BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

O dia do apóstolo e evangelista Mateus



   21 de setembro de 2023.   

Dia de São Mateus, apóstolo e evangelista


   Evangelho.   


Mt 9,9-13

Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus.
10Enquanto Jesus estava à mesa, na casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

   Meditação.   


Ele se levantou e seguiu Jesus (Mt 9, 9)

Como hoje é dia do apóstolo e evangelista São Mateus, a liturgia nos brinda com uma passagem bíblica muito especial, onde podemos meditar sobre o chamado de Jesus a Mateus e a cada um de nós.

A escolha de Jesus foi surpreendente. Ele chamou um cobrador de impostos para segui-lo, para fazer parte do seu grupo. Um cobrador de impostos? Pois é, este era o tipo de gente detestada, porque arrancava o dinheiro do povo em favor dos dominadores romanos. Estavam a serviço dos pagãos, eram, portanto, tidos como traidores e impuros. E ainda assim, Jesus o chamou. “Segue-me”. O homem vê a cara, mas Deus vê o coração. Jesus o chamou para ser seu discípulo. Ele mesmo explicou depois: “eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

A resposta de Mateus também foi surpreendente, foi imediata e generosa. Ele se levantou e seguiu Jesus. Deixou a sua posição cômoda, seu emprego de funcionário de uma rede de serviço associado ao Império e seguiu Jesus. Estava sentado na coletoria de impostos e levantou-se, acompanhando Jesus prontamente. E mais: deu um jantar em sua casa para Jesus e seus discípulos e convidou seus amigos de profissão, razão de escândalo e crítica para os fariseus. Mateus, desta forma, está homenageando seu Mestre e aproximando-o de outros pecadores como ele. Seu exemplo certamente levou outros a abraçarem o convite de Jesus, tornando-se discípulos do Reino de Deus.

Ele era um funcionário, trabalhava coletando impostos para os romanos, profissão mal vista pelo seu povo. Deixou tudo. Tudo o quê? Tudo o que representava segurança, estabilidade, ser um elo na rede de arrecadação de impostos. Largou isso. Deu outro rumo à sua vida. Zaqueu também era um cobrador de impostos, mal afamado. Ao que parece, ele não deixou a sua profissão, como Levi, mas também deu novo rumo a ela. Prometeu reparar a quem prejudicou. Vá então pensando no seu caso. Deixar tudo pode significar dar um rumo novo ao seu trabalho, à sua profissão, ao seu casamento.




Guardando a mensagem

Jesus chamou um cobrador de impostos para ser seu discípulo. Fez dele um apóstolo. Mateus, o convidado, aceitou com prontidão e generosidade o convite. E logo arrumou um jeito de colocar Jesus em contato com seus colegas de profissão. E qual é a lição que você pode tirar desse evangelho? Bom, não aja como um fariseu, se escandalizando porque Jesus continua se misturando com os pecadores e os convidando a se tornarem seus discípulos. Ele veio para chamar os pecadores. Encante-se com Jesus, que age de uma forma assim tão surpreendente. E mais: reconheça que também você é um pecador, uma pecadora que precisa se levantar de seu comodismo, de sua zona de conforto para por o pé na estrada, na companhia de Jesus. E prepare-se para enfrentar a língua dos fariseus, porque de fariseu o mundo está cheio.

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a prontidão de Mateus em largar tudo e te seguir nos encanta. Chamado, não ficou protelando a sua adesão. Entendendo que o convite para te seguir comportava largar aquele vínculo de serviço ao Império como cobrador de impostos e a segurança do seu emprego, ele soube largar tudo, sem demora, nem desculpas. É um exemplo para nós, Senhor, esse teu apóstolo e evangelista. Também nos encanta o fato de tu, Senhor, não o teres discriminado por sua condição de colaborador dos romanos, mas o teres convocado para a missão, ao teu lado. Precisamos aprender contigo, Senhor, a dar valor às pessoas. Precisamos aprender com Mateus a responder com generosidade ao teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sendo hoje dia do apóstolo e evangelista Mateus, fica bem você pegar sua Bíblia e ler nela essa passagem com muita atenção: Mateus 9, 9-13. 

Comunicando

Quem está inscrito no curso bíblico (que começa segunda-feira) vai receber o material do curso pelo Grupo do WhatsApp. Quem ainda não estiver no grupo, veja o acesso enviado pelo email ou pelo WhatsApp onde se inscreveu. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Destrave o seu coração para acolher o evangelho.


   20 de setembro de 2023.   

Memória dos Mártires da Coreia: 
Pe. André Kim, Catequista Paulo Chong 
e mais de 100 companheiros


   Evangelho.   


Lc 7,31-35

Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’
33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.


   Meditação.   


Com quem hei de comparar o povo desta geração? (Lc 7, 31)

Brincadeira de criança é coisa séria. Nas brincadeiras, as crianças podem representar e reproduzir sentimentos e atitudes que estão à sua volta. A brincadeira é uma fonte de socialização para as crianças, mas também de elaboração da compreensão do mundo que as rodeia. Nas brincadeiras, na forma de brincar, vão sendo cultivadas atitudes positivas e generosas como a partilha, o perdão, a alegria pelo êxito do outro, o cuidado, a atenção ao mais frágil. Mas, também nas brincadeiras, aparecem tendências ruins para a violência, o egoísmo, a ganância, o isolamento, a discriminação.

E por que eu estou dizendo isso tudo? Para valorizar a palavra de Jesus, que partiu da observação das brincadeiras de crianças do seu tempo. Ele comparou o povo do tempo dele a uma cena que ele já tinha vivido com seus coleguinhas na infância em Nazaré ou visto nas brincadeiras das crianças nas ruas de Cafarnaum, a cidade onde ele estava morando. A cena era essa: crianças emburradas que não estavam satisfeitas com nada. Olha a palavra dele: “Com quem vou comparar essa geração? Ah, são como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vocês não dançaram. Entoamos lamentações e vocês não bateram no peito!”.

As crianças do tempo de Jesus brincavam com as situações que elas viam: festas de casamento, por exemplo; funerais celebrados em família... Podemos imaginar as brincadeiras a que Jesus está se referindo... “tocamos flauta e vocês não dançaram”: brincar de festa; “entoamos lamentações e vocês não bateram no peito”: brincar de alguma coisa triste, como enterro, exílio... As brincadeiras de criança imitam o mundo real.

Sempre acontecia nas brincadeiras, podemos supor, que um grupo emburrado se negava a participar da brincadeira. Uns começaram a brincar de festa e eles não topavam. Então, para contentá-los, tentavam brincar de uma coisa mais parada e eles também se negavam a participar. Olha, coisa chata é criança emburrada, que não quer brincar e fica pondo mau gosto na brincadeira dos outros, não é verdade?

Jesus aplicou esse impasse das brincadeiras infantis ao que estava acontecendo ao seu redor. João Batista era um pregador austero, falava do julgamento de Deus. Um grupo ficou contra e falava mal do profeta. Veio Jesus, que pregou o Reino de Deus como uma festa, frequentava a casa do povo e falava do perdão de Deus. O mesmo grupo ficou contra, emburrado. Negou-se a participar.




Guardando a Mensagem

Quem já brincou quando criança, sabe o que Jesus está dizendo. E sabe que tem gente que se comporta como criança emburrada... Se for o seu caso, trate de melhorar seu mau humor. Abra o seu coração para o anúncio do Reino de Deus, agora mesmo. Destrave o coração para acolher Jesus e seu evangelho. É hora de entrar na brincadeira...

Com quem hei de comparar o povo desta geração? (Lc 7, 31)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o Reino de Deus continua sendo pregado pelos teus missionários. A evangelização é um convite permanente para entrarmos na lógica de Deus. Infelizmente, muitos nos comportamos com desconfiança, com desinteresse, influenciando outros a não aderirem alegremente às propostas que nos fazes. Senhor, desata em nós as amarras do homem velho para nos comportarmos sempre como filhos livres, felizes e confiantes no teu amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Você já fez um exame de consciência? É fácil. É um tempinho que a pessoa dedica para avaliar se sua vida está indo bem diante de Deus. Hoje, arrume um tempinho pra fazer um exame de consciência. Procure identificar se você está correspondendo com alegria e generosidade aos apelos que Deus lhe tem feito.

Comunicando

Duas recomendações pra você que se inscreveu no curso bíblico que começa segunda-feira. A primeira é ler a Carta aos Efésios, o que você já deve ter feito. A segunda é você entrar no grupo de Whatsapp, onde você vai receber o material do curso. Localize o acesso ao grupo no seu email ou no Whatsapp onde você se inscreveu.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Ser cristão não é uma moda passageira.


   19 de setembro de 2023.   

Terça-feira da 24ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   

Lc 7,11-17

Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!”
14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judéia inteira e por toda a redondeza.



   Meditação.   


Deus veio visitar o seu povo (Lc 7, 16)

Os tempos mudaram. E o cristão, mudou? Na sua essência, não. Ser cristão não é moda que passa. É um modo de ser e viver dos seguidores de Jesus Cristo. Mas, claro, em cada tempo há alguma qualidade que torna mais significativo o seu modo de ser e de agir. No evangelho de hoje, reconhecemos pelo menos três qualidades do cristão de ontem e de hoje. Cristão é o que segue os passos do Mestre, o que o imita em seu caminho humano.

Jesus entrou na cidade de Naim. Chegou acompanhado dos discípulos e de muita gente que o seguia. Encontrou um enterro saindo da cidade. Uma situação de dor e sofrimento: uma viúva que perdera seu único filho, um jovem. Consolou a pobre senhora. Parou o enterro, mandou o moço levantar-se. Comoção, júbilo, festa. Deus visitou o seu povo: concluiu a multidão. E a voz espalhou a alegria do Reino que estava chegando como saúde, inclusão, solidariedade, vida.

A primeira qualidade do cristão, hoje, é a abertura para os outros. Jesus não foi um profeta com um endereço fixo. Nesse episódio de Naim, ele aparece chegando a essa pequena cidade. Ele circulava por todo o país, indo ao encontro do povo nos povoados, nas cidades, nos sítios. Participava com o seu povo das peregrinações a Jerusalém. Como expressou numa parábola, ele buscava a ovelha que se perdeu, até encontrá-la. E essa tem que ser a postura do cristão: alguém que superou o egoísmo e está voltado para os outros, para o mundo, não mais centrado em si mesmo; alguém que vive uma atitude missionária de abertura ao encontro com o outro. Naquela grande reunião dos bispos da América Latina em Aparecida, o grande compromisso foi esse: ajudar os cristãos a serem mais missionários.

A segunda qualidade do cristão, hoje, é a solidariedade. Nessa história do enterro de Naim, isso apareceu claro em Jesus. Ele encheu-se de compaixão, diz o texto, e foi consolar a viúva. Foi a compaixão que o moveu a deixar os planos de descanso e dedicar-se a ensinar àquele povo todo do outro lado do mar. Ele sensibilizava-se pelo sofrimento, deixava-se tocar pela dor dos outros. Tornava viva aquela palavra dita a Moisés, no Monte Sinai: “Ouvi os clamores do 
meu povo e desci para libertá-lo”. A solidariedade, a compaixão é a marca de Jesus, e tem que ser a marca do cristão também. No meio de tanto sofrimento, de tantos dramas humanos – o desemprego, a solidão, a injustiça, a dependência das drogas, a violência – o cristão há de ter o mesmo coração solidário do Senhor.

A terceira qualidade do cristão, hoje, é a defesa da vida. Jesus parou o enterro e devolveu o jovem vivo à sua mãe. Com as obras, realizava o seu mote: “Eu vim para que todos tenham vida”. Todas as histórias do evangelho são histórias de resgate, de inclusão, de defesa da vida, de promoção da dignidade das pessoas. Como ser um seguidor de Jesus e não ter compromisso com a vida, com a cidadania, a dignidade da pessoa humana, a sustentabilidade do planeta? Compromisso com a vida se traduz concretamente na luta contra o aborto e a pena de morte, contra as drogas, a discriminação, a desigualdade, em favor do salário digno, em defesa da família, do meio ambiente, da paz.



Guardando a mensagem

Jesus chegou à pequena cidade de Naim e encontrou um enterro de um moço, filho único da viúva. Admiramos no Mestre a sua preocupação com os outros, os seus deslocamentos para encontrar o povo em suas realidades. Abertura para os outros. Vemos como ele teve compaixão daquela viúva e mostrou-se próximo daquela família. Solidariedade. Em atenção àquela situação, ele parou o enterro e ressuscitou o morto. E encheu de alegria a sua mãezinha viúva. Defesa da vida. Essas são três qualidades que o cristão precisa ter hoje: abertura para os outros, solidariedade e defesa da vida. Nisto, imita Jesus.

Deus veio visitar o seu povo (Lc 7, 16)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

providencialmente, barraste o enterro daquele jovem, em Naim. Infelizmente, um número surpreendente de jovens, hoje, está naquela mesma condição daquele filho da viúva: tendo a vida ceifada pela violência urbana, pelos acidentes de trânsito, pelas drogas, pela depressão, pelo suicídio. Senhor, hoje somos nós que, à tua imitação e com a tua graça, precisamos barrar essa procissão de morte dos jovens. Aprendemos contigo a ser pessoas abertas às necessidades dos outros, solidárias e comprometidas com a vida, como tu. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, hoje, pelos jovens de sua família e de sua comunidade. Peça ao Senhor a graça de imitá-lo na defesa da vida, da saúde, da dignidade de todos, particularmente dos mais sofridos e desamparados. 

Comunicando

Duas recomendações pra você que se inscreveu no curso bíblico que começa segunda-feira
. A primeira é ler a Carta aos Efésios, o que você já deve ter feito. A segunda é você entrar no grupo de Whatsapp, onde você vai receber o material do curso. Localize o acesso ao grupo no seu email ou no Whatsapp onde você se inscreveu.

Até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O segredo da verdadeira oração.

 



   18 de setembro de 2023.    

Segunda-feira da 24ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.    


Lc 7,1-10

Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.
6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz’”.
9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.


   Meditação.    


Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lc 7, 6)

O segredo da verdadeira oração está na história da cura do servo do oficial romano (Lc 7,1-10). Veja que o que podemos aprender dessa bela história: as três notas da verdadeira oração.

Os anciãos de Cafarnaum foram falar com Jesus em nome do oficial romano: “ele está pedindo que vá ver o seu empregado que está doente, é uma pessoa que ele quer muito bem”. Foi isso que moveu Jesus a sair em direção de sua casa: o oficial queria bem ao empregado. Não foi porque o oficial romano era uma pessoa importante; ou mesmo porque ele era uma pessoa bem quista na comunidade judaica da cidade, para a qual já tinha inclusive colaborado na construção da sinagoga. Ninguém tem méritos suficientes para merecer o favor de Deus. Deus não atende as preces de uma pessoa porque ela é rica, influente ou importante. Deus não olha pra isso. Jesus foi visitar o empregado à beira da morte, a pedido do oficial, porque este tinha demonstrado amor no coração, queria bem ao seu empregado. O amor, isso sim, é uma condição básica para a verdadeira oração. AMOR!

Jesus já estava chegando perto da casa, quando se encontrou com amigos do oficial que foram enviados para pedir que não fosse mais à casa dele. ‘E por que não?’ “Porque ele disse que não é digno que o senhor entre na casa dele. Ele acha que não tem esse merecimento. Nem de vir encontrá-lo no caminho, ele se acha digno”. Vejam que humildade! Ele era uma pessoa socialmente importante, chefe militar, romano. Mas, não se achou digno de receber Jesus. Nem de vir encontrá-lo na estrada. Dá pra lembrar a história que Jesus contou do fariseu e do publicano. Os dois foram rezar. Um se gabava de ser o bonzão, o praticante, desprezando o pecador. O publicano batia no peito e implorava compaixão, porque era um pecador. O fariseu, arrogante. O pecador, humilde. O publicano foi atendido. O oficial romano foi humilde, considerou honra demais receber Jesus na sua casa. E sacrifício demais para Jesus, de ter que entrar na casa de um pagão. A humildade é outra condição importante para a oração. HUMILDADE!

O recado todo foi este: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Mas ordena com a tua palavra e o meu empregado ficará curado”. Fé, Fé! Jesus ficou admirado. “Ainda não encontrei uma fé tão grande em Israel”. O romano não pertencia ao povo de Deus. E ainda assim, mostrou uma fé tão grande, não precisava nem da presença de Jesus, de gestos que o convencessem... bastaria uma palavra sua, uma ordem, uma manifestação do seu querer. A fé é isso: entregar-se nas mãos de Deus. Confiar inteiramente. Fé é o outro ingrediente necessário para a verdadeira oração. FÉ!




Guardando a mensagem

Amor, Humildade e Fé. Esse é o segredo da verdadeira oração. Amor que faz a gente estar mais voltado para os outros do que para nós mesmos. Humildade que faz com que a gente reconheça a própria fraqueza e não pretenda obrigar Deus a fazer a nossa vontade, mas estarmos dispostos a realizar a sua. Fé que nos coloca no lugar de filhos que em tudo depende do Pai, inteiramente, ternamente. Quer rezar pra valer? Então, aí está o segredo: amor, humildade e fé.

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lc 7, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
precisamos aprender a rezar melhor, a rezar como o oficial romano dessa cena do evangelho. O que ele mandou te dizer é o que rezamos na Missa, antes da comunhão: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”. Dá-nos, Senhor, que a nossa oração seja como a dele, manifestação de amor pelo próximo, exercício de humildade diante da vontade do Pai e expressão de fé no seu poder misericordioso. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Durante o dia de hoje, repita muitas vezes a prece do oficial romano: “Senhor, eu não digno(a) de que entreis em minha casa, mas dizei uma palavra e serei salvo(a)”.

Comunicando

Preparamos um Curso Bíblico sobre a Carta aos Efésios, que vai começar segunda-feira que vem, pelo Youtube. Todo mundo vai poder participar do curso. Quem deseja receber o material do curso e o certificado precisa se inscrever, contribuindo com uma pequena taxa. Faça sua inscrição, seguindo o link que estamos lhe enviando pelo celular. Para o pagamento da taxa, o sistema oferece a possibilidade de cartão, pix ou boleto. Tendo dificuldade, faça contato com a gente: 81 3224-9284.

Uma semana de muitas bênçãos pra você e sua família. E até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Só há um remédio para reconstruir a vida: o perdão.




   17 de setembro de 2023.   

24º Domingo do Tempo Comum



   Evangelho.   


Mt 18,21-35

Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.
35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.




   Meditação.   


Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18, 21)

Há muita injustiça nesse mundo, muita maldade. Você, com certeza, já foi vítima de humilhação, de sofrimento gerados pelo egoísmo de alguém, pela difamação de uma pessoa amiga, pela traição no casamento, quem sabe. Há pessoas que convivem com grandes chagas abertas em sua memória ou mesmo no seu inconsciente. Profissionais que foram perseguidos por colegas que chegaram a perder seus postos de trabalho. Pais que tiveram um filho assassinado. Pessoas que foram violentadas, abusadas quando mais jovens. Um mar de sofrimento causado por pessoas próximas e distantes.

Diante do mal que nos fazem, a primeira reação é a indignação. A pessoa não se conforma, reage percebendo o mal que estão lhe fazendo. Não aceita, sente-se prejudicada, traída, humilhada. É uma atitude aceitável, a indignação. Uma reação justa: não 
se acomodar diante da agressão, não permitir a continuação da ofensa, não permanecer na passividade diante do mal.

Agora, essa indignação pode virar ódio, desejo de vingança, desespero. Tem até quem pense no suicídio como punição contra si mesmo ou contra o agressor ou como forma de estancar essa dor na alma. 
Aí, vamos com calma. Você não pode permitir que o mal que lhe fizeram crie raízes em você, se reproduza no seu ódio, em projetos de vingança e de revanche. O mal se perpetua no mal. É uma onda de violência que puxa outra, não para mais. 

Você já ouviu falar daquelas cidades, no interior de Pernambuco, em que uma família matava a outra... ‘Mataram o meu filho... vou matar o filho dele também!’ ‘Mataram meu primo, vou me vingar!”. A vida daquelas pessoas virou um inferno, uma insegurança total, a cólera fervendo no coração daquele gente antes tão pacata... Só uma coisa estancou aquela tragédia que parecia sem fim: o perdão.

Só há um remédio para se reconstruir a vida: o perdão. O ódio e a vingança não resolvem, não curam a mágoa, nem o sofrimento causado pela difamação, pela traição, pela injustiça. Só o perdão pode trazer paz ao seu coração.

Claro, perdão não quer dizer que abro mão do direito de reparação, que não recorro à justiça. Você lembra do Papa João Paulo II, que levou um tiro de um jovem turco, muçulmano, que foi assassiná-lo na Praça de São Pedro, no Vaticano?! O santo Papa ficou entre a vida e a morte, coitado, e passou o resto da vida sentindo as consequências daquela agressão. Mas, aquele homem santo foi várias vezes visitar o seu agressor na penitenciária, para oferecer-lhe o perdão e acompanha-lo no seu caminho de conversão. Não deixou que o ódio tomasse conta do seu coração. A cadeia é a oportunidade do agressor se redimir, se reencontrar, se reabilitar. Se o tratamento que o agressor receber, dentro ou fora da cadeia, for de violência e crueldade, não resultará redimido, só embrutecido.

Ensinamento do livro do Eclesiástico: "O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados?". E olha como Deus nos trata, reza o Salmo 102: "O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas".

No evangelho de hoje, Jesus conta uma parábola para responder à pergunta ‘Quantas vezes devemos perdoar’. A resposta foi ‘sempre’, setenta vezes sete vezes. Sete é um número perfeito. Sete vezes sete dá quarenta e nove. O ano 50, segundo a antiga lei de Israel, era o ano do jubileu, o ano do perdão das dívidas e da remissão dos escravos. Jesus multiplicou tudo por 10. Setenta vezes sete. Na história de Jesus, nós somos o devedor que devia ao patrão uma soma impagável. Não tendo com que pagar, ele foi perdoado. O patrão teve compaixão dele. Agora, logo ele encontrou um colega que estava lhe devendo uma pequena soma. Como o pequeno devedor não tinha com que pagar, ele o jogou na cadeia. O patrão soube do ocorrido, cancelou a anistia do seu débito e lhe cobrou até o derradeiro centavo. Aprendemos a perdoar com Deus. 




Guardando a mensagem

Claro que perdoar não é fácil. Mas, um cristão tem o exemplo e os ensinamentos de Cristo. Ele sofreu uma morte muito cruel, mas morreu perdoando. Aliás, por sua paixão e morte oferecidas a Deus como sacrifício voluntário em nosso favor, fomos perdoados de nossos pecados. Nosso débito com Deus era impagável. E ele perdoou nossa dívida. À sua imitação, não podemos ter outro comportamento, senão perdoar as dívidas dos nossos semelhantes. E perdoar sempre. Não apenas quatro vezes, como ensinavam os rabinos e mestres da Lei. Nem só as generosas sete vezes que Pedro sugeriu. Sempre, perfeitamente. Setenta vezes sete, como Jesus prescreveu.

Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18, 21)

Rezando a mensagem

Senhor Jesus,
aquele empregado que não tinha com que pagar uma enorme dívida foi perdoado pelo seu patrão. Seu patrão teve misericórdia dele. Ele não tinha com que pagar, sua família toda seria prejudicada. O patrão cancelou o seu débito, todinho. E aquele mesmo empregado, perdoado de sua grande dívida, não esqueceu o pequeno débito de um companheiro seu. O seu colega não tinha com que pagar naquele momento, mas ele exigiu de toda forma e o pobre homem foi parar na cadeia por causa daquela ninharia. Senhor, esse empregado somos nós. Fomos perdoados de uma dívida impagável. Deus nos perdoou dos nossos pecados. Agora, ele espera que nós também tenhamos compaixão dos nossos irmãos e irmãs que nos ofendem. Ajuda-nos, Senhor, a ser misericordiosos, como o Pai. Continua, com paciência, nos ensinando a perdoar, a curar nossas mágoas com o perdão, a libertar o nosso futuro pelo perdão. 
Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Alguém lhe ofendeu, lhe fez mal, lhe prejudicou? Tem mágoa, tem ódio no seu coração?  Você já sabe o que tem que fazer. E você já sabe porque precisa proceder como Jesus está nos ensinando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A gente colhe o que planta.



   16 de setembro de 2023.   

Memória dos Santos Cornélio e Cipriano, mártires



   Evangelho.   


Lc 6,43-49

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas.
45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo?
47Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída.
49Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

   Meditação.   


Não existe árvore boa que dê frutos ruins (Lc 6, 43)

No evangelho de hoje, Jesus compara árvore, homem e casa. Árvore ruim dá frutos ruins. Homem mau tira coisas más do seu coração. Casa sem alicerce desmorona na primeira enxurrada. Por outro lado, árvore boa dá frutos bons. Do coração de um homem bom só sai coisas boas. E casa construída em alicerce sobre a rocha é que resiste às tempestades da vida.

Tudo isso pra dizer que os frutos bons, as obras boas e a resistência às crises são consequências do que a gente planta, das decisões que toma, do alicerce sobre o qual a gente constrói. Você planta um espinheiro, não vai querer colher uvas dele. Você vai juntando coisa ruim no coração, só pode sair coisa ruim de sua boca. A boca fala do que o coração está cheio. Do mesmo modo, sua casa, sua vida, seu negócio, seu casamento não resistirão às turbulência da vida se não tiverem um bom alicerce. Casamento construído nas carreiras se desmancha antes do segundo aniversário. Sem estudo sério, sem alicerce pra valer, você não vai pra frente.

Jesus é o Mestre que está ensinando os seus discípulos a viverem com sabedoria. Muitos livros na Bíblia são assim, de ensinamentos pra gente viver direito. Sobretudo os livros chamados Sapienciais estão cheios de conselhos e orientações sobre como viver bem, sendo fiel a Deus. Você, com certeza, já ouviu ou folheou alguns desses livros bíblicos: os livros da Sabedoria, dos Provérbios, do Eclesiástico, do Eclesiastes, além do Livro dos Salmos.

E a sabedoria que Jesus está ensinando aos discípulos e discípulas tem um fundamento muito simples e claro: construir a própria vida sobre a prática da Palavra de Deus. Ele falou de ir a ele, ouvir sua palavra e pô-la em prática. Ir a ele, porque não é o ensinamento de qualquer um que garante a nossa vida. Nossa garantia está em Jesus. Ele é o filho de Deus, sabe direitinho o que Deus quer. Ele é o verbo feito carne, sabe bem como podemos viver segundo o coração de Deus. Ir a ele, não a qualquer mestre. Como disse Pedro, naquele sermão depois do Pentecostes, Deus fez de Jesus o nosso Guia. E, indo a ele, ouvir a sua palavra. A sua palavra revela a vontade do Pai. E realizar essa palavra, praticando-a.

Praticando a Palavra de Deus, estamos lançando alicerces sólidos para o futuro; plantando a semente ou a muda que vai dar uma árvore apreciada pelos bons frutos. Assim, enchemos o coração de coisas boas. Na hora oportuna, o homem sábio tirará do tesouro do seu coração coisas boas: compreensão com a fraqueza dos outros, bons conselhos, perdão, esperança, alegria, fé. Na tempestade, a casa resistirá. A gente colhe o que planta.




Guardando a mensagem

Jesus, Mestre da sabedoria de Deus, nos ensina como viver bem. Para colher amanhã, precisamos plantar hoje e plantar bem. A grande tarefa de hoje é lançar alicerces, que consiste em praticarmos a Palavra de Deus que ouvimos. É como quem constrói uma casa com alicerces profundos, sobre a rocha. Ninguém derruba. É como quem planta uma árvore escolhendo a melhor muda ou a melhor semente. Vai colher os melhores frutos.

Não existe árvore boa que dê frutos ruins (Lc 6, 43)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que bênção é a tua Palavra, Senhor. É a palavra que escutaste do Pai. É a palavra certa para a nossa frágil vida humana que tu bem conheces. Dá-nos, Senhor, o teu Santo Espírito para que transformemos a palavra que escutamos em novas atitudes, em mudança de vida e em alicerce para a nossa casa. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Guarde esse pensamento: "A gente colhe o que planta".  Praticar a palavra de Deus é preparar um futuro de alegria e realização.

Comunicando

Não sei se você já se inscreveu para o Curso Bíblico.... Bom, vou lhe explicar direitinho. Eu e a Associação Missionária Amanhecer (AMA), para este Mês da Bíblia, preparamos o Curso Bíblico sobre a Carta aos Efésios. Será de 25 a 30 de setembro, das 20 às 21 horas, com transmissão pelo Youtube. Teremos, então, uma semana de estudo sobre a Palavra de Deus, uma semana abençoada. Para receber o material do curso e o certificado, você precisa se inscrever, contribuindo com uma pequena taxa. Inscreva-se pelo link que lhe enviamos pelo celular ou pelo WhatsApp 81 3224-9284. Não deixe para a última hora. 

Hoje, teremos aqui em Juazeiro do Norte, CE, um breve encontro dos associados da AMA. Será após a Missa das 18 horas, que eu presido na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO


De 25 a 30 de setembro de 2023, 

CURSO BÍBLICO - CARTA AOS EFÉSIOS, 

com Pe. João Carlos.

Acesse a página de inscrição do curso bíblico: 


O parto de uma nova humanidade

 


15 de setembro de 2023.

Memória de Nossa Senhora das Dores



Evangelho.


Jo 19,25-27


Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.


Meditação.


Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)


Hoje, estamos celebrando Nossa Senhora das Dores. Essa comemoração vem logo depois da festa da Exaltação da Santa Cruz. Na festa da Exaltação da Santa Cruz celebramos o triunfo de Cristo em sua cruz, sua vitória sobre o pecado e o mal, a salvação por sua morte redentora. Perto da cruz do Senhor, encontramos Maria, em atitude oferente, de pé, em comunhão com seu filho que se oferece pelos pecadores. Ela é a senhora das Dores, é verdade. Mas, não destruída pelas dores, mas forte nas dores, vitoriosa, com Jesus, na provação da cruz. Ela está de pé, aos pés da cruz.


Vamos prestar bem atenção ao texto de hoje. “Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”.


Vamos observar com cuidado a cena. Quem estava de pé, perto da cruz de Jesus? Você disse ‘Maria?’ Acertou. Mas, não disse tudo... Do texto se deduz que estavam de pé quatro pessoas: Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena; e João, o discípulo amado. O número quatro é um número simbólico, indicando totalidade, tudo, todos. É a Igreja toda que está aos pés da cruz do Senhor. Ali é o nosso lugar. O número quatro também está presente na partilha que os soldados fizeram das roupas de Jesus. Dividiram suas vestes em quatro partes, uma para cada soldado. É a sua herança que se espalha pelos quatro cantos do mundo.


Então, aos pés da cruz de Jesus, de pé, estão Maria, sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas; Maria Madalena e João evangelista. Nestes quatro, podemos sentir uma representação da comunidade que nasceu da morte redentora de Jesus. Sua mãe, os parentes que aderiram ao evangelho, representados por sua tia ou parenta de sua mãe, os discípulos libertados do mal representados em Madalena e os discípulos do seu grupo menor de apóstolos representados por João. Ali, aos pés da cruz está a Igreja. Igreja unida a Jesus, no seu sacrifício; igreja que nasce do seu sacrifício redentor; igreja de pé, em atitude oferente e vitoriosa sobre a morte. Igreja que acolhe a graça que desce da cruz de Cristo como um rio de água viva, que escorre do seu coração aberto pela lança. Igreja de ressuscitados e vitoriosos com Cristo sobre o mal, o pecado e a morte.


Aos pés da cruz, Maria torna-se mãe da comunidade gerada no sacrifício da cruz. Na anunciação, tinha se tornado mãe de Jesus. No calvário, tornou-se mãe da Igreja. “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe”. Curiosamente, Jesus não a chama de mãe, mas de ‘mulher’. Ela é a nova Eva, mãe da nova humanidade redimida na cruz.





Guardando a Mensagem


A memória de Nossa Senhora das Dores não é uma celebração do abatimento, da prostração da Mãe de Jesus ou de sua Igreja. Nada disso. Ela está aos pés da cruz, unida ao sacrifício redentor do Filho, oferecendo-se com ele, em completa obediência ao Pai, fazendo-se assim mãe da comunidade redimida pelo sangue redentor. É verdade, uma espada lhe transpassou o coração. Mas, suas dores são as dores do parto da nova humanidade que nasce aos pés da cruz. Maria e os outros três nos representam ali no Calvário. Em nossas dores, estejamos de pé, altaneiros nas tormentas, vitoriosos nas tribulações. Como disse Paulo, “em Cristo, somos mais que vencedores”.


Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo (Jo 19, 27)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

ao celebrar a exaltação da Santa Cruz, celebramos a tua vitória na obediência da cruz. Hoje, contemplamos tua Mãe aos pés da cruz. Tu a entregaste como mãe a João, o discípulo amado. Ele nos representa, nós somos os teus discípulos amados. Obrigado pela boa mãe que nos deste. Igualmente entregaste à tua mãe o teu discípulo João como seu filho. Queremos ser bons filhos de tua santa mãe. Ela nos guie, nos conforte, nos sustente no caminho de fidelidade ao teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Você ou alguém de seu conhecimento pode estar vivendo um momento difícil, um calvário. Inspirando-se em Maria, faça hoje um momento de oração em favor dessa pessoa ou dessa situação.


Comunicando


Hoje, estou em Juazeiro do Norte, CE, na grande romaria de Nossa Senhora das Dores. No programa da festa, hoje é o dia da Missa do Chapéu, ao meio dia, na Basílica de N. Senhora das Dores e da solene Procissão, às 16 horas.

Amanhã, teremos aqui em Juazeiro um breve encontro dos associados da AMA. Será após a Missa das 18 horas, na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Pelo sinal da Santa Cruz.


    14 de setembro de 2023.    

Festa da Exaltação da Santa Cruz

    Evangelho.    


Jo 3,13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

    Meditação.    


Assim é necessário que o filho do homem seja levantado (Jo 3, 14)

Você se lembra de Nicodemos! Foi aquele fariseu, mestre da lei, membro do Sinédrio de Jerusalém, que foi falar com Jesus, de maneira sigilosa, à noite. Ele tinha uma simpatia por Jesus. Mas, como membro do Sinédrio, o grande conselho da capital, tinha medo da reação dos seus colegas e com certeza medo de perder sua posição. Quando Jesus foi preso, ele protestou contra a decisão já tomada, sem ao menos o acusado ter sido ouvido. Quando Jesus morreu na cruz, ele ajudou José de Arimateia a cuidar do seu enterro. Nicodemos é o tipo da pessoa importante, que por causa das conveniências do poder, tem dificuldade de assumir publicamente sua adesão a Jesus e ao seu Evangelho.

A elite também precisa ser evangelizada, claro. É o que Jesus fez com Nicodemos. Jesus lhe disse que ele precisava nascer de novo. Ele era um mestre da Lei, com assento no grande conselho de Jerusalém. Isso não lhe fazia cidadão do Reino. Só renunciando a si mesmo, se pode seguir Jesus. Só fazendo-se pequeno é que se entra no Reino de Deus. Ele precisava nascer de novo. Passar por uma conversão. Renovar-se pelo batismo. Nascer de Deus.

Como Nicodemos era profundo conhecedor das Escrituras, Jesus lembrou-lhe o episódio da serpente de bronze, no deserto. Ele, como mestre da Lei, poderia perceber facilmente que Jesus foi enviado pelo Pai para salvar o seu povo.

No tempo passado, o povo estava atravessando o deserto, depois da saída da escravidão do Egito. O caminho da superação do mal exige esforço, compromisso, perseverança. O povo começou a se cansar e se revoltar contra Deus, reclamando do calor do deserto, da comida repetida que era o maná, do cansaço da caminhada. Deu uma peste de serpentes venenosas. Começou a morrer muita gente por causa de sua má vontade, do clima de murmuração e de revolta contra Deus. A haste com uma serpente de bronze foi um sinal. Deus mandou Moisés fazer essa representação. Quem fosse picado pelas serpentes, olhando para aquele sinal era salvo da morte.

Esse símbolo da haste levantada, no Antigo Testamento, preparou o sinal de Jesus na cruz. A verdadeira salvação, a verdadeira cura, a libertação do pecado é Jesus em sua cruz. Fomos salvos por sua vida oferecida naquela haste da cruz. Como o povo antigo no deserto olhando para a haste com a serpente de bronze se curava, assim também nós pecadores temos um sinal de salvação, a cruz de Cristo, isto é a morte redentora de Jesus. Crendo em Jesus que morreu e ressuscitou por nós, encontramos a vida eterna.




Guardando a mensagem

Nicodemos é o representante das pessoas importantes, chamadas à conversão. E o representante de todos os que se sentem grandes, estudados, influentes. Para tornar-se discípulo de Jesus, tem que descer do seu pedestal. Renunciar a si mesmo, tornar-se pequeno, nascer de novo. Isto é obra de Deus em nós, pelo batismo, quando abrimos as portas de nossa vida pela fé. Como no deserto, agora Deus também está nos dando um sinal de salvação. Crendo em Jesus crucificado e ressuscitado, o pecador encontra a salvação.

Assim é necessário que o filho do homem seja levantado (Jo 3, 14)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
vemos em Nicodemos, que para acolher o Reino de Deus, é preciso se desapegar de sua grandeza, de seu poder, de seus grandes conhecimentos. O filho de Deus nasce do alto, do Espírito Santo. A cruz, que é a grande humilhação que te impusemos, Senhor Jesus, longe de ser um sinal do teu fracasso, é o sinal de tua vitória e da salvação de todos os que aceitam o teu caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A cruz nos lembra o sacrifício redentor de Cristo, pelo qual fomos salvos. Ao término da Meditação de hoje, trace sobre si, com calma e atenção, o Sinal da Cruz.

(†) Pelo sinal da Santa Cruz (traça a cruz na testa),
(†) livrai-nos Deus, nosso Senhor (traça a cruz na boca),
(†) dos nossos inimigos! (traça a cruz no peito).
(†) Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Comunicando

Como todas as quintas-feiras, temos hoje a Santa Missa pelos associados e ouvintes, com transmissão pelo meu canal do Youtube, às 11 horas. Aqui em Juazeiro do Norte, CE, onde hoje me encontro, está acontecendo a grande Romaria de Nossa Senhora das Dores. É daqui que rezo a Santa Missa de hoje.

Até amanhã, se Deus quiser. 


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

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