BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

A bênção de um filho.


  24 de dezembro de 2025.  

  Quarta-feira da 4ª Semana do Advento.  

Véspera do Natal do Senhor


   Evangelho.  


Lc 1,67-79

Naquele tempo, 67Zacarias, o pai de João, repleto do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. 69Fez aparecer para nós uma força de salvação na casa de seu servo Davi, 70como tinha prometido desde outrora, pela boca de seus santos profetas, 71para nos salvar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam.
72Ele usou de misericórdia para com nossos pais, recordando-se de sua santa aliança 73e do juramento que fez a nosso pai Abraão, para conceder-nos, 74que, sem temor e libertos das mãos dos inimigos, nós o sirvamos, 75com santidade e justiça, em sua presença, todos os nossos dias.
76E tu, Menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os caminhos, 77anunciando ao seu povo a salvação, pelo perdão dos seus pecados. 78Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará, 79para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz”.


   Meditação.  


E tu, Menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os caminhos (Lc 1, 76)

Nesta véspera do Natal, antes da celebração da Vigília e da Noite do Natal, somos convidados a renovar nosso compromisso com a defesa e a proteção da vida que nasce. Hoje, lemos e rezamos o louvor do pai da criança que veio com a missão de preparar os caminhos de Jesus. Estamos falando de Zacarias, o pai e de João Batista, seu filho.

Uma criança não é obra do acaso, a vida humana é obra de Deus. Na chegada de uma criança, há algo de especial, de inesperado, por mais que os pais se preparem. A criança não é o fruto de um planejamento. Os pais podem, responsavelmente, planejar-se para acolher do melhor modo possível a vida que vai chegar. Mas, não a produzem, a acolhem. E o ser humano que chega, gerado pelos pais, já estava no pensamento de Deus, antes de existir. O jovem Jeremias ouviu Deus lhe dizer: “Antes de te formar no seio materno, eu te conheci; antes de saíres do ventre de tua mãe, eu te consagrei”. O servo de Javé do Livro do profeta Isaías declarou: “O Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome”. O ser humano é obra do Deus criador, no milagre da geração humana e na criação de sua alma.

Os parentes e vizinhos de Izabel alegram-se com ela. Surpreendem-se com a ação misericordiosa de Deus na vida daquele casal idoso e estéril. Reconhecem a obra de Deus na vinda daquele menino ao mundo. Intuem que aquela criança está destinada a uma missão muito especial. Dos fatos do nascimento e circuncisão do filho de Isabel, podemos recolher lições importantes para nós, hoje. Recolhamos, ao menos, três lições.

Primeira lição: desejar e acolher o filho. Aqueles pais idosos, sem filhos pela esterilidade da mãe, desejavam o filho. Pediram muito a Deus por isso. O anjo disse a Zacarias, quando este oficiava no Templo: “Deus ouviu tua súplica”. O Senhor, no seu tempo, lhes concedeu esse dom tão precioso. Desejar o filho é a primeira atitude dos que constituem família. Ser pai e mãe é responder a uma vocação, a um chamado especial de Deus. Filho dá trabalho, altera a vida do casal. Mas, ao desejar e acolher um filho, os pais realizam a sua vocação, fonte de felicidade e realização.

Segunda lição: dar-lhe um nome. Os judeus circuncidavam o menino no oitavo dia e lhe davam o nome nessa cerimônia familiar, pela qual inseriam a criança na aliança com Deus. Dar um nome é dar uma identidade, assegurar-lhe um lugar na família e no seu povo. A vida de um ser humano é um mistério de possibilidades abertas ao futuro. Não é apenas uma continuação dos pais. Na casa de Isabel, os parentes ficaram confusos. O menino recebeu um nome em desacordo com a tradição familiar, não recebeu o nome do pai. “João é o seu nome”, escreveu o pai numa tabuinha. Foi um gesto de obediência a Deus que tinha mandado dar esse nome, em vista da missão que o menino desempenharia. A criança precisa ter um nome, um sobrenome, uma identidade, um lugar na família, na sociedade. As famílias cristãs dão nomes cristãos aos seus filhos, providenciam seu registro de nascimento, integram-nos na comunidade dos discípulos pelo batismo e os educam para serem úteis e significativos na sociedade. Dão-lhe um nome.

Terceira lição: Sermos solidários com as famílias. Foi essa a atitude dos parentes e vizinhos do abençoado casal. Eles alegraram-se com Izabel, na gravidez e no nascimento da criança, ao perceber como o Senhor tinha sido misericordioso para com ela. Uma atitude de fé e de exultação interior. Uma parenta de Isabel mostrou-se particularmente solidária: Maria. Ela esteve presente, ajudando sua prima nos últimos três meses da gestação. Maria e outros parentes e vizinhos mostraram-se próximos, solidários, interessados no bem daquela família.




Guardando a mensagem

No dia de hoje, em que nos preparamos para o Natal de Jesus, ouvimos o pai de um recém-nascido, Zacarias, louvando a Deus, no oitavo dia do seu nascimento, no dia em que lhe deu o nome de João. Recolhamos as lições do evangelho no cuidado e na defesa da vida das crianças. Primeira lição: desejar e acolher o filho; Segunda lição: dar-lhe um nome; Terceira lição: Sermos solidários com as famílias e suas crianças. Cuidar bem dos próprios filhos e nos sentirmos todos responsáveis pela defesa e proteção das crianças.

E tu, Menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os caminhos (Lc 1, 76)

Rezando a palavra

Façamos nossas as palavras do Canto de Zacarias, o pai da criança:

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,
anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;
pelo amor do coração de nosso Deus,
sol nascente que nos veio visitar lá do alto
como luz resplandecente a iluminar
a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados
e para dirigir os nossos passos,
guiando-nos no caminho da paz.

Vivendo a palavra

Havendo uma oportunidade, neste natal, faça um gesto de atenção em relação a uma família pobre e suas crianças.

Comunicando

É hoje o ESPECIAL DE NATAL COM O PADRE JOÃO CARLOS na Rede Vida, às onze da noite. Na Canção Nova, será amanhã, às 21 horas. A TV Pai Eterno vai exibir um outro show que gravamos em Trindade, hoje e amanhã, à noite. Também a Rede Século 21 (de Valinhos), a TV Imaculada (de Campo Grande), a TV Nova Nordeste (de Olinda) e a TV Nazaré (de Belém) transmitirão o nosso ESPECIAL DE NATAL. E eu lhe deixo uma sugestão: combine aí com sua família para vocês assistirem juntos. Garanto-lhe que vai valer a pena.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Nasceu o filho do meu vizinho.



   23 de dezembro de 2025.  

Terça-feira da 4ª Semana do Advento

9º Dia da Novena de Natal


   Evangelho  


Lc 1,57-66

57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse.
63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele.

   Meditação.  


Todos os vizinhos ficaram maravilhados e a notícia espalhou-se por toda a região (Lc 1, 65).

Bem no dia do vizinho, um texto maravilhoso nos preparando para o natal do Senhor. E falando dos vizinhos. É a cena do nascimento de João, o que se tornou depois o Batista. E esse nascimento de João é contado em preparação do nascimento de Jesus. Não foi só a pregação de João que preparou a sua vinda. O seu próprio nascimento, em condições semelhantes de intervenção divina, é já uma prévia do nascimento do Messias. O mesmo anjo Gabriel anunciou o seu nascimento, a mãe também concebeu em condições extraordinárias, a mesma atenção à colocação do nome dado ao recém-nascido na cerimônia de circuncisão...

O clima do nascimento é de alegria e contentamento. Isabel deu à luz o seu filho e parentes e vizinhos mostram-se próximos e solidários. Mas, houve mais uma surpresa no dia da circuncisão do menino. 

A circuncisão era um rito pelo qual o menino era incorporado ao povo de Deus. Era a hora de impor o nome da criança. A surpresa foi o nome escolhido pelos pais: não havia ninguém na família com aquele nome. A mãe queria assim. E o pai, também. Os parentes não estavam de acordo. Como o pai estivesse mudo, escreveu numa tabuinha: “O nome dele é João”. Foi como o anjo Gabriel o tinha instruído. Esse ato de obediência encerrou o castigo de Zacarias que antes não tinha acreditado nas palavras do anjo. E ele começou a falar e a louvar a Deus. Parentes e vizinhos ficaram pasmos, maravilhados. E a notícia correu por toda a região.

“O nome dele é João”. O menino, que acabou de nascer, não iria apenas dar continuidade à sua família ou repetir a história dos seus ascendentes. Ele iria escrever um novo capítulo na história de seu povo. João, não Zacarias. Um nome novo para uma nova missão. Ele encerraria o capítulo da paciente espera do Messias, abrindo o novo tempo. Apontaria o Messias já presente no meio do povo.

O texto de hoje sublinha a solidariedade dos vizinhos e parentes com aquele casal idoso. Eles não somente ficaram sabendo da gravidez prodigiosa de Isabel, mas também a consideraram uma obra misericordiosa de Deus na vida daquela família e se alegraram com ela. Ficaram maravilhados com o que aconteceu no dia da circuncisão da criança. E espalharam por todo canto a boa notícia do que Deus estava realizando no meio do seu povo.




Guardando a Mensagem

O nascimento de uma criança é sempre um recomeço. Não vem para repetir o passado, embora não possa prescindir dele. É um novo ponto de partida. O futuro está começando naquela criança, é o novo entrando na história. O nascimento de uma criança, como o nascimento de João Batista, é um testemunho sobre Jesus. Ele veio assim. Uma criança frágil, chorando no frio daquela noite, ao abrigo de uma gruta e de seus animais, amparada somente pelo amor de uma mãe e de um pai abençoados. Um mistério de vida e de luz, o natal, só compreensível no clima do nascimento de uma criança, de uma mãe que dá a luz.

Todos os vizinhos ficaram maravilhados e a notícia espalhou-se por toda a região (Lc 1, 65).

Rezando a palavra

Vamos rezar com as palavras do pai do menino João, ao ficar bom de sua mudez:

Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que a seu povo visitou e libertou; e fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos, para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam.

Vivendo a palavra

Reze, hoje, pelos seus vizinhos. E ao apresentar-lhes votos de boas festas, não fale só da ceia, dos presentes, do especial de natal... aproveite para falar-lhes de Jesus.

Comunicando

Neste Natal, você vai poder acompanhar o ESPECIAL DE FINAL DE ANO com Padre João Carlos. Na Rede Vida, será na véspera de Natal, às 23 horas. Na Canção Nova, será no dia de Natal, às 21 horas. A TV Pai Eterno vai exibir um outro show que gravamos em Trindade, na noite e na véspera de Natal. Também a TV Imaculada (de Campo Grande), a TV Nova Nordeste (de Olinda) e a TV Nazaré (de Belém) transmitirão o nosso ESPECIAL DE NATAL. E eu lhe deixo uma sugestão: combine aí com sua família para vocês assistirem juntos. Garanto-lhe que vai valer a pena.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Neste natal, dê um presente a uma criança pobre.


   22 de dezembro de 2025.  

Segunda-feira da 4ª Semana do Advento

   Evangelho   


Lc 1,46-56

Naquele tempo, 46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.
51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

   Meditação   


O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor (Lc 1, 49)

Tudo começou com a iniciativa de Deus. Ele enviou seu mensageiro, o anjo Gabriel. Este, respeitosamente, anunciou a Maria que ela seria mãe do filho de Deus. “Nada é impossível a Deus”, lembrou-lhe ele. Foi aí que ela soube que Isabel estava grávida. Assim, viajou logo para visitar e ajudar sua prima. Lá chegando, a idosa senhora ficou tomada da alegria do Santo Espírito e a saudou como mãe do seu Senhor. Nessa altura, igualmente cheia do Espírito Santo, Maria louvou a Deus com palavras tão abençoadas que hoje ainda as sabemos de cor e continuamos a honrar o Senhor com a sua linda prece.

Maria está mergulhada num turbilhão de manifestações do amor de Deus: a comunicação do anjo, a sua gravidez, a gestação adiantada de Izabel, a alegria do bebê quando ela chegou, as palavras proféticas de Izabel... então, Maria dá glórias a Deus, primeiro pelo que ele está fazendo na vida dela e, depois, pelo que ele está fazendo na vida do seu povo.

Maria reconheceu, agradecida, que Deus olhou para a pequenez de sua serva (por isso, todas as gerações a chamariam de bem-aventurada) e que Ele fez grandes coisas em seu favor. Realmente, ele é santo e misericordioso. É a primeira parte de seu canto.

Deus agiu em sua vida de uma maneira maravilhosa. Mas, afinal o que foi mesmo que Deus fez? Deus está enviando o Salvador, por meio dela. Ela está feliz e agradecida por isto. Mas, não se limita só ao que Deus lhe fez. Sabe que essa vinda de Jesus é em benefício de todo o povo. Por isso, bendiz o Senhor porque mostrou a força do seu braço e porque veio em socorro do seu povo. E descreve a ação desse Deus libertador, que continua agindo como no tempo do Êxodo: libertando os humildes e punindo os soberbos. É a segunda parte do seu canto.





Guardando a Mensagem

O testemunho de Maria é maravilhoso. Deus está enviando o Salvador, por meio dela. Nela, ele fez grandes coisas. O Deus santo e fiel está cumprindo suas promessas, em favor do seu povo. O natal é um presente de Deus para o mundo, que passa pelas mãos e pelo ventre de Maria. A vinda do Salvador é uma intervenção de Deus que muda a história, em favor dos humildes, dos famintos, dos sofredores. Não podemos ver o natal apenas como um item da tradição, uma festa de fim de ano, ou apenas uma linda festa de família. O natal é uma intervenção de Deus, mudando a história humana. Deus enviou o seu filho para a salvação do mundo.

O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor (Lc 1, 49)

Rezando a palavra

Não há palavras e sentimentos mais adequados, hoje, do que o próprio canto da Virgem, inspirada pelo Santo Espírito. Rezemos:

“A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem (Lc 1, 46-50).

Vivendo a palavra

Estamos nos preparando para fazer memória do nascimento de Jesus, e ouvimos, hoje, sua mãe num canto de fé e gratidão. Será que você poderia oferecer um presente ao menino Jesus, neste natal? O menino Jesus está na manjedoura da periferia e você facilmente pode encontrá-lo e honrá-lo com o seu presente. A sugestão você entendeu: dê um presente a uma criança pobre, nesse natal. 

Comunicando

Você, associado da AMA, recebeu sua cartinha de final de ano? Recebeu? Se não tiver recebido, com certeza, vai receber nesta semana. Na carta que lhe enviamos, fizemos um balanço do nosso trabalho missionário deste ano de 2025, falamos da campanha para os primeiros passos da Rádio FM e lhe enviamos um presente. Tenho certeza que você vai gostar do presente: a Cartilha do Sócio. Bom, fico aguardando a sua resposta à carta de final de ano de sua associação.

Pe. João Carlos Ribeiro sdb




Acolher Jesus que vem.



  21 de dezembro de 2025.  

Quarto Domingo do Advento

7º Dia da Novena de Natal 


  Evangelho.  


Mt 1,18-24

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. 24Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.


  Meditação.  


“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco” (Mt 1, 23)


E o Natal já está bem pertinho. E você, vem se preparando bem para o Natal? Digo, Natal do Senhor, não do Noel. Natal de Jesus. 

O Natal, podemos dizer, é mais do que o nascimento de Jesus, é a acolhida do Senhor que vem. 

Vamos olhar a Liturgia da Palavra deste 4º domingo do Advento sob essa ótica: acolher Jesus que vem. A boa notícia que enche o nosso coração e a nossa história de alegria é exatamente esta: Deus, por amor, vem a nós, para estar conosco, viver e caminhar com a gente, andar ao nosso lado em nossos caminhos humanos e, se preciso, morrer para nos dar a vida. 

Nas leituras deste quarto domingo, temos dois exemplos de acolhida do Senhor que vem. Um exemplo negativo. E o outro exemplo positivo. Este, o positivo, nos é proposto como modelo para a acolhida do Senhor neste Natal.

Vamos ao primeiro exemplo. O negativo.

O profeta Isaías, que atuou no século VIII a. C., comunicou ao rei Acaz, rei de Judá, que haveria um sinal da parte de Deus de que ele, o Senhor, estava ao lado do seu povo para defendê-lo dos seus inimigos naquela hora de ameaça de invasão estrangeira. O sinal era a gravidez de uma jovem e o nascimento de uma criança, o primeiro filho do rei. Ele levaria o nome de Emanuel, para atestar que Deus estava com o seu povo; para estimulá-lo a confiar no Senhor, mais do que nas alianças com os impérios. Acaz deu uma desculpa de que não queria ofender a Deus, tentando-o. Na verdade, ele fez pouco caso da comunicação do profeta e confiou mais em suas alianças e em seus exércitos. Acaz não acolheu o sinal de Deus na concepção e nascimento de uma criança, o seu filho primogênito.

E vamos ao segundo exemplo. O positivo.

José, noivo de Maria, percebeu que, sem ele ter coabitado com ela, estava grávida. Em sua decepção, querendo poupá-la de uma acusação de adultério, resolveu repudiá-la (uma espécie de divórcio antecipado). Mas, em sonho, o anjo de Deus lhe revelou a verdadeira origem de Jesus: ele é o filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria Virgem. E lhe deu como sinal o que o profeta Isaías tinha dado ao rei Acaz: “A virgem vai conceber e gerar um filho e o nome dele será Emanuel.”. ‘Deus está conosco’ é o que significa a vinda dessa criança. Deus vem a nós para estar entre nós e nos conduzir com a liderança de Davi. É aqui que entra o papel de José no projeto da salvação de Deus por meio de Cristo. José, filho de Davi, dará o nome da criança, Jesus, reconhecendo-o assim como seu filho. Assim, por meio de José, o filho de Deus e de Maria será filho de Davi, filho do rei para liderar o povo santo. José acolheu o sinal de Deus na gravidez de Maria.



Guardando a mensagem

Jesus é Deus que vem a nós, que se abaixou para assumir nossa humanidade. Ele vem para estar conosco, para nos conduzir com a liderança do rei Davi, do qual é descendente, como filho de José. A gravidez da jovem esposa do rei Acaz foi um sinal maravilhoso de Deus: a descendência de Davi estava assegurada, a segurança do seu povo estava nas mãos de Deus. Mas Acaz não acolheu a gravidez de sua jovem esposa como um sinal de Deus. Não confiou em Deus que libertaria seu povo dos seus inimigos. A gravidez de Maria, esposa do carpinteiro José, foi um sinal maravilho de Deus: chegara o tempo da realização das promessas antigas. No seu filho, o Verbo, Deus estava chegando para estar com sua gente, para conduzir seu povo à felicidade e à paz. José acolheu a gravidez de Maria como um sinal de Deus. Recebeu Maria como esposa e reconheceu Jesus como seu filho, tornando-o, assim, filho de Davi.


“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco” (Mt 1, 23)


Rezando a Palavra

Senhor Jesus, o Natal está bem pertinho. É o teu Natal, o teu nascimento em nossa humanidade. Essa boa notícia, Jesus, já tem mais de dois mil anos e cada ano, nós a sentimos como nova, como transformadora. Que notícia boa! O Natal é a celebração de tua presença entre nós, presença começada no ventre de Maria que continua até o fim dos tempos, como prometeste: “Eis que estarei com vocês todos os dias, até a consumação dos séculos”. Os teus anjos, que com certeza têm mais juízo do que nós, diante desse mistério tão grande, continuam cantando “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados’. Senhor Jesus, dá-nos a graça de acolher essa boa notícia de tua vinda, de acolher, na criança de Belém, esse mistério de amor que vem a nós para nos conduzir. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a Palavra

Na reta final de preparação para o Natal, reze o 7º Dia da Novena de Natal. De toda forma, pelo menos leia o evangelho de hoje. 

Comunicando

Neste Natal, você vai poder assistir o Especial com Padre João Carlos em várias emissoras de televisão. Na TV Pai Eterno, um show que gravei em Trindade, a apresentação será nas noites de 24 e 25. Na Rede Vida, show de final de ano que gravei em Recife, será na véspera do Natal, dia 24, às onze da noite. Na Canção Nova, será no dia de Natal, às nove da noite.  

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB


Ave Maria, cheia de graça.

 


   20 de dezembro de 2025.   3

Sábado da 3ª Semana do Advento

6º Dia da Novena do Natal

   Evangelho.  


Lc 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

   Meditação.  


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28).

A Ave Maria é uma oração que está permanentemente em nossos lábios. E há até quem a identifique com uma oração infantil, tão simples nos parece e tão curta se apresenta. No terço, nós a repetimos pelo menos 50 vezes. É possível que a rotina acabe esvaziando o profundo significado dessa bela prece.

Uma breve oração, é verdade, mas que retoma as palavras do anjo Gabriel, de Izabel, do Concílio de Éfeso e da piedade popular. Quatro autores numa obra que foi se cristalizando ao longo dos séculos.

O que dizemos na Ave Maria? Começamos saudando a Virgem: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco”. Foi o anjo Gabriel que disse isso: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. Gabriel veio da parte de Deus com uma mensagem especial. Séculos antes de Gabriel aparecer, o profeta Sofonias tinha levado uma mensagem ao povo de Deus, no meio de um grande sofrimento: “Alegra-te, filha de Sião. O Senhor está em teu meio”. A filha de Sião é a comunidade fiel que aguarda a realização das promessas de Deus, um tempo de liberdade e de paz. Maria é a filha de Sião. As promessas de Deus estão se cumprindo para o seu povo.

Gabriel a saudou como “cheia de graça”, plena da graça de Deus. São Paulo explicou, na carta aos Efésios, que Deus quis, em Cristo, nos cumular de todas as bênçãos espirituais (Cf. Ef 1, 3). E que, antes da criação do mundo, ele já nos tinha predestinado a sermos seus filhos adotivos, para o louvor de sua graça. E que isso foi possível porque Jesus remiu os nossos pecados.

Dizendo a Maria que ela estava “cheia da graça de Deus”, o anjo Gabriel estava dizendo que Deus a cumulou de toda bênção, da plenitude de sua graça. E, se por causa de Jesus, antes da criação do mundo, Deus já nos tinha predestinado a ter a sua graça em abundância como seus filhos, o mesmo fez com Maria. E o fez bem mais. Como nos explica a Igreja, no dogma da imaculada conceição, em vista dos merecimentos de Cristo, Deus a preservou da herança do pecado original, do qual todos nós participamos. E assim, sem vínculo com o pecado, ela pode conceber o santo filho do Altíssimo, que já era um com ele, desde toda a eternidade.

Saudando Maria como cheia de graça, estamos celebrando o plano de salvação de Deus, o seu imenso amor por nós que o levou a enviar o seu amado filho para assumir nossa condição humana, remir os nossos pecados e ser o nosso guia e pastor em nossa peregrinação terrena.




Guardando a mensagem

Não, a Ave Maria não é só um louvor a Maria. É, antes de mais nada, um louvor a Deus, à sua intervenção na história em nosso favor. No seu canto, Maria reconheceu isso, cantando as misericórdias de Deus em sua vida e na vida do seu povo.

Não, a Ave Maria não é uma oração infantil. É um louvor a Deus que cumulou uma mulher de toda graça, antecipando para ela os merecimentos que o Salvador conquistaria na cruz em favor de todos nós, unindo-a a si como sua filha mais querida e mãe do seu eterno filho.

Não, a Ave Maria não é uma oração enfadonha e repetitiva. É a proclamação da nossa redenção que chegou pela encarnação do Verbo no seio virginal de Maria, como iniciativa de Deus e da resposta de fé humilde e generosa de sua serva.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a cena da anunciação enche o nosso coração de alegria. Nela, nós vemos um Deus misericordioso e fiel que, pensando em nós com tanto carinho, escolheu uma mãe para ti, cumulando-a da plenitude de sua graça, em vista da reconciliação que nos alcançarias na tua entrega na cruz. Como disse um dos antigos padres da Igreja, assim ela se tornou filha do redentor, antes mesmo de ser sua mãe. Na anunciação, nós vemos, Jesus, uma jovem santificada pela graça de Deus, toda em comunhão com o Criador, que responsavelmente quis saber como seria possível ser mãe virgem e, cheia de fé, disse um “sim” generoso, com a humildade de serva do Senhor. Na anunciação, vemos, Jesus, a tua própria entrada neste mundo, na tua encarnação. E nesta tua vinda, igualmente contemplamos tua obediência filial, como nos diz a carta aos Hebreus: vieste, com alegria, fazer a vontade do nosso Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra
 
Reze, hoje, três ave-marias. E o faça com muito gosto e piedade, saudando a Virgem e reverenciando o mistério da encarnação do Verbo: Jesus que veio a nós, fazendo-se humano no seio virginal de Maria. 

Comunicando

Temos hoje o 6º Dia da Novena do Natal. Acompanhe pelo Youtube no Canal Padre João Carlos; ou ainda no Spotify, no rádio e nas redes sociais. 

A você que já participou da Campanha de Final de Ano da AMA, muito obrigado. Você que ainda não o fez, fique tranquilo, está em tempo. Estamos reunindo forças para os primeiros passos em prol de uma Rádio FM. Para participar, use o PiX da AMA: 81 99964-4899. Lembre de doar um valor terminado em 6, para melhor identificação da campanha.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Zacarias e Izabel, uma história surpreendente.


   19 de dezembro de 2025.   

Sexta-feira da 3ª Semana do Advento

5º Dia da Novena do Natal


   Evangelho   



Lc 1,5-25


5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada.

8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido.

11Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”.

18Então Zacarias perguntou ao anjo: “Como terei certeza disto? Sou velho e minha mulher é de idade avançada”. 19O anjo respondeu-lhe: “Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e fui enviado para dar-te esta boa notícia. 20Eis que ficarás mudo e não poderás falar, até o dia em que essas coisas acontecerem, porque não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir no tempo certo”.

21O povo estava esperando Zacarias, e admirava-se com a sua demora no Santuário. 22Quando saiu, não podia falar-lhes. E compreenderam que ele tinha tido uma visão no Santuário. Zacarias falava por sinais e continuava mudo.

23Depois que terminou seus dias de serviço no Santuário, Zacarias voltou para casa. 24Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e escondeu-se durante cinco meses. 25Ela dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!”


   Meditação.   


Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino (Lc 1, 14).

Nestes dias que precedem o natal, trazemos à memória uma figura muito especial: Zacarias. Os acontecimentos na vida do sacerdote Zacarias nos dizem que Deus conta com todos nós, independentemente da idade. Aliás, os idosos, precisamente estes, têm uma contribuição muito especial a dar no plano de salvação do nosso Deus. Vamos ao texto de hoje.

O sacerdote Zacarias está no Templo oferecendo o incenso. De repente, aparece-lhe o anjo do Senhor. Ele lhe traz uma boa notícia: o filho que ele tanto quis, e não pode ter, agora vai chegar. Zacarias já tinha perdido a esperança. Já estava velho. E sua mulher Izabel, além de idosa, era estéril. Zacarias duvidou. Será?! Como é que eu vou ter certeza disso? Tá certo, Zacarias. Aqui está o sinal. Você, por não acreditar, vai ficar mudo, até o menino nascer. O anjo Gabriel aproveitou pra dizer a Zacarias qual seria a missão do seu filho: preparar os caminhos do Messias.

Na vida de Zacarias e Izabel, está esse grande testemunho: mesmo com nossos limites e deficiências, Deus conta conosco no seu projeto. Aliás, fica claro nessa história de Zacarias que não é por obra de mãos humanas, mas por obra do próprio Deus que nos chega a salvação. A salvação é obra de Deus em nossas vidas, com nossa humilde e frágil participação.

E você fica pensando... será que Deus conta comigo também no seu plano de salvação? Pode ter certeza. Ele conta com você, como contou com Zacarias e Izabel. Agora, por favor, não diga, ah estou de idade... ou, não tenho muito estudo... ou, meu tempo é muito pouco... nem diga: eu não sou ninguém... quanto mais fracos somos, mais se manifesta que é Deus que realiza a obra. Mas, a obra de Deus, que é a nossa salvação em Cristo, a nossa e a de outros, passa pelas nossas mãos, pela nossa voz, pela nossa humilde colaboração. Sem os poucos pães que o menino partilhou não haveria multiplicação dos pães. Você entendeu? Deus conta com você.



Guardando a mensagem

Em Zacarias e Izabel, contemplamos como Deus valoriza e integra também os idosos no seu projeto de salvação. Eles foram os pais de João, o profeta que preparou os caminhos de Jesus. Eles o geraram e o educaram para responder generosamente à sublime vocação de anunciador do Messias que estava chegando. Os idosos testemunham, com sua experiência, que Deus vem conduzindo a história. Eles dão testemunho da ação de Deus em suas vidas, sustentando os seus no caminho de Jesus com seu exemplo, com sua fé e com suas orações.

Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino (Lc 1, 14).

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
o anjo trouxe para Zacarias uma notícia boa. Disse que ele se preparasse porque iria viver dias de muita alegria e felicidade. Suas preces tinham sido ouvidas. Deus lhes mandaria um filho, com uma linda missão. O seu nascimento iria ser motivo de alegria pra muita gente. Manda, Senhor, teu anjo trazer notícias boas para os nossos idosos também. Eles precisam saber como são amados, como Deus conta com eles e como nós os estimamos e precisamos deles. Abençoa, Senhor, os nossos avós. Eles são nossos primeiros evangelizadores. Abençoa nossas famílias. A família é a primeira comunidade cristã que nos acolhe e evangeliza. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Uma sugestão para você assimilar ainda mais a mensagem de hoje: Dê um alô, hoje, para um idoso de sua família: ligue pra ele (pra ela) ou mande uma mensagem.  Mostre seu amor, seu respeito, sua consideração por essa pessoa.

Comunicando

Teremos, hoje, um dia de espiritualidade na sede da AMA, no Recife, com voluntários e associados. Um dia de reflexão e oração em preparação do Natal. 

Hoje é o 5º Dia da Novena de Natal. A nossa novena está disponível no YouTube, no Spotify, em muitas emissoras de rádio e nas redes sociais. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O pai de Jesus.

 



   18 de dezembro de 2025  

Quinta-feira da 3ª Semana do Advento 


   Evangelho.  


Mt 1,18-24

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. 24Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.

   Meditação.   


José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo (Mt 1,20)

Eles estavam noivos e ela apareceu grávida. Na verdade, já tinham feito as demoradas cerimônias de casamento. Mas, como era costume, não se ia logo morar juntos. Foi nesse tempo, em que ela ainda estava com os pais, que apareceu grávida. Mas, não era dele. Ele ficou desnorteado. Por que ela fez isso comigo? Casamento pronto, tudo arrumado... Num caso como esse, a Lei previa que ele devia denunciá-la ao conselho dos anciãos de sua vila, no caso Nazaré. Ela seria julgada e sentenciada. Certamente, o caso seria reconhecido como adultério.... e a Lei era rigorosa com esse gravíssimo deslize. Devia ser apedrejada. José estava triste e confuso. O casamento estava acabado. E o que ele iria fazer? Denunciá-la? Não, isso não, de jeito nenhum. Ele amava demais sua noiva para fazer isso. Resolveu fugir... a culpa recairia sobre ele. Iria tentar a vida bem longe. Era melhor. Ela criaria seu filho, com o apoio da família. Ele sairia por mau e irresponsável. Foi dormir, assim, triste, sofrido, com essa decisão na cabeça.

Dormindo, José teve um sonho. O anjo do Senhor veio lhe explicar que o que aconteceu com Maria foi da vontade de Deus, que ela concebeu pela ação do Espírito Santo; que ele não tivesse medo de recebê-la como esposa; e que desse ao filho o nome de Jesus. José acordou assustado, mas decidido. Fez como o anjo do Senhor havia mandado.

O que será que o anjo realmente mandou José fazer? Primeiro, receber Maria por esposa. Estar ao lado de Maria, em sua gravidez, na educação do seu filho e em tudo, como esposo, companheiro, apoiando-a, protegendo-a, partilhando com ela as responsabilidades de uma família. E José, que tanto amor tinha por Maria, abraçou essa missão de esposo. Segundo, o anjo mandou que ele desse o nome de Jesus ao menino. E a missão do menino já estava expressa no seu nome: salvar o seu povo dos seus pecados. Dar o nome ao menino significava reconhecê-lo publicamente como filho, garantir sua pertença à família de Davi. Por meio de José, o filho de Deus seria também filho de Davi, seu descendente. E foi assim que José assumiu a condição de pai da criança.





Guardando a mensagem

Aproximando-nos do natal, contemplamos hoje uma figura muito especial, o esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. José é o homem obediente a Deus. Ele faz a vontade de Deus, assim que a conhece, com toda dedicação e enfrentando qualquer dificuldade. A sua acolhida da vontade de Deus é um grande exemplo para nós. José é também uma testemunha de Jesus. Com sua vida de pai e de esposo, ele nos diz quem é esse Jesus, que vai aprender com ele a ser um homem justo, um judeu piedoso, um carpinteiro útil na comunidade: ele foi concebido pela ação do Espírito Santo em Maria Virgem, ele veio salvar o seu povo dos seus pecados, ele é o filho de Deus e o filho de Davi.

José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. (Mt 1,20)


Rezando a Palavra

No final da carta apostólica sobre São José, o Papa lhe dedicou uma breve oração, que rezamos agora:

Salve, guardião do Redentor
e esposo da Virgem Maria!
A vós, Deus confiou o seu Filho;
em vós, Maria depositou a sua confiança;
convosco, Cristo tornou-Se homem.

Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós 
e guiai-nos no caminho da vida.
Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,
e defendei-nos de todo o mal. Amém.


Vivendo a Palavra

Contemple a acolhida de José à vontade de Deus, sua obediência, seu amor à Virgem e ao menino Jesus. Ele amou Jesus com um coração de pai. 

Comunicando

A você que participou da Campanha de Final de Ano da AMA, apresento nossos agradecimentos, de coração. Esta campanha tem em vista os primeiros passos no projeto Rádio Amanhecer FM. Você também quer participar? Então, anote o PIX da AMA: 81 99964-4899.

Hoje é o 4º dia da Novena de Natal. Está acompanhando? Apenas, dez minutinhos de sua atenção. Um belo investimento na preparação espiritual do seu natal. A Novena está no YouTube, Canal Pe. João Carlos, mas já estou lhe enviando o link. 

Na Missa das 11 horas de hoje, vamos dar graças a Deus pelo ano que está terminando. Nas duas próximas quintas, não teremos esta Missa das 11 horas. Quinta-feira que vem é o dia de natal e na outra, dia de ano novo. Então, estou lhe convidando para nossa Missa de Ação de Graças pelas bênçãos deste ano de 2025. Hoje, quinta-feira, às 11 horas. Transmissão pelo rádio e pelo YouTube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O álbum de fotos dos antepassados de Jesus.




  17 de dezembro de 2025.  

Quarta-feira da 3ª Semana do Advento


  Evangelho.  


Mt 1,1-17

1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi.
Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia.
12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 17Assim, as gerações desde Abraão até Davi são catorze; de Davi até o exílio na Babilônia, catorze; e do exílio na Babilônia até Cristo, catorze.

  Meditação.  


Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão (Mt 1,1).

Vou ler só um trechinho, pra você ter uma ideia dessa genealogia de Jesus, no evangelho de São Mateus. 

1 Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2 Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3 Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4 Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5 Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. (Mt 1, 1-4)

É só o começo. São mencionadas 42 gerações. Vou explicar, tenha calma.  Com essas palavras – Livro da origem de Jesus Cristo – se inicia, em Mateus, a árvore genealógica dos antepassados de Jesus, do lado paterno, desde Abraão até o seu pai José.

Esta longa lista dos antepassados de Jesus, presente no evangelho de Mateus, como também no de Lucas, nos lembra que fazemos parte de uma longa história. Cada geração dá sua contribuição e passa adiante as suas causas e as suas conquistas. Uma geração não gera apenas outra geração. Não é apenas a vida biológica que se transfere. Transmite-se uma cultura, uma história. No caso do povo de Deus, passava-se em herança a longa experiência de um povo em aliança com Deus. Transmitia-se a fé no Deus vivo que caminha com o seu povo, sustentando suas lutas por terra, liberdade, cidadania.

Nesse mesmo tom, o evangelista João proclama que o Verbo se fez carne. O filho de Deus entrou em nossa história, se encarnou. Ele está unido, como numa corrente, aos seus antepassados. Como ser humano, é herdeiro da riqueza da história, da cultura e da fé do povo de Israel. Nasce judeu, em uma família de judeus. É circuncidado pequenininho como todo judeu em aliança com Deus. Recebe um nome judeu: Yeshua, Jesus. Fala aramaico, ama os seus parentes e faz suas preces conforme o ensinamento da Torá. Desde os 12 anos, participa das peregrinações a Jerusalém, nas grandes festas da fé judaica: a saída do Egito (Festa da Páscoa), a entrega da Lei no deserto (Festa de Pentecostes) e a posse da terra prometida (Festa das Cabanas).

Na cultura do Oriente Médio, o elo com o passado, com a história precedente é a figura do pai. O pai é o elo com a história. Ele é o canal de comunicação da herança social e religiosa do povo eleito aos seus filhos, particularmente ao primogênito, o primeiro filho. E a mãe? Na nossa cultura, atualmente, ela conta tanto quanto ou mais que o pai. Mas isso é na nossa cultura e nos dias de hoje. No povo hebreu, e naquele tempo, não era assim.

Nessa longa lista dos antepassados, cada geração passa o bastão à geração seguinte. É verdade que, neste evangelho de São Mateus, a lista contém nomes de cinco mulheres, entre as quais Maria. Bom, aí já é a nova mentalidade que começa a fermentar a partir de Jesus. Aí já é a novidade do evangelho. As mulheres contam também. E mesmo as desprezadas e marginalizadas contam, porque Deus não faz acepção de pessoas e valoriza a contribuição de todos, especialmente dos pequeninos.




Guardando a mensagem

Hoje, lemos, no início do evangelho de São Mateus, uma genealogia, a relação dos antepassados da família de Jesus, pelo lado paterno. É uma lista muita extensa, ligando Jesus a pessoas como o rei Davi e o Patriarca Abraão. É uma forma de dizer que Jesus, o Messias, o Cristo, o filho de Deus, por sua encarnação, integra agora a família humana; que Jesus inseriu-se na história do povo eleito, povo que teve a liderança de patriarcas, profetas e reis. Ele chega nesse encadeamento da história em que uma geração passa à outra as suas conquistas e o seu aprendizado, especialmente a sua história com Deus. Jesus não é somente filho de Deus, é agora também filho da humanidade, integrante de nossa história. Ele é também fruto da história do seu povo eleito, o bendito fruto do ventre de Maria. E essa lição é importante para nós também. Jesus mergulha na história do seu povo, para ser um deles e é assim que ele vai liderá-lo, conduzi-lo, ser o seu pastor.

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
contigo e com esse texto de tua genealogia, aprendemos a dar valar à história dos nossos antepassados, os famosos e os anônimos. O sangue deles corre em nossas veias. A nossa vida resume toda a história dos nossos pais, dos nossos avós e bisavós. Até nos parecemos fisicamente com eles. Para melhorar a história, precisamos mesmo começar por assumi-la, conhecê-la, aceitá-la. Obrigado, Senhor, por esta bela lição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje e nos próximos dias, dê uma olhada em algum álbum de fotografia dos seus parentes, relembrando suas origens, seus avós, pais, tios, etc. Uma grande lição do natal é darmos valor à nossa história, aos nossos antepassados. Como Jesus, estamos enraizados numa longa história de lutas, sofrimentos e conquistas.

Comunicando

Hoje é o 3º dia da Novena do Natal. Nossa Novena leva o título "Maria, Mãe do Povo fiel" e está disponível no Youtube, no Spotify, em muitas emissoras de rádio e nas redes sociais. Você recebeu o E-book da novena? Então, vou lhe mandar de novo. São apenas 10 minutos de reflexão e oração, minutos que podem fazer a diferença na preparação do seu encontro com o Senhor, neste Natal. 

De coração, quero agradecer a você que já participou da Campanha de Final de Ano da AMA. É mais do que um PIX, é o seu apoio, o seu reconhecimento, a sua parceria na missão. Muito obrigado. Ainda não participou? Tudo bem. Deixe eu lhe lembrar a Chave Pix: 81 99964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Você vai também?

 



  16 de dezembro de 2025.  

Terça-feira da 3ª Semana do Advento

  Evangelho  


Mt 21,28-32

Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

  Meditação  


Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Preste bem atenção a estas palavras que o pai diz na história que Jesus contou. ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O homem diz isso a cada um dos seus dois filhos. São quatro palavras: Filho – trabalhar – hoje – vinha.

VINHA – A vinha é uma representação do próprio povo de Deus, vinha do Senhor. É também um modo de falar do Reino de Deus. A vinha é o campo de trabalho a que somos enviados.

FILHO - Não se trata de servo ou de funcionário, mas de filho. Filho é herdeiro. A vinha é sua também, é a sua herança. É assim que o Senhor pede nossa participação na missão, como filhos, não como servos ou funcionários.

TRABALHAR – No tempo de Jesus, o filho trabalhava com o pai, aprendia o seu ofício. Não seria necessário pedir ao filho para ir trabalhar na vinha, a não ser que este estivesse desinteressado, faltando ao seu compromisso ou se esquivando do trabalho.

HOJE - Hoje não é amanhã ou no ano que vem. É hoje. Como no profeta Isaías que Jesus leu na sinagoga de Nazaré: “Hoje, cumpriram-se estas palavras que vocês acabaram de ouvir”. Ou como na casa de Zaqueu, em Jericó: “Hoje, entrou a salvação nesta casa”. Nosso empenho como cristãos na Igreja e na sociedade é hoje, sem adiamentos, sem omissão.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha!

O primeiro filho, rebelde, negou-se a ir. Mas, depois, mudou seu comportamento. Foi trabalhar na vinha. Este fez a vontade de Deus. Essa mudança é chamada também nesse mesmo evangelho de arrependimento, conversão. O segundo filho respondeu “Sim, Senhor, eu vou”, mas não foi. Mostrou-se muito obediente, muito atencioso, mas não se integrou na dinâmica de trabalho da vinha, como o pai pediu. Não fez a vontade de Deus.

Vamos olhar mais de perto quem é o primeiro filho, o que disse que não ia, mas acabou indo. Jesus mesmo explica: esse filho está representando todos os cobradores de impostos e as prostitutas e, com eles, a grande massa de gente desprezada e marginalizada. Eles são o filho que disse ‘não quero’ com sua vida longe de Deus, mas converteu-se, foi trabalhar na vinha.

E o outro filho, o que disse que ia, mas não foi? Quem ele está representando? Resposta: Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Eles praticavam a Lei de Moisés, mostravam-se sempre obedientes e amorosos com Deus, “sim, Senhor”, mas não atenderam o pedido do pai. Rejeitaram a pregação de João Batista e de Jesus. Não creram, não se converteram, não se integraram ao Reino de Deus, a vinha.




Guardando a mensagem

A história que Jesus contou é uma fotografia do que está acontecendo no tempo dele e hoje. Pela evangelização, o Pai está convidando seus filhos e suas filhas ao Reino de Deus. Uns, tidos como gente longe da fé, de cara estão dizendo que não vão. Mas, considerando melhor, integram-se no Reino de Deus, como Mateus, Zaqueu, a Samaritana, a Madalena, o filho pródigo... Eles são o primeiro filho. Outros, já praticantes da Lei, justos, vivem dizendo “sim, Senhor’. Mas, na prática, não vão. Ficam só na conversa. É o segundo filho. Claro, Jesus está nos contando hoje essa história por alguma razão. A minha, eu sei qual é. A sua, você vá pensando para descobrir.

Filho, vai trabalhar hoje na vinha! (Mt 21, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela evangelização, estamos sendo convocados a nos integrar na obra de Deus, que é o seu Reino, a sua vinha. Tu, Senhor Jesus, experimentaste que, em resposta à evangelização, uns se mostram muito atenciosos e cheios de promessas, mas de verdade não se convertem, não mudam de vida, não assumem a causa do Pai. Outros, mesmo rejeitando o convite, acabam por converter-se e abraçar a vontade divina, indo trabalhar em sua vinha. Ajuda-nos, Senhor, a responder ao evangelho com a conversão. Dá-nos nos empenhar, como filhos, para que a tua palavra, na Igreja e na sociedade, produza muitos frutos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Pense um minutinho: O que será, para você, esse chamado para trabalhar na vinha do Senhor?.

Comunicando

Hoje é o segundo dia da Novena de Natal. São apenas 10 minutos do seu tempo, a qualquer momento do dia. Você pode acompanhar a novena no YouTube, no Spotify, nas redes sociais e em muitas emissoras de rádio. Se for direto no Youtube, é só procurar o Canal Padre João Carlos. Para quem recebe a Meditação pelo celular, estamos enviando o link deste segundo dia da novena. Ontem, enviamos também o e-book para você acompanhar com o texto. Também seguiu o texto para impressão, no caso de alguém querer ter o texto em mãos. Você já entendeu: queremos muito que você faça a Novena de Natal. Ou melhor, estamos fazendo de tudo para que você chegue bem preparado espiritualmente para o Natal do Senhor.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




Então, eu também não digo.



  15 de dezembro de 2025.  

Segunda-feira da 3ª Semana do Advento 

  Evangelho.  

Mt 21,23-27

Naquele tempo, 23Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?”
24Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?”
Eles refletiam entre si: “Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ 26Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. 27Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas”.

  Meditação.  

Eu também não lhes direi com que autoridade faço estas coisas (Mt 21,27).

Por que Jesus não respondeu à pergunta? Não seria mais fácil Jesus dar logo uma reposta? Eles perguntaram com que autoridade ele estava fazendo aquilo no Templo. E o que é que Jesus estava fazendo? Estava denunciando que tinham convertido a casa de oração num antro de ladrões. Ele tinha expulsado os vendedores e compradores, afinal, tinha tomado uma atitude pública contra o desvirtuamento do Templo. Quem estava perguntando? Os responsáveis pelo Templo e pela religião em Israel: os sumos-sacerdotes, os mestres da lei e os anciãos; o grupo que depois julgaria Jesus no Sinédrio, condenando-o como um malfeitor. Então, não era uma pergunta inocente... era uma acusação, um enfrentamento perigoso, uma vez que eles tinham um corpo de guardas sob seu comando: Com que autoridade fazes isto?

Jesus não respondeu. Mas, se propôs a responder, desde que eles lhe respondessem também a uma pergunta. A pergunta foi sobre o batismo de João. João andou atraindo o povo para o deserto, para batizar-se no Rio Jordão, pregando a mudança de vida, em preparação da vinda do Messias. Para João, o Templo não era mais o lugar da purificação. A volta ao tempo do deserto era um recomeço, quando não havia Templo, mas só uma Tenda móvel. Eles, a elite que controlava o Templo, não acharam ruim Herodes prender e decapitar João Batista. Livraram-se de um pregador incômodo, uma denúncia permanente da situação de pecado dos que deviam guardar a aliança com fidelidade. Jesus perguntou: O batismo de João era de Deus ou dos homens? Como eles não se converteram com a pregação de João Batista, a resposta já estava dada. Mas, não podia ser dita. “Então, eu também não digo com que autoridade faço essas coisas”, concluiu Jesus. Claro, a resposta estava dada: com a mesma autoridade com que João Batista pregava a conversão e batizava. Mas, não adiantava dizer com a boca. As suas atitudes já estavam mostrando.

O mundo hoje cobra explicações dos cristãos ... por que vocês querem pensar e agir diferente dos outros? Por que vocês não aceitam que se combata a violência armando a população, porque não apoiam a pena de morte? Por que vocês não deixam a mulher decidir sobre sua gravidez e ter a liberdade de abortar? Por que vocês insistem tanto no casamento religioso? Por que vocês são tão obedientes ao Papa? Por que vocês adoram a Eucaristia? Quem pergunta nem sempre está interessado na resposta. É só uma forma de intimidação, de oposição. Às vezes, é melhor fazer como Jesus: responder com as atitudes e com o modo de viver.





Guardando a mensagem

Jesus tinha feito um gesto profético de grande repercussão no meio do povo. Ele tinha expulsado os vendilhões do Templo. Foi um gesto de purificação da Casa de Deus, mostrando a necessidade de reconduzi-lo à sua vocação de lugar do encontro de Deus com o seu povo e denunciando o aparelhamento do Templo a serviço dos interesses econômicos e políticos da elite de Jerusalém. As lideranças do Templo vieram pra cima dele, num confronto que o levaria, um pouco mais na frente, à prisão. Queriam saber com que autoridade estava fazendo coisas como aquela. Jesus também quis saber com que autoridade João Batista tinha pregado e batizado no deserto. Eles não reconheceram que o profeta agira com a autoridade de Deus, nem aceitaram que Jesus viesse da parte do Pai. Mantiveram-se de coração fechado à autoridade de Deus, sem conversão, sem acolhida do enviado de Deus.

Eu também não lhes direi com que autoridade faço estas coisas (Mt 21,27).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
as lideranças do Templo, fechadas em seus interesses, perderam a chance de te reconhecer como o enviado de Deus, que os convocava à conversão. Já tinham rejeitado o profeta João Batista e o seu forte apelo de conversão. E tu, Senhor, os estavas convocando não apenas a uma mudança pessoal, mas a uma conversão institucional, no modo como eles comandavam a Casa de Deus a serviço dos seus interesses. Neste tempo de Advento, estás nos dirigindo muitos apelos para nossa conversão. Não queremos, Senhor, fechar o nosso coração e ignorar esse tempo de graça e reconciliação que estamos vivendo. Renova, Senhor, o teu povo, com o teu Santo Espírito, para que cheguemos santamente à festa do teu natal. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A Novena de Natal nos ajuda numa preparação mais intensa para as celebrações natalinas. A Novena de Natal da AMA deste ano tem como tema "Maria, mãe do povo fiel" e está começando hoje. Ela está disponível, desde agora, no YouTube, no Spotify, no rádio, nas redes sociais. São apenas 10 minutos de reflexão e oração. Para quem recebe a Meditação pelo WatsApp, já estamos lhe enviando o E-book da novena e o link para você assistir no YouTube. Estou lhe enviando também a novena em PDF para o caso de você querer imprimir o texto. 

Comunicando

E você já participou da Campanha de Final de Ano da AMA? Podemos contar com sua doação para darmos os primeiros passos para uma Rádio FM? Para sua doação use o PÌX da AMA: 81 99964-4899. Não se esqueça de doar um valor terminado em 6, assim sabemos que em 2026, vamos continuar juntos e comprometidos com a missão.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




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