caminhos. E encheu a casa de gente. Oh festão, todo mundo comendo e bebendo, comemorando o casamento, na maior alegria. 

Mas, surgiu outro problema. O anfitrião, o pai do noivo, encontrou um dos convidados sem o traje da festa. O quê? Pra fora! É... não basta aceitar o convite e comparecer, é preciso estar trajado adequadamente, afinal trata-se de uma festa de casamento. 

Como nós somos os convidados para a grande festa de casamento, que é o Reino de Deus, vamos combinar o seguinte. Primeira coisa: Vamos aceitar o convite, com presteza, com gratidão. O convite é uma cortesia do dono da casa, mais uma bondade sua, não é mérito nosso. Não faltar, não deixar pra depois, não fazer ouvido de mercador.  Segunda coisa: Não vamos comparecer de qualquer jeito. Precisamos tomar alguma providência: pelo menos um bom banho e uma bonita roupa de festa de casamento. 

Guardando a mensagem

O convite é a evangelização. Pela evangelização, somos convidados para a grande festa do Reino de Deus, as núpcias do cordeiro. Na evangelização, somos avisados da grande atenção que o Senhor nos tem, do grande amor manifesto por nós em Jesus Cristo, seu filho.  À evangelização, respondemos com a fé e a conversão, aproximando-nos de Deus, com quem, sem merecimento algum, já estamos em comunhão, por meio de Cristo. O traje da festa pode ser a nossa inserção em Cristo pelo batismo, quando recebemos o banho purificador dos nossos pecados e nos revestimos dele mesmo. Nossa participação na festa não há de ser a de espectadores. Podemos ajudar a espalhar o convite e a motivar os convidados. Como Maria, podemos também contribuir para encontrar uma solução para os problemas que, porventura, aparecerem na festa.

O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho (Mt 22,2)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 

É muito bonita essa imagem da festa de casamento para entendermos alguma coisa do Reino de Deus. Festa é a experiência da gratuidade, da alegria, do encontro de amigos, de celebração da vida. E o casamento é a imagem que nos fala da aliança que Deus fez com o seu povo, aliança que tu renovaste, no teu sangue. Na tua cruz, pela redenção, constituíste um povo em amizade e em aliança com Deus. Dá-nos, Senhor, contribuir para que ninguém fique alheio ou indiferente a este convite e se prepare com dignidade para a grande festa na casa do teu e nosso Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Neste domingo, para celebrar bem este evangelho na Santa Missa, seja presencial ou pelos meios de comunicação, leia-o em sua Bíblia: Mateus 21, 1-14. 



Clicando no link que estou lhe enviando, você abre o texto da Meditação. Lá, você vai encontrar também essa minha música PARÁBOLA DA FESTA completa, que resume bem o evangelho de hoje. 

Um domingo abençoado e um santo feriado da Senhora Aparecida, padroeira do Brasil!

Pe  João Carlos Ribeiro, sdb 






20200821

OS DOIS RISCOS


Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos (Mt 22, 40)

21 de agosto de 2020.

Na parábola que escutamos ontem, do rei que preparou uma linda festa de casamento para o seu filho, vimos que os primeiros convidados rejeitaram com violência o convite para a festa e os seus mensageiros. Esses são os que não acolheram Jesus e tudo fizeram para eliminá-lo. Um grupo muito popular e muito religioso também movimentou-se o tempo todo contra Jesus: os fariseus. No evangelho de hoje, um grupo deles vem ao encontro de Jesus, disposto a desmoralizá-lo. Chegaram com uma pergunta aparentemente inocente: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”.

Os eruditos, os mestres da Lei, os mais estudados dos fariseus, viviam em intermináveis discussões sobre as centenas de mandamentos que eles reconheciam nas escrituras e na sua tradição oral. Qual seria o maior mandamento, como hierarquizar tantas normas? Jesus deu uma resposta convincente. ‘O maior e primeiro mandamento é este: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!”. Na verdade, Jesus recitou o início da oração diária de todo judeu, como está no Livro do Deuteronômio, a Oração do Shemá. Ninguém poderia discordar. E Jesus acrescentou: “O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’”.

Perguntaram pelo maior mandamento, Jesus respondeu com dois mandamentos. Amar a Deus e amar o próximo. Aproximou os dois, juntou os dois. Uma coisa não pode ser desligada da outra. Como escreveu São João na sua primeira carta: “Quem diz que ama a Deus que não vê e não ama o seu irmão que vê, é um mentiroso”. Essa relação íntima entre o amor a Deus a ao seu semelhante certamente não era uma novidade, já estava na Escritura. Mas, não estava na prática religiosa dos fariseus, que desprezavam os pobres e ignorantes. Não dá para amar a Deus e não amar os irmãos, particularmente os necessitados, os excluídos. E amar, não com palavras, mas com atitudes, obras, compromissos.

O Pe. Zezinho fez uma música que explica bem a relação entre esses dois mandamentos:

Feita de dois riscos é a minha cruz
Sem esses dois riscos não se tem Jesus
Um é vertical, o outro horizontal
O vertical eleva, o horizontal abraça
Feita de dois riscos é a minha cruz
Sem esses dois riscos não se tem Jesus

A palavra de Jesus, hoje, é um grande ensinamento para nossa vida. Amar a Deus e amar os irmãos. Esse é o mandamento. A prática da religião não é apenas louvar, glorificar, honrar a Deus com nossos cânticos e louvores. Esse amor a Deus transfigura os nossos relacionamentos, ilumina os nossos compromissos, nos compromete com a justiça, o bem, a verdade. Como amar o pai e não reconhecer e amar os outros filhos dele, seus irmãos e irmãs?.

Guardando a palavra

O fariseu queria saber de Jesus qual é o maior mandamento da Lei. Jesus respondeu que o maior e primeiro mandamento é o amor a Deus. Mas, este sagrado dever está unido a um segundo, semelhante ao primeiro: amar o próximo como a si mesmo. Não é possível honrar a Deus com verdadeiro amor, sem interessar-se e comprometer-se com o bem dos seus irmãos, filhos e filhas do mesmo Pai. E amar com o coração do Pai é se estar atento aos irmãos que estão em maior dificuldade, para incluí-los, para garantir-lhes as oportunidades necessárias, para estar ao seu lado como bom irmão, como boa irmã.

Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos (Mt 22, 40)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Disseste bem: “Toda a Lei e os Profetas dependem destes dois mandamentos”. A Lei e os Profetas são a Sagrada Escritura. Nela, se revela um Deus que ama seu povo, caminha com ele e o socorre na aflição. Nela, o fiel descobre que agrada a Deus e o honra quando o imita no seu amor pelos pequenos, na sua compaixão pelos sofredores, na sua misericórdia pelos pecadores. E depois de ter falado pelos profetas, O Pai nos fala por ti, Senhor Jesus, deixando tudo bem claro. O verdadeiro culto é fazer a vontade do Pai. O verdadeiro adorador é o samaritano que socorre o assaltado quase-morto, na estrada. O verdadeiro amor é o de quem dá a sua vida pelos amigos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, com calma, o Pai Nosso. E veja como Jesus nos faz rezar como filhos, sem deixar ninguém de fora. Todos precisamos do pão, do perdão, da libertação, da vitória sobre o mal. Quando reza o Pai Nosso, você intercede por todos os seus irmãos e irmãs.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200820

O TRAJE DA FESTA


Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa (Mt 22, 11)



20 de agosto de 2020.

Jesus comparou o Reino de Deus com uma festa de casamento. O rei preparou a festa de casamento do filho e mandou chamar os convidados. Os que foram convidados disseram que não iam. Ele mandou um segundo recado. Eles ignoraram. Mandou então os seus empregados convidarem todo mundo que encontrassem pelo caminho. O salão de festa ficou cheio de convidados. Mas, o rei, passando para cumprimentar os convidados, notou um que estava sem o traje de festa. E mandou colocá-lo pra fora.

O Evangelho é um convite. O convite é para participarmos da grande festa de casamento do filho do rei. O rei é Deus Pai. O filho, o noivo, é Jesus. Os empregados que levam o convite são os profetas, os missionários, os evangelizadores. E por que essa imagem da festa de casamento? Porque Deus celebrou uma aliança com o seu povo, no Antigo Testamento. E Jesus, no Novo Testamento, celebrou, no seu sangue, a nova e eterna aliança de Deus com o povo redimido. E quem é a noiva? Precisamos descobrir nessa parábola quem é a noiva. E, também, por que alguém foi excluído da festa por estar sem a roupa apropriada?

No tempo de Jesus, a grande rejeição veio das elites do seu povo. Veja que exatamente Jesus está contando esta parábola às lideranças de Jerusalém. São eles que reagiram violentamente maltratando e matando os missionários. Assim, Jesus já vê que a destruição do país pelos romanos mais adiante é resultado de sua rejeição. Agora, você entende porque, na parábola, o rei ficou furioso e mandou destruir e tocar fogo nas cidades deles.

Um palpite de estudiosos da Bíblia é o seguinte: nós somos os convidados. Claro, isso você já sabia. Os convidados deviam estar com o traje da festa, vestidos com a roupa nupcial, pois era uma festa de casamento. Isto, você também já suspeitava. Olha o segredo da parábola: A noiva são os convidados. Os convidados são a noiva, por isso que eles precisam estar com a roupa nupcial, o traje da festa. Entendeu? Jesus é o noivo. A noiva é a Igreja, nós, o povo de Deus. Claro. A noiva somos nós, os convidados. 

Só falta uma coisa: o que é esse traje nupcial? Aí temos que pensar um pouco mais. Quer um palpite? Podemos pensar numa coisa simples. A coisa que não pode faltar em quem vai se casar é... é o amor. Claro, sem amor a Jesus, não tem casamento. Sem adesão à pessoa de Jesus Salvador, não há salvação, não há aliança, não há casamento. Nossa adesão a Jesus é celebrada no batismo, quando pelo banho do Espírito Santo somos lavados do pecado e nos revestimos de Cristo. No batismo, até trajamos uma roupinha branca, nova, a veste nupcial. O traje de festa é o amor a Cristo, a nossa adesão a ele celebrada no batismo, a nossa condição de pessoas convertidas e perdoadas do pecado.

Guardando a mensagem

A aliança que Deus fez com Israel é como um casamento, no qual Deus é o esposo e a nação santa é a esposa. Jesus restaurou, no seu sangue, essa aliança enfraquecida ou rompida pela infidelidade. Jesus comparou o Reino de Deus com a festa de casamento que Deus preparou. Para essa festa, os primeiros convidados reagiram com violência. Foi a reação dos que o levaram à morte. Todos somos convidados para a grande festa. Pela evangelização, continuamos a ser convocados para ela. Na verdade, os convidados são a noiva. E precisam estar com o traje nupcial, que pode ser a adesão a Cristo pela fé, pelo amor e pela conversão. É isso que celebramos no batismo. Para representar nossa aliança com Cristo no batismo, nos trajamos com a veste nupcial. 

Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa (Mt 22, 11)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Que linda comparação fizeste para entendermos o Reino de Deus: uma festa de casamento, no qual és o noivo e nós, tua Igreja, somos a noiva. Essa aliança de amor entre nós é a razão de tanta alegria, na grande casa do teu Pai e nosso Pai, do teu Deus e nosso Deus. Obrigado, Senhor, pelo maravilhoso serviço da evangelização, pelo qual o Pai continua a nos convocar para a grande festa. Que nenhuma desculpa nos impeça de comparecer ou de retardar nossa presença na tua festa. E que ninguém de nós compareça sem o traje nupcial que é a fé e a conversão com que fomos lavados do pecado no batismo. Foi no batismo que nos revestimos do homem novo, da roupa nova da graça. Como está escrito no Apocalipse: “Felizes os convidados para a ceia nupcial do cordeiro”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Para as coisas ficaram mais claras, eu lhe dou dois conselhos: 1. Leia na sua Bíblia, o evangelho de hoje (Mateus 22, 1-14). 2. Leia a Meditação, bem devagar. Ela está escrita no meu blog: www.padrejoaocarlos.com. Para quem recebe a Meditação no celular, é só tocar no link que estou enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



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