BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

AI DE VOCÊS (SEGUNDA PARTE)



14 de outubro de 2021

EVANGELHO


Lc 11,47-54

Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.
49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.
53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

MEDITAÇÃO

Ai de vocês, mestres da Lei, porque tomaram a chave da ciência (Lc 11, 52)

Uma acusação muito forte, esta, feita por Jesus. “Ai de vocês, mestres da Lei, porque tomaram a chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e ainda impediram os que queriam entrar”. Uma acusação contra os mestres da Lei. Quem eram os mestres da lei do tempo de Jesus? Gente que tinha estudado muito as Escrituras Sagradas; pessoas que tinham frequentado grandes mestres, como Paulo que estudou com um professor muito famoso chamado Gamaliel. Os mestres da lei, que afinal eram do grupo dos fariseus ou dos saduceus, tinham muita influência sobre as pessoas, pois conheciam bem os textos sagrados e instruíam o povo sobre como se devia praticar as tradições religiosas.

Jesus logo percebeu que aquela sabedoria toda daqueles homens era usada em vantagem própria: era fonte de muito prestígio para eles e de muito poder sobre o povo. Por isso, lhes fez várias críticas. Denunciou que eles exibiam santidade, mas por dentro eram violentos e interesseiros. Mais de uma vez, os chamou de sepulcros caiados. Jesus igualmente chamou a atenção dos seus discípulos para a vaidade e o exibicionismo de suas esmolas, de suas orações em público, de seus jejuns. Eles impunham um grande peso nas costas do povo, com tantas normas a serem cumpridas. Mas, eles mesmos nem de longe as praticavam.

Tanto conhecimento, tanta ciência.... mas, não em vantagem do Reino de Deus, do crescimento do povo, mas, sim, utilizados para manterem-se como uma elite, desfrutando privilégios e desclassificando os mais pobres.

Guardando a mensagem

Jesus bateu de frente com os mestres da Lei do seu tempo. Denunciou que, com o seu grande saber religioso, eles estavam não só se esquivando do anúncio do Reino de Deus, mas também obstruindo a adesão do povo. É necessário que os nossos ministros estudem e estudem muito para servir ao povo de Deus, com qualidade, com conhecimento, com a segurança da doutrina e a pedagogia de mestres de espírito. Mas, há sempre o perigo desse muito estudo acabar por constituir uma elite apartada da comunidade, disputando privilégios e fazendo desse conhecimento uma fonte de opressão sobre as pessoas. Pior ainda se, pelos títulos acadêmicos conseguidos, o evangelizador chegar a desprezar a fé dos simples e suas expressões religiosas. Aí realmente fica valendo esse “ai de vocês” profético de Jesus.

Ai de vocês, mestres da Lei, porque tomaram a chave da ciência (Lc 11, 52)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
O teu compromisso com a boa notícia do amor de Deus e com os destinatários dessa boa nova te levaram a anunciar o Reino de Deus, especialmente pela proximidade das pessoas. Esse é o mistério da tua encarnação. Tu és o verbo de Deus que se abaixou para nos encontrar em nossa condição frágil e pecadora. Por isso, não querias que os teus missionários confiassem mais nas estratégias do que na força da mensagem. E denunciaste os pregadores que usavam de sua ciência e de seus muitos conhecimentos para reforçarem seus privilégios e desqualificarem o povo em sua condição de povo em aliança com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O conhecimento da fé é um direito sagrado de todo cristão, não só de um pequeno grupo. Talvez você precise vencer certa passividade e procurar os meios disponíveis para o aprofundamento da fé cristã: catequese, leituras, cursos, retiros,... e já vai aqui uma sugestão.

Sexta e sábado próximos, vamos realizar o encontro anual de todos os que nos acompanham na Meditação e nos programas de Rádio. É o nosso 4º. Acampamento Missionário. Será um grande momento de formação missionária, que certamente contribuirá com seu crescimento cristão. Veja a programação no final da Meditação, no link que estou lhe enviando. Na Missa de hoje, às 11 horas, estarei rezando por você. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




4° ACAMPAMENTO MISSIONÁRIO TEMPO DE PAZ 

Programação


Dia 15/10, sexta - 09:00 - SANTA MISSA, na Basílica do Carmo, no centro do Recife, presencial, transmitida pelas Rádios parceiras e pela Rede Vida de Televisão
Dia 16/10, sábado - 15:00 - Testemunhos; 15:30 - Pregação, com Eliana Ribeiro; 16:30 - Adoração Eucarística;  17:00 - Intervalo. 20:00 - Momento Musical com Padre João Carlos e convidados.

OS SETE AIS (PRIMEIRA PARTE)



13 de outubro de 2021

EVANGELHO


Lc 11,42-46

Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”.
45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insulta-nos também a nós!” 46Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”.

MEDITAÇÃO


Ai de vocês, fariseus! (Lc 11, 42)

Não basta sermos religiosos. Precisamos ser verdadeiros, autênticos. No tempo de Jesus, o povo de sua terra era muito religioso. Sobressaiam os fariseus, uma confraria de homens devotos e praticantes da Lei. No final do primeiro século, quando os judeus tinham perdido a guerra contra os romanos e tinham se espalhado pelo estrangeiro, a influência dos fariseus ficou ainda mais forte. Eles pareciam ter o modo mais certo e seguro de praticar a sua religião. Neste contexto, as comunidades cristãs, que nasceram no seio das comunidades judaicas, ficaram meio inseguras. Foi nesse tempo que os evangelistas reuniram em seus escritos as críticas que Jesus tinha feito àquela religiosidade baseada no cumprimento da Lei.

Os antigos profetas, às vezes, ficavam bravos com o povo e com suas lideranças quando se desviavam da Aliança com Deus. Nessa oportunidade, eles lançavam os “ais” sobre o povo. Era uma forma de condenação das coisas erradas que estavam acontecendo. Jesus também se utilizou desse expediente. No caso dos fariseus, por exemplo, ele foi forte. No texto de hoje, tem quatros “ais” lançados contra a religiosidade doentia deles.

O que Jesus disse sobre os fariseus daquele tempo, com certeza, também serve para nós, hoje. A nossa prática religiosa pode sempre ser corrigida e melhorada, não é verdade? Então, vamos ouvir com atenção os “ais” de Jesus contra os fariseus. E se a carapuça cair em nossa cabeça, vamos assumi-la como uma chamada de atenção de Jesus para sermos mais verdadeiros e autênticos.

O primeiro “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia do seu legalismo. Eles se concentravam em coisas secundárias e deixavam de lado as mais importantes. Pagavam o dízimo de coisas pequenas (por exemplo da hortelã, do arruda, de outras ervas), mas deixavam de lado a justiça e o amor de Deus. Legalismo.

O segundo “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia de sua busca de privilégios. Eles eram bem vistos e reverenciados pelo povo. Assim, adoravam ser saudados pelo povo nas praças e disputavam lugares de honra nas sinagogas e nos jantares. Busca de prestígio e de privilégios.

O terceiro “ai de vocês, fariseus” foi uma denúncia contra o culto da aparência. Jesus os comparou com túmulos escondidos debaixo da grama por onde se anda. O externo é uma coisa, o interno... sai de perto. O culto da aparência.

O quarto “ai de vocês, mestres da Lei” foi uma denúncia de sua incoerência. Não faziam o que pregavam. Sobrecarregavam o povo de cargas insuportáveis, mas eles mesmos não mexiam uma palha. Incoerência.

Guardando a mensagem

Uma religiosidade baseada no cumprimento de normas, como a que viviam os fariseus, corre o risco de ser uma coisa estéril, com graves defeitos: legalismo, busca de privilégios, culto da aparência e incoerência. Fingindo o louvor de Deus, estão na verdade defendendo seu status quo e ampliando seus privilégios. A verdadeira religião leva à conversão do coração, à verdade, à caridade, à fraternidade.

Ai de vocês, fariseus! (Lc 11, 42)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
As críticas que dirigiste aos fariseus nos assustam. E nos assustam porque o farisaísmo é sempre uma tentação permanente em nossa vida. Mas é sempre muito bom ouvir tua palavra que nos corrige, nos adverte, nos orienta no caminho da verdade e da vida. Concede, Senhor, que, apesar de nossa fraqueza, o teu Santo Espírito nos conduza pelos teus caminhos. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Dentro do espírito missionário desse mês, compartilhe a Meditação com os seus contatos.

Sexta e sábado próximos, a gente se encontra no Acampamento Missionário, presencialmente, pela Rede Vida ou pelo Youtube. Vou deixar a programação no final do texto da Meditação de hoje (aqui). É só seguir o link. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


4° ACAMPAMENTO MISSIONÁRIO TEMPO DE PAZ 

Programação


Dia 15/10, sexta - 09:00 - SANTA MISSA, na Basílica do Carmo, no centro do Recife, presencial, transmitida pelas Rádios parceiras e pela Rede Vida de Televisão

Dia 16/10, sábado - 15:00 - Testemunhos; 15:30 - Pregação, com Eliana Ribeiro; 16:30 - Adoração Eucarística;  17:00 - Intervalo. 20:00 - Momento Musical com Padre João Carlos e convidados.

VIVA A MÃE DE DEUS E NOSSA!




12 de outubro de 2021

Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil
e Dia das Crianças 

EVANGELHO


Jo 2,1-11

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser!”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala!”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

MEDITAÇÃO


Houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente (Jo 2, 1)

Neste dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida, lemos, no evangelho de São João, sobre o milagre da água transformada em vinho, o primeiro sinal que Jesus deu sobre sua identidade e sua missão. “Houve um casamento. E a mãe de Jesus estava presente”. É a primeira lição a aprender de Maria: a sua presença fraterna na casa daquela família. A presença é o primeiro sinal de amor, de valorização do outro. Só estando presente, pode-se saber o que está acontecendo, conhecer a realidade e participar de alguma solução para os problemas. Ela estava lá.

Então, Maria estava na festa de casamento. Jesus e os discípulos também tinham sido convidados e lá estavam. Devia ser alguém parente deles, para estarem todos ali. Houve um problema, faltou o vinho. A festa de casamento deles durava vários dias. E a bebida, claro, era o vinho. Faltou o vinho. Um desastre para aquela família pobre. Deduz-se que eram pobres, pela preocupação de Maria. Se tivessem posses, poderiam resolver facilmente a situação; não tendo grandes posses, como parece ser o caso, passariam um grande vexame, uma vergonha muito grande. Diriam, pelos corredores, que eles não tinham se preparado bem, que não tinham responsabilidade, que já estavam começando mal... sabe Deus quanta coisa ruim falariam, aumentando o clima de frustração na festa pela falta da bebida. Por isso, Maria ficou preocupada.

Foi Maria quem falou com Jesus. Ela lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus notou o tom aflito de sua mãe, era um pedido de ajuda dirigido a ele, ela estava pedindo a sua intervenção. Mas, ele julgou que não era a hora ainda de se manifestar publicamente. Ele lhe disse: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Mas, ela não se fez de rogada. Movimentou-se, entrou em contato com os garçons e orientou que eles se apresentassem a Jesus para fazer o que ele mandasse. Assim, Jesus mandou encher as talhas de água. Quando foi levada ao chefe dos garçons, a água era vinho da melhor qualidade.

Em Caná, naquela festa de casamento, Maria mostrou-se comprometida com o bem daquela família e proativa em relação a uma solução para o problema da falta de vinho. Mesmo com o aparente desinteresse demonstrado pelo filho, ela logo mexeu-se e orientou os garçons a se apresentarem a ele, aguardando uma indicação precisa do que fazer. Não ficou esperando de braços cruzados. Não apenas pediu a Jesus, pediu e encaminhou as coisas, certa que o filho agiria. Uma fé ativa, operante. Precisamos aprender isso com ela.

Guardando a mensagem

Nós somos devotos de Nossa Senhora, que bom! O Brasil tem Nossa Senhora Aparecida como sua padroeira. A devoção nos aproxima da pessoa que veneramos para sermos seus imitadores e gozarmos de sua proteção. Meditando sobre sua participação no casamento em Caná da Galileia, podemos aprender dela a sua preocupação com o sofrimento dos outros, sobretudo dos mais pobres e vulneráveis. Precisamos mesmo vencer a indiferença, que é um grande mal entre nós. Também de Maria aprendemos que não basta pedir a Deus o que precisamos e cruzar os braços. Isso não é fé, é alienação. A verdadeira fé nos faz implorar a Deus e arregaçar as mangas, confiados que ele já está agindo em nosso favor.

Houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente (Jo 2, 1)

Rezando a palavra

CONSAGRAÇÃO DAS FAMÍLIAS A NOSSA SENHORA APARECIDA

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de Jesus e nossa,
Nós te consagramos, hoje, nossas famílias,
Acolhe-nos sob a tua proteção materna.
Ilumina, Senhora, nossos lares com a luz de Cristo.
Educa nossas crianças e adolescentes
com a Palavra do Senhor.
Conduze-nos pelos caminhos do Evangelho.
Afasta de nosso meio, Mãe, todo desrespeito
contra a vida humana,
a violência, a injustiça.
Livra nossos jovens das drogas e da violência.
Faz-nos fortes, Senhora, na luta contra o aborto,
e o trabalho infantil, o desemprego.
Confirma nossas famílias na santidade do matrimônio.
O mundo precisa de diálogo e reconciliação.
Ajuda-nos, Virgem Santa, a construir a paz
em nossa casa e na rua.
Intercede para que não falte o pão de cada dia
em nossas mesas.
Ensina-nos o caminho da missão.
Toma sob a tua proteção, Senhora,
as nossas famílias.
E dá-nos a tua bênção, Mãe Aparecida.
Amém

Vivendo a palavra

Faça, hoje, um momento de oração por sua família. Reze também pelo Brasil, que atravessa um momento difícil com o crescimento da pobreza, do desemprego, da inflação e a triste marca de mais 600 mil mortos pela Covid. Peçamos que, pela intercessão da Senhora Aparecida, o Senhor nos conceda a graça de participarmos responsavelmente na construção de um mundo de justiça e de paz. 

Vem aí o 4º Acampamento Missionário: Missa transmitida pela Rede Vida de Televisão na quinta-feira e Acampamento online na sexta. Contamos com sua participação.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

ATENÇÃO PARA O SINAL DE JONAS


11 de outubro de 2021

EVANGELHO


Lc 11,29-32

Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.
30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão.
32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.


MEDITAÇÃO


No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Parece que Jesus andava meio decepcionado... A pregação do Reino bem merecia uma acolhida mais entusiasta. Sua palavra, seus milagres... tanto esforço, tanto compromisso da parte dele e, ao que parece, pouco resultado. Certamente, por isso, ele estava dizendo: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas”.

Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Ele, a mando de Deus, pregou por três dias na grande cidade, anunciando o castigo de Deus sobre todo aquele povo. Castigo por conta de sua impenitência, de sua vida de maldade e violência. E o povo de Nínive, diante daquela pregação do profeta, tomou consciência de sua condição e implorou a misericórdia de Deus. Acolheu a pregação de Jonas como um convite urgente à penitência e à conversão. Do pequeno ao grande, do pobre ao rei, todos se sentaram em cinzas e pediram perdão de seus pecados. Jonas foi um sinal para o povo de Nínive. Uma convocação à conversão. Mas, também um sinal da misericórdia de Deus, pois Deus, tendo desistido do seu intento de destruir tudo, mostrou a sua misericórdia, dando o seu perdão.

Esse sinal de Jonas para o povo do seu tempo estava sendo reeditado na presença de Jesus, na sua pregação. Como Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, assim Jesus seria para o povo do seu tempo. Jonas pregou por três dias, cobrindo toda aquela cidade pagã. Jesus pregou por três anos, percorrendo todo o país. Ele também trazia um convite urgente à conversão. Ele começou sua missão, convidando todos a acolherem o Reino que estava se aproximando: convertam-se e creiam no evangelho. O convite à conversão, na verdade, é um convite à acolhida da misericórdia de Deus.

Jesus estava lembrando que o povo de Nínive recebeu melhor o profeta Jonas do que o seu povo a ele. Converteu-se à pregação de Jonas. E ali, Jesus não estava encontrando a mesma acolhida, nem a mesma disposição para a conversão. O povo de Nínive iria ser juiz daquele povo do tempo de Jesus. E iria condená-lo. E quem estava ali anunciando a mensagem de Deus para eles não era simplesmente alguém como Jonas. Como ele mesmo disse, ali estava alguém maior que Jonas, o próprio filho de Deus.

Guardando a mensagem

O povo pagão de Nínive converteu-se à pregação de Jonas. O povo de Deus do tempo de Jesus respondeu com indiferença à sua pregação. E um bom grupo reagiu com violência à boa notícia anunciada por ele. A pregação do Evangelho, que anuncia o Reino de Deus, continua hoje e chega até você e à sua família. Como é que vocês estão reagindo a esse anúncio que pede conversão e acolhida do amor de Deus? Como o povo de Nínive? Como o povo do tempo de Jesus?

No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão (Lc 11, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
essa página do Evangelho vem reforçar nossa caminhada cristã, que é um permanente convite à conversão, à acolhida da vida nova que tu nos alcançaste em tua cruz. Concede-nos, Senhor, que vençamos a indiferença, que é atitude típica do nosso tempo: o não ligar, o deixar pra lá, o não dar importância. Que a tua Palavra encontre abrigo em nossos corações e em nossas vidas, nos animando num processo de verdadeira conversão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A conversão é a nossa resposta à Palavra de Deus. A conversão é obra nossa e do Espírito Santo de Deus em nós. Assim, nesta segunda-feira, peça ao Santo Espírito, mais de uma vez, a graça da conversão.

Neste final de semana, a gente se encontra no 4º Acampamento Missionário. Na sexta-feira, a Missa de abertura será transmitida pela Rede Vida e, no sábado, uma movimentada tarde online com testemunhos, pregação, adoração eucarística e momento musical. Contamos com sua participação.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

UMA NOVA DIREÇÃO DA SUA VIDA


 

10 de outubro de 2021

28º Domingo do Tempo Comum


EVANGELHO


Mc 10,17-30

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”
18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”.
20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”.
21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”
22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.
23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”
24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?”
27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.
28Pedro então começou a dizer-lhe: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.
29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.

MEDITAÇÃO


Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna? (Mc 10, 17)

A religião cristã não é apenas um conjunto de práticas religiosas que realizamos para o louvor de Deus e para o nosso bem pessoal. A religião cristã é, especialmente, seguimento de Jesus Cristo. Seguimento. O que nos define não é um título de pertença a uma instituição bimilenar. O que nos define é sermos discípulos de Jesus. É sermos seus seguidores, suas seguidoras. Percorremos com ele o seu caminho. Vamos com ele a Jerusalém.

Jesus e os discípulos estão indo a Jerusalém. Essa é a grande viagem que marca a sua vida. Em Jerusalém, acontecerá o drama da paixão. Essa caminhada é propriamente a direção da vida de Jesus. Neste caminho, a uma certa altura, vem alguém correndo, ajoelha-se aos seus pés e lhe pergunta o que deve fazer para ganhar a vida eterna. Ele já cumpria os mandamentos da Lei, desde a sua juventude. ‘Então, concluiu Jesus, só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”. O homem ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

Essa pessoa buscava a felicidade, a realização, como todos nós. Era uma pessoa religiosa, praticante da Lei desde pequeno. Pelo que respondeu a Jesus, praticava certinho os mandamentos de Deus. Mas, estava inquieto. Sabia que lhe faltava alguma coisa. O que ele poderia fazer para ganhar a vida eterna, para participar da herança da completa felicidade? Ele percebeu que Jesus tinha a resposta. Ele poderia lhe indicar o que realmente tinha que fazer. E lhe pediu isso de joelhos, de coração aberto, com toda sinceridade.

Ele ouviu a resposta de Jesus. A resposta foi dada com muito respeito, muita consideração e como sinal de um amor sincero por ele. Está escrito: “Jesus o olhou com amor”. Não foi uma resposta para afastá-lo, para desanimá-lo em sua busca de felicidade, da herança da vida eterna. Foi uma resposta verdadeira, exigente. Ele, que estava ansioso em busca da felicidade, da vida eterna, ouvindo isso, ficou abatido e desistiu, foi embora cheio de tristeza. Não aceitou a proposta de Jesus, o caminho que ele lhe indicou. Optou por continuar sua vidinha. Optou por não ser seguir Jesus, não ser seu discípulo.

O que é que Jesus lhe pediu e pede a mim e a você, hoje? Ele o chamou para segui-lo. Só isso. “Vem e segue-me”. Segui-lo no seu caminho, sendo livre e solidário como ele. Livre de qualquer carga ou amarra. Solidário com os pobres e sofredores. Foi o que ele pediu àquele homem: o desapego dos seus bens e a solidariedade com quem nada tem. ‘Vende o que tens e dá aos pobres”. Em outras palavras, Jesus lhe indicou um modo novo de se relacionar com os bens e com os seus semelhantes. No trato com os bens, ser livre. Não viver para o dinheiro. Não ser possuído pelos seus bens. No trato com os seus semelhantes, ser solidário. Importar-se com sua dor, partilhar, não lhes ser indiferente.

Guardando a mensagem

Muitos cristãos estão ocupados na posse de muitos bens, usufruindo do seu bem-estar e fazendo da religião apenas um complemento para sua felicidade. No fundo, são infelizes, vivem tristes. Está lhes faltando alguma coisa. Eles também perguntam a Jesus o que precisam fazer para alcançar a felicidade completa, para ter direito à herança da vida eterna? Esperam que Jesus lhe passe uma receita de algumas coisas a serem feitas. Mas, Jesus lhe dá uma nova orientação para as suas vidas. Jesus os chama para segui-lo. Duas condições são necessárias para o seu seguimento: estar livre e ser solidário. Jesus os chama a ter um novo relacionamento com os bens (a liberdade) e com seus semelhantes (a solidariedade). A verdadeira felicidade está em sermos irmãos, a caminho com Jesus, para a casa do Pai.

Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna? (Mc 10, 17)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
fica-nos a impressão que foste muito exigente com aquele que se apresentou no caminho, querendo fazer alguma coisa para ganhar a vida eterna. Tu o chamaste para te seguir. Para isso, ele precisava estar livre (não mais voltado para os seus bens) e ser solidário (não mais indiferente à sorte dos pobres). Ele não teve coragem de dar uma nova direção à sua vida. Na sua tristeza, vemos a tristeza de quem vive voltado para si mesmo. Por sorte, esse mesmo evangelho nos mostra que houve quem deixasse tudo e te seguisse, como foi o caso dos teus apóstolos. Livres e solidários, eles teriam tudo que deixaram cem vezes mais e a vida eterna no mundo futuro. Obrigado, Senhor, pelo exemplo de tantos irmãos e irmãs que seguem contigo, livres e solidários, pelo caminho da vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Será muito importante que você abra hoje sua Bíblia e leia essa passagem que toda a Igreja está meditando neste domingo: Marcos 10,17-30.

No próximo final de semana, a gente se encontra no 4º Acampamento Missionário. Na sexta-feira, a Missa de abertura transmitida pela Rede Vida e, no sábado, uma movimentada tarde online com testemunhos, pregação, adoração eucarística e momento musical. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A BEM-AVENTURADA

 



09 de outubro de 2021

EVANGELHO


Lc 11,27-28

Naquele tempo, 27enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. 28Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

MEDITAÇÃO


Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram (Lc 11, 27)

E às vésperas de duas grandes festas marianas - N. Sra. de Nazaré e N. Sra. Aparecida, um texto do evangelho muito especial...

O elogio da mulher foi maravilhoso. Ela gritou alto no meio da multidão. “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Ela louvou a mãe daquele profeta maravilhoso, Jesus, ali presente, encantando as pessoas com sua pregação e seus milagres. Parece ser essa uma forma comum no povo do Oriente de saudar assim uma pessoa muito querida e importante. Na verdade, é sempre assim em qualquer lugar: quer homenagear o filho, honre a sua mãe, não é verdade? A mulher louvou Jesus, por meio de sua mãe que o gerou e o amamentou.

E olha que esse detalhe da amamentação é uma coisa muito especial. Hoje, se sabe que o período da amamentação de uma criança é um tempo de grande influência na vida daquele ser humano. Amamentar é um ato em continuidade com a gestação, garantindo desenvolvimento físico, social e mental da criança. Da criança e da mãe também.

Na mesma linha, Izabel tinha feito o seu elogio. Nós, inclusive, continuamos a honrar a mãe do Salvador com suas palavras: “Bendito o fruto do teu ventre”. Izabel, cheia do Espírito Santo, louvou o fruto do ventre de Maria, louvou o filho, Jesus. Mesmo louvando quem foi gerado, não esqueceu a mãe, mencionando apropriadamente o seu ventre, o seu útero.

Jesus aproveitou o elogio da mulher à maternidade de Maria, que o gerou, para elevar ainda mais a louvação à sua mãe. Mais feliz ainda é ela por “ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática”. Maria gerou o filho e o amamentou em atenção à palavra de Deus que o anjo lhe transmitira. Sua maternidade, antes de tudo, é obediência a Deus, realização de sua vontade. Nesse sentido, ela é um exemplo para todos os seguidores de Jesus. Todos podem participar de sua bem-aventurança: “ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática”.

Guardando a mensagem

O elogio que a mulher fez, no meio da multidão, a Jesus foi cheio de sensibilidade. Ela o honrou, louvando sua mãe que o gerou e o amamentou. Hoje, a ciência conhece a importância que tem os nove meses de gestação e o tempo de amamentação para a vida de um ser humano. É um tempo sagrado em que a vida desabrocha como um verdadeiro milagre. Jesus completou o elogio que a mulher fez à sua mãe. ‘Muito mais feliz é ela por ter ouvido a palavra de Deus e tê-la praticado’. De verdade, a maternidade de Maria é fruto de sua obediência à vontade de Deus. Essa é a sua verdadeira bem-aventurança. Nós também participamos dessa bem-aventurança de Maria, na medida em que também realizarmos em nossa vida a Palavra do Senhor.

Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram (Lc 11, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Estamos no mês do Rosário. Nessa oração tão simples e tão popular que é o Terço, meditamos, todos os dias, os mistérios de tua vida e de tua páscoa. E ao contemplarmos os passos de tua encarnação, pregação, paixão, morte e ressurreição, reconhecemos a presença amorosa e fiel de tua santa Mãe ao teu lado, fortalecendo tua obediência com a sua, sustentando tua missão com a sua incessante oração. E, com a tua volta ao Pai, ela continua cuidando da nova família que nasceu aos pés da tua cruz, o povo redimido pelo teu sacrifício redentor. Senhor, que nós a amemos sempre mais e a honremos como nossa mãe e modelo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Na preparação da festa de N. Sra. de Nazaré (amanhã) e de N. Sra. Aparecida (na terça), hoje é um dia especial para você rezar o Terço Mariano. Faça isso como uma ressonância do evangelho de hoje. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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